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Atualizado: 12 minutos 4 segundos atrás

Detran alerta sobre multa por exame toxicológico vencido

seg, 11/08/2025 - 13:30
A infração não exige a abordagem do condutor em uma operação de fiscalização para ser aplicada. Foto: Divulgação Detran/ES

Em cumprimento à Lei 14.599/2023, que incluiu o artigo 165-D no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran||ES) passou a notificar, no mês de julho, os condutores com o exame toxicológico vencido há mais de 30 dias. No primeiro mês da medida, 14.891 condutores receberam a notificação referente a essa infração de trânsito. O Órgão alerta para a importância de manter o exame em dia e, assim, promover a segurança nas vias.  

O Detran|ES explica que o toxicológico é obrigatório para motoristas com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D ou E.

A penalidade está prevista no artigo 165-D do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e é computada automaticamente a partir do 30º dia para aquele condutor que deixar de realizar o exame toxicológico após o vencimento do prazo estabelecido. A infração é de natureza gravíssima, com multa com fator multiplicador em cinco vezes, no valor de R$ 1.467,35, e sete pontos na Carteira.  

Para se aplicar a infração, não se exige a abordagem do condutor em uma operação de fiscalização. Ou seja, após o trigésimo dia do vencimento do exame, o condutor poderá ser multado automaticamente.  

Em algumas situações específicas, o condutor pode ter a notificação cancelada. Para isso, é necessário que o condutor entre com o recurso para informar ao Órgão em casos como o condutor que tenha convalidado a CNH em outro País. Também nos casos de morte ainda não comunicada no registro da Habilitação ou invalidez permanente, o familiar pode solicitar o cancelamento da infração e também da CNH.  

Os condutores que receberam a notificação da autuação e que quiserem recorrer devem entrar no site www.detran.es.gov.br, acessando o serviço ‘Recurso de multa’ na área de serviços on-line de Infrações ou comparecendo a uma agência do Órgão mediante agendamento prévio.  

Já nos casos em que o condutor não dirige mais veículo que exige a categoria C, D ou E ou vai se mudar para o exterior, é possível pedir o rebaixamento da categoria realizando o processo de Renovação da CNH com rebaixamento de categoria. Caso já tenha recebido a notificação da multa, o rebaixamento só pode ser feito após o pagamento da multa e comprovando resultado negativo em exame toxicológico. Para o condutor que vai morar fora do Brasil deve fazer o rebaixamento da categoria antes de sair do Brasil e se habilitar na categoria desejada no exterior.  

Como fazer o exame toxicológico 

Para se regularizar, o motorista habilitado nas categorias C, D ou E deve se dirigir a um dos postos de coleta dos laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para fazer o seu exame toxicológico periódico. Confira a lista de laboratórios no site do Detran|ES aqui

O condutor da categoria C, D ou E que não realizar o exame não conseguirá obter ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) até que se realize o exame com resultado negativo, além de cometer infração de trânsito gravíssima, conforme o Código de Trânsito Brasileiro. 

Infrações   

Além dessa multa aplicada após 30 dias do vencimento do exame, o CTB prevê outras infrações para aqueles que deixarem de regularizar o exame toxicológico.  

De acordo com o artigo 165-B do CTB, dirigir veículo sem realizar o exame toxicológico periódico é uma infração gravíssima com penalidade de multa com fator multiplicador em cinco vezes, no valor de R$ 1.467,35, e sete pontos na carteira. Em caso de reincidência no período de até 12 meses, a infração terá fator multiplicador da multa gravíssima em dez vezes, totalizando R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir.    

Já o artigo 165-C do CTB prevê as mesmas penalidades para quem dirigir veículo tendo obtido resultado positivo no exame toxicológico.    

Exame toxicológico 

O Exame Toxicológico de larga janela de detecção utiliza amostras de cabelo, pelos do corpo ou unhas do motorista. A análise busca verificar o consumo, ativo ou não, de substâncias psicoativas que, comprovadamente, comprometam a capacidade de direção, com janela de detecção mínima de 90 dias. 

A exigência da comprovação de resultado negativo em exame toxicológico para condutores das categorias C, D ou E está prevista no artigo 148 do CTB para a obtenção e a renovação da CNH. Além disso, a cada período de dois anos e seis meses, para aqueles condutores dessas categorias com idade inferior a 70 anos.   

De acordo com o CTB, o resultado positivo no exame acarretará ao condutor a suspensão do direito de dirigir pelo período de três meses. Ou seja, com bloqueio automático no sistema de Habilitação do Detran|ES. A liberação dessa suspensão está condicionada à inclusão de resultado negativo em novo exame no sistema de Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach). 

Validade do exame  

O condutor pode consultar a data de validade do seu exame toxicológico no Portal ES.GOV . Assim, acessando as informações da sua CNH no serviço de Habilitação e Veículos em ‘Minha área’.   

Também é possível verificar os dados no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), para aqueles que utilizam a versão digital do documento.  Além disso, a Senatran criou uma página na qual os motoristas podem consultar o teste. Confira aqui.  

Veja também Fiscalização e Legislação Presidente Lula veta exigência de exame toxicológico na primeira habilitação Fiscalização e Legislação Exame toxicológico e remédios para TDAH: risco de falso positivo? Carteira de Habilitação (CNH) Sua CNH está em dia? Veja como renovar e evitar problemas

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Promessa de CNH 80% mais barata é enganosa, apontam entidades

seg, 11/08/2025 - 08:15
A formação de condutores no Brasil, embora passível de melhorias, é estruturada com base em princípios pedagógicos e técnicos reconhecidos. Foto: Rachid Waqued/Detran-MS

A proposta ventilada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, de desobrigar a formação em autoescolas e, com isso, reduzir em até 80% o custo para se obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), continua gerando forte reação no setor responsável pela formação de condutores no país. Em nota pública, a Associação Brasileira das Autoescolas (ABRAUTO) classificou a promessa como “falsa” e “inviável”, apontando riscos à segurança viária e destacando inconsistências nos argumentos apresentados pelo ministro.

A entidade participou na semana passada de uma reunião com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), em Brasília, onde apresentou dados técnicos e projeções preocupantes sobre os impactos da flexibilização proposta. O encontro também contou com representantes da Federação Nacional das Autoescolas (FENEAUTO) e do Instituto das Mulheres pelo Trânsito.

Promessa de economia não se sustenta

De acordo com a ABRAUTO, a ideia de que a CNH poderia se tornar até 80% mais barata com o fim da obrigatoriedade dos CFCs não resiste à análise dos custos reais do processo. A entidade afirma que as taxas cobradas pelos Detrans e os exames médicos já representam cerca de 50% do valor total da habilitação. Ou seja, ele já ocorre independentemente da participação de uma autoescola.

“Apresentamos à Ministra documentos comprobatórios de que as taxas governamentais, de fato, alcançam até 50% do valor da CNH”, afirma a nota.

A associação também lembra que, na ausência das autoescolas, seria necessário contratar instrutores particulares e utilizar veículos próprios. Ou seja, isso elevaria os custos em vez de reduzi-los. “O valor do carro, a manutenção, o combustível e a falta de escala encarecem a hora/aula. Não há mágica”, pontuou.

Riscos à segurança e impacto na formação

A entidade também destaca os riscos de permitir o ensino prático em veículos particulares, sem duplo comando e identificação visual. A prática, segundo a nota, poderia aumentar os índices de acidentes de forma significativa.

“Em situações críticas, como a comum reação de um aprendiz em acelerar em vez de frear – e sem a intervenção imediata do duplo comando – as consequências seriam catastróficas”, alerta a ABRAUTO.

No caso das motocicletas, a preocupação é ainda maior. “Nenhum instrutor profissional se disporia a atuar como carona em tal circunstância. O aluno aceleraria excessivamente e colidiria contra muros, calçadas ou residências.”

A entidade também questiona a segurança do ensino informal por familiares ou amigos em locais privados como condomínios e pátios de igrejas. Assim, chamando atenção para a falta de qualificação dos instrutores, ausência de controle e a elevada probabilidade de sinistros de trânsito.

Veja também CFCs Entenda em 10 pontos a importância das autoescolas para a formação de condutores Primeira Habilitação “Formar condutores exige método”: reação à proposta que dispensa curso em autoescolas cresce em todo o país Maio Amarelo Autoescolas podem ir além da formação: o papel estratégico na construção de um trânsito mais seguro Estudo técnico não comprova ineficácia das aulas práticas

Um estudo técnico elaborado pelo Ministério dos Transportes vem sendo citado como base para a proposta de extinguir a obrigatoriedade das aulas em autoescolas para obtenção da CNH. A leitura simplificada do documento, no entanto, pode induzir a interpretações precipitadas sobre a real influência da formação prática na redução de mortes no trânsito brasileiro.

Apesar de o estudo apontar que a exigência de aulas práticas não apresentou impacto estatisticamente significativo na redução da letalidade no trânsito, a própria conclusão do relatório reconhece a “ausência de significância estatística” — expressão técnica que indica que os dados analisados não são suficientes para se afirmar, com segurança, que não há relação entre a formação dos condutores e os índices de mortalidade.

Ou seja, o estudo não pode ser usado como prova de que as autoescolas não fazem diferença.

O documento, produzido pela Subsecretaria de Fomento e Planejamento do Ministério dos Transportes em abril de 2025, baseou-se em dados do Renaest, Renach e Renavam. A análise focou nos estados do Ceará, Distrito Federal e São Paulo, onde havia registros mais detalhados sobre a aplicação da obrigatoriedade das aulas práticas. A proposta foi correlacionar a adoção dessas exigências à ocorrência de infrações, acidentes e mortes.

Ainda assim, conforme especialistas, a falta de resultados estatisticamente significativos não significa que a formação seja irrelevante, apenas que os dados disponíveis até o momento não permitem uma conclusão definitiva. No meio científico, considera-se isso insuficiente para respaldar uma mudança drástica em políticas públicas com potenciais reflexos diretos na segurança da população.

Ministra esclarece: não há decisão tomada

Durante a reunião, segundo a nota da ABRAUTO, a ministra Gleisi Hoffmann esclareceu que a proposta não partiu da Presidência da República. Ela veio de estudo em andamento no Ministério dos Transportes. Gleisi também teria reafirmado o compromisso do governo federal com um debate amplo, técnico e responsável.

“A proposta não será levada adiante sem um diálogo prévio com o setor e com os demais ministérios”, teria garantido a ministra.

A entidade classificou o encontro como produtivo e estratégico. Com apoio da base parlamentar, a ABRAUTO agora mobiliza esforços para a Comissão Geral “+ Educação = – Sinistros”, marcada para o dia 3 de setembro na Câmara dos Deputados. Assim como, para o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Educação para o Trânsito e da Formação de Condutores. A Frente já conta com mais de 220 deputados apoiadores.

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Cada vida importa

dom, 10/08/2025 - 18:00
Warley Anchieta Nogueira diz que é urgente promover mais segurança viária na BR-364. Foto: Divulgação

Warley Anchieta Nogueira*

Dias atrás, assistindo a um telejornal local, ouvi uma pergunta simples, mas poderosa: “Na sua opinião, o que é possível fazer para reduzir os acidentes de trânsito?”

Essa reflexão veio em um momento simbólico. Estamos prestes a iniciar oficialmente a operação da BR-364 – um compromisso que assumimos com seriedade e responsabilidade. Em breve, a Nova 364 estará à frente dos 686,7 km que ligam 11 cidades, de Porto Velho a Vilhena.

Só nos primeiros seis meses deste ano, a PRF registrou 484 acidentes nesse trecho. Foram 30 vidas perdidas, 137 pessoas gravemente feridas e centenas de outras afetadas. A maior parte desses acidentes está relacionada a falhas humanas – como colisões, saídas de pista, capotamentos e tombamentos.

Nosso objetivo ao assumir essa rodovia é claro: salvar vidas e transformar essa realidade.

Desde já, mesmo antes do início oficial da concessão, já estamos atuando com serviços emergenciais por meio do termo de compromisso.

Um exemplo disso são as readequações de pista que estamos realizando em pontos críticos, identificados pela nossa engenharia. São medidas que já começam a tornar a BR-364 mais segura.

Outra melhoria visível em curto prazo será na sinalização. Uma rodovia bem sinalizada orienta o motorista, reduz riscos e previne acidentes, especialmente nos trechos de ultrapassagem proibida e travessias.

Em breve, somaremos a isso uma estrutura completa de atendimento ao usuário, com bases operacionais, equipes de resgate médico, guinchos, caminhões-pipa e patrulhamento 24h. Tudo isso integrado ao monitoramento inteligente de toda a rodovia com câmeras e tecnologia de ponta – sempre em parceria com a Polícia Rodoviária Federal.

A Nova 364 chega para cuidar. Para proteger. Para mudar a história de uma rodovia que há tempos clama por atenção.

Sabemos que não se muda uma realidade da noite para o dia. Mas o nosso compromisso é com cada quilômetro, cada curva, cada vida. Vamos trabalhar com inteligência, presença ativa e integração para que você – usuário da BR-364 – tenha segurança, conforto, fluidez e orientação ao viajar!

Porque, para nós, cada vida importa.

*Warley Anchieta Nogueira é Gerente de Conserva – Nova 364

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NTC&Logística firma parceria com a Domani Global para impulsionar práticas ESG nas empresas de transporte

dom, 10/08/2025 - 18:00
Além da conformidade legal, os benefícios da adoção de práticas ESG são diversos. Foto: jonson para Depositphotos

Em um cenário de crescente exigência regulatória e responsabilidade ambiental, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) anunciou uma parceria estratégica com a Domani Global, empresa especializada em soluções ESG e gestão de emissões. O objetivo é claro: apoiar as empresas associadas no cumprimento da nova Lei nº 14.948/2024 — que institui o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões — e fomentar a transição sustentável no Transporte Rodoviário de Cargas, um dos setores mais relevantes da economia e também um dos mais intensivos em carbono.

ESG

De acordo com pesquisa da PwC Brasil publicada em 2024, 62% das grandes empresas brasileiras já adotam estratégias ESG estruturadas, e as pequenas e médias buscam cada vez mais ferramentas para entrar nesse processo. A parceria oferece acesso facilitado e com condições financeiras exclusivas a um pacote completo de serviços da Domani Global, que inclui a plataforma Domani SaaS – Sustainability as a Service –, inventários de emissões de GHG (escopos 1, 2 e 3), diagnósticos ESG, treinamentos, planos de descarbonização e certificações como o Selo Carbono Neutro, para empresas que compensam suas emissões.

Fabiano Sant’Ana, CEO da Domani Global, afirma que a parceria representa uma oportunidade de transformação para o setor.

“Essa colaboração com a NTC&Logística é um passo fundamental para a democratização do ESG no Transporte. Nosso objetivo é mostrar que a sustentabilidade pode — e deve — ser acessível, simples e estratégica para empresas de todos os portes. Com a plataforma Domani SaaS, até mesmo microempresas conseguem colocar ações em prática, reduzir custos e se preparar para as novas exigências regulatórias do setor”.

A vice-presidente extraordinária para a pauta ESG da NTC&Logística, Joyce Bessa, reforça que o momento exige ação coordenada. “Estamos diante de uma mudança de paradigma. A parceria oferece aos nossos associados não apenas soluções técnicas, mas também segurança jurídica, apoio personalizado e um caminho claro para atender às exigências ambientais, sociais e de governança. Esse movimento também posiciona o setor como referência em responsabilidade socioambiental”.

Além da conformidade legal, os benefícios da adoção de práticas ESG são diversos.

Conforme estudos da McKinsey&Company e da Fundação Dom Cabral empresas com estratégias ESG bem estruturadas têm maior resiliência financeira. Além disso, redução de custos operacionais e melhoria na reputação corporativa. No setor de Transportes, isso se traduz em ganhos como menor consumo de combustível, menor desgaste da frota e maior competitividade nos contratos com grandes embarcadores, que já exigem compromissos sustentáveis de seus parceiros logísticos.

O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou o papel institucional da entidade na liderança desse movimento.

“Nosso compromisso é estar ao lado dos nossos associados nas transformações mais desafiadoras do setor. Essa parceria com a Domani Global oferece ferramentas práticas e acessíveis, garantindo que pequenas, médias e grandes empresas possam dar passos concretos rumo à sustentabilidade, com o respaldo técnico e político da NTC&Logística”.

A estrutura dos serviços oferecidos considera o porte das empresas, garantindo pacotes customizados e com suporte técnico especializado. A plataforma Domani SaaS, por exemplo, foi desenhada para ser fácil de usar, rápida de implementar e financeiramente viável. Dessa forma, permitindo que, em poucas horas mensais, uma empresa consiga gerar relatórios e inventários com validade legal e aderência aos padrões nacionais e internacionais.

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Do consumo à estabilidade: como os pneus impactam na condução do veículo

dom, 10/08/2025 - 13:30
Com cuidados regulares os pneus tendem a durar mais. Foto: Divulgação.

Os pneus são o único ponto de contato entre o veículo e o solo — uma conexão aparentemente simples, mas que tem papel decisivo na segurança e no desempenho de qualquer automóvel. Manter os pneus em bom estado é uma medida fundamental não apenas para evitar acidentes, mas também para economizar combustível, reduzir o desgaste de componentes e proporcionar uma condução mais confortável.

A importância desse tema vem sendo reforçada por fabricantes e especialistas do setor. A Bridgestone, uma das maiores fabricantes de pneus do mundo, tem investido em ações de conscientização sobre manutenção preventiva e educação do condutor.

“Na Bridgestone, acreditamos que a segurança começa com o conhecimento. Entender os elementos básicos de um pneu — como o índice de carga, a velocidade máxima, a pressão ideal e o momento correto de substituição — pode fazer toda a diferença na hora de prevenir incidentes”, afirma Roberto Ayala, gerente de Engenharia de Vendas da empresa.

Por que a atenção aos pneus deve ser rotina

Especialistas destacam que o cuidado com os pneus vai muito além da aparência. Quando negligenciados, eles se tornam fatores de risco nas vias, principalmente em situações adversas como chuva, frenagens bruscas ou curvas acentuadas. A seguir, os principais benefícios da manutenção correta:

Segurança em primeiro lugar

Pneus desgastados ou com pressão inadequada perdem eficiência na aderência ao solo, aumentando o risco de derrapagens e aquaplanagens. A falta de manutenção também pode provocar estouros ou falhas na frenagem, especialmente em altas velocidades.

Economia no combustível

Rodar com pneus calibrados de forma incorreta aumenta a resistência ao rolamento, o que leva a um maior consumo de combustível. A pressão ideal contribui para o melhor rendimento do motor e reduz o impacto ambiental.

Mais conforto e estabilidade

Pneus em bom estado garantem menor nível de vibração e melhor resposta em manobras. Isso proporciona uma experiência de condução mais suave, com maior controle do veículo.

Maior vida útil e previsibilidade

A adoção de práticas como o rodízio a cada 10 mil quilômetros (ou seis meses), a calibragem frequente e inspeções visuais regulares pode aumentar significativamente a durabilidade dos pneus. Isso reduz custos a longo prazo e evita trocas inesperadas.

Dicas práticas para motoristas
  • Verifique a pressão ao menos uma vez por semana, preferencialmente com os pneus frios.
  • Fique atento aos sulcos: a profundidade mínima legal é de 1,6 mm, mas a recomendação é trocar antes disso.
  • Evite sobrecarga: respeitar o índice de carga indicado evita danos estruturais ao pneu.
  • Consulte o manual do veículo: ele informa as medidas e especificações ideais para os pneus.
  • Em caso de dúvida, procure um profissional qualificado.
Pneus certos para o veículo certo

Um aspecto que muitas vezes passa despercebido é a escolha dos pneus adequados para cada tipo de veículo e uso. Utilizar produtos incompatíveis com o modelo do carro ou com a carga transportada pode comprometer o desempenho e a segurança.

Por isso, a Bridgestone orienta que motoristas consultem o manual do fabricante ou procurem uma loja especializada antes de adquirir ou trocar pneus. A empresa disponibiliza em sua rede técnica profissionais treinados para orientar os consumidores de forma adequada, garantindo que o produto esteja alinhado às necessidades do condutor e do veículo.

Com o aumento das frotas de veículos nas cidades e nas estradas, cuidar dos pneus é mais do que uma escolha responsável — é uma atitude essencial para preservar vidas, economizar recursos e contribuir para um trânsito mais seguro.

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Mortes de crianças no Rio podem estar ligadas à poluição, diz estudo

dom, 10/08/2025 - 08:15
As análises foram feitas entre abril e novembro de 2023, período de pouca chuva, o que deixa pior as condições de qualidade do ar. Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Veiga de Almeida aponta que a morte de crianças de até cinco anos pode estar relacionada à poluição do ar na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Os pesquisadores registraram concentrações acima do limite do nível de material particulado fino no ar, substância que causa doenças respiratórias e cardiovasculares nos bairros de Santa Cruz, Paciência e Bangu. Juntos, os três bairros, reúnem índices muito altos de poluição, por causa da topografia, do parque industrial, das queimadas e das emissões de gases veiculares e também das indústrias.

As análises ocorreram entre abril e novembro de 2023, período de pouca chuva, o que deixa pior as condições de qualidade do ar. Em mais de 50% dos dias avaliados, as concentrações do material fino particulado no ar superaram o valor máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde para garantir uma boa condição do ar.

Veja também Sinalização Placa de trânsito com círculo vermelho e branco: o que ela realmente significa e por que não está nas ruas do Brasil Transporte de Carga Curso de Transporte de Produtos Perigosos: capacitação essencial para a segurança e oportunidades no mercado de trabalho Mobilidade e Tecnologia Transição para veículos elétricos: ameaça ao meio ambiente ou oportunidade para o Brasil? O estudo cruzou esses dados com informações do SUS e da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Entre as crianças de 1 a 5 anos, a taxa de mortalidade no período foi de 14,9 por mil nascidos vivos. Sendo 28,2% e 5,3% das mortes causadas, respectivamente, por doenças respiratórias e doenças cardiovasculares.

Em nota, a secretaria de Meio Ambiente do município do Rio informou que a qualidade do ar na cidade tem sido uma preocupação permanente dos gestores municipais. 

As informações são da Agência Brasil

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Pesquisa aponta que sete em cada dez pessoas sentem mais segurança quando se deslocam de automóvel

sab, 09/08/2025 - 18:00
Em relação aos tipos de transporte usados com maior frequência, o automóvel foi o meio mais citado, conforme apontado por 49% dos participantes. Foto: fujji para Depositphotos

O carro é o meio de transporte que 73% dos respondentes se sentem mais seguros para os deslocamentos. É o que mostra a Pesquisa Tendências do Consumidor – Mobilidade Urbana, elaborada pelo Data OLX Autos, fonte de inteligência automotiva do Grupo OLX. O estudo avalia o comportamento e as preferências do público relacionado à mobilidade nos centros urbanos.

A pesquisa mostra que além do carro, aplicativos de mobilidade e uso de táxi são modais que proporcionam segurança para 65% e 56% do público entrevistado, respectivamente. A sensação de segurança declarada para deslocamento a pé foi o quarto mais apontado, com 51%.

Do total de entrevistados, 72% são donos de algum tipo de veículo. Desses, 93% têm carro, 33% moto, 15% picape ou caminhonete, 5% caminhão, e 16% outro automóvel.

“Como uma das principais plataformas de compra e venda online de veículos do país, a OLX também atua como fornecedora de dados e inteligência para o mercado automotivo, ajudando a identificar comportamentos do consumidor e antecipar tendências que impactam a mobilidade urbana. Neste estudo, observamos que o tráfego é a questão que mais incomoda os participantes nos deslocamentos diários, conforme indicado por 75%. Em segundo lugar, os respondentes (55%) citam os custos elevados com o combustível, pedágio, estacionamento, etc. como um obstáculo para quem se locomove pelas cidades”, afirma Flávio Passos, VP de Autos do Grupo OLX.

Frequência de uso dos meios de locomoção

Em relação aos tipos de transporte usados com maior frequência, o automóvel foi o meio mais citado, conforme apontado por 49% dos participantes. O deslocamento a pé foi o segundo mais lembrado, com 23% e a motocicleta o terceiro, com 16%.

No recorte de entrevistados que pretendem comprar automóvel, o uso frequente desse tipo de transporte sobe para 54%. Já entre os respondentes que não têm intenção de adquirir um modelo, ainda sim, utilizam o meio com frequência para se deslocar, o que foi indicado por 44%.

Meios de usos e finalidades

De acordo com a pesquisa do Data OLX Autos, o uso do automóvel ocorre especialmente para visitar a residência de amigos e familiares na cidade, apontado por 71% das respostas, além de hospitais e clínicas de saúde/ locais de lazer e esporte (69% cada), supermercados e padarias (63%), bares e restaurantes (60%), parques e praças/ igrejas e templos (55%, cada), para o local de trabalho (53%), bancos e lotéricas (50%), escolas e universidades (42%) e academia (37%).

deslocamento a pé é o segundo meio mais utilizado, citado pelos usuários principalmente para ir à farmácia (49%), aos parques e praças/supermercados e padarias (42%, cada), à academia (36%), para igrejas e templos (28%) e para a casa de amigos e familiares na cidade (27%).

transporte por aplicativo foi apontado principalmente para ir a bares e restaurantes (27%), aos hospitais e clínicas de saúde/locais de lazer e esporte (24%, cada).

Já a citação do uso da motocicleta ocorreu especialmente como meio de locomoção para o trabalho (20%) e para escolas e universidades (13%).

Condições de mobilidade

A pesquisa também trouxe percepções dos entrevistados sobre as condições de mobilidade urbana nas cidades em que residem. As classificações mais positivas foram em relação à fluidez/fluxo de trânsito, apontada como “ótima” ou “boa” por 21%.

As condições de ciclovia/ciclofaixa/acostamento para ciclista receberam as piores avaliações, sendo sinalizadas como “ruim” ou “péssima” por 58%.

Na avaliação sobre os meios de transporte, destaque para a oferta de automóveis por aplicativos, indicados como “ótimo” ou “bom” por 52% dos respondentes. Já a oferta de meios individuais de locomoção, como bicicletas e patinetes, foram os mais criticados, sendo apontados como “regular” e “ruim” por 61%.

Bikes

Sobre o uso de bicicletas, dentre os 31% que fazem uso dela na rotina, 92% utilizam somente equipamento próprio, enquanto 4% usam uma alugada, mesmo percentual dos que utilizam tanto a própria quanto alugada. Somente 4% das bikes são elétricas.

Carona

Quando se observa o comportamento em relação ao uso de carona, 74% afirmam que não têm o hábito de fazê-lo em seus deslocamentos. Já 22% costumam pegar carona com conhecidos, amigos ou familiares e 8% utilizam aplicativos de carona.

Recarga de automóvel elétrico

Com os veículos elétricos cada vez mais presentes no mercado brasileiro, a pesquisa do Data OLX Autos pediu a avaliação dos respondentes que possuem automóveis eletrificados ou híbridos sobre o local de recarga. Sete em cada dez participantes recarregam em casa ou no condomínio que residem, enquanto 24% o fazem em shoppings ou centros comerciais.

No caso das viagens mais longas, 53% planejam antecipadamente as paradas em pontos de recarga; 42% procuram por locais durante o trajeto, e 26% levam consigo carregador portátil.

Intenção de compra de veículo

Segundo a pesquisa, 53% dos respondentes pretendem comprar um automóvel nos próximos seis meses. Em relação ao tipo de automóvel, 42% deseja um modelo usado (acima dos 3 anos), 24% um seminovo (até 3 anos), e 9% zero quilômetro. Já 26% ainda não decidiram pelo tipo.

Dentre os que pretendem comprar carro, 43% indicaram que apenas uma pessoa dirigirá o veículo; 47% duas, 6% três e 5% quatro ou mais dirigirão.

Dentre os que não pretendem adquirir um automóvel nos próximos meses, 44% apontaram como principal motivo o fato de já terem um carro atualmente.

Veja também Mobilidade Urbana Modelo de financiamento do transporte está obsoleto, dizem gestores Notícias Remédios que podem ser tão perigosos quanto álcool ao volante: veja a lista Fiscalização e Legislação Lei da Cadeirinha não mudou em 2025 – regras já estão em vigor desde 2021 Percepção de valores

A percepção sobre preços nos últimos 12 meses pelos respondentes é de que todos os atributos pesquisados tiveram aumento, em especial o valor dos automóveis novos, apontado por 91%, do combustível, citado por 90%, e do seguro do carro, sinalizado por 88%.

Em relação à percepção para os próximos 12 meses, o percentual de respondentes que acredita no aumento do preço do combustível e dos automóveis novos é de 88%, cada. A expectativa mais otimista é sobre a diminuição do preço dos seminovos ou usados, com 10%.

Para 16%, o valor do IPVA permanecerá estável.

Veículos autônomos

Sobre os veículos autônomos, 73% dos respondentes afirmam que já conhecem ou ouviram falar dos modelos.

Para 87%, esse tipo de tecnologia necessita de infraestrutura nas cidades. Para 78%, faltam testes para a sua validação, mas 75% a enxergam como inovadora.

Metodologia

A pesquisa quantitativa online foi feita pelo Data OLX Autos por meio da aplicação de questionário online entre os dias 28 de abril e 22 de maio. Foram 1.210 pessoas entrevistadas: 85% homens e 15% mulheres. A maioria é casada (65%), tem filhos (72%) e trabalha presencialmente todos os dias (49%).

Em relação às faixas de idade, 56% da Geração X, 27% da Geração Y, 9% da Geração Z e 8% Baby Boomers.

No que tange à classe social: 46% pertencem à classe B, 33% da Classe C, 11% da Classe A e 9% das classes D/E.

Dos consumidores entrevistados, 45% são do Sudeste, 24% do Nordeste, 13% do Centro-Oeste, 12% moram no Sul e 5% no Norte.

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Capacitação de motoristas no transporte rodoviário é crucial para a segurança nas estradas, diz especialista

sab, 09/08/2025 - 13:30
É importante que as empresas invistam na direção defensiva e em cursos de primeiros socorros. Foto: Liufuyu para Depositphotos

A segurança nas estradas está diretamente ligada à qualidade da orientação e preparo dos motoristas. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, cerca de 90% dos sinistros de trânsito estão relacionados a falhas humanas. Esse número reforça a importância de treinamentos efetivos, que geram consciência para aqueles que estão na estrada e, consequentemente, reduzem o risco de acidentes. A implementação e investimento em programas de qualificação melhora significativamente a conscientização dos caminhoneiros, prevenindo problemas que podem resultar em perdas de carga, danos aos veículos ou até mesmo fatalidades.

Além dessas ações, André Pimenta, CEO da transportadora digital Motz, que conecta cargas e destinos facilitando a jornada da cadeia logística, ainda reforça que o conhecimento sobre leis de trânsito, legislação e conformidade são cruciais nesse momento, além do apoio da tecnologia e das inovações.

“Condutores bem treinados podem operar seus veículos com mais eficiência, reduzindo impactos como perdas de carga e economizando combustível. Entretanto, para que isso dê certo, os programas devem ser acessíveis, efetivos e de fácil compreensão. Se bem implementados, podem trazer resultados significativos para as companhias e consequentemente para o setor. Para isso, a tecnologia pode ser uma grande aliada trazendo facilidade, otimização e personalização dos treinamentos”, completa.

Veja também Carteira de Habilitação (CNH) Como escolher um curso de trânsito EAD aprovado pela Senatran: o que o Detran exige? Transporte Coletivo Curso de Transporte Coletivo de Passageiros: capacitação EAD para dirigir com segurança e responsabilidade Transporte de Carga Curso de Transporte de Produtos Perigosos: capacitação essencial para a segurança e oportunidades no mercado de trabalho Prevenção e educação

Ainda nessa linha, é importante que as empresas invistam na direção defensiva e em cursos de primeiros socorros. Dessa forma, ensinando motoristas a evitar perigos, além de lidar com situações adversas. Além desses insights, para empresas que trabalham no ramo de transportes, a manutenção preventiva também é fundamental para reduzir a incidência de custos com reparos não planejados e garantir o bom funcionamento dos automóveis. Segundo dados do Grupo de Manutenção Automotiva (GMA), ela pode ser até 30% mais barata do que a corretiva.

“Em um cenário de estradas cada vez mais desafiadoras, investir na capacitação dos motoristas não é apenas uma necessidade, mas uma responsabilidade. A formação contínua é a chave para transformar falhas humanas em ações mais certeiras e inteligentes, garantindo um transporte eficiente e livre de acidentes”, finaliza Pimenta.

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Deputado propõe flexibilizar descanso obrigatório de motoristas profissionais

sab, 09/08/2025 - 08:15
A proposta gera polêmica, pois flexibilizar o descanso pode representar um risco à segurança viária. Foto: Wolfness72 para Depositphotos

O Projeto de Lei nº 2649/2025, de autoria do deputado Vermelho (PP-PR), propõe alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para permitir a redução ou majoração do tempo de descanso dos motoristas profissionais em até três horas, considerando as condições de trafegabilidade e a oferta de infraestrutura adequada em pontos de parada, espera e descanso.

Atualmente, a legislação vigente prevê períodos mínimos fixos de descanso para motoristas profissionais, buscando garantir a segurança viária e a saúde dos trabalhadores do volante. A proposta propõe maior flexibilidade, justificando a medida em razão da realidade das rodovias brasileiras, que sofrem com variações no trânsito e carência de locais adequados para descanso.

O que muda com o projeto?

O PL acrescenta ao artigo 67-C do CTB os parágrafos que permitem ajustar o tempo de descanso — podendo aumentar ou diminuir até três horas — conforme fatores como fluxo de veículos, condições da estrada e disponibilidade de áreas para descanso.

Além disso, o projeto prevê que essa flexibilização não acarretará penalidades ao motorista profissional por eventual descumprimento dos limites atuais previstos na Lei dos Motoristas Profissionais, afastando multas e sanções quando a redução ou majoração for justificada pelas condições reais da viagem.

Ainda conforme o PL, para auxiliar os motoristas, o Governo Federal deverá disponibilizar um sistema de roteirização que informe o tempo estimado de trajeto e a infraestrutura disponível para descanso ao longo do percurso.

Contexto e justificativa

A proposta surge após decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que declararam inconstitucionais alguns pontos importantes da Lei nº 13.103/2015 — a chamada Lei dos Caminhoneiros —, como o tempo de espera, o fracionamento do descanso semanal remunerado e o repouso com o veículo em movimento.

Segundo o autor, tais decisões não refletem a realidade enfrentada por motoristas profissionais, que lidam diariamente com dificuldades nas estradas brasileiras, como trânsito intenso, falta de locais seguros e adequados para descanso, e condições variadas que podem influenciar diretamente na segurança da operação.

O projeto destaca ainda que a Constituição Federal assegura a liberdade profissional, mas que deve-se adaptar a legislação para garantir segurança jurídica e equilíbrio nas relações de trabalho, comerciais e operacionais do setor de transportes.

Repercussão e debates

A proposta gera polêmica, pois flexibilizar o descanso pode representar um risco à segurança viária.

Debates nas comissões da Câmara devem aprofundar esses aspectos, buscando um consenso que assegure a saúde dos trabalhadores e a proteção da sociedade no trânsito.

Próximos passos

O PL 2649/2025 está em tramitação na Câmara dos Deputados e passará pelas comissões responsáveis antes da votação em plenário.

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Tembici e iFood lançam operação com bicicletas elétricas para entregadores em Curitiba

sex, 08/08/2025 - 18:00
Bike Pra Você é uma modalidade voltada exclusivamente aos cicloentregadores, profissionais que trabalham com entregas e utilizam as bicicletas para essa finalidade. Foto: Divulgação

A Tembici, líder em tecnologia para micromobilidade na América Latina, e o iFood, empresa brasileira de tecnologia, anunciam o lançamento do Bike Pra Você em Curitiba. Esta é uma nova modalidade voltada exclusivamente aos cicloentregadores, profissionais que trabalham com entregas e utilizam as bicicletas para essa finalidade. A operação chega acompanhada de um reforço na frota local com 150 novas bicicletas elétricas. Dessa forma, ampliando a infraestrutura do programa iFood Pedal e oferecendo um plano semanal que permite o uso das e-bikes por até sete dias consecutivos, sem necessidade de devolução diária.

O novo modelo de assinatura tem como objetivo atender às demandas da rotina intensa de quem trabalha com entregas, oferecendo mais autonomia, praticidade e eficiência.

“Sabemos que o dia a dia dos entregadores é dinâmico e desafiador. Com esse formato, queremos proporcionar mais conveniência e otimização do tempo de trabalho, melhorando a experiência tanto para quem entrega quanto para quem recebe”, afirma Thiago Boufelli, diretor de operações (CBO) da Tembici. 

Passo a passo

Para aderir ao plano, o entregador deve acessar o aplicativo do iFood. Depois, selecionar a opção de assinatura semanal, realizar o cadastro e agendar a retirada da bicicleta elétrica disponível. O processo requer documentos básicos de identificação, como CPF, RG e comprovante de residência em nome do profissional. A assinatura custa R$ 95,00 por semana, o equivalente a menos de R$ 14,00 por dia. O pagamento é feito presencialmente no momento da retirada da bicicleta, por meio de cartão de crédito. A retirada acontece no posto de distribuição localizado na Rua Gen. Carneiro, em Curitiba.

Bike Pra Você já está em operação e em fase de expansão para outras capitais, como São Paulo, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Brasília. A estratégia de crescimento prevê a distribuição de mais de 1.200 novas bicicletas elétricas nessas cidades. Assim como Curitiba, Salvador também receberá o projeto e o lançamento da assinatura semanal.

“O lançamento do Bike Pra Você integra um conjunto de iniciativas contínuas que promovemos com o objetivo de valorizar o entregador. Faz parte do nosso compromisso em oferecer oportunidades reais de desenvolvimento para esses profissionais. O acesso facilitado às bicicletas elétricas representa um avanço importante. Isso porque ela proporciona uma opção de entrega mais eficiente e alinhada à rotina de quem está nas ruas”, destaca Pedro Somma, diretor de Crescimento de Impacto e Inovação do iFood.

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Pedestre: o usuário mais vulnerável e a prioridade máxima no trânsito

sex, 08/08/2025 - 12:00
Segundo o DataSUS, 5.662 pedestres perderam a vida em 2023, o que equivale a 15,5 mortes por dia. Foto: Giuliano Gomes/Detran – PR

Entre todos os participantes do trânsito urbano, nenhum está tão exposto ao risco quanto o pedestre. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é claro: o respeito nas vias deve seguir a hierarquia dos mais frágeis, começando por quem está a pé, seguido por ciclistas, motociclistas, condutores de veículos de pequeno porte e assim por diante.

Nesta sexta-feira, 8 de agosto, é celebrado o Dia Nacional do Pedestre, data voltada à conscientização e à prevenção de atropelamentos, reforçando que a convivência segura nas ruas é responsabilidade de todos.

Direitos, deveres e a responsabilidade compartilhada

De acordo com o Grupo Técnico Interinstitucional do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito no Paraná (GT PNATRANS-PR), pedestres têm direitos essenciais garantidos por lei, como prioridade na travessia e espaço seguro para caminhar.

Nas vias com semáforo, motoristas devem esperar até que todos completem a travessia antes de seguir. Já nas estradas, a orientação é caminhar pelo acostamento, sempre em fila única e no sentido contrário ao fluxo de veículos.

“O Dia do Pedestre é um lembrete de que segurança no trânsito é uma responsabilidade compartilhada. A colaboração e o respeito entre todos os usuários são essenciais para salvar vidas”, reforça o secretário executivo do GT Pnatrans-PR e presidente do Detran-PR, Santin Roveda.

Mortes preocupam e exigem ações concretas

Os números nacionais revelam um cenário alarmante. Segundo o DataSUS, 5.662 pedestres perderam a vida em 2023, o que equivale a 15,5 mortes por dia. No Paraná, foram 485 vítimas fatais — cerca de 1,3 por dia — do total de 2.697 óbitos em sinistros de trânsito.

Entre os fatores que contribuem para essas tragédias estão o excesso de velocidade, a embriaguez ao volante e o desrespeito às leis de trânsito. Santin Roveda destaca que o Estado tem um plano ambicioso para mudar essa realidade:

“O nosso trabalho é incessante pela conscientização sobre condutas seguras, tanto que temos um plano inédito para reduzir mortes nas vias em 50%.”

Plano inédito aposta na “Visão Zero”

O Plano Estadual de Segurança no Trânsito – PETRANS-PR 2025-2030 inspira-se no conceito sueco de Visão Zero, que considera inaceitável qualquer morte no trânsito e prioriza a proteção dos mais vulneráveis.

“O sistema de mobilidade e o desenho viário devem induzir comportamentos seguros e reduzir a gravidade dos sinistros, caso ocorram, por meio de prevenção e infraestrutura adequada”, explica Marcel Cabral Costa, especialista em trânsito do Detran-PR e membro da equipe de elaboração do plano.

Desafios do desenvolvimento urbano

Segundo o Censo 2022 do IBGE, 88,95% da população do Paraná vive em áreas urbanas. Grandes cidades como Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel concentram trânsito intenso e altos índices de motorização.

Para Santin Roveda, o aumento da frota particular exige repensar a mobilidade:

“O crescimento urbano impulsiona o número de veículos e gera tráfego denso. É fundamental integrar a mobilidade ao planejamento urbano, priorizando a circulação segura dos pedestres.”

Experiências internacionais mostram caminhos possíveis. Cidades como Copenhague e Nova Iorque são referências em políticas que priorizam pedestres e ciclistas, criando espaços públicos seguros e agradáveis.

No Brasil, a iniciativa Cidades Verdes Resilientes apoia municípios na adoção de práticas urbanas sustentáveis. Curitiba, com seu transporte público eficiente e extensa rede de áreas verdes, é exemplo nacional de cidade caminhável.

“Investir em calçadas de qualidade, ampliar a malha cicloviária e criar espaços públicos atrativos são passos fundamentais para promover a caminhabilidade”, conclui Marcel.

Dicas de segurança

Para pedestres:

  • Atenção total: evite distrações como celular e fones de ouvido ao atravessar.
  • Use a faixa: sempre que possível; quando não houver, atravesse em linha reta e no menor percurso.
  • Seja visto: faça contato visual com motoristas e use roupas claras à noite.
  • Na calçada: caminhe sempre nela; se precisar usar a pista, mantenha-se na borda, em fila única e de frente para o tráfego.

Para motoristas:

  • Dê preferência: reduza a velocidade ao se aproximar de faixas e interseções.
  • Respeite os limites: a velocidade nas vias urbanas é pensada para proteger o pedestre.
  • Sem distrações: foco total na direção.
  • Obedeça à sinalização: semáforos e placas são para todos, motoristas e pedestres.

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Sem DPVAT, SUS arca sozinho com alta dos sinistros de trânsito: gasto chegou a R$ 449 milhões

sex, 08/08/2025 - 08:15
O desafio de equilibrar o atendimento na saúde pública se soma à urgência de repensar a segurança viária como prioridade nacional. Foto: sudok1 para Depositphotos

O Sistema Único de Saúde (SUS) desembolsou R$ 449,8 milhões em 2024 apenas com internações hospitalares de vítimas de sinistros de trânsito no Brasil. O dado alarmante faz parte de um levantamento inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em informações do Datasus, e revela não apenas a dimensão do problema, mas também um cenário de agravamento nas contas públicas da saúde.

O valor, além de expressivo, ajuda a dimensionar o custo humano e econômico da insegurança viária: com esses recursos, seria possível adquirir cerca de 1.320 ambulâncias do SAMU, o suficiente para ampliar a cobertura do serviço de urgência a mais de 22 milhões de brasileiros — quase quatro vezes mais do que o previsto com as 350 unidades prometidas pelo Novo PAC Saúde.

Desde 1998, os gastos com internações decorrentes de sinistros no trânsito mantêm uma curva ascendente. Naquele ano, o SUS havia investido R$ 301,7 milhões (valores atualizados) com esses atendimentos. Em 2024, o gasto já é quase 50% maior, refletindo não apenas o aumento da frota e da exposição ao risco, mas também a ausência de avanços significativos na prevenção de acidentes graves.

Fim do DPVAT agravou rombo no financiamento da saúde

Além da escalada nos custos, o SUS passou a enfrentar, desde 2021, um rombo anual de aproximadamente R$ 580 milhões, com a extinção dos repasses do seguro DPVAT, que era cobrado junto ao licenciamento dos veículos e destinava 45% de sua arrecadação ao custeio de atendimentos médico-hospitalares de vítimas do trânsito.

A suspensão do DPVAT ocorreu em 2021 com autorização do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), sob a justificativa de coibir fraudes e reduzir os custos de supervisão e regulação. Na prática, porém, a ausência de um mecanismo substituto fez com que o SUS arcasse sozinho com a crescente demanda por atendimentos, internações e reabilitação das vítimas.

Em 2024, o governo federal chegou a aprovar a criação do SPVAT (Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito), com estrutura semelhante à do DPVAT. No entanto, a proposta foi revogada antes mesmo de entrar em vigor, após forte pressão de governadores e parlamentares, contrários à imposição de um novo encargo obrigatório para os motoristas.

Sinistros de trânsito consomem até 3% do PIB na América Latina

A falta de financiamento exclusivo para o atendimento às vítimas de trânsito contrasta com a dimensão dos prejuízos econômicos gerados pelos sinistros. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), os acidentes viários consomem entre 1% e 3% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países da América Latina. No caso do Brasil, isso representa uma cifra entre R$ 117 bilhões e R$ 351 bilhões por ano, considerando o PIB estimado em R$ 11,7 trilhões em 2024.

O impacto se reflete não apenas no sistema de saúde, mas também na previdência social, nos seguros privados e na perda de produtividade, especialmente entre jovens adultos — as principais vítimas fatais no trânsito brasileiro.

Especialistas defendem retomada de fontes de custeio e políticas de prevenção

Para especialistas em segurança viária e saúde pública, os dados reforçam a necessidade urgente de retomar o financiamento específico para o atendimento das vítimas do trânsito, ao mesmo tempo em que se investe em ações de prevenção, fiscalização e educação.

“A conta está ficando mais alta e, infelizmente, mais invisível. Quando o DPVAT foi suspenso, houve alívio para o bolso de alguns, mas um prejuízo enorme para o SUS e, sobretudo, para as vítimas, que ficaram desassistidas em muitos casos”, avalia o especialista em trânsito Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito.

“O custo de um sinistro não é só financeiro. É humano, social, psicológico. O que está faltando é visão sistêmica e responsabilidade política com esse tema.”

Mariano também ressalta que não se resolverá o problema apenas com ambulâncias ou leitos hospitalares. “É preciso reduzir os sinistros, e isso só se faz com engenharia, fiscalização e educação de trânsito efetivas, bem como com revisão de políticas públicas de mobilidade”.

Com o Brasil mantendo taxas elevadas de mortalidade no trânsito e sem um seguro obrigatório em vigor que dê suporte direto às vítimas, o desafio de equilibrar o atendimento na saúde pública se soma à urgência de repensar a segurança viária como prioridade nacional.

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PL propõe reserva de vagas em estacionamentos para gestantes e responsáveis por crianças de colo

qui, 07/08/2025 - 13:30
PL determina a reserva de vagas em estacionamentos para as gestantes e para as pessoas com crianças de até dois anos de idade. Foto: fbmadeira para Depositphotos

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados deu mais um passo rumo à ampliação dos direitos de mobilidade para grupos com necessidades específicas. Em sessão realizada no dia 2 de julho, os parlamentares aprovaram um projeto de lei que determina a reserva de vagas em estacionamentos para gestantes e para pessoas que estejam acompanhadas de crianças de até dois anos de idade.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pela relatora da matéria, deputada Lêda Borges (PSDB-GO), ao Projeto de Lei 8650/2017, de autoria da ex-deputada Mariana Carvalho (RO), que tramitava em conjunto com outras quatro propostas semelhantes. A relatora reuniu os principais pontos de todos os textos em um novo parecer, que atualiza o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e a Lei da Acessibilidade.

Segundo a deputada Lêda Borges, a proposta visa promover maior equidade no uso do espaço urbano, facilitando o deslocamento de gestantes e responsáveis por crianças pequenas.

“A ideia é facilitar a vida das pessoas, em especial das mulheres, que enfrentam dificuldades nos deslocamentos diários, por meio da equiparação dos direitos assegurados a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida”, destacou a parlamentar.

Vagas em estacionamentos públicos e privados

De acordo com o substitutivo aprovado, as vagas reservadas devem estar próximas dos acessos de circulação de pedestres, nos moldes das já destinadas a idosos ou pessoas com deficiência. A novidade é que, nos grandes estacionamentos, o percentual mínimo de 2% do total de vagas deverá ser compartilhado entre gestantes, pessoas com crianças de colo, idosos e pessoas com deficiência. Já nos estacionamentos menores, será obrigatória a disponibilidade de ao menos uma vaga para cada grupo.

Caso o projeto se torne lei, essa mudança impactará diretamente a sinalização de trânsito e o uso dos espaços privados de uso coletivo, como shoppings, supermercados, hospitais e centros comerciais, exigindo adequações por parte dos estabelecimentos.

Trâmite legislativo

A proposta segue tramitando em caráter conclusivo, ou seja, pode ser aprovada nas comissões permanentes da Câmara dos Deputados sem a necessidade de passar por votação em plenário, salvo se houver recurso. Os próximos passos incluem análise pelas Comissões de Saúde e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Se aprovada por todas as comissões, a matéria segue para apreciação no Senado Federal, onde passará por nova rodada de discussões antes de ser sancionada e incorporada à legislação nacional.

Inclusão e mobilidade no centro do debate

Especialistas em trânsito e mobilidade urbana têm reforçado a importância de políticas públicas que garantam maior acessibilidade para todos os cidadãos, especialmente os que enfrentam dificuldades de locomoção temporárias ou circunstanciais, como gestantes e pais de bebês.

A proposta reforça o entendimento de que a acessibilidade não se limita à deficiência física permanente, mas inclui situações que demandam mais conforto e segurança no dia a dia urbano. Reservar vagas para esses grupos é, também, uma medida de respeito à dignidade humana e à inclusão social.

As informações são da Agência Câmara de Notícias

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Debate sobre fim das autoescolas ganha novo capítulo com reunião no Palácio do Planalto

qui, 07/08/2025 - 08:15
A ministra Gleisi Hoffmann recebeu representantes do setor de autoescolas. Foto: Divulgação Redes Sociais

Representantes das autoescolas de todo o Brasil foram recebidos nesta semana no Palácio do Planalto pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do governo na Câmara. O encontro teve como pauta central as recentes declarações do ministro dos Transportes, Renan Filho, que sugeriu acabar com a obrigatoriedade de formação em Centros de Formação de Condutores (CFCs) para obtenção da CNH.

Durante a reunião, os representantes da Associação Brasileira das Autoescolas (ABRAUTO), da FENEAUTO e do Instituto das Mulheres pelo Trânsito, acompanhados por lideranças estaduais, apresentaram um relatório detalhado que rebate ponto a ponto as falas do ministro, classificadas como sem embasamento técnico e com potencial devastador para a segurança viária.

“Tivemos a oportunidade de explicar tudo pessoalmente à ministra: os riscos da condução sem supervisão adequada, a falsa promessa de barateamento da CNH e o prejuízo já causado ao setor. Saímos com o compromisso de que nada será feito sem um amplo debate”, afirmou Olga Zanoni, representante da ABRAUTO, durante a live “O futuro das autoescolas”, promovida pela SOE – Gestão, Marketing e Vendas e transmitida pelo Portal do Trânsito.

Ministra ouviu com atenção e negou origem da proposta na Presidência

Conforme nota pública divulgada pela ABRAUTO, Gleisi Hoffmann afirmou com clareza que a proposta não partiu do presidente Lula e que não há qualquer medida concreta sendo implementada. Segundo ela, trata-se de uma ideia em discussão no âmbito do Ministério dos Transportes, que não avançará sem escuta dos envolvidos.

A ministra também reconheceu a importância da pauta e se comprometeu a criar um grupo de trabalho interministerial, com a presença de autoescolas, empresas de tecnologia, clínicas credenciadas, educadores e especialistas em trânsito.

“A formação de condutores não pode ser tratada de forma improvisada. É uma questão de vida ou morte”, afirmou Gleisi, conforme relataram os participantes.

O deputado Lindbergh Farias reforçou a orientação política: a mobilização do setor deve ocorrer também no Congresso Nacional, onde é possível estabelecer diálogo direto com os parlamentares para barrar qualquer tentativa de avanço da proposta.

Riscos do ensino informal e do EAD sem controle

A nota da ABRAUTO detalha ainda os perigos da flexibilização do processo de habilitação. Como, por exemplo, permitir que candidatos aprendam a dirigir em veículos particulares, sem identificação ou duplo comando, circulando em vias públicas. Isso, de acordo com a entidade, comprometeria drasticamente a segurança de todos os usuários das vias.

Além disso, a ABRAUTO criticou a adoção irrestrita do ensino EAD assíncrono, sem acompanhamento pedagógico qualificado. “O CFC é hoje o único ambiente em que o cidadão tem acesso estruturado à educação para o trânsito. Permitir que esse processo ocorra por conta própria ou com profissionais desqualificados seria um retrocesso sem precedentes”, destaca o documento.

Promessa de “CNH mais barata” é enganosa, diz entidade

Outro ponto fortemente criticado foi a afirmação do ministro de que a CNH poderia ficar até 80% mais barata sem a obrigatoriedade das autoescolas. Segundo a ABRAUTO, essa redução não é possível, pois as taxas cobradas pelos Detrans, exames médicos e demais encargos representam cerca de 50% do valor total, independentemente da existência dos CFCs.

A associação também lembra que, na ausência das autoescolas, seria necessário contratar instrutores particulares e utilizar veículos próprios. Ou seja, isso elevaria os custos em vez de reduzi-los. “O valor do carro, a manutenção, o combustível e a falta de escala encarecem a hora/aula. Não há mágica”, pontuou Olga Zanoni.

Veja também CFCs “A escola não é o problema, é parte da solução”, alerta especialista sobre proposta que torna autoescola opcional Primeira Habilitação Estudo do governo sobre autoescolas não é conclusivo e não justifica mudança na formação de condutores, apontam especialistas CFCs Entenda em 10 pontos a importância das autoescolas para a formação de condutores Declarações do ministro já causam prejuízos ao setor

A ABRAUTO alertou ainda para os impactos já sentidos em todo o país. Desde a fala de Renan Filho, houve queda expressiva na procura por aulas e pedidos de reembolso por parte de alunos, à espera de uma mudança que, na prática, ainda nem começou a ser debatida formalmente.

O setor reúne hoje cerca de 15 mil CFCs, com mais de 30 mil salas de aula, 90 mil veículos adaptados e cerca de 300 mil profissionais. Muitos desses empreendimentos enfrentam dificuldade para manter sua estrutura e pagar salários, impostos e contas básicas.

“Quem vai arcar com as consequências dessa desestruturação provocada por declarações irresponsáveis? Estamos diante de uma tragédia anunciada, e precisamos agir antes que os danos sejam irreversíveis”, alertou Olga.

Próximos passos: mobilização nacional e eventos no Congresso

A reunião com a ministra foi considerada um avanço político importante, mas o trabalho continua. A ABRAUTO convocou todos os profissionais do setor de formação de condutores, parlamentares e defensores da segurança viária a se mobilizarem nos próximos eventos:

Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Educação para o Trânsito e da Formação de Condutores
  • Data: 13 de agosto de 2025
  • Local: Plenário 13, anexo II – Câmara dos Deputados
  • Presidente: Dep. Zé Neto (PT-BA)
Comissão Geral dos CFCs – +Educação = -Sinistros
  • Data: 3 de setembro de 2025 – 10h
  • Local: Plenário Ulysses Guimarães – Câmara dos Deputados

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DetranRS abre inscrições para curso de atualização de agentes de trânsito

qua, 06/08/2025 - 18:00
Curso irá focar na sensibilização sobre papel educador do agente acerca dos procedimentos preventivos. Foto: Ascom DetranRS

O Curso de Atualização de Agente de Trânsito, oferecido pela Escola Pública de Trânsito do DetranRS, está com inscrições abertas entre 05 e 24 de agosto de 2025. Nesta edição, estão sendo ofertadas 90 vagas para livre concorrência entre agentes de trânsito que tenham realizado o Curso de Formação de Agentes de Trânsito há mais de três anos e mais 10 vagas destinadas a servidores da autarquia habilitados para a atividade. 

A formação é totalmente gratuita, online, com 40 horas/aula e certificação ao final. As inscrições podem ser feitas no site da Escola de Trânsito do DetranRS . As aulas acontecem entre os dias 12 de setembro a 12 de outubro de 2025. 

Foco na ação educativa

O programa do curso segue orientações do Senatran. Dentre os objetivos da atualização, estão a qualificação da ação educativa durante a fiscalização, aprimorando procedimentos operacionais, melhorando o desempenho profissional a partir do desenvolvimento de habilidades comportamentais adequadas, estimulando o aperfeiçoamento ético-profissional através da reflexão dos valores individuais, sociais e da instituição e oportunizando conhecimentos sobre a Legislação de Trânsito Brasileira. 

Importante destaque para a sensibilização sobre o papel educador do agente, que deve informar, orientar e educar as pessoas acerca dos procedimentos preventivos e seguros. A publicação do edital com todas as informações e conteúdo programático ocorreu no Diário Oficial do Estado (DOE).

As informações são da Ascom DetranRS

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Desrespeito às regras de ultrapassagem volta a crescer e preocupa autoridades

qua, 06/08/2025 - 13:30
A pressa e a imprudência continuam sendo inimigas da segurança no trânsito. Foto: alfribeiro para Depositphotos

Mesmo com a sinalização clara e as campanhas de conscientização, muitos condutores ainda insistem em desrespeitar uma das regras mais importantes do Código de Trânsito Brasileiro: a ultrapassagem segura. O resultado é preocupante. O Detran do Pará (Detran-PA) alerta para o aumento das infrações e o impacto direto desse comportamento no número de sinistros graves e fatais registrados em 2024.

De janeiro a julho deste ano, houve o registro de 7.971 autuações por ultrapassagens em faixa contínua pela contramão nas vias paraenses. Ou seja, um salto expressivo em relação às 6.138 registradas em 2023. A faixa amarela contínua no pavimento, frequentemente ignorada, não é um simples detalhe. Trata-se de uma sinalização de risco elevado, indicando trechos onde a visibilidade é insuficiente e a ultrapassagem pode ser fatal.

Outras infrações relacionadas também chamam a atenção. As ultrapassagens em pontes, locais onde o espaço é reduzido e a manobra se torna ainda mais arriscada, mais que dobraram. Elas passaram de 120 em 2023 para 260 neste ano. Já as ultrapassagens pelo acostamento, que é uma área destinada exclusivamente a situações de emergência, também aumentaram, subindo de 233 para 243 infrações no mesmo período.

Esses dados não estão isolados. O número de acidentes com colisões entre veículos também cresceu, passando de 21.333 em 2023 para 21.950 em 2024. Já as infrações por manobras perigosas saltaram de 2.316 para 3.012, o que representa um aumento de quase 30%. O cenário aponta para um problema persistente: muitos condutores continuam a adotar posturas perigosas que colocam em risco a própria vida e a de terceiros.

Penalidades

Conforme o Código de Trânsito Brasileiro, as penalidades para esse tipo de infração são severas — e com razão. Ultrapassagens indevidas são classificadas como infrações gravíssimas. Dependendo da situação, o condutor pode receber uma multa de até R$ 2.934,70. Além disso, sete pontos na CNH e o direito de dirigir suspenso. Os artigos 202 e 203 do CTB especificam as condutas proibidas, incluindo ultrapassagem pelo acostamento, em cruzamentos, pontes, túneis, faixas contínuas ou locais com visibilidade comprometida.

Para o diretor técnico operacional do Detran-PA, Bento Gouveia, a mudança desse cenário só será possível com o engajamento de todos os motoristas.

“A ultrapassagem irregular ou mal planejada dobra as chances de sinistro com vítima. A recomendação é que o condutor jamais ultrapasse em locais proibidos. E mesmo quando a manobra é permitida, especialmente em vias de mão dupla, é essencial avaliar se há tempo e espaço suficiente para completá-la com segurança”, orienta Gouveia.

O Detran/PA tem intensificado ações educativas e fiscalizatórias em todo o estado. No entanto, o órgão reforça que a segurança no trânsito depende, sobretudo, da responsabilidade de quem está ao volante. Evitar pressa, respeitar as sinalizações e agir com cautela são atitudes simples que fazem toda a diferença — e podem salvar vidas.

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“A escola não é o problema, é parte da solução”, alerta especialista sobre proposta que torna autoescola opcional

qua, 06/08/2025 - 08:15
Em um país que já convive com números alarmantes de mortes e sequelas no trânsito, qualquer mudança no processo de habilitação deve priorizar a formação de qualidade. Foto: Divulgação Detran/RJ

A proposta do governo federal de extinguir a obrigatoriedade do curso em autoescolas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) continua gerando forte reação entre especialistas e profissionais da área de trânsito. Em vídeo publicado nas redes sociais, a educadora Anna Maria Prediger, referência em educação para o trânsito no Brasil, criticou duramente a ideia. Ela a classificou como um retrocesso perigoso com alto custo social e humano.

Segundo ela, num país onde mais de 30 mil pessoas morrem por ano no trânsito, pensar em facilitar a obtenção da CNH sem garantir formação adequada é ignorar a gravidade da crise de segurança viária que o Brasil enfrenta.

“O número mais assustador não é o de mortos, é o de quem sobrevive com sequelas. Para cada vida perdida, pelo menos cinco pessoas ficam inválidas. São mais de 50 mil brasileiros por ano”, alertou Anna Maria.

Ela lembra que boa parte dessas vítimas são jovens, que mal iniciaram a vida adulta e já precisam se aposentar por invalidez após um sinistro de trânsito. “E agora o governo quer facilitar a habilitação, tornando a escola opcional?”, questiona.

A falsa economia que pode sair muito mais cara

A proposta em discussão sugere que os candidatos à primeira habilitação possam escolher não frequentar o curso teórico e prático em Centros de Formação de Condutores (CFCs). Assim, substituindo o aprendizado formal por meios alternativos, como aulas com parentes ou vídeos da internet. A justificativa principal seria reduzir os custos do processo para a população. Atualmente esse valor está em torno de R$ 3 mil por CNH, segundo estimativas do próprio governo.

Para a especialista, essa conta não fecha.

“O Brasil gasta mais de R$ 50 bilhões por ano com sinistros de trânsito. A proposta é economizar R$ 3 mil por CNH, mas a conta do caos no trânsito vai ser muito mais cara”, argumentou.

Formação responsável x improviso

Anna Maria também rebate a ideia de que a autoescola seria um entrave ou um obstáculo burocrático ao acesso à habilitação. Ao contrário: ela defende que as escolas de formação de condutores são parte essencial da solução. Isso porque oferecem conteúdo técnico, pedagógico e comportamental estruturado — algo que dificilmente pode ser reproduzido em ambientes informais.

“Acha que aprender com o tio ou no YouTube vai formar condutores melhores e mais conscientes?”, questionou, em tom crítico.

Ela reconhece que o processo de habilitação brasileiro precisa de melhorias, como revisão de taxas e maior transparência nos custos. No entanto, enfatiza que é preciso fazer isso com responsabilidade e foco na preservação da vida.

“Quer economizar? Reduzir taxas, isentar impostos, apoiar quem forma com responsabilidade. O processo precisa sim ser melhorado, mas não eliminado”, defende.

Quem pagará a conta do aumento da violência no trânsito?

A fala da especialista vai ao encontro de posicionamentos já manifestados por entidades como a Associação Nacional dos Detrans (AND), a Associação Brasileira das Autoescolas (ABRAUTO) e especialistas como Celso Mariano e Ygor Valença. Todos vêm alertando para os riscos de uma formação sem critérios, sem controle e sem base pedagógica.

“Quando o trânsito virar ainda mais um campo de guerra, quem é que vai pagar essa conta?”, conclui Anna Maria.

O recado é claro: em um país que já convive com números alarmantes de mortes e sequelas no trânsito, qualquer mudança no processo de habilitação deve priorizar a formação de qualidade. Além disso, o preparo técnico e a consciência cidadã dos futuros condutores. Tornar a autoescola opcional pode parecer uma solução de curto prazo. No entanto, tende a agravar um problema que já custa caro — em vidas, saúde pública e recursos.

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Ao vivo: especialistas debatem o futuro das autoescolas após declaração do ministro dos Transportes

ter, 05/08/2025 - 20:32

Já está no ar a transmissão ao vivo do debate “O fim das autoescolas? Entenda o que está por trás da fala do ministro Renan Filho e o que realmente está em jogo”, uma conversa essencial sobre o futuro da formação de condutores no Brasil, promovida pela SOE – Gestão, Marketing e Vendas.

A live conta com a participação especial do especialista em trânsito Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito, ao lado de Solange RibeiroCeciliane Rosa e Olga Zanoni – profissionais com larga experiência na educação para o trânsito e gestão de CFCs.

“A fala do ministro pode parecer apenas uma provocação, mas está ancorada em uma proposta que traz consequências muito sérias. A ideia de acabar com a obrigatoriedade do curso em autoescolas ameaça um dos pilares da segurança viária no Brasil”, afirma Celso Mariano.

A proposta do governo federal, por meio do Ministério dos Transportes, de tornar o curso de formação teórica e prática para obtenção da CNH algo facultativo, tem gerado reações contundentes de especialistas, educadores e entidades do setor. A preocupação gira em torno da possibilidade de que, sem a obrigatoriedade das aulas em autoescolas, aumente ainda mais o número de condutores mal preparados, em um país que já convive com índices alarmantes de sinistros de trânsito.

A transmissão busca justamente esclarecer os bastidores da proposta, explicar o que de fato está sendo cogitado e, principalmente, apontar os riscos à segurança viária caso a ideia avance.

O debate também trata da importância das autoescolas enquanto espaços formais de ensino, com estrutura, metodologia e acompanhamento técnico-pedagógico. E mais: questiona quem seria mais impactado com a desregulamentação — os bons profissionais, os CFCs sérios ou o próprio cidadão em processo de habilitação?

Veja também Primeira Habilitação Estudo do governo sobre autoescolas não é conclusivo e não justifica mudança na formação de condutores, apontam especialistas CFCs Entenda em 10 pontos a importância das autoescolas para a formação de condutores Primeira Habilitação CNH sem autoescola: especialistas reagem a proposta do governo e alertam para riscos à vida no trânsito Acompanhe ao vivo:

A live é gratuita e está sendo transmitida pelo YouTube. Para assistir, basta acessar o link:

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Adulteração de combustíveis: como o controle do abastecimento e a manutenção ajudam a evitar prejuízos

ter, 05/08/2025 - 18:00
A adulteração de combustíveis continua a ser um desafio significativo para o transporte rodoviário brasileiro. Foto: djedzura para Depositphotos

A adulteração de combustíveis continua a ser um desafio significativo para o transporte rodoviário brasileiro. Em 2025, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) intensificou suas ações de fiscalização, coletando cerca de 530 amostras de óleo diesel B e biodiesel nos primeiros dois meses do ano, representando um aumento de quase 80% em relação ao mesmo período de 2024. Além disso, a agência interditou cautelarmente três distribuidoras em São Paulo devido a irregularidades na mistura obrigatória de biodiesel, com multas que podem chegar a R$ 500 milhões em casos de reincidência.

Para Kassio Seefeld, CEO da TruckPag, startup de meios de pagamento com soluções completas para frotas pesadas, as transportadoras podem prevenir problemas nas adulterações com a gestão de abastecimento. “Uma gestão de combustíveis eficiente começa com a implementação de processos rigorosos para controlar o fornecimento. Usar tecnologia de monitoramento, como sistemas de rastreamento em tempo real, é uma maneira eficaz de identificar rapidamente quando algo está errado”.

Consumo

Em 2024, o país consumiu aproximadamente 67 bilhões de litros de diesel, segundo uma pesquisa dos Especialistas em Logística e Supply Chain (ILOS). Assim, representando o maior volume registrado na série histórica. Desse total, houve a destinação de cerca de 78% ao transporte rodoviário, que inclui caminhões, ônibus e veículos comerciais leves. “A gestão de manutenção dos veículos também desempenha um papel importante na proteção da frota”, diz Seefeld.

“Manter os motores e sistemas dos veículos em boas condições permite que eventuais falhas causadas por combustíveis adulterados sejam detectadas e corrigidas rapidamente”, completa.

A conscientização das equipes operacionais é outro fator chave para a proteção das frotas. Treinamentos contínuos e atualizações sobre as consequências da adulteração ajudam a engajar os motoristas e gestores na identificação de sinais de combustível de baixa qualidade. Como, por exemplo, falhas no motor, aumento do consumo e desempenho reduzido.

“A colaboração entre a gestão de abastecimento, a manutenção e a equipe operacional cria uma rede de proteção que contribui para a redução de danos. Isso tudo com muita tecnologia avançada e processos bem definidos pode evitar dores de cabeça para as frotas em relação a combustíveis adulterados”, finaliza o CEO.

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Vídeos de cidadãos poderão comprovar infrações de trânsito: proposta avança na Câmara

ter, 05/08/2025 - 13:30
A ideia é que o poder público passe a contar também com os olhos da população para identificar comportamentos perigosos no trânsito. Foto: HeyingPhoto para Depositphotos

Um projeto que está em análise na Câmara dos Deputados pretende permitir que vídeos gravados por pedestres, motoristas e demais cidadãos sejam usados como prova para autuar infrações de trânsito. A proposta, de autoria do deputado Dimas Fabiano (PP-MG), traz novas possibilidades para a fiscalização, especialmente em locais e momentos em que há limitação presença das autoridades.

O Projeto de Lei 62/2025 propõe alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e prevê que as imagens captadas por terceiros sejam válidas desde que atendam a alguns critérios específicos. Entre eles, a necessidade de o vídeo deixar clara a infração que se constatou, permitir a identificação do veículo e o envio ocorrer por canais oficiais definidos pelos órgãos de trânsito.

Outro ponto importante do texto é que o denunciante também deverá se identificar formalmente. Além disso, a proposta estabelece penalidades para quem fizer denúncias falsas, a fim de evitar abusos e garantir a seriedade da iniciativa.

Participação da sociedade na segurança viária

Conforme o autor do projeto, a proposta pode se tornar uma ferramenta importante para ampliar a eficácia da fiscalização e reforçar o papel do cidadão na construção de um trânsito mais seguro.

“Situações de grave risco muitas vezes ocorrem em locais e horários de difícil fiscalização, limitando a atuação das autoridades e contribuindo para a impunidade de condutores infratores”, justificou o deputado Dimas Fabiano.

A ideia é que o poder público passe a contar também com os olhos da população para identificar comportamentos perigosos no trânsito, como, por exemplo, ultrapassagens proibidas, uso de celular ao volante, estacionamento em vagas irregulares ou outras condutas que colocam vidas em risco.

E agora?

As comissões de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) analisarão, inicialmente, o projeto. Se aprovado nessas etapas, seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, para o Senado.

E você, o que acha?

A proposta gera debates: de um lado, quem vê na medida um avanço na fiscalização e no engajamento da sociedade; de outro, os que temem o uso indevido das imagens ou o surgimento de conflitos entre cidadãos. Seja qual for sua opinião, o fato é que a participação social no trânsito está ganhando cada vez mais espaço — e isso exige atenção, responsabilidade e, acima de tudo, educação.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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