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Atualizado: 37 minutos 52 segundos atrás

TCU coloca Senatran na mira e expõe falhas na gestão do trânsito brasileiro

4 horas 7 minutos atrás
O principal plano do Brasil para reduzir mortes no trânsito está sob pressão. Foto: taciophilip para Depositphotos

O Tribunal de Contas da União (TCU) colocou a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) sob os holofotes ao concluir que o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans) apresenta falhas importantes de gestão, coordenação e monitoramento que comprometem sua efetividade.

O diagnóstico foi apresentado em auditoria que avaliou a implementação da política nacional criada pela Lei nº 13.614/2018, cujo principal objetivo é reduzir em pelo menos 50% o índice de mortes no trânsito por 100 mil habitantes até 2030, tomando como referência os dados de 2020.

Conforme o próprio TCU, caso houvesse a implementação do plano de forma adequada, o Brasil poderia evitar aproximadamente 86 mil mortes entre 2021 e 2030, além de gerar uma economia estimada em R$ 260 bilhões.

Entretanto, a auditoria concluiu que ainda existem obstáculos significativos para que esses resultados sejam alcançados.

O que o TCU encontrou

A fiscalização concentrou-se na atuação da Senatran, responsável por coordenar, supervisionar bem como monitorar a execução do Pnatrans.

Em análise sobre o parecer, o engenheiro e especialista em segurança viária Paulo César Pêgas Ferreira destaca que o Tribunal identificou fragilidades na coordenação federativa, na gestão de riscos, no monitoramento, nos indicadores e na rastreabilidade dos recursos destinados à segurança viária.

Entre os principais achados está a baixa adesão dos entes federativos ao plano. Conforme os dados apresentados na auditoria, apenas 60 dos 5.570 municípios brasileiros registravam ações relacionadas ao Pnatrans, enquanto somente oito dos 27 Conselhos Estaduais de Trânsito (Cetrans) haviam encaminhado os relatórios previstos para 2025.

Outro ponto apontado pelo TCU é que a Senatran ainda não dispõe de instrumentos suficientes para induzir e verificar o cumprimento das obrigações previstas para estados e municípios, ou seja, o que dificulta a coordenação nacional da política pública.

Problemas na gestão e nos indicadores

Na avaliação resumida por Pêgas, a auditoria também revelou que o Pnatrans não possui um processo formal de gestão de riscos, capaz de identificar, avaliar e tratar situações que possam comprometer o alcance de seus objetivos.

Além disso, o Tribunal verificou limitações na qualidade, cobertura e padronização dos dados utilizados para acompanhar a segurança viária no país.

Outro aspecto destacado é que os indicadores atualmente empregados estão concentrados, em grande parte, na medição de atividades e produtos executados, sem demonstrar de maneira clara os efeitos concretos das ações sobre a redução de mortes e lesões no trânsito.

A auditoria também aponta limitações na capacidade institucional da Senatran, assim como dificuldades para consolidar informações sobre os recursos efetivamente destinados à segurança viária.

As determinações do Tribunal

Diante das fragilidades identificadas, o TCU determinou que a Senatran adote uma série de medidas para fortalecer a implementação do Pnatrans.

Entre elas está a criação, no prazo de até 360 dias, de um processo estruturado de gestão de riscos para o plano.

Também foi determinada a padronização nacional dos dados sobre sinistros de trânsito e o levantamento dos programas e recursos orçamentários relacionados à segurança viária.

Além das determinações, o Tribunal recomendou aperfeiçoamentos na coordenação do plano, no monitoramento dos resultados, na definição dos indicadores e na priorização dos fatores de risco e dos usuários mais vulneráveis do sistema viário.

Especialistas veem oportunidade para fortalecer o Pnatrans

Ao comentar o parecer, Paulo César Pêgas Ferreira afirmou que a decisão do TCU representa uma oportunidade para aprimorar a política nacional de segurança viária.

“Saudamos a iniciativa do TCU e aguardamos ansiosamente um reposicionamento da Senatran em prol de uma nova postura que seja efetiva, eficiente e eficaz para cumprir o que ela instituiu quando criou o Pnatrans.”

Pêgas também reforça que o Instituto Zero Morte para a Segurança em Transportes, do qual faz parte, defende uma meta ainda mais ambiciosa para o país. “Somos o Instituto Zero Morte para a Segurança em Transportes, para nós a meta é zero, porque TODAS as vidas realmente importam.”

Mais do que uma auditoria administrativa

Embora trate de aspectos de governança, planejamento e gestão pública, a auditoria do TCU tem reflexos diretos sobre a segurança viária brasileira.

O Pnatrans é o principal instrumento de coordenação da política nacional para redução de mortes e lesões no trânsito. Quando sua implementação encontra dificuldades para mobilizar estados e municípios, produzir indicadores confiáveis e acompanhar os resultados das ações desenvolvidas, a capacidade do país de planejar políticas públicas baseadas em evidências também fica comprometida.

As determinações do TCU e as recomendações apresentadas à Senatran indicam um caminho para corrigir essas fragilidades. Agora, a expectativa dos especialistas é que o diagnóstico produzido pelo órgão de controle resulte em mudanças concretas na condução do plano e fortaleça uma política pública que tem como objetivo preservar vidas nas ruas e rodovias brasileiras.

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Você sabe ler as placas das rodovias? Erros podem comprometer sua viagem

9 horas 22 minutos atrás
A sinalização nas rodovias orienta, alerta e regulamenta a circulação. Saber interpretar corretamente as placas ajuda o motorista a antecipar decisões e viajar com mais segurança. Foto: Arquivo Tecnodata

O mês de julho, para uma parcela da população, é marcado pelas viagens de férias. E quem costuma viajar de carro sabe que basta um momento de distração para perder uma saída, entrar na pista errada ou deixar de perceber um alerta importante. Em rodovias, onde os veículos circulam em velocidades mais elevadas, interpretar corretamente as placas de sinalização é essencial para uma condução segura e tranquila.

Mais do que indicar destinos e distâncias, a sinalização rodoviária informa sobre mudanças nas condições da via, limites de velocidade, restrições, obras, áreas de risco e serviços disponíveis ao longo do trajeto. Saber “ler” essas informações corretamente permite ao condutor antecipar decisões e reduzir a chance de manobras bruscas ou inesperadas.

De acordo com especialistas em segurança viária, muitos problemas enfrentados nas estradas poderiam ser evitados se os motoristas prestassem mais atenção à sinalização e planejassem seus deslocamentos com antecedência.

As placas são organizadas para orientar o motorista

No Brasil, a sinalização viária segue padrões estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), permitindo que motoristas de qualquer região consigam interpretar as mensagens com facilidade.

Nas rodovias, as placas costumam cumprir quatro funções principais:

  • alertar sobre situações de risco à frente;
  • regulamentar regras de circulação;
  • orientar rotas, destinos e acessos;
  • informar sobre serviços e pontos de interesse.

Cada uma delas possui formato, cores e símbolos específicos, facilitando o reconhecimento mesmo a distância.

Entenda o significado das cores

As cores das placas não são escolhidas por acaso. Elas ajudam o motorista a identificar rapidamente o tipo de informação apresentada.

Placas verdes

São as mais comuns nas rodovias e indicam orientação de destinos, cidades, acessos e distâncias.

Normalmente mostram:

  • nome das cidades;
  • número da rodovia;
  • quilometragem até o destino;
  • saídas e entroncamentos.
Placas azuis

Informam a existência de serviços úteis durante a viagem, como:

  • postos de combustíveis;
  • restaurantes;
  • hospitais;
  • hotéis;
  • áreas de descanso;
  • telefones de emergência.
Placas marrons

São destinadas à sinalização turística.

Indicam atrações históricas, parques, monumentos, mirantes, museus e outros pontos de interesse.

Placas amarelas

São placas de advertência.

Alertam sobre situações que exigem atenção redobrada, como:

  • curvas acentuadas;
  • declives;
  • travessia de animais;
  • ponte estreita;
  • pista escorregadia;
  • cruzamentos.

Ao visualizar esse tipo de sinalização, o motorista deve reduzir a velocidade e dirigir com maior cautela.

Placas vermelhas

Regulamentam regras obrigatórias.

Entre elas estão:

  • proibição de ultrapassagem;
  • sentido obrigatório;
  • parada obrigatória;
  • limites de circulação.

Seu descumprimento pode gerar infrações de trânsito.

A distância entre as placas também tem função

Nas rodovias, a sinalização normalmente aparece de forma progressiva. Primeiro surge um aviso indicando determinada situação. Depois, uma confirmação mais próxima do local e, em muitos casos, uma placa final identifica exatamente o ponto onde ocorre a mudança.

Esse sistema permite que o motorista tenha tempo suficiente para reduzir a velocidade, mudar de faixa ou preparar uma conversão sem realizar movimentos bruscos.

Por isso, deixar para decidir apenas quando a saída já está ao lado do veículo é um erro comum que aumenta o risco de colisões.

Evite mudar de faixa no último momento

Um dos comportamentos mais perigosos nas estradas ocorre quando o condutor percebe tarde demais que precisava acessar outra rodovia ou uma saída específica.

Nessas situações, alguns motoristas fazem mudanças repentinas de faixa ou até retornam de forma irregular, colocando outros usuários da via em risco.

Caso a saída seja perdida, a orientação é seguir até o próximo retorno permitido ou acesso disponível, mesmo que isso represente alguns quilômetros adicionais de viagem.

GPS ajuda, mas não substitui a sinalização

Os aplicativos de navegação se tornaram importantes aliados dos motoristas, porém não devem ser a única referência durante o percurso.

Alterações temporárias no trânsito, obras, desvios e mudanças na geometria da rodovia podem fazer com que a sinalização instalada na via apresente informações mais atualizadas do que aquelas disponíveis no aplicativo.

Além disso, depender exclusivamente das orientações por voz pode fazer o motorista deixar de observar advertências importantes relacionadas à segurança.

Atenção começa antes da viagem

Uma boa leitura da sinalização também depende de planejamento. Antes de pegar a estrada, vale conferir o trajeto, identificar os principais acessos e conhecer o número das rodovias que serão percorridas. Isso facilita a interpretação das placas durante a viagem e reduz a necessidade de decisões rápidas.

Também é importante evitar distrações ao volante, manter distância segura do veículo à frente e nunca utilizar o celular enquanto dirige para procurar informações sobre o caminho.

Interpretar corretamente as placas também é dirigir com segurança

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a sinalização funciona como uma linguagem entre a via e o motorista.

De acordo com ele, quando o condutor compreende essa comunicação e reage com antecedência, consegue dirigir de forma mais previsível, reduzindo riscos para todos os usuários da rodovia. “Ignorar ou interpretar tardiamente uma placa pode resultar em manobras perigosas e aumentar significativamente a probabilidade de um sinistro”, explica.

Em viagens curtas ou longas, conhecer o significado da sinalização é uma habilidade tão importante quanto dominar o veículo.

“Afinal, cada placa instalada ao longo da rodovia tem o objetivo de orientar, organizar o trânsito e contribuir para que todos cheguem ao destino com mais segurança”, conclui.

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Cinco dicas para quem vai viajar com carro elétrico nas férias de julho

qui, 16/07/2026 - 17:30
Viajar com carros elétricos e híbridos deixou de ser novidade para se tornar uma alternativa cada vez mais prática e confortável. Foto: Divulgação Bamaq GWM

As férias de julho costumam aumentar o movimento nas rodovias e, para quem pretende viajar com um carro elétrico ou híbrido, o planejamento pode fazer diferença na experiência durante o percurso. Com a expansão da infraestrutura de recarga e a evolução dos veículos eletrificados, organizar a viagem antecipadamente ajuda a tornar o deslocamento mais prático e confortável.

Conforme Lucas Lana, gerente de pós-venda da Bamaq GWM, os recursos tecnológicos disponíveis atualmente permitem que os motoristas programem melhor o trajeto e utilizem a rede de recarga de forma mais eficiente.

“Hoje, o planejamento faz parte da própria viagem. Os sistemas inteligentes dos veículos e os aplicativos disponíveis permitem localizar eletropostos e programar as paradas com antecedência, proporcionando mais tranquilidade e conforto durante o percurso”, explica.

Para quem vai pegar a estrada nas próximas semanas, o especialista lista cinco recomendações que podem contribuir para uma viagem mais tranquila.

1. Faça um check-up antes de viajar

Antes de iniciar o percurso, vale verificar as condições gerais do veículo. Pneus calibrados, revisões em dia e os acessórios necessários para a recarga organizados ajudam a evitar imprevistos durante a viagem.

Essa conferência prévia também facilita o planejamento do deslocamento e permite aproveitar melhor o tempo na estrada.

2. Planeje o trajeto com antecedência

Uma das principais características das viagens com veículos eletrificados é a necessidade de incluir os pontos de recarga no roteiro.

Aplicativos especializados e os próprios sistemas de navegação dos veículos permitem identificar os eletropostos disponíveis ao longo do caminho, facilitando a definição das paradas e contribuindo para uma viagem mais organizada.

3. Prefira redes de recarga confiáveis

Outra orientação é utilizar eletropostos estruturados e equipamentos certificados.

De acordo com o especialista, optar por redes confiáveis contribui para uma experiência mais eficiente durante toda a viagem, reduzindo possíveis contratempos relacionados ao processo de recarga.

4. Aproveite a recarga para descansar

O tempo de recarga pode ser utilizado como uma oportunidade para fazer uma pausa durante a viagem.

Segundo Lucas Lana, esse momento pode coincidir com refeições, descanso ou atividades de lazer, tornando o deslocamento mais agradável para todos os ocupantes do veículo.

5. Conte com o suporte da concessionária

Em caso de dúvidas antes ou durante a viagem, o motorista também pode recorrer ao atendimento especializado da concessionária.

O suporte do pós-venda pode auxiliar na orientação sobre o veículo e contribuir para que se realize toda a experiência com mais segurança e conveniência.

Planejamento e tecnologia favorecem as viagens

Para o gerente de pós-venda da Bamaq GWM, a evolução dos veículos eletrificados e o crescimento da infraestrutura de recarga vêm tornando as viagens de longa distância cada vez mais acessíveis aos motoristas.

“A eletrificação trouxe uma nova forma de viajar. Hoje, conforto, tecnologia e planejamento caminham juntos. Com a expansão da infraestrutura de recarga no Brasil, o motorista pode percorrer longas distâncias com tranquilidade e aproveitar toda a experiência que os veículos eletrificados oferecem”, conclui Lucas Lana.

Embora o planejamento continue sendo parte importante da viagem, a combinação entre tecnologia embarcada, sistemas de navegação e a ampliação da rede de recarga tem contribuído para tornar os deslocamentos com veículos elétricos e híbridos cada vez mais práticos durante os períodos de maior movimento nas rodovias.

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Pessoa idosa no trânsito: autonomia deve ser preservada, mas segurança precisa vir em primeiro lugar

qui, 16/07/2026 - 13:30
A população brasileira está envelhecendo e o trânsito precisa acompanhar essa realidade. Foto: toa55 para Depositphotos

O Brasil está envelhecendo rapidamente e essa transformação também muda o perfil de quem utiliza as vias. Atualmente, milhões de pessoas com 60 anos ou mais continuam dirigindo, caminhando pelas cidades, utilizando o transporte coletivo e mantendo uma vida ativa. Nesse cenário, discutir segurança viária para esse público tornou-se uma necessidade.

A publicação da cartilha “Tecendo o Cuidar”, elaborada pela equipe de Serviço Social da 1ª Vara Especializada em Pessoas Idosas (VEPI), do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), reforça justamente essa preocupação. O material reúne orientações sobre direitos, saúde, autonomia, convivência familiar e cuidados cotidianos que contribuem para um envelhecimento saudável. Embora não seja voltada especificamente ao trânsito, diversas recomendações dialogam diretamente com a mobilidade e a prevenção de sinistros.

Para o juiz auxiliar da 1ª Vara Especializada em Pessoas Idosas (VEPI), Carlos Eduardo Pimentel das Neves Reis, um dos objetivos da cartilha é justamente tornar essas informações acessíveis para toda a população.

“O material, de forma lúdica e a partir da utilização de ilustrações e de uma linguagem simples, permite uma maior compreensão para alcançar todas as pessoas que procuram a VEPI”, afirma o magistrado.

Conforme a cartilha, preservar a autonomia da pessoa idosa significa garantir qualidade de vida, sempre com respeito às suas capacidades e necessidades individuais. Esse princípio também deve orientar a participação desse público no trânsito.

Envelhecer não significa deixar de dirigir

Uma ideia equivocada ainda bastante comum é associar idade à incapacidade para dirigir. Na prática, não existe uma idade máxima para conduzir veículos no Brasil.

O Código de Trânsito Brasileiro exige apenas que os condutores sejam considerados aptos nos exames médicos realizados durante a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A avaliação leva em consideração aspectos como visão, audição, capacidade motora e condições cognitivas, permitindo identificar se o motorista reúne condições para continuar dirigindo com segurança.

Para o especialista e diretor do Portal do Trânsito, Celso Mariano, nuca deve-se usar a idade, isoladamente, como critério.

“Há pessoas de 80 anos plenamente aptas para dirigir e pessoas bem mais jovens que não apresentam condições seguras. O importante é que o motorista conheça seus próprios limites, mantenha os exames em dia e adapte sua condução às mudanças naturais do envelhecimento.”

De acordo com ele, preservar a autonomia da pessoa idosa também significa permitir que ela continue exercendo seu direito de ir e vir, desde que isso ocorra com responsabilidade.

O trânsito também precisa se adaptar

O envelhecimento da população exige mudanças que vão além do comportamento individual.

Calçadas acessíveis, faixas de pedestres bem sinalizadas, tempos semafóricos adequados para travessia, iluminação eficiente e respeito dos demais condutores fazem parte de uma mobilidade mais segura.

A própria cartilha lembra que garantir os direitos da pessoa idosa é responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e poder público. Esse compromisso também deve se refletir na forma como o trânsito é planejado e organizado.

Hábitos saudáveis também tornam o trânsito mais seguro

Entre as orientações apresentadas na cartilha estão práticas que ajudam a manter a autonomia e que também favorecem uma condução mais segura.

O material recomenda manter o cérebro ativo por meio de leitura, jogos de raciocínio, atividades culturais e convivência social, destacando que esses hábitos contribuem para preservar a memória e a autonomia.

Também são incentivadas atividades físicas regulares, como caminhadas, dança, hidroginástica, pilates e yoga, sempre respeitando as limitações individuais e com orientação médica quando necessário.

Outro ponto importante é a atenção à saúde mental. A cartilha orienta estimular a socialização, manter uma rotina adequada de sono e buscar apoio profissional diante de sinais como tristeza prolongada, confusão mental ou esquecimentos frequentes.

Todos esses fatores influenciam diretamente funções essenciais para uma condução segura, como atenção, tempo de reação, tomada de decisões e percepção do ambiente.

Dez cuidados para preservar a segurança da pessoa idosa no trânsito

Especialistas recomendam algumas medidas simples que podem fazer diferença no dia a dia:

  • Faça exames periódicos de visão, audição e avaliação médica.
  • Informe ao médico todos os medicamentos de uso contínuo e verifique se algum pode afetar a direção.
  • Prefira dirigir durante o dia e em trajetos conhecidos.
  • Evite conduzir veículos quando estiver cansado ou indisposto.
  • Respeite seus próprios limites e não tenha receio de pedir ajuda quando necessário.
  • Use sempre o cinto de segurança.
  • Utilize calçados confortáveis e adequados para dirigir.
  • Atravesse a via somente em locais seguros e sinalizados.
  • Mantenha uma rotina de atividades físicas e estímulos cognitivos.
  • Preserve sua autonomia, mas sempre priorizando a segurança.
Motoristas mais jovens também têm papel importante

A proteção da pessoa idosa no trânsito não depende apenas dela.

Quem dirige deve reduzir a velocidade em locais com grande circulação de idosos, respeitar o tempo de travessia nas faixas de pedestres, evitar ultrapassagens perigosas e agir com paciência em situações nas quais o deslocamento ocorra de forma mais lenta.

Pequenas atitudes de respeito podem evitar sinistros graves e contribuir para um ambiente mais seguro para todos.

Envelhecimento ativo também passa pela mobilidade

Ao lançar a cartilha “Tecendo o Cuidar”, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reforça uma mensagem que vai além dos aspectos jurídicos: envelhecer com dignidade significa preservar a autonomia, os direitos e a participação social da pessoa idosa.

Além das orientações voltadas à saúde física e mental, a publicação também reúne informações sobre direitos da pessoa idosa e apresenta os serviços públicos que integram a rede de proteção. Conforme o juiz Carlos Eduardo Pimentel das Neves Reis, esse também é um dos objetivos do material.

“As pessoas idosas e seus familiares também podem obter informações sobre a rede de apoio fornecida pelo poder público, pelos órgãos municipais e estaduais. A cartilha fala sobre os Centros de Referência Especializados em Assistência Social (CREAS) e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Clínicas da Família, Centros Municipais de Saúde (CMS) e dos Centros de Atendimento de Atenção Psicossocial (CAPS). Além da própria Defensoria Pública e do Ministério Público, que ajuíza as medidas protetivas e as Ações Civis Públicas em prol das pessoas idosas”, destaca.

No trânsito, essa autonomia deve caminhar lado a lado com a segurança. Para especialistas, promover cidades mais acessíveis, incentivar hábitos saudáveis e respeitar as necessidades de quem envelhece são medidas fundamentais para garantir que a mobilidade continue sendo um instrumento de qualidade de vida e não um fator de risco.

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Tacógrafo poderá ganhar novo peso na fiscalização de velocidade; entenda o que muda para caminhoneiros

qui, 16/07/2026 - 08:15
Equipamento obrigatório em diversos veículos de carga e passageiros, o tacógrafo poderá ganhar uma nova função na fiscalização de excesso de velocidade. Foto: vladiczech para Depositphotos

Uma das mudanças mais relevantes incluídas no Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 6/2026, que teve origem da Medida Provisória nº 1.343/2026, pode alterar a forma como se realiza a fiscalização dos veículos de carga no Brasil.

O texto aprovado pelo Congresso Nacional modifica o artigo 218 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para atribuir maior relevância aos registros produzidos pelo tacógrafo, permitindo que eles sejam utilizados como elemento para a caracterização da infração por excesso de velocidade.

Embora a proposta ainda aguarde sanção presidencial, a mudança já desperta atenção entre caminhoneiros, empresas transportadoras e especialistas em trânsito.

O que é o tacógrafo?

Conhecido popularmente como “caixa-preta” dos caminhões, o tacógrafo é um equipamento destinado ao registro contínuo de informações como velocidade desenvolvida pelo veículo, distância percorrida e tempo de direção.

Seu uso é obrigatório em diversas categorias de veículos, especialmente aqueles destinados ao transporte de cargas e passageiros.

Além de auxiliar no controle da jornada dos motoristas e nas investigações de sinistros, o equipamento passa por verificações metrológicas periódicas para garantir a confiabilidade dos dados registrados.

O que muda?

Até hoje, a fiscalização do excesso de velocidade ocorre principalmente por meio de radares, equipamentos medidores regulamentados e outras formas previstas na legislação.

Com a alteração aprovada pelo Congresso, os registros produzidos pelo tacógrafo passam a ganhar relevância como elemento para caracterização dessa infração.

De acordo com o especialista em trânsito Celso Alves Mariano, trata-se de uma mudança significativa para o transporte rodoviário de cargas.

“O tacógrafo deixa de ser apenas um equipamento destinado ao registro operacional e passa a assumir um papel mais relevante também na fiscalização de velocidade, o que poderá ampliar sua importância nas ações dos órgãos de trânsito.”

O que muda para caminhoneiros?

Na prática, cresce a importância de manter o equipamento funcionando corretamente, com a verificação metrológica em dia e sem qualquer irregularidade que comprometa a confiabilidade dos registros.

Especialistas também recomendam que empresas transportadoras reforcem os procedimentos internos de controle do equipamento, já que seus registros poderão ter consequências diretas na fiscalização.

Ainda haverá regulamentação?

Embora o texto tenha sido aprovado pelo Congresso, sua aplicação dependerá, em primeiro lugar, da sanção presidencial.

Além disso, especialistas avaliam que poderão ser necessários atos complementares para disciplinar a utilização prática dos registros do tacógrafo nas autuações. Ou seja, estabelecendo critérios técnicos, procedimentos de fiscalização e garantias quanto à confiabilidade das informações.

Até que essas definições ocorram, permanece a expectativa sobre como será a implementação da nova regra pelos órgãos responsáveis pela fiscalização do trânsito.

Independentemente da regulamentação futura, a alteração evidencia uma tendência de ampliar o uso das informações produzidas pelos equipamentos embarcados nos veículos de carga como ferramenta de fiscalização e de promoção da segurança viária.

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Renovação da CNH no Paraná tem agendamentos suspensos. Entenda!

qua, 15/07/2026 - 16:40
A expectativa do Detran-PR é que o serviço seja normalizado em breve. Foto: Divulgação Serpro

A renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Paraná passa por um período de transição que exige atenção dos motoristas. O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) suspendeu temporariamente os agendamentos para exames médicos e psicológicos obrigatórios nos processos de renovação e de primeira habilitação. A interrupção ocorre enquanto o órgão reorganiza o sistema de cobrança dos exames após alterações na legislação estadual e na regulamentação nacional.

Embora a suspensão seja temporária, a medida afeta milhares de condutores que pretendiam iniciar o processo de renovação da CNH. Como o Portal do Trânsito já havia divulgado, para evitar prejuízos aos motoristas, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou que as carteiras de habilitação com vencimento a partir de 5 de junho de 2026 permaneçam válidas até 9 de setembro deste ano.

Por que os agendamentos foram suspensos?

Conforme o Detran-PR, a interrupção dos agendamentos está relacionada à implantação de um novo modelo de cobrança dos exames médicos e psicológicos realizados pelas clínicas credenciadas.

A mudança decorre da decisão da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que estabeleceu um teto nacional de R$ 180 para o valor total dos exames exigidos nos processos de habilitação e renovação da CNH.

Para adequar-se à nova regra, o Governo do Paraná sancionou uma lei que transformou essa cobrança em preço público e limitou o custo total dos exames ao valor definido nacionalmente.

Enquanto o novo sistema financeiro e operacional é ajustado junto às clínicas credenciadas, o Detran optou por suspender temporariamente os novos agendamentos.

O que acontece com quem precisa renovar a CNH?

A principal preocupação dos motoristas é não ficar em situação irregular durante esse período.

Para evitar esse problema, o Contran autorizou a prorrogação da validade das CNHs com vencimento a partir de 5 de junho de 2026. Assim, esses documentos continuam válidos até 9 de setembro de 2026, permitindo que os condutores aguardem a normalização dos serviços sem risco de autuação exclusivamente pelo vencimento da habilitação.

A medida busca garantir segurança jurídica aos motoristas enquanto o processo de adaptação é concluído.

Mudança pode servir de exemplo para outros estados

Embora a suspensão dos agendamentos ocorra apenas no Paraná, a redução dos custos dos exames faz parte de uma política nacional estabelecida pela Senatran.

Na prática, todos os estados precisam observar o teto nacional definido para esses serviços. Cada unidade da federação, entretanto, possui autonomia para organizar a forma de contratação e remuneração das clínicas credenciadas, o que significa que o processo de adaptação pode ocorrer em ritmos diferentes.

Por isso, especialistas recomendam que motoristas acompanhem as informações divulgadas pelos Detrans de seus estados sempre que houver mudanças relacionadas aos processos de habilitação.

O que o motorista deve fazer agora?

Quem ainda não iniciou o processo de renovação da CNH no Paraná deve acompanhar os canais oficiais do Detran-PR para verificar quando os agendamentos serão reabertos.

Já os condutores cuja CNH vence dentro do período contemplado pela decisão do Contran podem continuar dirigindo normalmente até a nova data de validade estabelecida, desde que não exista outra restrição ao direito de dirigir.

Também é importante evitar deixar a renovação para os últimos dias após a retomada dos serviços, já que a procura pelos exames pode aumentar quando os agendamentos forem restabelecidos.

Redução dos custos busca ampliar o acesso à habilitação

A definição de um teto nacional para os exames obrigatórios representa uma mudança importante na política de formação e renovação de condutores.

Além de reduzir o custo para quem precisa renovar a CNH ou iniciar o processo de habilitação, a medida pretende tornar o acesso aos serviços mais uniforme entre os estados.

No Paraná, por exemplo, o valor dos exames obrigatórios passa de R$ 404 para um limite máximo de R$ 180, uma redução significativa para os cidadãos. No entanto, a implementação da nova sistemática exige ajustes administrativos que explicam a suspensão temporária dos agendamentos.

A expectativa do Detran-PR é que se normalize o serviço em breve, permitindo que os processos de renovação da CNH voltem a ocorrer dentro das novas regras.

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MP do frete aprovada pelo Congresso também altera o CTB; veja o que muda

qua, 15/07/2026 - 12:30
Além das mudanças nas regras do transporte rodoviário de cargas, a MP 1.343/2026 também modifica quatro artigos do Código de Trânsito Brasileiro e agora aguarda sanção presidencial. Foto:
jonson para Depositphotos

A Medida Provisória (MP) nº 1.343/2026, aprovada pelo Senado Federal na última terça-feira (14) e que agora segue para sanção presidencial, ficou conhecida por tratar das regras do transporte rodoviário de cargas e da política de pisos mínimos do frete. O que pouca gente percebeu é que o texto aprovado também promove alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), modificando quatro artigos relacionados à fiscalização de veículos de carga, ao uso do tacógrafo e ao transporte de caminhões novos.

As mudanças foram incorporadas ao Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 6/2026 durante a tramitação da medida provisória no Congresso Nacional. Elas permaneceram no texto aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Como os senadores não fizeram alterações, o projeto segue agora para análise do presidente da República.

Na prática, uma medida provisória voltada ao transporte rodoviário de cargas acabou promovendo mudanças importantes na legislação de trânsito. Ou seja, um tema que recebeu pouca atenção durante o debate parlamentar.

Conforme o especialista em trânsito Julyver Modesto de Araújo, as alterações representam um caso típico do chamado “jabuti legislativo”. Essa expressão é utilizada para designar dispositivos incluídos em projetos ou medidas provisórias sem relação direta com o seu objeto principal.

“Além das regras sobre o frete, o texto aprovado altera dispositivos importantes do Código de Trânsito Brasileiro. São mudanças que impactam diretamente o transporte de cargas e a fiscalização e, por isso, merecem ser conhecidas pelos profissionais do setor”, observa o especialista.

Modificação de quatro artigos do CTB

O texto aprovado altera quatro dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro.

Fiscalização de peso por eixo

O artigo 99 passa por mudanças relacionadas às regras de fiscalização do excesso de peso por eixo, um tema que há anos gera discussões entre transportadores e órgãos fiscalizadores. A expectativa é trazer maior segurança jurídica para os procedimentos de fiscalização.

Tacógrafo

O artigo 105 reforça a obrigatoriedade da verificação metrológica do tacógrafo, equipamento destinado ao registro da velocidade desenvolvida, distância percorrida e tempo de direção dos veículos em que seu uso é obrigatório.

Transporte de veículos novos

Outra alteração envolve o artigo 132, que passa a prever o transporte embarcado de veículos de carga novos, reduzindo a necessidade de deslocamento desses veículos rodando pelas rodovias até o local de entrega.

A medida tende a diminuir o desgaste dos caminhões antes da comercialização e pode contribuir para reduzir riscos durante o transporte.

Excesso de velocidade

Já o artigo 218 recebe uma das alterações consideradas mais relevantes pelos especialistas. O texto aprovado amplia a importância dos registros produzidos pelo tacógrafo, permitindo que eles sejam utilizados como elemento para caracterização da infração por excesso de velocidade, nos termos definidos pela legislação.

Caso se aprove a medida, ela poderá alterar significativamente a forma como ocorre a fiscalização dos veículos de carga.

O que é um “jabuti” legislativo?

No meio jurídico e legislativo, chama-se de “jabuti” a inclusão de matérias sem relação direta com o tema principal de um projeto de lei ou medida provisória.

Embora essa prática seja relativamente comum durante a tramitação das propostas no Congresso Nacional, ela costuma ser alvo de críticas por reduzir o debate específico sobre alterações relevantes em determinadas áreas da legislação.

Neste caso, uma medida provisória voltada ao transporte rodoviário de cargas acabou modificando dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro que afetam diretamente caminhoneiros, empresas transportadoras e órgãos de fiscalização.

O que acontece agora?

Como o Senado aprovou o Projeto de Lei de Conversão sem alterações, o texto segue para sanção presidencial.

Caso seja sancionado, os novos dispositivos passarão a integrar o Código de Trânsito Brasileiro. Dependendo da redação final e da natureza de cada alteração, alguns pontos ainda poderão depender de regulamentação pelos órgãos competentes para sua aplicação prática.

O que muda no CTB

  • fiscalização de peso por eixo (art. 99);
  • verificação metrológica obrigatória do tacógrafo (art. 105);
  • transporte embarcado de veículos de carga novos (art. 132);
  • utilização dos registros do tacógrafo como elemento para comprovação de excesso de velocidade (art. 218).

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Sinal vermelho de madrugada: você pode avançar ou a multa continua valendo?

qua, 15/07/2026 - 08:15
O respeito à sinalização semafórica continua sendo uma das medidas mais importantes para prevenir sinistros. Foto: Criada por IA

Poucos temas geram tantas dúvidas entre os motoristas quanto o avanço do sinal vermelho durante a madrugada. Em vias com pouco movimento, é comum encontrar condutores que reduzem a velocidade, verificam se não há outros veículos e seguem viagem, acreditando que essa conduta é permitida.

Mas será que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) autoriza essa prática? A resposta, em regra, é não. O sinal vermelho continua tendo o mesmo significado independentemente do horário. Salvo quando houver regulamentação específica da autoridade de trânsito para determinado cruzamento, o condutor deve parar e obedecer à sinalização semafórica.

Além do risco de acidentes, avançar o sinal vermelho pode resultar em autuação e multa.

O que diz o Código de Trânsito Brasileiro?

O artigo 208 do CTB considera infração avançar o sinal vermelho do semáforo ou o de parada obrigatória, exceto onde houver sinalização que permita a livre conversão à direita.

Trata-se de uma infração gravíssima, sujeita à multa e ao registro de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A legislação não estabelece qualquer exceção baseada no horário do dia.

Em outras palavras, o fato de ser madrugada, haver pouco movimento ou a via estar aparentemente vazia não autoriza o motorista a desrespeitar o semáforo.

Existem exceções?

Sim, mas elas dependem de decisão da autoridade responsável pela via. Em algumas cidades brasileiras, determinados cruzamentos recebem sinalização específica autorizando que, durante certos horários, o motorista trate o semáforo vermelho como uma parada obrigatória, podendo seguir somente após verificar que a travessia pode ser realizada com segurança.

Nesses casos, a autorização precisa estar claramente indicada por placas ou outra forma de regulamentação.

Na ausência dessa sinalização, permanece válida a regra geral do CTB: o sinal vermelho exige parada obrigatória.

Como funciona a fiscalização?

Outra dúvida frequente é sobre a forma como se fiscaliza essa infração. Atualmente, ela pode ser constatada por agentes de trânsito ou por equipamentos automáticos de fiscalização devidamente regulamentados, como os sistemas de fiscalização eletrônica instalados em cruzamentos.

Também existem cidades que utilizam sistemas de videomonitoramento para auxiliar a fiscalização.

Nesse caso, porém, é importante fazer uma distinção.

Videomonitoramento não funciona como um “gravador de multas”

Muitas pessoas acreditam que basta uma câmera registrar uma infração para que a multa seja emitida automaticamente. Não é assim.

Quando a fiscalização é realizada por videomonitoramento, as imagens servem para auxiliar a constatação da infração, mas a autuação deve seguir as regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Isso significa que a infração precisa ser constatada em tempo real por um agente da autoridade de trânsito responsável pela fiscalização. Não se trata de revisar gravações horas ou dias depois para identificar infrações que passaram despercebidas.

Já os equipamentos automáticos de fiscalização eletrônica seguem regulamentação própria e funcionam de maneira diferente do videomonitoramento.

Por que avançar o sinal vermelho é tão perigoso?

Mesmo durante a madrugada, o risco de colisão permanece. Cruzamentos continuam sendo locais de conflito entre veículos, motociclistas, ciclistas e pedestres. Além disso, a baixa circulação pode transmitir uma falsa sensação de segurança, levando alguns condutores a reduzirem a atenção.

Outro fator é que, à noite, a visibilidade costuma ser menor e a velocidade média dos veículos tende a aumentar, o que pode agravar as consequências de uma colisão.

Por isso, o respeito à sinalização semafórica continua sendo uma das medidas mais importantes para prevenir sinistros.

O que fazer se você considerar o cruzamento inseguro?

Há locais onde motoristas relatam sensação de insegurança durante a madrugada devido ao risco de assaltos. Nessas situações, a orientação é buscar informações sobre eventual regulamentação específica existente para aquele cruzamento.

Caso não exista autorização expressa para procedimento diferente, o condutor deve respeitar o semáforo.

Também é possível solicitar ao órgão responsável pela via a avaliação das condições de segurança e da necessidade de alterações na operação do semáforo, caso o local apresente histórico de ocorrências.

Mais do que evitar multas, obedecer à sinalização continua sendo uma atitude essencial para preservar vidas e tornar o trânsito mais seguro.

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Free Flow: como consultar débitos em aberto no pedágio eletrônico

ter, 14/07/2026 - 17:30
Contran suspendeu até 16 de novembro de 2026 a aplicação das penalidades por falta de pagamento de tarifas do Free Flow. Foto: MaykovNikita para Depositphotos

Mais de dois meses após a Deliberação 277 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) que suspendeu  até 16 de novembro de 2026  a aplicação das penalidades  por falta de pagamento de tarifas do Free Flow, motoristas ainda têm dúvidas sobre como consultar seus  débitos em aberto . A consulta deve ser feita informando a placa do veículo nos canais oficiais das concessionárias  ou em plataformas centralizadas de cobrança. Quem não regularizar as pendências até 16 de novembro está sujeito a multa de R$ 195,23, além da aplicação de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). 

A suspensão temporária estabelecida pelo CONTRAN concede aos motoristas um prazo de até 200 dias, contado a partir da data de deliberação, para regularização das pendências, além de interromper a aplicação das penalidades relacionadas aos autos de infração por evasão de pedágio emitidos ou que venham a ser emitidos no sistema Free Flow durante esse período.

As concessionárias também terão 100 dias para adequar seus sistemas e concluir a integração de dados à CDT (Carteira Digital de Trânsito), ou CNH do Brasil, plataforma onde os usuários já consultam, dados da CNH, veículo e multas, e que passará a permitir a notificação e consulta dos débitos de forma centralizada, indicando os canais válidos de recebimento autorizados para pagamento, solução de dúvidas e realização de contestações.  

Para o vice-presidente da Abepam e diretor administrativo e financeiro da Move Mais, Diego Ros Quinto, a medida requer atenção do usuário.

“É fundamental que os motoristas compreendam que os autos de infração (que continuam sendo emitidos caso o pagamento não ocorra em até 30 dias) terão a aplicação das penalidades canceladas somente se as tarifas devidas forem pagas até 16 de novembro. Caso a pendência permaneça, o usuário estará sujeito à aplicação das devidas penalidades  a partir de 17 de novembro. Além disso, a dívida relacionada aos pedágios não pagos continuará válida”.  

Como fazer a consulta de débitos? 
  1. O motorista deve acessar o site ou aplicativo da concessionária; 
  2. Localizar a área de consulta do Free Flow; 
  3. Informar a placa do veículo;
  4. Verificar se existem cobranças pendentes; 
  5. Em caso de débito em aberto, efetuar o pagamento por Pix, cartão ou outro meio disponível; 
  6. Guardar o comprovante de pagamento. 

Caso não saiba qual concessionária é responsável pelo trecho percorrido, o motorista pode consultar o site da ANTT (antt.gov.br) ou das agências reguladoras estaduais para identificar a administradora da via e os canais corretos para regularizar eventuais pendências. 

Já os motoristas que pagaram a multa antes da entrada em vigor das novas regras podem solicitar a restituição dos valores. Nesse caso, o pedido deve ser feito junto ao órgão de trânsito competente, responsável pela análise  e pelo processamento da devolução. 

Para os usuários de tag, o pagamento do pedágio é realizado automaticamente.

“A tag continua sendo o método mais seguro contra infrações ou golpes. Com ela, a tarifa é cobrada diretamente no meio de pagamento associado, de acordo com o plano escolhido”.

O serviço pode ser solicitado diretamente pelo site ou aplicativo de empresas como Sem Parar, Conectcar, Move Mais, Veloe ou Taggy.   

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Sono, desatenção e excesso de velocidade: veja o que mais mata nas rodovias federais

ter, 14/07/2026 - 13:30
Desatenção, fadiga, ansiedade, impulsividade e falta de preparo físico e mental são os maiores vilões da segurança viária. Foto: Divulgação PRF

Pelo menos 12 pessoas morrem todos os dias nas rodovias federais brasileiras por problemas relacionados à saúde mental e à imprudência do motorista. Ausência de reação, sono, uso de substâncias psicoativas e excesso de velocidade, dentre outras causas, foram responsáveis por 4.458 óbitos em 2025. Os dados do Anuário da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelam que, do total de 6.043 mortes registradas nas rodovias federais, 74% tiveram origem em imprudência e questões de saúde do condutor. 

Especialistas da Associação das Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (Actrans) explicam que a desatenção, fadiga, ansiedade, impulsividade e falta de preparo físico e mental são os maiores vilões da segurança viária.

“Um motorista com a saúde em dia, bem descansado e atento vale tanto quanto um veículo e uma rodovia em perfeito estado de conservação. O problema é que as pessoas gastam mais tempo revisando pneus e freios do que cuidando de si mesmas”, afirma Adalgisa Lopes, psicóloga especialista em Trânsito e presidente da Actrans.

O cenário se agrava quando se olha para a saúde mental dos brasileiros.

Uma pesquisa recente da USP revelou que o país bateu recorde de afastamentos no trabalho por transtornos mentais. Ansiedade e depressão cresceram 15% em relação ao ano anterior e já ocupam o segundo lugar entre os motivos de afastamento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking mundial de pessoas ansiosas: 18,6% da população convive com o transtorno. “A sociedade sabe que esse problema existe. Sabe que ele afeta as relações de trabalho, as relações pessoais, mas parece acreditar que isso não tem o poder de causar acidentes de trânsito. E esse é um erro que não podemos cometer”, comenta Adalgisa. 

A especialista conecta esses dados à realidade das estradas e explica que a fadiga não é apenas cansaço: é redução de reflexos, concentração e capacidade de julgamento. “Um motorista cansado, ansioso e estressado toma decisões impulsivas, erra nas manobras e não consegue reagir rápido em situações de risco. Sua capacidade de reação está comprometida, sua atenção está dividida e suas decisões podem ser impulsivas. Muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas se o motorista estivesse em melhor condição emocional.”

O aviso é especialmente relevante neste período de férias. 

“Muitas pessoas saem de férias justamente porque estão esgotadas, ansiosas ou deprimidas. Mas se você está nesse estado emocional, não está em condições de dirigir longas distâncias. Reconhecer isso é fundamental para sua segurança e a de todos na estrada”, alerta Giovanna Varoni, psicóloga do Trânsito e especialista em segurança viária.

Mitigação de riscos

Os especialistas da Actrans listam medidas práticas para reduzir riscos nas estradas e elas são muito simples. A primeira é ter uma boa noite de sono. Noites mal dormidas reduzem reflexos em até 30%. Se você não dormiu bem, não dirija. Escolha também o horário certo: entre 14h e 16h, e após 22h, o corpo naturalmente pede repouso. “Se sentir sonolência, pare e descanse. Cansaço reduz reflexos e julgamento, então evite dirigir se trabalhou demais na véspera da viagem ou considere revezar a direção com outro motorista”, ensina Giovanna.

Hidrate-se constantemente.

Desidratação causa fadiga mental e reduz concentração. Beber água a cada 30 ou 40 minutos de direção faz diferença real. Kelly Bessa, psicóloga do Trânsito e diretora da Actrans, recomenda ainda a ingestão de alimentos leves porque as refeições pesadas causam sonolência e desviam atenção. “A alimentação e hidratação adequada mantêm o corpo e a mente funcionando no melhor desempenho”, detalha Kelly.

Faça paradas a cada duas horas. Saia do carro, caminhe, alongue-se. Isso restaura circulação, reduz tensão muscular e reseta a atenção mental. Carlos Luiz Souza, vice-presidente da Actrans, explica que ansiedade, raiva e pressa aumentam erros de direção significativamente. “Não dirija se estiver nesse estado. Respire profundamente em situações de trânsito intenso e ouça músicas relaxantes para manter-se calmo.”

Não dirija em crise emocional. 

“O mais importante é não pegar a estrada se você estiver passando por um período de ansiedade ou depressão graves. Se for imprescindível, dirija apenas em horários de menor trânsito, em velocidades reduzidas e com paradas frequentes. Sua saúde mental é tão importante quanto a manutenção do seu carro”, completa Souza.

O cérebro comanda o carro

Assim como levamos o carro ao mecânico para manutenções preventivas e revisões antes de viagens, precisamos fazer a manutenção preventiva do nosso corpo e mente constantemente e antes de viajar. Um motorista descansado, hidratado, atento e emocionalmente equilibrado é a melhor proteção contra acidentes. “O carro é apenas uma máquina. Você é o piloto. Você comanda a máquina. E um piloto bem preparado faz toda a diferença”, finaliza Adalgisa.

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Quais são as infrações de trânsito mais cometidas pelos brasileiros em 2026? Veja o ranking

ter, 14/07/2026 - 08:15
O levantamento mostra que nenhuma outra infração se aproxima do número de registros relacionados ao excesso de velocidade. Foto: zorabc para Depositphotos

O excesso de velocidade continua sendo, com ampla vantagem, a infração de trânsito que mais gera notificações de penalidade no Brasil. É o que revela um levantamento exclusivo realizado pelo Portal do Trânsito, com base em dados do Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf), da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A análise considera as notificações de penalidade emitidas pelos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito entre janeiro e maio de 2026 e mostra que os excessos de velocidade de até 50% acima do limite permitido responderam por mais de 19,1 milhões de registros no período. O número é quase nove vezes superior ao da segunda colocada do ranking, o avanço do sinal vermelho.

Para facilitar a compreensão do leitor, o Portal do Trânsito reuniu as duas faixas mais frequentes de excesso de velocidade previstas no artigo 218 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): até 20% e entre 20% e 50% acima da velocidade máxima permitida.

Ranking das infrações mais registradas

Confira as dez infrações que mais geraram notificações de penalidade no Brasil entre janeiro e maio de 2026.

PosiçãoInfraçãoRegistrosExcesso de velocidade (até 50% acima do limite permitido*)19.134.343Avançar o sinal vermelho do semáforo2.286.749Multa por não identificação do condutor infrator (NIC) aplicada à pessoa jurídica2.238.763Estacionar em desacordo com a sinalização de estacionamento regulamentado1.540.193Transitar em locais e horários não permitidos pela regulamentação1.503.083Conduzir veículo registrado que não esteja devidamente licenciado1.211.844Transitar em faixa ou via exclusiva para transporte público coletivo1.105.154Deixar de efetuar a transferência do veículo em até 30 dias1.095.935Deixar de usar o cinto de segurança1.079.48010ºDirigir segurando ou manuseando telefone celular695.841

*Para facilitar a compreensão do leitor, o Portal do Trânsito agrupou as duas infrações mais frequentes por excesso de velocidade: até 20% e entre 20% e 50% acima da velocidade máxima permitida.

Velocidade lidera com folga

O levantamento mostra que nenhuma outra infração se aproxima do número de registros relacionados ao excesso de velocidade. Enquanto essa conduta ultrapassou a marca de 19 milhões de notificações de penalidade nos cinco primeiros meses do ano, a segunda colocada, avanço do sinal vermelho, somou pouco mais de 2,2 milhões.

Na prática, isso representa uma média superior a 3,8 milhões de notificações por mês, cerca de 126 mil por dia ou aproximadamente 88 por minuto em todo o país.

Formação de qualidade

Conforme Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, o levantamento revela uma contradição que o Brasil ainda não conseguiu superar. “Há décadas sabemos quais são os comportamentos que mais contribuem para os sinistros de trânsito, mas eles continuam aparecendo entre as infrações mais registradas. Isso mostra que conhecer a regra não significa, necessariamente, adotá-la no dia a dia. Ainda precisamos transformar conhecimento em comportamento seguro”, argumenta.

De acordo com Mariano, o ranking reforça que os principais desafios da segurança viária continuam ligados às escolhas feitas pelos próprios condutores. “Velocidade excessiva, avanço do sinal vermelho, uso do celular ao volante e falta do cinto de segurança estão entre os fatores que mais aumentam o risco e a gravidade dos sinistros. Quando essas condutas aparecem entre as infrações mais registradas, o recado é claro: ainda temos muito a evoluir em termos de conscientização”, diz.

O especialista também afirma que os dados deveriam servir de reflexão no momento em que o país discute mudanças na formação de novos condutores.

“Os números reforçam justamente o contrário do caminho que o Brasil vem adotando. Quando ainda convivemos com milhões de infrações relacionadas a comportamentos básicos de condução, flexibilizar a formação de novos condutores é uma decisão que merece profunda reflexão. Menos formação dificilmente produzirá mais segurança. Precisamos qualificar, e não simplificar, o processo de aprendizagem”, alerta.

Para Mariano, a fiscalização continuará sendo indispensável, mas sozinha não resolve o problema. “Se queremos mudar esse ranking no futuro, precisamos atuar antes da infração acontecer. Isso significa investir em formação de qualidade, campanhas educativas e valorização da aprendizagem desde o processo de habilitação. O comportamento seguro não nasce por acaso; ele é construído.”

Além de configurar uma infração de trânsito, dirigir acima do limite permitido é um dos principais fatores associados ao agravamento dos sinistros. Quanto maior a velocidade, menor o tempo disponível para reação do condutor e maior a energia envolvida em uma colisão, aumentando o risco de mortes e feridos graves.

Comportamento do motorista predomina no ranking

Os dados mostram que boa parte das infrações mais registradas está diretamente relacionada ao comportamento do condutor.

Além do excesso de velocidade, aparecem entre as primeiras posições o avanço do sinal vermelho, o uso do telefone celular ao volante e a falta do cinto de segurança. Todas essas condutas estão diretamente associadas ao aumento do risco de sinistros e figuram entre as principais preocupações das autoridades de trânsito.

Também aparecem no ranking infrações relacionadas ao cumprimento das regras de circulação, como utilizar faixas exclusivas para ônibus, estacionar em desacordo com a sinalização e circular em locais ou horários onde há restrições regulamentadas.

Outra parcela das notificações está ligada a obrigações administrativas, como manter o licenciamento do veículo em dia e realizar a transferência de propriedade dentro do prazo previsto em lei.

Por que a multa NIC aparece entre as primeiras?

A terceira posição do ranking pode causar estranheza, mas tem uma explicação.

A multa por Não Identificação do Condutor Infrator (NIC) não é aplicada diretamente ao motorista. Ela é direcionada à pessoa jurídica proprietária do veículo que deixa de indicar quem era o condutor responsável pela infração original, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro.

Por isso, seu elevado número de registros está relacionado principalmente à gestão de frotas empresariais e locadoras, e não ao comportamento dos condutores.

Série especial

Esta reportagem abre uma série especial do Portal do Trânsito baseada em dados oficiais do Renainf. Nas próximas publicações, serão analisadas individualmente as principais infrações registradas no país, suas causas, os riscos para a segurança viária e os fatores que ajudam a explicar por que elas continuam tão frequentes nas vias brasileiras.

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SEST SENAT prorroga inscrições para programa gratuito de mudança de categoria da CNH

seg, 13/07/2026 - 16:00
Criado em 2023, o Mais Motoristas já qualificou milhares de profissionais para atuar no setor. Foto: Alexandra Lande para Depositphotos

O SEST SENAT prorrogou até o dia 21 de julho o prazo de inscrições para o público geral no Mais Motoristas. A iniciativa oferece, gratuitamente, a mudança de categoria da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e a qualificação profissional para quem deseja atuar no transporte de cargas e de passageiros.

O programa contempla a mudança da CNH para as categorias C, D ou E, além da capacitação profissional oferecida pela Escola de Motoristas Profissionais do SEST SENAT.

Para participar, é necessário:
  • ter, no mínimo, 19 anos;
  • saber ler e escrever;
  • possuir CPF;
  • estar com a CNH válida para a mudança de categoria pretendida;
  • não estar com o direito de dirigir suspenso;
  • não ter cometido mais de uma infração gravíssima nos últimos 12 meses.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, na página do programa Mais Motoristas.

Link para inscrições. 

Link do edital.

Será gerado um ranking de seleção após o período de cadastros. O método prioriza mulheres no CadÚnico, seguidas por pessoas no CadÚnico, demais mulheres e público geral. Candidatos desempregados e com maior número de dependentes diretos largam na frente na classificação.

Sobre o programa

Criado em 2023, o Mais Motoristas já qualificou milhares de profissionais para atuar no setor. Em sua primeira edição, registrou mais de 55 mil inscritos em todo o país, evidenciando a elevada demanda por formação profissional.

O transporte é um dos principais motores da economia brasileira e depende do desenvolvimento contínuo de profissionais qualificados para garantir eficiência, segurança e competitividade às operações.

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Exceção do Conama exclui milhões de pneus da logística reversa, alerta ABIDIP

seg, 13/07/2026 - 13:30
A logística reversa garante a coleta e a destinação ambientalmente adequada de produtos após o fim de sua vida útil. Foto: Pixabay

A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP) alerta para os impactos de uma brecha na regulamentação da logística reversa de pneus no Brasil. De acordo com a entidade, a exceção aplicada pelo Ibama cria uma assimetria regulatória entre fabricantes nacionais e importadores, compromete os princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) (Lei nº 12.305/2010) e mantém milhões de pneus fora das metas obrigatórias de recolhimento.

A origem da exceção está na Resolução Conama nº 416/2009, publicada antes da entrada em vigor da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em 2010.

Segundo a ABIDIP, enquanto os importadores são obrigados a comprovar a destinação ambientalmente adequada de todos os pneus comercializados no mercado de reposição, os fabricantes nacionais cumprem essa obrigação apenas em relação aos pneus vendidos nesse segmento, ficando de fora aqueles fornecidos às montadoras como equipamento original.

Conforme a ABIDIP, essa diferenciação concentra o ônus da logística reversa sobre os importadores e o mercado de reposição, sem considerar os mais de 12 milhões de pneus fornecidos às montadoras em 2024 e outros 12 milhões em 2025, segundo dados da Associação Nacional da Indústria dos Pneumáticos (ANIP). Na avaliação da entidade, esse volume permanece fora das metas oficiais de recolhimento, apesar de a Política Nacional de Resíduos Sólidos ter estabelecido a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, sem prever exceções para pneus destinados à indústria automotiva.

“A Política Nacional de Resíduos Sólidos trouxe um novo marco legal para a logística reversa no Brasil. A legislação estabelece responsabilidade compartilhada entre todos os agentes da cadeia, sem diferenciar a destinação dos pneus vendidos para reposição ou para montadoras. A revisão da regulamentação é importante para que as metas reflitam efetivamente todo o passivo ambiental gerado pelo setor”, explica Ricardo Alípio, presidente da ABIDIP, acrescentando que a isenção concedida ao mercado de equipamento original enfraquece os princípios ambientais da PNRS e cria vantagem regulatória para parte da indústria.

A associação acrescenta que a ata de uma reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), realizada em novembro de 2008 durante a revisão da norma, registra discussões sobre um déficit de aproximadamente 40% na coleta de pneus, percentual considerado aceitável à época. Na avaliação da entidade, a promulgação da PNRS tornou necessária a atualização da regulamentação.

Pneus inservíveis ganham nova destinação

A logística reversa garante a coleta e a destinação ambientalmente adequada de produtos após o fim de sua vida útil. De acordo com o Relatório Pneumáticos 2025, do Ibama, os importadores destinaram corretamente 384.391,32 toneladas de pneus inservíveis ao longo do ano, encaminhando o material para coprocessamento, laminação, granulação e pirólise.

Para a Ricardo Alípio, esses resultados comprovam o cumprimento das obrigações ambientais e reforçam a importância de ampliar a abrangência da política de logística reversa. A entidade destaca ainda iniciativas como o Brasil Rodando Limpo, coordenado pela ABRERPI com apoio da ABIDIP, que reúne 14 recicladoras e atua em mais de 135 municípios.

“Os importadores associados à ABIDIP cumprem integralmente as obrigações ambientais previstas na legislação e investem continuamente na estrutura de logística reversa. O desafio agora é aperfeiçoar o modelo regulatório para que toda a cadeia esteja submetida aos mesmos critérios e o país tenha um retrato mais fiel da geração e da destinação dos pneus inservíveis. Ao corrigir essas distorções, o Brasil fortalece sua política ambiental, assegura condições mais equilibradas de competição em toda a cadeia automotiva e avança na conciliação entre desenvolvimento industrial e responsabilidade socioambiental”, conclui o presidente da ABIDIP.

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CRLV 2026: saiba quando começará a exigência em seu estado

seg, 13/07/2026 - 08:15
Mesmo que o prazo de fiscalização ainda não tenha começado no seu estado, especialistas recomendam não deixar a regularização para a última hora. Foto: Criação de IA

Os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) começaram a divulgar os calendários de exigência do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) 2026, documento obrigatório para a circulação dos veículos em todo o país.

Embora o licenciamento seja uma obrigação prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os prazos para que o documento passe a ser exigido nas fiscalizações são definidos por cada estado. Por isso, os motoristas devem acompanhar o calendário divulgado pelo Detran onde o veículo está registrado.

Licenciamento continua sendo obrigatório

O CRLV comprova que o veículo está regular para circular e somente é emitido após a quitação de todos os débitos obrigatórios.

Para obter o documento, o proprietário deve quitar:

  • IPVA (quando houver);
  • taxa de licenciamento;
  • multas vencidas;
  • demais débitos vinculados ao veículo.

Somente após a compensação dessas pendências o CRLV fica disponível para emissão, em formato digital ou impresso em folha A4.

O que acontece se o veículo não estiver licenciado?

Depois que o prazo estabelecido pelo Detran termina, circular sem o licenciamento válido caracteriza infração de trânsito.

Nesses casos, o CTB prevê:

  • infração gravíssima;
  • multa de R$ 293,47;
  • sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • remoção do veículo.
Cada estado possui um calendário

Apesar de seguir as regras do Código de Trânsito Brasileiro, os estados têm autonomia para estabelecer quando o CRLV do novo exercício passa a ser exigido durante as abordagens de fiscalização.

Isso significa que o calendário varia conforme o Detran de cada unidade da Federação.

Por isso, a recomendação é acompanhar os canais oficiais do Detran do estado onde o veículo está registrado.

Veja alguns estados que já divulgaram seus calendários de exigência do CRLV 2026. Minas Gerais

Em Minas Gerais, o Detran estabeleceu o seguinte cronograma para o início da fiscalização do CRLV 2026:

Final da placaExigência do CRLV 20261, 2 e 31º de setembro4, 5 e 61º de outubro7, 8, 9 e 01º de novembro São Paulo

O cronograma de vencimento do CRLV 2026 em São Paulo para carros, motos, ônibus e reboques é o seguinte:

  • Placas 1 e 2: até 31 de julho
  • Placas 3 e 4: até 31 de agosto
  • Placas 5 e 6: até 30 de setembro
  • Placas 7 e 8: até 31 de outubro
  • Placa 9: até 30 de novembro
  • Placa 0: até 31 de dezembro

A exigência do CRLV 2026 começa a valer logo após o mês de vencimento de cada grupo.

Rio de Janeiro

O calendário do licenciamento anual (CRLV) no Rio de Janeiro para veículos em 2026 foi prorrogado e segue o seguinte cronograma de acordo com o final da placa:

  • Placas finais 0, 1 e 2: até 31 de julho
  • Placas finais 3, 4 e 5: até 31 de agosto
  • Placas finais 6, 7, 8 e 9: até 30 de setembro

Até a data limite de cada grupo, o documento do ano anterior (2025) continua válido.

Rio Grande do Sul

O licenciamento do veículo (CRLV) no Rio Grande do Sul tem prazo único, sem divisão por final de placa. A data-limite para o exercício vigente é 31 de julho. Até a quitação, o documento do ano anterior continua válido até a data-limite.

Santa Catarina

O calendário de licenciamento em Santa Catarina ocorre de março a dezembro, variando conforme o final da placa do veículo. Após a quitação do licenciamento e demais débitos, o documento atualizado fica disponível digitalmente.

As datas limite de vencimento são de acordo com o final da placa:

  • 1: 31 de março
  • 2: 30 de abril
  • 3: 31 de maio
  • 4: 30 de junho
  • 5: 31 de julho
  • 6: 31 de agosto
  • 7: 30 de setembro
  • 8: 31 de outubro
  • 9: 30 de novembro
  • 0: 30 de dezembro

Até a data limite de cada grupo, o documento do ano anterior (2025) continua válido.

Paraná

O calendário de licenciamento do Paraná (CRLV) varia de agosto a novembro, dependendo do dígito final da placa do veículo.

Os prazos limites para o calendário são os seguintes de acordo com a placa final:

  • 1: 14 de agosto
  • 2: 28 de agosto
  • 3: 09 de setembro
  • 4: 18 de setembro
  • 5: 30 de setembro
  • 6: 10 de outubro
  • 7: 20 de outubro
  • 8: 31 de outubro
  • 9: 13 de novembro
  • 0: 27 de novembro
Mato Grosso

O calendário de licenciamento (CRLV) de Mato Grosso (MT) tem vencimento escalonado de acordo com o dígito final da placa. Em 2026, os prazos são os seguintes:

  • Placas finais 1, 2 e 3: até 31 de março
  • Placa final 4: até 30 de abril
  • Placa final 5: até 31 de maio
  • Placa final 6: até 30 de junho
  • Placa final 7: até 31 de julho
  • Placa final 8: até 31 de agosto
  • Placa final 9: até 30 de setembro
  • Placa final 0: até 31 de outubro
Bahia

O calendário de licenciamento (CRLV-e) na Bahia para 2026 varia de julho a novembro, de acordo com o final da placa do veículo.

Os prazos limites são:

  • Placa final 1: 30/07
  • Placa final 2: 31/07
  • Placa final 3: 28/08
  • Placa final 4: 31/08
  • Placa final 5: 29/09
  • Placa final 6: 30/09
  • Placa final 7: 29/10
  • Placa final 8: 30/10
  • Placa final 9: 27/11
  • Placa final 0: 30/11
Ceará

O calendário do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) no Ceará para o exercício de 2026 tem os vencimentos baseados no final da placa do automóvel, com datas indo de março a dezembro.

Pará

O calendário do licenciamento 2026 no Pará (que garante a emissão do CRLV) é escalonado de acordo com o final da placa do veículo. Os vencimentos ocorrem ao longo dos meses, sendo que os prazos para placas finais 05 a 35 encerraram em junho, e para placas 75 a 95 no início de julho. O cronograma completo, que segue até novembro, pode ser conferido no Calendário Licenciamento 2026 | DETRAN-PA.

Acre

O calendário de licenciamento (CRLV) no Acre para o exercício de 2026 é organizado pelo Detran AC com base no final da placa do veículo.

Os prazos limites para pagamento são:

  • Placas 1 e 2: até 31 de março
  • Placas 3 e 4: até 30 de abril
  • Placa 5: até 29 de maio
  • Placa 6: até 30 de junho
  • Placas 7 e 8: até 31 de julho
  • Placa 9: até 30 de setembro
  • Placa 0: até 30 de outubro
Outros estados

Para saber o calendário oficial dos demais estados, basta entrar no site do Detran de sua região.

Fique atento

Mesmo que o prazo de fiscalização ainda não tenha começado no seu estado, especialistas recomendam não deixar a regularização para a última hora.

Além de evitar filas e imprevistos, manter o veículo com a documentação em dia garante que o CRLV esteja disponível quando passar a ser exigido nas abordagens.

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Menos carros, mais economia: carona corporativa avança nas empresas brasileiras

dom, 12/07/2026 - 17:30
Compartilhar o trajeto entre casa e trabalho ganha força nas empresas como alternativa para reduzir custos, emissões e o número de veículos em circulação. Foto: Divulgação

A carona corporativa vem conquistando espaço nas empresas como uma alternativa para reduzir custos de deslocamento e diminuir emissões de poluentes. Além disso, tornar a mobilidade dos colaboradores mais eficiente. Impulsionado pela consolidação do trabalho híbrido, o modelo deixa de ser apenas um benefício opcional e passa a integrar as estratégias de gestão dos ambientes corporativos.

Um estudo internacional conduzido por pesquisadores do BART Integrated Carpool to Transit Access Program aponta que programas estruturados de carona corporativa registram adesão crescente em diferentes países. Conforme o levantamento, mais de 60% dos colaboradores consultados demonstraram aderir ao compartilhamento de viagens em substituição ao uso individual do automóvel.

No Brasil, esse movimento começa a ganhar força à medida que as empresas buscam alternativas para organizar os deslocamentos dos funcionários e adaptar suas operações aos novos modelos de trabalho.

Mobilidade entra na estratégia das empresas

Para Gustavo Gracitelli, CXO da Deskbee, a mobilidade passou a ocupar um espaço importante nas decisões das organizações, especialmente após as mudanças provocadas pela pandemia.

“A mobilidade tem se tornado uma questão cada vez mais pertencente ao hall de pontos de atenção das empresas em relação aos seus funcionários e, dentro dessa dinâmica, as caronas corporativas ganham protagonismo como uma solução de caráter ganha-ganha”, afirma.

Segundo ele, a reorganização do trabalho presencial e híbrido fez com que as empresas passassem a olhar o deslocamento dos colaboradores como parte da experiência de trabalho.

Trabalho híbrido impulsiona o compartilhamento de viagens

A Deskbee incorporou recentemente a startup Bynd, especializada em caronas corporativas, com o objetivo de integrar a mobilidade às soluções de gestão do trabalho híbrido.

Antes da pandemia, a Bynd chegou a registrar cerca de 25 mil caronas por semana. Assim, demonstrando a demanda por sistemas organizados de compartilhamento de viagens entre colaboradores. Com a retomada gradual das atividades presenciais, esse volume começou a se recuperar.

A proposta é integrar a carona corporativa a outros serviços utilizados pelas empresas. Como, por exemplo, reservas de mesas, gestão de vagas de estacionamento e controle de acesso aos escritórios.

Benefícios vão além da economia

Embora a redução de custos e das emissões de gases poluentes seja um dos principais atrativos da carona corporativa, a iniciativa também pode trazer impactos positivos para a mobilidade urbana.

Ao reduzir o número de veículos circulando nos horários de pico, o compartilhamento de viagens pode contribuir para diminuir congestionamentos e otimizar o uso da infraestrutura viária.

Além disso, o contato entre colegas durante os deslocamentos pode fortalecer a integração das equipes em um cenário marcado pela adoção do trabalho híbrido.

“Desde o final da pandemia, estamos nos adaptando a um novo modelo de trabalho e a novas formas de ocupar e vivenciar os escritórios. Nesse contexto, a carona corporativa surge como uma solução que vai além da eficiência operacional, da redução de custos e das metas de sustentabilidade. Ela também favorece conexões entre colegas, fortalece vínculos em um período marcado pelo isolamento social e pode até estimular hábitos mais seguros no trânsito, já que compartilhar o trajeto tende a tornar a condução mais consciente. Com o apoio da tecnologia, é possível ampliar esses benefícios em escala. É o tão mencionado futuro do trabalho, cada vez mais presente no nosso dia a dia”, afirma Gracitelli.

Tendência acompanha transformação da mobilidade

O avanço da carona corporativa reflete uma mudança mais ampla na forma como empresas e trabalhadores encaram os deslocamentos diários.

Além da busca por maior eficiência operacional, cresce o interesse por soluções que conciliem sustentabilidade, qualidade de vida e melhor aproveitamento dos espaços urbanos.

Nesse contexto, iniciativas que incentivam o compartilhamento de viagens tendem a ganhar cada vez mais espaço, acompanhando a evolução das estratégias de mobilidade corporativa e das políticas voltadas à redução do uso do carro individual.

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Vai pegar a estrada nas férias? Este checklist pode evitar transtornos durante a viagem

dom, 12/07/2026 - 13:30
Com o veículo revisado e os cuidados necessários em dia, os motoristas podem aproveitar as férias com mais tranquilidade. Foto: Divulgação

Com a chegada das férias de julho, muitas famílias aproveitam o período para viajar de carro. Antes de colocar as malas no porta-malas e seguir viagem, porém, há um cuidado que pode fazer toda a diferença para a segurança nas férias na estrada e evitar imprevistos durante o percurso: a manutenção preventiva do veículo.

A revisão antes de pegar a estrada ajuda a identificar desgastes naturais de componentes importantes, reduzindo o risco de falhas mecânicas e contribuindo para uma viagem mais tranquila. Além disso, um veículo em boas condições também pode apresentar melhor desempenho durante o trajeto.

Entre os itens que merecem atenção estão pneus, freios, bateria, sistema de iluminação e os diferentes fluidos do veículo. Verificar esses componentes antes da viagem pode evitar problemas que comprometam a segurança de motoristas, passageiros e demais usuários das rodovias.

Óleo do motor merece atenção especial

Um dos principais pontos da manutenção preventiva é a verificação do óleo do motor. O lubrificante é responsável por reduzir o atrito entre as peças internas, auxiliar no controle da temperatura e proteger o motor contra o desgaste provocado pelo funcionamento contínuo.

Durante viagens, especialmente em trajetos mais longos, o motor costuma permanecer ligado por períodos prolongados e pode enfrentar diferentes condições de temperatura e carga. Por isso, manter a troca de óleo em dia é um cuidado importante.

“Durante viagens, o motor costuma operar por períodos mais longos e em diferentes condições de temperatura e carga. Por isso, verificar se a troca de óleo está em dia e utilizar um lubrificante adequado às especificações do fabricante é essencial para garantir a proteção do motor e uma viagem mais segura”, explica José Cesário Neto, coordenador de Capacitação e Suporte Técnico Mobil™.

Outros fluidos também devem ser conferidos

Além do óleo do motor, a recomendação é verificar os níveis dos demais fluidos do veículo, como o líquido de arrefecimento e o fluido de freio.

Esses componentes são fundamentais para o funcionamento adequado dos sistemas do automóvel e podem ajudar a prevenir falhas mecânicas ao longo da viagem.

Checklist antes de pegar a estrada

Antes de iniciar a viagem, a recomendação é conferir os seguintes itens:

  • nível e prazo de troca do óleo do motor;
  • estado e calibragem dos pneus, incluindo o estepe;
  • sistema de freios;
  • nível do líquido de arrefecimento;
  • carga e vida útil da bateria, especialmente se ela tiver mais de dois anos;
  • sistema de iluminação e sinalização;
  • palhetas e reservatório do limpador de para-brisa;
  • equipamentos obrigatórios e documentação do veículo.
Planejamento também faz parte da segurança

Além da revisão do veículo, outros cuidados podem contribuir para uma viagem mais segura. Entre eles estão o planejamento do trajeto, a consulta às condições das rodovias antes da saída e o respeito aos limites de velocidade durante todo o percurso.

Em viagens mais longas, fazer pausas periódicas também é uma medida importante para reduzir o cansaço do motorista e tornar a condução mais segura.

Conforme José Cesário Neto, muitas ocorrências registradas nas estradas poderiam ser evitadas com verificações simples realizadas antes da viagem.

“A manutenção preventiva é um investimento que traz benefícios para a segurança, para o desempenho do veículo e para o bolso do motorista. Muitas falhas que causam transtornos nas estradas podem ser evitadas com verificações simples realizadas antes da viagem”, acrescenta.

Ao realizar a revisão preventiva e conferir os principais itens do veículo antes de viajar, o motorista reduz as chances de enfrentar problemas mecânicos durante o percurso e pode aproveitar o período de férias com mais tranquilidade e confiança, dedicando a atenção ao que realmente importa: uma viagem segura ao lado da família e dos amigos.

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Caminhoneiros passam a receber consultas, exames e vacinas do SUS durante as viagens

dom, 12/07/2026 - 08:15
A iniciativa busca adaptar o atendimento à rotina da categoria. Foto: Divulgação

Motoristas profissionais passam grande parte da vida nas estradas e, muitas vezes, deixam os cuidados com a saúde em segundo plano. Dados do Ministério da Saúde mostram que essa realidade ainda representa um desafio para o Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 2022 e 2025, 41% dos caminhoneiros cadastrados na Atenção Primária à Saúde (APS) não receberam atendimento no período.

Para reduzir essa dificuldade de acesso, o Ministério da Saúde criou o programa Agora Tem Especialistas – Caminhoneira e Caminhoneiro, que leva consultas, exames, vacinação e outros serviços diretamente aos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) utilizados pelos profissionais durante as viagens.

A iniciativa busca adaptar o atendimento à rotina da categoria, que enfrenta jornadas prolongadas, deslocamentos constantes e dificuldade para procurar uma unidade de saúde durante o trabalho.

Atendimento onde o caminhoneiro já faz a parada

As unidades móveis oferecem atendimento gratuito sem necessidade de agendamento prévio. Entre os serviços disponíveis estão consultas médicas e de enfermagem, vacinação, aferição da pressão arterial, testes rápidos, exames laboratoriais com resultado imediato, eletrocardiograma, pequenos procedimentos e encaminhamento para outros serviços do SUS, quando necessário.

Segundo o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), que reúne mais de 5 mil profissionais especializados no transporte de veículos zero quilômetro, a iniciativa facilita o acesso dos caminhoneiros aos cuidados com a saúde.

“A saúde quase sempre acaba ficando para depois quando o motorista está cumprindo prazos e cruzando o país. Por isso, levar o atendimento aos PPDs é uma medida inteligente. Ela adapta o serviço público à realidade da categoria e facilita o acompanhamento de muitos profissionais que, até então, não conseguiam acessar esse tipo de atendimento. É um avanço importante para quem passa grande parte da vida nas rodovias”, afirma o presidente do Sinaceg, José Ronaldo Marques da Silva, conhecido como Boizinho.

Doenças crônicas estão entre os principais desafios

O boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que a rotina da profissão favorece o desenvolvimento de doenças crônicas. Longas jornadas ao volante, alimentação irregular, dificuldade para cumprir os períodos de descanso e acesso limitado aos serviços de saúde aumentam a vulnerabilidade dos caminhoneiros ao adoecimento.

Entre os atendimentos registrados pela Atenção Primária entre 2022 e 2025, a hipertensão arterial aparece como o problema mais frequente, com 74.414 casos, seguida pelo diabetes, com 35.292 registros, e pelos atendimentos relacionados à saúde mental, que totalizaram 21.167 ocorrências.

O levantamento também mostra um envelhecimento da categoria. A maior parte dos atendimentos foi realizada entre caminhoneiros de 50 a 59 anos, seguida pela faixa etária de 40 a 49 anos.

Mais de seis mil atendimentos em quatro meses

Em pouco mais de quatro meses de funcionamento, o programa contabilizou 6.169 atendimentos, 8.889 procedimentos, 7.087 testes rápidos, 2.617 exames e 933 doses de vacinas aplicadas.

Os números, segundo o Ministério da Saúde, demonstram a demanda por assistência médica entre profissionais que permanecem grande parte do tempo nas rodovias e encontram dificuldades para acessar os serviços tradicionais do SUS.

Para o diretor regional do Sinaceg, Márcio Galdino, a proposta acompanha a rotina dos caminhoneiros e pode trazer reflexos que vão além da saúde individual.

“O caminhoneiro já utiliza os pontos de parada para descansar durante as viagens. Transformar esses locais também em espaços de atendimento é uma solução prática, que amplia o acesso ao SUS e incentiva o cuidado preventivo. É uma iniciativa que pode trazer benefícios tanto para a saúde dos trabalhadores quanto para a segurança nas rodovias.”

Onde o serviço está disponível

Atualmente, as unidades móveis do programa estão instaladas em pontos estratégicos próximos aos locais de parada utilizados pelos caminhoneiros nas seguintes cidades:

  • Pindamonhangaba (SP);
  • Uruaçu (GO);
  • Ubaporanga (MG);
  • Itatiaia (RJ);
  • Novo Progresso (PA);
  • Seropédica (RJ);
  • Palhoça (SC);
  • Irati (PR).

O atendimento é gratuito e realizado diretamente nos Pontos de Parada e Descanso, sem necessidade de agendamento.

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Roubo de cargas cai 34,3% em São Paulo nos cinco primeiros meses de 2026

sab, 11/07/2026 - 17:30
Os dados reforçam a importância de manter políticas públicas de segurança. Foto:
jonson para Depositphotos

Os roubos de cargas no estado de São Paulo apresentaram recuo significativo entre janeiro e maio de 2026. No período, foram contabilizadas 1.060 ocorrências, ante 1.613 no mesmo intervalo de 2025, o que representa uma redução de 34,3%.

O levantamento é do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região), com base em dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). A diminuição aparece de forma consistente ao longo dos meses. Em janeiro, os registros caíram de 350 para 251 casos (-27,4%).

Já, em fevereiro, passaram de 319 para 199 (-37,6%). Em março, foram 206 ocorrências, frente a 302 no ano anterior (-31,7%). Em abril, o número recuou de 334 para 211 (-36,8%). Já em maio, houve 193 registros, ante 308 no mesmo mês de 2025, consolidando a trajetória de queda.

Para Marcelo Rodrigues, presidente do SETCESP, o resultado indica avanço, mas não elimina a necessidade de atenção permanente por parte das empresas do setor.

“Os indicadores mostram evolução no combate ao roubo de cargas, mas o risco segue presente na rotina do transporte. Em períodos de maior fluxo de mercadorias, como férias e datas sazonais, o nível de alerta precisa ser mantido”, avalia.

Mesmo com a redução das ocorrências, o impacto econômico do crime continua relevante para a logística e o transporte rodoviário. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 62% das indústrias registraram aumento nos custos finais em função dos gastos com segurança no transporte. Outros 45% afirmam que os investimentos gerais em proteção também pressionam o preço final dos produtos. A insegurança acaba se refletindo diretamente nos custos operacionais e no frete. Por isso, além das ações de policiamento, é essencial investir em inteligência, tecnologia embarcada e gestão de riscos”, destaca Rodrigues.

Segundo ele, medidas preventivas seguem como fator decisivo para reduzir perdas e aumentar a eficiência das operações. “Planejamento de rotas, monitoramento contínuo e capacitação das equipes são práticas que fazem diferença no dia a dia”, completa.

O levantamento da CNI mostra ainda que 20% das indústrias sofreram roubo ou furto de cargas rodoviárias nos últimos cinco anos.

As rodovias concentram a maior parte dos episódios: 68% das ocorrências acontecem nas estradas, índice bem superior ao registrado em áreas urbanas ou centros de armazenagem. Entre os produtos mais visados estão fios e cabos (60%), seguidos por ferramentas (31%) e máquinas e equipamentos industriais (23%).

Para o SETCESP, os dados reforçam a importância de manter políticas públicas de segurança e, ao mesmo tempo, estimular práticas operacionais mais robustas, capazes de mitigar riscos e preservar a competitividade do transporte e da cadeia automotiva e logística.

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De parto na rodovia a bebê reanimado: histórias mostram como socorristas ajudam a salvar vidas

sab, 11/07/2026 - 13:30
Histórias reais no Vale do Ribeira e no Alto Tietê mostram como a atuação dos socorristas da CNL é decisiva no dia a dia das rodovias. Foto: Divulgação/CNL Novo Litoral

Quem trafega pelas rodovias costuma ver ambulâncias em deslocamento ou estacionadas nas bases de atendimento, mas nem sempre imagina a importância do trabalho realizado pelos profissionais que atuam nesses veículos. No Dia Nacional do Socorrista, celebrado em 11 de julho, histórias vividas nas rodovias administradas pela Concessionária Novo Litoral (CNL) mostram como a atuação rápida e especializada dessas equipes pode ser decisiva para salvar vidas.

Disponíveis 24 horas por dia, os socorristas prestam atendimento não apenas em ocorrências de trânsito, mas também em emergências médicas que exigem rapidez, conhecimento técnico e equilíbrio emocional. Entre os chamados atendidos estão colisões frontais, laterais e traseiras, choques, quedas de motociclistas, atropelamentos e diversas situações clínicas.

Desde o início da operação da concessionária, em novembro de 2024, as equipes já realizaram mais de 5 mil atendimentos nas rodovias sob sua administração. Atualmente, são cerca de 250 ocorrências por mês, atendidas a partir de oito Bases de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAUs), distribuídas ao longo de 212 quilômetros de rodovias.

Um nascimento às margens da rodovia

Entre os atendimentos que mais marcaram a equipe está o nascimento do bebê João, ocorrido na madrugada de 1º de julho na Base de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU 2), localizada na Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro (SP-098), conhecida como Mogi-Bertioga, em Mogi das Cruzes (SP).

A mãe entrou em trabalho de parto antes de conseguir chegar ao hospital e deu à luz dentro do carro, com o auxílio da socorrista Letícia Urbano e do resgatista Guaraci Pinelli.

“O socorrista precisa estar preparado para qualquer situação, com um emocional muito forte. Nunca sabemos qual será a próxima ocorrência quando iniciamos um plantão e, por isso, estamos sempre prontos para prestar atendimento imediato. O nascimento do João exigiu toda a técnica necessária para garantir a segurança da mãe e do bebê, mas também foi um momento muito especial para todos nós. Participar da chegada de uma nova vida é algo que levaremos para sempre na memória”, lembra a socorrista Letícia.

Atendimento rápido salvou bebê no Vale do Ribeira

Outra ocorrência lembrada pela equipe aconteceu na madrugada de 30 de março, na Base de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU 7), localizada em Itariri, às margens da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-055), no Vale do Ribeira.

Um bebê de 1 ano e 2 meses chegou desacordado à unidade. A equipe iniciou imediatamente o atendimento e conseguiu reanimar a criança ainda na base, estabilizando seu estado clínico antes da transferência para uma unidade de saúde da região.

Bases se tornam referência para quem precisa de ajuda

Segundo o gerente de Operações da Concessionária Novo Litoral, Kaio Nascimento, a atuação das equipes é resultado de treinamento constante, estrutura adequada e integração com os demais serviços de emergência. “A chegada de uma Base de Serviço de Atendimento ao Usuário transforma a rodovia e também o entorno. Além de oferecer suporte aos usuários que trafegam pelas estradas, a base passa a ser uma referência para a comunidade. Nos dois casos, as famílias lembraram que havia uma unidade da CNL próxima e seguiram até ela com a certeza de que encontrariam suporte e atendimento imediato; em outros casos, os usuários param em nossas bases para pedir socorro a outras pessoas. Isso demonstra a confiança da população nas nossas equipes e reforça a importância de manter uma estrutura preparada para prestar socorro 24 horas por dia.”

Kaio Nascimento também destacou a preparação permanente das equipes que atuam nas rodovias.

“Nossos socorristas passam por treinamentos constantes para atuar nas mais diversas situações de emergência. São profissionais preparados para oferecer um atendimento rápido, seguro e humanizado, sempre que um usuário precisar. Neste Dia do Socorrista, a Concessionária Novo Litoral parabeniza todos os profissionais que trabalham em outras instituições e concessionárias e principalmente nossos colaboradores que, diariamente, transformam o caminho e a vida das pessoas por meio do cuidado, do acolhimento e, muitas vezes, ajudam a salvar vidas.”

Atendimento vai além das ambulâncias

Além das equipes de atendimento pré-hospitalar, a operação da concessionária conta com monitoramento permanente realizado pelo Centro de Controle Operacional (CCO), responsável por acompanhar as rodovias durante 24 horas por dia.

O centro coordena o acionamento dos recursos necessários para cada ocorrência e atua de forma integrada com a Polícia Militar Rodoviária e outros órgãos de emergência, permitindo que o atendimento seja realizado com mais rapidez e eficiência.

As histórias lembradas no Dia Nacional do Socorrista reforçam a importância desses profissionais para a segurança viária. Em muitas situações, a rapidez no atendimento faz diferença não apenas para reduzir as consequências de um sinistro, mas também para preservar vidas em emergências médicas que acontecem nas rodovias.

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PL propõe programa nacional de saúde para motoristas profissionais no SUS

sab, 11/07/2026 - 08:15
A proposta busca ampliar o acesso dos motoristas às ações de promoção da saúde. Foto: Virrage Images para Depositphotos

Motoristas profissionais que transportam cargas e passageiros poderão passar a contar com uma política pública específica de atenção à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS). É o que prevê o Projeto de Lei (PL) 2.190/2026, de autoria do deputado federal Luiz Gastão, apresentado na Câmara dos Deputados.

A proposta institui o Programa Nacional de Atenção Integral à Saúde do Motorista Profissional, voltado à prevenção de doenças, ao acompanhamento contínuo da saúde e à ampliação do acesso aos serviços do SUS, especialmente para trabalhadores que passam longos períodos em deslocamento e enfrentam dificuldades para realizar consultas e exames de rotina.

De acordo com a tramitação da Câmara dos Deputados, o projeto foi apresentado em 5 de maio de 2026 e, atualmente, aguarda despacho da Presidência da Casa.

O que prevê o programa

De acordo com o texto do projeto, o programa será destinado aos motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas e de passageiros e terá como foco ações de prevenção, promoção da saúde e acompanhamento clínico.

Entre os objetivos previstos estão:

  • ampliar o acesso desses profissionais aos serviços de atenção primária, inclusive quando estiverem em trânsito;
  • fortalecer ações de prevenção de doenças crônicas e outros agravos frequentes na categoria;
  • promover acompanhamento clínico periódico com registro unificado das informações de saúde;
  • incentivar ações voltadas à promoção da saúde e à segurança viária;
  • integrar iniciativas dos governos federal, estaduais e municipais relacionadas à saúde dos motoristas profissionais.

A proposta estabelece que a execução das ações ficará a cargo dos entes federativos, respeitando as diretrizes do SUS.

Ações previstas nas rodovias e unidades de saúde

O projeto também detalha algumas iniciativas que poderão fazer parte do programa.

Entre elas estão a instalação de unidades móveis de saúde em locais estratégicos, como rodovias, portos e pontos de parada, além da ampliação da utilização do Cartão de Saúde do Motorista Profissional.

Outra medida prevista é a realização de campanhas de vacinação, rastreamento e prevenção de doenças cardiovasculares, metabólicas e musculoesqueléticas.

O texto ainda prevê que os motoristas possam receber atendimento e acompanhamento em unidades de atenção primária independentemente do município onde residem, facilitando o acesso aos serviços mesmo durante viagens.

Além disso, o programa poderá promover ações educativas relacionadas à saúde, alimentação, descanso e prevenção de sinistros de trânsito.

Atendimento facilitado durante viagens

Um dos principais pontos da proposta trata da organização do atendimento aos motoristas profissionais quando estiverem em trânsito.

O projeto determina que os serviços do SUS adotem mecanismos de prioridade procedimental para esse público, com medidas como:

  • facilitação do acesso ao acolhimento e à triagem inicial;
  • organização de fluxo específico para atendimentos preventivos, administrativos ou de baixa complexidade;
  • agendamento preferencial para consultas e procedimentos não emergenciais, quando isso for tecnicamente possível;
  • acesso facilitado à atenção primária, independentemente da unidade de referência do paciente.

O texto faz questão de esclarecer que essas medidas não alteram os protocolos de classificação de risco utilizados pelo SUS.

Assim, os atendimentos de urgência e emergência continuarão obedecendo exclusivamente ao critério da gravidade clínica do paciente. Da mesma forma, a prioridade prevista no projeto não permitirá que motoristas sejam atendidos antes de pessoas em situação de saúde mais grave.

Como será comprovada a condição de motorista profissional

Para utilizar os mecanismos previstos no projeto, o motorista deverá comprovar sua condição profissional.

Conforme o texto, será necessária a apresentação da Carteira Nacional de Habilitação compatível com a atividade exercida, além de documento que comprove vínculo empregatício ou atuação como profissional autônomo.

Justificativa destaca dificuldades de acesso à saúde

Na justificativa da proposta, o deputado Luiz Gastão afirma que os motoristas do transporte rodoviário exercem uma atividade essencial para o funcionamento da economia nacional, mas enfrentam condições de trabalho que dificultam o acompanhamento regular da saúde.

Conforme o parlamentar, esses profissionais permanecem longos períodos longe de casa, submetidos a jornadas extensas, deslocamentos contínuos e exposição a diferentes riscos físicos e ambientais.

Para ele, essa rotina faz com que muitos deixem de realizar consultas, exames e acompanhamento clínico. Assim, favorecendo o agravamento de problemas que poderiam ser prevenidos por meio de políticas públicas específicas.

Ainda de acordo com o autor, a proposta busca ampliar o acesso dos motoristas às ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e cuidado continuado sem comprometer os critérios já utilizados pelo SUS para classificação de risco.

Na justificativa, o deputado afirma que a iniciativa pretende oferecer “instrumentos concretos para que motoristas profissionais tenham acesso mais efetivo às ações de promoção, prevenção e cuidado”, contribuindo para a redução de agravos à saúde, para a segurança nas estradas e para a melhoria das condições de trabalho da categoria.

O parlamentar também informa que a elaboração da proposta contou com interlocução institucional com o Ministério da Saúde. Segundo ele, durante esse processo houve a apresentação dos objetivos do programa e manifestação favorável à colaboração técnica para o desenvolvimento da iniciativa, especialmente em relação ao aprimoramento do acesso dos motoristas profissionais aos serviços do SUS durante os deslocamentos.

Próximos passos

Caso o Congresso Nacional aprove e posteriormente o presidente sancione, o projeto determina que o Poder Executivo regulamente a futura lei no prazo de 180 dias. O texto também prevê a possibilidade de celebração de parcerias com entidades públicas e privadas para a execução das ações previstas no programa.

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