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Atualizado: 49 minutos 35 segundos atrás

Quase metade dos impactos em acidentes de moto atinge o rosto; veja o alerta dos bombeiros

dom, 02/08/2026 - 08:15
Os números de acidentes envolvendo motos evidenciam a dimensão do problema. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O uso correto dos equipamentos de proteção continua sendo uma das principais medidas para reduzir a gravidade dos acidentes envolvendo motociclistas. Em um alerta divulgado durante as ações do Dia do Motociclista, celebrado no começo da semana, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro reforçou a importância do capacete fechado e da condução defensiva como formas de preservar vidas.

As orientações foram divulgadas pela corporação e repercutidas pela Agência Brasil, que destacou o aumento das ocorrências envolvendo motocicletas atendidas pelos bombeiros fluminenses.

Os números ajudam a dimensionar o problema. Entre 1º de janeiro e 26 de julho de 2026, o Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado para atender 21.657 colisões envolvendo motocicletas em todo o estado.

Colisões entre motos e carros lideram atendimentos

Conforme a corporação, 16.202 ocorrências corresponderam a colisões entre motocicletas e automóveis. Além disso, os bombeiros atenderam 10.127 quedas de motocicletas e 1.858 atropelamentos provocados por motos no mesmo período. Também houve o registro de acidentes envolvendo caminhões, ônibus, bicicletas, postes, muros, trens, Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) e outros obstáculos.

De acordo com os dados do Corpo de Bombeiros, os motociclistas estão entre as principais vítimas das ocorrências de trânsito atendidas diariamente. As motos representam aproximadamente 74,4% do total dos acidentes de trânsito registrados pela corporação.

Capacete fechado oferece maior proteção

Entre as principais recomendações está o uso do capacete fechado, corretamente afivelado.

Segundo o Corpo de Bombeiros, embora o modelo aberto seja frequentemente escolhido por oferecer maior ventilação e menor custo, estudos indicam que cerca de 45% dos impactos em acidentes com motocicletas atingem a região do rosto e do queixo.

Por possuir uma estrutura frontal de proteção, o capacete fechado consegue absorver parte da energia da colisão, reduzindo o risco de lesões graves na face.

De acordo com o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, a escolha do equipamento pode fazer diferença no desfecho de um acidente.

“O capacete fechado não é apenas estético, é engenharia de proteção. A proteção do queixo absorve o impacto e garante que você volte para casa com mais segurança.”

Conforme o oficial, apesar de o capacete aberto proporcionar maior ventilação, ele deixa uma das regiões mais vulneráveis da cabeça completamente exposta em caso de queda ou colisão.

Equipamentos certificados e condução defensiva

Além da escolha do capacete, a corporação orienta os motociclistas a utilizarem apenas equipamentos certificados pelo Inmetro e manterem a jugular corretamente ajustada.

Os bombeiros também reforçam a importância da condução defensiva, respeitando os limites de velocidade, a sinalização e as condições da via.

De acordo com a corporação, a prevenção continua sendo a ferramenta mais eficiente para reduzir acidentes e minimizar suas consequências.

O alerta ganha ainda mais relevância diante do crescimento da participação das motocicletas no trânsito brasileiro. E, além disso, do elevado número de ocorrências envolvendo esse tipo de veículo. Nesse cenário, atitudes simples, como utilizar corretamente os equipamentos de proteção e adotar uma condução prudente, podem contribuir para reduzir a gravidade das lesões e aumentar a segurança de motociclistas e demais usuários das vias.

Com informações da Agência Brasil

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Frio exige colocar mais ar nos pneus? Entenda como a temperatura afeta a calibragem

sab, 01/08/2026 - 17:30
A queda da temperatura reduz naturalmente a pressão dos pneus, mas a calibragem deve seguir sempre a recomendação do fabricante. Foto: Divulgação/Bransales Pneus

Com a chegada das temperaturas mais baixas, uma dúvida costuma surgir entre os motoristas: é preciso colocar mais ar nos pneus durante o inverno? A resposta é não. Embora o frio reduza naturalmente a pressão interna dos pneus, isso não significa que seja necessário ultrapassar a calibragem recomendada pelo fabricante do veículo.

O que muda, segundo especialistas, é a necessidade de acompanhar a pressão com mais frequência para garantir que ela permaneça dentro do valor indicado.

De acordo com João Gonsales, vice-presidente da Bransales Pneus, a queda da temperatura faz com que a pressão do ar diminua naturalmente, o que pode deixar os pneus abaixo da especificação caso a calibragem não seja verificada regularmente.

“É comum que a pressão diminua nos dias mais frios. O importante é repor essa perda seguindo sempre a especificação do fabricante do veículo, sem exagerar na quantidade de ar.”

Por que a calibragem é importante?

Rodar com pneus abaixo da pressão recomendada pode comprometer o comportamento do veículo e aumentar os custos para o motorista.

Conforme os especialistas, a pressão inadequada aumenta o consumo de combustível, acelera o desgaste da banda de rodagem e reduz a eficiência da área de contato do pneu com o solo, já que ela deixa de trabalhar da forma projetada.

Além disso, manter a calibragem correta contribui para uma condução mais estável e para o melhor desempenho do conjunto.

Como fazer a medição corretamente

Outro cuidado importante é realizar a calibragem nas condições adequadas.

De acordo com Helmut Buss, técnico em Garantia da Bransales Pneus, a verificação deve ser feita com frequência. “A verificação deve ser feita sempre com os pneus frios, antes de iniciar a viagem ou após o veículo permanecer parado por algumas horas. Assim, a medição reflete a pressão real.”

A recomendação é conferir a pressão pelo menos uma vez por semana ou, no máximo, a cada 15 dias.

Benefícios da calibragem correta

Além de contribuir para a segurança, manter os pneus na pressão indicada pode gerar economia ao longo do tempo.

Conforme João Gonsales, uma calibragem adequada melhora a dirigibilidade, favorece o desgaste uniforme dos pneus, reduz o consumo de combustível e aumenta a vida útil do produto.

“Uma calibragem correta melhora a dirigibilidade, favorece o desgaste uniforme dos pneus, ajuda na economia de combustível e aumenta a vida útil do produto. São poucos minutos que podem evitar custos e riscos maiores.”

Cinco cuidados com os pneus durante o frio

Com a queda das temperaturas, especialistas recomendam alguns cuidados simples para manter os pneus em boas condições:

  • Verifique a calibragem semanalmente ou, no máximo, a cada 15 dias.
  • Faça a medição sempre com os pneus frios.
  • Respeite a pressão indicada pelo fabricante do veículo.
  • Aproveite a calibragem para observar o estado geral dos pneus.
  • Não aumente a pressão acima do recomendado apenas porque a temperatura caiu.

Manter esses cuidados ajuda a preservar o desempenho dos pneus e contribui para uma condução mais segura durante os meses de inverno.

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Rastreador, bloqueio remoto e alarmes inteligentes: o que vale a pena para proteger o carro  

sab, 01/08/2026 - 13:30
Investir em recursos de segurança deixou de ser apenas um diferencial para se tornar uma medida preventiva. Foto: Oficina Grupo T-Line (Divulgação)

Mesmo em queda, os roubos e furtos de veículos continuam fazendo milhares de vítimas e figurando entre as principais preocupações dos motoristas paulistas. Dados da Secretaria da Segurança Pública mostram que, entre janeiro e abril de 2026, o estado registrou 4.355 roubos de veículos, uma redução de 37% em relação ao mesmo período do ano passado, e 19.998 furtos, queda de 11,3%. Na capital e na Grande São Paulo, embora a tendência também seja de redução, ainda são contabilizados, em média, cerca de 120 casos por dia, somando as duas modalidades de crime.

Diante desse cenário, investir em recursos de segurança deixou de ser apenas um diferencial para se tornar uma medida preventiva. A combinação de dispositivos eletrônicos e mecânicos eleva o nível de proteção do veículo, dificulta a atuação dos criminosos e pode contribuir para a localização e recuperação do automóvel em caso de ocorrência. 

Segundo Denis Slwczuk, gerente geral de pós-vendas do Grupo T-Line, um dos mais tradicionais grupos de concessionárias do Brasil, a segurança atualmente depende da combinação de diferentes soluções.

“Os sistemas evoluíram muito nos últimos anos. Hoje é possível monitorar o veículo em tempo real, bloquear seu funcionamento à distância e até receber alertas instantâneos pelo celular em caso de movimentação suspeita. Quanto maior a integração entre esses recursos, maior tende a ser o nível de proteção”, explica.

Entre as principais alternativas disponíveis no mercado estão os rastreadores via GPS, que permitem localizar o veículo em tempo real e agilizar sua recuperação em caso de furto ou roubo. “Muitos modelos contam ainda com bloqueio remoto, recurso que impede o funcionamento do motor após autorização da central de monitoramento ou do proprietário, sempre seguindo critérios de segurança”, afirma o especialista.

Outra solução bastante utilizada são os alarmes inteligentes.

Diferentemente dos modelos tradicionais, é possível integrá-los a aplicativos de celular, enviando notificações imediatas quando se violam portas, porta-malas ou vidros. Alguns equipamentos também identificam tentativas de reboque, levantamento por guincho ou movimentação sem a chave presencial. “As travas antifurto continuam sendo importantes aliadas. Dispositivos instalados no volante, pedal e câmbio representam uma barreira física que dificulta a ação rápida dos criminosos, principalmente nos furtos de oportunidade, em que o tempo costuma ser determinante”, ressalta Denis.

A proteção também pode estar nos vidros. As películas de segurança, conhecidas como antivandalismo, recebem uma camada mais resistente que ajuda a manter o vidro íntegro após impactos. Além de dificultarem a quebra, retardam o acesso ao interior do veículo e ajudam a proteger objetos deixados na cabine.

Outra tecnologia que vem ganhando espaço é a autenticação eletrônica do motorista. Alguns sistemas exigem senha, cartão de proximidade ou identificação por aplicativo antes de liberar a partida, mesmo que alguém tenha acesso à chave do veículo. Nos modelos mais novos, muitos fabricantes ainda oferecem serviços conectados que permitem acompanhar a localização do automóvel, verificar seu status, receber alertas de movimentação e acionar assistências diretamente pelo smartphone.

A tecnologia é uma aliada importante na proteção do veículo, mas sua eficácia é potencializada quando vem acompanhada de hábitos preventivos. Nesse sentido, Denis ressalta que nenhum equipamento dispensa os cuidados do motorista.

“Estacionar em locais iluminados, evitar deixar objetos à vista, conferir se portas e vidros estão realmente travados e nunca abandonar a chave dentro do veículo continuam sendo atitudes fundamentais. A tecnologia funciona melhor quando faz parte de um conjunto de cuidados.” 

O especialista também recomenda optar por equipamentos homologados e instalados por profissionais qualificados. “Uma instalação inadequada pode comprometer tanto a eficiência dos dispositivos quanto os sistemas eletrônicos do próprio veículo. O ideal é buscar orientação em concessionárias ou empresas especializadas para identificar quais recursos fazem mais sentido para cada perfil de uso”, finaliza o especialista do Grupo T-Line.

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Projeto amplia direitos de táxis e carros de aplicativo no trânsito

sab, 01/08/2026 - 08:15
Faixa exclusiva de ônibus em Curitiba. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

Motoristas de táxi e de transporte por aplicativo poderão ganhar novas regras para embarque, desembarque e circulação nas cidades brasileiras. É o que prevê o Projeto de Lei (PL) 1.992/2026, apresentado pelo deputado federal Vanderlan Alves (Solidariedade-CE), que propõe alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A proposta busca disciplinar o direito de parada desses veículos quando estiverem prestando serviço aos passageiros e autorizar, mediante regulamentação, a utilização de faixas exclusivas destinadas ao transporte coletivo.

De acordo com o texto, o objetivo é adaptar a legislação às transformações ocorridas na mobilidade urbana, especialmente após a expansão dos serviços de transporte por aplicativo, mantendo também o reconhecimento da importância dos táxis no deslocamento diário da população.

O que o projeto propõe

A proposta estabelece duas mudanças principais.

A primeira consiste em assegurar aos veículos de transporte público individual, como os táxis, e aos veículos de transporte remunerado privado individual de passageiros, como os utilizados em plataformas digitais, o direito de realizar paradas para embarque e desembarque de passageiros quando estiverem efetivamente prestando o serviço.

A segunda é permitir que esses veículos utilizem faixas exclusivas destinadas ao transporte coletivo, desde que essa utilização seja regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e respeite critérios técnicos, de segurança viária e de interesse público.

Conforme o projeto, essas garantias passam a integrar expressamente o Código de Trânsito Brasileiro.

Direito de parada dependerá de regulamentação

O texto altera o artigo 29 do CTB para incluir táxis e veículos de transporte remunerado privado individual entre os veículos prestadores de serviços de utilidade pública quando estiverem realizando transporte de passageiros.

Com isso, o projeto prevê que se assegure o direito de livre parada para embarque e desembarque, com observação das regras que o Contran deverá definir.

Ao mesmo tempo, estabelece que essas paradas somente poderão ocorrer quando não comprometerem a segurança do trânsito, a fluidez da via ou a sinalização existente no local.

Outra alteração prevista é no artigo 184 do CTB, que trata das infrações relacionadas ao trânsito em faixas e vias com circulação regulamentada. Pela proposta, as restrições previstas nesse dispositivo não se aplicariam aos veículos contemplados pelo projeto quando estiverem efetivamente transportando passageiros e respeitarem a regulamentação futura.

Uso das faixas exclusivas terá regras específicas

Embora autorize a utilização das faixas exclusivas por táxis e veículos de aplicativo, o projeto deixa claro que essa possibilidade dependerá de regulamentação.

A proposta atribui ao Contran a definição das condições, limites e horários para utilização dessas faixas, além dos requisitos operacionais, tecnológicos e dos critérios de fiscalização necessários para a implementação da medida.

Também caberá ao órgão estabelecer parâmetros relacionados à segurança viária assim como à preservação da prioridade do transporte coletivo urbano.

Além disso, o texto determina que a utilização das faixas exclusivas pelos veículos de transporte individual:

  • não poderá prejudicar a prioridade estrutural do transporte coletivo;
  • deverá respeitar as políticas locais de mobilidade urbana;
  • poderá ser restringida pela autoridade de trânsito responsável pela via, desde que exista justificativa técnica.
Justificativa destaca mudanças na mobilidade urbana

Na justificativa do projeto, o deputado Vanderlan Alves afirma que a legislação de trânsito precisa acompanhar a evolução dos meios de transporte nas cidades.

De acordo com o parlamentar, a consolidação dos serviços de transporte por aplicativo e a permanência da relevância social dos táxis exigem um tratamento legal compatível com a realidade atual dos deslocamentos urbanos.

O autor sustenta que garantir o direito de parada pode ampliar a acessibilidade, a segurança e a comodidade dos usuários, principalmente de pessoas com mobilidade reduzida, idosos e pessoas com deficiência, permitindo embarque e desembarque mais próximos do destino.

De acordo com a justificativa, a medida também tende a tornar o serviço mais eficiente para todos os passageiros que utilizam diariamente essas modalidades de transporte.

Redução do tempo de deslocamento é um dos argumentos

Outro ponto apresentado pelo autor diz respeito ao uso das faixas exclusivas. Na justificativa, o deputado argumenta que a autorização poderá contribuir para reduzir o tempo de deslocamento em grandes centros urbanos, beneficiando milhões de usuários e produzindo impactos positivos na produtividade e na qualidade de vida.

Ao defender a proposta, Vanderlan Alves ressalta que ela não retira a prioridade do transporte coletivo.

Conforme ele, o projeto condiciona o uso das faixas exclusivas à observância de critérios técnicos, de segurança viária e de interesse público, além de preservar a possibilidade de restrições determinadas pelas autoridades locais de trânsito.

Para o parlamentar, trata-se de um modelo que busca conciliar a melhoria da mobilidade urbana com a preservação das políticas municipais de transporte.

Regulamentação e entrada em vigor

Caso o Congresso Nacional aprove a proposta e ela vire lei, caberá ao Contran regulamentar as condições para aplicação das novas regras. Além disso, o texto prevê que a futura lei entre em vigor 120 dias após sua publicação oficial.

Até o momento, o PL 1.992/2026 aguarda despacho da Presidência da Câmara dos Deputados para iniciar sua tramitação legislativa.

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Trocar o carro pela bicicleta pode aumentar a expectativa de vida, aponta estudo

sex, 31/07/2026 - 17:30
Embora o estudo destaque os benefícios do uso da bicicleta para a saúde e a longevidade, a adoção desse meio de transporte também depende da existência de infraestrutura adequada. Foto: Divulgação_ Vetter Empreendimentos

A bicicleta vem conquistando cada vez mais espaço como alternativa de mobilidade urbana e, além de contribuir para deslocamentos mais sustentáveis, também pode trazer benefícios importantes para a saúde. Um estudo publicado na revista científica Environmental Health Perspectives estimou que substituir o carro pela bicicleta nos deslocamentos diários pode representar um ganho de três a 14 meses na expectativa de vida, principalmente pelos efeitos positivos da prática regular de atividade física.

Os resultados reforçam uma tendência que vem sendo observada em diferentes pesquisas ao redor do mundo: a mobilidade ativa, que inclui deslocamentos realizados de bicicleta ou a pé, está diretamente relacionada à melhoria da qualidade de vida e à prevenção de diversos problemas de saúde.

Ao mesmo tempo, essa mudança de comportamento começa a influenciar outros setores, como o mercado imobiliário, que passa a incorporar soluções voltadas ao incentivo do uso da bicicleta nos empreendimentos residenciais.

Estudos reforçam os benefícios da bicicleta para a saúde

Além da pesquisa publicada na Environmental Health Perspectives, outros estudos também apontam resultados positivos associados ao hábito de pedalar.

Uma pesquisa conduzida durante dez anos pela Universidade de Tsukuba, no Japão, acompanhou pessoas idosas e identificou menor risco de necessidade de cuidados ao longo do tempo, além de redução no risco de mortalidade entre aqueles que utilizavam a bicicleta.

Na Escócia, pesquisadores da Universidade de Glasgow acompanharam mais de 82 mil trabalhadores por quase duas décadas. O estudo associou o deslocamento diário de bicicleta a um menor risco de morte por diferentes causas, redução nas hospitalizações e menor probabilidade de utilização de medicamentos relacionados à saúde mental.

Os resultados reforçam a importância da atividade física incorporada à rotina diária, especialmente quando ela acontece durante os deslocamentos.

Mercado imobiliário passa a incentivar a mobilidade ativa

A valorização da mobilidade ativa também começa a aparecer em novos empreendimentos residenciais. No litoral norte de Santa Catarina, a incorporadora Vetter Empreendimentos mantém um programa de bicicletas compartilhadas para moradores, chamado Bike Community.

De acordo com a empresa, a iniciativa já disponibilizou mais de 120 bicicletas e atende mais de 2 mil clientes. O programa prevê bicicletas compartilhadas em todos os empreendimentos da incorporadora, incluindo os mais antigos, com manutenção vitalícia realizada pela própria empresa.

Conforme Maicon Oliveira, sócio e diretor comercial e de operações da Vetter Empreendimentos, a proposta é transformar a bicicleta em um serviço permanente oferecido aos moradores.

“Saúde e qualidade de vida entraram de vez na conta de quem escolhe onde morar. Quando colocamos bicicletas em todos os empreendimentos, inclusive os antigos, e assumimos a manutenção de forma vitalícia, deixamos de tratar isso como um benefício pontual e passamos a oferecer um serviço permanente. O morador não recebe apenas um equipamento. Ele recebe a garantia de que aquela estrutura vai continuar disponível e funcionando”, afirma Maicon Oliveira.

Segundo a incorporadora, as bicicletas estão disponíveis desde o primeiro empreendimento entregue no litoral catarinense e é possível utilizá-las para deslocamentos curtos, lazer, prática de atividade física ou para facilitar o acesso à orla.

A empresa também informa que o programa foi levado às centrais de vendas assim como faz parte da estratégia de incentivar hábitos relacionados ao bem-estar e ao uso cotidiano da cidade.

Mudança de hábitos influencia novos projetos

Para a Vetter, cidades como Penha e Balneário Piçarras apresentam características que favorecem o uso da bicicleta, como deslocamentos de curta distância e proximidade com a praia.

Na avaliação da incorporadora, fatores como mobilidade ativa, facilidade de circulação e conexão com o entorno passaram a integrar a percepção de valor dos imóveis, juntamente com características tradicionais, como planta, metragem e áreas de lazer.

Maicon Oliveira afirma que a proposta também busca manter o relacionamento com os moradores após a entrega dos empreendimentos. “O Bike Community ajuda a manter viva a relação com o cliente depois da entrega do empreendimento. A bicicleta é um dos elementos dessa comunidade que estamos construindo, com benefícios, serviços e itens exclusivos para quem faz parte do universo Vetter. É uma forma de ampliar a experiência do morador e reforçar a conexão dele com a marca”, conclui Maicon Oliveira.

Embora o estudo destaque os benefícios do uso da bicicleta para a saúde e a longevidade, a adoção desse meio de transporte também depende da existência de infraestrutura adequada, como ciclovias, ciclofaixas e espaços seguros para circulação e estacionamento. Considera-se o incentivo à mobilidade ativa um dos caminhos para promover cidades mais saudáveis, reduzir a dependência do automóvel e estimular hábitos que podem trazer ganhos tanto para a qualidade de vida quanto para a saúde da população.

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Motoristas profissionais: veja 3 estratégias que fazem diferença na segurança do dia a dia

sex, 31/07/2026 - 13:30
Neste Mês do Motorista, vale lembrar que segurança no trânsito vai muito além da habilidade ao volante. Foto: criação de IA

Quem trabalha ao volante sabe que dirigir é apenas uma parte da profissão. Longas jornadas, mudanças climáticas, trânsito intenso, pressão por prazos e as condições das rodovias fazem parte da rotina de caminhoneiros, motoristas de ônibus, condutores de frotas e tantos outros profissionais que passam horas nas estradas e vias urbanas.

No Mês do Motorista, a reflexão vai além da homenagem. Também é uma oportunidade para discutir medidas capazes de tornar essa atividade mais segura. Afinal, reduzir riscos no trânsito depende não apenas da atenção do condutor, mas também de uma série de estratégias adotadas por empresas, gestores de frota e pelos próprios profissionais.

A seguir, confira três iniciativas que contribuem diretamente para aumentar a segurança de quem vive da direção.

1. Combater a fadiga é uma das medidas mais importantes

    O cansaço continua sendo um dos principais inimigos da segurança viária. A fadiga reduz a concentração, aumenta o tempo de reação e pode provocar episódios de microssono, situação em que o motorista adormece por poucos segundos sem perceber.

    Para quem dirige profissionalmente, respeitar os períodos de descanso previstos na legislação e planejar adequadamente as jornadas é fundamental. Empresas também têm papel importante ao organizar escalas realistas, evitando que a pressão por prazos incentive jornadas excessivas.

    Além das pausas, alimentação adequada, hidratação e noites de sono de qualidade ajudam a manter a atenção durante a condução.

    2. Veículo em boas condições faz parte da segurança

      A prevenção também passa pela manutenção. Pneus desgastados, freios com problemas, iluminação deficiente ou suspensão comprometida podem transformar uma situação simples em um acidente grave.

      Por isso, inspeções periódicas e manutenção preventiva são fundamentais para reduzir falhas mecânicas durante as viagens.

      Outro aliado é a tecnologia embarcada. Sistemas de assistência ao motorista, monitoramento da frota, controle eletrônico de estabilidade, frenagem automática de emergência e alertas de mudança involuntária de faixa, quando presentes no veículo, funcionam como recursos adicionais para minimizar riscos. Embora não substituam a atenção do condutor, esses equipamentos podem contribuir para evitar acidentes ou reduzir suas consequências.

      3. Capacitação contínua fortalece uma cultura de segurança

        A experiência ao volante é valiosa, mas não elimina a necessidade de atualização constante. Treinamentos periódicos de direção defensiva, reciclagens, orientações sobre condução econômica e cursos voltados para novas tecnologias ajudam o motorista a lidar melhor com situações de risco e com as mudanças constantes na legislação e nos veículos.

        Da mesma forma, empresas que promovem uma cultura de segurança incentivam seus profissionais a comunicar problemas mecânicos, interromper a viagem quando houver condições inseguras e adotar boas práticas sem receio de sofrer punições por eventuais atrasos motivados pela preservação da vida.

        Segurança é responsabilidade compartilhada

        Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, embora o motorista profissional esteja diariamente exposto aos desafios do trânsito, a segurança não depende exclusivamente dele. “Empresas, embarcadores, gestores de frota, fabricantes de veículos e o poder público também têm responsabilidade na criação de condições que permitam uma condução mais segura”, afirma.

        Para ele, investir em planejamento das operações, manutenção adequada dos veículos, tecnologias de apoio e capacitação contínua representa um ganho para todos: reduz acidentes, preserva vidas, melhora as condições de trabalho e torna o transporte mais eficiente.

        “Neste Mês do Motorista, mais do que reconhecer a importância desses profissionais, o momento também convida à reflexão sobre como transformar as estradas e cidades em ambientes mais seguros para quem passa boa parte da vida atrás do volante”, conclui.

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        Mortes no trânsito avançam pelo quinto ano seguido no Brasil, aponta análise do ONSV

        sex, 31/07/2026 - 08:15
        Motociclistas concentraram o maior número de mortes no trânsito em 2024, segundo análise do ONSV baseada em dados do DATASUS. Foto: criação de IA

        Em meio à Semana Nacional de Prevenção a Sinistros com Motociclistas, realizada de 26 de julho a 1º de agosto, uma nova análise chama atenção para o agravamento da violência no trânsito brasileiro. O Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024, o quinto aumento anual consecutivo e o maior crescimento percentual observado em 22 anos.

        Os números fazem parte do estudo “Dados Consolidados de Óbitos no Trânsito Brasileiro – 2024”, divulgado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) com base nos dados atualizados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, disponibilizados pelo DATASUS, do Ministério da Saúde.

        O trabalho foi realizado por Jorge Tiago Bastos, membro do Conselho Deliberativo do ONSV e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em conjunto com Ana Beatriz da Silva Marques, pesquisadora da universidade e do Observatório. Os pesquisadores atuaram na organização, avaliação e interpretação das informações que compõem o panorama inicial apresentado pela instituição.

        A divulgação ocorre durante a Semana Nacional de Prevenção a Sinistros com Motociclistas, instituída pela Lei nº 15.006/2024. A mobilização busca ampliar a conscientização e estimular ações voltadas à redução das mortes e lesões graves envolvendo motociclistas, grupo que novamente aparece como o mais atingido pela violência no trânsito.

        Maior crescimento anual desde 2002

        O total de mortes passou de 34.881, em 2023, para 37.150, em 2024, o que representa 2.269 vidas perdidas a mais em apenas um ano.

        A elevação de 6,5% foi a maior registrada desde 2002, quando o crescimento havia chegado a 7,3%. O resultado também colocou o país no maior patamar de fatalidades no trânsito desde 2016.

        A série histórica recente mostra que as mortes vêm aumentando sucessivamente:

        • 2019: 31.945 mortes;
        • 2020: 32.716 mortes;
        • 2021: 33.813 mortes;
        • 2022: 33.894 mortes;
        • 2023: 34.881 mortes;
        • 2024: 37.150 mortes.

        De acordo com a análise do Observatório, o avanço rompe a tendência de estabilização registrada em alguns períodos anteriores e evidencia fragilidades estruturais e comportamentais do trânsito brasileiro.

        Os resultados reforçam a necessidade de ampliar políticas públicas, fiscalização, educação para o trânsito e investimentos em infraestrutura capaz de proteger especialmente os usuários mais vulneráveis.

        Motociclistas concentram o maior impacto

        O crescimento mais expressivo em números absolutos ocorreu entre os ocupantes de motocicletas. Foram 15.459 mortes em 2024, contra 13.477 no ano anterior.

        A diferença representa 1.982 mortes a mais e um crescimento de 14,7% em apenas um ano. Os motociclistas corresponderam a aproximadamente 42% de todas as vítimas fatais do trânsito brasileiro em 2024.

        O recorte por sexo torna o cenário ainda mais preocupante. Somente os motociclistas do sexo masculino somaram 13.497 mortes, o equivalente a 37,1% de todos os óbitos no trânsito registrados no país.

        O dado reforça a importância de ações específicas para esse público, especialmente diante da expansão do uso da motocicleta como meio de deslocamento e ferramenta de trabalho.

        Mortes também avançaram entre ocupantes de caminhões e ônibus

        Embora o maior impacto tenha ocorrido entre motociclistas, a análise identificou crescimentos percentuais elevados entre ocupantes de outros veículos.

        As mortes de ocupantes de caminhões aumentaram 30,2%, enquanto os óbitos entre ocupantes de ônibus cresceram 28,3%.

        Os resultados apontam desafios adicionais relacionados ao transporte de cargas e passageiros e indicam a necessidade de avaliar fatores como condições das vias, jornadas de trabalho, manutenção dos veículos, fiscalização e formação profissional.

        Alta atingiu quase todo o país

        O aumento das mortes foi observado na maior parte das Unidades da Federação. As exceções foram o Rio de Janeiro, que apresentou redução de 35%, e Roraima, com queda de 9,7%. O Distrito Federal manteve estabilidade.

        Os maiores aumentos proporcionais foram registrados no:

        • Acre: 52,7%;
        • Amazonas: 28,5%;
        • Alagoas: 22,8%;
        • Sergipe: 20,4%.

        Na divisão regional, o Norte apresentou o maior avanço, com crescimento de 15,7%. Em seguida aparecem o Nordeste, com 11,6%, o Sul, com 6%, e o Centro-Oeste, com 5,9%.

        A Região Sudeste foi a única a registrar redução, ainda que pequena, de 0,8%.

        As diferenças entre estados e regiões demonstram que a violência no trânsito não se distribui de forma uniforme pelo território nacional. Por isso, além de estratégias nacionais, o enfrentamento exige políticas adaptadas às características da frota, da infraestrutura e dos deslocamentos em cada localidade.

        Crescimento entre crianças acende alerta

        A mortalidade avançou em praticamente todas as faixas etárias. A única exceção foi o grupo de crianças entre 10 e 14 anos, que apresentou redução de 2,9%.

        Entre os aumentos mais expressivos está o registrado entre crianças menores de 1 ano, com alta de 17%. Na faixa de 5 a 9 anos, o crescimento chegou a 11,5%.

        Considerando o grupo de crianças de 0 a 9 anos, o avanço foi de 10,5%.

        Os números reforçam a importância do uso correto dos dispositivos de retenção, do transporte seguro de crianças e da responsabilidade dos adultos, já que os menores dependem diretamente das decisões tomadas pelos condutores e responsáveis.

        Mortes de idosos aumentaram 8,6%

        Outro grupo vulnerável que apresentou crescimento foi o das pessoas com 60 anos ou mais. Entre os idosos, as mortes no trânsito avançaram 8,6%.

        O envelhecimento da população brasileira amplia a necessidade de vias, calçadas, travessias e sistemas de transporte mais seguros e acessíveis.

        Pessoas idosas podem apresentar maior fragilidade física em caso de atropelamentos e colisões. Além disso, fatores como tempo de travessia, visibilidade, iluminação e condições das calçadas podem aumentar sua exposição ao risco.

        Dados devem orientar ações de prevenção

        A análise apresentada pelo Observatório vai além da divulgação dos números oficiais. O estudo organiza e interpreta os dados do DATASUS para identificar tendências, grupos mais atingidos e regiões que exigem atenção prioritária.

        Os resultados mostram que o crescimento das mortes no trânsito não está concentrado em um único grupo ou local. Motociclistas, crianças, idosos e ocupantes de veículos de transporte de carga e passageiros aparecem entre os públicos afetados pelo avanço da mortalidade.

        No entanto, o peso dos motociclistas nas estatísticas torna esse grupo uma prioridade incontornável para qualquer estratégia nacional de segurança viária.

        Durante a Semana Nacional de Prevenção a Sinistros com Motociclistas, os dados reforçam que campanhas pontuais precisam estar acompanhadas de medidas permanentes, como fiscalização, formação adequada dos condutores, infraestrutura segura, atendimento rápido às vítimas e políticas públicas baseadas em evidências.

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        Entre mais de 8 mil participantes, motorista mineiro conquista o título de melhor do Brasil

        qui, 30/07/2026 - 17:30
        Final do Motorista Série A reuniu os 20 melhores participantes entre mais de 8 mil inscritos e premiou excelência em saúde, qualificação, gestão e condução segura. Foto: Divulgação Sest/Senat

        O motorista Elton Mendes Maia Júnior, da Via Group, de Lavras (MG), conquistou o título de melhor motorista profissional do Brasil na edição 2025/2026 do Motorista Série A. A decisão ocorreu no último sábado (25), em Cabo de Santo Agostinho (PE), reunindo os 20 finalistas com melhor desempenho entre mais de 8 mil participantes de todo o país.

        Mais do que avaliar habilidades ao volante, a competição analisou, durante um ano, aspectos como condução segura, qualificação profissional, gestão, saúde física e mental, reconhecendo profissionais que se destacaram em diferentes dimensões da atividade.

        Competição avaliou muito além da direção

        Três grandes eixos estruturaram o Motorista Série A: especialização profissional, mercado e gestão e saúde e bem-estar.

        Ao longo do programa, os participantes passaram por diagnósticos de saúde, avaliações técnicas, acompanhamento do desempenho na condução dos veículos e atividades de capacitação promovidas pelo SEST SENAT.

        Após as etapas de desenvolvimento e as seletivas regionais, os 20 motoristas mais bem classificados avançaram para a fase nacional, realizada em Pernambuco. Antes da prova decisiva, os finalistas conheceram, durante dois dias, o caminhão e a pista da avaliação prática.

        A última etapa aconteceu com um caminhão-tanque biarticulado cedido pela Transpedrosa, empresa parceira do SEST SENAT desde a criação do programa. A nota obtida nessa prova foi somada ao desempenho acumulado durante todo o processo para definir os vencedores.

        Conheça os três primeiros colocados

        O pódio da edição 2025/2026 ficou assim:

        • 1º lugar: Elton Mendes Maia Júnior, da Via Group, de Lavras (MG), que recebeu um automóvel zero-quilômetro.
        • 2º lugar: Vanderley Farias Braga, da Lima Transportes, de Fortaleza (CE), premiado com uma motocicleta.
        • 3º lugar: Thiago dos Santos Souza, da Amaggi Exportação e Importação Ltda., de Lucas do Rio Verde (MT), também premiado com uma motocicleta.

        Todos os finalistas receberam certificados e foram homenageados pelos familiares durante a cerimônia de encerramento.

        Campeão destaca evolução profissional

        Para Elton Mendes Maia Júnior, a principal conquista foi a transformação na forma de exercer a profissão.

        “Ao longo do programa, fomos evoluindo na forma de conduzir e de cuidar da saúde física e mental. A gente deixa de ser apenas motorista e passa a ser exemplo para a família e para quem convive conosco no trânsito.”

        O segundo colocado, Vanderley Farias Braga, também ressaltou o reconhecimento proporcionado pela iniciativa. “Em 27 anos de profissão, eu nunca tive tanta valorização quanto hoje.”

        Programa busca valorizar a profissão

        Durante a cerimônia, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, afirmou que o objetivo do Motorista Série A é reconhecer o trabalho dos motoristas profissionais e contribuir para tornar a carreira mais atrativa.

        Segundo ele, o setor enfrenta dificuldades para contratar profissionais qualificados e iniciativas desse tipo ajudam a fortalecer a imagem da categoria. “A gente quer valorizar quem dirige com segurança, quem cuida da saúde e quem ajuda a mover o Brasil.”

        Vander Costa também destacou o papel desempenhado pelos motoristas na economia e na mobilidade do país. “São pessoas que transportam cargas, levam passageiros, fazem os produtos chegarem aos supermercados e às casas das famílias brasileiras. São profissionais de valor.”

        Saúde, tecnologia e qualificação fizeram parte da avaliação

        A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, ressaltou que cerca de 2 mil dos mais de 8 mil inscritos nunca haviam frequentado uma unidade da instituição e passaram a conhecer os serviços oferecidos. “Essa também foi uma oportunidade de mostrar que estamos presentes em mais de 170 Unidades em todo o país oferecendo saúde, qualidade de vida e educação profissional.”

        Já o diretor adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira, explicou que cada finalista passou por 31 etapas de avaliação, que incluíram recursos como telemetria e indicadores de desempenho para analisar tanto a condução segura quanto aspectos relacionados à saúde.

        “A gente não faz uma competição para que um seja melhor do que o outro. A gente faz uma competição para que ele, no futuro seja, melhor do que si mesmo. Por isso, o programa é integrado.”

        O vice-presidente da CNT e presidente do Conselho Regional do SEST SENAT em Pernambuco, Eudo Laranjeiras, também destacou a importância dos profissionais do transporte. “Mais de 70% das cargas e dos passageiros são transportados por vocês. Só de estarem aqui, todos já são vencedores.”

        Família também participou da conquista

        Um dos diferenciais da etapa nacional foi a participação das famílias dos finalistas. Enquanto os motoristas realizavam as provas e atividades técnicas, seus familiares acompanharam a programação paralela organizada pelo evento.

        Segundo Vander Costa, a iniciativa buscou reconhecer também aqueles que compartilham a rotina dos profissionais do transporte. “Queríamos trazer as famílias para mostrar que mover o transporte e mover o Brasil é uma profissão digna, que merece reconhecimento.”

        Nicole Goulart explicou que essa proposta foi pensada desde a criação do programa.

        “Quando pensamos na viagem como parte da premiação, percebemos que não fazia sentido reconhecer esses profissionais e deixá-los longe da família mais uma vez. Eles já passam muito tempo viajando por causa da profissão. Então, decidimos que essa conquista também precisava ser vivida ao lado de quem faz parte da trajetória deles.”

        Para Thiago dos Santos Souza, terceiro colocado da competição, a oportunidade de dividir o momento com a família foi o maior prêmio. “A maior premiação, para mim, foi trazer minha família para cá. Minha mãe realizou o sonho de conhecer o mar pela primeira vez graças ao SEST SENAT.”

        Além de reconhecer o desempenho técnico dos participantes, o Motorista Série A busca estimular a qualificação profissional, a condução segura e o cuidado com a saúde, aspectos considerados essenciais para a valorização dos motoristas profissionais e para um transporte cada vez mais seguro.

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        Vídeo de acidente reforça a importância da cadeirinha e do cinto para crianças

        qui, 30/07/2026 - 13:30
        O transporte de crianças deve ocorrer sempre utilizando o dispositivo de retenção adequado à idade, peso e altura. Foto: Kryzhov para Depositphotos

        Um vídeo que mostra o momento de um acidente de trânsito em João Pessoa (PB), no qual uma criança de 3 anos foi arremessada para fora do veículo e morreu, voltou a chamar a atenção para um tema que nunca deixa de ser atual: a segurança no transporte infantil. No mesmo veículo também estava outra criança, de 2 anos, que ficou ferida e recebeu atendimento médico. As circunstâncias do acidente seguem sendo apuradas pelas autoridades.

        Veja o vídeo completo no G1.

        Independentemente da dinâmica da colisão, o caso reforça uma orientação repetida há anos por especialistas em segurança viária: crianças devem ser transportadas sempre utilizando o dispositivo de retenção adequado à idade, peso e altura. Mais do que uma exigência prevista na legislação, trata-se de uma medida capaz de reduzir significativamente o risco de lesões graves e fatais em caso de colisão.

        A cadeirinha não é um detalhe: ela salva vidas

        Em um impacto, mesmo em velocidades relativamente baixas, o corpo dos ocupantes é projetado para a frente pela força da inércia. No caso das crianças, esse risco é ainda maior, já que elas possuem estrutura física mais frágil e não é possível protegê-las adequadamente apenas pelo cinto utilizado pelos adultos.

        É justamente para reduzir esse risco que existem os dispositivos de retenção infantil, popularmente conhecidos como cadeirinhas, assentos de elevação e bebê-conforto.

        Quando corretamente instalados e utilizados, esses equipamentos mantêm a criança presa ao banco do veículo e distribuem melhor as forças provocadas pela colisão, reduzindo a probabilidade de ejeção e de traumatismos graves.

        O que diz a legislação

        O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que crianças de até 10 anos que não tenham atingido 1,45 metro de altura devem ser transportadas no banco traseiro, utilizando o dispositivo de retenção adequado às suas características.

        A Resolução Contran nº 819/2021 estabelece as regras para cada faixa etária e de desenvolvimento:

        • bebê-conforto: para crianças de até 1 ano ou conforme o limite do fabricante;
        • cadeirinha: para crianças acima dessa fase até aproximadamente 4 anos;
        • assento de elevação: até que a criança alcance altura suficiente para utilizar corretamente o cinto de segurança do veículo;
        • cinto de segurança: somente quando a criança atingir as condições previstas na regulamentação.

        Mais importante do que a idade é observar sempre os limites de peso e altura indicados pelo fabricante do equipamento.

        O erro acontece, principalmente, nos trajetos curtos

        Um dos comportamentos mais comuns entre pais e responsáveis é flexibilizar o uso da cadeirinha em deslocamentos rápidos.

        Frases como “é logo ali”, “vamos só até a escola” ou “não precisa prender porque é pertinho” ainda fazem parte da rotina de muitas famílias.

        No entanto, boa parte dos sinistros de trânsito acontece justamente em áreas urbanas e em trajetos cotidianos, quando os motoristas tendem a baixar a guarda.

        A duração da viagem não altera os riscos envolvidos em uma colisão.

        Não basta comprar a cadeirinha

        Ter o equipamento dentro do veículo não garante proteção. A eficácia depende da instalação correta, do ajuste adequado dos cintos internos e da utilização de um dispositivo compatível com as características da criança.

        Também é importante verificar se a cadeirinha está firmemente presa ao banco do veículo e se o sistema de retenção está devidamente ajustado ao corpo da criança, sem folgas excessivas.

        Outro erro relativamente comum é antecipar a troca de fase, colocando a criança apenas com o cinto de segurança antes que ela tenha altura suficiente para utilizá-lo corretamente.

        Criança nunca deve viajar no colo

        Apesar de parecer um gesto de proteção, transportar uma criança no colo é uma das práticas mais perigosas dentro de um veículo.

        Em uma colisão, o peso do corpo aumenta de forma significativa devido à desaceleração brusca, tornando impossível que um adulto consiga segurar a criança apenas com a força dos braços.

        Além disso, o próprio adulto pode ser lançado contra a criança durante o impacto, aumentando a gravidade das lesões.

        Todos precisam usar o cinto

        A proteção das crianças também depende do comportamento dos demais ocupantes do veículo.

        Motoristas e passageiros devem utilizar corretamente o cinto de segurança durante todo o trajeto. Em caso de colisão, uma pessoa sem cinto pode ser arremessada dentro do veículo e atingir outros ocupantes, inclusive crianças transportadas corretamente.

        Deve-se encarar a segurança, portanto, como uma responsabilidade compartilhada.

        Um alerta que vai além de um caso específico

        O acidente que aconteceu na Paraíba ainda passará por esclarecimentos pelas investigações. No entanto, as imagens que circularam nos últimos dias servem como um lembrete da importância de nunca abrir mão das medidas básicas de proteção no trânsito.

        Utilizar corretamente a cadeirinha, ajustar os cintos, escolher o dispositivo adequado e garantir que todos os ocupantes estejam protegidos são atitudes simples, mas que podem fazer a diferença entre um susto e uma tragédia.

        Quando o assunto é transporte infantil, não existe trajeto curto nem exceção. A proteção das crianças deve começar antes mesmo de o veículo sair da garagem.

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        Você passaria na nova prova da CNH? Descubra com 10 situações reais do exame

        qui, 30/07/2026 - 08:15
        Embora a legislação estabeleça apenas um mínimo obrigatório, uma formação completa em um CFC continua sendo um diferencial importante. Foto: criação de IA

        A prova prática para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mudou. Com a adoção do novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV), os candidatos passaram a ser avaliados por critérios mais próximos das situações enfrentadas no trânsito real. Agora, além de executar corretamente as manobras exigidas, é preciso demonstrar comportamentos seguros, capacidade de tomar decisões e respeito às normas de circulação durante todo o percurso. O novo modelo também substituiu o antigo sistema baseado apenas em faltas eliminatórias por uma avaliação por pontuação, inspirada na lógica utilizada pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

        As mudanças fazem parte da Resolução Contran nº 1.020/2025, considerada uma das maiores reformas no processo de habilitação dos últimos anos.

        Ao mesmo tempo em que o novo modelo de exame busca aproximar a avaliação da realidade do trânsito, a norma reduziu drasticamente a carga horária mínima obrigatória de aulas práticas, que passou de 20 horas/aula para apenas duas horas/aula antes do exame, desde que cumpridos os demais requisitos previstos na regulamentação. Para especialistas em segurança viária, esse é um dos principais pontos de preocupação, já que competências como percepção de riscos, direção defensiva e tomada de decisões seguras costumam ser desenvolvidas ao longo da prática supervisionada, e não apenas durante a preparação para a prova.

        Na prática, isso significa que o candidato precisa demonstrar, durante toda a prova, que sabe agir diante de situações comuns do trânsito, e não apenas executar corretamente um circuito previamente conhecido. O examinador passa a observar desde procedimentos básicos, como a atenção ao iniciar a condução, até a forma como o futuro motorista ou motociclista interage com pedestres, outros veículos e diferentes condições de circulação. Muitas dessas situações, inclusive, surpreendem até mesmo quem já é habilitado.

        Agora é a sua vez. Imagine que você está fazendo o exame prático e pense em como agiria nas situações abaixo. 1. Você entra no veículo e sai imediatamente, sem olhar para os lados. Isso pode tirar pontos?

          Resposta: Sim.

          Embora muita gente considere esse um detalhe, o MBEDV prevê que sair com o veículo sem observar a direita e a esquerda caracteriza falta de atenção e pode ser pontuado. O mesmo artigo também cita outras situações aparentemente simples, como manter a porta aberta durante o percurso, esquecer de liberar totalmente o freio de estacionamento ou utilizar as marchas de forma incorreta.

          2. Você passa por uma poça d’água e molha um pedestre. Isso entra na avaliação?

            Resposta: Pode entrar.

            Se havia condições de reduzir a velocidade ou desviar da poça e o candidato não o faz, a conduta pode ser considerada durante o exame. O manual destaca que essa infração busca coibir comportamentos que demonstram falta de civilidade e respeito aos demais usuários da via.

            3. Você acelera para pressionar um pedestre que está atravessando a faixa.

              Resposta: Essa é uma das condutas mais graves previstas.

              O MBEDV considera infração gravíssima intimidar pedestres durante a travessia, como acelerar o veículo para forçar a passagem ou mudar deliberadamente sua trajetória em direção à pessoa. A intenção do condutor é um dos elementos observados pela comissão examinadora.

              4. Você tenta intimidar outro motorista durante o percurso.

                Resposta: Também pode gerar uma infração gravíssima.

                Situações como perseguir outro veículo, mudar bruscamente de direção para ameaçar uma colisão lateral ou acelerar com a intenção de intimidar outro condutor estão previstas nas fichas de avaliação.

                5. Você joga uma embalagem pela janela durante o percurso.

                  Resposta: Sim, isso também é avaliado.

                  Arremessar qualquer objeto ou substância para fora do veículo durante o exame pode gerar pontuação. A ficha cita exemplos como papel, restos de alimento, latas, garrafas e até um cigarro.

                  6. Ao estacionar, você deixa um objeto na via antes de sair.

                    Resposta: Também pode haver pontuação.

                    O manual diferencia “atirar” um objeto da conduta de “abandoná-lo” na via. Ambas são previstas nas fichas de avaliação e têm enquadramentos distintos.

                    7. Você dirige distraído durante alguns instantes.

                      Resposta: Atenção também faz parte da prova.

                      O MBEDV considera que dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança pode ser caracterizado por comportamentos como falta de foco, não observar o painel de instrumentos quando necessário ou deixar de acompanhar adequadamente o ambiente de trânsito.

                      8. Você esquece de liberar totalmente o freio de estacionamento antes de iniciar o percurso.

                        Resposta: Parece um detalhe, mas não é.

                        Executar parte do exame com o freio de estacionamento acionado está entre as condutas descritas na ficha referente ao artigo 169 do CTB.

                        9. Durante o percurso, você engata as marchas repetidamente de forma incorreta.

                          Resposta: O examinador também observa isso.

                          Além do domínio do veículo, o manual prevê pontuação quando o candidato utiliza as marchas de maneira inadequada durante a condução.

                          10. Você acha que basta concluir o percurso para ser aprovado.

                            Resposta: Esse talvez seja o maior mito da nova prova.

                            O MBEDV deixa claro que a avaliação considera o desempenho do candidato durante todo o exame. Cada infração possui um peso, conforme sua gravidade, e o candidato inicia a prova com zero ponto. Ao final, será aprovado apenas se não ultrapassar o limite de dez pontos previsto no manual.

                            Exame mais próximo da realidade, mas formação continua sendo decisiva

                            Ao aproximar a prova prática das situações reais enfrentadas no trânsito, o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular passa a exigir do candidato competências que vão além da execução correta de manobras. Ou seja, o examinador observa aspectos como atenção, respeito aos demais usuários da via, percepção de riscos e tomada de decisões durante toda a condução. O próprio manual afirma que o objetivo é tornar a avaliação mais objetiva, transparente bem como alinhada às situações vivenciadas diariamente pelos condutores.

                            Essa mudança, porém, ocorre em um momento em que a formação de novos condutores também foi flexibilizada. A Resolução Contran nº 1.020/2025 eliminou a antiga exigência de carga horária mínima de 20 horas/aula de prática de direção e passou a exigir apenas duas horas/aula obrigatórias antes do exame prático, desde que os demais requisitos sejam cumpridos.

                            Na prática, o exame passou a valorizar competências que dificilmente desenvolve-se em apenas duas horas de prática. Aspectos como leitura do ambiente de trânsito, percepção de riscos, direção defensiva, controle emocional e tomada de decisões exigem orientação técnica, repetição e experiência.

                            Por isso, embora a legislação estabeleça apenas um mínimo obrigatório, uma formação completa em um Centro de Formação de Condutores (CFC) continua sendo um diferencial importante. Mais do que preparar o candidato para passar na prova, um bom curso contribui para formar condutores capazes de enfrentar, com segurança, as situações que encontrarão diariamente depois de receber a CNH.

                            Quantas você acertou?

                            Se você respondeu corretamente à maioria das situações, provavelmente já percebeu que a nova prova da CNH deixou de avaliar apenas a capacidade de executar manobras e passou a observar comportamentos que fazem parte da convivência no trânsito.

                            Mas atenção: este não é um simulado oficial. O objetivo é mostrar como se estruturou o novo exame, assim como destacar exemplos reais das fichas de avaliação do MBEDV. O resultado da prova depende da análise completa da Comissão de Exame de Direção Veicular e da pontuação obtida durante todo o percurso.

                            A principal lição é que passar no exame exige muito mais do que decorar um circuito. E, se o exame passou a reproduzir situações reais do trânsito, investir em uma formação sólida continua sendo o melhor caminho para chegar preparado não apenas para conquistar a CNH, mas para dirigir com segurança ao longo da vida.

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                            CNH Brasil não é uma nova CNH: a autoescola continua sendo fundamental no processo de habilitação

                            qua, 29/07/2026 - 17:30
                            Foto: Divulgação

                            * Por Alisson Maia

                            Nos últimos dias, milhares de brasileiros passaram a acreditar que agora é possível escolher entre tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pela autoescola ou pela chamada “CNH Brasil”. A impressão que ficou para grande parte da população é a de que se trata de um novo modelo de habilitação, mais simples e totalmente digital. Mas a realidade é outra: não existe uma nova CNH, nem um novo processo para se tornar motorista no Brasil.

                            A CNH continua sendo a mesma e o processo para obtê-la também continua sendo único em todo o território nacional.

                            A chamada “CNH Brasil” é apenas um aplicativo do Governo Federal, que substituiu a antiga nomenclatura “CNH Digital”. O aplicativo não criou uma nova modalidade de habilitação, tampouco eliminou as etapas obrigatórias para a formação do condutor. Sua principal funcionalidade é permitir que o candidato obtenha um certificado relacionado ao conteúdo teórico, dispensando a realização do curso teórico oferecido pelas autoescolas ou por empresas credenciadas de ensino a distância, quando permitido pela regulamentação.

                            Fora essa possibilidade, absolutamente nada mudou no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação.

                            Quem deseja tirar a primeira habilitação continuará precisando realizar todos os procedimentos previstos na legislação. Será necessário fazer o cadastro do processo, realizar os exames médicos e psicológicos nas clínicas credenciadas pelos DETRANs, realizar o exame toxicológico quando exigido pela categoria pretendida, ser aprovado na prova teórica aplicada pelo DETRAN e cumprir as etapas práticas obrigatórias para a formação do condutor.

                            As aulas práticas continuam sendo realizadas nas autoescolas credenciadas, sob fiscalização dos órgãos de trânsito. Após a aprovação no exame teórico, o candidato deverá iniciar sua formação prática, recebendo treinamento adequado em veículo apropriado e acompanhado por instrutores habilitados e capacitados.

                            Existe ainda outra desinformação que precisa ser esclarecida. Muitas pessoas passaram a acreditar que o número mínimo de aulas práticas exigido pela legislação significa que qualquer cidadão poderá tirar sua CNH com apenas duas aulas de direção. Isso não é verdade.

                            O número mínimo estabelecido pela regulamentação não representa a quantidade ideal de aulas para todos os candidatos. Cada pessoa possui um ritmo próprio de aprendizagem. Há candidatos que precisam de mais tempo para desenvolver habilidades básicas de direção, enquanto outros conseguem evoluir com maior facilidade. A formação do condutor não pode ser tratada como uma simples formalidade burocrática.

                            No Ceará, por exemplo, a média de aulas práticas realizadas pelos candidatos gira em torno de dez aulas, justamente porque dirigir exige prática, segurança e desenvolvimento de habilidades que não são adquiridas da mesma forma por todos os alunos.

                            Além disso, todas as aulas práticas realizadas no Estado do Ceará passam por um rigoroso processo de certificação e validação pelo DETRAN/CE. O órgão analisa diversos elementos relacionados à aula ministrada, incluindo a identificação do candidato, os dados do veículo utilizado e o cumprimento das exigências legais para a formação prática. Somente após a conclusão dessa etapa é que o candidato poderá realizar o exame prático de direção veicular.

                            O exame prático também não se realiza pelo aplicativo e nem pela autoescola. Ele continua sendo aplicado pelo DETRAN, que avaliará se o candidato possui condições técnicas e comportamentais para conduzir um veículo com segurança. Somente após a aprovação no exame prático é que acontecerá e emissão da Permissão para Dirigir (PPD).

                            Portanto, não existe “CNH da autoescola” e “CNH do aplicativo”. Existe apenas uma CNH e um único processo legal para obtê-la.

                            A tecnologia é bem-vinda e pode contribuir para modernizar os serviços públicos. Contudo, nenhum aplicativo substitui a formação prática do futuro motorista, o acompanhamento profissional durante o processo de habilitação e a segurança jurídica proporcionada pelas autoescolas credenciadas.

                            A autoescola continua sendo a porta de entrada mais segura para quem deseja tirar sua primeira habilitação. É nela que o cidadão encontra orientação especializada, suporte administrativo, instrutores qualificados e toda a estrutura necessária para cumprir as exigências legais e aprender a dirigir com responsabilidade.

                            Antes de acreditar que existe um caminho mais fácil ou diferente para tirar a CNH, é importante compreender que o processo permanece o mesmo. O que mudou foi apenas a existência de uma ferramenta tecnológica disponibilizada pelo Governo Federal. A formação do condutor, os exames obrigatórios e as etapas de aprendizagem continuam sendo indispensáveis.

                            Em outras palavras, a CNH Brasil não é uma nova CNH. A habilitação continua sendo a mesma, e a autoescola continua sendo fundamental para formar motoristas mais preparados e contribuir para um trânsito mais seguro para todos.

                            * Alisson Maia é advogado, vice presidente do IDT Brasil – Instituto de direito do Trânsito do Brasil

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                            Tecnologia da USP faz o semáforo “esperar” o pedestre e pode tornar travessias mais seguras

                            qua, 29/07/2026 - 13:30
                            A escolha do cruzamento entre a Avenida Rebouças e a Rua Oscar Freire ocorreu como parte do estudo devido aos maiores fluxos, tanto de veículos quanto de pedestres. Foto: Andrey Gomes/reprodução do artigo

                            Imagine atravessar uma avenida sem a preocupação de o sinal fechar antes de chegar ao outro lado. Essa é a proposta de um sistema de semaforização inteligente desenvolvido por pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP). A tecnologia utiliza sensores para identificar quando o pedestre ainda está na faixa e mantém o sinal verde até que a travessia seja concluída, tornando o deslocamento mais seguro, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

                            Além de aumentar a segurança, a solução apresentou resultados positivos na fluidez do trânsito. Ou seja, em simulações realizadas em cruzamentos da cidade de São Paulo, o tempo médio de viagem dos pedestres foi reduzido em 71,42%, o equivalente a cerca de um minuto a menos de espera. O sistema também beneficiou os motoristas, com redução média de 22% no tempo de espera dos veículos em alguns dos cenários analisados.

                            Tecnologia prioriza quem atravessa a rua

                            Diferentemente dos sistemas tradicionais de controle semafórico, que normalmente ajustam os tempos dos sinais com base no fluxo de veículos, a pesquisa concentrou a atenção no comportamento dos pedestres.

                            O funcionamento é simples: quando o sinal abre para a travessia, sensores monitoram continuamente a faixa. Se a pessoa terminar de atravessar antes do tempo previsto, o sistema encerra o verde para pedestres e libera imediatamente o trânsito de veículos. Porém, se ainda houver alguém na faixa — como um idoso, uma pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida — o sinal permanece aberto até o fim da travessia.

                            Conforme Andrey Luís Barbosa Gomes, autor da pesquisa, a proposta busca adaptar o funcionamento do semáforo às necessidades reais de quem utiliza a via.

                            “O programa funciona assim: ele abre o verde para o pedestre e, se ele já tiver atravessado, o sinal fecha e libera os veículos. Mas, se o sensor detectar que o pedestre ainda está na faixa — como um idoso ou alguém com mobilidade reduzida —, o veículo continua parado e o verde se mantém”, explica.

                            Estudo nasceu da preocupação com a segurança dos pedestres

                            De acordo com os pesquisadores, os acidentes entre veículos e pedestres continuam sendo um desafio para a mobilidade urbana. Embora se projete as cidades para as pessoas, grande parte dos sistemas de controle de tráfego ainda prioriza o fluxo de veículos motorizados ou do transporte coletivo.

                            Para o professor Claudio Luiz Marte, orientador da dissertação, iniciativas voltadas à segurança dos pedestres são essenciais, principalmente porque quem caminha está mais exposto aos riscos do trânsito.

                            Ele lembra que, na cidade de São Paulo, existe uma regra que limita a espera dos pedestres nos semáforos a um minuto e meio, medida importante para reduzir o comportamento de risco de quem decide atravessar fora do momento correto. “O motorista não vai abandonar o carro no meio do trânsito, mas o pedestre perde a paciência, se arrisca entre os veículos e, nessa história, ele é o mais vulnerável.”

                            Simulações reproduziram cruzamentos reais

                            Para avaliar o desempenho da tecnologia, os pesquisadores utilizaram dados reais de diferentes cruzamentos da capital paulista.

                            O trabalho reuniu informações sobre a geometria das vias, volume de veículos e pedestres, além dos movimentos durante a travessia, como situações em que as pessoas atravessavam fora da faixa ou com o semáforo aberto para os veículos.

                            Esses dados permitiram construir simulações de quatro locais com características bastante diferentes:

                            • um cruzamento em frente ao Hospital Universitário da USP, onde circulam idosos, pessoas com deficiência, pacientes e crianças;
                            • a Praça dos Bancos, na Cidade Universitária;
                            • o cruzamento entre a Avenida Rebouças e a Rua Oscar Freire, região de intenso fluxo de veículos e pedestres e com acesso à estação Oscar Freire do Metrô;
                            • um cruzamento em frente ao Terminal Cidade Tiradentes, escolhido por representar uma área de urbanização não planejada.

                            Segundo Andrey Gomes, a escolha da Cidade Tiradentes teve o objetivo de verificar se a tecnologia também funcionaria em regiões periféricas. “Infelizmente, o desenho das linhas de ônibus em áreas periféricas ocorre para levar ao centro, mas não para o morador fazer compras no próprio bairro. Nosso estudo foi até onde a cidade cresceu sem planejamento, garantindo o funcionamento da tecnologia para que o pedestre de menor renda também tenha segurança”, conta.

                            O pesquisador destaca ainda que o cruzamento em frente ao Hospital Universitário representou um dos maiores desafios do estudo justamente por concentrar usuários mais vulneráveis.

                            Resultados beneficiaram pedestres e motoristas

                            Nos testes realizados, o sistema apresentou melhora em todos os cenários simulados. O tempo médio de viagem dos pedestres caiu cerca de 71%, enquanto houve redução do tempo máximo de espera, em média, em 69%. Em alguns locais, como o Hospital Universitário e o Terminal Cidade Tiradentes, a redução chegou a aproximadamente um minuto. Na Praça dos Bancos, a economia foi de 58 segundos.

                            Embora a prioridade fosse aumentar a segurança dos pedestres, os pesquisadores observaram ganhos também para os motoristas.

                            Nos modelos da Praça dos Bancos e do Terminal Cidade Tiradentes, o tempo médio de espera dos veículos diminuiu 22%. Já o tempo máximo de espera aumentou cerca de 30,9 segundos, diferença considerada aceitável pelos pesquisadores diante dos benefícios obtidos para os usuários mais vulneráveis das vias.

                            Tecnologia busca equilibrar segurança e fluidez

                            Conforme Andrey Gomes, a pesquisa demonstra que é possível tornar as travessias mais seguras sem comprometer significativamente a circulação dos veículos.

                            “Na engenharia de tráfego, o fluxo de veículos e a geometria das vias costumam ser priorizados em detrimento do pedestre. Mas vale lembrar que a posição de pedestre é uma em que, uma hora ou outra, todos nós estaremos”, lembra o professor.

                            Para desenvolver o sistema, os pesquisadores utilizaram o software de simulação de tráfego PTV VISSIM e um algoritmo em linguagem C#, responsável por identificar a presença dos pedestres e controlar o tempo dos semáforos. Os resultados indicaram que a lógica de programação é capaz de aumentar a fluidez das viagens dos pedestres, além disso, reduzir conflitos entre veículos e pessoas e manter a circulação dos automóveis sem impactos negativos significativos.

                            O estudo contou com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além da colaboração do Centro Interdisciplinar de Tecnologias Interativas (Citi) da USP. A dissertação deverá ser disponibilizada em breve na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da universidade.

                            As informações são do Jornal da USP

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                            CPF irregular pode bloquear serviços da CNH? Entenda

                            qua, 29/07/2026 - 08:15
                            A relação entre CPF e CNH tem sido alvo de interpretações equivocadas na internet. Foto: criação de IA

                            Quem pretende renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), solicitar uma segunda via ou alterar a categoria do documento precisa prestar atenção a um detalhe que muitas vezes passa despercebido: a situação cadastral do CPF.

                            Nas últimas semanas, diversas publicações nas redes sociais passaram a afirmar que qualquer pendência no Cadastro de Pessoas Físicas seria suficiente para “bloquear a CNH”. A afirmação, no entanto, simplifica uma situação mais complexa e pode levar muitos motoristas ao erro.

                            Na prática, o que pode impedir a realização de serviços relacionados à CNH não são dívidas comuns ou o nome negativado, mas sim irregularidades no cadastro do CPF perante a Receita Federal ou, em situações específicas, restrições determinadas pela Justiça. Durante diversos procedimentos realizados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), os sistemas consultam automaticamente as bases de dados da Receita Federal para confirmar a identidade do cidadão. Se houver inconsistências, o atendimento poderá ser interrompido até que o problema seja solucionado.

                            Dívida não é a mesma coisa que CPF irregular

                            Um dos principais equívocos sobre o assunto é confundir pendências financeiras com irregularidade cadastral. Ter parcelas atrasadas, empréstimos em aberto, contas vencidas ou estar com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes não gera automaticamente o bloqueio da CNH. A Receita Federal, inclusive, diferencia claramente a situação cadastral da situação fiscal do contribuinte. É possível possuir débitos tributários e, ainda assim, manter o CPF com status “Regular”.

                            Por isso, o motorista não deve acreditar em mensagens que afirmam que qualquer dívida resultará na suspensão da habilitação.

                            Quais situações podem impedir serviços da CNH?

                            Os problemas costumam surgir quando o CPF apresenta alguma inconsistência cadastral.

                            Entre as situações mais comuns estão:

                            • CPF com situação “Pendente de Regularização”, normalmente em razão da ausência de entrega da Declaração do Imposto de Renda quando obrigatória;
                            • CPF “Suspenso”, geralmente por informações cadastrais incorretas ou incompletas;
                            • CPF “Cancelado” ou “Nulo”, em hipóteses previstas pela Receita Federal, como duplicidade ou fraude;
                            • Restrições decorrentes de determinações judiciais, quando houver ordem específica que produza efeitos sobre o exercício de determinados direitos.

                            Nessas situações, o Detran pode não conseguir concluir procedimentos que dependem da validação da identidade do condutor.

                            Quais serviços podem ser afetados?

                            O cruzamento de informações ocorre em diversos atendimentos realizados pelos órgãos de trânsito.

                            Entre eles estão:

                            • renovação da CNH;
                            • emissão de segunda via;
                            • inclusão ou mudança de categoria;
                            • atualização de dados cadastrais;
                            • outros procedimentos que exigem validação do CPF.

                            Ou seja, o motorista não perde automaticamente a habilitação, mas pode ficar impedido de concluir esses serviços enquanto o CPF permanecer irregular.

                            O risco de deixar para a última hora

                            O problema ganha maior importância para quem está próximo do vencimento da CNH. Se a renovação não puder ser concluída porque o CPF apresenta irregularidades cadastrais, o condutor poderá enfrentar dificuldades para manter o documento válido.

                            Vale lembrar que o Código de Trânsito Brasileiro permite dirigir com a CNH vencida por até 30 dias. Após esse prazo, conduzir veículo com a habilitação vencida caracteriza infração gravíssima, sujeita à multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo até a apresentação de um motorista habilitado.

                            Por isso, especialistas recomendam que o condutor verifique tanto a validade da habilitação quanto a situação cadastral do CPF antes de iniciar qualquer processo junto ao Detran.

                            Como consultar a situação do CPF

                            A consulta é gratuita e pode ser feita diretamente pelos serviços da Receita Federal.

                            O resultado indicará uma das situações cadastrais previstas pelo órgão.

                            Quando o status aparecer como “Regular”, não existe impedimento cadastral relacionado ao CPF.

                            Caso apareçam situações como “Suspenso”, “Pendente de Regularização”, “Cancelado” ou “Nulo”, será necessário regularizar o cadastro antes de prosseguir com o atendimento no Detran.

                            O que fazer se houver irregularidade

                            A providência depende do motivo da pendência. Em alguns casos será necessário atualizar informações cadastrais, como nome ou filiação. Em outros, entregar declarações do Imposto de Renda que deixaram de ser apresentadas ou atender às exigências informadas pela Receita Federal.

                            Somente após a regularização é que os sistemas dos órgãos públicos voltarão a reconhecer o CPF como apto para validação dos serviços.

                            Atenção às informações que circulam nas redes sociais

                            A relação entre CPF e CNH tem sido alvo de interpretações equivocadas na internet. Embora realmente existam situações em que problemas cadastrais impeçam a conclusão de serviços nos Detrans, isso não significa que qualquer pendência financeira resulte na perda da habilitação.

                            Para evitar transtornos, a recomendação é simples: antes de solicitar a renovação da CNH ou qualquer outro procedimento relacionado ao documento, confira a situação cadastral do CPF. Uma verificação preventiva pode evitar atrasos, deslocamentos desnecessários e até problemas caso a habilitação vença antes da conclusão do processo.

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                            Programa que oferece mudança gratuita de categoria da CNH registra recorde de inscrições

                            ter, 28/07/2026 - 17:30
                            O Programa Mais Motoristas tem como objetivo aumentar a oferta de profissionais qualificados para atender às demandas do transporte rodoviário de cargas e de passageiros. Foto: criação de IA

                            O Programa Mais Motoristas, criado para ampliar a formação de condutores profissionais no transporte de cargas e de passageiros, alcançou um novo recorde de participação. A edição mais recente recebeu 138.586 inscrições em todo o país, número cerca de 150% superior ao registrado no primeiro edital, lançado em 2023, quando 55.550 pessoas se candidataram.

                            O aumento na procura demonstra o interesse pela oportunidade de obter gratuitamente a mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a qualificação profissional, em um momento em que o setor de transporte enfrenta dificuldades para suprir a demanda por motoristas qualificados.

                            A primeira convocação dos candidatos classificados está prevista para 3 de agosto, mesma data em que será divulgado o cronograma das demais chamadas.

                            Programa busca ampliar o número de motoristas profissionais

                            Criado em 2023, o Programa Mais Motoristas oferece gratuitamente a mudança da categoria da CNH para C, D ou E, além da qualificação necessária para atuação no transporte de cargas e de passageiros.

                            Conforme os organizadores, a iniciativa foi criada para contribuir com a formação de novos profissionais e ajudar a enfrentar o déficit de mão de obra no setor, considerado um dos principais desafios do transporte brasileiro.

                            O SEST SENAT é responsável por custear integralmente tanto a mudança de categoria da habilitação quanto a formação especializada, realizada na Escola de Motoristas Profissionais ou em cursos homologados pela instituição.

                            Como será a seleção dos candidatos

                            Com o encerramento do período de inscrições, os candidatos passarão pela etapa de classificação, que seguirá os critérios definidos no edital.

                            A prioridade será para mulheres que estão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Em seguida, serão classificados os demais inscritos no CadÚnico, depois as mulheres não cadastradas no programa e, por fim, o público em geral.

                            Dentro de cada um desses grupos, terão preferência os candidatos sem vínculo formal de trabalho e aqueles que possuírem maior número de dependentes diretos.

                            Os participantes deverão acompanhar as próximas etapas do processo seletivo. Os convocados receberão, por e-mail, a solicitação para envio da documentação exigida.

                            De acordo com o programa, é responsabilidade do candidato preencher corretamente as informações e encaminhar todos os documentos dentro do prazo estabelecido. O não cumprimento dessas exigências resultará na perda da vaga.

                            Participantes relatam novas oportunidades profissionais

                            Beneficiários das edições anteriores afirmam que o programa possibilitou o ingresso em uma nova área de atuação por meio da mudança de categoria da CNH.

                            Tiago Marinho, de 40 anos, conta que já possuía habilitação na categoria D, mas não tinha condições financeiras de obter a categoria E.

                            “Eu já tinha CNH categoria D e não tinha condições financeiras de mudar para a categoria E. Quando surgiu essa oportunidade, consegui fazer a troca. Hoje já estou com o documento em mãos e atuando na área”, conta.

                            Situação semelhante viveu Rosenildo Rocha, de 43 anos, que conseguiu ampliar suas possibilidades de atuação profissional. “Eu tinha habilitação nas categorias A e B e consegui mudar para a categoria E. Estou concluindo o treinamento e, depois, vou partir para a prática. Só tenho a agradecer ao programa e a toda a equipe do SEST SENAT pela oportunidade”, conclui.

                            Formação pode ampliar oportunidades no transporte

                            O Programa Mais Motoristas tem como objetivo aumentar a oferta de profissionais qualificados para atender às demandas do transporte rodoviário de cargas e de passageiros.

                            Além de ampliar as oportunidades de emprego e geração de renda para os participantes, a iniciativa também busca fortalecer a qualificação dos condutores, aspecto considerado importante para a atuação profissional e para a segurança no trânsito.

                            Com o número recorde de inscrições nesta edição, o programa reforça a crescente procura por oportunidades de formação voltadas ao setor de transporte e evidencia o interesse de milhares de brasileiros em ingressar na profissão de motorista.

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                            Nova prova da CNH de moto começa a valer em SP; entenda as mudanças

                            ter, 28/07/2026 - 13:30
                            Para os candidatos, a principal orientação é investir em uma preparação voltada para a condução segura. Foto: joasouza para Depositphotos

                            Os candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A já começam a encontrar um novo formato de exame prático em São Paulo. O Detran-SP adaptou a avaliação às regras previstas na Resolução Contran nº 1.020/2025, que reformulou o processo de habilitação em todo o país. Entre as mudanças está a adoção de um modelo de avaliação mais próximo das situações enfrentadas pelos motociclistas no dia a dia, reduzindo a ênfase em manobras realizadas exclusivamente em circuito fechado.

                            A mudança tem despertado dúvidas entre candidatos e instrutores, principalmente sobre o grau de dificuldade do novo exame. No entanto, a proposta não é tornar a prova mais fácil, mas avaliar competências que realmente serão exigidas quando o motociclista estiver circulando pelas vias.

                            O que muda na prova prática

                            O novo modelo adotado pelo Detran-SP segue as diretrizes do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, elaborado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

                            A principal mudança é que o exame passa a utilizar um sistema de pontuação baseado em infrações de trânsito. Durante a avaliação, as ocorrências registradas pelo examinador recebem pontuação de acordo com sua gravidade — leve, média, grave ou gravíssima. O candidato será aprovado desde que não ultrapasse o limite previsto nas novas regras.

                            Além disso, o exame deixa de concentrar sua avaliação em exercícios específicos de um circuito e busca verificar se o candidato demonstra condições de conduzir a motocicleta de forma segura em situações semelhantes às encontradas no trânsito.

                            Conforme o Detran-SP, o objetivo é tornar a avaliação mais compatível com a realidade enfrentada pelos futuros condutores após a obtenção da habilitação.

                            A prova ficou mais fácil?

                            Apesar de alguns elementos tradicionais do percurso deixarem de ter o mesmo protagonismo, a mudança não representa uma redução da exigência técnica.

                            Na prática, o candidato continua precisando demonstrar domínio da motocicleta, equilíbrio, coordenação dos comandos, respeito às regras de circulação e capacidade de tomar decisões seguras durante a condução.

                            A diferença é que a avaliação passa a privilegiar habilidades que fazem parte da rotina de quem conduz uma motocicleta, em vez de focar apenas na execução de manobras previamente treinadas.

                            Isso significa que memorizar um circuito específico tende a ser menos importante do que demonstrar preparo para enfrentar situações reais de trânsito.

                            Quais habilidades continuam sendo avaliadas?

                            Mesmo com as mudanças, diversos aspectos permanecem fundamentais para a aprovação no exame.

                            Entre eles estão:

                            • controle da motocicleta;
                            • uso correto dos comandos;
                            • respeito à sinalização;
                            • posicionamento adequado na via;
                            • realização segura de curvas e frenagens;
                            • atenção ao ambiente ao redor;
                            • tomada de decisões durante a condução.

                            Essas competências fazem parte da condução segura e continuam sendo essenciais para que o candidato demonstre condições de obter a habilitação.

                            Mudança segue regras nacionais

                            Embora São Paulo tenha sido um dos estados a implementar o novo modelo de avaliação, as alterações decorrem da Resolução Contran nº 1.020/2025, que estabeleceu novas diretrizes para o processo de formação de condutores em todo o país.

                            Além da reformulação do exame prático, a norma também trouxe mudanças para o exame teórico, com a utilização do Banco Nacional de Questões (BNQ), e criou novas possibilidades para a organização do processo de aprendizagem, cuja implementação depende da adaptação dos Detrans.

                            Por isso, a adoção das novas regras pode ocorrer em momentos diferentes entre os estados.

                            Formação continua sendo decisiva

                            As mudanças no exame acontecem em um momento em que os motociclistas representam a maior parcela das vítimas fatais no trânsito brasileiro. Esse cenário reforça a importância de um processo de formação capaz de preparar os futuros condutores para reconhecer riscos, agir preventivamente e adotar comportamentos seguros desde o início da vida como motociclistas.

                            Mais do que avaliar a execução de manobras, o novo modelo busca verificar se o candidato demonstra conhecimentos e habilidades compatíveis com os desafios que encontrará ao conduzir uma motocicleta nas vias.

                            O que muda para quem vai fazer a prova?

                            Para os candidatos, a principal orientação é investir em uma preparação voltada para a condução segura, e não apenas para a memorização do percurso do exame.

                            Compreender as normas de circulação, desenvolver boa percepção de risco, praticar técnicas de condução defensiva e manter atenção constante durante toda a avaliação tendem a ser fatores cada vez mais importantes no novo modelo.

                            A atualização do exame reflete uma tendência de aproximar o processo de habilitação da realidade do trânsito. O objetivo é que a prova avalie não apenas a capacidade de controlar a motocicleta, mas também o preparo do futuro condutor para enfrentar, com segurança e responsabilidade, as situações que encontrará após receber a CNH.

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                            Brasil registra um veículo roubado ou furtado a cada dois minutos, aponta Anuário da Segurança Pública

                            ter, 28/07/2026 - 08:15
                            Um veículo foi roubado ou furtado a cada dois minutos no Brasil em 2025. Apesar da queda nos índices, o país ainda registrou mais de 308 mil ocorrências no ano. Foto: criação de IA

                            Embora os indicadores de criminalidade relacionados aos veículos tenham apresentado melhora em 2025, o problema continua longe de ser pequeno. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostram que o Brasil registrou 308.440 ocorrências de roubo e furto de veículos ao longo do ano passado. Na prática, isso significa que, em média, um veículo foi roubado ou furtado a cada 1 minuto e 42 segundos no país.

                            Em números diários, foram aproximadamente 845 ocorrências por dia, ou cerca de 35 por hora. Apesar do volume ainda expressivo, o levantamento aponta uma redução de 14,3% na taxa nacional em comparação com 2024, indicando uma tendência positiva que, no entanto, ainda exige atenção das autoridades e dos proprietários de veículos.

                            Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública a partir de informações fornecidas pelas secretarias estaduais de segurança e outros órgãos oficiais.

                            Queda foi maior nos roubos do que nos furtos

                            O levantamento mostra que a redução foi mais significativa nos casos de roubo de veículos, modalidade em que há violência ou grave ameaça contra a vítima.

                            Em 2025, foram registrados 104.491 roubos, contra 126.358 no ano anterior. A taxa passou de 101,9 para 80,9 ocorrências por 100 mil veículos, representando uma queda de 20,6%.

                            Já os furtos de veículos, quando não há contato direto entre o criminoso e o proprietário, também diminuíram, mas em ritmo menor. Foram 203.949 ocorrências em 2025, frente a 219.145 em 2024. A taxa caiu de 176,8 para 158 casos por 100 mil veículos, redução de 10,6%.

                            Na prática, cerca de dois terços de todos os registros de subtração de veículos no país em 2025 foram classificados como furto.

                            Rio de Janeiro lidera ranking proporcional

                            Ao analisar a incidência proporcional à frota de veículos — indicador considerado mais adequado para comparar estados com tamanhos diferentes — o Rio de Janeiro permanece com a maior taxa do país.

                            Confira os estados com maiores índices de roubo e furto de veículos em 2025: EstadoOcorrências por 100 mil veículosRio de Janeiro516,8Pernambuco476,5Paraíba349,1São Paulo318,0Acre310,7Bahia292,6Maranhão290,4

                            Mesmo liderando o ranking, o Rio de Janeiro apresentou redução de 14,6% na taxa em relação ao ano anterior. Pernambuco também registrou queda, de 6,5%.

                            Vale destacar que esse indicador mede a quantidade de ocorrências em relação ao tamanho da frota de veículos de cada estado, permitindo comparações mais precisas do que os números absolutos.

                            São Paulo concentra maior número de ocorrências

                            Quando o critério passa a ser o volume total de registros, o cenário muda completamente. Os estados com maior número de roubos e furtos de veículos em 2025 foram:

                            1. São Paulo – 112.358 ocorrências;
                            2. Rio de Janeiro – 42.725;
                            3. Minas Gerais – 27.611;
                            4. Pernambuco – 18.704;
                            5. Bahia – 16.715.

                            Sozinho, São Paulo concentrou aproximadamente 36% de todas as ocorrências registradas no país. No entanto, devido à grande quantidade de veículos registrados no estado, ele ocupa apenas a quarta posição quando analisada a taxa por 100 mil veículos.

                            Essa diferença mostra por que especialistas recomendam utilizar indicadores proporcionais para avaliar o risco de cada região.

                            Dois estados seguiram na contramão

                            Embora a tendência nacional tenha sido de queda, nem todos os estados acompanharam esse movimento. A Paraíba e o Acre registraram aumento nas taxas de roubo e furto de veículos em 2025.

                            Na Paraíba, a taxa passou de 302,2 para 349,1 ocorrências por 100 mil veículos, crescimento de 15,5%. O avanço foi impulsionado principalmente pelos roubos, que aumentaram 24,2% em relação ao ano anterior.

                            Já no Acre, a taxa subiu de 271,6 para 310,7, alta de 14,4%. No estado, cresceram tanto os roubos quanto os furtos de veículos.

                            Redução é positiva, mas não elimina os riscos

                            Os números mostram que o cenário brasileiro evoluiu em relação ao ano anterior, mas também deixam claro que o roubo e o furto de veículos continuam afetando milhares de motoristas todos os meses.

                            Por isso, além do trabalho das forças de segurança, especialistas recomendam que os proprietários adotem medidas preventivas no dia a dia, como:

                            • estacionar em locais iluminados e movimentados;
                            • evitar deixar objetos de valor expostos dentro do veículo;
                            • conferir se portas e vidros ficaram totalmente fechados;
                            • utilizar dispositivos de rastreamento, quando possível;
                            • manter atenção redobrada ao estacionar ou desembarcar em locais pouco movimentados.

                            Em caso de roubo, a principal orientação continua sendo não reagir, preservando a integridade física.

                            Depois da ocorrência, o motorista deve comunicar imediatamente as autoridades policiais, registrar o boletim de ocorrência e informar a seguradora e a empresa de rastreamento, caso o veículo possua esses serviços.

                            Os dados do Anuário mostram que, apesar da redução observada em 2025, o Brasil ainda convive com uma média de centenas de veículos roubados ou furtados diariamente, reforçando a importância tanto das políticas públicas de segurança quanto da adoção de medidas preventivas pelos próprios condutores.

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                            Como funcionam os semáforos inteligentes que estão reduzindo o trânsito em São Paulo

                            seg, 27/07/2026 - 17:30
                            Tecnologia já modernizou 1.677 cruzamentos e integra ações para melhorar a circulação viária na cidade. Foto: Divulgação Prefeitura de São Paulo

                            Os semáforos inteligentes vêm ganhando espaço como uma das principais ferramentas para melhorar a fluidez do trânsito nas grandes cidades. Em São Paulo, a tecnologia já foi implantada em 1.677 cruzamentos e, segundo a Prefeitura, contribuiu para reduzir em 12,16% os índices de lentidão nas regiões atendidas, além de aumentar em 5,72% a capacidade de circulação de veículos.

                            Diferentemente dos semáforos convencionais, que operam com tempos programados previamente, o novo sistema acompanha o fluxo de veículos em tempo real e ajusta automaticamente o tempo de abertura e fechamento dos sinais conforme a demanda de cada cruzamento. O objetivo é reduzir filas, evitar paradas desnecessárias e tornar os deslocamentos mais eficientes.

                            Embora a iniciativa seja aplicada na capital paulista, ela mostra como a tecnologia pode contribuir para melhorar a mobilidade urbana em outras cidades brasileiras que enfrentam congestionamentos frequentes.

                            Como funciona um semáforo inteligente?

                            O sistema utilizado em São Paulo é o SCATS (Sydney Coordinated Adaptive Traffic System), tecnologia desenvolvida para monitorar continuamente o comportamento do trânsito.

                            Por meio de sensores e equipamentos instalados nos cruzamentos, o sistema identifica o volume de veículos em circulação e altera automaticamente os ciclos semafóricos sempre que necessário. Assim, uma via com maior fluxo pode receber mais tempo de sinal verde, enquanto outra com menor movimento não permanece aberta além do necessário.

                            Além da operação automática, equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) acompanham o funcionamento dos equipamentos em tempo real a partir do Centro de Controle.

                            Quando ocorrem acidentes, manifestações, interdições ou falhas nos equipamentos, os operadores podem intervir imediatamente na programação dos semáforos para adaptar a operação às condições do momento, buscando preservar a fluidez e a segurança viária. O monitoramento também permite identificar falhas rapidamente e, em alguns casos, corrigi-las de forma remota.

                            Resultados já aparecem em diferentes regiões

                            Conforme a Prefeitura de São Paulo, os benefícios da tecnologia foram observados em todas as macrorregiões avaliadas pela CET.

                            Os melhores resultados ocorreram nas zonas Sudeste e Leste, onde a capacidade de circulação aumentou 12,05% e a lentidão caiu 26,04%.

                            Em alguns corredores viários, os números foram ainda mais expressivos. Na Avenida Indianópolis, por exemplo, a lentidão diminuiu 66,2%, enquanto o fluxo de veículos cresceu 5%. Já na Avenida Paes de Barros, a redução dos congestionamentos chegou a 57,1%, acompanhada de aumento de 16,7% na circulação de veículos. Também foram registradas reduções nas filas da Rua dos Trilhos (50%), da Avenida dos Bandeirantes (29%) e da Avenida Salim Farah Maluf (22,6%).

                            Expansão continua

                            O programa de modernização segue em andamento. De acordo com a Prefeitura, 1.677 cruzamentos já receberam os novos equipamentos. Outros 217 estão em fase final de implantação e 689 tiveram seus projetos executivos aprovados. A meta é chegar a 2.583 cruzamentos inteligentes em toda a cidade. O investimento previsto é de R$ 725,5 milhões.

                            A maior concentração da tecnologia está atualmente nas áreas das subprefeituras da Sé, Vila Mariana, Pinheiros, Lapa, Ipiranga, Mooca e Santo Amaro.

                            Tecnologia pode contribuir para um trânsito mais eficiente

                            O uso de sistemas inteligentes de controle semafórico é uma tendência em diversas cidades do mundo por permitir que a operação acompanhe as mudanças do trânsito ao longo do dia.

                            Ao adaptar automaticamente os tempos dos sinais conforme a demanda, a tecnologia busca reduzir congestionamentos, melhorar a circulação dos veículos e diminuir períodos de espera desnecessários nos cruzamentos.

                            Para os motoristas, isso pode representar viagens mais rápidas e previsíveis. Já para os órgãos responsáveis pela gestão do trânsito, o monitoramento em tempo real amplia a capacidade de resposta diante de ocorrências que afetam a mobilidade urbana, contribuindo para uma operação mais eficiente do sistema viário.

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                            Ruído do trânsito pode estar associado a maior risco de Parkinson, aponta estudo

                            seg, 27/07/2026 - 13:30
                            Morar próximo a vias com intenso fluxo de veículos pode estar associado a um maior risco de diagnóstico da doença de Parkinson, segundo estudo publicado no JAMA Neurology. Foto: Criação de IA

                            O barulho constante do trânsito pode representar mais do que um incômodo para quem vive próximo a vias movimentadas. Um estudo publicado na revista científica JAMA Neurology encontrou uma associação entre a exposição prolongada ao ruído do tráfego rodoviário e um maior risco de diagnóstico da doença de Parkinson.

                            A pesquisa acompanhou mais de 3 milhões de adultos na Dinamarca durante quase duas décadas e avaliou a exposição ao ruído nas residências dos participantes. Os resultados mostraram que pessoas expostas a níveis mais elevados de barulho apresentaram um aumento modesto, mas estatisticamente significativo, no risco de desenvolver a doença.

                            Os autores, porém, fazem um alerta importante: o estudo é observacional e identifica apenas uma associação estatística entre os fatores analisados. Isso significa que os resultados não permitem afirmar que o ruído do trânsito seja a causa da doença de Parkinson.

                            O que os pesquisadores descobriram

                            O estudo analisou adultos com 40 anos ou mais que não tinham diagnóstico prévio de Parkinson e estimou os níveis de ruído provocados pelo tráfego nas residências dos participantes ao longo dos anos.

                            Após considerar outros fatores que poderiam influenciar os resultados, como poluição do ar, características socioeconômicas e presença de áreas verdes, os pesquisadores observaram que maiores níveis de exposição ao ruído estiveram associados a um risco mais elevado de diagnóstico da doença.

                            Conforme a pesquisa, para cada aumento de aproximadamente 11 decibéis no lado da residência mais exposto ao trânsito, houve um aumento de cerca de 3% no risco de diagnóstico de Parkinson.

                            Quando foi analisado o lado mais silencioso da residência, um aumento de aproximadamente 9 decibéis esteve associado a um crescimento de cerca de 4% nesse risco.

                            Embora os percentuais individuais sejam considerados pequenos, os pesquisadores destacam que a exposição ao ruído do trânsito atinge milhões de pessoas, o que pode representar um impacto relevante do ponto de vista da saúde pública.

                            Um lado silencioso da casa pode fazer diferença

                            Um dos achados que chamou a atenção dos pesquisadores foi a influência da chamada “fachada silenciosa” das residências.

                            As casas que apresentavam pelo menos um lado significativamente menos exposto ao ruído — com diferença de 10 decibéis ou mais em relação à fachada voltada para o trânsito — apresentaram um efeito protetor entre moradores submetidos aos níveis mais elevados de barulho.

                            Os autores sugerem que ambientes mais silenciosos podem favorecer um sono de melhor qualidade e reduzir parte dos efeitos provocados pela exposição contínua ao ruído, embora esse mecanismo ainda precise ser melhor compreendido.

                            Como o barulho pode afetar a saúde?

                            O estudo não investigou diretamente os mecanismos biológicos envolvidos, mas apresenta algumas hipóteses discutidas pela literatura científica.

                            Entre elas estão a interrupção do sono causada pelo ruído constante e a ativação prolongada das respostas de estresse do organismo. Esses fatores podem favorecer processos inflamatórios e de estresse oxidativo, frequentemente estudados por sua relação com doenças neurodegenerativas.

                            No entanto, os pesquisadores ressaltam que essas hipóteses ainda precisam ser confirmadas por novos estudos.

                            Pesquisa não comprova causa e efeito

                            Apesar da repercussão dos resultados, especialistas destacam que é preciso interpretá-los com cautela.

                            Por se tratar de um estudo observacional, não é possível afirmar que o ruído do trânsito provoque a doença de Parkinson. Pesquisas desse tipo identificam relações estatísticas entre fatores ambientais e determinadas doenças, mas não conseguem estabelecer uma relação causal definitiva.

                            Ainda assim, o grande número de participantes, o longo período de acompanhamento e o controle de diversos fatores ambientais tornam os resultados relevantes para ampliar o conhecimento sobre possíveis fatores de risco relacionados à doença.

                            Poluição sonora ganha atenção

                            O estudo reforça um tema que vem recebendo cada vez mais atenção da comunidade científica: os impactos da poluição sonora na saúde.

                            Embora se aponte frequentemente a poluição do ar como um dos principais problemas ambientais relacionados ao trânsito, os pesquisadores defendem que o ruído também merece atenção nas políticas públicas voltadas ao planejamento urbano e à qualidade de vida.

                            Em editorial publicado juntamente com o estudo, especialistas destacam que compreender melhor o papel dos fatores ambientais poderá contribuir para estratégias futuras de prevenção da doença de Parkinson.

                            Enquanto novas pesquisas buscam esclarecer essa relação, o trabalho amplia o debate sobre um problema presente na rotina de milhões de pessoas que vivem em áreas com intenso fluxo de veículos.

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                            CNH em 2026: as mudanças que realmente fazem diferença para motoristas; veja o que está valendo

                            seg, 27/07/2026 - 08:15
                            As mudanças na legislação de trânsito costumam despertar grande interesse dos motoristas, mas também favorecem a circulação de informações incompletas ou desatualizadas. Foto: criação de IA

                            A legislação de trânsito passou por diversas alterações ao longo de 2026, modificando procedimentos relacionados à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), à fiscalização e aos serviços oferecidos aos condutores. Algumas mudanças ampliaram o uso de ferramentas digitais, outras criaram novas exigências para quem pretende dirigir e também houve alterações que ainda geram dúvidas entre os motoristas.

                            Mais do que conhecer as novidades, é importante entender como elas afetam a rotina de quem dirige e quais cuidados continuam sendo necessários para evitar multas, suspensão do direito de dirigir ou problemas na renovação do documento.

                            Renovação automática existe, mas não elimina os exames obrigatórios

                            Uma das mudanças que mais chamou atenção foi a criação da chamada renovação automática da CNH. O nome, porém, levou muitos motoristas a acreditar que o documento passaria a ser renovado sem qualquer avaliação médica e isso chegou a valer por um tempo. Mas depois da tramitação da Medida Provisória, o processo não se sustentou. E, agora, os exames voltaram a valer.

                            A legislação passou a permitir que o processo seja iniciado e concluído de forma digital para os condutores cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), desde que atendam aos requisitos previstos em lei. Entretanto, permanecem obrigatórios os exames de aptidão física e mental e, quando exigida pela legislação, também a avaliação psicológica.

                            Ou seja, a principal novidade está na simplificação do procedimento administrativo, e não na dispensa das avaliações que verificam se o motorista continua apto para dirigir.

                            Exame toxicológico passou a alcançar novos condutores

                            Outra alteração importante diz respeito ao exame toxicológico. Até pouco tempo, a exigência era voltada principalmente aos motoristas das categorias C, D e E. Em 2026, entretanto, a obrigatoriedade também passou a alcançar os candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B, conforme a legislação federal aprovada neste ano.

                            A medida ampliou o alcance do exame e tornou esse procedimento parte da realidade de milhares de brasileiros que pretendem obter a primeira CNH.

                            Para os condutores profissionais das categorias C, D e E, permanecem válidas as exigências de realização periódica do exame dentro dos prazos legais, cuja ausência pode resultar em infração gravíssima.

                            Documento digital ganha ainda mais espaço

                            A Carteira Digital de Trânsito (CDT), agora chamada CNH do Brasil, consolidou-se como o principal meio de acesso à CNH.

                            Pelo aplicativo oficial, o motorista pode consultar o documento, acompanhar infrações, acessar notificações, verificar informações do veículo e utilizar diversos serviços sem necessidade de comparecimento presencial ao órgão de trânsito.

                            Apesar disso, quem preferir ainda pode solicitar a emissão da versão física da habilitação, conforme as regras estabelecidas pelo Detran de cada estado.

                            Regras sobre validade da CNH continuam as mesmas

                            Embora muitas pessoas tenham acreditado que os prazos de validade mudariam novamente em 2026, as regras permanecem inalteradas.

                            Atualmente, a renovação ocorre em intervalos diferentes conforme a idade do motorista:

                            • até 49 anos: validade de até 10 anos;
                            • entre 50 e 69 anos: validade de até 5 anos;
                            • a partir de 70 anos: validade de até 3 anos.

                            Esses prazos podem ser reduzidos por decisão médica quando houver necessidade de acompanhamento mais frequente das condições de saúde do condutor.

                            Limite de pontos exige atenção às infrações gravíssimas

                            Outro aspecto que continua gerando dúvidas é o sistema de pontuação da CNH. O limite para suspensão do direito de dirigir permanece variável conforme a quantidade de infrações gravíssimas cometidas em um período de 12 meses:

                            • até 40 pontos quando não houver infração gravíssima;
                            • até 30 pontos quando houver uma infração gravíssima;
                            • até 20 pontos quando forem registradas duas ou mais infrações gravíssimas.

                            Na prática, isso significa que não basta acompanhar apenas o número total de pontos. A natureza das infrações também influencia diretamente o risco de suspensão da habilitação.

                            Conhecer as regras também faz parte da segurança viária

                            Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, as mudanças na legislação de trânsito costumam despertar grande interesse dos motoristas, mas também favorecem a circulação de informações incompletas ou desatualizadas.

                            “Por isso, acompanhar as alterações oficiais e compreender exatamente o que mudou ajuda a evitar interpretações equivocadas e reduz o risco de irregularidades durante fiscalizações”, explica.

                            De acordo com o especialista, além de cumprir uma obrigação legal, manter a documentação em dia, realizar os exames exigidos e conhecer as regras vigentes contribui para que o sistema de trânsito funcione de forma mais segura para todos os usuários das vias.

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                            O que faz uma bicicleta durar anos? Especialista explica os cuidados que aumentam a vida útil da bike

                            dom, 26/07/2026 - 17:30
                            A manutenção adequada melhora o desempenho, aumenta a segurança e evita a substituição precoce de peças. Foto: Divulgação

                            Uma bicicleta bem cuidada pode acompanhar o ciclista por muitos anos. No entanto, pequenos erros do dia a dia, como deixar a corrente sem lubrificação, guardar a bike exposta ao tempo ou ignorar revisões preventivas, podem reduzir significativamente a vida útil dos componentes e aumentar os custos com manutenção.  

                            Com o crescimento do mercado de bicicletas no Brasil e o aumento do número de pessoas que utilizam a bike para lazer, esporte e mobilidade, especialistas reforçam que preservar o equipamento vai muito além da estética. A manutenção adequada melhora o desempenho, aumenta a segurança e evita a substituição precoce de peças. 

                            Segundo David Peterle, CEO da Oggi Bikes, a durabilidade da bicicleta começa antes mesmo do primeiro pedal.

                            “Muitas pessoas pensam apenas no preço na hora da compra, mas a escolha do modelo correto faz toda a diferença. Uma bicicleta compatível com o tipo de uso do ciclista tende a sofrer menos desgaste, exigir menos manutenção e proporcionar uma experiência muito melhor ao longo dos anos”, afirma. 

                            Limpeza vai muito além da aparência 

                            Após pedalar em trilhas, estradas de terra ou até mesmo em dias de chuva, a limpeza da bicicleta deve fazer parte da rotina. Poeira, barro e resíduos aceleram o desgaste da transmissão, dos rolamentos e de outros componentes mecânicos. “O ideal é fazer uma limpeza sempre que houver acúmulo de sujeira, utilizando produtos específicos para bicicletas. Jatos de alta pressão devem ser evitados porque podem remover a lubrificação interna dos rolamentos e comprometer componentes importantes”, orienta Peterle.

                            Corrente bem lubrificada faz diferença 

                            Entre todos os itens da bicicleta, poucos sofrem tanto desgaste quanto a corrente. Uma lubrificação inadequada aumenta o atrito, reduz a eficiência da pedalada e acelera o desgaste da transmissão.

                            A recomendação é utilizar lubrificantes específicos para bicicletas, escolhendo produtos adequados para condições secas ou úmidas. Antes de reaplicar o lubrificante, é importante remover resíduos antigos para evitar o acúmulo de sujeira. “Uma corrente bem cuidada preserva não apenas ela própria, mas também cassete, coroas e câmbio. É um cuidado simples que pode evitar gastos muito maiores no futuro”, explica o executivo. 

                            Calibragem correta evita desgaste prematuro 

                            Rodar com pneus abaixo ou acima da pressão recomendada compromete tanto o desempenho quanto a durabilidade da bicicleta. Além de aumentar o risco de furos, pneus mal calibrados exigem mais esforço do ciclista, desgastam a banda de rodagem de maneira irregular e podem afetar rodas e suspensão. “O ideal é verificar a calibragem antes dos pedais, respeitando sempre a pressão indicada para o modelo do pneu e o peso do ciclista. É um hábito rápido que melhora conforto, rendimento e segurança”, afirma Peterle.

                            Revisão preventiva custa menos do que trocar peças

                            Assim como acontece com um automóvel, a bicicleta também precisa de revisões periódicas. Freios, transmissão, suspensão, rolamentos e cabos devem ser inspecionados regularmente para identificar desgastes antes que eles comprometam outros componentes.

                            Segundo Peterle, muitas das manutenções mais caras poderiam ser evitadas com inspeções preventivas. “Esperar aparecer um problema costuma sair mais caro. Pequenos ajustes feitos no momento certo preservam a bicicleta, aumentam a segurança e evitam que o desgaste de uma peça acabe comprometendo outras”, destaca. 

                            Armazenamento também influencia

                            Outro cuidado frequentemente negligenciado é a forma como a bicicleta é guardada. Exposição prolongada ao sol, chuva e umidade acelera a oxidação de componentes metálicos e reduz a vida útil de pneus, selins e manoplas. Sempre que possível, a recomendação é armazenar a bicicleta em ambientes cobertos, secos e protegidos da exposição direta ao clima.  

                            A qualidade da bicicleta também faz diferença 

                            Além da manutenção, a escolha de uma bicicleta construída com componentes compatíveis com o uso pretendido influencia diretamente sua durabilidade.

                            “Uma boa bicicleta não é necessariamente a mais cara, mas aquela desenvolvida para atender ao perfil de quem vai utilizá-la. Quando o ciclista escolhe um modelo adequado para seu tipo de pedal e mantém uma rotina básica de manutenção, a bicicleta pode oferecer muitos anos de uso com excelente desempenho. Cuidar da bike é também preservar o investimento feito nela”, conclui Peterle.

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