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Atualizado: 9 minutos 51 segundos atrás

Falta de fiscalização permite que 1 em cada 3 veículos circule irregularmente no Paraná

ter, 15/07/2025 - 18:00
Foto: José Fernando Ogura – AEN

Veículos em circulação sem condições mínimas de segurança, aliada à falta de uma fiscalização efetiva, são fatores cruciais que contribuem para os alarmantes índices de acidentes de trânsito no Paraná. De acordo com o Anuário Estatístico de 2023 do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), aproximadamente 2,65 milhões de veículos estão irregulares no estado. 

Esse número representa 30% da frota registrada, evidenciando falhas significativas no controle da segurança veicular. Os problemas não se limitam apenas à inadimplência, mas também englobam modificações não autorizadas, falta de inspeção e utilização de sistemas comprometidos, como freios, suspensões e componentes elétricos. 

Everton Pedroso, presidente da Associação Paranaense de Organismos de Inspeção (APOIA), destaca a gravidade da situação.

“É inaceitável que veículos com falhas mecânicas, adaptações ilegais ou documentação vencida continuem a circular livremente. Essa negligência institucional contribui diretamente para que o Brasil mantenha índices alarmantes de mortes no trânsito”, afirma. 

Entre as questões mais frequentes estão automóveis com componentes elétricos e mecânicos comprometidos, documentação vencida e que permanecem em circulação sem qualquer tipo de inspeção. O Detran-PR não informou os dados atualizados de 2025 porque, de acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a elaboração de um levantamento técnico completo sobre essas irregularidades leva cerca de 30 dias. 

GNV  

Um estudo realizado pela APOIA em 2024 identificou outro ponto preocupante: 32% dos veículos movidos a Gás Natural Veicular (GNV) no Paraná estão irregulares. Dos 35,8 mil veículos convertidos para esse tipo de combustível no Estado, mais de 11,5 mil apresentaram pendências legais ou técnicas.  

A pesquisa, baseada na análise de 500 placas em 31 postos de combustíveis da Grande Curitiba, revelou que 6.459 veículos estão com o selo de inspeção vencido e outros 5.096 circulam sem qualquer registro no Detran-PR, configurando instalações clandestinas. “Houve avanço desde 2017, quando apenas 54% da frota estava regularizada. Em 2024, esse número chegou a 68%, mas ainda é preocupante o volume de veículos fora dos padrões de segurança”, explica Pedroso. 

Selo obrigatório ignorado

No Paraná, a Lei Estadual 18.981/2017 exige que os postos de combustíveis só abasteçam veículos GNV mediante apresentação do selo de regularidade. Mas a fiscalização, alerta Pedroso, é praticamente inexistente. “Faltam ações coordenadas para fiscalizar os postos, que deveriam recusar o abastecimento de veículos irregulares. Essa negligência amplia o risco de acidentes, inclusive com vítimas”, pontua. 

Ele cita um caso recente no Rio de Janeiro, onde duas pessoas morreram após a explosão de um cilindro de GNV em um posto de combustível que não correspondia ao equipamento aprovado na inspeção. “Esse é o tipo de tragédia que poderia ser evitada com um mínimo de fiscalização”, ressalta. 

Outro fator de risco apontado é a idade média da frota de carros com GNV, que ultrapassa 11 anos. “Veículos antigos têm mais chances de apresentar falhas em sistemas de alta pressão, como os usados para gás”, alerta o presidente da APOIA. Ele lembra que a instalação do kit GNV deve ser feita exclusivamente por oficinas credenciadas pelo Inmetro, com inspeção técnica e emissão do Certificado de Segurança Veicular (CSV). 

“O Estado precisa assumir que a negligência com veículos irregulares tem consequências diretas nas mortes no trânsito. Insistir na omissão é compactuar com o risco”, conclui Pedroso. 

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O que muda no trânsito com as férias escolares?

ter, 15/07/2025 - 13:30
Entender esse novo cenário é essencial para evitar acidentes e garantir um período de descanso mais tranquilo para todos. Foto: ArkadijSchell para Depositphotos

Com a chegada das férias escolares de julho, o trânsito brasileiro passa por mudanças significativas — tanto nas cidades quanto nas estradas. Menos veículos nos horários de pico, maior circulação de pedestres em áreas de lazer e o aumento do movimento nas rodovias são apenas algumas das transformações que impactam diretamente a segurança viária. Entender esse novo cenário é essencial para evitar acidentes e garantir um período de descanso mais tranquilo para todos.

De acordo com especialistas, embora a redução de veículos nas vias urbanas traga certo alívio ao tráfego em horários tradicionalmente críticos, o período exige adaptações no comportamento de motoristas, ciclistas e pedestres.

“É um erro achar que, só porque o trânsito está mais leve, podemos relaxar na atenção. As férias trazem novos desafios, como o aumento da circulação de crianças e adolescentes, muitas vezes desacompanhados de adultos, e um tráfego mais intenso em regiões turísticas”, alerta Celso Mariano, especialista em educação para o trânsito e diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata.

Veja também Segurança Especialista alerta sobre os riscos de não usar o cinto de segurança no banco traseiro Segurança Uso de cadeirinha reduz risco de mortes de crianças em sinistros em até 70% Fiscalização e Legislação Lei da Cadeirinha não mudou em 2025 – regras já estão em vigor desde 2021 Nas cidades: menos congestionamento, mais vulneráveis nas ruas

O fechamento das escolas afeta diretamente os padrões de mobilidade urbana. Os deslocamentos de ida e volta às instituições de ensino, que representam uma parte significativa do trânsito nos horários de pico, especialmente nas grandes cidades, deixam de ocorrer. O resultado é uma aparente fluidez maior nas vias.

“Na prática, isso muda o ritmo da cidade”, observa Celso Mariano. “Motoristas percebem menor lentidão e, muitas vezes, se sentem mais à vontade para acelerar. Mas esse comportamento pode ser perigoso, já que há mais crianças nas calçadas, atravessando ruas para ir a parques, cinemas, shoppings ou mesmo andando de bicicleta”, aponta.

O uso do transporte público também sofre alterações. Linhas que atendem diretamente escolas registram queda no número de passageiros, enquanto linhas voltadas a áreas comerciais e de lazer podem ter aumento de demanda. Os gestores de trânsito, inclusive, costumam ajustar o funcionamento de semáforos e transportes coletivos nesse período, para atender à nova realidade.

Além disso, em muitas cidades, ocorrem obras e manutenções aproveitando o menor fluxo. Essas intervenções podem causar interdições temporárias e exigir atenção redobrada por parte dos condutores.

Nas estradas: aumento do fluxo e maior risco de sinistros

Se nas cidades o trânsito tende a ficar mais leve, nas rodovias o movimento se intensifica. Viagens em família, excursões e deslocamentos para cidades do interior ou pontos turísticos geram aumento considerável no tráfego intermunicipal e interestadual, especialmente nos finais de semana.

De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o mês de julho está entre os períodos com maior número de sinistros em rodovias, sobretudo envolvendo veículos de passeio. O excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, fadiga ao volante e falta de revisão veicular estão entre os fatores mais comuns que levam a acidentes. “O planejamento da viagem é fundamental”, reforça Celso Mariano.

“É preciso cuidar da manutenção do veículo, revisar pneus, freios, luzes, além de respeitar os limites de velocidade e os períodos de descanso. Famílias que viajam com crianças devem garantir o uso correto de cadeirinhas e dispositivos de retenção”, orienta.

Além do risco de acidentes, o aumento do fluxo nas estradas pode gerar lentidão em trechos críticos, pedágios e acessos a regiões turísticas. A recomendação é evitar horários de pico, como as manhãs de sábado e tardes de domingo, e consultar previamente as condições das rodovias.

Cuidados especiais com crianças

As férias também trazem maior exposição das crianças ao trânsito, especialmente nos bairros residenciais. Muitas brincam nas calçadas, andam de bicicleta nas ruas ou circulam sozinhas por pequenos trechos. Isso exige atenção extra dos condutores, mesmo em ruas tranquilas.

“Motoristas devem reduzir ainda mais a velocidade em áreas residenciais e escolares, mesmo que estejam sem aula. Uma bola que escapa ou uma bicicleta que surge de repente pode significar uma tragédia se não houver prudência”, explica Celso Mariano.

Já os pais e responsáveis devem reforçar com as crianças orientações básicas de segurança, como olhar para os dois lados ao atravessar a rua, utilizar passarelas e faixas de pedestres, e nunca correr entre os carros.

Conscientização e responsabilidade coletiva

As mudanças no trânsito durante as férias escolares são temporárias, mas os efeitos de atitudes irresponsáveis podem ser permanentes. Por isso, a educação para o trânsito e o respeito às normas continuam sendo os pilares da segurança viária.

“Trânsito seguro não é uma questão de sorte. É o resultado de escolhas conscientes. As férias são um momento de descanso e lazer, mas também de atenção e cuidado, principalmente quando estamos ao volante”, conclui Celso Mariano.

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Buzina não é brinquedo: por que o uso indevido é uma infração que coloca todos em risco

ter, 15/07/2025 - 08:15
A buzina foi projetada para ser um recurso de alerta e não uma ferramenta de intimidação ou impaciência. Foto: ndefender para Depositphotos

No trânsito, cada som tem sua função. A buzina, por exemplo, foi projetada para ser um recurso de alerta e não uma ferramenta de intimidação ou impaciência. Apesar disso, o que se vê nas ruas é um uso cada vez mais abusivo desse dispositivo — com destaque para túneis e áreas urbanas densas, onde o barulho se multiplica e pode causar mais confusão do que solução.

O que diz a legislação sobre buzinar em túneis

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é claro: o uso da buzina deve respeitar normas específicas. O artigo 227 proíbe expressamente a utilização em locais e horários vetados por sinalização e em desacordo com as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Penalidade:

  • Infração leve;
  • Multa de R$ 88,38;
  • 3 pontos na CNH.

Nos túneis, o reforço da proibição ocorre através de placas de sinalização específicas. Portanto, quando o motorista buzina nesses locais, desrespeita diretamente uma ordem clara de trânsito, o que configura infração autônoma.

Por que buzinar em túneis é mais grave do que parece

Quem já passou por um túnel com tráfego intenso sabe: o ambiente é fechado, barulhento e com pouca ventilação. Agora imagine o som estridente de uma buzina reverberando nas paredes de concreto — o impacto é imediato, assustador e, muitas vezes, perigoso. Veja os principais riscos:

  • Amplificação sonora: o som se propaga com muito mais intensidade, gerando incômodo e confusão entre motoristas e passageiros;
  • Possibilidade de sustos: ruídos inesperados podem causar reações bruscas, principalmente em condutores menos experientes ou em situações de estresse, provocando colisões ou freadas perigosas;
  • Prejuízo à comunicação de emergência: buzinas constantes podem mascarar alertas importantes, como sirenes de ambulâncias, alarmes de incêndio ou orientações sonoras do próprio túnel.
Quando a buzina é permitida

O CTB permite o uso da buzina apenas em duas situações:

  1. Advertência breve e em local permitido, para evitar acidentes;
  2. Alerta a outros usuários em caso de risco iminente, como quando um pedestre atravessa inesperadamente na frente do veículo.

Fora desses contextos, buzinar é desnecessário e, muitas vezes, contraproducente. Em emergências, o uso de luzes — como faróis ou pisca-alerta — é uma alternativa menos invasiva e igualmente eficaz.

Uso abusivo da buzina nas cidades: um problema crescente

Além dos túneis, há outro cenário cada vez mais comum nos centros urbanos: o uso indiscriminado da buzina como forma de expressão de impaciência ou “pressa”. Motoristas que buzina ao menor sinal de lentidão no trânsito, ao esperar pedestres, ou até em frente a hospitais, mostram um desrespeito à função do equipamento e às normas de convivência.

Entre os protagonistas desse cenário, destaca-se um comportamento recorrente: motociclistas que fazem uso abusivo da buzina para forçar passagem, mesmo em situações sem justificativa de risco. Embora muitos utilizem esse recurso como forma de se tornarem mais visíveis no trânsito — algo compreensível em alguns contextos — a insistência em buzinar em corredores, sinais vermelhos ou vias congestionadas aumenta o estresse coletivo e fere o espírito da boa convivência no trânsito.

Poluição sonora também é uma questão de saúde pública

O barulho excessivo das buzinas não gera apenas incômodo: ele afeta a saúde física e mental de quem convive com o trânsito urbano. Estudos mostram que ruídos constantes podem elevar os níveis de estresse, ansiedade e até pressão arterial, especialmente em grandes cidades. Portanto, usar a buzina com consciência também é uma forma de contribuir com a qualidade de vida da comunidade.

Educação e fiscalização: caminhos para mudar esse cenário

A buzina não deve ser vista como uma extensão do temperamento do condutor. Ela existe para situações específicas de perigo. É preciso combater o uso errado — seja em túneis, seja nas ruas — com campanhas educativas, mas também com fiscalização efetiva.

É essencial que os condutores compreendam que o silêncio também é parte da segurança viária. O trânsito não é lugar para desabafo sonoro, e o excesso de ruído só contribui para tornar as cidades menos humanas e mais caóticas.

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Mais de 25 milhões de motoristas brasileiros precisam usar óculos ou lentes ao dirigir

seg, 14/07/2025 - 13:30
A restrição “A” na CNH não impede a condução, mas obriga o motorista a utilizar lentes corretivas sempre que estiver dirigindo. Foto: Krakenimages.com para Depositphotos

A visão é responsável por mais de 90% das informações necessárias para uma condução segura. Por isso, cuidar da saúde ocular vai muito além de enxergar bem — é uma questão de segurança no trânsito. Nos últimos 10 anos, o número de condutores com obrigatoriedade de usar óculos ou lentes corretivas para dirigir quase dobrou no Brasil.

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego do Rio Grande do Sul (ABRAMET/RS), com base em dados oficiais, o número de habilitações com restrição “A” — que obriga o uso de lentes corretivas — passou de 14,4 milhões em 2014 para 25,4 milhões em 2024. Um aumento de 77% em uma década.

O dado acende um alerta para a importância dos exames oftalmológicos periódicos, especialmente diante de fatores que podem comprometer a saúde dos olhos, como o envelhecimento da população, o uso excessivo de telas (celulares e computadores) e o aumento de doenças crônicas que afetam a visão.

Segundo o presidente da ABRAMET/RS, Ricardo Hegele, a má visão está associada a reações tardias, erros de percepção e dificuldades para ler placas e sinalizações, principalmente à noite ou em situações de baixa luminosidade.

“O cuidado com os olhos previne sinistros, inclusive os mais graves. É fundamental reconhecer os sinais de perda visual e buscar avaliação médica regularmente”, explica.

Saúde ocular também é fator decisivo nos exames da CNH

Entre os candidatos à primeira habilitação, a avaliação oftalmológica é, historicamente, a principal causa de inaptidão nos exames de aptidão física e mental. A baixa acuidade visual, a redução do campo de visão e até a dificuldade de recuperação após o ofuscamento são fatores que podem levar à reprovação no exame médico.

A restrição “A” na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) não impede a condução, mas obriga o motorista a utilizar lentes corretivas sempre que estiver dirigindo. O descumprimento dessa exigência é considerado infração gravíssima, com multa e pontos na CNH.

Situação no Rio Grande do Sul reflete tendência nacional

O Rio Grande do Sul acompanha o crescimento expressivo registrado no país. Entre 2015 e junho de 2025, o número de motoristas com restrição “A” no estado aumentou 37,5%, saltando de 1.154.691 para 1.588.257 habilitados. Isso representa mais de 433 mil novos motoristas com exigência de uso de óculos ou lentes de contato ao volante.

Confira a evolução ano a ano no RS:

AnoCondutores com restrição “A”20151.154.69120161.204.70820171.262.20320181.328.07420191.249.84020201.288.11220211.335.16420221.409.04920231.487.11820241.556.6012025 (até junho)1.588.257

A ABRAMET/RS ressalta que os números estaduais refletem uma realidade comum em todo o país, e reforça a importância da educação em saúde ocular para motoristas de todas as idades.

Veja também Segurança Idosos no trânsito: os desafios de quem dirige (ou atravessa a rua) na terceira idade Fiscalização e Legislação Imprudência e distrações no trânsito: veja os principais riscos e como evitar acidentes Fiscalização e Legislação Multas por câmeras de videomonitoramento: o que pode (e o que não pode) ser fiscalizado? Por que cuidar da visão é fundamental no trânsito?
  • Prevenção de sinistros: uma visão inadequada compromete a capacidade de reagir rapidamente e de interpretar corretamente o ambiente de circulação.
  • Consciência sobre a correção visual: utilizar óculos ou lentes de grau não é apenas uma recomendação médica — é um dever legal e um fator decisivo para a direção segura.
  • Promoção da saúde preventiva: condutores devem realizar exames oftalmológicos regularmente, mesmo que não percebam sinais claros de alteração visual.
Direção segura começa pelos olhos

A direção veicular exige atenção, reflexo e percepção — todas essas habilidades estão diretamente ligadas à boa visão. Em um cenário onde o número de condutores com deficiência visual cresce de forma significativa, manter os exames oftalmológicos em dia e respeitar a obrigatoriedade do uso de lentes corretivas são atitudes que salvam vidas.

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CRLV 2025 em dia: como saber se seu veículo está regularizado?

seg, 14/07/2025 - 08:15
Com poucos cliques, é possível verificar pendências, pagar eventuais débitos e emitir o CRLV-e sem sair de casa. Foto: Divulgação Detran/RS

Com o avanço da digitalização dos serviços públicos, ficou mais fácil verificar se o CRLV 2025 do seu veículo está em dia. Mesmo assim, muitos proprietários de veículos ainda têm dúvidas sobre como realizar essa checagem — e sobre os riscos de circular com o documento vencido. A boa notícia é que é possível realizar todo o processo online e de forma gratuita.

O licenciamento anual é obrigatório para todos os veículos em circulação. É por meio dele que o proprietário obtém o CRLV-e (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo), documento que comprova que o automóvel está em conformidade com a legislação de trânsito.

Documento só é emitido após quitação de débitos

Um dos principais equívocos de motoristas é acreditar que basta pagar a taxa de licenciamento para ter o documento liberado. Na prática, a emissão do CRLV-e só acontece se todos os débitos vinculados ao veículo estiverem quitados, incluindo:

  • IPVA do ano vigente;
  • Taxa de licenciamento;
  • Multas vencidas;
  • Eventuais restrições administrativas ou judiciais.

Ou seja, mesmo que o pagamento do licenciamento tenha sido feito, a presença de qualquer pendência impede a emissão do documento.

Onde consultar a situação do licenciamento

É possível fazer a verificação em poucos minutos. Os principais canais oficiais são:

  • Site do Detran do estado onde o veículo está registrado;
  • Aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT), vinculado à conta Gov.br;
  • Portal de Serviços da Senatran, no endereço servicos.serpro.gov.br.

Em todos os casos, é necessário informar os dados do veículo, como número do Renavam e placa, para ter acesso à situação atualizada.

Emissão do CRLV-e: digital, rápida e com validade legal

Após a quitação de todos os débitos e compensação bancária, libera-se o documento eletronicamente. Ele pode ser:

  • Visualizado e baixado no aplicativo da CDT;
  • Emitido em PDF no site do Detran estadual ou no portal da Senatran;
  • Impresso em papel A4 comum, com o QR Code visível — a versão física é opcional, mas válida em todo o território nacional.

O processo costuma ser rápido, especialmente quando o pagamento é feito via Pix, o que reduz o tempo de compensação para poucas horas.

Veja também Documentação CRLV 2025: como emitir o documento online Notícias IPVA atrasado? Veja como resolver antes que a dívida cresça! Documentação Licenciamento 2025: o que você precisa saber para pagar e emitir o CRLV Atenção ao calendário de vencimentos

Cada estado define um cronograma próprio para o licenciamento, de acordo com o final da placa do veículo. Por isso, é essencial acompanhar os prazos no site oficial do Detran da sua região. Em muitos estados, o calendário começa a valer a partir de abril e segue até dezembro, variando conforme o número final da placa.

Circular sem licenciamento é infração gravíssima

A falta do CRLV 2025 em dia é uma das infrações mais severas previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Conforme o artigo 230, inciso V, dirigir veículo que não esteja licenciado configura infração gravíssima, com as seguintes penalidades:

  • Multa de R$ 293,47;
  • 7 pontos na CNH;
  • Retenção do veículo, que só é liberado após a regularização.
Regularização é simples e evita dores de cabeça

Manter o licenciamento em dia é mais do que uma obrigação legal: é uma medida de responsabilidade e segurança. Com poucos cliques, é possível verificar pendências, pagar eventuais débitos e emitir o CRLV-e sem sair de casa.

Para quem ainda tem dúvidas, o Portal do Trânsito reforça: não há necessidade de intermediários para o licenciamento anual. Todos os procedimentos estão disponíveis nos canais oficiais, de forma gratuita e acessível.

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Inteligência Artificial promete revolucionar o atendimento e as vendas nas autoescolas

dom, 13/07/2025 - 13:30
O workshop do dia 16/07 representa uma excelente oportunidade para que autoescolas conheçam ferramentas de Inteligência Artificial. Foto: Divulgação

O uso da inteligência artificial (IA) deixou de ser uma tendência distante e passou a ser uma necessidade estratégica para empresas que desejam se manter competitivas. No setor de trânsito, especialmente para autoescolas, essa transformação já começou — e promete ser ainda mais intensa em 2025.

Com foco em acelerar resultados e facilitar a rotina das autoescolas, a Top IA — agência especializada em soluções baseadas em IA — vai realizar um workshop online e gratuito no dia 16 de julho, às 19h, exclusivo para gestores e profissionais do setor. A proposta é mostrar, de forma prática, como a tecnologia pode ser aplicada em atendimento, marketing e vendas, com resultados reais.

“É uma oportunidade para quem quer automatizar processos, melhorar o relacionamento com clientes e aumentar o faturamento, tudo isso com menos esforço e mais eficiência”, afirma a equipe da Top IA.

A live, que será transmitida gratuitamente, ensinará como utilizar a IA para criar atendimentos 24 horas por dia, sete dias por semana, usando canais como WhatsApp, Instagram e Facebook. Os interessados já podem garantir vaga e acessar o grupo exclusivo para receber o link da transmissão: Clique aqui para participar.

Veja também CFCs Campanha nacional mobiliza CFCs em defesa da exclusividade na formação de condutores Maio Amarelo Autoescolas podem ir além da formação: o papel estratégico na construção de um trânsito mais seguro CFCs Autoescolas avançam em debate na Câmara para aprimorar formação de condutores Funcionários digitais: atendimento automatizado e personalizado

Um dos principais serviços da Top IA é a criação de “Funcionários Digitais”, que simulam o atendimento humano com respostas instantâneas e personalizadas. Esses atendentes virtuais aprendem os processos internos da empresa, replicam o tom de voz da marca e estão sempre disponíveis, sem pausas ou limitações de horário comercial.

Além disso, os Funcionários Digitais são capazes de:

  • Enviar mensagens automáticas após o atendimento
  • Disparar lembretes, cobranças e pesquisas de satisfação
  • Atualizar cadastros e registrar follow-ups
  • Notificar membros da equipe internamente
  • Integrar-se ao CRM, redes sociais e plataformas de venda

Essa automação proporciona uma série de vantagens frente ao modelo tradicional, que depende exclusivamente de funcionários humanos e está sujeito a limitações como horário de trabalho, cansaço e custos com encargos trabalhistas.

CRM, marketing e prospecção integrados

Outro diferencial da Top IA é a capacidade de integrar todos os pontos de contato com o cliente em uma única plataforma. O CRM próprio da empresa centraliza atendimentos, leads, histórico de interações e permite uma gestão eficaz do funil de vendas.

A agência também oferece soluções completas de:

  • Tráfego pago com campanhas no Google e Meta
  • Gestão de conteúdo para redes sociais
  • Prospecção ativa com fluxos automatizados de abordagem
  • Criação de sites, landing pages e aplicativos personalizados
  • Produção de imagens e vídeos com inteligência artificial

Com essa abordagem integrada, o objetivo é reduzir a carga operacional das equipes, aumentar a produtividade e melhorar a experiência do cliente, desde o primeiro contato até a matrícula no curso.

Tecnologia a serviço da transformação nas autoescolas

As mudanças de comportamento do consumidor, especialmente entre os mais jovens, exigem das autoescolas uma nova postura digital. Atendimento imediato, presença constante nas redes e processos ágeis se tornaram requisitos básicos para conquistar e fidelizar alunos.

“Automatizar não significa deixar de lado o atendimento humanizado. Pelo contrário: é garantir que o cliente receba atenção rápida e personalizada, mesmo fora do horário comercial. A IA permite isso com excelência”, explica a equipe da Top IA.

O workshop do dia 16/07 representa uma excelente oportunidade para que autoescolas conheçam essas ferramentas e descubram como aplicá-las no cotidiano da empresa, sem precisar dominar tecnologia ou investir em infraestrutura complexa.

Serviço

  • O quê: Workshop gratuito sobre Inteligência Artificial para Autoescolas
  • Quando: 16 de julho (terça-feira), às 19h
  • Onde: Online — link será enviado pelo grupo exclusivo no WhatsApp
  • Inscrição gratuita: Clique aqui para garantir sua vaga

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Ultrapassagens proibidas seguem entre os maiores riscos nas rodovias brasileiras durante as férias

dom, 13/07/2025 - 08:15
O objetivo é reduzir a violência no trânsito durante o mês de julho, período em que há aumento no fluxo de veículos nas estradas. Foto: Divulgação PRF

Com o aumento do fluxo de veículos nas rodovias durante o período de férias escolares, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificou a fiscalização em pontos estratégicos de todo o país. O foco está em coibir comportamentos de risco, como ultrapassagens irregulares, excesso de velocidade e embriaguez ao volante, que seguem entre as principais causas de sinistros com mortes nas estradas federais.

Em Goiás, por exemplo, as primeiras ações da Operação Férias 2025 revelaram um dado alarmante: quase mil ultrapassagens proibidas foram flagradas em apenas cinco dias no trecho norte da BR-153 — uma rodovia de pista simples e tráfego intenso, com histórico de colisões frontais letais.

O número chamou a atenção da PRF e reforça um alerta que vale para todo o território nacional. A ultrapassagem indevida continua sendo uma das infrações mais perigosas e letais nas estradas brasileiras.

“Esses dados evidenciam que ainda há muitos condutores desrespeitando regras básicas de segurança, colocando suas vidas e a de outros em risco. Nossa missão é preservar vidas, mas é fundamental que cada cidadão também faça a sua parte”, destacou o superintendente da PRF em Goiás, Evandro Dalton Martins.

Cenário nacional preocupa

A preocupação não é restrita a um estado. Dados preliminares da PRF em 2025 já indicam aumento na gravidade dos acidentes em diversas rodovias federais, especialmente nas regiões com maior densidade de tráfego turístico durante as férias.

De janeiro a junho deste ano, houve o registro de mais de 100 mortes nas BRs que cortam apenas o estado de Goiás. Ou seja, isso representa um aumento de mais de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. Em âmbito nacional, a tendência é semelhante, com elevação nos números de sinistros graves e nas ocorrências envolvendo imprudência em ultrapassagens.

A colisão frontal, quase sempre associada a ultrapassagens mal calculadas, é considerada pela PRF uma das ocorrências com maior potencial de morte imediata.

“Respeite a Linha”: fiscalização e educação viária

Como parte da Operação Férias, a PRF realizou a ação temática “Respeite a Linha”, que concentra esforços no combate às ultrapassagens em locais proibidos ou com baixa visibilidade. A ação, que começou em Goiás, acontecerá em outras regiões do país. Isso ocorrerá, principalmente nos trechos de rodovias de pista simples, onde a infração costuma ocorrer com mais frequência.

A operação combina fiscalização ostensiva com ações educativas, como abordagens orientativas, distribuição de materiais e uso de tecnologias como drones, câmeras inteligentes e painéis móveis de alerta. O objetivo é não apenas punir, mas conscientizar os condutores sobre o risco das escolhas que fazem ao volante.

Segundo especialistas em segurança viária, o comportamento dos motoristas é um fator determinante para a redução de sinistros. Para o especialista em trânsito Celso Mariano, do Portal do Trânsito, ações como essas precisam ser contínuas e integradas.

“Não basta fiscalizar: é preciso informar, educar e envolver o condutor na responsabilidade que ele carrega ao dirigir. Ultrapassar exige não apenas domínio técnico, mas também bom senso e respeito à vida. O problema é que muitos tratam a direção como um desafio pessoal, e não como uma tarefa de convivência no espaço público”, observa Mariano.

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Durante o mês de julho, o fluxo nas rodovias tende a aumentar em todas as regiões, especialmente em destinos turísticos e em corredores de ligação entre capitais e cidades do interior. Com isso, cresce também a exposição a riscos — especialmente em rodovias de pista simples, mal sinalizadas ou com fluxo misto de veículos leves e pesados.

A PRF orienta que os motoristas redobrem a atenção, evitem viagens noturnas, respeitem os limites de velocidade e só realizem ultrapassagens quando houver segurança e permissão legal. Dados da corporação apontam que, a cada 10 ultrapassagens proibidas flagradas, pelo menos uma tem potencial para gerar colisão grave.

Operações seguem até o fim do mês

A Operação Férias da PRF segue ativa até o final de julho, com reforço no policiamento nas principais rodovias federais do país. A atuação será intensificada nos finais de semana e feriados prolongados, justamente quando há maior circulação de famílias e turistas.

Além da fiscalização e das campanhas de conscientização, a PRF conta com o apoio de parcerias locais e do Ministério dos Transportes para melhorar a sinalização, identificar pontos críticos e propor melhorias de infraestrutura que possam prevenir acidentes.

Dicas da PRF para uma viagem segura:
  • Faça revisão completa do veículo antes de pegar a estrada;
  • Planeje o trajeto com antecedência e evite horários de pico;
  • Respeite a sinalização e os limites de velocidade;
  • Mantenha distância segura do veículo à frente;
  • Jamais ultrapasse em locais proibidos ou sem visibilidade;
  • Não dirija com sono, após ingerir álcool ou sob efeito de medicamentos sedativos.

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Aumento nas vendas de blindados reflete a busca por mais segurança nas cidades

sab, 12/07/2025 - 13:30
É preciso estar atento ao entorno sempre que estacionar o carro e fazer tudo de forma célere para não se expor às situações de vulnerabilidade. Foto: iStock

A blindagem de carros tem se tornado algo muito mais recorrente do que ocorria anos atrás. O crescimento do serviço no Brasil, batendo recordes pelo quarto ano consecutivo, segundo a Associação Brasileira de Blindagem, a Abrablin, é um indicativo desta nova realidade. Somente em 2024 foram quase 35 mil veículos que receberam blindagem, colocando o Brasil como o país com mais carros blindados no mundo.

Hoje, são cerca de 400 mil veículos à prova de bala no país, com um crescimento expressivo principalmente na região Nordeste, com Ceará e Pernambuco liderando o número de blindagens. Para o presidente da Abrablin, Marcelo SIlva, a insegurança fez com que o perfil do consumidor de veículo blindado mudasse.

A mudança do perfil do consumidor de carro blindado

O mercado deixou de contemplar somente os carros de luxo para chegar também ao motorista de carros discretos.

Segundo Silva, “às vezes, a pessoa tem um poder aquisitivo para comprar um carro mais luxuoso importado, que dá um pouco mais de status, [mas] opta em comprar um carro mais barato, que tem aquilo que ele precisa, e a diferença [do valor] ele blinda”.

Mais carros blindados circulando nas ruas também representam mais blindados usados no mercado. A busca por estes veículos tem crescido nas plataformas de vendas. A plataforma WebMotors, por exemplo, contabilizou um aumento de 15% na procura por seminovos blindados somente no primeiro quadrimestre de 2025. 

Ao mesmo tempo, a blindagem de seminovos também tem aumentado. Somente no primeiro trimestre de 2025, houve um salto de 30% na blindagem deste tipo de veículo. O salto tecnológico nos materiais utilizados na blindagem permitiu que carros mais antigos recebessem a proteção, algo pouco praticado até pouco tempo atrás.

Estas são opções que cabem no bolso do público que não é o de luxo e que sente a necessidade de ter um veículo à prova de balas. Silva destaca que o perfil do consumidor de carros blindados não é mais somente aquele pertencente à classe A, mas também o consumidor de classe média, muito por conta da tecnologia que barateia o acesso ao serviço.

Uma blindagem custa em torno de R$ 80 mil na sua forma mais básica. São três os níveis de blindagem permitidos no Brasil para uso civil. O primeiro nível oferece proteção contra armas de fogo de calibres entre 22 e 38; o segundo, proteção contra munições de 9 mm e de revólveres como o Magnum 35; já o terceiro nível permitido suporta disparos de revólveres Magnum 44 e até submetralhadoras Uzi. Este custa cerca de R$ 100 mil.

Há também a blindagem contratada no momento da compra de um carro zero na concessionária, sem prejuízo da garantia do veículo. Muitas montadoras disponibilizam este serviço. Marcas como Toyota, Jeep, BMW e Volkswagen lideram, sendo seguidas pelos elétricos, como da chinesa BYD, colocando o segmento como uma aposta para o futuro.

Veja também Segurança Estado emocional e segurança no trânsito: a influência das emoções no risco de sinistros Segurança Veja como manter uma distância segura de outros veículos Segurança Condições adversas no trânsito: como identificar e agir diante dos riscos Cuidados com manutenção

Antes, as placas de blindagem adicionavam um peso extra ao veículo, o que ocasionava desgaste excessivo e prematuro de diversas peças dos conjuntos mecânicos. Consequentemente, o custo com a manutenção de carros blindados era maior. Hoje, as placas pesam menos, o que não compromete tanto as peças e a estrutura do veículo.

Contudo, os cuidados devem existir. Pode ser que com o tempo entre ar entre as camadas de vidro e a blindagem, em janelas e para-brisa, por exemplo. Neste caso, é preciso fazer trocas. No mais, é importante dar atenção maior que o normal para câmbio, motor, freios e suspensão, que são as partes que sofrem mais com o peso adicionado.

Em se tratando de carros elétricos, é fundamental que a manutenção seja feita em oficinas especializadas. Os elétricos exigem cuidados especiais, por conta dos seus componentes sofisticados e mais sensíveis. Até mesmo partículas metálicas em suspensão podem prejudicar os componentes, o que demanda um ambiente controlado.

No mais, a blindagem de carros tem se tornado uma alternativa para ter mais segurança, principalmente nas grandes cidades. Ainda assim, não resolve o problema de furtos, por exemplo. É preciso estar atento ao entorno sempre que estacionar o carro e fazer tudo de forma célere para não se expor às situações de vulnerabilidade.

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Deputado propõe autoescola profissional gratuita para pessoas de baixa renda

sab, 12/07/2025 - 08:15
O programa atenderia, prioritariamente, pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Foto: Preto_perola para Depositphotos

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2599/2025, de autoria do deputado Marcos Tavares (PDT/RJ), que institui o Programa Nacional de Autoescola Profissional Gratuita (PNAPG). A proposta tem como objetivo assegurar o acesso universal e gratuito à formação e qualificação de condutores profissionais, com financiamento público, promovendo a inclusão produtiva, a valorização da mão de obra, a segurança viária e o desenvolvimento econômico sustentável.

O programa atenderia, prioritariamente, pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), além de jovens em busca do primeiro emprego, mulheres chefes de família, pessoas com deficiência com condições de exercer atividade profissional e trabalhadores informais em processo de formalização.

O que o programa prevê

O PNAPG prevê a oferta gratuita tanto para a primeira habilitação nas categorias A, B, C, D e E, quanto para cursos especializados e profissionalizantes exigidos pela legislação vigente. Entre os cursos previstos estão:

  • Transporte Escolar
  • Transporte Coletivo de Passageiros
  • Transporte de Produtos Perigosos (MOPP)
  • Transporte de Cargas Indivisíveis
  • Transporte de Emergência (ambulância)

Esses cursos estão regulamentados pela Resolução nº 789/2020 do Contran e são obrigatórios para o exercício de diversas atividades profissionais ligadas ao transporte.

A formação deverá seguir os requisitos técnicos e pedagógicos definidos pelos órgãos competentes, como o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). O texto do projeto também prevê o uso de metodologias inclusivas, com recursos de acessibilidade e adaptação às necessidades dos beneficiários.

Fontes de financiamento

O financiamento do programa poderá ocorrer por meio de diversas fontes, com destaque para o Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito (FUNSET) — previsto no artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro —, que permite o uso de parte das receitas de multas em ações educativas e de segurança viária.

Outras fontes de financiamento previstas são:

  • Emendas parlamentares
  • Convênios e parcerias com órgãos públicos e privados
  • Recursos adicionais previstos em legislação

A União poderá transferir recursos aos estados, Distrito Federal e municípios, por meio de convênios, para viabilizar a execução descentralizada do programa.

Execução e avaliação

Segundo o projeto, a coordenação do PNAPG será feita pelo Ministério dos Transportes, em articulação com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, os Detrans e as Secretarias Municipais de Transporte, Trabalho, Educação ou equivalentes.

Um relatório anual deverá ser publicado pelo Ministério dos Transportes, contendo:

  • Número de beneficiários atendidos
  • Recursos aplicados
  • Indicadores de desempenho, incluindo impacto na formalização profissional e na redução de acidentes de trânsito
Justificativa do projeto da autoescola gratuita

Na justificativa, o autor argumenta que os altos custos da habilitação e dos cursos especializados são um entrave para milhões de brasileiros que desejam ingressar no setor formal de transportes.

Segundo o texto, o processo de habilitação pode superar R$ 5 mil, enquanto cursos especializados exigidos por lei podem ultrapassar R$ 1.500 por módulo.

Dados citados no projeto da autoescola gratuita, como os da FGV Social (2023) e do IBGE, mostram que uma parcela significativa da população vive com baixa renda e enfrenta dificuldades de acesso à qualificação profissional exigida para atuação regularizada em áreas como transporte individual, entregas e transporte coletivo.

A proposta também se alinha a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. São destaques:

  • ODS 4 – Educação de qualidade
  • ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico
  • ODS 10 – Redução das desigualdades
  • ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis

Se aprovado, o projeto determina que o Poder Executivo terá 180 dias para regulamentar a nova lei. Nesse tempo deverá definir critérios de seleção dos beneficiários, procedimentos de execução e parâmetros de fiscalização e avaliação.

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Cidadania em movimento: do carrinho de compras à direção responsável

sex, 11/07/2025 - 18:00
No fim das contas, civilidade é isso: agir corretamente mesmo quando ninguém está olhando. Foto: Mark800 para Depositphotos

Bianca Monteiro *

No trânsito, não somos apenas condutores, pedestres, ciclistas ou passageiros — somos cidadãos em movimento, partilhando um espaço comum que exige mais do que regras: exige respeito, empatia e cooperação.

Cada pessoa é parte ativa do sistema viário, e seu comportamento impacta diretamente a segurança coletiva. Ser cidadão no trânsito é reconhecer-se como sujeito de direitos e deveres, como alguém que compartilha a via pública com outros seres humanos igualmente vulneráveis e dignos de cuidado.

A civilidade no trânsito se manifesta nas escolhas diárias: ceder a passagem, respeitar o pedestre, evitar atitudes agressivas, manter a atenção, desacelerar, aceitar o tempo do outro. Esses gestos, embora simples, são expressões concretas de responsabilidade social. E vão além do cumprimento da lei — são sinais de que entendemos a convivência como uma construção coletiva.

A segurança viária, conforme preconiza o PNATRANS, depende da atuação integrada do poder público e da sociedade. E nessa engrenagem, o cidadão é peça-chave: não apenas como beneficiário das políticas públicas, mas como coparticipante de sua efetividade.

Em tempos em que o desafio da redução de sinistros exige novas estratégias, o chamado à cidadania cooperativa se faz ainda mais necessário.

Não se trata apenas de evitar punições, mas de cultivar valores que fortalecem o tecido social: solidariedade, responsabilidade e o compromisso com a vida.

Uma forma simples de compreender esse papel coletivo é observar quem somos no dia a dia — por exemplo, no estacionamento do supermercado. A cena é comum: depois de colocar as compras no carro, algumas pessoas deixam o carrinho largado entre os veículos, ocupando vagas ou dificultando a passagem. Outras o levam até o local apropriado, mesmo que isso signifique andar alguns metros a mais. Pode parecer banal, mas essa pequena atitude diz muito sobre nosso grau de civilidade, empatia e consciência comunitária.

Esse exemplo cotidiano ilustra com clareza o que significa ser cidadão em uma comunidade: pensar no outro, facilitar a vida de quem vem depois, colaborar com os trabalhadores do local e evitar pequenos transtornos que, somados, podem gerar grandes conflitos.

No trânsito, o princípio é o mesmo. Você é a pessoa que respeita a faixa de pedestres ou a que acelera para passar antes? A que reduz a velocidade perto de uma escola ou a que buzina impaciente? A que facilita a passagem ou a que fecha o cruzamento?

Ser cidadão no trânsito — assim como no estacionamento — é entender que o espaço é compartilhado. Cada gesto de cuidado contribui para um ambiente mais funcional, seguro e respeitoso. A convivência melhora quando assumimos nossa parte na engrenagem social, sem esperar que uma regra ou punição nos obrigue a fazer o certo.

No fim das contas, civilidade é isso: agir corretamente mesmo quando ninguém está olhando.
E no trânsito, isso pode significar a diferença entre a vida e um sinistro fatal.

Quem é você no trânsito e no mercado? O que coopera sem ser chamado ou o que larga o carrinho de qualquer lado?

*Bianca Monteiro é jornalista com experiência em mobilidade urbana, segurança viária e cidadania, atuando em comunicação institucional e na produção de conteúdos técnicos e educativos voltados à prevenção de sinistros e à valorização da vida no trânsito. Seu trabalho integra políticas públicas e promoção do comportamento seguro no trânsito, com ênfase em educação para o trânsito e no fortalecimento de valores como empatia, cooperação e responsabilidade coletiva, visando práticas sociais sustentáveis. Foi colaboradora da ONG Rodas da Paz, reconhecida por seus projetos em mobilidade urbana sustentável, cultura de segurança no trânsito e redução dos impactos ambientais do transporte.

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IPI Verde zera imposto para carros sustentáveis e estimula descarbonização da frota nacional

sex, 11/07/2025 - 13:30
O decreto cria a modalidade de Carro Sustentável. Compactos com alta eficiência energética-ambiental fabricados no Brasil terão o IPI zerado. Foto: Agência de Notícias da Indústria

O Brasil passou a contar com um novo modelo de tributação que privilegia veículos sustentáveis e fabricados no território nacional. Trata-se do chamado IPI Verde, que zera o imposto sobre produtos industrializados (IPI) para carros que atendem a critérios rigorosos de eficiência ambiental e sustentabilidade. A medida faz parte do Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), criado com o objetivo de promover a descarbonização da frota automotiva e incentivar a indústria nacional rumo à transição energética.

Para se enquadrar no benefício de IPI zero, o veículo precisa cumprir os seguintes requisitos:

  • Emitir menos de 83g de CO₂ por quilômetro rodado;
  • Ter ao menos 80% de materiais recicláveis em sua composição;
  • Ser fabricado no Brasil, com execução das etapas de soldagem, pintura, montagem e fabricação do motor em território nacional;
  • Pertencer à categoria de carro compacto, considerado veículo de entrada na linha de produção das montadoras.
Novo sistema de tributação e equilíbrio fiscal

O decreto que regulamenta o programa reformulou a tabela do IPI, estabelecendo um modelo de cobrança baseado em critérios técnicos e ambientais, como:

  • Eficiência energética;
  • Tecnologia de propulsão;
  • Potência;
  • Nível de segurança;
  • Índice de reciclabilidade.

Com isso, o valor do imposto pode aumentar ou diminuir, conforme o desempenho ambiental e tecnológico do veículo. Modelos com melhor avaliação recebem descontos na alíquota, enquanto os menos eficientes pagam mais.

Como exemplo, um carro de passeio híbrido-flex pode ter a alíquota inicial de 6,3% reduzida em três etapas:

  • 1,5 ponto percentual por ser híbrido-flex;
  • 1 ponto por atender aos critérios de eficiência energética do Mover;
  • 1 ponto por atingir nível 1 de reciclabilidade. Nesse caso, o IPI final cairia para 2,8%.
Veja também Mobilidade e Tecnologia Transição para veículos elétricos: ameaça ao meio ambiente ou oportunidade para o Brasil? Projetos de Lei Multas de trânsito vão financiar saúde e meio ambiente: veja o que muda com novo projeto aprovado Veículos Brasil pode aumentar etanol na gasolina para 30%: avanço ambiental e na transição energética Sustentabilidade sem aumento de imposto

Conforme o governo federal, o novo modelo de cobrança tem impacto fiscal neutro, ou seja, não aumenta a carga tributária. O sistema é de “soma zero”: o que se perde com incentivos a veículos sustentáveis é compensado com acréscimos sobre os menos eficientes.

“O carro sustentável não aumenta imposto, não onera o fiscal e ainda estimula a sustentabilidade, a descarbonização e o social”, resume o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, ao comentar o mecanismo de equilíbrio criado pelo decreto.

Estímulo à indústria e ao consumidor

O Programa Mover prevê R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros entre 2024 e 2028. A estimativa do governo é que cerca de 60% dos veículos vendidos no Brasil tenham o IPI reduzido com base nos critérios ambientais e de eficiência.

Para o setor automotivo, o impacto é considerado estratégico. A cadeia produtiva — que inclui fabricantes, autopeças e concessionárias — projeta até R$ 190 bilhões em investimentos nos próximos anos, impulsionados pelos incentivos fiscais e pela previsibilidade regulatória.

De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, a evolução da indústria automotiva brasileira já é expressiva:

“Um carro produzido hoje no Brasil polui 20 vezes menos do que um fabricado no início dos anos 2000. Reduzimos em 35% o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões de CO₂, nitrato e outros poluentes. Essa previsibilidade, de política de Estado, é o que o Mover nos traz.”

Validade e transição para a reforma tributária

O decreto que institui o novo sistema de IPI tem validade até dezembro de 2026, atuando como uma ponte para a transição tributária que o país deve vivenciar com a implantação da nova reforma em discussão no Congresso Nacional.

Até lá, o objetivo do governo é consolidar uma política pública que favoreça o consumo consciente, estimule a produção nacional, amplie a oferta de veículos sustentáveis e contribua diretamente com as metas de redução de emissões assumidas pelo Brasil no contexto da mudança climática.

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Quem é responsável por uma criança fora da cadeirinha? Entenda as implicações legais

sex, 11/07/2025 - 08:15
É fundamental que os condutores estejam cientes de suas responsabilidades e das consequências legais de suas ações. Foto: inside-studio para Depositphotos

O transporte adequado de crianças em veículos é uma exigência legal no Brasil, visando garantir a segurança dos pequenos passageiros. A negligência no uso de dispositivos de retenção, como cadeirinhas, pode resultar em penalidades severas para o condutor responsável.

O que diz a legislação brasileira

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), especificamente o artigo 168, transportar crianças sem observar as normas de segurança é uma infração gravíssima. As penalidades incluem:

  • Multa de R$ 293,47;
  • Sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • Retenção do veículo até a regularização da situação.

Além disso, a Resolução nº 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabelece que deve-se transportar crianças com até 10 anos de idade ou com estatura inferior a 1,45 metro no banco traseiro, utilizando o dispositivo de retenção adequado à sua idade, peso e altura.

Responsabilidade do condutor

A legislação é clara ao atribuir ao condutor a responsabilidade pelo transporte seguro de crianças. Isso significa que, independentemente de quem seja o responsável legal pela criança, o motorista do veículo é quem responderá legalmente caso haja descumprimento das normas.

“O condutor é o responsável direto pela segurança de todos os ocupantes do veículo. Transportar uma criança sem o devido dispositivo de retenção é uma infração que pode ter consequências trágicas”, destaca Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito.

Implicações legais em caso de acidentes

Em situações de sinistros de trânsito envolvendo crianças transportadas de forma inadequada, o condutor pode ser responsabilizado não apenas administrativamente, mas também civil e criminalmente. Isso inclui:

  • Responsabilidade civil: obrigação de indenizar danos materiais e morais causados à criança e à família.
  • Responsabilidade criminal: em casos de lesões graves ou fatais, o condutor pode responder por crimes como lesão corporal culposa ou homicídio culposo.
Importância do transporte correto da criança na cadeirinha

O uso adequado da cadeirinha reduz significativamente o risco de lesões graves ou fatais em caso de sinistros. Estudos indicam que o uso correto do dispositivo de retenção pode reduzir em até 71% o risco de morte para crianças em acidentes de trânsito. “A cadeirinha não é apenas um item obrigatório por lei, mas uma medida essencial de proteção para as crianças. É uma questão de responsabilidade e cuidado com a vida”, reforça Mariano.

Conscientização e fiscalização

Apesar das campanhas de conscientização e da fiscalização, ainda é comum encontrar casos de crianças sendo transportadas de forma inadequada. É fundamental que os condutores estejam cientes de suas responsabilidades e das consequências legais de suas ações.

“A mudança de comportamento no trânsito começa com a conscientização sobre a importância de seguir as normas de segurança. Proteger as crianças é um dever de todos”, conclui Celso Mariano.

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Curso gratuito do Detran ajuda pessoas a superarem o medo de dirigir

qui, 10/07/2025 - 13:30
O curso é voltado tanto para quem nunca dirigiu quanto para pessoas habilitadas que, por diversos motivos, abandonaram o volante. Foto: MasAnyanka para Depositphotos

O medo de dirigir é um obstáculo silencioso que afeta milhares de pessoas em todo o país. E ele pode impactar diretamente na qualidade de vida, autonomia e oportunidades profissionais. Pensando nisso, o Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES) lançou o curso gratuito “Sem Medo de Dirigir”. Esta é uma iniciativa inédita voltada a quem quer enfrentar e vencer essa dificuldade.

As inscrições para a primeira turma estão disponíveis no site oficial do Detran|ES. São 50 vagas, preenchidas por ordem de inscrição, e destinadas a qualquer interessado do Espírito Santo, habilitado ou não. As aulas acontecerão entre os dias 5 e 14 de agosto, às terças, quartas e quintas-feiras, sempre das 14h às 17h, em formato EaD com transmissão ao vivo. Dessa forma, permitindo a interação entre alunos e professores.

Superar bloqueios e resgatar a autonomia

O curso será promovido pela Escola Pública de Trânsito (EPT) do Detran|ES, e tem como foco principal auxiliar quem sofre com bloqueios emocionais relacionados à direção veicular. A proposta vai além da simples instrução: visa compreender e tratar as causas do medo por meio de uma abordagem interdisciplinar, que inclui aspectos psicológicos, técnicas de direção defensiva e fundamentos de legislação e segurança viária.

“Sabemos que dirigir facilita a locomoção, mas também representa liberdade. Para muitas pessoas, pode ser a diferença entre conseguir ou não um emprego, ou até mesmo garantir o transporte de um familiar até um atendimento médico. Convidamos todos que, por algum motivo, têm medo de dirigir — inclusive os que ainda nem iniciaram o processo de habilitação — a participarem. Esse curso pode ser um divisor de águas”, afirma o diretor-geral do Detran|ES, Givaldo Vieira.

O dirigente destaca que esta é a primeira vez que o órgão oferece uma formação com esse foco. “Esperamos que esse projeto contribua para formar motoristas mais seguros e conscientes, assim como temos feito com os cursos de mecânica básica e pilotagem de motocicletas”, reforça.

Veja também Comportamento Comportamento no trânsito: como as emoções e a personalidade afetam a segurança viária Comportamento Amaxofobia: medo excessivo e irracional de dirigir Carteira de Habilitação (CNH) Avaliação psicológica no trânsito: como funciona e a possível exigência na renovação da CNH Módulos e conteúdo: do autoconhecimento à legislação

A formação será composta por seis módulos, com carga horária de três horas cada, ministrados por uma equipe multidisciplinar de especialistas. Entre eles, psicólogos, instrutores de trânsito e profissionais da fiscalização. A metodologia prioriza a participação ativa dos alunos, com espaço para o relato de experiências, esclarecimento de dúvidas e vivências práticas adaptadas ao ambiente virtual.

Confira os temas de cada módulo:

  • Módulo I – Conhecendo o medo de dirigir
    Com a psicóloga Lívia Ferrão, os alunos serão incentivados a identificar as origens do medo, reconhecer as reações físicas e emocionais associadas e aplicar exercícios para entender e enfrentar suas inseguranças.
  • Módulo II – Direção defensiva
    O instrutor Josenildo de Paula abordará estratégias essenciais de segurança. Como , por exemplo, manter distância segura, prever riscos, lidar com curvas e evitar colisões.
  • Módulo III – Legislação de trânsito
    Com Jederson Lobato, gerente de Fiscalização do Detran|ES, os participantes aprenderão os fundamentos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), obrigações dos condutores e normas atualizadas de circulação.
  • Módulo IV – Mobilidade segura
    A analista da EPT, Jéssica Castilho, vai explorar os princípios da mobilidade urbana sustentável e segura, abordando temas como a “Visão Zero” e a hierarquia da segurança viária.
  • Módulo V – Psicologia aplicada à segurança no trânsito
    Também com Jéssica Castilho, este módulo relaciona fatores psicológicos como atenção, percepção, tomada de decisão e emoções ao comportamento no trânsito. Além disso, a influência de álcool, drogas, fadiga e distrações.
  • Módulo VI – Gerenciamento de ansiedade e estresse
    Encerrando a formação, a psicóloga Livia Ferrão ensinará a identificar gatilhos emocionais, sintomas físicos e estratégias para manter o equilíbrio emocional em situações adversas no trânsito, como congestionamentos ou motoristas agressivos.
Um passo importante para quem deseja começar — ou recomeçar

O curso se destina tanto para quem nunca dirigiu quanto para pessoas habilitadas que, por diversos motivos, abandonaram o volante. A iniciativa acolhe diferentes perfis. Como, por exemplo, jovens inseguros, adultos com traumas, mulheres que passaram anos sem dirigir, profissionais que precisam da CNH para avançar na carreira. Ou seja, todos têm espaço garantido nesse projeto de reeducação para o trânsito.

“Queremos desmistificar o medo de dirigir, que muitas vezes é alimentado por experiências negativas ou falta de preparo emocional. Ao oferecer esse suporte, o Detran|ES se posiciona como agente de transformação social, indo além da fiscalização e contribuindo diretamente para a segurança e a inclusão no trânsito”, conclui Vieira.

Serviço:

Curso “Sem Medo de Dirigir” – Detran|ES

  • Vagas: 50
  • Formato: Ensino a Distância (EaD) – aulas ao vivo
  • Data: 5, 6, 7 e 12, 13, 14 de agosto
  • Horário: 14h às 17h
  • Inscrição gratuita: pelo site www.detran.es.gov.br

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Estudo revela que comunicação agressiva é rotina no trânsito brasileiro

qui, 10/07/2025 - 08:15
A falta de controle emocional ao volante, somada à intolerância, contribui para um trânsito mais perigoso e tenso. Foto: frantic00 para Depositphotos

Um estudo realizado em 2024 sobre comunicação no trânsito, pela plataforma de aprendizado de idiomas Preply, trouxe à tona um retrato preocupante do comportamento dos brasileiros no trânsito. A pesquisa investigou como motoristas e pedestres se comunicam nas ruas e avenidas do país. Além disso, revelou que agressões verbais, uso de palavrões e reações hostis são ocorrências comuns no cotidiano urbano.

Entre os principais achados, destaca-se o fato de que 73,6% dos brasileiros afirmaram já ter presenciado agressões verbais no trânsito. Palavras ofensivas como “idiota” e “imbecil” figuram entre os xingamentos mais relatados. O levantamento ainda aponta que gestos agressivos e comentários depreciativos sobre a habilidade de direção também fazem parte do repertório de hostilidade presente nas vias públicas.

Comunicação no trânsito: palavrões como válvula de escape

O uso de palavrões também apareceu com destaque no estudo. Ou seja, 46% dos entrevistados admitiram recorrer a termos de baixo calão para extravasar a raiva no trânsito. Em muitos casos, não se usa esse tipo de linguagem apenas em situações excepcionais, mas se tornou parte das interações rotineiras com outros condutores ou pedestres.

Ao serem provocados ou ofendidos, uma parcela significativa revida com mais xingamentos, embora a maioria — 64,4% dos participantes — diga tentar evitar confrontos. Apenas 19% afirmaram manter a calma e responder de forma educada nessas situações.

Diferenças regionais no comportamento

A pesquisa também mapeou percepções regionais quanto ao comportamento dos motoristas. São Paulo (36,2%), Rio de Janeiro (20%) e Bahia (6,6%) foram citados como os estados com os condutores mais grosseiros, segundo os próprios brasileiros ouvidos na pesquisa. Por outro lado, os motoristas mais gentis estariam em Santa Catarina (13,4%), Rio Grande do Sul (12,6%) e Minas Gerais (10,8%). Esses são estados tradicionalmente associados a atitudes mais cordiais e respeitosas.

Comunicação e segurança viária

A pesquisa reforça o que especialistas em trânsito já vêm alertando há anos. A conclusão é que o ambiente das vias públicas exige uma comunicação clara, empática e não violenta. Gestos mal interpretados, buzinas excessivas ou comentários ríspidos podem rapidamente escalar para conflitos sérios e até situações de risco.

A falta de controle emocional ao volante, somada à intolerância, contribui para um trânsito mais perigoso e tenso. Promover uma cultura de paz no trânsito passa, necessariamente, por estimular comportamentos mais respeitosos — inclusive na forma como as pessoas se expressam.

Especialista alerta: linguagem reflete comportamento no trânsito

Para o especialista em trânsito e educação Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito, os dados revelam um aspecto muitas vezes negligenciado na segurança viária: o papel da comunicação no cotidiano do tráfego.

“A forma como nos comunicamos no trânsito é um reflexo direto da nossa relação com o outro. Palavrões, gestos agressivos e intolerância não são apenas manifestações isoladas de mau humor — são sintomas de um ambiente adoecido, onde falta empatia e sobra pressa”, avalia Mariano.

Para ele, educar para o trânsito também é educar para o diálogo e o respeito. “O motorista que xinga ou agride verbalmente está alimentando uma cultura de conflito. E isso, mais cedo ou mais tarde, impacta a segurança de todos”, conclui.

Sobre a metodologia

O estudo ocorreu em maio de 2024 com 500 brasileiros, por meio de entrevistas online. O questionário contou com 10 perguntas sobre experiências pessoais com agressões verbais e físicas, uso de palavrões e percepção sobre o comportamento no trânsito em diferentes regiões do país. A análise dos dados permitiu a elaboração de rankings que refletem o panorama da comunicação entre motoristas e pedestres no Brasil.

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PL avança na Câmara e propõe tempo extra nos exames da CNH para pessoas com transtornos de aprendizagem

qua, 09/07/2025 - 13:30
O debate sobre acessibilidade e inclusão no trânsito tem se intensificado nos últimos anos. Fotos: Rodrigo Maia/Detran-MS

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que pode representar um importante avanço para a inclusão de pessoas com transtornos de aprendizagem no processo de formação de condutores. O Projeto de Lei 3031/22, originalmente voltado apenas para candidatos com dislexia, foi ampliado para contemplar também pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), deficiência auditiva e outras condições similares.

A medida prevê tratamento diferenciado e tempo adicional nos exames exigidos para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), como as provas de aptidão física e mental, legislação de trânsito, primeiros socorros e direção veicular. Conforme o texto aprovado, caberá ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentar o tempo adicional e as demais adaptações necessárias.

Igualdade de condições no processo de habilitação

Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já prevê acessibilidade de comunicação para candidatos com deficiência auditiva, por meio de tecnologias assistivas. O novo projeto expande essa abordagem, buscando garantir igualdade de condições para candidatos com diferentes necessidades cognitivas ou de aprendizagem.

O relator da proposta, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), defendeu a ampliação do escopo do projeto.

“Sugerimos que o Contran regulamente outros tratamentos diferenciados para garantir, no processo de habilitação, igualdade de condições a pessoas com necessidades especiais, a exemplo da acessibilidade de comunicação já prevista para os candidatos com deficiência auditiva”, declarou.

Inclusão é também uma questão de segurança

Para o especialista em trânsito Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito, a iniciativa vai ao encontro de um princípio essencial: o direito de todos à mobilidade com segurança. “Incluir é mais do que permitir a participação; é criar as condições necessárias para que a pessoa realmente tenha acesso e possa demonstrar suas capacidades. Isso vale também para o processo de habilitação”, afirma.

Mariano destaca ainda que o tempo adicional nos exames não compromete a exigência técnica nem reduz o rigor do processo de formação, mas respeita o ritmo e as particularidades de quem enfrenta desafios específicos.

“A lógica não é facilitar, mas permitir que a pessoa com um transtorno de aprendizagem tenha a chance justa de demonstrar seu conhecimento e habilidade, sem ser prejudicada por limitações que não afetam diretamente sua capacidade de conduzir um veículo com segurança”, explica.

Próximos passos

O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), onde será analisado em caráter conclusivo. Se aprovado, poderá seguir direto para o Senado, sem necessidade de votação em plenário na Câmara, a menos que haja recurso.

Caso o texto avance e se torne lei, caberá ao Contran definir os critérios práticos de aplicação. Como, por exemplo, a documentação necessária para comprovação do transtorno e o tempo extra concedido em cada etapa do processo.

Um passo a mais pela equidade no trânsito

O debate sobre acessibilidade e inclusão no trânsito tem se intensificado nos últimos anos. Nesse sentido, a proposta aprovada sinaliza uma mudança importante na forma como o sistema de formação de condutores encara a diversidade.

“Promover um trânsito mais justo passa, também, por garantir que o acesso à habilitação seja viável para todos os cidadãos, dentro de critérios técnicos e humanos. Transtornos de aprendizagem não devem ser barreiras intransponíveis, mas características a serem respeitadas”, conclui Celso Mariano.

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Erros no Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito preocupam especialistas; Senatran afirma que fará correções

qua, 09/07/2025 - 08:15
Os erros não comprometem a sinalização viária em si nem afetam diretamente os usuários das vias. Foto: Renato Prospero/SMCS

Embora passem despercebidos por grande parte da população, erros técnicos nos manuais oficiais de trânsito vêm preocupando especialistas e profissionais da formação de condutores. São inconsistências na numeração de placas, ícones e descrições que, embora não comprometam a sinalização viária em si nem afetem diretamente os motoristas nas ruas, têm gerado dificuldades para quem atua nos bastidores do sistema: instrutores, elaboradores de material didático, educadores e examinadores.

Um dos primeiros a levantar essas questões foi Jairo Ricci, que trabalha na área de formação de condutores. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele aponta contradições encontradas durante a atualização de conteúdos com base na Resolução Contran nº 973/2022, que institui o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito.

“Uma mesma sinalização aparece como R-44 e, em outra parte do manual, como R-46. Já no manual de fiscalização, essa mesma placa é identificada como R-36. Isso é muito confuso. Como o instrutor vai ensinar algo que os próprios documentos oficiais apresentam de forma conflitante?”, questiona Ricci, referindo-se ao sinal de circulação compartilhada entre ciclistas e pedestres.

Segundo ele, as divergências dificultam a produção de conteúdos confiáveis para as aulas teóricas e práticas em CFCs (Centros de Formação de Condutores), além de impactar a elaboração de provas aplicadas pelos Detrans.

Tecnodata já havia identificado e alertado sobre os erros

Desde a publicação da resolução, a Tecnodata Educacional, referência em educação para o trânsito, vem tratando o tema com cautela em seus materiais. Embora siga o que está oficialmente previsto na legislação, a editora tem destacado os equívocos identificados e alertado os usuários sobre a necessidade de revisão.

A própria Tecnodata publicou o seguinte aviso nos materiais:

“Estamos de olho: Notamos algumas inconsistências nos manuais de sinalização, como o ícone das placas (A-49a e A-49b) que mostra um ciclista e a descrição cita pedestre, dentre outras. A Tecnodata já alertou a Senatran que, consciente desse fato, disse que os manuais passarão por revisão. Por enquanto, optamos por publicar como está na legislação.”

De acordo com o especialista Celso Mariano, diretor da Tecnodata, o problema está justamente na insegurança que esse tipo de falha técnica causa em quem precisa trabalhar com a norma.

“Não se trata de erro que prejudique o trânsito nas ruas, mas sim de um problema técnico que atrapalha quem ensina, fiscaliza e elabora questões com base na legislação. Quando a base normativa não é clara, compromete-se a uniformidade do ensino e da aplicação da lei”, ressalta.

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Procurada pelo Portal do Trânsito, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) confirmou que há inconsistências no conteúdo da Resolução nº 973/2022. A pasta afirmou que o manual está passando por uma revisão técnica. Em nota, o órgão informou:

“A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) está providenciando a revisão do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, estabelecido pela Resolução Contran nº 973/2022, que incorporará modificações de novas resoluções do Contran e ajustes de informações conflitantes. Na análise da questão apresentada, foi constatada a inconsistência referida, e ela será sanada durante a revisão do manual.”

A revisão deverá contemplar a padronização de códigos, descrições assim como correspondência entre os diferentes volumes do manual. Além , é claro, de alinhar os conteúdos do Manual de Sinalização com o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, instituído pela Resolução nº 985/2022.

Uniformidade técnica é essencial

Embora os problemas apontados não impliquem falhas na instalação física de placas nas ruas, sua correção é essencial para manter a coerência entre ensino, fiscalização e aplicação da legislação.

“Quando há incoerência nos manuais, o profissional que ensina ou fiscaliza fica sem base segura. A legislação precisa ser clara, precisa ser confiável”, afirma Mariano.

O Portal do Trânsito seguirá acompanhando o andamento da revisão dos manuais. Além disso, reforça a importância de que toda a legislação de trânsito seja tratada com o rigor técnico que a educação, a fiscalização e a segurança exigem.

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Equipe feminina pioneira mostra força das mulheres na manutenção das rodovias

ter, 08/07/2025 - 18:00
Para Aline, Elisabete, Fabiana e Rosemara, a conquista de espaço é só o começo de uma nova realidade. Foto: Divulgação Eixo SP

Uma importante iniciativa tem marcado a evolução da presença feminina em áreas tradicionalmente dominadas por homens no setor rodoviário. A formação da primeira equipe exclusivamente feminina no segmento de manutenção e conservação de rodovias simboliza um avanço significativo na promoção da igualdade de gênero e na valorização da diversidade no ambiente de trabalho.

A iniciativa é da Concessionária Eixo SP, que reuniu quatro profissionais — Aline Aparecida Bento, Elisabete de Moraes, Fabiana Cristina da Silva e Rosemara Dias — para compor esse time pioneiro. Com dedicação e competência, elas atuam nos trechos das rodovias que passam por Piracicaba, Rio Claro e São Carlos, desempenhando atividades essenciais para a segurança viária e a preservação ambiental, como a coleta de resíduos e manutenção das bases operacionais.

Em um setor historicamente masculino, essas mulheres mostram que a força, a habilidade e o comprometimento não têm gênero.

A coordenadora de Conservação da Eixo SP, Danieli Ribeiro, reforça que a inclusão feminina fortalece a cultura da empresa e melhora a qualidade do serviço prestado.

“As mulheres hoje também são provedoras da casa e precisam desta oportunidade do trabalho. Elas têm força e garra para todas as atividades”, destaca.

Para garantir o sucesso da equipe, a concessionária investiu em treinamentos específicos de compliance voltados para o público feminino e desenvolveu ações de conscientização para promover um ambiente de trabalho acolhedor e respeitoso para todas as equipes.

O reconhecimento veio rapidamente. Fabiana, que antes trabalhou como motorista de ônibus, ressalta o dinamismo da função: “O serviço é dinâmico, não tem rotina, e isso me motiva muito”. Elisabete, que possui experiência em corte de cana e limpeza urbana, reforça que a capacidade para o trabalho independe do gênero. “O serviço não é tão pesado, depende do empenho de cada um, seja homem ou mulher”, afirma.

O gerente de Conservação, Filipi Marin, avalia que a presença feminina traz benefícios importantes para o ambiente organizacional. “A valorização da equipe promove ambientes mais inovadores, respeitosos e eficientes. Investir nessa diversidade é um passo importante rumo a um setor de infraestrutura mais moderno, humano e justo”, destaca.

Veja também Segurança Áreas de escape em rodovias salvam vidas e reforçam a importância da manutenção preventiva Segurança Chuva exige cuidados na rodovia; saiba quais Fiscalização e Legislação Farol de neblina: quando usar e quando evitar? Inclusão

Com o êxito dessa experiência, a concessionária Eixo SP segue ampliando a participação feminina em seus quadros. Assim, reafirmando o compromisso com políticas de inclusão e diversidade. Recentemente, a empresa realizou feirões de emprego abertos a todos os gêneros, reforçando o papel das mulheres no fortalecimento do setor de infraestrutura viária.

Para Aline, Elisabete, Fabiana e Rosemara, o espaço conquistado representa apenas o início de uma trajetória. No entanto, ela abre caminho para que cada vez mais mulheres possam atuar e transformar o cenário das rodovias brasileiras.

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Pedágio urbano: solução para o trânsito ou penalização para quem mais precisa?

ter, 08/07/2025 - 13:30
O programa analisou como cidades como Londres e Estocolmo implementaram o pedágio urbano para descongestionar o tráfego e os desafios de aplicar a medida no Brasil. Foto: khongkitwiriyachan para Depositphotos

A cobrança de pedágio urbano como forma de reduzir o congestionamento nas grandes cidades ainda é uma ideia controversa no Brasil. No entanto, a prática já é realidade em metrópoles como Londres, Estocolmo e Singapura, onde políticas de tarifação para o acesso de veículos em determinadas áreas centrais têm mostrado resultados significativos na mobilidade urbana. O tema foi debatido em recente edição do programa Sinal Verde, da Rádio Senado, que analisou os efeitos positivos e os desafios dessa medida em diferentes contextos internacionais — e provocou a reflexão: o Brasil está preparado para esse modelo?

Experiências internacionais mostram impacto positivo

A cidade-estado de Singapura foi pioneira na implementação de um sistema de pedágio urbano, ainda em 1975. A medida teve como objetivo principal restringir o tráfego na região central durante os horários de pico. Desde então, o modelo vem sendo modernizado com o uso de tecnologia eletrônica para monitoramento e cobrança.

Londres adotou a tarifa urbana em 2003. Os motoristas que desejam circular na zona central da capital britânica em horários específicos precisam pagar uma taxa. Os resultados não tardaram a aparecer: conforme dados do governo britânico, houve uma redução de 15% no fluxo de veículos no primeiro ano. A velocidade média dos ônibus aumentou e a qualidade do ar melhorou sensivelmente — um alívio especialmente importante para uma cidade conhecida por seus monumentos históricos afetados pela poluição.

Na Suécia, a capital Estocolmo também apostou na tarifação urbana com um sistema de cobrança automática que varia de acordo com o horário de entrada na cidade. O dinheiro que se arrecada, investe-se em melhorias no transporte público, o que reforça o ciclo virtuoso entre mobilidade, meio ambiente e qualidade de vida.

Solução eficaz, mas não isenta de críticas

Apesar dos resultados positivos, o pedágio urbano está longe de ser uma unanimidade. O Sinal Verde destacou um ponto sensível: a medida pode penalizar justamente quem mais depende do carro para trabalhar e se locomover, especialmente em cidades que não oferecem um transporte público de qualidade. Ou seja, a questão da justiça social é central nesse debate.

Se, por um lado, a restrição ao uso do carro pode favorecer a fluidez do trânsito e a redução da poluição, por outro, pode significar mais um custo no orçamento das famílias que não têm outra opção de deslocamento.

“Se a pessoa paga para não entrar de carro, mas não tem um bom ônibus ou metrô, o problema só muda de lugar”, observa o jornalista Bruno Lourenço, apresentador do programa.

É possível resolver casos específicos, como o de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, por meio de autorizações especiais, mas essa é apenas uma parte da equação. A infraestrutura urbana e o investimento em transporte coletivo são fatores determinantes para o sucesso (ou fracasso) de qualquer iniciativa de pedágio urbano.

E no Brasil?

No país, apesar de algumas discussões pontuais, nenhuma cidade chegou a adotar de fato o pedágio urbano. A proposta ainda enfrenta grandes barreiras: desde a resistência popular até a falta de estrutura adequada nas grandes metrópoles.

O que se vê, por enquanto, são tentativas isoladas de restringir o tráfego em zonas específicas, geralmente com base em rodízios de placas — como ocorre em São Paulo — ou em fechamentos temporários de vias aos domingos e feriados. Exemplo citado no programa foi o da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, que nos dias de pouco movimento mostra um cenário muito mais agradável e acessível para pedestres e ciclistas.

Além da aceitação social, o principal desafio para o Brasil está na qualidade do transporte público. Nas cidades onde o pedágio urbano deu certo, como Londres e Estocolmo, os usuários contam com redes eficientes, pontuais e integradas de metrô, ônibus, trens e ciclovias. Em muitos casos, o valor pago no pedágio é menor do que o custo total de manter um carro em circulação nessas áreas.

O caminho é o diálogo

O pedágio urbano é uma política pública que demanda planejamento, transparência assim como participação da sociedade. Implementado de forma isolada, pode aumentar desigualdades e gerar mais descontentamento do que resultados positivos. Por outro lado, se for parte de um projeto amplo de requalificação urbana e valorização do transporte coletivo, pode representar uma ferramenta poderosa para transformar o caótico trânsito das grandes cidades brasileiras.

Afinal, como perguntou o apresentador do Sinal Verde, “o pedágio urbano seria um semáforo verde para a mobilidade das nossas cidades ou um sinal vermelho para o bolso do cidadão?”. A resposta, talvez, esteja no equilíbrio entre os dois.

Fonte: Matéria produzida com base no programa Sinal Verde, da Rádio Senado.

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Dirigir com sono é tão perigoso quanto alcoolizado: como evitar esse risco invisível?

ter, 08/07/2025 - 08:15
Ao sinais de sono, a melhor decisão é parar o veículo em local seguro e descansar. Foto: SIphotography para Depositphotos

A imagem clássica do motorista alcoolizado é amplamente reconhecida como um perigo à segurança viária. No entanto, há um inimigo silencioso que oferece riscos tão sérios quanto: o sono. Dirigir com sono compromete a atenção, o tempo de reação e a capacidade de tomar decisões — exatamente como acontece sob o efeito do álcool.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a fadiga está entre os principais fatores contribuintes para sinistros de trânsito fatais. No Brasil, dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que milhares de ocorrências registradas anualmente têm a sonolência como causa presumida, embora muitas vezes subnotificada.

Como o sono afeta a condução

Estudos mostram que ficar acordado por mais de 18 horas seguidas pode causar um nível de comprometimento cognitivo equivalente a um teor alcoólico de 0,05% no sangue. Se esse tempo chega a 24 horas, os efeitos se equiparam a um teor de 0,10% — acima do limite legal no Brasil.

“Dirigir com sono é uma condição extremamente perigosa, mas ainda subestimada. O condutor perde a noção do tempo de reação, da distância e da percepção de risco. É como se estivesse em estado de entorpecimento, mas sem a consciência disso”, explica Celso Mariano, especialista em trânsito.

Entre os principais efeitos da fadiga ao volante estão:

  • Diminuição da atenção e concentração;
  • Redução do tempo de reação;
  • Dificuldade para manter a direção e a velocidade constante;
  • Micro cochilos (breves apagões que duram de 1 a 5 segundos);
  • Aumento de decisões impulsivas ou erradas.

Um micro cochilo de 4 segundos, a 90 km/h, pode significar 100 metros dirigindo sem qualquer controle do veículo.

Quem está mais vulnerável?

Motoristas profissionais, caminhoneiros, motoristas de aplicativo, trabalhadores em jornada noturna e pessoas com distúrbios do sono (como apneia) estão entre os mais vulneráveis a esse risco. Além disso, dormir menos de seis horas por noite regularmente já é suficiente para comprometer o desempenho ao dirigir.

Mesmo trajetos curtos ou rotineiros não estão livres do risco: a combinação de cansaço acumulado, calor, monotonia e silêncio pode induzir à sonolência mesmo durante o dia.

Legislação e fiscalização

Apesar da gravidade do problema, dirigir com sono ainda não é tratado com o mesmo rigor que a embriaguez ao volante. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não possui um artigo específico sobre o tema.

Em rodovias federais, a PRF realiza campanhas educativas e fiscalizações com foco em pausas obrigatórias para descanso, especialmente para motoristas profissionais.

Como evitar esse risco invisível de dirigir com sono?

A melhor forma de evitar sinistros causados pela sonolência é simples: não dirigir cansado. Veja algumas orientações práticas:

  • Durma bem: O ideal é ter pelo menos 7 a 8 horas de sono por noite.
  • Evite dirigir em horários críticos: Entre 2h e 6h da manhã, o corpo entra naturalmente em estado de maior sonolência.
  • Planeje pausas: Em viagens longas, pare a cada 2 horas por pelo menos 15 minutos.
  • Alimente-se bem e hidrate-se: Evite refeições pesadas antes de dirigir.
  • Evite medicamentos sedativos: Sempre leia a bula e consulte um médico.
  • Não confie em “truques”: Café, música alta ou vento no rosto não substituem o sono.

“O descanso faz parte da direção segura. Nenhum trajeto justifica colocar vidas em risco. Reconhecer os sinais de fadiga e respeitar os limites do corpo é um ato de responsabilidade no trânsito”, reforça Celso Mariano.

Sinais de alerta

É essencial que o condutor saiba identificar os sinais de que está sonolento demais para continuar dirigindo. Alguns deles incluem:

  • Bocejos frequentes
  • Dificuldade em manter os olhos abertos
  • Cabeceio (movimento involuntário da cabeça)
  • Perda de memória sobre o trajeto percorrido
  • Saída involuntária da faixa
  • Sensação de pesadez nos membros

Ao perceber esses sinais, a melhor decisão é parar o veículo em local seguro e descansar.

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Região Metropolitana de Curitiba se une para reduzir mortes no trânsito

seg, 07/07/2025 - 18:00
Curitiba convoca toda a Região Metropolitana para zerar as mortes no trânsito. Foto: Levy Ferreira/SECOM (arquivo)

O trabalho realizado em Curitiba para salvar vidas no trânsito está prestes a ganhar um novo fôlego. Agora, a capital paranaense quer compartilhar suas boas práticas com toda a Região Metropolitana de Curitiba (RMC), envolvendo os 29 municípios vizinhos em uma grande mobilização regional.

A ação está alinhada às metas do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), estabelecido pela Lei Federal 13.614/2018, que propõe a redução de ao menos 50% dos óbitos e feridos graves no trânsito até 2028. Para isso, a Secretaria do Desenvolvimento da Região Metropolitana de Curitiba já iniciou articulações institucionais e sociais, com o objetivo de colocar em prática uma série de iniciativas integradas ainda neste ano.

De acordo com o secretário Thiago Bonagura, o recente aumento nos índices de sinistros na Grande Curitiba exige respostas rápidas e coordenadas.

“Todos estamos sensibilizados com as tragédias noticiadas. Só nas últimas seis semanas, os acidentes aumentaram 20%, o que pressiona o sistema de saúde e revela a urgência de medidas preventivas”, alerta.

Resultados animadores, mas ainda desafiadores

Desde a implantação do Programa Vida no Trânsito (PVT), em 2011, Curitiba conseguiu reduzir em 54% o número de mortes nas vias urbanas. Naquele ano, houve o registro de 310 óbitos. Já em 2024, o número caiu para 141. Apesar do avanço, os gestores destacam que ainda há muito a ser feito.

Dados do município mostram que mais de 30% dos acidentes fatais registrados em 2024 foram provocados por falhas humanas, como excesso de velocidade, uso indevido do celular ao volante e desrespeito à sinalização. “Considerar o fator humano é essencial. Por isso, as ações de educação e fiscalização precisam caminhar juntas”, reforça Bonagura.

O plano nacional lista 70 ações estratégicas, divididas entre os seis pilares da segurança viária: gestão, educação, fiscalização, engenharia, segurança veicular e atendimento às vítimas.

Integração metropolitana é o caminho

Com uma população superior a 3,7 milhões de habitantes, a RMC apresenta desafios típicos de grandes regiões urbanizadas. A mobilidade entre os municípios é intensa, com áreas conurbadas e interdependentes. Para o superintendente de Trânsito da capital, Bruno Pessuti, esse contexto exige uma atuação conjunta.

“Temos boas experiências em Curitiba, principalmente no campo da educação para o trânsito, que podem ser compartilhadas. Mas também queremos ouvir os demais municípios e aprender com eles. Propusemos um seminário com os secretários de trânsito da região metropolitana para promover essa troca de ideias e definir estratégias conjuntas”, explica Pessuti.

Ele destaca que educação é a base para qualquer mudança de comportamento. “Queremos trabalhar ações que toquem as pessoas, que conscientizem motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres sobre seus papéis e responsabilidades”, afirma.

Ações já em andamento

Diversas iniciativas estão previstas para os próximos meses, com foco na articulação regional, no uso de dados e na mobilização social. Entre elas:

  • Raio X do Trânsito na RMC: levantamento detalhado sobre os acidentes na região (data de lançamento a ser definida);
  • Criação do Grupo Técnico PNATRANS-RMC: com instalação imediata, o grupo será responsável por elaborar até setembro o Plano de Ação Regional, com metas alinhadas ao plano nacional;
  • Campanha RMC Vida no Trânsito: ações educativas com blitze, uso de painéis eletrônicos e mobilização nas redes sociais, com foco em velocidade segura, álcool zero e direção responsável, em parceria com o Detran-PR e a PRF;
  • Observatório Metropolitano de Sinistros: ferramenta que vai integrar dados municipais, estaduais e hospitalares para monitorar em tempo real os fatores de risco e avaliar os resultados das ações;
  • I Fórum Metropolitano de Segurança no Trânsito: evento para discutir os dados regionais e firmar um pacto entre os municípios visando a redução imediata dos índices de mortalidade.
Um pacto pela vida

A proposta central é clara: somar forças em favor da vida. A Região Metropolitana de Curitiba pretende se tornar referência nacional em segurança viária. Assim, mostrando que é possível reverter cenários trágicos por meio da colaboração intermunicipal, da educação constante e do uso estratégico de dados.

A meta de zerar as mortes no trânsito até 2028 é ambiciosa. No entanto, como afirmam os gestores do projeto, cada vida preservada já representa uma vitória.

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