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Atualizado: 36 minutos 26 segundos atrás

Estepe fino pode acabar nos carros novos? PL quer proibir modelo temporário no Brasil

sab, 04/07/2026 - 08:15
A proposta determina que os automóveis saiam de fábrica com roda e pneu de especificações equivalentes às originais do veículo. Foto: belchonock para Depositphotos

O PL 1396/2026, apresentado pelo deputado Pastor Gil (PL/MA), propõe proibir a comercialização de veículos novos equipados com estepe temporário, estepe fino ou de uso limitado. A proposta determina que os automóveis saiam de fábrica com roda e pneu de especificações equivalentes às originais do veículo.

Na prática, o projeto mira modelos conhecidos popularmente como “estepe fino” ou “donut”, cada vez mais comuns em veículos novos.

O que o projeto exige

Pelo texto, todos os veículos automotores novos vendidos no país deverão ter:

  • estepe com mesmas dimensões dos pneus originais;
  • mesma capacidade de carga;
  • índice de velocidade equivalente;
  • compatibilidade técnica integral com o conjunto original.

A regra se aplicaria a:

  • carros de passeio;
  • SUVs;
  • picapes;
  • utilitários;
  • veículos comerciais leves;
  • demais automotores destinados às vias públicas.
Por que o estepe fino entrou na mira

Na justificativa, o autor afirma que o estepe temporário representa risco à segurança por ter largura menor, menor área de contato com o solo e limitação de velocidade.

Conforme o parlamentar, esse tipo de equipamento pode alterar o comportamento dinâmico do veículo, afetando:

  • estabilidade;
  • frenagem;
  • tração;
  • distribuição de carga.

No texto, ele sustenta que o modelo temporário “não mantém as características originais de estabilidade, frenagem, tração e distribuição de carga do veículo”.

Debate técnico envolve uso emergencial

Apesar das críticas presentes no projeto, o tema costuma gerar debate técnico no setor automotivo.

Os estepes temporários foram desenvolvidos para uso emergencial e por curta distância, permitindo que o motorista chegue com segurança até um ponto de reparo, desde que respeite velocidade máxima e orientações do fabricante.

Montadoras adotam esse modelo por razões como:

  • redução de peso;
  • ganho de espaço no porta-malas;
  • eficiência energética;
  • adequação de projeto.

Especialistas lembram que, quando utilizado corretamente e dentro das limitações previstas, o equipamento tem função específica de emergência — e não substitui o pneu original para uso contínuo.

Realidade brasileira pesa no debate

O autor argumenta que a realidade viária brasileira exige cautela adicional.

Na justificativa, o deputado cita longas distâncias entre cidades, rodovias extensas, regiões rurais e áreas sem assistência rápida, fatores que poderiam tornar o estepe temporário menos adequado em determinadas situações.

Esse ponto tende a ganhar força no debate legislativo, especialmente para motoristas que trafegam longos trechos em estrada.

Penalidades previstas

Se aprovado, o projeto prevê sanções para fabricantes, importadores ou comerciantes que descumprirem a regra, como:

  • multa administrativa;
  • suspensão da comercialização do modelo irregular;
  • obrigação de substituição gratuita do estepe;
  • responsabilização com base no Código de Defesa do Consumidor.

O texto também considera a ausência de estepe integral como possível vício do produto.

Próximos passos

O PL 1396/2026 ainda será analisado pelas comissões da Câmara antes de eventual votação.

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Vai assistir ao jogo do Brasil no domingo? Veja dicas para usar apps de transporte com mais segurança

sex, 03/07/2026 - 17:15
Vai assistir ao jogo do Brasil fora de casa? Antes de chamar um carro por aplicativo, confira os dados da corrida, utilize os recursos de segurança e, se consumir bebida alcoólica, prefira voltar de carro para casa. Foto: myronstandret para Depositphotos

Quem pretende usar aplicativos de transporte para assistir ao jogo do Brasil neste domingo (5) deve redobrar a atenção antes e durante a viagem. Com o aumento da movimentação em bares, restaurantes e locais de transmissão da partida, adotar alguns cuidados pode contribuir para um deslocamento mais seguro e evitar transtornos.

A 99 reuniu orientações para que os usuários utilizem os recursos de segurança disponíveis no aplicativo e façam o embarque de forma mais tranquila.

Confira as informações da corrida antes de embarcar

Uma das principais recomendações é escolher um ponto de embarque seguro e, sempre que possível, evitar locais com grande concentração de pessoas.

Antes de entrar no veículo, o passageiro deve conferir se o nome do motorista, a foto, a placa e o modelo do veículo correspondem às informações exibidas no aplicativo.

Outra ferramenta importante é o Código de Verificação, que gera uma sequência numérica exclusiva para cada viagem. O embarque só é iniciado após o passageiro informar esse código ao motorista parceiro.

Também é importante nunca aceitar corridas oferecidas fora da plataforma, já que, nesse caso, os recursos de segurança do aplicativo deixam de estar disponíveis.

Prefira pagamentos pelo aplicativo

Na hora de pagar a corrida, a plataforma recomenda dar preferência aos meios de pagamento digitais disponíveis no aplicativo.

Quem optar por dinheiro ou cartão físico deve conferir atentamente o valor informado na maquininha e o troco recebido.

Respeito também faz parte da viagem

Além da segurança, a empresa reforça a importância do respeito entre passageiros e motoristas.

Quem consumir bebidas alcoólicas antes ou durante o jogo deve evitar comportamentos que possam causar transtornos durante a viagem, como sujar o veículo ou colocar em risco a própria segurança.

Conforme a 99, situações como vômito ou derramamento de alimentos e bebidas podem gerar cobrança de taxa de limpeza.

Mulheres contam com recursos específicos

A plataforma também informa que possui ferramentas voltadas à proteção das mulheres.

Entre elas estão os sistemas automatizados Pítia e Athena, que identificam situações de maior vulnerabilidade e podem direcionar passageiras para motoristas mulheres ou parceiros com melhor avaliação, além de enviar orientações adicionais aos condutores.

Já as motoristas parceiras contam com o Botão 99Mulher, recurso que permite receber chamadas apenas de passageiras.

Depois de beber, prefira voltar de carro

Para quem utilizar o serviço 99Moto para chegar ao local da partida, a recomendação muda na volta.

Caso tenha consumido bebida alcoólica ou qualquer substância que possa reduzir o equilíbrio ou a atenção, o ideal é optar por uma corrida de carro.

De acordo com a empresa, além de proporcionar mais conforto, a escolha ajuda a reduzir o risco de quedas e outros acidentes durante o deslocamento de retorno.

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Brasileiros perdem mais de 130 horas por ano no trânsito e mudam a forma de escolher onde morar

sex, 03/07/2026 - 13:30
O tempo perdido no trânsito está mudando a forma como muitas pessoas escolhem onde morar. Imóveis próximos a serviços, comércio e opções de mobilidade ganham cada vez mais espaço na decisão de compra. Foto: Divulgação

Passar horas preso no trânsito deixou de ser apenas um incômodo diário e passou a influenciar uma decisão importante: onde morar. Com congestionamentos cada vez mais frequentes nas grandes e médias cidades, a localização dos imóveis ganhou ainda mais peso para quem busca reduzir o tempo gasto nos deslocamentos e melhorar a qualidade de vida.

Segundo o TomTom Traffic Index 2025, os motoristas brasileiros passam mais de 130 horas por ano parados no trânsito durante os horários de pico. O equivalente a mais de cinco dias inteiros perdidos em congestionamentos.

Esse cenário ajuda a explicar uma mudança observada no mercado imobiliário: cresce o interesse por imóveis localizados próximos ao trabalho, escolas, comércio, serviços e alternativas de mobilidade.

Localização ganha importância

A busca por praticidade aparece também em levantamento da ABRAINC, realizado em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.

De acordo com a pesquisa, 65% dos compradores afirmam que pagariam acima da média por um imóvel bem localizado, evidenciando que a proximidade de serviços essenciais passou a ser um dos principais critérios na decisão de compra.

Na prática, isso significa reduzir a dependência do carro para atividades do dia a dia, como levar os filhos à escola, ir ao supermercado, realizar consultas médicas ou acessar opções de lazer.

Mobilidade influencia o mercado imobiliário

Para especialistas do setor, a mobilidade urbana passou a fazer parte do conceito de qualidade de vida.

Conforme Clóvis de Albuquerque Filho, diretor comercial da Procave, a localização interfere diretamente na rotina das famílias.

“Um imóvel bem localizado permite que o morador reduza deslocamentos e tenha acesso mais fácil aos serviços que usa todos os dias. Poder levar o filho à escola a pé, ir ao shopping, ao mercado, a uma consulta médica ou a um restaurante sem depender de grandes trajetos muda a relação da família com o imóvel.”

O executivo destaca ainda que empreendimentos próximos a centros comerciais e empresariais tendem a oferecer maior praticidade para quem trabalha e utiliza diversos serviços diariamente.

Menos tempo no trânsito, mais qualidade de vida

Especialistas apontam que a redução do tempo gasto nos deslocamentos produz reflexos que vão além da economia de combustível.

Percursos menores podem representar mais tempo disponível para lazer, convivência familiar, atividade física e descanso, além de diminuir o estresse provocado pelos congestionamentos.

Nesse contexto, bairros que oferecem boa infraestrutura urbana, comércio diversificado e facilidade de deslocamento tornam-se cada vez mais valorizados.

Empreendimentos acompanham essa tendência

O setor da construção civil também vem adaptando seus projetos a esse novo perfil de consumidor.

Além de priorizar localizações próximas a serviços e equipamentos urbanos, muitos empreendimentos passaram a investir em áreas compartilhadas, espaços para bicicletas, coworkings e ambientes de convivência que complementam a rotina dos moradores.

De acordo com a Procave, um exemplo desse conceito é o Space Soul, em Itajaí (SC), empreendimento localizado na região central da cidade, próximo a centros comerciais, serviços de saúde, supermercados, restaurantes e ao ferry boat que faz a ligação com Navegantes, onde está localizado o aeroporto da região.

Crescimento das cidades amplia o desafio

Para Clóvis de Albuquerque Filho, o crescimento das cidades reforça ainda mais a importância da localização.

“Itajaí vive um ciclo de crescimento econômico, imobiliário e populacional muito forte, e isso naturalmente aumenta a pressão sobre a mobilidade urbana. Quando uma cidade cresce, os deslocamentos passam a pesar mais na rotina das famílias. Por isso, imóveis em regiões centrais e já consolidadas ganham relevância, especialmente quando permitem que o morador resolva parte importante da rotina sem depender de grandes deslocamentos.”

À medida que os congestionamentos se tornam parte da rotina urbana, morar perto do trabalho, dos serviços e das opções de transporte deixa de ser apenas um diferencial e passa a representar uma estratégia para recuperar tempo, reduzir deslocamentos e tornar o dia a dia mais prático.

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Permissão para Dirigir pode passar a valer por dois anos

sex, 03/07/2026 - 08:15
Processo para obtenção da CNH – Foto por: Mayke Toscano/Detran-MT

As regras para motoristas recém-habilitados poderão passar por mudanças caso seja aprovado o Projeto de Lei (PL) 1.701/2026, apresentado pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC). A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para criar regras específicas destinadas aos condutores habilitados por modelo simplificado, ampliar o prazo da Permissão para Dirigir (PPD), endurecer penalidades e exigir curso de reciclagem presencial em determinadas situações.

De acordo com a proposta, o período da Permissão para Dirigir deixaria de ser de um ano e passaria para dois anos. Durante esse intervalo, os condutores abrangidos pelas novas regras ficariam sujeitos a critérios mais rigorosos para permanecer no sistema de habilitação.

Permissão para Dirigir passaria a valer por dois anos

Uma das principais alterações previstas no projeto é a ampliação do período da Permissão para Dirigir.

Pela proposta, o prazo passaria de um para dois anos, permitindo, de acordo com o autor, um período maior de avaliação do comportamento do motorista em situações reais de trânsito antes da obtenção definitiva da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Na justificativa, o deputado afirma que a medida busca proporcionar uma aferição mais consistente da aptidão do condutor para uma condução segura.

Regras mais rígidas para habilitação por modelo simplificado

O texto cria regras específicas para os condutores habilitados por modelo simplificado, instituído pela Resolução 1020/25 do Contran.

Durante o período da Permissão para Dirigir, esses motoristas poderão ter a CNH cassada imediatamente caso cometam infração grave ou gravíssima.

Além disso, o projeto estabelece que, nessa hipótese, o condutor somente poderá solicitar nova habilitação após o prazo mínimo de três meses e desde que conclua um curso de reciclagem.

Curso de reciclagem deverá ser presencial

Outra mudança prevista é a obrigatoriedade de realização presencial do curso de reciclagem.

O projeto determina que o treinamento:

  • aconteça exclusivamente na modalidade presencial;
  • tenha carga horária mínima de 30 horas-aula;
  • seja ministrado por Centro de Formação de Condutores (CFC) devidamente homologado pelos órgãos competentes.

A exigência se aplicaria aos condutores que tiverem a habilitação cassada nas condições previstas pela proposta.

Recursos não suspenderiam a penalidade

O projeto também modifica a forma de aplicação das penalidades nesses casos. Pela proposta, a apresentação de recurso administrativo contra a penalidade não terá efeito suspensivo.

Na prática, isso significa que o direito de dirigir permanecerá suspenso até que a autoridade competente profira decisão definitiva sobre o recurso.

Autor defende maior rigor para novos motoristas

Na justificativa, o deputado Zé Trovão afirma que o projeto busca aprimorar a segurança no trânsito por meio do aperfeiçoamento das regras aplicáveis aos motoristas recém-habilitados. Ou seja, especialmente aqueles que ingressarem no sistema por meio de modelos simplificados de habilitação.

De acordo com o parlamentar, embora a flexibilização dos processos de habilitação possa ampliar o acesso à condução de veículos, ela deve ser acompanhada de medidas que garantam formação adequada e maior responsabilização dos condutores.

O autor argumenta que um período maior de Permissão para Dirigir permitirá acompanhar de forma mais efetiva o comportamento do motorista antes da emissão da habilitação definitiva.

Além disso, sustenta que a cassação imediata da CNH em caso de infrações graves ou gravíssimas durante esse período tem caráter preventivo e pedagógico. O objetivo é desestimular condutas consideradas de maior risco.

Reciclagem reforçaria caráter educativo

Outro ponto destacado na justificativa é a exigência do curso presencial de reciclagem.

Para Zé Trovão, a medida fortalece a dimensão educativa da política pública de trânsito ao assegurar que o condutor somente retorne ao sistema após passar por um processo formativo mais robusto e supervisionado.

O parlamentar também afirma que impedir o efeito suspensivo dos recursos administrativos busca priorizar a proteção da coletividade, evitando que motoristas considerados potencialmente perigosos permaneçam conduzindo veículos enquanto aguardam o julgamento definitivo da penalidade.

Na avaliação do autor, a proposta procura equilibrar o acesso à habilitação com mecanismos de responsabilidade e segurança, contribuindo para fortalecer o sistema de trânsito nacional.

O que acontece com a aprovação do projeto

Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional e posteriormente sancionada, as alterações passarão a integrar o Código de Trânsito Brasileiro.

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Home office reduz congestionamentos? Queda de 70% no trânsito de São Paulo reacende debate sobre trabalho híbrido

qui, 02/07/2026 - 17:30
A redução de quase 70% nos congestionamentos em São Paulo durante o jogo da Seleção reforçou o debate sobre como modelos de trabalho mais flexíveis podem influenciar a mobilidade urbana e a qualidade de vida dos trabalhadores. Foto: xload para Depositphotos

Uma coincidência entre futebol e mobilidade urbana chamou a atenção nesta semana. Com o jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, muitas empresas flexibilizaram o expediente ou adotaram o home office, e o reflexo apareceu rapidamente nas ruas de São Paulo.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a capital registrou 122 quilômetros de congestionamento durante a manhã — uma redução de quase 70% em relação à segunda-feira anterior, quando haviam sido contabilizados 421 quilômetros de lentidão no mesmo horário.

Embora a mudança tenha sido pontual, os números reacenderam uma discussão que vem ganhando espaço desde a pandemia: até que ponto modelos de trabalho mais flexíveis podem contribuir para reduzir congestionamentos, melhorar a mobilidade urbana e aumentar a qualidade de vida dos trabalhadores?

Um estudo nacional da WeWork, realizado com 2.500 trabalhadores brasileiros em parceria com a Offerwise, ajuda a explicar por que um único dia de trabalho remoto pode produzir efeitos tão perceptíveis no trânsito das grandes cidades.

O presencial voltou, mas nem todos querem esse modelo

A pesquisa mostra que o retorno aos escritórios já é uma realidade consolidada. Atualmente, 63% dos profissionais trabalham de forma totalmente presencial, enquanto os modelos híbrido e remoto representam uma parcela menor da força de trabalho. Além disso, entre quem atua presencialmente, 79% seguem políticas definidas pelas empresas, demonstrando que a volta ao escritório deixou de ser uma fase de transição e passou a integrar a estratégia organizacional de muitas companhias.

Por outro lado, quando os trabalhadores são questionados sobre o formato que preferem, o cenário muda significativamente.

Apenas quatro em cada dez afirmam que escolheriam o trabalho totalmente presencial. Os demais optariam por alguma modalidade mais flexível: cerca de 30% preferem o modelo híbrido e outros 30% escolheriam trabalhar remotamente. Na prática, seis em cada dez profissionais demonstram preferência por um formato que não exige presença diária no escritório.

Esse descompasso entre o modelo adotado pelas empresas e a preferência dos trabalhadores ajuda a entender por que alterações pontuais na rotina corporativa podem produzir impactos relevantes no trânsito das grandes cidades.

O deslocamento pesa na decisão

Boa parte dessa preferência está diretamente ligada à mobilidade. Entre as principais desvantagens apontadas pelos entrevistados em relação ao trabalho presencial, 65% citam o tempo gasto nos deslocamentos. Outros 53% mencionam o custo do transporte, enquanto 43% afirmam perder tempo que seria possível dedicar à vida pessoal. Também aparecem entre as preocupações a redução do tempo de descanso, a insegurança durante os deslocamentos e a maior exposição a doenças.

Os resultados dialogam diretamente com o que se observou em São Paulo durante a partida da Seleção. Menos pessoas precisaram se deslocar ao mesmo tempo, reduzindo a demanda sobre o sistema viário e diminuindo significativamente os congestionamentos.

Embora um único dia não seja suficiente para estabelecer uma relação definitiva entre trabalho remoto e melhoria da mobilidade, ele funciona como um exemplo prático de como pequenas mudanças na distribuição dos deslocamentos podem influenciar o trânsito em grandes centros urbanos.

Nem tudo favorece o trabalho remoto

Ao mesmo tempo em que reduz deslocamentos, o home office também apresenta desafios.

O levantamento mostra que o ambiente presencial continua sendo valorizado por favorecer a integração entre equipes, fortalecer relacionamentos profissionais, facilitar a comunicação e ampliar a percepção de produtividade. Para muitos profissionais, o escritório continua exercendo um papel importante na construção de vínculos e na colaboração entre colegas.

Já se associa o trabalho remoto principalmente à economia de tempo, maior flexibilidade de horários, redução de custos e melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Em contrapartida, os entrevistados também apontam riscos como isolamento profissional, dificuldades de colaboração, perda do senso de pertencimento e impactos na saúde mental.

Esses resultados reforçam que a discussão deixou de ser uma disputa entre trabalho presencial e remoto.

O desafio é encontrar equilíbrio

De acordo com a pesquisa, o mercado ainda busca um modelo capaz de equilibrar produtividade, colaboração e qualidade de vida.

Quatro em cada dez trabalhadores aumentaram a frequência de idas ao escritório em relação ao ano passado, enquanto outros quatro em cada dez mantiveram a rotina sem alterações. O cenário indica que empresas e profissionais ainda estão ajustando suas políticas de trabalho.

O próprio estudo conclui que o futuro do trabalho não passa pela escolha exclusiva entre escritório ou home office, mas pela construção de modelos híbridos que conciliem os benefícios da interação presencial com a flexibilidade desejada pelos trabalhadores.

No caso da mobilidade urbana, episódios como o registrado durante o jogo da Seleção reforçam que políticas de flexibilização da jornada — mesmo quando adotadas de forma ocasional — podem contribuir para distribuir melhor os deslocamentos ao longo do dia, reduzindo congestionamentos e seus impactos sobre a qualidade de vida da população.

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Esses comportamentos ao volante podem anteceder um acidente sem que o motorista perceba

qui, 02/07/2026 - 13:30
Fadiga, uso do celular, excesso de velocidade e ultrapassagens perigosas estão entre os principais comportamentos que antecedem acidentes nas rodovias. Identificar esses sinais pode fazer a diferença para uma viagem mais segura. Foto: snvv para Depositphotos

Nem todo sinistro de trânsito acontece de forma imprevisível. Em muitos casos, há comportamentos e situações que aumentam gradualmente o risco de acidentes antes mesmo de qualquer colisão ocorrer.

Conforme especialistas em segurança no transporte, identificar esses sinais precocemente é uma das estratégias mais eficazes para prevenir ocorrências, especialmente nas rodovias, onde as consequências costumam ser mais graves.

Para Rebeca Ludovico, diretora de Vendas da Platform Science para o Brasil e América Latina, a prevenção depende cada vez mais da capacidade de reconhecer comportamentos inseguros antes que eles resultem em acidentes.

“Hoje já é possível detectar diversos sinais que antecedem um acidente, desde indícios de fadiga até momentos de distração ao volante. A tecnologia permite que esses comportamentos sejam identificados em tempo real, possibilitando uma intervenção imediata e reduzindo significativamente os riscos nas operações de transporte”, afirma.

A especialista destaca que a segurança viária não depende apenas das condições das rodovias ou dos veículos. O comportamento do motorista também exerce papel decisivo na prevenção de sinistros.

1. Fadiga e sonolência ao volante

    O cansaço continua entre os fatores que mais preocupam especialistas em segurança viária.

    O problema é que a fadiga costuma surgir de forma gradual, fazendo com que muitos motoristas não percebam a redução da atenção.

    Entre os principais sinais estão:

    • bocejos frequentes;
    • piscadas prolongadas;
    • dificuldade para manter velocidade constante;
    • pequenas saídas da faixa de rolamento seguidas de correções bruscas.

    De acordo com Ludovico, esses indícios não devem ser ignorados. “Quando o motorista apresenta micro-sonos ou demora mais para reagir a situações da via, o risco de acidente aumenta de forma exponencial. São sinais que não devem ser ignorados e ao detectar eles logo de cara, ajudariam reduzir o número de acidentes”, explica.

    Ao perceber esses sintomas, a orientação é interromper a viagem em um local seguro e descansar antes de continuar o percurso.

    2. Uso do celular e outras distrações

      Olhar rapidamente para o celular pode parecer um hábito inofensivo, mas representa um dos principais fatores de risco nas rodovias.

      Segundo a especialista, responder mensagens, verificar notificações ou realizar chamadas faz com que o motorista deixe de observar a via por tempo suficiente para comprometer sua capacidade de reação.

      Além do telefone, outras distrações também aumentam o risco, como:

      • ajustar equipamentos do veículo;
      • procurar objetos dentro da cabine;
      • desviar o olhar da pista por períodos prolongados.

      A recomendação é manter toda a atenção voltada à condução durante o trajeto.

      3. Excesso de velocidade

        Mais do que ultrapassar o limite permitido, dirigir em velocidade incompatível com as condições da rodovia também representa um comportamento de risco.

        Em situações de chuva, neblina, baixa visibilidade ou trânsito intenso, reduzir a velocidade é fundamental para manter distância segura dos demais veículos e ampliar o tempo de reação diante de imprevistos.

        A velocidade adequada deve considerar não apenas a sinalização da via, mas também as condições do ambiente.

        4. Ultrapassagens em locais inadequados

          Ultrapassagens realizadas em trechos de pista simples ou com pouca visibilidade continuam entre as principais causas de colisões frontais graves.

          De acordo com o a especialista, esse comportamento muitas vezes está relacionado à pressa para cumprir horários ou ao excesso de confiança do condutor.

          Nessas situações, um erro de cálculo sobre a velocidade do veículo que trafega no sentido contrário pode resultar em acidentes de alta gravidade.

          Prevenção começa antes do acidente

          Para Rebeca Ludovico, um dos principais desafios da gestão da segurança é atuar antes que o sinistro aconteça.

          “Quando a empresa consegue identificar padrões de comportamento antes que eles resultem em um acidente, ela transforma a gestão de segurança em uma ação preventiva, e não apenas corretiva. Esse é o caminho para reduzir sinistros, proteger vidas e aumentar a eficiência das operações”, orienta.

          Embora o monitoramento por tecnologia seja cada vez mais utilizado pelas empresas de transporte, a especialista ressalta que a mudança de comportamento dos próprios motoristas continua sendo um dos pilares para tornar as rodovias mais seguras.

          Pequenas atitudes, como respeitar os limites do próprio corpo, evitar distrações e dirigir de forma defensiva, continuam sendo as medidas mais eficazes para reduzir o risco de acidentes e preservar vidas.

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          Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito passa a integrar oficialmente o CTB

          qui, 02/07/2026 - 10:41
          Com a Lei nº 15.452/2026, a data passa a integrar oficialmente o Código de Trânsito Brasileiro. Foto: PM-SE

          O Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito, já celebrado há anos em diversos países, passa a integrar oficialmente o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A mudança foi estabelecida pela Lei nº 15.452/2026, sancionada pelo presidente da República e publicada no Diário Oficial da União da última quarta-feira (1º).

          A norma acrescenta o artigo 326-C ao CTB e define que a data será lembrada anualmente no terceiro domingo de novembro. A novidade, portanto, não é a criação da data, mas sua incorporação formal à legislação brasileira de trânsito.

          Data já existia internacionalmente

          O Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito é uma mobilização reconhecida internacionalmente. Em 2005, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) convidou os países-membros a reconhecerem o terceiro domingo de novembro como data dedicada à memória das vítimas do trânsito.

          Com a Lei nº 15.452/2026, o Brasil passa a alinhar oficialmente o CTB a essa mobilização internacional.

          Por que a inclusão no CTB importa

          A incorporação da data ao Código de Trânsito Brasileiro fortalece o espaço institucional para campanhas, ações educativas, homenagens e debates sobre segurança viária.

          Mais do que uma lembrança simbólica, a data reforça a necessidade de discutir os impactos humanos, sociais e econômicos dos sinistros de trânsito e de ampliar políticas públicas voltadas à preservação da vida.

          Origem da proposta

          Conforme a Agência Senado, a lei teve origem no PLS 267/2008, apresentado pelo então senador Gerson Camata. O texto teve aprovação no Senado, seguiu para a Câmara dos Deputados como PL 7.801/2010 e, após aprovação, recebeu a sanção presidencial.

          Fatores de risco no trânsito

          A ONU destaca cinco fatores de risco no trânsito: não uso de cinto de segurança, capacete e dispositivos de retenção para crianças; consumo de álcool por motoristas; excesso de velocidade; e falta de infraestrutura adequada.

          Desses fatores, grande parte está diretamente relacionada ao comportamento dos usuários das vias, o que reforça a importância de campanhas permanentes de conscientização.

          Memória e prevenção

          Ao inserir a data no CTB, o Brasil reconhece oficialmente a importância de homenagear vítimas. Além disso, apoiar familiares e sobreviventes e manter viva a discussão sobre prevenção.

          A mobilização no terceiro domingo de novembro deve servir como um chamado para que poder público, entidades, especialistas e sociedade reforcem o compromisso com um trânsito mais seguro.

          Com informações da Agência Senado

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          CNH vencida? Veja quem pode continuar dirigindo até setembro e como fica a renovação

          qui, 02/07/2026 - 08:15
          CNHs vencidas fora do prazo estipulado devem ser renovadas normalmente – Foto: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

          Motoristas que estão com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida ou próxima do vencimento ainda têm dúvidas sobre as mudanças nas regras de renovação do documento. Em comunicado, o Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO) esclareceu como funciona o período de transição criado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para adaptação dos sistemas que permitirão a renovação automática da CNH.

          As alterações decorrem da Deliberação Contran nº 278/2026. Ela foi editada para que os Detrans e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) realizem ajustes em seus sistemas e no aplicativo CNH do Brasil.

          CNHs vencidas continuam válidas até setembro

          De acordo com o Detran/TO, as CNHs com vencimento entre 5 de junho e 8 de setembro de 2026 permanecem válidas até 9 de setembro de 2026.

          Durante esse período, os condutores abrangidos pela prorrogação podem continuar dirigindo normalmente, sem serem autuados por portar documento vencido.

          Após 9 de setembro, os motoristas que atenderem aos requisitos da renovação automática poderão utilizar o novo serviço. Quem não preencher as exigências deverá renovar a CNH pelo procedimento presencial.

          Prorrogação não significa renovação automática

          O Detran faz um alerta importante: a prorrogação do prazo de validade da CNH não significa que todas as habilitações serão renovadas automaticamente.

          Conforme o órgão, os motoristas devem acompanhar as informações divulgadas pelos Detrans e pela Senatran. Dessa forma, podem verificar quando o serviço será disponibilizado e se atendem aos requisitos previstos na legislação.

          Também permanecem obrigados ao procedimento presencial os condutores cujas CNHs venceram fora do período compreendido entre 5 de junho e 8 de setembro de 2026.

          Exames médicos voltam na renovação automática

          Outra mudança diz respeito aos exames de aptidão física e mental. Nesse sentido, o Detran/TO informa que eles voltarão a ser obrigatórios na renovação automática da CNH quando o serviço for retomado, a partir de 9 de setembro de 2026.

          A exigência foi restabelecida pela Lei nº 15.428/2026, que manteve os exames médicos como etapa obrigatória mesmo para quem utilizar o novo sistema digital de renovação.

          Quem poderá utilizar a renovação automática

          Além dos exames médicos, os motoristas deverão cumprir uma série de requisitos para utilizar a renovação automática da CNH:

          • não ter cometido infrações que gerem pontuação nos 12 meses anteriores ao vencimento da CNH assim como possuir o selo de Bom Condutor;
          • estar inscrito no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC);
          • possuir CNH vencida a partir de 1º de dezembro de 2025;
          • ter até 69 anos de idade;
          • entre 50 e 69 anos, a renovação automática poderá ser utilizada apenas uma vez;
          • condutores com 70 anos ou mais deverão renovar a CNH presencialmente.

          Quem não atender a qualquer um desses critérios continuará realizando o procedimento tradicional nos Detrans.

          Como fica o exame toxicológico

          O Detran também esclarece que nada muda em relação ao exame toxicológico.

          Para as categorias C, D e E, o exame continua obrigatório na renovação da CNH, inclusive para quem utilizar a renovação automática, devendo ser renovado a cada dois anos e meio.

          Já para as categorias A e B, o exame toxicológico permanece exigido apenas para quem inicia o processo de primeira habilitação, conforme previsto na Lei nº 15.153/2025. Após a emissão da CNH, ele não é exigido nas renovações dessas categorias.

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          Uber Mulher é expandido para todo o Brasil; veja como funciona o recurso

          qua, 01/07/2026 - 18:30
          A Uber ampliou para todo o Brasil o recurso Uber Mulher, que permite às passageiras priorizar viagens com motoristas mulheres. A funcionalidade chega em três modalidades e já está disponível nacionalmente. Foto: pikselstock para Depositphotos

          A Uber anunciou nesta semana a expansão nacional do Uber Mulher, recurso que permite às usuárias priorizarem viagens realizadas por motoristas mulheres. A funcionalidade, que já estava disponível em algumas capitais, passa agora a atender todo o Brasil.

          De acordo com a plataforma, o objetivo é ampliar as opções de conforto e segurança para mulheres durante as viagens, respeitando a disponibilidade de motoristas parceiras em cada cidade.

          Como funciona o Uber Mulher

          A novidade chega em três modalidades diferentes, que poderão variar de acordo com a oferta de motoristas e a demanda de cada município.

          Uber Mulher

          Na tela inicial do aplicativo, as usuárias poderão selecionar a opção Uber Mulher para solicitar uma viagem imediatamente.

          Ao escolher essa modalidade, o aplicativo tentará encontrar uma motorista parceira para realizar a corrida.

          Caso o tempo de espera seja elevado, a usuária poderá optar por continuar aguardando ou aceitar o redirecionamento da viagem para o motorista disponível mais próximo.

          Preferência por motorista mulher

          Outra possibilidade é ativar, nas configurações do aplicativo, a Preferência das Mulheres.

          Com essa opção habilitada, a Uber dará prioridade ao envio da solicitação para uma motorista mulher nas viagens da categoria UberX.

          A empresa ressalta, no entanto, que essa configuração não garante a realização de todas as viagens por motoristas mulheres, já que isso depende da disponibilidade de parceiras na região.

          Se o tempo estimado de espera for muito alto, a solicitação poderá ser encaminhada automaticamente para outro motorista.

          Agendamento de viagens

          O recurso também foi integrado ao Uber Reserve, serviço que permite agendar viagens com antecedência mínima de 30 minutos.

          Nesse caso, as usuárias poderão selecionar a opção Reserve Uber Mulher no momento da programação da corrida.

          Recurso também atende adolescentes

          De acordo com a Uber, as três modalidades também estarão disponíveis para usuários do Uber Conta Teens, modalidade destinada a adolescentes entre 12 e 17 anos.

          Essa categoria permite o acompanhamento da viagem em tempo real pelos responsáveis e já conta com recursos de segurança ativados automaticamente.

          Expansão para todo o país

          De acordo com Silvia Penna, diretora-geral da Uber no Brasil, a ampliação do recurso atende a uma demanda frequente das usuárias da plataforma.

          “Com essa expansão, conseguimos trazer essa novidade, que é um pedido constante das nossas usuárias, para todo o Brasil. Após os primeiros lançamentos, entendemos que oferecer três modalidades proporciona uma experiência positiva para motoristas e passageiras no uso desse recurso. Esse é mais um avanço do nosso compromisso com as mulheres, que passa também pelo aprimoramento das nossas ferramentas de segurança, além do investimento constante em educação para os nossos parceiros e usuários homens”, explica.

          Iniciativa começou em 2019

          A empresa lembra que, em 2019, lançou o recurso U-Elas, que permite às motoristas mulheres receberem chamadas exclusivamente de passageiras.

          Segundo a Uber, desde então o número de motoristas parceiras cresceu cerca de 160%, embora elas ainda representem aproximadamente 8% da base de motoristas da plataforma no Brasil.

          Além da expansão do Uber Mulher, a empresa afirma que mantém ações voltadas à prevenção da violência contra as mulheres, incluindo parcerias com organizações especializadas, produção de conteúdos educativos, campanhas de conscientização e iniciativas de apoio às usuárias e motoristas.

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          BNDES e Ministério das Cidades lançam estudo para orientar investimentos em mobilidade urbana no Brasil

          qua, 01/07/2026 - 16:46
          BNDES e Ministério das Cidades lançam Estudo Nacional de Mobilidade Urbana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

          O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades lançaram nesta quarta-feira (1º) o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), iniciativa que pretende orientar o planejamento dos investimentos em transporte público nas principais regiões metropolitanas brasileiras pelos próximos 30 anos.

          Desenvolvido em parceria entre os dois órgãos e outras instituições, o levantamento reúne projetos de mobilidade urbana de média e alta capacidade e deverá servir de base para a elaboração de uma Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana, voltada à melhoria da oferta de transporte coletivo no país.

          Planejamento de longo prazo

          O estudo estruturou uma carteira de projetos de transporte coletivo a partir de projeções de crescimento populacional e de demanda por deslocamentos para um horizonte de aproximadamente 30 anos.

          Além de identificar as necessidades futuras das regiões metropolitanas, o trabalho reúne boas práticas e critérios técnicos para orientar a priorização de investimentos em sistemas como metrôs, trens urbanos, veículos leves sobre trilhos (VLTs), corredores exclusivos de ônibus e outras soluções de transporte de média e alta capacidade.

          Objetivo é apoiar políticas públicas

          Conforme o Ministério das Cidades, o ENMU deverá subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à mobilidade urbana e auxiliar União, estados e municípios na definição de prioridades para novos investimentos.

          Durante o lançamento, também foram apresentados os resultados do estudo, os próximos passos para a implementação da estratégia e a discussão sobre o primeiro ciclo de projetos previstos.

          Mobilidade como fator de qualidade de vida

          A iniciativa parte do entendimento de que a mobilidade urbana vai além do deslocamento das pessoas e influencia diretamente aspectos como qualidade de vida, acesso ao trabalho, educação, saúde e desenvolvimento econômico.

          Ao identificar as necessidades futuras das principais regiões metropolitanas, o estudo busca oferecer uma base técnica para decisões relacionadas à expansão da infraestrutura de transporte coletivo.

          Carteira de projetos para as regiões metropolitanas

          O ENMU contempla propostas voltadas às principais regiões metropolitanas do país e reúne informações que poderão orientar futuras contratações de estudos, estruturação de projetos e definição de modelos de financiamento para obras de mobilidade urbana.

          As informações produzidas pelo estudo serão públicas e disponibilizadas para consulta, permitindo que gestores, especialistas e a sociedade acompanhem as propostas elaboradas para o setor.

          Próximos passos

          Com a conclusão do estudo, o governo federal pretende utilizar os dados como referência para a construção da Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana e para orientar futuros investimentos em transporte coletivo nas principais cidades brasileiras.

          Os resultados do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), além dos relatórios técnicos e informações sobre os projetos analisados, estão disponíveis na plataforma oficial criada pelo BNDES para divulgar o trabalho. É possível consultar o conteúdo no portal Mobilidade Brasil, que reúne dados, estudos e materiais sobre a iniciativa.

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          Contran atualiza regras para veículos removidos

          qua, 01/07/2026 - 12:30
          Contran atualiza as regras para remoção, guarda, liberação e leilão de veículos. Foto: Divulgação PRF

          Os procedimentos envolvendo veículos removidos por infrações de trânsito passaram por uma ampla atualização. Publicada no Diário Oficial da União, a Resolução Contran nº 1.025/2026 substitui a Resolução nº 623/2016 e estabelece novas regras para a remoção, guarda, liberação e leilão desses veículos, com o objetivo de modernizar e padronizar os procedimentos adotados pelos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT).

          A norma reúne em um único regulamento diretrizes que tratam desde a remoção do veículo até sua destinação final, incluindo a liberação ao proprietário ou, quando cabível, a alienação por meio de leilão. Entre as principais novidades estão a obrigatoriedade dos leilões eletrônicos, regras mais claras sobre prazos, um novo regime sancionatório para empresas credenciadas e a regulamentação da chamada guarda monitorada, modelo conhecido como “pátio virtual”, já utilizado em projetos-piloto em algumas cidades brasileiras.

          Embora as mudanças sejam vistas como um avanço na modernização dos processos, especialistas apontam que parte da regulamentação poderá gerar discussões jurídicas sobre a distribuição de competências entre a União e os demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito.

          O que muda com a nova resolução

          A Resolução nº 1.025/2026 regulamenta a aplicação da medida administrativa de remoção prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e atualiza as regras para os serviços de remoção, guarda, custódia, liberação e leilão de veículos.

          Na prática, a norma busca uniformizar procedimentos que, até então, apresentavam diferenças entre estados e municípios, além de trazer mais segurança jurídica para os órgãos responsáveis pela gestão dos pátios.

          Entre as principais mudanças estão:

          • obrigatoriedade da realização de leilões por meio eletrônico;
          • definição mais clara dos procedimentos administrativos e dos prazos;
          • regulamentação nacional da guarda monitorada de veículos (“pátio virtual”);
          • atualização das responsabilidades das empresas credenciadas para remoção e custódia;
          • criação de um novo regime de sanções para prestadores de serviço;
          • padronização dos procedimentos de liberação e alienação dos veículos removidos.

          Outro objetivo da resolução é reduzir o tempo de permanência dos veículos nos depósitos, problema que há anos sobrecarrega os pátios públicos e gera custos elevados para a administração.

          Leilão eletrônico é uma das principais novidades

          Entre os pontos de maior destaque está a obrigatoriedade do leilão eletrônico para a venda dos veículos que não forem retirados pelos proprietários dentro dos prazos previstos em lei.

          A medida busca ampliar a transparência do processo, facilitar a participação de interessados de diferentes regiões e aumentar a competitividade dos certames, além de tornar mais eficiente a destinação dos veículos recolhidos.

          A resolução também disciplina procedimentos relacionados à desvinculação de débitos e à regularização dos veículos arrematados, tornando essas etapas mais padronizadas em todo o país.

          Guarda monitorada passa a ter regulamentação nacional

          Outra inovação importante é a regulamentação da chamada guarda monitorada, popularmente conhecida como “pátio virtual”.

          Nesse modelo, o veículo removido permanece sob responsabilidade do órgão de trânsito, mas pode ser armazenado em locais previamente monitorados e controlados eletronicamente, permitindo maior controle sobre a custódia e reduzindo a necessidade de grandes áreas físicas para armazenamento.

          A expectativa é que o modelo contribua para uma gestão mais eficiente dos veículos removidos, principalmente em municípios que enfrentam dificuldades com a capacidade dos pátios convencionais.

          Especialista vê avanços, mas alerta para possível conflito de competências

          Conforme o especialista em trânsito Julyver Modesto, a nova resolução traz diversos avanços operacionais, principalmente pela modernização dos procedimentos e pela regulamentação de práticas que já vinham sendo adotadas em algumas localidades.

          No entanto, ele chama atenção para um aspecto que considera preocupante: a ampliação das atribuições da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

          De acordo com Modesto, o próprio CTB estabelece que a competência para remover um veículo pertence ao órgão com circunscrição sobre a via.

          “O artigo 271 do CTB é claro: a competência para remover o veículo é do órgão com circunscrição sobre a via. E, por decorrência lógica e procedimental, quem remove e custodia é quem deve promover a alienação”, explica.

          Na avaliação do especialista, a interpretação conjunta dos artigos 271 e 328 do CTB indica que a condução de todo o procedimento deve permanecer sob responsabilidade do órgão que realizou a remoção.

          Entretanto, a nova resolução atribui à Senatran funções relacionadas à homologação das plataformas eletrônicas de leilão, à desvinculação de débitos e à governança de diversas etapas do processo.

          Para Modesto, esse ponto pode gerar questionamentos quanto aos limites do poder regulamentar do Contran. “A lei não transferiu essa competência executiva à União. Ainda assim, a nova resolução centraliza na Senatran a homologação de toda plataforma eletrônica de leilão, a desvinculação de débitos e a governança de todo o procedimento, por meio de resolução do Contran, um ato normativo subordinado à lei”, afirma.

          Debate pode ir além dos leilões

          Na visão do especialista, essa não é uma discussão isolada. Ele lembra que situações semelhantes já ocorreram em outras mudanças recentes promovidas no âmbito do Sistema Nacional de Trânsito, como na reformulação das regras para formação de condutores e na consulta pública sobre a transferência eletrônica de propriedade de veículos.

          Para Modesto, há um movimento de centralização administrativa que os órgãos estaduais, municipais e rodoviários devem acompanhar.

          “É um padrão. E ele merece atenção de todos nós que atuamos no Sistema Nacional de Trânsito — não só dos Detrans, mas de municípios e órgãos rodoviários igualmente atingidos”, alerta.

          O que muda para os proprietários?

          Para quem teve ou vier a ter um veículo removido, a principal consequência da nova resolução é a adoção de procedimentos mais padronizados em todo o país.

          A expectativa é que a digitalização dos processos, a definição mais clara das etapas administrativas e a regulamentação da guarda monitorada tragam maior transparência, reduzam o tempo de permanência dos veículos nos depósitos e tornem mais ágeis tanto a liberação quanto a destinação daqueles que não forem reclamados pelos proprietários.

          Ao mesmo tempo, a discussão sobre os limites das competências entre União, estados e municípios deverá acompanhar a implementação da norma, especialmente em relação às atribuições conferidas à Senatran.

          Com a entrada em vigor da Resolução Contran nº 1.025/2026, os órgãos executivos de trânsito terão de adequar seus procedimentos às novas exigências. A modernização das regras representa um passo importante para tornar a gestão dos veículos removidos mais eficiente, mas o debate jurídico sobre a distribuição de competências dentro do Sistema Nacional de Trânsito ainda promete novos capítulos.

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          Golpe da multa de trânsito: como saber se a notificação é verdadeira e evitar fraudes

          qua, 01/07/2026 - 08:15
          A verificação pode ser feita por meio do aplicativo CNH do Brasil. Foto: Renato Beiruth/Detran-AC

          Receber uma mensagem informando a existência de uma multa de trânsito é suficiente para deixar qualquer motorista em alerta. Afinal, além do pagamento da penalidade, uma infração pode significar pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e outras consequências. É justamente esse senso de urgência que criminosos têm explorado para aplicar golpes cada vez mais sofisticados.

          O crescimento desse tipo de golpe tem levado autoridades de trânsito a reforçarem os alertas aos motoristas sobre a importância de verificar a autenticidade das notificações de infrações. A orientação é simples, mas fundamental: antes de efetuar qualquer pagamento ou fornecer informações pessoais, confirme se a autuação realmente existe por meio dos canais oficiais do órgão responsável.

          Com a digitalização dos serviços de trânsito, criminosos passaram a explorar a facilidade de comunicação por SMS, e-mail e aplicativos de mensagens para enviar falsas notificações em nome de órgãos públicos. O objetivo é levar a vítima a acessar links maliciosos, pagar boletos fraudulentos ou fornecer dados pessoais e bancários que podem ser utilizados em novas fraudes.

          Mais do que causar prejuízo financeiro, essas fraudes colocam em risco informações sensíveis dos cidadãos e comprometem a confiança nos serviços digitais oferecidos pelos órgãos de trânsito.

          Por que esse golpe preocupa?

          A digitalização dos serviços públicos facilitou a vida dos motoristas. Hoje é possível consultar multas, emitir documentos e acompanhar processos relacionados ao veículo sem sair de casa.

          No entanto, essa praticidade também abriu espaço para criminosos criarem golpes que imitam comunicações oficiais. Muitas vezes, as mensagens utilizam logotipos de órgãos públicos, linguagem semelhante à das notificações verdadeiras e links que aparentam ser confiáveis.

          Em alguns casos, o objetivo é convencer o motorista a pagar uma falsa multa. Em outros, a intenção é obter dados pessoais, senhas bancárias ou códigos de autenticação que podem ser utilizados em novas fraudes.

          Por isso, o primeiro cuidado deve ser sempre desconfiar de mensagens que pressionam por uma ação imediata, especialmente quando incluem links para pagamento ou solicitação de informações pessoais.

          Como verificar se uma multa realmente existe

          Sempre que houver dúvida sobre uma possível infração, o motorista deve ignorar os links recebidos por mensagens e fazer a consulta diretamente nos canais oficiais.

          No Brasil, a verificação pode ser feita por meio do aplicativo CNH do Brasil, a antiga Carteira Digital de Trânsito (CDT), dos portais oficiais dos Detrans estaduais ou dos sistemas dos próprios órgãos responsáveis pela autuação, como departamentos de estradas, prefeituras e demais autoridades de trânsito.

          Caso exista uma infração registrada, o sistema apresentará informações como data, horário, local da ocorrência, enquadramento legal e situação do processo.

          Se a notificação recebida não corresponder às informações disponíveis nos sistemas oficiais, há grande possibilidade de se tratar de uma tentativa de golpe.

          Quais são os sinais de uma notificação falsa?

          Embora os criminosos estejam aperfeiçoando as fraudes, alguns indícios ajudam a identificar mensagens suspeitas.

          Entre os principais sinais estão:

          • pedidos de pagamento com urgência;
          • links encurtados ou endereços eletrônicos desconhecidos;
          • erros de ortografia ou formatação;
          • solicitação de dados bancários, senhas ou códigos de verificação;
          • ameaças de bloqueio imediato da CNH ou do veículo caso o pagamento não seja realizado rapidamente.

          Mesmo quando a mensagem parece convincente, a recomendação continua sendo a mesma: interromper qualquer procedimento e consultar diretamente os canais oficiais.

          Como se proteger desse tipo de fraude

          Adotar alguns cuidados simples pode evitar prejuízos.

          O motorista deve:

          • consultar multas apenas pelos aplicativos e sites oficiais;
          • digitar manualmente o endereço do órgão de trânsito no navegador, em vez de acessar links enviados por terceiros;
          • nunca informar senhas ou códigos recebidos por SMS;
          • verificar se o endereço eletrônico pertence realmente ao órgão público;
          • desconfiar de mensagens que utilizam tom de ameaça para forçar um pagamento imediato.

          Também é importante manter familiares, especialmente idosos, informados sobre esse tipo de golpe, já que criminosos costumam explorar justamente a falta de familiaridade com os serviços digitais.

          Segurança no trânsito também passa pela segurança digital

          Quando se fala em segurança viária, normalmente o debate está relacionado ao comportamento do condutor, à fiscalização e ao cumprimento das leis de trânsito. No entanto, à medida que os serviços públicos se tornam cada vez mais digitais, proteger os motoristas contra fraudes também passa a fazer parte desse cenário.

          Golpes envolvendo falsas multas podem gerar prejuízos financeiros, exposição de dados pessoais e até dificuldades para resolver problemas criados pelos próprios criminosos.

          Esse é um desafio enfrentado por diferentes países e reforça uma orientação que vale para qualquer motorista: antes de pagar uma multa ou fornecer qualquer informação, confirme a existência da infração exclusivamente pelos canais oficiais.

          Alguns minutos de verificação podem evitar perdas financeiras e impedir que um simples susto se transforme em um problema muito maior.

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          Vai viajar nas férias? Revisão preventiva ajuda a evitar problemas na estrada

          ter, 30/06/2026 - 15:40
          Antes de viajar nas férias, vale conferir mais do que pneus e freios. Uma revisão preventiva ajuda a reduzir o risco de panes e deixa o veículo mais preparado para enfrentar longos trajetos com segurança. Foto: freedomtumz para Depositphotos

          Com a chegada das férias escolares, aumenta o número de veículos nas rodovias e, consequentemente, a importância de preparar o carro antes de viajar. Uma revisão preventiva realizada com antecedência pode reduzir o risco de panes, contribuir para a segurança e garantir mais tranquilidade durante trajetos longos.

          Além de verificar itens básicos, como pneus e freios, especialistas recomendam dar atenção especial ao sistema de suspensão, principalmente em veículos com alta quilometragem ou submetidos a uso intenso.

          Revisão reduz riscos durante a viagem

          De acordo com a equipe técnica da thyssenkrupp Springs & Stabilizers, as inspeções devem seguir as recomendações do fabricante e ser realizadas por profissionais qualificados.

          O objetivo é identificar desgastes que muitas vezes passam despercebidos na rotina urbana, mas que podem comprometer o desempenho do veículo em viagens rodoviárias, onde as exigências mecânicas costumam ser maiores.

          “A revisão permite identificar fadigas estruturais imperceptíveis no uso urbano cotidiano. No entanto, esses problemas podem se tornar mais relevantes em rodovias, onde os veículos estão sujeitos a maiores demandas mecânicas e estruturais. A manutenção adequada, realizada por oficinas qualificadas e de acordo com as especificações do fabricante, ajuda a garantir que o veículo tenha o desempenho esperado, proporcionando dirigibilidade, conforto e confiabilidade durante a viagem”, explica a equipe técnica da thyssenkrupp Springs & Stabilizers.

          Suspensão também merece atenção

          Embora freios e pneus costumem ser os primeiros itens lembrados antes de uma viagem, o sistema de suspensão também exerce papel importante na estabilidade, na dirigibilidade e no conforto do veículo.

          Componentes desgastados podem comprometer o comportamento do automóvel em curvas, frenagens e trechos irregulares, especialmente quando o veículo está transportando mais passageiros e bagagens.

          Por isso, a recomendação é que amortecedores e demais componentes da suspensão façam parte da inspeção preventiva.

          O que verificar antes de pegar a estrada

          Antes de iniciar uma viagem de férias, especialistas orientam que a revisão inclua a avaliação dos seguintes itens:

          • sistema de freios;
          • estado de conservação e calibragem dos pneus;
          • óleo do motor e demais fluidos;
          • sistema de arrefecimento;
          • bateria;
          • componentes da suspensão, como amortecedores;
          • alinhamento e balanceamento.

          A inspeção antecipada permite identificar possíveis problemas antes da viagem e evita contratempos durante o percurso.

          Planejamento aumenta a segurança

          Ainda conforme a equipe técnica da thyssenkrupp Springs & Stabilizers, realizar a manutenção com antecedência também evita a correria de última hora e garante que o veículo esteja preparado para enfrentar diferentes condições de carga e de rodagem encontradas nas estradas.

          Além de contribuir para a segurança, uma revisão preventiva ajuda a preservar o desempenho do veículo e pode evitar gastos maiores com reparos emergenciais durante a viagem.

          Para quem pretende aproveitar as férias escolares para viajar de carro, reservar um tempo para verificar as condições do veículo é uma medida simples que pode fazer diferença ao longo do percurso.

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          Reforma do CTB pode ampliar exigência de avaliação psicológica na renovação da CNH

          ter, 30/06/2026 - 12:30
          A reforma do Código de Trânsito pode ampliar a exigência da avaliação psicológica para todos os motoristas na renovação da CNH. As mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Foto: ambrozinio para Depositphotos

          A proposta de reforma do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), atualmente em análise na Câmara dos Deputados, pode promover mudanças significativas nas regras relacionadas à avaliação psicológica dos condutores. Entre os pontos incorporados ao relatório apresentado pelo deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) está a ampliação da exigência do exame psicológico para todos os motoristas durante a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

          As medidas foram destacadas pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), que afirma ter participado das discussões sobre a reforma assim como defendido propostas voltadas ao fortalecimento da avaliação psicológica como ferramenta de segurança viária.

          O texto faz parte do relatório elaborado no âmbito da Comissão Especial que analisa o Projeto de Lei nº 8.085/2014, responsável por reunir cerca de 270 propostas de alteração no CTB. A votação do parecer foi adiada após pedido de vista coletivo e deverá ser retomada em julho.

          Avaliação psicológica em todas as renovações

          Um dos principais pontos destacados pelo CFP é a previsão de realização da avaliação psicológica em todas as renovações da CNH.

          Atualmente, direciona-se a exigência do exame psicológico principalmente aos condutores que exercem atividade remunerada ao volante (EAR) e em situações específicas previstas pela legislação.

          Pela proposta apresentada na reforma, o acompanhamento das condições psicológicas relacionadas à condução de veículos passaria a ocorrer ao longo de toda a vida do motorista.

          Conforme o Conselho Federal de Psicologia, a medida busca fortalecer ações preventivas voltadas à segurança no trânsito e à identificação de fatores que possam comprometer a condução segura.

          Nova exigência para condutores habilitados antes dos 18 anos

          Outro ponto previsto no relatório envolve os jovens que poderão obter autorização para dirigir antes dos 18 anos, ou seja, tema também presente na proposta de reforma do CTB.

          O texto estabelece que esses condutores deverão passar por uma nova avaliação psicológica para obter a CNH definitiva ao completarem a maioridade.

          A medida está relacionada às discussões sobre a criação de uma modalidade de Permissão para Dirigir destinada a adolescentes a partir dos 16 anos, um dos temas mais debatidos dentro da reforma.

          Redução do prazo de renovação

          O relatório também prevê a possibilidade de redução do prazo de validade da CNH quando houver recomendação técnica do profissional responsável pela avaliação.

          De acordo com o texto, a adoção da medida poderá ocorrer nos casos em que se identifiquem fatores capazes de impactar a condução segura de veículos.

          A proposta amplia a possibilidade de acompanhamento individualizado das condições físicas e psicológicas dos condutores.

          Prontuário nacional de perícias

          Outra novidade prevista é a criação de um prontuário nacional de perícias médicas e psicológicas.

          De acordo com o CFP, a ferramenta poderá permitir maior integração das informações relacionadas à aptidão para dirigir e facilitar o acompanhamento do histórico dos condutores em todo o país.

          Debate ocorre em meio à maior reforma do CTB em anos

          A discussão sobre as avaliações psicológicas acontece dentro de um pacote amplo de mudanças que pode representar uma das maiores reformas do Código de Trânsito Brasileiro desde sua criação.

          Entre os temas analisados pela comissão estão a habilitação para jovens a partir dos 16 anos, formação de condutores, exames toxicológicos, fiscalização eletrônica, mobilidade elétrica, pedágios, renovação da CNH e, além disso, outras alterações relacionadas à segurança viária.

          Para o Conselho Federal de Psicologia, os dispositivos incorporados ao relatório representam o reconhecimento da importância da Psicologia do Tráfego na prevenção de sinistros e na promoção de comportamentos seguros no trânsito.

          Apesar da inclusão das propostas no parecer do relator, nenhuma das mudanças está valendo. O texto ainda precisa passar por votação pela Comissão Especial e continuar sua tramitação no Congresso Nacional antes que se incorpore eventuais alterações ao CTB.

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          8 mentiras sobre o trânsito que muita gente acredita

          ter, 30/06/2026 - 12:00
          No trânsito, informações incorretas podem ser tão perigosas quanto comportamentos imprudentes. Foto: askoldsb para Depositphotos

          Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que é permitido acelerar ao ver o sinal amarelo, que dirigir descalço gera multa ou que existe uma “margem de tolerância” garantida para excesso de velocidade? Embora muitas dessas afirmações sejam repetidas há anos, nem todas correspondem ao que determina a legislação de trânsito brasileira.

          No trânsito, informações incorretas podem ser tão perigosas quanto comportamentos imprudentes. Isso porque decisões tomadas com base em mitos ou interpretações equivocadas das regras podem aumentar o risco de acidentes, gerar infrações e comprometer a segurança de todos os usuários das vias.

          A seguir, o Portal do Trânsito reúne algumas das principais mentiras sobre o trânsito que muitos brasileiros ainda acreditam ser verdade.

          1. “O sinal amarelo é para acelerar e passar”

            Esse talvez seja um dos mitos mais populares do trânsito brasileiro. Na realidade, a luz amarela do semáforo indica advertência e sinaliza que a parada é iminente. O objetivo é alertar o condutor para que interrompa a travessia da via, desde que isso possa ser feito com segurança.

            Muitos motoristas interpretam o amarelo como uma espécie de “última chance” para atravessar o cruzamento. Essa atitude, porém, pode levar a frenagens bruscas, colisões traseiras e conflitos com veículos que iniciam o deslocamento após a abertura do sinal verde em outra direção.

            A recomendação é simples: ao visualizar o amarelo, o condutor deve avaliar se é possível parar com segurança. Se houver condições, a parada é a conduta mais adequada.

            2. “Dirigir descalço dá multa”

              Apesar de muito difundida, essa informação é falsa. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não proíbe que o motorista conduza um veículo descalço. O que a legislação veda é dirigir utilizando calçados que comprometam a utilização dos pedais.

              É o caso de chinelos soltos, tamancos ou qualquer calçado que possa escapar dos pés e interferir no controle do veículo.

              Ou seja, do ponto de vista legal, dirigir descalço é permitido. Em alguns casos, inclusive, pode ser mais seguro do que utilizar um calçado inadequado.

              3. “Existe uma tolerância garantida para excesso de velocidade”

                Muitos condutores acreditam que podem ultrapassar o limite de velocidade em até 10% sem sofrer penalidades. Na prática, não existe uma autorização legal para exceder a velocidade máxima da via.

                O que existe é a aplicação de margens técnicas previstas nas normas do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para compensar possíveis variações dos equipamentos de fiscalização.

                Considera-se essa margem no cálculo da velocidade medida, mas não é uma licença para dirigir acima do limite.

                4. “Quem bate atrás sempre está errado”

                  Embora seja comum que o veículo que colide na traseira tenha responsabilidade pelo acidente, a análise não é automática. Cada ocorrência possui circunstâncias específicas que precisam ser avaliadas.

                  Paradas bruscas sem justificativa, manobras inesperadas, problemas mecânicos ou outras situações podem influenciar na apuração das responsabilidades.

                  Por isso, a afirmação de que quem bate atrás sempre é culpado não é uma verdade absoluta.

                  5. “Ligar o pisca-alerta permite parar em qualquer lugar”

                    Outro equívoco frequente é acreditar que o simples acionamento do pisca-alerta autoriza o estacionamento ou a parada em locais proibidos.

                    O dispositivo tem função específica: alertar outros usuários da via sobre uma situação de emergência ou condição excepcional do veículo.

                    Seu uso não transforma uma parada irregular em uma parada permitida.

                    Mesmo com o pisca-alerta ligado, o motorista pode ser autuado caso esteja estacionado ou parado em local proibido.

                    6. “Motociclistas podem circular em qualquer espaço entre os carros”

                      O CTB permite que motocicletas realizem deslocamentos entre faixas de veículos em determinadas situações, especialmente quando o trânsito está lento ou parado.

                      No entanto, isso não significa que se permita qualquer tipo de manobra.

                      O motociclista deve manter velocidade compatível, observar as condições de segurança e respeitar os demais usuários da via.

                      Manobras arriscadas, em alta velocidade ou sem espaço adequado continuam representando riscos elevados de sinistros.

                      7. “Basta ter habilitação para dirigir qualquer veículo”

                        A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) possui categorias específicas. Um condutor habilitado na categoria B, por exemplo, não está automaticamente autorizado a conduzir veículos que exijam categorias C, D ou E.

                        Além disso, algumas atividades profissionais exigem cursos especializados previstos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

                        Desconsiderar essas exigências pode resultar em infrações e problemas legais.

                        8. “Acidente acontece apenas por imprudência”

                          A imprudência continua sendo um dos principais fatores associados aos sinistros de trânsito, mas não é o único.

                          Questões relacionadas à infraestrutura viária, sinalização inadequada, falhas mecânicas, condições climáticas e até fatores humanos, como fadiga e distração, também influenciam diretamente na ocorrência e na gravidade dos acidentes.

                          Para o especialista Celso Mariano, compreender a complexidade dos fatores envolvidos é fundamental para melhorar a segurança viária.

                          “Atribuir todos os acidentes exclusivamente ao comportamento do condutor simplifica um problema muito mais complexo. Um sistema de trânsito seguro depende de infraestrutura adequada, fiscalização eficiente, educação e veículos mais seguros”, analisa.

                          Informação correta também salva vidas

                          Em um cenário de circulação intensa de informações pelas redes sociais, nem tudo o que se repete milhares de vezes corresponde à realidade.

                          Conhecer a legislação, buscar fontes confiáveis e manter-se atualizado são atitudes que ajudam o motorista a tomar decisões mais seguras e evitar erros que podem custar caro.

                          De acordo com o especialista, no trânsito, acreditar em um mito pode parecer algo inofensivo.

                          “No entanto, em muitos casos, a diferença entre uma informação correta e uma falsa pode representar uma multa, um acidente ou até mesmo a preservação de vidas”, conclui Mariano.

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                          “Faixa verde” no trânsito: tecnologia promete reduzir congestionamentos sem ampliar vias

                          ter, 30/06/2026 - 11:15
                          Apesar do nome, a solução não representa uma nova faixa exclusiva de circulação, como corredores de ônibus ou ciclovias. Foto: destinacigdem para Depositphotos

                          Enquanto grandes cidades brasileiras enfrentam congestionamentos cada vez mais longos, uma solução baseada em tecnologia começa a ganhar espaço em corredores urbanos: a chamada “faixa verde”. A proposta combina sensores, inteligência de tráfego e sincronização semafórica para reduzir paradas desnecessárias e tornar o trânsito mais fluido.

                          A ideia não é exatamente nova no mundo, mas vem ganhando destaque no Brasil por prometer resultados sem necessidade de grandes obras viárias. Em vez de ampliar avenidas ou construir novos viadutos, o foco passa a ser o gerenciamento inteligente da circulação dos veículos.

                          Na prática, o sistema tenta fazer com que motoristas encontrem uma sequência de sinais abertos ao manter determinada velocidade. Além disso, sensores e câmeras permitem que os semáforos “entendam” o fluxo em tempo real e adaptem os tempos de abertura e fechamento conforme a demanda.

                          O que é a “faixa verde”

                          Apesar do nome, a solução não representa uma nova faixa exclusiva de circulação, como corredores de ônibus ou ciclovias. Em muitos casos, trata-se de uma sinalização associada a sensores instalados sob o asfalto.

                          Esses equipamentos detectam a presença de veículos e ajudam o sistema semafórico a tomar decisões automaticamente. Em cruzamentos menos movimentados, por exemplo, a via principal pode permanecer aberta até que um carro seja identificado na rua transversal.

                          Já em corredores urbanos mais intensos, o objetivo é sincronizar os sinais para criar uma espécie de “onda verde”: ao manter a velocidade indicada, o condutor consegue atravessar vários cruzamentos sem precisar parar.

                          Em geral, a velocidade recomendada costuma variar entre 40 km/h e 50 km/h, dependendo da via e do projeto implantado.

                          Tecnologia pode melhorar a segurança?

                          Embora o discurso inicial esteja ligado à fluidez, especialistas apontam que a tecnologia também pode contribuir para a segurança viária.

                          Isso porque reduzir arrancadas, freadas bruscas e acelerações constantes tende a diminuir situações de conflito no trânsito. Além disso, semáforos adaptativos conseguem responder melhor a mudanças inesperadas no fluxo, acidentes e horários de pico.

                          Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, explica que o conceito faz sentido quando integrado a uma política mais ampla de mobilidade urbana. “O trânsito não melhora apenas com mais espaço físico. Em muitas cidades, o grande problema está na gestão ineficiente do fluxo. Sistemas inteligentes conseguem reduzir desperdício de tempo e tornar a circulação mais previsível.”

                          Conforme ele, porém, existe um risco de se vender a tecnologia como solução milagrosa.

                          “Nenhum sistema substitui planejamento urbano, transporte coletivo eficiente e comportamento seguro dos condutores. Tecnologia ajuda, mas não resolve sozinha um problema estrutural das cidades brasileiras.”

                          Semáforos inteligentes já estão em cidades brasileiras

                          Modelos de controle adaptativo de semáforos já aparecem em cidades como Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, especialmente em avenidas de grande fluxo.

                          Nesses sistemas, câmeras, sensores e centrais de monitoramento analisam o comportamento do trânsito em tempo real. A tecnologia pode identificar congestionamentos, detectar acidentes e até priorizar corredores de ônibus em determinados momentos.

                          Em algumas cidades, sensores magnéticos instalados sob o asfalto também passaram a ser utilizados para detectar veículos e acionar mudanças semafóricas mais rápidas.

                          Desafios ainda são grandes no Brasil

                          Apesar do potencial, a expansão desse tipo de solução ainda enfrenta obstáculos importantes. O primeiro deles é financeiro. Sistemas inteligentes exigem instalação de sensores, câmeras, redes de comunicação e centrais de controle, além de manutenção constante.

                          Outro problema é a própria infraestrutura urbana brasileira. Muitas cidades ainda operam com equipamentos antigos, sem integração tecnológica adequada.

                          Além disso, especialistas alertam que melhorar a fluidez sem discutir segurança pode gerar um efeito contrário: o aumento da velocidade média nas vias.

                          Celso Mariano chama atenção para esse equilíbrio.

                          “Fluidez não pode significar estímulo à pressa. O objetivo deve ser reduzir deslocamentos desnecessários e melhorar a organização do trânsito sem comprometer a segurança de pedestres, ciclistas, motociclistas e outros usuários mais vulneráveis.”

                          O futuro do trânsito será cada vez mais conectado

                          A tendência mundial aponta para cidades cada vez mais integradas digitalmente. Em países asiáticos, europeus e em parte dos Estados Unidos, sistemas urbanos já utilizam inteligência artificial e veículos conectados para prever congestionamentos e ajustar automaticamente a operação viária.

                          No Brasil, a evolução ainda ocorre de forma gradual, mas especialistas acreditam que soluções inteligentes tendem a ganhar espaço diante do crescimento da frota e da limitação física das cidades.

                          A discussão, no entanto, vai além da tecnologia. Ela envolve mobilidade urbana, planejamento e principalmente a forma como as cidades querem organizar seus deslocamentos nos próximos anos.

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                          Cinco cuidados podem aumentar a vida útil dos pneus de caminhão e reduzir custos no transporte

                          ter, 30/06/2026 - 10:05
                          A manutenção preventiva dos pneus de caminhão aumenta a durabilidade, melhora a segurança nas estradas e ainda ajuda a reduzir custos para transportadores e frotistas. Foto: Divulgação

                          O pneu está entre os componentes mais importantes de um caminhão. Além de influenciarem diretamente a segurança, eles representam um dos principais custos das operações de transporte de cargas. Por isso, adotar práticas de manutenção preventiva pode fazer diferença tanto na durabilidade dos pneus quanto na redução dos custos operacionais.

                          Conforme a Bridgestone, cuidados simples realizados ao longo da vida útil do pneu ajudam a preservar a carcaça, possibilitando sua recapagem e prolongando o tempo de utilização do equipamento antes da destinação final.

                          Além da economia para caminhoneiros e transportadoras, esse processo também contribui para reduzir o consumo de matérias-primas e a geração de resíduos.

                          Recapagem começa antes do desgaste

                          Embora a recapagem seja realizada em empresas especializadas, a possibilidade de reaproveitar a carcaça depende dos cuidados adotados desde o início da utilização do pneu.

                          Problemas como calibragem incorreta, excesso de carga, desalinhamento e impactos podem comprometer a estrutura interna do pneu e impedir seu reaproveitamento.

                          “A recapagem depende diretamente do estado da carcaça. Por isso, cada cuidado feito durante a primeira vida do pneu influencia a possibilidade de reaproveitamento no futuro”, explica Marcos Aoki, diretor comercial da Bridgestone no Brasil.

                          Cinco cuidados que ajudam a prolongar a vida útil dos pneus

                          1. Mantenha a calibragem correta

                          Rodar com pressão acima ou abaixo da recomendada acelera o desgaste, aumenta o aquecimento dos pneus e pode comprometer a segurança.

                          A calibragem correta também contribui para reduzir o consumo de combustível e aumentar a quilometragem.

                          1. Faça alinhamento, balanceamento e rodízio

                          Esses procedimentos ajudam a distribuir o desgaste de maneira uniforme entre os pneus.

                          Além de melhorar a dirigibilidade, evitam vibrações e reduzem sobrecargas em determinadas posições do veículo.

                          1. Respeite os limites de carga

                          Transportar peso acima do permitido aumenta o esforço sobre pneus, suspensão e sistema de freios.

                          A sobrecarga também favorece o superaquecimento dos pneus e pode provocar danos permanentes à carcaça.

                          1. Escolha o pneu adequado para cada operação

                          Nem todos os pneus são indicados para as mesmas condições de uso.

                          Segundo a Bridgestone, utilizar modelos desenvolvidos para a aplicação correta ajuda a melhorar o rendimento quilométrico, reduzir desgastes prematuros e preservar a estrutura da carcaça para futuras recapagens.

                          1. Faça inspeções frequentes

                          A recomendação é verificar regularmente a existência de cortes, bolhas, objetos encravados, desgaste irregular e outros sinais de danos.

                          A identificação precoce de problemas ajuda a evitar falhas maiores e contribui para manter a segurança durante a operação.

                          Durabilidade também significa sustentabilidade

                          De acordo com a Bridgestone, a preservação da carcaça permite que o pneu passe por novos ciclos de utilização por meio da recapagem, reduzindo a necessidade de fabricar um novo produto a cada desgaste da banda de rodagem.

                          Para a empresa, esse processo faz parte dos princípios da economia circular aplicados ao transporte rodoviário.

                          “Um pneu de carga premium é desenvolvido para ter mais de um ciclo de vida. Quando a carcaça é bem preservada, a recapagem permite que esse ativo continue rodando com segurança e desempenho, reduzindo desperdícios e melhorando a eficiência da operação”, afirma Marcos Aoki.

                          Tecnologia busca ampliar a vida útil

                          A Bridgestone destaca que o desenvolvimento de novos pneus vem priorizando características como desgaste uniforme, maior rendimento quilométrico e preservação da carcaça.

                          Segundo a empresa, essas tecnologias permitem ampliar o número de recapagens possíveis e reduzir o custo por quilômetro rodado ao longo da vida útil do pneu. “Hoje, as transportadoras buscam soluções que reduzam os custos operacionais e entreguem desempenho, eficiência e sustentabilidade ao mesmo tempo. Por isso, cada vez mais o desenvolvimento dos pneus considera não apenas sua primeira vida, mas todo o ciclo de utilização da carcaça”, diz Aoki.

                          Antes da reciclagem, prolongar a vida útil

                          A recapagem também está relacionada às ações de logística reversa desenvolvidas pelo setor.

                          Dados da Reciclanip mostram que mais de 5,6 milhões de toneladas de pneus inservíveis receberam destinação ambientalmente adequada no Brasil entre 2011 e 2024.

                          Nesse contexto, especialistas destacam que prolongar a vida útil dos pneus antes da reciclagem representa uma forma de aproveitar melhor os recursos já existentes, reduzir resíduos e tornar as operações de transporte mais sustentáveis.

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                          Chuva forte nas rodovias: veja como dirigir com segurança e evitar acidentes

                          ter, 30/06/2026 - 10:01
                          Chuva forte exige atenção redobrada nas rodovias. Foto: Proxima13 para Depositphotos

                          Com a ocorrência de temporais em diversas regiões do país, dirigir sob chuva exige atenção redobrada dos motoristas. Além da redução da visibilidade, o acúmulo de água sobre a pista aumenta o risco de perda de controle do veículo e amplia a distância necessária para a frenagem.

                          Diante desse cenário, a Ecovias Noroeste Paulista divulgou orientações para ajudar os condutores a enfrentarem com mais segurança situações de chuva intensa nas rodovias. As recomendações envolvem tanto a forma de condução quanto a manutenção preventiva do veículo antes da viagem.

                          Pista molhada aumenta risco de perda de controle

                          Um dos principais perigos durante os temporais é a perda de aderência entre os pneus e o pavimento provocada pelo acúmulo de água na pista.

                          Nessas situações, o veículo pode deslizar sobre uma lâmina de água, reduzindo significativamente o contato dos pneus com o asfalto e comprometendo a dirigibilidade.

                          Para reduzir esse risco, a principal orientação é diminuir a velocidade.

                          Quanto maior a velocidade, maiores são as chances de o veículo perder aderência e mais longa será a distância necessária para parar com segurança.

                          Outra recomendação é manter uma distância maior do veículo que segue à frente, permitindo tempo suficiente para reagir a qualquer imprevisto.

                          Visibilidade faz toda a diferença

                          Durante a chuva, enxergar e ser visto pelos demais usuários da via é fundamental.

                          Por isso, os motoristas devem manter os faróis baixos acesos durante todo o percurso e verificar, antes da viagem, se os limpadores de para-brisa estão em boas condições de funcionamento.

                          A concessionária também orienta que o farol alto não seja utilizado durante chuva intensa ou neblina.

                          Nessas condições, a luz reflete nas partículas de água suspensas no ar, dificultando ainda mais a visibilidade.

                          O que fazer se o carro perder aderência?

                          Caso o motorista perceba que o veículo começou a deslizar sobre a água, a recomendação é manter a calma.

                          Segundo a Ecovias Noroeste Paulista, o condutor deve:

                          • segurar o volante com firmeza;
                          • manter a direção alinhada;
                          • retirar o pé do acelerador de forma gradual;
                          • evitar frenagens bruscas;
                          • não realizar movimentos repentinos com o volante.

                          Essas atitudes ajudam a recuperar o contato dos pneus com o pavimento e reduzem o risco de perda total do controle do veículo.

                          Se a chuva impedir a visão, procure um local seguro

                          Em alguns momentos, o volume de chuva pode reduzir drasticamente a visibilidade.

                          Quando isso acontecer, a orientação é interromper a viagem temporariamente e aguardar a melhora das condições climáticas em um local seguro.

                          A concessionária faz um alerta importante: o acostamento não deve ser utilizado para esse tipo de parada, exceto em situações de emergência.

                          Revisão do veículo ajuda a evitar problemas

                          Além da condução defensiva, a manutenção preventiva também desempenha papel importante para a segurança nas rodovias.

                          Conforme a Ecovias Noroeste Paulista, cerca de 46% dos atendimentos realizados pela concessionária estão relacionados a veículos com algum tipo de pane, incluindo falhas mecânicas, problemas elétricos, pneus furados e pane seca.

                          Antes de viajar, a recomendação é verificar:

                          • sistema de freios;
                          • suspensão;
                          • bateria;
                          • sistema elétrico;
                          • nível do óleo;
                          • água do radiador;
                          • reservatório do limpador de para-brisa;
                          • estado e calibragem dos pneus, incluindo o estepe.

                          Pneus em boas condições são especialmente importantes em dias chuvosos, pois os sulcos ajudam a escoar a água da pista e reduzem o risco de aquaplanagem.

                          Planejamento também faz parte da segurança

                          Antes de iniciar a viagem, vale acompanhar a previsão do tempo e avaliar as condições das rodovias.

                          Quando houver previsão de temporais, o ideal é programar o deslocamento com mais tempo, evitando pressa e reduzindo a necessidade de manobras arriscadas.

                          Em períodos de chuva intensa, pequenas mudanças na forma de dirigir e uma revisão preventiva do veículo podem fazer diferença para reduzir riscos e tornar a viagem mais segura para todos os usuários da rodovia.

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                          Quando a corrida vira laboratório para a rua

                          ter, 30/06/2026 - 10:00
                          Foto: Divulgação

                          O automobilismo ensina uma lição que o trânsito comum costuma ignorar: desempenho nasce de decisão técnica, não de impulso. Na pista, um freio superaquecido, um pneu fora da janela ideal ou uma asa mal ajustada muda a prova antes que o público entenda o motivo. A mesma lógica aparece nas ruas, onde sensores, controle eletrônico de estabilidade, desenho dos pneus e sinalização inteligente reduzem erros humanos sem transformar o motorista em piloto. Em 2026, essa ponte ficou mais visível porque a Fórmula 1 entrou em nova fase técnica, com carros menores, aerodinâmica ativa, motores híbridos reequilibrados e combustível 100% sustentável. O espetáculo continua barulhento, mas a disputa real ficou mais cerebral.

                          O cronômetro não perdoa gambiarra

                          A FIA desenhou o regulamento da Fórmula 1 de 2026 para carros mais ágeis e eficientes, mas o ponto menos glamouroso é o mais importante: a corrida agora cobra gerenciamento de energia nas retas. A potência elétrica ganhou maior peso no conjunto híbrido, enquanto a aerodinâmica ativa passou a reduzir ou aumentar o arrasto em trechos específicos. O piloto já não vence apenas por frear tarde. Ele precisa saber quando preservar bateria, quando atacar e quando aceitar que a volta seguinte vale mais que a ultrapassagem imediata.

                          Esse raciocínio chega ao trânsito por outro caminho. Veículos de rua não precisam de modo de ataque, mas usam controle de tração, frenagem assistida e calibração eletrônica para impedir que uma decisão ruim vire acidente. A tecnologia faz o trabalho invisível: corta torque, corrige escorregamento, distribui força de frenagem e entrega estabilidade em piso irregular.

                          A telemetria virou idioma de equipe

                          Nas competições, telemetria não é enfeite de transmissão. Ela mostra pressão de freio, temperatura de pneus, consumo, velocidade mínima em curva, carga aerodinâmica e degradação volta a volta. Quando uma equipe antecipa a troca de pneus, ela não obedece a um palpite; lê a queda de desempenho antes que o colapso apareça na câmera.

                          A cidade moderna aprendeu algo parecido. Semáforos coordenados, radares, câmeras de fluxo e aplicativos de mobilidade partem do mesmo princípio: medir antes de reagir. Um corredor viário congestionado não melhora porque alguém “acha” que há trânsito. Ele melhora quando dados apontam gargalos, horários críticos e comportamentos repetidos de motoristas.

                          A Stock Car mostra o Brasil fora do laboratório perfeito

                          A tecnologia de corrida não vive apenas nos boxes da Fórmula 1. A Stock Car Pro Series mantém um calendário nacional em 2026, com etapas registradas pela Confederação Brasileira de Automobilismo em pistas como Curvelo, Cascavel, Interlagos e Goiânia. Esse mapa importa porque o Brasil testa pilotagem, engenharia e logística em autódromos de características muito diferentes. Cascavel cobra coragem em alta velocidade; Interlagos pune erro de acerto; Goiânia costuma castigar pneus e freios quando o calor aperta.

                          Esse contraste aproxima o automobilismo do trânsito brasileiro. Nossas vias também não são padronizadas. Há asfalto bom, remendo, chuva forte, faixa mal pintada e trecho urbano que vira pista de teste involuntária. Por isso a conversa sobre tecnologia viária precisa sair do catálogo do carro.

                          Apostas, leitura técnica e a armadilha do resultado óbvio

                          O público que acompanha a corrida com um olhar analítico percebe que uma prova começa antes da largada. Treino livre, classificação, desgaste de pneus, previsão de chuva, safety car provável e histórico de pit stops mudam a leitura de risco. No universo de sport bet, essa camada técnica pesa mais do que torcida, porque odds de vencedor, pódio, volta mais rápida e confronto direto entre pilotos reagem a pequenos sinais. A busca por sport bet Brasil cresceu junto com esse consumo de estatística, mas o apostador disciplinado separa informação útil de ruído emocional.

                          A lógica de probabilidade também aparece nos jogos de cassino quando o usuário entende a volatilidade, o RTP e o tamanho da sessão. Em vez de tratar a rodada como pressa, jogadores mais atentos observam mecânicas, limites e variações esperadas. O slot Sugar Rush, da Pragmatic Play, utiliza cluster pays, quedas em cascata e multiplicadores que permanecem em posições marcadas ao longo da sequência. O RTP oficial informado pelo provedor é de 96,50%, mas esse número não descreve a experiência de uma sessão curta nem elimina variação. A leitura correta é simples: orçamento fixo, aposta proporcional e nenhuma perseguição ao prejuízo após uma sequência seca.

                          Promoções exigem a mesma frieza que um chefe de equipe usa no rádio. O valor anunciado chama atenção, mas a regra que decide o custo real aparece em rollover, prazo, contribuição por tipo de jogo e verificação da conta. Um bônus de cassino só faz sentido quando o jogador entende se slots contam integralmente para os requisitos, se há limite de aposta e se o KYC precisa ser concluído antes do saque. Essa leitura reduz atrito e evita que o usuário confunda saldo promocional com dinheiro já disponível. No fim da sessão, a regra pesa mais que a embalagem.

                          O que a rua pode copiar da pista

                          A competição trabalha sob pressão, mas o trânsito precisa transformar essa pressão em prevenção. Algumas lições são diretas:

                          • Pneu é tecnologia ativa, não acessório. Sulco, calibragem e composto alteram frenagem e aquaplanagem.
                          • Freio pede rotina, porque fluido vencido e pastilha gasta ampliam distância de parada.
                          • Dados vencem impressão, seja no ajuste de uma asa traseira ou em avenida com sinistro recorrente.
                          • Manutenção preventiva custa menos que reação, e a pista prova isso a cada abandono por falha mecânica.

                          A imagem romântica do automobilismo fala de coragem. A prática fala de método. O piloto rápido parece livre, mas trabalha preso a limites estreitos: temperatura, aderência, consumo, tráfego, estratégia. O motorista comum tem menos glamour e mais responsabilidade. Quando entende isso, a rua deixa de ser palco de improviso e vira um sistema onde cada escolha técnica diminui a margem do erro.

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                          Radares precisam ser aferidos regularmente: entenda por que isso é obrigatório

                          ter, 30/06/2026 - 08:15
                          Fiscalização eletrônica de velocidade em Curitiba. Foto: Daniel Castellano / SMCS

                          Os radares de trânsito são frequentemente alvo de dúvidas entre os motoristas, especialmente quando o assunto envolve multas por excesso de velocidade. O que muita gente não sabe é que esses equipamentos não podem operar indefinidamente sem passar por verificações técnicas obrigatórias. Em todo o país, os medidores de velocidade precisam ser submetidos a aferições periódicas para garantir que estejam registrando os dados corretamente.

                          A exigência consta na Resolução 920/22 do Conselho Nacional de Trânsito e deve obedecer as normas técnicas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Ela vale para todos os equipamentos utilizados na fiscalização eletrônica de velocidade, independentemente do estado ou município onde estejam instalados.

                          Mais do que uma exigência burocrática, a medida busca assegurar que as autuações sejam baseadas em medições confiáveis. Além disso, que os equipamentos continuem cumprindo sua principal função: contribuir para a redução dos sinistros de trânsito.

                          Por que os radares precisam ser aferidos?

                          Os radares são equipamentos de medição e, como qualquer instrumento desse tipo, estão sujeitos a desgastes, interferências e alterações de funcionamento ao longo do tempo.

                          Por essa razão, a legislação determina que eles passem por verificações periódicas para confirmar que continuam registrando a velocidade dos veículos dentro dos padrões de precisão exigidos.

                          Além da aferição anual obrigatória, uma nova inspeção também deve ser realizada sempre que o equipamento passar por manutenção, reparos ou qualquer intervenção técnica que possa afetar seu desempenho. Ou seja, sem essa certificação, o radar não pode ser utilizado para fins de fiscalização.

                          Como funciona a aferição dos equipamentos?

                          O processo consiste na realização de testes comparativos entre a velocidade registrada pelo radar e a velocidade efetivamente desenvolvida por um veículo de teste equipado com instrumentos calibrados e rastreados pelo Inmetro.

                          Durante a verificação, são feitas diversas passagens em velocidades previamente definidas. Os dados coletados são então comparados com os registros realizados pelo radar.

                          Caso os resultados estejam dentro das margens técnicas permitidas, o equipamento é aprovado e continua em operação. Se forem identificadas inconsistências ou erros acima dos limites tolerados, o radar é reprovado. Nesse caso, ele deve ser retirado de funcionamento até que os problemas sejam corrigidos e uma nova aferição seja realizada.

                          O que diz a legislação?

                          Como dito anteriormente, os medidores de velocidade utilizados na fiscalização de trânsito devem atender simultaneamente às exigências metrológicas do Inmetro e às regras estabelecidas pelo Contran.

                          Isso significa que não basta apenas instalar o equipamento na via. Para que uma autuação seja considerada válida, o radar precisa estar devidamente homologado, aprovado pelo Inmetro e com a aferição dentro do prazo de validade.

                          A regularidade dessas verificações é um dos elementos que garantem a legitimidade das multas aplicadas por excesso de velocidade.

                          Fiscalização eletrônica vai além da aplicação de multas

                          Embora muitos motoristas associem os radares apenas à emissão de infrações, especialistas destacam que a principal finalidade desses equipamentos é reduzir comportamentos de risco.

                          Diversos estudos realizados ao longo dos anos mostram que a redução da velocidade média dos veículos está diretamente relacionada à diminuição da gravidade dos sinistros de trânsito.

                          Conforme o especialista em trânsito Celso Mariano, a discussão sobre radares muitas vezes acaba desviando o foco da questão principal. “Quando um radar funciona corretamente, ele protege tanto o cidadão quanto o poder público. O motorista tem a garantia de que não será penalizado por uma medição incorreta, enquanto o órgão de trânsito assegura que a fiscalização está sendo realizada dentro dos critérios técnicos exigidos”, explica.

                          De acordo com ele, a aferição periódica é uma etapa fundamental para a credibilidade do sistema.

                          “Não basta instalar o equipamento e deixá-lo operando indefinidamente. A fiscalização eletrônica precisa ser confiável. Por isso, os processos de verificação e certificação são tão importantes para a segurança viária e para a segurança jurídica das autuações”, acrescenta.

                          O que o motorista pode verificar?

                          Os condutores que desejam conferir a regularidade de um radar podem consultar informações disponibilizadas pelos órgãos de trânsito responsáveis pela fiscalização.

                          Em caso de autuação, também é possível verificar se o equipamento possuía certificação válida e aferição dentro do prazo exigido na data da infração.

                          Essas informações costumam integrar a documentação que dá suporte ao processo administrativo das multas.

                          Segurança viária depende de equipamentos confiáveis

                          Em um cenário em que o excesso de velocidade continua entre as principais causas dos sinistros mais graves nas vias brasileiras, garantir o funcionamento correto dos radares é uma medida que beneficia toda a sociedade.

                          A aferição periódica não serve apenas para validar multas. Ela também assegura que a fiscalização eletrônica cumpra seu papel de incentivar o respeito aos limites de velocidade, reduzir comportamentos perigosos e contribuir para a preservação de vidas no trânsito.

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