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Atualizado: 3 minutos 26 segundos atrás

Saúde mental ao volante: o que você precisa saber antes de pegar a estrada

qua, 23/07/2025 - 13:30
A saúde mental dos condutores tem papel direto na ocorrência de acidentes e, portanto, precisa ser levada a sério. Foto: Freepik

Com o aumento das viagens rodoviárias durante as férias escolares, cresce também a preocupação com a segurança nas estradas. Isso acontece porque 90% dos acidentes são causados por falhas humanas, como desatenção, pressa, imprudência e cansaço. Especialistas da Associação das Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (Actrans) explicam que a saúde mental dos condutores tem papel direto na ocorrência de acidentes e, portanto, precisa ser levada a sério. 

“É comum as pessoas se concentrarem na revisão mecânica do carro, mas se esquecerem de checar a própria condição emocional e psicológica antes de dirigir”, afirma a psicóloga especialista em trânsito e presidente da Actrans, Adalgisa Lopes.

Conforme ela, estados como ansiedade, irritação e fadiga interferem diretamente na capacidade de atenção e reação do motorista.

Carlos Luiz Souza, vice-presidente da Actrans, reforça que dirigir exige foco constante e equilíbrio emocional. “Muitos acidentes acontecem não porque o motorista não sabe dirigir, mas porque está distraído, impaciente ou sobrecarregado. O trânsito não perdoa lapsos”, diz. O especialista reforça a necessidade de redobrar a atenção em em viagens longas. “No final da viagem, redobre a paciência e controle a ansiedade. Parte considerável dos acidentes acontece perto do destino final, quando as pessoas relaxam e se deixam levar pela ansiedade de chegar logo”, comenta Souza.

Fatores de risco

Entre os principais fatores de risco apontados pelos especialistas estão dirigir cansado ou com sono; usar o celular ao volante; subestimar o tempo da viagem; dirigir sob efeito de emoções intensas, como raiva, tristeza ou euforia. “Quem está emocionalmente alterado, mesmo sem perceber, toma decisões mais impulsivas, ignora riscos e tem menor tolerância a imprevistos”, explica a psicóloga Giovanna Varoni, também da Actrans.

Para ela, o planejamento da viagem deve incluir pausas programadas, uma boa noite de sono antes de pegar a estrada e, principalmente, reconhecer os próprios limites. 

“Dirigir em férias não pode ser uma maratona. Se estiver cansado ou nervoso, pare. Respire. Retome com segurança.”

Os três especialistas concordam que a direção segura vai além do domínio técnico do carro. Envolve autoconsciência, calma e responsabilidade com a própria vida e a dos outros. “Não adianta chegar ao destino mais rápido se o caminho for um risco constante. O verdadeiro descanso começa com uma viagem segura”, conclui Adalgisa.

Dicas práticas para uma direção mais segura nas férias:
  • Durma bem na noite anterior à viagem;
  • Faça pausas a cada duas ou três horas;
  • Evite discussões ou situações estressantes antes de dirigir;
  • Desative notificações do celular ou use aplicativos com comandos de voz;
  • Não insista em continuar se estiver com sono ou irritado;
  • Respeite os limites de velocidade e as condições da via;
  • Faça a manutenção preventiva do veículo;
  • Cheque itens de segurança, como estepe, macaco e triângulo;
  • Tenha sempre água e alimento não perecível;
  • Verifique funcionamento de freios, setas, limpadores e lanternas;
  • Não viaje com pneus carecas;
  • Calibre os pneus e o estepe antes de sair;
  • Cheque os níveis de água e óleo;
  • Use GPS mesmo que conheça o caminho.

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Pisca-alerta: quando realmente usar e por que o mau uso vira perigo no trânsito

qua, 23/07/2025 - 08:15
Basta circular alguns quilômetros em qualquer grande cidade para encontrar motoristas que acionam o recurso sem justificativa. Foto: Rosinka79 para Depositphotos

O pisca-alerta existe com um propósito: ele sinaliza que o veículo está parado ou reduzido a velocidade por causa de uma emergência. No entanto, basta circular alguns quilômetros em qualquer grande cidade para encontrar motoristas que fazem o uso do pisca-alerta fora desse contexto, seja durante chuva forte, engarrafamentos ou até em fila dupla. Além de fugir à finalidade prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a prática cria um efeito cascata de risco, desinformação e incidentes.

O que diz a lei

O artigo 40, inciso V, do CTB estabelece que o pisca-alerta só pode ser usado quando:

  1. O veículo estiver imobilizado na via por emergência;
  2. Quando a regulamentação da via assim o determinar.

Qualquer uso diferente configura infração média (art. 251, inciso I) com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH, além de colocar outros condutores em perigo.

Por que o abuso do pisca-alerta é perigoso? Cenário de uso indevidoRiscos práticosConsequências possíveisChuva intensa ou neblinaA luz intermitente confunde quem trafega atrás, que pode acreditar que o veículo está parado; dificulta a percepção de distânciaColisões traseiras ou perda de controle por frenagens bruscasVeículo em movimento em congestionamentoO pisca-alerta neutraliza luzes de seta e freio, impedindo a leitura correta das intenções do motoristaBatidas laterais pelo inesperado, agravamento de engarrafamentosFila dupla ou embarque rápidoSinaliza “estou errado, mas só um minutinho” e incentiva desrespeito sistêmico à regra de parada/estacionamentoObstrução de faixa, atropelamentos de pedestres que surgem entre carros

Além disso, o pisca-alerta ligado por longos períodos desperdiça energia elétrica e acelera o desgaste de relés e lâmpadas.

Como agir corretamente
  • Pane ou acidente? Encoste no acostamento ou área de refúgio, ligue o pisca-alerta e, se possível, posicione triângulo a 30 m do veículo.
  • Chuva torrencial? Reduza a velocidade, mantenha faróis baixos (faróis de neblina, se houver) e não ligue o pisca-alerta – ele serve apenas quando há imobilização.
  • Engarrafamento? Use o pedal do freio (luz de freio) e a seta para indicar mudança de faixa. O pisca-alerta só entra se o trânsito parar por completo e surgir uma situação atípica de risco, como um veículo atravessado na pista.
  • Fila dupla nunca é situação de emergência; procure vaga regular para estacionamento.

Ao transformar o pisca-alerta em reflexo de impaciência, o condutor perde credibilidade e, pior, abre espaço para acidentes evitáveis – principalmente à noite, quando as luzes piscantes podem ofuscar e confundir outros motoristas.

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Trânsito e cultura visual: a animação que atravessa fronteiras

ter, 22/07/2025 - 17:59
Foto: addrenn@gmail.com para Depositphotos O cotidiano urbano como narrativa animada

Nos últimos anos, a animação brasileira tem deixado de lado os temas exclusivamente infantis para explorar camadas mais profundas da vida cotidiana. Uma das tendências mais instigantes é o uso da animação para representar o trânsito urbano — não como pano de fundo estático, mas como protagonista narrativo. Esse movimento se intensificou com o crescimento de estúdios fora do eixo tradicional, como os do Acre, que vêm se destacando pela abordagem criativa e realista dos fluxos urbanos.

A cidade, com suas vias congestionadas, ciclovias improvisadas, buzinas, olhares apressados e silêncios no retrovisor, tornou-se campo fértil para novas formas de contar histórias. A experiência do deslocamento ganha vida em desenhos, cores e ritmos que só a linguagem da animação permite expressar com tanta fluidez.

A poética do trânsito amazônico

A região amazônica, frequentemente invisibilizada nos mapas midiáticos do Sudeste, começou a se impor com obras autorais que incorporam paisagens, sotaques e desafios próprios do tráfego local. Em vez de avenidas gigantescas ou estações de metrô lotadas, vemos barcos escolares, estradas de terra enlameadas, mototáxis enfrentando alagamentos e pequenos veículos adaptados às realidades regionais.

Esse universo aparece em animações que fogem do exótico e mergulham no sensível. A mobilidade passa a ser um reflexo direto da geografia, da infraestrutura precária e das soluções criativas que a população encontra no dia a dia. Mais do que um cenário, o trânsito se torna linguagem e contexto dramático.

Personagens que se movem com intenção

Diferente da estética pasteurizada de muitas produções globais, a animação amazônica aposta em personagens com motivações conectadas ao espaço onde vivem. O trajeto casa-escola ou a espera pelo ônibus que nunca chega adquirem peso narrativo. Nesses contos animados, o deslocamento é também afetivo, simbólico — um meio de transformação pessoal.

Essa abordagem reflete uma mudança de paradigma na produção audiovisual independente, em que a jornada é mais importante que o destino. E, nesse percurso, as regras do trânsito local — ou a falta delas — ajudam a compor tanto o ritmo quanto a tensão dramática.

Leia também: Do Acre para o mundo: o boom da animação amazônica

Tecnologia e regionalismo na mesma estrada

Parte do sucesso dessa nova onda vem da combinação entre ferramentas acessíveis e um profundo enraizamento cultural. Com softwares de animação mais leves e colaborações em rede, jovens artistas conseguem produzir narrativas complexas a partir de suas próprias janelas. A rua onde crescem é também onde nasce sua linguagem estética.

É interessante observar como essas produções chegam a plataformas diversas — de mostras internacionais até canais de streaming, e, eventualmente, sites de cultura pop que analisam essas narrativas, como o próprio VBET Blog, que já destacou esse movimento como parte de uma tendência global de descentralização criativa.

O trânsito como metáfora de pertencimento

A mobilidade urbana, sobretudo em cidades periféricas e ribeirinhas, revela mais do que dados logísticos — ela reflete desigualdades, esperanças e transformações. As animações recentes captam isso com delicadeza e força, expondo o impacto das políticas públicas (ou da ausência delas) sobre a vida de quem depende do transporte coletivo, de ciclovias seguras ou de ruas transitáveis.

Essa camada política nem sempre é verbalizada, mas pulsa nas entrelinhas: no personagem que perde um compromisso porque o ônibus quebrou, na mãe que leva o filho de bicicleta entre buracos, no entregador que desafia enchentes para garantir a corrida. O trânsito é vivido com o corpo — e a animação, com suas possibilidades visuais, expressa essa fisicalidade com precisão.

A travessia como escolha narrativa

Ao mesmo tempo, a ideia de travessia — tão presente nas geografias da Amazônia — se torna metáfora recorrente. Os rios, as pontes, as balsas e até os sonhos que movem os personagens funcionam como passagens entre mundos. O trânsito deixa de ser apenas um problema urbano e se transforma numa ponte entre tempos, realidades e afetos.

Essa abordagem híbrida, que mistura técnica contemporânea com olhar sensível para as especificidades locais, tem gerado reconhecimento internacional e despertado o interesse de produtores e curadores atentos ao que se produz longe dos grandes centros.

Assim, ao cruzar o asfalto com a narrativa, o Brasil amazônico reinventa não apenas sua própria imagem, mas também a forma como olhamos para o trânsito — não como um obstáculo, mas como ponto de partida para novas histórias.

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Comissão aprova projeto que proíbe fiança para acusados de crimes de trânsito com morte ou lesão grave

ter, 22/07/2025 - 13:30
O projeto será ainda analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara. Foto: Deniska_ua para Depositphotos

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 826/2025, que propõe uma mudança no Código de Processo Penal para proibir a concessão de fiança a condutores acusados de crimes de trânsito que resultem em lesão corporal grave ou morte.

A proposta, de autoria da deputada Silvye Alves (União-GO), tem como objetivo aumentar o rigor na responsabilização penal de motoristas que adotam condutas perigosas, como dirigir sob efeito de álcool ou em alta velocidade, e acabam provocando tragédias.

“A legislação atual permite a concessão de fiança mesmo nos casos mais graves, o que, na prática, pode ser interpretado como uma forma de impunidade”, justificou a parlamentar.

Atualmente, a possibilidade de fiança é avaliada pelo delegado ou pelo juiz, com base nos critérios previstos no Código de Processo Penal. O projeto em análise pretende retirar essa possibilidade em casos de maior gravidade, equiparando esses crimes a práticas já consideradas inafiançáveis, como:

  • Racismo;
  • Tortura;
  • Tráfico de drogas;
  • Terrorismo;
  • Crimes hediondos;
  • Atos praticados por grupos armados contra o Estado.
Maior rigor para proteger vidas

O relator da proposta na comissão, deputado Duda Ramos (MDB-RR), deu parecer favorável ao texto. Em sua avaliação, a medida responde a um clamor social por mais rigor na legislação de trânsito.

“A proibição da fiança nesses casos demonstra o compromisso do país com a proteção da vida e a integridade física dos cidadãos”, afirmou o parlamentar.

Nos últimos anos, casos de condutores envolvidos em acidentes com morte que foram liberados após pagamento de fiança têm gerado comoção e revolta na sociedade. Em geral, a concessão de fiança não significa absolvição, mas permite que o acusado responda ao processo em liberdade — o que, para muitas famílias, representa um sentimento de impunidade.

Contexto jurídico

A proposta altera o artigo 323 do Código de Processo Penal, que trata dos casos em que não há concessão de fiança. A Constituição Federal já estabelece que determinados crimes são inafiançáveis, mas há margem para que o Congresso amplie essa lista por meio de legislação ordinária, especialmente se houver argumento de gravidade e risco social.

Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já prevê pena de reclusão de 5 a 8 anos para quem provoca morte na direção de veículo sob influência de álcool ou substâncias psicoativas (art. 302, §3º). No entanto, a possibilidade de fiança continua sendo aplicada conforme critérios processuais.

Próximos passos

O Projeto de Lei 826/25 ainda passará por outras etapas antes de eventualmente virar lei. A próxima análise ocorrerá na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), que avalia a constitucionalidade da proposta.

Se aprovado, seguirá para votação no Plenário da Câmara dos Deputados. Depois disso, ainda precisa passar pelo Senado Federal.

Somente após esse trâmite completo — e eventual sanção presidencial — a mudança poderá entrar em vigor.

O que está em jogo

O debate sobre a inafiançabilidade de crimes de trânsito com resultado grave mobiliza diferentes pontos de vista. De um lado, familiares de vítimas e defensores da segurança viária cobram punições mais severas e rápidas. De outro, juristas alertam para o risco de criar normas penais simbólicas que não necessariamente resultam em maior efetividade do sistema de justiça.

Seja qual for o desfecho legislativo, o tema reacende a discussão sobre o papel da lei penal no combate à violência no trânsito — e a urgência de ações integradas de educação, fiscalização e responsabilização, capazes de mudar comportamentos e salvar vidas.

Com informações da Agência Câmara

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Patinetes: regulamentação x crescimento — onde está o equilíbrio entre mobilidade e segurança?

ter, 22/07/2025 - 08:15
A regulamentação é um avanço, mas sozinha não é suficiente. Foto: rclassenlayouts para Depositphotos

Com a entrada em vigor da Resolução nº 996 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o Brasil passou a contar com regras nacionais para a circulação de patinetes elétricos e outros dispositivos de micromobilidade. Ainda assim, cidades enfrentam desafios práticos para garantir segurança e infraestrutura diante do crescimento acelerado desses veículos.

Nos últimos anos, os patinetes elétricos se tornaram uma opção de mobilidade rápida, acessível e sustentável em muitas cidades brasileiras. Com a promessa de facilitar deslocamentos curtos, especialmente em regiões com trânsito intenso ou transporte público deficitário, esses pequenos veículos ganharam as ruas — e com eles surgiram também conflitos, dúvidas legais e o pior, sinistros de trânsito.

Com a Resolução nº 996/2023 do Contran, publicada em 25 de julho de 2023, os equipamentos de mobilidade individual autopropelidos (como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos motorizados) passaram a ter regras unificadas em todo o país, o que representa um importante avanço na tentativa de equilibrar mobilidade e segurança.

O que diz a Resolução nº 996 do Contran?

A norma federal classifica esses dispositivos como “equipamentos de mobilidade individual autopropelidos”, e determina critérios para sua circulação, operação e responsabilidades dos usuários. A regulamentação teve construção com base nos princípios da mobilidade urbana segura e sustentável.

Conforme a resolução, assim como as bicicletas, para conduzir esses veículos, não é necessária a Carteira de Habilitação, mas é recomendado o uso de capacete de ciclista, luvas e óculos de proteção. É permitida a circulação em ciclovias e ciclofaixas, dentro do limite de velocidade determinado pra via. Fora desses espaços recomenda-se a circulação pelo bordo da pista, no mesmo sentido de direção.

A resolução deixa claro que cada município pode complementar a norma federal, criando regulamentações mais específicas conforme sua realidade urbana.

Crescimento acelerado, acidentes em alta

Mesmo com a regulamentação, o aumento no número de usuários tem sido acompanhado por um crescimento preocupante no número de acidentes. No Rio de Janeiro, por exemplo, dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde mostram que os atendimentos hospitalares relacionados a patinetes aumentaram mais de 700% entre 2023 e 2024.

A maior parte das ocorrências envolve quedas por perda de controle, colisões com outros veículos e atropelamentos em áreas de circulação mista.

Desafios para os municípios

Com a publicação da Resolução nº 996, os municípios agora precisam adaptar suas políticas de trânsito e infraestrutura para acolher esse novo modal. Cidades como Salvador, Curitiba e São Paulo já estão trabalhando em legislações complementares, prevendo regras locais de uso, definição de áreas permitidas e medidas de fiscalização.

O desafio principal está na infraestrutura urbana insuficiente. Muitas cidades ainda têm ciclovias desconectadas ou inexistentes, forçando os usuários a dividir espaço com veículos motorizados ou pedestres. Ou seja, isso aumenta os riscos de acidentes.

Outro ponto crítico é a fiscalização. Sem mecanismos de controle eficientes, como câmeras inteligentes ou abordagens educativas, o cumprimento das normas tende a ser irregular, especialmente no caso de dispositivos de uso particular.

Educação: a chave para o uso seguro

A regulamentação é um avanço, mas sozinha não é suficiente. É preciso investir em educação e conscientização, especialmente entre os mais jovens, que são maioria entre os usuários de patinetes.

Campanhas informativas sobre os direitos e deveres dos condutores, a importância do uso de capacete, o respeito aos espaços compartilhados e a adequação dos veículos às normas técnicas podem fazer a diferença entre um modal seguro e um problema urbano.

Micromobilidade é o futuro — mas exige responsabilidade

A tendência é clara: os equipamentos de mobilidade individual vieram para ficar. E isso é, em grande parte, positivo. Eles representam uma alternativa eficiente, limpa e compatível com os objetivos de sustentabilidade das cidades modernas.

Mas, como toda mudança na mobilidade urbana, o sucesso depende de três pilares: infraestrutura adequada, legislação clara e comportamento responsável.

A Resolução nº 996 do Contran deu o primeiro passo. Cabe agora aos municípios — e aos próprios usuários — avançar na construção de um espaço urbano onde a inovação caminhe lado a lado com a segurança de todos.

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Mudança nas características do veículo exige autorização prévia do Detran

seg, 21/07/2025 - 13:30
Mudança de cor do veículo (mesmo que parcial) é considerada alteração. Foto: AllaSerebrina para Depositphotos

Trocar a cor do carro, adaptar o combustível para GNV, instalar acessórios ou alterar a carroceria. Todas essas modificações considera-se mudança de características e, embora comuns, exigem atenção às regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Só se permite o procedimento se houver autorização prévia do Detran. Realizar a alteração antes de obter essa permissão é infração grave.

O que se considera mudança de característica?

De forma geral, toda modificação que altere informações registradas no Certificado de Registro do Veículo (CRV) exige regularização. Exemplos:

  • Mudança de cor do veículo (mesmo que parcial);
  • Conversão do tipo de combustível (ex: de gasolina para GNV);
  • Substituição de carroceria ou transformação de tipo (ex: de caminhonete para reboque);
  • Inclusão de equipamentos que impactem estrutura ou dimensões do veículo.

Cada alteração tem exigências específicas, mas o procedimento sempre começa com o mesmo passo: procurar o Detran antes de modificar o veículo.

Etapas do processo
  1. Solicitação da autorização: O proprietário deve comparecer ao setor de vistoria do Detran da sua região. Essa etapa envolve uma análise prévia para avaliar se a modificação é permitida pelas normas de segurança veicular.
  2. Pagamentos e comprovações: Com a autorização concedida, o próximo passo é o pagamento das taxas e a apresentação de documentos que comprovem a procedência das peças e dos serviços realizados (quando aplicável).
  3. Exigência de CSV: Em modificações mecânicas ou estruturais, é obrigatório apresentar o Certificado de Segurança Veicular (CSV), emitido por um Instituto Técnico Licenciado (ITL). O documento atesta que a alteração está em conformidade com os requisitos técnicos de segurança.
  4. Documentação necessária:
    • Pessoa física: RG, CPF e comprovante de residência;
    • Pessoa jurídica: Cartão CNPJ;
    • Representante legal: Procuração (pública, ou particular se for advogado).
  5. Nova vistoria e atualização cadastral: Após a realização da modificação, o proprietário deve retornar ao Detran para uma nova vistoria. Comprovada a regularização, o sistema será atualizado e um novo CRV será emitido. Em alguns casos, o veículo também precisará de novo emplacamento.

É possível realizar o processo presencialmente nas unidades do Detran em todo o país. O pagamento das taxas costuma acontecer via rede bancária conveniada ou por meio de sistemas online, com compensação rápida — especialmente quando feito por meio de instituições autorizadas.

Veja também Segurança Pneu de carro tem data de validade! Saiba como fazer o rodízio de pneus Carteira de Habilitação (CNH) O que é veículo autopropelido que não precisa de CNH para dirigir? Entenda! Segurança Roubo de veículos caiu 20% em 2024 no Brasil Penalidades para quem não regulariza

Conduzir um veículo com características alteradas sem autorização é uma infração grave, conforme o artigo 230, inciso VII do CTB. As penalidades incluem:

  • Multa de R$ 195,23;
  • Cinco pontos na CNH;
  • Retenção do veículo até que se regularize a situação.

Essa exigência não é apenas burocrática. Trata-se de uma medida que visa garantir a segurança do condutor, dos passageiros e de todos no trânsito. Modificações não autorizadas podem comprometer a estabilidade, o desempenho ou a visibilidade do veículo, além de dificultar sua identificação por parte dos órgãos de fiscalização.

Por que seguir todas as etapas?

Ao seguir corretamente o procedimento legal para alteração de características, o condutor garante:

  • Regularidade junto ao Detran;
  • Redução do risco de penalidades durante abordagens de fiscalização;
  • Maior segurança na condução do veículo;
  • Conformidade com o CTB e demais normas técnicas.

Antes de realizar qualquer alteração estética ou mecânica, o ideal é procurar o Detran do seu estado e verificar se a mudança é permitida, quais os documentos exigidos e como deve ser feita a regularização.

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Nova lei da CNH Social gera dúvidas: entenda o que é fato e o que é desinformação

seg, 21/07/2025 - 08:15
Foto: Rachid Waqued – Detran/MS

Desde a sanção da Lei Federal nº 15.153/2025, que trata da criação do programa CNH Social Nacional, uma enxurrada de postagens nas redes sociais tem espalhado a informação de que, a partir de 12 de agosto de 2025, todos os brasileiros maiores de 18 anos e inscritos no CadÚnico terão direito automático à Carteira Nacional de Habilitação gratuita.

Apesar de sedutora, essa afirmação não é verdadeira – e pode causar frustração, desinformação e até prejuízos ao funcionamento dos Centros de Formação de Condutores (CFCs). A ABRAUTO (Associação Brasileira das Autoescolas) alerta que essa leitura simplificada da lei ignora aspectos fundamentais para que o programa possa, de fato, sair do papel.

“É fundamental esclarecer que a data de 12 de agosto refere-se apenas à vigência da nova legislação, e não ao início efetivo da gratuidade para os futuros condutores”, informa Olga Catarina Zanoni, da assessoria jurídica da ABRAUTO.

A lei existe, mas ainda falta o principal: a regulamentação

Publicada no Diário Oficial da União em 28 de junho de 2025, a Lei 15.153/25 estabelece diretrizes gerais para a criação de um programa nacional de CNH Social. No entanto, ela não apresenta detalhes operacionais essenciais, como:

  • Quem será responsável por administrar os recursos financeirosnecessários para cobrir os custos da formação?
  • Quais serão os valores pagos aos CFCs que ministrarem os cursos gratuitos?
  • Como será feita a seleção dos beneficiários?
  • Haverá uma cota nacional ou estadual?
  • Como os Detrans irão se organizar para atender à demanda?

Essas perguntas mostram que a lei, por si só, não é suficiente para garantir o acesso imediato e gratuito à habilitação. A falta de regulamentação específica – tanto em nível federal quanto estadual – impossibilita a implementação prática do programa até o momento.

CNH gratuita só com estrutura definida

A expectativa popular em torno do início da gratuidade tem causado confusão nos CFCs, que relatam queda na procura por matrículas, com base na falsa premissa de que basta esperar até agosto para conseguir a CNH sem custos.

“É essencial que os próprios Centros de Formação de Condutores ajudem a combater essa desinformação, especialmente nas redes sociais”, orienta a ABRAUTO.

“O cenário atual exige comunicação clara, para evitar prejuízos e frustrações, tanto para os candidatos quanto para os profissionais do setor.”

A Associação lembra que a gratuidade não é automática: ela depende de regulamentações que envolvem aspectos pedagógicos, jurídicos e financeiros. Não se trata de um benefício que poderá ser requerido no balcão do Detran a partir de uma data específica.

Mas então, o que acontece no dia 12 de agosto?

Essa é a data em que a lei entra oficialmente em vigor, conforme previsto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB). A LINDB estabelece que, salvo disposição em contrário, as leis começam a valer 45 dias após sua publicação. Porém, entrar em vigor não significa ser imediatamente aplicável.

“Cada unidade da federação precisará adotar medidas próprias para colocar o programa em prática”, destaca Olga Zanoni.

“Isso inclui elaborar regulamentos locais, definir orçamentos, firmar convênios e estruturar os mecanismos operacionais para seleção e atendimento dos beneficiários.”

CNH Social já existe em alguns estados – e continuará existindo

A nova lei não interfere nos programas estaduais e municipais de CNH Social que já estão em funcionamento. Estados como Pernambuco, Ceará, Espírito Santo, Goiás e o Distrito Federal, por exemplo, possuem projetos próprios que continuarão vigentes sem alterações por ora.

“A Lei Federal não anula iniciativas regionais”, esclarece a ABRAUTO.

“Nos locais onde já existe CNH gratuita, o funcionamento continuará conforme os moldes atuais. Para os estados que ainda não têm o programa, será necessário aguardar regulamentações específicas.”

O que você precisa saber agora
  • A CNH ainda não é gratuita para todos os inscritos no CadÚnico.
  • A Lei 15.153/25 ainda depende de regulamentação nacional e estadual.
  • A data de 12 de agosto é apenas a entrada em vigor da lei, não o início do benefício.
  • Evite compartilhar informações sem fonte oficial.
  • Consulte os canais do seu Detran e os comunicados da ABRAUTO e CFCs locais.

Enquanto isso, a orientação dos especialistas é clara: a população deve manter os pés no chão e buscar informações confiáveis. Por parte do setor de formação de condutores, o momento exige atuação firme para conter a desinformação e proteger a sustentabilidade dos serviços prestados.

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Com mais de 77 mil processos, Detran/TO registra aumento de 27% no número de atendimento no mês de junho

dom, 20/07/2025 - 13:30
Os números representam um aumento de 27,01% em relação ao mês de maio, quando o órgão atendeu a 61.036 solicitações de serviços. Foto: Felix Carneiro / Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), realizou 77.518 mil atendimentos relacionados aos serviços de habilitação, veículo, nas 43 unidades do órgão no estado, e da banca examinadora, em 83 municípios tocantinenses, no mês de junho.

Com uma média de 4.080 atendimentos por dia, os números representam um aumento de 27,01% em relação ao mês de maio, quando o órgão atendeu a 61.036 solicitações de serviços.

Nos seis primeiros meses do ano, o Detran/TO registrou um total de 301.601 mil atendimentos. Esses resultados não levam em consideração os serviços realizados pela Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari) e pelo setor jurídico do órgão.

Segundo o presidente do Detran/TO, Willian Gonzaga, “esses números refletem o crescimento da demanda e o empenho do órgão em atender as necessidades da população tocantinense. Nosso trabalho segue tendo como foco a inovação, ampliação dos canais de atendimento e otimização dos serviços, visando sempre à excelência no suporte ao cidadão”, destacou o titular da pasta.

Habilitação

No mês de junho, o setor de habilitação registrou 11.340 atendimentos envolvendo requerimentos e aberturas de processos, dos quais houveram a emissão de 8.804 Carteiras Nacional de Habilitação (CNH).

Com 3.845 mil emissões, a renovação da CNH foi o serviço mais solicitado do órgão no mês, seguido de primeira habilitação, com 2.242 processos, e troca para definitiva, com 1.569 pedidos. O órgão contabilizou também 25 pedidos de Permissão Internacional para Dirigir (PID).

Veículos

Os serviços de veículos seguiram como os mais procurados do Detran/TO, registrando 55.748 mil atendimentos no mês de junho.

A Transferência de propriedade foi o serviço mais procurado pelos usuários com 8.903 atendimentos, seguido de alienação fiduciária, 4.846, e primeiro emplacamento, com 4.573 solicitações, não considerando a auditoria, já que todos os serviços passam por este procedimento.

Banca Examinadora

A banca examinadora do Detran/TO aplicou 10.430 provas em 83 municípios tocantinenses. Desse total, 6.592 foram provas práticas e 3.838 teóricas. Nos municípios onde não possui banca fixa, o serviço é oferecido por agendamento.

Primeiro Emplacamento 100% digital

O Detran/TO agora passa a oferecer o serviço de primeiro emplacamento 100% digital, não sendo mais presencial. O serviço foi ampliado para os usuários, que antes estava restrito aos despachantes, o que irá diminuir filas e garantir celeridade nos processos do órgão.

O serviço está disponível no Portal de Serviços do Governo do Tocantins, por meio do link:

https://servicos.to.gov.br/servico_detalhado.aspx?cod_assunto_documento_tipo=8502 .

Credenciamento para CFC 100% digital

Já está valendo também para os Centros de Formação de Condutores (CFC´s), os serviços de credenciamento, renovação de credenciamento, inclusão de veículos e cadastro de profissionais pelo Portal de Serviços do Governo do Estado. Os referidos processos serão realizados de maneira 100% digital.

“Essa atualização do sistema representa mais um avanço na transformação digital do Detran. Estamos tornando os processos mais rápidos e acessíveis, beneficiando diretamente os Centros de Formação de Condutores e os cidadãos tocantinenses”, enfatiza o presidente do Detran/TO, Willian Gonzaga.

Link de acesso aos serviços: https://servicos.to.gov.br/listar_servico.aspx?txt_pesquisa=inclus%u00e3o

Ampliação dos serviços online

Com o primeiro emplacamento e o credenciamento para os CFC´s, o Detran/TO amplia seus serviços disponibilizados de forma online, por meio do Detran TO Fácil, Carteira Digital de Trânsito (CDT) e do site institucional, permitindo que os usuários do órgão possam ter acesso a eles sem a necessidade de se deslocaram até alguma unidade do órgão presencialmente. 

Essa ampliação dos serviços digitais contempla o amplo projeto do Governo do Tocantins de modernização da administração pública do estado, em busca de oferecer mais celeridade e eficiência aos cidadãos tocantinenses.

Veja também Carteira de Habilitação (CNH) Veja orientações sobre os riscos de dirigir sem CNH  Reciclagem de CNH Transferência de pontos na CNH: mito, risco e consequências Documentação FENASDETRAN sugere retorno do DPVAT em benefício às vítimas de trânsito no País Confira os serviços disponibilizados nas ferramentas: Detran TO Fácil
  • Troca da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) provisória para a definitiva;
  • Permissão Internacional para Dirigir (PID);
  • Emissão de segunda via;
  • Consulta ao prontuário (multas e débitos).
Carteira Digital de Trânsito
  • Intenção de venda;
  • Desconto de 40% nas multas;
  • Indicação do real condutor;
  • Consulta ao prontuário;
  • Credencial para vaga especial em estacionamentos para pessoas idosas, com deficiência e mobilidade reduzida.
Site institucional / Portal de serviços
  • Primeiro Emplacamento
  • Emissão do licenciamento e do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV);
  • Cartão de vaga especial no estacionamento para pessoas idosas;
  • Credenciamento, renovação de credenciamento, inclusão de veículos e cadastro de profissionais para CFC´s

As informações são de Gabriel Moraes / Governo do Tocantins 

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A cada dois minutos, uma vítima de sinistro de trânsito é atendida no SUS

dom, 20/07/2025 - 08:15
A maior parte das vítimas está ligada a acidentes com motocicletas, que representam mais de 60% das internações. Foto: sudok1 para Depositphotos

Os sinistros de trânsito seguem como uma das principais causas de atendimentos de emergência e internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SUS). Em média, uma pessoa é atendida por acidente de trânsito a cada dois minutos nas emergências do país. O impacto é direto na vida das vítimas, na saúde pública e nas contas do Estado.

Levantamento das Associações Brasileiras de Medicina do Tráfego (Abramet) e de Medicina de Emergência (Abramede), com base em dados oficiais do Ministério da Saúde, aponta que, em um único ano, foram contabilizadas mais de 227 mil internações hospitalares por sinistros terrestres. E, nos últimos dez anos, esse número ultrapassa 1,8 milhão de internações, com um custo hospitalar direto estimado em R$ 3,8 bilhões.

Epidemia silenciosa

De acordo com o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior, o trânsito brasileiro representa uma “epidemia silenciosa”, que ocupa milhares de leitos por ano com vítimas de situações que poderiam ser evitadas. “As emergências estão lotadas de vítimas de circunstâncias evitáveis, com um custo humano, social e econômico altíssimo”, afirma.

A presidente da Abramede, Camila Lunardi, reforça que esse é um problema que exige mobilização de toda a sociedade.

“Atuamos diariamente nas emergências e vemos o peso dessa tragédia nos hospitais. Isso exige resposta do Estado, da sociedade e de todos os atores do sistema de mobilidade”, alerta.

A pressão sobre o sistema público de saúde é enorme: os sinistros de trânsito ocupam leitos de UTI, prolongam internações e demandam reabilitação e múltiplos procedimentos. Também geram impacto sobre o sistema previdenciário e de assistência social.

“O que vemos é uma distorção grave: bilhões sendo consumidos para tratar consequências de tragédias evitáveis, recursos que poderiam estar sendo aplicados em outras melhorias no sistema de saúde”, lamenta Meira Júnior.

O que os números revelam

O custo das internações por sinistros de trânsito no Brasil — R$ 3,8 bilhões em uma década — poderia, por exemplo, ser revertido em:

  • Construção de 32 a 64 hospitais de médio porte;
  • Implantação de 35 mil quilômetros de ciclovias urbanas;
  • Duplicação de cerca de 505 km de rodovias federais;
  • Aquisição de mais de 15 mil ambulâncias;
  • Criação de quase 13 mil leitos de UTI.

A maior parte das vítimas está ligada a acidentes com motocicletas, que representam mais de 60% das internações. Em um ano analisado, foram 150 mil hospitalizações de motociclistas, mais do que o número total de pedestres e ciclistas somados. Pedestres respondem por 16% das vítimas, seguidos de ciclistas e ocupantes de automóveis, ambos com 7%.

Veja também Estatísticas Taxa de mortes em sinistros de motocicletas cresce 12,5% no país Segurança Você ainda fala “acidente de trânsito”? Entenda por que devemos evitar esse termo Estatísticas Número de mortes no trânsito brasileiro volta a crescer e atinge 34.881 em 2023 Perfil das vítimas

O levantamento aponta um padrão claro de vitimização:

  • 78% das internações envolvem homens;
  • 49% das vítimas estão entre 20 e 39 anos — justamente a população economicamente ativa;
  • Jovens entre 20 e 29 anos representam o grupo mais afetado, com cerca de 28% das internações;
  • 15% das vítimas têm menos de 20 anos, muitas vezes por negligência com dispositivos de retenção infantil ou comportamentos inadequados;
  • Idosos, embora representem 9% dos casos, estão entre os mais vulneráveis a lesões graves e complicações no pós-trauma.

Esses dados reforçam que o trânsito brasileiro expõe crianças, jovens, adultos e idosos a riscos significativos, e que a prevenção deve ser permanente e direcionada a todos os grupos.

Crescimento contínuo e preocupante

Em uma década, o número de internações por sinistros de trânsito cresceu 44%, passando de cerca de 157 mil para mais de 227 mil por ano. Todas as regiões do país apresentaram aumento, com destaque para os estados com maior frota circulante.

Distribuição regional das internações:

  • Sudeste: mais de 747 mil internações em 10 anos; São Paulo lidera com 387 mil, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.
  • Nordeste: 514 mil internações; Bahia, Ceará e Piauí têm os maiores números.
  • Sul: 208 mil internações, com destaque para o Paraná e Santa Catarina.
  • Centro-Oeste: também com 208 mil internações, quase dobrando no período; Goiás e Mato Grosso lideram.
  • Norte: 157 mil internações, com o Pará concentrando quase metade dos casos.

Em algumas regiões, como o Centro-Oeste e a Paraíba no Nordeste, os números praticamente dobraram ao longo da década. No Amapá, houve um salto expressivo no número de hospitalizações em um único ano, quase triplicando em relação à média dos anos anteriores.

Urgência por soluções

Os dados reforçam que os sinistros de trânsito não são apenas uma questão de mobilidade, mas também de saúde pública. A combinação de imprudência, baixa fiscalização, ausência de infraestrutura segura e falta de educação para o trânsito contribui para manter o Brasil entre os países com os piores indicadores de mortalidade e morbidade no trânsito.

Com base no levantamento do impacto do trânsito no SUS, especialistas apontam que a redução dessas estatísticas passa por medidas como:

  • Fortalecimento da fiscalização e punição efetiva;
  • Educação para o trânsito contínua e baseada em evidências;
  • Melhoria da infraestrutura urbana e rodoviária;
  • Promoção de transportes mais seguros e sustentáveis;
  • Valorização da saúde preventiva e do atendimento qualificado às vítimas.

O alerta está dado: a cada dois minutos, uma nova vítima de trânsito recorre ao SUS, e a maioria desses casos poderia ter sido evitada.

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Por que usar aditivo de radiador na moto? Especialista explica benefícios trazidos pela solução 

sab, 19/07/2025 - 18:00
Foto: Unsplash

Apesar de muitas vezes negligenciado por motociclistas, o sistema de arrefecimento das motos é uma peça-chave para garantir o desempenho, a durabilidade e a segurança do motor, especialmente em climas mais quentes ou em uso intenso, como no trânsito urbano ou em trilhas off-road. Para o piloto de teste Leandro Mello, embaixador da marca Tirreno, usar aditivo no radiador não é apenas recomendável, é essencial.

“O aditivo de radiador é o único produto capaz de garantir que o motor trabalhe na temperatura indicada, o que é essencial para o bom funcionamento e vida útil do motor. Além disso, esse produto protege contra corrosão, evita acúmulo de sujeira no sistema e aumenta a vida útil das peças internas do motor”, afirma Leandro, que além da experiência nas pistas também atua como instrutor e consultor técnico no setor de duas rodas.

Confira os principais benefícios do uso de aditivo de radiador na moto, segundo Leandro Mello:

1. Controle térmico mais eficiente 

O aditivo tem ponto de ebulição mais alto do que a água pura, o que significa que o motor pode operar com segurança mesmo sob altas temperaturas, sem risco de superaquecimento que, além de te deixar na mão no meio do projeto, pode levar a necessidade de retifica ou até de troca do motor – especialmente se não for contornado rapidamente. “Quem roda muito no trânsito ou pega estrada com frequência sabe o quanto isso faz diferença. O motor trabalha mais suave e com menos desgaste”, destaca o piloto.

2. Prevenção contra corrosão 

Ao contrário da água comum, que pode oxidar os componentes metálicos internos, o aditivo contém inibidores de corrosão que criam uma camada protetora no sistema. “Isso ajuda a evitar problemas futuros como vazamentos, entupimentos e até quebra de peças, que podem sair caro no bolso do motociclista”, explica Leandro.

3. Maior durabilidade do sistema de arrefecimento 

Mangueiras, bomba d’água, radiador e outras partes do sistema são diretamente beneficiadas pelo uso contínuo do aditivo. “É uma forma simples e eficaz de manter a moto saudável por muito mais tempo”, diz Leandro, que reforça que a manutenção preventiva sempre custa menos do que o conserto.

4. Segurança nas trilhas e no asfalto 

Seja competindo no off-road ou enfrentando o calor do asfalto urbano, a proteção térmica trazida pelo aditivo reduz o risco de falhas mecânicas causadas por superaquecimento. “Quem pilota sabe: motor quente demais compromete o desempenho e pode parar no meio do caminho. E ninguém quer isso, né?”

5. Facilidade na aplicação 

Leandro também destaca que há produtos prontos para uso, que já vêm diluídos e podem ser aplicados diretamente no reservatório, facilitando a vida de quem faz a manutenção. “Hoje em dia, marcas como a Tirreno oferecem soluções práticas e seguras. Basta escolher um produto confiável e seguir as orientações do fabricante”.

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Espírito Santo registra redução no número de mortes no trânsito

sab, 19/07/2025 - 13:30
O Detran|ES, junto com as demais forças de segurança pública e viária, trabalha de forma integrada em prol da redução do número de sinistros de trânsito e de mortes nas vias do Estado. Foto: Divulgação.

O Espírito Santo registrou uma queda de 6,6% no número de mortes no trânsito no primeiro semestre de 2025. O Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES), junto com as demais forças de segurança pública e viária, trabalha de forma integrada em prol da redução do número de sinistros de trânsito e de mortes nas vias do Estado.  

De janeiro a junho de 2025, foram registradas 450 mortes no trânsito capixaba. Enquanto em 2024, foram 482 vidas perdidas em sinistros de trânsito. O dado representa 32 vidas preservadas na comparação com o mesmo período de 2024.  

Desde o início deste ano, o Detran|ES vem intensificando as ações de fiscalização de trânsito, especialmente do Comitê Integrado de Fiscalização Força Pela Vida, e as atividades de educação promovidas em todo o Estado.   

De janeiro a maio de 2025, os agentes de trânsito do Detran|ES realizaram 118 operações de fiscalização para promover a segurança e combater o desrespeito às regras de trânsito no Estado. As blitzes têm como foco principal o combate à mistura de bebida e direção, fiscalização de motocicletas, transporte escolar, transporte clandestino, entre outras temáticas para garantir a segurança nas vias.  

A equipe de educação para o trânsito do Detran|ES realizou 138 ações de conscientização para a adoção de comportamentos seguros no trânsito em abordagens nas vias e atividades em escolas e empresas de todo o Estado. Assim, sensibilizando 42.287 pessoas no primeiro semestre deste ano.  

O diretor-geral do Detran|ES, Givaldo Vieira, reforça que o número ainda é alto, mas cada vida preservada é importante. Ele destaca o empenho do Governo do Estado e das forças de segurança pública e viária para mudar o cenário do trânsito no Estado.  

“Cada redução é muito importante porque esses números significam vidas que foram salvas. Nós viemos de um aumento nos registros de mortes no trânsito nos últimos anos e essa redução que vemos agora é fruto de um grande esforço. Nós temos aumentado significativamente as ações de fiscalização e de educação para que esses resultados possam ter o retorno que estamos verificando nos números. Então, essa redução é resultado também de uma grande mobilização do Detran, das forças de segurança viária do Estado, federais e dos munícipios contra esse grave crescimento dos índices com mais ações no sentido de fazer uma contenção”, explicou Givaldo Vieira.  

Ele destaca ainda a importância da mudança de comportamento para reduzir as mortes no trânsito.

“O esforço que o governador Renato Casagrande vem fazendo ao longo dos últimos anos levou a uma redução histórica dos homicídios dolosos, o que acabou colocando em evidência maior esse drama que nós vivemos, que é o drama da morte no trânsito. Isso nos coloca um desafio muito grande porque, diferente do crime onde se combate ação de grupos criminosos, no caso do trânsito, a gente está lidando com o comportamento de pessoas que assumem o risco de provocar um sinistro ou ter o resultado de uma morte dela própria ou de outras pessoas no trânsito. São comportamentos como conduzir veículos falando ao celular, fazer ultrapassagens ou conversões em local proibido, passar por semáforo vermelho, exceder a velocidade, usar o álcool e conduzir o veículo que têm resultado na perda de vidas e em um número muito grande de feridos”, alerta Vieira.  

O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, reforça a importância das ações para reduzir as mortes no trânsito.

“A redução da letalidade no trânsito se tornou uma prioridade na gestão do governador Renato Casagrande e temos conseguido alcançar esse objetivo, com ações integradas, acompanhamento e monitoramento de dados, e operações de fiscalização. Não podemos tolerar que a imprudência gere perda de vidas em nossas vias. Aquele condutor que insistir em desobedecer a lei e misturar álcool com direção será alcançado pelas nossas equipes. Seguimos fortes no caminho da redução de homicídios e também de óbitos no trânsito”, disse Damasceno. 

Dados 

Os dados do Observatório de Trânsito do Espírito Santo mostram que, de janeiro a junho de 2025, houve uma redução de 6,6% nas mortes no trânsito no Estado. Foram 450 vítimas fatais contra 482 no mesmo período de 2024.  

As mortes de motociclistas tiveram uma redução de 5,9%, indo de 237 vítimas no primeiro semestre de 2024 para 223 óbitos em 2025. Ainda assim, os condutores, caronas ou sinistros envolvendo motocicletas representam 49,45% do total de vítimas fatais no Estado. 

As mortes de ciclistas subiram 36,8%, com 26 óbitos de janeiro a junho de 2025, e 19 no primeiro semestre de 2024. O aumento também foi registrado nas mortes por atropelamento, que subiram 2,9%, passando de 70 óbitos nos seis primeiros meses de 2024 para 72 no mesmo período de 2025. 

Os dados mostram que houve o registro de 73% dos óbitos em municípios do interior do Estado e 27% na Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV).  

Apesar da redução das mortes no Estado, a Região Metropolitana da Grande Vitória teve um aumento de 2,54% no número de óbitos. O impacto nos dados ocorreu pela elevação de 50% das mortes no município da Serra e de 27,78% em Cariacica. As demais regiões do Estado apresentaram redução nas mortes, com destaque para as regiões Noroeste (-35,58%) e Serrana (-32,29%). 

O Detran|ES explica que a metodologia utilizada considerou os dados de vítimas fatais fechados até o dia 1º de julho. A atualização do Sistema de Registro de Óbitos ocorre a cada seis horas e os registros de ocorrências com vítimas fatais podem ser requalificados. A qualificação da vítima é, geralmente, realizada pelo Instituto Médico Legal (IML), podendo ocorrer em até 90 dias após o sinistro de trânsito. No entanto, há casos em que vítimas hospitalizadas por períodos mais longos evoluem a óbito após esse prazo, sendo contabilizados, posteriormente, com base na data do sinistro. 

Menos sinistros de trânsito 

Assim com a redução do número de mortes no trânsito, o Estado também apresentou uma redução importante no número de sinistros de trânsito. Ou seja, eles caíram de 25.880 no primeiro semestre de 2024 para 20.131 neste ano. O total de sinistros com vítimas fatais foram de 454, nos seis primeiros meses de 2024, para 438, neste ano. 

Os sinistros com vítimas parciais reduziram de 6.355 no primeiro semestre de 2024 para 3.046 no mesmo período deste ano. 

Comitê Integrado 

Em atenção aos dados de mortes no trânsito, que superaram os registros de homicídios pela primeira vez na série histórica registrada pela Sesp, o Governo do Estado instituiu uma série de ações e iniciativas. Entre elas, está a criação de um Comitê Permanente de Preservação da Vida no Trânsito. Ele é coordenado pela Sesp e responsável por analisar as características dos sinistros de trânsito, planejar e realizar ações com foco na redução dos óbitos. 

O grupo produz relatórios detalhados e se reúne periodicamente para avaliar os registros. Além disso, analisar, individualmente, cada caso, conduzindo as estratégias para a redução de incidentes e preservação de vidas no trânsito. O comitê se baseia na mesma estratégia do Programa Estado Presente em Defesa da Vida. Ele tem gerado importantes resultados na redução de homicídios e alcançado recordes históricos.       

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Exames para CNH gratuitos no SUS? Saiba como projeto pode ajudar motoristas mais vulneráveis

sab, 19/07/2025 - 08:15
Conforme o PL, esses exames continuariam sendo realizados por profissionais e clínicas credenciadas pelos Detrans, como já ocorre hoje, mas o pagamento seria feito com recursos do SUS. Foto: Divulgação Detran/PR

Está em análise na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2683/2025, de autoria do deputado João Daniel (PT/SE), que propõe a criação de um benefício no Sistema Único de Saúde (SUS) para custear, de forma gratuita, os exames obrigatórios para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de condutores em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

A proposta visa eliminar as barreiras financeiras enfrentadas por milhões de brasileiros que dependem da CNH para trabalhar ou manter a regularidade da documentação, mas que acabam impedidos de renovar a habilitação por não conseguirem arcar com os custos dos exames exigidos.

O que está previsto no projeto

De acordo com o texto, o benefício inclui a gratuidade dos seguintes exames, exigidos pelo artigo 147 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB):

  • Exame de aptidão física e mental;
  • Avaliação psicológica (quando obrigatória para motoristas com EAR).

Esses exames continuariam sendo realizados por profissionais e clínicas credenciadas pelos Detrans, como já ocorre hoje, mas o pagamento seria feito com recursos do SUS.

A execução do benefício deverá seguir o fluxo já adotado por cada Departamento Estadual de Trânsito (Detran), com regras específicas para o agendamento, realização dos exames e envio dos resultados.

Quem terá direito

O PL estabelece que terão direito ao benefício os condutores que comprovem pelo menos uma das seguintes condições:

  1. Estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com dados atualizados;
  2. Ter renda familiar mensal per capita igual ou inferior a um salário mínimo;
  3. Ser beneficiário de programas de transferência de renda em âmbito federal, estadual ou municipal;
  4. Estar desempregado há mais de seis meses, sem receber seguro-desemprego.

Conforme o PL, a verificação desses critérios acontecerá preferencialmente por meio eletrônico, com consulta automática a bases de dados oficiais, como o CadÚnico e registros de emprego e renda. Ou seja, caso a consulta eletrônica não seja suficiente, o regulamento deverá prever formas alternativas de comprovação, priorizando a simplificação e respeitando a proteção de dados pessoais.

Como funcionará a execução dos exames da CNH pelo SUS

O projeto determina que os exames continuarão sendo realizados por clínicas bem como profissionais credenciados pelos Detrans, e que o SUS será o responsável pelo custeio dos atendimentos aos beneficiários. O pagamento poderá ocorrer de duas formas:

  • Transferência fundo a fundo da União para os estados e o Distrito Federal.
  • Convênios ou contratos diretos com a rede credenciada pelos Detrans.

A regulamentação do projeto — que deverá ser publicada em até 180 dias após a sanção da lei — caberá ao Poder Executivo, com participação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), do Conselho Nacional de Saúde e do Conselho Nacional de Assistência Social.

Justificativa da proposta

Segundo o autor, o objetivo principal é assegurar a manutenção da CNH válida para condutores de baixa renda, reconhecendo que a exigência periódica de exames é fundamental para garantir a segurança no trânsito, mas pode representar um custo impeditivo para muitas pessoas.

O parlamentar ressalta que muitos brasileiros acabam dirigindo com habilitação vencida por não conseguirem pagar os exames, o que os expõe a sanções legais e, muitas vezes, compromete sua capacidade de exercer atividades profissionais com veículos, agravando sua vulnerabilidade social.

Conforme o autor, a medida é uma forma de justiça social e valorização do trabalho, com integração entre políticas públicas de saúde, assistência social e mobilidade urbana. O texto também destaca que o financiamento via SUS permitirá a operacionalização sem sobrecarregar diretamente as unidades básicas de saúde.

Próximos passos

O projeto ainda aguarda análise nas comissões permanentes da Câmara dos Deputados. Caso aprovado, seguirá para o Senado e, posteriormente, para sanção presidencial.

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Últimos dias para inscrições nos cursos gratuitos de educação para o trânsito do Conexão DNIT

sex, 18/07/2025 - 18:00

Educadores, gestores escolares e cidadãos interessados em promover a segurança no trânsito têm até o dia 30 de julho de 2025 para se inscreverem em um dos quatro cursos gratuitos e on-line oferecidos pelo Programa Conexão DNIT, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). São 8 mil vagas disponíveis, com certificação garantida e conteúdos alinhados à educação cidadã e à cultura da paz no trânsito.

Os cursos abordam temas como segurança viária, cidadania, inovação social, sustentabilidade, direitos e deveres no trânsito e o papel transformador da educação. O objetivo é capacitar educadores e cidadãos para promover comportamentos mais conscientes e reduzir sinistros nas vias urbanas e rodoviárias do país. 

As formações estão hospedadas na plataforma AVAMEC (Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC), com conteúdos acessíveis, flexíveis e voltados à realidade escolar e social brasileira. A iniciativa busca apoiar professores e comunidade na abordagem da educação para o trânsito de forma transversal e transformadora.

“A escola é o espaço privilegiado para formar valores. A educação para o trânsito, quando bem trabalhada, estimula a empatia, a responsabilidade e a visão de futuro nos estudantes”, destaca Julio Pellizzon, coordenador de Multas e Educação para o Trânsito do DNIT.

Conheça cada um dos cursos

Educação para o Trânsito aplicada ao Ensino Fundamental – construindo a cidadania na prática (40 horas)

Voltado a educadores, gestores escolares e especialistas da rede pública e privada de todo o país, o curso busca ampliar a presença da Educação para o Trânsito nas escolas como parte de uma formação cidadã e preventiva. Os participantes terão até 30 de julho de 2025 para concluir os módulos e garantir a certificação.

Durante o curso, os educadores terão acesso a conteúdos atualizados sobre segurança viária e cidadania, bem como ao material pedagógico do Programa Conexão DNIT, com sugestões de atividades alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para turmas do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental.

A proposta é integrar o tema trânsito às disciplinas escolares de forma transversal e prática, promovendo conscientização, atitudes seguras e o protagonismo estudantil na construção de uma cultura de respeito à vida.

Noções Básicas de Educação para o Trânsito (30 horas)

O curso tem como objetivo aproximar a realidade do trânsito do cotidiano dos docentes, destacando a importância de um bom planejamento pedagógico para incorporar essa temática de forma significativa ao processo de ensino-aprendizagem.

Dividido em três módulos, o curso apresenta um panorama geral dos princípios fundamentais da segurança viária no Brasil e no mundo, abordando temas como direitos e deveres de motoristas e pedestres, documentação necessária para a habilitação, e o papel das campanhas educativas na conscientização da população para a construção de um trânsito mais seguro.

Os módulos 2 e 3 aprofundam a Educação para o Trânsito como agente transformador, com foco na formação do professor como peça-chave desse processo. A capacitação propõe estratégias para que o educador possa articular esse conhecimento às disciplinas que já leciona, adaptando os conteúdos às diferentes etapas de aprendizagem do Ensino Fundamental.

Cuidados no Trânsito com nossas crianças (10 horas)

O objetivo deste curso é capacitar pais, mães e responsáveis para atuarem como agentes de proteção e educação no trânsito, contribuindo diretamente para a segurança das crianças nos deslocamentos do dia a dia. A proposta parte do reconhecimento de que é na convivência cotidiana, nos trajetos rotineiros e na observação do comportamento dos adultos que as crianças desenvolvem, de forma significativa, sua percepção sobre o trânsito e sobre o que é se comportar com segurança.

A formação oferece ferramentas para que os participantes compreendam os riscos e oportunidades presentes nos deslocamentos urbanos, especialmente aqueles feitos a pé ou em veículos particulares e coletivos. O conteúdo aborda, ainda, as características físicas, cognitivas e comportamentais da infância, ajudando os adultos a se reconhecerem como referências fundamentais nesse processo de aprendizagem informal.

Mais do que com palavras, as crianças aprendem com os exemplos que damos. Ensinar segurança no trânsito é, antes de tudo, uma atitude diária de cuidado e responsabilidade.

Inovação Social na Educação para o Trânsito (30 horas)

Tem como objetivo principal apresentar e estimular formas criativas, colaborativas e transformadoras de inserir a temática do trânsito na vida cotidiana das pessoas e nas práticas educativas, promovendo mais segurança, responsabilidade e consciência coletiva.

A proposta parte do entendimento de que a mudança no comportamento social passa por processos de inovação — especialmente quando mobilizam a comunidade escolar, instituições públicas e a sociedade civil em torno de valores compartilhados e atitudes mais seguras no trânsito. Ao longo do curso, os participantes serão convidados a refletir e agir sobre como práticas simples, mas inovadoras, podem transformar o espaço urbano e salvar vidas.

Mais do que um curso, trata-se de um convite à ação coletiva, à criatividade cidadã e ao protagonismo social. A inovação social começa com o reconhecimento de que cada atitude conta — e que educar para o trânsito é também educar para a vida.

Desacelere. Seu bem maior é a vida.

Serviço: 

Data limite para inscrições: 30 de julho de 2025

Público-alvo: educadores, gestores escolares e especialistas.

Inscrições: https://avamec.mec.gov.br/#/curso/listar?query=dnit

E-mail:conexaodnit@labtrans.ufsc.br

WhatsApp: (48) 99810-1717

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Laudo digital moderniza exame prático e melhora atendimento ao cidadão

sex, 18/07/2025 - 13:30
O uso da tecnologia na emissão dos laudos das provas práticas começou em março de 2024. Foto: Divulgação Detran/MT

A aplicação da tecnologia no processo de formação de condutores tem avançado em todo o país, e um exemplo de inovação vem do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT). O projeto “Laudo Digital de Exames Práticos de Direção” modernizou a emissão dos laudos das provas práticas, substituindo os antigos formulários manuais por um sistema eletrônico mais ágil, seguro e integrado.

A iniciativa foi reconhecida com o 3º lugar na categoria Transformação Digital em um prêmio estadual que valoriza boas práticas no serviço público. O reconhecimento reforça a importância da digitalização como ferramenta para promover eficiência administrativa e melhorar a experiência do cidadão.

Como funciona o laudo digital

Com a nova tecnologia, os resultados do exame prático de direção são lançados diretamente no sistema do Detran assim que o candidato conclui a prova. Isso permite que o processo, antes lento e suscetível a erros de preenchimento manual, tenha conclusão em tempo real.

A mudança trouxe impactos imediatos. Em algumas cidades do interior de Mato Grosso, por exemplo, candidatos reprovados na parte da manhã já conseguem realizar o reteste no mesmo dia, no período da tarde. Além disso, em casos de aprovação, é possível emitir a CNH no mesmo dia — algo antes impensável.

“Com o laudo prático digital, conseguimos acelerar todas as etapas após o exame. O cidadão sente essa melhora no atendimento. O reconhecimento desse avanço é o nosso maior prêmio”, afirmou Alessandro de Andrade, diretor de Habilitação e Veículos do Detran-MT.

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Desde a implementação, houve a realização de mais de 34 mil exames práticos com a nova tecnologia. Para viabilizar a operação, o Detran adquiriu 200 tablets, distribuídos entre a sede em Cuiabá e as demais unidades no interior do estado. A média diária de exames práticos em Mato Grosso é de aproximadamente 750 testes.

A iniciativa é de servidores do próprio Detran-MT, em parceria com a MTI (Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação). Ela demonstra como soluções internas, desenvolvidas com conhecimento técnico local, podem gerar resultados expressivos.

Mais do que inovação: compromisso com o cidadão

Para a atual gestão do Detran-MT, o objetivo é claro: modernizar, simplificar e tornar os serviços cada vez mais acessíveis e eficazes.

“Essa premiação é o reconhecimento de um esforço conjunto para transformar a prestação de serviços da autarquia. É uma confirmação de que estamos no caminho certo ao investir em tecnologia e atendimento de qualidade”, avaliou o presidente do Detran, Gustavo Vasconcelos.

Além do laudo digital, outros projetos do Detran-MT também foram finalistas em diferentes categorias da premiação. Como, por exemplo, a transferência digital de propriedade de veículos entre pessoas físicas e jurídicas, e ações voltadas à inclusão, como o adesivo ‘Autista a Bordo’ e a emissão online da credencial de estacionamento para pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

O projeto “Ser Família CNH Social”, que facilita o acesso gratuito à habilitação para pessoas em situação de vulnerabilidade, também foi destaque na categoria Satisfação do Cidadão.

Avanços que inspiram outros estados

Experiências bem-sucedidas como a do Detran-MT demonstram o potencial da transformação digital na área de trânsito. Com mais agilidade, controle e transparência, o uso da tecnologia na aplicação das provas práticas contribui não apenas para desburocratizar o processo, mas também para elevar a segurança e a confiança nos resultados.

A tendência, agora, é que outros Detrans do país adotem iniciativas semelhantes. Assim, fortalecendo o compromisso com a formação de condutores e com um trânsito mais seguro para todos.

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Pontuação da CNH em 2025: entenda os limites e como evitar a suspensão

sex, 18/07/2025 - 08:15
Desde 2021, a pontuação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passou a ser escalonada de acordo com o tipo de infração cometida. Foto: Divulgação Detran/BA

Desde 2021, a pontuação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passou a ser escalonada de acordo com o tipo de infração cometida. Mesmo após quatro anos em vigor, muitos motoristas ainda têm dúvidas sobre o que realmente pode levar à suspensão do direito de dirigir. Neste artigo, você entende como funciona o sistema de pontos e quais medidas podem ser adotadas para evitar a penalidade, especialmente por quem exerce atividade remunerada.

Como funciona a pontuação da CNH?

Cada infração de trânsito registrada gera pontos na CNH do condutor. O número de pontos varia conforme a gravidade da infração:

  • Infração leve: 3 pontos
  • Infração média: 4 pontos
  • Infração grave: 5 pontos
  • Infração gravíssima: 7 pontos

Esses pontos permanecem válidos por 12 meses a partir da data da infração. Se, durante esse período, o condutor acumular pontos dentro de determinados limites, poderá ter a CNH suspensa — temporariamente — pelo Detran.

Sistema escalonado de pontuação: o que mudou?

Antes de 2021, o limite padrão para a suspensão era de 20 pontos dentro do período de 12 meses. Com a entrada em vigor da Lei 14.071/2020, esse critério mudou para um modelo escalonado, que considera não só a quantidade de pontos, mas também a presença de infrações gravíssimas no histórico do condutor.

Veja como funciona atualmente:

  • 40 pontos: se o condutor não tiver nenhuma infração gravíssima nos últimos 12 meses;
  • 30 pontos: se houver 1 infração gravíssima nesse período;
  • 20 pontos: se houver 2 ou mais infrações gravíssimas no período de 12 meses.

Em outras palavras, é possível atingir até 40 pontos e não ser suspenso — desde que não haja infrações gravíssimas. Mas bastam duas infrações desse tipo para que o limite caia automaticamente para 20 pontos.

O que são infrações gravíssimas?

Alguns exemplos comuns de infrações gravíssimas incluem:

  • Avançar o sinal vermelho;
  • Transitar com o veículo em ciclovias ou ciclofaixas;
  • Manusear o celular ao volante;
  • Ultrapassar pelo acostamento;
  • Não reduzir ao ultrapassar ciclista;
  • Transportar crianças sem o uso adequado da cadeirinha.

Vale lembrar que certas infrações gravíssimas têm multa multiplicada, como é o caso transitar com o veículo automotor em ciclovias ou ciclofaixas (multa multiplicada por 3), mas para fins de pontuação na CNH, sempre contam 7 pontos.

Veja também Reciclagem de CNH Cumpri a suspensão da CNH, mas não fiz o curso de reciclagem. E agora? Reciclagem de CNH O curso de Reciclagem de CNH acompanha as novas regras de trânsito? Reciclagem de CNH Transferência de pontos na CNH: mito, risco e consequências E quem exerce atividade remunerada?

Motoristas que exercem atividade remunerada ao volante (como taxistas, motoristas de aplicativo, entregadores e motoristas de transporte escolar) podem ter o código EAR (Exerce Atividade Remunerada) incluído na CNH. Para esse grupo, a legislação prevê uma regra à parte: a possibilidade de fazer um curso preventivo de reciclagem antes de atingir o limite de suspensão, além de prever este condutor só terá a CNH suspensa quando atingir 40 pontos no prontuário, independente da gravidade das infrações.

Como funciona esse curso preventivo?

A partir da mesma Lei 14.071/20, passou a ser permitido que condutores com EAR que atinjam 30 pontos em 12 meses possam se antecipar à suspensão e realizar voluntariamente um curso preventivo de reciclagem.

Ao concluir o curso com aproveitamento, os pontos são zerados, e o motorista evita a instauração do processo de suspensão. A regra está descrita no artigo 261, §1º-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Importante: esse curso é exclusivo para motoristas com EAR. Condutores sem essa observação na CNH não podem se antecipar com curso preventivo.

Suspensão por infrações específicas

Além do acúmulo de pontos, a CNH também pode ser suspensa por uma única infração, nos casos previstos em lei. Isso vale, por exemplo, para:

  • Dirigir sob efeito de álcool (Art. 165);
  • Recusar-se ao teste do bafômetro (Art. 165-A);
  • Promover competição ou manobra perigosa (Art. 173);
  • Pilotar sem capacete (Art.244).

Nessas situações, a penalidade de suspensão é automática e independe do número de pontos acumulados.

Como consultar os pontos na CNH?

O motorista pode acompanhar sua pontuação de forma gratuita no site ou aplicativo do Detran do seu estado.

Dica final: a prevenção ainda é o melhor caminho

Conhecer as regras é essencial, mas o melhor mesmo é não acumular pontos. Dirigir com responsabilidade, respeitar os limites de velocidade, manter a atenção e seguir as normas do CTB são atitudes que não só evitam penalidades, mas principalmente preservam vidas — inclusive a sua.

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Dicas de revisão de currículo para profissionais de transporte

sex, 18/07/2025 - 07:59

Você está à procura de emprego como motorista profissional? Quer uma oportunidade de trabalho formal, mas não tem recebido retorno após entrar em contato com as empresas? Nem sempre é necessário refazer todo o currículo para melhorar a sua situação. Com alguns ajustes certeiros, você pode tornar a sua candidatura mais adequada e atraente para organizações do setor de transportes. 

A boa notícia é que você pode usar a inteligência artificial (IA) para fazer sua revisão de currículo com OnlineCurriculo — uma plataforma online que combina recursos de IA com orientações de experts em recrutamento e carreira. Confira o que esses especialistas recomendam:

1. Entenda o seu perfil profissional

O seu perfil profissional é o conjunto único de experiências, qualificações e habilidades que você pode oferecer às empresas em sua área de atuação. É importante que você reconheça esse potencial para valorizar os seus pontos fortes ao se candidatar às oportunidades de emprego. Na dúvida, tente se imaginar no papel de recrutadores para saber o que pode agregar mais valor à sua candidatura.

É claro que o mercado de trabalho na área de transporte tem demandas variadas, mas essa reflexão vai ajudar você a direcionar o seu currículo para as vagas com melhores perspectivas de acordo com o seu objetivo. E se você sentir que falta algo para tornar o seu perfil mais robusto, aproveite a revisão do CV para demonstrar interesse em ampliar os seus conhecimentos.

Há diversas instituições que oferecem cursos gratuitos para aperfeiçoamento profissional. Por exemplo, você pode escolher entre as opções do SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e incluir essa informação no currículo revisado — deixando claro que o curso está em andamento.

2. Faça uma otimização básica do currículo

De nada adianta ter um currículo pronto se ele não for otimizado para passar pelos sistemas de triagem automática de  candidaturas (ATS). E é muito simples resolver isso com ajuda da inteligência artificial: basta inserir o arquivo para atualizar o seu CV em instantes. Além de tornar o arquivo compatível com ATS sem configurações complicadas, isso organiza seus dados com eficiência para facilitar a leitura na análise humana.

Você só precisa escolher o modelo de sua preferência, mas também vale a pena aproveitar as dicas da plataforma para otimizar o seu currículo mais a fundo (conforme explicado a seguir).

3. Dê mais destaque aos seus pontos fortes

Você pode destacar o seu potencial incluindo duas ou três frases curtas que conectam o seu perfil profissional ao seu objetivo logo no início do currículo. A ideia é mostrar logo de cara o seu alinhamento às expectativas das empresas. Depois, é só conferir se o seu material está de acordo com as orientações passo a passo na plataforma. Entre as boas práticas nesse sentido, considere:

● listar as suas habilidades

● descrever as suas experiências

● focar nos seus diferenciais

Por exemplo, você pode mencionar a participação em palestras sobre comunicação não-agressiva ou destacar a sua conduta de respeito aos limites de velocidade para evitar infrações de trânsito — de preferência mostrando números positivos sobre a ausência ou baixo número de multas por tempo de habilitação. Dados da Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (SMDT) apontam que o excesso de velocidade está relacionado a quase metade das autuações em Curitiba nos últimos anos e mostrar que você não faz parte dessas estatísticas pode ser um dos pontos fortes da sua candidatura.

4. Conclua a revisão de currículo

Depois de atualizar o seu currículo em termos de configuração, visual e conteúdo, não deixe de fazer uma revisão final do documento. Por mais que você use as sugestões de frases pré-escritas pela IA com base em seu campo profissional, é sempre bom conferir o resultado em detalhes. Com isso, você pode garantir que todo o texto está livre de erros gramaticais e que o visual do CV é consistente (por exemplo, com todas as datas escritas no mesmo formato).

5. Personalize seu CV sempre que possível 

Fazer uma revisão de currículo com recursos de inteligência artificial vai deixar a sua candidatura mais atraente e melhor direcionada para o mercado de transportes. Isso é mais do que meio caminho andado. Mas você pode chegar mais rápido onde quiser com um CV focado na oportunidade de emprego.  

A dica é editar seu material para incluir palavras-chave de um anúncio de emprego e/ou adaptar o conteúdo para realçar características desejáveis para uma vaga. Assim, você consegue criar uma versão personalizada em instantes, mantendo o padrão impecável do seu currículo revisado.

Fonte: OnlineCurriculo

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Inspeção veicular e manutenção garantem férias mais seguras na estrada

qui, 17/07/2025 - 13:33
Foto: Banco de Imagem Canva

Com o aumento do movimento de veículos durante as férias, a inspeção veicular assume papel central na segurança de quem viaja. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicam que o número de acidentes nas estradas federais aumenta cerca de 20% durante períodos de recesso, com uma parcela significativa desses episódios atribuída à falta de manutenção e inspeção dos veículos. Além disso, dados da Federação Nacional da Inspeção Veicular (FENIVE) mostram que, durante as inspeções, mais de 30% dos veículos avaliados apresentaram condições que representam risco à segurança no trânsito. 

O engenheiro mecânico, Daniel Bassoli, diretor executivo da FENIVE, reforça que a inspeção veicular e a manutenção adequada são essenciais para prevenir problemas mecânicos e evitar acidentes, especialmente em veículos que fazem transporte coletivo, como ônibus e vans.

“O período de férias intensifica o uso de diversas categorias de transporte, muitos dos quais apresentam riscos devido à precariedade nos sistemas de freios, pneus e iluminação, por exemplo, componentes que podem falhar justamente em momentos críticos, comprometendo a segurança de todos”, destaca Bassoli.    

Ônibus, micro-ônibus e vans devem realizar inspeção veicular para obtenção de autorizações de transporte, segundo regulamentações estaduais, municipais e federais. Segundo Bassoli, a cobrança dos passageiros e dos motoristas profissionais sobre o cumprimento das regras é essencial para garantir o cumprimento das normas de segurança.  

Embora a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) concentre sua atuação na regulamentação e fiscalização do transporte rodoviário de passageiros, Bassoli defende que esse controle seja estendido também aos veículos de carga. A medida é considerada urgente diante do número crescente de acidentes graves nas rodovias federais envolvendo caminhões.  

Transporte de carga

Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2024 o Brasil registrou 73.156 acidentes em rodovias federais, resultando em 6.160 mortes e 84.526 pessoas feridas. Os veículos de carga aparecem como protagonistas em grande parte desses sinistros. Somente os acidentes com caminhões provocaram 599 mortes, enquanto a soma de óbitos envolvendo caminhões e ônibus ultrapassou 2.700 vítimas fatais, um aumento de 26% em relação a 2023.  

Para o diretor executivo da FENIVE, os números refletem uma lacuna grave na fiscalização de veículos pesados. “É fundamental garantir que esses caminhões estejam em boas condições de circulação. Qualquer falha mecânica pode provocar acidentes graves”, afirma.  

No caso dos veículos particulares, a recomendação é fazer as revisões periódicas e ficar atento a sinais como nível do óleo, estado dos freios, funcionamento do sistema de iluminação, condições dos pneus e presença de ruídos ou estalos incomuns.  

Segundo Bassoli, a inspeção veicular tem um papel orientativo.

“Serve para alertar o condutor sobre itens que precisam de atenção, estimulando a manutenção preventiva e contribuindo para a segurança no trânsito. Além disso, ajuda a prolongar a vida útil do veículo”, destaca.  

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Viagem solo de carro: como se preparar para pegar a estrada com segurança

qua, 16/07/2025 - 18:00

Vai fazer uma viagem solo de carro? Descubra dicas essenciais para se preparar, garantir segurança e aproveitar cada momento da estrada.

Realizar uma viagem solo de carro pode ser uma das experiências mais libertadoras da vida!

Todo o processo, incluindo escolher o destino, decidir o ritmo da viagem, montar a sua playlist e apreciar cada trecho da estrada no seu tempo tornam esse momento ainda mais inesquecível e único.

Mas, para que a liberdade da viagem solo de carro não se transforme em dor de cabeça, a preparação é a chave.

A seguir, você vai entender quais cuidados são essenciais antes de pegar a estrada sozinho, como se planejar para imprevistos e como garantir a sua segurança do início ao fim da sua jornada.

Conheça bem o seu veículo e o caminho antes de realizar uma viagem solo de carro

A viagem solo de carro é uma experiência única que oferece liberdade, autoconhecimento e total controle do seu roteiro.

Mas, antes de sair dirigindo por aí, faça uma checagem geral no carro. A recomendação é levar o veículo a um mecânico de confiança para revisar itens essenciais como, por exemplo:

  • Pneus;
  • Óleo do motor e fluidos de freio;
  • Luzes e faróis;
  • Palhetas do limpador de para-brisa;
  • Bateria;
  • Alinhamento e balanceamento.

Afinal, a manutenção preventiva é o principal pilar para evitar problemas mecânicos e te proteger de transtornos no meio da viagem.

Além disso, planeje a rota e conte com a ajuda de apps como Google Maps ou Waze, mas tenha um plano B: anote referências e baixe os mapas offline para te ajudarem caso fique sem internet.

Roupas, calçados e acessórios certos fazem a diferença

Pode parecer detalhe, mas o que você veste vai influenciar diretamente na qualidade da sua viagem.

No geral, roupas leves e confortáveis são ideais para longas horas dirigindo. Além disso, também é recomendado dar preferência para calçados fechados e firmes.

Se a sua viagem inclui trilhas, acampamentos ou passeios ao ar livre, é bom pensar também nos itens necessários. Muitos viajantes conseguem aproveitar o crescimento desse mercado para abastecer o guarda-roupas com peças mais seguras e adequadas para cada tipo de atividade.

Nesse cenário, fornecedores de artigos esportivos para revenda têm se tornado aliados importantes — não apenas para quem quer empreender no ramo, mas também para quem busca qualidade e variedade ao montar o próprio kit de viagem. 

Ter acesso a bons fornecedores garante que você encontre os equipamentos certos, especialmente se pretende praticar ecoturismo ao longo do caminho, contribuindo para a sua segurança nesses momentos também.

A segurança sempre começa no planejamento

Dirigir sozinho é uma atividade que exige atenção redobrada. Por isso, organizar até os detalhes mais lógicos é indispensável. Afinal, não temos como ter certeza do que pode acontecer ao longo do trajeto, certo?

Por isso, uma dica necessária é montar um kit básico de sobrevivência na estrada:

  • Leve água e alimentos;
  • Tenha uma lanterna, carregador portátil e kit de primeiros socorros;
  • Avise alguém próximo sobre o seu roteiro,
  • Programe paradas a cada 2 ou 3 horas.

Da mesma forma, é altamente recomendado evitar dirigir à noite, principalmente em trechos desconhecidos ou mal iluminados.

Além disso, sempre que sentir cansaço, pare! Afinal de contas, um cochilo de 20 minutos pode fazer toda a diferença para a sua segurança.

Seguro não é gasto, é proteção!

Quem irá realizar uma viagem solo de carro precisa ter a tranquilidade de que terá suporte em caso de emergência. É aqui que entra um dos pontos mais importantes da viagem: ter um bom seguro automotivo.

Hoje, é possível comparar e contrastar os melhores seguros auto de forma prática e totalmente online, com diferentes opções de coberturas. Esse tipo de serviço pode incluir guincho, carro reserva, assistência 24h e cobertura contra roubos e acidentes. 

Ou seja, indispensável para quem quer curtir a viagem sem dores de cabeça. Afinal, se passar por algum sinistro, basta ligar para a seguradora resolver e, inclusive se precisar, ter acesso ao carro reserva.

Tecnologia a seu favor: dicas de apps que salvam a viagem solo de carro

Hoje em dia, a tecnologia é uma grande aliada de quem dirige sozinho e existem alguns aplicativos indispensáveis que vão melhorar completamente a sua experiência:

● Google Maps / Waze: planejamento de rotas e alertas sobre o trânsito;

  • Drivvo: controle de gastos com combustível e manutenção;
  • Spotify / Deezer: para preparar a sua trilha sonora;
  • Google Translate: em viagens para regiões com idiomas diferentes,
  • TripIt: um travel planner para organização de roteiros, reservas, etc.
Segurança na prática: atitudes que fazem a diferença na estrada

Quando se viaja sozinho, estar atento aos próprios comportamentos no volante é ainda mais importante.

Afinal, sem ninguém para dividir a atenção ou ajudar em uma situação de emergência, todo cuidado conta.

A boa notícia é que atitudes simples podem aumentar muito a sua segurança na estrada, mantendo o bem-estar e a tranquilidade durante todo o trajeto, como:

● Evite oferecer ou aceitar caronas de desconhecidos, por mais inofensiva que a situação pareça, pois cautela nunca é exagero;

  • Abasteça e faça paradas em postos bem iluminados e movimentados e sempre dê uma olhada nas avaliações em aplicativos ou no Google;
  • Mantenha as portas travadas durante todo o percurso, mesmo em trechos urbanos ou conhecidos;
  • Evite usar o celular enquanto dirige e prefira usar suportes ou comandos de voz para as interações necessárias,
  • Use sempre o cinto de segurança, tanto no banco da frente quanto no de trás e respeite os limites de velocidade

Cuidado constante e atenção redobrada são os seus maiores aliados durante uma viagem solo de carro

Não há dúvidas de que uma viagem solo de carro é uma jornada única de liberdade, descoberta e conexão.

Mas a segurança precisa vir em primeiro lugar, o que inclui desde o planejamento da rota, até a escolha do seguro, locais de parada e práticas de direção.

Com atenção e preparo, a sua viagem solo pode ser uma das suas melhores experiências de vida.

O importante é seguir com consciência e com a tranquilidade de saber que você se planejou para que tudo corra bem.

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“Quebra” na prova de direção é crime e pode levar à prisão, alerta Detran

qua, 16/07/2025 - 13:30
A obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deve ser feita de forma legítima, transparente e dentro da lei. Foto: Divulgação Detran/SP

O processo de habilitação deve refletir a capacidade real do candidato para conduzir um veículo com segurança e responsabilidade. No entanto, ainda persistem tentativas de burlar o sistema, principalmente no exame prático. Popularmente conhecida como “quebra”, a prática de pagar para ser aprovado na prova de direção configura crime de corrupção e pode levar à cassação da autoescola, punições ao examinador e processo criminal ao candidato.

Um exemplo recente vem de São Paulo. Segundo o Detran-SP, apenas em um único dia — 18 de junho de 2025 — houve a identificação de quatro tentativas de fraude. Em um dos casos, aconteceu a prisão de uma pessoa por tentar subornar o examinador após reprovar. As demais situações estão sob investigação, sendo possível enquadrá-las como corrupção ativa ou passiva, e até mesmo como tentativa de estelionato.

Crime e consequências

O Código Penal Brasileiro prevê pena de até 12 anos de reclusão para crimes relacionados à corrupção. A depender da conduta, o envolvido pode responder por:

  • Corrupção ativa (oferecer vantagem indevida a servidor público);
  • Corrupção passiva (aceitar a vantagem);
  • Estelionato (em caso de fraude com objetivo de enganar a administração pública);
  • Formação de quadrilha, quando há envolvimento de múltiplos agentes.

Além das implicações penais, há ainda sanções administrativas para autoescolas e examinadores que se envolverem nesses casos, que podem receber suspensão ou ter suas licenças cassadas.

Fiscalização reforçada e uso de tecnologia

Com o objetivo de coibir irregularidades, o Detran-SP vem intensificando as ações de fiscalização. De janeiro a maio de 2025, o número de fiscalizações em centros de formação de condutores quase triplicou em relação ao mesmo período do ano anterior. No total, houve a punição de 67 autoescolas e 241 profissionais por irregularidades somente neste ano.

Desde 2023, já são mais de 420 autoescolas que receberam autuações por condutas incompatíveis com o processo de formação de condutores.

Entre as medidas adotadas pelo órgão para fortalecer a integridade do processo de habilitação estão:

  • Obrigatoriedade do uso de tablets com reconhecimento facial, eliminando o uso de formulários em papel;
  • Implantação de câmeras nos veículos, que permite o monitoramento em tempo real e a posterior revisão das provas práticas;
  • Criação da Diretoria de Controle de Integridade (DCI), responsável por garantir padrões éticos e prevenir fraudes no serviço público.

Essas iniciativas visam assegurar que o exame prático avalie, de fato, a capacidade técnica e emocional dos candidatos — fatores indispensáveis para a segurança no trânsito.

Veja também Primeira Habilitação Direção defensiva na primeira habilitação: aprender para além da aprovação Carteira de Habilitação (CNH) Veja orientações sobre os riscos de dirigir sem CNH  Carteira de Habilitação (CNH) Detran alerta que vídeo sobre novas categorias da CNH traz informações falsas Aprovação deve ser conquistada, não comprada

Tentar obter a CNH por meio de pagamento indevido compromete a legitimidade da formação do condutor e coloca em risco toda a sociedade. Um motorista que não passou pela avaliação correta pode não estar apto a enfrentar situações reais de trânsito, aumentando o risco de acidentes.

É importante lembrar que o candidato reprovado no exame prático tem o direito de refazer a prova, quantas vezes forem necessárias, respeitando os prazos e procedimentos estabelecidos.

Buscar um “atalho” por meio da corrupção, além de injusto com quem se prepara corretamente, pode ter consequências graves, tanto para o futuro condutor quanto para os demais envolvidos.

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Ver e ser visto: por que cuidar dos limpadores de para-brisa é mais importante do que parece

qua, 16/07/2025 - 08:15
Em dias de sol, faça a checagem: acione os limpadores com o para-brisa molhado e observe a eficácia. Foto: photography33 para Depositphotos

A chuva intensa reduz a visibilidade, torna o asfalto escorregadio e exige atenção redobrada de quem está ao volante. Em meio a esse cenário, um item simples, barato e frequentemente esquecido pode fazer toda a diferença entre uma condução segura e um sinistro: os limpadores de para-brisa. E não basta que estejam presentes — eles precisam estar em bom estado de funcionamento.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) trata com clareza os equipamentos obrigatórios para segurança veicular. Quando os limpadores estão danificados, ressecados ou inoperantes, o veículo passa a oferecer risco à condução, configurando infração de trânsito.

O que diz a lei

O artigo 230, inciso IX, do CTB estabelece que conduzir veículo sem equipamento obrigatório ou com ele ineficiente ou inoperante é infração de natureza grave.

Penalidade:

  • Multa de R$ 195,23;
  • 5 pontos na CNH;
  • Retenção do veículo até regularização.

Isso significa que, além de ser uma infração considerada “grave” na escala do CTB, os riscos associados ao problema são consideráveis — especialmente sob chuva ou neblina.

Por que os limpadores são tão importantes?
  • Visibilidade total do para-brisa: Palhetas desgastadas deixam rastros d’água ou manchas no vidro, comprometendo a visão do condutor.
  • Condução segura em situações adversas: Durante tempestades, trechos alagados ou deslocamentos noturnos, a visibilidade é fundamental para detectar pedestres, ciclistas, placas e outros veículos.
  • Reação a imprevistos: Um respingo de lama, uma poça de água ou sujeira de outro veículo pode cobrir o para-brisa e, sem limpadores funcionando, impedir totalmente a visão.
Sinais de que as palhetas precisam ser trocadas
  • Barulho excessivo ao passar no vidro;
  • “Faixas” ou áreas embaçadas após o uso;
  • Goma ressecada ou quebradiça ao toque;
  • Borracha se soltando da lâmina.

Em geral, a vida útil das palhetas varia entre 6 meses e 1 ano, dependendo da exposição ao sol, temperatura e uso. Em regiões quentes e com alto índice de chuvas, a troca deve ser feita com mais frequência.

Dica de segurança

Não espere o tempo fechar para verificar as palhetas. Em dias de sol, faça a checagem: acione os limpadores com o para-brisa molhado e observe a eficácia. Em viagens ou na revisão preventiva, a verificação deve estar na checklist básica do motorista.

Prevenção que salva vidas

Conduzir sem boa visibilidade compromete a tomada de decisões rápidas e a identificação de obstáculos. Em velocidades maiores, como em rodovias, uma perda visual de 2 segundos já pode ser fatal.

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