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Os principais erros que motoristas cometem ao interpretar placas de trânsito
As placas de trânsito são parte essencial da segurança viária. Elas guiam, alertam e informam os condutores sobre riscos, condições da via e regras específicas. Ainda assim, muitos motoristas cometem erros frequentes ao interpretar alguns sinais — e isso pode gerar infrações ou situações perigosas.
Um exemplo clássico está nas placas de regulamentação. Muitos motoristas confundem a sinalização de “proibido estacionar” com “proibido parar e estacionar”. A diferença é enorme: na primeira, permite-se parar momentaneamente; na segunda, não. Essa confusão é responsável por boa parte das autuações em áreas urbanas.
Outra placa que causa dúvidas é a de “velocidade máxima permitida”. Alguns condutores acreditam que o limite é apenas uma recomendação. Outros interpretam o valor como velocidade obrigatória. O CTB é claro: trata-se do limite superior permitido, e não de um padrão obrigatório de velocidade. Em condições adversas, o motorista deve reduzir, mesmo dentro do limite.
As placas de advertência também são frequentemente ignoradas. Sinais como “curva perigosa”, “pista escorregadia” ou “animais na pista” não são decorativos: alertam sobre riscos reais. Motoristas que as ignoram reduzem seu tempo de reação e aumentam as chances de sinistro.
Placas educativas, por sua vez, são muitas vezes consideradas “menos importantes”.No entanto, elas ajudam a reforçar comportamentos seguros, como uso do cinto e respeito ao pedestre. Embora não tenham caráter punitivo, são essenciais para orientar a conduta no trânsito.
Outro erro comum acontece com as placas de indicação. Muitos motoristas não entendem corretamente a diferença entre orientação de destino e orientação de serviços. Isso prejudica a fluidez, especialmente em vias com tráfego intenso. Motoristas indecisos tendem a mudar de faixa no último momento, criando risco para todos.
A interpretação incorreta de placas temporárias também gera problemas. Em trechos de obras, sinalizações provisórias indicam novas regras, desvios e limites específicos. Ignorá-las é infração e coloca em risco trabalhadores e usuários da via.
É importante lembrar que, embora o Brasil tenha um sistema de sinalização padronizado, algumas regiões possuem placas desgastadas, cobertas ou mal posicionadas. Nesses casos, o motorista deve redobrar a atenção.
Saber interpretar corretamente as placas é mais do que cumprir a lei — é uma atitude de respeito e cuidado. Um trânsito seguro depende do entendimento e da aplicação correta das orientações fornecidas por cada sinal.
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Goiás registra queda de 11,1% no número de mortes no trânsito
O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) divulga o panorama do trânsito, com dados comparativos de 2024 e 2025, que apontam uma redução significativa no número de mortes e reforçam a efetividade das ações de fiscalização, educação e gestão da segurança viária desenvolvidas pela autarquia em parceria com diversos órgãos.
De acordo com os números consolidados, o total de acidentes de trânsito permaneceu praticamente estável no período analisado. Em 2024, houve o registro de 100.977 acidentes, enquanto em 2025 o número foi de 100.917, o que representa uma variação negativa de 0,06%. Em 2023, foram registrados 102.933 acidentes.
Mortes no trânsitoO dado mais relevante do levantamento é a redução no número de mortes. Em 2024, Goiás registrou 1.021 mortes no trânsito. Em 2025, esse número caiu para 908 vítimas fatais, uma redução de 11,1%. No ano de 2023, houve o registro de 1.084 óbitos em decorrência de sinistros de trânsito.
De acordo com o presidente do Detran-GO, Delegado Waldir, apesar de apontarem tendência de queda, os dados ainda preocupam.
“Há cerca de 15 anos, tínhamos quase duas mil mortes por ano. O número caiu pela metade, mas ainda é intolerável pensar que 908 famílias estão de luto por algo que poderia ter sido evitado se houvesse respeito às leis de trânsito.”
Em relação ao número de feridos, houve aumento de 0,43%. Em 2024, houve o registro de 101.967 feridos, contra 102.405 em 2025. O indicador reforça a necessidade de intensificar ações educativas e de conscientização, especialmente voltadas ao comportamento seguro no trânsito.
A maior parte dos acidentes são em áreas urbanas. Em 2024, 86,9% dos sinistros ocorreram em zonas urbanas e 13,1% em áreas rurais. Em 2025, os acidentes em zona urbana representaram 86% do total, enquanto a zona rural concentrou 14% das ocorrências.
Quanto ao perfil das vítimas fatais por gênero, os homens seguem sendo a maioria. Em 2024, 69% das mortes no trânsito foram de homens e 31% de mulheres. Em 2025, os homens representaram 68,1% das vítimas fatais, enquanto as mulheres corresponderam a 31,9%.
Segundo o presidente do Detran-GO, o excesso de velocidade, a combinação de álcool e direção, o uso do celular ao volante e as ultrapassagens em locais proibidos estão entre as principais causas de acidentes com vítimas.
Compromisso com a vidaPara o presidente do Detran-GO, os dados evidenciam que a redução da letalidade no trânsito é resultado da integração de ações, como fiscalização estratégica, campanhas educativas permanentes, uso de dados para planejamento e articulação com forças de segurança e órgãos de saúde.
Somente no último ano, o Detran-GO reforçou as campanhas educativas, que renderam quatro prêmios nacionais pela qualidade. Por meio da Escola Pública de Trânsito, a autarquia ampliou a quantidade de ações, cursos e palestras em escolas e empresas voltados à segurança viária.
Em parceria com a Polícia Militar, o Detran-GO intensificou a fiscalização com a criação de 21 núcleos regionais da Balada Responsável. Também investiu em infraestrutura e equipamentos de fiscalização, como bafômetros, carros, quadriciclos, motocicletas e barreiras pantográficas, fornecidas a outros órgãos autuadores.
Com o Programa Sinaliza Goiás, o Detran-GO realiza a implantação e revitalização da sinalização horizontal e vertical em áreas urbanas, contribuindo diretamente para a redução de acidentes e para a melhoria da mobilidade.
A iniciativa já beneficiou os 246 municípios goianos. Por meio de repasses à Agência Goiana de Infraestrutura (Goinfra) fomenta o recapeamento das vias urbanas.
Mini CidadeAinda com foco na proteção da vida, a autarquia inaugurou a primeira etapa da Mini Cidade, um espaço pioneiro no Brasil voltado à educação para o trânsito de crianças. O objetivo central da iniciativa é formar crianças e jovens mais conscientes e responsáveis sobre seu papel no trânsito, promovendo desde cedo a compreensão de valores como cidadania, segurança, respeito às leis e preservação da vida.
Delegado Waldir reforça que a preservação da vida no trânsito é um compromisso permanente e que os números, embora positivos, indicam a necessidade de avançar ainda mais em políticas públicas baseadas em dados, educação para o trânsito e responsabilidade compartilhada entre poder público e sociedade.
VeículosA análise por tipo de veículo mostra que os automóveis, motocicletas e registros classificados como ignorados concentram a maior parte das mortes no trânsito. Em 2024, das 1.021 mortes, 34,7% envolveram automóveis, 32,4% motocicletas e 32,9% foram classificadas como tipo de veículo ignorado.
Em 2025, dos 908 óbitos registrados, 30,1% envolveram motocicletas, 27,1% automóveis e 31,8% foram classificados como ignorados.
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10 lições que todo condutor precisa aprender na prática
Obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é apenas o primeiro passo na vida de um condutor. Embora a formação inicial forneça a base necessária para dirigir, a experiência diária nas ruas e rodovias traz aprendizados que não estão nos manuais. Reunimos 10 lições práticas que todo condutor deveria conhecer, para dirigir com mais segurança, confiança e consciência.
1. A lógica dos radaresSaber os limites de velocidade é essencial, mas compreender por que os radares estão posicionados em determinados pontos ajuda a dirigir de forma mais consciente. Muitos visam locais críticos, como curvas perigosas e áreas escolares.
Dica: encare os radares como aliados da segurança, e não apenas como fiscalização.
2. Manutenção básica do carroTrocar um pneu, conferir o nível de óleo ou identificar vazamentos pode evitar acidentes e grandes despesas.
Prática recomendada: faça revisões periódicas em pneus, fluidos e luzes do veículo.
3. Como agir em casos de imprevistos ou sinistrosPoucos motoristas aprendem a lidar com acidentes leves ou situações de emergência.
Regra prática: em sinistros sem feridos, sinalize o local e registre digitalmente a ocorrência. Se houver vítimas, não mova ninguém e acione imediatamente o socorro.
4. Dirigir com chuva exige técnicas específicasA chuva reduz a aderência do veículo e aumenta a distância de frenagem. Além de manter velocidade adequada, ligar o ar-condicionado para desembaçar vidros e usar o farol baixo durante o dia são medidas essenciais.
5. Uso do freio motorO freio motor protege os freios convencionais e aumenta o controle em descidas.
Como aplicar: reduza gradualmente as marchas ao enfrentar ladeiras ou serras, evitando o superaquecimento do sistema.
6. Comunicação por faróisPiscar os faróis pode ser um aviso de perigo, de ultrapassagem ou indicar fiscalização à frente.
Atenção: nunca substitua a sinalização oficial por esses sinais; use-os apenas como complemento.
7. O perigo real do celular ao volanteDistrações causadas por celular são uma das principais causas de sinistros de trânsito.
Dica: mantenha o aparelho fora do alcance ou utilize aplicativos que bloqueiem notificações enquanto dirige.
8. Documentação digital é válidaCNH e CRLV digitais têm a mesma validade que os documentos físicos e facilitam o controle durante fiscalizações.
Sugestão: baixe o app Carteira Digital de Trânsito (CDT) para ter tudo na palma da mão.
9. Planejamento de rotas e tempo de viagem faz diferençaMuitos condutores só percebem na prática que sair sem planejar o percurso ou o tempo necessário aumenta o estresse e o risco de sinistros. Conhecer alternativas de trajeto, horários de pico e condições das vias ajuda a dirigir de forma mais tranquila e segura.
Dica prática: use aplicativos de navegação para checar trânsito, mas mantenha atenção plena na via e não se distraia com o celular enquanto dirige.
10. Dirigir cansa e exige atenção constanteLongos períodos ao volante geram fadiga mental e física.
Cuidados: faça pausas a cada duas horas ou 200 km percorridos. Alongue-se, hidrate-se e evite viagens sozinho em trechos longos.
Experiência que complementa a formaçãoA base fornecida no processo de habilitação é essencial, mas a estrada é uma escola contínua.
Aplicar essas 10 lições na prática faz do condutor alguém mais consciente, preparado e capaz de reduzir riscos para si e para os outros usuários da via.
Veja também CFCs “A escola não é o problema, é parte da solução”, alerta especialista sobre proposta que torna autoescola opcional Estatísticas A cada 2 minutos, um brasileiro é internado por sinistros de trânsito Primeira Habilitação Recebeu a PPD? Veja como evitar problemas e garantir sua CNH definitivaThe post 10 lições que todo condutor precisa aprender na prática appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Faixa azul para motos: nova estratégia para organizar o tráfego urbano
A circulação de motocicletas nas cidades brasileiras cresce de forma acelerada, impulsionada pelo aumento das entregas e pelo uso do veículo como meio de transporte diário. Nesse cenário, surge uma nova proposta de engenharia viária: a faixa azul, um espaço pintado no asfalto que orienta o deslocamento preferencial das motos entre as faixas de rolamento.
Criada inicialmente pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo em 2022, a iniciativa busca organizar o fluxo de motocicletas e aumentar a previsibilidade entre os condutores, reduzindo o risco de colisões laterais.
O projeto já despertou o interesse de várias capitais, como Fortaleza, Belo Horizonte e Curitiba, que receberam autorização da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para desenvolver experiências locais.
Como funciona a faixa azulA faixa azul é uma delimitação preferencial, e não exclusiva, para o tráfego de motocicletas. Normalmente, é posicionada entre as faixas da esquerda e do meio e tem largura entre 1,10 m e 1,20 m, conforme o limite de velocidade da via.
A ideia é que o motociclista a utilize principalmente em situações de lentidão ou congestionamento, quando o deslocamento entre veículos se torna mais previsível e seguro.
Segundo os princípios adotados no projeto, a iniciativa segue conceitos internacionais de segurança viária, como o Sistema Seguro, que reconhece a possibilidade de erros humanos e busca projetar o trânsito de modo a evitar que esses erros resultem em lesões graves ou mortes.
Resultados e percepções iniciaisOs primeiros testes indicaram redução em alguns índices de sinistros em determinadas avenidas de São Paulo, mas os órgãos técnicos alertam que ainda é cedo para conclusões definitivas.
A Senatran acompanha os resultados das cidades-piloto assim como deve avaliar os dados até 2026, antes de considerar a expansão em larga escala.
Em Fortaleza, por exemplo, a aplicação do modelo ocorrerá em quatro avenidas de grande fluxo e monitorado quanto ao comportamento dos condutores, à velocidade média e à quantidade de ocorrências registradas.
A importância da educação e da fiscalizaçãoPara especialistas em trânsito, não se deve ver a faixa azul como solução isolada, mas como parte de um conjunto de medidas integradas.
O educador e especialista em segurança viária Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e do grupo Tecnodata, lembra que “infraestrutura é apenas um dos pilares do sistema seguro — o comportamento dos condutores é o que determina o verdadeiro impacto de qualquer intervenção”.
Segundo Mariano, a faixa azul pode contribuir para a organização e convivência mais harmônica entre veículos, desde que tenha acompanhamento de educação contínua, fiscalização adequada e comunicação clara sobre seu uso.
“O sucesso da medida depende de como ela será compreendida e utilizada no dia a dia”, reforça o especialista.
Adaptação local e próximos passosA Senatran incentiva que cada município adapte o projeto à sua realidade — considerando volume de motos, tipo de via, comportamento dos condutores e capacidade de fiscalização.
Com o crescimento da frota de motocicletas em todo o país, o desafio das gestões públicas é equilibrar mobilidade, segurança e sustentabilidade urbana.
A expectativa é de que as experiências em andamento sirvam como base para uma futura regulamentação nacional, capaz de garantir segurança tanto para motociclistas quanto para os demais usuários das vias.
Um passo em direção à convivência mais seguraO aumento da frota de motos reflete transformações sociais e econômicas no Brasil. A faixa azul surge, portanto, como uma tentativa de resposta técnica a essa nova realidade.
Mais do que uma pintura no asfalto, ela representa um laboratório urbano para repensar a convivência entre modais e fortalecer a cultura da segurança no trânsito.
Se bem planejada e acompanhada, a faixa azul pode se tornar um instrumento de gestão eficiente e de preservação de vidas nas vias brasileiras.
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Nova norma do CONTRAN muda validade de curso exigido para transporte rodoviário de produtos perigosos
Em dezembro de 2025, com a publicação da Resolução CONTRAN nº 1.020/2025, o setor de transporte rodoviário de produtos perigosos passou por uma importante mudança regulatória ao deixar de existir um prazo geral de validade para os cursos especializados, incluindo o Curso Especializado para Condutores de Veículos de Transporte de Produtos Perigosos (MOPP). A capacitação é obrigatória para motoristas que atuam nesse segmento e garante segurança operacional, conformidade regulatória e mitigação de riscos à saúde e ao meio ambiente.
Diante dessa alteração, os condutores cujo vencimento da capacitação ocorreu após a publicação da norma no Diário Oficial da União, em 9 de dezembro de 2025, não precisam realizar a renovação do curso. Por outro lado, os motoristas que tiveram o MOPP vencido antes desta data seguem obrigados a renovar a capacitação para permanecerem aptos ao transporte de produtos perigosos, conforme as regras vigentes à época da expiração.
A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), entidade que representa exclusivamente o setor no país, acompanha atentamente os desdobramentos da norma. Oswaldo Caixeta, presidente da ABTLP, destaca a importância da regularidade das operações das empresas e colaboradores do setor.
“A ABTLP é uma entidade que preza pela segurança, pela conformidade regulatória e pela excelência nas operações. Os procedimentos internos de verificação de documentação, capacitação técnica e conformidade do condutor já fazem parte da rotina das empresas associadas e devem ser mantidos normalmente”, afirma Caixeta.
O transporte de produtos perigosos envolve milhares de substâncias com potencial de risco elevado.De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de três mil produtos são classificados como perigosos no transporte, exigindo a aplicação de regras claras, capacitação técnica contínua e fiscalização eficiente. No Brasil, esse controle é exercido por diferentes órgãos, como o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e instituições de fiscalização federais e estaduais.
Diante da mudança regulatória, a ABTLP orienta empresas e profissionais a manterem atenção redobrada e organização interna, considerando a atuação descentralizada dos órgãos fiscalizadores e a importância de garantir segurança jurídica nas operações. “O texto regulatório é claro quanto à validade, e essa mesma informação já consta de forma expressa na CNH Digital, com a devida referência à resolução e ao artigo que trata do tema. Isso confere maior segurança jurídica aos condutores e às empresas”, afirma Caixeta
A entidade acompanha de perto as definições dos órgãos reguladores assim como os detalhes que influenciam diretamente a operação. Ainda existem dúvidas no setor sobre quais situações podem levar um motorista a perder o curso especializado, quais orientações e recomendações serão aplicadas para atualizações operacionais e de que forma essas diretrizes serão comunicadas na prática. Com possíveis orientações adicionais dos órgãos reguladores, o setor deve ganhar ainda mais clareza sobre procedimentos e regras, reforçando a continuidade de operações seguras e em conformidade em 2026.
No atual cenário, a atuação institucional da ABTLP se torna ainda mais relevante para orientar empresas, apoiar a correta interpretação das normas e contribuir para a estabilidade e a segurança das operações em todo o país.“Riscos de interpretação sempre vão existir, especialmente em um país de dimensão continental como o Brasil, com diversos órgãos e agentes fiscalizadores atuando de forma descentralizada. Diante disso, estamos averiguando os motivos da suspensão desta renovação para, com base nesse esclarecimento, definir de forma responsável quais serão os nossos próximos passos”, conclui.
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Novas regras para exames da CNH levantam alerta sobre segurança viária
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) intensificou sua mobilização institucional diante das recentes mudanças anunciadas pelo governo federal em relação aos exames no processo de obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em articulação com o Poder Executivo e o Legislativo, a entidade avalia que as novas diretrizes podem comprometer a qualidade das avaliações exigidas dos condutores e trazer impactos diretos para a segurança viária no país.
Entre os pontos que mais preocupam o Conselho está a fixação de um teto nacional de R$ 180,00 para o conjunto dos exames de saúde — médico e psicológico — exigidos para a habilitação. Na avaliação do CFP, a medida desconsidera a complexidade técnica envolvida nessas avaliações e pode afetar tanto a atuação dos profissionais da Psicologia do Trânsito quanto a efetividade dos exames como instrumentos de proteção à vida.
Em um cenário no qual o Brasil ainda registra milhares de mortes no trânsito todos os anos, além de graves consequências sociais e econômicas decorrentes dos sinistros, o Conselho avalia que estabelecer parâmetros financeiros sem diálogo técnico representa um risco adicional.
Para a entidade, reduzir custos sem considerar a natureza do cuidado envolvido pode fragilizar um dos pilares da política de segurança viária.
Entidade pede debateDiante desse contexto, o CFP encaminhou ofício ao Ministério dos Transportes e à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) solicitando a realização de uma reunião técnica. O objetivo é dialogar sobre a medida e reafirmar o entendimento de que a avaliação psicológica não é um procedimento burocrático, mas uma ação essencial de proteção à vida e de promoção da segurança no tráfego.
A Psicologia do Trânsito tem papel estratégico na prevenção de acidentes ao avaliar aspectos emocionais, cognitivos e comportamentais que influenciam diretamente a condução segura de veículos. Esses fatores incluem atenção, tomada de decisão, controle emocional, percepção de risco e reação a situações de estresse — elementos que não se pode tratar de forma superficial ou padronizada exclusivamente por critérios de custo.
Como parte das ações de fortalecimento da área, o CFP também avançou internamente na organização técnica da profissão.Em dezembro de 2025, no âmbito da Assembleia das Políticas Administrativas e Financeiras (APAF), criou-se o Grupo de Trabalho Nacional de Psicologia do Trânsito. A iniciativa tem como objetivo revisar e atualizar as normativas que orientam a atuação dos psicólogos nessa área específica, buscando garantir qualidade técnica, ética profissional e maior proteção à sociedade.
De acordo com o Conselho, esse movimento é fundamental em um momento de mudanças estruturais no modelo de formação e avaliação de condutores no Brasil. A atualização das normas e o diálogo com os órgãos responsáveis pelas políticas de trânsito são caminhos indispensáveis para evitar retrocessos, bem como assegurar que continue se tratando a segurança viária como prioridade.
Ao se posicionar publicamente, o CFP reforça que qualquer alteração nos processos de habilitação deve considerar evidências técnicas, ouvir os profissionais envolvidos e, sobretudo, preservar o interesse coletivo.
No entendimento da entidade, decisões que impactam diretamente a vida no trânsito não podem ser tomadas apenas sob a lógica da redução de custos, sob pena de ampliar riscos em um sistema já marcado por altos índices de sinistros.
O Conselho informa que seguirá acompanhando o tema assim como orienta a sociedade a acompanhar seus canais oficiais para se manter informada sobre os desdobramentos das ações em defesa da Psicologia do Trânsito e da segurança viária.
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O trânsito que a gente constrói todos os dias — e quase nunca percebe
Quando se fala em trânsito, é comum apontar culpados externos: a rua mal sinalizada, o outro motorista, o pedestre distraído, o motociclista apressado, o poder público. Raramente o olhar se volta para um ponto mais desconfortável — o papel individual na construção do trânsito do dia a dia.
O trânsito não é apenas o resultado de leis, obras ou fiscalização. Ele é, sobretudo, o reflexo direto das decisões cotidianas de milhões de pessoas que compartilham o mesmo espaço. Pequenas escolhas, feitas quase automaticamente, moldam o ambiente viário de forma contínua, muitas vezes sem que haja consciência disso.
Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, costuma lembrar que o trânsito não existe fora das pessoas.
“O trânsito não é algo que acontece com a gente. Ele é algo que a gente faz acontecer todos os dias, pelas nossas atitudes”, afirma.
Essa construção cotidiana aparece em situações simples: decidir acelerar ou esperar alguns segundos; ceder passagem ou forçar a preferência; respeitar o tempo do outro ou agir como se todos fossem obstáculos. Nenhuma dessas decisões costuma parecer relevante isoladamente, mas, somadas, elas definem o clima do trânsito.
Outro aspecto pouco percebido é a normalização do comportamento inadequado.Quando atitudes de risco se tornam comuns, passam a ser vistas como parte da rotina. Avançar um pouco o sinal, estacionar “rapidinho” em local proibido ou usar o celular por alguns segundos deixam de causar estranhamento — até que algo dá errado.
Celso Mariano alerta para esse processo silencioso. “O problema não é o erro isolado, é quando o erro vira hábito e o hábito vira cultura. Aí o risco deixa de ser exceção”, observa.
O trânsito também reflete como lidamos com frustração e limites. Engarrafamentos, atrasos e imprevistos expõem a forma como cada pessoa reage quando não tem controle total da situação. Para alguns, isso resulta em paciência; para outros, em agressividade.
Essas reações não ficam restritas a quem dirige. Pedestres atravessam com pressa excessiva, ciclistas se sentem obrigados a disputar espaço, motociclistas buscam brechas cada vez menores. O ambiente coletivo vai se tornando mais tenso, menos previsível e mais perigoso.
O exemploHá ainda um fator importante: o exemplo. Crianças observam como adultos dirigem, falam e reagem no trânsito. Passageiros absorvem comportamentos. A forma como alguém conduz um veículo influencia diretamente a percepção de quem está ao redor.
Celso Mariano destaca que mudança real começa no cotidiano.
“Não existe trânsito seguro construído só com campanhas ou punição. Ele começa quando cada pessoa entende o impacto das próprias escolhas”, ressalta.
Isso não significa assumir culpa individual por todos os problemas do trânsito, mas reconhecer que há um espaço de decisão pessoal que faz diferença. Reduzir a velocidade, evitar conflitos desnecessários, respeitar o tempo do outro e aceitar que nem tudo depende da nossa vontade são atitudes simples, mas poderosas.
O trânsito que desejamos — mais seguro, humano e previsível — não nasce apenas de grandes mudanças estruturais. Ele começa nas pequenas atitudes repetidas todos os dias, muitas vezes sem plateia, sem recompensa imediata e sem aplauso.
Perceber esse papel é desconfortável, mas também libertador. Significa entender que cada deslocamento é uma oportunidade de contribuir para um ambiente melhor — ou de reforçar problemas que já conhecemos bem.
No fim das contas, o trânsito não é algo distante ou abstrato. Ele é construído a cada esquina, a cada decisão e a cada interação. E quase sempre, sem que a gente perceba.
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Detran abre recadastramento de instrutores de trânsito sob novas regras do Contran
O Detran-PR iniciou, nesta semana, o processo de recadastramento dos Instrutores de Trânsito no estado. A medida segue as novas diretrizes estabelecidas pela Resolução nº 1.020/2025 do Contran, que promove mudanças relevantes na forma de atuação desses profissionais e no modelo de formação de condutores no país.
Entre as principais novidades está a possibilidade de o instrutor optar por se vincular a um Centro de Formação de Condutores (CFC) ou atuar de forma autônoma, desde que cumpra todos os requisitos legais. A flexibilização do vínculo profissional reflete o novo desenho normativo da formação de condutores, que vem sendo amplamente debatido no setor por seus impactos diretos na segurança viária, na organização das autoescolas e na qualificação do ensino.
Quem pode se recadastrar como instrutor de trânsitoPara estar apto ao recadastramento no Paraná, o instrutor precisa atender a uma série de exigências definidas pela nova regulamentação. Entre elas, estão critérios relacionados à idade, habilitação, escolaridade, antecedentes e formação profissional.
Confira os requisitos obrigatórios:
- Ser pessoa física (possuir CPF);
- Ter 21 anos ou mais;
- Possuir CNH há pelo menos dois anos;
- Não ter cometido infração de natureza gravíssima nos últimos 60 dias;
- Não ter a CNH cassada;
- Ter Ensino Médio completo;
- Possuir certificado do Curso de Formação de Instrutor de Trânsito;
- Apresentar Certidão Negativa de Antecedentes Criminais, emitida pela Vara de Execuções Penais, por meio do Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), do domicílio ou residência, com emissão nos últimos 90 dias;
- Comprovar, em momento oportuno, o pagamento da taxa de crachá, conforme tabela vigente do Detran-PR.
O atendimento a esses critérios é condição indispensável para que o profissional possa seguir atuando legalmente, seja em autoescolas ou como instrutor independente.
Autonomia em debate no setorA possibilidade de atuação autônoma, prevista na Resolução 1.020/2025, representa uma mudança estrutural no modelo tradicional de formação de condutores, historicamente centralizado nos CFCs. Para o Detran-PR, o recadastramento é uma etapa administrativa necessária para adequar o cadastro estadual à nova realidade normativa.
Especialistas do setor, no entanto, alertam que a flexibilização exige atenção redobrada à fiscalização e à padronização da qualidade do ensino, especialmente nas aulas práticas. O instrutor passa a assumir um papel ainda mais central na formação do condutor, o que reforça a importância de critérios rigorosos de habilitação e controle.
Como fazer o recadastramentoO Detran-PR orienta que o processo de recadastramento seja realizado de forma online. Para se inscrever, o instrutor deve acessar o link disponibilizado pelo órgão, onde estão detalhadas as etapas, a documentação exigida e os prazos.
Além disso, o Departamento disponibiliza outro link específico para quem deseja aprofundar o entendimento sobre as mudanças no processo de habilitação de condutores, introduzidas pela nova regulamentação nacional.
Impactos para a formação de condutoresO recadastramento dos instrutores é apenas uma das frentes de adaptação às novas regras da formação de condutores no Brasil. As alterações previstas pelo Contran vêm provocando debates intensos entre profissionais do trânsito, entidades representativas e especialistas em segurança viária, sobretudo quanto aos riscos de um eventual enfraquecimento do controle sobre a qualidade do ensino.
No Paraná, o Detran afirma que seguirá acompanhando a implementação das novas normas e reforça que o recadastramento é fundamental para manter o cadastro atualizado e garantir que apenas profissionais habilitados atuem no sistema.
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Por que a nova formação de condutores ainda gera dúvidas e resistência
A publicação da Resolução Contran nº 1.020/25 marcou uma das mudanças mais profundas dos últimos anos no processo de formação de condutores no Brasil. A norma alterou etapas, flexibilizou modelos e abriu caminho para novos formatos de aprendizagem. No entanto, mesmo após sua entrada em vigor, a resolução segue gerando dúvidas, resistências e insegurança, tanto entre candidatos à CNH quanto entre profissionais do setor e órgãos de trânsito.
Parte desse cenário decorre da velocidade com que a norma foi publicada e da ausência de um período de transição nacional formal. Embora o Contran tenha competência legal para normatizar o processo de habilitação, a forma como as mudanças chegaram ao sistema expôs fragilidades na comunicação e na coordenação com os Detrans.
Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, avalia que o problema não está apenas no conteúdo da resolução, mas na forma como ela foi apresentada à sociedade.
“Quando uma mudança dessa magnitude é anunciada sem diálogo amplo e sem explicação clara, o resultado é confusão. A dúvida não é resistência ao novo, é falta de previsibilidade”, afirma.
FlexibilizaçãoA Resolução 1020 alterou pontos sensíveis da formação, como a organização do processo de aprendizagem, a flexibilização de formatos e a redefinição de responsabilidades. Para quem está começando a tirar a CNH, muitas perguntas surgem: o que mudou na prática? O que continua igual? Quem define como o curso será aplicado no Estado?
Nos bastidores, os próprios Detrans passaram a pedir tempo para adaptação. Sistemas precisam ser ajustados, fluxos redesenhados e orientações internas padronizadas. Em vários Estados, comunicados oficiais indicam que a implementação será gradual, justamente para evitar rupturas no atendimento ao cidadão.
Outro ponto de tensão está na percepção de que a norma transferiu mais responsabilidades ao candidato, exigindo maior autonomia e compreensão do processo. Para especialistas, há o risco de reduzir a qualidade da formação se não houver acompanhamento adequado.
Celso Mariano chama atenção para esse equilíbrio delicado.
“Flexibilizar não pode ser sinônimo de precarizar. Formação de condutores não é só cumprir carga horária, é construir comportamento seguro”, destaca.
A falta de uniformidade nacional também contribui para a sensação de insegurança.Como os Detrans têm papel central na operacionalização da norma, o que vale em um Estado pode não valer imediatamente em outro. Para o cidadão, isso gera a impressão de que as regras mudam conforme o CEP.
Além disso, a Resolução 1020 chegou em um contexto de outras mudanças recentes no trânsito, o que aumenta a dificuldade de compreensão. Para muitos motoristas e candidatos, normas se sobrepõem antes que as anteriores tenham sido plenamente assimiladas.
O debate em torno da resolução revela um desafio recorrente do trânsito brasileiro: mudar regras é mais rápido do que explicar mudanças. Sem comunicação clara, educação continuada assim como orientação prática, normas tecnicamente válidas podem perder efetividade.
A Resolução 1020 ainda está em fase de consolidação. Ou seja, seus efeitos reais dependerão menos do texto publicado e mais da forma como será aplicada, fiscalizada e explicada ao cidadão. Enquanto isso, dúvidas e resistências seguem fazendo parte do processo de transição.
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Chuva e estrada: pneus em dia ajudam a reduzir riscos em pistas molhadas
O verão é tradicionalmente marcado pelo aumento do fluxo nas rodovias brasileiras, impulsionado pelas férias escolares e pelas viagens de início de ano. Ao mesmo tempo, o período concentra chuvas mais frequentes e intensas, que alteram as condições do asfalto e exigem atenção redobrada dos motoristas. Nesse cenário, os pneus assumem papel decisivo para a segurança, já que são o único ponto de contato do veículo com a pista.
Para a Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, manter os pneus em boas condições é essencial para reduzir riscos ao dirigir na chuva, especialmente em viagens mais longas e com o veículo carregado.
“Em pistas molhadas, o desempenho do pneu faz toda a diferença. São os sulcos que ajudam a escoar a água e manter o contato com o solo. Quando o pneu está desgastado ou com pressão inadequada, a segurança fica comprometida”, afirma Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.
Profundidade dos sulcos é decisiva no molhadoA banda de rodagem é responsável por drenar a água e ajudar o pneu a manter aderência em pisos molhados. Com o desgaste, essa capacidade é reduzida, aumentando o risco de perda de controle do veículo. “O limite legal de desgaste dos pneus é de 1,6 mm, indicado pelas marcações conhecidas como TWI. No entanto, quando os sulcos se aproximam de 3 mm, o desempenho do pneu em pista molhada já começa a cair. Por isso, a troca deve ser avaliada antes de atingir o limite legal”, orienta Ayala.
Essas marcações podem ser facilmente identificadas no próprio pneu, por meio de ressaltos localizados nos sulcos, que servem como referência visual para o motorista.
Calibragem correta influencia a estabilidade na chuvaOutro ponto fundamental é a calibragem correta dos pneus, que deve ser feita sempre com os pneus frios e de acordo com as recomendações do fabricante do veículo. “Rodar com pressão inadequada reduz a área de contato do pneu com o solo e altera o comportamento do carro, especialmente em situações de frenagem e curvas. Na chuva, isso se torna ainda mais crítico”, explica o gerente da Bridgestone.
Checklist rápido para dirigir na chuva com mais segurançaPara enfrentar as estradas durante o verão chuvoso, a Bridgestone recomenda:
- Verificar a calibragem dos pneus, sempre com o veículo frio, incluindo o estepe.
- Avaliar a profundidade dos sulcos e observar as marcações de desgaste (TWI).
- Manter alinhamento e balanceamento em dia, conforme orientação técnica.
Para mais informações e orientação técnica especializada, localize uma das mais de 800 unidades da Bridgestone no Brasil aqui.
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Viajar de app no domingo custa até 24% mais caro, aponta estudo sobre mobilidade urbana
O valor de uma corrida por aplicativo não depende apenas da distância percorrida ou da demanda momentânea. O dia da semana e o horário da viagem também exercem influência direta sobre o preço final — e os dados confirmam a percepção de muitos usuários. Levantamento do Data Gaudium, núcleo de inteligência da Gaudium, mostra que viajar de app aos domingos e durante a madrugada pode custar significativamente mais caro.
A análise foi realizada a partir de dados da plataforma Machine, sistema utilizado por aplicativos regionais de mobilidade e delivery em diversas cidades brasileiras. Embora esses apps concorram com grandes plataformas nacionais, o estudo indica que o comportamento dos preços segue a mesma lógica estrutural do setor: variações de oferta, demanda e disponibilidade de motoristas impactam diretamente o valor das corridas.
DomingosDe acordo com o levantamento, o ticket médio das viagens realizadas aos domingos chega a R$ 19,59. Nos demais dias da semana, o valor médio cai para R$ 15,82. A diferença representa um aumento de 24% no custo das corridas dominicais. O fenômeno está associado, principalmente, à redução na oferta de motoristas e ao perfil das viagens, que costumam envolver lazer, visitas familiares e deslocamentos fora da rotina de trabalho.
O impacto é ainda mais evidente durante a madrugada. Nesse período, o ticket médio sobe para R$ 24,12, enquanto no restante do dia a média é de R$ 15,88 — uma alta de 52%. Segundo o estudo, fatores como menor circulação de veículos, custos adicionais para os motoristas e maior percepção de risco contribuem para pressionar os preços nesse intervalo.
Para reduzir distorções causadas por corridas mais longas, o Data Gaudium também avaliou o valor médio cobrado por quilômetro rodado. Aos domingos, o preço médio do quilômetro é de R$ 3,47, frente a R$ 3,29 nos demais dias da semana — um aumento mais moderado, de 5,5%. O dado sugere que parte da elevação do ticket médio está relacionada ao perfil das viagens realizadas, e não exclusivamente à tarifa aplicada.
Já na madrugada, o encarecimento por quilômetro se mostra mais expressivo.O valor médio chega a R$ 3,74, contra R$ 3,31 no restante do dia, uma alta de 13%.
“O resultado indica que, além de percursos possivelmente mais longos, há um componente tarifário claro associado ao horário, reforçando a lógica de preços dinâmicos adotada pelas plataformas”, afirma Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Gaudium.
Os números ajudam a explicar por que muitos usuários percebem que “andar de app” custa mais caro fora do horário comercial ou em dias atípicos. Ao mesmo tempo, o estudo evidencia um desafio permanente da mobilidade urbana mediada por aplicativos: equilibrar a remuneração dos motoristas, garantir a disponibilidade do serviço e manter preços aceitáveis para o consumidor — mesmo em períodos de menor oferta.
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Check-up de início de ano: os 10 reparos que todo carro precisa
Com a chegada de um novo ano, muitos motoristas aproveitam para revisar seus veículos antes de encarar a rotina do dia a dia ou viagens programadas. O check-up completo do carro não é apenas uma recomendação técnica, mas uma prática essencial para prolongar a vida útil do veículo, garantir segurança e evitar custos elevados com reparos emergenciais.
Conforme a pesquisa “A Relação do Brasileiro com o Automóvel”, realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, os custos com o veículo figuram entre as duas maiores despesas anuais no orçamento das famílias brasileiras, ficando atrás apenas da alimentação. A mesma pesquisa mostrou que 92% dos proprietários já enfrentaram gastos inesperados relacionados ao uso do automóvel, incluindo revisão de quilometragem, consertos mecânicos e troca ou conserto de pneus — reforçando a importância de um check-up regular. “Um check-up completo no início do ano é como um exame de saúde: você identifica pequenas anomalias antes que se tornem grandes problemas e pode planejar os custos de manutenção ao longo dos próximos meses”, afirma Alan Ladeia, CEO da Carflix e especialista no setor automotivo.
“Esse cuidado não apenas aumenta a durabilidade do veículo, como preserva a segurança do motorista e otimiza os custos de operação diários.”
O check-up veicular deve abranger desde itens básicos até sistemas que garantem segurança e conforto.Alan Ladeia, especialista no segmento, traz um checklist detalhado dos 10 principais itens que não podem faltar neste início de ano.
1- Sistema de freiosInclui a verificação das pastilhas, discos e do fluido de freio, que perdem eficiência com o uso e o tempo. Desgaste excessivo ou vazamentos podem comprometer a capacidade de frenagem e a segurança do veículo.
2- Pneus e rodasAvaliar calibragem, desgaste da banda de rodagem e possíveis deformações. Alinhamento e balanceamento evitam consumo irregular dos pneus e melhoram a estabilidade do carro.
3- Óleo do motor e filtrosA troca do óleo e dos filtros garante a lubrificação adequada do motor, reduz o desgaste das peças internas e contribui para melhor desempenho e economia de combustível.
4- Bateria e sistema elétricoChecagem da carga da bateria, cabos e terminais evita falhas elétricas e panes inesperadas, comuns em veículos que ficam muito tempo parados.
5- Suspensão e direçãoInspeção de amortecedores, buchas e componentes da direção garante conforto ao dirigir, estabilidade em curvas e menor desgaste de pneus.
6- Iluminação e sinalizaçãoFaróis, lanternas, setas e luzes de freio devem estar funcionando corretamente para garantir visibilidade e segurança, especialmente à noite ou em dias de chuva.
7- Sistema de arrefecimentoVerificar nível e qualidade do fluido do radiador ajuda a evitar o superaquecimento do motor e falhas graves que podem gerar altos custos de reparo.
8- Transmissão e embreagemAvaliar o funcionamento da embreagem e os níveis de fluido da transmissão evita trancos, perda de desempenho e danos ao câmbio.
9- Sistema de escapamentoChecar vazamentos, ruídos excessivos e fixações garante menor emissão de poluentes, melhor desempenho do motor e conformidade com a legislação.
10- Itens de segurançaConferir cintos de segurança, travas e indicadores do painel ajuda a manter os sistemas de proteção funcionando corretamente em caso de emergência.
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Como as concessionárias podem sair na frente em 2026? Especialista aponta caminhos
O ano de 2026 deve marcar uma inflexão decisiva para o varejo automotivo brasileiro. Após um período de oscilação na produção, mudanças rápidas no comportamento do consumidor e avanço acelerado da tecnologia, o setor entra em uma fase em que eficiência operacional, personalização e novos modelos de negócio serão determinantes para sustentar a competitividade.
Com a expectativa de desaceleração nas vendas de veículos novos – com recuo estimado de 6% nos emplacamentos de automóveis e comerciais leves em 2026, para um volume próximo de 2,4 milhões de unidades, segundo a K.LUME Consultoria -, as concessionárias brasileiras terão de abandonar práticas tradicionais para enfrentar um cenário mais desafiador e com crédito restrito. Nesse contexto, estratégias orientadas por dados, fortalecimento do relacionamento de longo prazo e modernização da operação passam a ganhar protagonismo.
Segundo Caio Nascimbeni, CEO da Syonet, empresa de software de CRM e marketing digital para o setor automotivo, 2026 exigirá atenção especial em seis frentes estratégicas.
1. Experiência do cliente como diferencial absolutoA experiência do cliente será o principal fator de distinção entre concessionárias. O consumidor chega mais preparado, informado e exigente, e espera muito mais do que uma transação comercial: ele busca orientação, segurança e transparência. Para atender a esse novo padrão, as equipes precisam adotar uma postura consultiva, compreendendo necessidades específicas e construindo um relacionamento baseado em confiança.
A jornada deve ser integrada de ponta a ponta, conectando canais digitais, como WhatsApp, site e redes sociais, ao atendimento no showroom, sem rupturas. Velocidade também se torna crítica: respostas rápidas e acompanhamento ativo são determinantes para conversão e fidelização. Concessionárias capazes de entregar uma jornada fluida, personalizada e coerente tendem a ocupar posições de destaque em seus mercados.
2. Digitalização deixa de ser diferencial e se torna obrigaçãoA transformação digital entra em uma nova etapa. Já não basta estar presente online: é preciso operar de forma madura e integrada. Para 2026, o uso de CRM avançado, automação, inteligência artificial e plataformas unificadas será mandatário para garantir eficiência e assertividade nas decisões.
A digitalização permite acompanhar toda a jornada do cliente em tempo real, prever demanda, ajustar o estoque, personalizar ofertas e otimizar processos internos. Embora não substitua o atendimento humano, a tecnologia amplifica sua eficácia, garantindo operações mais enxutas, previsíveis e centradas no cliente. Em um ambiente mais competitivo, quem não alcançar esse nível de maturidade tecnológica tende a perder espaço rapidamente.
3. Pós-venda ganha protagonismo na rentabilização da operaçãoCom o aumento da frota circulante e a permanência prolongada dos veículos nas mãos dos consumidores, o pós-venda assume papel central na saúde financeira das concessionárias. Ele deixa de ser acessório e passa a representar uma fonte estratégica de receita recorrente. Nesse contexto, fidelização e experiência do cliente deixam de ser conceitos intangíveis e passam a operar como pilares de um ciclo contínuo de recorrência. Um cliente bem atendido retorna para manutenção, recompra e indica, reduzindo de forma significativa o custo de aquisição de novos compradores de veículos zero-quilômetro.
Modelos como manutenção por assinatura, serviços móveis, diagnósticos remotos e uso de telemetria ajudam a antecipar necessidades e ampliar a satisfação do cliente. Ao mesmo tempo, campanhas de revisão segmentadas e baseadas em dados fortalecem a recorrência. O resultado é uma operação mais estável, com fluxo de caixa previsível e fidelização fortalecida, características fundamentais em um momento de margens apertadas na venda de veículos novos.
4. Eletrificação e hibridez avançam e exigem preparo imediatoA eletrificação avança no Brasil em ritmo gradual, mas irreversível. Em 2026 tende a consolidar essa curva. Mesmo com desafios de infraestrutura, consumidores demonstram maior interesse por modelos híbridos e elétricos, o que exige das concessionárias preparo técnico, comercial e estrutural.
Treinamento especializado, atualização de ferramental, protocolos específicos de manutenção e conteúdos educativos tornam-se indispensáveis. Muitas dúvidas do consumidor ainda giram em torno de autonomia, custo de manutenção e durabilidade da bateria, e quem souber comunicar claramente esses pontos terá vantagem. A eletrificação não representa apenas um novo tipo de produto, mas uma oportunidade de atrair um público mais conectado à inovação e disposto a investir em tecnologias sustentáveis.
5. Estoque inteligente e decisões orientadas a dados para manter margensEm um ambiente de margens pressionadas, a gestão de estoque deixa de ser apenas operacional e passa a ser estratégica. Mesmo com volumes muitas vezes definidos pelas montadoras e variáveis como bônus, metas e poder de negociação de cada grupo, decisões baseadas em análises preditivas, histórico de vendas, comportamento regional e sazonalidade permitem buscar o melhor equilíbrio possível entre giro, mix de produtos e precificação, elevando a eficiência financeira da operação.
Concessionárias que utilizam dados de forma estruturada conseguem fortalecer negociações com montadoras, ajustar rapidamente o mix de produtos e mitigar riscos associados à volatilidade de preços e incentivos. A gestão inteligente do estoque torna-se, portanto, um dos pilares de rentabilidade para 2026.
6. Profissionalização do marketing e fortalecimento da influência localO marketing no setor automotivo vive uma transformação profunda. Em 2026, campanhas genéricas não terão mais espaço. A comunicação passa a ser orientada por dados, com foco em conversão, relevância e credibilidade local.
Influenciadores hiperlocais ganham importância ao conectar marcas a comunidades específicas com autenticidade. Conteúdos educativos e demonstrações técnicas fortalecem a confiança do consumidor, enquanto o WhatsApp se consolida como canal comercial prioritário, exigindo gestão profissional e integração direta com o CRM. A combinação entre presença digital consistente, influência local e estratégia de performance faz do marketing um dos principais motores de geração de demanda qualificada para concessionárias.
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Do vale-transporte à biometria facial: o que mudou no transporte público em quase três décadas?
Na década de 1990, o vale-transporte ainda era feito de papel e tamanha era sua circulação que começou a ser usado como segunda moeda para compras em padarias, supermercados e em outras transações financeiras, gerando uma grande evasão tarifária. Até que, em 1997, um projeto de bilhetagem trouxe para o Brasil uma tecnologia francesa de cartões inteligentes, que substituíram os bilhetes de papel e inauguraram uma nova era na mobilidade urbana do país. A criadora desse projeto pioneiro foi a Empresa 1.
Ao completar 28 anos, a Empresa 1 consolida seu papel como centro de inovação em mobilidade urbana, pelo pioneirismo na implementação da bilhetagem digital e da biometria facial para a validação de identidade — tecnologias que hoje são indispensáveis para o transporte público coletivo no país — e por outras criações tecnológicas que agilizam as operações, facilitam a circulação das pessoas pelas cidades e evitam fraudes no setor.
“Estamos há quase 30 anos desenvolvendo soluções que garantem maior eficiência às operações e que, ao mesmo tempo, dão mais transparência aos processos e segurança para o usuário do transporte coletivo”, comenta Marcos Maciel, CEO da Empresa 1, hoje presente em mais de 150 cidades.
PesquisaUma pesquisa da McKinsey Technology Council identificou as dez principais tendências tecnológicas que estão transformando a mobilidade urbana, são elas: conectividade avançada; IA aplicada; computação na nuvem e de bordo; IA generativa; tecnologia de realidade imersiva; industrialização do machine learning; desenvolvimento de software de última geração; tecnologia quântica; arquitetura de confiança e ferramentas de identidade digital; e Web3. Os países que lideram esses avanços são Estados Unidos (34%), China (17%), Alemanha (7%), Reino Unido (5%) e Israel (5%). O Brasil, entre os 32% restantes, tem na Empresa 1 uma das maiores investidoras em inovação no setor.
O estudo da McKinsey conclui que “as empresas que estiverem a par das tendências mais importantes agora poderão obter uma vantagem à medida que o mercado evolui”. Integrante do grupo canadense Volaris e do Coletivo Modaxo, a Empresa 1 acompanha as tendências globais sem esquecer as necessidades das cidades, desenvolvendo tecnologias para que os sistemas de transporte sejam mais modernos e sustentáveis, além de proporcionar maior governança para empresas e governos.
Fortaleza, por exemplo, cidade que é referência em mobilidade no Brasil, conta com a Empresa 1 como parceira desde 2015, quando implementou validadores de passagens online. De lá para cá, as tecnologias acompanharam as necessidades da população, incluindo o uso da biometria facial, introduzida para combater fraudes; a plataforma Sigom Cloud, para gestão eficaz da operação; e a ampliação da rede de venda de crédito e recarga, atendendo às diversas situações econômicas dos cidadãos.
Esse perfil único da Empresa 1 de customizar as tecnologias para resolver os problemas de municípios e população, também faz com que seja referência em outros países da América Latina.
Inovação dentro e fora do BrasilUm dos projetos emblemáticos da Empresa 1 no exterior foi a transformação do sistema de transporte urbano na Cidade da Guatemala, em 2010. O sistema da capital guatemalense, com mais de 4 milhões de habitantes e 2,5 milhões de viagens diárias, era caracterizado por um cenário de informalidade, desorganização e insegurança. A frota, composta por 3.200 veículos, operava sob condições precárias: ônibus antigos, falta de regras e problemas de trânsito eram apenas alguns dos obstáculos.
Ao assumir a administração do transporte público da cidade, a Empresa 1 mudou todo o sistema com renovação total da frota; construção de garagens apropriadas; manutenção da frota; formalização e capacitação dos operadores; construção de 40 estações e 2 corredores exclusivos para o transporte público coletivo; bilhetagem eletrônica com pagamento da tarifa exclusivamente via cartão, não envolvendo mais dinheiro dentro dos veículos; implantação de 1.750 pontos de venda de cartões e crédito e 15 centros de atendimento ao cliente.
Os resultados foram expressivos e amplamente reconhecidos. Durante 15 meses de análise, não houve o registro de nenhuma morte de motorista e a iniciativa despertou manifestações populares favoráveis, além de elevar significativamente a segurança e a qualidade de vida dos passageiros. Em 2011, o projeto para a Cidade da Guatemala recebeu um prêmio durante o 59º Congresso e Exposição Mundial de Mobilidade e Transporte Urbano da UITP, na categoria “Compromisso Político”.
“Nosso projeto na Guatemala demonstrou que a tecnologia, quando aliada a uma gestão comprometida, pode transformar radicalmente o sistema de transporte. Ficamos muito felizes pelos resultados de segurança e a melhoria notável na experiência dos usuários”, declara o CEO.
Praticidade, eficiência e segurançaRecentemente, modernizações chegaram também a cidades brasileiras que antes não tinham acesso a essas inovações. Em 2024, a expansão da Empresa 1 avançou por diferentes regiões do estado de São Paulo, com destaque para Francisco Morato e Carapicuíba, municípios da Grande São Paulo, e modernizou o sistema de transporte em Itaquaquecetuba, no interior de São Paulo. Esses são alguns exemplos do crescimento da atuação da empresa, que segue ampliando o acesso à bilhetagem digital em todo o país.
Em Itaquaquecetuba, em parceria com a concessionária Expresso Planalto, empresa do Grupo CSC de Transportes, a Empresa 1 implementou três novas ferramentas: o SI.GO, plataforma de experiência do passageiro; o Chatbot para recarga de Bilhete Único; e o Sigom Vision, sistema de reconhecimento facial. Já em Francisco Morato e Carapicuíba a população pode recarregar seus cartões de transporte público por aplicativo, usando cartão de crédito ou PIX como modo de pagamento, e também realizar a compra de passagens via QR Code, dando mais praticidade ao processo de compra.
Os usuários não precisam mais enfrentar longas filas para recarregar seus cartões.Já o sistema de transporte de Itaquaquecetuba implementou o SI.GO. Essa é uma plataforma de experiência do usuário mais intuitiva para os passageiros. Ou seja, um chatbot voltado para a recarga do Bilhete Único, que se mostrou uma solução interativa que facilita esse processo; e o Sigom Vision, um sistema avançado de reconhecimento facial, que aumentou a segurança e agilizou o acesso ao transporte.
Esses são apenas alguns casos de como a Empresa 1 melhora a experiência do usuário do transporte público coletivo há 28 anos. O segredo do sucesso? O CEO responde: “Precisamos colocar o passageiro no centro das inovações que criamos, sem abrir mão de otimizar as operações das empresas de transporte. Só assim podemos contribuir para o desenvolvimento das nossas cidades”. Alinhando tendências globais com demandas locais, a companhia se mantém na vanguarda da mobilidade urbana.
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Ferramentas essenciais para investidores modernos em criptomoedas
Desde gráficos sobrepostos a medidores de sentimento, os analistas técnicos do mercado das criptomoedas dependem cada vez mais da aplicação dos preços de criptomoedas em tempo real. Estas ferramentas permitem agora o posicionamento das moedas virtuais dentro do contexto de desenvolvimentos e eventos de mercado de grande capitalização.
Os gráficos de preços de criptomoedas como o eth to usd transformaram-se de simples indicadores em ferramentas analíticas para interpretar o sentimento dos traders e a resposta do mercado em diferentes continentes. A sua influência perpassa as avaliações institucionais, os julgamentos de investidores individuais e as análises de múltiplos ativos, demonstrando a maturidade da infraestrutura de ativos digitais.
Cada vez mais analistas e traders profissionais utilizam o gráfico de preços do Bitcoin para avaliar a flutuação e acompanhar o momentum macroeconómico. Isto inclui comparações com medidas de mercado convencionais, tais como rendimentos de obrigações, sentimento inflacionário e movimentos de preços de matérias-primas. Os padrões observados no gráfico de preços do Bitcoin estão a ser cada vez mais utilizados na construção de cenários por parte dos analistas e das mesas de operações institucionais.
Os mecanismos gráficos como indicadores comportamentaisOs gráficos de preços em tempo real já não são ecrãs estáticos. Analistas em locais tão diversos como Singapura, Zurique e Seul estudam padrões em tempo real para identificar mudanças no sentimento dos investidores. Algumas reversões nos gráficos tendem a ocorrer em torno da data de anúncios de políticas ou convulsões globais, mesmo que estas datas não definam uma relação causal imediata. Configurações como ombro-cabeça-ombro ou compressão das Bandas de Bollinger tornam-se marcos de previsão comportamental, particularmente em condições de rápida mudança de sentimento.
Algumas plataformas de ponta até possuem análises on-chain e métricas de sentimento como sobreposições, oferecendo uma visão de mercado mais ampla para criptomoedas como a Bitcoin. Estas características adicionais nos gráficos permitem aos utilizadores explorar os fluxos de oferta, as movimentações de carteiras e as taxas de financiamento – tudo sobreposto à ação do preço. Tais características permitem aos utilizadores compreender as forças subjacentes que não são imediatamente evidentes com base nas linhas de preço.
Indicações comportamentais adicionais, incluindo divergências de cruzamentos do RSI ou MACD, são também utilizadas para previsões especulativas e para avaliar o sentimento geral dos investidores. Estas reações a eventos geopolíticos ou a pronunciamentos inesperados dos bancos centrais são tipicamente encapsuladas em desenvolvimentos repentinos de normas. Estes podem ser facilmente identificados visualmente em tempo real e fornecem um feedback imediato sobre eventos que influenciam o mercado.
Para além do Bitcoin: visualizações comparativasAlém do preço do próprio Bitcoin, os gráficos de ações simultâneas dos preços do ouro ou dos principais índices de ações ajudam a traçar ações entre ativos. Esta leitura correlacionada permite aos analistas de todo o mundo procurar potenciais correlações entre ativos, mesmo que tais comparações nunca indiquem causalidade real. O Bitcoin ainda aparece em mapas de calor mundiais ou matrizes de correlação ordenadas disponíveis em plataformas profissionais específicas.
Embora ainda não tenham sido universalmente adotadas, estas ferramentas de análise gráfica cruzada permitem aos investidores avaliar se o Bitcoin se está a comportar em relação a ativos de risco ou de aversão ao risco num determinado momento. Isto proporciona uma estrutura melhorada para distinguir como os activos virtuais se comportariam em perspectiva com os padrões macroeconómicos tradicionais. A representação gráfica simultânea desta informação permite desvendar interdependências complexas em horizontes temporais mais curtos.
As plataformas de produtos com gráficos de eixo duplo ou visualizações de correlação multiativos permitem aos utilizadores acompanhar se o Bitcoin está a seguir tendências semelhantes ou opostas às das commodities ou dos índices de referência. A inclusão de dados cambiais ou de rendimentos de obrigações do tesouro acrescenta uma camada extra, exigindo uma análise mais aprofundada da posição em constante evolução do Bitcoin dentro das carteiras globais. A análise gráfica comparativa nestes formatos tem aplicações estratégicas e de negociação diária, contribuindo para o planeamento a longo prazo e para a modelação de fundos.
Visualização e infraestruturaA monitorização em tempo real do Bitcoin é possível graças às tecnologias API e WebSocket, que fornecem feeds de preços contínuos para interfaces de utilizador. Estas ferramentas são utilizadas por aplicações móveis e terminais de comércio para manter as visualizações alinhadas com os fusos horários e sem latência. Isto permite a análise ininterrupta da atividade do Bitcoin por participantes de todo o mundo e a reação à microvolatilidade com base em sinais do mundo real ou eventos algorítmicos.
Alguns feeds apresentam ainda sobreposições de volume e zonas de liquidez, que indicam momentos de concentração, profundidade ou baixa participação. Estas camadas adicionais ajudam a contextualizar a movimentação de preços e a reduzir a tomada de decisões baseada apenas no momentum. Esta inovação tecnológica ampliou a importância dos instrumentos visuais em estratégias mais abrangentes, não só para a análise de mercado, mas também para a negociação.
Por exemplo, os ambientes focados na latência que utilizam plataformas automatizadas priorizam a integridade dos feeds. Mesmo pequenos atrasos podem afetar a execução dos algoritmos. Por este motivo, os agentes institucionais preferem, geralmente, plataformas de latência ultrabaixa. A escalabilidade destas tecnologias traz benefícios significativos para todo o ecossistema, permitindo que as plataformas de retalho também desfrutem de velocidades mais rápidas e atualizações visuais mais precisas como padrão.
A incorporação de funcionalidades inovadoras de alertas diretamente nas interfaces de utilizador dos gráficos em tempo real permite também que os utilizadores de todo o mundo sejam notificados sobre mudanças de tendência ou ruturas importantes sem terem de olhar para os ecrãs. Isto alarga o acesso de forma significativa, principalmente em diferentes fusos horários, onde as sessões ativas variam consideravelmente.
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São Paulo lidera ranking de rodovias, mas gargalos ainda geram um aumento do custo operacional do transporte de 14,6%
A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgou em dezembro de 2025 a 28º edição da Pesquisa CNT de Rodovias. Desta vez, foram percorridos 114.197 quilômetros em todas as Unidades da Federação. O estudo tem como objetivo realizar o levantamento da infraestrutura rodoviária do país e analisar a condição de suas principais características, como o pavimento, sinalização, geometria da via e a avaliação dos pontos críticos.
No Estado de São Paulo, foram analisados 10.970 quilômetros, o que representa 9,6% do total pesquisado no Brasil. De acordo com os parâmetros da pesquisa, o Estado Geral das rodovias do estado foram avaliadas com 49,4% Ótimo, 27,7% Bom, 22,1% Regular, 0,7% Ruim e 0,1% Péssimo.
Na visão de Carlos Panzan, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), o resultado da pesquisa foi muito satisfatório e mostra que o trabalho realizado pelas autoridades estaduais demonstram a seriedade que o transporte e a infraestrutura rodoviária têm sido levados.
“Temos sete das dez melhores rodovias do Brasil, um resultado que demonstra a seriedade com que o transporte e a infraestrutura rodoviária vêm sendo tratados. Para nós, isso é motivo de orgulho, especialmente por se tratar de um estado que é um dos principais motores da economia brasileira. Ainda assim, é fundamental manter os investimentos e o planejamento contínuo para avançarmos ainda mais na qualidade e na segurança das nossas vias”.
Custo operacionalApesar dos números positivos, a pesquisa afirma que as condições do pavimento no estado geram um aumento de custo operacional do transporte de 14,6%. Isso se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos. De acordo com a pesquisa da CNT, um investimento de R$5,74 bilhões seria necessário para recuperar as rodovias em São Paulo com ações emergenciais (reconstrução e restauração).
O estudo também revela que em 2025, estima-se que houve um consumo excessivo de 62,4 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento de trechos da malha rodoviária no estado. Esse desperdício gerou um prejuízo de R$359,19 milhões aos transportadores e uma emissão de 165,14 mil toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera. “Esses números evidenciam como a má qualidade do pavimento impacta diretamente os custos operacionais do transporte rodoviário. O consumo excessivo de diesel não representa apenas um prejuízo financeiro significativo para as empresas, mas também um retrocesso do ponto de vista ambiental, com aumento expressivo na emissão de gases de efeito estufa”, avalia Panzan.
Apesar dos desafios, a FETCESP enxerga um cenário positivo, já que o estado de São Paulo contabilizou apenas 24 pontos críticos dos 2.146 registrados em todo o Brasil.“Este resultado é fruto de um trabalho que demanda investimento que vem sendo realizado pelas iniciativas público-privadas, por meio das concessões. No final de 2025, tivemos a inauguração do trecho norte do Rodoanel, ligando as rodovias Dutra e Fernão Dias, que será de grande importância tanto para o transporte de cargas quanto para o de passageiros e estamos caminhando para melhorar cada vez mais a infraestrutura das estradas paulistas”, afirma Panzan.
O Estado de São Paulo, em conjunto com ações de empresas privadas, vem realizando uma série de concessões das rodovias que vem refletindo na boa qualidade das estradas. A pesquisa mostra que sete das melhores rodovias do Brasil estão em São Paulo seis delas estão sob concessão de empresas privadas, são elas:
- São Paulo: SP-270 (Raposo Tavares) / BR-267 / BR-374 – Trecho de Presidente Epitácio a Ourinhos;
- São Paulo: SP-348 (Rodovia dos Bandeirantes) – Cordeirópolis;
- São Paulo: SP-225 (Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros/Engenheiro Paulo Nilo Romano) / BR-369 – Trecho de Itirapina a Santa Cruz do Rio Pardo;
- São Paulo: SP-320 (Rodovia Euclides da Cunha) – Trecho de Rubinéia a Mirassol (pública);
- São Paulo: SP-070 (Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto) – Trecho de Taubaté a Guarulhos;
- São Paulo: SP-021 (Rodoanel) – Trecho de Arujá a São Paulo;
- São Paulo: SP-270 (Raposo Tavares) / BR-272 / BR-373 – Trecho de São Paulo a Itapetininga.
Por fim, a pesquisa afirma que não houve recursos autorizados pelo governo federal para a infraestrutura rodoviária especificamente em São Paulo em 2025.
“Apesar dos números positivos e do sucesso da iniciativa privada, é importante que o Governo Federal não deixe de investir na infraestrutura do estado”, finaliza Panzan.
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Pequenos erros de manutenção que viram grandes problemas na estrada
Grande parte dos problemas enfrentados por motoristas em viagens ou no uso diário do veículo tem origem em erros simples de manutenção, muitas vezes negligenciados por parecerem pequenos ou adiáveis. O problema é que, no trânsito, pequenas falhas tendem a se transformar em grandes transtornos — e, em alguns casos, em situações de risco.
Um dos erros mais comuns é adiar a troca de óleo. Muitos motoristas estendem o prazo além do recomendado, acreditando que “ainda dá para rodar mais um pouco”. O óleo degradado perde capacidade de lubrificação, aumenta o desgaste interno do motor e eleva o risco de falhas mecânicas.
Outro ponto frequentemente ignorado é a calibragem dos pneus. Pneus com pressão inadequada comprometem a estabilidade, aumentam a distância de frenagem e elevam o consumo de combustível. Em viagens, a falta de atenção a esse detalhe pode resultar em estouros ou perda de controle do veículo.
O sistema de freios também sofre com a negligência. Pastilhas desgastadas, discos empenados ou fluido vencido reduzem a eficiência da frenagem. O motorista só percebe o problema quando precisa frear com urgência — exatamente no pior momento.
Há ainda o hábito de ignorar ruídos e vibrações. Barulhos metálicos, rangidos ou trepidações costumam ser tratados como “coisas normais do carro”. Na maioria das vezes, são sinais claros de desgaste ou falha iminente.
A iluminação é outro ponto crítico.Faróis desregulados ou lâmpadas queimadas reduzem a visibilidade e dificultam a comunicação com outros usuários da via, especialmente à noite ou sob chuva. Muitos motoristas só percebem o problema após uma abordagem ou quase acidente.
Também é comum esquecer a manutenção preventiva do sistema de arrefecimento. Nível baixo de líquido ou mangueiras ressecadas podem causar superaquecimento e pane total, especialmente em trajetos longos ou sob altas temperaturas.
Esses erros têm algo em comum: poderiam ser evitados com verificações simples e periódicas. A manutenção preventiva não é apenas uma questão de economia, mas de segurança.
No trânsito, falhas mecânicas não afetam apenas quem dirige. Um veículo parado em local inadequado, uma frenagem ineficiente ou uma pane inesperada criam riscos para todos ao redor. Cuidar do carro é também uma forma de cuidar do coletivo.
Manutenção não deve ser vista como gasto desnecessário, mas como investimento em previsibilidade e segurança. Pequenas atenções no dia a dia evitam grandes problemas quando menos se espera.
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CNH 2026: como vão funcionar as novas regras para mudar de categoria
As mudanças que recentemente entraram em vigor no processo de mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) representam uma inflexão importante — e preocupante — na política pública de formação de condutores no Brasil. A combinação da Resolução nº 1.020/25, do Contran, com a Portaria nº 923/25, da Secretaria Nacional de Trânsito, redesenha o caminho para quem pretende avançar para as categorias C, D ou E, mas o faz reduzindo exigências formativas que, até aqui, funcionavam como barreiras mínimas de segurança.
Dificuldade no curso teórico da CNH? Conheça uma alternativa complementar ao CNH do BrasilEmbora o discurso oficial destaque modernização, simplificação e redução de custos, a leitura técnica das normas revela outro movimento: menos tempo obrigatório de formação prática, flexibilização excessiva do percurso formativo e lacunas relevantes na atualização de cursos especializados. Para quem vai mudar de categoria em 2026, o processo pode até parecer mais simples — mas dificilmente será mais seguro.
Mudança de categoria passa a ter regras mais claras, mas não necessariamente mais rigorosasA Resolução 1.020/25 organiza a mudança de categoria, deixando explícitas as etapas formais: exames, curso prático especializado, prova prática e emissão automática da CNH. O problema não está no desenho do fluxo, mas no conteúdo e na profundidade das exigências. Ao contrário do que se poderia esperar em um país com altos índices de sinistros envolvendo veículos pesados e transporte coletivo, o novo modelo não endurece a formação — ele a enxuga.
Curso prático especializado: mínimo de 10 horas é pouco para veículos de maior riscoUm dos pilares da nova regra é a exigência de curso prático especializado para mudança de categoria, com carga horária mínima de 10 horas. À primeira vista, isso parece um avanço. Na prática, porém, representa um patamar baixo para quem pretende conduzir caminhões, ônibus, combinações de veículos ou transportar passageiros.
Veículos das categorias C, D e E exigem domínio técnico, leitura avançada de risco, controle emocional e experiência supervisionada em situações reais de tráfego. Dez horas mínimas não garantem isso. Garantem, no máximo, contato inicial com o veículo — algo muito distante de uma formação consistente.
A norma até permite que o candidato faça mais aulas, mas o problema é estrutural: quando o mínimo legal é baixo, o mercado tende a se ajustar por baixo, especialmente em contextos de pressão por custo e rapidez.
Exame toxicológico permanece, mas não compensa fragilização da formaçãoA exigência do exame toxicológico para mudança para as categorias C, D e E foi mantida, o que é positivo do ponto de vista da segurança. A norma também esclarece hipóteses de reaproveitamento do exame, evitando cobranças indevidas.
Ainda assim, é preciso dizer o óbvio: exame toxicológico não substitui treinamento prático. Ele verifica condição, não competência. Mantê-lo é necessário, mas insuficiente para equilibrar a perda de robustez na formação.
Exame prático ganha peso — e carrega o risco de virar “filtro único”Com menos exigências formativas ao longo do processo, o exame prático de direção passa a concentrar grande parte da responsabilidade pela segurança do sistema. A avaliação segue critérios objetivos de pontuação e pode contar com monitoramento eletrônico, o que traz ganhos de transparência.
O problema é estrutural: avaliar não é formar. Quando o exame vira o principal — ou quase único — filtro, ele passa a carregar um peso que não deveria suportar sozinho. O risco é formar condutores que “passam na prova”, mas não estão preparados para o trânsito real, especialmente em veículos de grande porte.
Cursos especializados: o silêncio sobre atualização é um alertaTalvez o ponto mais preocupante da Portaria 923/25 esteja no que não está claramente regulamentado. Enquanto o modelo anterior previa cursos de atualização com carga horária definida, o novo texto praticamente silencia sobre a atualização periódica da maioria dos cursos especializados, com exceções pontuais, como ambulâncias.
Isso abre uma brecha perigosa: formações que envelhecem rapidamente, mesmo em áreas sensíveis como transporte coletivo, escolar, produtos perigosos e cargas especiais. Em um setor onde tecnologia, normas e riscos mudam constantemente, retirar a atualização do centro da política pública é um retrocesso.
O que muda, afinal, para quem quer subir de categoria em 2026Para o condutor, o novo modelo pode parecer mais simples e barato no curto prazo. Para o sistema de trânsito, porém, ele representa menos garantias mínimas de preparo. A mudança de categoria deixa de ser um processo robusto de qualificação e se aproxima perigosamente de um procedimento formal, sustentado por mínimos legais muito baixos.
Em um país que já convive com números elevados de sinistros envolvendo veículos pesados e transporte de passageiros, a pergunta que fica não é se o processo ficou mais ágil — mas se ele continuará cumprindo sua função básica: proteger vidas.
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Mesmo com avanço dos veículos elétricos, poluição do trânsito cresce 8% no Brasil em dez anos
O crescimento da frota de veículos elétricos e híbridos no Brasil pode passar a impressão de que o trânsito caminha para um futuro mais limpo. No entanto, os dados mais recentes mostram um cenário bem diferente. Após mais de dez anos sem atualização, o Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários aponta que as emissões de dióxido de carbono (CO₂) aumentaram cerca de 8% desde 2012.
O resultado contraria a percepção de que a eletrificação da frota já teria impacto significativo na redução da poluição urbana e escancara um problema estrutural: o crescimento contínuo do número de veículos em circulação no país.
De acordo com o levantamento, os veículos, individualmente, estão menos poluentes.A combinação entre motores mais eficientes, avanços tecnológicos, eletrificação e regras mais rigorosas do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) contribuiu para reduzir as emissões por unidade. No entanto, esse ganho ambiental vem sendo neutralizado pelo aumento expressivo da frota nacional, que hoje gira em torno de 71 milhões de veículos.
Na prática, mesmo com carros mais limpos, há simplesmente mais veículos disputando espaço nas ruas e rodovias brasileiras, o que mantém — e até amplia — o volume total de poluentes lançados na atmosfera.
“Veículos mais novos e híbridos refletem não só a preferência do consumidor, mas também a pressão por eficiência e sustentabilidade nas operações das plataformas”, afirma Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Gaudium.
Outro ponto destacado pelo inventário chama a atenção por ainda receber pouca atenção no debate público: as emissões que não saem do escapamento.Com os limites cada vez mais rígidos para poluentes oriundos da queima de combustível, o desgaste de pneus e o uso dos freios passaram a responder por cerca de 50% dos poluentes emitidos pelos veículos.
Esse fenômeno não é exclusivo do Brasil. Estudos internacionais já alertam que, à medida que os motores se tornam mais eficientes e menos poluentes, as partículas liberadas pelo atrito dos pneus com o asfalto e pelo acionamento dos freios ganham protagonismo como fontes de contaminação do ar, especialmente em áreas urbanas com tráfego intenso.
Diante desse cenário, o governo federal começa a sinalizar uma mudança de abordagem nas políticas públicas relacionadas à mobilidade assim como ao meio ambiente. Representantes dos Ministérios dos Transportes e do Meio Ambiente defendem que é necessário ir além da eficiência dos motores e “transcender a eficiência do motor”, adotando uma estratégia mais ampla e integrada.
Essa nova visão envolve melhorias logísticas, incentivo ao uso de biocombustíveis, planejamento urbano mais eficiente e uma eletrificação que não seja apenas resultado da dinâmica de mercado, mas alinhada a metas claras de mobilidade sustentável, redução de congestionamentos e melhoria da qualidade do ar.
O novo inventário deixa claro que a solução para a poluição atmosférica associada ao trânsito não passa apenas pela troca de combustíveis ou pela adoção de novas tecnologias veiculares. O desafio é mais complexo e exige repensar o uso do carro individual, enfrentar gargalos históricos de mobilidade urbana e considerar fontes de poluição que, até pouco tempo atrás, permaneciam praticamente invisíveis no debate público.
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Verão na estrada: por que os pneus merecem atenção antes da viagem
O início do ano marca um dos períodos de maior movimento nas rodovias brasileiras. Com as férias escolares, muitas famílias aproveitam janeiro para viajar, enfrentar trajetos mais longos e diferentes condições de estrada. Nesse cenário, itens como óleo, freios e documentação costumam entrar na lista de revisão dos motoristas, mas os pneus, único ponto de contato do veículo com o solo, muitas vezes acabam sendo deixados em segundo plano.
Para a Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, garantir que os pneus estejam em boas condições é um dos fatores essenciais para uma viagem mais segura durante o verão. O calor intenso e o aumento do uso do veículo em trajetos prolongados exigem atenção redobrada com esse componente.
“Os pneus têm papel fundamental na segurança do veículo. São eles que garantem aderência, estabilidade e eficiência na frenagem. Antes de viajar, especialmente em períodos como as férias de janeiro, a checagem dos pneus deve ser prioridade”, afirma Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.
Calibragem correta começa antes de sair de casaUm dos cuidados mais importantes antes de pegar a estrada é a pressão correta dos pneus, que deve-se verificar sempre com os pneus frios, de preferência antes do início da viagem. Rodar com pressão inadequada pode causar desgaste irregular, reduzir a estabilidade do veículo e aumentar o consumo de combustível.
“Quando o pneu está com pressão incorreta, ele tende a aquecer mais durante o uso. Isso acelera o desgaste e pode comprometer o desempenho do veículo em situações de frenagem ou curvas”, explica Ayala.
Sulcos abaixo do limite legal comprometem a segurançaA profundidade dos sulcos da banda de rodagem é um fator essencial para o desempenho e a segurança do pneu. Quando o desgaste atinge níveis avançados, a capacidade do pneu de manter contato eficiente com o solo é reduzida, impactando diretamente a estabilidade do veículo.
“O limite legal de desgaste dos pneus é de 1,6 mm, mas quando os sulcos chegam próximos de 3 mm, o desempenho do pneu já começa a ser comprometido. Por isso, deve-se avaliar a substituição antes de atingir o limite legal”, alerta o especialista da Bridgestone.
É possível identificar esse desgaste pelas marcações conhecidas como TWI (Tread Wear Indicator), ressaltos localizados nos sulcos que indicam o momento correto para a substituição do pneu.
Calor do asfalto acelera o desgasteAs altas temperaturas típicas do verão influenciam diretamente o comportamento dos pneus. O asfalto quente aumenta o atrito, eleva a temperatura interna do pneu e pode acelerar o desgaste da borracha, especialmente em viagens longas.
“O calor excessivo, aliado à pressão inadequada e ao veículo carregado, cria um cenário de maior exigência para o pneu. Por isso, manter a manutenção em dia é fundamental para evitar surpresas desagradáveis durante a viagem”, reforça Ayala.
Atenção aos sinais visuais antes de viajarAlém da calibragem e da verificação dos sulcos, uma inspeção visual simples pode ajudar a identificar problemas antes de sair de casa. Bolhas, cortes, rachaduras, rasgos ou desgaste irregular são sinais claros de que o pneu pode não estar apto para enfrentar longos trajetos.
“O desgaste irregular pode indicar problemas de alinhamento, balanceamento ou suspensão. Nesses casos, não basta apenas trocar o pneu; é importante investigar a causa para garantir segurança e evitar novos desgastes prematuros”, orienta o gerente da Bridgestone.
Para mais informações, acesse aqui.
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