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Número de motoristas habilitados cresce no RS, mas categoria C registra queda
A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego do Rio Grande do Sul (ABRAMET-RS) analisou os dados mais recentes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS) e identificou um cenário de crescimento no número de condutores habilitados no Estado.
Apesar do avanço geral, a entidade chama atenção para uma leve queda na procura pela Categoria C, destinada à condução de caminhões. O dado acende um sinal de alerta em relação ao interesse por habilitações profissionais, especialmente em um setor estratégico para a economia e para a logística nacional.
A análise da ABRAMET-RS destaca a importância de valorizar os motoristas – em especial os profissionais que atuam no transporte de cargas e passageiros – e reforça o papel da Medicina do Tráfego na promoção da saúde e da segurança viária.
Até abril de 2025, o Estado já contabilizava 5,6 milhões (5.600.070) de motoristas habilitados, número superior aos 5,5 milhões – (5.561.735) registrados em 2024. Quando se observa a evolução ao longo da última década, o aumento é ainda mais expressivo: em 2015, o RS contava com 4.698.831 milhões de condutores habilitados, o que significa um salto de mais de 19% em 10 anos.
O crescimento acompanha o avanço da frota de veículos e a necessidade de mobilidade da população, mas também traz novos desafios em relação à segurança viária e à formação de condutores.
Redução pela busca da categoria C chama atençãoApesar do aumento geral, os dados apontam uma tendência contínua na redução da procura pela CNH da categoria C, destinada a condutores de veículos de carga, como caminhões. Até abril de 2025, o número de habilitados nessa categoria era de 106.520 mil, inferior aos 107.263 mil de 2024 e aos 110.059 mil registrados em 2023.
Conforme o presidente da ABRAMET/RS, Ricardo Hegele, a tendência de queda pode estar associada a diversas causas.
“Fatores como o envelhecimento da população de caminhoneiros, a migração para outras categorias ou a diminuição na procura por formação específica para condução de veículos pesados por parte dos mais jovens”, diz Hegele.
Categorias D e E seguem em crescimentoPor outro lado, as categorias D e E, que contemplam motoristas de ônibus, vans, carretas e veículos articulados, apresentam leve crescimento. Até abril de 2025, a categoria D somava 140.278 mil condutores no Estado, frente aos 139.842 mil de 2024 e 139.178 mil em 2023.
Já a categoria E chegou a 50.356 mil motoristas habilitados até abril deste ano. Ou seja, um aumento em relação aos 50.108 mil em 2024 e 49.287 mil em 2023.
Motoristas em números: um retrato da mobilidade gaúchaOs dados reforçam a importância de reconhecer bem como valorizar os milhões de motoristas que atuam diariamente na condução de pessoas e mercadorias, seja de forma profissional ou particular.
Além disso, o cenário atual destaca a necessidade de políticas públicas que incentivem uma melhor formação, a saúde e o bem-estar dos condutores profissionais, especialmente em tempos de alta demanda logística e mudanças no perfil do trabalhador do transporte.
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O que é NPU e como isso deve encarecer veículos no futuro
Uma dúvida comum nos últimos anos é: o que é NPU e para que ela serve? De modo resumido, trata-se de um núcleo de processamento com foco na otimização do uso de Inteligência Artificial (IA). Hoje, qualquer carro autônomo utiliza processadores NPU, assim como modelos convencionais.
No PC, a NPU tem uso mais constante. Por exemplo, quando melhorar imagem de forma automática, o seu processador utiliza a NPU para fazer as mudanças necessárias mais rapidamente. Em um dispositivo sem NPU, o processo ainda acontece, mas demora consideravelmente mais.
Nos veículos, a NPU tem dado os seus primeiros passos nos automóveis convencionais à medida que cresce o uso de IA. Contudo, por se tratar de uma novidade, há um custo elevado por esta tecnologia, que se reflete nos preços mais acentuados de carros e motos com tecnologia de ponta.
O que é NPU e para que ela serve?A NPU é uma sigla para Neural Processing Unit (Unidade de Processamento Neural, em tradução livre). Essa tecnologia funciona de forma semelhante aos processadores tradicionais, as CPUs. Tanto que muitas CPUs têm capacidade de NPUs em paralelo à eficiência de processamento central.
Essa ferramenta é focada em otimizar o uso de inteligência artificial, seja na parte de eficiência energética ou de processamento mais rápido. Em carros e motos, a IA pode aumentar segurança no trânsito, checando de forma automática os níveis de cansaço e atenção do condutor.
Porém, isso demanda um custo: a NPU mais recente possível. Por consequência, isso aumenta o custo de veículos, especialmente os modelos topo de linha.
A NPU é responsável pelo que nos veículos?A NPU está presente nos veículos mais modernos e topo de linha. Hoje, praticamente todo veículo que utiliza IA tem unidades de processamento neurais, a fim de melhorar a eficiência do automóvel. Nos carros e motos, a NPU é aplicada nas seguintes funções:
- Interpretar dados de sensores (como câmeras, radares e LIDAR);
- Executar sistemas de assistência ao motorista (ADAS);
- Tomar decisões em tempo real em veículos autônomos;
- Melhorar comandos por voz e interfaces inteligentes no carro;
- Otimizar consumo de energia com base em comportamento do condutor.
Apesar da importância, a venda de processadores de IA para certas montadoras, como a chinesa BYD, sofre com tarifas ou restrições econômicas. Isso acontece por causa da dependência de processadores com NPUs para treinar plataformas de IAs.
Um dos melhores exemplos de IA nos veículos recentes é a presença de assistentes virtuais. Siri, Alexa e MBUX são exemplos de integrações otimizadas graças à NPU. Na prática, eles respondem comando por voz e têm conectividade avançada baseada em conexão 5G ou até 6G (restrito ao exterior).
Por que os veículos com NPU são mais caros?Os veículos com NPU são mais caros por causa da alta procura por processadores de processadores neurais. Hoje, a Nvidia, Qualcomm e Huawei são responsáveis por abastecer toda a indústria de semicondutores para treinamento de IA. Então, a quantidade de processadores fica comprometida.
Entre alguns motivos estão:
- Hardware mais sofisticado;
- Software complexo e caro de manter;
- Infraestrutura e conectividade;
- Aumento de custo em veículos de entrada;
- Dependência de semicondutores avançados.
Por isso, apenas os carros e motos topo de linha têm certas funções e integrações. Inclusive, justamente esse custo elevado inviabiliza que os carros autônomos sejam disponibilizados em larga escala.
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Uso de carretinhas no trânsito: confira as principais regras nacionais e dicas do Detran Tocantins
O uso de carretinhas para transporte de cargas extras é frequente em todo o Brasil, principalmente em períodos de férias e alta temporada. Para garantir a segurança no trânsito, é fundamental que os condutores conheçam as normas que regulamentam o uso desses veículos, considerados reboques pela legislação brasileira.
As informações fornecidas pelo Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO) são válidas para todos os motoristas do país e trazem as principais regras para o uso, registro e condução de carretinhas.
Carretinhas são veículos e devem ser registradasDe acordo com o artigo 120 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), carretinhas são classificadas como veículos independentes, exigindo registro no órgão de trânsito estadual (Detran). Deve-se fazer o registro em até 30 dias após a compra, com apresentação da nota fiscal, documento de identidade e comprovante de residência.
Após o pagamento das taxas referentes ao primeiro emplacamento e licenciamento, o proprietário recebe o Certificado de Registro de Veículo (CRV), que é obrigatório para circulação legal.
Na compra de carretinhas usadas, o processo de transferência de propriedade segue as mesmas regras aplicadas a veículos automotores, incluindo comunicação de venda, vistoria e emissão do novo CRV.
Requisitos técnicos para instalação e usoNem todo veículo está apto a rebocar carretinhas. Deve-se consultar o manual do veículo para verificar a capacidade máxima de tração, pontos de fixação do engate e dimensões permitidas. A fabricação dos engates deve ocorrer por empresas homologadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Além disso, as carretinhas devem atender a requisitos obrigatórios, como ter o chassi gravado, para-choques traseiros, protetores de rodas, iluminação adequada da placa, lanternas traseiras vermelhas e faixas refletivas.
Categoria de CNH necessária para rebocar carretinhasO Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por meio da Resolução nº 789/2020, determina que:
- Condutores com CNH categoria B podem rebocar carretinhas com Peso Bruto Total (PBT) de até 3.500 kg;
- Para reboques com peso acima deste limite, se exige categorias C, D ou E;
- Veículos categoria A (motocicletas e motonetas) só podem rebocar carretinhas homologadas e compatíveis com sua capacidade de tração, conforme a Resolução 914/2022 do Contran.
O uso de carretinhas fora das normas técnicas ou com engates sem homologação configura infração grave, sujeita a multa e pontos na carteira. A condução de veículos com documentação irregular, placas ilegíveis ou sem equipamentos obrigatórios é infração gravíssima. A multa é maior, com pontos na CNH e retenção do veículo até a regularização.
Custos para registro e transferênciaOs valores aproximados para regularização, no Tocantins, são:
- Primeiro emplacamento e licenciamento: R$ 179,89;
- Transferência de propriedade e emissão de certidões: R$ 117,97;
- Vistoria veicular: R$ 165,00.
As orientações do Detran Tocantins reforçam a importância do cumprimento das regras para garantir a segurança no trânsito e evitar transtornos legais.
Condutores que utilizam carretinhas devem manter documentação e equipamentos sempre em dia e estar atentos às especificações do veículo e da carga transportada.
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Entenda em 10 pontos a importância das autoescolas para a formação de condutores
A proposta do Governo Federal de permitir que o cidadão obtenha a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem passar por autoescola provocou forte reação em todo o país. Profissionais da área, especialistas em segurança viária e entidades ligadas ao trânsito alertam: abrir mão da formação estruturada é colocar vidas em risco.
Confira a seguir 10 pontos que explicam por que os Centros de Formação de Condutores (CFCs) são essenciais — não apenas para quem vai dirigir, mas para toda a sociedade.
1. Do improviso à estrutura: os CFCs hoje são verdadeiras escolasCom a regulamentação trazida pelo Código de Trânsito Brasileiro, os CFCs passaram a ser instituições estruturadas, com salas de aula equipadas, frota de veículos adaptada para diferentes perfis de candidatos (inclusive PcDs), e espaços adequados para as aulas práticas. Hoje, mais de 14 mil autoescolas espalhadas pelo Brasil garantem capilaridade e acesso à formação legal. Essa evolução tirou a aprendizagem da informalidade, profissionalizando um processo que antes dependia apenas de familiares ou conhecidos ensinando “no braço”.
2. Profissionais qualificados garantem aprendizado seguroA formação de um condutor envolve diversos profissionais, todos com qualificação obrigatória e certificada pelos órgãos de trânsito. Não se trata de amadorismo: há legislação, fiscalização e padronização. Os instrutores, por exemplo, não ensinam apenas a “dirigir”, mas também a prevenir situações de risco, interpretar o comportamento dos demais usuários da via e tomar decisões seguras em cenários reais.
3. Educação para o trânsito só acontece — de fato — nos CFCsO Código de Trânsito determina que a educação para o trânsito deve começar na escola, mas essa política pública falhou em ser implementada. Como resultado, para a maioria dos brasileiros, o curso teórico no CFC é a primeira — e muitas vezes única — oportunidade de aprender sobre convivência no trânsito, direitos e deveres, ética e responsabilidade. Ignorar esse papel é negligenciar o que deveria ser um compromisso permanente do Estado com a educação.
4. O trânsito brasileiro é violento, caro e cruelO Brasil amarga o 3º lugar no ranking de países com mais mortes no trânsito nas Américas, segundo a Organização Mundial da Saúde. São quase 100 mortes por dia, além de centenas de internações, amputações e traumas psicológicos. Em 2024, o SUS gastou R$ 449 milhões apenas com internações por sinistros de trânsito. A proposta de liberar a CNH sem formação estruturada vai na contramão de qualquer política séria de redução de mortes e lesões no trânsito.
5. Comparações com outros países são enganosasAlguns defensores da desobrigação citam os Estados Unidos, onde é possível aprender a dirigir com instrutores particulares. No entanto, ignoram o contexto: lá existe uma cultura de respeito à lei, punições ágeis, fiscalização eficiente e infraestrutura adequada. Já no Brasil, há morosidade judicial, fragilidade nos controles e infraestrutura viária muitas vezes precária. Além disso, os países com os melhores índices de segurança no trânsito — como Suécia, Japão e Alemanha — exigem formação rigorosa e obrigatória para novos condutores.
6. O custo da CNH não está (apenas) nas autoescolasSegundo a ABRAUTO, cerca de 45% do custo da habilitação corresponde a taxas cobradas pelos Detrans, exames médicos e psicológicos e outros encargos públicos. A hora-aula prática no CFC custa em média R$ 70 — menos do que uma corrida de aplicativo em muitas cidades. O argumento de que a autoescola encarece a CNH não se sustenta diante da estrutura que ela oferece. Além disso, sem escala, instruções particulares tendem a ser mais caras e com menor controle de qualidade.
7. Ensino a distância precisa ser discutido com responsabilidadeA possível substituição da formação presencial por ensino remoto em plataformas digitais levanta preocupações quanto à qualidade, universalidade e fiscalização. A centralização em uma única empresa — como vem sendo especulado — abre margem para monopólio, concentração de receita e precarização do ensino.
Para Carolina Marino, do Instituto Nacional Mulheres pelo Trânsito, “trânsito não é comércio. A vida não tem preço.”
8. Dirigir exige mais do que habilidade técnicaA condução de veículos exige maturidade emocional, empatia, raciocínio sob pressão e respeito às diferenças no trânsito. Nos CFCs, o aluno é exposto a conteúdos que vão além da direção em si: legislação, ética, primeiros socorros, meio ambiente, convivência urbana. A prática não se resume a “fazer baliza” — ela simula situações reais, prepara para emergências e estimula reflexões que impactam diretamente a segurança viária.
9. Transferir a formação ao cidadão é eximir o Estado de sua responsabilidadePermitir que as pessoas aprendam a dirigir por conta própria, em condomínios ou com “instrutores livres”, além de perigoso, é uma forma de o Estado lavar as mãos quanto à formação dos condutores. Isso fragiliza a fiscalização, abre brechas para fraudes, coloca terceiros em risco e amplia a desigualdade de acesso à educação de trânsito de qualidade.
Como bem pontuou Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito, “a formação de condutores precisa de estrutura, método e responsabilidade técnica, pedagógica e legal.”
10. Modernizar não é desregulamentarAs entidades reconhecem a necessidade de modernização e inclusão. Defendem a CNH Social, o uso responsável de tecnologias e a simplificação de processos. Mas alertam: acessibilidade não pode significar precarização. A formação de condutores é uma política pública e deve continuar sendo tratada como tal.
“A solução mais sensata é aprimorar o sistema atual, não abandoná-lo. A formação de condutores não é entrave, é ferramenta. E ferramenta que salva vidas.”
Veja também Primeira Habilitação “Formar condutores exige método”: reação à proposta que dispensa curso em autoescolas cresce em todo o país Primeira Habilitação CNH sem autoescola: especialistas reagem a proposta do governo e alertam para riscos à vida no trânsito CFCs CNH sem autoescola? Governo Lula avalia flexibilizar exigência para tirar carteiraThe post Entenda em 10 pontos a importância das autoescolas para a formação de condutores appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Ferramentas certas fazem a diferença na troca segura das pastilhas de freio
A COBREQ, marca brasileira do grupo alemão TMD Friction, com mais de 60 anos de tradição como fabricante de itens para freios, em seus treinamentos sempre orienta os reparadores sobre a importância de utilizar ferramentas adequadas para garantir uma troca precisa e segura das pastilhas. E para auxiliar nessa manutenção, a marca listou abaixo quais são as ferramentas essenciais para um trabalho de excelência na sua oficina.
A troca das pastilhas de freio, tarefa comum nas oficinas, exige além do conhecimento técnico do mecânico, o uso de ferramentas específicas para assegurar a eficiência e a segurança do serviço.
Aqui estão algumas das principais: Chaves de Caixa e SoquetesUsadas para remover os parafusos das pinças de freio. Diferentes veículos podem exigir tamanhos e tipos específicos de soquetes além de chaves combinadas do tipo estrela e Torx. Esteja atento a medidas e modelos.
Estrangulador para Flexíveis de FreiosEsta ferramenta é indispensável para que a operação de descompressão e retorno dos pistões ou êmbolos das pinças (sejam elas do eixo dianteiro ou do eixo traseiro) seja executado sem que o fluido do sistema de freios, que pode conter contaminantes, retorne e interfira nas operações da central do sistema ABS, EBD, BAS, ESP etc.
Alicate de Descompressão de PistãoTambém conhecido como compressor de pistão, é essencial para retraí-lo antes de instalar as novas pastilhas.
Chave Allen ou TorxUtilizadas para remover parafusos internos, comuns em muitos sistemas de freio modernos.
Kit de Ferramentas para FreiosInclui várias ferramentas específicas, como chaves de pinça e alavancas de ajuste, necessárias para modelos específicos de veículos.
Freios traseiros a disco com freio de estacionamento tipo “drum-hat”Este requer o mesmo conjunto de ferramentas necessárias ao eixo dianteiro, mais o kit de ferramentas necessários para substituição do conjunto de sapatas. Este tipo de sistema integra, no eixo traseiro, freios de serviço a discos acoplados ao freio de estacionamento, que é atendido por sapatas com lonas coladas e instaladas no interior do cubo do disco de freio.
Freios traseiros a disco com freio de estacionamento acoplado às pastilhasEste tipo requer o mesmo conjunto de ferramentas necessárias ao eixo dianteiro e mais um jogo de ferramental e gabaritos para recuo e reposicionamento dos êmbolos/pistões das pinças traseiras. Vale ressaltar que além das manutenções que compreendem substituição de componentes quando necessário, limpeza e lubrificação do cavalete, pinça e acessórios, há também a necessidade de limpeza e lubrificação dos mecanismos de auto ajuste das pastilhas. Este mecanismo promove a compensação do desgaste das pastilhas no eixo traseiro e se bem mantido, garante que o curso da alavanca do freio de estacionamento sempre esteja na posição ideal de trabalho, por esta razão deve receber atenção minuciosa.
Freios traseiros a disco com o freio de estacionamento de acionamento elétrico acopladoJá este tipo, na maioria das aplicações requer para manutenção da parte mecânica a maioria das ferramentas utilizadas em manutenção dos sistemas de freios apresentados acima. Por apresentar o freio de serviço de acionamento hidráulico e o freio de estacionamento com acionamento elétrico este modelo pode requerer também a utilização de um “scanner”. É através deste equipamento que os processos de calibragem, recuo, avanço e reposicionamento dos mecanismos do freio de estacionamento são comandados. O passo a passo do processo de manutenção é dado pelo equipamento eletrônico que geralmente estará conectado à porta OBD-II (On-Board Diagnostics II).
A partir das orientações dadas pelo scanner fazemos manutenções que compreendem substituição de componentes quando necessário, limpeza e lubrificação do cavalete, pinça e acessórios, incluindo aqui também a necessidade de limpeza e lubrificação dos mecanismos acoplados ao motor elétrico que aciona os freios de estacionamento, compostos por fusos, guias suportes e dutos necessários ao avanço ou recuo das pastilhas quando o veículo estiver em serviço, ou quando habilitamos ou desabilitamos o freio de estacionamento. Aliás o scanner na maioria das aplicações geralmente é o mesmo equipamento a ser utilizado para substituição do fluido de freios dos veículos equipados com assistência ABS.
Martelo de BorrachaAjuda a soltar partes que possam estar presas devido à corrosão, sem danificar componentes.
Escova de AramePara limpar superfícies onde as pastilhas serão instaladas, removendo a ferrugem e sujidades.
Lubrificante para PinçasUsado para assegurar que as partes móveis do sistema de freio operem sem atrito indesejado. Além disso, para complementar, a TEXTAR tem produtos específicos para limpeza e lubrificação das pinças de freios, que atendem a duas necessidades de aplicações diferentes:
Fórmula XTIndicado para a limpeza de freios, é uma maneira confiável de remover óleo, gordura e vários tipos de sujidades sem deixar quaisquer resíduos.
CeratecÉ um lubrificante não metálico para ser utilizado nos componentes em que predominam os contatos entre a partes de metal das peças dos sistemas de freios nos eixos dianteiros e traseiros. É altamente resistente a temperaturas de até 1.000°C e deve ser aplicado em especial na lubrificação dos componentes que promovem as regulagens autônomas dos ajustadores utilizados na compensação dos desgastes das pastilhas e sapatas de freios dos eixos traseiros.
HydratecTambém um lubrificante não metálico para ser utilizado nos pinos deslizantes das pinças de freios a disco dos eixos dianteiros e traseiros, incluindo as pinças do sistema “DRUM HAT”, que citamos acima, bem como para os freios a disco no eixo traseiro que tem acionamento de freio de estacionamento acionados eletricamente. O Hydratec promove a lubrificação das partes onde predominam os contatos entre metal e borrachas, seja para estabilizar possíveis vibrações e ruídos ou para evitar que pinos, pistões e outros componentes ou partes móveis que trabalhem acopladas à borrachas estejam desprotegidas das inúmeras situações de agressão por contaminações.
Também resistente à temperatura (140°C), pode ser aplicado em várias outras necessidades de manutenção veicular, onde seja necessária a lubrificação do encontro entre metal/borrachas, sobretudo quando para estas aplicações seja necessário lubrificante de base sintética livre de hidrocarbonetos, substância extremamente prejudicial aos componentes de borracha dos sistemas de freios.
“O uso das ferramentas corretas não apenas simplifica o processo de troca das pastilhas, mas também garante que a instalação seja realizada com precisão. Além disso, o conhecimento técnico é essencial. Com as constantes inovações nos sistemas de freios, a atualização contínua é vital para a adaptação às novas tecnologias, assegurando que o reparador possa lidar com qualquer tipo de sistema de freio. Investir em treinamento e ferramentas adequadas irá não apenas facilitar o trabalho dos reparadores, mas também garantir a segurança, a confiança e a satisfação dos seus clientes.”, explica Raulincon Silva, Coordenador de Assistência Técnica da TMD Friction do Brasil.
A Cobreq recomenda a verificação do sistema de freios conforme indicado no plano de manutenção contido no Manual do Proprietário do veículo. Ou, ainda, sempre que qualquer anomalia for sentida (como trepidação ou demora na resposta da frenagem), ouvida (chiado ou zumbido no momento da frenagem) ou indicada no painel de instrumentos através das luzes de advertência.
Para auxiliar os aplicadores a COBREQ disponibiliza no www.cobreq.com.br/checklist-cobreq/ um CHECKLIST para sistemas de freios. Lá é possível anotar as necessidades de cada componente do sistema de forma prática e rápida.
Vale lembrar que o sistema de freios faz parte da segurança do veículo. O mau funcionamento de quaisquer um dos componentes pode colocar em risco os ocupantes do veículo e quem estiver ao redor.
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Estudo com IA identifica padrões relacionados a sinistros de trânsito
Um estudo realizado por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) com a Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) identificou padrões ocultos que podem ser fatores relacionados à ocorrência e à gravidade de sinistros em rodovias do Paraná. Para chegar aos resultados, o grupo aplicou técnicas de mineração de dados e inteligência artificial, analisando dois conjuntos de dados fornecidos pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR): o primeiro de 2004 a 2013, e o segundo de 2019 a 2024. Os modelos gerados apresentaram altos índices de acerto: acima de 94% para o primeiro período e entre 86% e 89% para o segundo.
Os resultados indicaram que a presença de perímetro urbano esteve associada a um aumento de 90% na ocorrência de acidentes.
Outros fatores que contribuíram de forma significativa para a frequência dos sinistros incluem:- presença de segunda ou terceira faixa (65,8%);
- maior sinuosidade do terreno (62,2%);
- áreas de ultrapassagem com sinalização por linha tracejada (56,3%);
- presença de acostamento (53,9%); e
- iluminação insuficiente nas vias (48,2%).
Quanto à gravidade dos acidentes, a análise revelou correlação com:
- a presença de perímetro urbano (93,5%);
- maior sinuosidade do terreno (66,8%);
- baixa iluminação (62,1%);
- áreas de ultrapassagem (59,7%) e
- velocidades mais elevadas nas vias (44,5%).
Conforme os pesquisadores, foram aplicadas quatro técnicas de mineração de dados, com destaque para o uso do software CBA (Classification Based on Associations), capaz de construir regras de classificação para prever acidentes fatais a partir de variáveis como tipo de via, iluminação, velocidade, clima e presença de áreas urbanas.
A partir de registros de acidentes, os pesquisadores treinaram um algoritmo utilizando variáveis como o perfil dos usuários, as características da infraestrutura viária, as condições ambientais e os tipos de transporte envolvidos, podendo reconhecer as causas associadas.
De acordo com os pesquisadores, o objetivo do estudo é contribuir para a mudança desse cenário, apontando a importância de medidas de mitigação, como a implantação de vias de contorno, passagens em desnível, radares, lombadas eletrônicas, sinalização vertical e semáforos, para reduzir a severidade dos acidentes.
“A metodologia desenvolvida permite identificar padrões recorrentes por meio de regras de associação que revelam as causas ou fatores relacionados aos acidentes. Com essas informações, o poder público consegue tomar decisões para mitigar as ocorrências, como por exemplo, melhorar a sinalização, diminuir o limite de velocidade no trecho ou aprimorar as condições de drenagem”, explicou um dos responsáveis pela pesquisa, o doutorando e pesquisador do PPGTU da PUCPR Gabriel Troyan Rodrigues.
PrevençãoDados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que mais de 3,5 mil pessoas morrem, diariamente, em acidentes de trânsito no mundo. Isso representa cerca de 1,3 milhão de óbitos por ano.
No Brasil, somente em 2024, mais de 6 mil pessoas perderam a vida em sinistros registrados nas rodovias federais, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Segundo o professor Fabio Teodoro de Souza, a metodologia permite prever riscos com maior precisão e orientar intervenções de forma estratégica.
“Acreditamos que a mineração de dados aplicada à segurança viária tem enorme potencial para apoiar a formulação de políticas públicas mais eficazes, com base em evidências concretas”, disse.
As informações são da Agência Brasil
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Curso gratuito capacita gestores para implementar o Programa Vida no Trânsito no Paraná
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR), por meio da Divisão de Promoção da Cultura de Paz e Ações Intersetoriais, está com inscrições abertas para o curso de capacitação técnica para profissionais e gestores públicos interessados na implementação do Programa Vida no Trânsito (PVT) nos municípios do estado. A formação é totalmente gratuita, autoinstrucional e realizada no formato EAD, com carga horária de 40 horas.
Voltado especialmente para agentes públicos das áreas de saúde, mobilidade, trânsito e segurança, o curso tem como objetivo principal preparar equipes técnicas para aplicar, de forma efetiva, a metodologia do Programa Vida no Trânsito. Trata-se de uma estratégia nacional reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que utiliza dados integrados e qualificados para nortear políticas públicas de prevenção aos sinistros de trânsito com foco na redução da morbimortalidade.
Metodologia baseada em evidênciasA proposta central do curso é ensinar como aplicar uma metodologia fundamentada na produção de informação qualificada — pilar essencial do PVT — e promover um plano de ações intersetoriais de segurança viária. A abordagem permite que os gestores direcionem recursos e decisões com mais eficiência, conforme os principais fatores de risco identificados no território.
Entre os objetivos específicos da capacitação, estão:
- Ensinar a metodologia do Programa Vida no Trânsito;
- Aprofundar conhecimentos sobre qualificação e integração de dados;
- Realizar análise integrada e qualificada de fatores e condutas de risco;
- Monitorar ações de segurança viária de forma contínua e sistematizada.
A formação está organizada em seis módulos com dez disciplinas, incluindo conteúdos teóricos e práticos. A cada disciplina, o aluno realiza avaliações online com questões de múltipla escolha ou associação. Para receber o certificado, é necessário completar todas as atividades propostas e obter, no mínimo, 70% de acertos em cada disciplina. O participante tem direito a três tentativas por avaliação, sendo considerada a nota mais alta.
A estrutura do curso contempla:
- Videoaulas com aproximadamente 4h30 de conteúdo audiovisual (com legendas);
- Um caderno com o conteúdo completo dos módulos;
- Leituras complementares (artigos científicos, infográficos, vídeos, textos técnicos);
- Estudos de caso, simulados e exercícios práticos;
- Fluxogramas e quadros explicativos para facilitar o aprendizado.
Todo o material é resultado da versão revisada e ampliada do curso, originalmente elaborado em 2022. A nova edição foi atualizada em 2025 por profissionais da SESA-PR em conjunto com a Comissão Estadual Intersetorial de Prevenção de Acidentes e Segurança no Trânsito (PVT/PR).
Como participarA inscrição é gratuita, aberta ao público e é possível realizar pela plataforma AVASUS/ESPPrVirtual. O curso já está disponível desde 12 de junho de 2025, e os participantes podem iniciar as atividades assim que confirmarem sua matrícula. Por ser autoinstrucional, o próprio aluno determina o ritmo de estudo.
A expectativa da Secretaria da Saúde é ampliar o número de municípios paranaenses aptos a aplicar a metodologia do PVT, contribuindo para a construção de cidades mais seguras, humanas e sustentáveis.
Com essa capacitação, os gestores passam a ter instrumentos técnicos e científicos para melhorar os indicadores locais de trânsito, protegendo vidas e qualificando a atuação intersetorial nas áreas de saúde, mobilidade urbana e gestão pública.
Para fazer a inscrição, clique aqui!The post Curso gratuito capacita gestores para implementar o Programa Vida no Trânsito no Paraná appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Entenda o papel do transporte intermunicipal no cotidiano paulista
Um dos principais serviços oferecidos nas cidades, o transporte urbano é fundamental para fazer a economia girar. A passagem de ônibus para São Paulo vendida em uma rodoviária representa milhões de trabalhadores que se deslocam todos os dias nas estradas estaduais e intermunicipais, indo ou voltando da capital, a trabalho ou estudo.
A chamada migração pendular, isto é, aquela feita diariamente por contingentes de estudantes e trabalhadores, por exemplo, vindos do interior para a capital, é extremamente comum em São Paulo. Isso se dá principalmente pelo fato de a capital concentrar muitos serviços, como faculdades, consultas médicas especializadas, vagas de emprego, entre outras oportunidades.
Segundo dados da Agência de Transporte do Estado de São Paulo, a Artesp, somente no ano de 2024 foram transportados mais de 50 milhões de passageiros ao longo de toda a malha rodoviária intermunicipal no estado. A agência regula cerca de 85 empresas, ao longo de cerca de 11 mil quilômetros de estrada, quase metade de toda a extensão rodoviária do estado.
Embora este fenômeno seja um reflexo do grande dinamismo econômico da capital, é também uma mostra da grande desigualdade entre municípios de uma mesma Unidade Federativa.Afinal, é fato que a capital, com toda a sua complexidade, quando comparada com o interior, guarda uma infinidade de possibilidades, por vezes não presentes nas cidades afastadas.
Contudo, muitas pessoas ainda optam por viver no interior e se deslocar cotidianamente para a capital por diversas razões. Uma delas pode ser a falta de desejo de morar em um grande centro urbano, optando por uma cidade mais interiorana. O custo de vida, a tranquilidade e o próprio hábito de vida natural de quem não mora em um grande centro pesam na decisão.
Desta forma, para ter acesso a tudo que a capital tem a oferecer, precisam se deslocar até ela todos os dias. Boa parte deste transporte é feita via ônibus, pois trata-se de um modal que cobre muito mais vias de acesso. Vale lembrar que a malha rodoviária é muito mais extensa que a ferroviária. Esta quase não abrange o transporte de passageiros, uma vez que é mais restrita ao transporte de cargas.
Benefícios das trocas capital/interiorO transporte diário se reflete direta e indiretamente na economia das cidades interioranas. Em um primeiro momento, cria empregos na própria área do transporte. Empresas de ônibus, motoristas e rodoviárias: uma verdadeira rede de trabalhadores é criada em torno deste serviço, agora fundamental.
Em um segundo momento, os trabalhadores e estudantes que se deslocam até a capital trazem consigo conhecimento e renda, que serão revertidos nos comércios da sua própria região. Os estudantes, por sua vez, contribuem por meio de sua formação com o engrandecimento local nas suas respectivas áreas, seja ela a saúde, o direito, a docência, entre muitas outras.
Outro ponto é a busca por tratamentos médicos especializados disponíveis somente na capital. O deslocamento é muito comum, pois São Paulo concentra diversos serviços médicos de alta complexidade não disponíveis na maioria das cidades do país. Em muitas cidades do interior, há carência até mesmo de consultas e cirurgias eletivas, o que aumenta o fluxo para a capital.
As idas e vindas também reforçam a necessidade de manutenção constante nas estradas. Não à toa, São Paulo possui nove das dez melhores estradas do Brasil, segundo a Confederação Nacional do Transporte. Entre elas, importantes rodovias que ligam a capital ao interior, como a Rodovia Raposo Tavares, que passa por cidades como Sorocaba e Presidente Prudente, e a Rodovia dos Bandeirantes, que passa por Jundiaí e Campinas.
Muito embora sejam estradas operacionalizadas por concessionárias, a manutenção constante na pavimentação e na sinalização, além de todo o suporte no caso de emergências, é importante também para o transporte de cargas, o que faz deste cenário pedra angular para toda a economia nacional.
Pontos negativos da migração pendularPor outro lado, ela acaba encarecendo os custos do transporte, devido aos pedágios. Recentemente, a Artesp autorizou um aumento de até 18% nas passagens intermunicipais. Segundo a agência, o aumento está baseado na elevação dos custos operacionais das empresas, em insumos como pneus, que registraram alta acima da inflação.
Outro ponto negativo da migração pendular é seu reflexo no trânsito das grandes cidades. O fluxo constante de chegadas e saídas, principalmente nos horários de pico, causam engarrafamentos nas principais vias de acesso à região metropolitana. Além do tempo despendido no trânsito, há ainda o aumento do estresse e da poluição.
No mais, a migração pendular entre interior e capital é inevitável, e, embora caótica por vezes, é salutar para o crescimento econômico dos dois polos. Afinal, é por meio da demanda cada vez maior por passagem de ônibus para São Paulo que há geração de empregos, o que fortalece uma rede econômica que vai além da própria mobilidade.
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Nova proposta quer tirar pontuação da CNH por estacionamento em desacordo com a sinalização
Um novo Projeto de Lei (PL 2816/2025), de autoria do deputado Rodrigo Estacho (PSD-PR), propõe alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para que se puna a infração por estacionamento em desacordo com a sinalização regulamentadora apenas com multa, sem pontuação na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Atualmente, o artigo 181, inciso XVII, do CTB, classifica essa infração como média, com multa e aplicação de 4 pontos na CNH. A proposta do parlamentar altera essa regra para manter a multa, mas retirar a pontuação, buscando tornar a penalização mais proporcional à gravidade da infração.
Por que mudar a regra?Dados regionais indicam que as infrações por estacionamento em desacordo com a sinalização estão entre as mais comuns nas capitais brasileiras. Em algumas cidades, esse tipo de infração representa de 15% a 45% do total de autuações relacionadas a estacionamento irregular, o que reforça sua expressiva incidência no cotidiano urbano.
Apesar da ausência de uma estatística nacional consolidada, levantamentos estaduais revelam que as multas aplicadas por uso incorreto de áreas de estacionamento rotativo podem ultrapassar 200 mil por ano em determinados estados. Esses números demonstram a relevância e o impacto dessa infração no sistema de trânsito.
Impactos da pontuação na CNHDe acordo com o autor, a aplicação de pontos para essa infração pode ser severa e cumulativa, contribuindo para que motoristas atinjam o limite legal e tenham a CNH suspensa, conforme previsto no artigo 261 do CTB — limite que varia entre 20 e 40 pontos dependendo do histórico do condutor.
“Essa situação impacta especialmente profissionais que dependem da habilitação para trabalhar, como motoristas de aplicativo, entregadores e comerciantes, que circulam e estacionam frequentemente em áreas urbanas com alta concentração de zonas de estacionamento rotativo”, argumenta.
Princípios jurídicos e vantagens da propostaO deputado Rodrigo Estacho destaca que o princípio da razoabilidade e o da proporcionalidade — bases do Direito Administrativo — indicam que a sanção deve ser adequada à gravidade da infração e ao dano causado.
No caso da infração prevista no art. 181, XVII do CTB, o estacionamento em desacordo com a sinalização, embora irregular, não apresenta risco imediato à vida ou à fluidez do trânsito, diferente de infrações como estacionar em esquinas, faixas de pedestres ou garagens, que continuam com pontuação e penalidades mais severas.
Além disso, a proposta pretende reduzir a sobrecarga administrativa dos órgãos de trânsito, diminuindo recursos contra multas contestadas por falhas técnicas, como ausência ou má visibilidade de placas e marcações apagadas.
Benefícios esperados de retirar a pontuação da CNH por infração de estacionamento irregularCom a aprovação do projeto, espera-se:
- Redução da judicialização bem como dos processos administrativos relacionados a multas de estacionamento rotativo;
- Preservação da CNH de condutores que cometeram erros formais ou isolados, sem riscos graves;
- Desoneração dos Detrans e órgãos de trânsito, com menos volume de recursos e processos;
- Maior justiça social para profissionais que dependem da habilitação para seu sustento.
Se aprovado, o motorista que estacionar em desacordo com as condições regulamentadas pela sinalização em áreas como o estacionamento rotativo receberá somente a multa — sem que sejam somados pontos em sua CNH.
Assim, a proposta mantém a punição econômica e educativa, mas evita consequências que podem prejudicar a vida profissional e pessoal do condutor.
TramitaçãoO PL 2816/2025 aguarda análise nas comissões da Câmara dos Deputados.
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Lei para fiscalizar serviço dos entregadores por app em São Paulo ainda não tem regulamentação
Quase cinco meses após ser sancionada pelo governo do estado de São Paulo, a lei que obriga entregadores por aplicativo a utilizarem mochilas com chip e QR Code ainda não foi regulamentada. A medida, que visa aumentar a segurança tanto dos consumidores quanto dos próprios trabalhadores, segue sem aplicação prática no estado.
De acordo com a lei, as plataformas de entrega deverão manter um cadastro atualizado dos entregadores. Cada trabalhador deverá portar, de forma visível, uma etiqueta com chip de rastreamento e QR Code. A proposta é permitir o monitoramento em tempo real e garantir a identificação do vínculo entre entregador e empresa.
O autor da lei, o delegado de polícia e deputado estadual Antonio Olim, ressalta a gravidade do problema que motivou a proposta.“A incidência de roubos em São Paulo envolvendo falsos entregadores e seus veículos é preocupante. Aprovamos uma legislação que, após ampla discussão e considerando diversos interesses, visa aprimorar a segurança. O projeto prevê o uso de um sistema de rastreamento, como um chip, que permitirá identificar a localização dos entregadores em tempo real, desde a bicicleta ou moto utilizada até o veículo”, afirmou.
Com a regulamentação, a expectativa é de que a nova legislação iniba a ação de criminosos que se passam por entregadores e auxilie no combate a furtos e roubos durante entregas, além de oferecer mais transparência e segurança ao serviço. “Acredito que a regulamentação é essencial para a segurança e para que os empresários do setor, como bares e restaurantes, possam cumprir a lei de forma eficaz. A fiscalização efetiva e a garantia de que os entregadores sejam devidamente amparados são fundamentais. A minha experiência como delegado reforça a necessidade de combater essa modalidade de crime. Eu mesmo fui vítima, sofri um roubo depois que a lei foi aprovada”, acrescentou o autor da lei.
De acordo com a Casa Civil de São Paulo, foi criado um grupo de trabalho para regulamentar a legislação, e os trabalhos estão em andamento. Enquanto a regulamentação não sai do papel, a população continua exposta e os entregadores seguem atuando sem a proteção que a nova lei promete oferecer. A expectativa é de que o governo do estado acelere os trâmites e inicie a aplicação efetiva da medida nos próximos meses.
Veja também Carteira de Habilitação (CNH) O que é veículo autopropelido que não precisa de CNH para dirigir? Entenda! Documentação CRLV 2025: como emitir o documento online Carteira de Habilitação (CNH) Veja orientações sobre os riscos de dirigir sem CNHThe post Lei para fiscalizar serviço dos entregadores por app em São Paulo ainda não tem regulamentação appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
R$ 449 milhões: o preço da omissão coletiva no trânsito
Adalgisa Lopes*
Quando o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou que o SUS gastou R$ 449 milhões em 2024 com vítimas de acidentes de trânsito, meu primeiro impulso foi de indignação. Não pelos números em si, mas pela frieza estatística que esconde uma realidade brutal: estamos normalizando tragédias cotidianas nas ruas brasileiras. Esse montante representa apenas a ponta do iceberg. Para cada real gasto em internações hospitalares, estimamos que outros cinco sejam perdidos em produtividade, reabilitação e custos sociais. Estamos falando de um rombo real que pode ultrapassar R$ 2,5 bilhões anuais apenas nos custos diretos à saúde pública.
Mas estes números, por mais alarmantes que sejam, não capturam a dimensão humana desta catástrofe anunciada. Cada acidente grave que resulta em internação hospitalar custa em média R$ 15 mil ao SUS. Com esse mesmo valor, poderíamos instalar 50 radares de velocidade ou capacitar 300 condutores em direção defensiva. A matemática é cruel: gastamos demais no tratamento das consequências, mas investimos quase nada na prevenção das causas. É como enxugar gelo enquanto a torneira continua aberta.
Esta inversão de prioridades revela uma escolha política perversa: preferimos pagar para tratar os destroços humanos a investir para evitá-los. É mais barato politicamente inaugurar um hospital do que explicar por que precisamos de radares, lombadas e fiscalização rigorosa. Os dados são ainda mais devastadores quando analisamos quem está morrendo: 60% dos gastos hospitalares são com motociclistas, uma população economicamente ativa entre 18 e 35 anos. Não estamos apenas perdendo vidas; estamos perdendo a força produtiva do país. Cada jovem que fica com sequelas permanentes representa décadas de produtividade perdida e custos crescentes com aposentadorias precoces e cuidados especializados.
Estes jovens não são estatísticas. São filhos, pais, irmãos que saíram para trabalhar e não voltaram inteiros para casa. São sonhos interrompidos, carreiras destruídas, famílias que se endividam para custear tratamentos que o Estado deveria prover adequadamente.
O espelho internacional da nossa vergonhaPaíses como Suécia e Holanda reduziram suas mortes no trânsito em 70% nos últimos 20 anos, enquanto nossos custos hospitalares cresceram 49% no mesmo período. Isso prova que a tragédia brasileira não é inevitável – é uma escolha política. Com investimento adequado em fiscalização, infraestrutura e educação, poderíamos economizar pelo menos R$ 135 milhões anuais no SUS e, mais importante, salvar milhares de vidas.
A diferença não é tecnológica ou econômica. É de prioridade política e vontade social. Enquanto países desenvolvidos trataram a segurança viária como questão de Estado, nós a tratamos como “acidente” inevitável.
O custo real para cada brasileiroEstes R$ 449 milhões não saem do ar. Saem do seu bolso, do meu bolso, de cada contribuinte brasileiro. Quando uma vítima de acidente ocupa um leito de UTI por semanas, não há vaga para quem precisa de cirurgia cardíaca. Quando recursos são desviados para tratar traumas evitáveis, faltam medicamentos para tratamentos oncológicos. Cada real gasto com acidente de trânsito é um real que não vai para educação, para prevenção de doenças, para melhoria da infraestrutura.
Estamos diante de uma epidemia silenciosa que mata mais que muitas doenças consideradas prioridades de saúde pública. A diferença é que os acidentes de trânsito são 90% evitáveis. Precisamos de uma mobilização nacional similar à que tivemos na pandemia: recursos emergenciais, coordenação entre todos os níveis de governo e metas claras de redução. Cada dia de atraso significa 95 famílias brasileiras destruídas por mortes evitáveis.
A urgência da saúde mental no trânsitoSe 90% dos acidentes são provocados por falhas humanas, precisamos urgentemente ampliar o papel dos psicólogos e médicos de trânsito na prevenção. A avaliação psicológica atual, realizada apenas na obtenção da primeira habilitação para os motoristas comuns, é claramente insuficiente diante das mudanças pelas quais o ser humano passa ao longo dos anos. A degradação da saúde mental dos motoristas é vista nas principais causas de acidentes: desatenção, agressividade e imprudência.
Já os motoristas profissionais, submetidos a jornadas extenuantes, desenvolvem quadros de ansiedade, depressão, uso de substâncias estimulantes e comportamentos de risco que se traduzem diretamente em acidentes fatais. A implementação de programas de acompanhamento da saúde destes trabalhadores não é apenas uma questão de direitos trabalhistas – é uma medida de saúde pública que pode salvar milhares de vidas. Investir na saúde física e mental dos condutores profissionais custa uma fração do que gastamos tratando as consequências de sua exaustão física e emocional nas emergências hospitalares.
Não podemos mais fingir que acidentes de trânsito são “fatalidades”. São consequências diretas de escolhas políticas ruins: fiscalização inadequada, infraestrutura deficiente, educação insuficiente, legislação permissiva. Chegamos a um ponto de inflexão. Ou assumimos que a segurança viária é prioridade nacional, com recursos, políticas e fiscalização adequadas, ou assumimos que aceitamos esta tragédia cotidiana como “custo do desenvolvimento”.
Quando analiso estes R$ 449 milhões, não vejo apenas números orçamentários. Vejo o reflexo de uma sociedade que perdeu a capacidade de se indignar com o inaceitável. Vejo recursos públicos sendo desperdiçados em uma tragédia evitável enquanto faltam investimentos em áreas essenciais. Vejo pais que não voltam para casa, filhos que crescerão sem seus provedores, cônjuges que se tornaram viúvos por nossa negligência coletiva.
A diferença entre um país civilizado e um país bárbaro não está no PIB per capita. Está na capacidade de proteger seus cidadãos de ameaças evitáveis. Está na prioridade dada à vida humana sobre conveniências econômicas ou políticas.
O trânsito brasileiro não é um acidente. É uma escolha. E todos os dias, com nossa omissão ou nossa ação, escolhemos quantos brasileiros morrerão hoje.
*Adalgisa Lopes é especialista em segurança viária, psicóloga especialista em Trânsito e presidente da Associação das Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (Actrans-MG)
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“Formar condutores exige método”: reação à proposta que dispensa curso em autoescolas cresce em todo o país
A proposta de extinguir a obrigatoriedade da formação de condutores em autoescolas, atualmente em discussão no Governo Federal, vem gerando forte reação entre especialistas em trânsito. Para Celso Mariano, diretor da Tecnodata Educacional e referência nacional em educação para o trânsito, a medida representa um grave retrocesso, com potencial para comprometer os avanços conquistados nas últimas décadas em segurança viária.
“Em 26 anos de vigência do nosso Código de Trânsito Brasileiro, transformamos as antigas autoescolas em verdadeiros centros de formação de condutores, com estrutura adequada, veículos adaptados, material didático e mais de 100 mil profissionais qualificados. Abrir mão disso é ignorar toda a evolução que tivemos”, afirmou Mariano.
Atualmente, mais de 14 mil CFCs (Centros de Formação de Condutores) atuam em todo o país. São estruturas regulamentadas que seguem metodologias pedagógicas específicas para garantir que os novos motoristas estejam preparados para a complexidade do trânsito brasileiro. Segundo o especialista, a proposta em análise no governo ignora orientações internacionais e pode trazer consequências graves.
“A ONU e a OMS têm reforçado a importância da formação adequada dos condutores. Flertar com modelos flexíveis, como os de alguns estados americanos, seria justificável se os nossos indicadores fossem melhores — o que está longe da realidade”, reforçou.
Realidade brasileira ainda é alarmanteO Brasil registra, por ano, cerca de 34 mil mortes no trânsito, segundo dados oficiais. Outras 150 mil pessoas ficam com sequelas permanentes. Além do impacto humano, o custo financeiro é altíssimo. Um estudo do Ipea estima que cada óbito representa um prejuízo de R$ 4,7 milhões. Somente em 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) desembolsou mais de R$ 449 milhões com internações de vítimas de sinistros de trânsito.
Mariano enfatiza que a formação nas autoescolas é, para a maioria das pessoas, o único contato efetivo com a educação para o trânsito. “O Brasil ainda não cumpre a obrigatoriedade da educação para o trânsito nas escolas. Sem os CFCs, essa lacuna se tornaria ainda mais grave”, alerta.
Custo da CNH não é culpa dos CFCsUm dos principais argumentos dos defensores da desregulamentação é o custo do processo de habilitação, que estaria afastando candidatos. Para Celso Mariano, é preciso esclarecer:
“Grande parte dos valores cobrados vem das taxas dos órgãos públicos, não dos CFCs. Culpá-los por isso é um equívoco”.
Além disso, ele alerta que a desobrigação dos cursos pode ter o efeito oposto ao pretendido. “Com menos procura, os custos devem subir para quem quiser fazer o curso de forma completa e responsável. E sejamos honestos: dirigir sem habilitação é, acima de tudo, um problema de fiscalização. Com menos agentes nas ruas, é natural que aumente o número de motoristas sem CNH ou com a habilitação suspensa.”
Mudança exigiria reestruturação profundaCaso o modelo de estudo autônomo seja aprovado, como vem sendo cogitado, o especialista prevê uma série de desafios operacionais. “Teríamos que reformular por completo as provas teóricas e práticas. Os próprios Detrans já enfrentam dificuldades na estrutura atual. Como vão garantir qualidade em um novo modelo, menos exigente?”
A crítica de Celso Mariano não é apenas à proposta em si, mas também à forma como está sendo conduzida. Para ele, trata-se de uma interferência política em uma questão técnica. “Onde estão as câmaras temáticas do Contran? E os pareceres técnicos do Ministério da Saúde, da Previdência, da ONU? Alguém realmente acredita que o Brasil pode abrir mão das metas internacionais de segurança no trânsito?”
“Não acreditamos que vá passar”A Tecnodata Educacional, empresa da qual Mariano é diretor, tem mais de duas décadas de atuação na área e participa ativamente da qualificação de instrutores e centros de formação. Segundo ele, o compromisso com a qualidade da formação deve ser inegociável.
“A solução mais sensata é aprimorar o sistema atual e não desistir dele. Isso exige esforço dos órgãos públicos, fiscalização efetiva, avaliação de custos e redução de burocracias — não um corte irresponsável que compromete a segurança de todos.”
Ao final, o especialista faz um apelo à razão: “Quem não se compromete com qualidade e responsabilidade no processo de formação não pode determinar o futuro de uma categoria inteira. A formação adequada de condutores salva vidas. E esse, sim, deveria ser o foco.”
Assista aqui ao vídeo completo do especialista:The post “Formar condutores exige método”: reação à proposta que dispensa curso em autoescolas cresce em todo o país appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Emplacamento de veículos fica mais barato em SP com novo processo do Detran
A partir do dia 1º de agosto, o processo de emplacamento de veículos em São Paulo terá um novo formato, que promete reduzir custos e tornar mais transparente o trâmite para proprietários de veículos — desde carros e motos zero quilômetro até os que precisam substituir a placa por qualquer motivo.
Com a mudança, o pedido de instalação da placa de identificação veicular (PIV) deixará de ser feito diretamente nas estampadoras credenciadas e passará a ser solicitado antecipadamente junto ao Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). A medida representa uma reorganização importante no fluxo de emplacamento e beneficia, principalmente, quem precisa instalar mais de uma placa no mesmo veículo, como é o caso de automóveis.
A previsão é de uma economia significativa. Segundo o Detran-SP, a nova sistemática pode gerar uma redução de até R$ 56,6 milhões por ano no total pago pelos motoristas paulistas — considerando os dados de emplacamentos realizados no último ano.
Como era antes e o que mudaAté agora, após pagar a taxa de primeiro registro ou transferência, o proprietário precisava procurar uma estampadora credenciada para solicitar a placa. Com a mudança, o primeiro passo ocorrerá no próprio Detran-SP. A solicitação de Autorização para Estampagem de Placa de Identificação Veicular (AEPIV) terá seu registro diretamente no sistema da autarquia, logo no início do processo.
Esse novo formato traz mais controle às etapas do emplacamento, amplia a fiscalização sobre as estampadoras e reduz brechas para fraudes, segundo o órgão.
Além disso, o custo será fixo por veículo, e não mais por placa. Isso significa que, no caso de automóveis que usam duas placas (dianteira e traseira), o proprietário pagará um valor único — e não mais dobrado. A taxa será de 0,85 Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (Ufesp), o que corresponde a cerca de R$ 30 em 2024 (com a Ufesp fixada em R$ 37,02).
Emplacamento também fica mais prático para frotistasOutra novidade é a possibilidade de pagamento em lote, especialmente vantajosa para empresas com grandes frotas, como locadoras, concessionárias, seguradoras e bancos. Para isso, será necessário informar o CNPJ, o que permitirá centralizar o pagamento de várias placas associadas a uma mesma empresa.
Já para as pessoas físicas, o processo continua simples: o CPF do proprietário é o dado necessário para seguir com o pedido.
Instalação da placa será mais flexívelApós o registro do veículo e a liberação da AEPIV pelo Detran-SP, o próximo passo será a busca por uma estampadora credenciada, que confeccionará a placa. O pagamento desta etapa continuará sendo feito diretamente à empresa estampadora.
A instalação da placa também se torna mais flexível. O próprio proprietário poderá fazer, pela estampadora, por um procurador legalmente autorizado ou até pelo estabelecimento que vendeu o veículo — desde que haja autorização formal do dono.
“O Detran-SP está sempre atento aos movimentos do mercado e às demandas da população na busca por eficiência nos serviços e uma melhor experiência do usuário, o cidadão. Ao separarmos os custos de cada fase do emplacamento, teremos maior transparência do processo. Além disso, isonomia para o mercado”, afirmou Vinicius Novaes, diretor de Veículos Automotores do Detran-SP.
Quando é necessário trocar a placa?A troca da placa de identificação não ocorre apenas em veículos novos. Em carros e motos usados ou seminovos, ela é obrigatória quando:
- o veículo ainda utiliza o modelo de placa antigo e será transferido para outra cidade ou estado;
- a placa atual está danificada, ilegível ou fora dos padrões exigidos.
Conduzir um veículo com placa em más condições ou fora do padrão é infração gravíssima, conforme o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A penalidade inclui:
- multa de R$ 293,47;
- 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
- possibilidade de remoção do veículo.
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Excesso de telas pode afetar visão dos motoristas e aumentar sinistros de trânsito no País
Um problema que tem alertado os especialista de trânsito e os médicos oftalmologistas para o futuro: a visão. Com o excesso do uso de telas, como celular, computador, tablet, entre outros, que fazem parte do dia a dia da vida social e profissional, a visão pode estar comprometida para os futuros motoristas. Em até 20 anos, cerca de 52% da população mundial poderá sofrer algum grau de cegueira ou deficiência visual significativa. Os motoristas estão entre os mais afetados por essa tendência alarmante.
Na Bahia existem aproximadamente 3.517.952 motoristas habilitados que trafegam pelas vias do Estado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,19 milhão de pessoas morrem todos os anos em acidentes de trânsito. Esse número pode aumentar se levar em consideração ao crescente número de acidentes provocados pela deficiência da visão em duas décadas.
Doenças ocularesEntre as principais doenças oculares que podem comprometer a segurança no trânsito, o oftalmologista e médico do tráfego Armênio Santos destaca o glaucoma, a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e o ceratocone.
O glaucoma, doença sem cura, mas com tratamento, compromete a visão periférica e, se não for controlado, pode evoluir para uma visão tubular e até levar à cegueira irreversível. A miopia, quando não corrigida, dificulta a visão de objetos distantes — algo crítico para a condução segura. Já a hipermetropia provoca dificuldade para enxergar de perto ou a média distância, mas costuma ser corrigida com o uso de óculos. O astigmatismo gera visão embaçada e distorcida em todas as distâncias, especialmente à noite, quando os faróis dos veículos podem intensificar o desconforto visual. Por fim, o ceratocone é um tipo acentuado e irregular de astigmatismo, que muitas vezes não responde bem ao uso de lentes corretivas convencionais, dificultando ainda mais a acuidade visual ao volante.
Segundo Mário Conceição, presidente da Federação Nacional das Associações de Detran, o Brasil enfrenta uma realidade alarmante no trânsito com mais de 40 mil mortes por ano em sinistros.
“A previsão feita pelo médico oftalmologista Armênio Santos, de que em 20 anos o país terá motoristas com deficiência visual por causa do uso excessivo de telas, torna esse cenário ainda mais grave. Isso porque a visão é um dos sentidos mais fundamentais para a direção segura” pontuou Conceição.
CriançasArmênio Santos também chama a atenção para o cuidado com a saúde ocular das crianças. Segundo o médico, elas serão os condutores de amanhã — e, dentro de duas décadas, estarão à frente do volante e da responsabilidade pelo trânsito. Para ele, é fundamental que as famílias orientem e controlem o uso excessivo de telas nessa fase da vida, a fim de prevenir o desenvolvimento de doenças oculares que podem comprometer a visão no futuro. “As crianças têm papel fundamental na vida como um todo. E, no trânsito, são especialmente vulneráveis às sequelas físicas e às mortes plenamente evitáveis que os acidentes podem causar. A vida é um todo; o trânsito é um detalhe da vida”, afirmou o especialista.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já aponta que cerca de 1,19 milhão de pessoas morrem anualmente em acidentes de trânsito em escala global. “Se não houver uma mudança de hábitos e maior conscientização sobre os danos causados pelo uso prolongado de telas, especialmente entre motoristas, esse número pode crescer ainda mais. É urgente investir em campanhas educativas, revisões de normas de saúde visual e políticas públicas que promovam o uso responsável da tecnologia” pontuou Mário.
Para Armênio Santos, o problema que vem afetando o trânsito de forma gradual está relacionado à perda da capacidade visual adequada. Ela é essencial para uma condução segura, o que contribui para o aumento do número de acidentes. O médico destaca a importância de políticas públicas de promoção da saúde visual. Ou seja, com ações governamentais que levem informações sobre prevenção da cegueira desde os primeiros anos de vida.
“É fundamental trabalhar com crianças, em salas de aula, envolvendo professores e familiares, para diferenciar a ‘saúde social’ do mero assistencialismo social, na máxima de que: saúde é bom e barato; caro é a doença”, ressaltou.
Texto de Jailson Santos
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Acidente entre trem e ônibus biarticulado em Curitiba revela falhas críticas na sinalização ferroviária urbana
O grave acidente envolvendo um trem e um ônibus biarticulado no bairro Cabral, em Curitiba, na semana passada, voltou a acender o alerta para um problema que há tempos preocupa especialistas em mobilidade urbana: os cruzamentos ferroviários em áreas urbanas. A colisão, registrada por volta das 23h30 na Avenida Paraná, deixou ao menos 11 pessoas feridas e partiu o coletivo ao meio. Apesar da violência do impacto, as vítimas tiveram ferimentos considerados leves a moderados.
Conforme a Rumo, concessionária responsável pela linha férrea, o motorista do ônibus teria desrespeitado a sinalização e cruzado a via férrea no momento em que o trem se aproximava. A empresa afirma que o maquinista seguiu os protocolos, acionando a buzina e os freios de emergência, mas não conseguiu parar a tempo. Já a Transporte Coletivo Glória, responsável pelo biarticulado, informou que havia 25 pessoas no veículo no momento do acidente e que todas foram prontamente atendidas.
Embora as causas do acidente estejam sob investigação, especialistas apontam que o caso reflete um conjunto de falhas estruturais e operacionais que tornam esses cruzamentos perigosos — especialmente quando há omissão do poder público e falhas na sinalização.
Sinalização falha e ausência de cancelasPara o especialista em trânsito Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata, o que aconteceu no Cabral não é um fato isolado — trata-se de mais um entre vários acidentes registrados nos últimos anos envolvendo trens e veículos na malha urbana de Curitiba e Região Metropolitana.
“Esses cruzamentos são extremamente críticos. Quando acontece um acidente com trem, quase sempre há muita destruição, feridos e até mortes. O Paraná figura numa estatística lamentável: quatro municípios estão entre os dez com mais registros de acidentes ferroviários no Brasil”, afirma.
Mariano lembra que, no caso mais recente, assim como em outros ocorridos nos últimos meses, foi possível observar que a sinalização luminosa que alerta sobre a aproximação do trem — aquele par de luzes vermelhas piscantes — não estava funcionando.
“É um erro grave. Mesmo com a buzina do trem, que é potente, o aviso sonoro pode não ser suficiente. O motorista pode estar com os vidros fechados, som alto, distraído. E mais: o Brasil habilita surdos para dirigir. Não dá para depender apenas do som da buzina”, ressalta.
Semáforos fora de sincronia e mudança de rotinasOutro ponto destacado por Mariano é a falta de sincronia entre os semáforos dos cruzamentos urbanos e os sistemas de alerta dos trens. Além disso, ele chama a atenção para mudanças recentes nos horários de circulação das composições ferroviárias, que podem gerar confusão entre os motoristas.
“Muitos condutores se habituam com os horários de passagem dos trens. Quando há mudança, mesmo que pequena, o risco aumenta. A pessoa confia no seu hábito e cruza a linha sem se dar conta de que o trem pode estar vindo em um novo horário. Isso é um fator novo e perigoso”, diz.
Falta de educação e omissão no reforço da sinalizaçãoApesar de o Código de Trânsito Brasileiro prever educação para o trânsito desde a base escolar, o especialista lamenta que o tema não seja tratado com a devida importância. Segundo ele, o cruzamento ferroviário deveria ser abordado de forma mais intensa, inclusive nas autoescolas.
“É inadmissível que tenhamos mais de 40 cruzamentos com linha férrea dentro de Curitiba, muitos deles sem cancela ou com sinalização deficiente. A legislação permite certa flexibilidade no tipo de sinalização a ser implantada, mas em locais onde já ocorreram acidentes, não se pode economizar recursos. O próprio texto legal diz que cruzamentos críticos devem receber atenção especial. Se já houve acidentes, é crítico. Ponto”, afirma.
Solução definitiva ainda distanteA saída definitiva, na avaliação de Mariano, seria a retirada das linhas férreas da zona urbana, uma tendência mundial já adotada por várias cidades. No entanto, ele reconhece que essa é uma obra de grande porte, que exige tempo, investimento e decisão política.
“Os trens de carga não transportam pessoas nas cidades, e sua presença dentro da malha urbana mais atrapalha do que ajuda. É preciso pensar em anéis ferroviários fora da cidade, mas enquanto isso não acontece, não podemos simplesmente esperar. Há muito o que fazer até lá: restaurar sinalizações, sincronizar semáforos, instalar cancelas onde for necessário”, defende.
O acidente no Cabral, felizmente, não deixou vítimas fatais, mas escancarou, mais uma vez, a urgência de se enfrentar o problema com responsabilidade, planejamento e ação coordenada entre concessionárias, poder público e sociedade.
“Precisamos falar mais de trânsito. Nas escolas, nas empresas, nas famílias. Trânsito é tema de vida, e quando negligenciado, se torna tema de tragédia”, conclui Celso Mariano.
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Inteligência Artificial ao volante: confiar ao autopiloto seus nervos e sua vida?
A presença da inteligência artificial (IA) no setor automotivo já deixou de ser uma ideia futurista para se tornar parte de nossa rotina. Desde os primeiros protótipos no século XX até as inovações recentes, a evolução tem sido vertiginosa. Veículos autônomos, dotados de sofisticados sensores e algoritmos, estão em fase de testes em avenidas e rodovias de todo o mundo. Mas até que ponto faz sentido delegar nossa segurança física e mental a um sistema que não experimenta medo, cansaço ou intuição humana? Assim como em um jogo de keno de cassino, onde o resultado depende de probabilidades e estatísticas frias, o comportamento de um veículo autônomo baseia‑se em cálculos e previsões. A grande questão é: será que essa matemática impessoal é suficiente para lidar com experiências imprevisíveis, como um pedestre distraído ou uma pista escorregadia em dia de chuva? E, mais importante, como equilibrar a promessa de conforto com a necessidade de vigilância constante?
O que está por trás do volante inteligenteOs automóveis autônomos fazem uso de vários sensores e algoritmos para detectar o ambiente ao redor e reagir de forma precisa. O LIDAR varre o entorno em três dimensões, gerando um modelo detalhado ao redor do veículo; câmeras de alta definição capturam imagens em tempo real para identificar placas e pedestres; radares ultrassônicos mapeiam obstáculos próximos, enriquecendo os dados visuais; e algoritmos de aprendizado de máquina analisam informações de milhões de quilômetros rodados para otimizar cada decisão. Além disso, frameworks éticos e diretrizes regulatórias começam a surgir globalmente para orientar decisões críticas e garantir transparência nos sistemas. Empresas como Tesla, Waymo e Mercedes‑Benz acumulam horas de testes em pistas controladas e vias públicas, aprimorando a confiabilidade de suas soluções e desenvolvendo protocolos de resposta a falhas.
Benefícios e desafios do autopiloto- Menos colisões por erro humano – a IA permanece sempre alerta, sem cansar ou se dispersar.
- Otimização do fluxo de tráfego – Algoritmos ajustam velocidades em tempo real, reduzindo congestionamentos e emissões.
- Acessibilidade ampliada – Pessoas com limitações físicas ou visuais ganham maior independência ao se deslocar.
- Liberação de tempo criativo – Usuários podem dedicar minutos preciosos a leitura, estudo ou planejamento enquanto o carro dirige.
- Dilemas éticos complexos – Em situações de risco extremo, como colisão inevitável, como priorizar vidas?
- Vulnerabilidades cibernéticas – Softwares expostos a ataques podem abrir brechas de segurança graves.
- Lacunas regulatórias – Diferentes países estabelecem regras díspares, gerando incerteza legal sobre responsabilidades.
- Resistência cultural – Muitos motoristas sentem receio histórico e emocional em ceder controle total a máquinas.
Para quem cogita confiar plenamente em um sistema de autopiloto, é essencial manter todas as atualizações do software em dia, pois os fabricantes liberam patches de segurança e aprimoramentos constantes. Além disso, recomenda-se consultar relatórios de desempenho em diferentes condições climáticas e regionais para avaliar o comportamento do sistema em situações adversas. O teste gradual, iniciando por trechos de baixa complexidade antes de rotas urbanas movimentadas, ajuda a criar confiança sem expor o usuário a riscos desnecessários. E nunca se deve esquecer de conhecer os limites do veículo: saber exatamente até onde o autopiloto pode operar sem intervenção humana e estar sempre pronto para retomar o volante em casos de falha ou imprevistos.
Aspectos éticos e legaisA adoção de veículos autônomos impõe debates sobre responsabilidade civil e penal. Se um acidente ocorrer enquanto o carro está no modo de piloto automático, quem responde judicialmente: o proprietário, o desenvolvedor do software ou o fabricante do hardware? Jurisdições pioneiras têm começado a definir diretrizes, mas ainda faltam consensos internacionais. Além disso, a privacidade dos dados coletados pelos sensores e câmeras levanta preocupações sobre vigilância e uso indevido de informações sensíveis. Reguladores precisam equilibrar a inovação tecnológica com a proteção dos direitos individuais e coibir práticas abusivas, como venda de dados de trajetos a terceiros sem consentimento.
Perspectivas futurasO horizonte vislumbra estradas conectadas por redes 5G, onde veículos trocam informações em tempo real sobre condições de tráfego e eventos inesperados. Infraestruturas inteligentes — semáforos, placas digitais e vias equipadas com sensores — colaboram para criar um ecossistema harmonioso entre IA e humanos. Ao mesmo tempo, o aprimoramento de modelos de IA interpretáveis pode esclarecer como o autopiloto toma decisões, fortalecendo a confiança do público. Com o amadurecimento das regulamentações e a conscientização dos usuários, a sinergia entre motoristas e sistemas autônomos tem potencial para revolucionar a mobilidade, reduzindo acidentes e democratizando o acesso ao transporte seguro. Entretanto, esse futuro dependerá da contínua vigilância ética e técnica para que cada viagem seja, de fato, uma parceria equilibrada entre homem e máquina.
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Excesso de velocidade em Campinas: estudo revela que 6 em cada 10 motociclistas trafegam acima do limite
Uma pesquisa inédita divulgada na última terça-feira (29) revelou dados alarmantes sobre o comportamento dos condutores nas ruas de Campinas (SP): 60% dos motociclistas circulam acima da velocidade permitida. O índice é mais que o dobro registrado entre motoristas de veículos leves (27%) e quase o triplo do observado entre os condutores de veículos pesados (20%).
O levantamento foi apresentado na sede da Emdec, durante reunião do Observatório Municipal de Trânsito (OMT), e faz parte da programação da Semana do Motociclista, promovida pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e pela Secretaria Municipal de Transportes (Setransp).
Acelerando o riscoA pesquisa sobre fatores de risco no trânsito, com ênfase no excesso de velocidade, foi realizada pela Johns Hopkins University em parceria com a Faculdade de Medicina da USP, com apoio da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global (BIGRS), Vital Strategies, Emdec e Prefeitura de Campinas.
Os dados foram coletados entre outubro de 2022 e setembro de 2024, em 15 pontos estratégicos da cidade, durante jornadas de 10 horas por dia. “É um trabalho intenso e minucioso, que leva dois meses de observação contínua para gerar esses dados”, explicou a pesquisadora Daniele Mayumi, da USP, que coordena as iniciativas da BIGRS em São Paulo.
Além do destaque negativo entre motociclistas, o levantamento mostrou que, considerando todos os tipos de veículos, a quantidade de condutores em excesso de velocidade aumentou de 19% em 2022 para 31% em 2024. As vias arteriais lideram os registros de infrações (38%), seguidas pelas coletoras (25%) e vias locais (22%).
Três vidas salvas no 1º semestre de 2025Durante o encontro, a Emdec também apresentou os resultados de suas ações intersetoriais em segurança viária. No primeiro semestre de 2025, houve uma redução de 16% no número de mortes de motociclistas nas vias urbanas de Campinas. Isso representa três vidas salvas em relação ao mesmo período do ano anterior.
“Esses dados mostram que persistir nas ações de curto, médio e longo prazo funciona. É preciso continuidade”, afirmou o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.
Fiscalização mais intensa, resultados mais expressivosPara alcançar esses avanços, o município ampliou o número de operações integradas de fiscalização. Só no primeiro semestre deste ano, houve a realização de 160 ações conjuntas com a Guarda Municipal, a Polícia Militar e o Detran/SP – número 26% maior que o total de operações de todo o ano de 2024 (127).
Essas operações resultaram na aplicação de 6 mil autuações, sendo que quase 70% ocorreram para motociclistas. Ao todo, 1.148 veículos foram removidos ao Pátio Municipal, dos quais 807 eram motocicletas.
Também houve reforço na infraestrutura viária: houve a instalação de 3.300 novas placas, 1.300 sinalizações recuperadas, além da pintura de quase 88 mil m² de sinalização horizontal e instalação de oito novos semáforos, sendo cinco “inteligentes”, com câmeras de detecção de fluxo.
Educação como base da mudançaAs ações educativas também seguem firmes. Apenas no primeiro semestre de 2025, houve a realização de 200 atividades pedagógicas, que alcançaram mais de 31 mil pessoas. Destas, 21 ações foram exclusivas aos motociclistas, impactando 5.640 condutores sobre riscos e boas práticas no trânsito.
Campanha de massa contra o excesso de velocidadeEntre as recomendações do estudo da Johns Hopkins, uma das mais urgentes é o lançamento de uma campanha de grande alcance voltada à conscientização sobre os perigos do excesso de velocidade. A campanha já está prevista no cronograma da Emdec e terá seu lançamento no segundo semestre. A expectativa é de que a mensagem impacte diretamente o comportamento de risco que lidera os indicadores de sinistros.
Semana do Motociclista segue até 2 de agostoA Semana do Motociclista teve início no domingo (27), com uma blitz educativa realizada na Praça Arautos da Paz. A programação segue até o dia 2 de agosto, com esquetes teatrais, oficinas de check-up de motos, blitze educativas e workshops, reforçando a importância da segurança e da responsabilidade no trânsito.
Observatório Municipal de Trânsito: articulação para salvar vidasCriado em maio de 2024, o OMT tem o papel estratégico de integrar políticas públicas de segurança viária, monitorar resultados e propor soluções conjuntas. Participam do grupo representantes da Emdec, secretarias municipais, hospitais, forças de segurança e concessionárias.
Com base em dados concretos e ações articuladas, Campinas caminha para reduzir ainda mais os índices de violência no trânsito. Especialmente entre motociclistas, que continuam sendo os mais vulneráveis.
As informações são da EMDEC
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Aumentam colisões com motociclistas nas rodovias federais: PRF reforça alerta em todo o país
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) emitiu um alerta nacional sobre o aumento preocupante de colisões envolvendo motocicletas nas rodovias federais. Os dados mais recentes, referentes ao estado do Paraná, revelam uma tendência que acende o sinal vermelho para o Brasil inteiro: mais motos nas estradas, mais feridos, mais mortes.
Só entre janeiro e abril de 2025, os acidentes com motocicletas subiram 6% no estado, passando de 785 para 833 registros. O número de feridos aumentou de 907 para 962, enquanto o total de mortes saltou de 37 para 45 vítimas fatais — um crescimento de 21,6%.
E não para por aí: o balanço geral do primeiro semestre mostra que, nas rodovias federais que cruzam o Paraná, 302 pessoas perderam a vida, 8% a mais do que no mesmo período de 2024. Ao todo, foram registrados 3.636 sinistros e 4.017 feridos nas BRs paranaenses.
Excesso de velocidade e ultrapassagens: vilões conhecidosDe acordo com a PRF, o excesso de velocidade está diretamente associado a cerca de 40% dos sinistros graves. Entre janeiro e junho de 2025, foram flagradas 281.210 infrações por velocidade acima do permitido, o que representa uma autuação a cada 56 segundos.
As ultrapassagens indevidas, que costumam causar colisões frontais — especialmente fatais em pistas simples —, também seguem preocupando: foram mais de 6.500 infrações no semestre, o equivalente a uma a cada 40 minutos.
Outro dado alarmante é o crescimento dos acidentes relacionados ao consumo de álcool: o número de mortes causadas por embriaguez ao volante saltou 240%, de 5 vítimas no primeiro semestre de 2024 para 17 neste ano.
Motociclistas são as maiores vítimasOs motociclistas continuam entre os grupos mais expostos à violência no trânsito, especialmente nas rodovias. Além de representarem uma proporção cada vez maior da frota, os condutores de motocicletas são mais vulneráveis em caso de colisão e, muitas vezes, circulam em alta velocidade, com pouca margem para erro.
Na região de Curitiba, a PRF observou um aumento de 10% nas mortes de motociclistas em relação ao ano passado. Foram 65 vidas perdidas, o que representa 20% de todas as mortes nas rodovias federais do Paraná no primeiro semestre de 2025.
PRF lança operação nacional com foco em motosComo resposta a esse cenário, a PRF intensificou a Semana Nacional de Prevenção de Sinistros, com destaque para a operação Corredores Seguros — voltada à redução de acidentes com motocicletas nos principais eixos rodoviários do Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais.
As ações começaram no dia 23 de julho e seguem até 8 de agosto, com atuação focada em locais de alto risco para motociclistas, reforço na presença de policiais motociclistas, monitoramento do fluxo de velocidade e abordagens educativas.
Sinistro, não acidente: comportamento faz diferençaA PRF tem reforçado o uso do termo “sinistro de trânsito”, em vez de “acidente”, para enfatizar que a maioria das ocorrências poderia ser evitada. Em geral, os fatores que causam mortes nas estradas — como velocidade, álcool, falta de atenção e manobras proibidas — estão diretamente relacionados ao comportamento dos condutores.
A adoção dessa mudança de linguagem ocorre por diversos órgãos e especialistas. O objetivo é destacar que a segurança no trânsito não depende apenas da sorte ou do destino, mas de escolhas conscientes.
O que é possível fazer?Especialistas em trânsito destacam que reduzir o número de sinistros fatais exige um conjunto de medidas permanentes e articuladas:
- Fiscalização efetiva, com uso de tecnologia e presença ativa das forças de segurança;
- Educação para o trânsito, com campanhas contínuas que alertem para os riscos de comportamentos imprudentes;
- Infraestrutura adequada, com sinalização clara e manutenção constante das rodovias;
- Formação de condutores mais preparada e focada em atitudes seguras, especialmente para motociclistas e profissionais do transporte.
A PRF reforça que a colaboração dos condutores é indispensável para reverter o cenário atual. Obedecer aos limites de velocidade, respeitar a sinalização e dirigir com responsabilidade são atitudes simples que podem salvar vidas — inclusive a sua.
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Por que o cuidado ao dirigir é crucial
Dirigir com cuidado ao dirigir é mais do que seguir regras de trânsito; é uma escolha consciente que protege vidas e promove harmonia nas estradas. Cada ação ao volante, desde manter uma velocidade segura até evitar distrações, pode prevenir acidentes graves. A segurança no trânsito depende de motoristas atentos que respeitam pedestres, ciclistas e outros condutores. Quando todos priorizam a responsabilidade, o risco de colisões diminui, tornando as vias mais seguras para todos. Este artigo explora os perigos da imprudência, os benefícios de uma condução cuidadosa, dicas práticas para hábitos seguros e o papel da educação no trânsito.
Impacto da imprudência nas estradasA imprudência no trânsito está entre as principais causas de acidentes em todo o mundo. Comportamentos como dirigir em alta velocidade, usar o celular ou ignorar sinais de trânsito podem transformar um trajeto comum em uma tragédia. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil pessoas morrem anualmente em acidentes de trânsito, muitos dos quais poderiam ser evitados com mais cautela. Esses incidentes geram não apenas perdas humanas, mas também custos elevados para o sistema de saúde e impactos emocionais profundos para famílias. A imprudência afeta motoristas, passageiros e pedestres, destacando a importância de dirigir com responsabilidade.
Os comportamentos imprudentes mais comuns incluem:
- Exceder o limite de velocidade, aumentando o risco de colisões.
- Usar o celular para mensagens ou chamadas, desviando a atenção.
- Ignorar semáforos ou placas de parada, comprometendo a segurança.
- Dirigir sob efeito de álcool ou drogas, prejudicando reflexos.
A distração ao dirigir e o ato de dirigir embriagado são causas frequentes de acidentes. Distrações podem surgir de ações simples, como ajustar o rádio ou conversar com passageiros, mas o uso do celular é especialmente perigoso. Estudos mostram que ele aumenta em até quatro vezes a chance de colisões. Já a embriaguez compromete a coordenação e o tempo de reação, tornando o motorista incapaz de lidar com imprevistos. A fadiga também é um fator crítico, particularmente em viagens longas, onde a sonolência reduz a concentração. Esses comportamentos transformam o veículo em um risco, ameaçando todos na estrada.
Consequências para motoristas e pedestresOs acidentes de trânsito têm impactos devastadores que vão além de danos materiais. Motoristas podem enfrentar multas pesadas, suspensão da carteira de habilitação ou até processos criminais em casos graves. Para pedestres, que são mais vulneráveis, colisões frequentemente resultam em lesões sérias ou fatais. As consequências de acidentes afetam famílias com traumas emocionais, além de custos médicos e financeiros inesperados. Em áreas urbanas, onde cruzamentos e faixas de pedestres exigem atenção redobrada, a segurança de pedestres depende diretamente da cautela dos motoristas. Esses impactos reforçam a necessidade de uma condução responsável.
Benefícios de dirigir com cuidadoAdotar a prática de dirigir com segurança traz vantagens claras para motoristas e para a sociedade. Condutores cuidadosos reduzem a probabilidade de acidentes, criando um ambiente de trânsito mais tranquilo. Além disso, a direção defensiva diminui o estresse ao volante, já que o motorista está mais preparado para lidar com imprevistos. Outros benefícios incluem:
- Redução de acidentes: Respeitar limites de velocidade e sinais evita colisões.
- Economia de combustível: Dirigir suavemente consome menos gasolina.
- Evitar multas: Cumprir as leis de trânsito previne penalidades financeiras.
- Harmonia no trânsito: Ações responsáveis beneficiam todos os usuários da via.
A direção defensiva é essencial para um trânsito mais seguro. Essa prática envolve antecipar riscos, como manter uma distância segura do veículo à frente ou verificar os retrovisores constantemente. Motoristas que seguem essas técnicas protegem a si mesmos, outros condutores, ciclistas e pedestres. Por exemplo, reduzir a velocidade em áreas escolares ou cruzamentos aumenta a segurança viária e reflete respeito pela comunidade. Pequenas ações, como sinalizar antes de mudar de faixa, contribuem significativamente para um fluxo de trânsito mais seguro.
Economia de tempo e dinheiroDirigir com cuidado também promove economia no trânsito. Evitar acidentes significa menos gastos com consertos de veículos, contas médicas ou multas. Além disso, condutores cautelosos evitam atrasos causados por colisões, que podem congestionar vias e gerar transtornos. Respeitar limites de velocidade, por exemplo, não só previne multas, mas também reduz o desgaste de pneus e freios. Essa abordagem prática mostra que a cautela ao volante é uma escolha inteligente para o bolso e o bem-estar.
Como desenvolver hábitos de direção seguraDesenvolver hábitos de direção segura exige prática e compromisso, mas os benefícios são inegáveis. Pequenas mudanças no comportamento diário podem transformar a forma como você dirige. Algumas dicas práticas incluem:
- Verificar os retrovisores regularmente para manter a consciência do entorno.
- Manter uma distância segura do veículo à frente para ter tempo de reagir.
- Evitar distrações, como celular ou conversas intensas com passageiros.
- Respeitar os limites de velocidade e as condições da via.
- É fundamental evitar distrações como jogos ou caça-níqueis online enquanto dirige; em vez disso, aproveite para jogar Fortune Tiger demo em casa ou em um estacionamento, onde não há riscos ao trânsito. Incorporar essas práticas no dia a dia exige disciplina, mas com o tempo, elas se tornam automáticas. Motoristas que priorizam a segurança no trânsito percebem rapidamente os benefícios de uma condução mais consciente.
As condições da via desempenham um papel crucial na segurança. Chuva, neblina ou pistas mal conservadas exigem ajustes na condução. Em dias chuvosos, por exemplo, reduzir a velocidade e aumentar a distância do veículo à frente previne aquaplanagem. Em áreas de tráfego intenso, manter a calma e evitar manobras bruscas reduz o risco de colisões. Adaptar a condução às circunstâncias é uma habilidade essencial que todo motorista deve desenvolver para garantir a segurança no trânsito.
Uso de tecnologia para segurançaA tecnologia veicular tem transformado a segurança no trânsito. Recursos como assistência de faixa, frenagem automática e sensores de estacionamento ajudam a prevenir acidentes. Aplicativos de navegação, como o Waze, alertam sobre perigos como buracos ou engarrafamentos. Contudo, a tecnologia não substitui a atenção do motorista. Mesmo com essas ferramentas, manter o foco é essencial para garantir a segurança no trânsito, já que os sistemas são apenas auxiliares.
O papel da educação e conscientizaçãoA educação no trânsito é fundamental para criar uma cultura de responsabilidade. Programas educativos ensinam motoristas a reconhecer riscos e adotar práticas seguras. Além disso, campanhas de conscientização viária, como o “Maio Amarelo”, mobilizam a sociedade para refletir sobre a importância de atitudes seguras ao volante. Essas iniciativas têm o poder de mudar comportamentos, reduzindo acidentes e promovendo um trânsito mais humano.
Programas de treinamento para motoristasOs treinamentos de motoristas, oferecidos por autoescolas ou cursos de reciclagem, são indispensáveis para formar condutores conscientes. Esses programas ensinam desde técnicas de direção defensiva até o respeito às leis de trânsito. Motoristas experientes também se beneficiam de cursos de atualização, que reforçam boas práticas e trazem informações sobre novas regulamentações. Esses treinamentos fortalecem a segurança viária e preparam condutores para enfrentar desafios nas estradas.
Campanhas de conscientização no trânsitoCampanhas como o Maio Amarelo desempenham um papel vital em educar a população. Por meio de propagandas, eventos e redes sociais, essas iniciativas destacam as consequências da imprudência e incentivam comportamentos responsáveis. Mensagens impactantes, como histórias de vítimas de acidentes, sensibilizam motoristas e pedestres, promovendo mudanças duradouras. Essas ações reforçam a importância da segurança no trânsito e inspiram uma condução mais cuidadosa.
Considerações finaisDirigir com cuidado ao dirigir é uma responsabilidade que impacta diretamente a segurança no trânsito. Cada motorista tem o poder de proteger vidas, reduzir custos e promover um ambiente mais seguro nas estradas. Evitar distrações, respeitar as condições da via e adotar práticas de direção defensiva são passos simples que fazem grande diferença. A educação e as campanhas de conscientização reforçam a importância de hábitos seguros, enquanto a tecnologia oferece apoio adicional. Ao escolher a cautela, os motoristas contribuem para um trânsito mais harmonioso e salvam vidas. Faça parte dessa mudança e dirija com responsabilidade
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CNH sem autoescola: especialistas reagem a proposta do governo e alertam para riscos à vida no trânsito
A recente declaração do ministro dos Transportes, Renan Filho, sobre a intenção do Governo Federal de tornar facultativa a formação em autoescolas para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) reacendeu um debate intenso no setor de trânsito brasileiro. A proposta, apresentada como medida para baratear o custo da habilitação, enfrenta forte resistência das entidades representativas, especialistas e órgãos públicos.
Um retrocesso histórico e perigosoA Associação Brasileira das Autoescolas (ABRAUTO) divulgou manifesto público, assinado por sua equipe técnica e jurídica, no qual classifica a medida como “um dos maiores retrocessos na história do trânsito brasileiro”, capaz de comprometer a segurança viária e a qualidade da formação de condutores.
De acordo com o documento, cerca de 45% do custo médio da CNH — estimado entre R$ 3.000 e R$ 4.000 — corresponde a taxas e serviços cobrados diretamente pelos Detrans e clínicas credenciadas (exames médico, psicotécnico, taxas de provas e emissão da CNH). Os Centros de Formação de Condutores (CFCs) ficam com os 55% restantes. Eles servem para cobrir as 45 horas/aula teóricas e 20 horas/aula práticas ministradas por instrutores qualificados em ambiente seguro e controlado.
A ABRAUTO destaca que o valor médio de uma hora/aula prática gira em torno de R$ 70, valor inferior ao de uma viagem de Uber de mesma duração. A nota ressalta a complexidade do aprendizado para operar um veículo em trânsito real, o que exige estrutura, profissionais habilitados e veículos adaptados.
Formação qualificada é questão de vidaA associação alerta que facultar a formação em autoescolas pode elevar drasticamente o número de condutores despreparados. Assim, aumentando o risco de acidentes, mortes e prejuízos à sociedade.
Além disso, o Brasil é o único país no mundo que não oferece educação formal de trânsito nas escolas, embora o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) exija essa formação desde 1997. Nesse contexto, a obrigatoriedade das horas-aula em CFCs supre, em parte, essa lacuna essencial.
Outro ponto crítico é a possibilidade de substituição da formação presencial por uma plataforma de ensino a distância (EAD) centralizada, gerida por única empresa. Ou seja, o que pode gerar concentração de receita e queda na qualidade do ensino para milhões de novos condutores por ano.
A complexidade da direção e o papel social dos CFCsA aprendizagem da condução transcende o simples manejo do veículo, envolvendo interação com diversos atores do trânsito e infraestrutura viária. Com frota que ultrapassa 125 milhões de veículos, o Brasil exige um sistema robusto de formação, que os CFCs atualmente oferecem com mais de 13 mil unidades, mais de 120 mil profissionais e ampla estrutura física e pedagógica.
A sugestão do ministro de que o candidato poderia optar por aulas com instrutores autônomos ou em circuitos fechados, como condomínios, é vista como um desrespeito à segurança pública e à qualidade do ensino. Dessa forma, transferindo a responsabilidade estatal aos cidadãos e colocando em risco a integridade de moradores e aprendizes.
ABRAUTO rebate comparações e defende políticas sociaisA entidade rejeita a comparação feita pelo ministro com o ingresso em universidade pública e o uso de cursinhos facultativos, argumentando que dirigir um veículo envolve risco direto à vida. Assim, exigindo formação rigorosa.
Quanto à alegação de que 40% dos motociclistas dirigem sem habilitação, a ABRAUTO destaca a existência da Lei nº 15.153/2025. Ela destina recursos do Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito para custear a CNH Social para população de baixa renda. A falha está na fiscalização ineficaz bem como na negligência estatal, e não na formação.
Leia aqui o Manifesto da ABRAUTO na íntegra Segurança em primeiro lugarA crítica mais dura partiu do presidente da FENEAUTO, Ygor Valença, que classificou as declarações do ministro como “populistas e inconsequentes”. De acordo com ele, o discurso ignora a gravidade da crise de segurança viária no país e tenta transformar uma questão de vida em moeda política.
“A fala de que ‘a população já dirige e não precisa de autoescolas’ revela a total desconexão do ministro com a realidade do trânsito brasileiro”, afirmou.
Valença também comparou a proposta ao que ocorreu com os aplicativos de transporte. Conforme ele, o discurso de liberdade e desburocratização levou à precarização, aumento da informalidade e perda de segurança para trabalhadores e usuários.
O presidente da FENEAUTO ainda enfatiza que a proposta do ministro pode ser motivada por interesses políticos. Ele convoca a sociedade a participar da Comissão Geral dos CFCs no Congresso Nacional, marcada para 3 de setembro. O objetivo é defender a valorização da educação para o trânsito.
O que dizem os exemplos internacionaisA proposta do governo também foi criticada por Valença por desconsiderar a experiência internacional. Países com índices exemplares de segurança viária — como Suécia, Japão, Alemanha, Holanda e Canadá — mantêm formações rigorosas, com exigência de aulas teóricas e práticas, avaliações psicológicas bem como exames presenciais.
Por outro lado, nações que permitem a habilitação sem formação estruturada, como Nigéria e Índia, enfrentam níveis alarmantes de acidentes e mortes no trânsito.
Profunda preocupaçãoA Associação das Autoescolas de Santa Catarina (ATRAESC) também reagiu com firmeza à proposta do governo federal. Em manifestação assinada pela presidente Yomara Ribeiro, a entidade expressou “profunda preocupação e repúdio” à ideia de extinguir a obrigatoriedade da formação em autoescolas para obtenção da CNH, classificando-a como uma iniciativa “irresponsável, com forte viés populista e eleitoral”.
Para a ATRAESC, ao tentar flexibilizar o processo de habilitação sob o argumento de “democratização”, o Ministério dos Transportes desconsidera não apenas os impactos diretos sobre a segurança viária, mas também os milhares de empregos que podem ser perdidos e a inconstitucionalidade de se alterar normas estruturais por meio de simples portarias ou resoluções.
De acordo com Yomara, o plano de implementação já nos próximos meses, sem debate técnico ou jurídico adequado, demonstra pressa incompatível com a seriedade do tema. Ela relatou ter participado de uma reunião com o ministro Renan Filho, em que apontou os riscos de enfraquecer a formação dos condutores e comprometer a responsabilidade social que os CFCs exercem.
“Apesar de todos os argumentos apresentados, o ministro se manteve irredutível em sua posição”, afirmou.
A dirigente também levantou questionamentos sobre a real motivação da proposta. Assim, cobrando mais transparência sobre quais interesses estariam por trás de alternativas como cursos online, plataformas privadas ou modelos de “autodidatismo supervisionado”.
A ATRAESC anunciou que, caso a proposta avance, está pronta para judicializar a questão, mobilizar parlamentares e unir esforços com outras entidades para impedir o que considera “um grave retrocesso”. Para a associação, autoescola não é entrave, mas sim garantia de uma formação segura, cidadã e voltada à preservação da vida no trânsito.
Mulheres no trânsitoCarolina Marino, do Instituto Nacional Mulheres pelo Trânsito, também se posicionou de forma contundente sobre a proposta.
Segundo ela, o dia 29 de julho marca um momento de luto para todos os profissionais da educação para o trânsito. Em especial para as mulheres que atuam nesse setor. Carolina lembra que o presidente Lula e a ministra Gleisi Hoffmann assinaram, em 2022, uma carta-compromisso em defesa da educação no trânsito — o que torna a proposta ainda mais contraditória. Em um apelo carregado de indignação, ela dispara:
“Trânsito não é comércio. A vida não tem preço.”
Detrans defendem acessibilidade com qualidade na formaçãoEm nota oficial assinada por Givaldo Vieira, presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND), a entidade reforçou que qualquer mudança no processo de habilitação precisa ter como prioridade a qualidade da formação e a segurança no trânsito.
“É fundamental que se busquem alternativas para tornar a CNH mais acessível, sim, mas sem comprometer a excelência do processo de aprendizagem”, afirma a nota.
A AND defende que a formação de condutores deve continuar sendo tratada como política pública de segurança viária. Além disso, que medidas estruturadas, como a CNH Social, ampliem o acesso de pessoas de baixa renda ao processo de habilitação.
Modernização com responsabilidade: o desafio de equilibrar acesso e segurançaEmbora discordem frontalmente da proposta de tornar facultativa a passagem por autoescolas, as entidades reconhecem a importância de modernizar o processo de formação de condutores no Brasil. Isso inclui regulamentar o ensino para veículos com câmbio automático, incorporar modalidades remotas com qualidade assegurada assim como investir em políticas públicas que ampliem o acesso à habilitação para a população de baixa renda.
O desafio, afirmam, é promover inclusão e inovação sem comprometer a segurança viária — um compromisso que deve permanecer inegociável.
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