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Atualizado: 5 minutos 48 segundos atrás

CNH sem autoescola: especialistas reagem a proposta do governo e alertam para riscos à vida no trânsito

qua, 30/07/2025 - 08:15
Entidades destacam a importância da formação qualificada para a redução dos índices de sinistros e mortes no trânsito brasileiro. Foto: Detran-MT

A recente declaração do ministro dos Transportes, Renan Filho, sobre a intenção do Governo Federal de tornar facultativa a formação em autoescolas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) reacendeu um debate intenso no setor de trânsito brasileiro. A proposta, apresentada como medida para baratear o custo da habilitação, enfrenta forte resistência das entidades representativas, especialistas e órgãos públicos.

Um retrocesso histórico e perigoso

A Associação Brasileira das Autoescolas (ABRAUTO) divulgou manifesto público, assinado por sua equipe técnica e jurídica, no qual classifica a medida como “um dos maiores retrocessos na história do trânsito brasileiro”, capaz de comprometer a segurança viária e a qualidade da formação de condutores.

De acordo com o documento, cerca de 45% do custo médio da CNH — estimado entre R$ 3.000 e R$ 4.000 — corresponde a taxas e serviços cobrados diretamente pelos Detrans e clínicas credenciadas (exames médico, psicotécnico, taxas de provas e emissão da CNH). Os Centros de Formação de Condutores (CFCs) ficam com os 55% restantes. Eles servem para cobrir as 45 horas/aula teóricas e 20 horas/aula práticas ministradas por instrutores qualificados em ambiente seguro e controlado.

A ABRAUTO destaca que o valor médio de uma hora/aula prática gira em torno de R$ 70, valor inferior ao de uma viagem de Uber de mesma duração. A nota ressalta a complexidade do aprendizado para operar um veículo em trânsito real, o que exige estrutura, profissionais habilitados e veículos adaptados.

Formação qualificada é questão de vida

A associação alerta que facultar a formação em autoescolas pode elevar drasticamente o número de condutores despreparados. Assim, aumentando o risco de acidentes, mortes e prejuízos à sociedade.

Além disso, o Brasil é o único país no mundo que não oferece educação formal de trânsito nas escolas, embora o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) exija essa formação desde 1997. Nesse contexto, a obrigatoriedade das horas-aula em CFCs supre, em parte, essa lacuna essencial.

Outro ponto crítico é a possibilidade de substituição da formação presencial por uma plataforma de ensino a distância (EAD) centralizada, gerida por única empresa. Ou seja, o que pode gerar concentração de receita e queda na qualidade do ensino para milhões de novos condutores por ano.

A complexidade da direção e o papel social dos CFCs

A aprendizagem da condução transcende o simples manejo do veículo, envolvendo interação com diversos atores do trânsito e infraestrutura viária. Com frota que ultrapassa 125 milhões de veículos, o Brasil exige um sistema robusto de formação, que os CFCs atualmente oferecem com mais de 13 mil unidades, mais de 120 mil profissionais e ampla estrutura física e pedagógica.

A sugestão do ministro de que o candidato poderia optar por aulas com instrutores autônomos ou em circuitos fechados, como condomínios, é vista como um desrespeito à segurança pública e à qualidade do ensino. Dessa forma, transferindo a responsabilidade estatal aos cidadãos e colocando em risco a integridade de moradores e aprendizes.

ABRAUTO rebate comparações e defende políticas sociais

A entidade rejeita a comparação feita pelo ministro com o ingresso em universidade pública e o uso de cursinhos facultativos, argumentando que dirigir um veículo envolve risco direto à vida. Assim, exigindo formação rigorosa.

Quanto à alegação de que 40% dos motociclistas dirigem sem habilitação, a ABRAUTO destaca a existência da Lei nº 15.153/2025. Ela destina recursos do Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito para custear a CNH Social para população de baixa renda. A falha está na fiscalização ineficaz bem como na negligência estatal, e não na formação.

Leia aqui o Manifesto da ABRAUTO na íntegra Segurança em primeiro lugar

A crítica mais dura partiu do presidente da FENEAUTO, Ygor Valença, que classificou as declarações do ministro como “populistas e inconsequentes”. De acordo com ele, o discurso ignora a gravidade da crise de segurança viária no país e tenta transformar uma questão de vida em moeda política.

“A fala de que ‘a população já dirige e não precisa de autoescolas’ revela a total desconexão do ministro com a realidade do trânsito brasileiro”, afirmou.

Valença também comparou a proposta ao que ocorreu com os aplicativos de transporte. Conforme ele, o discurso de liberdade e desburocratização levou à precarização, aumento da informalidade e perda de segurança para trabalhadores e usuários.

O presidente da FENEAUTO ainda enfatiza que a proposta do ministro pode ser motivada por interesses políticos. Ele convoca a sociedade a participar da Comissão Geral dos CFCs no Congresso Nacional, marcada para 3 de setembro. O objetivo é defender a valorização da educação para o trânsito.

O que dizem os exemplos internacionais

A proposta do governo também foi criticada por Valença por desconsiderar a experiência internacional. Países com índices exemplares de segurança viária — como Suécia, Japão, Alemanha, Holanda e Canadá — mantêm formações rigorosas, com exigência de aulas teóricas e práticas, avaliações psicológicas bem como exames presenciais.

Por outro lado, nações que permitem a habilitação sem formação estruturada, como Nigéria e Índia, enfrentam níveis alarmantes de acidentes e mortes no trânsito.

Profunda preocupação

A Associação das Autoescolas de Santa Catarina (ATRAESC) também reagiu com firmeza à proposta do governo federal. Em manifestação assinada pela presidente Yomara Ribeiro, a entidade expressou “profunda preocupação e repúdio” à ideia de extinguir a obrigatoriedade da formação em autoescolas para obtenção da CNH, classificando-a como uma iniciativa “irresponsável, com forte viés populista e eleitoral”.

Para a ATRAESC, ao tentar flexibilizar o processo de habilitação sob o argumento de “democratização”, o Ministério dos Transportes desconsidera não apenas os impactos diretos sobre a segurança viária, mas também os milhares de empregos que podem ser perdidos e a inconstitucionalidade de se alterar normas estruturais por meio de simples portarias ou resoluções.

De acordo com Yomara, o plano de implementação já nos próximos meses, sem debate técnico ou jurídico adequado, demonstra pressa incompatível com a seriedade do tema. Ela relatou ter participado de uma reunião com o ministro Renan Filho, em que apontou os riscos de enfraquecer a formação dos condutores e comprometer a responsabilidade social que os CFCs exercem.

“Apesar de todos os argumentos apresentados, o ministro se manteve irredutível em sua posição”, afirmou.

A dirigente também levantou questionamentos sobre a real motivação da proposta. Assim, cobrando mais transparência sobre quais interesses estariam por trás de alternativas como cursos online, plataformas privadas ou modelos de “autodidatismo supervisionado”.

A ATRAESC anunciou que, caso a proposta avance, está pronta para judicializar a questão, mobilizar parlamentares e unir esforços com outras entidades para impedir o que considera “um grave retrocesso”. Para a associação, autoescola não é entrave, mas sim garantia de uma formação segura, cidadã e voltada à preservação da vida no trânsito.

Mulheres no trânsito

Carolina Marino, do Instituto Nacional Mulheres pelo Trânsito, também se posicionou de forma contundente sobre a proposta.

Segundo ela, o dia 29 de julho marca um momento de luto para todos os profissionais da educação para o trânsito. Em especial para as mulheres que atuam nesse setor. Carolina lembra que o presidente Lula e a ministra Gleisi Hoffmann assinaram, em 2022, uma carta-compromisso em defesa da educação no trânsito — o que torna a proposta ainda mais contraditória. Em um apelo carregado de indignação, ela dispara:

“Trânsito não é comércio. A vida não tem preço.”

Detrans defendem acessibilidade com qualidade na formação

Em nota oficial assinada por Givaldo Vieira, presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND), a entidade reforçou que qualquer mudança no processo de habilitação precisa ter como prioridade a qualidade da formação e a segurança no trânsito.

“É fundamental que se busquem alternativas para tornar a CNH mais acessível, sim, mas sem comprometer a excelência do processo de aprendizagem”, afirma a nota.

A AND defende que a formação de condutores deve continuar sendo tratada como política pública de segurança viária. Além disso, que medidas estruturadas, como a CNH Social, ampliem o acesso de pessoas de baixa renda ao processo de habilitação.

Modernização com responsabilidade: o desafio de equilibrar acesso e segurança

Embora discordem frontalmente da proposta de tornar facultativa a passagem por autoescolas, as entidades reconhecem a importância de modernizar o processo de formação de condutores no Brasil. Isso inclui regulamentar o ensino para veículos com câmbio automático, incorporar modalidades remotas com qualidade assegurada assim como investir em políticas públicas que ampliem o acesso à habilitação para a população de baixa renda.

O desafio, afirmam, é promover inclusão e inovação sem comprometer a segurança viária — um compromisso que deve permanecer inegociável.

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Entenda como é feita a numeração das linhas de ônibus que circulam em BH

ter, 29/07/2025 - 18:00
Só de bater o olho no número, o usuário será capaz de saber de onde o ônibus sai, para onde vai e qual tipo de serviço ele oferece. Foto: Prefeitura de BH

Parece só um código aleatório, mas a numeração das linhas de ônibus de Belo Horizonte traz uma lógica curiosa e prática para quem circula nos coletivos pela cidade. Desde 1998, a numeração indica a regional administrativa que o coletivo atende. Isso significa que, só de bater o olho no número, o usuário será capaz de saber de onde o ônibus sai, para onde vai e qual tipo de serviço ele oferece. 

Atualmente, o sistema de transporte coletivo da capital tem 299 linhas ativas, com 2.723 ônibus operando diariamente, incluindo os do MOVE. Cerca de 1 milhão de pessoas utilizam o transporte público diariamente.

Luís Castilho, chefe de gabinete da Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte (Sumob), explica que cada linha tem um código com até quatro dígitos. A lógica é simples, mas cheia de detalhes interessantes.

Em cada regional, as linhas começam com um número, obedecendo a seguinte ordem:

0 – Hipercentro
1 – Centro-Sul
2 – Oeste
3 – Barreiro
4 – Noroeste
5 – Pampulha
6 – Venda Nova
7 – Norte
8 – Nordeste
9 – Leste

O número de dígitos implica no serviço ofertado à população: Linhas com dois dígitos

São troncais, que partem de estações de integração com destino à área Central, usando vias principais, como as avenidas Amazonas e Antônio Carlos. 

Exemplos são as linhas 30 (Estação Diamante – Centro) e 50 (Estação Pampulha – Centro).

Linhas com três dígitos

São alimentadoras, que fazem trajetos internos em uma regional ou entre regionais vizinhas. As alimentadoras também fazem conexão entre o bairro e uma estação de integração ou do metrô.

Exemplos são as linhas 407 (do Bairro Califórnia ao Bairro Glória, na região Noroeste) e 807 (Estação São Gabriel – Bairro Ribeiro de Abreu).

Linhas com quatro dígitos

Com itinerários mais longos, interligam duas regionais ou uma regional ao Centro. São elas:

  • Radial: liga um bairro ao Centro;
  • Perimetral: de uma regional a outra, sem passar pelo Hipercentro, como a linha 8150 (União – Serra, atendendo a região Hospitalar).
  • Diametral: liga uma regional a outra passando pelo Hipercentro, como a linha 9202 (Pompéia – Jardim América – via Hipercentro).
Suplementares

Interligam regiões com miniônibus e não atendem a área Central.

Vilas e favelas

Miniônibus para áreas com difícil acesso, onde não é possível o tráfego dos veículos convencionais.

Mudança gradual na numeração

Apesar da padronização, 31 linhas mantêm a numeração anterior a 1998, quando o critério era baseado em corredores. Exemplo: linha 1502, criada em 1982 e ainda em operação.

Em 2023, quatro linhas da regional Pampulha (4403A, 4403C, 4403D e 4410) foram reestruturadas e renumeradas como 5034, 5035 e 5036. “A mudança envolveu reuniões da Comissão Regional de Transportes e Trânsito (CRTT), campanhas de comunicação com cartazes, redes sociais, lideranças comunitárias e letreiros nos veículos com a numeração antiga e nova nos primeiros 30 dias”, ressalta Luís Castilho. 

As linhas que mantêm o padrão antigo de numeração são: 1145, 1404A, 1404C, 1502, 1505, 1505R, 1509, 1510, 3301A, 3301B, 3302A, 3302B, 3302D, 3502, 3503A, 4405, 4501, 4801A, 4802A, 5502C, 5503A, 5503B, 5506A, 8001A, SC01A, SC01B, SC01R, SC02A, SC03A, SC04A e SC04B.

Vilas e favelas

Atualmente, 12 linhas atendem vilas e favelas da cidade, com microônibus que acessam áreas onde os coletivos convencionais não chegam. São elas: 101 (Aglomerado Santa Lúcia); 102, 103, 107 (Aglomerado da Serra); 201, 203 (Morro das Pedras); 319 (Vila Cemig); 321 (Olhos D’Água, Pilar); 336 (Vila Bernadete); 740 (Tupi); 826 (Montes Claros) e 902 (Taquaril). Desde 2023, a Prefeitura de Belo Horizonte implantou tarifa zero nestas linhas.

Cores, conforto e sinalização A frota de BH tem três padrões visuais:

MOVE (nas cores verde, cinza e prata), convencional (azul e cinza) e suplementar (laranja). Com as mudanças nas cores, vieram melhorias nos veículos. Desde 2017, os ônibus passaram a ser obrigatoriamente equipados com ar-condicionado. Mais de mil veículos com ar-condicionado foram incorporados à frota desde 2023.

Também vem sendo feita a atualização da sinalização nos pontos de ônibus. Em 2024, mais de 200 pontos foram renovados, principalmente na região central, com destaque para a nova identidade azul e cinza, alinhada aos veículos e visando melhorar a informação para os usuários.

Qual linha pegar?

A Sumob oferece uma plataforma on-line com todas as informações sobre linhas, trajetos e pontos. Também dá para consultar horários e itinerários pelos aplicativos: SIUMOBILE, BHBUS+, Bus2, Cittamobi e Moovit.

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Professores de Minas poderão ser examinadores da CET‑MG nas provas de direção

ter, 29/07/2025 - 13:30
Com a implementação da medida, a atuação dos examinadores deixará de ser exclusiva de policiais civis. Foto: Seplag-MG

A Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito de Minas Gerais (CET‑MG) elaborou um plano que permitirá que professores da rede estadual de ensino atuem como examinadores em provas de direção. A medida teve autorização por meio do Decreto nº 48.898/2024, publicado em 20 de setembro de 2024, e começa a valer em setembro de 2025.

O que muda na banca de execução de provas?

Com a implementação da medida, a atuação dos examinadores deixará de ser exclusiva de policiais civis. O decreto permite que professores efetivos da rede estadual — e servidores aposentados que já desempenhavam a função — sejam credenciados a aplicar provas de direção, como parte da transição da gestão do trânsito da Polícia Civil para a CET‑MG.

Requisitos para atuar como examinador

Para se tornarem examinadores, os professores devem cumprir:

  • idade mínima de 21 anos;
  • curso superior completo;
  • habilitação na categoria desejada por, no mínimo, dois anos;
  • não ter cometido infração gravíssima nos últimos 12 meses;
  • conclusão de dois cursos: o de Instrutor de Trânsito (180 horas) e o de Examinador de Trânsito (28–30 horas), disponíveis online ou presencialmente.

São previstas até 420 vagas, sendo 400 destinadas a professores do ensino básico das regionais metropolitanas A, B e C, e 20 para servidores da CET‑MG  .

Reações do setor

Donos de autoescolas e representantes do setor demonstram preocupação. Segundo eles, a formação prática dos professores pode ser insuficiente, gerando avaliações mais subjetivas ou aumento nas reprovações, devido à falta de vivência no processo de habilitação.

Por outro lado, o governo defende que a medida valoriza competências pedagógicas e amplia a eficiência e humanização da avaliação, além de renovar o quadro de examinadores.

Pesa na balança o aspecto pedagógico

Celso Alves Mariano, diretor do Portal do Trânsito, reforça a importância da competência técnica ao aplicar exames de habilitação. Apesar de reconhecer a aptidão pedagógica dos professores, ele destaca que a experiência prática e o conhecimento do processo formativo continuam essenciais.

“Embora professores tenham perfil didático, o exame de direção exige experiência prática, conhecimento profundo do processo de habilitação e imparcialidade técnica. Se a medida avançar, será fundamental garantir critérios rígidos de avaliação e supervisão contínua”.

E agora?

A partir de setembro de 2025, os professores habilitados da rede estadual de Minas iniciarão sua atuação como examinadores de trânsito. A expectativa é de que a medida traga maior diversidade e flexibilidade à banca avaliadora.

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CNH sem autoescola? Governo Lula avalia flexibilizar exigência para tirar carteira

ter, 29/07/2025 - 09:15
A proposta eliminaria a obrigatoriedade das aulas teóricas e práticas em autoescolas, mantendo a necessidade de aprovação nos exames do Detran. Foto: Félix Carneiro – Governo do Tocantins

Novamente, a obrigatoriedade de frequentar autoescola para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está sendo questionada. De acordo com reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira (29), o governo federal, por meio do Ministério dos Transportes, estuda uma mudança que permitiria aos cidadãos escolher se desejam realizar a preparação para os exames de habilitação em uma autoescola, com um instrutor autônomo ou de forma autodidata. A medida é muito parecida com a que defendia o governo Bolsonaro e que foi duramente criticada à época por integrantes do próprio Partido dos Trabalhadores (PT).

A informação foi confirmada pelo próprio ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), durante entrevista à Folha. Conforme ele, a proposta ainda está em discussão dentro do governo e será levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para deliberação. Se aprovada, a medida pode reduzir significativamente os custos para tirar a CNH, beneficiando especialmente jovens e população de baixa renda.

“Essa mudança permitiria que as pessoas escolhessem a melhor forma de se preparar. O Estado continuaria exigindo que o cidadão fosse aprovado nos exames teóricos e práticos, mas sem obrigá‑lo a contratar uma autoescola”, declarou Renan Filho à Folha de S.Paulo.

O que mudaria na prática?

A proposta eliminaria a obrigatoriedade das aulas teóricas e práticas em autoescolas, mantendo a necessidade de aprovação nos exames aplicados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). O candidato, porém, poderia se preparar por conta própria ou com o auxílio de instrutores independentes credenciados.

Destaca‑se que a medida não extingue as autoescolas, que continuariam operando normalmente, agora em caráter facultativo.

De acordo com estimativas citadas pelo ministro, a flexibilização poderia reduzir em até 80% os custos da habilitação inicial, ampliando o acesso ao processo.

Debate antigo e polêmico

A discussão sobre abolir a obrigatoriedade das autoescolas já ocorreu em projetos anteriores, como o PL 6.485/2019 (Kátia Abreu) e o PL 4474/2020 (Kim Kataguiri), mas nenhum avançou até a sanção presidencial.

Autoescola: a única chance de acesso à educação para o trânsito

Celso Alves Mariano, diretor do Portal do Trânsito, reforça que as autoescolas continuam desempenhando um papel essencial na formação de motoristas conscientes. O especialista alerta que o curso de primeira habilitação é, na maioria dos casos, a única oportunidade real que o cidadão tem de receber educação formal sobre trânsito ao longo da vida.

“Não podemos perder a única possibilidade que uma pessoa tem de ter contato com a educação para o trânsito, que hoje acontece no curso de primeira habilitação. As autoescolas cumprem esse papel pedagógico e de formação de condutores com responsabilidade, e sua função precisa ser preservada”, defende Mariano.

Mariano afirma que os Centros de Formação de Condutores (CFCs) são fundamentais para manter o ensino seguro e responsável. Ou seja, sobretudo em face das novas tecnologias e formas de mobilidade. “As autoescolas vão continuar sendo aquelas que vão aprimorar a condição segura e consciente das pessoas. Elas continuarão extremamente necessárias na avaliação contínua de competência… temos um longo espaço entre a condição de hoje e o futuro da mobilidade. O que não vai mudar é a necessidade de termos gente capacitada para nos orientar… As autoescolas serão essenciais para o futuro da mobilidade.”  

Conforme Mariano, mesmo com mudanças no modelo de habilitação, a experiência, a formação técnica e a avaliação continuada oferecidas pelas autoescolas são indispensáveis para a segurança viária.

Próximos passos

Por enquanto, não há projeto de lei formal tramitando com a proposta, tampouco sinal de decisão presidencial. A proposta permanece em fase de estudo no Ministério dos Transportes, e poderá envolver órgãos como a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) assim como o Conselho Nacional de Trânsito.

Nas próximas semanas, o tema deve gerar debate entre profissionais da área, parlamentares, representantes de autoescolas e usuários do sistema de habilitação.

O Portal do Trânsito continuará acompanhando o tema e trazendo novas informações a qualquer momento, além de declarações dos profissionais envolvidos com o assunto.

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Como os simuladores de condução e os jogos online melhoram o comportamento na estrada na vida real

seg, 28/07/2025 - 20:00
Fonte: Editor Canva

À primeira vista, pode parecer improvável que jogos de corrida e simuladores virtuais tenham algo a ensinar sobre segurança no trânsito. Mas a verdade é que, com os avanços da tecnologia e a popularização de experiências imersivas, essas ferramentas estão assumindo um papel cada vez mais relevante no desenvolvimento de capacidades cognitivas e comportamentais associadas a uma direção segura.

Simuladores de direção são amplamente utilizados em treinamentos profissionais, pesquisas acadêmicas e, cada vez mais, em programas educativos voltados para motoristas iniciantes. Por outro lado, jogos online de corrida e direção, mesmo quando criados para entretenimento, também exercem influência, ainda que de forma mais ambígua, sobre como as pessoas se comportam ao volante.

Benefícios reais em ambientes virtuais

A eficácia dos simuladores de direção como ferramentas de aprendizado é amplamente reconhecida. Eles oferecem cenários controlados nos quais os potenciais motoristas podem praticar habilidades essenciais, como frenagem, controle em curvas, reação a obstáculos e adaptação a diferentes condições climáticas. Em certa medida, a lógica é parecida com a de algumas plataformas de jogos online, onde o usuário se envolve por diversão e, de repente, encontra uma vantagem prática, ganhe dinheiro de graça aqui é um exemplo desse tipo de promessa que atrai atenção, mesmo quando o foco inicial era apenas o entretenimento.

A grande vantagem desses ambientes é a ausência de risco físico. Situações perigosas podem ser simuladas com segurança, permitindo que instrutores identifiquem e corrijam comportamentos imprudentes sem colocar ninguém em perigo. Além disso, muitos desses simuladores estimulam a antecipação de perigos, promovendo a consciência espacial e a tomada de decisões rápidas — características essenciais da condução na vida real, especialmente para motoristas jovens ou inexperientes.

No entanto, embora muitos estudos mostrem melhorias claras no desempenho após o uso de simuladores, ainda existe debate sobre o quanto essas melhorias se mantêm quando o motorista está de fato no trânsito. Alguns especialistas argumentam que, sem o componente emocional do risco real, certas capacidades podem ser superestimadas. Outros alertam para o surgimento de um excesso de confiança, principalmente quando os treinos não são supervisionados.

Jogos de corrida podem ensinar

No universo dos jogos online, a situação é um pouco mais delicada. Títulos com gráficos avançados e física realista, como simuladores de corrida profissional, podem proporcionar ganhos semelhantes aos de simuladores tradicionais. Reflexos mais rápidos, noção espacial mais apurada e até maior familiaridade com os comandos do veículo são frequentemente relatados por jogadores assíduos.

Diferente dos simuladores mais técnicos, muitos incentivam manobras radicais, corridas ilegais e ultrapassagens arriscadas, o que tende a normalizar comportamentos perigosos para jogadores impressionáveis. Há evidências de que jogadores habituados a jogos mais “arcade” tendem a confiar demais nas próprias habilidades e a adotar atitudes impulsivas ao volante, acreditando que podem repetir na vida real o que fizeram no jogo.

Vale refletir: até que ponto os estímulos oferecidos por esses jogos estão contribuindo para decisões mais conscientes no trânsito ou apenas reforçando a ideia de que velocidade e emoção são os verdadeiros objetivos da direção?

O equilíbrio está no uso com propósito

Nem simuladores nem jogos devem ser vistos como substitutos do aprendizado prático. Quando bem aplicados, especialmente em contextos educativos, os simuladores complementam a formação tradicional, oferecendo experiências que o treino real nem sempre consegue reproduzir — como dirigir em neblina intensa ou reagir a um pneu estourado em alta velocidade.

Por outro lado, o uso recreativo de jogos pode ser uma ponte para o interesse por dirigir, desde que acompanhado de orientações claras sobre as diferenças entre o virtual e o real. Da mesma forma que uma boa aula prática pode mudar a percepção de um aluno, um jogo bem construído pode cultivar noções básicas de segurança e respeito à sinalização.

A chave está na estrutura: programas que combinam simuladores com feedback orientado por um profissional, desafios baseados em cenários reais e foco em decisões éticas tendem a ter maior impacto positivo. E mesmo quando se trata apenas de diversão, cabe aos usuários manter o senso crítico e entender que a estrada de verdade exige muito mais do que reflexos rápidos.

Em retrospecto

A relação entre o mundo digital e o comportamento no trânsito é complexa, mas promissora. Simuladores de direção mostram potencial concreto para melhorar habilidades e reduzir comportamentos de risco, especialmente quando usados com propósito claro. Jogos online, por sua vez, oferecem tanto oportunidades quanto armadilhas e seu impacto dependerá da forma como forem interpretados e utilizados.

No fim das contas, aprender a dirigir bem é mais do que dominar técnicas; é cultivar responsabilidade. E se a tecnologia pode ajudar nesse caminho mesmo que por vias inesperadas, vale a pena explorar. Afinal, quanto mais conscientes forem os motoristas, mais seguras serão as estradas que todos compartilhamos.

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Detran entrega 250 bags para motociclistas profissionais nesta terça-feira (29)

seg, 28/07/2025 - 18:00
Os mototaxistas, motofretistas e profissionais de delivery que participam da ação são do Programa Correria, do Governo de Alagoas. Foto: Tiago Ranieri / Ascom Detran Alagoas

O Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) realiza, amanhã (29), a entrega de mochilas de delivery (bags) para 250 motociclistas profissionais durante evento em alusão à Semana Nacional de Prevenção de Sinistros com Motociclistas.

No evento, os motociclistas inscritos passarão por um workshop de direção defensiva e primeiros socorros. A programação inicia às 8h, com o treinamento, na sede do Detran, em Maceió.

Os mototaxistas, motofretistas e profissionais de delivery que irão participar da ação são beneficiados pelo Programa Correria, do Governo de Alagoas, que concede a isenção de IPVA para veículos de até 175 cilindradas, além da redução de 50% em quatro taxas do Detran Alagoas, incluindo o licenciamento do veículo.

Durante as três palestras do workshop, os participantes irão aprender mais sobre pilotagem defensiva, relacionamento interpessoal no trânsito e noções básicas de primeiros socorros. E, para finalizar o evento, serão entregues 250 bags térmicas como ferramentas de trabalho para os motociclistas.

“Essa ação vai beneficiar profissionais que estão diariamente nas ruas, fazendo entregas por aplicativos ou trabalhando em estabelecimentos comerciais com delivery. Estamos treinando os motociclistas para maior segurança no trânsito e, ao mesmo tempo, dando uma ferramenta de trabalho para auxiliar ainda mais aqueles que mais precisam”, afirma o diretor-presidente do Detran/AL, Marco Fireman.

Serviço
  • O quê: Workshop Direção Defensiva e Primeiros Socorros e entrega de 250 mochilas térmicas para motociclistas
  • Data: Terça-feira, 29/07
  • Horário: 08h às 10h30
  • Local: Auditório do Detran Alagoas, no bairro Cidade Universitária

As informações são de João Victor Barroso / Ascom Detran Alagoas

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Iniciativa alerta motoristas de ônibus sobre pontos cegos que causam acidentes

seg, 28/07/2025 - 13:30
Em todas as grandes cidades brasileiras, o compartilhamento do espaço entre veículos pesados e motociclistas requer estratégias de formação continuada dos condutores. Foto: joasouza para Depositphotos

A convivência segura entre motociclistas e motoristas de ônibus é um desafio presente em todas as cidades brasileiras. E uma das causas frequentes de colisões e atropelamentos é o chamado “ponto cego” — áreas ao redor dos veículos onde a visibilidade do condutor é parcial ou nula, aumentando o risco de sinistros.

Com foco na educação para o trânsito e na prevenção de acidentes, uma ação realizada pela Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), em parceria com a Moto Honda da Amazônia e o Centro Educacional de Trânsito Honda (Ceth), ganhou destaque como exemplo de prática que pode ser replicada em diversas regiões do Brasil.

A atividade foi voltada a motoristas de ônibus e combinou palestras teóricas e dinâmicas práticas, com destaque para simulações que demonstram a dificuldade dos condutores em perceber motociclistas que trafegam em áreas de pouca visibilidade ao redor dos coletivos.

Educação prática e mudança de comportamento

Durante a ação, os participantes conheceram a estrutura do Ceth e participaram de uma dinâmica em que motoristas se posicionaram na cabine dos ônibus enquanto instrutores conduziam motocicletas nos pontos cegos. O objetivo foi mostrar na prática como esses pontos comprometem a visibilidade assim como exigem atenção redobrada.

“Em Manaus, onde circulam aproximadamente um milhão de veículos, a premissa é a de compartilhar o espaço viário, em vez de disputá-lo. Essa ação apresenta dicas relevantes, e uma das atividades é focada no ‘ponto cego’, muitas vezes causado por retrovisores mal ajustados ou falta de percepção do condutor”, explicou Werrison Freitas, educador de trânsito do IMMU.

Essa realidade, no entanto, não se limita à capital amazonense. Em todas as grandes cidades brasileiras, o compartilhamento do espaço entre veículos pesados e motociclistas requer estratégias de formação continuada dos condutores e um olhar mais atento das autoridades públicas.

Conforme dados do Ministério da Saúde, os motociclistas representam mais de 30% das vítimas fatais no trânsito brasileiro, com grande parte dos sinistros ocorrendo em interações com veículos maiores. Em Manaus, só no primeiro semestre de 2025, houve o registro de 124 mortes no trânsito, sendo 60 envolvendo motocicletas.

“Aproveitamos a oportunidade para informar as atualizações da legislação e enfatizar os cuidados para uma direção segura. Esperamos que haja mudança de comportamento e menos sinistros de trânsito”, afirmou Hanara Carvalho de Souza, chefe da Divisão de Educação no Trânsito do IMMU.

Moto como veículo e motociclista como cidadão

Um dos pontos centrais da ação foi também combater estigmas em torno da motocicleta. Para Ozéias Andrade, especialista do Centro Educacional de Trânsito Honda, a segurança viária não depende do tipo de veículo, mas da postura do condutor:

“A moto é um veículo como qualquer outro. Se mantida em condições adequadas, não representa perigo. A chave para a segurança está na conscientização e responsabilidade do condutor. Acreditamos que a educação é um pilar essencial para transformar o trânsito”, reforçou.

O motorista profissional Waldenesio Ferreira de Oliveira, com mais de 25 anos de experiência ao volante de ônibus, também destacou a importância da atenção aos pontos cegos:

“Temos estes pontos tanto no lado direito quanto esquerdo. No trânsito, é essencial dar atenção especial a estes locais para evitar acidentes”, afirmou.

Ações replicáveis em todo o país

A atividade realizada em Manaus é exemplo de ação educativa concreta e replicável em todo o território nacional, especialmente em cidades que enfrentam desafios semelhantes com frotas de transporte coletivo e grande circulação de motocicletas.

Conforme o especialista em trânsito Celso Mariano é preciso ampliar esse tipo de abordagem.

“É urgente capacitar motoristas profissionais para que entendam os riscos invisíveis no trânsito, como os pontos cegos. Essa é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público, empresas e os próprios condutores. Quanto mais real for a experiência, maior o potencial de mudança de comportamento.”

Para além da fiscalização, a educação permanente e o diálogo entre modais são estratégias fundamentais para construir um trânsito mais seguro bem como empático. E como mostra o caso de Manaus, a mudança começa com visão, escuta e prática.

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Farol de LED instalado fora do padrão pode gerar multa e comprometer a segurança

seg, 28/07/2025 - 08:15
A segurança no trânsito depende de diversos fatores, e a iluminação adequada é um dos mais importantes. Foto: everyonensk para Depositphotos

A popularização das lâmpadas de LED no mercado automotivo tem levado muitos condutores a substituir as lâmpadas halógenas originais por modelos mais modernos e potentes. No entanto, essa modificação, se ocorrer sem respaldo técnico e fora dos parâmetros do fabricante, é irregular e pode trazer riscos à segurança viária.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), alterar o sistema de iluminação do veículo sem autorização configura infração grave. Isso inclui a troca de lâmpadas halógenas por LEDs em faróis que não foram originalmente projetados para essa tecnologia.

Por que essa substituição é proibida?

Os faróis dos veículos são projetados com base em características específicas de cada tipo de lâmpada. Halógenas, xenon e LEDs possuem formatos e comportamentos diferentes na emissão de luz. Isso significa que o desenho do conjunto óptico — que inclui refletores e projetores — funciona com precisão com o tipo de lâmpada que o veículo traz de fábrica.

Quando se substitui uma lâmpada halógena por uma de LED em um farol não compatível, o feixe de luz pode se tornar difuso, irregular e até mesmo ofuscante. Além de reduzir a eficácia da iluminação da pista, essa distorção pode prejudicar a visibilidade de motoristas que trafegam no sentido contrário, aumentando o risco de acidentes, especialmente à noite ou sob neblina.

A Resolução nº 970/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) é clara nesse aspecto. O artigo 11 determina que “a substituição da fonte de luz ou do conjunto da lanterna, farol ou retrorrefletor por outro de tecnologia diferente da originalmente prevista pelo fabricante do veículo é proibida”, salvo se essa possibilidade estiver prevista no manual do proprietário.

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Os faróis halógenos operam com um filamento que emite luz em 360 graus, exigindo um refletor capaz de capturar e redirecionar essa luz de maneira eficiente. Já os LEDs emitem luz de forma mais concentrada e direcional. Dessa forma, demandando um projeto óptico completamente diferente, com lentes e refletores desenhados para moldar esse feixe e evitar áreas escuras ou pontos de ofuscamento.

Quando há uma adaptação fora dos padrões de fábrica — como o uso de LED em refletores halógenos — o resultado geralmente é uma iluminação mal distribuída. Ou seja, trechos da via mal iluminados para quem dirige e excesso de luz para quem vem no sentido contrário.

Multa e outras penalidades

A troca irregular das lâmpadas configura infração de trânsito conforme o artigo 230, inciso XIII do CTB. Ele trata de alterações em equipamentos obrigatórios sem a devida autorização. Nesse sentido, as penalidades incluem:

  • Multa de R$ 195,23 (infração de natureza grave);
  • Cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • Retenção do veículo para regularização.
E se os faróis estiverem fracos?

Condutores que percebem queda na iluminação dos faróis devem buscar soluções seguras e legais para melhorar a visibilidade, como:

  • optar por lâmpadas halógenas de boa procedência bem como de alta performance;
  • realizar limpeza periódica das lentes dos faróis, que podem ficar opacas com o tempo;
  • verificar o alinhamento e a regulagem do facho de luz, já que o mau ajuste pode comprometer até 30% da eficiência da iluminação.

A segurança no trânsito depende de diversos fatores, e a iluminação adequada é um dos mais importantes. Pequenas mudanças feitas de forma equivocada podem gerar não apenas penalidades, mas também consequências graves no tráfego. Antes de qualquer alteração no sistema de iluminação do veículo, o ideal é consultar o manual do fabricante e, se necessário, buscar orientação técnica especializada.

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Transporte por aplicativo pode incluir 390 mil mulheres no mercado de trabalho até 2029

dom, 27/07/2025 - 13:30
Essa expansão da participação feminina representa um avanço social significativo e um impulso para o desenvolvimento econômico. Foto: Vadymvdrobot para Depositphotos

A pesquisa encomendada pela Uber, em parceria com a Oxford Economics, traz à luz o papel transformador dos serviços de transporte por aplicativos na vida das mulheres brasileiras que procuram se deslocar em segurança pelas cidades. O estudo coletado nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, projeta que a acessibilidade e confiabilidade proporcionadas por esses aplicativos podem levar à inclusão de até 390 mil mulheres na força de trabalho de até 2029. Isso representa um aumento potencial de 2% à economia das cidades impulsionado pela entrada de mais mulheres no mercado de trabalho.

Essa expansão da participação feminina representa um avanço social significativo e um impulso para o desenvolvimento econômico. Os dados do estudo ressaltam como a mobilidade urbana, quando segura e eficiente, se torna uma ferramenta poderosa para diminuir barreiras de gênero e ampliar o crescimento econômico.

Mobilidade como chave para a independência feminina

O levantamento da Oxford Economics revela que a segurança é um fator decisivo para 73% das mulheres ao escolherem seu meio de transporte. Para muitas, os aplicativos de mobilidade representam uma solução crucial para desafios diários:

  • 82% das mulheres entrevistadas consideram o transporte por aplicativo uma opção segura para seus deslocamentos profissionais. Essa percepção é vital. Especialmente para quem enfrenta longas jornadas. Quase 9 em cada 10 (89%) usuárias frequentes levam mais de 30 minutos para chegar ao trabalho, e 37% ultrapassam uma hora.
  • A flexibilidade e a confiabilidade dos apps permitem que 74% das mulheres relatem maior independência e autonomia em suas rotinas. Isso é particularmente relevante para mulheres com dependentes, que são quase duas vezes mais propensas a usar o serviço para conciliar responsabilidades familiares e profissionais.
  • A pesquisa também aponta que mulheres no Brasil têm menor flexibilidade de deslocamento para o trabalho. Apenas 32% delas (contra 49% dos homens) afirmam que encontrariam outras formas de ir ao trabalho caso o serviço de transporte por aplicativo não estivesse disponível.

“Temos o compromisso de buscar ser uma plataforma cada vez mais segura para mulheres e por isso investimos em ferramentas e iniciativas de excelência no setor. O estudo demonstra a importância desses investimentos para as mulheres e como nossos esforços fortalecem as comunidades e impulsionam o crescimento econômico nas cidades que atendemos. Continuaremos a fazer parcerias com especialistas, que continuamente ajudam nosso trabalho”, afirma Liz Dank, Head Global de Segurança para Mulheres da Uber.

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Motociclistas no centro do debate: evento nacional discute segurança sobre duas rodas

dom, 27/07/2025 - 08:15
A iniciativa pretende discutir caminhos possíveis e eficazes na redução dos sinistros envolvendo motociclistas — grupo que figura entre os mais vulneráveis no trânsito brasileiro. Foto: joasouza para Depositphotos

A segurança de quem trafega sobre duas rodas será o tema central da Conferência Nacional de Segurança no Trânsito – Protegendo Vidas Sobre Duas Rodas, que acontece nos dias 28, 29 e 30 de julho de 2025, no Auditório Eliseu Resende, sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília.

Promovida pela Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN), a iniciativa reunirá especialistas, pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade civil para discutir caminhos possíveis e eficazes na redução dos sinistros envolvendo motociclistas — grupo que figura entre os mais vulneráveis no trânsito brasileiro.

Dados do Ministério da Saúde revelam que 34.881 pessoas perderam a vida em sinistros de trânsito no Brasil ao longo de 2023. O número mantém a preocupante tendência de alta nas mortes no trânsito observada desde 2020, reforçando a urgência de ações mais efetivas para combater essa tragédia. Entre as vítimas fatais do trânsito brasileiro, os motociclistas são os mais impactados: 13.477 mortes foram registradas nessa categoria, o que representa quase 39% do total. Essa realidade exige medidas urgentes e coordenadas, como ressalta o especialista em trânsito Celso Mariano:

“Não há como falar em segurança no trânsito sem tratar com seriedade a proteção dos motociclistas. Eles são mais expostos, mais atingidos, e muitas vezes menos ouvidos. Essa Conferência é uma grande oportunidade para mudar isso.”

Programação robusta e multidisciplinar

Com uma programação diversa e aprofundada, o evento abordará desde aspectos comportamentais e comunicacionais até inovações em engenharia de tráfego e segurança veicular. Entre os principais temas em debate, estão:

  • Cenário atual da segurança para motociclistas: dados, tendências e desafios;
  • Atendimento às vítimas: gargalos e propostas de melhoria na resposta a sinistros;
  • Segurança dos motociclistas profissionais: com foco nos entregadores e motofretistas;
  • Comunicação e mudança de comportamento: estratégias para transformar atitudes no trânsito;
  • Inovações em infraestrutura: incluindo a experiência da Faixa Azul, já testada em cidades como São Paulo e Belo Horizonte.

A expectativa é de que a troca de experiências e o compartilhamento de boas práticas entre os participantes contribuam para a formulação de políticas públicas mais eficazes e inclusivas.

“Precisamos de uma abordagem sistêmica, que envolva desde a educação e fiscalização até a infraestrutura. O motociclista não pode ser tratado como problema, mas como parte da solução para um trânsito mais seguro”, pontua Mariano.

Ação educativa aberta ao público encerra o evento

Encerrando a conferência, acontecerá no dia 30 a ação educativa especial Pit Stop “Protegendo Vidas Sobre Duas Rodas”, voltada diretamente aos motociclistas. A atividade será aberta ao público e contará com:

  • Orientações de segurança e pilotagem defensiva;
  • Distribuição de materiais educativos;
  • Check-up gratuito das motocicletas;
  • Espaços interativos de conscientização.

O objetivo é aproximar os conteúdos do debate ao cotidiano dos condutores, promovendo a conscientização aliada à prática.

Participação e acompanhamento

A Conferência acontecerá presencialmente em Brasília, mas os interessados poderão acompanhar atualizações, vídeos e trechos das discussões por meio das redes sociais da SENATRAN, que divulgará também os principais desdobramentos do evento.

Com iniciativas como essa, o Brasil reforça o compromisso com os objetivos da Década de Ação pela Segurança no Trânsito da ONU (2021–2030). A meta é reduzir em 50% o número de mortes e lesões no trânsito até o fim da década.

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Transporte seguro de crianças e pets: Arteris orienta condutores para viagens tranquilas e sem riscos

sab, 26/07/2025 - 18:00
A garantia de viagens tranquilas e seguras em família depende da combinação do uso correto de dispositivos de segurança, entretenimento adequado e pausas estratégicas. Foto: Divulgação

Viajar de carro em família, seja em fins de semana, feriados prolongados ou em deslocamentos rotineiros, exige mais do que planejamento de rota e revisão do veículo. Quando há crianças ou animais de estimação a bordo, os cuidados devem ser redobrados. Pensando nisso, a Arteris, uma das maiores companhias de concessão rodoviária do Brasil, reforça orientações essenciais para garantir viagens seguras e tranquilas em qualquer época do ano.

“A segurança das crianças no veículo depende de uma série de atitudes preventivas que devem ser adotadas não só durante as férias, mas em todos os momentos. O cuidado no trânsito precisa ser constante, sobretudo em viagens rodoviárias”, afirma Marcelo Sato Mizusaki, superintendente de Núcleo de Operações da Arteris.

Entre os principais pontos de atenção estão o uso correto dos dispositivos de retenção infantil, o armazenamento adequado dos objetos no veículo bem como a preparação para as necessidades dos passageiros mais vulneráveis — como lactentes e animais domésticos.

Uso correto de cadeirinhas e cinto salva vidas

A legislação brasileira exige o uso de bebê-conforto, cadeirinha ou assento de elevação, conforme a idade, altura e peso da criança. No entanto, a Arteris alerta que não basta apenas utilizar o dispositivo: é preciso que ele esteja instalado corretamente e que o cinto de segurança seja bem ajustado, passando pelos ombros e quadris da criança.

“Mesmo em baixa velocidade, uma freada brusca pode projetar uma criança solta contra o painel ou outros ocupantes. Além disso, objetos soltos no interior do veículo representam risco de ferimentos. Almofadas de pescoço e brinquedos macios ajudam a manter o conforto e a segurança ao mesmo tempo”, explica Mizusaki.

Outra recomendação importante refere-se a práticas perigosas durante a viagem, como amamentar ou trocar fraldas com o veículo em movimento. Mesmo que pareça inofensivo, esse tipo de atitude expõe o bebê a riscos sérios.

“Essa é uma das situações mais perigosas. O bebê não pode, em hipótese alguma, ser retirado do dispositivo de segurança com o carro em movimento. Caso haja necessidade, a orientação é parar em local seguro — como postos de serviço ou bases da Arteris — para realizar a atividade com tranquilidade”, alerta o superintendente.

Entretenimento com segurança

Para evitar distrações ao volante causadas por crianças entediadas, a Arteris recomenda o uso de entretenimento leve e seguro, como livros, filmes em tablets (com fones de ouvido) e brinquedos que não representem risco em caso de colisão. Deve-se evitar o transporte de objetos pesados, pontiagudos ou soltos. Além disso, mochilas, bolsas e lanches devem estar guardados no porta-malas ou em compartimentos fechados.

Transporte responsável de animais de estimação

Transportar animais soltos no carro ou com a cabeça para fora da janela é não apenas uma infração, mas uma atitude extremamente perigosa, tanto para o pet quanto para os ocupantes do veículo. A Arteris lembra que caixas de transporte e cintos adaptados para pets são obrigatórios para garantir o bem-estar e evitar que o animal cause distrações ao condutor.

Além disso, paradas estratégicas são essenciais em viagens longas. Elas permitem que os condutores descansem, as crianças estiquem as pernas assim como os animais façam suas necessidades e se hidratem. A Arteris disponibiliza pontos de apoio em suas rodovias para facilitar esse cuidado.

“A segurança viária é nosso principal compromisso, mas precisamos da conscientização e da atitude responsável de todos para preservar vidas nas rodovias”, conclui Mizusaki.

Compromisso com a vida

Com 3.200 quilômetros de rodovias sob sua administração em cinco estados — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná —, a Arteris investe continuamente em infraestrutura, atendimento pré-hospitalar, monitoramento e ações educativas. A empresa reduziu em 51% o número de fatalidades entre 2010 e 2020 e segue comprometida com a meta de redução de 50% dos acidentes até 2030, em alinhamento com a nova Década de Ação pela Segurança no Trânsito da ONU.

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Carro parado ao longo das férias de inverno? Confira dicas para evitar problemas no retorno da rotina

sab, 26/07/2025 - 13:30
As baixas temperaturas e o período em que os veículos podem ficar parados formam uma combinação perigoso para a saúde dos motores dos carros. Foto: Unsplash

De acordo com o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), as férias de inverno, características de julho, devem movimentar mais de 5,3 milhões de turistas só no estado de São Paulo, até o final do mês. Segundo o levantamento da Buser, a expectativa é que grande parte desses viajantes deixe o carro na garagem e opte por transporte coletivo, sendo estimado um crescimento de pelo menos 25% no volume de passageiros em ônibus interurbanos, em relação ao mês anterior, por exemplo. 

Além das viagens, o período de descanso deve ser marcado pelo frio, embora menos intenso do que o registrado ao longo de junho, mas que deve persistir especialmente nas regiões sul e sudeste do Brasil. As baixas temperaturas assim como o período em que os veículos podem ficar parados formam uma combinação perigoso para a saúde dos motores dos carros e podem ocasionar problemas aos motoristas no retorno às rotinas, quando as férias terminarem, como ressalta José Cesário Neto, coordenador de Capacitação e Suporte Técnico dos lubrificantes Mobil™.

“Com as temperaturas baixas e o carro parado por muitos dias, o sistema do motor pode sofrer com o ressecamento de peças, perda de fluidez dos lubrificantes e comprometimento da eficiência térmica. Por isso, quem pretende deixar o veículo inativo durante as férias, ou usá-lo apenas depois de algumas semanas, deve tomar cuidados preventivos para evitar contratempos”, explica.

Dicas

Confira dicas do especialista da marca Mobil™, que é possível implementar antes da viagem ou durante o período de inatividade do automóvel para garantir o bom funcionamento do motor na volta para a rotina:

  1. Verifique o nível bem como a viscosidade do lubrificante
    Antes de sair de férias, é recomendável conferir se o lubrificante do motor está dentro do prazo de troca e com o nível correto. O lubrificante antigo pode sofrer alterações em sua viscosidade com o tempo e pode se tornar menos eficiente em temperaturas frias, comprometendo a lubrificação logo na partida. Se houver necessidade de troca, aposte em produtos de excelência para garantir sua durabilidade. 
  2. Avalie as condições do aditivo do radiador
    O aditivo do sistema de arrefecimento é responsável por evitar o  congelamento  do fluido e a corrosão do motor. Certifique-se de que está na proporção correta com a água no reservatório e que o fluido está limpo. Em regiões mais frias, o uso do aditivo correto é fundamental para proteger o sistema contra falhas térmicas.
  3. Dê a partida no carro ao menos uma vez por semana
    Mesmo que não vá utilizar o veículo , dar a partida semanalmente ajuda a manter os fluídos circulando, evitando o ressecamento de mangueiras e a formação de borras no motor.
  4. Ao voltar a usar o veículo, aguarde o motor atingir a temperatura ideal antes de exigir desempenho
    Em dias frios, é importante esperar que o motor aqueça por poucos minutos (em média 2 min) antes de sair com o carro. Isso permite que o óleo se distribua adequadamente assim como que o sistema de arrefecimento funcione com eficiência, reduzindo o risco de desgaste prematuro.

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PL quer transformar ‘rolezinhos’ com veículos em crime para reforçar segurança nas ruas

sab, 26/07/2025 - 08:15
O debate sobre a criminalização desses comportamentos é um reflexo da crescente preocupação com a segurança no trânsito. Foto: rajastills para Depositphotos

O fenômeno conhecido como “rolezinho” ou “rolê motorizado” pode passar a ser tipificado como crime de trânsito. É o que propõe o Projeto de Lei nº 2471/2025, de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para criminalizar a participação em eventos com veículos automotores em via pública que coloquem em risco a segurança viária.

Atualmente, o artigo 174 do CTB já prevê punições administrativas severas para quem organiza eventos não autorizados, com multas multiplicadas por dez, recolhimento da CNH e remoção dos veículos envolvidos. No entanto, a proposta destaca uma lacuna: não há previsão penal para condutas que, embora não configurando exatamente rachas ou disputas ilegais, envolvem manobras perigosas, bloqueios de vias, perturbação da ordem pública e condução temerária que expõem pessoas a riscos concretos.

O que diz o projeto

O PL acrescenta dois parágrafos ao artigo 308 do CTB para abranger as ações de organização, convocação ou participação em eventos coletivos ou reiterados que promovam condutas de risco no trânsito. Entre as condutas enquadradas estão manobras perigosas, bloqueio de vias, perturbação da ordem pública e acelerações bruscas que causam poluição sonora e tumulto.

O texto define, ainda, o que caracteriza perturbação da ordem pública nesses contextos, incluindo ruídos excessivos e desordem em locais acessíveis ao público.

De acordo com o autor, a tipificação penal dessas condutas visa ampliar a proteção à segurança viária, garantindo uma repressão mais eficaz e proporcional a comportamentos que colocam em risco a integridade física de terceiros e a tranquilidade da população.

Por que a criminalização?

Os “rolezinhos” com veículos, geralmente organizados por redes sociais, têm crescido e trazem consequências graves. Reúnem muitas vezes motocicletas e outros veículos em vias públicas, com alta velocidade, empinadas, bloqueios e desrespeito às regras de trânsito.

Tais atos, além de ilegais, são realizados dolosamente, com desprezo pelo perigo causado, elevando o risco de acidentes, prejuízos materiais e transtornos à ordem pública.

Ao transformar a participação nesses eventos em crime de trânsito, o projeto busca preencher uma lacuna legal, considerando que as infrações atuais, embora rigorosas, são apenas administrativas.

Impacto para a segurança viária e a população

Com a aprovação do PL que torna o rolezinho crime, o combate a esses eventos passaria a contar com um instrumento jurídico mais forte, facilitando a punição penal dos envolvidos. Isso contribuiria para desestimular condutas perigosas que prejudicam não só a segurança dos participantes, mas também a de pedestres, motoristas e moradores próximos.

A medida também reforça o respeito à ordem pública, buscando preservar o sossego assim como o bem-estar da população frente ao aumento das perturbações causadas por acelerações repetidas e ruídos excessivos.

Próximos passos

O PL 2471/2025 tramita na Câmara dos Deputados e aguarda análise nas comissões competentes. Caso aprovado, entrará em vigor na data de sua publicação.

O debate sobre a criminalização desses comportamentos é um reflexo da crescente preocupação com a segurança no trânsito e a necessidade de políticas públicas que combinem prevenção, fiscalização e punição adequada.

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DNIT reforça compromisso com o cidadão e implementa serviço de baixa automática de multas

sex, 25/07/2025 - 18:00
O DNIT destaca que pagar os débitos no prazo legal é sempre o caminho mais seguro, vantajoso e responsável. Foto: Divulgação DNIT

Com o objetivo de aumentar a eficiência administrativa e simplificar a vida do cidadão, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) passou a incorporar em sua rotina técnica o procedimento de baixa automática para multas de trânsito em todas as fases do processo administrativo de trânsito – desde a imposição da Notificação da Autuação até a fase de cobrança das multas que não foram pagas – utilizando para isso parâmetros pré-definidos e análises por meio do Sistema Integrado de Operações Rodoviárias (SIOR).

Essa iniciativa está em consonância com os princípios da legalidade, economicidade e desburocratização do serviço público. O objetivo é dispensar o cidadão da necessidade de apresentar pedidos formais em situações já amparadas pela legislação.

A baixa automática tem como propósito principal eliminar essa burocracia desnecessária, promovendo maior eficiência administrativa, valorização do tempo do cidadão e otimização dos recursos públicos.

Sistema Integrado de Operações Rodoviárias (SIOR)

O Sistema Integrado de Operações Rodoviárias (SIOR) gerencia, de forma centralizada, todas as etapas da tramitação administrativa das multas aplicadas pelo DNIT. O sistema controla todos os prazos legais, registra informações processuais e possibilita o monitoramento das penalidades de trânsito em tempo real. Integra-se ao Registro Nacional de Infrações de Trânsito (RENAINF) e aos Departamentos Estaduais de Trânsito (DETRANs), bem como segmenta os devedores de multas de trânsito aptos à inscrição no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal (CADIN), assim como na Dívida Ativa, promovendo decisões automatizadas e seguras.

Essa integração favorece a interoperabilidade entre órgãos, e garante que os dados estejam sempre atuais e que se execute medidas como a baixa automática de multas com precisão e eficiência, o que envolve a baixa por pagamento da multa, por falecimento do devedor, e por prescrição.

Para o cidadão, essa modernização representa mais clareza, menos burocracia e maior segurança jurídica. O uso inteligente da tecnologia evita cobranças indevidas, reduz transtornos, assegura o devido processo legal e reforça o compromisso do DNIT com uma gestão pública responsável, ética e orientada pela experiência do cidadão. A medida também contribui para o uso mais racional dos recursos públicos, ao eliminar etapas desnecessárias e facilitar o acesso à informação de forma transparente.

Transparência com foco no compromisso e na regularização

O DNIT destaca que pagar os débitos no prazo legal é sempre o caminho mais seguro, vantajoso e responsável.

A legislação oferece descontos de até 40% para quem paga dentro do prazo. Além disso, evita encargos futuros, protesto em cartório, inscrição em Dívida Ativa e outras restrições administrativas e financeiras.

Para o Coordenador de Multas e Educação para o Trânsito do DNIT, Julio Cesar Donelli Pellizzon, a medida reafirma o compromisso da Autarquia com o interesse público.

“Nosso objetivo é facilitar ainda mais a vida do cidadão, uma vez que a baixa automática de ponta a ponta é mais uma iniciativa no processo de modernização que estamos promovendo. Reforçamos que pagar as multas de trânsito em dia é a decisão mais acertada, tanto para evitar consequências legais quanto para fortalecer a cultura de respeito no trânsito”, afirma o coordenador.

O coordenador ainda lembra que a cobrança de multas vai além da arrecadação. Ela cumpre uma função educativa importante, ao reforçar o papel da responsabilidade individual na segurança coletiva.

A educação para o trânsito começa com o respeito às regras. E o respeito à vida começa com cada escolha, complementa Julio.

Desacelere. Seu bem maior é a vida.

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Verdade ou Mito: “Cabelinho” no pneu é sinal de qualidade?

sex, 25/07/2025 - 13:30
Ao contrário do que muitos acreditam, a presença de cabelinhos não é indicador de qualidade. Foto:
lightpoet para Depositphotos

Eles despertam curiosidade e até geram uma falsa sensação de segurança entre consumidores. Os famosos “cabelinhos” presentes nos pneus novos são frequentemente associados à ideia de pneu novo, como um “sinal de garantia” de que o pneu nunca tocou o chão. Porém, essa percepção está equivocada. Na verdade, esses “cabelinhos” são apenas resíduos naturais do processo produtivo e podem gerar impactos negativos quando não removidos adequadamente.

A ciência por trás dos “cabelinhos”

Durante a vulcanização – etapa crucial em que o pneu “verde” ganha forma definitiva sob alta temperatura (cerca de 150°C) e pressão -, o ar preso entre o material e o molde metálico precisa escapar. Para isso, o molde possui pequenos furos de ventilação, tecnicamente chamados de “spews” ou respiros.

Quando o pneu “verde” é pressionado contra o molde quente, uma pequena quantidade da borracha entra nesses microfuros, formando os famosos cabelinhos ao redor da peça. É um processo natural e necessário para a produção convencional de pneus.

Os três problemas dos cabelinhos não removidos

A Dunlop adota a remoção sistemática desses filamentos desde 2013, baseada em evidências técnicas e ambientais que demonstram os benefícios da prática:

1) Controle de qualidade superior: A Dunlop submete 100% de sua produção a testes rigorosos de força radial, força lateral, conicidade e balanceamento dinâmico e estático. Os cabelinhos, com tamanhos e posições irregulares, podem interferir nos sensores de precisão, comprometendo a confiabilidade dos dados.

2) Redução de ruído: Ao entrarem em contato com o asfalto, especialmente em superfícies lisas, os filamentos geram ruídos e pequenas vibrações que podem incomodar os ocupantes do veículo.

3) Impacto ambiental silencioso: Quando não removidos, os cabelinhos se desprendem gradualmente durante o uso normal dos pneus. Essas micropartículas de borracha são arrastadas pela chuva para sistemas de esgoto e, eventualmente, chegam a rios e lagos.

“Para um único pneu, a quantidade liberada pode parecer insignificante”, explica Alex Rodrigues, Gerente de Processos da Dunlop. “Mas quando consideramos os milhões de pneus em circulação no Brasil, essas micropartículas representam uma fonte significativa de micropoluição que pode afetar a vida aquática.”

Ameaça aos ecossistemas aquáticos

É possível confundir as micropartículas de borracha com alimento por peixes e outros organismos aquáticos, causando problemas digestivos e comprometendo a cadeia alimentar. Esse tipo de micropoluição tem ganhado atenção crescente da comunidade científica mundial como um dos fatores que contribuem para a degradação de ecossistemas aquáticos.

Economia circular em ação

A responsabilidade da Dunlop não se limita à remoção dos cabelinhos. Todos os filamentos retirados durante o processo produtivo recebem destinação adequada através do coprocessamento, sendo transformados em matéria-prima para outras aplicações industriais:

  • Pisos industriais e residenciais: Conferindo maior durabilidade e propriedades antiderrapantes.
  • Gramados sintéticos: Proporcionando melhor absorção de impacto.
  • Aditivos para asfalto: Melhorando a resistência e durabilidade do pavimento.
  • Artefatos de borracha: Diversos produtos que aproveitam as propriedades do material.

“Transformamos o que poderia ser um resíduo ambiental em recursos valiosos para outras indústrias”, destaca Alex. “É um exemplo prático de como é possível aplicar a economia circular no setor automotivo.”

Qualidade que vai além da borracha

A remoção dos cabelinhos exemplifica a filosofia de qualidade total da Dunlop, que considera cada detalhe do processo produtivo. Enquanto muitos consumidores nem notam essa diferença, a prática resulta em pneus mais silenciosos desde o primeiro uso e com impacto ambiental reduzido.

“Cada detalhe na fabricação dos nossos pneus é pensado para entregar não apenas segurança e conforto, mas também responsabilidade ambiental”, conclui Alex Rodrigues. “Acreditamos que produzir um bom pneu vai muito além da borracha: envolve inovação, sustentabilidade e compromisso com o futuro.”

O verdadeiro sinal de qualidade

Portanto, ao contrário do que muitos acreditam, a presença de cabelinhos não é indicador de qualidade. O verdadeiro sinal de um pneu bem fabricado está na atenção aos detalhes que garantem desempenho superior, conforto acústico e responsabilidade ambiental – características que, muitas vezes, são invisíveis ao consumidor final, mas fazem toda a diferença na experiência de uso e no impacto ao meio ambiente.

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Mortes de motociclistas disparam: o que está sendo feito para proteger quem entrega nas ruas?

sex, 25/07/2025 - 08:15
Cerca de 8 em cada 10 vítimas de acidentes fatais com motocicletas no Brasil são jovens entre 18 e 35 anos. Foto: Oleksandr_Gusev para Depositphotos

O crescimento acelerado dos serviços de entrega por aplicativo trouxe comodidade para quem consome e uma nova fonte de renda para milhões de brasileiros. Mas, junto com a agilidade das entregas, veio também um salto preocupante nos sinistros de trânsito envolvendo motociclistas — especialmente aqueles que atuam como entregadores. Dados recentes apontam que as mortes de motociclistas continuam em alta no Brasil, e os especialistas alertam: é urgente proteger quem mais se expõe no trânsito urbano.

Conforme levantamento da Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), cerca de 8 em cada 10 vítimas de acidentes fatais com motocicletas no Brasil são jovens entre 18 e 35 anos — faixa etária predominante entre entregadores. A maior parte dos sinistros ocorre em vias urbanas, durante deslocamentos profissionais.

Para se ter uma ideia, dados do Ministério da Saúde revelam que 34.881 pessoas perderam a vida em sinistros de trânsito no Brasil ao longo de 2023. Entre as vítimas fatais do trânsito brasileiro, os motociclistas são os mais impactados: 13.477 mortes foram registradas nessa categoria, o que representa quase 39% do total.

De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a explosão do número de motocicletas nas ruas, impulsionada pelo crescimento dos aplicativos de entrega, foi um fenômeno que o sistema de trânsito brasileiro não acompanhou com a devida estrutura.

“Estamos lidando com uma categoria extremamente vulnerável, que trabalha sob pressão de tempo, muitas vezes sem a formação adequada e com pouca proteção legal. Isso tem reflexo direto nos números de mortos e feridos”, afirma.

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O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já prevê a motofrete como atividade regulamentada, mas muitos entregadores atuam informalmente ou sem cumprir as exigências legais, como o protetor de motor, aparador de linha antena corta-pipas e curso especializado.

Hoje, há uma confusão entre o motofretista tradicional e o entregador por aplicativo. A legislação é clara, mas a fiscalização é quase inexistente. E com isso, prolifera-se uma legião de motociclistas trabalhando sem capacitação específica e, além disso, expostos a riscos diários.

Diante desse cenário, algumas iniciativas têm buscado oferecer capacitação gratuita e estimular o uso de equipamentos de proteção. Em São Paulo, por exemplo, o governo estadual oferece cursos gratuitos para motofretistas, em parceria com o SEST/SENAT, com conteúdos que abordam direção defensiva, legislação de trânsito e prática veicular. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também disponibiliza treinamentos específicos para motociclistas profissionais.

Cidades do Brasil, como Recife, implementaram programas estruturados, com cursos regulares de pilotagem defensiva e primeiros socorros para entregadores. Já Curitiba promoveu, durante o Maio Amarelo de 2023, capacitações específicas em direção defensiva e legislação, voltadas a motociclistas profissionais e entregadores por aplicativo.

Além disso, acordos com plataformas de entrega vêm sendo utilizados como forma de engajar empresas no esforço de reduzir sinistros. Algumas operadoras passaram a oferecer conteúdos educativos e bonificações para entregadores que adotam práticas seguras, como uso adequado de EPIs e respeito às leis de trânsito.

O peso da informalidade e da pressa

De acordo com um estudo do DIEESE, com base na PNAD Covid‑19, do IBGE, mais de 60% dos motociclistas que atuam com entregas no Brasil estão na informalidade. Isso significa que esses trabalhadores não têm acesso a treinamentos formais, nem a benefícios como seguro de vida, licença médica ou suporte ergonômico. E pior: enfrentam jornadas longas bem como metas apertadas. Como consequência, há a elevação do risco de comportamentos perigosos no trânsito, como avanço de sinal, ultrapassagens proibidas e excesso de velocidade. “A pressa é inimiga da segurança. E quando ela se junta à precarização das relações de trabalho, temos uma bomba-relógio. O entregador, para garantir uma remuneração mínima, precisa fazer muitas corridas por dia e acaba se expondo demais”, avalia Celso Mariano.

Educação e fiscalização: dois caminhos complementares

Conforme especialistas, a saída passa pela educação continuada dos motociclistas, campanhas de conscientização voltadas tanto para os entregadores quanto para os motoristas que compartilham as vias com eles, além de revisão urgente da fiscalização nos centros urbanos. É fundamental reconhecer que o motociclista profissional precisa de uma formação diferenciada. Só o curso de primeira habilitação não dá conta da complexidade da atividade que ele exerce”, comenta Mariano.

Ele destaca ainda que o próprio processo de formação de condutores da categoria A, tal como estruturado hoje, apresenta limitações significativas. Ou seja, ele não contempla de forma adequada as exigências da pilotagem profissional em ambiente urbano, nem prepara o condutor para os riscos associados ao trabalho sobre duas rodas.

“O problema não está nas autoescolas, que cumprem o que é exigido. A lacuna está nas diretrizes de formação, que precisam ser revistas com urgência para refletir a realidade das ruas”, completa.

O especialista reforça que o uso correto de EPIs pode fazer diferença na proteção física dos condutores e deve ser incentivado por todos os agentes envolvidos.

Caminhos para o futuro

A valorização do motociclista que atua nas ruas é uma necessidade urgente. Ela passa por um esforço coletivo entre poder público, empresas, plataformas de entrega e a sociedade.

“Se queremos cidades mais humanas e um trânsito mais seguro, precisamos parar de tratar o entregador como invisível. Ele é essencial, mas também é vulnerável. E a segurança dele começa com o reconhecimento de sua importância e com o cumprimento das leis que já existem”, finaliza Mariano.

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Debate promovido pelo MP reforça urgência de ações conjuntas para salvar vítimas do trânsito

qui, 24/07/2025 - 18:00
MP recebeu representantes de órgãos de saúde e trânsito. Foto: Divulgação MPAM

Representantes de diversos órgãos ligados à saúde e à segurança viária participaram, na última quarta-feira (23/07), de uma reunião promovida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) com o objetivo de discutir estratégias para reduzir os sinistros de trânsito e otimizar os fluxos de atendimento das vítimas do trânsito nos hospitais da capital. O encontro aconteceu no auditório Gebes de Medeiros e foi conduzido pela promotora de Justiça Luissandra Chíxaro de Menezes, titular da 58ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos Humanos à Saúde Pública.

A iniciativa reforçou a necessidade de ações articuladas e políticas públicas intersetoriais que possam atacar simultaneamente os efeitos e as causas da alta demanda hospitalar gerada por acidentes de trânsito. Participaram da reunião gestores de unidades de urgência e emergência, além de representantes do Detran-AM, Samu, Sest Senat, Secretaria de Estado de Saúde (SES) e Secretaria de Segurança Pública (SSP).

“Tudo se interliga e cai na área da saúde pública: um acidente de trânsito, o encaminhamento de casos que não são especialidade de uma unidade hospitalar, a falta de infraestrutura em uma rua. É um diálogo interinstitucional para entender e aprender com quem está na ponta”, explicou a promotora Luissandra Chíxaro.

Impacto direto no sistema de saúde

Os dados e experiências compartilhados no encontro revelaram o peso que os sinistros de trânsito exercem sobre o sistema hospitalar. Ou seja, especialmente em unidades de média e alta complexidade. Entre os principais gargalos mencionados estão a superlotação, a falta de estrutura adequada para casos de trauma e a lentidão na transferência de pacientes entre unidades.

Durante a reunião, os participantes também destacaram a urgência na sistematização de dados sobre acidentes e a importância da educação para o trânsito. Além disso, o uso de tecnologias para simular cenários de risco, como forma de prevenção e treinamento para equipes de resposta.

Educação e fiscalização como instrumentos de transformação

Representando o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas, o advogado Sérgio Augusto Cavalcante apresentou algumas ações já em curso voltadas à redução de acidentes. A ênfase está nas motocicletas — envolvidas na maior parte dos atendimentos por trauma.

“O Detran Amazonas tem ações frequentes de fiscalização e educação. Desde 2021, criamos programas de qualificação, entregamos coletes e capacetes, colocamos em vigor a CNH Social e o Motociclista Legal. São ações que ajudam a reduzir consideravelmente o número de acidentes e o impacto nos hospitais”, afirmou Cavalcante.

Próximos passos: construção conjunta de soluções

A promotora destacou que o Ministério Público atuará como articulador permanente entre os setores envolvidos. Assim, incentivando o compartilhamento de informações e a execução de medidas conjuntas.

“Esse tipo de encontro demonstra um esforço coletivo, de compartilhamento de experiências e informações para melhorar a assistência na saúde, reduzir acidentes e filas. Todos nós estamos a serviço da sociedade”, declarou Luissandra Chíxaro.

Com o sucesso da reunião, o MPAM deve promover novos encontros e fomentar protocolos conjuntos entre trânsito e saúde. Dessa forma, fortalecendo a cultura da prevenção, da resposta rápida e da responsabilidade compartilhada.

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Senatran lança consulta pública para receber contribuições a guia de gestão de velocidades no trânsito

qui, 24/07/2025 - 13:30
Para aprimorar o conteúdo, a consulta estará aberta até 21 de agosto, possibilitando a participação e contribuições da sociedade e dos municípios. Foto: albund para Depositphotos

Com o objetivo de fortalecer as políticas municipais para a administração eficaz da velocidade de veículos dentro de centros urbanos, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) abriu, nesta semana, uma consulta pública para o lançamento do Guia de Gestão de Velocidades no Contexto Urbano. Para aprimorar o conteúdo, a consulta estará aberta até 21 de agosto, possibilitando a participação e contribuições da sociedade e dos municípios.

O guia apresenta um conjunto abrangente de estratégias e instrumentos que oferecem aos gestores públicos diversas alternativas para o controle de velocidades, privilegiando soluções integradas, sustentáveis e alinhadas às especificidades locais.

Conforme o secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, o documento marca um avanço significativo ao ampliar o conceito tradicional de gestão de velocidades, superando o foco exclusivo em fiscalização e aplicação de multas.

“Alinhado ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), o guia orienta a definição adequada dos limites de velocidade conforme o contexto de cada via, com o objetivo central de contribuir para a redução contínua de mortes e lesões graves por meio da promoção de velocidades seguras”, diz.

Destinado a gestores bem como técnicos municipais, o material se destina para a readequação das velocidades em vias urbanas de diferentes tipos — arteriais, coletoras e locais. Deve-se consultá-lo sempre que for necessário planejar, revisar ou implementar políticas de gestão de velocidade, funcionando como uma ferramenta essencial em diagnósticos de segurança viária, planos de mobilidade e requalificação de ruas.

Participe da consulta pública, clique aqui.

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Capô aberto: uma falha comum que compromete a segurança no trânsito e gera multa

qui, 24/07/2025 - 08:15
Mesmo uma pequena falha no travamento pode causar a abertura repentina do capô durante o deslocamento. Foto: NewAfrica para Depositphotos

A manutenção preventiva e a atenção aos detalhes do veículo são responsabilidades básicas de qualquer condutor. Entre os itens que merecem verificação constante está o capô. Embora pareça simples, circular com o capô aberto, mal fechado ou destravado representa um perigo real nas vias e, além disso, é uma infração prevista na legislação de trânsito.

Mesmo uma pequena falha no travamento pode causar a abertura repentina do capô durante o deslocamento, comprometendo completamente a visibilidade do condutor e colocando em risco todos ao redor. O que pode parecer um simples descuido pode, na prática, ter consequências muito sérias — tanto do ponto de vista da segurança quanto do ponto de vista legal.

O que o CTB diz sobre isso?

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em seu artigo 230, inciso XVIII, estabelece que dirigir com qualquer componente da carroceria mal fixado ou fora das normas de segurança é considerado infração grave. Isso inclui o capô, que integra diretamente a estrutura do veículo e, portanto, precisa estar devidamente fechado e travado.

As penalidades são:

  • Multa de R$ 195,23;
  • Cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • Retenção do veículo até que a situação seja regularizada.

Portanto, além do risco evidente de acidente, o condutor que negligencia esse cuidado também está sujeito a sanções previstas no CTB.

Por que o capô aberto representa tanto risco?

O capô é uma peça pesada e, quando aberto de forma abrupta durante a condução, pode causar um efeito imediato e extremamente perigoso: a perda total da visibilidade. Imagine estar em alta velocidade e, de repente, ter o para-brisa completamente coberto por uma superfície metálica. A chance de colisão, nesse caso, é altíssima.

Mas os riscos não param por aí:

  • Danos materiais: a abertura forçada pode quebrar o para-brisa, amassar a lataria, danificar as dobradiças e o sistema de travamento;
  • Perigo a terceiros: se o capô se soltar totalmente, pode atingir outros veículos ou pedestres, causando acidentes de maior gravidade;
  • Descontrole emocional: uma situação como essa tende a gerar pânico no motorista, dificultando reações rápidas e seguras.
Como evitar esse problema?

Prevenir esse tipo de ocorrência exige atenção a algumas medidas simples, que devem fazer parte da rotina de quem dirige:

  1. Após qualquer intervenção no motor — mesmo que apenas uma checagem de rotina — verifique se o capô foi corretamente fechado;
  2. Confirme se a trava de segurança está funcionando, especialmente em carros com mais tempo de uso, onde há maior desgaste;
  3. Realize manutenções periódicas no sistema de abertura e travamento do capô;
  4. Evite abrir o capô em ambientes com vento forte ou em locais inseguros, o que pode dificultar o fechamento correto.

Esses cuidados são especialmente importantes em situações como viagens, revisões em oficinas, postos de combustível ou qualquer momento em que o compartimento do motor tenha sido acessado.

Não é apenas uma questão estética: é segurança e responsabilidade

Ao contrário do que muitos imaginam, dirigir com o capô mal fechado não é uma simples falha estética ou desatenção inofensiva. Trata-se de uma violação às normas de segurança e, sobretudo, de uma atitude que coloca em risco vidas humanas.

A infração por esse motivo é um indicativo de que o veículo pode oferecer perigo à circulação — e isso justifica a retenção imediata até que se resolva o problema. Esse tipo de conduta mostra como pequenos descuidos podem ter consequências desproporcionais, tanto para o motorista quanto para os demais usuários da via.

Dirigir exige atenção plena — inclusive aos detalhes

A segurança no trânsito se constrói com uma série de atitudes cotidianas. Verificar o estado do capô antes de ligar o veículo é um hábito simples, mas que pode evitar acidentes graves, prejuízos materiais, penalidades legais e até salvar vidas.

No trânsito, responsabilidade não está apenas nas grandes decisões, mas também nos cuidados que parecem banais. E o capô bem fechado é um deles.

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Pesquisa mapeia transporte coletivo noturno para melhorar a prestação do serviço em Belo Horizonte 

qua, 23/07/2025 - 18:00
Atualmente, aproximadamente 0,3% dos passageiros registrados durante todo o dia utiliza o transporte coletivo municipal na madrugada. Foto: Divulgação PBH

A Prefeitura de Belo Horizonte lançou na semana passada a pesquisa para mapear a demanda de transporte coletivo noturno, para melhorar a prestação deste serviço e apoiar quem trabalha e empreende neste período. A iniciativa das secretarias municipais de Mobilidade Urbana (SMMUR) e de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Relações Internacionais (SMDE) tem o objetivo de viabilizar quadro de horário e qualidade do transporte que permitam o funcionamento dos estabelecimentos até mais tarde, beneficiando comerciantes, funcionários e frequentadores.

pesquisa origem-destino busca entender melhor como se dá a mobilidade da população que depende do transporte público à noite, identificando os horários de maior demanda, os principais pontos de partida e chegada e os padrões de deslocamento desses usuários. 

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A medida também pretende ampliar a cobertura do serviço, garantir mais segurança e tornar o transporte público mais confiável e acessível para quem estuda ou trabalha à noite.

Atualmente, aproximadamente 0,3% dos passageiros registrados durante todo o dia utiliza o transporte coletivo municipal na madrugada. Apesar da baixa demanda de passageiros no período noturno, são ofertadas 517 viagens por dias úteis, 554 aos sábados e 554 aos domingos, com atendimento em todas as regiões de Belo Horizonte.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Adriano Faria, destaca que além dos proprietários dos estabelecimentos, podem responder a pesquisa funcionários de shopping, bares, restaurantes, hospitais e universidades. “Nosso intuito é que a maior quantidade possível de empreendedores e trabalhadores responda a pesquisa, para que a Prefeitura de Belo Horizonte possa aperfeiçoar o transporte público no período noturno”, afirma.

De acordo com o subsecretário de Planejamento da Mobilidade da SMMUR, Lucas Colen, a pesquisa é uma ferramenta estratégica fundamental para o aprimoramento do sistema.

“Esse estudo tem por objetivo mapear as necessidades de deslocamentos dos usuários que dependem do transporte público fora dos horários convencionais, com ênfase nos trabalhadores do comércio, shoppings, bares, restaurantes, supermercados, hospitais e nos estudantes da rede de ensino noturno”, afirmou.

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