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Atualizado: 36 minutos 48 segundos atrás

Calibrar mais o pneu faz gastar menos combustível? Especialista explica o que é mito e o que é verdade

ter, 23/06/2026 - 17:00
Manter os pneus calibrados corretamente ajuda a reduzir o consumo de combustível, aumenta a segurança e evita o desgaste prematuro. Foto: Divulgação Bridgestone

Com os gastos com combustível pesando cada vez mais no orçamento dos motoristas, muitas pessoas buscam alternativas para reduzir o consumo no dia a dia. Entre as estratégias mais comuns estão mudanças nos hábitos de condução e ajustes na calibragem dos pneus. Mas será que aumentar a pressão dos pneus realmente ajuda a economizar combustível?

De acordo com especialistas, os pneus têm influência direta na eficiência energética do veículo, mas a economia não está relacionada a improvisos ou alterações fora das recomendações técnicas. A manutenção correta continua sendo o caminho mais seguro e eficiente para reduzir o consumo e preservar o desempenho do veículo.

Conforme Roberto Ayala, gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone, a relação entre pneus e consumo de combustível está ligada à chamada resistência ao rolamento.

“Os pneus têm influência direta no consumo de combustível porque estão ligados à resistência ao rolamento, ou seja, ao esforço que o veículo precisa fazer para se movimentar. Quando estão em condições inadequadas, esse esforço aumenta e o consumo também”, explica Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.

Calibragem incorreta pode aumentar o consumo

Uma dúvida frequente entre os condutores é se aumentar a pressão dos pneus pode gerar economia de combustível. Embora essa prática seja comum, especialistas alertam que ela não é recomendada. “Existe a percepção de que aumentar a pressão dos pneus ajuda a economizar combustível, mas isso não é uma solução segura. A calibragem fora do padrão compromete a aderência, afeta a estabilidade e acelera o desgaste irregular. O correto é sempre seguir a recomendação do fabricante do veículo”, afirma Ayala.

Além dos riscos à segurança, tanto a pressão acima quanto abaixo da recomendada podem trazer prejuízos. Quando os pneus estão descalibrados, o veículo precisa fazer mais esforço para se deslocar, aumentando o consumo de combustível. “Quando o pneu está com pressão abaixo do ideal, aumenta a resistência ao rolamento. Isso faz com que o motor trabalhe mais para movimentar o veículo, elevando o consumo de combustível ao longo do tempo”, completa o especialista.

Por esse motivo, a calibragem periódica continua sendo uma das medidas mais simples e eficazes para manter a eficiência do veículo e evitar gastos desnecessários.

Desgaste dos pneus também interfere na eficiência

A condição dos pneus é outro fator que influencia diretamente o desempenho do veículo. Pneus desgastados ou com problemas estruturais podem comprometer a dirigibilidade e reduzir a eficiência energética.

“Um pneu em bom estado garante melhor contato com o solo e funcionamento mais eficiente. Já pneus com desgaste irregular ou problemas estruturais podem exigir mais correções na condução e aumentar o esforço do veículo”, explica Ayala.

Além disso, a falta de alinhamento e balanceamento pode gerar resistência adicional durante a condução, afetando tanto o consumo quanto o conforto ao dirigir. “Quando o veículo está desalinhado, ele pode apresentar maior resistência ao deslocamento, o que interfere diretamente no consumo de combustível e na dirigibilidade”, destaca.

Além da economia financeira, a melhoria da eficiência energética também pode contribuir para a redução das emissões associadas ao uso dos veículos, tornando a manutenção preventiva uma medida que reúne benefícios para o bolso, para a segurança e para o meio ambiente.

Escolha do pneu pode fazer diferença

Outro aspecto que merece atenção é a escolha do pneu adequado para cada veículo e para o tipo de utilização. Segundo a Bridgestone, a evolução tecnológica permitiu o desenvolvimento de modelos que oferecem menor resistência ao rolamento sem comprometer características importantes como segurança, conforto e desempenho. “A tecnologia aplicada aos pneus evoluiu significativamente nos últimos anos. Hoje, contamos com soluções desenvolvidas para reduzir a resistência ao rolamento sem abrir mão da segurança, do conforto e do desempenho. Tecnologias como a ENLITEN, presente em lançamentos recentes da Bridgestone, ajudam a tornar a condução mais eficiente e contribuem para a redução do consumo de combustível ao longo da vida útil do pneu”, afirma o gerente da Bridgestone.

Cuidados simples ajudam a economizar combustível

Para quem deseja reduzir gastos sem abrir mão da segurança, especialistas recomendam algumas medidas básicas de manutenção. Entre elas estão verificar regularmente a pressão dos pneus, realizar alinhamento e balanceamento nos períodos recomendados e observar sinais de desgaste irregular ou danos.

Também é importante utilizar pneus compatíveis com as especificações do veículo e com o tipo de uso predominante.

“Pequenos cuidados fazem diferença no longo prazo. Manter os pneus calibrados corretamente, em bom estado e com a manutenção em dia contribui não só para reduzir o consumo, mas também para garantir mais segurança ao dirigir”, reforça Ayala.

Dicas para economizar combustível com segurança
  • Verifique a calibragem dos pneus semanalmente, sempre com os pneus frios.
  • Siga as recomendações do fabricante quanto à pressão ideal.
  • Faça alinhamento e balanceamento periodicamente.
  • Observe sinais de desgaste irregular ou danos nos pneus.
  • Utilize pneus adequados ao veículo e ao tipo de uso.


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CCJ do Senado avança com projeto que permite prisão preventiva para motoristas que matam sob efeito de álcool

ter, 23/06/2026 - 13:30
Projeto em análise no Senado prevê prisão preventiva e aumento de penas para motoristas que causarem mortes ou lesões graves no trânsito sob efeito de álcool ou drogas. Foto: PantherMediaSeller para Depositphotos

Motoristas que provocarem mortes ou lesões graves no trânsito sob efeito de álcool ou outras substâncias psicoativas poderão enfrentar punições mais severas caso um projeto em análise no Senado avance. A proposta recebeu voto favorável da relatora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e prevê, entre outras mudanças, a possibilidade de decretação de prisão preventiva nesses casos.

O texto altera dispositivos do Código de Processo Penal (CPP) e do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para endurecer o tratamento dado a condutores que causam sinistros graves após consumir álcool ou substâncias capazes de comprometer a capacidade de dirigir.

Aplicação da prisão preventiva

Uma das principais mudanças previstas é a inclusão desses casos entre as hipóteses que permitem a decretação da prisão preventiva.

Pela proposta, será possível adotar a medida quando houver homicídio culposo ou lesão corporal culposa grave ou gravíssima praticados por motorista sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas.

A previsão também alcança situações relacionadas a rachas, disputas de velocidade e manobras perigosas em vias públicas.

Atualmente, a prisão preventiva depende da análise de requisitos previstos no Código de Processo Penal e não possui previsão específica para esses crimes de trânsito.

Penas para homicídio no trânsito podem aumentar

Além da possibilidade de prisão preventiva, o projeto prevê aumento das penas para quem causar morte na direção de veículo automotor sob efeito de álcool ou drogas.

A pena passaria dos atuais cinco a oito anos de reclusão para seis a dez anos, mantendo também a multa e a suspensão ou proibição do direito de obter ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A proposta busca ampliar a resposta penal para situações que continuam entre as principais causas de mortes no trânsito brasileiro.

Lesões graves também terão punições mais rigorosas

O texto também endurece a punição para casos de lesão corporal grave ou gravíssima causados por condutores alcoolizados ou sob influência de substâncias psicoativas.

A pena passaria dos atuais dois a cinco anos para três a seis anos de reclusão.

Assim como ocorre nos casos de morte, a proposta prevê a possibilidade de prisão preventiva para essas situações.

Conceito de substância psicoativa será ampliado

Outro ponto relevante do parecer apresentado na CCJ envolve a definição das substâncias que podem caracterizar a infração.

A relatora substituiu a expressão “substância psicoativa que determine dependência” por uma formulação mais ampla: “substâncias psicoativas que comprometam a capacidade de condução”.

Caso a proposta seja aprovada, caberá ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentar quais substâncias e medicamentos se enquadrarão nessa definição.

O que acontece agora

O projeto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado antes de seguir para as próximas etapas da tramitação legislativa.

Se aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado, o texto prevê um prazo de 180 dias para entrada em vigor das novas regras.

Debate sobre impunidade e segurança viária

A discussão ocorre em um momento em que o endurecimento das punições para crimes de trânsito volta ao centro do debate legislativo. O objetivo dos defensores da proposta é ampliar os instrumentos de responsabilização para condutores que colocam em risco a vida de outras pessoas ao dirigir após consumir álcool ou drogas.

Por outro lado, a matéria ainda deverá passar por novas discussões durante a tramitação no Senado e, eventualmente, na Câmara dos Deputados, antes de se transformar em lei.

Com informações da Agência Senado

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Minha CNH está vencendo. Vai renovar automática? Entenda o que vale hoje

ter, 23/06/2026 - 08:15
Apesar da previsão legal de renovação automática para bons condutores, a medida ainda não está funcionando na prática e gera dúvidas entre motoristas de todo o país. Foto: Arquivo Portal do Trânsito

“Minha CNH está vencendo. Vai renovar automática?” A pergunta enviada ao Portal do Trânsito resume a dúvida de milhares de motoristas brasileiros desde a publicação da Lei nº 15.428/2026. Divulgada pelo Governo Federal como uma medida que permitiria a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para bons condutores, a nova legislação acabou gerando mais dúvidas do que respostas entre os motoristas.

Afinal, quem está com a CNH vencendo precisa fazer alguma coisa ou a renovação acontecerá automaticamente?

A resposta, pelo menos neste momento, é simples: não existe renovação automática em funcionamento no Brasil atualmente.

O que a lei prevê

A Lei nº 15.428/2026 surgiu a partir da Medida Provisória nº 1.327/2025 e criou a possibilidade de renovação automática da CNH para motoristas inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), conhecido como Cadastro de Bons Condutores.

Para ter acesso ao benefício, o motorista não pode ter cometido infrações que gerem pontuação nos 12 meses anteriores ao vencimento da habilitação.

Quando a proposta foi apresentada, a expectativa era que esses condutores pudessem renovar a CNH de forma simplificada, reduzindo etapas do processo.

No entanto, durante a tramitação no Congresso Nacional, o texto sofreu alterações importantes.

Por que a renovação automática não será automática?

O principal motivo é que os parlamentares mantiveram exigências consideradas fundamentais para a verificação das condições do condutor.

Na prática, continuam obrigatórios os exames de aptidão física e mental e, nos casos previstos pela legislação, a avaliação psicológica.

Isso significa que o motorista ainda precisa comprovar que continua apto a dirigir, especialmente em relação às suas condições físicas, cognitivas e de saúde.

Dessa forma, o principal elemento que caracterizaria uma renovação verdadeiramente automática acabou ficando de fora.

Em outras palavras, a CNH não é renovada simplesmente pelo decurso do prazo ou pelo histórico positivo do motorista.

O que o condutor precisa fazer hoje?

Atualmente, quem precisa renovar a CNH continua dependente dos procedimentos definidos pelos órgãos de trânsito.

Isso inclui, entre outros passos:

  • solicitar a renovação;
  • realizar os exames exigidos;
  • cumprir eventuais exigências específicas da categoria;
  • aguardar a emissão do novo documento.

Por esse motivo, especialistas da área de trânsito têm afirmado que a chamada renovação automática permanece apenas como uma previsão legal que ainda não se materializou na prática.

A relação com a Deliberação Contran nº 278/2026

Poucos dias após a entrada em vigor da nova lei, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou a Deliberação nº 278/2026.

A medida foi necessária porque a legislação entrou em vigor sem que todos os procedimentos operacionais estivessem definidos.

Para evitar prejuízos aos motoristas durante esse período de transição, o Contran decidiu prorrogar temporariamente a validade de determinadas habilitações.

A deliberação estabeleceu que as CNHs vencidas entre 5 de junho e 8 de setembro de 2026 permanecem válidas até 9 de setembro de 2026.

Com isso, os condutores abrangidos pela medida podem continuar dirigindo normalmente durante esse período, sem sofrer autuações por documento vencido.

Então minha CNH está renovada?

Não. Esse é um dos pontos que mais têm causado confusão.

A Deliberação nº 278/2026 não renovou automaticamente nenhuma habilitação. O que ela fez foi prorrogar temporariamente a validade dos documentos atingidos pela regra.

Ou seja, o motorista não recebeu uma nova CNH e também não concluiu um processo de renovação.

A medida apenas garantiu um prazo adicional enquanto o sistema de trânsito se adapta às mudanças trazidas pela nova legislação.

O que fazer se sua CNH está vencendo?

A principal recomendação é não presumir que a renovação acontecerá automaticamente.

Motoristas com habilitação próxima do vencimento devem acompanhar as orientações divulgadas pelo Detran de seu estado e pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), já que novas regulamentações ainda podem ser publicadas.

Também é importante verificar se a CNH se enquadra no período contemplado pela Deliberação nº 278/2026, que prorrogou a validade dos documentos vencidos entre 5 de junho e 8 de setembro deste ano.

Ainda há pontos a serem definidos

Embora a Lei nº 15.428/2026 mantenha a expressão “renovação automática” em seu texto, diversos aspectos da sua aplicação prática ainda dependem de regulamentação e ajustes operacionais.

Neste momento, a orientação mais segura é simples: não contar com uma renovação automática da CNH e acompanhar atentamente as orientações oficiais dos órgãos de trânsito.

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Após invasão que disparou alerta falso, especialistas alertam para riscos a serviços essenciais

seg, 22/06/2026 - 17:00
Alerta falso enviado pelo sistema da Defesa Civil reacendeu o debate sobre a proteção de infraestruturas críticas e a segurança dos serviços digitais essenciais no Brasil. Foto: pexels

O disparo indevido de mensagens pelo sistema Defesa Civil Alerta para milhões de brasileiros voltou a colocar em evidência um tema cada vez mais estratégico: a proteção das infraestruturas críticas do país. O incidente, que está sendo investigado pelas autoridades e teve indícios de invasão externa ao sistema, levou à suspensão temporária da plataforma e mobilizou a Polícia Federal para apurar o caso.

Embora a investigação ainda esteja em andamento, especialistas avaliam que o episódio ultrapassa a discussão sobre uma falha pontual e revela um desafio crescente: a necessidade de proteger sistemas digitais que sustentam serviços essenciais e cuja interrupção ou uso indevido pode afetar milhões de pessoas.

Segundo informações divulgadas pelo governo federal, os alertas falsos atingiram usuários de diferentes estados brasileiros por meio do sistema Defesa Civil Alerta, ferramenta criada para comunicar situações de risco iminente à população. A principal linha de investigação aponta para uma invasão cibernética.

Dependência digital aumenta desafios

Para Nilson Oliveira, COO da Apura Cyber Intelligence, o episódio serve como um alerta sobre a crescente dependência da sociedade em relação às plataformas digitais.

“Independentemente do que tenha causado esse episódio, ele serve como um alerta importante. Estamos cada vez mais dependentes de sistemas digitais para operar serviços essenciais, mas a proteção dessas infraestruturas precisa evoluir na mesma velocidade da transformação tecnológica”, afirma.

O especialista destaca que o debate sobre segurança digital costuma se concentrar em golpes, fraudes financeiras e vazamentos de dados. No entanto, segundo ele, existem riscos ainda mais amplos quando o alvo são sistemas considerados estratégicos para o funcionamento da sociedade. “Existem sistemas cuja falha pode afetar diretamente a segurança da população, a continuidade de serviços essenciais e até a capacidade operacional do Estado. Por isso, a proteção de infraestruturas críticas, que inclui a financeira, precisa ser tratada como uma questão estratégica e não apenas tecnológica”, afirma.

O que são infraestruturas críticas?

Infraestruturas críticas são sistemas e serviços considerados essenciais para o funcionamento da sociedade e da economia.

Nessa categoria estão, por exemplo:

  • redes de energia elétrica;
  • sistemas de abastecimento de água;
  • telecomunicações;
  • serviços de saúde;
  • operações portuárias;
  • sistemas de transporte;
  • redes financeiras;
  • plataformas de alerta e resposta a emergências.

A interrupção ou comprometimento dessas estruturas pode gerar impactos significativos para a população e para a atividade econômica.

Casos internacionais mostram que o risco é real

Conforme Nilson Oliveira, episódios registrados em diferentes países demonstram que os ataques a ambientes críticos deixaram de ser uma hipótese teórica. “Ataques cibernéticos já provocaram interrupções em redes elétricas, paralisações de sistemas hospitalares, impactos em operações portuárias e comprometimento de infraestruturas estratégicas em diferentes países.”

Para ele, mesmo nações consideradas referências em segurança digital continuam enfrentando desafios. “A experiência internacional demonstra que mesmo países considerados referência em segurança cibernética continuam enfrentando desafios relacionados à proteção de ambientes críticos. Portanto, não existe risco zero. O que diferencia organizações e países mais resilientes é a capacidade de detectar ameaças rapidamente, responder a incidentes e manter a continuidade das operações mesmo diante de um ataque ou falha relevante”, explica.

Brasil avançou, mas desafios permanecem

Na avaliação do especialista, o Brasil ampliou sua capacidade de defesa cibernética nos últimos anos, mas ainda há espaço para evolução.

Entre as medidas consideradas prioritárias estão:

  • fortalecimento do compartilhamento de inteligência sobre ameaças;
  • ampliação de centros especializados de monitoramento;
  • definição de requisitos mínimos de segurança para operadores de serviços essenciais;
  • realização periódica de avaliações de risco;
  • testes constantes de resiliência operacional.

Outro ponto destacado envolve os chamados ambientes de Tecnologia Operacional (OT), responsáveis pelo funcionamento de sistemas industriais e infraestruturas físicas.

“Muitos desses ambientes foram concebidos em uma época em que conectividade e ameaças cibernéticas não eram preocupações centrais. Hoje eles estão cada vez mais conectados, o que amplia sua superfície de exposição e exige novas estratégias de proteção”, alerta.

Segurança digital deixou de ser apenas uma questão de tecnologia

O caso envolvendo o sistema Defesa Civil Alerta ocorre justamente em um momento de crescente digitalização dos serviços públicos e privados.

Ferramentas como o próprio sistema de alertas foram criadas para proteger a população diante de desastres naturais e situações de emergência, utilizando a tecnologia Cell Broadcast para enviar mensagens diretamente aos celulares em áreas de risco.

Para Nilson Oliveira, o episódio deve servir como oportunidade para ampliar o debate sobre a proteção dessas estruturas.

“A transformação digital trouxe ganhos enormes para a sociedade. Mas quanto maior a dependência da tecnologia, maior também a responsabilidade de proteger esses ambientes. Segurança cibernética deixou de ser apenas uma pauta de TI. É uma questão de resiliência, continuidade operacional e interesse nacional”, conclui.

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Teve a CNH cassada? Fazer o curso teórico pelo app pode não resolver seu problema

seg, 22/06/2026 - 12:30
Motoristas com CNH cassada precisam realizar o curso teórico por meio dos CFCs; a formação disponível no aplicativo CNH do Brasil não é válida para o reinício do processo. Foto: Divulgação Detran/RS

Motoristas que estão em processo de regularização após a cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) precisam ficar atentos. O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) informou que o curso teórico exigido para o reinício do processo de habilitação continua sendo realizado por meio dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) e não pode ser substituído pelo curso disponível no aplicativo CNH do Brasil.

Conforme o órgão, o conteúdo atualmente oferecido pelo aplicativo foi desenvolvido exclusivamente para os processos de primeira habilitação e, por isso, não possui validade para quem precisa se reabilitar após a cassação do documento.

Curso pelo aplicativo não atende exigência legal

De acordo com o Detran-RS, a legislação vigente não permite que candidatos em processo de reabilitação utilizem o curso disponibilizado no aplicativo para cumprir a etapa teórica obrigatória.

A autarquia alerta que o procedimento continua seguindo as regras específicas estabelecidas para os casos de cassação da CNH.

Assim, condutores que realizarem apenas o curso pelo aplicativo não conseguirão utilizar essa formação para dar continuidade ao processo de reabilitação.

Cassação é diferente de suspensão

O Detran-RS lembra que a cassação da CNH é a penalidade mais severa prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Diferentemente da suspensão do direito de dirigir, em que o motorista cumpre um período afastado da condução e realiza apenas um curso de reciclagem, a cassação exige um procedimento mais rigoroso.

A penalidade pode ocorrer quando o condutor é flagrado dirigindo com a CNH suspensa, em situações de reincidência em determinadas infrações gravíssimas ou por condenação judicial relacionada a crimes de trânsito.

Após a cassação, o motorista perde o direito de dirigir e precisa aguardar o prazo legal de dois anos antes de iniciar um novo processo de habilitação.

Condutor precisa passar novamente por etapas da formação

Passado o período da penalidade, o motorista deve cumprir etapas semelhantes às exigidas para quem está obtendo a primeira habilitação.

Conforme o Detran-RS, o reinício do processo exige avaliações e cursos específicos, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Nesse caso, a formação teórica continua vinculada aos Centros de Formação de Condutores e às modalidades de ensino autorizadas e integradas ao sistema do órgão estadual.

Quais são as etapas obrigatórias?

Conforme orientação do Detran-RS, o fluxo para reinício do processo após a cassação da CNH inclui as seguintes etapas:

  1. Abertura do processo no CFC

O condutor deve comparecer presencialmente a um Centro de Formação de Condutores para solicitar a abertura do serviço de reabilitação.

  1. Avaliações médica e psicológica

O processo exige a realização de exame de aptidão física e mental, além da avaliação psicológica obrigatória.

  1. Curso teórico-técnico

Deve-se realizar a formação teórica diretamente em um CFC ou por meio de modalidades de ensino a distância devidamente homologadas e integradas ao sistema do Detran-RS.

De acordo com o órgão, o curso oferecido pelo aplicativo CNH do Brasil não atende essa exigência.

  1. Prova teórica

Após a conclusão do curso, o candidato deverá realizar o exame teórico sobre legislação de trânsito, direção defensiva e primeiros socorros.

  1. Exame prático de direção

A última etapa consiste na avaliação prática aplicada por banca examinadora. Segundo o Detran-RS, as aulas práticas são opcionais para esses casos, mas a prova continua obrigatória.

Atenção para evitar prejuízos

O alerta do Detran-RS ocorre em meio às mudanças recentes nos processos de formação de condutores assim como à ampliação do uso de recursos digitais para obtenção da habilitação.

Por isso, o órgão recomenda que motoristas com CNH cassada procurem orientação diretamente nos CFCs credenciados antes de iniciar qualquer etapa do processo, evitando gastos e transtornos com cursos que não possuem validade para a reabilitação.

Outros estados

Embora as regras gerais para a reabilitação de condutores com CNH cassada sejam definidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), alguns procedimentos operacionais podem variar entre os estados. Por esse motivo, os motoristas que precisam realizar o processo de reabilitação devem consultar o Detran de sua unidade federativa para verificar as exigências, os prazos bem como as etapas aplicáveis em cada caso.

Com informações do Detran/RS

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Avaliação psicológica poderá ser exigida em todas as renovações da CNH

seg, 22/06/2026 - 08:15
Proposta apresentada na Câmara amplia a exigência de avaliação psicológica na renovação da CNH e levanta reflexões sobre saúde mental e aptidão para dirigir. Foto: Robson Dantas/Detran-MS

Entre as diversas mudanças previstas no 4º Substitutivo ao Projeto de Lei 8.085/2014, apresentado na Câmara semana passada, uma delas tem potencial para afetar diretamente praticamente todos os condutores brasileiros: a exigência da avaliação psicológica em todas as renovações da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A proposta foi apresentada pelo relator da Comissão Especial que analisa a reforma do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), e faz parte do conjunto de medidas que buscam reforçar os mecanismos de controle sobre a aptidão dos motoristas. Atualmente, a avaliação psicológica é obrigatória principalmente na primeira habilitação e em situações específicas previstas na legislação, como para condutores que exercem atividade remunerada ao veículo. O novo texto amplia essa exigência para todos os processos de renovação da CNH.

Conforme o relatório, o objetivo é identificar transtornos psicológicos que possam surgir ao longo da vida do condutor e que tenham potencial para comprometer a segurança no trânsito. O parecer destaca que muitos problemas de ordem emocional, comportamental ou cognitiva podem se desenvolver após a obtenção da habilitação, sem que haja qualquer mecanismo regular de reavaliação psicológica para a maioria dos motoristas.

O que muda na prática?

Se o Congresso Nacional aprovar a proposta, o exame psicológico deixará de ser um requisito concentrado na fase inicial da habilitação e passará a integrar todas as renovações da CNH.

Na prática, isso significa que milhões de condutores precisariam passar periodicamente por avaliação realizada por psicólogos credenciados ao sistema de trânsito, da mesma forma que já ocorre atualmente com o exame de aptidão física e mental.

Embora o relatório não detalhe como ocorrerá a operacionalização da medida, a tendência é que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) seja responsável por regulamentar os procedimentos.

Segurança viária como justificativa

A ampliação da avaliação psicológica está alinhada ao discurso adotado pelo relator ao longo de todo o substitutivo, que coloca a segurança viária como principal eixo da reforma.

Ao justificar as alterações, o parecer cita o elevado número de mortes no trânsito brasileiro e defende que as regras relacionadas à habilitação devem priorizar a preservação da vida.

Nesse contexto, a avaliação psicológica passa a ser vista como uma ferramenta para identificar fatores que podem influenciar diretamente o comportamento do motorista, como impulsividade excessiva, agressividade, dificuldades de atenção, alterações cognitivas, transtornos emocionais e outras condições capazes de comprometer a tomada de decisão ao volante.

Especialistas defendem debate técnico

Conforme o diretor do Portal do Trânsito e especialista em trânsito Celso Mariano, é preciso discutir a questão com base em evidências e sem simplificações.

De acordo com ele, não se deve encarar a avaliação psicológica apenas como mais uma etapa burocrática do processo de habilitação.

“O comportamento humano é um dos fatores mais relevantes para a segurança no trânsito. Quando discutimos avaliação psicológica, estamos falando de identificar condições que podem interferir diretamente na capacidade de conduzir um veículo de forma segura.”

Possíveis impactos para os condutores

Caso se aprove a medida, um dos principais efeitos será o aumento do número de avaliações psicológicas realizadas anualmente no país. Nesse sentido, isso poderá gerar reflexos diretos sobre:

  • os custos envolvidos na renovação da CNH;
  • a demanda por profissionais credenciados;
  • os prazos para realização dos processos de renovação;
  • a estrutura dos órgãos executivos de trânsito estaduais.

Por outro lado, a medida deve contribuir para identificar situações que hoje passam despercebidas pelo sistema, especialmente em um contexto de envelhecimento da população e aumento dos casos relacionados à saúde mental.

Prontuário nacional também está previsto

A proposta não se limita à ampliação das avaliações psicológicas. O relatório também prevê a criação de um prontuário nacional de perícias médicas e psicológicas, de caráter permanente e unificado, destinado ao registro de todas as avaliações realizadas nos candidatos e condutores.

De acordo com o texto, o objetivo é permitir maior integração entre os estados e impedir situações em que restrições identificadas em uma unidade da federação deixem de ser conhecidas pelos demais órgãos de trânsito.

Proposta ainda passará por votação

A exigência da avaliação psicológica em todas as renovações da CNH integra o 4º Substitutivo ao PL 8.085/2014, que altera 63 artigos do Código de Trânsito Brasileiro. A votação na Comissão Especial foi adiada após pedido de vista e está prevista para ocorrer em 7 de julho. Ou seja, se aprovada, a proposta ainda precisará passar pelo Plenário da Câmara dos Deputados antes de seguir para análise do Senado.

Até lá, o tema deverá continuar entre os pontos mais debatidos da reforma, especialmente por envolver o equilíbrio entre segurança viária, custos para os condutores, assim como a capacidade operacional do sistema de trânsito brasileiro.

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Frio pode aumentar o consumo e acelerar o desgaste dos carros; veja 7 cuidados importantes 

dom, 21/06/2026 - 13:30
As baixas temperaturas influenciam diretamente o funcionamento do carro e podem exigir maior atenção dos condutores. Foto: Freepik

Com a chegada das temperaturas mais baixas, muitos motoristas percebem mudanças no desempenho dos veículos, como aumento no consumo de combustível, dificuldade na partida e até desgaste mais acelerado de alguns componentes. Embora os efeitos do inverno brasileiro sejam menos intensos do que em países mais frios, os cuidados com a manutenção continuam sendo fundamentais para evitar problemas e garantir a segurança.

Segundo Marcos Dias, professor do curso de Engenharia Mecânica da Faculdade Anhanguera, as baixas temperaturas influenciam diretamente o funcionamento do carro e podem exigir maior atenção dos condutores.

“O frio altera o comportamento de alguns fluidos, exige mais da bateria e pode até aumentar ligeiramente o consumo de combustível, principalmente em trajetos curtos, quando o motor ainda não atingiu a temperatura ideal de funcionamento”, explica.

Confira sete cuidados para preservar o veículo durante os dias mais frios: 
  1. Verifique as condições da bateria: as temperaturas baixas reduzem a eficiência da bateria, o que pode dificultar a partida do carro. Caso o componente já apresente desgaste, as chances de falha são maiores.
  2. Mantenha a calibragem dos pneus em dia: com o frio, a pressão dos pneus tende a diminuir, comprometendo a estabilidade do veículo e aumentando o consumo de combustível. A recomendação é conferir a calibragem pelo menos uma vez por semana. Estudos apontam que a cada de 10ºC, a pressão do pneu diminui em média entre 1 e 2 libras (PSI).
  3. Fique atento ao nível do óleo: o óleo lubrificante pode ficar mais viscoso em temperaturas mais baixas, exigindo mais esforço do motor. Respeitar os prazos de troca indicados pelo fabricante é essencial para evitar desgastes prematuros.
  4. Evite acelerar logo após ligar o carro: nos primeiros minutos, o motor ainda está atingindo a temperatura ideal de funcionamento. Por isso, o ideal é dirigir normalmente e evitar acelerações bruscas logo após a partida. Carros mais novos utilizam aquecimento de combustível nos bicos injetores, é preciso esperar a luz indicadora no painel apagar antes de dar partida.
  5. Não ignore o sistema de arrefecimento: radiador, mangueiras e líquido de arrefecimento precisam estar em boas condições para manter a temperatura adequada do motor e evitar superaquecimentos. Já o fluido do radiador precisa estar com a concentração correta de aditivo, o que evita o congelamento e protege contra a corrosão interna.
  6. Faça trajetos mais longos sempre que possível: percursos muito curtos fazem com que o motor opere durante mais tempo em temperatura abaixo da ideal, o que pode elevar o consumo de combustível.
  7. Mantenha a manutenção preventiva em dia: itens como velas, filtros e sistema de injeção eletrônica devem ser revisados periodicamente para garantir o bom desempenho do veículo em qualquer época do ano.
Frio pode aumentar o consumo? 

De acordo com o professor, é normal que alguns veículos apresentem um pequeno aumento no consumo durante os dias frios.

“Quando o motor ainda está frio, ele precisa trabalhar mais para atingir a temperatura ideal, consumindo mais combustível. A maior densidade do ar frio pode aumentar a potência. Por outro lado, porém, a mistura ar/combustível mais rica pode diminuir o desempenho. Além disso, fatores como pneus descalibrados e excesso de uso de equipamentos elétricos também podem influenciar no rendimento”, afirma.

Com alguns cuidados simples, é possível minimizar esses impactos e prolongar a vida útil dos componentes do veículo, garantindo mais economia e segurança para o motorista.

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Neblina nas rodovias: veja como dirigir com segurança durante o inverno

dom, 21/06/2026 - 08:15
Comum durante o inverno, a neblina reduz a visibilidade nas rodovias e exige velocidade moderada, farol baixo e distância segura entre os veículos. Foto: Madrabothair para Depositphotos

Com a chegada do inverno, um velho conhecido dos motoristas volta a desafiar quem precisa pegar a estrada: a neblina. Mais frequente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã, o fenômeno reduz significativamente a visibilidade e pode transformar deslocamentos rotineiros em situações de risco.

A combinação entre temperaturas mais baixas e altos índices de umidade favorece a formação dos bancos de neblina, especialmente em regiões serranas, vales e áreas próximas a rios e matas. Nessas condições, especialistas alertam que a segurança depende, principalmente, da capacidade do condutor de adaptar sua condução às limitações impostas pelo clima.

Reduzir a velocidade é a primeira medida

Quando a visibilidade diminui, a reação natural de muitos motoristas é tentar manter o ritmo da viagem. No entanto, essa atitude pode aumentar consideravelmente o risco de acidentes.

Entre as principais recomendações está reduzir a velocidade de forma gradual, evitando freadas bruscas que possam surpreender os veículos que vêm atrás.

Também é importante aumentar a distância de segurança em relação aos demais usuários da via, criando um espaço maior para reação diante de imprevistos.

Farol alto pode piorar a visibilidade

Outro erro comum é recorrer ao farol alto para tentar enxergar melhor a pista.

Conforme especialistas, a prática produz o efeito contrário ao desejado. Isso porque a luz intensa reflete nas gotículas de água suspensas no ar, formando uma espécie de barreira luminosa que dificulta ainda mais a visualização do caminho.

A orientação é manter os faróis baixos acesos durante todo o percurso em condições de neblina.

Preparação começa antes da viagem

Além da condução defensiva, as condições do veículo desempenham papel fundamental para enfrentar situações de baixa visibilidade.

Pneus em bom estado garantem melhor aderência ao pavimento, enquanto o sistema de iluminação revisado contribui para que o veículo seja visto pelos demais usuários da via.

Também é indispensável verificar o funcionamento dos limpadores de para-brisa, que ajudam a manter o campo de visão adequado quando há acúmulo de umidade.

Experiência ensina a respeitar os limites

De acordo com o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), entidade que representa mais de 5 mil profissionais especializados no transporte de veículos zero quilômetro em todo o país, lidar com mudanças repentinas nas condições climáticas faz parte da rotina de quem percorre milhares de quilômetros pelas rodovias brasileiras.

O presidente do Sinaceg, José Ronaldo Marques da Silva, conhecido como Boizinho, afirma que a prudência é a principal aliada dos motoristas nesses momentos.

“Quem vive a estrada sabe que a neblina é um dos momentos que mais exigem atenção do motorista. Muitas vezes, a visibilidade cai de forma repentina e qualquer descuido pode ter consequências graves. Nessas situações, reduzir a velocidade, aumentar a distância dos demais veículos e manter a calma são atitudes que fazem toda a diferença.”

Segundo ele, interromper a viagem quando as condições ficam muito severas é uma demonstração de responsabilidade. “O profissional do transporte aprende a respeitar as condições da estrada. Quando a neblina está muito intensa, o mais importante é preservar a vida. Nenhuma carga vale mais do que voltar para casa em segurança. A prevenção continua sendo o melhor caminho para evitar acidentes.”

Saber a hora de parar também é segurança

Para Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg, a preparação adequada antes mesmo de sair para a estrada pode evitar muitos problemas. “A redução do campo de visão diminui o tempo de reação e aumenta a possibilidade de colisões. Por isso, é essencial dirigir com cautela, respeitar os limites da via e, sempre que necessário, interromper o deslocamento até que a situação apresente melhora.”

Ele destaca que a segurança viária começa antes do giro da chave.

“Revisar o veículo, conferir pneus, verificar a iluminação e antecipar situações de risco são cuidados básicos que ajudam a evitar ocorrências e contribuem para um ambiente mais previsível para todos os usuários da via.”

Atenção também para usuários mais vulneráveis

Os cuidados não se restringem aos motoristas de veículos de carga ou automóveis. Motociclistas, ciclistas e pedestres tornam-se ainda menos perceptíveis em trechos encobertos pela neblina.

O uso de equipamentos refletivos e a atenção constante ao ambiente ao redor ajudam a reduzir os riscos e aumentar a visibilidade desses usuários.

Com a tendência de aumento da incidência de neblina nos próximos meses em diversas regiões do país, especialistas reforçam que prudência, planejamento e adaptação às condições da via continuam sendo as ferramentas mais eficazes para preservar vidas.

Afinal, em situações de visibilidade comprometida, chegar alguns minutos mais tarde é sempre melhor do que não chegar ao destino.

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Férias escolares aumentam movimento nas estradas e reforçam importância da manutenção preventiva dos veículos

sab, 20/06/2026 - 17:06
Antes de viajar nas férias de julho, a revisão preventiva do veículo pode evitar imprevistos, aumentar a segurança e garantir mais tranquilidade durante o trajeto. Foto: Divulgação

As férias escolares de julho costumam levar milhares de famílias às estradas em busca de destinos turísticos, praias e cidades do interior. Com o aumento do fluxo de veículos nas rodovias, cresce também a preocupação com a segurança viária e a necessidade de preparar o veículo para enfrentar trajetos mais longos.

Nesse período, especialistas alertam que a manutenção preventiva é uma das principais medidas para reduzir o risco de falhas mecânicas, evitar imprevistos durante a viagem e contribuir para um deslocamento mais seguro.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Reparação de Veículos do Paraná (Sindirepa-PR), a revisão do veículo deve fazer parte do planejamento da viagem da mesma forma que a escolha do destino, da hospedagem e do roteiro.

Revisão ajuda a identificar problemas antes da viagem

A recomendação é que os motoristas realizem uma inspeção completa com antecedência para verificar o estado dos principais sistemas do veículo e corrigir possíveis falhas antes de pegar a estrada.

Entre os itens que merecem atenção especial estão os freios, pneus, suspensão, sistema de direção, bateria, iluminação, palhetas do limpador de para-brisa, além dos níveis de óleo do motor, líquido de arrefecimento e fluido de freio.

Segundo o presidente do Sindirepa-PR, Sandro Cruppeizaki, seria possível evitar muitas ocorrências que causam transtornos nas viagens por meio de uma revisão preventiva.

“O veículo precisa estar preparado para enfrentar trajetos mais longos e diferentes condições de uso. Uma falha mecânica que é possível identificar durante uma revisão pode causar transtornos, aumentar os custos da viagem e, principalmente, colocar em risco a segurança dos ocupantes”, afirma.

Manutenção preventiva traz mais segurança e economia

Além de contribuir para a segurança dos ocupantes, a manutenção periódica também pode evitar gastos maiores no futuro.

De acordo com Cruppeizaki, ainda é comum que muitos motoristas procurem uma oficina apenas quando o veículo apresenta algum defeito, deixando a manutenção preventiva em segundo plano.

“A revisão periódica aumenta a confiabilidade do veículo, reduz o desgaste de componentes e evita que pequenos defeitos se transformem em reparos mais caros. É um investimento que traz economia e mais tranquilidade para quem vai viajar”, destaca.

A avaliação preventiva permite identificar desgastes em peças e sistemas que, se não forem corrigidos, podem comprometer o desempenho do veículo durante a viagem.

Atenção aos pneus, iluminação e documentação

Além da revisão mecânica, alguns cuidados simples podem fazer diferença na segurança da viagem.

O Sindirepa-PR recomenda verificar a calibragem dos pneus, incluindo o estepe, conferir o funcionamento de faróis, lanternas e setas, além de observar a validade e as condições dos equipamentos obrigatórios.

Também é importante checar a documentação do veículo antes da viagem e planejar o trajeto com antecedência.

Outro alerta envolve o comportamento do condutor. Respeitar os limites de velocidade, utilizar o cinto de segurança em todos os assentos e evitar dirigir com sono ou após o consumo de bebidas alcoólicas continuam entre as medidas mais importantes para reduzir os riscos nas rodovias.

Não deixe a revisão para a última hora

Outro ponto destacado pelos especialistas é a importância de programar a manutenção com antecedência.

Nas semanas que antecedem o período de férias, o movimento nas oficinas costuma aumentar significativamente, o que pode dificultar o agendamento de serviços e atrasar eventuais reparos necessários.

Realizar a revisão antes da alta demanda permite que o veículo seja avaliado com mais tranquilidade e que eventuais problemas sejam solucionados sem comprometer a data da viagem.

Cruppeizaki reforça que a manutenção deve ser realizada em oficinas de confiança, com profissionais qualificados e utilização de peças de procedência.

Segundo ele, essa é uma medida que contribui não apenas para o bom funcionamento do veículo, mas também para a segurança nas rodovias e para uma viagem mais tranquila durante as férias escolares.

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Coreia do Sul usa IA em hospitais, trânsito e bombeiros para ampliar eficiência dos serviços

sab, 20/06/2026 - 13:30
Experiências na Coreia do Sul mostram a inteligência artificial atuando como ferramenta de apoio em hospitais, serviços de emergência e gestão urbana. Foto: vincentstthomas para Depositphotos

A inteligência artificial já faz parte da rotina dos sul-coreanos em diferentes situações do dia a dia. Mas, além de aplicações voltadas ao entretenimento e à experiência do usuário, a tecnologia começa a ocupar um papel estratégico em áreas diretamente relacionadas à qualidade de vida e à segurança da população.

Na Coreia do Sul, hospitais, sistemas de gestão do trânsito e serviços de emergência vêm incorporando soluções baseadas em IA para automatizar processos, organizar informações e apoiar profissionais na tomada de decisões. A aposta do país é que os ganhos econômicos e sociais proporcionados pela tecnologia dependerão não apenas do desenvolvimento de modelos cada vez mais sofisticados, mas da capacidade de integrá-los às estruturas já existentes. Embora os resultados ainda estejam sendo avaliados, experiências concretas já estão em funcionamento.

IA acompanha a jornada do paciente nos hospitais

Um dos exemplos mais avançados está no SNUH (Seoul National University Hospital), considerado um dos principais hospitais sul-coreanos.

Durante uma apresentação realizada pela empresa Infmedix, ligada à Universidade Nacional de Seul, foi demonstrada uma plataforma de inteligência artificial generativa capaz de acompanhar todo o percurso do paciente dentro do sistema de saúde.

Em uma das simulações apresentadas, um homem de 62 anos com suspeita de acidente vascular cerebral procura atendimento em um hospital secundário. Enquanto médico e paciente conversam, o sistema registra automaticamente a consulta, organiza informações como sinais vitais, histórico médico e medicamentos utilizados e ainda sugere possíveis encaminhamentos clínicos.

Se houver necessidade de transferência para uma unidade de maior complexidade, a própria plataforma reúne exames, documentos e demais registros médicos para compartilhamento com a nova equipe responsável pelo atendimento.

De acordo com Hyung-Chul Lee, diretor do instituto do SNUH voltado às pesquisas sobre inteligência artificial aplicada à saúde, estudos preliminares indicam redução do tempo de atendimento sem prejuízo à precisão clínica.

A expectativa é que a solução esteja implantada em todos os hospitais ligados à universidade ainda neste ano, enquanto outras instituições já iniciaram processos de adoção.

Lee ressalta, porém, que a ferramenta não substitui os profissionais da saúde. Conforme ele, as decisões médicas continuam sendo responsabilidade dos especialistas, cabendo à IA tarefas relacionadas à organização de informações, elaboração de relatórios e automatização de atividades administrativas.

Inteligência artificial também chega ao trânsito

A integração da inteligência artificial também avança na gestão urbana e na mobilidade.

Embora o material não detalhe quais soluções estão sendo empregadas especificamente no trânsito, a reportagem destaca que sistemas baseados em IA vêm sendo incorporados às atividades relacionadas à administração das cidades e à segurança pública. A proposta é utilizar a tecnologia para tornar processos mais eficientes e melhorar a resposta dos serviços prestados à população.

No contexto da segurança viária, iniciativas desse tipo despertam atenção por seu potencial de apoiar a gestão do fluxo urbano, otimizar o uso de recursos e oferecer respostas mais rápidas diante de situações críticas.

Bombeiros utilizam tecnologia para reforçar atendimento

Os serviços de emergência também estão entre os setores que passam por transformações impulsionadas pela inteligência artificial.

De acordo com agências internacionais de notícias, experiências em andamento envolvem atividades ligadas à segurança e ao atendimento de ocorrências, evidenciando uma estratégia nacional de incorporação gradual da tecnologia em diferentes áreas consideradas essenciais.

A adoção dessas ferramentas ocorre com o entendimento de que a IA deve atuar como instrumento de apoio às equipes humanas, ampliando a capacidade operacional sem substituir a atuação dos profissionais.

Integração é a chave para os resultados

Mais do que desenvolver ferramentas inovadoras, a estratégia sul-coreana está baseada na integração entre tecnologia e estruturas já consolidadas.

A avaliação é de que o verdadeiro impacto econômico e social da inteligência artificial dependerá da capacidade de conectar essas soluções aos sistemas existentes, tornando-os mais ágeis e eficientes.

Ainda que muitas dessas experiências estejam em fase inicial e seus resultados definitivos permaneçam incertos, a Coreia do Sul surge como um laboratório em escala real para testar o potencial da IA em setores diretamente relacionados à saúde, à mobilidade e à segurança pública.

Para países que acompanham o avanço acelerado da inteligência artificial, os exemplos sul-coreanos reforçam que o debate vai além da substituição de mão de obra. A tecnologia tende a ganhar relevância justamente quando utilizada para reduzir burocracias, organizar informações complexas e permitir que profissionais concentrem seus esforços naquilo que nenhuma máquina é capaz de reproduzir integralmente: o julgamento humano e o cuidado com as pessoas.

Com informações de Agências Internacionais de Notícias

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O que pode mudar na sua CNH? Entenda a proposta que altera o CTB

sab, 20/06/2026 - 08:15
Com 63 artigos alterados, a proposta de reforma do CTB já mobiliza especialistas, entidades e órgãos de trânsito antes mesmo da votação pelo Congresso Nacional. Foto: Divulgação Detran/MS

A reforma do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ainda não foi aprovada, mas já se tornou um dos assuntos mais debatidos entre especialistas, órgãos de trânsito, Centros de Formação de Condutores (CFCs), entidades representativas e profissionais do setor. O motivo é simples: o Projeto de Lei 8.085/2014 e seus apensados podem promover a maior alteração na legislação de trânsito desde a criação do CTB, em 1997.

O 4º Substitutivo apresentado pelo relator da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), altera 63 artigos da lei e consolida propostas discutidas ao longo de meses de audiências públicas e seminários realizados em diferentes regiões do país.

Mesmo sem ter sido aprovado, o texto já mobiliza diversos segmentos porque suas consequências podem atingir diretamente milhões de brasileiros, inclusive aqueles que não pretendem tirar a CNH nos próximos anos.

Não é apenas uma mudança para quem vai se habilitar

Quando surgem notícias sobre alterações no processo de formação de condutores, muita gente acredita que o assunto interessa apenas aos futuros motoristas. No caso da reforma do CTB, essa percepção está longe da realidade.

Embora o projeto trate de mudanças na obtenção da CNH, ele também propõe alterações que podem afetar quem já possui habilitação há décadas.

Entre os temas presentes no relatório estão novas regras para renovação da CNH, avaliação psicológica periódica, criação de prontuário nacional de perícias médicas e psicológicas, fiscalização eletrônica, mobilidade elétrica e circulação de novos modais de transporte.

Por isso, o debate extrapola o universo das autoescolas e alcança praticamente todos os usuários das vias.

Uma proposta que pode redesenhar a formação de condutores

Um dos pontos que mais tem movimentado o setor é a reformulação do processo de habilitação.

O texto propõe mudanças significativas nas regras de formação, incluindo a definição da carga horária mínima de aulas práticas diretamente no CTB, a possibilidade de atuação de instrutores autônomos e a realização de exames práticos em Escolas de Trânsito credenciadas.

Também permanece na proposta a possibilidade de habilitação para jovens entre 16 e 18 anos, um dos temas que mais geraram debates durante os trabalhos da Comissão Especial.

Essas mudanças têm potencial para impactar diretamente a forma como os futuros condutores serão preparados nos próximos anos.

O debate vai além da CNH

Outro aspecto que ajuda a explicar a repercussão do projeto é o fato de ele abordar temas que ultrapassam a formação de motoristas.

O próprio relatório destaca a necessidade de criar regras para questões que hoje ainda geram dúvidas ou lacunas na legislação, como bicicletas elétricas, equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e veículos autônomos ou semiautônomos.

Trata-se de uma discussão importante porque o trânsito brasileiro está passando por uma transformação acelerada. Novas tecnologias, formas de deslocamento e modelos de transporte surgem em ritmo muito mais rápido do que a atualização das normas.

Nesse contexto, a reforma busca antecipar debates que tendem a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.

Segurança viária voltou ao centro das discussões

Talvez o principal recado transmitido pelo relatório seja a tentativa de recolocar a segurança viária no centro das decisões relacionadas ao trânsito.

Ao justificar diversas propostas, o relator cita o número de mortes registradas nas vias brasileiras e afirma que determinadas flexibilizações não podem ocorrer sem considerar seus impactos na preservação da vida.

Essa preocupação aparece em temas como a formação de condutores, a avaliação psicológica periódica, os critérios para exames de habilitação e a criação de mecanismos nacionais de controle e compartilhamento de informações.

Conforme o especialista em trânsito e diretor do Portal, Celso Mariano, a relevância da proposta vai muito além das mudanças pontuais.

“Muitas pessoas acreditam que alterações no Código de Trânsito dizem respeito apenas a quem está tirando a habilitação, mas isso não é verdade. O CTB influencia diretamente a vida de todos os usuários das vias, desde motoristas e motociclistas até ciclistas e pedestres. Por isso, acompanhar esse debate é uma questão de cidadania.”

De acordo com Mariano, mesmo antes da aprovação, o projeto já merece atenção da sociedade. “O texto ainda pode sofrer alterações durante a tramitação. No entanto, ele já mostra quais são as prioridades que estão sendo discutidas para o futuro do trânsito brasileiro. Quanto mais as pessoas compreenderem essas propostas, maior será a participação social em um tema que afeta a vida de todos”, explica o especialista.

O projeto ainda não virou lei. Então por que acompanhar?

Uma dúvida comum é por que acompanhar uma proposta que ainda não entrou em vigor.

A resposta está justamente no estágio atual da tramitação.

É durante as discussões nas comissões e no plenário que as mudanças podem ser ajustadas, ampliadas ou até retiradas do texto. Depois da aprovação, as possibilidades de alteração tornam-se muito mais limitadas.

Além disso, o histórico recente mostra que muitas mudanças no trânsito acabam produzindo impactos significativos no cotidiano dos brasileiros, seja no processo de habilitação, na fiscalização ou nas exigências para conduzir veículos.

O que acontece agora?

Após a apresentação do 4º Substitutivo, parlamentares apresentaram pedido conjunto de vista, adiando a votação na Comissão Especial para o dia 7 de julho. A expectativa é que o Plenário da Câmara dos Deputados analise a matéria já em 8 de julho. Caso aprovada, seguirá para apreciação do Senado Federal.

Até lá, o projeto continuará sendo debatido por especialistas, entidades e representantes do setor. E, independentemente do resultado final, uma coisa já está clara: a reforma do CTB deixou de ser uma discussão restrita aos bastidores de Brasília e passou a envolver temas que podem influenciar diretamente o trânsito brasileiro nos próximos anos.

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Em 14 anos, mortes no trânsito por causa de álcool diminuem 19,5%

sex, 19/06/2026 - 16:21
Para se ter uma ideia, em 2010, o número era de 15 mil mortes. Em 2024, foram 13.075. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A taxa de mortes no trânsito relacionadas com o consumo de bebida alcoólica caiu 19,5% no Brasil entre os anos de 2010 e 2024. A análise, divulgada na última sexta-feira (19), Dia Nacional da Lei Seca, foi feita pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), referência nacional no tema.

Para se ter uma ideia, em 2010, o número era de 15 mil mortes. Em 2024, foram 13.075. No entanto, o estudo pondera que a quantidade voltou a subir a partir de 2020 (quando 11.600 pessoas perderam a vida).  

Referência no mundo 

Segundo a coordenadora do Cisa, Mariana Thibes, a Lei Seca não deixou de funcionar e é uma legislação que serve de referência para o mundo ao reduzir os acidentes de trânsito e salvar vidas no Brasil. 

“Essa redução foi da ordem de mais de 30%, desde que a lei surgiu (em 2008) até os últimos anos”, afirmou Mariana em entrevista à Agência Brasil. Ela concorda, no entanto, que há uma perda de fôlego em vista de “novos  desafios”. A Lei Seca começou a apresentar menos eficiência, conforme revelam os números. 

“A gente vinha observando uma curva constante de queda até 2019, e a partir daí a taxa de mortes começou a crescer depois da pandemia”, acrescentou. 

Mariana explica que isso ocorreu porque, embora a fiscalização tenha aumentado nos últimos anos, as formas de burlar também ficaram cada vez mais sofisticadas. “As pessoas conseguem se comunicar, usar aplicativos e saber onde estão acontecendo as fiscalizações”. 

Impunidades

Além disso, ela lamenta que prevalece na população um senso de que é possível passar impune pela lei seca. Para conter isso, defende a intensificação das ações de fiscalização, o acesso a atendimento de emergência e as ações de prevenção que alcancem especialmente o público masculino (o que mais morre no trânsito). 

De acordo com a Cisa, a partir de 2019, o uso de álcool é responsável por 36,6% das ocorrências no trânsito entre os homens e 26,3% entre as mulheres.  “O maior perfil de risco afetado pelas mortes são os homens jovens”. 

Um problema é que a fiscalização convive com limitações, como o número de operações com uso de bafômetros e o aumento da frota e de acidentes com motocicletas. 

Sensibilização

A coordenadora do Cisa recomenda que, para sensibilizar a sociedade a não beber e dirigir, as campanhas precisam ficar mais estratégicas. “É preciso ir além dos anúncios “de choque”.  

“A evidência internacional mostra que as mensagens que se baseiam somente no medo têm efeito de curto prazo, mas não conseguem mudar o comportamento de forma sustentada”, disse ela.

O que funcionaria, na sua opinião, seria combinar educação, esclarecimento e percepção de risco real das pessoas.

“A pessoa precisa acreditar que vai ser fiscalizada e que vai ser punida”.

Os dados mostram que a maior parte das infrações acontecem nos finais de semana e durante a madrugada.

Por isso, um caminho seria promover a cultura de alternativas viáveis, como o transporte noturno e acessível, e os aplicativos de carona. “Quando a gente só sensibiliza, mas também não traz alternativa, ficamos com o limite claro”. 

Tocantins lidera

De acordo com os dados, 18 estados apresentaram taxa de mortes por 100 mil habitantes superior à média nacional (6,2), como o Tocantins (13,4), Piauí (12,1) e Mato Grosso (11,1). Em relação às internações, 16 estados têm taxa superior. As maiores são no Espírito Santo, Pará e Acre.

“No caso dos estados com maior taxa de morte, a gente pode pensar em questões estruturais, rodovias mais perigosas, por exemplo, menor densidade de fiscalização e de acesso a serviços de emergência nas estradas”, afirmou Mariana Thibes. 

Ela ressaltou que o hábito de beber e dirigir pode ser diferente conforme os estados. “São realidades específicas que precisam ser investigadas mais a fundo para que o poder público também possa dar respostas adaptadas”.

As informações são da Agência Brasil

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Jogo do Brasil: hospitais alertam para aumento dos riscos no trânsito

sex, 19/06/2026 - 13:30
Durante a Copa do Mundo, autoridades reforçam o alerta para que motoristas planejem o retorno para casa e evitem dirigir após consumir álcool. Foto: vova130555@gmail.com para Depositphotos

O clima de Copa do Mundo costuma unir famílias e amigos em frente à televisão, em bares e em espaços públicos para acompanhar os jogos da seleção brasileira. Mas, em meio à celebração, um velho problema volta a preocupar autoridades de saúde e segurança viária: o aumento dos comportamentos de risco no trânsito, especialmente a combinação entre álcool e direção.

O alerta ganhou força após dados de um hospital de referência em trauma do Amazonas revelarem a dimensão dos atendimentos relacionados a acidentes viários. Apenas nos cinco primeiros meses deste ano, a unidade registrou mais de 4 mil atendimentos a vítimas de sinistros de trânsito. A maior parte dos casos envolveu motociclistas, grupo que permanece entre os mais vulneráveis nas vias brasileiras.

A situação serve de alerta para todo o país. Embora os números sejam locais, o cenário reflete uma realidade nacional marcada pelo elevado número de lesões e mortes no trânsito, especialmente em períodos de grandes eventos e celebrações coletivas.

Copa do Mundo exige planejamento fora do campo

Assistir aos jogos faz parte da tradição dos brasileiros. No entanto, a empolgação típica da competição pode levar a decisões perigosas quando o assunto é mobilidade.

Reuniões em bares, confraternizações e comemorações costumam estar associadas ao consumo de bebidas alcoólicas. Quando não há planejamento prévio sobre como voltar para casa, aumenta o risco de pessoas assumirem o volante sem condições adequadas para dirigir.

A orientação é simples: quem pretende consumir bebida alcoólica não deve dirigir. Nesses casos, alternativas como transporte por aplicativo, táxi, caronas com motoristas que não beberam ou transporte coletivo podem evitar tragédias.

Além disso, é importante considerar que a euforia provocada pelas partidas também pode contribuir para distrações, excesso de velocidade e redução da percepção de risco.

Motociclistas seguem entre as principais vítimas

Os dados do hospital amazonense mostram que quase sete em cada dez atendimentos decorrentes de acidentes de trânsito envolveram motocicletas.

O número reforça uma tendência observada em diferentes regiões do país. Motociclistas estão mais expostos aos impactos das colisões e quedas, uma vez que contam com menor proteção física em comparação aos ocupantes de automóveis.

As consequências costumam ser severas. Fraturas nos braços e pernas estão entre as lesões mais frequentes, mas não são as únicas. Dependendo da gravidade do sinistro, também podem ocorrer traumatismos, lesões permanentes e necessidade de múltiplos procedimentos cirúrgicos.

Outro fator preocupante é que muitos desses condutores utilizam a motocicleta como instrumento de trabalho, o que amplia os impactos sociais e econômicos dos acidentes.

Os efeitos dos acidentes vão além da emergência

Quando um paciente recebe alta hospitalar, o processo de recuperação muitas vezes está apenas começando.

Dependendo das lesões sofridas, podem ser necessários meses de fisioterapia, acompanhamento médico contínuo e afastamento das atividades profissionais. Em alguns casos, as sequelas comprometem a capacidade laboral e alteram significativamente a rotina familiar.

Esse aspecto evidencia que os sinistros de trânsito não representam apenas um problema de saúde imediata. Eles também geram custos para o sistema público de saúde, perda de produtividade e impactos emocionais para vítimas e familiares.

Por isso, especialistas em segurança viária defendem que a prevenção seja encarada como uma responsabilidade coletiva.

Atitudes simples ajudam a salvar vidas

Independentemente do resultado em campo, algumas medidas podem fazer diferença para garantir que a comemoração termine em segurança:

  • Não dirigir após consumir bebida alcoólica;
  • Definir antecipadamente quem será o motorista da vez;
  • Utilizar transporte por aplicativo, táxi ou transporte público;
  • Respeitar os limites de velocidade;
  • Evitar o uso do celular ao volante;
  • Utilizar corretamente capacete, cinto de segurança e dispositivos de retenção para crianças;
  • Redobrar a atenção em áreas com grande circulação de pedestres.
A vitória mais importante acontece no retorno para casa

A Copa do Mundo desperta paixão e mobiliza milhões de brasileiros. No entanto, nenhuma comemoração justifica colocar vidas em risco.

A escolha de agir com responsabilidade no trânsito pode evitar internações, sequelas permanentes e perdas irreparáveis. Afinal, mais importante do que celebrar cada gol é garantir que todos consigam voltar para casa em segurança após o apito final.

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Lei Seca completa 18 anos: o que mudou — e o que ainda precisa mudar

sex, 19/06/2026 - 08:15
Há 18 anos, a Lei Seca mudou a forma como os brasileiros encaram a combinação entre álcool e direção, mas a conscientização ainda é essencial para salvar vidas. Foto: Syda_Productions para Depositphotos

Em 19 de junho de 2008, o Brasil deu um passo decisivo no enfrentamento a uma das principais causas evitáveis de mortes no trânsito: a combinação entre álcool e direção. Dezoito anos depois, a chamada Lei Seca chega à maioridade reconhecida como um marco na segurança viária brasileira. Mais do que endurecer punições, ela ajudou a transformar hábitos, mudou a percepção social sobre o ato de beber e dirigir e reforçou a ideia de que a condução de um veículo exige responsabilidade.

Mas a maioridade da Lei Seca também convida à reflexão. Afinal, apesar dos avanços, o país ainda convive com motoristas que insistem em assumir o volante após consumir bebida alcoólica, apostando na sorte, na falsa sensação de controle ou na certeza de que não serão fiscalizados.

Se, em 2008, usava-se frequentemente as frases como “foi só uma cervejinha” ou “é pertinho de casa” para justificar comportamentos de risco, hoje elas já não encontram a mesma aceitação social. Ainda assim, a mudança cultural promovida pela legislação não foi suficiente para eliminar uma prática que continua colocando vidas em perigo.

O que mudou desde 2008?

A Lei nº 11.705, sancionada em 19 de junho de 2008, alterou dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para restringir de forma mais rigorosa o consumo de álcool por condutores. O objetivo era claro: reduzir o número de mortes e lesões decorrentes da direção sob efeito de bebida alcoólica.

Na prática, a legislação instituiu a chamada tolerância praticamente zero ao álcool na direção. Desde então, o motorista flagrado dirigindo após consumir bebida alcoólica passou a responder a severas penalidades administrativas.

Atualmente, dirigir sob a influência de álcool é infração gravíssima, sujeita à multa multiplicada por dez, no valor de R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Em caso de reincidência no período de um ano, o valor da multa dobra.

Dependendo da concentração de álcool constatada ou das evidências apresentadas, a conduta também pode configurar crime de trânsito, com previsão de detenção.

Ao longo dos anos, a legislação recebeu melhorias. A principal mudança ocorreu em 2012, quando a Lei nº 12.760 ampliou os meios de comprovação da embriaguez, permitindo que sinais de alteração da capacidade psicomotora, vídeos, testemunhos e outras provas passassem a complementar ou até substituir o teste do etilômetro em determinadas situações.

A Lei Seca funcionou?

A resposta mais honesta talvez seja: sim, mas não completamente. É inegável que a Lei Seca promoveu uma transformação importante na forma como a sociedade brasileira enxerga a mistura entre álcool e direção. O comportamento deixou de ser socialmente tolerado e passou a ser amplamente reprovado.

A figura do “motorista da rodada”, o aumento do uso de aplicativos de transporte, a combinação prévia de quem não irá beber e o planejamento do retorno para casa são exemplos de mudanças de comportamento que ganharam força ao longo desses 18 anos.

Para o diretor do Portal do Trânsito e especialista em trânsito Celso Mariano, o principal legado da Lei Seca vai além das punições.

“A Lei Seca ajudou a estabelecer um novo pacto social. Ela deixou claro que dirigir não é um direito absoluto, mas uma atividade que exige responsabilidade e respeito à vida. A legislação foi fundamental para mudar mentalidades, mas nenhuma norma substitui a consciência individual.”

Ao mesmo tempo, os episódios envolvendo motoristas alcoolizados continuam presentes nas estatísticas e nas manchetes policiais, evidenciando que a legislação, sozinha, não é capaz de eliminar comportamentos de risco.

Por que o desafio persiste?

Especialistas apontam que diversos fatores contribuem para a permanência do problema. Entre eles estão a sensação de impunidade, a baixa percepção do risco, a crença equivocada de que pequenas quantidades de álcool não comprometem a condução e a fiscalização desigual em diferentes regiões do país.

Também há quem recorra à recusa do teste do bafômetro como estratégia para tentar minimizar consequências, embora a própria recusa seja infração de trânsito e gere as mesmas penalidades administrativas aplicadas ao motorista flagrado dirigindo sob influência de álcool.

Além disso, campanhas educativas costumam ganhar força em períodos específicos, mas nem sempre se mantêm de forma contínua ao longo do ano.

O primeiro Dia Nacional da Lei Seca

A comemoração dos 18 anos da legislação ganha um significado especial em 2026. Este é o primeiro ano em que o país celebra oficialmente o Dia Nacional da Lei Seca, instituído para ser lembrado em 19 de junho.

A data reforça o papel da educação e da conscientização como instrumentos complementares à fiscalização.

Mais do que recordar a criação da lei, o objetivo é estimular o debate sobre escolhas seguras e a responsabilidade compartilhada pela preservação da vida no trânsito.

A maioridade da lei exige maturidade coletiva

Ao completar 18 anos, a Lei Seca deixa um legado inquestionável: ela contribuiu para mudar comportamentos, fortaleceu a fiscalização e consolidou a mensagem de que beber e dirigir não é uma combinação aceitável.

Conforme Mariano, no entanto, sua maior lição talvez seja outra: a segurança no trânsito não depende apenas do rigor das punições. Ela exige decisões conscientes tomadas todos os dias por milhões de brasileiros.

“A tecnologia evoluiu, surgiram novas opções de mobilidade e a sociedade amadureceu sua percepção sobre os riscos do álcool ao volante. Ainda assim, a escolha mais segura continua sendo também a mais simples. Se beber, não dirija”, conclui.

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Como a perícia pode salvar vidas no trânsito? PCDF aposta em tecnologia para prevenir acidentes

qui, 18/06/2026 - 17:00
Tecnologia e inteligência pericial ajudam a mapear locais com maior incidência de acidentes e orientam ações de segurança viária no Distrito Federal. Foto: Orathai164 para Depositphotos

A tecnologia e a inteligência pericial estão ganhando um papel cada vez mais importante na prevenção de acidentes de trânsito no Distrito Federal. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio do Instituto de Criminalística (IC), vem utilizando ferramentas de análise geográfica e cruzamento de dados periciais para identificar pontos críticos de sinistros. O objetivo é auxiliar os órgãos responsáveis pela gestão do trânsito na adoção de medidas preventivas.

O trabalho transforma informações coletadas durante as perícias de acidentes em dados estratégicos capazes de indicar padrões de ocorrência, fatores de risco e locais que demandam intervenções voltadas à segurança viária.

Conforme a PCDF, a iniciativa permite que as informações produzidas pela perícia criminal ultrapassem a função tradicional de subsidiar investigações. Dessa forma, elas passam a contribuir também para o planejamento de ações voltadas à redução de acidentes.

Dados periciais ajudam a identificar padrões

O trabalho acontece a partir da análise de laudos de acidentes de trânsito associados a informações geográficas. Com isso, os peritos conseguem mapear locais com maior concentração de ocorrências e identificar características comuns entre os sinistros registrados.

Os levantamentos permitem apontar, por exemplo, trechos viários que apresentam recorrência de acidentes. Além disso, cruzamentos e pontos específicos que merecem atenção especial dos órgãos de trânsito.

A análise também auxilia na compreensão das circunstâncias em que os acidentes ocorrem, contribuindo para a definição de medidas mais adequadas para cada situação identificada.

Informações subsidiam ações de trânsito

De acordo com a PCDF, os dados gerados pelo Instituto de Criminalística são compartilhados com órgãos como o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) e o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). O objetivo é fornecer subsídios técnicos para ações de engenharia de tráfego, fiscalização, mobilidade urbana, educação para o trânsito e prevenção de sinistros.

Em alguns casos, os mapas produzidos pela perícia indicam concentração de acidentes em cruzamentos semaforizados. Nesses locais, as informações podem servir de base para avaliações relacionadas ao funcionamento dos semáforos, à sinalização viária, à visibilidade dos condutores e à dinâmica de circulação da via.

A utilização dessas informações permite que as intervenções sejam direcionadas para locais onde há maior necessidade, aumentando a eficiência das medidas adotadas pelos gestores públicos.

Tecnologia amplia papel da perícia

A iniciativa faz parte de um processo de modernização das atividades periciais desenvolvido pela Polícia Civil do Distrito Federal. Nos últimos anos, o Instituto de Criminalística tem investido em soluções tecnológicas voltadas à digitalização, ao aprimoramento da coleta de dados e à precisão metodológica dos trabalhos periciais.

Nesse contexto, a inteligência pericial passa a desempenhar um papel que vai além da produção de provas para investigações criminais, contribuindo também para a formulação de políticas públicas voltadas à segurança viária.

Segurança viária baseada em evidências

A identificação de pontos críticos por meio da análise técnica de acidentes segue uma tendência cada vez mais presente na gestão do trânsito: a adoção de decisões baseadas em evidências.

Ao transformar informações periciais em conhecimento aplicado à mobilidade urbana, a PCDF contribui para que os órgãos responsáveis pelo trânsito tenham acesso a diagnósticos mais precisos sobre os locais onde os acidentes se concentram e quais fatores podem estar relacionados às ocorrências.

A expectativa é que o uso dessas ferramentas fortaleça as estratégias de prevenção, permitindo intervenções mais eficazes e contribuindo para a redução de sinistros e seus impactos sobre a população do Distrito Federal.

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Mais um Detran adota o exame toxicológico para primeira habilitação; veja o que muda

qui, 18/06/2026 - 14:51
O Rio de Janeiro é mais um estado a confirmar a exigência do exame toxicológico para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B. A medida começa a valer em 29 de junho. Foto: Divulgação Detran/RJ

O movimento de implantação do exame toxicológico para candidatos à primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) continua avançando pelo país. Desta vez, foi o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ) que anunciou a adoção da exigência para processos de habilitação iniciados a partir de 29 de junho.

Com a medida, o Rio de Janeiro se junta a outros estados que já começaram a aplicar a nova regra prevista na Lei Federal nº 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e passou a exigir resultado negativo em exame toxicológico para obtenção da primeira habilitação nas categorias A (motocicletas) e B (automóveis).

A decisão reforça uma tendência nacional de adequação dos Detrans às orientações da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que determinou a implementação da exigência para emissão da Permissão para Dirigir (PPD), documento concedido aos novos condutores após a conclusão do processo de habilitação.

Quem será afetado pela nova regra

Segundo o Detran-RJ, a obrigatoriedade valerá apenas para candidatos que iniciarem o processo de primeira habilitação a partir de 29 de junho de 2026. Quem já tiver aberto o processo antes dessa data continuará seguindo as regras anteriores e não precisará apresentar o exame toxicológico.

A exigência também não se aplica aos procedimentos de renovação da CNH, emissão de segunda via ou obtenção da Permissão Internacional para Dirigir (PID).

Estados começam a adotar cronogramas próprios

Embora a exigência tenha origem em uma lei federal, a implementação vem ocorrendo em ritmos diferentes nos estados.

Nas últimas semanas, diversos Detrans anunciaram datas específicas para adequação dos sistemas e procedimentos internos. Minas Gerais, por exemplo, informou que a cobrança passará a valer para processos iniciados a partir de 20 de junho. Já o Tocantins também confirmou a adoção da nova exigência para candidatos à primeira habilitação.

O cenário indica que outros estados deverão divulgar seus cronogramas de implantação nas próximas semanas.

Como será o exame no Rio de Janeiro

De acordo com o Detran-RJ, os candidatos deverão realizar o exame em laboratórios credenciados pela Senatran. O teste deverá ser feito após a abertura do Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach) e antes da continuidade das demais etapas do processo de habilitação.

O exame possui janela mínima de detecção de 90 dias e tem como objetivo identificar o uso de substâncias psicoativas previstas na regulamentação federal. Para prosseguir no processo, o candidato deverá apresentar resultado negativo registrado no sistema.

Caso o resultado não esteja disponível ou seja diferente do exigido pela legislação, o processo ficará impedido de avançar até a regularização da situação.

Mudança segue gerando debates

A ampliação da exigência do exame toxicológico para as categorias A e B continua gerando discussões entre especialistas, entidades do setor e profissionais ligados à formação de condutores.

Defensores da medida argumentam que ela pode contribuir para identificar o uso de substâncias psicoativas entre candidatos à habilitação e reforçar a segurança viária. Por outro lado, críticos apontam o aumento dos custos para quem pretende obter a primeira CNH e questionam a efetividade da exigência para motoristas não profissionais.

Enquanto o debate continua, uma coisa já está clara: a nova regra está deixando de ser apenas uma previsão legal e passando a fazer parte da realidade dos candidatos à habilitação em diferentes regiões do país.

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CNH digital gratuita já gerou economia de mais de R$ 51 milhões para condutores de SP

qui, 18/06/2026 - 13:30
Mais de 372 mil motoristas paulistas já optaram pela CNH exclusivamente digital, economizando custos com impressão e entrega do documento. Foto: Divulgação/Detran-SP.

A possibilidade de emitir gratuitamente a versão digital da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já gerou uma economia superior a R$ 51 milhões para os motoristas paulistas. Segundo dados divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), mais de 372 mil pessoas escolheram receber apenas o documento digital, dispensando a impressão em papel e os custos de envio.

A medida faz parte do processo de digitalização dos serviços relacionados à habilitação no estado e está disponível para diferentes procedimentos, como primeira habilitação, renovação, mudança ou adição de categoria, reabilitação e inclusão da observação de Exercício de Atividade Remunerada (EAR).

De acordo com o Detran-SP, desde a implantação da modalidade exclusivamente digital, 372.324 condutores deixaram de solicitar a versão impressa da CNH. A economia total estimada é de R$ 51,3 milhões. Desse montante, R$ 47,2 milhões correspondem aos custos evitados com a emissão do documento físico e R$ 4,1 milhões estão relacionados à eliminação das despesas de envio.

Documento digital tem a mesma validade da versão impressa

A CNH digital possui a mesma validade jurídica da versão física e pode ser apresentada em todo o território nacional por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). A diferença é que o cidadão pode optar por não receber o documento impresso, reduzindo custos relacionados à produção e entrega.

A iniciativa integra um conjunto de medidas adotadas pelo governo paulista para simplificar os processos de habilitação e ampliar o acesso aos serviços digitais.

Conforme Talita Rodrigues, diretora de Habilitação e Condutores do Detran-SP, a proposta busca adequar os serviços à realidade dos usuários.

“Nosso objetivo é tornar a habilitação mais compatível com a realidade do cidadão. A transformação digital permite eliminar custos, ao mesmo tempo em que amplia a liberdade de escolha de cada motorista. Estamos simplificando processos sem abrir mão da segurança dos serviços.”

Menor custo do país para obtenção da CNH

O Detran-SP afirma que São Paulo possui atualmente o menor custo do Brasil para obtenção da primeira habilitação. Conforme os dados divulgados pelo órgão, o candidato paga R$ 105,66 referentes ao agendamento dos exames teórico e prático. O curso teórico é gratuito e há possibilidade de escolha entre autoescola e instrutor autônomo credenciado.

As medidas fazem parte da política estadual voltada à redução de custos e à digitalização dos serviços públicos relacionados ao trânsito.

Digitalização avança nos serviços de trânsito

A economia gerada pela CNH digital demonstra como a digitalização de documentos públicos vem alterando a relação dos cidadãos com os serviços de trânsito. Além da redução de despesas para os usuários, a medida elimina etapas burocráticas ligadas à impressão e à entrega de documentos.

Para os motoristas, a principal vantagem é poder acessar a habilitação diretamente pelo celular. Assim, mantendo a mesma validade legal do documento físico e dispensando a necessidade de portar a versão impressa em diversas situações.

Com mais de R$ 51 milhões economizados pelos condutores paulistas em pouco mais de um mês de implantação da medida, a versão digital da CNH se consolida como uma das principais iniciativas de digitalização dos serviços de habilitação no estado.

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Reforma do CTB avança e amplia mudanças na CNH

qui, 18/06/2026 - 09:50
Relatório apresentado na Comissão Especial da Câmara propõe alterações em 63 artigos do Código de Trânsito Brasileiro e promete reacender o debate sobre formação de condutores, CNH e segurança viária no país. Foto: Kamila Nascimento/Detran-MT

A reforma do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) deu mais um passo na Câmara dos Deputados. O relator da Comissão Especial que analisa o Projeto de Lei 8.085/2014 e seus apensados, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), apresentou o 4º Substitutivo da proposta, um texto que altera 63 artigos da legislação de trânsito e pode representar a maior atualização do CTB desde sua criação. Após a leitura do relatório, parlamentares apresentaram pedido conjunto de vista, adiando a votação na Comissão Especial para o dia 7 de julho. A expectativa é que, se aprovado, o projeto seja apreciado pelo Plenário da Câmara já no dia seguinte, em 8 de julho.

O novo texto consolida propostas de 270 projetos de lei apensados ao PL 8.085/2014 e trata de temas que vêm sendo amplamente debatidos nos últimos meses, especialmente após a publicação da Resolução Contran nº 1.020/2025, que alterou significativamente as regras da formação de condutores no Brasil.

Entre os principais pontos estão mudanças no processo de habilitação, novas exigências para renovação da CNH, além disso, a criação de uma modalidade de condução para jovens entre 16 e 18 anos, a regulamentação da atuação de instrutores autônomos e medidas voltadas à redução dos custos da habilitação.

Formação de condutores continua no centro do debate

O próprio relatório deixa claro que a discussão sobre a formação de condutores foi um dos principais motivadores da reforma.

Ao justificar as mudanças, o relator critica diretamente a Resolução Contran nº 1.020/2025, especialmente a redução da carga horária mínima obrigatória de aulas práticas para duas horas-aula. Segundo o parecer, a medida teria representado um risco para a segurança viária ao flexibilizar excessivamente o processo de formação.

Por isso, o substitutivo estabelece no próprio CTB uma carga horária mínima de cinco horas-aula para a formação prática de condutores, retirando do Contran a possibilidade de definir esse requisito exclusivamente por regulamentação infralegal.

Para o especialista em trânsito Julyver Modesto, o alcance da proposta vai muito além da discussão sobre carga horária ou autoescolas.

“O texto apresentado agora é muito mais amplo do que uma simples discussão sobre formação de condutores. Estamos diante de uma proposta que altera dezenas de dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro e que pode impactar diretamente a habilitação, a fiscalização e a própria estrutura do Sistema Nacional de Trânsito.”

Segundo ele, o momento exige análise cuidadosa de cada alteração. “Existem temas que merecem um debate aprofundado, principalmente aqueles relacionados à habilitação de menores de idade, aos exames e aos novos modelos de formação de condutores. São mudanças que podem produzir reflexos importantes na segurança viária e, por isso, precisam ser avaliadas com cautela.”

Habilitação aos 16 anos permanece na proposta

Um dos temas mais polêmicos continua presente no texto. O substitutivo prevê a possibilidade de que jovens maiores de 16 anos obtenham autorização para conduzir veículos das categorias A e B em áreas urbanas, observadas determinadas restrições. Para automóveis, a condução deverá ocorrer sob supervisão de um motorista habilitado há pelo menos dois anos. Já para motocicletas e motonetas de até 150 cilindradas, a proposta dispensa acompanhante.

O assunto já gerou divergências durante as audiências públicas e seminários realizados pela Comissão Especial e deve continuar entre os pontos mais debatidos durante a tramitação da matéria.

Avaliação psicológica para todos os motoristas

Outra mudança relevante diz respeito à renovação da Carteira Nacional de Habilitação.

Atualmente, a avaliação psicológica é exigida principalmente na primeira habilitação e em situações específicas previstas na legislação. O relatório propõe que o exame psicológico passe a ser obrigatório em todas as renovações da CNH.

Conforme o parecer, a medida busca identificar condições psicológicas que possam comprometer a capacidade de condução e representar riscos à segurança viária.

Além disso, o texto cria um prontuário nacional unificado para o registro de perícias médicas e psicológicas, permitindo o compartilhamento de informações entre os órgãos de trânsito de todo o país.

Instrutores autônomos e exames fora dos Detrans

O relatório também mantém a possibilidade de atuação de instrutores autônomos no processo de formação de condutores.

Pela proposta, as aulas práticas poderão ser ministradas tanto por Escolas de Trânsito quanto por instrutores autônomos credenciados, desde que sejam observados requisitos equivalentes de segurança, como veículos equipados com duplo comando de freio e embreagem, monitoramento das atividades e fiscalização pelos órgãos executivos de trânsito.

Outra inovação é a possibilidade de realização de todo o processo de habilitação, incluindo exames práticos, nas próprias Escolas de Trânsito credenciadas, desde que existam mecanismos de auditoria e controle pelos Detrans.

CNH Social e redução de custos

Embora o relatório endureça alguns requisitos ligados à segurança viária, também traz medidas voltadas à redução dos custos do processo de habilitação.

Entre elas está o fortalecimento da CNH Social, com a destinação de recursos provenientes das multas de trânsito para custear a formação de condutores de baixa renda. O texto também prevê a criação de um teto nacional para taxas administrativas relacionadas à habilitação.

Outra proposta é a emissão automática e gratuita da CNH definitiva para motoristas que concluírem o período probatório sem cometer infrações impeditivas.

Segurança viária como justificativa

Ao longo do relatório, o relator afirma que a principal diretriz adotada pela Comissão Especial foi a segurança viária. O parecer cita que mais de 37 mil pessoas morreram no trânsito brasileiro em 2024 assim como defende que determinadas decisões relacionadas à formação de condutores não podem ser flexibilizadas sem considerar seus impactos na preservação da vida.

Essa preocupação ganha relevância em um contexto de aumento da violência no trânsito. Dados recentes do Atlas da Violência 2026 mostram que os motociclistas já representam 41,6% das mortes no trânsito brasileiro e que os óbitos envolvendo motos cresceram 38% entre 2019 e 2024.

Com a votação adiada para julho, entidades do setor, especialistas, órgãos de trânsito e representantes dos Centros de Formação de Condutores terão mais algumas semanas para analisar os impactos da proposta. Ou seja, caso avance na Comissão Especial e no Plenário da Câmara, a reforma poderá promover uma das mais amplas alterações já realizadas no Código de Trânsito Brasileiro.

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PRF autua 1 motorista alcoolizado a cada 10 minutos no Brasil

qui, 18/06/2026 - 08:15
A recusa ao bafômetro foi normalizada como uma “estratégia inteligente”. Foto: Divulgação PRF

A Lei Seca, responsável por salvar dezenas de milhares de vidas no Brasil desde 2008, atinge sua maioridade neste 19 de Junho com um novo desafio: mudar a cultura do risco enraizado no comportamento do motorista brasileiro. Levantamento realizado pela Associação de Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (Actrans) com base nos dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), aponta que, embora os esforços de fiscalização e a maturação da lei apresentem resultados concretos na redução do número de óbitos e feridos, o país enfrenta a resistência do motorista que aposta todas as suas fichas na recusa sistemática ao teste do bafômetro.

Os indicadores de acidentes nas rodovias federais brasileiras, entre janeiro e maio de 2026, revelam uma tendência de queda de quase 10% no número de mortes, um indicador de que a gravidade dos sinistros está sendo mitigada, ainda que o volume de ocorrências caia em ritmo mais lento. Entre janeiro e maio de 2025, a PRF registrou 1.495 sinistros, 93 mortes e 1.311 feridos em ocorrências cuja causa foi a ingestão de álcool pelo condutor. No mesmo período de 2026, esses números caíram para 1.445 sinistros, 84 mortes e 1.223 feridos. Isso representa uma queda de 3,34% nos sinistros, 9,68% nas mortes e 6,71% nos feridos.

As infrações por alcoolemia (Art. 165) caíram de 3.095 em 2025 para 2.964 em 2026, uma redução de 4,23%. Já as infrações por recusa (Art. 165-A) caíram apenas 0,83%, passando de 18.562 para 18.408. Isso significa que a cada 10 minutos um motorista alcoolizado foi flagrado pela PRF nas rodovias federais brasileiras. A proporção de recusas sobre o total de autuações subiu para 86,13% em 2026.

“A fiscalização pode estabilizar os números de acidentes, mas não inibe o comportamento imprudente do motorista. Em 2026, para cada motorista que sopra o bafômetro e testa positivo, existem mais de seis que recusaram o teste porque beberam e querem evitar um crime de trânsito”, analisa Adalgisa Lopes, presidente da Actrans e psicóloga especialista em trânsito e segurança viária.

Crimes de trânsito

O impacto dessa resistência comportamental é visível no sistema judiciário. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, nos quatro primeiros meses de 2026 houve o registro de 49.228 novos processos por crimes de trânsito (tipificados na Lei 9.503/97, do art. 302 ao 312) em 1º grau ou em Juizados Especiais Criminais em todo o país. Em todo ano de 2025, foram 161.174 novos processos. Esse volume reflete não apenas a fiscalização intensiva, mas também a persistência de comportamentos de risco que alimentam a imprudência no trânsito.

Ao se deparar com a blitz, o motorista faz um cálculo rápido de custo-benefício: o teste positivo acima de 0,34 mg/L resulta em crime de trânsito (Art. 306 do CTB), enquanto a recusa (Art. 165-A) gera a multa e a suspensão da CNH por 12 meses. Para os especialistas em psicologia de trânsito da Actrans, a estabilidade do alto índice de recusas se sustenta por três vieses cognitivos principais. “O primeiro é o otimismo irreal, a crença de que o acidente só acontece com os outros, e que sua habilidade de direção é superior à média. O segundo é a ilusão de controle: o motorista acredita que ‘sabe beber’ e que consegue disfarçar os sinais diante da autoridade policial. O terceiro é a minimização do risco: a percepção de que ‘foi só uma dose’ e que o perigo real é inexistente”, comenta Adalgisa.

A recusa foi normalizada como uma “estratégia inteligente”.

Para avançar, é necessário atacar a sensação de impunidade que a recusa e a demora da punição geram. “O processo de suspensão da CNH pode demorar meses por causa de sucessivos recursos, o que retira o efeito de choque necessário para a mudança de hábito. A punição só educa quando é percebida como certa e imediata”, completa Giovanna Varonni, diretora da Actrans e psicóloga de trânsito.

Para reverter o quadro de estagnação, os especialistas propõem uma mudança de paradigma nas políticas públicas de trânsito. “As campanhas devem abandonar o tom puramente informativo e adotar uma abordagem de impacto emocional e social. É preciso desconstruir a imagem do motorista que recusa o teste como alguém ‘esperto’, substituindo-a pela imagem de alguém que assume o risco de destruir famílias por conveniência própria. As punições precisam ocorrer em um menor espaço de tempo. Essa recusa não deve apresentar nenhum benefício para o motorista”, explica Giovanna Varonni.

Em 18 anos de Lei Seca, o Brasil aprendeu a fiscalizar, mas o condutor aprendeu a burlar. A queda de 9,68% nas mortes é um alento que prova a importância da fiscalização e da legislação vigente, mas a barreira dos 86% de recusa é o novo desafio a se vencer.

“Não bastam bafômetros mais modernos ou multas mais caras, precisamos mudar o comportamento, a cultura e a consciência coletiva. Enquanto a sociedade tolerar o consumo de álcool ao volante e a recusa ao bafômetro como uma manobra válida, as ruas e rodovias continuarão sendo palco de tragédias evitáveis”, completa Adalgisa Lopes.

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Pesquisa mostra que jovens valorizam escolher o motorista parceiro de aplicativo como fator de segurança

qui, 18/06/2026 - 07:19
Ter disponibilidade às informações sobre o parceiro também se apresenta como fator indispensável para 55% dos entrevistados, principalmente para as mulheres, com 59% das respostas. Foto: Snapic.PhotoProduction para Depositphotos

A mobilidade urbana no Brasil atravessa um momento de transformação acelerada, impulsionada pela onipresença dos aplicativos de intermediação de transporte e trazendo a segurança como o divisor de águas para o setor. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, em parceria com a inDrive, plataforma global de mobilidade e entregas, aponta que 67% dos jovens da geração Z – que compreende os nascidos entre 1997 e 2010 – aprovam modelos que permitem poder escolher o motorista parceiro. Segundo o estudo, esta opção traz uma maior percepção de segurança para os passageiros dessa faixa etária. 

De acordo com a pesquisa, os principais usos de apps de mobilidade no Brasil estão associados a algumas das atividades características do dia a dia dos mais jovens, como saídas sociais (ir ou voltar de festas, bares e shows – 51%) ou atividades de rotina, como compras (40%). O estudo também revelou que ter acesso a uma lista de motoristas que aceitam a corrida e poder escolher com quem viajar é a preferência de 57% dos respondentes, independente da faixa etária. Além disso, 84% deles concordam que escolher o motorista parceiro baseado no histórico de viagens e nas avaliações traz mais segurança; e ter disponibilidade às informações sobre o parceiro também se apresenta como fator indispensável para 55% dos entrevistados, principalmente para as mulheres, com 59% das respostas.

“O desafio de equilibrar a tecnologia com a segurança de todos nunca foi tão urgente, e isso força o mercado de mobilidade a repensar constantemente seus protocolos para elevar a segurança nas viagens diariamente”, ressalta Larissa Coutinho, Safety Manager da inDrive no Brasil. 

O levantamento mostrou ainda que o motorista parceiro é o principal ponto de contato para construção de segurança.

Para se sentirem seguros, os brasileiros demandam informações verificadas, além de boas condições do veículo. Checar os dados do parceiro, por exemplo, é uma ação frequente para os usuários ouvidos: 63% sinalizam que sempre conferem a foto e o nome do motorista parceiro, enquanto 49% costumam ver sua nota de avaliação. 

“O cenário atual revela uma dinâmica em que a segurança na mobilidade segue sendo, cada vez mais, o pilar fundamental que sustenta a confiança do usuário brasileiro. Os resultados da pesquisa mostram que a transparência é fundamental para a percepção dos usuários do que é uma viagem segura e nisso estamos trabalhando todos os dias na inDrive”, conclui Larissa. 

A inDrive conta com mais de 20 recursos de segurança ao longo de toda a jornada em seu app no Brasil, incluindo recursos importantes como verificação de identidade, detecção de prova de vida, compartilhamento de rota em tempo real, anonimização de números de telefone, botão de emergência (SOS), gravação de áudio durante a viagem e monitoramento em tempo real. A plataforma também investe constantemente em tecnologias para identificar fraudes e impedir o retorno de usuários removidos. Além disso, relatos relacionados à segurança são analisados por uma equipe especializada, com medidas preventivas e suporte aos envolvidos, incluindo seguro contra acidentes pessoais e assistência psicológica gratuita.

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