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Mais da metade dos motociclistas trafegam sem CNH pelas ruas do País
Um problema que tem preocupado as autoridades de trânsito: o número de motociclistas sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). São 50,4% de proprietários de motocicletas, o que representa 16,5 milhões de pilotos trafegando sem licença para transitar pelas ruas e avenidas do País. A pesquisa, realizada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e analisada pela Federação Nacional das Associações de Detran (FENASDETRAN) descobriu que esse é um problema que tem gerado diversos outros. Com um número baixo de habilitados, os pilotos que circulam não tem qualificação teórica adequada para conduzir um veículo, levando riscos à população em geral.
Esse é um número alarmante para o trânsito.Dados do Ministério da Saúde revelam que 34.881 pessoas perderam a vida em sinistros de trânsito no Brasil ao longo de 2023. O número mantém a preocupante tendência de alta nas mortes no trânsito observada desde 2020. Dessa forma, reforçando a urgência de ações mais efetivas para combater essa tragédia. Entre as vítimas fatais do trânsito brasileiro, os motociclistas são os mais impactados. Do total, 13.477 mortes foram registradas nessa categoria, o que representa quase 39%.
Outro ponto importante relacionado aos sinistros de trânsito envolvendo motociclistas, é que no Brasil está sendo regulamentada a profissão de Mototáxi. Ou seja, isso leva a uma necessidade em capacitar os pilotos de motos para exercer a função.
Sem qualificação para atuar na profissão, que tem cada vez mais adquirido a preferência do público por ser um veículo de transporte rápido, o mototáxi pode acabar aumentando o número de vítimas de sinistro de trânsito caso o piloto não tenha um curso preparatório específico para atuar na função de mototaxista.
OpiniãoPara Mário Conceição, presidente da Fenasdetran, entidade ligada a Organização das Nações Uidas (ONU), a falta de habilitação se transforma em uma armadilha muito perigosa. Em caso de sinistro de trânsito, nem o condutor e nem o passageiro terão mais direito ao Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT). Isso porque ele foi revogado em dezembro de 2024.
Ainda segundo Mário Conceição, a falta de fiscalização tem contribuído para esse número alarmante de pilotos sem CNH transitando na ruas do país.
“Com a fiscalização eletrônica, apenas velocidade é fiscalizada nas ruas das cidades. É necessária fiscalização e abordagem humana para conferir documentação, se está habilitado para conduzir veículo, etc”, afirmou.
Segundo o presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, Paulo Guimarães, os altos custos não explicam, sozinhos, a baixa taxa de habilitação entre os motociclistas. Segundo ele, das 27 unidades da federação, 17 oferecem a CNH Social. Este é um programa que paga os custos para tirar a habilitação para inscritos no CadÚnico.
Paulo Guimarães aponta outro problema como o maior incentivo para o desrespeito às leis de trânsito. “O mais relevante é a falta de fiscalização. Ela é a base para que as pessoas tenham consciência da necessidade de se regularizar. E, neste processo de regularização, têm acesso a informações importantes que vão ajudar essa pessoa a ter uma melhoria na sua visão de segurança viária”, disse.
Bruno de Jesus, que trabalha como motoboy, depois de regularizar e receber sua habilitação, reconheceu que conhecer a teoria do trânsito é fundamental para a segurança.
“Eu achava que pilotar moto era simples, mas depois que você começa a entender as Leis, onde você pode ultrapassar, onde não pode, faixa contínua, faixa seccionada, e assim vai, aí eu melhorei pilotando e tendo mais calma no trânsito”, disse o motoboy.
Texto de Jailson Santos
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Vai tirar a CNH? Veja se você tem direito à carteira de graça com a nova lei
A nova Lei 15.153/25, sancionada no final de junho, trouxe uma notícia animadora para quem sonha em conquistar a primeira habilitação, mas esbarra nos custos: agora, o dinheiro arrecadado com multas de trânsito também poderá ser usado para bancar o processo de habilitação de pessoas de baixa renda. Ou seja, mais pessoas poderão ter acesso a carteira de graça.
Com base na nova lei e nas experiências já adotadas por diversos Detrans estaduais, respondemos abaixo às dúvidas mais frequentes sobre a CNH Social ou CNH Gratuita. Se esse é o seu caso ou se você conhece alguém que pode se beneficiar da nova lei da carteira de graça, vale a leitura!
1. O que muda com a nova lei?A Lei 15.153/25 altera o Código de Trânsito Brasileiro para permitir que os valores arrecadados com multas de trânsito também sejam utilizados no custeio da habilitação de pessoas de baixa renda. Antes, a destinação desses recursos só ocorria para áreas como fiscalização, engenharia de tráfego e educação.
2. Isso significa que agora todos terão direito à CNH gratuita?Não. A lei autoriza o uso do dinheiro das multas para esse fim, mas não obriga os estados a oferecer o benefício automaticamente. Cada estado, por meio do seu Detran, precisa criar ou regulamentar um programa próprio para colocar essa possibilidade em prática — como já fazem estados como Rondônia, Amapá, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Paraíba, Rio Grande do Sul e Acre.
3. Quem pode se beneficiar do programa para ter a carteira de graça?De acordo com a nova lei, têm direito ao benefício os candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Ou seja, é preciso comprovar baixa renda para participar. Em muitos estados, há ainda critérios adicionais, como idade mínima, escolaridade ou estar desempregado.
4. Quais custos da CNH são cobertos?A nova legislação estabelece que é possível custear todas as etapas do processo de habilitação, incluindo:
- taxas do Detran;
- exame médico e psicológico;
- aulas teóricas e práticas;
- exame teórico e prático;
- emissão da carteira.
Em alguns estados, o benefício pode incluir também a mudança de categoria, como para quem deseja habilitar-se nas categorias C, D ou E.
5. Como saber se meu estado já oferece a CNH Social?Você deve acompanhar os canais oficiais do Detran do seu estado. Programas como Habilita Amapá, CNH Social RS, CNH Social ES e CNH da Gente (BA) são exemplos de como já se aplica a política em diferentes regiões. Com a nova lei, espera-se que mais estados adotem ou ampliem esse tipo de iniciativa.
6. A CNH Social é oferecida o ano todo?Geralmente, os programas abrem inscrições em períodos específicos, por meio de editais publicados nos sites dos Detrans ou no Diário Oficial dos estados. As vagas são limitadas e, por isso, é fundamental ficar atento às datas, critérios e documentos exigidos.
7. O que mudou na transferência de veículos?Outro ponto importante da Lei 15.153/25 é que ela passou a permitir que se faça a transferência de propriedade de veículos de forma digital, com assinatura eletrônica do comprador e do vendedor. A vistoria também poderá ser eletrônica, a depender da regulamentação de cada Detran estadual. Esse formato de transação já está em vigor em boa parte dos estados.
8. E o exame toxicológico para quem está tirando a primeira habilitação?O presidente Lula vetou esse ponto da lei. Ou seja, não houve alteração nas regras atuais: o exame toxicológico continua sendo exigido apenas para condutores das categorias C, D e E, conforme o prazo e os critérios já definidos anteriormente.
9. A CNH gratuita é realmente gratuita? Posso confiar?Sim, o programa é 100% gratuito para quem for contemplado. Os Detrans costumam fazer parcerias com autoescolas credenciadas e arcam com os custos. Atenção: não caia em golpes! Jamais pague taxas por meio de terceiros ou redes sociais. As inscrições ocorrem exclusivamente pelos canais oficiais.
10. Como me inscrevo?Cada Detran tem seu sistema. Veja o que costuma se exigir:
- Estar inscrito e com cadastro atualizado no CadÚnico;
- Apresentar documentos de identificação, comprovante de residência e, em alguns casos, histórico escolar;
- Acompanhar o site e as redes do Detran do seu estado para ver se o programa está ativo.
A Lei 15.153/25 cria um importante mecanismo de inclusão social no trânsito brasileiro. Conforme o deputado José Guimarães (PT-CE), autor do PL que deu origem à lei, o alto custo para obtenção da licença para dirigir reduzia oportunidades para que as pessoas pudessem atuar, por exemplo, em entregas ou transporte de passageiros, o que para muitos representa uma alternativa importante de inclusão no mercado de trabalho.
Agora, fique atento às oportunidades no seu estado e compartilhe este conteúdo com quem está em busca da tão sonhada carteira de graça!
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BRT Sorocaba apresenta campanha de incentivo ao comportamento mais solidário entre passageiros
Por uma mobilidade mais humana e consciente, o BRT Sorocaba apresenta a Campanha Gentileza , uma iniciativa para despertar as virtudes de respeito e cordialidade entre os passageiros que utilizam o sistema BRT. O movimento tem como intuito principal relembrar a todos a importância de ter um comportamento mais solidário de civilidade e amabilidade durante as viagens.
A campanha está disponível no circuito digital das TVs internas dos terminais, estações e ônibus do BRT, destacando mensagens diárias de práticas de acolhimento pensando na coletividade.
ConvivênciaRealizar horários de ônibus é a realidade da maioria das pessoas nos grandes centros urbanos e, em Sorocaba, isso não é diferente. O ir e vir nos ônibus é se deslocar, mas também, é conviver com a realidade de muitos cidadãos. Não é possível saber em detalhes quem é, o que faz, o que sente, quais suas necessidades e desejos, porém durante uma viagem todos têm o mesmo objetivo: chegar ao seu destino.
Nesse contexto, existem o embarque de passageiros preferenciais que, devido às suas condições ou por alguma limitação, possuem assentos específicos. Essas pessoas apresentam uma deficiência ou mobilidade reduzida, sendo crianças de colo, podendo ser gestantes, obesas, autistas ou idosos acima de 60 anos.
Esses assentos são direcionados a elas porque existe uma necessidade e precisa ser respeitado, contudo muita gente acaba utilizando e não cedendo o lugar quando há uma demanda. Na ausência de pessoas nestas condições, o uso do assento é livre.
Conforme Renato Andere, presidente do BRT Sorocaba, despertar mais educação e amabilidade é uma atitude que ajudará a transformar a sociedade para melhor. Para conviver harmonicamente em ambiente coletivo é fundamental pensar e agir no mesmo sentido.
“Precisamos cultivar e fazer florescer atitudes para o bem maior. Que esperamos normalizar sermos mais gentis e acolhedores. No ônibus são muitas Marias, Joanas, Paulos, Andrés e muitos outros nomes que estão ali em patamar de igualdade. Veja a moça com a criança de colo. Já descobriu que poderia ser sua mãe e você quando pequeno? Quando encontrei a enxergar o “outro” além de nós mesmos, despertamos a compaixão e passamos a apoiar as pessoas no entorno”, explica.
Veja também Segurança Sinistros com trens: quando a sinalização falha, o risco aumenta Conscientização Educação é a chave para um trânsito mais seguro, apontam pesquisadores da UEPA Mobilidade Urbana Congestionamento no Brasil: estudo revela impacto do trânsito em grandes capitais O movimento “Gentileza” deseja ser contribuição para os passageiros muito além do ônibus.A mensagem anseia encorajar que o cuidado com o próximo muda a dinâmica do meio onde se vive. A vem transformação a partir do despertar de consciência e da mudança de atitudes.
Dentre as mensagens divulgadas estão lembretes sobre boas práticas para uma convivência mais fraterna durante as viagens. Alguns avisos importantes são:
- Para deslocamentos seguros, o passageiro deve ter atenção ao caminhar entre o ônibus e a plataforma;
- Realize o embarque e desembarque com calma para evitar esbarrões;
- Tenha atenção aos assentos preferenciais;
- Mesmo que o assento não seja preferencial, se tiver um passageiro em condição mais vulnerável, seja gentil e convide-o para sentar. Essa atitude ajudará a despertar o sentimento de coletividade e amor ao próximo.
- Dê a preferência na passagem se o passageiro estiver carregando sacolas e outros volumes. Ao facilitar o embarque dele nas plataformas ou nos ônibus, você também ajudará os demais passageiros, pois tudo será mais rápido ao conseguir acomodar os pertences.
- Se desejar ouvir música durante a viagem, use fones de ouvido.
“Queremos viralizar a gentileza. Precisamos de uma nova atenção para avançarmos enquanto sociedade e desenvolver a compaixão dos nossos passageiros é colocar em ação o nosso lado mais humano. Reforçamos a mensagem também por meio dos nossos colaboradores orientando os passageiros sobre a importância dessas boas práticas durante as deslocações”, finaliza Andere.
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Vai viajar com crianças e pets nas férias de julho? Veja cuidados essenciais!
Com a chegada das férias escolares de julho, muitas famílias aproveitam o recesso para pegar a estrada em busca de descanso e diversão. Mas, antes de iniciar o trajeto, quem vai viajar com crianças e animais de estimação precisa redobrar a atenção com a segurança e o bem-estar de todos os ocupantes do veículo.
Entre os cuidados fundamentais está o uso correto dos dispositivos de retenção, como cadeirinhas, e assentos de elevação, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), além de cintos apropriados para pets. Essenciais para a preservação da vida em situações de colisões ou freadas bruscas, esses dispositivos também são obrigatórios por lei e precisam estar corretamente instalados.
“É fundamental garantir que todos os dispositivos estejam certificados, bem instalados e ajustados de acordo com o tamanho e o peso das crianças e dos animais. Isso faz toda a diferença em caso de frenagens bruscas ou acidentes”, alertam os especialistas da AutoZone Brasil, referência nacional em peças e acessórios automotivos.
Veja também Notícias Você escuta música no carro? Veja como isso influencia no trânsito Notícias Saiba como relaxar após uma longa viagem de carro Mobilidade Urbana Trânsito e saúde mental: o estresse de dirigir todos os dias A seguir, veja as orientações práticas elaboradas pela equipe da AutoZone Brasil para quem vai pegar a estrada nas férias de julho: Organize o interior do carroManter a cabine limpa e funcional é essencial para a segurança. Bolsas organizadoras, compartimentos para objetos e suportes facilitam o armazenamento de itens como garrafas de água, brinquedos, alimentos e acessórios dos animais (como mantas e potes portáteis). Isso evita que objetos soltos se transformem em riscos em caso de manobras bruscas e ainda reduz distrações ao volante.
Proteja contra o calor e os raios solaresO uso de películas de proteção solar nos vidros laterais e traseiros ajuda a reduzir a incidência direta de raios solares sobre os passageiros, mantendo o ambiente interno mais fresco. Essa proteção é especialmente importante para crianças pequenas e animais, que têm maior sensibilidade ao calor e podem apresentar desconforto ou até desidratação em viagens longas.
Revise o ar-condicionadoAntes de viajar, verifique se o sistema de climatização está funcionando adequadamente. A troca dos filtros de cabine e a limpeza do sistema são procedimentos simples que fazem diferença, principalmente para passageiros com histórico de alergias ou problemas respiratórios. Um ar-condicionado eficiente também é aliado no controle térmico durante paradas prolongadas ou congestionamentos.
Faça uma checagem completa do veículoA revisão básica deve incluir pneus, freios, óleo do motor, nível de água do radiador, sistema elétrico e iluminação. Uma falha mecânica no meio do trajeto pode causar atrasos, desconforto e até situações de risco, sobretudo quando há crianças ou animais a bordo. Vale também revisar limpadores de para-brisa e nível do fluido de limpeza, já que viagens longas podem atravessar trechos com poeira, lama ou chuvas repentinas.
Garanta entretenimento para os pequenosO tédio pode ser um dos maiores desafios das viagens com crianças. Por isso, vale preparar um kit de entretenimento com livros, brinquedos, jogos leves, tablets com filmes infantis e playlists musicais apropriadas. Lembre-se de manter o volume em níveis que não comprometam a atenção do motorista e de levar carregadores portáteis.
Monte uma malinha de emergênciaTenha sempre à mão uma pequena bolsa com muda de roupas, lenços umedecidos, papel higiênico, álcool em gel e uma farmacinha básica com itens como antitérmico, curativos adesivos, termômetro e pomada para picadas. Esses cuidados simples ajudam a evitar paradas desnecessárias e garantem que pequenos imprevistos não atrapalhem o passeio.
Segurança para os pets também é prioridadeDeve-se transportar animais de estimação com segurança, utilizando cintos de contenção específicos, caixas de transporte ou cadeirinhas próprias. Eles nunca devem viajar soltos no carro — além de ser infração de trânsito, isso pode gerar distrações perigosas para o motorista.
Durante a viagem, programe paradas regulares para hidratação, alimentação e necessidades fisiológicas dos animais. E, claro, nunca deixe o pet sozinho dentro do carro, especialmente em dias quentes, mesmo com os vidros entreabertos.
Viagem segura nas férias de julho é sinônimo de responsabilidadeMesmo em viagens curtas, o planejamento é um aliado essencial da segurança. O motorista deve descansar bem antes de dirigir, evitar consumo de álcool, respeitar os limites de velocidade e estar atento às condições das rodovias.
Férias são um momento importante para fortalecer os laços familiares e criar boas memórias. E nada melhor do que garantir que todos cheguem ao destino com segurança, conforto e tranquilidade.
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CNT inicia nova edição da Pesquisa de Rodovias com uso de inteligência artificial e cobertura ampliada
Começou no final de junho a coleta de dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, um dos principais levantamentos técnicos sobre a infraestrutura rodoviária do Brasil. Realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), a iniciativa chega à sua 28ª edição, incorporando novas tecnologias, como inteligência artificial e análises automatizadas, e cobrindo uma extensão recorde de 114.500 quilômetros de malha rodoviária pavimentada — 2.600 km a mais do que em 2024.
A Pesquisa contempla todas as rodovias federais, os trechos mais relevantes das estaduais e 100% das vias sob concessão, em todos os estados e no Distrito Federal.
Ao longo de cerca de 30 dias, uma equipe de 24 pesquisadores vai cruzar o país em veículos equipados com câmeras e sistemas digitais. As análises técnicas serão feitas em campo com base em três critérios: pavimento, sinalização e geometria da via. Os dados são registrados digitalmente por um sistema padronizado, com os veículos mantendo velocidade média de 60 km/h durante os trajetos. “A cada edição, a Pesquisa CNT de Rodovias vem incorporando novas tecnologias para garantir dados ainda mais precisos e úteis ao setor. Em 2025, além da coleta 100% digital, estamos utilizando recursos de inteligência artificial e análises automatizadas. Isso amplia significativamente a confiabilidade dos resultados”, explica Fernanda Rezende, diretora executiva interina da CNT.
“Isso fortalece nossa capacidade de diagnosticar, com exatidão, os principais desafios da malha rodoviária brasileira”, completa.
Veja também Estatísticas Sinistros nas rodovias federais crescem em 2024 e atingem maior número de mortes dos últimos cinco anos Fiscalização e Legislação Uso de faróis durante o dia não terá nova regra em 2025, esclarece Senatran Fiscalização e Legislação Farol de neblina: quando usar e quando evitar? Como a pesquisa ajuda a melhorar o trânsitoOs dados da Pesquisa CNT de Rodovias vão muito além da avaliação técnica: eles orientam políticas públicas, ajudam no planejamento logístico, contribuem para reduzir riscos no transporte e subsidiam estudos técnicos e acadêmicos. A metodologia permite ainda comparar o desempenho de rodovias sob gestão pública e concedida, assim como avaliar diferenças entre jurisdições estaduais e federais.
Com os diagnósticos detalhados, é possível propor ações concretas para melhorar a infraestrutura, aumentar a segurança viária e promover investimentos mais eficientes nas rodovias. Ou seja, algo fundamental para a mobilidade urbana e intermunicipal no Brasil.
Coleta nacional começa por 13 cidadesA etapa de campo da Pesquisa começou de forma simultânea em 13 cidades brasileiras, escolhidas estrategicamente para representar diferentes regiões. A operação conta com apoio das federações estaduais do transporte de cargas dos estados do Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins e também do Distrito Federal.
A expectativa é que se conclua o levantamento nas próximas semanas, e a divulgação dos resultados finais ocorra ainda em 2025.
Três décadas monitorando as rodovias brasileirasEm 2025, a Pesquisa completa 30 anos de existência. Assim, consolidando-se como a maior e mais longeva série histórica sobre as condições da malha rodoviária pavimentada do país. Desde 1995, quando aconteceu a primeira edição, a iniciativa tem fornecido informações essenciais para entender os gargalos do transporte rodoviário e propor melhorias estruturais.
Com a adoção contínua de novas tecnologias e metodologias de avaliação, a CNT reforça seu papel como referência na análise técnica do setor. Além disso, contribui diretamente para o aprimoramento da segurança, eficiência e qualidade das rodovias brasileiras.
Com informações da Agência CNT Transporte Atual
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Proprietários de veículos registrados no Ceará receberão informações sobre serviços do Detran por WhatsApp
Mais tecnologia e comodidade a serviço dos cearenses proprietários de veículos. A partir desta quinta-feira (3), o Governo do Ceará, em parceria com o Detran, iniciará o envio de mensagens via WhatsApp sobre serviços do órgão estadual de trânsito. O contato acontecerá pelo número oficial do Governo: (85) 98682-9000.
Por meio dessa plataforma, os usuários poderão consultar serviços como avisos sobre o licenciamento do veículo, informações sobre IPVA e a renovação da CNH. A comunicação ocorrerá, inicialmente, aos proprietários de veículos registrados no Ceará que já efetuaram o pagamento do licenciamento em 2025.
“A comunicação desses serviços via WhatsApp é mais uma ferramenta segura e prática, que vai facilitar a vida desses proprietários de veículos, com avisos, informações diversas e atualizações constantes sobre vencimentos, validade da carteira de motorista, entre outros”, reforça o superintendente do Detran-CE, Waldemir Catanho.
Veja também Documentação Veja como ter acesso ao CRLV 2025 Carteira de Habilitação (CNH) Quer mudar de categoria na CNH? Veja o que você precisa saber! Carteira de Habilitação (CNH) CNH Digital x CNH Física: qual a melhor opção para você? Fique atentoO Detran-CE reforça que as mensagens via WhatsApp serão enviadas exclusivamente pelo número (85) 98682-9000, do Governo do Ceará. Proprietários de veículos devem desconsiderar qualquer tipo de informação recebida por outros contatos, evitando, assim, a possibilidade de cair em golpes virtuais.
Em caso de recebimento de avisos do órgão estadual de trânsito vindos de outro contato, é fundamental que se faça a denúncia ou o registro de um Boletim de Ocorrência (B.O) junto à Polícia Civil para que os órgãos tomem as providências necessárias.
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Carros híbridos e elétricos atingem 7,76% do mercado automotivo no Brasil
A mobilidade elétrica se consolida como uma das grandes apostas do setor automotivo no Brasil. Aquilo que há uma década parecia uma visão futurista hoje se consolida como uma opção cada vez mais real para consumidores, governos e fabricantes. Em 2025, o país começou o ano com números animadores que reforçam a tendência à eletrificação, não apenas em veículos particulares, mas também no transporte público.
Nesse cenário, as vendas de veículos 100% elétricos e eletrificados no Brasil registraram um dinamismo nos primeiros meses, refletindo a conjunção entre políticas de incentivo, avanços tecnológicos e mudanças nas preferências dos consumidores. Os dados mais recentes revelam que o país não apenas manteve a tendência de alta observada em 2024, mas também alcançou novos marcos que o aproximam dos mercados líderes na Europa e na Ásia.
Especificamente, em maio de 2025, as matrículas de veículos elétricos a bateria (BEV) atingiram 6.969 unidades, um recorde histórico para a categoria, de acordo com a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE). Esse volume representou um crescimento de 48,2% em relação a abril, quando foram vendidos 4.702 BEV, e um aumento de 34,7% em relação a maio de 2024, quando as vendas ficaram em 5.175 veículos.
O segmento dos híbridos plug-in (PHEV) também desempenha um papel decisivo no mercado dos veículos elétricos. Em maio, foram registradas 7.581 unidades PHEV, o que representou 45,5% da quota total de veículos elétricos, contra 41,9% dos BEV. Juntos, os BEV e PHEV representam 87% das matrículas de veículos elétricos, com 14.550 unidades vendidas no total. Há um ano, em maio de 2024, a participação desses modelos no segmento de veículos elétricos era de 60,6%, enquanto em maio de 2023 representavam apenas 47%.
Considerando todas as tecnologias elétricas — veículos a bateria, híbridos plug-in, híbridos convencionais (HEV) e híbridos flexíveis (HEV Flex) —, as vendas totais de janeiro a maio somaram 71.324 unidades, um aumento de 19,5% em comparação com as 59.669 do mesmo período de 2024.
Somente em maio, foram comercializados 16.641 veículos leves elétricos, 12,7% a mais que em abril e 22,25% a mais que em maio de 2024, quando foram vendidas 13.612 unidades. Além disso, a participação desses modelos no mercado total de automóveis de passeio e veículos comerciais leves atingiu 7,76%, considerando 16.641 veículos elétricos de um total de 214.383 matrículas, de acordo com a Fenabrave.
A aceleração do mercado de veículos elétricos responde a vários fatores convergentes. Em primeiro lugar, a ampliação do portfólio de modelos foi fundamental, com a chegada de novas marcas, especialmente da Ásia, e o lançamento de versões em diferentes faixas de preço democratizou o acesso à tecnologia elétrica.
Além disso, a expansão da infraestrutura de recarga, com estações localizadas em rodovias, centros urbanos, supermercados e condomínios, reduziu a “ansiedade pela autonomia” e fortaleceu a confiança dos usuários para adotar veículos que dependem exclusivamente de tomadas.
A distribuição regional das vendas de veículos elétricos mostra uma concentração ainda predominante no Sudeste, com 48,8% do mercado, seguido pelo Sul (17,4%), Nordeste (16,8%), Centro-Oeste (13%) e Norte (4%). No entanto, a ABVE destaca que a diferença entre as regiões vem se equilibrando mês a mês, graças a incentivos estaduais como isenções ou reduções no IPVA, a expansão das redes de concessionárias e a implantação de carregadores públicos e privados em estados tradicionalmente atrasados. Em particular, as regiões Nordeste e Norte vêm aumentando gradualmente sua participação.
O comportamento dos híbridos convencionais aponta para uma tendência de queda. Os HEV e HEV Flex perderam terreno para os BEV e PHEV, uma evolução natural do amadurecimento do mercado elétrico. Essa dinâmica reforça a ideia de que a eletrificação total se perfila como o destino final do parque automotivo, substituindo progressivamente as soluções parciais.
No transporte público, a eletrificação avança com maior oscilação.Em maio, foram registrados 24 ônibus elétricos, número que representa uma queda de 73% em relação a abril (79 unidades), mas um crescimento de 167% em relação a maio de 2024. No acumulado de 2025, foram registrados 272 ônibus elétricos, 130,5% a mais do que no período de janeiro a maio de 2024. A ABVE explica que essas flutuações refletem a fase inicial de transição e apontam que os incentivos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal têm sido fundamentais para promover a adoção de frotas elétricas nos municípios.
Por sua vez, os resultados globais do mercado automotivo em maio de 2025, incluindo modelos não elétricos, também acompanharam essa tendência positiva. De acordo com a Bright Consulting, através da plataforma AutoDash, o Brasil registrou 213.479 veículos leves, 8,6% a mais que em abril e 16,6% a mais que em maio de 2024. As vendas diretas para empresas, frotas e locadoras representaram 50,1% do total, consolidando um papel cada vez mais importante desse canal.
Entre os modelos mais vendidos do mês, destacaram-se os veículos totalmente elétricos. Por exemplo, o BYD Dolphin Mini liderou as vendas no varejo com 2.578 unidades, superando modelos tradicionais como o Hyundai HB20 e o Fiat Argo. A crescente presença de marcas chinesas no ranking reflete a aceitação de veículos elétricos acessíveis e competitivos e antecipa uma maior diversificação da oferta nas concessionárias.
Expansão da rede de carregamento elétricoImpulsionado por investimentos estrangeiros, como os 10.000 pontos de carga que a DiDi Chuxing instalará nos próximos anos, o país começou a reduzir seu atraso em relação a potências como China e Estados Unidos. Esse investimento único elevaria a infraestrutura brasileira de recarga em 67% e se soma a iniciativas locais como as da Moby e da Tupi Mobilidade, que refletem um interesse crescente em fortalecer a rede em pontos estratégicos do país.
Entre o final de 2023 e o início de 2025, o Brasil quase triplicará seu número de carregadores públicos, chegando a mais de 14.800 unidades, o que equivale a um carregador para cada 7,2 veículos elétricos, uma proporção próxima à dos Estados Unidos. No entanto, ainda existem desafios importantes, como a distribuição desigual da infraestrutura, já que enquanto São Paulo oferece um carregador para cada 6,3 carros elétricos, estados como o Acre contam com apenas meia dúzia de pontos operacionais.
Paralelamente, o mercado segurador também evolui para responder às necessidades desta nova geração de veículos.É importante ressaltar que a carga doméstica continua sendo a mais utilizada e 9 em cada 10 proprietários brasileiros optam por recarregar em casa, favorecidos por promoções que incluem wallboxes gratuitos e o boom dos painéis solares. No entanto, a expansão dos carregadores de corrente contínua (CC), essenciais para viagens longas, tem sido fundamental e, somente entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, foram instalados mais de 900, elevando o total para 2.430 estações rápidas, de acordo com a Tupi Mobilidade.
Os carros elétricos requerem coberturas específicas, como proteção para baterias e carregadores, assistência especializada e responsabilidade civil em caso de incidentes ocorridos durante o carregamento. Dado o alto custo de seus componentes e a demanda por técnicos qualificados, ter uma apólice adequada torna-se indispensável.
Muitas seguradoras já oferecem descontos aos proprietários de veículos elétricos, incentivos à sustentabilidade e até programas de compensação de carbono. Assim, a combinação de fatores como uma rede de recarga mais robusta e seguros de carros mais inteligentes reflete um ecossistema em transição, no qual o Brasil busca se posicionar como um ator relevante no mapa global da mobilidade limpa e conectada.
Fonte: site O Melhor Trato
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Gelo na pista: como dirigir com segurança em dias de frio extremo
Com a chegada do inverno e a queda acentuada das temperaturas em várias regiões do Brasil, aumenta o risco de um inimigo invisível nas estradas: o gelo sobre o asfalto. Embora mais comum nas regiões Sul e em pontos serranos de estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a formação de gelo — também chamada de “gelo negro” — pode surpreender motoristas desprevenidos em trechos de serra, pontes e rodovias com pouca incidência solar.
O problema é que esse tipo de gelo é praticamente imperceptível, confundindo-se com a superfície da pista. Quando o veículo passa por essa área congelada, a aderência dos pneus com o solo é drasticamente reduzida, aumentando o risco de derrapagens, perda de controle e sinistros de trânsito.
Pensando nisso, o Portal do Trânsito reuniu orientações valiosas para condutores enfrentarem essas condições com mais segurança.
O que é o “gelo negro”?Apesar do nome, o “gelo negro” (ou black ice, em inglês) não é realmente preto — o que acontece é que ele forma uma camada tão fina e transparente que assume a cor da pista, especialmente do asfalto escuro. Por isso, o motorista só percebe sua presença quando já está em cima ou quando sente o veículo deslizar.
Esse fenômeno ocorre principalmente durante as madrugadas e nas primeiras horas da manhã, quando as temperaturas estão mais baixas. Pontes, viadutos e trechos sombreados da pista são os locais mais propensos à formação desse tipo de gelo.
Dicas para dirigir com segurança quando há risco de gelo na pista1. Reduza a velocidade
Em condições de frio intenso, trafegar em velocidade reduzida é a principal estratégia de prevenção. Quanto maior a velocidade, maior a distância de frenagem — e, com gelo, essa distância pode ser até 10 vezes maior do que em pista seca.
2. Evite freadas e acelerações bruscas
Manobras repentinas desequilibram o carro em uma pista com baixa aderência. Mantenha movimentos suaves e progressivos no volante, nos pedais e na troca de marchas.
3. Aumente a distância do veículo à frente
A distância segura em condições normais pode não ser suficiente se houver gelo. Mantenha pelo menos o dobro da distância usual. Isso dá mais tempo para reagir e evita colisões em cadeia.
4. Use marchas mais altas em subidas e descidas
Quando for subir ou descer uma ladeira com possível formação de gelo, opte por marchas mais altas para reduzir o torque e evitar que as rodas patinem.
5. Esteja atento à sinalização e às condições do tempo
Trechos de serra ou próximos a áreas rurais costumam ter placas de advertência para risco de gelo. Fique atento também às informações meteorológicas e, se possível, evite circular nos horários mais frios do dia.
6. Em caso de derrapagem, mantenha a calma e não freie com força
Se o carro começar a deslizar, tire o pé do acelerador, segure firme o volante e evite travar as rodas. Se for necessário frear, faça isso de maneira suave, preferencialmente com o uso do freio motor.
Veja também Segurança Detran alerta: como agir em caso de fumaça na rodovia Segurança Condições adversas no trânsito: como identificar e agir diante dos riscos Segurança Saiba como dirigir na chuva e agir em áreas de alagamento E os veículos? Estão preparados?A manutenção preventiva também é essencial para dirigir com segurança no frio. Pneus com desgaste acentuado, por exemplo, têm menor aderência e ampliam o risco de aquaplanagem e perda de controle. O mesmo vale para sistemas de freios e suspensão.
Outro ponto importante é verificar o nível e a condição do líquido de arrefecimento (popularmente chamado de “água do radiador”), pois ele evita o congelamento do motor em temperaturas muito baixas. Em regiões com frio mais severo, recomenda-se o uso de aditivos específicos para essas condições.
Experiência de países mais frios: o que podemos aprender?Em países como Canadá, Suécia e Noruega, onde o gelo e a neve são comuns, o uso de pneus de inverno ou com cravos metálicos é obrigatório em certas épocas do ano. No Brasil, essa exigência não existe, mas motoristas que vivem ou trafegam em áreas de altitude elevada podem considerar a troca de pneus por modelos com maior tração.
Além disso, nessas regiões, é comum o treinamento específico para direção em superfícies escorregadias — algo que ainda é raro na formação dos condutores brasileiros, mas que pode ser um diferencial importante.
A segurança começa com a informaçãoConforme especialistas, dirigir em pista congelada exige conhecimento, atenção redobrada e prudência. A conscientização dos motoristas sobre os riscos do frio extremo é essencial para reduzir sinistros nessa época do ano.
“Condições climáticas adversas, como o gelo na pista, desafiam a habilidade e o bom senso do condutor. Mais do que técnica, é preciso atitude preventiva: reduzir a velocidade, aumentar a distância e reconhecer os próprios limites ao volante”, comenta o especialista em trânsito Celso Mariano.
ImportanteSe estiver em uma região com previsão de geada ou neve, considere adiar a viagem para um horário mais seguro, sempre que possível. A segurança deve vir sempre em primeiro lugar.
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Paraná lança plano inédito para reduzir mortes no trânsito pela metade até 2030
Com metas ambiciosas e abordagem inovadora, o estado do Paraná concluiu o primeiro Plano Estadual de Segurança no Trânsito do país. A expectativa é reduzir drasticamente os índices de mortalidade nas vias nos próximos cinco anos.
O Paraná deu um passo pioneiro no Brasil ao finalizar, nesta semana, o Plano Estadual de Segurança no Trânsito (PETRANS-PR) 2025-2030, que estabelece diretrizes e ações integradas para fortalecer a segurança viária e promover uma mobilidade urbana mais sustentável. O documento foi desenvolvido ao longo de dois anos por um grupo técnico interinstitucional coordenado pelo Detran-PR e já foi aprovado em instância técnica. Agora, segue para análise da Casa Civil e de outros órgãos competentes, antes do lançamento oficial.
Com base em dados de 2020, quando o estado registrava 21,7 mortes no trânsito por 100 mil habitantes, o objetivo central do PETRANS-PR é reduzir esse número pela metade até 2030. Se alcançada, a meta levará o índice para 10,8 óbitos por 100 mil habitantes, uma redução que representa a preservação de milhares de vidas.
Mais de 100 ações previstasO plano propõe 30 metas específicas e 115 ações estruturadas, envolvendo desde melhorias na infraestrutura das vias até o fortalecimento da governança e da atuação intersetorial entre áreas como saúde, educação, segurança pública, meio ambiente e mobilidade urbana.
A coordenação das ações está a cargo do Grupo Técnico Interinstitucional do Pnatrans no Paraná (GT PNATRANS-PR), que reúne 35 entidades, entre secretarias estaduais, órgãos públicos e representantes da sociedade civil. A construção do plano contou com a expertise acumulada desde que o Paraná se tornou o primeiro estado a aderir ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), em 2021.
“A construção coletiva do PETRANS-PR mostra que estamos tratando a segurança viária com a seriedade e o comprometimento que ela exige. Não é apenas um plano, mas uma política pública permanente em defesa da vida”, afirma Santin Roveda, presidente do Detran-PR e secretário executivo do GT Pnatrans-PR.
Conforme ele, o documento representa o compromisso do estado com a segurança dos seus cidadãos.
“Não há progresso possível sem garantir o direito de cada paranaense de ir e vir com segurança. Apesar da complexidade e dos desafios, o plano é um marco que reforça o papel de liderança do Estado nas políticas de segurança viária”, completa Roveda.
Alinhado a metas nacionais e internacionaisAs ações propostas pelo PETRANS-PR dialogam com diretrizes internacionais, como a Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente a meta ODS 3.6, que prevê a redução em 50% das mortes e lesões no trânsito. O plano também se baseia nos princípios da Visão Zero, iniciativa sueca que parte do princípio de que nenhuma morte no trânsito é aceitável.
Para isso, adota uma abordagem sistêmica, substituindo o foco tradicional de responsabilização individual por um modelo de sistemas seguros, que considera o erro humano inevitável e busca tornar o ambiente viário mais tolerante a falhas.
Diagnóstico preocupanteDurante a elaboração do PETRANS, foi feito um diagnóstico detalhado da situação do trânsito paranaense. Entre os principais dados levantados estão:
A frota ativa aumentou 51,2% entre 2010 e 2024, saltando de 48 para 73 veículos por 100 habitantes;
- No mesmo período, houve queda de 24% na emissão de CNHs, mas aumento de 54,3% nas habilitações femininas por 100 mil habitantes;
- Municípios com menos de 20 mil habitantes concentraram, em 2023, 29% das mortes por lesões de trânsito, embora representem apenas 21% da população estadual;
- Já os municípios com mais de 100 mil habitantes responderam por 42% dos óbitos, com destaque para faixas etárias de 20 a 29 anos (21% das mortes em 2023) e idosos com 60 anos ou mais.
O custo humano e financeiro dos sinistros também foi detalhado. Em média:
- Cada sinistro custa R$ 107 mil;
- Lesões com vítimas feridas geram custo médio de R$ 159 mil;
- Já as ocorrências com mortes geram impacto médio de R$ 1 milhão.
Somente em 2023, as lesões de trânsito custaram mais de R$ 20 milhões ao SUS no Paraná. Em 2024, o valor ficou acima de R$ 18 milhões, sendo R$ 10 milhões relacionados a sinistros envolvendo motocicletas.
Veja também Estatísticas Frota de veículos no Brasil: Sudeste lidera o ranking nacional e Região Sul ocupa a segunda colocação Fiscalização e Legislação Multas de trânsito: sistema digital reduz tempo de resposta de 750 para 7 dias no Paraná Notícias Detran inova com autobiometria: atualize a foto da CNH pelo celular Um desafio coletivoAssim como outros estados, o Paraná enfrenta desafios significativos como o excesso de velocidade, o consumo de álcool ao volante e o desrespeito às regras de trânsito, tanto em áreas urbanas quanto em rodovias. O PETRANS-PR surge como um esforço estruturado para enfrentar essas questões com foco na preservação da vida.
A eficácia do plano, no entanto, dependerá da articulação entre Estado, instituições e sociedade civil. O engajamento da população será essencial para transformar as propostas em resultados concretos.
Com informações da Agência Estadual de Notícias
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CNH do Trabalhador: prazo final de inscrições antecipado para 7 de julho
O prazo final para as inscrições no programa CNH do Trabalhador foi antecipado para 7 de julho, às 14h. Com mais de 80 mil inscritos em menos de três dias de inscrições, o Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) ajustou o cronograma de inscrições devido à alta demanda.
Apenas pessoas inscritas no CadÚnico-AL até 31 de dezembro de 2024 poderão participar do programa. Os interessados devem se inscrever exclusivamente no site do Detran Alagoas, pelo link: https://www.detran.al.gov.br/habilitacao/cnh-trabalhador/. A mudança no prazo final das inscrições visa otimizar o processo de seleção para as 3.505 vagas disponíveis nesta primeira edição.
O Detran/AL reforça que todo o processo para participar do programa é totalmente gratuito: desde a inscrição até todos os trâmites para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Isso inclui exames clínicos e psicológicos, aulas teóricas e práticas nos Centros de Formação de Condutores (CFCs) – popularmente conhecidos como autoescolas –, além das provas teórica e prática de direção.
Veja também Carteira de Habilitação (CNH) CNH Provisória: o que os novos condutores precisam saber para garantir a versão Definitiva Carteira de Habilitação (CNH) Quer mudar de categoria na CNH? Veja o que você precisa saber! Carteira de Habilitação (CNH) CNH aos 16 anos: por que isso não é possível no Brasil? O programaO programa CNH do Trabalhador é uma iniciativa do Governo de Alagoas que destina mais de R$ 3 milhões para a formação de condutores e emissão gratuita da primeira CNH nas categorias A ou B. A distribuição das vagas acontece proporcionalmente entre os 102 municípios alagoanos. O processo de seleção, cujas regras estão na Portaria 1.206/2025 do Detran/AL, ocorrerá em três fases.
Após o encerramento das inscrições, a seleção dos candidatos ocorrerá com base nos critérios definidos pelo Decreto Estadual nº 102.831 e pela Portaria do Detran. Após a divulgação da lista dos selecionados, os candidatos deverão abrir o processo de primeira habilitação, de acordo com o cronograma que o Detran divulgará, e em seguida seguir as etapas de exames médico e psicológico, e o curso teórico em um CFC indicado pelo órgão.
O processo deve ser finalizado em até 12 meses. Os custos adicionais por falta ou reprovação em exames serão de responsabilidade do candidato.
Pré-requisitos para a CNH do Trabalhador:- ter mais de 18 anos;
- estar cadastrado no CadÚnico Alagoas até o dia 31 de dezembro de 2024;
- ter ensino fundamental completo;
- comprovar domicílio em Alagoas; e possuir CPF e documento oficial de identificação com foto.
Para mais informações, acesse o site oficial do Detran Alagoas ou o perfil @detranalagoas no Instagram.
As informações são da Ascom Detran Alagoas
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É falsa a informação de que o governo vai cobrar IPVA de bicicletas
Nos últimos dias, voltou a circular nas redes sociais uma informação falsa que afirma que o governo federal estaria elaborando um plano para cobrar IPVA de bicicletas, incluindo modelos elétricos. A notícia, compartilhada principalmente por mensagens de WhatsApp e vídeos em plataformas digitais, causou preocupação e indignação entre ciclistas e usuários de bicicletas elétricas. No entanto, a informação não é verdadeira.
Governo Federal desmente a informaçãoA Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) divulgou nota oficial em que nega qualquer intenção do Governo Federal de instituir cobrança de IPVA para bicicletas ou bicicletas elétricas.
“Não há qualquer proposta ou estudo no âmbito do Governo Federal que trate da cobrança de IPVA para ciclistas ou que envolva emplacamento obrigatório de bicicletas”, afirmou a Secom.
O Ministério da Fazenda também reforçou que não há nenhuma iniciativa nesse sentido sendo discutida internamente.
IPVA é de competência estadualO Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um tributo estadual, regulamentado pelo artigo 155, inciso III, da Constituição Federal. Ou seja, cabe aos Estados e ao Distrito Federal legislar sobre o imposto, não ao Governo Federal.
Além disso, a legislação é clara ao estabelecer que o IPVA só incide sobre veículos automotores terrestres, o que exclui bicicletas comuns — que são movidas por propulsão humana — e também boa parte das bicicletas elétricas, desde que atendam a critérios técnicos específicos.
Bicicletas elétricas: o que diz a legislaçãoA Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabelece que bicicletas elétricas que tenham motor auxiliar com potência máxima de 1.000 W, que não ultrapassem a velocidade de 32 km/h e que mantenham a exigência de pedal assistido, não são ciclomotores. Portanto, estão dispensadas de registro, licenciamento, emplacamento e pagamento de tributos como IPVA.
Modelos que excedam esses limites técnicos, no entanto, podem ser enquadrados como ciclomotores, conforme especificações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sendo então obrigados a seguir outras exigências legais, inclusive tributárias.S
Sem possibilidade de cobrança em âmbito estadualNo momento, não há registro de qualquer projeto de lei em tramitação nas Assembleias Legislativas dos Estados brasileiros que proponha a cobrança de IPVA sobre bicicletas ou similares.
Mesmo que uma proposta desse tipo surgisse, haveria grande controvérsia jurídica, uma vez que seria necessário alterar a própria definição de “veículo automotor” nas legislações estaduais, além de contrariar os princípios e diretrizes do Contran e da Constituição.
A circulação desse tipo de conteúdo configura desinformação e pode gerar alarme infundado entre os cidadãos.
O Portal do Trânsito reforça a importância de verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las, especialmente quando envolvem mudanças na legislação de trânsito ou em tributos.
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Detran alerta para golpe da emissão gratuita de CNH
O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) alerta a população sobre golpes nas redes sociais e aplicativos de mensagens envolvendo a falsa promessa da emissão gratuita da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As mensagens alegam, de forma enganosa, que o benefício seria oferecido por um programa do governo federal em parceria com o Detran-GO.
É importante destacar que o Detran-GO não participa de nenhum programa de CNH Social no momento. A autarquia orienta a população a não clicar em links suspeitos e jamais fornecer dados pessoais por meios não oficiais.
O presidente do órgão, Delegado Waldir, reforça que todas as informações oficiais estão disponíveis nos canais de comunicação do Detran-GO. Em caso de dúvida, o cidadão deve sempre buscar os meios oficiais.
Fui vítima do golpe da emissão gratuita de CNH. O que fazer?O Detran-GO mantém seu compromisso com a segurança da informação e o combate à desinformação. Quem for vítima do golpe deve registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil para que se iniciem as investigações, e os responsáveis punidos.
Golpes envolvendo o nome do Detran-GO também é possível denunciar à Ouvidoria da autarquia. O órgão apura todas as denúncias e, quando necessário, encaminha para investigação pelas autoridades competentes.
As informações são da Agência Cora Coralina de Notícias
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“Lei dos carros populares”? Entenda o que é o novo programa que pode reduzir preço de automóveis
Nas últimas horas, a expressão “lei dos carros populares” disparou entre os assuntos mais pesquisados no Google no Brasil. A curiosidade dos internautas ocorreu por notícias recentes que indicam a retomada de um programa do governo federal voltado à redução do preço de veículos zero quilômetro com motor 1.0. Mas afinal, há mesmo uma nova lei em vigor?
A resposta é: não exatamente. O que está gerando essa movimentação é a expectativa de publicação de um decreto presidencial que regulamentará os critérios para isenção ou redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em veículos 1.0 flex. Trata-se do Programa Carro Sustentável, uma das ações previstas dentro do escopo do Programa Mover, que busca promover a mobilidade verde e incentivar a indústria automotiva nacional.
Carro Popular com pegada ambientalA proposta tem como base um modelo de isenção fiscal condicionado a critérios técnicos relacionados à potência do veículo (até 90 cv), emissão de poluentes e reciclabilidade dos materiais utilizados na fabricação. Em troca, o consumidor poderá ter acesso a preços reduzidos, resgatando — ao menos em parte — o conceito do “carro popular”, que praticamente desapareceu do mercado nos últimos anos.
Modelos como Renault Kwid, Fiat Mobi, Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Volkswagen Polo 1.0, entre outros, estão entre os potenciais beneficiários da nova medida. Simulações indicam que a isenção de IPI — que hoje gira em torno de 7% — pode resultar em reduções de até R$ 5 mil no preço final desses veículos.
Não é lei, mas tem força de normaO termo “lei dos carros populares”, apesar de equivocado tecnicamente, tem sido utilizado de forma informal para se referir ao decreto que será editado pelo governo. “Do ponto de vista jurídico, trata-se de um ato normativo do Poder Executivo, com efeitos legais, mas sem passar pelo processo legislativo tradicional no Congresso Nacional”, explica o especialista Celso Mariano, do Portal do Trânsito.
“Ainda assim, seus impactos são reais, especialmente no que se refere ao mercado e à percepção do consumidor”, completa.
A medida terá prazo limitado: valerá até 31 de dezembro de 2026, acompanhando o calendário do Programa Mover, que reformula incentivos para a cadeia automotiva com foco na sustentabilidade.
Estímulo à indústria e apelo socialConforme o governo, o objetivo é tornar o carro novo mais acessível para a população, estimular a produção nacional e atender às metas de descarbonização. A medida contempla tanto o consumidor final (pessoa física), quanto locadoras, frotistas e até montadoras. Ou seja, como forma de incentivo à produção local com menor impacto ambiental.
Expectativa e precauçõesAguarda-se a publicação oficial do decreto para os próximos dias. Enquanto isso, especialistas alertam para o risco de confusão ou propagação de desinformação, principalmente nas redes sociais.
“Já há pessoas acreditando que os preços foram reduzidos automaticamente ou que qualquer veículo será beneficiado. É importante esclarecer que haverá critérios técnicos e que o benefício não será automático para todos os modelos”, reforça Mariano.
Além disso, ainda não se sabe se haverá algum tipo de contrapartida para as montadoras ou limite de produção com isenção.
O que se sabe até agora:- Não há uma nova “lei” dos carros populares, mas sim um decreto que deve ser publicado ainda em julho.
- O programa prevê isenção de IPI para veículos 1.0 flex fabricados no Brasil, com potência de até 90 cv e baixa emissão.
- O impacto esperado é de redução de até R$ 5 mil no valor final de alguns modelos.
- O incentivo vale até dezembro de 2026 e integra o Programa Mover e o novo IPI Verde.
- Será possível a comercialização com isenção apenas de modelos que atendam aos critérios técnicos.
- O objetivo do governo é reativar a produção nacional, reduzir emissões bem como ampliar o acesso ao carro novo.
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Semáforo apagado ou em amarelo intermitente: como atravessar o cruzamento com segurança e dentro da lei
Falhas elétricas, temporais, obras e colisões de postes podem deixar semáforos apagados ou em amarelo intermitente – situação comum em horas de tempestade. Quando isso acontece, muitos condutores hesitam: avanço devagar? Paro de vez? Quem tem prioridade? A resposta está no artigo 29 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que ordena a prioridade em cruzamentos.
Entendendo os modos de falha Situação do semáforoSignificado práticoTratamento legalTotalmente apagadoCruzamento sem controle eletrônicoDeve ser tratado como cruzamento não sinalizado: aplica-se a regra de preferência para quem vem da direita (art. 29, III, a)Amarelo intermitenteAtenção redobrada; avanço permitido com cautelaSe o amarelo intermitente estiver nos dois sentidos, também deve ser tratado como cruzamento não sinalizado: aplica-se a regra de preferência para quem vem da direita (art. 29, III, a) Passo a passo de segurança em caso de semáforo inoperante- Reduza a velocidade antes da linha de retenção. A prudência começa ali; não espere chegar no centro do cruzamento para decidir.
- Observe a ordem de chegada dos veículos.
- Preferência à direita. Ceda a passagem a quem se aproxima pela direita (art. 29, III, a).
- Veículos maiores e de emergência. Transporte coletivo em faixas exclusivas, bombeiros, ambulâncias e polícia (em emergência) continuam tendo prioridade indicada em lei (art. 29, V e VIII).
- Cuidado com pedestres e ciclistas. Em ausência de sinalização, a prioridade é deles; eles devem atravessar na faixa, mas o condutor deve prever comportamentos inesperados.
- Não use buzina de forma abusiva. Ruído excessivo atrapalha a compreensão do cenário, especialmente em cruzamentos complexos.
- Pressa sem análise: acelerar para “passar de qualquer jeito” porque o sinal pifou; colisões laterais são frequentes.
- “Lei do mais forte”: quem dirige veículo maior avança sem considerar a prioridade da direita.
- Confundir amarelo intermitente com amarelo fixo: o fixo indica que o sinal vai fechar; o intermitente é alerta de falha ou modo noturno e requer redução.
Se houver agente de trânsito ou Policial Militar no cruzamento, a sinalização humana prevalece sobre qualquer dispositivo. Desobedecer ordem do agente se enquadra em infração gravíssima (art. 195).
Boa prática e cidadaniaO cruzamento sem controle eletrônico é um teste de empatia: quem entende e respeita a hierarquia de preferência evita colisões e fluidifica o tráfego. Reveja a velocidade, mantenha distância segura e faça contato visual com outros condutores quando possível. Pequenos gestos – como um aceno de “pode passar” – reduzem a incerteza e previnem choques laterais, os mais graves em zonas urbanas.
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Levantamento aponta perfil da frota e tipos de sinistros de trânsito mais comuns em Campinas
Campinas, uma das maiores cidades do interior de São Paulo, aparece com destaque em um levantamento sobre o trânsito urbano no Brasil. De acordo com uma pesquisa realizada pela Estat Júnior da Unicamp, a pedido da empresa Zignet, a cidade se destaca por registrar a maior incidência de acidentes classificados como leves e ilesos, além de apresentar números significativos em relação à frota e ao uso de combustíveis alternativos.
Com mais de um milhão de habitantes, segundo dados do Censo do IBGE divulgados em agosto de 2024, Campinas concentra uma frota expressiva. Os dados de 2024 apontam:
- 7.644.272 automóveis
- 1.655.225 motocicletas
- 855.967 caminhonetes
- 549.186 camionetes
- 246.279 motonetas
- 245.599 caminhões
A pesquisa também traça um panorama sobre os tipos de acidentes registrados no município. As ocorrências leves e com vítimas ilesas lideram as estatísticas, com 893 e 855 registros, respectivamente. Em seguida, aparecem os acidentes graves, com 741 casos, e os fatais, que somaram 722 ocorrências no período analisado.
Esse mesmo padrão é observado no número de vítimas envolvidas nos sinistros: os casos com vítimas leves (893) e ilesas (855) superam as graves (741) e fatais (722).
Para Renan Loffreda, Head de Novos Negócios da Zignet, os números reforçam a necessidade de ações educativas contínuas no trânsito.
“Estudos e campanhas para educar e conscientizar a todos sobre a importância de uma condução cuidadosa são essenciais”, destaca Loffreda.
Uso de combustíveis e transição energéticaA pesquisa também revela como está distribuído o uso de tipos de combustíveis na frota de Campinas, incluindo veículos híbridos e elétricos, o que ajuda a entender o avanço da transição energética no transporte urbano.
Entre os combustíveis mais utilizados estão:
- Gasolina/Gás Natural: 55.832 veículos
- Gasolina/Álcool/Gás Natural: 21.801 veículos
- Álcool/Gás Natural: 2.948 veículos
No segmento de veículos elétricos ou híbridos, os números também chamam atenção:
- Gasolina/Elétrico: 25.344 veículos
- Elétrico com fonte externa: 22.236 veículos
- Gasolina/Álcool/Elétrico: 11.095 veículos
Esses dados refletem um movimento crescente em direção a soluções mais sustentáveis, embora os números ainda sejam modestos frente à frota total da cidade.
Panorama nacionalO levantamento da Unicamp Estat Júnior, encomendado pela Zignet, vai além do trânsito de Campinas. O estudo reúne dados de diversos municípios brasileiros e está disponível para consulta pública no site da empresa. A iniciativa busca oferecer subsídios para políticas públicas, investimentos em infraestrutura e campanhas de educação no trânsito com base em evidências estatísticas.
Para acessar o estudo completo: https://www.zignet.com.br/estudoThe post Levantamento aponta perfil da frota e tipos de sinistros de trânsito mais comuns em Campinas appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Detran apresenta passo a passo de como obter a CNH digital
O Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO) informa que os usuários podem ter acesso aos serviços do órgão, por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), sem a necessidade de se deslocar até alguma unidade do Detran/TO. Disponível para os sistemas Android e IOS, o aplicativo pode ser baixado gratuitamente pelos condutores sem nenhum custo. Veja dicas de como obter a CNH digital.
No aplicativo, o Detran/TO disponibiliza os serviços de Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV); desconto de 40% nas multas; indicação do real condutor; consulta ao prontuário e restrições no veículo; recall; emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) e também credencial para vaga especial em estacionamentos para pessoas idosas, com deficiência e mobilidade reduzida.
Como obter a CNH digitalPara ter acesso a CDT, o Detran/TO lembra que é necessário possuir uma conta no gov.br , uma vez que o aplicativo pede os dados da plataforma. Confira o passo a passo:
- Acesse a loja de aplicativos do seu celular e pesquise por Carteira Digital de Trânsito;
- Após localizar o app, clique em “baixar” ou “obter”;
- Baixado o aplicativo, clique nele e crie uma conta fornecendo seus dados do gov.br ;
Feito este processo, o condutor tem acesso a alguns serviços do Detran/TO de forma digital.
Autorização para Transferência de Propriedade do VeículoNa CDT, os condutores podem dar início ao processo de transferência de veículo com o registro da intenção de venda, desde que o veículo não esteja alienado. O vendedor registra a autorização na aba “veículos”. Logo após, vendedor e comprador são notificados pelo aplicativo. A confirmação exige reconhecimento de biometria facial para evitar golpes e fraudes virtuais. E por último, será feita a vistoria do veículo no Detran, presencialmente, para encerrar o processo.
Se ainda resta dúvidas sobre estes procedimento, leia a matéria completa aqui.
Desconto de 40% nas multasÉ válido destacar também que o usuário só recebe os descontos nas multas autuados por órgãos que tenham aderido ao Sistema de Notificação Eletrônico (SNE), como o próprio Detran/TO. Veja como ter o desconto:
- Abra o aplicativo e na página inicial deve clicar no tópico infrações;
- Na página, ele pode escolher em aderir ao SNE por condutor ou por veículo, independentemente das opções, ele irá conseguir fazer a adesão;
- Selecionada uma das opções, o condutor deve clicar em aderir ao SNE escrito em azul na barra amarela da página;
- Em seguida deve clicar em “aderir”, usuário deve ler os termos e condições de adesão, rolar a tela e assinar em “concordo com os termos e condições”;
- Ao concordar com os termos e condições, o condutor irá informar o número de registro da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o código de segurança do documento;
- Feito esse processo, você retorna a página de adesão e deve clicar em toque para atualizar, tendo aderido ao SNE.
Se ainda resta dúvida em relação, veja o vídeo tutorial aqui.
Indicação do real infratorNo caso da indicação do real infrator, cabe lembrar que é preciso fazer o processo dentro do prazo de 30 dias após a notificação da multa ao condutor. Se o interessado inicia este processo extrapolado os 30 dias, não será possível a indicação. E, consequentemente, a transferência dos pontos da habilitação para o verdadeiro infrator.
Outros serviços onlineO Detran/TO lembra aos usuários que o órgão disponibiliza uma outra série de serviços de forma digital no aplicativo Detran TO Fácil e no site institucional, além da CDT.
As informações são de Gabriel Moraes / Governo do Tocantins
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Multitarefa ao volante: o que o celular tira da sua atenção (e do seu tempo de reação)?
Mesmo após campanhas educativas como o Maio Amarelo e o reforço na fiscalização, o uso do celular ao volante ainda é um dos maiores desafios à segurança viária no Brasil. A prática de enviar mensagens, fazer ligações, mexer em aplicativos de navegação ou redes sociais enquanto dirige está diretamente ligada a falta de atenção no trânsito e ao aumento no número de sinistros com vítimas.
O comportamento é tão perigoso que especialistas em trânsito classificam o celular como um dos “novos vilões invisíveis” das rodovias e ruas urbanas — e alertam para o mito da multitarefa.
“O cérebro humano não foi projetado para fazer duas tarefas complexas ao mesmo tempo com eficiência. O que acontece, na prática, é uma rápida alternância entre uma tarefa e outra, e isso compromete a atenção no trânsito”, explica Celso Mariano, especialista em educação para o trânsito e diretor do Portal do Trânsito.
O celular desvia atenção em três níveisDe acordo com estudos internacionais de segurança viária, o uso do celular ao dirigir compromete o comportamento do motorista em três níveis principais de atenção:
- Visual: o condutor desvia os olhos da via para olhar a tela.
- Manual: uma das mãos (ou ambas) deixa o volante para segurar o celular ou digitar.
- Cognitivo: a atenção mental se volta à conversa, mensagem ou conteúdo no dispositivo.
Essas distrações aumentam drasticamente o tempo de reação em caso de imprevistos. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), usar o celular ao volante pode elevar em até 400% o risco de acidentes. “Mesmo uma interação rápida com o celular — como olhar uma notificação — representa um risco. A 60 km/h, tirar os olhos da via por 3 segundos significa percorrer cerca de 50 metros às cegas”, reforça Celso Mariano.
Tempo de reação comprometidoPesquisas mostram que o tempo de resposta de um motorista focado gira em torno de 1 segundo. Quando há distrações cognitivas, esse tempo pode dobrar ou triplicar. Ou seja: o condutor demora mais para frear, desviar de obstáculos ou perceber mudanças no trânsito.
Além disso, os motoristas que usam celular:
- Fazem freadas bruscas com mais frequência.
- Têm maior dificuldade de manter a velocidade constante.
- Tendem a desrespeitar a sinalização sem perceber.
Esses fatores aumentam o risco não apenas de colisões traseiras, mas também de atropelamentos e saídas de pista.
Penalidades previstas na legislaçãoNo Brasil, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) considera gravíssima a infração por manusear o celular enquanto dirige. Desde 2016, com a Lei nº 13.281, o artigo 252, inciso VI, prevê:
- Multa de R$ 293,47
- Perda de 7 pontos na CNH
Além disso, o artigo 169 do CTB também enquadra como infração leve qualquer atitude que comprometa a atenção ao dirigir, o que pode incluir o uso do celular em viva-voz ou via fones.
“A legislação é clara, mas a mudança de comportamento ainda é lenta. Falta ao condutor a percepção real do risco envolvido. Muitos só se dão conta quando o sinistro já aconteceu”, lamenta Celso Mariano.
A falsa sensação de controleUm dos principais motivos para a persistência desse comportamento é a ilusão de que conseguimos lidar com tudo ao mesmo tempo. No trânsito, essa crença pode ser fatal.
De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária, mais de 90% dos acidentes têm origem em falha humana — e boa parte deles está relacionada a comportamentos distraídos.
Somado a isso, a hiperconectividade cotidiana — impulsionada por mensagens instantâneas, redes sociais e notificações constantes — cria um ambiente em que se desligar do celular parece impossível, mesmo ao volante.
Educação e conscientização: o papel de todosCampanhas educativas, fiscalização e tecnologia têm papel fundamental para combater o uso do celular ao volante. Porém, a mudança mais eficaz ainda vem da autopercepção do risco e da valorização da vida.
“O que está em jogo não é apenas a multa, mas vidas. Inclusive a sua. Desconectar-se por alguns minutos ao volante pode ser a atitude que vai manter você e outras pessoas seguras”, afirma Celso Mariano.
Além disso, o especialista lembra que pais e responsáveis têm papel essencial na formação de adultos conscientes: “O exemplo conta muito. Crianças e adolescentes que veem os adultos ao celular enquanto dirigem tendem a normalizar esse comportamento”, finaliza o especialista.
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Profissionais do transporte recebem capacitação técnica sobre pneus de carga em novo curso do SEST SENAT
O setor de transporte brasileiro acaba de ganhar mais uma importante iniciativa voltada à capacitação de seus profissionais. Por meio de uma parceria com a Dunlop Pneus, o SEST SENAT está oferecendo um novo curso voltado à gestão e uso correto de pneus de carga, com conteúdo técnico exclusivo, desenvolvido para as realidades e necessidades do transporte rodoviário no Brasil.
Com uma longa trajetória na formação e atualização de trabalhadores do transporte, o SEST SENAT reforça seu compromisso com a excelência profissional ao incluir em seu portfólio o curso “Noções de Gestão de Pneus para Caminhões e Ônibus”. Reformulado com base na experiência prática da equipe de Treinamento & Desenvolvimento da Dunlop no Brasil, o curso tem duração de 4 horas e está disponível em 17 unidades da instituição, com expansão prevista para todo o país.
A capacitação oferece uma abordagem acessível e de alta aplicabilidade, contemplando temas fundamentais como especificações e aplicações corretas de pneus, cuidados preventivos, recapagem e descarte ambientalmente responsável. O conteúdo é voltado não apenas a motoristas, mas também a borracheiros, gestores de frota e operadores logísticos, que encontram na formação uma ferramenta para elevar o desempenho das operações e a segurança nas estradas. “A disseminação do conhecimento técnico é fundamental para transformar a realidade do transporte no Brasil”, afirma Tomás de Mello das Chagas, Consultor de Treinamento e Desenvolvimento responsável pelo projeto.
“Nosso objetivo é oferecer um conteúdo direto, prático e acessível, pensado para o dia a dia de quem lida com pneus de carga. Mais do que informação, queremos fortalecer a cultura de segurança e eficiência no setor”, complementa.
De acordo com a instituição, o curso utiliza exemplos reais e situações comuns do transporte rodoviário para tornar o aprendizado mais próximo da vivência dos profissionais.Além disso, os pneus desenvolvidos pela Dunlop no Brasil — voltados às condições locais de rodagem — servem de base para o conteúdo. Ou seja, isso reforça a aderência prática da formação ao cotidiano das estradas brasileiras.
A qualificação técnica oferecida pelo SEST SENAT vai além da sala de aula. Por meio de cursos presenciais e a distância, a instituição contribui de forma contínua com a profissionalização do transporte nacional. Assim, oferecendo suporte em áreas como condução segura, manutenção automotiva, logística, segurança viária e saúde do trabalhador.
Como próximo passo, está prevista a implementação do curso avançado “Gestão de Pneus para Caminhões e Ônibus”, com 16 horas de duração. A nova etapa ampliará o escopo da formação técnica, aprofundando conceitos e práticas de gestão, controle de desempenho e aumento da vida útil dos pneus.
“Segurança é um pilar essencial do nosso propósito, e iniciativas como essa são fundamentais na formação de novos motoristas e demais profissionais do setor”, afirma Rodrigo Alonso, diretor nacional de vendas e marketing da Dunlop Pneus.
“Estamos atentos às necessidades locais e queremos contribuir para que o transporte brasileiro seja mais qualificado, seguro e eficiente”, conclui.
A iniciativa representa um avanço concreto na qualificação da mão de obra do transporte, oferecendo formação especializada, gratuita assim como com foco em resultados reais. Ao promover conhecimento técnico aliado à experiência prática, o SEST SENAT fortalece sua missão de preparar os profissionais que movem o Brasil.
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ONU lança campanha global para Segurança Viária no Brasil
O Enviado Especial do secretário-geral da ONU para a Segurança Viária, Jean Todt, lançou campanha global pela segurança no trânsito na última semana em São Paulo – SP.
Campanha #FaçaUmaEscolhaSegura enfatiza a urgência de medidas mais eficazes para promover a segurança no trânsito.
A campanha visa apoiar o cumprimento da Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2021–2030) de reduzir pela metade as mortes no trânsito até 2030.
O Brasil possui uma das maiores taxas de mortalidade no trânsito nas Américas, de 15,7 por 100 mil habitantes, com pedestres, ciclistas e motociclistas representando cerca de 60% de todas as mortes.
O Enviado Especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Segurança Viária, Jean Todt, visitou a América Latina de 23 a 27 de junho, para lançar a campanha global da ONU #FaçaUmaEscolhaSegura, em parceria com a JCDecaux, líder global em mídia externa. No Brasil, a visita aconteceu em 27 de junho com um encontro com parceiros do setor privado e uma coletiva de imprensa em São Paulo (SP).
Durante a visita que incluiu, além do Brasil, o México, Guatemala, Panamá, Colômbia, o alto funcionário das Nações Unidas se reuniu com autoridades governamentais, líderes dos setores público e privado, membros da sociedade civil, e representantes da comunidade diplomática, para promover iniciativas de segurança no trânsito e defender medidas mais eficazes.
A missão segue a adoção de uma nova resolução da ONU sobre segurança viária na 4ª Conferência Ministerial Global sobre Segurança no Trânsito, realizada em Marrakech, Marrocos, no início deste ano (18 e 19 de fevereiro).
Uma pandemia silenciosaConforme a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), os acidentes de trânsito foram a causa de 145.000 mortes nas Américas em 2021, representando 12% das fatalidades no trânsito naquele ano em todo o mundo. Os acidentes continuam sendo a principal causa de morte de crianças e jovens entre 5 e 29 anos no mundo, gerando um grande impacto social e econômico. De acordo com o Banco Mundial, os custos decorrentes dos acidentes representam entre 3% e 6% do PIB da região.
Apesar de a taxa de mortes no trânsito nas Américas ter diminuído 9,37% na década até 2021 — número superior à queda global de 5% —, ainda não é o suficiente para atingir a meta de reduzir pela metade as mortes até 2030. A América Latina, sendo uma das regiões mais urbanizadas do mundo, precisa urgentemente repensar sua mobilidade e investir em segurança viária.
Soluções existemA boa notícia é que as soluções estão ao nosso alcance: reforço da fiscalização, investimento em educação e transporte público, melhoria da infraestrutura rodoviária e da segurança veicular, criação de ciclovias e passagens seguras para pedestres — especialmente nos arredores de escolas — e melhorias no atendimento pós-acidente fazem parte de um sistema de mobilidade mais seguro e eficiente. Além disso, é essencial mobilizar a liderança política para aumentar o financiamento para ações efetivas.
Um relatório de 2019, encomendado pela Bloomberg Philanthropies, revelou que mais de 25.000 vidas poderiam ser salvas e mais de 170.000 ferimentos graves evitados até 2030 se os regulamentos de segurança viária das Nações Unidas fossem adotados por quatro países-chave da região: Argentina, Chile, México e Brasil.
“Todos os anos perdemos 1,19 milhão de vidas nas estradas do mundo — o equivalente à população de cidades como Campinas, Monterrey (México), ou Cidade da Guatemala. Isso é uma loucura, porque sabemos como impedir esse massacre. Com esta campanha, apelamos por ação urgente para garantir estradas seguras para todas as pessoas, em todo o continente,” afirmou o Enviado Especial da ONU para a Segurança Viária, Jean Todt.
Desde 2020, o Fundo das Nações Unidas para a Infância no Brasil (UNICEF) e a Fundação Abertis mantêm uma aliança estratégica que visa fortalecer e expandir o trabalho do UNICEF e de seus parceiros para garantir os direitos de crianças e adolescentes à mobilidade urbana segura e protegida.
O projeto se alinha ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11.O foco principal da parceria é a iniciativa “Geração que Move“, que, ao longo de quatro edições, proporcionou um espaço de diálogo e engajamento, incentivando a participação ativa de adolescentes e jovens na criação de alternativas de transporte sustentáveis e inclusivas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto também prevê ações de influência no desenvolvimento de políticas públicas sobre mobilidade segura por meio do engajamento com gestores públicos e campanhas de comunicação.
“A mobilidade segura e sustentável é um direito fundamental para crianças e adolescentes, permitindo que explorem seu potencial e participem plenamente da vida em suas cidades. No UNICEF, estamos comprometidos em construir ambientes urbanos onde cada criança possa se mover com segurança, acessando educação, saúde e lazer. Nos últimos anos, impactamos mais de 500.000 pessoas com nossas campanhas, engajamos mais de 5.000 adolescentes e jovens em atividades, e capacitamos mais de 1.000 profissionais em prevenção de violência e segurança viária, além de formular e compartilhar recomendações para o desenvolvimento de políticas públicas com participação de adolescentes e engajar candidatos nas eleições de 2024”, explica a chefe do escritório do UNICEF no Rio de Janeiro, Flavia Antunes Michaud.
Campanha #FaçaUmaEscolhaSeguraA campanha global das Nações Unidas busca promover a segurança no trânsito e criar ruas seguras, inclusivas e sustentáveis em todo o mundo.
Entre as celebridades que apoiam a campanha na América Latina estão o jogador de futebol Ousmane Dembélé, o piloto de F1 Charles Leclerc, o tenista Novak Djokovic, a cantora Kylie Minogue, o motociclista Marc Márquez, a supermodelo Naomi Campbell e os atores Patrick Dempsey e Michael Fassbender.
Graças ao apoio do Comitê Olímpico Internacional, campeões latino-americanos dos Jogos Olímpicos de 2024 também aderiram à campanha, como Rebeca Andrade (ouro, ginástica artística), Juan-Manuel Celaya (México, prata, saltos ornamentais), Adriana Ruano (Guatemala, ouro, no tiro ao alvo), Atheyna Bylon (Panamá, prata, boxe) e Ángel Barajas (Colômbia, prata, ginástica).
“Na JCDecaux, estamos comprometidos em melhorar a qualidade de vida das pessoas, onde quer que elas vivam, trabalhem e viajem, oferecendo mobiliário urbano e serviços inovadores e sustentáveis que atendam às expectativas das cidades e dos cidadãos. Este é o foco da nossa missão e é por isso que temos orgulho em fazer parceria com as Nações Unidas e Jean Todt, para exibir esta campanha de segurança no trânsito em toda a nossa rede global de ativos”, afirma.
“Após o lançamento bem-sucedido em mais de 50 países desde setembro de 2023, a divulgação da campanha na América Latina representa um marco importante, amplificando os esforços locais de segurança viária e reforçando a conscientização pública. Com a força da nossa mídia orientada para serviços, somos capazes de divulgar essas mensagens vitais de prevenção em locais de alto impacto, promover comportamentos seguros e engajar todos os nossos stakeholders em torno desta grande causa. O tom positivo da campanha, apoiado por celebridades internacionais, ajuda a inspirar uma nova visão para o espaço público: um que seja mais seguro, inclusivo e harmonioso para todos”, diz o co-CEO da JCDecaux, Jean-Charles Decaux.
Experiências no BrasilA taxa de mortalidade no trânsito no Brasil é de 15,7 por 100 mil habitantes. Pedestres, ciclistas e motociclistas representam cerca de 61% de todas as mortes. O aumento notável de óbitos entre motociclistas exige mais esforços na fiscalização do uso adequado de capacetes — conforme as normas da ONU (como a ECE-22.05).
A segurança viária continua sendo um grande desafio, com custo econômico estimado em cerca de 5% do PIB. Isso reforça a necessidade urgente de repensar a mobilidade e investir em segurança.
O Brasil adotou o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (2019–2028), com a meta de reduzir pela metade as mortes até 2028. O país possui legislação sobre uso de capacetes, dispositivos de retenção infantil, controle de velocidade, direção sob efeito de álcool/drogas, uso de celular ao volante, entre outros. No entanto, ainda há falhas na fiscalização, especialmente no uso de cinto de segurança por passageiros no banco traseiro. Embora haja inspeções obrigatórias de veículos, diversos requisitos modernos de segurança (como freios ABS, controle eletrônico de estabilidade, proteção a pedestres etc.) ainda não são obrigatórios.
O projeto “Melhoria da Prevenção de Acidentes nas Rodovias Federais no Brasil”, implementado pelo Fundo de Segurança Viária da ONU (UNRSF) em parceria com o Governo Federal apoia o desenvolvimento de um sistema interoperável de coleta e análise de dados de trânsito, permitindo medidas corretivas eficazes.
Em 2025, o UNICEF continua com esforços para promover uma mobilidade mais segura e sustentável para crianças e adolescentes. Neste ano, a instituição participou da cocriação do Plano de Segurança Viária para o Estado de São Paulo, construiu uma rede de jovens para defender políticas públicas, e promoveu diálogos sobre o impacto da violência armada na mobilidade urbana, especialmente no Rio de Janeiro e, durante a Semana Global de Segurança Rodoviária, Maio Amarelo no Brasil, engajou mais de 300 mil pessoas por meio de ativações digitais. Mais uma ação acontecerá em setembro, durante a Semana Nacional da Mobilidade.
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Multas de trânsito vão bancar CNH para brasileiros de baixa renda
Os recursos arrecadados com multas de trânsito poderão ser utilizados para custear a CNH de motoristas de baixa renda em todo o país. A medida foi oficializada com a sanção da nova lei publicada na última sexta-feira (27/6) no Diário Oficial da União. A norma também estabelece novas regras para a transferência eletrônica de propriedade de veículos.
De acordo com a legislação, o dinheiro obtido com a cobrança de multas deverá ser destinado a áreas prioritárias para a melhoria da segurança viária, como sinalização, engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização, renovação da frota, educação para o trânsito e, agora, também para financiar o processo de formação de condutores de baixa renda.
Essa última destinação contempla o pagamento das taxas e demais despesas referentes à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), para candidatos incluídos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O CadÚnico é um registro que identifica famílias em situação de vulnerabilidade econômica em todo o Brasil.
O projeto que deu origem à nova lei foi apresentado pelo deputado federal José Guimarães (PT-CE) e aprovado pelo Congresso Nacional no final de maio. De acordo com o parlamentar, a iniciativa é fundamental para ampliar oportunidades de emprego para pessoas que encontram dificuldades em arcar com os custos da habilitação, como profissionais do transporte de cargas, motofrete e transporte de passageiros.
“Com o custo elevado para tirar a CNH, muitas pessoas ficam fora do mercado formal de trabalho, especialmente em áreas que demandam a habilitação, como entregas e transportes. Agora, essa barreira poderá ser superada”, destacou Guimarães.
Transferência eletrônica de veículosAlém de beneficiar a CNH de condutores de baixa renda, a nova lei moderniza procedimentos para a transferência de veículos. A venda e a transferência poderão ser realizadas por meio eletrônico, com contratos assinados digitalmente pelas partes envolvidas, utilizando assinaturas eletrônicas qualificadas ou avançadas.
A vistoria veicular para a transferência também poderá ser feita em formato eletrônico, conforme critérios definidos pelos órgãos executivos de trânsito dos estados e do Distrito Federal, ampliando a agilidade e a segurança do processo.
Outra inovação importante é a validade nacional do contrato de compra e venda digital, desde que registrado junto ao órgão de trânsito competente da União. Esse contrato terá reconhecimento em todo o território nacional assim como deverá ser aceito pelos órgãos de trânsito estaduais e do Distrito Federal. Dessa forma, facilitando as negociações entre compradores e vendedores em qualquer localidade do país.
Veto ao toxicológicoUm dos trechos mais polêmicos do projeto de lei foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A exigência do exame toxicológico na primeira habilitação para todas as categorias.
A proposta vetada pretendia alterar o artigo 148-A do CTB. Ele atualmente obriga o exame toxicológico apenas para condutores das categorias C, D e E, ou seja, motoristas que dirigem caminhões, ônibus e veículos de transporte de carga ou passageiros. Ou seja, com o veto, não será exigido exame toxicológico para quem pretende obter a primeira CNH nas categorias A e B, voltadas a motocicletas e automóveis de passeio.
A justificativa oficial para o veto ainda não foi divulgada. No entanto, a medida vinha sendo duramente criticada por especialistas e entidades ligadas ao setor de trânsito e saúde pública. O Ministério dos Transportes também tinha sugerido o veto.
Com informações da Agência Gov e do Portal do Trânsito
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