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Atualizado: 21 minutos 59 segundos atrás

Os 6 melhores detectores de conteúdo criado com IA

qui, 22/01/2026 - 09:35
Foto: agsandrew para Depositphotos

Junto com o desenvolvimento de geradores de texto com IA, cresce também o número de ferramentas confiáveis para detectar vestígios de inteligência artificial. Isso é especialmente perceptível no meio acadêmico, profissional ou editorial. Com a ajuda de ferramentas modernas, é possível determinar quais partes do texto são criadas por robôs e avaliar a probabilidade do uso de IA na redação do conteúdo. Os especialistas prepararam os 6 melhores detectores para identificar IA em textos.

O que torna um detector eficaz

Antes de usar, é necessário ter informações sobre a eficácia dos detectores de IA. Ela é determinada pela combinação da precisão da identificação do texto robótico e sua capacidade de se adaptar a novos modelos de geração, levando em consideração o contexto. Com uma boa ferramenta, é possível reduzir o número de falsos positivos e fornecer resultados mais transparentes para avaliação posterior. Portanto, um detector de IA eficaz deve corresponder às seguintes características:

  1. Precisão de identificação. Capacidade de distinguir corretamente textos escritos por pessoas e IA com o mínimo de erros.
  2. Adaptabilidade a novos modelos. Regularidade na atualização de algoritmos para novos geradores.
  3. Análise contextual. Avaliação da estrutura, lógica e estilo, bem como do conteúdo, e não apenas das estatísticas de tokens e palavras.
  4. Explicabilidade dos resultados. Apresentação aos usuários de informações sobre quais características do texto levaram a essas conclusões.
  5. Facilidade de uso. Integração com sistemas existentes e suporte a vários formatos e idiomas.
  6. Combinação de métodos. Utilização de combinações de algoritmos e abordagens híbridas para aumentar a confiabilidade.

O detector de IA Smodin corresponde às características listadas. Você pode conhecer esse programa no seguinte link: https://smodin.io/pt/detector-de-conteudo-ai.

As melhores soluções para verificação acadêmica

Nenhum dos detectores de IA pode garantir 100% de precisão na identificação de textos gerados por robôs. Isso se aplica especialmente a textos para o meio acadêmico. No entanto, o uso desses programas ajuda a aumentar a confiabilidade da avaliação e reduzir o risco de conclusões falsas. Entre os melhores sistemas de verificação de IA estão:

  1. Winston AI. Programa para análise detalhada de texto e avaliação das probabilidades de geração automática.
  2. GPTZero. Ferramenta simples e popular, voltada para tarefas educacionais.
  3. Copyleaks. Software com verificação de IA e capacidade de avaliar plágio.
  4. TraceGPT. Testa o texto em busca de vestígios de IA e plágio simultaneamente.
  5. MyDetector. Ferramenta que combina verificação de IA, gramática e coincidências, suportando documentos longos.

Para garantir a honestidade acadêmica, vale a pena usar várias ferramentas para avaliar vestígios de IA no texto. Além disso, deve passar por uma avaliação profissional por parte do professor.

As melhores soluções para mídia e negócios

Nos negócios e na mídia, a verificação de textos quanto à presença de IA é importante para reter o público, proteger a marca e cumprir os padrões de qualidade. Abaixo, os especialistas apresentaram soluções eficazes para a verificação de textos para mídia e negócios:

  1. Smodin. Detector comprovado com avaliações de probabilidade de IA, relatórios e análises. Essa ferramenta é útil para CEOs, marketing e edição.
  2. ZeroGPT. Ferramenta popular e simples para verificações básicas de textos quanto à geração de IA.
  3. Originality. O sistema combina a verificação de plágio e a presença de modelos generativos de IA no texto, o que é importante para o conteúdo de marketing.
  4. NavTo. O sistema suporta vários modelos e idiomas que ajudam a identificar a geração de IA em conteúdo internacional.

GPTZero. Um método simples para verificar rapidamente se há vestígios de IA nos textos.A verificação de textos para IA para mídia ou negócios requer uma abordagem abrangente, que consiste na análise do contexto, verificação de fatos e padrões internos de qualidade.

Limitações das tecnologias de análise

Os sistemas de análise de textos para detectar vestígios de IA continuam a evoluir, mas existem certas limitações. Mesmo os detectores de IA modernos não podem garantir 100% de precisão, especialmente ao trabalhar com textos corrigidos, criativos ou acadêmicos. Essas limitações incluem: Precisão incompleta.

  1. Os programas apresentam resultados probabilísticos, dependendo do comprimento, gênero e estilo de redação do texto.
  2. Falsos positivos. Conteúdos humanos com estilo formal e construções padrão podem ser erroneamente destacados como IA.
  3. Atraso em relação aos novos modelos. Os modelos generativos evoluem rapidamente, e os detectores nem sempre se adaptam às inovações.
  4. Limitação de idiomas e formatos. Muitas ferramentas funcionam bem em inglês e têm dificuldade com idiomas raros.

Os sistemas de verificação de IA são úteis como ferramentas auxiliares, mas não substituem a opinião especializada de profissionais.

Como aumentar a precisão da verificação final

Aumentar a precisão da verificação final de textos em IA requer uma abordagem abrangente que combine ferramentas técnicas, análise de contexto e experiência de profissionais. Entre as principais maneiras de aumentar a precisão, destacam-se:

  1. Aplicação de vários sistemas de verificação em IA. A comparação dos resultados de vários programas reduz o risco de falsos positivos.
  2. Análise do contexto. Verificação da lógica, estilo, argumentação e coerência dos textos.
  3. Combinação com verificações de plágio. Ajuda a identificar partes reescritas ou emprestadas.
  4. Consideração do gênero e do volume dos textos. Diferentes tipos de textos exigem critérios de avaliação otimizados.

Documentação e verificação por especialistas. O registro das bases das conclusões e a avaliação dos especialistas aumentam a precisão.

Breve comparação dos líderes de mercado

No mercado, é possível encontrar um número considerável de sistemas para verificar a presença de IA em textos. Mas nem todos eles podem ser líderes de mercado. Abaixo está uma breve visão geral dos sistemas mais populares para avaliar vestígios de inteligência artificial em materiais de texto:

  1. Smodin. Software popular para testar diferentes tipos de textos em IA.
  2. ZeroGPT. Detector rápido e intuitivo para identificar vestígios de IA.
  3. Originality. Um sistema que combina um detector de IA e uma verificação de originalidade de textos, adequado para marketing e textos para a comunidade de mídia.

Além disso, entre os serviços populares, vale a pena mencionar o GPTZero, Copyleaks, Winston AI, Quillbot e outras opções semelhantes, que oferecem a possibilidade de avaliar o conteúdo quanto à presença de vestígios de IA.

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Quem forma o futuro condutor? Por que a aula teórica com instrutor segue sendo decisiva na CNH

qui, 22/01/2026 - 08:15
Em um cenário de mudanças regulatórias profundas, cresce entre especialistas a percepção de que terceirizar integralmente o ensino teórico pode parecer conveniente no curto prazo, mas traz custos invisíveis. Foto: Divulgação Detran/PR

A flexibilização do processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), promovida pelo programa CNH do Brasil, trouxe uma mudança estrutural que vai além da redução de exigências formais. Ao tornar facultativo o curso em autoescolas, eliminar a carga horária mínima teórica e oferecer um curso gratuito e padronizado, o novo modelo recoloca no centro do debate uma pergunta essencial: quem, afinal, forma o futuro condutor?

Embora o discurso oficial enfatize o acesso e a desburocratização, especialistas em educação para o trânsito alertam que acesso ao conteúdo não equivale a formação. A ausência de mediação pedagógica, de acompanhamento individual e de método estruturado tende a gerar um efeito colateral já conhecido no setor: aumento da reprovação na prova teórica do Detran e formação superficial.

De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a pressa em “resolver” a etapa teórica pode comprometer o aprendizado.

“Formação não se mede em dias nem em quantidade de vídeos assistidos. Ensinar trânsito exige interpretação, contextualização e diálogo. Sem isso, o candidato até acredita que está preparado, mas a prova, e depois o trânsito real, mostram o contrário”, avalia.

Velocidade não garante aprendizado

Com as mudanças recentes, ganhou força a ideia de que cursos teóricos acelerados seriam suficientes para cumprir a exigência legal. No entanto, profissionais da área apontam que ritmos de aprendizagem são diferentes e que comprimir conteúdos complexos em poucos dias costuma gerar apenas a sensação de preparo.

Temas como legislação, sinalização, direção defensiva e comportamento seguro exigem mais do que memorização. Exigem compreensão — algo que dificilmente ocorre sem a presença ativa de um instrutor capaz de traduzir normas abstratas em situações reais do dia a dia.

É nesse ponto que a autoescola segue desempenhando um papel central. Quando o processo de ensino sai completamente das mãos do CFC, perde-se não apenas o controle pedagógico, mas também o vínculo com o aluno, elemento fundamental para orientar, corrigir e reforçar o aprendizado.

Alternativa viável: CFC como protagonista

A aula teórica remota, autorizada inicialmente em 2020, consolidou-se como uma alternativa viável e eficiente para contribuir com o processo de formação de condutores. Nela, o instrutor de trânsito e o próprio CFC assumem o protagonismo do ensino e preenchem uma lacuna imensa que o CNH do Brasil criou.

Quando a tecnologia é empregada apenas como repasse automático de conteúdo, o ensino tende a se tornar impessoal e raso. Por outro lado, quando o CFC mantém o controle do método, do instrutor e da experiência do aluno, o ensino remoto passa a ser uma ferramenta poderosa, capaz de ampliar o acesso sem abrir mão da qualidade.

Além disso, o modelo remoto bem estruturado permite reduzir custos com infraestrutura física, oferecer maior flexibilidade ao aluno — que pode assistir às aulas de onde estiver — e criar oportunidades de reforço, revisão e acompanhamento contínuo.

Instrutor e método seguem no centro da formação

Outro ponto sensível do debate é o papel do instrutor. Plataformas tecnológicas não substituem quem ensina. Ao contrário, só fazem sentido quando fortalecem o trabalho pedagógico, oferecendo materiais de apoio, recursos interativos, acompanhamento de desempenho e organização do conteúdo.

Nesse contexto, o ensino teórico deixa de ser apenas uma etapa burocrática e passa a ser tratado como um ativo estratégico da autoescola — tanto do ponto de vista educacional quanto institucional.

Soluções desenvolvidas especificamente para a formação de condutores, como as plataformas de aula remota da Tecnodata Educacional, seguem essa lógica ao oferecer ferramentas que mantêm o instrutor no centro do processo e preservam a identidade pedagógica do CFC, sem transferir a responsabilidade da formação para terceiros.

Formação exige mais do que conveniência

Em um cenário de mudanças regulatórias profundas, cresce entre especialistas a percepção de que terceirizar integralmente o ensino teórico pode parecer conveniente no curto prazo, mas traz custos invisíveis: perda de controle, enfraquecimento da relação com o aluno e menor capacidade de crescimento sustentável.

Ao assumir o protagonismo da formação — inclusive no ambiente digital — a autoescola reafirma seu papel social. Afinal, formar condutores não é apenas preparar alguém para passar em uma prova, mas contribuir diretamente para a segurança no trânsito.

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Imposto de 26,5% para motoristas de aplicativo é fake, explica Receita Federal

qua, 21/01/2026 - 18:00
Na prática, um motorista que fature R$ 120 mil por ano terá uma receita tributável de R$ 30 mil, mantendo-se abaixo do limite de isenção. Foto: Syda_Productions para Depositphotos

Circula nas redes sociais a informação de que motoristas de aplicativos, como Uber e 99, teriam de arcar com um imposto de 26,5% sobre seus rendimentos a partir de 2026. A afirmação é falsa. Segundo a Receita Federal, esse percentual não corresponde a uma carga tributária efetiva aplicada à categoria, mas a uma estimativa de teto do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, ainda em fase de implementação, voltado à tributação do consumo. 

O IVA dual foi criado a partir da Reforma Tributária e combina a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal, com o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência de estados e municípios. Esses tributos substituirão PIS, Cofins, ICMS e ISS. No entanto, em 2026, motoristas enquadrados como nanoempreendedores permanecerão isentos da cobrança. Nessa categoria estão profissionais com receita anual final de até R$ 40,5 mil — cálculo que considera apenas 25% do faturamento bruto, após a dedução de despesas como combustível, manutenção e outros custos operacionais. 

Na prática, um motorista que fature R$ 120 mil por ano terá uma receita tributável de R$ 30 mil, mantendo-se abaixo do limite de isenção.

Mesmo aqueles que ultrapassem esse patamar ou optem pelo regime de Microempreendedor Individual (MEI), com faturamento anual de até R$ 81 mil, continuarão sujeitos a alíquotas fixas entre 1% e 1,3%, valores muito inferiores aos 26,5% mencionados em publicações virais. 

De acordo com levantamento da fintech GigU, a renda líquida dos motoristas varia conforme a cidade e a carga horária semanal. Em São Paulo, por exemplo, um profissional que trabalha 60 horas por semana registra lucro médio de R$ 4.252,24 após a dedução de custos como combustível e IPVA. No Rio de Janeiro, o valor médio é de R$ 3.304,93 para uma jornada de 54 horas semanais, enquanto em Belo Horizonte o lucro gira em torno de R$ 3.554,58 na mesma carga horária. “É uma jornada de trabalho exigente, mas a autonomia e a rentabilidade — que superam algumas ocupações tradicionais — acabam sendo grandes atrativos”, afirma Luiz Gustavo Nevesco-fundador e CEO da plataforma.

Confusão

A confusão se agrava por interpretações equivocadas sobre outros pontos da reforma, como os ajustes no Imposto de Renda. Atualmente, rendimentos de até R$ 5 mil mensais (R$ 60 mil ao ano) estão isentos; valores entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais contam com desconto progressivo; acima desse patamar, aplica-se a alíquota máxima de 27,5% — regra que não se confunde com a tributação sobre consumo prevista no IVA. 

O episódio evidencia como informações imprecisas sobre tributação podem se espalhar rapidamente, gerando insegurança entre profissionais que dependem de plataformas digitais. A Receita Federal reforça que as regras para pequenos empreendedores seguem preservando a simplicidade fiscal que caracteriza nanoempreendedores e MEIs, garantindo previsibilidade durante a implementação gradual da reforma tributária.

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Multas de trânsito educam ou só punem? O que diz a legislação brasileira

qua, 21/01/2026 - 13:30
A multa de trânsito é ferramenta indispensável para coibir comportamentos perigosos. Foto: Arquivo Tecnodata

Sempre que uma multa de trânsito é aplicada, surge a mesma discussão: afinal, ela serve para educar ou apenas para punir o motorista? Para muitos cidadãos, a penalidade é vista apenas como arrecadação. Para o sistema legal, no entanto, a lógica é mais ampla — e está expressamente prevista na legislação.

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que as penalidades têm finalidade educativa, preventiva e punitiva. Ou seja, a multa não existe apenas para punir, mas para desestimular comportamentos de risco e promover um trânsito mais seguro.

O problema é que, na prática, essa função educativa nem sempre é percebida pelo cidadão.

Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, avalia que há um descompasso entre o que a lei prevê e o que o motorista sente no dia a dia.

“A multa, sozinha, não educa. Ela sinaliza que algo está errado, mas sem informação e orientação, vira apenas punição financeira”, afirma.

Veja também Carteira de Habilitação (CNH) Detran apresenta passo a passo de como obter a CNH digital Documentação Detran alerta motoristas sobre golpes com sites falsos para pagamento do licenciamento Fiscalização e Legislação Afinal, cidadãos podem fiscalizar as leis de trânsito? A legislação prevê instrumentos educativos associados à penalidade.

Um exemplo é a advertência por escrito, que pode substituir a multa em infrações leves ou médias, desde que o condutor não seja reincidente. Na teoria, é um mecanismo pedagógico. Na prática, pouco aplicado.

Outro ponto importante é a pontuação na CNH, que deveria funcionar como alerta progressivo ao motorista. O problema é que muitos só percebem o risco quando se aproximam da suspensão, o que revela falha no acompanhamento e na educação continuada.

Para Celso Mariano, o foco excessivo na punição enfraquece o efeito educativo.

“Quando o motorista só descobre que errou ao receber a multa, o sistema falhou em prevenir. Educação precisa vir antes da infração, não depois”, destaca.

Além disso, a forma como a fiscalização é comunicada influencia diretamente a percepção social. Onde não há transparência sobre critérios, locais e objetivos, cresce a sensação de injustiça e desconfiança.

Isso não significa que a multa não seja necessária. Pelo contrário: ela é ferramenta indispensável para coibir comportamentos perigosos. Mas, sem campanhas educativas consistentes, retorno ao condutor e integração com formação contínua, seu potencial pedagógico se perde.

O desafio do trânsito brasileiro não é escolher entre punir ou educar, mas equilibrar as duas coisas, como prevê a própria lei. Multas precisam existir, mas educação permanente é o que transforma comportamento no longo prazo.

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3 técnicas eficazes para controlar a ansiedade antes da prova no Detran

qua, 21/01/2026 - 08:15
A pressão psicológica do exame prático é real — e não deve ser subestimada. Foto: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

Para muitos candidatos, o exame prático do Detran é o momento mais temido de todo o processo de habilitação. Não importa o quanto a pessoa tenha treinado: chegar à frente do examinador, sentar ao volante e saber que sua aprovação depende de alguns minutos de desempenho pode desencadear ansiedade, mãos suando e até lapsos de atenção. O fenômeno é tão comum que instrutores e examinadores relatam, todos os dias, que a maior causa de erros no exame não é falta de habilidade técnica, mas o nervosismo.

Conforme o especialista em trânsito Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito, a ansiedade é um dos fatores mais decisivos para o resultado da prova.

O candidato sabe dirigir, treinou horas, mas quando a ansiedade domina, ele perde a capacidade de pensar claramente. A prova do Detran avalia não só técnica, mas autocontrole”, afirma.

A boa notícia é que existem estratégias práticas, simples e cientificamente comprovadas que ajudam a recuperar a calma e a clareza mental antes do exame. A seguir, o Portal do Trânsito reuniu três técnicas eficazes para quem quer enfrentar a prova com mais confiança — e aumentar as chances de aprovação.

1. Respiração consciente: ajuste simples, impacto profundo

A respiração é uma das ferramentas mais poderosas para regular o estado emocional do corpo. Quando estamos ansiosos, tendemos a respirar rápido e superficialmente, o que aumenta a sensação de falta de controle. Por isso, aprender a usar a respiração de forma intencional pode transformar completamente o estado mental minutos antes do exame.

Uma das técnicas mais eficientes é a respiração 4-2-6:

  • Inspire profundamente pelo nariz por 4 segundos
  • Segure o ar por 2 segundos
  • Solte lenta e completamente por 6 segundos

Repetir esse ciclo por um minuto é suficiente para reduzir a frequência cardíaca e ativar o sistema nervoso responsável pela sensação de calma.

Celso Mariano reforça que essa prática é especialmente importante antes de entrar no carro. “Não é espiritualidade, não é ritual. É fisiologia. Quando o candidato controla a respiração, ele liberta o cérebro para raciocinar melhor. Isso faz a diferença na prova”, argumenta.

2. Técnica da visualização: ensaio mental para diminuir o medo

Outra ferramenta poderosa é a técnica da visualização, muito utilizada por atletas de alto rendimento. O cérebro não distingue completamente uma experiência real de uma experiência vivida com intensidade na imaginação. Por isso, ao visualizar-se realizando a prova com fluidez e calma, o candidato reduz a percepção de ameaça e ativa uma memória emocional positiva.

Como fazer:

  1. Feche os olhos por alguns instantes.
  2. Imagine-se chegando ao local da prova com tranquilidade.
  3. Visualize cada etapa: entrar no carro, ajustar o banco, ligar o veículo, iniciar a baliza, seguir as instruções do examinador.
  4. Crie mentalmente a sensação de controle: mãos firmes, movimentos suaves, decisões seguras.

Essa técnica diminui o impacto da imprevisibilidade — um dos grandes gatilhos da ansiedade.

3. Ancoragem de atenção: foco no agora, não no resultado

Muitos candidatos se atrapalham porque começam a pensar no futuro: “E se eu errar?”, “E se eu reprovar de novo?”, “Vou decepcionar minha família?”.

Esse tipo de pensamento é um convite para a ansiedade.

A técnica da ancoragem de atenção ajuda a trazer a mente para o presente, evitando que o cérebro entre em espiral negativa. Funciona assim:

  • Preste atenção em um ponto específico: o toque do volante nas suas mãos, a sensação dos pés nos pedais, ou até o som da própria respiração.
  • Toda vez que perceber a mente divagando para o medo do resultado, volte conscientemente para esse ponto de foco.

É uma estratégia simples, mas extremamente efetiva.

O candidato precisa lembrar que o exame é feito passo a passo. Quem foca no agora reduz a chance de cometer erros bobos. Ansiedade é excesso de futuro. Direção exige presença no presente”, afirma Mariano.

Por que dominar a ansiedade aumenta tanto as chances de aprovação

A pressão psicológica do exame prático é real — e não deve ser subestimada. A ansiedade interfere diretamente em habilidades fundamentais avaliadas pelo Detran, como:

  • atenção aos detalhes;
  • tomada de decisão rápida;
  • coordenação motora fina;
  • capacidade de seguir instruções;
  • memória de procedimentos.

Treinar essas três técnicas nos dias que antecedem a prova — e principalmente no momento em que estiver aguardando a chamada pelo examinador — ajuda o candidato a recuperar o controle emocional e transformar o medo em foco.

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Reteste Detran: segunda tentativa gratuita para exames teórico e prático já está valendo em AL

ter, 20/01/2026 - 18:00
Para candidatos com TEA e TDAH o tempo de realização é dobrado. Foto: Tiago Ranieri / Ascom Detran

Os candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que não conseguirem a aprovação na primeira tentativa dos exames teórico e prático, poderão fazer uma segunda avaliação de forma totalmente gratuita. O Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) implementou a novidade na semana passada, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Com as novas normas, o exame teórico passa a ter duração mínima de uma hora, com 30 questões de múltipla escolha. Antes, o candidato precisava acertar 21 questões para passar no exame, porém, agora, o número de acertos diminui para 20. Deve-se agendar a prova pelo site do Detran Alagoas e realizar presencialmente, após as aulas teóricas. Estas, podem acontecer online, pelo aplicativo CNH do Brasil.

Veja também Primeira Habilitação Dificuldade no curso teórico da CNH? Conheça uma alternativa complementar ao CNH do Brasil Primeira Habilitação CNH do Brasil: o que muda para quem vai tirar a primeira habilitação em 2026? Carteira de Habilitação (CNH) Perdi minha CNH, posso dirigir com o boletim de ocorrência? Entenda em 10 pontos Exame prático

No exame prático de direção veicular, vale a mesma regra: caso o candidato reprove na primeira tentativa, será possível realizar a segunda avaliação sem cobrança de taxa. O benefício de isenção de taxa abrange apenas o primeiro reteste para os exames prático e teórico. E é possível fazer o agendamento pelo site oficial do Detran Alagoas, no endereço: https://www.detran.al.gov.br/habilitacao/agendamento-de-exames/.

Para o diretor-presidente do Detran/AL, Marco Fireman, a ampliação do tempo garante condições mais adequadas de avaliação e respeito às necessidades específicas de cada candidato.

“O programa CNH do Brasil está trazendo mudanças significativas à população, tornando possível sonho daqueles que desejam tirar uma habilitação. Agora o processo se tornou mais justo, inclusivo, acessível, e menos burocrático, tudo isso, também visando melhorias para a segurança no trânsito”, afirmou.

Candidatos com TEA e TDAH – para as pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), o tempo de realização é o dobro. Assim, garantindo condições mais adequadas de avaliação e respeito às necessidades específicas desses grupos.

As informações são de Kamylla Lima / Ascom Detran

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Carros cada vez mais conectados: limites, riscos e benefícios

ter, 20/01/2026 - 13:30
O desafio não é frear a inovação, mas integrá-la de forma segura. Foto: jypix para Depositphotos

A conectividade automotiva está redefinindo a relação entre motorista, veículo e ambiente. Carros conectados oferecem navegação em tempo real, integração com smartphones, atualizações remotas, monitoramento de desempenho e comunicação com outros sistemas urbanos.

Entre os principais benefícios, está o acesso a informações em tempo real sobre trânsito, clima e rotas alternativas. Isso contribui para reduzir congestionamentos e estresse, além de melhorar o planejamento de viagens.

Outro avanço importante é o diagnóstico remoto. Sistemas conectados conseguem identificar falhas antes que se tornem problemas graves, facilitando a manutenção preventiva e reduzindo panes inesperadas.

No entanto, a conectividade também traz riscos importantes, especialmente relacionados à distração.

Telas grandes, múltiplas funções e notificações constantes competem pela atenção do motorista. Mesmo comandos por voz podem desviar o foco cognitivo da condução.

Há ainda preocupações com segurança digital. Carros conectados são sistemas computacionais sobre rodas e podem ser alvo de falhas, invasões ou vazamento de dados. Embora os fabricantes invistam em proteção, o risco existe e cresce com a ampliação das funções.

Outro limite está na dependência tecnológica. Motoristas acostumados a navegação assistida podem perder habilidade de leitura do ambiente, tomada de decisão autônoma e planejamento de rotas. Quando o sistema falha, o impacto é maior.

A conectividade também exige atualização constante de normas e educação dos usuários.

Muitos condutores utilizam recursos sem conhecer plenamente suas funções ou limites, o que gera uso inadequado.

O desafio não é frear a inovação, mas integrá-la de forma segura. Conectividade bem utilizada pode salvar tempo, reduzir estresse e contribuir para a segurança. Mal utilizada, amplia distrações e cria novos riscos.

O trânsito do presente — e do futuro — será cada vez mais conectado. A grande questão é garantir que essa conexão esteja a serviço da vida, e não da perda de atenção ao que realmente importa: a condução segura.

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Renovação automática da CNH: você está mesmo apto a dirigir?

ter, 20/01/2026 - 08:15

A renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), prevista em lei desde dezembro de 2025, começou a produzir efeitos concretos — e também uma série de interpretações equivocadas por parte da população. Nas redes sociais, não são raros os relatos de condutores que comemoram a renovação do documento sem a realização de exames médicos, tratando o procedimento como um “benefício” concedido pelo governo.

Um comentário recente chamou atenção pelo teor sensível: um cidadão afirmou ter perdido grande parte da visão em um acidente, ter sido reprovado em exame médico e, ainda assim, ter visto sua CNH ser renovada automaticamente. Situações como essa ajudam a ilustrar a confusão instalada, mas o problema vai além de casos individuais e envolve o próprio desenho da política pública.

A avaliação médica periódica não é uma formalidade burocrática. Ela existe para verificar se o condutor mantém condições mínimas de segurança para conduzir um veículo. Foto: Reprodução Redes Sociais A base legal da renovação automática

A renovação automática da CNH foi instituída pela Medida Provisória nº 1.327, de 9 de dezembro de 2025, que alterou dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A MP incluiu o §7º no artigo 268-A, prevendo que o condutor cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), ao final da validade da CNH, poderá ter o documento renovado automaticamente, ficando dispensado dos procedimentos previstos no artigo 147.

Do ponto de vista jurídico, portanto, a renovação automática tem respaldo legal. No entanto, a própria MP estabelece restrições importantes, que nem sempre o público em geral compreende.

Quem está fora da renovação automática

A legislação deixa claro que o mecanismo não é universal. A renovação automática:

  • não se aplica a condutores com 70 anos ou mais;
  • pode ser utilizada apenas uma vez por condutores a partir de 50 anos;
  • não alcança condutores com prazo de exame reduzido por recomendação médica, nos termos do §4º do art. 147;
  • não elimina exigências específicas para quem exerce atividade remunerada ao veículo.

Isso significa que a validade do documento, por si só, não garante aptidão física, mental ou psicológica para dirigir.

Onde nasce a crítica técnica

Conforme o especialista em trânsito Eduardo Cadore, o ponto mais preocupante da Medida Provisória não está apenas na automatização do processo, mas na desvalorização do caráter pericial dos exames de saúde exigidos na habilitação.

Na avaliação dele, a MP ignora que os exames realizados por médicos e psicólogos especialistas em tráfego não são meras etapas burocráticas, mas atos periciais fundamentais.

“São exames de saúde e, na prática, o único momento em que os condutores são observados nesses aspectos ao longo do tempo”, destaca.

Cadore chama atenção para o critério adotado pela norma, que prioriza o histórico sem infrações nos últimos 12 meses, mesmo em situações em que o condutor apresenta problemas de saúde física, mental ou psíquica. Para ele, isso revela uma inversão perigosa de valores. “O governo confunde ‘benefício’ com a não realização de serviços essenciais”, avalia.

Benefício não é deixar de avaliar

Na análise do especialista, o problema não está em reduzir custos ao cidadão, mas na forma como isso é feito. De acordo com Cadore, se a intenção fosse aliviar o bolso do condutor, haveria alternativas legais já previstas, como a destinação dos valores arrecadados com multas, conforme o artigo 320 do CTB, ou o uso dos recursos do FUNSET, fundo bilionário destinado à segurança e educação no trânsito.

“O benefício não deveria ser deixar de pagar, mas sim deixar de se submeter a uma avaliação de saúde”, critica. Para ele, essa lógica pode gerar impactos profundos e inéditos na segurança viária brasileira.

“Isso impactará a segurança de uma forma jamais vista na história recente deste país”, alerta.

Documento válido não elimina responsabilidade

Outro aspecto pouco discutido nas redes sociais é o da responsabilidade legal. Mesmo com a CNH renovada automaticamente, o condutor continua responsável por dirigir apenas se estiver em condições adequadas. Em caso de sinistro, é possível avaliar limitações físicas ou psíquicas, independentemente da validade formal do documento.

Ter a CNH atualizada no sistema não transfere a responsabilidade para o Estado nem impede questionamentos judiciais ou administrativos.

Um debate que vai além da burocracia

Para o diretor do Portal do Trânsito, Celso Mariano, é preciso tratar a discussão sobre a renovação automática da CNH como tema de segurança pública, e não apenas como modernização administrativa. Na avaliação dele, tecnologia e simplificação são bem-vindas, desde que não eliminem filtros técnicos essenciais.

No trânsito, decisões baseadas apenas em sistemas e históricos administrativos podem produzir efeitos colaterais graves, sobretudo quando envolvem saúde e capacidade de condução.

Informação correta também salva vidas

A renovação automática da CNH é legal e está prevista na Medida Provisória nº 1.327/2025. Mas ela não elimina exames em todos os casos, não autoriza a condução por quem tem restrições médicas e não afasta a responsabilidade individual do condutor.

Diante de dúvidas, a orientação é clara: verificar a situação pessoal junto ao Detran e não dirigir sem plena aptidão, ainda que a CNH apareça como válida. No trânsito, compreender a regra é tão importante quanto cumpri-la.

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Regularização de multas evita transtornos e garante circulação segura

seg, 19/01/2026 - 17:29
Entre as principais implicações estão o impedimento do licenciamento anual. Foto: Divulgação DNIT

Com a proximidade do período de licenciamento anual nos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) e a intensificação das ações de fiscalização em todo o país, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) alerta que a falta de regularização de multas e outros débitos veiculares pode gerar consequências imediatas previstas em lei, afetando diretamente o direito de circulação dos condutores.

Entre as principais implicações estão o impedimento do licenciamento anual, a retenção ou apreensão do veículo em fiscalizações, a inscrição do débito em Dívida Ativa da União, além de restrições de crédito e inclusão no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN), conforme estabelece a Lei nº 10.522/2002. Essas medidas podem dificultar o acesso do cidadão a serviços, benefícios e contratos com a Administração Pública.

Sem o licenciamento em dia, o veículo fica impedido de circular regularmente, aumentando o risco de autuação e apreensão em blitzes realizadas pelo DNIT, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelos Detrans, especialmente em períodos de fiscalização reforçada.

Inadimplência e impacto financeiro

Levantamento do DNIT aponta um quadro expressivo de inadimplência por Unidade da Federação, com 3.943.486 multas não pagas, que somam aproximadamente R$ 793,1 milhões em valores em aberto. Os estados com maior volume de débitos concentram parcela significativa das infrações e dos recursos não arrecadados.

Esses valores, quando devidamente arrecadados, são legalmente vinculados a ações de segurança viária, como investimentos em engenharia de tráfego, sinalização, fiscalização e educação para o trânsito, fundamentais para a prevenção de sinistros e a preservação de vidas nas rodovias federais.

Fiscalização e multas como instrumentos de proteção à vida

Para o coordenador de Multas e Educação para o Trânsito do DNIT, Julio Pellizzon, a fiscalização e a aplicação de multas devem ser compreendidas como ferramentas de segurança, e não apenas como medidas punitivas.

“A fiscalização e as multas fazem parte do tripé da segurança viária, ao lado da engenharia e da educação para o trânsito. Elas existem para coibir comportamentos de risco, induzir condutas mais seguras e contribuir diretamente para a preservação de vidas nas rodovias. O objetivo principal é proteger as pessoas”, destaca Pellizzon.

Dívida Ativa e reflexos no CPF e CNPJ

Após o vencimento do prazo legal para pagamento, as multas podem ser inscritas em Dívida Ativa, com acréscimo de encargos que elevam o valor devido e podem resultar em protestos cartoriais e ações judiciais.

Nessa situação, o CPF ou o CNPJ do devedor pode constar em cadastros mantidos pela administração pública. E, nos termos da Lei nº 12.414/2011, as informações podem ser compartilhadas com entidades de proteção ao crédito, impactando o score e a análise de risco para financiamentos e outras operações financeiras.

Regularização digital, simples e acessível

Com o objetivo de facilitar a quitação dos débitos, o DNIT disponibiliza um processo totalmente digital, seguro e sem necessidade de comparecimento presencial, por meio do Portal de Multas.

No portal, o cidadão pode:

  • Consultar multas por CPF, CNPJ ou veículo;
  • Pagar à vista via Pix ou GRU;
  • Parcelar os débitos no cartão de crédito, com simulação e escolha das condições junto a empresas previamente credenciadas, de acordo com sua realidade financeira.

Como regularizar as multas:

  1. Acesse o portal do DNIT em https://servicos.dnit.gov.br/multas/ e faça login com a conta Gov.br;
  2. Clique em “Consulta de Multas”;
  3. Escolha a forma de consulta (Pessoa Física, Pessoa Jurídica ou Veículo);
  4. Verifique as infrações pendentes;
  5. Avance para o pagamento;
  6. Escolha a forma de quitação ou parcelamento disponível;
  7. Conclua o pagamento e aguarde a baixa automática, conforme os prazos operacionais.
Prazo para negociação na Dívida Ativa termina em janeiro

Contribuintes com débitos já inscritos em Dívida Ativa têm até o fim do mês de janeiro para aderir ao programa Resolve Dívidas, da Advocacia-Geral da União (AGU). A iniciativa abrange exclusivamente créditos inscritos até novembro de 2024 e permite a regularização de forma totalmente digital.

O programa oferece descontos de até 50% e parcelamento em até 60 meses para débitos de até 60 salários mínimos, incluindo multas administrativas. A adesão está disponível para pessoas físicas, microempresas e empresas de pequeno porte, por meio do portal Resolve Dívidas AGU, com acesso via Gov.br.

Para confirmar a existência de débitos na Dívida Ativa, os interessados podem utilizar os seguintes canais e orientações:

  • Portal Resolve Dívidas AGU: acessível com login Gov.br;
  • Empresas: devem vincular o CNPJ à conta Gov.br, conforme instruções disponíveis em gov.br/governodigital;
  • Emissão de guias: também é possível fazer diretamente pelo link https://supersapiens.agu.gov.br/divida, sem necessidade de login.
Educação para o trânsito e responsabilidade coletiva

Manter os débitos em dia vai além do cumprimento de uma obrigação legal. Trata-se de uma atitude de responsabilidade social e cidadania, alinhada às diretrizes nacionais de segurança viária, que contribui para a organização do trânsito, a redução de sinistros e a preservação da vida.

Desacelere. Seu bem maior é a vida.

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São Paulo volta a registrar mais de mil mortes no trânsito e pedestres puxam alta

seg, 19/01/2026 - 17:25
Atropelamentos cresceram 10% e pedestres lideram a alta. Foto: Frederiksen para Depositphotos

O trânsito da maior cidade do país fechou 2025 com um dado que interrompe a tendência de queda observada em anos anteriores e reacende o alerta sobre segurança viária. Levantamento da plataforma estadual Infosiga mostra que a capital paulista contabilizou 1.034 mortes em acidentes de trânsito ao longo do ano — cinco a mais do que em 2024, quando foram registradas 1.029 vítimas fatais.

O resultado coloca 2025 como o segundo pior ano desde o início da série histórica, iniciada em 2015. Naquele primeiro levantamento, São Paulo havia registrado 1.101 mortes. Desde então, os números oscilaram, mas nunca mais haviam ultrapassado novamente a marca de mil até agora.

A composição das vítimas também ajuda a explicar o cenário.

Os motociclistas seguem como o grupo mais atingido nas ruas paulistanas. Eles representam 37% de todas as mortes registradas no ano, com predominância de homens jovens, especialmente na faixa entre 25 e 29 anos. Outro dado preocupante revelado pelo Infosiga é o dia da semana com maior concentração de ocorrências fatais: os domingos lideram, sobretudo em vias urbanas.

Embora o total de mortes envolvendo motos tenha apresentado uma pequena redução — de 481 em 2024 para 475 em 2025, queda de apenas 1% — o impacto desse grupo ainda é decisivo nas estatísticas gerais, reforçando a vulnerabilidade dos condutores de duas rodas no ambiente urbano.

Mas o crescimento mais expressivo não veio das motos.

Os pedestres foram os que mais perderam espaço na segurança das ruas. O número de atropelamentos fatais saltou 10% em apenas um ano, passando de 372 mortes em 2024 para 410 em 2025. Na prática, isso significa que quatro em cada dez vítimas fatais no trânsito paulistano são pessoas que sequer estavam conduzindo veículos.

Especialistas em mobilidade costumam apontar que esse tipo de avanço nos atropelamentos está diretamente relacionado a fatores como excesso de velocidade em áreas urbanas, travessias inseguras, iluminação deficiente e aumento da circulação de motocicletas e veículos em corredores de grande fluxo. A combinação desses elementos transforma o pedestre no elo mais frágil do sistema viário.

Em contrapartida, outras categorias apresentaram retração.

As mortes em acidentes com carros caíram de forma significativa: foram 85 óbitos em 2025, contra 100 no ano anterior, redução de 15%. Já entre ciclistas, a queda foi ainda maior, chegando a 20%, com os registros passando de 44 para 35 vítimas fatais.

Apesar dessas reduções, elas não foram suficientes para compensar o avanço dos atropelamentos e o peso ainda elevado das ocorrências envolvendo motocicletas. O resultado final é um retrato duro da capital: mais mortes, mais vulnerabilidade dos usuários não motorizados e uma estagnação na redução dos acidentes com motos.

Dados oficiais de registros de ocorrências alimentam o Infosiga que monitora os sinistros com vítimas fatais em todo o estado de São Paulo. Na capital, os números servem como um termômetro importante das políticas públicas de trânsito e revelam que, mesmo com campanhas educativas e fiscalização, a cidade ainda enfrenta desafios estruturais para proteger quem circula a pé e em veículos de menor proteção.

O avanço das mortes de pedestres em 2025 reforça uma constatação recorrente: a violência no trânsito urbano não se limita aos motoristas imprudentes, mas também reflete falhas no desenho das vias, na gestão da mobilidade e na prioridade dada aos modos mais seguros de deslocamento.

Enquanto motos seguem dominando as estatísticas e atropelamentos crescem, São Paulo volta a conviver com um patamar de mortes semelhante ao de uma década atrás. Ou seja, um sinal claro de que o trânsito da capital ainda está longe de ser seguro para todos.

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Bicicletas elétricas crescem mais de 80% e lideram retomada da indústria no Brasil

seg, 19/01/2026 - 17:24
Além do crescimento interno, o desempenho das elétricas reforça o posicionamento do Brasil no cenário global. Foto: Divulgação

A indústria brasileira de bicicletas encerrou 2025 com um sinal claro de recuperação puxado por um protagonista cada vez mais presente nas ruas e nas estatísticas: as bicicletas elétricas. Dados da Abraciclo mostram que a produção no Polo Industrial de Manaus (PIM) chegou a 335.560 unidades no ano passado, acima das projeções iniciais. Para 2026, a expectativa do setor é atingir 350 mil bicicletas fabricadas, crescimento de 4,3%.

Dentro desse movimento, as e-bikes deixaram de ser apenas uma categoria em expansão e passaram a ocupar posição estratégica na transformação do mercado nacional.

Somente em dezembro de 2025, a produção de bicicletas elétricas — incluindo modelos urbanos, e-MTB, híbridos e dobráveis — registrou alta de 80,5% na comparação com dezembro de 2024. Mesmo sendo um mês tradicionalmente impactado por parada industrial programada, o segmento ampliou sua participação e respondeu por 40,2% de toda a produção do período. No mesmo mês do ano anterior, essa fatia era de 23,1%.

O avanço revela uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro. Se antes a maior parte das vendas estava concentrada em bicicletas recreativas e esportivas, agora cresce de forma acelerada a busca por alternativas de mobilidade mais eficientes, econômicas e sustentáveis — sobretudo nos grandes centros urbanos, que concentram mais da metade da distribuição das bicicletas produzidas no PIM.

Para David Peterle, CEO da Oggi Bikes, esse crescimento representa uma virada estrutural no setor.

“O crescimento das e-bikes não é pontual, é uma tendência estrutural. O consumidor brasileiro está mais atento à mobilidade urbana, ao custo de deslocamento e à eficiência energética. A bicicleta elétrica deixa de ser um produto de nicho e passa a ocupar um espaço central no mercado”, afirma.

Crescimento com escala e valor agregado

Embora outras categorias também tenham apresentado avanço expressivo — como os modelos urbanos e de lazer, que cresceram 285% em dezembro na base anual — as bicicletas elétricas se destacam por unir dois fatores decisivos: crescimento consistente e maior valor agregado.

Com ticket médio superior e forte conteúdo tecnológico, as e-bikes vêm atraindo públicos que tradicionalmente não utilizavam a bicicleta como meio de transporte diário.

“A e-bike tem um ticket médio superior, maior conteúdo tecnológico e dialoga com novos públicos, incluindo usuários que antes não consideravam a bicicleta como meio de transporte”, explica Peterle.

Esse reposicionamento impacta diretamente toda a cadeia produtiva. A fabricação de bicicletas elétricas exige maior integração tecnológica, investimentos em engenharia e qualificação da mão de obra, além de adaptação às normas de segurança e regulamentação específicas.

Brasil ganha força no cenário global

O desempenho das e-bikes também reforça a relevância do Brasil no mercado mundial. O país já ocupa a quarta posição entre os maiores produtores de bicicletas do planeta, com mais de 70 milhões de unidades em circulação. Agora, vê no segmento elétrico uma oportunidade concreta de ampliar competitividade e inovação industrial.

Segundo a Oggi Bikes, o avanço das elétricas não se resume ao volume de produção, mas representa uma evolução tecnológica inevitável para o setor.

“Não se trata apenas de produzir mais, mas de produzir melhor. A bicicleta elétrica demanda integração entre áreas, avanço tecnológico, além de atenção à legislação e à segurança. Esse é um caminho sem volta para o setor”, completa Peterle.

Com consumidores cada vez mais atentos a soluções sustentáveis e cidades pressionadas por alternativas ao transporte motorizado, as bicicletas elétricas consolidam-se como um dos principais motores de crescimento da mobilidade urbana no Brasil. Além disso, como peça-chave na nova fase da indústria nacional.

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Campanha em Curitiba usa moto feita com peças de 12 veículos para alertar sobre mortes no trânsito

seg, 19/01/2026 - 17:23
Campanha da Prefeitura de Curitiba cria motocicleta feita com peças de outras 12 motos de acidentes com vítimas fatais para reduzir as mortes no trânsito. Foto: Ricardo Marajó/SECOM

A Prefeitura de Curitiba lançou ontem (15/01) uma campanha educativa de forte impacto visual e emocional para chamar atenção aos riscos enfrentados por motociclistas no trânsito urbano. Batizada de “A Moto Mais Mortal do Mundo”, a iniciativa tem como símbolo uma motocicleta construída com peças de outras 12 motos envolvidas em acidentes com vítimas fatais na capital paranaense.

O lançamento ocorreu no Centro Cívico e contou com a presença do prefeito Eduardo Pimentel, além de autoridades ligadas à segurança viária e ao trânsito. A proposta é clara: usar histórias reais de perdas para sensibilizar condutores e reforçar a importância do respeito às leis e da adoção de comportamentos seguros nas ruas.

“É uma campanha importante de conscientização para quem usa a moto para o seu ganha-pão, para o lazer ou para se deslocar para o trabalho. É voltada para todos os motoristas. Nós queremos impactar e mostrar que os acidentes com moto causam traumas graves, invalidez e mortes”, afirmou o prefeito.

Conforme ele, cada peça da motocicleta exposta representa uma vida interrompida e a dor de famílias que convivem diariamente com a ausência.

Histórias reais por trás dos números

Entre os relatos que dão rosto às estatísticas está o de Gleicy Kelli Fernandes Torres, que perdeu o pai, Esmael Torres, de 51 anos, em um acidente de moto ocorrido em julho do ano passado. Ele morreu após colidir com um carro que realizou uma conversão proibida e, na sequência, ser atropelado por outro veículo que fugiu sem prestar socorro. “Essa campanha vai prevenir muitas mortes que trazem dor para as famílias. A conscientização dos motoristas é muito importante para evitar que outras famílias passem pelo que a gente passou”, disse Gleicy, emocionada.

A campanha aposta justamente nessa aproximação com o público: mais do que números frios, são histórias reais que evidenciam as consequências da imprudência e da falta de atenção no trânsito.

Motociclistas entre os mais vulneráveis

Dados apresentados durante o lançamento reforçam a urgência do tema. Informações do Comitê de Dados do Programa Vida no Trânsito (PVT) indicam que 66 motociclistas morreram em Curitiba em 2024. Em 2025, esse número subiu para 91 mortes, um aumento aproximado de 38% — ainda sujeito a validação final.

Os registros do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) mostram que, em 2024, a cidade contabilizou 5.597 vítimas em acidentes envolvendo motocicletas. Embora 2025 tenha registrado leve redução no total de vítimas (5.274 até 18 de dezembro), houve aumento nos casos mais graves, com crescimento dos ferimentos com risco à vida.

“Em Curitiba são registrados, em média, 19 acidentes envolvendo motociclistas por dia. Isso gera impacto direto no sistema de saúde, com tratamentos longos e, em alguns casos, invalidez permanente”, alertou o secretário de Defesa Social e Trânsito, Rafael Vianna.

De acordo com ele, a campanha busca provocar uma reflexão coletiva: “No trânsito, um precisa cuidar do outro”.

Ações permanentes e foco na prevenção

Segundo o superintendente de Trânsito de Curitiba, Gustavo Garrett, as ações da campanha serão contínuas. “A moto é hoje o modal mais crítico em acidentes e fatalidades. Registramos uma morte de motociclista a cada cinco dias na cidade. Vamos trabalhar juntos para que nenhuma morte aconteça mais”, afirmou.

Entre as medidas práticas previstas está a distribuição de mais de 3 mil antenas corta-pipa, equipamento essencial para reduzir o risco de ferimentos causados por linhas com cerol. A primeira antena foi instalada simbolicamente na motocicleta de um servidor público durante o lançamento.

Exposição itinerante pela cidade

Além da motocicleta montada com peças reais, a campanha conta com uma exposição itinerante composta por painéis que narram a história das 12 famílias envolvidas. A mostra ficará no hall de entrada da Prefeitura até o dia 24 de janeiro. Depois, seguirá para as dez Ruas da Cidadania e outros pontos da cidade. No domingo (18/1), as ações também estarão presentes no evento Domingo no Centro, na Rua XV de Novembro.

A iniciativa tem apoio de diversos órgãos, entre eles o Detran-PR, forças de segurança e representantes do Legislativo municipal.

Ao transformar estatísticas em histórias e dar forma concreta às consequências dos acidentes, Curitiba aposta em uma mensagem direta: a segurança no trânsito depende de escolhas individuais — e cada decisão pode salvar vidas.

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Verão nas rodovias: calor e carga elevam riscos e exigem atenção redobrada com pneus de caminhões

seg, 19/01/2026 - 17:23
O calor excessivo gerado pelo atrito constante com o asfalto pode elevar a pressão interna dos pneus e acelerar o desgaste, aumentando o risco de falhas ao longo do trajeto. Foto: Divulgação

Com a retomada intensa do transporte rodoviário de cargas em janeiro, o verão brasileiro traz um fator adicional de risco para quem vive na estrada: o impacto das altas temperaturas sobre os pneus dos caminhões. Longas distâncias, veículos operando com carga máxima e calor excessivo formam uma combinação que pode comprometer diretamente a segurança e a eficiência das operações logísticas.

Em um cenário de maior fluxo de cargas logo após a virada do ano, especialistas alertam que a manutenção preventiva dos pneus se torna ainda mais crítica, já que eles são o principal ponto de contato entre o veículo pesado e o asfalto.

Para a Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, o calor gerado pelo atrito contínuo nas rodovias pode elevar a pressão interna dos pneus e acelerar o desgaste da estrutura, aumentando significativamente o risco de falhas durante o trajeto.

“Em períodos de altas temperaturas, como o verão, o pneu já trabalha naturalmente mais aquecido. Quando isso se soma a longas distâncias, carga elevada e calibragem inadequada, o risco de superaquecimento e falhas aumenta significativamente”, explica Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.

Pressão interna sob efeito do calor

O aumento da temperatura do asfalto provoca variações diretas na pressão interna dos pneus. Quando essa mudança não é monitorada corretamente, o caminhão pode rodar com sobrepressão — elevando o risco de estouro — ou com pressão abaixo do recomendado, situação que também causa aquecimento excessivo e desgaste prematuro.

Segundo Ayala, a calibragem é um dos pontos mais sensíveis da segurança no transporte pesado.

“A calibragem correta é um dos fatores mais importantes para a segurança do caminhão. Rodar com pressão inadequada compromete a estrutura do pneu, reduz a vida útil e pode levar a situações críticas, como o estouro, especialmente quando o veículo está carregado”, alerta.

Além disso, respeitar rigorosamente a capacidade de carga indicada pelo fabricante é indispensável. O excesso de peso gera deformações internas na carcaça, eleva ainda mais a temperatura e aumenta a probabilidade de falhas estruturais.

Inspeção visual pode evitar acidentes

Antes de iniciar viagens longas — comuns neste período de maior demanda logística — a verificação visual dos pneus é uma medida simples, mas essencial. Cortes, rachaduras, bolhas, desgaste irregular ou objetos presos na banda de rodagem são sinais de alerta que não podem ser ignorados.

Outro cuidado importante é o rodízio periódico dos pneus, prática que ajuda a equilibrar o desgaste entre os eixos, prolonga a vida útil do conjunto e contribui para maior estabilidade do caminhão.

Segurança e eficiência caminham juntas

Pneus em boas condições impactam diretamente a dirigibilidade, a eficiência da frenagem e o controle do veículo, especialmente em situações de emergência. Em meses de maior circulação de cargas, esses cuidados também ajudam a reduzir paradas inesperadas, prejuízos operacionais e acidentes nas rodovias.

“A manutenção preventiva dos pneus não deve ser encarada apenas como uma questão operacional, mas como um investimento direto em segurança. Pneus em bom estado contribuem para a estabilidade do conjunto, reduzem o risco de acidentes e ajudam a manter a operação rodando com mais previsibilidade”, reforça Ayala.

Boas práticas recomendadas para rodar no verão

A Bridgestone orienta caminhoneiros e transportadoras a adotarem uma rotina rigorosa de cuidados:

  • Verificar a calibragem sempre com o pneu frio e conforme especificações do fabricante;
  • Realizar inspeções visuais frequentes antes de pegar a estrada;
  • Fazer o rodízio periódico para equilibrar o desgaste;
  • Evitar sobrecarga e respeitar os limites de peso de cada pneu.

Essas medidas, embora simples, são decisivas para reduzir riscos em um período em que calor, carga e estrada colocam os pneus à prova todos os dias.

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Dos pits às ruas: carros com motor de F1 e o futuro 2026

seg, 19/01/2026 - 17:23
Foto: Sanjeevan SatheesKumar/Unsplash

A relação entre a Fórmula 1 e os carros de rua sempre foi marcada por troca de tecnologia, mas em alguns casos essa conexão foi levada ao extremo. Ao longo das últimas décadas, montadoras ousaram colocar motores derivados da F1 ou conceitos muito próximos deles em veículos pensados para circular em estradas e avenidas das grandes cidades.

O resultado dessa inovação é impressionante. Com motores potentes, foram criadas máquinas raríssimas, extremamente rápidas e, consequentemente, difíceis de serem cuidadas. Naturalmente, todas elas viraram objetos de culto entre colecionadores e entusiastas.

Esses projetos ajudam a entender não apenas o fascínio pelo desempenho máximo, mas também como a F1 funciona como laboratório para a indústria automotiva. Em um momento em que a categoria se prepara para uma grande mudança regulatória em 2026, revisitar esses carros ajuda a enxergar o caminho da inovação.

Carros de rua com “coração” de F1

Ao falar de carros de rua com DNA direto da Fórmula 1, alguns nomes se destacam imediatamente. Um dos mais curiosos é o Alfa Romeo 164 ProCar, desenvolvido no fim dos anos 1980. Apesar da aparência de sedã executivo, o modelo escondia sob a carroceria um motor V10 central, derivado de um projeto da própria Alfa para competições. A ideia era disputar a Fórmula S, uma categoria que usaria carrocerias de modelos de rua, mas o campeonato nunca saiu do papel. Ainda assim, o protótipo se tornou lendário pela ousadia.

Outros exemplos seguiram caminhos semelhantes, adaptando motores de altíssimo giro, originalmente pensados para corridas, a carros homologados para uso urbano. Em todos os casos, a exclusividade foi regra. Produções limitadas, custos elevados e manutenção complexa tornaram esses modelos praticamente impossíveis de popularizar, reforçando seu status quase mítico.

O que foi adaptado do box para a rua?

Transformar um motor de Fórmula 1 em algo utilizável fora das pistas exige mudanças profundas. Motores de F1 são projetados para operar em rotações altíssimas, com foco absoluto em desempenho e vida útil curta. Para o uso em carros de rua, foi necessário reduzir limites de giro, alterar deslocamento, reforçar componentes e aumentar a confiabilidade.

Além do motor em si, sistemas de arrefecimento, transmissão e eletrônica precisaram ser redesenhados. O objetivo deixou de ser vencer corridas e passou a ser permitir que o carro funcionasse em tráfego comum, enfrentando variações climáticas e não exigindo revisões a cada poucas centenas de quilômetros.

Como funciona um F1 hoje: chassi, aerodinâmica e unidade híbrida

A Fórmula 1 moderna é muito diferente da era dos V10 e V12 que inspiraram projetos como o 164 ProCar. Hoje, os carros utilizam chassis de fibra de carbono extremamente leves e rígidos, aliados a uma aerodinâmica altamente sensível, capaz de gerar enormes níveis de pressão contra o solo.

No centro do projeto está a unidade de potência híbrida, formada por um motor V6 turbo e sistemas elétricos de recuperação de energia, conhecidos como ERS. Parte da energia é recuperada nas frenagens e no calor dos gases de escape, sendo utilizada para impulsionar o carro. Trata-se de um nível de eficiência que nenhum carro de rua alcança de forma tão extrema.

2026 em foco: mais energia elétrica e câmbio simplificado

A partir de 2026, a F1 passará por uma das maiores reformulações técnicas de sua história recente. As novas regras preveem maior participação da energia elétrica na entrega de potência, a eliminação do sistema MGU-H e um conjunto mecânico mais simples, incluindo caixas de câmbio com menos marchas.

Essas mudanças têm como objetivo reduzir custos, atrair novas montadoras e alinhar a categoria às demandas ambientais, sem abandonar o DNA de alta performance. Para os carros de rua, isso significa que conceitos ligados à eficiência energética, gestão de baterias e combustíveis sustentáveis devem ganhar ainda mais espaço nos próximos anos.

Por que a F1 diz que elétrico não é a única saída?

Apesar do avanço da eletrificação, a Fórmula 1 defende que o futuro da mobilidade não depende apenas de carros 100% elétricos. A categoria aposta fortemente em combustíveis sustentáveis, capazes de reduzir drasticamente as emissões sem exigir uma ruptura total com o motor a combustão.

Essa visão reforça o papel da F1 como vitrine tecnológica. Em vez de escolher um único caminho, a categoria busca soluções múltiplas que possam ser adaptadas à realidade de diferentes mercados e consumidores com segurança.

Da pista à estrada: o que realmente chega ao seu carro

Nem toda tecnologia da Fórmula 1 chega diretamente aos carros de rua, mas conceitos como eficiência, materiais leves e eletrônica avançada acabam influenciando projetos comerciais ao longo do tempo. Mesmo modelos extremos do passado ajudam a contar essa história de transferência de conhecimento.

Hoje, esse interesse se reflete também na forma como o público acompanha o automobilismo. O desempenho, as inovações técnicas e até as projeções de resultados movimentam debates e análises fora das pistas, inclusive em ambientes digitais onde bets autorizadas acompanham de perto o impacto esportivo e tecnológico da Fórmula 1. Jogue com responsabilidade.

Com a chegada do novo regulamento em 2026, a expectativa é que essa conexão entre corrida e estrada se torne ainda mais evidente. Seja em supercarros raríssimos ou em soluções aplicadas ao dia a dia, a Fórmula 1 segue moldando o futuro do automóvel e mantendo vivo o fascínio por máquinas que nasceram nos pits, mas deixaram marcas profundas também nas ruas.

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As normas menos conhecidas do CTB que surpreendem motoristas

seg, 19/01/2026 - 13:30
Motorista pode ser autuado se, ao passar por poças, molhar pedestres ou outros veículos. Foto: candy18 para Depositphotos

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é extenso, detalhado e constantemente atualizado. Por isso, muitos motoristas conhecem apenas as regras mais básicas — e acabam descumprindo normas pouco divulgadas, que geram infrações, multas e até riscos à segurança. A seguir, reunimos algumas das regras menos conhecidas, mas essenciais, que ainda pegam muita gente de surpresa.

Poucos condutores sabem, por exemplo, que trafegar com o veículo desligado em descidas (popularmente chamado de “banguela”) é infração média. A prática, além de perigosa, compromete o controle do veículo e reduz a eficiência dos sistemas de frenagem e direção.

Outra regra pouco lembrada é sobre o uso da buzina.

O CTB determina que sua utilização deve ser breve e realizada apenas para advertências necessárias.

Buzinar em excesso, especialmente à noite, pode caracterizar infração leve. Essa norma busca reduzir poluição sonora e conflitos urbanos.

Também surpreende muitos motoristas o fato de que dirigir com o braço para fora da janela é infração média. Embora comum nas ruas brasileiras, a prática representa risco importante em colisões laterais e atropelamentos.

Pisca-alerta

Outra norma raramente divulgada é a que proíbe o uso do pisca-alerta em movimento — exceto em situações de extrema baixa visibilidade. Usar o alerta enquanto o veículo está trafegando confunde outros condutores e pode provocar sinistros. O uso correto é com o veículo parado, sinalizando emergência.

A classificação de cargas também gera confusão. Transportar objetos que ultrapassem as dimensões do veículo sem sinalização adequada é infração grave.

No transporte de crianças, por exemplo, muitas famílias ainda desconhecem detalhes da legislação. Crianças de 0 a 10 anos devem ser transportadas em equipamento adequado ao peso e idade, sempre no banco traseiro, salvo exceções previstas. Não cumprir essa regra é infração gravíssima.

Outro ponto pouco conhecido diz respeito à água jogada pela via. Motorista pode ser autuado se, ao passar por poças, molhar pedestres ou outros veículos. A justificativa é simples: além do incômodo, a manobra pode ser perigosa.

A lista inclui ainda regras como o uso obrigatório de farol baixo em túneis, mesmo durante o dia; a proibição de som alto que possa ser ouvido fora do veículo; assim como, a obrigação de manter as placas limpas e legíveis o tempo todo.

Essas normas, embora menos discutidas, têm um objetivo comum: proteger vidas. Conhecê-las evita multas, mas principalmente contribui para um trânsito mais harmonioso e seguro.

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Cadastro no RNPC: passo a passo para ter acesso à renovação automática da CNH

seg, 19/01/2026 - 08:15
A simplificação de processos não pode ignorar que dirigir é uma atividade que exige condições físicas, mentais e emocionais adequadas. Foto: Divulgação Serpro

A renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) começou a valer no Brasil e trouxe uma mudança relevante na relação entre o motorista e o sistema de trânsito. Para ter acesso ao novo modelo — que dispensa ida ao Detran, exames presenciais e pagamento de taxas — o condutor precisa cumprir um requisito central: estar inscrito no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC).

Criado para valorizar motoristas sem histórico recente de infrações, o RNPC ganhou um papel muito mais relevante com a adoção da renovação automática da CNH. Na prática, quem não estiver cadastrado fica fora da nova regra, mesmo que não tenha cometido infrações.

A seguir, o Portal do Trânsito explica como se cadastrar no RNPC, quem pode participar e por que o tema exige atenção do ponto de vista da segurança viária.

O que é o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC)

O RNPC é um banco de dados nacional que reúne motoristas considerados “bons condutores”, ou seja, aqueles que não cometeram infrações de trânsito nos últimos 12 meses.

Previsto em lei e regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito, o cadastro funciona de forma voluntária e depende do consentimento expresso do motorista para que seus dados sejam consultados por órgãos públicos e empresas parceiras.

Com a entrada em vigor da renovação automática da CNH, o RNPC deixou de ser apenas um cadastro voltado a benefícios e passou a ser condição essencial para a renovação digital do documento.

Quem pode se cadastrar no RNPC

Para entrar no Registro Nacional Positivo de Condutores, é necessário:

  • Ter CNH válida;
  • Não ter cometido infrações de trânsito nos últimos 12 meses;
  • Não ter pontos registrados na CNH nesse período;
  • Autorizar expressamente a inclusão no cadastro.

Condutores com CNH suspensa, cassada ou vencida há mais de 30 dias ficam impedidos de participar.

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O cadastro é feito exclusivamente de forma digital, pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), agora chamado de CNH do Brasil, disponível para Android e iOS.

O app é gerenciado pela Secretaria Nacional de Trânsito e concentra diversos serviços relacionados à CNH e aos veículos.

Faça login com sua conta gov.br

Use seu CPF e a senha cadastrada no portal gov.br. Caso ainda não tenha conta, será necessário criar uma antes de prosseguir.

Localize a opção “Cadastro Positivo de Condutores”

Dentro do aplicativo, procure pela funcionalidade relacionada ao Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC).

Leia os termos e autorize o cadastro

O sistema exibirá as regras do RNPC e solicitará o consentimento expresso para inclusão no banco de dados. Sem essa autorização, não se conclui o cadastro.

Confirme a inscrição

Após a confirmação, o sistema faz a verificação automática do histórico do condutor. Se os critérios forem atendidos, o motorista passa a constar no RNPC.

RNPC e renovação automática da CNH: qual a relação

Com a nova regra, apenas motoristas que estejam cadastrados no RNPC e não tenham infrações nem pontos nos últimos 12 meses terão a CNH renovada automaticamente, de forma digital, diretamente na CNH Digital, sem necessidade de comparecimento ao Detran ou realização de exames médicos e psicológicos.

Conforme o governo, a proposta busca reduzir burocracia e custos administrativos. A estimativa oficial é que cerca de 70% dos condutores em fase de renovação possam se enquadrar no modelo.

O alerta dos especialistas: bom histórico não é sinônimo de aptidão

Embora o cadastro no RNPC se apresente como um selo de boa conduta, especialistas em medicina e psicologia do tráfego chamam atenção para um ponto sensível: ausência de infrações não equivale, necessariamente, à aptidão para dirigir.

Doenças visuais, cardiovasculares, neurológicas, metabólicas e transtornos psicológicos podem evoluir de forma silenciosa, sem gerar qualquer registro administrativo. No entanto, elas têm impacto direto na capacidade de condução.

Ao dispensar exames periódicos, o novo modelo transfere para o histórico passado de infrações um peso que, tradicionalmente, sempre se equilibrou com avaliações médicas e psicológicas presenciais.

Entre conveniência e segurança viária

O Registro Nacional Positivo de Condutores pode, sim, funcionar como instrumento de incentivo à boa conduta no trânsito. No entanto, sua utilização como pilar exclusivo para a renovação da CNH levanta questionamentos legítimos sobre saúde pública e prevenção de riscos.

A simplificação de processos não pode ignorar que dirigir é uma atividade que exige condições físicas, mentais e emocionais adequadas — e que essas condições não aparecem em cadastros administrativos.

O Portal do Trânsito seguirá acompanhando os impactos da renovação automática da CNH e os desdobramentos técnicos, jurídicos e sanitários dessa mudança. Isso porque ela marca uma das maiores alterações recentes no sistema de habilitação brasileiro.

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Pneus na chuva: verão 2026 traz alerta de altas temperaturas e chuva acima da média

dom, 18/01/2026 - 13:30
As condições dos pneus são decisivas para a segurança em períodos de chuva. Foto: stocksnapper para Depositphotos

O verão 2025/2026 no Hemisfério Sul começou em 21 de dezembro de 2025 e segue até 20 de março de 2026. Na estação deve ocorrer temperaturas acima da média histórica em grande parte do país e volumes de chuva acima do normal na região Norte e no estado do Rio Grande do Sul. Um cenário que exige muita atenção dos motoristas, especialmente com as condições dos pneus, que são decisivos para a segurança em pistas molhadas.

Conforme previsões de estudos conjuntos do INMET, Inpe e Funceme, o trimestre do verão é tradicionalmente chuvoso em boa parte do Brasil, com ocorrência frequente de tempestades severas, acompanhadas de ventos fortes, descargas elétricas e, em alguns casos, granizo. Para este verão, a tendência é de chuva acima da média em grande parte da região Norte e no Rio Grande do Sul, enquanto áreas do Nordeste, Sudeste e partes do Centro-Oeste devem registrar volumes abaixo da média climatológica.

Com pistas molhadas e menor aderência, pneus em más condições aumentam significativamente o risco de aquaplanagem e acidentes.

“O pneu é o único ponto de contato do veículo com o solo. Em situações de chuva intensa, problemas como desgaste excessivo, irregular ou deformações na estrutura comprometem seriamente a segurança”, alerta Alexandre Xavier, vice-presidente de ESG da Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ).

Manter os pneus em bom estado de conservação é essencial.

Desgaste irregular, abaixo do limite mínimo na profundidade dos sulcos da banda de rodagem (chamado TWI – Indicador de desgaste), bolhas, cortes ou sinais de ressecamento indicam a necessidade de substituição imediata. Além disso, é fundamental observar o prazo de validade, que geralmente é de até cinco anos a partir da data de fabricação. Mesmo pneus com pouca rodagem podem se deteriorar com o tempo. “A data de fabricação está na lateral do pneu: os dois primeiros números indicam a semana e os dois últimos, o ano (“3024” significa 30ª semana de 2024). Esse cuidado deve incluir também o estepe, que muitas vezes as pessoas esquecem, mas pode ser decisivo em uma emergência”, reforça Xavier.

Outro ponto importante é verificar se os pneus, sejam novos ou reformados, possuem o Selo de conformidade compulsório do Inmetro, que comprova que o produto passou por ensaios rigorosos de segurança e desempenho, como Eficiência Energética (consumo de combustível), Aderência em Piso Molhado (segurança na chuva, distância de frenagem) e Ruido Externo (conforto acústico). “O selo é uma garantia mínima de que aquele pneu atende aos requisitos técnicos exigidos no Brasil, afirma o vice-presidente da ABRIQ.

A regulamentação do Inmetro classifica o “Desempenho em Pista Molhada”, critério que deve se levarem conta na hora da compra. A recomendação é optar por pneus com classificação A ou B, que oferecem melhor capacidade de frenagem assim como aderência em superfícies molhadas.

Calibragem e balanceamento

Além do estado geral dos pneus, a calibragem correta, conforme o manual do veículo, é indispensável. Pneus murchos ou excessivamente cheios perdem eficiência, desgastam mais rápido e aumentam o consumo de combustível. Também se deve verificar o balanceamento periodicamente, pois garante a distribuição uniforme do peso entre as rodas, evitando vibrações, desgaste irregular e problemas na suspensão e na direção.

“Com um verão que deve combinar calor intenso e chuvas acima da média em regiões importantes do país, manter os pneus em perfeito estado é uma das formas mais simples e eficazes de reduzir o risco de acidentes. Cuidar dos pneus é cuidar da própria vida e da vida de quem está no trânsito”, conclui Xavier, vice-presidente de ESG da ABRIQ.

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Curtidas acima da lei: quando likes viram incentivo à infração no trânsito

dom, 18/01/2026 - 08:15
Vídeos de motoristas cometendo infrações no trânsito viraram um fenômeno nas redes sociais. Foto: Reprodução Youtube

Os vídeos de motoristas cometendo infrações no trânsito, muitas vezes acompanhados de milhões de visualizações e curtidas, viraram um fenômeno nas redes sociais. Seja em rachas, manobras perigosas ou excesso de velocidade, a prática ganhou espaço digital e levanta um alerta: até que ponto a busca por engajamento online pode colocar vidas em risco nas ruas e estradas brasileiras?

Especialistas em segurança viária alertam que, mesmo sem previsão legal específica para punir quem divulga esse tipo de conteúdo, é possível enquadrar a prática em dispositivos já existentes do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e do Código Civil. O simples fato de exibir comportamentos ilegais pode configurar apologia a infrações e, em alguns casos, gerar responsabilização administrativa, civil e até criminal.

O risco da banalização

De acordo com especialistas em trânsito, a normalização de vídeos que mostram infrações traz consequências sérias. Ao transformar em entretenimento condutas que deveriam ser coibidas, há o risco de influenciar outros motoristas, especialmente os mais jovens, a repetirem os mesmos comportamentos em busca de visibilidade.

Além disso, o incentivo à prática de infrações pela busca de curtidas cria uma cultura perigosa: a de que transgredir as regras de trânsito pode ser sinônimo de fama ou status. Esse ciclo retroalimenta a exposição de situações de risco e fragiliza os esforços de educação e conscientização no trânsito.

Tentativa de criminalização foi vetada em 2021

Em 24 de fevereiro de 2021, foi publicada no Diário Oficial da União a Lei 14.304/21, que vedava a divulgação, publicação ou disseminação de registros de infrações de trânsito em redes sociais e outros meios digitais. O texto previa punições pesadas: multa de natureza gravíssima multiplicada por dez — equivalente hoje a R$ 2.934,70 —, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e até cassação da CNH em caso de reincidência.

No entanto, o então presidente Jair Bolsonaro vetou praticamente toda a proposta. Em sua justificativa, alegou que a medida seria inconstitucional por invadir competências de órgãos estaduais e municipais de trânsito, além de violar o princípio da separação dos poderes. Bolsonaro também considerou a lei desproporcional e contrária ao interesse público, afirmando que impor multas a pessoas físicas ou jurídicas por divulgar os vídeos extrapolava as penalidades já previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

O projeto também previa obrigar plataformas digitais e redes sociais a impedir a publicação desses conteúdos, mas essa parte também teve veto sob a justificativa de que configuraria “censura prévia”.

O que diz a legislação atual

Embora a tentativa de regulamentar a questão de forma mais direta tenha sido barrada, é possível aplicar outras normas. O CTB, por exemplo, prevê punições para quem promove ou participa de competições não autorizadas, bem como para quem dirige de maneira perigosa, gerando risco à coletividade.

Já na esfera civil, é possível responsabilizar quem compartilha conteúdo capaz de estimular condutas perigosas caso se comprove o nexo entre a divulgação e um acidente ou infração posterior. Além disso, o Marco Civil da Internet prevê mecanismos para remoção de conteúdo que viole a lei ou direitos de terceiros, o que é possível utilizar em situações desse tipo.

Na prática, isso significa que tanto os autores quanto os divulgadores desses vídeos podem ser alvos de processos judiciais, principalmente se houver indícios de que a exibição das imagens estimulou condutas que resultaram em danos.

O papel das plataformas digitais

Outro ponto em debate é a responsabilidade das plataformas digitais. Embora a lei não as obrigue a remover automaticamente vídeos desse tipo, é possível acionar redes sociais judicialmente para retirar o conteúdo. Em muitos casos, elas próprias já possuem políticas internas que proíbem a divulgação de práticas ilegais ou que incentivem comportamentos de risco.

O desafio, entretanto, está na velocidade da propagação. Mesmo quando se apaga um vídeo, muitas vezes já circulou em outros perfis e grupos, tornando difícil sua eliminação completa.

Educação e conscientização como caminho

Para Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, mais do que punir, é preciso investir em educação para o trânsito. Mostrar a gravidade de comportamentos aparentemente “inofensivos” e os riscos de transformar infrações em entretenimento pode evitar que jovens motoristas sigam influenciadores que banalizam o perigo.

“O trânsito é um espaço coletivo e exige responsabilidade. Quando alguém posta um vídeo de uma infração, está não só desrespeitando a lei, mas influenciando negativamente milhares de pessoas. A busca por curtidas não pode estar acima da preservação da vida”, reforça.

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Saúde do carro em dia: 6 dicas infalíveis para cuidar do seu motor

sab, 17/01/2026 - 18:00
Muitas práticas simples ainda são negligenciadas no dia a dia. Foto: robertprzybysz para Depositphotos

A manutenção preventiva de um carro é essencial para garantir segurança, desempenho e economia. Apesar disso, muitas práticas simples ainda são negligenciadas no dia a dia, o que pode comprometer o funcionamento do motor e elevar custos de manutenção. A seguir, Arley Silva, Gerente de Engenharia da Promax Bardahl apresenta orientações fundamentais para a durabilidade dos sistemas.

Abasteça com combustível de procedência confiável

Combustíveis adulterados ou de baixa qualidade podem causar falhas no sistema de injeção eletrônica como bicos injetores e válvulas e reduzir a vida útil de filtros. Sempre abasteça em postos de confiança e utilize o Bardahl Max Top, que ajuda na prevenção de depósitos e na manutenção do sistema.

Utilize aditivos na frequência correta

O uso frequente de aditivos é uma das formas mais eficazes de proteger o motor. Eles limpam o sistema, previnem o acúmulo de resíduos e otimizam o consumo de combustível. É importante seguir as orientações do fabricante do aditivo e escolher produtos específicos para cada necessidade, como o Bardahl Flex, formulados para motores a gasolina ou flex.

Mantenha atenção ao tanque de combustível

Rodar com o tanque na reserva com frequência pode não só danificar a bomba de combustível, mas também aumentar as chances de contaminação por partículas e água, o que pode causar corrosão em peças do veículo e afetar seu desempenho. Em veículos híbridos, o uso intermitente do motor a combustão torna ainda mais importante evitar longos períodos com combustível envelhecido, reforça o especialista da Promax Bardahl.

Tenha atenção ao sistema de injeção e ignição

Problemas no sistema de alimentação de combustível, bicos injetores sujos e falhas na combustão podem resultar em perda de potência e aumento do consumo. Apenas profissionais especializados devem realizar a limpeza corretiva em estágio avançado. No entanto, a utilização de produtos específicos para descarbonização do sistema, como o Bardahl Fuel Special Cleaner 6 em 1 — capaz de limpar e remover carbono de todos os componentes do sistema de alimentação, incluindo carburadores, injetores, válvulas de admissão e câmaras de combustão — representa uma alternativa mais econômica, ágil e eficiente antes da contratação de um serviço especializado.

Cuidado com o tempo de troca de óleo e filtros

Deve-se substituir o óleo lubrificante e os filtros de óleo, ar e combustível conforme o manual do veículo. Adiar essas trocas pode causar aumento de atrito, superaquecimento e desgaste interno, afirma Arley Silva, da Promax Bardahl.

Invista em revisões preventivas regulares

A manutenção preventiva é a maneira mais eficiente de evitar problemas mecânicos e custos elevados. Revisões programadas garantem o bom funcionamento de todo o sistema, incluindo combustível, lubrificação e arrefecimento. Realizar as manutenções com produtos e procedimentos recomendados ajuda a prolongar a vida útil do veículo.

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Como o cérebro toma decisões ao volante: o que a neurociência revela

sab, 17/01/2026 - 13:30
Os avanços tecnológicos podem ser aliados, mas também trazem armadilhas. Foto: Nikodash para Depositphotos

A forma como conduzimos um veículo vai muito além da habilidade motora. Dirigir é um processo altamente complexo que envolve atenção, memória, percepção, tomada de decisão e resposta rápida a estímulos inesperados. A neurociência tem se dedicado a compreender como o cérebro se comporta ao volante — e os resultados explicam muitos dos erros, distrações e comportamentos arriscados que observamos nas ruas.

Para começar, é importante entender que dirigir exige a integração simultânea de diferentes áreas cerebrais. O córtex pré-frontal, responsável por decisões e planejamento, atua em conjunto com o sistema límbico, que regula emoções, e com o cerebelo, responsável pela coordenação motora. Quando esses sistemas trabalham em harmonia, a condução se torna fluida. Quando há sobrecarga, a performance cai drasticamente.

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Estudos recentes mostram que o cérebro humano não consegue dividir o foco entre múltiplas tarefas simultâneas. Isso significa que atividades como mexer no celular, ajustar telas multimídia ou conversar de forma intensa prejudicam o processamento das informações da via, ainda que o motorista acredite que está “no controle”.

A neurociência mostra que a atenção funciona como um holofote: ilumina apenas uma parte do cenário por vez. Quanto mais estímulos competem por esse holofote, maior o risco de perder detalhes importantes — um pedestre, uma mudança no semáforo, um carro freando à frente. Essa limitação natural explica por que a distração é hoje uma das maiores causas de sinistros no trânsito.

Outro ponto crucial é a influência das emoções. O sistema límbico, especialmente a amígdala, desempenha papel decisivo em situações de estresse. Motoristas irritados, ansiosos ou apressados tendem a assumir comportamentos mais agressivos. O cérebro, em estado de alerta, interpreta pequenos estímulos como ameaças, resultando em reações impulsivas, como acelerar, “fechar” alguém ou assumir riscos desnecessários.

A memória de trabalho — que nos ajuda a manter informações momentâneas, como a rota que estamos seguindo — também tem limitações. Em vias desconhecidas, seu esforço aumenta, o que reduz a capacidade de prever movimentos de outros usuários. Por isso, viagens em locais novos exigem ainda mais atenção e tempo de resposta.

A neurociência também reforça a importância das pausas.

Estudos mostram que, após 90 minutos de atividade contínua, a capacidade de concentração começa a cair. A fadiga mental faz com que o cérebro responda mais lentamente, diminua a percepção de risco e reduza a precisão motora. Pequenos intervalos, hidratação e respiração profunda ajudam a restaurar o nível de alerta.

Por fim, os avanços tecnológicos podem ser aliados, mas também trazem armadilhas. Sistemas de assistência ao motorista (ADAS) oferecem suporte importante, porém podem gerar excesso de confiança. Quando o cérebro entende que o carro “faz tudo sozinho”, há tendência de relaxamento da atenção — e isso abre espaço para erros.

A neurociência confirma: o trânsito é um ambiente que exige foco, equilíbrio emocional e respeito aos limites cognitivos humanos. Reconhecer essas limitações é o primeiro passo para dirigir de forma mais segura e consciente.

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