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Atualizado: 12 minutos 16 segundos atrás

PL quer permitir coleta compulsória de exame toxicológico e alcoolemia em acidentes graves

sab, 23/08/2025 - 08:15
O projeto estabelece que, caso não seja possível realizar a coleta compulsória, a recusa injustificada em fazer o exame poderá gerar presunção relativa de embriaguez ou uso de drogas. Foto: photovs para Depositphotos

O deputado federal Duda Ramos (MDB/RR) apresentou à Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 3728/2025, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e o Código Penal para endurecer as regras de investigação em acidentes de trânsito com vítimas fatais ou feridos graves.

A proposta prevê que, nesses casos, os condutores envolvidos sejam submetidos obrigatoriamente a exame de alcoolemia ou toxicológico, mediante ordem judicial imediata. Essa autorização poderá ser concedida por juízes de plantão, inclusive por meio eletrônico, a pedido da autoridade policial ou do Ministério Público.

Segundo o texto, a medida busca evitar que a recusa do condutor inviabilize a responsabilização penal e administrativa — situação que, de acordo com o autor, tem se repetido em casos de grande repercussão, inclusive envolvendo agentes públicos.

Recusa passa a ter peso no processo

O projeto estabelece que, caso não seja possível realizar a coleta compulsória, a recusa injustificada em fazer o exame poderá gerar presunção relativa de embriaguez ou uso de drogas. Essa presunção não é absoluta: o condutor poderá apresentar provas contrárias, mas a negativa será considerada um elemento relevante na avaliação judicial.

Além disso, se houver indícios de consumo de álcool ou drogas e o motorista se recusar a fazer o teste, será possível aumentar a pena para crimes como homicídio culposo ou lesão corporal culposa no trânsito de um terço até a metade.

Agravante para agentes públicos

O texto também traz punições mais severas quando o condutor for agente público, em qualquer esfera ou função, independentemente de estar em serviço ou utilizando veículo oficial. Nesses casos, será possível aumentar a pena de um terço até dois terços, além das sanções administrativas e disciplinares cabíveis.

De acordo com Duda Ramos, a medida busca reforçar a responsabilidade ética de quem exerce função pública.

“O agente do Estado representa a confiança da sociedade, mesmo fora do horário de trabalho. Comportamentos que dificultem a apuração de crimes graves no trânsito não podem ter tratamento privilegiado”, afirma.

Plantões judiciais permanentes

Outro ponto importante do projeto é a obrigatoriedade de plantões judiciais permanentes, de forma a garantir que se emitam as ordens para coleta compulsória com rapidez, evitando que a prova perca validade pelo tempo decorrido após o acidente.

Justificativa e impacto social

Na justificativa, o parlamentar argumenta que o CTB já prevê penalidade administrativa para quem se recusa ao teste do bafômetro, mas considera que, diante de crimes graves, isso é insuficiente. Ele cita experiências internacionais, como as do Canadá e dos Estados Unidos, onde a recusa ao exame pode trazer consequências mais severas.

Para especialistas, a proposta atende a um clamor social por maior rigor na responsabilização de crimes de trânsito, especialmente quando há indícios de álcool ou drogas assim como a recusa ao exame se torna um obstáculo para a Justiça.

O PL 3728/2025 passará pelas comissões temáticas da Câmara antes de seguir para votação no plenário. Caso aprovado e transformado em lei, entrará em vigor na data de sua publicação.

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Monitoramento amplia segurança viária nas rodovias no Paraná

sex, 22/08/2025 - 18:00
Entre fevereiro e junho de 2024 foram 16 acidentes no local, enquanto entre janeiro e junho deste ano foi registrada apenas uma ocorrência. Foto: Divulgação ERP Litoral Pioneiro

O processo de instalação e testes dos radares nas rodovias federais sob concessão da EPR Litoral Pioneiro já trouxe impactos positivos na segurança viária. Os dispositivos entraram em operação com emissão de multas na última segunda-feira (18) nas rodovias BR-153, BR-277 e BR-369 – em Santo Antônio da Platina, Morretes, Paranaguá, Cambará e Cornélio Procópio.

Levantamento da concessionária mostra que mesmo antes do início da operação, a presença dos radares contribuiu para a diminuição de acidentes no km 32 da pista sentido Curitiba da BR-277, em Morretes. Entre fevereiro e junho de 2024 foram 16 acidentes no local, enquanto entre janeiro e junho deste ano foi registrada apenas uma ocorrência, o que representa uma redução de 93%. “Esta diminuição das ocorrências é bastante significativa. Os radares são muito importantes para a segurança viária e na redução dos acidentes”, comenta o gerente de Operações da EPR Litoral Pioneiro, Fernando Milléo.

Ele ainda destaca que a conduta do motorista por toda a extensão das rodovias também é essencial para um trânsito seguro.

“É importante o respeito aos limites de velocidade em todos os trechos, com a presença e de radar ou não. Desta maneira é possível uma convivência segura para todos os usuários das rodovias”.

A definição dos locais de instalação ocorreu a partir de um estudo robusto da concessionária, que teve aprovação da ANTT e da Polícia Rodoviária Federal.

Houve reforço da sinalização vertical e horizontal nas proximidades dos radares, com linhas de estímulo de redução de velocidade e placas indicando a presença da fiscalização eletrônica bem como o limite de velocidade da via.

A concessionária destaca ainda que é responsável por adquirir, instalar e manter os equipamentos em funcionamento, conforme previsto pelo contrato de concessão. Além disso, todas as multas registradas serão emitidas e geridas pelos órgãos governamentais competentes.

A relação completa dos equipamentos em operação está disponível no site do Governo Federal: https://www.gov.br/prf/pt-br/assuntos/fiscalizacao-de-velocidade/radares-fixos.

Novos radares nas rodovias federais sob concessão da EPR Litoral Pioneiro

BR-153

  • Km 31 – Santo Antônio da Platina – sentido Sul
  • km 42 – Santo Antônio da Platina – sentido Sul
  • km 42 – Santo Antônio da Platina – sentido Norte

BR-277

  • km 32 – Morretes – sentido Oeste
  • km 33 – Morretes – sentido Leste
  • km 35 – Morretes – sentido Leste
  • km 36 – Morretes – sentido Leste
  • km 41 – Morretes – sentido Leste
  • Av. Ayrton Senna – km 2 – Paranaguá – sentido Leste
  • Av. Ayrton Senna – km 2 – Paranaguá – sentido Oeste
  • Av. Bento Rocha – km 1 – Paranaguá – sentido Leste
  • Av. Bento Rocha – km 1 – Paranaguá – sentido Oeste

BR-369

  • km 18 – Cambará – sentido Oeste
  • km 20 – Cambará – sentido Leste
  • km 86 – Cornélio Procópio – sentido Leste
  • km 86 – Cornélio Procópio – sentido Oeste

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Tragédia evitável: avaliações psicológicas poderiam ter salvado a vida do gari Laudemir

sex, 22/08/2025 - 13:30

O tiro que matou Laudemir Souza Fernandes, de 46 anos, na manhã de 11 de agosto em Belo Horizonte, não foi apenas o resultado de uma discussão de trânsito. Foi a consequência trágica de um sistema que permite motoristas dirigirem por anos sem qualquer verificação de sua saúde mental. René da Silva Nogueira Jr., empresário de 47 anos que confessou ter atirado no gari após negar o crime por dias, provavelmente não passou por uma avaliação psicológica voltada para o trânsito desde que tirou sua primeira habilitação. Décadas se passaram. Seus níveis de estresse evoluíram, sua capacidade de controlar impulsos se deteriorou, mas ele ainda é considerado apto a dirigir segundo a legislação de trânsito atual. 

O resultado? Um homem armado, descontrolado, que transformou um simples encontro no trânsito em execução sumária de um trabalhador que apenas fazia seu serviço.

“Quando analiso o caso desse cidadão, vejo claramente os sinais que uma avaliação psicológica recente teria detectado. A forma como ele reagiu a uma situação absolutamente comum no trânsito, sacando uma arma, fazendo ameaças e atirando contra o Laudemir, revela déficits graves de controle emocional, impulsividade extrema e total desrespeito às normas sociais. Características que tornam qualquer pessoa inapta para dirigir”, afirma Adalgisa Lopes, psicóloga especialista em trânsito e presidente da Associação das Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (Actrans-MG).
 

As testemunhas relataram a frieza com que o empresário executou sua ameaça. Após intimidar a motorista do caminhão de lixo dizendo “se você esbarrar no meu carro eu vou dar um tiro na sua cara”, ele desceu do veículo armado e, mesmo com colegas de Laudemir tentando acalmar a situação, disparou contra o gari. “Esse não foi um ato impulsivo isolado. Foi o ápice de um padrão comportamental perigoso que vinha se desenvolvendo há anos. Ele demonstrou agressividade premeditada, baixíssima tolerância à frustração e completa ausência de controle inibitório – exatamente os fatores que avaliamos para determinar se alguém está apto a dirigir”, comenta a psicóloga especialista em trânsito, Kelly Bessa. 

O sistema falhou com Laudemir

Laudemir trabalhava como gari há mais de duas décadas. Pai de família, conhecido pela dedicação ao trabalho, ele representava milhões de brasileiros que dependem das ruas para sobreviver e que ficam expostos diariamente a motoristas violentos e descontrolados. “A tragédia de Laudemir expõe uma falha sistêmica grave”, destaca Adalgisa Lopes. 

“Permitimos que pessoas dirijam por décadas sem verificar se ainda possuem as condições psicológicas mínimas para isso. É como se déssemos uma arma a alguém e nunca mais verificássemos se essa pessoa ainda sabe usá-la com responsabilidade”, afirma a psicóloga Giovanna Varoni, diretora da Actrans-MG.

A legislação atual permite que motoristas renovem suas habilitações sem qualquer avaliação psicológica por períodos que podem chegar a uma década. Apenas motoristas profissionais precisam renovar a avaliação psicológica quando renovam a CNH. Ou seja, para os motoristas comuns, os laudos psicológicos são vitalícios. Nesse tempo, uma pessoa pode desenvolver depressão, transtornos de ansiedade, dependência química, traços de personalidade antissocial e continuar dirigindo normalmente. 

As avaliações psicológicas para condutores são capazes de detectar déficits de controle emocional que levam a explosões de raiva; impulsividade excessiva; baixa tolerância à frustração; atenção; memória; desrespeito sistemático a regras e normas sociais e tendências agressivas que colocam outros em risco. “O caso René-Laudemir não é exceção, é regra. Diariamente vemos motoristas descontrolados, agressivos, que usam seus veículos como armas. A diferença é que nem todos portam armas de fogo. Mas todos portam armas de uma tonelada capazes de matar”, afirma Adalgisa Lopes.

Brasil: laboratório de violência no trânsito

Os números brasileiros são aterrorizantes. Cerca de 90% dos acidentes de trânsito têm origem no fator humano, como descontrole emocional, impulsividade, agressividade, desatenção e imprudência, exatamente os fatores que uma avaliação psicológica identifica. “Estamos permitindo que bombas-relógio circulem livremente pelas nossas ruas”, alerta Giovanna Varoni. “Pessoas com sérios problemas de controle emocional, que veem o trânsito como campo de batalha pessoal, que transformam qualquer contrariedade em motivo para violência. E o pior: sabemos como identificar esses perfis, mas escolhemos não fazer.”

A proposta das especialistas é simples e salvadora: avaliação psicológica obrigatória a cada renovação de CNH. “Não estamos falando de criar barreiras, mas de salvar vidas. Uma avaliação que verificasse controle emocional, impulsividade, tolerância à frustração e respeito às normas teria identificado René como inapto para dirigir. E quando alguém é considerado inapto, é encaminhado para tratamento com um especialista e só depois disso consegue reaver a concessão para dirigir”, detalha Adalgisa. 

Custo da negligência

Laudemir morreu porque nossa sociedade escolhe economizar na prevenção e pagar caro na tragédia. Uma avaliação psicológica custa por volta de R$ 200. O funeral de Laudemir, o trauma de sua família, a perda de força produtiva, os custos judiciais do processo e a prisão de René custam milhões. Sem contar o valor humano, que é incalculável. 

O empresário, que agora responde por homicídio qualificado, representa milhares de motoristas brasileiros que circulam com perfis psicológicos incompatíveis com a direção segura.

“Quantos outros estão por aí, esperando apenas o gatilho certo para explodir?”, questiona Adalgisa.

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Extinção de CFCs pode causar perdas sociais, financeiras e fiscais

sex, 22/08/2025 - 11:30
Estudos da OMS e da OPAS demonstram que o treinamento estruturado de condutores é fator determinante para reduzir acidentes, hospitalizações e mortes. Foto: Rodrigo Maia/Detran-MS

A possível retirada da obrigatoriedade das aulas ministradas pelos dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) acendeu um alerta no setor. A Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores (Feneauto) calcula que a medida pode resultar em perdas de R$ 14 bilhões anuais, além de colocar em risco cerca de 300 mil empregos em todo o país.

Ygor Valença, presidente da entidade, alerta para o perigo de desmonte de uma rede estruturada ao longo de quase três décadas, que hoje garante segurança viária, empregos formais, arrecadação de tributos e recursos para políticas sociais e habitacionais em todo o território nacional.

O setor de formação de condutores no Brasil conta hoje com 15.757 CFCs em operação, que empregam direta e indiretamente 300 mil pessoas e movimentam uma massa salarial de R$ 429 milhões por mês, o equivalente a R$5,1 bilhões por ano.

De acordo com o setor, o fim dos CFCs traria consequências irreversíveis à economia, à segurança viária e à sociedade.

“Manter a formação estruturada nas autoescolas é salvar vidas, preservar empregos, garantir arrecadação tributária e garantir a manutenção do tráfego brasileiro de forma sustentável”, argumenta Valença.
 

Impactos econômicos e fiscais 

A Feneauto projeta uma perda imediata de R$14 bilhões por ano do faturamento do setor. Além disso, declinação de R$1,92 bilhão de arrecadação tributária, ressaltando que a legislação impõe como exigência de credenciamento dos CFCs a regularidade fiscal e tributária, ou seja, o completo adimplemento do pagamento de impostos. O efeito dominó se alastraria, sobretudo, nos municípios médios e pequenos, os quais experimentariam queda do consumo local e declinação de arrecadação de ICMS e ISS. O custo social, relativo à subida de sinistros de trânsito, pode, por sua vez, encarecer ainda mais o dano. Isso porque os acidentes correspondem a cerca de 3% do PIB nacional.

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Importante ressaltar que a medida pode ameaçar o emprego direto de 189 mil trabalhadores, atingindo cerca de 900 mil famílias. Além disso, sobrecarregaria ainda mais o SUS e programas sociais como o Bolsa Família, tendo um custo de R$ 1 bilhão por ano. Cerca de 190 mil convênios privados de assistência médica também seriam suspensos, tendo como fim um aumento da sobrecarga para o sistema público. 

Segurança viária e ônus ao SUS 

O Brasil já registra grandes coeficientes de óbitos no tráfego: 33 mil mortes anuais e, em 2024, foram 449 milhões de vítimas, segundo o IPEA. Conforme estudos da OMS e da OPAS, o treinamento estruturado de condutores é fator determinante para reduzir acidentes, hospitalizações e mortes.

“Estamos diante de uma proposta que ameaça não apenas o setor, mas a sociedade como um todo. Desmontar a rede de CFCs significa abrir mão de empregos, de arrecadação e, principalmente, da segurança no trânsito. O Brasil ainda convive com números alarmantes de mortes em acidentes, e flexibilizar a formação de condutores é retroceder em décadas de conquistas. A preservação dessa rede não é uma pauta corporativa, é uma questão de interesse público”, afirma Ygor Valença, presidente da Feneauto.

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Sinistros de trânsito: quanto custam para o Brasil — e para você?

sex, 22/08/2025 - 08:15
Os sinistros de trânsito geram um prejuízo estimado de R$ 50 bilhões por ano no Brasil. Foto: joasouza para Depositphotos

Quando se fala em sinistros de trânsito, a primeira imagem que vem à mente é de dor, perda e sofrimento humano — e com toda razão. Vidas são ceifadas de forma precoce, famílias são desestruturadas, histórias interrompidas em segundos. No entanto, existe um outro lado da tragédia que passa despercebido por muitos: o custo econômico dos sinistros de trânsito, que recai sobre toda a sociedade. Mesmo quem nunca se envolveu em um acidente acaba, direta ou indiretamente, pagando a conta.

Conforme estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com a ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), divulgado pelo Portal do Trânsito, os sinistros de trânsito geram um prejuízo estimado de R$ 50 bilhões por ano no Brasil. O levantamento aponta que cada acidente com vítima custa, em média, R$ 261 mil à sociedade, enquanto os sinistros com morte podem ultrapassar os R$ 785 mil em perdas.

O cálculo considera gastos com atendimento médico, reabilitação, perda de produtividade, remoção de veículos, danos à infraestrutura, processos judiciais e prejuízos ao patrimônio público e privado.

O Ministério da Saúde, por sua vez, estima que o Sistema Único de Saúde (SUS) gasta mais de R$ 3 bilhões anuais com o atendimento de vítimas de sinistros de trânsito, especialmente em traumas graves como fraturas, amputações e lesões neurológicas.

Um peso invisível no seu bolso

Esses bilhões não saem do nada. Eles vêm dos impostos pagos por todos os brasileiros. O sistema público de saúde, a Previdência Social e o INSS — todos afetados — são mantidos com recursos coletivos. Cada cirurgia de urgência, cada dia de internação, cada benefício por incapacidade que se concede a uma vítima representa uma fatia dos recursos que não se investe em outras áreas prioritárias, como educação, saneamento ou segurança pública.

O especialista em trânsito Celso Mariano chama atenção para o impacto silencioso, mas gigantesco, que os sinistros provocam no orçamento público e na vida de quem sequer está envolvido diretamente nos acidentes.

“Mesmo quem nunca sofreu um acidente está pagando pela imprudência de outros. O prejuízo não é só pessoal, é coletivo. E essa dimensão econômica precisa ser mais discutida no Brasil”, afirma.

Previdência pressionada e impacto nas empresas

A Previdência Social também sente os efeitos. Muitos trabalhadores vítimas de acidentes recebem auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, pressionando ainda mais um sistema que já é alvo de discussões sobre sustentabilidade financeira. Empresas também arcam com custos diretos, como afastamento de funcionários, pagamento de benefícios e, além disso tudo, queda de produtividade.

Além disso, há um impacto emocional e financeiro sobre famílias que perdem o provedor ou precisam se reorganizar para cuidar de um ente com deficiência permanente. A perda da capacidade de trabalho é uma das principais sequelas entre sobreviventes de acidentes graves, afetando não só a vítima, mas todo seu círculo social e econômico.

E se todos dirigissem com mais responsabilidade?

A pergunta que incomoda — e deve incomodar — é: por que, mesmo sabendo de tudo isso, ainda há tanta imprudência no trânsito? O uso do celular ao volante, o excesso de velocidade, o desrespeito à sinalização e a direção sob efeito de álcool continuam entre as principais causas de mortes e feridos. E esses comportamentos custam vidas — e bilhões de reais por ano.

“Não é exagero dizer que a imprudência de poucos recai sobre todos nós. Cada acidente evitável é também um desperdício de recursos públicos. Prevenir sinistros é uma forma de cuidar da vida, mas também de cuidar do país”, destaca Celso Mariano.

Um alerta que vai além da estatística

Trânsito seguro não é só um desejo coletivo: é uma responsabilidade compartilhada. Ou seja, ao entender que cada atitude ao volante pode gerar um custo que todos pagam, convida-se o cidadão a adotar uma postura mais consciente, solidária e responsável. Campanhas educativas, fiscalização eficaz e formação de condutores de qualidade são partes importantes desse processo — mas nenhuma delas substitui o compromisso individual com a segurança.

A próxima vez que você pensar em desrespeitar uma regra de trânsito, lembre-se: pode custar mais do que você imagina. E não só para você.

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Curitiba aposta em tecnologia de ponta para proteger pedestres e reduzir atropelamentos

qui, 21/08/2025 - 18:00
Sistema inteligente de travessia aumenta segurança dos pedestres no trânsito. Foto: Isabella Mayer/SECOM

Curitiba está dando um passo ousado rumo ao futuro da segurança no trânsito. A cidade acaba de inaugurar o primeiro sistema inteligente de travessia de pedestres da América Latina, uma inovação tecnológica que alia sustentabilidade, acessibilidade e prevenção de sinistros.

O lançamento aconteceu na última terça-feira (29/7), na Rua Petit Carneiro, no bairro Água Verde. O prefeito Eduardo Pimentel acompanhou o início do funcionamento do novo sistema e destacou que a tecnologia representa mais um avanço na meta municipal de alcançar “morte zero no trânsito”.

“A tecnologia mostra aos motoristas que há alguém atravessando a rua, por meio de sensores movidos a energia solar. É uma inovação que vai nos ajudar a salvar vidas, reduzindo os atropelamentos e aumentando a segurança para todos”, afirmou o prefeito.

Travessia que enxerga o pedestre

O novo sistema foi desenvolvido por uma empresa da Hungria, que escolheu Curitiba como cidade-piloto para testar a tecnologia — ainda em fase de implantação na Europa. O superintendente de Trânsito de Curitiba, Bruno Pessuti, explica que a inovação funciona com sensores ópticos capazes de detectar pedestres automaticamente.

A partir da detecção, são acionadas luzes amarelas piscantes de alta intensidade, acompanhadas por um feixe de laser que projeta luz no chão, iluminando os pés dos pedestres. O objetivo é ampliar a percepção visual dos motoristas sobre a travessia, mesmo a distância.

“A faixa inteligente oferece mais segurança, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência visual. E, ao mesmo tempo, evita paradas desnecessárias de veículos, contribuindo para a fluidez do trânsito”, explica Pessuti.

Segundo o superintendente, a ideia é expandir o uso do sistema para locais com grande movimento de pedestres à noite, principalmente em áreas sem semáforos, onde os riscos de atropelamento são maiores.

Em 2024, houve o registro de 850 atropelamentos em Curitiba, número que a Prefeitura espera reduzir significativamente com o uso da nova tecnologia.

LED no chão: segurança e acessibilidade

Outra inovação em andamento na capital é a instalação de barras de LED sincronizadas com os semáforos, junto às faixas de pedestres. Desde março, 58 pontos estratégicos da cidade já receberam o equipamento, que custou mais de R$ 500 mil em investimentos.

As barras emitem luzes verdes ou vermelhas no piso, indicando com clareza o momento seguro para atravessar a rua. A tecnologia tem como foco principal a acessibilidade e a segurança dos pedestres, inclusive aqueles que circulam distraídos — por exemplo, usando o celular.

“O pedestre às vezes não olha para o semáforo, mas vê a luz no chão. Isso pode fazer a diferença entre a segurança e o risco”, afirma Pessuti.

A região central, especialmente os cruzamentos da Visconde de Guarapuava com Alferes Poli e da Conselheiro Laurindo com a XV de Novembro, foi uma das primeiras a receber a novidade.

Reforço à cultura de prevenção

De acordo com o secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Rafael Ferreira Vianna, a iniciativa mostra o compromisso da gestão em priorizar vidas.

“A implantação das barras de LED é mais uma medida para melhorar a sinalização, garantir o bom fluxo do trânsito e, acima de tudo, proteger as pessoas”, afirmou.

A cidade também tem intensificado as ações voltadas à educação para a mobilidade urbana, aliando tecnologia e orientação aos pedestres, motoristas e ciclistas.

População aprova

A novidade tem sido bem recebida por quem vive o dia a dia nas ruas. O auxiliar de serviços gerais Lúcio de Oliveira, que trabalha no Teatro Guaíra, acredita que o sistema faz diferença, especialmente à noite. “Ficou bem legal. Ajuda bastante na hora de atravessar”, disse.

Já a curitibana Natália Cury, que costuma passar pela Avenida Visconde de Guarapuava com a filha pequena, também aprovou a iniciativa. “Tem nos ajudado sim. A luz chama a atenção, e a gente presta mais atenção no semáforo”.

Pontos estratégicos e próximos passos

As barras de LED estão sendo instaladas em locais de grande circulação, como shoppings, estádios e áreas centrais. O sistema de travessia inteligente ainda está em fase de testes, mas a intenção da Prefeitura é homologá-lo e ampliá-lo progressivamente.

Combinando tecnologia, acessibilidade e prevenção, Curitiba reforça sua posição de referência em políticas públicas de trânsito e reafirma o compromisso de tornar as ruas mais seguras para todos.

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Detran-CE e entidades debatem estratégias para melhorias na segurança viária de motociclistas

qui, 21/08/2025 - 17:00
A iniciativa foca na redução de acidentes e mortes envolvendo condutores e passageiros de motocicletas em todo o país. Foto: Divulgação Detran/CE

O Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) promoveu, na manhã desta quinta-feira (21), um encontro com representantes da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fundação CETREDE, Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), empresários do setor de motocicletas e associações de motociclistas profissionais. A pauta principal foi o debate de estratégias e ações para garantir mais segurança aos motociclistas no Ceará.

A iniciativa segue a diretriz do Ministério dos Transportes, por meio da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que foca na redução de acidentes e mortes envolvendo condutores e passageiros de motocicletas em todo o país.

“Estamos avaliando todo o cenário para, em conjunto, elaborarmos um plano de ações que proteja ainda mais a vida das pessoas que utilizam esse meio de transporte. Esse público é bastante vulnerável no contexto do trânsito, seja na capital ou no interior”, explicou o superintendente do Detran-CE, Waldemir Catanho.

Também participaram da reunião os diretores do Detran-CE, Júlio Cavalcanti (Trânsito e Fiscalização) e Marcos Macedo (Jurídico), além de servidores das diretorias de Habilitação e Educação para o Trânsito, assessores e colaboradores do órgão estadual de trânsito.

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São Paulo começa o dia meia hora mais cedo que outras grandes cidades latinas

qui, 21/08/2025 - 12:00
O fluxo de passageiros se inicia em São Paulo em média 32 minutos mais cedo que a capital argentina, e 35 minutos mais cedo que a mexicana. Foto: tupungato para Depositphotos

Quem usa transporte público em São Paulo começa seu dia pelo menos meia hora mais cedo que outras grandes metrópoles da América Latina. É o que mostram os dados do Moovit, o aplicativo de mobilidade urbana mais utilizado no mundo. 

A equipe de dados do aplicativo comparou dados de milhões de viagens realizadas na capital paulista, em Buenos Aires e na Cidade do México entre 15 de abril e 15 de junho. Foram contemplados todos os modais de transportes nas três metrópoles. O fluxo de passageiros se inicia em São Paulo em média 32 minutos mais cedo que a capital argentina, e 35 minutos mais cedo que a mexicana. 

O Moovit começou a analisar as viagens a partir de 4h. Às 4h45 as viagens em São Paulo começam a aumentar em relação às outras cidades. O pico da diferença acontece entre 7h15 e 7h30, para cair depois desse horário. 

“São Paulo é uma cidade de grandes dimensões, e tem tempos de deslocamentos mais longos. Isso ajuda a explicar essa largada adiantada. Outro fator relevante é o perfil dos passageiros de transporte público, com muitos trabalhadores de indústria, comércio e serviços, que iniciam sua jornada cedo. E não podemos ignorar as questões culturais: Buenos Aires e Cidade do México iniciam suas jornadas mais tarde”, explica Ziv Kabaretti, Vice-Presidente de Produtos do Moovit. 

No Brasil

A equipe de dados do Moovit comparou os horários das viagens em São Paulo com Rio de Janeiro e Brasília. A capital paulista segue como a que larga mais cedo. Em relação ao Rio, São Paulo mantém uma média de antecipar suas viagens entre 20 e 25 minutos. Na comparação com Brasília, a variação é de 22 a 25 minutos.

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30% dos acidentes nas rodovias são relacionados à saúde mental, alerta especialista

qui, 21/08/2025 - 11:15
Entre os dados que mais preocupam estão os relacionados ao transporte de cargas. Foto: jonson para Depositphotos

Os problemas relacionados à saúde mental, como ansiedade, depressão, fadiga emocional, entre outros, são quase sempre difíceis de perceber, mas somam um percentual preocupante para as estradas brasileiras. De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), pelo menos 30% dos acidentes nas rodovias federais, entre janeiro e setembro de 2024, estiveram ligados a questões de saúde mental.

Os números, solicitados pela Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), mostram ainda que sinistros envolvendo motoristas com sofrimento psíquico foram responsáveis por 24% das mortes e 29% dos feridos no período analisado.

“Cuidar da saúde mental reduz fadiga, melhora o foco e as decisões ao volante, sendo fundamental para prevenir acidentes e salvar vidas. Um motorista equilibrado emocionalmente reage melhor a situações de risco, fica mais atento ao trânsito e não se deixa levar pelas adversidades encontradas, como comportamento agressivo”, explica Diogo Figueiredo, gerente de capacitação e treinamento da CEPA Mobility Brasil.

Entre os dados que mais preocupam estão os relacionados ao transporte de cargas. Motoristas de caminhão estiveram envolvidos em 18.511 acidentes, com 2.884 mortes e mais de 19 mil feridos. Já os condutores de ônibus se envolveram em 2.233 acidentes, resultando em 407 mortes e 4.697 pessoas feridas. 

Jornadas longas, pressão e isolamento

Para Figueiredo, a rotina dos caminhoneiros — marcada por longos períodos na estrada, pressão por produtividade e isolamento social — criam um cenário propício ao esgotamento mental. “Jornadas extensas e estressantes isolam o caminhoneiro da família, prejudicam o sono e aumentam a pressão emocional, favorecendo ansiedade, depressão e o uso de substâncias. Associado a esse quadro vem também a dificuldade em praticar atividades físicas, o que piora tudo um pouco mais”, alerta.

Apesar da exigência de avaliação psicológica na habilitação e renovação da CNH, o especialista afirma que isso não é suficiente.

“Não existe hoje uma política pública que garanta acompanhamento psicológico contínuo. É fundamental que empresas de transporte adotem práticas regulares de escuta, apoio emocional e triagem”, defende.

Entre as ferramentas disponíveis, ele cita o uso de “emociômetros”, questionários autoaplicáveis no início da jornada para captar alterações emocionais, e a formação de monitores de segurança viária capacitados para identificar sinais de sofrimento mental. “As empresas podem usar avaliações periódicas, escuta ativa, acompanhamento médico e programas de apoio psicológico para identificar sinais precoces e intervir. Investir em formação e criar uma cultura que valorize o bem-estar também são passos importantes. Isso fortalece a confiança entre motoristas e gestores.”, diz.

Além das iniciativas institucionais, a prevenção também depende de autocuidado. “Dormir bem, manter contato com pessoas de confiança, buscar atividades relaxantes, praticar exercícios físicos e observar sinais como irritabilidade e tristeza persistente. Ao notar mudanças, procurar apoio profissional ou conversar com colegas e familiares. O autoconhecimento e o diálogo aberto são fundamentais para prevenir problemas mais graves.”, explica o especialista.

Enquanto políticas públicas mais incisivas não alcançam o problema, empresas e instituições se destacam no comprometimento com a causa do trânsito mais seguro, como é o caso do Centro de Prevenção de Acidentes – CEPA Mobility, que atua em programas de capacitação e consultoria em segurança viária, com foco na integração entre saúde emocional e direção segura.

“Não se trata apenas de evitar multas ou sinistros. Estamos falando de salvar vidas”, finaliza Figueiredo.
 

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Como ganhar um carro em jogos online: histórias de sucesso reais

qui, 21/08/2025 - 08:39

Ganhar um carro num jogo online parece coisa de filme certo? Mas a verdade e que há vencedores reais, e histórias que correm de boca em boca. Seja numa promoção online ou num sorteio físico, a verdade e que já houve quem saísse do casino ao volante de um carro novinho em folha… para admiração de muitos. Vamos mergulhar em alguns casos verídicos para entendermos melhor como tudo acontece… sem romantizar nem prometer milagres.

Carros como prémio: quando o marketing encontra a sorte

Oferecer automóveis é uma das estratégias mais vistosas dos casinos para atrair clientes. No Reino Unido, por exemplo, sorteios deste género ocorrem em grandes eventos, combinando jogo, entretenimento e espetáculo.

Em Portugal, embora menos comum, já houve campanhas pontuais em casinos físicos, geralmente associadas a datas festivas. Lá fora, sobretudo em Las Vegas, Macau e Atlantic City, é um clássico de marketing: carros expostos no centro do salão, entradas acumuladas com apostas e sorteio em noite de gala.

Histórias reais: do Reddit para a estrada

No Reddit, há relatos que se tornaram lendas. Um utilizador partilhou que ganhou um BMW num sorteio de casino no Canadá depois de acumular bilhetes apenas por jogar slots regularmente.

Outro caso partilhado envolveu um sortudo que venceu duas vezes: primeiro um hatchback e, dois anos depois, um SUV de luxo. Sorte pura? Talvez, mas também consistência em participar nas promoções certas.

“Uma amiga minha recebeu um carro num casino em Las Vegas há cerca de 10 anos… e esse era o prémio máximo.”Reddit.

Como funcionam estes sorteios

Os sorteios de carros em casinos costumam seguir um modelo bastante semelhante:

  1. Acumulação de entradas – Cada aposta ou determinado montante gasto gera bilhetes para o sorteio.
  2. Período promocional – Pode durar dias ou meses.
  3. Evento final – No fim, o sorteio acontece ao vivo,  muitas vezes transmitido em direto e com direito a celebração.

De acordo com a American Gaming Association, promoções com prémios de grande valor podem aumentar a fidelização dos jogadores em cerca de 18%.

Regulamentação e transparência nas promoções

Em Portugal, todas as campanhas de prémios em casinos licenciados devem seguir regras definidas pelo SRIJ, garantindo igualdade de oportunidades e clareza nos critérios de participação.

Essa clareza é crucial para eliminar dúvidas e reforçar a confiança de quem participa. É saber que o jogo é limpo e que a vitória, quando vem, é justa.

“Estas alterações protegerão melhor os consumidores dos danos do jogo e darão aos consumidores muito mais clareza e certeza sobre as ofertas antes de decidirem inscrever-se.” – Tim Miller, Executive Director, UK Gambling Commission.

Ganhar um carro… e o que vem depois

Mesmo que o prémio seja anunciado como “100% gratuito”, o vencedor pode enfrentar despesas como seguros obrigatórios, taxas de registo, ou impostos baseados no valor de mercado do veículo. Antecipar esses encargos evita dissabores e ajuda a decidir com mais segurança. Melhor saber tudo antes, do que descobrir depois que o “prémio” saiu caro.

Além dos custos imediatos, há casos em que o vencedor pode ter de escolher entre aceitar o carro ou optar por um valor monetário equivalente, algo comum nalguns mercados fora da UE. Essa alternativa, quando disponível, permite uma decisão mais racional, sobretudo se o carro em questão não for compatível com as necessidades ou estilo de vida do vencedor.

Importa também considerar o impacto fiscal. Em certas jurisdições, o prémio pode contar como rendimento tributável, e o imposto a pagar pode surpreender.

“Isto vai render uma pequena fatia (do prémio) inicialmente, mas vai poupar uma fatia maior no futuro.”Review Journal.

Para quem recebe o carro e decide revendê-lo, é crucial verificar se existem cláusulas de retenção de propriedade ou prazos mínimos antes da venda. Alguns casinos, sobretudo nos EUA, aplicam limitações para evitar revendas imediatas após campanhas promocionais, outro detalhe que nem sempre é visível à primeira vista.

A ligação com bónus e promoções online

O mundo digital não fica atrás quando se fala em prémios que fazem sonhar. Se nos casinos físicos os carros e as viagens brilham na montra, no online as campanhas ganham outro ritmo: jackpots progressivos, pacotes VIP para eventos desportivos e bónus que podem transformar uma sessão casual numa vitória memorável.

Tal como numa final de campeonato, o segredo está em saber quando e como entrar no jogo. Para sentir a emoção sem gastar logo de início, existem as ofertas de free spins grátis sem depósito. Esta e sem duvida a forma mais simples de testar slots, perceber a dinâmica e, quem sabe, conquistar ganhos reais sem investir. Por isso aproveita!

Guia rápido para aumentar as hipóteses

A partir da experiência de vencedores e da observação do mercado, ficam alguns pontos práticos:

  • Participa em campanhas longas e com menos concorrência visível.
  • Acumula entradas sempre que possível, mas dentro de um orçamento definido.
  • Informa-te sobre todos os termos antes de apostar.
Conclusão

Ganhar um carro num casino é raro, mas real. Histórias de sucesso existem, e com a preparação certa, e alguma sorte,  pode acontecer. Mais do que perseguir o prémio, importa manter o jogo como entretenimento e tomar decisões informadas.

Este guest post foi escrito por Martim Nabeiro, especialista convidado em tendências do iGaming.

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CNH barata – o preço oculto de economizar na SEGURANÇA VIÁRIA

qui, 21/08/2025 - 08:15
No trânsito, “economizar” pode custar caro. Foto: Ascom Detran/AL

Por Carlos José Antônio Kümmel Félix*

Muito se fala em reduzir os custos para tirar a habilitação. A promessa parece sedutora: tornar o processo mais acessível, mais rápido, mais barato. A ideia costuma soar como avanço social — afinal, quem não quer pagar menos? Mas, no trânsito, o “economizar” pode custar muito mais — em vidas perdidas.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 11 da ONUCidades e Comunidades Sustentáveis — é claro: mobilidade só é sustentável quando é segura. E segurança viária é resultado de formação sólida, prática rigorosa e cultura de responsabilidade aliadas à infraestrutura de qualidade. Ruas bem sinalizadas, pavimentação adequada, iluminação eficiente e dispositivos de segurança são tão essenciais quanto um motorista bem treinado.

CNH é mais do que um simples documento.

É uma política pública — como saúde, educação e segurança — e deve se tratar como tal. No caso da CNH, é preciso resgatar o que o próprio nome já diz: habilitação. Habilitar não é autorizar qualquer um a guiar. É atestar que a pessoa tem competência técnica, raciocínio rápido e postura segura para conduzir sem transformar o volante em arma, que o condutor está apto a respeitar e preservar vidas — inclusive a própria.

Reduzir a qualidade da formação em nome da economia é comprometer o próprio direito coletivo à vida e à mobilidade segura.

As comparações internacionais são implacáveis e não deixam dúvidas. Na Suécia, berço do Vision Zero, a formação inclui treinamentos em diferentes condições, simulações de risco e rígidos critérios de aprovação. Resultado: 2,2 mortes no trânsito por 100 mil habitantes. No Japão, com todo respeito a lei e a disciplina, a taxa é 2,6. No Brasil, esse número salta para 14,2. Ainda assim, discute-se flexibilizar exigências e reduzir custos.

Veja também Primeira Habilitação Estudo do governo sobre autoescolas não é conclusivo e não justifica mudança na formação de condutores, apontam especialistas Notícias R$ 449 milhões: o preço da omissão coletiva no trânsito Primeira Habilitação CNH sem autoescola: especialistas reagem a proposta do governo e alertam para riscos à vida no trânsito É como economizar nos freios de um veículo pesado na descida: a tragédia não é hipótese, é certeza.

Se o país deseja circulação viária com segurança, o caminho é qualificar a formação, associado a investimentos consistentes em infraestrutura. CNH barata pode ser um alívio momentâneo no bolso. A conta é simples, mas o cálculo é moral: cada centavo economizado em formação deficiente pode custar vidas e perpetuar o caos nas vias. O valor mais alto que podemos cobrar de quem quer dirigir é o compromisso inegociável com a preservação da VIDA!

*Carlos José Antônio Kümmel Félix é Prof. Titular Dr. Eng. Civil UFSM

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Opinião – Quantos cavalos de potência tem um cavalo?

qua, 20/08/2025 - 17:00

Rodrigo Vargas*

Foto: Divulgação

Dia desses, enquanto voltava de uma reunião, conversava com o motorista de transporte por aplicativo sobre as facilidades que os mesmos trouxeram a uma parcela significativa da população. Em contrapartida, ele me falava sobre as conveniências da profissão. Havia algum tempo, segundo ele, precisava ir até a faculdade de veterinária da UFRGS, na zona leste de Porto Alegre, pedir informações sobre castração para o seu cavalo, o que foi possível durante aquela manhã, após uma corrida que realizara para a região.

Diante dessa informação, começamos uma conversa que durou a viagem inteira acerca dos custos, benefícios e dificuldades para a manutenção do animal. Ainda que, no caso do motorista, o cavalo sirva mais como lazer aos finais de semana, ou como um “pet gigante” (nas palavras dele mesmo), é curioso pensar que há alguns anos o cavalo já serviu como principal meio de transporte à humanidade. Assim, não pude deixar de fazer uma comparação relacionando os custos de se manter um automóvel aos de um cavalo.

É evidente que, assim como existem carros de luxo, também existem “cavalos de luxo”, geralmente utilizados em exposições, competições, corridas e até mesmo reprodução. Isso me fez lembrar uma curiosa reflexão que recebi pela internet recentemente, que dizia:

Antigamente, todos tinham cavalos e só os ricos tinham carros. Hoje em dia, todos têm carros e só os ricos têm cavalos.

Mas minha reflexão aqui não será sobre os custos de manutenção de carros ou de cavalos, mas sobre velocidade.

Mas, antes disso, acho importante falarmos brevemente sobre potência. Lembram que a unidade de medida da potência é Cavalo a Vapor (cv), ou em inglês Horsepower (hp)? O termo foi adotado no final do século XVIII pelo engenheiro escocês James Watt para comparar a produção das máquinas a vapor com a potência dos cavalos de tração. Posteriormente, expandiu-se para incluir a potência de outros tipos de motores a pistão, bem como turbinas, motores eléctricos e outras máquinas. Para se ter uma ideia, 1 CV equivale a aproximadamente 740 watts, energia suficiente para um banho quente de não mais que 10 minutos.

Embora ainda existam algumas controvérsias, é amplamente aceita a ideia de que o criador do primeiro veículo movido por um motor a combustão interna seja o alemão Karl Benz, em janeiro de 1886. O motor do Benz-Patent Motorwagen desempenhava uma potência máxima de 0,75 cv, atingindo, com isso, a velocidade máxima de (incríveis) 16 km/h.

Ainda que não pareça algo óbvio, um cavalo não tem 1 cv apenas. Um equino tem força suficiente para chegar a até 15 cv. Estando saudável e bem treinado, um cavalo pode atingir uma velocidade de cerca de 60 km/h. O recorde atual para o cavalo mais rápido do mundo é de 88,5 km/h. Seres humanos, em comparação, alcançam 1 cv e uma velocidade máxima em torno de 13 km/h. No entanto, o corredor jamaicano Usain Bolt, atual homem mais rápido do mundo, conhecido como “o raio”, na prova dos 100 metros rasos dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, alcançou a velocidade máxima de 44,72 km/h.

Já o Koenigsegg Agera RS leva o título de carro mais rápido do mundo atualmente.

O carro da montadora independente sueca é equipado com um motor V8 5.0 biturbo, capaz de produzir 1360 cv de potência, que lhe possibilitou atingir a velocidade máxima de 447,19 km/h durantes os testes em uma base aérea na Dinamarca.

No entanto, assim como assinala o filósofo alemão Robert Kurz, a aparente economia de tempo que resulta da velocidade trouxe uma inestimável, porém contraditória perda em uma das mais importantes qualidades de nossa vida: a qualidade do próprio tempo de vida. O que pode parecer um sonho para os mais aficionados por carros e por velocidade, sobre tudo em uma sociedade como a nossa, de tamanho relativismo moral e inversão de valores, me faz refletir e questionar a mim mesmo:

Quantos “cavalos” serão necessários para dirigir um carro desses?

* Rodrigo Vargas é psicólogo e especialista em neurolinguística, com atuação voltada à complexa relação entre o ser humano e a máquina.

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Paraná anuncia redução histórica no IPVA: alíquota será a menor do Brasil a partir de 2026

qua, 20/08/2025 - 10:06
Com redução de 45%, Paraná terá menor alíquota de IPVA do Brasil em 2026. Foto: Gabriel Rosa/AEN

O Paraná terá, a partir de 2026, o menor Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) do Brasil. O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou, nesta quarta-feira (20), a redução da alíquota de 3,5% para 1,9% sobre o valor venal dos veículos – uma queda de 45%.

Segundo o governo estadual, a medida vai beneficiar 3,4 milhões de proprietários em todo o Paraná, o que representa cerca de 83% da frota tributada. O projeto de lei será encaminhado em breve para a Assembleia Legislativa.

Quanto o motorista vai pagar a menos

A mudança no cálculo terá impacto direto no bolso do contribuinte. Hoje, um automóvel avaliado em R$ 50 mil paga R$ 1.750 de IPVA. Em 2026, o valor cairá para R$ 950. A redução também se aplica a diferentes faixas de preço:

  • R$ 35 mil – de R$ 1.225 para R$ 665
  • R$ 40 mil – de R$ 1.400 para R$ 760
  • R$ 45 mil – de R$ 1.575 para R$ 855
  • R$ 60 mil – de R$ 2.100 para R$ 1.140
  • R$ 100 mil – de R$ 3.500 para R$ 1.900

De acordo com a Receita Estadual, mais de 68% dos veículos paranaenses estão dentro dessa faixa de até R$ 50 mil, onde o impacto será mais significativo.

Quem será beneficiado

Entre os veículos contemplados estão automóveis, motocicletas acima de 170 cilindradas, caminhonetes, camionetas, ciclomotores, motonetas, utilitários, motorhomes, triciclos, quadriciclos e caminhões-tratores.

Só os automóveis representam 2,5 milhões de unidades que terão o IPVA reduzido. Na sequência aparecem as motocicletas (268,7 mil), caminhonetes (244,7 mil) e camionetas (225,1 mil).

Governo destaca impacto econômico

“Com o menor IPVA do Brasil, o paranaense vai ter mais dinheiro para fazer compras, viajar de férias com a família e investir. É dinheiro no bolso que impulsiona o consumo e movimenta a economia como um todo”, afirmou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.

O governador Ratinho Junior também destacou que a redução é resultado do equilíbrio fiscal e do corte de gastos públicos.

“É uma redução de 45%, deixando a alíquota do Paraná como a menor do Brasil. Uma medida que vai beneficiar todos os paranaenses”, declarou.

Ajustes para manter equilíbrio fiscal

Para compensar a queda na arrecadação, o governo anunciou mudanças no IPVA 2026. A multa por atraso no pagamento passará de 10% para 20%. Após 30 dias, continuam valendo os juros de mora de 0,33% ao dia, acrescidos da taxa Selic.

Outra medida esperada é o aumento da repatriação de veículos emplacados em outros estados, especialmente em Santa Catarina, onde a alíquota é de 2%. A expectativa é que parte dessa frota volte a ser registrada no Paraná.

Quem não terá mudança

A alíquota reduzida não se aplica a veículos que já possuem tratamento diferenciado. Seguem com tributação de 1% os ônibus, caminhões, veículos de aluguel, utilitários de carga e movidos a gás natural veicular (GNV).

Segunda grande mudança no IPVA

Essa é a segunda grande alteração feita pelo governo paranaense no imposto. Em 2023, houve a concessão da isenção para motocicletas de até 170 cilindradas, beneficiando mais de 732 mil proprietários – entre eles, motoboys e entregadores.

Impacto direto no bolso

A expectativa do governo é de que a redução do IPVA em 2026 alivie os custos dos motoristas, ao mesmo tempo em que contribua para a movimentação da economia estadual.

Com a mudança, o Paraná se posiciona como referência nacional em tributação veicular, marcando uma das maiores reduções já registradas no país.

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Barulho do trânsito pode aumentar risco de depressão e ansiedade, alerta estudo

qua, 20/08/2025 - 08:15
Embora o estudo tenha sido realizado na Finlândia, os especialistas ressaltam que os resultados se aplicam a grandes cidades em todo o mundo. Foto: grand-warszawski para Depositphotos

Um estudo realizado pela Universidade de Oulu, na Finlândia, aponta que a poluição sonora — especialmente a gerada pelo tráfego — pode estar diretamente associada ao aumento de transtornos mentais como depressão e ansiedade. A pesquisa foi publicada na revista científica Environmental Research e teve seus dados divulgados originalmente pela CNN.

Os pesquisadores analisaram informações de 114.353 pessoas nascidas na Finlândia entre 1987 e 1998, que viviam na região metropolitana de Helsinque em 2007. Esse grupo foi acompanhado por até dez anos, dos 8 aos 21 anos de idade. Dessa forma, permitindo traçar um panorama detalhado sobre a evolução de sua saúde mental ao longo da exposição ao ruído urbano.

Como foi feita a análise

Para medir a exposição ao barulho, os cientistas modelaram o nível médio anual de ruído do tráfego rodoviário e ferroviário em cada endereço residencial. Esses dados foram cruzados com diagnósticos médicos de depressão e ansiedade registrados em bases nacionais de saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece como seguro o limite de 53 decibéis (dB) para o ruído do trânsito. O estudo confirmou que, a partir desse patamar, há um aumento significativo do risco de transtornos mentais na população jovem.

Conforme a pesquisadora Anna Pulakka, autora sênior do estudo, o risco de ansiedade é menor quando o ruído do trânsito está em torno de 45 a 50 dB na parte mais silenciosa da residência.

“No entanto, aumenta significativamente após 53 a 55 dB. Acima de 53 dB, o barulho se torna um estressor psicológico relevante para os jovens, independentemente do ambiente do quarto”, diz.

Quem é mais afetado

A associação entre ruído e ansiedade se mostrou mais forte em homens e em jovens cujos pais não apresentavam histórico de transtornos mentais. Isso indica que o impacto do barulho do trânsito não depende apenas de fatores genéticos ou familiares, mas também do ambiente em que os indivíduos estão inseridos.

O que pode ser feito

Para os pesquisadores, os resultados reforçam a necessidade de ações de saúde pública e planejamento urbano. Ou seja, que considerem a poluição sonora como fator de risco para a população.

“O enfrentamento desse problema deve incluir medidas como garantir que os quartos estejam voltados para a parte mais silenciosa da casa, investir em áreas verdes próximas às residências e, no setor de transporte, adotar pneus mais silenciosos e reduzir limites de velocidade”, destaca Yiyan He, principal autor do estudo.

Reflexo no Brasil

Embora o estudo tenha sido realizado na Finlândia, os especialistas ressaltam que os resultados se aplicam a grandes cidades em todo o mundo — inclusive no Brasil, onde centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife registram níveis de ruído frequentemente acima dos recomendados pela OMS.

Além dos conhecidos efeitos da poluição sonora sobre o sono e o sistema cardiovascular, agora há mais evidências de que o barulho constante do trânsito também pode comprometer a saúde mental. E, ainda, principalmente entre jovens.

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Está no ar: Live especial sobre a formação de condutores e a importância dos materiais didáticos

ter, 19/08/2025 - 19:40
Foto: Divulgação

Em um momento em que até mesmo a Senatran levanta dúvidas sobre a necessidade de um processo organizado, profissional e de qualidade para a formação de condutores, uma live para o debate sobre como ensinar bem quem vai dirigir ganha ainda mais relevância.

É justamente este o tema do encontro desta terça-feira (19 de agosto, às 20h07), promovido pela SOE – Gestão, Marketing e Vendas, que você pode acompanhar aqui, ao vivo, no Portal do Trânsito.

A voz da experiência

O encontro terá como destaque Celso Mariano, especialista em educação para o trânsito, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, empresa que mantém o Portal e que há quase três décadas desenvolve recursos didáticos para a formação de condutores.

“Em tempos de dúvidas, por parte da própria Senatran, sobre a necessidade de um processo organizado, profissional e de qualidade para formar condutores, vamos destacar a importância do material didático nesta live da SOE. Terei a oportunidade de mostrar os recursos que ajudei a desenvolver em quase três décadas de dedicação à educação para o trânsito na Tecnodata Educacional. Você está convidado a conhecer e entender a metodologia, o propósito e os recursos multimídia que foram pioneiros e que se tornaram o padrão, influenciando a formação de mais de 30 milhões de condutores desde a implementação do CTB”, afirma Celso Mariano.

Ao lado dele estará Adavilson Matias, especialista em educação para o trânsito e parceiro nesse debate fundamental sobre a valorização das autoescolas. Além disso, o encontro abordará a formação técnica de qualidade.

O que você vai ver na live
  • Como materiais didáticos de qualidade influenciam o aprendizado.
  • Estratégias para diversificar os recursos e engajar mais os alunos.
  • O papel da tecnologia para tornar as aulas dinâmicas e interativas.
  • A importância de bancos de questões para reforçar o conhecimento.
Participe agora

A transmissão acontece simultaneamente no YouTube e no Instagram, mas você pode assistir diretamente aqui no Portal, no link abaixo.

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Detran esclarece situação do Programa CNH MS Social diante de mudanças na legislação federal

ter, 19/08/2025 - 13:30
A implementação do Programa CNH MS Social ocorreu em 2022. Foto: Rachid Waqued

O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran/MS) divulgou, nesta semana, uma nota de esclarecimento sobre o Programa CNH MS Social, após o aumento da procura por informações sobre a chamada “CNH Gratuita”, tema que ganhou repercussão nacional com a sanção da Lei nº 15.153/2025 pelo Governo Federal.

Conforme o órgão, é importante que a população entenda que a maioria dos estados brasileiros já conta com programas próprios de habilitação social, criados para atender às demandas locais. Em Mato Grosso do Sul, a implementação do CNH MS Social ocorreu em 2022, com a oferta inicial de 5 mil vagas, sendo um dos pioneiros do país e referência para outros estados.

Divergência com o Governo Federal

De acordo com o Detran/MS, o anúncio da “CNH Gratuita” pelo Governo Federal não teve alinhamento prévio com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). O assunto, inclusive, foi tema de reunião entre representantes dos Detrans estaduais e a Senatran no dia 13 de agosto.

Na ocasião, o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, destacou que a forma como a medida foi apresentada gerou interpretações equivocadas entre os cidadãos e trouxe dificuldades operacionais para os órgãos estaduais, que já executam seus próprios programas.

Impacto da proposta sobre autoescolas

Outro ponto de atenção levantado pelo Detran/MS diz respeito ao debate em andamento no Ministério dos Transportes sobre a possibilidade de tornar facultativa a frequência em autoescolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Se aprovada, a medida impactará diretamente a estrutura e a metodologia do Programa CNH MS Social, o que explica a atual suspensão do lançamento de um novo edital no estado.

“Essas possíveis mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) serão determinantes para o custeio assim como execução do próximo edital do programa”, reforça a nota oficial.

Não há inscrições abertas

O Detran/MS alerta ainda que, no momento, não existem inscrições abertas para o CNH MS Social. Quando houver um novo edital, ele terá divulgação ampla nos canais oficiais do Governo do Estado e do Detran/MS, além da imprensa.

Outro ponto enfatizado é que a participação no programa é gratuita: não há cobrança de taxas em nenhuma fase. Assim, deve-se considerar qualquer solicitação de pagamento para inscrição como golpe, devendo haver denúncia imediata às autoridades competentes.

Atenção!

O Programa CNH MS Social segue consolidado em Mato Grosso do Sul, mas está em compasso de espera até que haja definições sobre as mudanças propostas na legislação federal. Até lá, o Detran/MS pede atenção redobrada da população para não cair em falsas promessas de inscrição ou cobranças indevidas.

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Dia Nacional do Ciclista reforça importância da convivência segura no trânsito entre motoristas, motociclistas e ciclistas

ter, 19/08/2025 - 11:30
Datas como o Dia Nacional do Ciclista reforçam a necessidade de atenção, respeito e convivência harmoniosa nas ruas. Foto: varuna para Depositphotos

O dia 19 de agosto marca o Dia Nacional do Ciclista, uma data que vai além da homenagem: é um convite à reflexão sobre a convivência no trânsito e a segurança viária. Como plataforma de transporte que conecta diariamente motoristas, motociclistas e passageiros nas ruas brasileiras, a Maxim destaca a importância de relações mais respeitosas entre todos os modais, incluindo os ciclistas, que crescem em número nas cidades de médio e pequeno porte.

Presente em dezenas de municípios pelo país, a empresa tem ampliado sua atuação em regiões onde o trânsito ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura e à educação dos condutores.

“Trânsito seguro é responsabilidade de todos. A boa convivência entre carros, motos e bicicletas começa com empatia e conhecimento das regras”, afirma Jean Carlos Roza, gerente de desenvolvimento da Maxim no Brasil.

Atenção, respeito e distância: três palavras que salvam vidas

Conforme a Maxim, um trânsito mais seguro começa com atitudes simples. Por isso, a empresa preparou uma lista com recomendações fundamentais para seus motoristas parceiros — que também servem para qualquer condutor:

  • Mantenha distância segura de pelo menos 1,5 metro ao ultrapassar ciclistas.
  • Reduza a velocidade em áreas de maior circulação de bicicletas, principalmente em bairros residenciais e próximo a escolas.
  • Use os retrovisores com atenção, principalmente ao abrir portas ou fazer conversões.
  • Evite buzinas desnecessárias, que podem assustar quem está em uma bicicleta ou moto.
  • Respeite sempre a sinalização, inclusive a preferência em ciclovias e ciclofaixas.

Para os ciclistas, o uso de capacete, roupas chamativas e sinalização noturna continua sendo essencial, assim como respeitar semáforos, faixas de pedestres e vias exclusivas.

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De acordo com a Maxim, a mobilidade urbana não deve ser vista como uma competição, mas como uma construção coletiva. Com o aumento do uso de bicicletas — seja por esporte, lazer ou necessidade —, cresce também a importância de promover a empatia e o respeito entre todos os usuários das vias.

Motoristas, motociclistas e ciclistas são chamados a atuar com responsabilidade, respeitando regras de trânsito, sinalizações e distâncias seguras. Dessa forma, contribuindo assim para um ambiente viário mais consciente e seguro.

Datas como o Dia Nacional do Ciclista reforçam a necessidade de atenção, respeito e convivência harmoniosa nas ruas, valores essenciais para a segurança de todos que compartilham os espaços urbanos.

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Helsinque zera mortes no trânsito: rigor na formação de condutores e políticas públicas explicam o resultado

ter, 19/08/2025 - 07:30
Helsinque estreitou suas vias para desencorajar altas velocidades. Foto: fotonen para Depositphotos

Entre julho de 2024 e julho de 2025, Helsinque, capital da Finlândia, alcançou um feito impressionante: um ano inteiro sem nenhuma morte no trânsito. O dado, revelado no artigo de Adele Peters, chama atenção porque mostra que cidades podem, sim, mudar a realidade da violência viária quando investem em planejamento, fiscalização e formação de qualidade.

A comparação é inevitável. Enquanto Helsinque, com cerca de 700 mil habitantes, registrou zero mortes, Washington, D.C., com população semelhante, teve 52 vítimas fatais no trânsito em 2024. No Brasil, Ribeirão Preto, também com número próximo de habitantes, registrou mais de 100 mortes no mesmo ano.

O que explica tamanha diferença? Redução de velocidade e redesenho urbano

Conforme o artigo de Adele Peters, Helsinque reduziu de forma radical os limites de velocidade. Hoje, 60% das ruas têm limite de 30 km/h. A cidade também estreitou as vias e plantou árvores próximas ao meio-fio para desencorajar altas velocidades.

Essa mudança fez diferença: uma pessoa atropelada a 50 km/h tem até oito vezes mais risco de morrer do que em um impacto a 30 km/h.

Fiscalização rígida e multas proporcionais à renda

Outro ponto destacado por Adele Peters é o sistema de fiscalização: dezenas de câmeras automáticas registram excessos de velocidade, e as multas são calculadas de acordo com a renda do motorista. O caso mais famoso ocorreu em 2023, quando um milionário foi multado em €121 mil (cerca de R$ 765 mil) por exceder o limite.

Esse modelo reforça a percepção de justiça e desestimula a reincidência.

Incentivo ao transporte público e à mobilidade ativa

De acordo com o artigo de Adele Peters, um terço da população de Helsinque vai ao trabalho de transporte público, 36% a pé e 11% de bicicleta. Esse resultado só foi possível porque, nos anos 1960, a cidade rejeitou a ideia de priorizar rodovias e decidiu investir em bondes, ciclovias e transporte coletivo.

Com menos carros nas ruas, os riscos diminuem e o trânsito torna-se naturalmente mais seguro.

Formação rigorosa dos condutores

Mas há outro fator essencial: o processo de formação dos motoristas na Finlândia. Para conquistar a habilitação, o candidato precisa passar por aulas teóricas e práticas obrigatórias, além de um treinamento específico de reconhecimento de riscos, que inclui quatro aulas práticas.

Após aprovado, o novo condutor entra em um período probatório de dois anos. Nesse tempo, se cometer duas infrações graves, pode ter a licença suspensa e precisa realizar cursos de direção defensiva para recuperá-la. Esse acompanhamento contínuo é um diferencial em relação ao Brasil, onde o motorista recebe a CNH definitiva após um ano, sem exigência de formação complementar.

O contraste com o Brasil

Enquanto a Finlândia fortalece o rigor e a pedagogia na formação, no Brasil discute-se justamente o oposto: flexibilizar as regras e até extinguir a obrigatoriedade das aulas em autoescolas.

Especialistas alertam que essa mudança poderia ser perigosa. O exemplo de Helsinque mostra o caminho contrário: investir em educação, fiscalização e planejamento urbano é o que garante resultados consistentes na redução de mortes.

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A experiência finlandesa ensina que não existe “solução mágica” para o trânsito seguro. Helsinque só alcançou um ano sem mortes depois de décadas de investimentos consistentes, tanto na reestruturação urbana quanto na exigência de formação adequada para motoristas.

Como lembra o artigo de Adele Peters, a cada acidente fatal na Finlândia, equipes especializadas analisam as causas e reconfiguram cruzamentos e vias quando necessário. Esse olhar permanente para a melhoria contínua ajuda a consolidar um sistema viário mais humano.

O recado que fica é claro: rigor e investimento salvam vidas

Para Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, o Brasil precisa refletir:

“Queremos de fato reduzir as mortes no trânsito? Então precisamos investir em políticas públicas consistentes e em formação de condutores de qualidade. É isso que faz a diferença entre um trânsito que mata e um trânsito que preserva vidas”, conclui.

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Paraná registra aumento de 14% no número de novos condutores no 1º semestre de 2025

seg, 18/08/2025 - 18:00
Com o número de permissionários, que são condutores recém-formados com licença provisória para dirigir, o Paraná totalizava até o dia 12 de agosto 5.826.086 cadastros ativos. Foto: Giuliano Gomes/Detran-PR

O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) registrou, no primeiro semestre de 2025, 80.402 novos motoristas habilitados — um crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram emitidas 69.174 primeiras habilitações.

O Estado conta atualmente com 5,8 milhões de condutores com cadastro ativo. Desse total, 657.692 carteiras estão vencidas há mais de 30 dias e 223.050 correspondem a permissões provisórias.

Segundo o presidente do Detran-PR, Santin Roveda, os números refletem investimentos em qualificação, educação e rigor técnico no processo de formação.

“A marca de 80 mil novos condutores reflete a eficiência de políticas públicas voltadas para a educação para o trânsito e a modernização dos serviços oferecidos pelo Detran-PR, que têm facilitado o acesso e a qualidade da formação de motoristas”, destacou.

Ele também lembrou que dirigir é mais do que uma conquista pessoal. “Esses números representam milhões de paranaenses que, ao volante, contribuem com o desenvolvimento e assumem o compromisso com um trânsito mais seguro e consciente”.

Por que mais pessoas estão tirando a CNH?

De acordo com Larson Orlando, chefe do Departamento Executivo de Habilitação, o aumento pode estar ligado a diferentes fatores, como o crescimento da população economicamente ativa, a retomada de processos represados pela pandemia e o maior interesse dos jovens pela habilitação.

“Também vemos reflexos do aumento da frota, da expansão urbana e da demanda por profissões que exigem CNH, como motoristas de aplicativo, entregadores e profissionais da logística”, explicou.

Perfil dos motoristas paranaenses

Levantamento do Detran-PR mostra que a maior parte dos condutores do Estado tem mais de 50 anos (1,9 milhão). Em seguida vêm as faixas de 40 a 50 anos (1,4 milhão), 33 a 39 anos (974 mil), 26 a 32 anos (907 mil) e 18 a 25 anos (610 mil).

Quanto às categorias, predominam as habilitações para automóveis (B) com 2,7 milhões de registros. Seguidas da AB (moto e carro) com 2,1 milhões e da AD (moto e ônibus) com 264 mil.

Avanços na avaliação psicológica para a CNH

A psicóloga Carine Coas, chefe do Setor de Psicologia e Coordenadora Técnica das Juntas Psicológicas do Detran-PR, destacou mudanças recentes que trouxeram mais segurança e transparência ao processo de avaliação dos candidatos à habilitação.

Entre elas, está a criação do “resultado inconclusivo”, que permite complementações da avaliação psicológica sem nova cobrança de taxa, quando necessário.

“Essa reestruturação teve como objetivo qualificar os serviços, fortalecer os princípios éticos e técnicos da psicologia e garantir maior segurança ao processo. Evitar conclusões precipitadas aumenta a confiabilidade do resultado final”, explicou.

Carine reforçou que as mudanças visam garantir que apenas pessoas com condições cognitivas, emocionais e de personalidade adequadas possam conduzir veículos. “Esse novo formato reconhece a complexidade do ser humano e reforça o compromisso com a segurança viária”.

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Live vai discutir como potencializar o aprendizado nas autoescolas e preparar condutores para um trânsito mais seguro

seg, 18/08/2025 - 13:30
Foto: Divulgação

No dia 19 de agosto, a partir das 20h, instrutores, gestores e profissionais da área de trânsito terão a oportunidade de participar de uma conversa essencial sobre como tornar a formação de condutores mais eficiente, dinâmica e voltada para a segurança viária.

A transmissão ao vivo, promovida pela SOE – Gestão, Marketing e Vendas, terá como um dos destaques Celso Mariano, especialista em educação para o trânsito, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, empresa que mantém o Portal e é referência nacional em materiais didáticos para Autoescolas. Ao lado dele estará Adavilson Matias, também especialista na área, para apresentar ideias e ferramentas capazes de transformar a sala de aula e preparar melhor os futuros motoristas.

Um debate sobre qualidade e inovação no ensino

Durante a live, serão abordados pontos fundamentais para quem atua na formação de condutores:

  • Materiais didáticos de qualidade: como eles influenciam diretamente na aprendizagem.
  • Diversificação de recursos para manter o engajamento dos alunos.
  • Uso inteligente da tecnologia para tornar as aulas mais interativas e dinâmicas.
  • Bancos de questões como aliados na preparação para exames teóricos.

Para Celso Mariano, investir em bons recursos e métodos é mais do que uma estratégia pedagógica — é uma forma de salvar vidas:

“A qualidade da formação de condutores não é apenas uma questão técnica. É um compromisso com a vida e com a construção de um trânsito mais humano e seguro. Materiais e métodos adequados ajudam a formar motoristas mais conscientes e responsáveis.”

Tecnologia e atualização a serviço da segurança

A proposta do encontro é mostrar, de forma prática, como ferramentas digitais e conteúdos atualizados podem melhorar a rotina das Autoescolas e aumentar a retenção de conhecimento pelos alunos. Isso significa não apenas preparar o candidato para a prova, mas também para os desafios reais no trânsito. Ou seja, essa é uma oportunidade de repensar o papel da autoescola na sociedade:

“Quando unimos bons materiais, professores capacitados e estratégias modernas de ensino, criamos um ciclo virtuoso que beneficia o aluno, o instrutor e toda a sociedade”, conclui Mariano.

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O evento terá transmissão gratuita pelo YouTube e Instagram, permitindo que os participantes interajam com os especialistas em tempo real.

As inscrições já estão abertas pelo link: https://soemkt.com.br/live/.

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