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Atualizado: 50 minutos 30 segundos atrás

Uso da luz alta para sinalizar ultrapassagem: o que diz o CTB e como usar corretamente

ter, 06/01/2026 - 08:15
Embora pareça um recurso simples, utilizar a luz alta de forma incorreta pode gerar problemas sérios no trânsito. Foto: Sutichak para Depositphotos

Em rodovias e vias movimentadas, é comum ver motoristas utilizando a luz alta como forma de sinalizar que desejam ultrapassar. O gesto, tão difundido no cotidiano, levanta uma questão importante: o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) permite esse tipo de comunicação?

A resposta é sim, mas com limites. O CTB autoriza o uso da luz alta intermitente em curtos intervalos como sinal de intenção de ultrapassagem, mas condena o uso excessivo ou como forma de pressionar outros motoristas.

O que diz a legislação sobre o uso da luz alta

O artigo 40 do CTB regula o uso dos faróis no Brasil. Ele estabelece que a luz alta deve ser utilizada apenas em vias não iluminadas, substituindo-se pela luz baixa sempre que houver veículo transitando em sentido contrário ou à frente.

Já o artigo 251 do CTB trata especificamente das situações em que se considera o uso das luzes infração. O inciso II aponta que é proibido utilizar a luz alta de forma intermitente, exceto em curtos intervalos, quando for conveniente advertir outro condutor sobre a intenção de ultrapassá-lo.

Ou seja, a lei permite o uso da luz alta como sinal de ultrapassagem, desde que seja rápido, pontual e utilizado de forma segura.

Quando a luz alta se torna infração

Apesar da permissão legal, o uso incorreto da luz alta pode resultar em multa. O artigo 251 prevê que:

  • Transitar com o farol desregulado ou com o facho de luz alta de forma a perturbar a visão de outro condutor é infração grave, com multa de R$ 195,23, acréscimo de 5 pontos na CNH e retenção do veículo para regularização;
  • Já, fazer uso do facho de luz alta dos faróis em vias providas de iluminação pública é infração leve, com multa de R$ 88,38 e 3 pontos na CNH.

Portanto, o que a lei proíbe não é o sinal breve e pontual, mas o uso excessivo, intimidador ou em desacordo com a segurança viária.

Por que o uso inadequado da luz alta é perigoso

Embora pareça um recurso simples, utilizar a luz alta de forma incorreta pode gerar problemas sérios no trânsito:

  • Ofuscamento da visão: o facho intenso reduz a capacidade de enxergar do motorista à frente ou em sentido contrário;
  • Estresse e intimidação: ser pressionado com luz alta pode levar a reações perigosas, como freadas bruscas ou manobras apressadas;
  • Risco em ultrapassagens: o uso excessivo da luz pode atrapalhar tanto o motorista que será ultrapassado quanto quem vem em sentido contrário.
O que a lei prevê como sinal de ultrapassagem

O CTB estabelece sinais oficiais que o condutor pode utilizar quando deseja ultrapassar:

  • Uso breve da buzina, em toques leves, conforme o art. 41;
  • Luz alta intermitente a curtos intervalos, como prevê o art. 251, II, “a”;
  • Luz baixa em piscadas rápidas, especialmente em áreas urbanas onde não é possível usar a buzina.

Deve-se entender esses sinais como formas de comunicação e cortesia, e não como imposição de passagem.

Veja também Conscientização Projeto Trânsito+ inicia ações de segurança para ciclistas nas rodovias Fiscalização e Legislação Dar passagem a viaturas de emergência é obrigação e pode salvar vidas Fiscalização e Legislação Farol de LED instalado fora do padrão pode gerar multa e comprometer a segurança Como agir corretamente em situações de ultrapassagem

Para quem deseja ultrapassar:

  • Use o sinal correto: buzina breve ou luz alta intermitente em curtos intervalos;
  • Aguarde o momento seguro, respeitando a sinalização e as condições da via;
  • Evite insistência ou gestos que possam intimidar.

Para quem recebe o sinal de ultrapassagem:

  • Mantenha sua velocidade constante;
  • Se possível, facilite a manobra deslocando-se levemente à direita, sem sair da faixa de rolamento;
  • Nunca acelere para impedir a ultrapassagem.
Educação e respeito à lei são fundamentais

Há a previsão do uso da luz alta como sinal de ultrapassagem na legislação, desde que aconteça de forma breve, correta e segura. O que não se admite é transformar esse recurso em uma forma de pressão, colocando em risco a segurança de todos.

Mais do que evitar multas, respeitar as regras é preservar vidas. No trânsito, cada gesto conta — e até mesmo um simples sinal de luz pode fazer a diferença entre uma manobra segura e um acidente.

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Urbanismo tático: como intervenções rápidas reduzem sinistros

seg, 05/01/2026 - 18:00
Curitiba implanta dispositivos físicos para reduzir a velocidade perto de escolas. Foto: Divulgação

O urbanismo tático ganhou espaço no debate sobre segurança viária por propor soluções rápidas, de baixo custo e alto impacto. Em vez de esperar grandes obras, essa abordagem utiliza intervenções temporárias — muitas vezes com pintura, sinalização e mobiliário simples — para reorganizar o espaço urbano e reduzir riscos.

A lógica é clara: testar antes de construir. Ao alterar temporariamente o desenho de uma rua, gestores conseguem observar o comportamento dos usuários, identificar falhas e ajustar soluções antes de torná-las definitivas.

Entre as intervenções mais comuns estão estreitamento de pistas, ampliação de calçadas, travessias elevadas, ilhas de refúgio e reorganização de cruzamentos.

Essas mudanças reduzem velocidade, aumentam a previsibilidade e melhoram a convivência entre modais.

Um dos principais benefícios é a resposta imediata. Em locais com alto índice de atropelamentos ou colisões, o urbanismo tático permite agir rapidamente, evitando que novos sinistros ocorram enquanto projetos maiores são planejados.

Outro ponto forte é a mudança de percepção. Quando a rua muda, o comportamento muda junto. Vias que antes “pediam” velocidade passam a induzir cautela. Pedestres ganham visibilidade e confiança para atravessar.

Críticos costumam apontar a aparência provisória dessas intervenções. No entanto, a experiência mostra que muitas soluções temporárias acabam se tornando permanentes justamente pelos bons resultados apresentados.

Além da segurança, o urbanismo tático traz ganhos sociais: fortalece o comércio local, estimula a caminhada, reduz conflitos e melhora a qualidade do espaço público.

No trânsito, esperar a solução perfeita pode custar vidas. Intervenções simples, bem pensadas e monitoradas mostram que é possível salvar vidas agora, sem grandes investimentos, desde que haja vontade política e foco nas pessoas.

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A cultura da motocicleta no Brasil: desafios, riscos e caminhos possíveis

seg, 05/01/2026 - 13:30
Hoje, motos disputam espaço com carros, ônibus, bicicletas e pedestres. Foto: joasouza para Depositphotos

A motocicleta ocupa um papel central na mobilidade brasileira. Presente tanto nas grandes cidades quanto no interior, ela representa agilidade, baixo custo e oportunidade de trabalho para milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, concentra uma parcela desproporcional das vítimas graves e fatais do trânsito, o que revela um problema estrutural que vai além do veículo em si.

O crescimento da frota de motocicletas ocorreu de forma acelerada, sem que as cidades, a legislação e a cultura de trânsito acompanhassem esse movimento. Hoje, motos disputam espaço com carros, ônibus, bicicletas e pedestres em vias que não foram projetadas para essa convivência intensa.

Um dos principais desafios está no comportamento induzido pelo ambiente. Corredores improvisados, pressa constante e pressão por produtividade — especialmente entre profissionais de entrega — criam um cenário de risco permanente. A motocicleta, por sua própria dinâmica, expõe mais o condutor e exige leitura precisa do ambiente.

Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, avalia que o problema não está apenas no motociclista.

“O erro é tratar a motocicleta como exceção no trânsito. Ela é parte do sistema e precisa ser considerada no planejamento, na educação e na fiscalização”, afirma.

Veja também Segurança Mortes de motociclistas disparam: o que está sendo feito para proteger quem entrega nas ruas? Estatísticas A cada dois minutos, uma vítima de sinistro de trânsito é atendida no SUS Fiscalização e Legislação Buzina não é brinquedo: por que o uso indevido é uma infração que coloca todos em risco Outro fator relevante é a formação do condutor.

Muitos motociclistas aprendem a conduzir focados apenas na técnica básica, sem aprofundamento em percepção de risco, direção defensiva específica para motos e convivência com outros modais. Isso fragiliza a capacidade de antecipar perigos.

Para Celso Mariano, há uma distorção na forma como se encara o risco. “O motociclista costuma ser responsabilizado sozinho, quando na verdade ele circula em um ambiente hostil, pouco preparado para recebê-lo com segurança”, destaca.

A infraestrutura também pesa. Ausência de faixas exclusivas, pavimento irregular, sinalização apagada e obstáculos urbanos afetam muito mais quem está sobre duas rodas. Pequenas falhas na via, quase imperceptíveis para carros, podem ser fatais para motos.

Apesar do cenário desafiador, há caminhos possíveis. Investir em educação continuada, adaptar o desenho viário, fiscalizar de forma inteligente e reconhecer a motocicleta como modal legítimo são passos essenciais.

Reduzir mortes de motociclistas não depende de proibição ou culpabilização, mas de integração. Quando o sistema passa a enxergar a motocicleta como parte da solução de mobilidade — e não apenas como problema — os resultados começam a aparecer.

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CNH 2026: entenda o novo modelo de formação de condutores

seg, 05/01/2026 - 08:15
A promessa de redução de custos é um dos principais atrativos do novo modelo. Por outro lado, há um risco concreto de economia ilusória. Foto: Divulgação Detran/AC

Quem pretende tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em 2026 vai enfrentar um cenário completamente diferente daquele que vigorou no Brasil por mais de duas décadas. A Resolução Contran nº 1.020/25, publicada no fim de 2025, reformulou de forma profunda o processo de formação de condutores, alterando desde a forma de estudar até a quantidade mínima de aulas práticas exigidas antes do exame.

O novo modelo promete ampliar o acesso à CNH, reduzir custos e oferecer mais liberdade de escolha ao candidato. Ao mesmo tempo, acende um alerta importante: com menos exigências formais de formação, cresce o peso da responsabilidade individual e do papel fiscalizador do Estado. Para quem planeja iniciar a habilitação em 2026, entender essas mudanças é essencial para não ser pego de surpresa.

Um processo mais flexível — e menos padronizado

Uma das principais mudanças trazidas pela Resolução 1.020/25 é o fim da carga horária mínima nacional obrigatória para o curso teórico. A partir de agora, o candidato poderá escolher onde e como estudar: curso oferecido pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, autoescolas, entidades de ensino a distância (EaD), Escolas Públicas de Trânsito ou outros órgãos do Sistema Nacional de Trânsito.

Não há mais um número fixo de horas-aula definido em resolução. Isso significa que o tempo de estudo deixa de ser padronizado e passa a depender da proposta pedagógica da instituição escolhida — e do empenho do próprio candidato. O exame teórico, por sua vez, permanece obrigatório e se torna o principal instrumento para aferir o domínio dos conteúdos.

O certificado deixa de ser sinônimo de aprendizado

Outro ponto relevante é que o certificado de conclusão do curso teórico passa a ter caráter meramente formal. Ele comprova que o candidato participou daquela etapa, mas não atesta conhecimento. A avaliação real continua sendo feita exclusivamente pelo exame teórico aplicado pelo Detran.

Na prática, isso reforça um movimento claro da nova norma: menos controle sobre o percurso formativo e mais foco no resultado final. Para quem não se preparar adequadamente, a flexibilidade pode se transformar em dificuldade já nas primeiras tentativas de prova.

Menos aulas práticas obrigatórias

Talvez a mudança que mais impacte quem vai tirar a CNH em 2026 seja a redução da carga mínima de aulas práticas. Para as categorias A e B, a Resolução 1.020/25 exige apenas duas horas mínimas de aulas práticas, registradas no Renach, para que o candidato esteja apto a realizar o exame de direção veicular.

Isso não significa que o candidato esteja limitado a esse número. Ele pode — e, em muitos casos, deve — realizar mais aulas.

No entanto, o patamar mínimo legal passa a ser muito inferior ao modelo anterior, o que gera preocupação sobre a real preparação de condutores iniciantes para o trânsito cotidiano.

Veja também CFCs CNH do Brasil: veja o que permanece obrigatório no credenciamento das autoescolas Primeira Habilitação Vai tirar a CNH: exames agora têm preço máximo nacional e levantam desafios práticos Primeira Habilitação Por que os Detrans precisam de tempo para implementar as novas regras da CNH do Brasil Instrutor continua obrigatório, mas o modelo muda

Apesar de interpretações equivocadas que circularam após a publicação da norma, a formação prática não foi liberada sem instrutor. A resolução deixa claro que todas as aulas práticas devem ocorrer com acompanhamento e supervisão de instrutor de trânsito devidamente autorizado.

A diferença é que esse instrutor pode atuar de forma autônoma ou vinculado a uma autoescola. O veículo utilizado nas aulas também pode ser do próprio candidato ou de terceiros, desde que identificado conforme as regras e acompanhado por instrutor habilitado.

Essa mudança amplia as possibilidades e reduz custos, mas exige fiscalização rigorosa para evitar improvisos que coloquem em risco a segurança viária.

Exame prático ganha protagonismo

Com menos exigências formais ao longo da formação, o exame prático passa a ser o grande filtro do processo de habilitação. Ele será decisivo para verificar se o candidato reúne condições mínimas para conduzir com segurança em vias terrestres.

A prova será avaliada por uma comissão com três membros, seguirá um sistema de pontuação baseado nas infrações cometidas durante o percurso e poderá, inclusive, contar com monitoramento eletrônico. A interrupção do exame também está prevista em casos de incapacidade técnica ou instabilidade emocional.

De acordo com Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, esse protagonismo do exame prático merece atenção.

“Quando se reduz a formação e se aposta quase tudo na avaliação final, o risco é transformar o exame em um filtro insuficiente para compensar lacunas de aprendizado. Avaliar não substitui formar”, analisa.

Autoescolas deixam de ser caminho obrigatório

As autoescolas continuam existindo e desempenhando papel relevante, mas deixam de ser a única porta de entrada para a CNH. Elas passam a disputar espaço em um ambiente mais aberto, onde o candidato pode escolher diferentes formatos de aprendizagem.

O desafio para 2026 será a adaptação.

“As autoescolas que conseguirem demonstrar valor pedagógico real, indo além do ‘treinar para a prova’, terão espaço. Formação de qualidade não se mede apenas pelo resultado no exame, mas pelo comportamento do condutor depois”, avalia Mariano.

Custos menores, riscos maiores?

A promessa de redução de custos é um dos principais atrativos do novo modelo. Menos aulas obrigatórias, maior uso de EaD e possibilidade de usar veículo próprio tendem a baratear o processo inicial.

Por outro lado, há um risco concreto de economia ilusória. Um candidato mal preparado pode enfrentar reprovações sucessivas, necessidade de aulas extras e, pior, dificuldades reais ao ingressar no trânsito. O preço de uma formação insuficiente não aparece apenas na conta do Detran, mas nos índices de sinistros e na segurança coletiva.

O que quem vai tirar a CNH em 2026 precisa ter em mente

Para quem pretende iniciar a habilitação em 2026, o novo modelo traz liberdade, mas também exige maturidade, disciplina e responsabilidade. A formação deixa de seguir um roteiro único e passa a depender de escolhas individuais, em um país que já convive com altos índices de violência no trânsito.

Mais do que perguntar “como tirar a CNH mais rápido”, o desafio será refletir se o processo está, de fato, preparando novos condutores para conviver com segurança em um trânsito cada vez mais complexo.

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Fortes chuvas e alagamentos: especialistas listam recomendações para motoristas enfrentarem o período crítico

dom, 04/01/2026 - 18:00
Em momentos de instabilidade climática, o comportamento preventivo do motorista pode evitar acidentes, reduzir prejuízos e preservar vidas. Crédito: Divulgação / Freepik

Com as fortes chuvas que ocorrem nesta época do ano cresce a preocupação com a segurança no trânsito e com os cuidados necessários com os veículos. Em momentos de instabilidade climática, o comportamento preventivo do motorista pode evitar acidentes, reduzir prejuízos e preservar vidas. 

Pensando nisso, especialistas em manutenção automotiva da AutoZone Brasil reuniram orientações essenciais para quem precisa enfrentar esses dias de chuvas intensas e alagamentos. Confira: 

1. Antes de sair: planejamento é fundamental
  • Verifique as condições climáticas e rotas alternativas antes de pegar a estrada ou circular pela cidade.
  • Confira itens básicos do veículo que fazem diferença em dias de chuva: palhetas do para-brisa (que devem estar em bom estado para garantir visibilidade), nível de água do reservatório de limpadores, lanternas e faróis funcionando perfeitamente, além do estado dos pneus — principalmente a profundidade dos sulcos, que garantem melhor escoamento da água.
  • Evite sair caso haja alertas de alagamento ou risco de deslizamentos.
2. Durante a condução sob chuva forte
  • Reduza a velocidade e aumente a distância do veículo à frente para evitar aquaplanagem.
  • Mantenha os faróis acesos mesmo durante o dia.
  • Nunca atravesse áreas alagadas sem saber a profundidade da água: além de representar risco à segurança, isso pode causar sérios danos ao motor e ao sistema elétrico do carro.
  • Se a água começar a subir rapidamente, procure parar em um local seguro e mais alto.
3. Em caso de alagamento: o que fazer
  • Se o carro apagar durante a travessia de uma área com água, não tente dar partida novamente. Isso pode provocar o chamado calço hidráulico, um dos danos mais graves ao motor.
  • Saia do veículo com segurança e procure abrigo em um ponto mais elevado.
  • Acione a assistência necessária apenas quando estiver seguro.
4. Cuidados após o contato com água em excesso
  • Mesmo que o carro pareça “normal” após passar por uma área alagada, é recomendado levá-lo a uma avaliação técnica. Sistemas como freios, suspensão, transmissão, componentes elétricos e filtros podem ter sido afetados.
  • Verifique também o estado das pastilhas e dos discos de freio, que podem perder eficiência temporariamente após exposição excessiva à água.
  • Pneus e rodas devem ser inspecionados para identificar danos causados por buracos ocultos pela água.
5. Atenção aos sinais do veículo nos dias seguintes
  • Sons incomuns, dificuldade ao dar partida, perda de potência, luzes de alerta no painel e odor de umidade no interior podem indicar danos consequentes da chuva — e exigem avaliação imediata.

“Diante do cenário climático atual, o mais importante é priorizar a segurança e evitar deslocamentos desnecessários. Adotar medidas preventivas e conhecer os riscos ajuda motoristas a atravessarem esse período com mais tranquilidade e responsabilidade”, informa a companhia, que é líder mundial no mercado de autopeças.

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Iluminação viária e segurança: uma relação direta e pouco discutida

dom, 04/01/2026 - 13:30
A relação é direta: quanto pior a iluminação, menor a capacidade de percepção de motoristas, pedestres e ciclistas. Foto: kievith para Depositphotos

A iluminação viária é um dos elementos mais subestimados da segurança no trânsito. Embora sua ausência ou deficiência esteja diretamente relacionada a atropelamentos e colisões noturnas, o tema ainda recebe pouca atenção nas políticas públicas e no debate sobre segurança viária.

A relação é direta: quanto pior a iluminação, menor a capacidade de percepção de motoristas, pedestres e ciclistas. À noite, o campo visual humano já é naturalmente reduzido. Sem iluminação adequada, obstáculos, pessoas e sinalizações tornam-se praticamente invisíveis até que seja tarde demais.

Pedestres são os mais afetados. Em vias mal iluminadas, a chance de atropelamento cresce significativamente, especialmente em travessias longas ou fora da faixa. Ciclistas também ficam mais vulneráveis, mesmo quando utilizam equipamentos refletivos.

A iluminação influencia também a velocidade praticada.

Vias escuras geram duas reações opostas e igualmente perigosas: alguns motoristas reduzem excessivamente a velocidade por insegurança; outros aceleram para “sair logo” do trecho. Ambas aumentam o risco de conflitos.

Outro ponto crítico é a leitura da sinalização. Placas, faixas e semáforos dependem de boa iluminação para cumprir seu papel. Quando esses elementos não são visíveis, a comunicação do trânsito falha.

Apesar disso, costuma-se tratar a iluminação apenas como questão estética ou de segurança pública, e não como componente da segurança viária. Falta integração entre planejamento urbano, trânsito e iluminação.

Investir em iluminação adequada traz benefícios amplos: reduz sinistros, aumenta a sensação de segurança, incentiva a caminhada noturna e melhora a convivência urbana. Além disso, tecnologias mais eficientes permitem ganhos com menor consumo de energia.

Tratar a iluminação viária como ferramenta de preservação da vida é uma mudança necessária. No trânsito, ver e ser visto não é detalhe — é condição básica para a segurança.

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Como identificar pontos críticos de segurança viária em qualquer cidade

dom, 04/01/2026 - 08:15
Quando acidentes semelhantes acontecem repetidamente no mesmo local, não se trata de azar ou falha individual, mas de um problema estrutural. Foto: AndreyPopov para Depositphotos

Em praticamente todas as cidades existem locais onde os sinistros se repetem: cruzamentos perigosos, trechos de alta velocidade, áreas com muitos atropelamentos ou colisões frequentes. Esses locais são chamados de pontos críticos de segurança viária — e identificá-los é um passo essencial para reduzir mortes no trânsito.

O primeiro indicador é a reincidência de ocorrências. Quando acidentes semelhantes acontecem repetidamente no mesmo local, não se trata de azar ou falha individual, mas de um problema estrutural. Dados de órgãos de trânsito, hospitais e seguradoras ajudam a mapear esses pontos.

Outro sinal claro é o comportamento dos usuários. Locais onde motoristas freiam bruscamente, pedestres hesitam para atravessar ou motociclistas fazem desvios improvisados indicam falhas no desenho viário ou na sinalização.

Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, explica que o erro comum é focar apenas no condutor.

“Quando o acidente se repete no mesmo lugar, o problema raramente é só o motorista. É o ambiente que está induzindo ao erro”, afirma.

A análise do desenho urbano é fundamental.

Cruzamentos muito abertos, ausência de ilhas de refúgio, travessias longas, curvas fechadas sem visibilidade e vias largas demais costumam estar associados a maior gravidade dos sinistros.

A velocidade praticada, e não apenas a regulamentada, também revela pontos críticos. Se os veículos trafegam sistematicamente acima do limite, é sinal de que a via “convida” ao excesso de velocidade.

Segundo Celso Mariano, pequenas mudanças podem gerar grandes resultados. “Muitas vezes, não é preciso uma grande obra. Um estreitamento de pista, uma travessia elevada ou melhor iluminação já reduzem drasticamente o risco”, destaca.

Outro elemento importante é ouvir a população local. Moradores, comerciantes e usuários frequentes conhecem bem os riscos do dia a dia e costumam apontar problemas antes mesmo que apareçam nas estatísticas oficiais.

Identificar pontos críticos não é apenas um exercício técnico, mas uma ferramenta poderosa de prevenção. Quando cidades passam a agir de forma proativa, corrigindo locais perigosos antes de tragédias, a segurança viária deixa de ser reativa e passa a salvar vidas de forma contínua.

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Acidentes noturnos: por que eles são mais graves e letais

sab, 03/01/2026 - 18:00
Os pedestres estão entre as principais vítimas dos acidentes noturnos. Foto: Arquivo Tecnodata

Os sinistros de trânsito ocorridos durante a noite costumam ter consequências mais graves do que aqueles registrados durante o dia. Dados de segurança viária mostram que, embora o volume de tráfego seja menor no período noturno, a proporção de mortes e feridos graves é significativamente maior. Esse paradoxo tem explicações técnicas, comportamentais e estruturais.

A redução da visibilidade é um dos fatores centrais. Mesmo com iluminação pública, a capacidade humana de perceber detalhes diminui no escuro. Pedestres, ciclistas e obstáculos na via tornam-se menos visíveis, especialmente quando usam roupas escuras ou circulam em locais mal iluminados. Faróis ajudam, mas não compensam totalmente essa limitação fisiológica.

Outro ponto crítico é a velocidade média mais alta à noite. Com menos veículos nas ruas, muitos motoristas sentem-se mais à vontade para acelerar. O problema é que qualquer erro cometido em maior velocidade aumenta exponencialmente a gravidade do impacto. À noite, o tempo de reação já é menor; em alta velocidade, o risco se multiplica.

O consumo de álcool e outras substâncias também tem peso relevante. Embora dirigir alcoolizado seja proibido em qualquer horário, as ocorrências se concentram no período noturno, especialmente em fins de semana e datas festivas.

O álcool reduz reflexos, altera a percepção de risco e compromete decisões básicas, como manter a faixa ou respeitar sinalização.

A fadiga é outro fator determinante. Muitos condutores circulam à noite após longas jornadas de trabalho ou viagens prolongadas. O cansaço provoca lapsos de atenção, sonolência e respostas mais lentas. Em alguns casos, o motorista sequer percebe que adormeceu por alguns segundos — tempo suficiente para um sinistro grave.

Do ponto de vista da infraestrutura, o cenário também é desfavorável. Em muitas cidades, a iluminação pública é insuficiente ou irregular. Faixas de pedestres apagadas, sinalização vertical mal posicionada e buracos pouco visíveis agravam o risco. Em rodovias, a ausência de iluminação torna a leitura do ambiente ainda mais difícil.

Os pedestres estão entre as principais vítimas dos acidentes noturnos. A combinação de baixa visibilidade, travessias longas e excesso de velocidade cria um ambiente hostil para quem circula a pé. O mesmo vale para ciclistas, especialmente em vias sem infraestrutura adequada.

Reduzir a letalidade dos acidentes noturnos exige um conjunto de ações: melhoria da iluminação, fiscalização estratégica, campanhas educativas específicas e, sobretudo, mudança de comportamento. À noite, dirigir exige ainda mais cautela, redução de velocidade e atenção redobrada.

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Por que o Brasil ainda está longe de ter veículos autônomos nas ruas

sab, 03/01/2026 - 13:30
Em países onde os testes avançaram, o ambiente urbano é altamente controlado — algo distante da realidade brasileira. Foto: karelnoppe para Depositphotos

O debate sobre veículos autônomos costuma despertar fascínio e expectativas elevadas. Em muitos países, testes já ocorrem em vias públicas, com carros capazes de se deslocar sem intervenção humana em ambientes controlados. No Brasil, porém, essa realidade ainda está distante — e não apenas por uma questão tecnológica.

O primeiro grande obstáculo é a infraestrutura viária. Veículos autônomos dependem de sinalização clara, padronizada e bem conservada. Faixas apagadas, placas encobertas, buracos e mudanças improvisadas no traçado urbano dificultam a leitura do ambiente pelos sensores e câmeras. No Brasil, esse cenário é comum, inclusive em grandes cidades.

Outro entrave importante é a heterogeneidade do trânsito. Motocicletas circulando entre faixas, pedestres atravessando fora da faixa, bicicletas sem infraestrutura adequada e veículos em condições precárias criam um ambiente altamente imprevisível. Para sistemas autônomos, essa imprevisibilidade é um desafio técnico significativo.

Há também o fator regulatório.

O Brasil ainda não possui um marco legal específico para veículos autônomos em circulação plena. Questões como responsabilidade em caso de sinistro, seguros, fiscalização e certificação tecnológica ainda carecem de definições claras. Sem esse arcabouço, a adoção em larga escala fica inviável.

Do ponto de vista tecnológico, embora sensores e algoritmos tenham evoluído, eles ainda enfrentam limitações em situações complexas, como chuvas intensas, iluminação deficiente ou tráfego desordenado. Em países onde os testes avançaram, o ambiente urbano é altamente controlado — algo distante da realidade brasileira.

Outro ponto sensível é o comportamento humano. O trânsito no Brasil se baseia em negociação informal, gestos, olhares e improvisos.

Elementos subjetivos que a tecnologia ainda tem dificuldade de interpretar com segurança.

Por fim, há a questão econômica. Veículos autônomos exigem alto investimento em tecnologia embarcada e infraestrutura externa. Em um país com grandes desigualdades sociais e desafios básicos de mobilidade, essa prioridade ainda parece distante.

Isso não significa que o Brasil ficará à margem dessa transformação. O avanço deve ocorrer de forma gradual, começando por aplicações específicas, como logística, transporte em áreas controladas e sistemas de assistência cada vez mais sofisticados. A autonomia plena, porém, ainda exige um longo caminho de adaptação estrutural, legal e cultural.

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Carro de praia sobe a serra? Mitos e verdades sobre comprar veículos do litoral

sab, 03/01/2026 - 08:15
Mesmo quando um carro tem boa procedência, alguns sinais visuais merecem atenção. Foto: Divulgação

O mercado de carros usados e seminovos no Brasil vive um momento histórico. Dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (FENAUTO) mostram que, já em novembro de 2025 foram comercializados mais de 16,7 milhões de veículos usados e seminovos, superando o total vendido em todo o ano de 2024 (15,7 milhões), um crescimento de cerca de 17% no acumulado do ano. A projeção da entidade é que 2025 feche com aproximadamente 18 milhões de veículos vendidos, o maior volume já registrado no setor. 

Isso confirma uma tendência: o carro usado continua sendo uma opção forte para o consumidor brasileiro, em um cenário de juros elevados, forte demanda e ampla oferta de modelos.

Para Alan Ladeia, CEO da Carflix e especialista no setor automotivo, o crescimento expressivo do mercado de carros usados e seminovos no Brasil fez com que muitos consumidores ampliassem o raio de busca por veículos, incluindo cidades do litoral. Isso trouxe à tona uma série de mitos que nem sempre correspondem à realidade.

“Um carro não pode ser avaliado apenas pela sua origem geográfica, mas sim pelo histórico de manutenção, nível de exposição ao ambiente, forma de uso e cuidados do proprietário. A procedência e a inspeção técnica continuam sendo os fatores mais importantes para uma compra segura, independentemente de o veículo ter rodado na praia ou no interior”, afirma.

Abaixo, o especialista aponta os mitos e verdades sobre essa tendência. Mito 1 — “Todo carro do litoral é ruim”

Esse é um dos mitos mais difundidos: achar que um carro que veio do litoral é automaticamente ruim só por ter placa de cidade litorânea. Não é verdade. Depende muito do nível de exposição à maresia, da frequência de uso, do local onde o veículo era guardado e do cuidado do proprietário. Ou seja: a placa litorânea por si só não determina o estado de conservação de um veículo.

Mito 2 — “A maresia destrói o carro em poucos meses”

A maresia pode acelerar a oxidação de partes metálicas, mas esse é um processo lento e cumulativo, influenciado por fatores como: proximidade do mar (quanto mais perto, maior a exposição ao sal no ar); umidade constante e falta de lavagem e lubrificação regulares.

“A maresia não é um vilão instantâneo, mas um acelerador de desgaste em partes expostas ao ar salgado. Um carro bem guardado e limpo pode ter vida útil tão longa quanto qualquer outro”, diz Alan Ladeia.

Como a maresia realmente afeta o carro?

A maresia contém microcristais de sal que ficam suspensos no ar e podem depositar-se sobre superfícies metálicas, favorecendo a oxidação. Os principais pontos afetados são:

  • parafusos e dobradiças (capô, porta-malas, torres do amortecedor);
  • terminais de bateria e conectores elétricos;
  • perda de brilho da pintura, especialmente no teto e capô;
  • escapamento com níveis maiores de corrosão.

Mesmo assim, partes internas, motor e câmbio não são diretamente comprometidos pela maresia, o problema é a oxidação em partes metálicas expostas.

Mito 3 “Carros de cidades litorâneas valem menos”

O preço de um veículo usado depende muito mais de: estado geral do carro; histórico de manutenção; quilometragem e procedência e histórico de acidentes. “A simples origem litorânea não deve ser critério isolado de desvalorização. Um carro com revisão em dia e garagem coberta pode ter valor igual ou até superior a outro de cidade interiorana”, afirma Ladeia.

O que observar ao avaliar um carro que veio do litoral

Mesmo quando um carro tem boa procedência, alguns sinais visuais merecem atenção extra:

  • parafusos com pontos de ferrugem (capô, porta-malas, torre do amortecedor);
  • início de ferrugem nas bordas internas dos para-lamas; corrosão em terminais da bateria e conectores elétricos;
  • perda de brilho da pintura, especialmente no teto e capô;
  • escapamento muito corroído.

Esses sinais podem indicar exposição prolongada à maresia ou falta de manutenção preventiva e devem ser checados antes da compra.

Quando vale a pena comprar um carro do litoral?

Um carro que veio do litoral pode ser um ótimo negócio quando pertenceu a um único dono cuidadoso, foi guardado em garagem fechada a maior parte do tempo, tem histórico de manutenção comprovado e passou por inspeção cautelar e de procedência aprovadas. “O segredo é olhar para a história do carro e seus cuidados, não apenas sua origem. Uma boa inspeção mecânica é indispensável”, explica Alan Ladeia.

Se você adquirir um carro que passou boa parte da vida no litoral, algumas manutenções preventivas ajudam a prolongar sua vida útil:

  • lavagem completa, inclusive cofre do motor e parte inferior;
  • polimento e aplicação de proteção de pintura, cria uma barreira contra agentes agressivos e;
  • lubrificação de dobradiças e fechaduras, reduz risco de oxidação.

Esses cuidados preservam o veículo e ajudam a manter ou até valorizar o seu preço de revenda.

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Manutenção preventiva que realmente evita sinistros de trânsito

sex, 02/01/2026 - 18:00
Tratar a manutenção como investimento — e não como gasto — é uma mudança de mentalidade necessária para um trânsito mais seguro. Foto: takoburito para Depositphotos

Quando se fala em manutenção veicular, muitos motoristas ainda associam o tema apenas à economia ou ao desempenho do carro. No entanto, a manutenção preventiva é um dos pilares da segurança viária e tem impacto direto na prevenção de sinistros — especialmente aqueles que poderiam ser evitados com verificações simples.

Os pneus estão no topo da lista. São o único ponto de contato do veículo com o solo e influenciam frenagem, estabilidade e aderência. Pneus carecas ou com pressão inadequada aumentam o risco de aquaplanagem, perda de controle e colisões, especialmente em pista molhada.

O sistema de freios é outro item crítico. Pastilhas desgastadas, discos empenados ou fluido vencido comprometem a capacidade de frenagem. Em situações de emergência, poucos metros a mais podem significar um impacto grave.

A suspensão influencia diretamente a estabilidade do veículo. Amortecedores ineficientes aumentam a distância de frenagem, reduzem o controle em curvas e provocam desgaste irregular dos pneus. Muitos motoristas ignoram sinais como balanço excessivo ou ruídos ao passar por irregularidades.

O sistema de iluminação também é frequentemente negligenciado. Faróis desregulados, lâmpadas queimadas ou lanternas inoperantes reduzem a visibilidade e dificultam a comunicação com outros usuários da via, especialmente à noite ou sob chuva.

Outro ponto importante é o sistema de direção. Folgas excessivas, desalinhamento e problemas na caixa de direção afetam a resposta do veículo e aumentam o risco de perda de controle em manobras bruscas.

Além dos componentes mecânicos, a manutenção preventiva envolve comportamento.

Respeitar a capacidade de carga do veículo, distribuir corretamente a bagagem e evitar improvisos são atitudes que fazem diferença real na segurança.

Ignorar a manutenção costuma sair mais caro no longo prazo. Além do risco à vida, falhas mecânicas podem gerar danos maiores, reboque, multas e transtornos durante viagens.

Tratar a manutenção como investimento — e não como gasto — é uma mudança de mentalidade necessária para um trânsito mais seguro. Veículos em boas condições reduzem riscos não apenas para quem dirige, mas para todos que compartilham a via.

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Sistemas ADAS: como já estão mudando o comportamento do motorista

sex, 02/01/2026 - 13:30
Os sistemas avançados de assistência ao motorista, conhecidos como ADAS, deixaram de ser exclusividade de veículos de luxo. Foto: Karneg para Depositphotos

Os sistemas avançados de assistência ao motorista, conhecidos como ADAS (Advanced Driver Assistance Systems), deixaram de ser exclusividade de veículos de luxo e passaram a integrar modelos populares no Brasil. Frenagem automática de emergência, alerta de colisão, assistente de permanência em faixa e controle adaptativo de velocidade já fazem parte da rotina de muitos condutores.

Essas tecnologias têm potencial real de reduzir sinistros, especialmente aqueles causados por distração ou atraso na reação humana. No entanto, sua presença também está provocando uma mudança perceptível no comportamento dos motoristas — nem sempre positiva.

Um dos efeitos mais discutidos é o excesso de confiança. Ao perceber que o veículo “corrige” erros, alerta perigos e, em alguns casos, freia sozinho, parte dos condutores passa a reduzir o nível de atenção. A tecnologia, que deveria ser apoio, começa a ser vista como substituta da responsabilidade humana.

Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, chama atenção para esse risco.

“Os sistemas ADAS são importantes aliados da segurança, mas não podem ser encarados como piloto automático. Quando o motorista transfere a responsabilidade para a tecnologia, ele cria um novo tipo de risco.”

Outro ponto relevante é a limitação técnica desses sistemas.

Sensores podem falhar em chuva intensa, neblina, sujeira nas câmeras ou sinalização desgastada. Além disso, nem todos os ADAS funcionam da mesma forma; há diferenças significativas entre marcas e modelos, o que pode confundir o condutor.

A frenagem automática, por exemplo, atua dentro de determinados limites de velocidade e depende de leitura correta do ambiente. O assistente de faixa não substitui a atenção em curvas acentuadas ou vias mal sinalizadas. Quando o motorista desconhece essas limitações, cria expectativas irreais.

Celso Mariano reforça que a educação precisa acompanhar a tecnologia. “Não adianta colocar sistemas avançados no veículo se o motorista não entende como eles funcionam, quando atuam e quando deixam de atuar. Tecnologia sem educação não resolve o problema do trânsito.”

Veja também Eventos Mobilidade e engenharia urbana em foco: X Seminário Cidades em Trânsito promove debate nacional Fiscalização e Legislação Farol de LED instalado fora do padrão pode gerar multa e comprometer a segurança Sinalização Sensacionalismo com placas de trânsito estrangeiras causa desinformação e ameaça segurança no Brasil Há também impacto no aprendizado de novos condutores.

Motoristas iniciantes que já aprendem a dirigir com auxílio de tecnologias podem desenvolver menor percepção de risco e dependência excessiva dos alertas eletrônicos.

Por outro lado, quando bem utilizados, os ADAS contribuem para redução de colisões traseiras, atropelamentos e saídas de pista. O desafio está em integrar tecnologia e comportamento, reforçando que o motorista continua sendo o principal responsável pela condução.

À medida que esses sistemas se popularizam, será cada vez mais necessário investir em informação clara, treinamento e comunicação. O futuro da segurança viária passa pela tecnologia, mas não prescinde da atenção, do julgamento e da responsabilidade humana.

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Estudo aponta que mais de 90% dos sinistros com motociclistas ocorrem em locais sem fiscalização eletrônica

sex, 02/01/2026 - 08:15
A análise detalhada de cada ocorrência permitiu identificar padrões importantes relacionados à infraestrutura viária e ao comportamento dos condutores. Foto: kodda para Depositphotos

Um estudo inédito sobre sinistros de trânsito envolvendo motocicletas revelou um dado alarmante: mais de 90% das ocorrências aconteceram em locais sem fiscalização eletrônica e 81% em vias sem sinalização de limite de velocidade. A pesquisa foi desenvolvida pelo Instituto Cordial, em parceria com a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), com apoio da Uber.

Os dados fazem parte da segunda etapa do levantamento e foram coletados ao longo de mais de oito meses diretamente no Centro Hospitalar do Município de Santo André (CMH), referência no atendimento a vítimas de sinistros com motociclistas na Região Metropolitana de São Paulo, segundo o DataSUS.

Fiscalização e sinalização como fatores decisivos

A análise detalhada de cada ocorrência permitiu identificar padrões importantes relacionados à infraestrutura viária e ao comportamento dos condutores. Além da ausência de fiscalização eletrônica e de sinalização adequada, o estudo aponta que 1 em cada 5 sinistros com motocicletas envolveu condutores sem habilitação.

Outro dado relevante mostra que a maioria das ocorrências não estava relacionada a atividades profissionais. Cerca de três em cada cinco sinistros ocorreram durante deslocamentos cotidianos simples, como ir de um ponto a outro para atividades pessoais, lazer ou carona.

Perfil dos envolvidos nos sinistros

O levantamento também revelou que:

  • 23% dos entrevistados haviam consumido álcool ou outras drogas antes do sinistro, sendo que nenhum deles estava envolvido com atividades por aplicativos;
  • a média de tempo de CNH entre os envolvidos é de 12 anos;
  • mais de 80% dos motociclistas pilotam quase todos os dias.

Conforme os pesquisadores, esses dados trazem informações que não costumam aparecer em levantamentos públicos tradicionais, permitindo uma compreensão mais aprofundada da realidade dos sinistros e a formulação de ações mais efetivas de prevenção.

Mudanças no perfil da mobilidade

Para Luis Fernando Villaça Meyer, diretor de Operações do Instituto Cordial, a pesquisa ajuda a lançar luz sobre transformações recentes no trânsito brasileiro.

“Houve uma grande alteração no perfil da mobilidade no Brasil, especialmente depois da pandemia de Covid-19, bem como um forte crescimento da frota e de sinistros com motociclistas ao menos nos últimos 15 anos no país. Nesse cenário, a pesquisa vem colocando luz em questões ainda pouco compreendidas, terreno para muitas suposições, como o perfil das viagens de motocicleta no momento dos sinistros. Aprofundando essa compreensão, poderemos ter ações mais direcionadas e efetivas na perspectiva dos Sistemas Seguros de Mobilidade e caminhando para a Visão Zero, ou seja, a visão de que nenhuma morte no trânsito é aceitável”, afirma.

A pesquisa também se aprofundou nas condições do deslocamento e do momento da ocorrência. Cerca de 74% das vítimas estavam apenas se deslocando para compromissos pessoais, passeios ou caronas, sem qualquer vínculo com atividades comerciais ou prestação de serviços.

Motociclistas seguem como grupo mais vulnerável

Para o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior, compreender o contexto dos sinistros é essencial para salvar vidas.

“Entre todos os usuários das vias, o motociclista é o mais vulnerável. Ele está mais exposto aos riscos do ambiente viário e às falhas de comportamento de outros condutores. Por isso, compreender as causas e os contextos desses sinistros é fundamental para orientar ações preventivas, tanto na formação de condutores quanto nas políticas públicas voltadas à mobilidade segura”, destacou.

Segundo ele, a proteção ao motociclista deve ser um compromisso coletivo, independentemente do uso da moto para trabalho, estudo, lazer ou deslocamentos pessoais. “Proteger quem está sobre duas rodas é, acima de tudo, uma forma de preservar vidas e promover um trânsito mais humano e responsável”, completou.

Meira Júnior também chamou atenção para o elevado número de condutores sem habilitação identificado no estudo.

“Há muita gente pilotando sem estar habilitada, e a falta de fiscalização acaba permitindo que isso aconteça. Essa é uma mensagem central que a pesquisa nos ajuda a enxergar”, afirmou.

Dados para orientar políticas públicas

A coleta de dados ocorreu entre 13 de janeiro e 1º de setembro de 2025, com a atuação de pesquisadores de campo e residentes de medicina. Todas as vítimas atendidas tiveram as características dos sinistros analisadas por meio de entrevistas presenciais, prontuários médicos e relatórios do SAMU, respeitando integralmente as normas de privacidade e anonimato.

Ao todo, foram realizadas 329 entrevistas com vítimas de sinistros envolvendo motocicletas.

Para Laura Lequain, head de Uber Moto no Brasil, o estudo representa um avanço significativo na produção de dados qualificados sobre segurança viária.

“Essa pesquisa é um marco, pois apresenta dados de incidentes com informações que nunca foram vistas antes. Com essa análise das características dos sinistros, é possível definir ações que mitigam riscos, não só para parceiros da plataforma, mas principalmente para todos que utilizam veículos em duas rodas. Sentimos muito orgulho de ter apoiado essa iniciativa em Santo André, com as próximas rodadas em São Paulo e Fortaleza, e de ter apoiado a criação de uma metodologia que pode ser replicada Brasil afora por quem desejar de fato pensar em políticas públicas baseadas em evidências, não em proselitismo”, afirmou.

Fonte: Abramet / Instituto Cordial

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NTC&Logística inicia pesquisa salarial sobre motoristas do transporte de cargas fracionadas

qui, 01/01/2026 - 18:00
O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor. Foto: AdobeStock

A NTC&Logística deu início a uma nova Pesquisa Salarial voltada ao Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com foco específico no segmento de carga fracionada. O levantamento está sendo conduzido pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas (DECOPE). Ele tem como objetivo mapear a realidade da remuneração dos motoristas de caminhão em diferentes regiões do país.

A iniciativa busca reunir dados atualizados sobre os salários praticados no setor, considerando as particularidades regionais e operacionais do transporte de cargas fracionadas. As informações coletadas servirão de base para estudos técnicos e análises econômicas que subsidiam a atuação institucional da NTC&Logística junto às empresas transportadoras, entidades representativas e autoridades públicas.

Importância da participação das empresas

De acordo com o DECOPE, a participação das empresas do setor é fundamental para garantir a representatividade e a consistência dos dados levantados. Quanto maior o número de respostas, mais preciso será o diagnóstico sobre a estrutura de custos e a política de remuneração dos motoristas no transporte rodoviário de cargas.

Os dados permitirão identificar padrões salariais, variações regionais e tendências que influenciam diretamente a competitividade das empresas e a gestão das operações logísticas. Em um setor altamente impactado por custos operacionais, mão de obra qualificada e exigências regulatórias, esse tipo de levantamento é considerado estratégico para o planejamento e a tomada de decisões.

Confidencialidade e divulgação dos resultados

A NTC&Logística informa que tratará todas as respostas de forma confidencial, assegurando o sigilo das informações individuais fornecidas pelas empresas participantes. A entidade consolidará e divulgará os resultados posteriormente, por meio de seus canais oficiais.

A pesquisa foi estruturada para ser respondida de forma rápida, facilitando a adesão das transportadoras interessadas em contribuir com o levantamento.

Como participar

Empresas que atuam no transporte rodoviário de cargas fracionadas podem participar da pesquisa acessando o formulário disponibilizado pela NTC&Logística. A entidade reforça que a colaboração do setor é essencial para o fortalecimento institucional, a qualificação dos debates sobre custos e remuneração e a construção de políticas mais alinhadas à realidade do transporte de cargas no Brasil. É possível responder a pesquisa de forma rápida no link abaixo.

Participe e contribua para o fortalecimento do setor, clique aqui.

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A evolução das campanhas de segurança viária no mundo

qui, 01/01/2026 - 13:30
Em parceria com a JCDecaux, a campanha #FaçaUmaEscolhaSegura visa apoiar o cumprimento da meta da Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2021–2030) de reduzir pela metade as mortes no trânsito até 2030. Foto: Divulgação ONU

As campanhas de segurança viária passaram por mudanças profundas nas últimas décadas. Se antes eram focadas apenas em slogans e mensagens genéricas, hoje se baseiam em dados, comportamento humano e comunicação estratégica. Países que conseguiram reduzir mortes no trânsito investiram fortemente nessa evolução.

No início, campanhas tinham caráter essencialmente informativo: ensinar regras básicas e alertar sobre perigos. Com o tempo, percebeu-se que informar não é suficiente para mudar comportamento. A comunicação precisou avançar para o campo emocional e psicológico.

Campanhas mais modernas utilizam narrativas reais, depoimentos de vítimas e familiares, além de simulações visuais impactantes. A ideia é gerar empatia e percepção real de risco, sem recorrer apenas ao medo.

Outro avanço importante foi a segmentação.

Em vez de falar com “todos”, campanhas passaram a dialogar com públicos específicos: jovens, motociclistas, motoristas profissionais, pedestres e idosos. Essa abordagem aumenta a eficácia da mensagem.

A integração com políticas públicas também se mostrou essencial. Campanhas isoladas têm pouco efeito. Já aquelas associadas a fiscalização, engenharia e educação contínua apresentam resultados mais consistentes.

No cenário internacional, destaca-se o uso de dados para direcionar campanhas a locais e horários de maior risco. A comunicação deixa de ser genérica e passa a ser estratégica.

Cenário nacional

No Brasil, embora haja avanços pontuais, as campanhas ainda enfrentam desafios: descontinuidade, falta de avaliação de resultados e pouca integração com outras áreas da segurança viária.

A experiência internacional mostra que campanhas eficazes não salvam vidas sozinhas, mas potencializam políticas bem estruturadas. Comunicação, quando bem utilizada, transforma percepção e ajuda a consolidar comportamentos seguros.

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O trânsito brasileiro visto do futuro: projeções e desafios até 2030

qui, 01/01/2026 - 08:15
A fiscalização também deve se tornar mais inteligente e baseada em dados. Foto: AdobeStock

O trânsito brasileiro está em transformação acelerada. Mudanças tecnológicas, novas formas de deslocamento, crescimento urbano e alterações regulatórias apontam para um cenário diferente daquele que conhecemos hoje. Olhar para o futuro não é exercício de futurologia, mas uma necessidade para compreender desafios que já estão em curso.

Até 2030, a tendência é de aumento da complexidade do sistema viário. Mais veículos, mais modais compartilhando o mesmo espaço e maior pressão por segurança e sustentabilidade. O desafio central será equilibrar mobilidade e preservação da vida.

Comportamento

Um dos pontos mais sensíveis será o comportamento humano. Mesmo com veículos mais tecnológicos, o fator humano continuará sendo determinante. Sistemas de assistência à condução devem evoluir, mas não eliminarão erros, distrações e decisões impulsivas.

Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, avalia que apostar apenas em tecnologia é um erro estratégico.

“A tecnologia pode ajudar muito, mas não substitui educação, cultura de segurança e responsabilidade. Se não cuidarmos do comportamento, vamos apenas sofisticar os riscos”, afirma.

Outro desafio será a convivência entre diferentes modais. Motocicletas, bicicletas, patinetes, veículos de entrega e transporte coletivo disputarão o mesmo espaço urbano.

Sem planejamento adequado, essa convivência tende a aumentar conflitos.

Para Celso Mariano, o futuro do trânsito passa necessariamente pela mudança de prioridade. “Ou colocamos as pessoas no centro das decisões ou continuaremos produzindo soluções que não reduzem mortes. O futuro do trânsito precisa ser humano, não apenas tecnológico”, destaca.

A fiscalização também deve se tornar mais inteligente e baseada em dados. Sensores, câmeras e análise automatizada permitirão identificar padrões de risco, mas exigirão transparência e comunicação clara com a sociedade para evitar rejeição.

Outro ponto crucial será o papel das cidades. Municípios que investirem em desenho urbano seguro, mobilidade ativa e transporte coletivo terão mais chances de reduzir sinistros. Aqueles que mantiverem modelos centrados no automóvel enfrentarão custos humanos e econômicos cada vez maiores.

O trânsito de 2030 já está sendo construído agora, nas decisões tomadas hoje. Ignorar esse horizonte significa repetir erros conhecidos. Planejar, dialogar e educar são caminhos inevitáveis para um futuro mais seguro.

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Boato sobre imposto de 26,5% para motoristas de aplicativo evidencia confusão sobre a reforma tributária

qua, 31/12/2025 - 18:00
Dados mostram que a renda líquida dos motoristas varia conforme a cidade e a carga horária semanal, mas permanece atrativa para muitos profissionais. Foto: contact@vladispas.ro para Depositphotos

Uma onda recente de desinformação voltou a gerar insegurança entre motoristas de aplicativos. Publicações que circularam nas redes sociais afirmaram que esses profissionais passariam a pagar 26,5% de imposto a partir de 2026, em razão da reforma tributária. O conteúdo viralizou rapidamente, alcançando mais de 928 mil visualizações, e provocou apreensão em um setor já pressionado por custos elevados de operação.

No entanto, especialistas e a Receita Federal esclareceram que a informação é incorreta e resulta de uma interpretação distorcida das mudanças previstas na nova legislação tributária.

Onde está o erro da informação

O boato se apoia no chamado IVA dual, modelo que será adotado no Brasil e que combina dois tributos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência da União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado por estados e municípios. Esses tributos substituirão impostos atualmente existentes, como PIS, Cofins, ICMS e ISS.

Durante o período de transição, que começa em 2026, as alíquotas iniciais previstas são significativamente menores do que as divulgadas de forma equivocada nas redes sociais: 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS. Esses percentuais estão muito distantes dos 26,5% mencionados no boato, que não se aplicam à realidade dos motoristas de aplicativo.

Nanoempreendedores terão isenção

Para motoristas enquadrados como nanoempreendedores, o cenário é ainda mais favorável. Profissionais com faturamento anual de até R$ 40,5 mil ficarão isentos da cobrança dos novos tributos.

Já aqueles com faturamento bruto de até R$ 162 mil por ano poderão se beneficiar de uma regra especial, que considera apenas 25% da receita como base de cálculo. Ou seja, na prática, esse mecanismo também mantém esses trabalhadores dentro da faixa de isenção, afastando qualquer cobrança próxima aos percentuais alarmistas divulgados nas redes.

Situação do MEI permanece estável

No caso dos Microempreendedores Individuais (MEI), com faturamento anual de até R$ 81 mil, a tributação permanece nos moldes atuais. As alíquotas continuam sendo fixas, variando entre 1% e 1,3%, valores que já incluem contribuição previdenciária e o recolhimento mínimo de ISS ou ICMS, conforme a atividade.

Mesmo nesse regime, a carga tributária segue muito distante do percentual citado na desinformação, reforçando que não há base legal para a afirmação de um imposto de 26,5% sobre os ganhos de motoristas de aplicativos.

Renda e realidade do trabalho por aplicativo

Dados levantados pela GigU — anteriormente conhecida como StopClub — mostram que a renda líquida dos motoristas varia conforme a cidade e a carga horária semanal, mas permanece atrativa para muitos profissionais.

Em São Paulo, um motorista que trabalha cerca de 60 horas por semana registra lucro médio de R$ 4.252,24, já descontados custos como combustível e IPVA. No Rio de Janeiro, a média é de R$ 3.304,93 para uma jornada de 54 horas semanais, enquanto em Belo Horizonte o lucro médio chega a R$ 3.554,58 na mesma carga horária.

É uma jornada exigente, mas a autonomia e a rentabilidade — que supera a de algumas ocupações tradicionais — acabam sendo um grande atrativo”, afirma Luiz Gustavo Neves, cofundador e CEO da plataforma.

Desinformação gera insegurança

O episódio evidencia como notícias falsas ou mal interpretadas podem impactar diretamente as decisões financeiras de milhares de profissionais, levando a reações precipitadas e insegurança desnecessária. No caso dos motoristas de aplicativo, a circulação do boato reforçou temores sobre perda de renda em um momento de transição econômica.

Também fica evidente a importância de comunicação clara e acessível por parte do poder público, especialmente em temas complexos como a reforma tributária. Orientações objetivas sobre enquadramentos, alíquotas e limites de isenção são fundamentais para que os trabalhadores compreendam corretamente seus direitos e obrigações e não sejam induzidos ao erro por conteúdos enganosos.

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Falhas comuns na interpretação do CTB que ainda confundem motoristas

qua, 31/12/2025 - 13:30
Muitos motoristas acreditam que, se a faixa estiver tracejada, qualquer ultrapassagem é permitida. Foto: Arquivo Tecnodata

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é reconhecido por sua abrangência e detalhamento. Ainda assim, erros de interpretação seguem sendo frequentes entre motoristas brasileiros, gerando infrações, conflitos e situações de risco. Parte do problema está na leitura superficial da lei; outra parte, na reprodução de mitos e “regras informais” que se espalham no cotidiano.

Um dos equívocos mais comuns diz respeito ao limite de velocidade. Muitos condutores acreditam que trafegar abaixo do limite máximo é sempre suficiente para estar dentro da lei. O CTB, no entanto, determina que a velocidade deve ser compatível com as condições da via, do clima e do trânsito. Ou seja, mesmo dentro do limite, o motorista pode estar em situação irregular se colocar outros em risco.

Outra falha recorrente está na interpretação da preferência de passagem. Há quem acredite que a preferência é absoluta e independe do contexto. Na prática, a preferência existe, mas não autoriza manobras perigosas ou invasões repentinas. A condução defensiva pressupõe cautela mesmo quando se tem prioridade.

Ultrapassagem

A ultrapassagem também gera confusão. Muitos motoristas acreditam que, se a faixa estiver tracejada, qualquer ultrapassagem é permitida. O CTB é claro ao estabelecer que a manobra só é válida quando não há risco e quando a sinalização horizontal e vertical permitem. Visibilidade reduzida, proximidade de curvas e cruzamentos anulam essa possibilidade.

No caso dos pedestres, ainda persiste a ideia de que só têm prioridade na faixa sinalizada. O CTB garante proteção especial ao pedestre em diversas situações, inclusive fora da faixa, desde que ele já esteja na pista. Ignorar esse ponto é fonte constante de conflitos.

Há também confusão em relação ao pisca-alerta. Muitos acreditam que ele pode ser usado livremente para “avisar” outros motoristas. Na realidade, seu uso é restrito a situações de emergência ou veículo imobilizado, salvo exceções específicas.

Outro erro frequente envolve o uso da seta. Alguns motoristas entendem a sinalização como opcional quando “não vem ninguém”. A regra é objetiva: toda mudança de direção ou faixa deve ser sinalizada, independentemente do fluxo.

Essas interpretações equivocadas não decorrem apenas de má-fé, mas de lacunas na educação continuada. Após a obtenção da CNH, poucos motoristas revisitam o CTB ou acompanham atualizações normativas.

Compreender corretamente a lei é parte essencial da segurança viária. Um trânsito mais seguro passa, necessariamente, por leitura correta das regras e abandono de mitos que colocam vidas em risco.

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Como ensinar crianças a serem pedestres e ciclistas seguros

qua, 31/12/2025 - 08:15
Capacete, respeito à sinalização, uso de equipamentos refletivos e circulação em locais adequados são pontos fundamentais. Foto: AdobeStock

Ensinar crianças a serem pedestres e ciclistas seguros é uma das estratégias mais eficazes — e menos exploradas — da segurança viária. Em um país onde o trânsito ainda mata milhares de pessoas todos os anos, investir na formação desde cedo não é apenas educativo, mas preventivo.

A infância é o período em que comportamentos são moldados. Crianças observam, imitam e internalizam atitudes vistas no cotidiano. Por isso, a forma como adultos atravessam ruas, respeitam sinais e interagem com o espaço urbano influencia diretamente a percepção de risco dos pequenos.

Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, destaca que a educação para o trânsito precisa ir além do discurso.

“A criança aprende muito mais pelo exemplo do que pela fala. Quando o adulto atravessa fora da faixa ou ignora o semáforo, está ensinando que aquela regra não é importante”, afirma.

Entender o porquê

No caso dos pedestres, o ensino deve começar com noções básicas: atravessar sempre na faixa, olhar para os dois lados, respeitar o semáforo e evitar distrações. Mais do que decorar regras, a criança precisa entender o porquê dessas orientações.

Para ciclistas, a atenção deve ser ainda maior. Capacete, respeito à sinalização, uso de equipamentos refletivos e circulação em locais adequados são pontos fundamentais. Mesmo em passeios recreativos, a bicicleta deve ser tratada como um veículo, e não apenas como brinquedo.

Segundo Celso Mariano, um erro comum é acreditar que a educação no trânsito só começa quando a pessoa vai dirigir.

“Quando chegamos à idade da CNH, muitos comportamentos já estão consolidados. Se não ensinamos segurança desde a infância, estamos sempre correndo atrás do prejuízo”, ressalta.

A escola tem papel importante, mas a família é protagonista nesse processo. Pequenas atitudes, como comentar situações do dia a dia no trânsito, transformar deslocamentos em momentos de aprendizado e reforçar comportamentos corretos, fazem grande diferença.

Cidades mais seguras também ajudam. Calçadas adequadas, travessias visíveis, ciclovias bem projetadas e áreas de tráfego calmo criam ambientes onde crianças conseguem aprender com menos risco.

Educar crianças para o trânsito é investir em uma geração mais consciente, empática e responsável. Os resultados não são imediatos, mas são duradouros — e salvam vidas no longo prazo.

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FEI alerta para riscos do calor intenso em viagens longas e impacto no desempenho dos carros

ter, 30/12/2025 - 18:00
Além do motor, outros componentes exigem atenção especial durante as viagens de verão. Foto: Arquivo Tecnodata

As altas temperaturas típicas do verão brasileiro representam um fator de risco adicional para quem pretende encarar viagens longas de carro, especialmente em períodos de trânsito intenso e deslocamentos acima de 400 quilômetros. Segundo o professor Cleber William Gomes, de Engenharia Mecânica da FEI, centro universitário referência em engenharias há quase 85 anos, o calor excessivo pode comprometer o desempenho de sistemas essenciais do veículo, como motor, freios e pneus, tornando a manutenção preventiva e o comportamento do motorista determinantes para a segurança nas estradas.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 30% dos acidentes em rodovias federais no verão estão relacionados a falhas mecânicas ou problemas nos veículos, como pneus carecas, superaquecimento do motor e falhas no sistema de freios (PRF, 2024). Já um levantamento do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) aponta que pane mecânica figura entre as cinco principais causas de acidentes em viagens de longa distância no Brasil, especialmente em períodos de altas temperaturas e tráfego intenso, como férias e feriados prolongados (ONSV, 2023).

Para Gomes, esses números estão diretamente ligados à falta de manutenção básica.

“O motor foi projetado para operar em altas temperaturas, mas isso só é garantido quando três fatores são respeitados: óleo lubrificante em boas condições, filtro de ar limpo e líquido de arrefecimento adequado. Se qualquer um desses elementos falhar, o atrito aumenta, a temperatura sobe além do ideal e o sistema pode entrar em colapso”, explica.

Segundo ele, o problema não está apenas no calor ambiente, mas no acúmulo de desgaste que se manifesta justamente em trajetos longos.

Além do motor, outros componentes exigem atenção especial durante as viagens de verão. Os freios, por exemplo, podem sofrer o chamado fading, fenômeno caracterizado pela perda temporária de eficiência devido ao aquecimento excessivo causado pelo atrito repetitivo. Esse efeito é previsto em projeto e controlado para manter a segurança, mas pode ser agravado se o fluido de freio estiver contaminado ou se forem utilizadas peças paralelas de baixa qualidade. O mesmo vale para os pneus, que sofrem variações de pressão conforme a temperatura ambiente, aumentando o risco de falhas quando estão desgastados ou fora das especificações do fabricante.

O professor da FEI também destaca que o calor intensifica problemas já existentes no veículo. Mangueiras ressecadas podem se romper sob pressão, pneus carecas podem estourar e sistemas de arrefecimento sobrecarregados podem levar ao superaquecimento em engarrafamentos.

“Se o carro começar a esquentar em trânsito parado, o ideal é encostar em local seguro e jamais abrir a tampa do sistema de arrefecimento com o motor quente. O líquido está sob pressão e pode causar acidentes graves”, orienta.

Outro ponto crítico é o fator humano.

Em viagens longas, a fadiga reduz o tempo de reação e aumenta o risco de acidentes, especialmente em dias quentes. A recomendação é fazer pausas regulares, em média a cada uma hora e meia, para descanso e avaliação das condições físicas do motorista. A pressa em chegar pode economizar poucos minutos, mas o risco é não chegar. Planejar paradas transforma a viagem em algo mais seguro e até mais agradável.

Para regiões como o Sudeste, especialmente a saída da capital paulista e do ABC rumo ao litoral, o alerta é ainda mais relevante. O trânsito intenso, aliado ao calor e à menor ventilação do motor em congestionamentos, cria condições críticas. “Se perceber que o fluxo está travado e a temperatura do carro começa a subir, a prudência é parar, aguardar o trânsito melhorar ou procurar um centro automotivo antes de seguir viagem”, recomenda Gomes.

Por fim, o especialista reforça que a manutenção preventiva é sempre mais barata e segura do que a corretiva, tanto para veículos de passeio quanto para frotas e transportadoras.

“Quando algo parece errado, não espere a falha acontecer na estrada. Cuidar do veículo é cuidar da própria vida e da segurança de todos”, conclui.

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