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Atualizado: 4 minutos 20 segundos atrás

TST afasta indenização à família de trabalhador que morreu em acidente de trânsito a serviço

seg, 31/08/2026 - 17:30
Para o relator, mesmo quando a atividade profissional é de risco, é necessário existir uma relação entre esse risco e o dano sofrido pelo trabalhador. Foto: Divulgação

Um trabalhador morreu em um acidente de trânsito enquanto retornava de uma reunião a serviço da empresa, mas a família não terá direito às indenizações que haviam sido reconhecidas nas instâncias inferiores. A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) entendeu que as provas do processo apontaram culpa exclusiva do vendedor pela ocorrência e afastou a responsabilidade da empregadora.

O caso envolveu um vendedor externo que passava boa parte de sua jornada dirigindo por rodovias. O próprio TST reconheceu que a atividade exercida pelo trabalhador era considerada de risco. Ainda assim, o colegiado concluiu que, naquele acidente específico, não havia elementos que permitissem responsabilizar a empresa.

Laudo pericial, relatório da Polícia Civil e parecer do Ministério Público apontaram que o trabalhador perdeu o controle da direção e invadiu a contramão. As provas também não identificaram falha mecânica, defeito no automóvel ou outro fator relacionado à atividade empresarial.

A decisão da Quinta Turma foi unânime.

Acidente ocorreu quando vendedor voltava de reunião

O trabalhador atuava como vendedor externo e trafegava frequentemente por rodovias em razão da atividade profissional.

O acidente ocorreu na MG-133, na zona rural de Rio Novo (MG). Na ocasião, ele retornava de uma reunião de trabalho em Juiz de Fora e seguia em direção a Ponte Nova.

O vendedor dirigia um Palio alugado pela empresa Wurth do Brasil Peças de Fixação Ltda. quando houve uma colisão frontal com uma Ford Ranger. O trabalhador morreu no local.

Posteriormente, a viúva e os dependentes recorreram à Justiça do Trabalho em busca de indenizações por danos morais e materiais.

Entre os argumentos apresentados pela família estava a segurança do automóvel fornecido para o trabalho.

Família questionou ausência de ABS e airbag

Na ação, a família alegou, entre outros pontos, que o veículo utilizado pelo vendedor não possuía equipamentos de segurança como freios ABS e airbag.

O argumento era de que esses dispositivos poderiam ter reduzido a gravidade do acidente e evitado a morte do trabalhador.

A empresa, por outro lado, sustentou que o inquérito policial havia apontado outro motivo para a colisão. Segundo a defesa, o vendedor trafegava em alta velocidade, perdeu o controle do automóvel, invadiu a pista contrária e atingiu a Ford Ranger.

A Wurth afirmou ainda que precisou arcar com as despesas hospitalares do motorista e do passageiro da Ranger e acionar a seguradora para ressarcir a locadora do Palio pelos prejuízos decorrentes do acidente.

Família havia conseguido R$ 100 mil em indenizações

A interpretação inicial da Justiça do Trabalho foi diferente daquela que prevaleceu posteriormente no TST.

Em primeira instância, a empresa foi responsabilizada e a família recebeu o direito a indenizações por danos morais e materiais no valor de R$ 100 mil.

O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG) manteve a sentença.

Para o Tribunal Regional, o trabalho como vendedor externo representava um risco maior do que aquele normalmente enfrentado pela população, uma vez que o funcionário circulava diariamente pelas rodovias.

Nesse entendimento, a empresa deveria responder pelos danos relacionados à atividade mesmo sem a necessidade de comprovação de culpa.

O TRT também considerou que não havia prova conclusiva de que excesso de velocidade, direção perigosa ou outra conduta imprudente do vendedor tivesse provocado o acidente.

TST considerou provas sobre a causa do acidente

Ao analisar o recurso da empresa, entretanto, a Quinta Turma do TST chegou a outra conclusão.

O relator, ministro Douglas Alencar Rodrigues, reconheceu que a atividade desempenhada pelo vendedor externo era de risco e que, em tese, essa condição poderia levar à responsabilização da empregadora.

O ponto decisivo foi a análise das circunstâncias específicas da colisão.

Conforme o TST, o laudo pericial, o relatório da Polícia Civil e o parecer do Ministério Público apontaram culpa exclusiva do trabalhador.

As provas indicaram que ele perdeu o controle da direção e invadiu a contramão da rodovia. Também não foram identificados falha mecânica, defeito no automóvel ou outro elemento relacionado à atividade da empresa que tivesse contribuído para a ocorrência.

Por que a culpa exclusiva afastou a indenização?

O TST adotou o entendimento de que o simples fato de a atividade profissional ser de risco não seria suficiente, naquele caso, para manter a obrigação de indenizar.

De acordo com o relator, é necessário que exista relação entre o risco decorrente da atividade e o dano sofrido pelo trabalhador.

Quando fica caracterizada a culpa exclusiva da vítima, essa relação pode ser rompida e, consequentemente, afastar a responsabilidade da empresa.

Foi esse entendimento que levou a Quinta Turma a retirar a condenação imposta à Wurth do Brasil Peças de Fixação Ltda.

A decisão foi unânime.

O caso chama atenção especialmente porque o acidente aconteceu durante um deslocamento profissional e a própria atividade do trabalhador foi reconhecida como de risco. Ainda assim, para o TST, as provas sobre como o acidente aconteceu foram determinantes para afastar a indenização.

A decisão se refere às circunstâncias específicas do processo analisado e não significa que todo acidente de trânsito envolvendo um trabalhador em serviço afaste automaticamente a responsabilidade da empresa.

Processo: Ag-ARR-10107-76.2017.5.03.0074

Com informações da Secretaria de Comunicação Social do Tribunal Superior do Trabalho

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Alerta vermelho de tempestade: o que fazer se o motorista estiver na estrada?

seg, 31/08/2026 - 13:30
Diante de um alerta vermelho de tempestade, chegar mais tarde ou adiar a viagem pode ser a escolha mais prudente. Foto: OlafNaami para Depositphotos

O alerta vermelho de tempestade emitido para áreas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (31) exige atenção redobrada de quem precisa pegar a estrada. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há possibilidade de chuva superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros ao longo do dia, ventos que podem ultrapassar 100 km/h e queda de granizo.

O aviso de grande perigo alcança centenas de municípios dos dois estados e aponta riscos de alagamentos, queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia e transtornos no transporte rodoviário. A previsão oficial indica que agosto termina com tempestades e granizo no Sul, enquanto outras regiões do país enfrentam calor intenso e baixa umidade.

Mais do que acompanhar a previsão, entretanto, quem pretende viajar precisa entender o nível de risco e avaliar se é possível adiar o deslocamento.

Alerta vermelho indica grande perigo

Os avisos meteorológicos do Inmet são classificados por cores. O amarelo indica perigo potencial; o laranja representa perigo; e o vermelho sinaliza grande perigo, com maior probabilidade de danos e acidentes.

Diante de um alerta vermelho, a primeira recomendação é verificar se a viagem é realmente necessária. Quando houver possibilidade de adiar a saída ou alterar o trajeto, essa pode ser a decisão mais segura.

Antes de sair, o motorista deve consultar a previsão para todo o percurso, e não somente para a cidade de origem ou destino. Também é importante acompanhar os canais da Defesa Civil, da Polícia Rodoviária Federal, dos órgãos rodoviários estaduais e das concessionárias responsáveis pelas vias.

O que fazer se a chuva forte começar durante a viagem?

Caso o motorista seja surpreendido por uma tempestade na estrada, deve reduzir gradualmente a velocidade, aumentar a distância em relação ao veículo da frente e manter os faróis baixos acesos.

Mudanças bruscas de direção e frenagens repentinas devem ser evitadas. A pista molhada reduz a aderência dos pneus e aumenta o espaço necessário para parar o veículo.

Também é importante:

  • manter o para-brisa desembaraçado;
  • utilizar os limpadores em velocidade compatível com a chuva;
  • segurar o volante com as duas mãos;
  • evitar ultrapassagens;
  • observar possíveis acúmulos de água;
  • manter distância de caminhões e ônibus, que levantam grande quantidade de água e reduzem a visibilidade;
  • acompanhar as luzes dos veículos à frente sem utilizá-las como única referência.

O pisca-alerta não deve ser acionado com o veículo em movimento apenas porque está chovendo. O uso inadequado pode confundir os outros condutores e dificultar a identificação de uma parada ou emergência real.

Quando é mais seguro interromper a viagem?

Se a chuva estiver tão intensa que não seja possível enxergar a pista, as faixas ou os veículos adiante, insistir em continuar pode ser mais perigoso do que interromper o deslocamento.

O motorista deve procurar um local seguro fora da rodovia, como um posto de combustíveis, uma base da concessionária ou um ponto de apoio. Parar sobre a pista ou no acostamento deve ser evitado, pois a baixa visibilidade aumenta o risco de colisões traseiras.

Ao encontrar um local protegido, o condutor deve aguardar a redução da tempestade e consultar as condições do trecho antes de retomar a viagem. A orientação oficial para situações de visibilidade muito baixa é buscar um ponto seguro fora da rodovia. Agência SP.

Como agir em caso de aquaplanagem?

A aquaplanagem acontece quando os pneus perdem o contato com o pavimento por causa de uma camada de água. A direção pode ficar repentinamente leve e o motorista perder temporariamente o controle do veículo.

Caso isso aconteça, a Polícia Rodoviária Federal orienta a segurar firmemente o volante, mantê-lo reto e retirar gradualmente o pé do acelerador. O condutor não deve frear bruscamente nem fazer movimentos repentinos até que os pneus recuperem a aderência. PRF.

Para reduzir o risco, é fundamental diminuir a velocidade antes de chegar a trechos com água acumulada e manter os pneus em boas condições, com sulcos adequados e calibragem correta.

Ventos fortes podem desestabilizar os veículos

Rajadas superiores a 100 km/h podem alterar a trajetória dos veículos, especialmente em pontes, viadutos, áreas abertas e saídas de túneis. Caminhões, ônibus, motocicletas, veículos com reboque e automóveis que transportam cargas no teto são ainda mais vulneráveis.

Nessas condições, o motorista deve reduzir a velocidade, manter as duas mãos no volante e evitar manobras abruptas. Também é necessário aumentar a distância lateral ao ultrapassar veículos grandes, porque o deslocamento de ar pode afetar a estabilidade.

Se a ventania estiver muito forte, a orientação é interromper o deslocamento em um local seguro. O veículo não deve ser estacionado sob árvores, postes, outdoors, placas ou estruturas que possam cair.

Onde parar durante uma chuva de granizo?

Ao perceber a aproximação de uma chuva de granizo, o motorista deve procurar uma área coberta e segura, localizada fora da pista. Postos de combustíveis e estabelecimentos às margens da rodovia podem servir de abrigo, desde que o acesso possa ser feito sem manobras repentinas.

Não se deve parar sob árvores, estruturas frágeis ou sobre a pista. Também é perigoso permanecer embaixo de viadutos ou túneis bloqueando faixas e acostamentos, pois essa conduta pode provocar engavetamentos e impedir a passagem de veículos de emergência.

Se não houver um abrigo próximo, o mais seguro é reduzir a velocidade, manter distância e procurar um ponto adequado para sair da rodovia.

Nunca atravesse um trecho alagado

O motorista não consegue avaliar com segurança a profundidade da água, a força da correnteza nem as condições do pavimento em um trecho alagado. A pista pode ter cedido ou estar escondendo buracos e obstáculos.

Mesmo veículos maiores podem ser arrastados. Por isso, ao encontrar uma área inundada, a recomendação é não avançar. O condutor deve retornar, procurar uma rota alternativa e respeitar eventuais bloqueios das autoridades.

Planejamento pode evitar que o motorista fique exposto

Além de acompanhar os alertas meteorológicos, alguns cuidados antes da viagem reduzem os riscos:

  • verificar pneus, freios, limpadores e iluminação;
  • abastecer o veículo antes de entrar em trechos mais isolados;
  • manter o celular carregado;
  • informar a alguém o trajeto previsto;
  • evitar horários de maior intensidade da tempestade;
  • conhecer pontos de apoio ao longo da rota;
  • não seguir aplicativos de navegação por vias alagadas ou interditadas.

Em caso de emergência em rodovia federal, o motorista pode acionar a PRF pelo telefone 191. O Corpo de Bombeiros atende pelo 193 e a Defesa Civil pelo 199. Nas rodovias concedidas, o número de emergência costuma estar informado em placas ao longo do percurso.

Diante de um alerta vermelho de tempestade, chegar mais tarde ou adiar a viagem pode ser a escolha mais prudente. Nenhum compromisso compensa o risco de enfrentar chuva extrema, granizo, alagamentos e rajadas de vento sem condições seguras de circulação.

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Ciclista não é pedestre: veja as regras para circular de bicicleta no trânsito

seg, 31/08/2026 - 08:15
Quando cada usuário faz sua parte, o trânsito se torna mais seguro para todos. Foto: Patryk_Kosmider para Depositphotos

Cada vez mais presentes nas cidades brasileiras, as bicicletas ganharam espaço como meio de transporte, lazer e atividade física. Ao mesmo tempo, o crescimento da circulação de bicicletas convencionais e elétricas também trouxe dúvidas sobre as regras para ciclistas no trânsito.

Afinal, bicicleta pode andar na calçada? É permitido seguir na contramão? Bicicletas elétricas obedecem às mesmas normas das convencionais?

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) trata a bicicleta como um veículo. Isso significa que, embora tenha prioridade sobre os veículos motorizados em diversas situações, o ciclista também precisa cumprir deveres para garantir a segurança de todos os usuários das vias.

Bicicleta não é pedestre

Uma das dúvidas mais frequentes diz respeito ao uso das calçadas. Como regra geral, o ciclista não deve pedalar sobre a calçada. Esse espaço é destinado prioritariamente aos pedestres.

Se precisar utilizar o passeio, o correto é desmontar da bicicleta e empurrá-la. Nesse momento, o ciclista passa a ser equiparado ao pedestre e recebe a mesma proteção prevista na legislação.

Há uma exceção: a autoridade de trânsito pode autorizar a circulação de bicicletas na calçada, desde que exista sinalização específica permitindo essa utilização.

A bicicleta deve seguir o mesmo sentido da via

Assim como qualquer outro veículo, a bicicleta deve circular no mesmo sentido do fluxo da via.

Andar na contramão reduz o tempo de reação de todos os envolvidos e aumenta significativamente o risco de colisões, especialmente em cruzamentos e acessos a garagens.

Sempre que não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, o CTB determina que o ciclista circule pela pista de rolamento, preferencialmente junto ao bordo direito da via.

Semáforo e placa de “Pare” também valem para bicicletas

Outro equívoco comum é acreditar que bicicletas podem avançar o sinal vermelho ou ignorar placas de parada obrigatória.

Não podem.

Por serem veículos, as bicicletas devem respeitar toda a sinalização de regulamentação, incluindo semáforos, placas de “Pare”, preferências em cruzamentos e demais normas de circulação.

O descumprimento dessas regras aumenta o risco de acidentes não apenas para o próprio ciclista, mas também para pedestres e motoristas.

Bicicleta elétrica não é igual a ciclomotor

A popularização das bicicletas elétricas também gerou muitas dúvidas.

De acordo com as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a bicicleta elétrica continua sendo considerada bicicleta quando atende aos requisitos estabelecidos para essa categoria.

Entre eles estão:

  • motor elétrico com potência nominal máxima de 1.000 watts;
  • velocidade máxima de assistência de 32 km/h;
  • funcionamento do motor condicionado ao ato de pedalar (pedal assistido);
  • desligamento da assistência quando se atinge o limite de velocidade;
  • equipamentos obrigatórios previstos na regulamentação.

Quando o veículo possui acelerador independente ou características superiores às previstas para bicicletas elétricas, ele deixa de ser enquadrado como bicicleta e passa a ser classificado em outra categoria, como ciclomotor, sujeitando-se a regras diferentes, incluindo necessidade de registro, emplacamento e habilitação quando exigidos pela legislação.

E as bicicletas elétricas podem andar na calçada?

Não. As mesmas regras aplicáveis às bicicletas convencionais valem para as elétricas.

Como esses veículos costumam atingir velocidades superiores às bicicletas comuns, o risco para pedestres torna-se ainda maior quando circulam em passeios públicos.

Por isso, a circulação deve ocorrer nas áreas destinadas aos veículos ou na infraestrutura cicloviária disponível, respeitando sempre a sinalização existente.

Motoristas também têm deveres

A convivência segura entre bicicletas e veículos motorizados depende de todos. O CTB determina que o motorista mantenha distância lateral mínima de 1,5 metro ao ultrapassar um ciclista.

Além disso, a legislação exige redução da velocidade durante a manobra, garantindo condições seguras para a ultrapassagem.

Essas medidas buscam proteger um dos usuários mais vulneráveis do trânsito e reduzir o risco de colisões e quedas.

Segurança depende do respeito às regras

O aumento do uso da bicicleta representa um avanço para a mobilidade urbana, mas também exige que todos conheçam seus direitos e responsabilidades.

Ciclistas devem respeitar a sinalização, circular no sentido correto da via e evitar pedalar em locais destinados exclusivamente aos pedestres.

Já os motoristas precisam compreender que a bicicleta é um veículo protegido pelo Código de Trânsito Brasileiro e merece espaço e respeito durante a circulação.

Quando cada usuário faz sua parte, o trânsito se torna mais seguro para todos.

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Preço frete cegonha: regulação digital reduz atrasos

seg, 31/08/2026 - 08:14
Foto: ifeelstock para Depositphotos

O transporte de veículos passou a exigir mais planejamento à medida que compradores, vendedores e famílias ampliaram as operações entre estados e países. Nesse cenário, custos, prazos e exigências documentais deixaram de ser fatores isolados e passaram a compor uma decisão logística única. A digitalização de consultas e o acompanhamento das cargas também modificaram a forma de comparar propostas e avaliar riscos.

Como a cotação é formada

O preço de uma operação de transporte veicular resulta da combinação entre distância, tipo de veículo, modalidade escolhida, condições da rota e nível de urgência. Em trajetos rodoviários, o cálculo costuma considerar quilometragem, pedágios, combustível, seguros, tributos incidentes e eventuais serviços de coleta e entrega. Por isso, duas cidades com distâncias semelhantes podem apresentar valores diferentes quando estão em corredores logísticos com custos operacionais distintos.

Na modalidade de transporte em estrutura compartilhada, a consolidação de vários veículos pode reduzir o custo individual, mas também exige compatibilidade de rotas e maior flexibilidade de prazo. Já o serviço exclusivo tende a oferecer mais previsibilidade e atendimento personalizado, embora normalmente tenha preço superior. Uma consulta de preço frete cegonha deve informar origem, destino, modelo, dimensões, condições de funcionamento e data desejada para evitar estimativas incompletas.

Documentação e responsabilidade

A conferência documental é uma das etapas que mais interferem no tempo total da operação. Documentos do proprietário, comprovantes de origem, autorização para retirada e registros do veículo precisam estar coerentes entre si. Quando há divergências, a carga pode permanecer parada até que a situação seja esclarecida, gerando custos adicionais de armazenagem, reagendamento ou retorno.

Também é importante registrar o estado do veículo antes do embarque, com imagens, quilometragem e descrição de acessórios. Esse procedimento cria uma referência objetiva para a entrega e ajuda a resolver eventuais divergências. Em contratos mais completos, devem aparecer as responsabilidades de cada parte, os limites de cobertura, as condições para avarias e o procedimento de comunicação em caso de atraso ou incidente.

Motos exigem planejamento específico

Motocicletas apresentam características que alteram a preparação da carga. Peso concentrado, guidão, carenagens, baús, alarmes e peças móveis demandam fixação apropriada, além de proteção contra atrito e exposição durante o deslocamento. A posição de transporte também precisa ser definida conforme o modelo e o equipamento utilizado, sem pressionar componentes sensíveis.

Na pesquisa sobre transportar moto para outro estado valor, o consumidor deve observar mais do que o preço final. É necessário verificar se a proposta inclui retirada, embalagem ou proteção, seguro, emissão de comprovantes e entrega no endereço indicado. Em condições normais, a preparação pode acrescentar algumas horas ao processo, mas reduz a possibilidade de danos provocados por amarração inadequada ou movimentação durante a viagem.

Rotas internacionais e variáveis cambiais

O transporte para outro país amplia a quantidade de variáveis envolvidas. Além do trecho rodoviário ou marítimo, a operação pode depender de desembaraço, conferência aduaneira, documentação de propriedade, regras ambientais e exigências específicas do destino. A cotação também pode ser afetada por câmbio, taxas portuárias, armazenagem e contratação de serviços locais.

A pergunta quanto custa para transportar um veiculo para outro pais não tem resposta única porque o valor depende do país de origem e destino, do tipo de embarque, do volume ocupado e do regime documental aplicável. Em estimativas preliminares, despesas administrativas e taxas externas podem representar de 15% a 30% do orçamento total, embora a proporção varie significativamente conforme a rota e a necessidade de intermediários.

Equipamentos e segurança na operação

A escolha do equipamento deve acompanhar as características da carga e da estrada. Veículos convencionais podem ser movimentados em estruturas próprias para transporte coletivo, enquanto unidades pesadas, inoperantes ou com dimensões fora do padrão podem exigir soluções específicas. A análise considera peso, altura, distância entre eixos, possibilidade de movimentação e necessidade de carregamento por guincho.

prancha carreta é uma alternativa frequente quando o veículo não pode ser conduzido ou precisa permanecer apoiado sobre uma plataforma durante todo o trajeto. O planejamento deve incluir capacidade de carga, pontos de amarração, acesso ao local e condições de embarque. A escolha incorreta do equipamento pode provocar atrasos, exigir transbordo e elevar o custo final.

Tecnologia e previsibilidade logística

Ferramentas digitais passaram a concentrar documentos, registros de coleta, atualizações de rota e comprovantes de entrega. O rastreamento não elimina imprevistos, mas permite identificar paradas prolongadas, alterações de itinerário e mudanças na previsão de chegada. Para o cliente, isso reduz a dependência de contatos esporádicos e facilita a organização de quem receberá o veículo.

Levantamentos operacionais do segmento indicam que o acompanhamento preventivo pode reduzir em cerca de 20% o tempo gasto na resolução de ocorrências simples, como endereço incompleto ou ausência de responsável na entrega. O indicador não representa uma garantia para todas as operações, mas ilustra o efeito de procedimentos padronizados. Ao comparar propostas, é recomendável avaliar prazo estimado, cobertura, canais de atendimento, política de cancelamento e clareza das condições contratuais, além do valor apresentado.

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Motocicleta parada também precisa de manutenção? Saiba como preservar o motor em períodos de pouco uso

dom, 30/08/2026 - 17:30
Para quem utiliza a motocicleta apenas ocasionalmente, acompanhar os prazos recomendados pelo fabricante é tão importante quanto respeitar a quilometragem indicada para as revisões. Foto: Divulgação

Nem sempre a quilometragem é o principal fator de desgaste de uma motocicleta. Para muitos proprietários, o veículo permanece dias ou até semanas sem uso, seja porque é utilizado apenas aos fins de semana, como opção de lazer, ou em razão de mudanças na rotina. Nesses casos, a falta de utilização também exige atenção e alguns cuidados de manutenção são fundamentais para preservar o desempenho do motor. 

Embora a motocicleta permaneça parada, componentes como bateria, pneus e sistema de lubrificação continuam sujeitos aos efeitos do tempo e das condições de armazenamento. A ausência de funcionamento por longos períodos pode favorecer a degradação do lubrificante, além de comprometer o desempenho de outros sistemas do veículo. 

Segundo José Cesário, coordenador de capacitação e suporte técnico dos lubrificantes Mobil™, manter a motocicleta parada por muito tempo sem os devidos cuidados pode gerar problemas que só serão percebidos quando ela voltar a rodar. 

“Mesmo sem uso frequente, a motocicleta continua exigindo manutenção. O lubrificante sofre alterações naturais ao longo do tempo e outros componentes também podem ser afetados pela umidade, pela oxidação e pelas condições de armazenamento. Por isso, é importante seguir as recomendações do fabricante e não considerar apenas a quilometragem para programar as revisões.” 

Recomendações

Além de respeitar os prazos de troca de óleo previstos no manual, especialistas recomendam dar partida no motor periodicamente, sempre seguindo as orientações do fabricante, manter a bateria em boas condições, calibrar os pneus e armazenar a motocicleta em local protegido da umidade e da exposição prolongada ao sol. A escolha do lubrificante adequado também desempenha papel importante na proteção do motor durante períodos de menor utilização. Utilizar produtos que atendam às especificações do fabricante ajuda a preservar os componentes internos e garante que a motocicleta esteja pronta para voltar à rotina de uso. 

A marca de lubrificantes Mobil™ oferece um portfólio de lubrificantes para motocicletas desenvolvido para diferentes perfis de condução e tipos de motor, como a linha Mobil Super Moto™, formulada para proporcionar proteção e desempenho em diversas condições de uso. “Um erro comum é acreditar que, por rodar pouco, a motocicleta dispensa manutenção. Na prática, tanto o tempo quanto as condições de armazenamento influenciam a conservação do veículo. Pequenos cuidados preventivos ajudam a evitar falhas, preservam o desempenho do motor e aumentam a vida útil da motocicleta.”, conclui o coordenador. 

Independentemente da frequência de uso, a manutenção preventiva continua sendo a melhor forma de garantir segurança, confiabilidade e desempenho. Para quem utiliza a motocicleta apenas ocasionalmente, acompanhar os prazos recomendados pelo fabricante é tão importante quanto respeitar a quilometragem indicada para as revisões. 

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Acidentes respondem por 62% das perdas de carga no país e exigem nova gestão de riscos no transporte

dom, 30/08/2026 - 13:30
Para que uma operação seja considerada realmente eficiente, não basta garantir que a carga chegue ao destino dentro do prazo. Foto: Divulgação

O transporte rodoviário é um dos principais pilares da logística brasileira. No entanto, o risco da operação vai muito além da criminalidade: segundo dados do setor e estimativas da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com base na Polícia Rodoviária Federal (PRF), 62% das perdas de carga em rodovias têm origem em acidentes, gerando um custo estimado superior a R$ 5 bilhões anuais apenas em ocorrências com caminhões nas rodovias federais. Para que uma operação seja considerada realmente eficiente, não basta garantir que a carga chegue ao destino dentro do prazo. 

Em um cenário marcado por tombamentos, colisões, avarias, interrupções de rotas e aumento da complexidade logística, as empresas precisam combinar planejamento, gestão de riscos, tecnologia e seguro de transporte de cargas para reduzir vulnerabilidades e preservar a continuidade do negócio. 

Mais do que uma ferramenta para indenizar prejuízos depois que um sinistro acontece, o seguro pode fazer parte de uma estratégia mais ampla de proteção da operação. Para João Paulo Barbosa, especialista em seguros de transporte de cargas e sócio-diretor da Mundo Seguro, a eficiência no transporte começa antes mesmo de o caminhão entrar na estrada.

“Quando falamos em eficiência no transporte rodoviário, é comum pensar apenas em prazo, custo de frete e produtividade. Mas uma operação verdadeiramente eficiente também precisa ser previsível e resiliente. Uma falha de planejamento, um acidente ou uma avaria pode interromper toda a cadeia e gerar um prejuízo muito maior. Por isso, gestão de riscos e seguro precisam deixar de ser tratados como áreas isoladas e passar a fazer parte da mesma estratégia. A empresa que conhece suas vulnerabilidades consegue agir antes do problema e, quando o imprevisto acontece, tem mais condições de responder rapidamente e preservar a continuidade do negócio”, explica João Paulo Barbosa.

Na avaliação do especialista, empresas que buscam aumentar a eficiência e a segurança do transporte rodoviário devem ficar atentas a pelo menos quatro sinais de que a proteção contratada pode não estar acompanhando a realidade da operação:

1. A apólice não foi revisada nos últimos 12 meses

A falta de revisão periódica da apólice é um dos principais sinais de que o seguro pode estar defasado. Mudanças na operação, como novas rotas, alteração no perfil dos clientes, novos tipos de mercadorias transportadas ou aumento no valor das cargas, podem modificar diretamente o nível de exposição ao risco.

“Quando a cobertura não é reavaliada ao longo do tempo, ela deixa de refletir a realidade da operação. Mudanças em rotas, perfil de clientes, tipo de mercadoria transportada ou aumento no valor das cargas alteram diretamente o nível de risco da atividade. Sem essa atualização, a empresa pode enfrentar restrições de cobertura, indenizações reduzidas ou até negativa de pagamento em caso de sinistro”, explica.

2. Falta de cobertura para riscos climáticos

A ausência de cobertura específica para riscos climáticos também tem se tornado um ponto crítico. Eventos como enchentes, alagamentos e deslizamentos podem comprometer o transporte e gerar perdas significativas, mas nem todas as apólices contemplam esses danos automaticamente.

Segundo João Paulo, alguns contratos podem apresentar exclusões, limites restritivos ou exigências de contratação adicional, o que pode surpreender o segurado justamente no momento em que precisa acionar a proteção.

3. Desconhecimento das cláusulas e exclusões

Outro fator que pode fragilizar a proteção é o desconhecimento das cláusulas contratuais e exclusões previstas na apólice. Em muitos casos, determinadas coberturas estão condicionadas ao cumprimento de exigências operacionais, como utilização de rastreadores específicos, definição de rotas, horários de circulação ou adoção de protocolos de segurança.

Quando o gestor desconhece essas condições, aumenta o risco de descumprimento das exigências previstas no contrato e, consequentemente, de problemas no momento da regulação de um sinistro.

4. A contratação foi feita apenas pelo preço

Por fim, o especialista em gestão de riscos alerta para o risco de contratar o seguro exclusivamente pelo menor preço. Embora a redução de custos seja uma preocupação natural das empresas, uma apólice mais barata nem sempre representa a melhor proteção para a operação.

“Sem uma análise técnica adequada, o seguro pode até existir no papel, mas falhar justamente quando a empresa mais precisa dele. O preço é um dos fatores que devem ser considerados, mas não pode ser o único critério. É preciso avaliar se as coberturas, limites, condições e exigências da apólice realmente correspondem aos riscos aos quais aquela operação está exposta”, afirma João Paulo Barbosa.

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Free Flow: prazo para regularizar débitos sem multa termina em 16 de novembro

dom, 30/08/2026 - 08:15
Expansão do modelo e novo marco regulatório aumentam a importância da gestão dos pagamentos nas rodovias brasileiras. Foto: Divulgação.

Motoristas que possuem passagens pendentes em sistemas de pedágio eletrônico Free Flow precisam ficar atentos ao calendário. A janela criada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para a regularização sem aplicação de multas termina em 16 de novembro de 2026. A partir do dia 17, débitos não regularizados voltam a sujeitar o condutor às penalidades previstas.

A multa informada é de R$ 195,23, acompanhada do registro de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A penalidade pode ser aplicada a cada passagem que não tenha sido regularizada.

O fim do prazo ganha importância diante da rápida expansão do Free Flow pelas rodovias brasileiras. Entre 2024 e 2026, o volume de transações realizadas nesse modelo aumentou 174%. Atualmente, são 74 pórticos distribuídos por 15 concessionárias, em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Rondônia.

Com mais trechos adotando o pedágio sem cancela, acompanhar as passagens e os respectivos pagamentos passa a exigir mais atenção, especialmente de quem circula frequentemente por diferentes rodovias.

Por que o Free Flow exige atenção do motorista?

Ao contrário de uma praça de pedágio convencional, o Free Flow não exige que o veículo pare para efetuar o pagamento no momento da passagem.

Essa característica torna a circulação mais fluida, mas transfere ao usuário a necessidade de acompanhar as cobranças e realizar o pagamento dentro do prazo.

Desde o início da implantação do modelo no país, foram emitidas aproximadamente 3,1 milhões de multas por evasão, segundo os dados apresentados. Apenas 7% delas teriam sido efetivamente pagas, acumulando um passivo estimado em R$ 563 milhões.

Nesse cenário, esquecer uma passagem ou deixar de verificar a existência de uma cobrança pode resultar em uma pendência.

A situação exige atenção ainda maior de empresas com vários veículos em circulação, já que o acompanhamento precisa ser feito para cada placa e cada passagem registrada.

Novas regras para o Free Flow

A expansão ocorre também em meio a mudanças regulatórias. A Resolução ANTT nº 6.079/2026 estabeleceu novos requisitos para a operação do sistema, incluindo índices de leitura automática de placas superiores a 95% e confiabilidade de processamento de 99%.

A regulamentação também prevê interoperabilidade obrigatória entre operadores, requisitos mínimos de disponibilidade dos sistemas e oferta de diferentes meios de pagamento.

Para Pedro Hermano, CEO do Pedágio Eletrônico, a evolução do modelo faz com que o desafio passe gradualmente da instalação dos equipamentos para a gestão das cobranças.

“Os primeiros anos do Free Flow foram marcados pela implantação da infraestrutura. Agora entramos em uma nova etapa, em que a prioridade passa a ser facilitar a vida do motorista e garantir que o pagamento aconteça de forma simples, integrada e segura. O grande desafio do mercado deixou de ser instalar pórticos e passou a ser oferecer uma experiência eficiente para quem utiliza as rodovias.”

Frotas precisam redobrar o controle

Se um único motorista já precisa acompanhar suas passagens, o desafio se multiplica em empresas responsáveis por dezenas ou centenas de veículos.

“Uma passagem esquecida já gera transtornos para um motorista. Em uma operação com dezenas ou centenas de veículos, controlar manualmente os pagamentos passa a ser praticamente inviável. À medida que o Free Flow se expande, cresce também a necessidade de plataformas capazes de centralizar essa gestão e evitar que pendências se transformem em multas e custos operacionais”, afirma Hermano.

É nesse mercado que começam a surgir ferramentas destinadas a concentrar a gestão das cobranças.

Uma delas é o Pedágio Eletrônico, plataforma desenvolvida pela Movvia, empresa do Grupo Pumatronix. A ferramenta reúne consulta de passagens, verificação de débitos e pagamento das tarifas de concessionárias parceiras integradas.

Atualmente, a plataforma opera nas rodovias administradas pela Novo Litoral, em São Paulo, e Caminhos da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul. A Via Campo tem integração prevista para os próximos meses, enquanto outras concessionárias estão em processo de adesão.

A ferramenta oferece pagamentos por PIX e cartão de crédito, carteira com saldo para quitação automática, cadastro de vários veículos, histórico de viagens e emissão de comprovantes. Também possui aplicativo para Android e iOS, com notificações sobre passagens e débitos pendentes.

Expansão aumenta a importância de acompanhar as passagens

À medida que o Free Flow chega a novas rodovias, o motorista precisa incorporar um novo cuidado à rotina de viagem: não basta passar pelo pórtico e seguir viagem; é necessário verificar a cobrança e garantir que a tarifa tenha sido quitada no prazo.

Para Hermano, essa transformação tende a criar uma estrutura de pagamentos cada vez mais integrada.

“O Free Flow não representa apenas uma mudança na forma de cobrar pedágio. Estamos vendo nascer uma nova infraestrutura de pagamentos para rodovias, baseada em interoperabilidade, integração entre sistemas e diferentes meios de pagamento. Quanto maior for a adoção desse modelo, mais importante será oferecer plataformas que simplifiquem essa experiência para motoristas, transportadoras e concessionárias”, conclui.

Para quem já possui passagens pendentes, porém, a informação mais imediata é o calendário: a janela de regularização termina em 16 de novembro. Com a retomada das penalidades informada para 17 de novembro, conferir eventuais débitos antes do encerramento do prazo pode evitar multas e pontos na CNH.

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Semáforos com inteligência artificial começam a mudar a mobilidade urbana no Brasil

sab, 29/08/2026 - 17:30
Na vida cotidiana, ganhos desse tipo podem significar menos tempo parado nos cruzamentos e deslocamentos mais eficientes e previsíveis. Foto: Divulgação

Durante décadas, a engenharia de tráfego trabalhou com uma lógica relativamente simples: programar os semáforos de acordo com horários, fluxos históricos e planos previamente definidos. O problema é que a cidade real não funciona como uma planilha. Chuva, acidentes, obras, eventos, mudanças no transporte público e alterações repentinas no comportamento dos motoristas podem transformar o trânsito em questão de minutos.

Em 2026, a inteligência artificial começa a mudar essa equação.

Em vez de apenas reagir ao congestionamento depois que ele acontece, sistemas inteligentes podem combinar dados históricos e informações em tempo real para identificar padrões. Além disso, estimar como o fluxo deverá evoluir e ajustar a operação dos cruzamentos.

No Brasil, Belo Horizonte lançou em julho de 2026 o projeto Semáforos Inteligentes, que prevê a aplicação de IA em cerca de 50% do parque semafórico na primeira etapa. Curitiba também já utiliza semáforos com IA e tecnologia adaptativa, com a solução presente em 44 vias da cidade.

Um estudo publicado em fevereiro de 2026 na Scientific Reports reforça esse movimento. A pesquisa desenvolveu um modelo que combina diferentes fontes de dados, como fluxo de veículos, condições meteorológicas e eventos, com aprendizado por reforço para prever a dinâmica do trânsito e coordenar semáforos.

“Em muitos casos, não é preciso trocar todo o semáforo. A inteligência é adicionada à infraestrutura existente por meio de sensores, câmeras, controladores e uma camada de software capaz de analisar os dados e orientar a operação dos sinais. Isso permite modernizar a mobilidade sem necessariamente reconstruir toda a infraestrutura da cidade”, explica Marcos Santos, CEO da Aquarela Analytics, empresa brasileira pioneira em inteligência artificial e análise de dados.

Segundo o especialista, o diferencial está na capacidade de transformar os equipamentos em parte de uma rede inteligente. “A IA permite que o semáforo deixe de olhar apenas para o presente. O sistema consegue cruzar dados históricos e informações que estão acontecendo naquele momento para identificar padrões e estimar como o trânsito pode evoluir. A partir disso, os tempos dos sinais podem ser ajustados de maneira mais dinâmica”, afirma.

Na prática, o uso de inteligência artificial pode trazer ganhos diretamente ligados à rotina de quem se desloca pela cidade.

Um estudo publicado em 2025 na IATSS Research avaliou sistemas de controle semafórico baseados em deep reinforcement learning, uma técnica de inteligência artificial que permite ao sistema aprender, a partir dos dados, quais decisões podem melhorar o fluxo. Em um dos cenários analisados, a tecnologia reduziu em 26,4% os atrasos, em 26,9% os conflitos entre veículos e em 12% as emissões de CO₂. Em testes realizados em cruzamentos reais em Hangzhou, na China, e em Colônia, na Alemanha, os pesquisadores também identificaram reduções de 10% a 15% nos atrasos.

Na vida cotidiana, ganhos desse tipo podem significar menos tempo parado nos cruzamentos e deslocamentos mais eficientes e previsíveis para quem vai ao trabalho, volta para casa ou utiliza o transporte público. A redução de paradas e esperas também pode contribuir para diminuir o consumo de combustível e a emissão de poluentes.

Essa evolução também é importante para a construção de Smart Cities.

“Uma cidade inteligente não é simplesmente uma cidade cheia de sensores. É uma região que consegue transformar os dados coletados em decisões melhores. No trânsito, isso significa reduzir congestionamentos, melhorar a circulação do transporte público e responder mais rapidamente às mudanças que acontecem nas ruas”, completa Santos.

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Como limpar o autopropelido sem danificar bateria, freios e componentes elétricos

sab, 29/08/2026 - 13:30
Com mais equipamentos circulando pelas cidades, especialistas alertam que muitos usuários ainda desconhecem os cuidados básicos de conservação. Foto: Divulgação

O cuidado é importante porque esses equipamentos não devem ser higienizados da mesma maneira que uma bicicleta convencional. Mangueiras de alta pressão, excesso de água, determinados produtos de limpeza e até o hábito de guardar o veículo ainda molhado podem favorecer corrosão e comprometer componentes.

A expansão desse mercado ajuda a dimensionar a importância do tema. Dados da Abraciclo mostram que as bicicletas elétricas foram destaque da indústria no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram produzidas 34.122 unidades, crescimento de 87,2% na comparação com o mesmo período de 2025.

Com esse resultado, a categoria tornou-se a terceira mais produzida no Polo Industrial de Manaus, respondendo por 20,9% da produção nacional de bicicletas.

Conforme David Peterle, CEO da StreetGo, alguns problemas provocados por uma higienização inadequada podem não aparecer imediatamente.

“Muitas pessoas imaginam que basta lavar o autopropelido como fariam com uma bicicleta convencional ou até mesmo com uma motocicleta. Mas estamos falando de um equipamento que possui bateria, motor e conexões elétricas. Alguns cuidados simples fazem toda a diferença para preservar o desempenho e evitar manutenções desnecessárias”, explica.

1. Retire a bateria antes de começar

    Antes da limpeza, a orientação é remover a bateria do equipamento. Isso reduz a possibilidade de a umidade atingir os contatos elétricos e também facilita a higienização dos diferentes componentes.

    A bateria deve ser limpa separadamente, utilizando apenas um pano levemente umedecido e evitando excesso de água.

    Quando necessário, a recomendação é utilizar limpa-contato específico nas conexões elétricas. O cuidado ajuda na conservação dos terminais e reduz o risco de oxidação.

    2. Evite mangueira e jatos de alta pressão

      Não se recomenda lavar o autopropelido com uma mangueira, principalmente utilizando jatos fortes.

      Embora os componentes tenham proteção contra respingos, isso não significa que estejam preparados para receber grande quantidade de água direcionada às conexões elétricas.

      Para quadro, guidão, para-lamas e demais partes externas, a orientação é utilizar pano macio levemente umedecido com água. Se houver sujeira de difícil remoção, podem ser utilizados produtos específicos para bicicletas elétricas.

      3. Cuidado com os produtos utilizados

        Nem todo produto disponível na garagem ou em casa é correto para a limpeza do equipamento.

        Não se deve aplicar WD-40, sprays oleosos, desengraxantes domésticos e produtos de limpeza comuns nos discos de freio, pastilhas ou componentes elétricos.

        Essas substâncias podem deixar resíduos, danificar acabamentos e, principalmente, comprometer a eficiência da frenagem.

        A recomendação é dar preferência a produtos específicos para bicicletas e equipamentos de mobilidade elétrica.

        4. Resistência à água não significa que pode ser encharcado

          Outro erro é interpretar a resistência à chuva e aos respingos como uma autorização para lavar o equipamento com grande quantidade de água.

          Um autopropelido preparado para enfrentar chuva durante um deslocamento não é necessariamente capaz de suportar jatos de alta pressão ou a submersão de seus componentes.

          “Os autopropelidos são desenvolvidos para enfrentar o uso cotidiano e suportar chuva durante o deslocamento, mas isso é diferente de receber jatos de alta pressão ou ficar com componentes submersos. Água em excesso pode atingir conexões elétricas e acelerar processos de corrosão que nem sempre aparecem imediatamente”, afirma David.

          5. Não guarde o autopropelido molhado

            Terminada a limpeza, outro cuidado importante é garantir que o equipamento esteja completamente seco antes de guardá-lo.

            A umidade acumulada pode favorecer a oxidação de parafusos, conectores, corrente e outros componentes metálicos.

            A orientação é utilizar um pano seco e deixar o equipamento durante alguns minutos em um ambiente ventilado, de modo a eliminar o excesso de umidade antes do armazenamento.

            6. Transforme a limpeza em uma inspeção preventiva

              A higienização também pode ser uma oportunidade para observar as condições gerais do autopropelido.

              Durante o processo, o usuário pode verificar desgaste dos pneus, funcionamento dos freios, condições dos cabos, corrente, conectores elétricos e possíveis folgas nos parafusos.

              A atenção a esses itens ganha importância não apenas para preservar o equipamento, mas também para a segurança durante os deslocamentos.

              “A limpeza também é uma oportunidade para conhecer melhor o próprio equipamento. Muitas vezes, um pequeno ajuste ou uma revisão preventiva evita que o usuário fique sem o autopropelido justamente quando mais precisa dele.”

              Conservação também está relacionada à segurança

              Com mais equipamentos elétricos integrados aos deslocamentos urbanos, os cuidados de conservação passam a fazer parte da rotina de quem escolheu esse tipo de mobilidade.

              Uma limpeza inadequada não representa somente o risco de reduzir a vida útil de componentes. Quando envolve pneus, freios, conexões elétricas ou outras peças relacionadas ao funcionamento do equipamento, a manutenção também pode ter reflexos na segurança de utilização.

              Por isso, a orientação é evitar improvisações na higienização e aproveitar esse momento para observar sinais de desgaste ou necessidade de manutenção.

              “O autopropelido é um meio de transporte pensado para acompanhar a rotina das pessoas por muitos anos. Pequenos hábitos de conservação ajudam a preservar bateria, componentes mecânicos e sistema elétrico, garantindo mais segurança, desempenho e economia ao longo do tempo”

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              Motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool podem perder a CNH por dois anos

              sab, 29/08/2026 - 08:15
              Segundo o autor, o agravamento das sanções busca principalmente ampliar o efeito educativo da legislação e fortalecer a prevenção. Foto: NewAfrica para Depositphotos

              As punições para quem dirige sob influência de álcool poderão ficar mais severas caso se aprove o Projeto de Lei (PL) 3.207/2026, em tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para aumentar a multa aplicada aos infratores, ampliar o período de suspensão do direito de dirigir e endurecer as consequências para motoristas reincidentes.

              De autoria do deputado Ilacir Bicalho (Republicanos-MG), o projeto parte do entendimento de que as penalidades atualmente previstas na legislação não têm sido suficientes para desestimular a prática de dirigir após o consumo de bebidas alcoólicas.

              Segundo a tramitação da Câmara dos Deputados, a proposta aguarda despacho da Presidência da Casa para iniciar sua análise.

              O que pode mudar para quem dirigir sob efeito de álcool

              O projeto altera o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata da infração de dirigir sob influência de álcool.

              A principal mudança é o aumento da multa. Pela proposta, ela passaria de dez para vinte vezes o valor da infração gravíssima.

              Além disso, o período de suspensão do direito de dirigir deixaria de ser de 12 meses e passaria para 24 meses, dobrando o tempo em que o motorista ficaria impedido de conduzir veículos.

              Segundo o autor, o objetivo é reforçar o caráter preventivo da legislação e aumentar a percepção de risco para quem insiste em dirigir após ingerir bebida alcoólica.

              Regras mais duras para reincidentes

              O projeto também modifica o artigo 263 do Código de Trânsito Brasileiro para endurecer as consequências aplicadas aos motoristas que reincidirem nessa conduta.

              Pela proposta, quando houver cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em razão de reincidência na infração prevista no artigo 165, o motorista somente poderá requerer uma nova habilitação após o prazo mínimo de quatro anos.

              Atualmente, o Código de Trânsito estabelece prazo inferior para essa situação. O projeto propõe ampliar esse período exclusivamente para os casos relacionados à reincidência por dirigir sob influência de álcool.

              Autor afirma que penalidades atuais perderam efeito

              Na justificativa, Ilacir Bicalho afirma que a condução de veículos após o consumo de álcool continua sendo um dos principais fatores de risco para a ocorrência de sinistros de trânsito no país.

              Embora reconheça os avanços obtidos com a chamada Lei Seca e com os mecanismos de fiscalização existentes, o parlamentar entende que os registros de motoristas flagrados nessa condição demonstram a necessidade de tornar a legislação mais rigorosa.

              Conforme o deputado, dirigir sob influência de álcool é um comportamento de “extrema reprovabilidade social”, pois o motorista expõe não apenas a própria integridade física, mas também a vida de passageiros, pedestres e demais usuários das vias.

              Objetivo é aumentar o efeito preventivo da lei

              Para justificar o maior rigor das penalidades, o autor argumenta que a experiência desde a criação da Lei Seca indica que as sanções atualmente previstas no Código de Trânsito não são suficientes para impedir que parte dos condutores volte a dirigir após consumir bebida alcoólica.

              “A presente proposição busca fortalecer o caráter preventivo e pedagógico da legislação de trânsito”, afirma Ilacir Bicalho na justificativa, ao defender o aumento da multa e da suspensão do direito de dirigir.

              De acordo com ele, a ampliação das penalidades pretende desencorajar comportamentos que elevam o risco de acidentes graves, reforçando a percepção das consequências para quem decide assumir o volante após beber.

              Reincidência demonstra maior desprezo pelas normas, diz deputado

              Outro ponto destacado na justificativa é o tratamento dado aos reincidentes.

              Para o parlamentar, quem volta a cometer a mesma infração depois de receber punição, demonstra um grau ainda maior de desrespeito às normas de trânsito.

              Ao defender o aumento para quatro anos do prazo mínimo para obtenção de nova habilitação nesses casos, Ilacir Bicalho afirma que a medida reflete “a maior censura jurídica que deve recair sobre aquele que, mesmo após ter sido punido pela prática de dirigir sob influência de álcool, volta a reincidir na mesma conduta”.

              Conforme o deputado, essa postura evidencia elevado desprezo pelas normas de segurança viária e pela proteção da vida humana.

              Projeto também destaca caráter educativo

              Na justificativa, o autor ressalta que a proposta não tem finalidade arrecadatória.

              Segundo ele, o agravamento das sanções busca principalmente ampliar o efeito educativo da legislação e fortalecer a prevenção.

              “O objetivo principal é reforçar a percepção de risco associada à infração, desencorajando comportamentos que sabidamente aumentam a probabilidade de ocorrência de acidentes graves”, afirma.

              O parlamentar acrescenta ainda que a combinação entre fiscalização efetiva e penalidades mais severas constitui instrumento relevante para reduzir a condução de veículos sob efeito de álcool.

              Próximos passos

              Caso o projeto passe pela Câmara e pelo Senado e posteriormente seja sancionado, as novas penalidades passarão a integrar o Código de Trânsito Brasileiro.

              Até lá, o PL 3.207/2026 segue aguardando o início de sua tramitação na Câmara dos Deputados.

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              Logística inteligente e viagens sem perrengue: dominando os custos empresariais e a mobilidade urbana

              sex, 28/08/2026 - 17:28
              Foto: jamesteohart para Depositphotos

              A mobilidade empresarial deixou de ser apenas uma questão de deslocamento entre pontos. Hoje, ela influencia prazos, produtividade, experiência do cliente e até a percepção de segurança dos colaboradores em campo. Quando viagens, entregas e transporte de materiais são tratados como partes isoladas, a empresa perde visibilidade sobre gastos que se acumulam silenciosamente.

              Uma operação mais inteligente começa pelo mapeamento dos trajetos e das necessidades reais de cada equipe. Reuniões presenciais podem exigir passagens aéreas, enquanto visitas em áreas centrais pedem alternativas urbanas ágeis e remessas urgentes dependem de uma cadeia de transporte bem coordenada. O ganho aparece quando cada escolha passa a obedecer a critérios de prazo, custo, risco e impacto operacional.

              Planejamento financeiro para deslocamentos e cargas

              O controle de despesas precisa acompanhar o processo desde a solicitação até a prestação de contas. Políticas claras para viagens, limites por categoria e aprovação digital evitam decisões improvisadas, sem transformar cada deslocamento em uma burocracia interminável. Com dados organizados, o gestor identifica padrões de consumo e negocia melhores condições com fornecedores.

              Na área de transportes, o pagamento de frete também merece atenção especial. Prazos, comprovantes, pedágios e taxas adicionais devem estar reunidos em um fluxo rastreável, capaz de reduzir divergências entre embarcadores, transportadoras e motoristas. A automação ajuda a conferir valores e libera o time financeiro para análises mais estratégicas.

              Outro ponto é evitar que a urgência determine sempre o modal mais caro. O transporte rodoviário atende boa parte das rotas nacionais, mas existem situações em que o frete aereo reduz o tempo de parada de uma operação e protege contratos sensíveis ao prazo. A decisão madura compara custo total, valor da carga, janela de entrega e consequências de um atraso.

              Mobilidade urbana com previsibilidade

              Em grandes centros, o tempo perdido no trânsito pode custar mais do que a própria corrida. Rotas congestionadas, dificuldade de estacionamento e mudanças na agenda tornam necessário combinar diferentes meios de transporte. Para compromissos pontuais, o taxi sp pode oferecer praticidade, especialmente quando há necessidade de embarque rápido, transporte de equipamentos ou chegada a regiões pouco atendidas por outras opções.

              Ainda assim, a escolha não deve ser feita apenas no momento da saída. Agendar viagens, agrupar compromissos por região e considerar horários de pico melhora a previsibilidade da agenda. Aplicativos de mobilidade, mapas com dados de trânsito e políticas de reembolso integradas permitem comparar alternativas sem deixar o colaborador desamparado.

              A segurança também entra nessa conta. Profissionais que circulam de motocicleta precisam de equipamentos adequados às condições do percurso, sobretudo em períodos de chuva. Uma capa de chuva de moto bem escolhida contribui para preservar visibilidade, conforto e proteção, reduzindo a chance de interrupções causadas por uma mudança repentina no clima.

              Tecnologia para transformar dados em decisões

              Planilhas isoladas raramente mostram o custo verdadeiro de uma operação. Sistemas de gestão podem reunir quilometragem, abastecimento, pedágios, notas fiscais, tempo de viagem e ocorrências em um mesmo painel. A partir daí, fica mais simples identificar rotas improdutivas, fornecedores com maior índice de atraso e despesas que não correspondem ao volume transportado.

              O rastreamento em tempo real acrescenta uma camada operacional valiosa. Ao acompanhar a posição de veículos e entregas, a empresa consegue informar clientes com antecedência, reorganizar agendas e agir antes que um problema pequeno se transforme em descumprimento contratual. Alertas de desvio, paradas prolongadas e alterações de rota tornam a gestão mais preventiva.

              A análise também pode orientar decisões de sustentabilidade. A consolidação de cargas reduz viagens parcialmente ocupadas, enquanto a escolha de pontos de apoio diminui deslocamentos vazios. Medir emissões, consumo e utilização da frota ajuda a estabelecer metas realistas, sem transformar a agenda ambiental em uma ação desconectada dos resultados financeiros.

              Cultura operacional e experiência da equipe

              Nenhuma plataforma corrige uma política confusa ou um processo que ninguém conhece. Por isso, motoristas, viajantes, compradores e responsáveis pelo financeiro precisam entender os critérios de contratação, os canais de suporte e as regras para situações excepcionais. Treinamentos curtos, manuais objetivos e atendimento acessível reduzem erros e aceleram a resolução de imprevistos.

              A experiência do colaborador merece o mesmo cuidado dedicado ao cliente. Deslocamentos longos, conexões apertadas e falta de orientação aumentam o desgaste e podem comprometer o desempenho em reuniões ou entregas. Ao oferecer informações antecipadas, opções coerentes e suporte durante o percurso, a empresa transforma a mobilidade em uma extensão da sua cultura de organização.

              No fim, logística inteligente não significa escolher sempre a alternativa mais barata, mas equilibrar eficiência, segurança e continuidade. A integração entre transporte de cargas, viagens corporativas e deslocamentos urbanos cria uma visão única dos custos e dos riscos. Com planejamento apoiado por dados e atenção às pessoas que executam a operação, os perrengues deixam de ser rotina e passam a ser exceções administráveis.

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              Brasil implantou menos de 12 km de corredores de BRT, por ano, desde 1974, aponta estudo da NTU

              sex, 28/08/2026 - 16:30
              O estudo chama a atenção não apenas para a necessidade de expansão dos sistemas, mas também para a manutenção e melhoria da infraestrutura já implantada. Foto: Divulgação Prefeitura do Rio

              Apesar de ter sido pioneiro na implantação do BRT, o Brasil avançou em ritmo lento na expansão desse modelo de transporte público, nas últimas cinco décadas. Desde 1974, quando o primeiro corredor entrou em operação, em Curitiba, o país implantou, em média, menos de 12 quilômetros de corredores, por ano. Atualmente, são apenas 556 quilômetros de vias dedicadas, exclusivamente, ao transporte público coletivo por ônibus.

              Estudo 

              O dado faz parte do estudo “BRT Brasil: sistemas em operação nas cidades brasileiras”, contratado e organizado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), e elaborado pela Oficina Consultores. O levantamento analisou aspectos institucionais, regulatórios, físicos, operacionais e econômicos dos sistemas em funcionamento no país e foi desenvolvido como contribuição da NTU ao BNDES, no âmbito do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU). A iniciativa do banco poderá ser uma das principais bases para a aceleração de investimentos no setor, contribuindo para a implantação e desenvolvimento de novos e mais modernos sistemas de transporte público de passageiros. 

              O diagnóstico revela que apenas 15 cidades do país operam 17 sistemas BRT, com ônibus circulando em 35 corredores. Apenas três dos 17 sistemas BRT foram viabilizados com processos licitatórios exclusivos. Na maioria das vezes, a delegação para a operação do BRT aconteceu por aditivo ou enquadramento em contratos de concessão vigentes, para o conjunto do sistema de transporte. 

              Além disso, os dados mostram que a implantação ocorreu de forma pontual, ao longo das últimas décadas, com maior concentração de investimentos entre 2012 e 2016, período relacionado à preparação das cidades brasileiras para a Copa do Mundo, em 2014, e para os Jogos Olímpicos, em 2016. Para o diretor-presidente da NTU, Francisco Christovam, o levantamento demonstra que o país precisa transformar experiências bem-sucedidas em uma política mais contínua de investimentos em transporte público de média e alta capacidades. 

              “O Brasil mostrou, há décadas, que o BRT é uma solução capaz de dar prioridade ao transporte coletivo, ampliar a capacidade dos corredores e melhorar a qualidade dos deslocamentos. O desafio agora é dar escala a essa experiência. Não podemos depender de ciclos isolados de investimentos. Precisamos de planejamento de longo prazo, projetos estruturados e fontes permanentes de financiamento, para que novas cidades possam contar com sistemas de transporte de alta capacidade”, afirma Christovam. 

              Infraestrutura existente também exige gestão com foco em manutenção e melhoria

              O estudo chama a atenção não apenas para a necessidade de expansão dos sistemas, mas também para a manutenção e melhoria da infraestrutura já implantada, que é bastante robusta. Atualmente, os BRTs brasileiros em operação somam 99 terminais e 682 estações, além das vias dedicadas. Em 64,7% dos casos, a responsabilidade pela manutenção da infraestrutura permanece com os municípios. Conforme o levantamento, quando a manutenção da infraestrutura é de responsabilidade das prefeituras, a qualidade do serviço pode ficar comprometida, além de limitar as possibilidades de exploração comercial dos espaços, para a geração de receitas extra tarifárias. 

              “Não basta construir o corredor e colocar o sistema em operação. As áreas de acesso aos terminais e estações precisam receber a qualificação urbana adequada, com provisão de calçadas, ciclovias e mobiliário urbano acessível e seguro. Deve-se tratar os BRTs como parte de um patrimônio urbano que exige manutenção permanente, boa gestão e integração com a cidade. A qualidade percebida pelo passageiro começa antes mesmo de ele entrar no ônibus”, destaca Christovam. 

              Para a entidade, uma nova agenda para os BRTs deve combinar expansão da infraestrutura, melhoria dos modelos de gestão, implantação de sistemas de monitoramento e controle da operação e requalificação dos acessos e entornos de terminais e estações, especialmente para facilitar a integração com deslocamentos a pé e por bicicleta. Esses são alguns dos pontos que a NTU considera estratégicos, para ampliar a eficiência e a atratividade do transporte público coletivo.

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              Após instalação de radares, trechos de rodovias registram forte queda nos atendimentos a acidentes

              sex, 28/08/2026 - 13:30
              Em um dos locais onde está em funcionamento o dispositivo a redução chegou a 100%, sem nenhum registro de ocorrências nos últimos meses. Foto: Divulgação

              Trechos de rodovias sob concessão da EPR Litoral Pioneiro registraram redução expressiva no número de atendimentos a acidentes após a instalação de radares medidores de velocidade. Em um dos pontos monitorados, não houve nenhuma ocorrência desde a entrada em operação do equipamento.

              Ao todo, são 28 radares instalados nas rodovias BR-153, BR-277, BR-369, PR-092, PR-151 e PR-407. Nos trechos federais, a fiscalização com cobrança de multa começou em agosto de 2025. Já nas rodovias estaduais, a operação teve início em outubro do mesmo ano.

              Segundo a concessionária, a redução nos atendimentos já havia começado a ser observada ainda no período de testes dos equipamentos, antes do início efetivo da aplicação de multas.

              “Observamos o impacto positivo dos radares na segurança viária ainda no período educativo e de testes dos equipamentos. Agora, um ano depois, é importante destacar que há uma contribuição real na segurança viária e na vida dos usuários quando os limites de velocidade são respeitados. Os dados de atendimentos a acidentes nas rodovias sob concessão comprovam”, avalia o gerente de Operações da EPR Litoral Pioneiro, Paulo Linck.

              PR-151 teve a maior redução

              Entre as rodovias monitoradas, a PR-151 apresentou a maior queda no número de atendimentos a sinistros.

              Considerando os sete radares em funcionamento ao longo da rodovia, os registros passaram de 41 para 8 ocorrências, o que representa uma redução de 80%.

              Em um ponto específico, no km 259, em Piraí do Sul, a concessionária informa que não houve nenhuma ocorrência desde a instalação do equipamento, o que corresponde a uma redução de 100% naquele trecho.

              Outras rodovias também apresentaram quedas relevantes.

              Na PR-407, a redução foi de 70%. Na BR-153, os atendimentos caíram 67%. Já na BR-277, no trecho da Serra do Mar, a redução registrada foi de 59%.

              Os dados se referem aos atendimentos realizados nos trechos sob concessão e mostram uma mudança importante nos locais onde os equipamentos passaram a operar.

              Novos radares estão em estudo

              Diante dos resultados observados, a concessionária informa que está discutindo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e autoridades rodoviárias a implantação de novos radares nas rodovias sob sua administração.

              A quantidade de equipamentos e os pontos de instalação ainda não foram divulgados. “Em conjunto com as autoridades, identificamos oportunidades para ampliar ainda mais a segurança viária nas rodovias que administramos, por meio da instalação de novos dispositivos, que certamente alcançarão resultados tão positivos quanto os já em operação”, avalia Linck.

              Respeito ao limite de velocidade continua sendo essencial

              A presença de radares tem como objetivo fiscalizar o cumprimento dos limites de velocidade. No entanto, a concessionária reforça que a condução segura não deve depender apenas da existência dos equipamentos.

              “O respeito aos limites de velocidade é essencial, independentemente da presença de radares na rodovia. Também é fundamental não utilizar o celular ao dirigir, realizar ultrapassagens apenas em locais permitidos e de forma segura, manter distância de segurança dos demais veículos e garantir que todos os ocupantes, inclusive os pets, utilizem o cinto de segurança corretamente”, afirma Marcos Moreira, diretor-presidente da EPR no Núcleo Paraná.

              A orientação reforça que a redução de riscos no trânsito depende de um conjunto de comportamentos, entre eles velocidade compatível com a via, atenção constante e respeito às normas de circulação.

              Quem administra os radares e as multas?

              A EPR Litoral Pioneiro informa que, conforme previsto no contrato de concessão, é responsável pela aquisição, instalação e manutenção dos radares.

              Já a emissão das multas e a gestão dos valores arrecadados ficam a cargo dos órgãos governamentais competentes.

              A distinção é importante porque a concessionária mantém os equipamentos em funcionamento, mas não administra diretamente as penalidades aplicadas aos motoristas.

              Os resultados apresentados após um ano de operação dos radares reforçam a discussão sobre o papel da fiscalização eletrônica na segurança viária. Nos trechos analisados, a queda nos atendimentos foi significativa, chegando a 100% em um ponto específico da PR-151 e variando entre 59% e 80% em outros corredores monitorados.

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              Acidente na SP-340 chama atenção para o risco de engavetamentos; saiba como evitar

              sex, 28/08/2026 - 11:48
              Manter distância de segurança e acompanhar o movimento do trânsito à frente são atitudes fundamentais para evitar colisões traseiras e engavetamentos. Foto: Imagem ilustrativa.

              Um grave acidente registrado na tarde de quinta-feira (27) na Rodovia Deputado Mario Beni (SP-340), em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, deixou uma pessoa morta e outras três feridas. O engavetamento envolveu uma ambulância, um caminhão e duas carretas. Conforme as informações divulgadas sobre a ocorrência, o motorista do caminhão morreu no local. Entre os feridos estavam uma paciente e o condutor da ambulância. As circunstâncias que provocaram a colisão ainda deverão ser esclarecidas.

              Além da repercussão imediata, o acidente chama atenção para um dos riscos mais comuns nas ruas e rodovias: as colisões traseiras, que podem envolver vários veículos e adquirir proporções ainda mais graves quando há caminhões no fluxo.

              O que causa as colisões traseiras?

              A falta de distância de segurança é um dos principais fatores relacionados às colisões traseiras. Quando o condutor segue muito próximo, o espaço disponível pode não ser suficiente para perceber uma redução de velocidade, reagir e parar o veículo.

              Distrações ao volante, principalmente pelo uso do celular, também reduzem a capacidade de reação. Mesmo alguns segundos sem olhar para a pista podem fazer com que o motorista não perceba uma fila parada, uma frenagem ou outro obstáculo à frente.

              Outras situações que aumentam o risco de engavetamentos incluem:

              • excesso de velocidade;
              • mudanças repentinas de faixa;
              • frenagens bruscas e sem necessidade;
              • cansaço ou sonolência;
              • chuva, neblina e baixa visibilidade;
              • pneus desgastados ou mal calibrados;
              • problemas no sistema de freios;
              • desatenção às condições do trânsito mais adiante.

              Por isso, a direção defensiva exige que o motorista não observe apenas o veículo imediatamente à frente. Acompanhar o movimento de vários veículos adiante permite identificar antecipadamente luzes de freio, retenções e mudanças no fluxo.

              Como calcular uma distância segura?

              O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não determina uma distância fixa em metros. O artigo 29 estabelece que o condutor deve guardar distância lateral e frontal de segurança, considerando a velocidade, as condições da via, da circulação, do veículo e do clima.

              Uma maneira prática de avaliar esse espaço é utilizar a regra dos três segundos. O motorista deve escolher um ponto fixo na margem da via, como uma placa ou uma árvore. Quando o veículo da frente passar por esse ponto, deve iniciar a contagem de três segundos. Se chegar ao mesmo local antes do fim da contagem, está seguindo perto demais.

              Em condições adversas, como chuva, neblina, pista escorregadia ou baixa visibilidade, esse intervalo deve ser ampliado. O mesmo vale quando o veículo da frente é um caminhão, que reduz a visão do trânsito adiante.

              A distância segura precisa abranger tanto o tempo de reação do motorista quanto o espaço necessário para o veículo parar. Quanto maior a velocidade, maior será a distância percorrida antes e durante a frenagem.

              Deixar de guardar distância de segurança é infração grave, conforme o artigo 192 do CTB.

              O que fazer diante de uma retenção repentina?

              Ao perceber veículos reduzindo a velocidade ou uma fila parada, o motorista deve retirar o pé do acelerador e iniciar uma frenagem progressiva. Frear antecipadamente também permite que as luzes de freio alertem quem vem atrás.

              O condutor deve evitar mudanças bruscas de faixa ou tentativas de desviar pelo acostamento. Além de serem manobras arriscadas, elas podem atingir motociclistas ou impedir o acesso de equipes de resgate.

              Também é importante observar os retrovisores durante a redução. Caso o veículo que vem atrás pareça não ter percebido a retenção, o motorista deve manter o controle e evitar manobras precipitadas que possam provocar outra colisão.

              Se precisar imobilizar o veículo por uma emergência, o pisca-alerta deve ser utilizado para reforçar a sinalização. Em situações normais de trânsito lento, entretanto, as luzes de freio e a redução gradual são as principais formas de avisar os demais condutores.

              Por que caminhões precisam de uma distância maior?

              Caminhões e combinações de veículos de carga são maiores, mais pesados e possuem características de frenagem diferentes das de um automóvel. O peso transportado, a distribuição da carga, o estado dos pneus e dos freios, a velocidade e a inclinação da pista podem aumentar significativamente o espaço necessário para a parada.

              Além disso, muitos veículos pesados utilizam sistemas de freios pneumáticos, cujo acionamento apresenta características próprias. Em uma situação inesperada, a soma do tempo de percepção do motorista, do tempo de reação e da frenagem pode fazer com que o caminhão percorra uma distância considerável até parar completamente.

              Por essa razão, outros condutores não devem mudar de faixa e entrar imediatamente à frente de um caminhão, reduzindo o espaço de segurança mantido pelo motorista profissional. Da mesma forma, quem dirige um veículo de carga deve aumentar a distância em relação ao trânsito adiante, especialmente em descidas, pistas molhadas ou trechos congestionados.

              Como agir quando há uma ambulância na via?

              Ambulâncias e outros veículos de emergência têm prioridade quando estão em serviço de urgência e devidamente identificados pelos dispositivos sonoro e luminoso acionados.

              Nessa situação, o artigo 29 do CTB determina que os demais condutores deixem livre a passagem pela faixa da esquerda, desloquem-se para a direita e parem, se necessário. A movimentação deve ocorrer de maneira gradual, com atenção aos retrovisores e sem frenagens ou mudanças repentinas de direção.

              O motorista também não deve aproveitar o espaço aberto para seguir logo atrás da ambulância. Além de perigosa, essa conduta constitui infração grave. Já deixar de dar passagem a um veículo de emergência caracteriza infração gravíssima.

              A prioridade não elimina os cuidados de segurança. O próprio CTB determina que veículos de emergência reduzam a velocidade e adotem as precauções necessárias ao passar por cruzamentos.

              Em rodovias, uma retenção pode surgir em poucos segundos. Manter distância, acompanhar o trânsito à frente e evitar distrações são medidas simples que aumentam o tempo disponível para reagir e podem impedir que uma colisão isolada se transforme em um engavetamento.

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              Código de Trânsito pode mudar em vários pontos; comissão vota parecer com 270 propostas

              sex, 28/08/2026 - 11:30
              Apesar da amplitude das alterações em discussão, é importante destacar que a reunião da próxima quarta-feira não significa que essas mudanças já estejam valendo. Foto: dabldy para Depositphotos

              Uma comissão especial da Câmara dos Deputados pode dar um novo passo, na próxima quarta-feira (2), em uma ampla discussão sobre mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O colegiado está convocado para apresentar, discutir e votar o parecer do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), que consolida 270 propostas relacionadas à legislação de trânsito. A reunião está prevista para as 14 horas, em plenário a se definir.

              Entre os assuntos analisados estão formação de condutores, segurança viária, exames médicos, psicológicos e toxicológicos, limites de velocidade, radares móveis, free flow e regras para veículos de mobilidade elétrica leve, como bicicletas elétricas e patinetes.

              O texto também contempla uma mudança de grande impacto: a possibilidade de jovens dirigirem a partir dos 16 anos.

              Apesar da amplitude das alterações em discussão, é importante destacar que a reunião da próxima quarta-feira não significa que essas mudanças já estejam valendo. O que a comissão especial analisará é o parecer do relator sobre as propostas.

              Parecer reúne 270 propostas de mudanças no trânsito

              A comissão especial foi criada para analisar o Projeto de Lei 8.085/2014 e as propostas que tramitam em conjunto com ele.

              Ao todo, o colegiado trabalha com 270 proposições, reunindo em um mesmo debate diferentes mudanças relacionadas ao trânsito brasileiro.

              O relatório elaborado pelo deputado Aureo Ribeiro busca consolidar essas propostas em um texto que poderá avançar na Câmara.

              A quantidade e a diversidade dos temas tornam a discussão relevante tanto para os atuais motoristas quanto para quem ainda pretende obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

              Formação de condutores está entre os temas

              Um dos pontos tratados pela comissão é a formação de motoristas. O tema faz parte das discussões do PL 8.085/2014 e das demais propostas analisadas pelo colegiado, juntamente com regras relacionadas aos exames exigidos dos condutores.

              O parecer também contempla discussões sobre exames médicos, psicológicos e toxicológicos, reunindo em uma mesma análise diferentes etapas relacionadas à habilitação e às condições necessárias para conduzir veículos.

              Outra alteração prevista no parecer permite que jovens possam dirigir a partir dos 16 anos.

              As medidas, no entanto, ainda dependem da tramitação legislativa. Portanto, não representam mudanças atualmente em vigor para quem está tirando ou renovando a CNH.

              Velocidade, radares e free flow também estão na discussão

              As propostas analisadas pela comissão não ficam restritas à habilitação.

              O colegiado também avalia alterações relacionadas aos limites de velocidade e à utilização de radares móveis, dois temas diretamente ligados à fiscalização e à segurança viária.

              Outro assunto incluído é o sistema de cobrança automática de pedágio conhecido como free flow, no qual não existem as tradicionais praças com cancelas.

              O relatório ainda trata da circulação de veículos de mobilidade elétrica leve, incluindo bicicletas elétricas e patinetes.

              Com isso, o parecer reúne temas que afetam desde a formação de novos motoristas até novas formas de mobilidade que ganharam espaço nas cidades brasileiras.

              Votação já havia sido adiada

              O parecer de Aureo Ribeiro não é novo. O relator apresentou seu texto no mês passado, mas a análise não avançou naquele momento.

              Um pedido de vista coletivo adiou a discussão e a votação, fazendo com que a apreciação do relatório ficasse para uma nova reunião da comissão especial.

              Agora, o colegiado está novamente convocado para a próxima quarta-feira, 2 de setembro, quando poderá apresentar, discutir e votar o parecer.

              Mudanças no Código de Trânsito ainda não estão valendo

              Para o motorista, a principal atenção neste momento deve estar na diferença entre uma proposta em discussão e uma alteração efetivamente incorporada à legislação.

              A reunião da comissão especial é mais uma etapa da tramitação das propostas e não torna automaticamente válidas as mudanças previstas no relatório.

              Isso vale inclusive para os pontos de maior repercussão, como a possibilidade de dirigir a partir dos 16 anos e eventuais alterações na formação dos novos condutores.

              O que poderá acontecer na próxima quarta-feira é um avanço importante na discussão legislativa sobre o trânsito brasileiro, já que o parecer reúne 270 propostas em um único debate.

              A eventual aprovação do relatório pela comissão, portanto, deverá ser acompanhada pelos próximos passos da tramitação antes que se possa falar em novas regras efetivamente válidas para os motoristas.

              Com informações da Agência Câmara

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              A importância da condução responsável na era digital: como evitar distrações e tomar melhores decisões ao volante

              sex, 28/08/2026 - 11:28
              Foto: RECSTOCKFOOTAGE para Depositphotos

              A tecnologia transformou profundamente a forma como nos deslocamos. Aplicações de navegação, sistemas de informação em tempo real e dispositivos móveis tornaram as viagens mais práticas, mas também criaram novos desafios relacionados com a concentração ao volante. Atualmente, uma parte significativa das distrações durante a condução está associada ao uso inadequado de equipamentos eletrónicos. 

              Mesmo plataformas de entretenimento digital, como as casas de apostas em Moçambique, reforçam que os seus serviços devem ser utilizados apenas em momentos apropriados, nunca durante a condução. Adotar hábitos responsáveis continua a ser uma das formas mais eficazes de proteger todos os utilizadores das estradas.

              A distração continua entre os principais fatores de risco

              Conduzir exige atenção permanente. Qualquer desvio do olhar ou perda momentânea de concentração pode aumentar significativamente o risco de acidente, sobretudo em ambientes urbanos ou em estradas com maior intensidade de tráfego.

              Entre as distrações mais frequentes encontram-se a leitura de mensagens, a utilização de aplicações móveis, a consulta de notificações ou a procura de informação durante a viagem. Mesmo ações aparentemente rápidas podem retirar segundos preciosos de atenção à estrada.

              Por esse motivo, especialistas em segurança rodoviária alertam que a prevenção começa antes mesmo de colocar o veículo em movimento.

              A tecnologia também pode contribuir para uma condução mais segura

              Embora muitos riscos estejam associados ao uso inadequado dos dispositivos móveis, a tecnologia também oferece soluções capazes de aumentar a segurança.

              Atualmente, muitos veículos dispõem de integração com smartphones através de sistemas como Android Auto ou Apple CarPlay, permitindo utilizar mapas, chamadas e comandos de voz sem necessidade de manipular constantemente o celular.

              Além disso, sistemas de assistência à condução ajudam a monitorizar a distância para outros veículos, a manter o automóvel na faixa de rodagem e até a identificar sinais de fadiga do condutor.

              Estas ferramentas não substituem a atenção humana, mas funcionam como importantes apoios para reduzir situações de risco.

              Preparar a viagem faz toda a diferença

              Uma das formas mais simples de evitar distrações consiste em organizar tudo antes de iniciar a viagem.

              Definir o percurso no sistema de navegação, verificar as condições do trânsito, escolher a música ou o podcast e ativar o modo “Não Incomodar” no celular permite reduzir significativamente a necessidade de utilizar dispositivos durante a condução.

              Este pequeno planeamento contribui para uma viagem mais tranquila e ajuda o condutor a manter o foco exclusivamente na estrada.

              Também é recomendável garantir que o veículo se encontra em boas condições, verificando pneus, iluminação e níveis de combustível antes de percorrer trajetos mais longos.

              Educação rodoviária vai além das regras de trânsito

              Conduzir em segurança não depende apenas do conhecimento do Código da Estrada. Os hábitos digitais também passaram a fazer parte da educação rodoviária moderna.

              Aprender a utilizar a tecnologia de forma responsável significa compreender que existem momentos apropriados para consultar aplicações, responder a mensagens ou utilizar serviços de entretenimento, e que o volante nunca deve ser um desses momentos.

              A consciencialização torna-se ainda mais importante entre os condutores mais jovens, habituados a permanecer constantemente ligados aos dispositivos móveis.

              Promover esta cultura de responsabilidade contribui para reduzir acidentes e criar estradas mais seguras para todos.

              A mobilidade está a evoluir rapidamente

              Os avanços tecnológicos continuam a transformar a mobilidade. Veículos elétricos, sistemas inteligentes de gestão do trânsito, sensores de assistência e futuras soluções de condução automatizada prometem tornar as deslocações cada vez mais eficientes.

              Ao mesmo tempo, surgem novas aplicações que ajudam a planear percursos, evitar congestionamentos e melhorar a experiência de condução.

              No entanto, independentemente da evolução tecnológica, existe um princípio que permanece inalterado: nenhuma inovação consegue substituir completamente a atenção e o bom senso do condutor.

              A responsabilidade individual continuará a ser um elemento essencial da segurança rodoviária.

              Pequenas atitudes podem evitar grandes problemas

              Muitas situações de risco podem ser evitadas através de comportamentos simples.

              Sempre que for necessário utilizar o celular, o mais seguro é parar o veículo num local apropriado. Da mesma forma, em viagens longas, realizar pausas regulares ajuda a combater a fadiga e melhora os níveis de concentração.

              Manter uma distância de segurança adequada, respeitar os limites de velocidade e evitar qualquer atividade que possa desviar a atenção da estrada continuam a ser recomendações fundamentais para todos os condutores.

              Estas pequenas decisões têm um impacto direto na segurança não apenas do motorista, mas também dos passageiros, peões e restantes utilizadores da via.

              Segurança rodoviária é uma responsabilidade de todos

              A mobilidade moderna oferece inúmeras vantagens, mas exige também uma utilização consciente das tecnologias disponíveis. Ferramentas digitais facilitam o dia a dia e melhoram muitas experiências, desde a navegação até à comunicação, desde que sejam utilizadas de forma adequada.

              Criar hábitos responsáveis antes e durante cada viagem continua a ser a melhor estratégia para prevenir acidentes e promover uma circulação mais segura. À medida que os veículos e as infraestruturas evoluem, a atitude do condutor permanece como o fator mais importante para garantir viagens tranquilas, protegendo vidas e contribuindo para um trânsito mais seguro para toda a comunidade.

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              Dirigir na terceira idade exige atenção aos sinais que podem comprometer a segurança

              sex, 28/08/2026 - 08:15
              Preservar a autonomia é importante, mas preservar vidas deve ser sempre a prioridade. Foto: photography33 para Depositphotos

              A população brasileira está envelhecendo e, com isso, cresce também o número de idosos que continuam dirigindo para manter a independência e a qualidade de vida. Essa realidade reforça um debate importante: existe uma idade em que o motorista deve deixar o volante?

              A resposta é não. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não estabelece uma idade máxima para dirigir. O que determina se uma pessoa está apta a conduzir um veículo são suas condições físicas, mentais e sensoriais, avaliadas periodicamente durante a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

              Isso significa que muitos idosos podem dirigir com segurança por muitos anos. Por outro lado, algumas mudanças naturais do envelhecimento podem comprometer a capacidade de reação e aumentar os riscos no trânsito. Saber reconhecer esses sinais é fundamental tanto para o próprio motorista quanto para familiares e profissionais de saúde.

              A idade, sozinha, não determina a capacidade de dirigir

              É comum associar envelhecimento à perda automática da capacidade de conduzir um veículo. No entanto, especialistas alertam que essa relação não é tão simples.

              Existem motoristas com mais de 80 anos que apresentam excelentes condições para dirigir, enquanto pessoas mais jovens podem ter limitações decorrentes de doenças, uso de medicamentos ou outras condições de saúde.

              Por isso, a legislação brasileira adota avaliações médicas periódicas durante a renovação da CNH justamente para verificar se o condutor continua reunindo condições para permanecer ao volante.

              Ainda assim, essas avaliações representam apenas um retrato daquele momento. Entre uma renovação e outra, mudanças importantes podem ocorrer e nem sempre são percebidas pelo próprio motorista.

              Sinais que merecem atenção

              Envelhecer não significa perder a capacidade de dirigir, mas alguns comportamentos podem indicar que chegou o momento de conversar com um médico ou reavaliar alguns hábitos ao volante.

              Entre os principais sinais estão:

              • dificuldade para enxergar placas, pedestres ou outros veículos;
              • demora para reagir a freadas, mudanças de sinalização ou situações inesperadas;
              • pequenos acidentes, raspões ou colisões que passam a acontecer com frequência;
              • dificuldade para permanecer na faixa de rolamento;
              • confusão entre os pedais ou dificuldade para controlar o veículo;
              • esquecer trajetos conhecidos ou demonstrar desorientação durante o percurso;
              • insegurança crescente para realizar conversões, cruzamentos ou mudanças de faixa.

              Esses sinais não significam, necessariamente, que o motorista deva parar de dirigir imediatamente. Eles indicam, porém, que é recomendável buscar uma avaliação médica e refletir sobre a segurança da condução.

              O diálogo deve acontecer antes de um acidente

              Para Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, a principal ferramenta para lidar com esse momento é a honestidade consigo mesmo.

              “A autocrítica é a única ferramenta realmente eficaz para que percebamos qual é o momento de parar de dirigir. Infelizmente, ela nem sempre acontece”, diz.

              Conforme ele, familiares também desempenham papel importante nesse processo. “É preciso coragem para conversar sobre esse assunto. Muitas vezes, deixar de dirigir representa uma mudança importante na rotina da pessoa idosa, mas essa conversa deve acontecer antes que um acidente provoque consequências mais graves.”

              Embora seja um tema delicado, conversar sobre limitações não significa retirar a autonomia do idoso, mas ajudá-lo a continuar se deslocando com segurança.

              Existem alternativas antes de abandonar o volante

              Em muitos casos, não é necessário interromper completamente a direção logo nos primeiros sinais de dificuldade.

              Algumas adaptações podem contribuir para manter a segurança por mais tempo, como:

              • evitar dirigir à noite;
              • reduzir viagens longas;
              • preferir trajetos já conhecidos;
              • evitar horários de maior movimento;
              • não dirigir sob chuva intensa ou em condições adversas.

              Essas medidas não substituem uma avaliação médica quando houver suspeita de perda da capacidade para dirigir, mas podem ajudar a reduzir riscos enquanto a situação é acompanhada.

              Saúde também faz parte da segurança viária

              Além das mudanças naturais do envelhecimento, algumas doenças podem interferir diretamente na condução.

              Problemas de visão e audição, doenças neurológicas, limitações de mobilidade e até determinados medicamentos podem afetar a atenção, o tempo de reação e a capacidade de tomar decisões no trânsito.

              Por isso, manter consultas médicas regulares e seguir corretamente os tratamentos também faz parte da direção segura.

              Sempre que houver alteração importante no estado de saúde, o ideal é conversar com o médico sobre os possíveis impactos na condução de veículos.

              Dirigir é uma responsabilidade permanente

              Receber a aprovação nos exames para renovar a CNH não significa que o motorista permanecerá apto durante todo o período de validade do documento.

              De acordo com Mariano, a capacidade para dirigir pode mudar ao longo do tempo e deve ser constantemente observada pelo próprio condutor, pela família e pelos profissionais de saúde.

              “Mais do que estabelecer uma idade para deixar o volante, o desafio é garantir que cada motorista permaneça dirigindo apenas enquanto reunir condições de fazê-lo com segurança”, conclui.

              Preservar a autonomia é importante, mas preservar vidas deve ser sempre a prioridade. Reconhecer os próprios limites e buscar ajuda quando necessário são atitudes que demonstram responsabilidade e contribuem para um trânsito mais seguro para todos.

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              Carro parado estraga? Veja o que pode acontecer com o veículo sem uso

              qui, 27/08/2026 - 17:30
              Veículos com baixa rodagem também exigem manutenção preventiva para garantir segurança, desempenho e maior vida útil. Foto: Divulgação

              Rodar pouco pode parecer uma boa maneira de preservar o automóvel, mas deixar o carro parado por semanas ou meses também pode trazer problemas. A falta de uso afeta diferentes sistemas do veículo, incluindo bateria, pneus, combustível, lubrificantes e fluidos. Por isso, mesmo automóveis com baixa quilometragem precisam de manutenção preventiva.

              A situação pode ocorrer, por exemplo, quando o proprietário viaja por longos períodos ou passa a utilizar menos o veículo em razão de mudanças na rotina. Nesses casos, alguns componentes continuam sofrendo processos de descarga, envelhecimento, oxidação ou degradação mesmo sem o carro circular.

              De acordo com Arley Silva, gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente da Promax Bardahl, o funcionamento regular contribui para preservar os sistemas mecânicos.

              “O motor e os demais componentes foram projetados para operar em movimento. Quando o veículo fica semanas ou meses parado, o óleo lubrificante pode se degradar e oxidar, perdendo parte da sua capacidade de proteção. Da mesma forma, os fluidos podem deixar de cumprir suas funções adequadamente, enquanto algumas peças ficam mais vulneráveis à corrosão e ao ressecamento no caso das mangueiras. Essa degradação ocorre mesmo sem o carro rodar”, explica.

              Bateria e pneus estão entre os pontos de atenção

              A bateria é um dos componentes que podem sentir mais rapidamente os efeitos da inatividade. Mesmo com o automóvel desligado, ocorre uma descarga natural. Se o período sem utilização for prolongado, a bateria pode perder completamente a carga, ter sua vida útil reduzida ou não conseguir mais fornecer energia suficiente para colocar o veículo em funcionamento.

              Os pneus do carro parado também precisam de atenção. Quando permanecem durante muito tempo apoiados exatamente na mesma posição, podem sofrer deformações. Isso pode interferir posteriormente na estabilidade e na dirigibilidade.

              Portanto, antes de voltar a utilizar um automóvel que permaneceu um período prolongado sem circular, não basta verificar se o motor liga normalmente. Pneus e bateria também devem entrar na checagem.

              Combustível também pode sofrer alterações

              Outro sistema afetado pela falta de uso é o de alimentação do motor. Com o passar do tempo, a gasolina pode oxidar e favorecer a formação de resíduos no tanque e nos bicos injetores. Esses depósitos podem prejudicar a combustão e provocar dificuldade na partida, perda de desempenho e aumento do consumo.

              No caso do etanol, há também risco de corrosão em componentes do sistema.

              Esse é mais um motivo para que longos períodos de inatividade sejam considerados na conservação do veículo, principalmente quando o automóvel permanece semanas ou meses sem rodar.

              Pouca quilometragem não elimina a necessidade de trocar óleo

              Um erro que pode ocorrer entre proprietários de veículos pouco utilizados é considerar apenas a quilometragem para decidir o momento da manutenção.

              Lubrificantes e fluidos também envelhecem com o passar do tempo. Dessa forma, é necessário observar tanto a quilometragem quanto o prazo indicado no manual do proprietário.

              O óleo do motor pode perder desempenho, absorver umidade e favorecer a formação de borra, aumentando o desgaste interno. O envelhecimento também pode atingir os fluidos de arrefecimento, freio e transmissão.

              Por isso, um carro que roda pouco não deve automaticamente permanecer por períodos maiores sem manutenção. Os intervalos determinados pelo fabricante continuam sendo a principal referência.

              Vale apenas ligar o carro de vez em quando?

              Para reduzir os efeitos da inatividade, a orientação apresentada pelo especialista não se limita a simplesmente dar a partida. A recomendação é colocar o veículo em funcionamento periodicamente e rodar alguns quilômetros.

              A circulação ajuda a manter a bateria carregada, movimenta os fluidos e favorece a circulação dos lubrificantes.

              “Quando realizada com regularidade, essa prática contribui para preservar o sistema de lubrificação, movimentar os fluidos e minimizar os efeitos da inatividade prolongada”, afirma Silva.

              Antes de deixar o automóvel parado por um período maior, também é importante conferir os níveis do óleo e dos demais fluidos.

              Segundo o especialista, “o uso de aditivos específicos para o combustível, arrefecimento e para o sistema de lubrificação pode contribuir para preservar os componentes internos, reduzindo a formação de depósitos e protegendo peças metálicas contra corrosão e oxidação durante os períodos de pouca utilização”.

              Ficou semanas ou meses sem usar o carro? Faça uma checagem antes de voltar às ruas

              O momento de retomar a utilização também merece cuidados. Depois de um período prolongado de inatividade, alguns componentes podem não estar nas mesmas condições de quando o veículo foi estacionado.

              “Ao retomar o uso do automóvel após semanas ou meses de inatividade, uma revisão preventiva é indispensável. Conferir a carga da bateria, a calibragem e o estado dos pneus, os níveis dos fluidos e o funcionamento do sistema de freios ajuda a garantir que o veículo volte a circular com segurança, desempenho e confiabilidade”, finaliza Arley.

              A principal orientação, portanto, é não associar automaticamente carro com baixa quilometragem a veículo que dispensa cuidados. O tempo também interfere na conservação dos componentes. Respeitar os períodos de manutenção previstos pelo fabricante e verificar as condições do automóvel depois de uma longa inatividade são medidas importantes antes de voltar ao trânsito.

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              Endividamento de motoristas acende alerta para saúde mental e segurança no transporte de cargas

              qui, 27/08/2026 - 13:30
              Os problemas associados ao descontrole financeiro e endividamento são atuais e trazem inúmeras consequências. Foto: Envato

              O aumento do endividamento dos brasileiros e o avanço das apostas on-line estão acendendo um alerta também no transporte rodoviário de cargas. Para empresas do setor, dificuldades financeiras enfrentadas pelos motoristas podem ultrapassar o orçamento doméstico e repercutir no bem-estar dos profissionais, na rotina de trabalho e na segurança das operações.

              O tema ganha relevância diante do nível de endividamento das famílias. Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que, em julho, 82% das famílias brasileiras se declararam endividadas, um novo recorde.

              Cartão de crédito, financiamentos, empréstimos pessoais, cheque especial e carnês de lojas aparecem entre as principais formas de comprometimento da renda.

              Mais recentemente, outro fator passou a fazer parte dessa discussão: as apostas on-line. Estudo divulgado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) aponta que as bets responderam por uma saída líquida de R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025.

              Para quem trabalha dirigindo e precisa manter atenção durante longos períodos, as consequências de problemas financeiros e emocionais também despertam preocupação do ponto de vista da segurança.

              Problemas financeiros aparecem como gatilho para transtornos mentais

              Uma pesquisa da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), realizada com mil entrevistados de todas as regiões do país, apontou que 34,6% consideram os problemas financeiros o principal gatilho para transtornos mentais.

              No transporte de cargas, a questão preocupa especialmente pela própria característica da atividade profissional, que exige atenção e responsabilidade durante os deslocamentos.

              “A relação entre endividamento, saúde mental, segurança e produtividade é uma realidade que exige ações na construção de ambientes corporativos seguros e acolhedores”, afirma Débora Kodama, gerente de Recursos Humanos da Ademir Transportes.

              Conforme levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) citado no material, 30% dos acidentes de trânsito nas rodovias federais brasileiras têm como causa problemas relacionados à saúde mental dos condutores.

              O cenário chama atenção para uma dimensão da segurança viária que vai além das condições do veículo ou da infraestrutura: as condições em que o próprio motorista desempenha sua atividade.

              Apostas on-line entram no radar das empresas

              A expansão das bets acrescenta um novo elemento às preocupações relacionadas ao orçamento dos trabalhadores.

              De acordo com o estudo do Comsefaz, o impacto líquido das apostas on-line sobre o orçamento das famílias chegou a R$ 62,5 bilhões no ano passado.

              No ambiente corporativo, sinais de maior comprometimento financeiro também começam a ser observados.

              A Ademir Transportes, que possui mais de 600 veículos operando no transporte de combustíveis pelo Brasil, registrou neste ano crescimento de 15% nos pedidos de empréstimos consignados com desconto em folha de pagamento, conforme a gerente de Recursos Humanos. “Diante deste quadro, é muito importante estarmos presentes no dia a dia dos colaboradores com iniciativas que nos permitam entender suas necessidades e auxiliá-los.”

              Endividamento pode repercutir na rotina profissional

              Problemas financeiros podem estar associados a situações de estresse e sofrimento emocional que ultrapassam a vida particular do trabalhador.

              O material destaca estresse crônico, ansiedade e depressão entre os problemas relacionados a esse cenário, bem como aponta possíveis reflexos no absenteísmo e nos afastamentos do trabalho.

              “Estes e outros fatores dificultam o cumprimento de prazos e contratos e, de forma ampla, comprometem a produtividade e a sustentabilidade dos negócios”, pontua Débora.

              No caso dos motoristas profissionais, a preocupação também envolve a segurança durante a atividade, justamente porque o trabalho exige atenção constante durante os deslocamentos.

              O transporte rodoviário tem ainda um peso significativo para a economia brasileira: ou seja, responde por mais de 60% da movimentação de cargas no país. Para 2026, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) projeta crescimento de até 0,97% para o PIB do setor de transporte como um todo.

              Empresas buscam prevenção com educação financeira e apoio psicológico

              Diante desse cenário, algumas empresas do setor passaram a incorporar a saúde financeira às ações destinadas ao bem-estar dos trabalhadores.

              Na Ademir Transportes, por exemplo, são realizadas palestras de educação financeira e há uma equipe de psicólogos disponível para atendimento dos colaboradores.

              O assunto também faz parte do programa Liderança em Movimento, destinado à capacitação dos gestores da empresa. “O programa voltado a desenvolvimento, capacitação e fortalecimento de gestão dos nossos líderes promove uma abordagem de diversos temas. Saúde financeira e bem-estar estão incluídos e são fundamentais”, destaca Débora.

              A empresa informa estar há nove anos no mercado e operar principalmente para refinarias e distribuidoras de combustíveis.

              De acordo com a gerente de RH, os efeitos do endividamento e do sofrimento emocional não ficam restritos ao trabalhador.

              “Os impactos chegam às famílias, aos parceiros, colegas e clientes. Também influenciam custos de turnover, sinistros e comprometem a imagem da empresa. Por isso, cuidar para que os funcionários se mantenham saudáveis, seguros e ativos é prioridade para a Ademir Transportes”, conclui.

              No transporte rodoviário de cargas, a discussão reforça a necessidade de enxergar a segurança de maneira mais ampla. Condições do veículo, cumprimento das normas e comportamento ao volante continuam fundamentais, mas as condições físicas, emocionais e financeiras de quem dirige também entram no radar das empresas quando o objetivo é reduzir riscos e manter operações mais seguras.

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              Quais são as infrações mais perigosas do trânsito brasileiro? Especialistas apontam as condutas de maior risco

              qui, 27/08/2026 - 08:15
              Mesmo uma rápida consulta à tela pode fazer com que o motorista percorra dezenas de metros sem observar adequadamente a via. Foto: PerfectWave para Depositphotos

              Excesso de velocidade, dirigir sob efeito de álcool, usar o celular ao volante, avançar o sinal vermelho e forçar ultrapassagens. Embora algumas dessas infrações apareçam com frequência nas estatísticas de fiscalização e outras sejam menos comuns, todas têm uma característica em comum elas são perigosas e aumentam significativamente o risco de mortes e lesões graves no trânsito.

              Por isso, o Portal do Trânsito elaborou um ranking das infrações mais perigosas do trânsito brasileiro. Diferentemente do levantamento anterior, que mostrou as infrações mais registradas no país entre janeiro e maio de 2026, esta classificação considera critérios técnicos relacionados à segurança viária.

              O ranking leva em conta o potencial de provocar sinistros graves, a gravidade prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o impacto sobre usuários vulneráveis e evidências consolidadas em estudos de segurança viária e direção defensiva.

              Ranking das infrações mais perigosas PosiçãoInfraçãoPor que representa alto risco?Dirigir sob influência de álcool ou drogasCompromete reflexos, percepção, julgamento e capacidade de reação.Excesso de velocidadeAumenta tanto a probabilidade de um sinistro quanto sua gravidade.Avançar o sinal vermelhoFavorece colisões transversais, uma das mais violentas nas áreas urbanas.Usar o celular ao volanteProvoca distração visual, manual e cognitiva ao mesmo tempo.Forçar ultrapassagemEstá entre as principais causas de colisões frontais em rodovias.Não usar o cinto de segurançaMultiplica o risco de morte e lesões graves em caso de colisão.Participar de rachas e realizar manobras perigosasCombina alta velocidade com perda deliberada de controle do veículo.Não reduzir a velocidade próximo a pedestres, ciclistas, escolas, hospitais e obrasColoca em risco usuários mais vulneráveis da via.Deixar de dar preferência aos pedestresEstá diretamente associado aos atropelamentos.10ºTransitar na contramãoFavorece colisões frontais, entre as mais letais do trânsito. Muito além da quantidade de multas

              Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, existe uma diferença importante entre as infrações mais registradas e aquelas que efetivamente representam maior ameaça à vida. “Existe uma diferença entre uma infração administrativa e uma infração que coloca vidas em risco imediatamente. Nem toda conduta irregular provoca um sinistro, mas praticamente todos os sinistros graves têm relação com comportamentos como excesso de velocidade, álcool, distração, ultrapassagens indevidas ou desrespeito à preferência. É por isso que precisamos olhar para além da multa”, explica.

              De acordo com Mariano, o trânsito ainda é visto por muitos motoristas sob a lógica da fiscalização, quando o foco deveria estar na prevenção.

              “O motorista costuma perguntar: ‘Tem radar nessa via?’ ou ‘Tem fiscalização aqui?’. A pergunta correta deveria ser: ‘O que pode acontecer se eu fizer isso?’. Quando a percepção de risco passa a orientar as decisões, o comportamento muda naturalmente. É essa mudança de mentalidade que salva vidas”, alerta.

              Velocidade continua sendo um dos maiores desafios

              Embora ocupe a segunda posição no ranking de risco, o excesso de velocidade merece uma atenção especial porque reúne duas características preocupantes: é extremamente frequente e potencializa a gravidade dos sinistros.

              Levantamento publicado anteriormente pelo Portal do Trânsito mostrou que, apenas entre janeiro e maio de 2026, as duas faixas mais comuns de excesso de velocidade somaram mais de 19 milhões de notificações de penalidade em todo o país.

              Segundo o especialista, o problema não está apenas na possibilidade de perder o controle do veículo. Quanto maior a velocidade, menor é o tempo disponível para reagir diante de um imprevisto, maior é a distância necessária para a frenagem e maior é a energia liberada em uma colisão.

              O celular ao volante também preocupa

              Outro comportamento que aparece entre os mais perigosos é o uso do telefone celular durante a condução. Mesmo uma rápida consulta à tela pode fazer com que o motorista percorra dezenas de metros sem observar adequadamente a via. Esse tipo de distração favorece colisões traseiras, atropelamentos, saídas de pista e outros sinistros que poderiam ser evitados.

              Além disso, o celular reúne três formas de distração simultaneamente: visual, manual e cognitiva, tornando essa uma das infrações mais preocupantes da atualidade.

              Educação para o trânsito vai além de decorar regras

              Na avaliação de Celso Mariano, esse cenário também serve de reflexão sobre a forma como o Brasil prepara seus futuros condutores.

              “Desenvolver percepção de risco exige aprendizado, prática e reflexão. Não é algo que surge espontaneamente depois que a pessoa recebe a CNH. Quanto melhor for o processo de formação, maiores são as chances de o motorista compreender que as normas de trânsito não existem para dificultar sua vida, mas para proteger a dele e a dos outros”, diz.

              Para o especialista, a discussão ganha ainda mais importância diante das mudanças recentes no processo de habilitação. “Sempre que reduzimos oportunidades de aprendizagem, precisamos nos perguntar se estamos formando condutores capazes de reconhecer situações de risco antes que elas se transformem em sinistros. A verdadeira eficiência de um sistema de trânsito não se mede pela quantidade de multas aplicadas, mas pelo número de vidas preservadas”, reflete.

              O objetivo nunca foi arrecadar

              Mais do que estabelecer multas e penalidades, o Código de Trânsito Brasileiro busca reduzir comportamentos que aumentam a probabilidade de mortes e lesões.

              Conhecer essas infrações é importante, mas compreender por que elas existem é ainda mais essencial. Quando o condutor respeita os limites de velocidade, evita distrações, dirige sem consumir álcool e adota uma postura defensiva, ele não está apenas evitando multas. Está contribuindo para um trânsito mais seguro para todos.

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