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Atualizado: 27 minutos 41 segundos atrás

Chuva aumenta risco no trânsito: veja erros que podem causar multa e sinistros

qua, 06/05/2026 - 17:55
Entre os principais alertas do Detran está a necessidade de diminuir a velocidade e ampliar a distância do veículo à frente. Foto: Tiago Ranieri / Ascom Detran

Com a chegada do período chuvoso, o Detran Alagoas reforçou orientações aos condutores sobre a importância de adaptar a forma de dirigir em condições climáticas adversas. Segundo o órgão, chuva, pista molhada e baixa visibilidade aumentam o risco de sinistros de trânsito e exigem postura mais cautelosa ao volante.

A recomendação vale tanto para quem circula em áreas urbanas quanto para quem pega rodovias. Em dias chuvosos, fatores como pneus desgastados, iluminação ineficiente e equipamentos em mau estado também ampliam os riscos.

Reduzir a velocidade pode evitar sinistros

Entre os principais alertas do Detran está a necessidade de diminuir a velocidade e ampliar a distância do veículo à frente. Em pista molhada, o tempo de frenagem aumenta e qualquer reação brusca pode resultar em perda de controle.

A superintendente de Educação para o Trânsito e Formação de Condutores do órgão, Sonály Bastos, destacou a importância dessa mudança de comportamento.

“Em dias de chuva, é fundamental ajustar o comportamento ao volante. Reduzir a velocidade, manter distância segura e evitar manobras bruscas são atitudes que contribuem diretamente para a prevenção de sinistros. Todo cuidado é necessário quando se trata de trânsito, porque são vidas em jogo.”

Pelo Código de Trânsito Brasileiro, deixar de manter distância de segurança lateral e frontal pode gerar infração grave, conforme o artigo 192. Já o artigo 220 também prevê penalidade para quem não reduz a velocidade em situações como chuva.

Aquaplanagem e alagamentos exigem atenção

Outro risco comum em dias de chuva é a aquaplanagem, quando uma lâmina de água se forma entre os pneus e o asfalto, fazendo o veículo perder aderência.

Nessas situações, freadas bruscas ou movimentos repentinos no volante podem agravar ainda mais o problema. A recomendação é reduzir a velocidade gradualmente e manter o controle da direção.

O Detran também orienta evitar atravessar áreas alagadas sempre que possível. Além do risco de pane mecânica, existe a possibilidade de ocorrer calço hidráulico, quando a água entra no motor e provoca danos severos.

Faróis acesos e equipamentos funcionando

Manter o farol baixo aceso sob chuva ou em condições de baixa visibilidade também está entre os cuidados indicados. A medida ajuda o veículo a ser visto pelos demais usuários da via.

Segundo o CTB, deixar de manter o farol baixo aceso em chuva, neblina ou cerração configura infração média, prevista no artigo 250.

Além disso, o motorista deve verificar itens essenciais antes de sair de casa, como:

  • limpadores de para-brisa;
  • pneus em bom estado;
  • sistema de iluminação;
  • freios;
  • nível dos fluidos;
  • desembaçador, quando houver.

Conduzir veículo com equipamento obrigatório ineficiente ou inoperante também pode gerar penalidades.

Cuidado redobrado com pedestres e motociclistas

Em dias de chuva, o comportamento de pedestres e motociclistas também muda. Muitas pessoas tentam correr para buscar abrigo, atravessam fora da faixa ou surgem repentinamente entre veículos estacionados.

Por isso, o condutor deve redobrar a atenção em cruzamentos, pontos de ônibus, escolas e áreas comerciais.

O órgão também lembra que usar o veículo para lançar água ou detritos sobre pedestres ou outros veículos é infração média, conforme o artigo 171 do CTB.

Como dirigir melhor na chuva

Para reduzir riscos, especialistas recomendam:

  • diminuir a velocidade;
  • aumentar a distância de segurança;
  • evitar acelerações e freadas bruscas;
  • ligar os faróis baixos;
  • não usar celular ao volante;
  • observar poças e áreas alagadas;
  • revisar o veículo periodicamente.
Segurança depende de adaptação

Dirigir bem em pista seca não significa dirigir bem na chuva. Quando as condições mudam, o comportamento também precisa mudar.

As orientações do Detran Alagoas reforçam que pequenas atitudes, como reduzir a velocidade e manter atenção total, podem evitar colisões, atropelamentos e prejuízos. Em dias chuvosos, prudência continua sendo o melhor equipamento de segurança.

As informações são da Assessoria de Imprensa do Detran/AL

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Vai tirar CNH? Comissão aprova mudança que pode afetar prova de habilitação no Brasil

qua, 06/05/2026 - 17:45
Segundo o relator, a atualização acompanha uma mudança já percebida no mercado automotivo brasileiro. Foto: everyonensk para Depositphotos

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode alterar a formação de futuros condutores no Brasil. A proposta inclui noções teóricas sobre o uso de veículos com câmbio automático entre os exames exigidos para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O texto aprovado altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e determina que candidatos à habilitação tenham acesso a conhecimentos sobre a operação desse tipo de transmissão, cada vez mais presente na frota nacional. Mesmo que as aulas práticas continuem sendo feitas em carros com câmbio manual, o conteúdo teórico passará a integrar o processo de formação.

A regulamentação sobre como o tema será cobrado nas provas ficará a cargo do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), caso a proposta avance e vire lei.

Crescimento dos veículos automáticos

O parecer aprovado foi apresentado pelo relator, deputado Guilherme Uchoa (PSD-PE), favorável ao Projeto de Lei 3180/23, de autoria do deputado Jonas Donizette (PSB-SP).

Conforme o relator, a atualização acompanha uma mudança já percebida no mercado automotivo brasileiro, com aumento da oferta e da circulação de carros automáticos.

“A iniciativa contribui para o aperfeiçoamento da formação dos condutores, ampliando o conhecimento sobre o funcionamento e a operação desse tipo de transmissão, o que pode contribuir para a prevenção de acidentes decorrentes de imperícia ou desconhecimento das características específicas desses veículos”, reforçou o relator.

Na prática, o argumento central é que muitos condutores acabam tendo contato com carros automáticos após a habilitação, seja em veículos próprios, alugados, aplicativos ou automóveis de familiares, sem nunca terem recebido orientação formal sobre esse sistema.

Projeto rejeita restrições por tipo de câmbio

Durante a análise, o relator optou por aprovar o texto principal e rejeitar duas propostas que tramitavam em conjunto: os PLs 1048/24 e 782/25.

Uma das sugestões previa restringir a permissão para dirigir conforme o tipo de veículo utilizado nas aulas práticas. Ou seja, quem aprendesse em carro automático teria limitação para conduzir apenas esse tipo de automóvel.

Para o relator, essa divisão não seria necessária. Na avaliação apresentada, incluir o conteúdo teórico já seria suficiente para atender à demanda de atualização, sem criar novas categorias ou restrições na CNH.

Esse ponto chama atenção porque em outros países existem modelos de habilitação diferenciados entre câmbio manual e automático. No Brasil, a proposta em discussão segue outro caminho: ampliar conhecimento sem alterar o documento do motorista.

O que pode mudar para quem vai tirar CNH?

Se aprovada em definitivo, a proposta pode impactar principalmente candidatos em processo de primeira habilitação.

Entre os possíveis efeitos estão:

  • inclusão de conteúdo sobre veículos automáticos no curso teórico;
  • adaptação de materiais didáticos e simulados;
  • atualização das provas aplicadas pelos órgãos de trânsito;
  • orientação mais ampla sobre diferentes tecnologias veiculares.

Como a regulamentação dependerá do Contran, ainda não há definição sobre formato, número de questões ou profundidade do tema nas provas.

Próximos passos na Câmara

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Se aprovado nessa etapa, o texto seguirá para o Senado Federal. Para virar lei, é preciso que as duas Casas do Congresso Nacional aprovem a proposta.

Até lá, nada muda imediatamente no processo atual de obtenção da CNH.

Formação precisa acompanhar a evolução dos veículos

A discussão reforça um debate cada vez mais presente no trânsito brasileiro: a necessidade de que a formação de condutores acompanhe as mudanças tecnológicas da frota.

Com o avanço de veículos automáticos, híbridos e elétricos, especialistas apontam que conhecer comandos, sistemas de condução e diferenças operacionais pode contribuir para escolhas mais seguras ao volante.

Por enquanto, a proposta segue em tramitação e ainda depende de novas etapas legislativas.

As informações são da Agência Câmara de Notícias

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Câmara discute novas regras para veículos elétricos leves em audiência pública

qua, 06/05/2026 - 13:30
Esses veículos incluem meios de transporte compactos movidos a bateria, como bicicletas elétricas, patinetes elétricos e scooters. Foto: myronstandret para Depositphotos

O avanço dos veículos elétricos leves nas cidades brasileiras — como patinetes, bicicletas elétricas e scooters — já mobiliza o Congresso Nacional. Uma audiência pública deve reunir especialistas e autoridades para discutir regras mais claras para a circulação desses equipamentos, diante de um cenário de expansão acelerada e aumento das preocupações com a segurança viária.

O debate ocorre em um momento em que a micromobilidade deixa de ser tendência e passa a integrar, de forma definitiva, o cotidiano urbano. No entanto, a falta de padronização nas normas e a convivência com outros usuários do trânsito ainda geram conflitos e riscos.

Crescimento da micromobilidade expõe lacunas na legislação

A audiência foi solicitada pelo deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), com o objetivo de discutir medidas que garantam maior segurança no trânsito diante do crescimento do uso desses equipamentos.

De acordo com o parlamentar, a ausência de regras nacionais específicas e a expansão da frota têm gerado insegurança, colocando em risco diferentes usuários das vias.

“O aumento do uso desses veículos elétricos nas cidades tem levantado preocupações com a segurança no trânsito devido ao crescente número de acidentes fatais”, afirmou.

O alerta reforça um cenário já percebido em diversas cidades brasileiras: a popularização da micromobilidade ocorre mais rápido do que a capacidade de adaptação da infraestrutura e da legislação.

Onde esses veículos devem circular?

Um dos principais pontos do debate é justamente a definição dos espaços de circulação. Hoje, na prática, veículos elétricos leves transitam em diferentes ambientes:

  • ciclovias;
  • ruas com tráfego de veículos;
  • calçadas;
  • áreas compartilhadas.

Essa diversidade de usos, muitas vezes sem regras claras, aumenta o risco de conflitos — principalmente com pedestres, que estão entre os mais vulneráveis.

De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, o problema não está apenas no crescimento desses veículos, mas na falta de organização do sistema. “Esses equipamentos ampliam as possibilidades de mobilidade, mas o espaço viário brasileiro não foi redesenhado para essa convivência. Quando todos ocupam o mesmo lugar sem regras claras, o risco aumenta”, explica.

Segurança viária entra no centro da discussão

Embora sejam vistos por muitos como alternativas sustentáveis e práticas, os veículos elétricos leves têm impacto direto na segurança do trânsito. Com velocidades que podem ultrapassar 20 km/h, esses equipamentos exigem atenção, controle e responsabilidade — especialmente em áreas de circulação compartilhada.

Além disso, a ausência de exigência de habilitação para conduzi-los contribui para outro problema: o desconhecimento das regras básicas de trânsito.

“Existe uma falsa sensação de segurança. Por serem menores e silenciosos, muitos usuários não percebem o risco real envolvido. Em um sinistro, a vulnerabilidade é muito alta”, alerta Celso Mariano.

Micromobilidade e convivência com usuários vulneráveis

O crescimento da micromobilidade impacta diretamente a dinâmica entre diferentes perfis de usuários do trânsito. Pedestres, ciclistas e até motociclistas passam a dividir espaço com veículos que têm características próprias: são mais ágeis, silenciosos e, muitas vezes, imprevisíveis.

Esse cenário exige adaptação coletiva.

A convivência segura depende de atitudes como:

  • redução de velocidade em áreas compartilhadas;
  • respeito à prioridade de pedestres;
  • previsibilidade nas manobras;
  • atenção redobrada em cruzamentos.

Sem esses cuidados, o que poderia ser solução de mobilidade pode se transformar em novo fator de risco.

Regulamentação pode trazer mais segurança — mas não resolve tudo

A audiência pública deve discutir caminhos para uma regulamentação mais clara e uniforme em todo o país. Entre os temas que devem entrar na pauta estão:

  • limites de velocidade;
  • locais permitidos para circulação;
  • uso de equipamentos de segurança;
  • classificação dos veículos;
  • responsabilidades dos condutores.

No entanto, especialistas apontam que apenas criar regras não é suficiente. “A norma é fundamental, mas ela precisa vir acompanhada de educação e fiscalização. Sem isso, a regra existe no papel, mas não se traduz em segurança na prática”, destaca Celso Mariano.

O que está em jogo para o futuro do trânsito

O debate sobre veículos elétricos leves vai além da regulamentação. Ele reflete uma transformação mais ampla na mobilidade urbana. De um lado, há o potencial de reduzir congestionamentos e emissões. De outro, o desafio de garantir que essa transição não aumente o número de sinistros.

O Brasil já enfrenta dificuldades históricas na convivência entre diferentes modais — e a chegada da micromobilidade amplia essa complexidade.

Atenção redobrada enquanto regras não avançam

Enquanto o Congresso discute possíveis mudanças, o uso desses veículos segue crescendo nas cidades brasileiras. Nesse cenário, a responsabilidade recai sobre todos os usuários do trânsito.

Motoristas precisam estar atentos a novos modais. Usuários de micromobilidade devem adotar comportamento seguro. E pedestres seguem sendo prioridade absoluta.

Mais do que uma tendência, a micromobilidade já é parte do trânsito — e exige uma adaptação urgente para que não se torne mais um fator de risco nas vias.

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Agentes de trânsito podem ganhar nova carreira nacional e porte de arma; projeto avança no Senado

qua, 06/05/2026 - 09:35
texto unifica normas sobre o regime jurídico da carreira e autoriza o porte de arma de fogo para agentes em serviço externo e ostensivo. Foto: Roque de Sá/Agência Senado – Imagem Ilustrativa

A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 2.160/2023, que cria a Lei Geral dos Agentes de Trânsito e estabelece normas nacionais para a carreira desses profissionais. O texto também autoriza o porte de arma de fogo para agentes que atuem em atividades externas e ostensivas de fiscalização e patrulhamento viário.

A proposta segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O projeto, de autoria do deputado Nicoletti, busca unificar regras sobre regime jurídico, atribuições e prerrogativas da categoria em todo o país.

Porte de arma terá restrições

O relator da proposta, senador Efraim Filho, apresentou emenda para limitar tanto o reconhecimento da natureza policial da carreira quanto o porte de arma apenas aos agentes que exerçam atividades externas e ostensivas.

A medida alcança profissionais envolvidos diretamente em:

  • fiscalização ostensiva;
  • policiamento de trânsito;
  • patrulhamento viário.

De acordo com Efraim Filho, a restrição busca compatibilizar a proposta com as regras do Estatuto do Desarmamento.

“Apesar de considerarmos valorosa a previsão de porte de arma de fogo para os agentes de trânsito, é necessário limitar esse direito apenas àqueles servidores que exerçam atividades de forma ostensiva e externa, tendo em vista o caráter finalístico restritivo do Estatuto do Desarmamento”, argumentou o senador.

Além disso, o porte dependerá de formação em escolas de polícia e da existência de mecanismos internos de fiscalização e controle.

Projeto reconhece carreira típica de Estado

Um dos pontos centrais da proposta é o reconhecimento dos agentes de trânsito como integrantes de carreira típica de Estado.

Conforme o senador, a iniciativa traz segurança jurídica à categoria e impede a privatização de funções consideradas essenciais.

Pelo texto, os agentes passam a integrar formalmente os órgãos executivos de trânsito e rodoviários da União, estados, Distrito Federal e municípios.

Requisitos para ingresso na carreira

O projeto também estabelece critérios mínimos para ingresso na carreira, entre eles:

  • nacionalidade brasileira;
  • quitação eleitoral e militar;
  • nível superior completo;
  • idade mínima de 18 anos;
  • aptidão física, mental e psicológica;
  • CNH categoria B ou superior;
  • idoneidade moral comprovada.

Outros requisitos poderão ser definidos pelos entes federativos.

Capacitação e atividades previstas

A proposta determina ainda que os agentes deverão passar por capacitação específica, com conteúdo, carga horária e periodicidade regulamentados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Entre as atribuições previstas estão:

  • patrulhamento viário;
  • fiscalização de trânsito e transporte;
  • lavratura de autos de infração;
  • atendimento a sinistros;
  • controle de tráfego;
  • ações educativas;
  • levantamento de dados para prevenção de acidentes.

O texto também permite participação dos agentes em operações integradas do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), quando requisitados.

Debate envolve segurança e estrutura da fiscalização

A proposta avança em meio ao debate sobre o papel dos agentes de trânsito nas cidades e rodovias brasileiras.

Nos últimos anos, o aumento da violência urbana, das ocorrências em operações de fiscalização e das demandas ligadas à mobilidade intensificou discussões sobre estrutura, capacitação e segurança desses profissionais.

Ao mesmo tempo, especialistas apontam que mudanças envolvendo poder de polícia e porte de arma exigem discussão técnica ampla, especialmente pelos impactos sobre fiscalização de trânsito e segurança pública.

Texto ainda passará pela CCJ

Após aprovação na Comissão de Segurança Pública, o PL 2.160/2023 seguirá para análise da CCJ do Senado.

Se aprovado sem alterações, o texto poderá seguir para sanção presidencial. Caso haja mudanças, a proposta retorna à Câmara dos Deputados.

Com informações da Agência Senado

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Uso do celular ao volante reduz percepção do outro e ajuda a explicar milhares de acidentes no Brasil

qua, 06/05/2026 - 08:15
Toda vez que o motorista escolhe a tela em vez da via, ele reduz sua capacidade de enxergar pessoas reais ao redor. Foto: Syda_Productions para Depositphotos

Olhar uma mensagem “rapidinho”, atender uma ligação no viva-voz, responder no semáforo ou conferir a rota no aplicativo são atitudes normalizadas por muitos condutores. No entanto, por trás dessa aparente rotina inofensiva, está um dos comportamentos mais perigosos do trânsito contemporâneo: o uso do celular ao volante.

O tema do Maio Amarelo 2026 — “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas” — encontra no celular um obstáculo direto. Quando o motorista transfere parte da atenção para a tela, ele deixa de perceber o entorno com a qualidade necessária para dirigir com segurança. E isso significa enxergar menos quem está mais vulnerável: pedestres, ciclistas, motociclistas e até outros motoristas.

Não se trata apenas de desviar os olhos da pista. O celular reduz a capacidade mental de processar riscos, tomar decisões rápidas e antecipar movimentos inesperados.

Celular ao volante: infração comum e risco subestimado

Mesmo com campanhas educativas e previsão legal no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o uso do celular ao dirigir ainda é tratado por parte da população como infração menor.

Na prática, segurar ou manusear o aparelho enquanto dirige é infração gravíssima, sujeita a multa e pontuação na CNH. Mas o problema vai além da penalidade: trata-se de comportamento diretamente associado a colisões evitáveis.

O motorista que usa o celular tende a:

  • reagir mais lentamente;
  • frear depois do necessário;
  • sair da faixa sem perceber;
  • ignorar sinalização;
  • avançar travessias;
  • não notar motos em aproximação;
  • reduzir atenção em cruzamentos.

Em ambiente urbano, onde tudo muda em segundos, essa perda de percepção pode ser decisiva.

O cérebro não faz duas tarefas complexas ao mesmo tempo

Uma das crenças mais comuns entre condutores é: “eu consigo olhar e dirigir ao mesmo tempo”. Especialistas em comportamento no trânsito alertam que isso é uma ilusão.

Ao alternar atenção entre a via e a tela, o cérebro não executa plenamente as duas tarefas. Ele muda de foco rapidamente, perdendo qualidade em ambas.

O uso do celular gera três tipos principais de distração:

Distração visual

Quando os olhos saem da via para ler ou digitar.

Distração manual

Quando uma das mãos deixa o volante.

Distração cognitiva

Quando a mente se concentra na conversa, áudio ou mensagem, mesmo que os olhos estejam à frente.

De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, esse terceiro fator costuma ser o mais ignorado.

“Muita gente acredita que basta manter os olhos na pista. Mas se a mente está em uma conversa ou mensagem, a percepção de risco já foi comprometida”, explica.

Quem paga o preço da distração

O uso do celular ao volante não ameaça apenas quem dirige. Muitas vezes, as principais vítimas estão fora do veículo.

Pedestres

Um pedestre que inicia travessia pode não ser percebido a tempo.

Motociclistas

Pelo tamanho menor do veículo, motos já exigem atenção ampliada. Com distração, ficam ainda mais vulneráveis.

Ciclistas

Mudanças de direção e ultrapassagens exigem leitura precisa do espaço lateral.

Passageiros e demais motoristas

Frenagens tardias e colisões traseiras afetam todos ao redor.

“Só no semáforo” também oferece risco

Outro hábito comum é usar o celular apenas parado no sinal vermelho. O problema é que muitos condutores permanecem distraídos na retomada do movimento, atrasam reação, arrancam sem observar travessias ou seguem olhando a tela após a abertura do semáforo.

Além disso, em grandes cidades, cruzamentos concentram pedestres, motos, ônibus e mudanças rápidas de fluxo — exatamente onde a atenção deveria ser máxima.

Como abandonar esse hábito

Mudar esse comportamento exige estratégia prática, não apenas boa intenção.

Antes de sair:
  • programe GPS e rota;
  • responda mensagens urgentes;
  • ative modo silencioso ou foco.
Durante o trajeto:
  • mantenha o aparelho fora do alcance imediato;
  • ignore notificações;
  • se precisar usar, pare em local seguro e permitido.
No dia a dia:
  • reconheça que ninguém dirige melhor distraído;
  • transforme o celular desligado em rotina de segurança.
Maio Amarelo 2026: enxergar o outro começa por largar a tela

O trânsito exige leitura constante do ambiente, empatia e reação rápida. Toda vez que o motorista escolhe a tela em vez da via, ele reduz sua capacidade de enxergar pessoas reais ao redor.

“No Maio Amarelo 2026, a mensagem é direta: salvar vidas pode começar com um gesto simples — guardar o celular antes de ligar o carro”, incentiva Mariano.

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Novo movimento critica Maio Amarelo e denuncia retrocessos no trânsito

ter, 05/05/2026 - 13:30
O Maio Preto aparece como um alerta incômodo: para parte dos profissionais da área, não basta iluminar monumentos, distribuir laços ou repetir slogans se decisões práticas caminham em sentido contrário à proteção da vida. Foto: PantherMediaSeller para Depositphotos

Enquanto o Brasil inicia mais uma edição do Maio Amarelo, um novo movimento começa a ganhar espaço nas redes sociais e entre especialistas da área: o Maio Preto. A proposta surge como contraponto simbólico ao tradicional mês de conscientização e busca chamar atenção para o luto provocado pelas mortes no trânsito e para críticas à condução das políticas públicas do setor.

Ao contrário do Maio Amarelo, consolidado há anos por entidades e órgãos públicos com foco em campanhas educativas, o Maio Preto nasce de forma independente, principalmente nas redes sociais, com forte tom de denúncia. A cor preta representa luto pelas vítimas fatais e indignação diante de medidas consideradas insuficientes para enfrentar a violência viária.

Movimento critica retrocessos recentes

Entre os nomes ligados à mobilização está o médico e especialista em trânsito Alysson Coimbra, que vem utilizando seus canais digitais para defender uma mudança de postura no país em relação à segurança viária.

Em uma de suas publicações recentes, Coimbra afirma que o trânsito brasileiro vive “uma das fases mais graves da história”, relacionando o cenário à fragilização de políticas preventivas e à falta de prioridade dada ao tema.

Em outro conteúdo, ele menciona que o trânsito “não suporta mais experiências predatórias”, em referência a decisões recentes que, segundo ele, podem comprometer a proteção à vida.

Embora as mensagens não citem apenas uma medida específica, o contexto inclui críticas à flexibilização do processo de formação de condutores, à redução de exigências educacionais e ao enfraquecimento de mecanismos tradicionalmente ligados à prevenção.

Debate vai além do comportamento individual

O surgimento do Maio Preto também evidencia uma discussão crescente no setor: campanhas educativas são importantes, mas não bastam sozinhas.

Especialistas costumam lembrar que a segurança viária depende de um conjunto de fatores, como:

  • formação sólida de condutores;
  • fiscalização eficiente;
  • infraestrutura segura;
  • veículos em boas condições;
  • atendimento rápido às vítimas;
  • políticas públicas permanentes.

Na prática, o movimento sugere que concentrar o debate apenas em atitudes individuais pode esconder problemas estruturais que também influenciam diretamente os índices de sinistros.

Mortes no trânsito seguem como desafio nacional

O Brasil ainda convive com números elevados de mortes e feridos nas vias urbanas e rodovias. Apesar de campanhas sazonais ajudarem a ampliar a conscientização, especialistas defendem ações contínuas durante todo o ano.

Nesse contexto, o Maio Preto aparece como um alerta incômodo: para parte dos profissionais da área, não basta iluminar monumentos, distribuir laços ou repetir slogans se decisões práticas caminham em sentido contrário à proteção da vida.

O que esperar daqui para frente

Ainda sem estrutura institucional nacional formalizada, o Maio Preto tende a funcionar como movimento de pressão e debate público. Mesmo nascente, ele já cumpre um papel relevante: recolocar em pauta a pergunta central da segurança viária brasileira.

O país está realmente tratando o trânsito como prioridade de saúde pública — ou apenas reagindo simbolicamente a um problema que continua matando diariamente?

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Exame prático de direção pode ser agendado com veículo próprio em SP

ter, 05/05/2026 - 08:15
Embora a nova regra amplie as possibilidades para o candidato, especialistas em segurança viária alertam para um ponto crítico: o uso de veículos sem duplo comando de direção. Foto: Divulgação Detran-SP

Desde o dia 1º de maio, candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no estado de São Paulo já podem agendar o exame prático de direção utilizando veículo próprio. A medida foi divulgada pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) em conformidade com a Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e passa a integrar oficialmente o processo de habilitação.

Na prática, a mudança amplia as opções para quem está em processo de obtenção da CNH. Agora, além dos veículos disponibilizados por Centros de Formação de Condutores, o candidato pode escolher utilizar um carro próprio para realizar a prova, desde que atenda aos requisitos exigidos.

O que muda para o candidato

Conforme o Detran-SP, com a nova regra, o cidadão de qualquer município paulista ganha mais flexibilidade para definir não apenas a data do exame, mas também o veículo que será utilizado na avaliação prática. A iniciativa acompanha a tendência de modernização do processo de habilitação no país, com foco em ampliar o acesso e simplificar etapas.

Para utilizar um veículo próprio, é necessário que o automóvel esteja devidamente licenciado e em bom estado de conservação. Além disso, deve-se identificar o carro durante a prova com uma faixa branca removível, contendo a inscrição “autoescola” em cor preta. Essa faixa precisa ter 20 centímetros de largura e deve estar fixada ao longo da carroceria, à meia altura.

Alerta: ausência de duplo comando exige mais preparo

Embora a nova regra amplie as possibilidades para o candidato, especialistas em segurança viária alertam para um ponto crítico: o uso de veículos sem duplo comando de direção. Diferentemente dos carros de autoescola, que permitem ao instrutor ou examinador intervir rapidamente por meio de freio e embreagem adicionais, os veículos particulares não contam com esse recurso.

Na prática, isso significa que, em caso de erro durante a prova, não há possibilidade de correção imediata por parte de quem acompanha o exame. O risco aumenta especialmente em situações inesperadas, como falhas de controle do veículo, indecisões em cruzamentos ou dificuldades em manobras.

Por isso, a recomendação é que o candidato só opte por utilizar veículo próprio se estiver realmente preparado para conduzir com autonomia e segurança. O momento do exame exige domínio técnico, controle emocional e capacidade de tomada de decisão — fatores ainda mais relevantes quando não há suporte de intervenção direta.

Como fazer o agendamento

De acordo com o órgão, o agendamento do exame prático com veículo próprio acontece diretamente no portal do Detran-SP, conforme a disponibilidade de vagas. Para confirmar a inscrição, o candidato deve efetuar o pagamento da taxa no valor de R$ 52,83.

A possibilidade passa a ser mais uma alternativa dentro do processo de habilitação, permitindo que o candidato escolha a opção que melhor se adapta à sua realidade.

Mudanças fazem parte de reformulação nacional

A adoção da medida em São Paulo alinha-se às diretrizes da Resolução nº 1.020/2025, que trouxe uma série de alterações no processo de formação de condutores em todo o país.

Desde a publicação da norma, em dezembro de 2025, o Detran-SP vem promovendo uma série de ajustes no modelo de habilitação. Entre as mudanças implementadas estão a redução de cerca de 40% nos custos dos exames médico e psicológico, a retirada da etapa obrigatória de baliza no exame prático e a permissão do uso de veículos com câmbio automático durante a prova.

Outras alterações incluem a adequação do sistema de avaliação com limite de 10 pontos no exame prático — com base em infrações de trânsito —, a ampliação da validade dos processos de habilitação e a diminuição da carga horária mínima de aulas práticas.

Também houve atualização do banco de questões da prova teórica, aumento do tempo máximo de realização para 60 minutos e redução do número de acertos necessários para aprovação, que passou de 21 para 20 questões corretas.

Respeito ao prazo de adaptação

Para garantir a implementação das novas regras, a Deliberação CETRAN-SP nº 10/2025 estabeleceu um prazo de até 180 dias, contados a partir de 10 de dezembro de 2025, para que os órgãos estaduais se adequassem às mudanças previstas na Resolução do Contran.

De acordo com o Detran-SP, respeitou-se integralmente o prazo, permitindo que se incorporasse as novas etapas de forma gradual ao sistema de habilitação no estado.

O que o cidadão precisa saber

Com a possibilidade de usar veículo próprio no exame prático, o processo de obtenção da CNH passa a contar com mais opções. No entanto, essa flexibilidade vem acompanhada de maior responsabilidade por parte do candidato.

Estar preparado para conduzir sem auxílio de duplo comando, conhecer bem o veículo e dominar as regras de circulação são fatores essenciais para um bom desempenho — e, principalmente, para a segurança no trânsito desde o início da formação como condutor.

As informações completas, incluindo o passo a passo para o agendamento e os requisitos do veículo, estão disponíveis no portal oficial da CNH Paulista.

Com informações do Detran-SP

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Carro elétrico pega fogo? Especialista revela o que é mito e o que é verdade

seg, 04/05/2026 - 15:59
Especialistas dizem que boa parte dessas preocupações não se sustenta diante das tecnologias atuais e das normas de segurança aplicadas à indústria automotiva. Foto: Freepik

O crescimento do setor de carro elétrico no Brasil e no mundo vem acompanhado de dúvidas, como se ele pega fogo facilmente,— e também de desinformação. Entre os temas mais recorrentes além dos riscos de incêndio estão: segurança em dias de chuva, possibilidade de explosões durante a recarga e até emissão de radiação.

Para esclarecer esses pontos, especialistas apontam que boa parte dessas preocupações não se sustenta diante das tecnologias atuais e das normas de segurança aplicadas à indústria automotiva.

Segundo Jones Poffo, engenheiro eletricista e CEO da P3 Engenharia, a percepção de risco está mais ligada à falta de informação do que a problemas reais dos veículos.

“Os carros elétricos são projetados com múltiplas camadas de segurança justamente para evitar situações críticas. Existe um nível de controle e monitoramento muito mais sofisticado do que nos veículos tradicionais”, afirma.

Carros elétricos pegam fogo com mais facilidade?

Esse é um dos mitos mais difundidos. No entanto, estudos indicam o contrário. Levantamento do site Auto Insurance REZA aponta que o risco de incêndio em veículos movidos a gasolina pode ser até 60 vezes maior do que em modelos elétricos.

Conforme Poffo, isso ocorre porque combustíveis fósseis são altamente inflamáveis, enquanto os veículos elétricos utilizam baterias de íon-lítio com sistemas de proteção integrados.

Esses sistemas incluem controle térmico, sensores de monitoramento e desligamento automático em caso de colisões graves.

Há risco de explosão durante a recarga?

Outro receio comum envolve o processo de carregamento. Conforme Poffo, tanto os veículos quanto as estações de recarga contam com mecanismos de segurança contra sobrecarga e superaquecimento.

De acordo com o especialista, a energia passa por diferentes camadas de proteção antes de chegar à bateria, que também possui monitoramento constante.

“Para que ocorra um problema mais grave, seria necessário um cenário muito específico, como falha de fabricação ou uso de equipamentos não certificados. Por isso, a recomendação é sempre utilizar carregadores homologados e infraestrutura adequada”, reforça.

Carros elétricos são seguros na chuva?

A circulação em dias de chuva ou até em áreas alagadas também gera dúvidas entre motoristas. Nesse caso, não há risco adicional em comparação aos veículos a combustão.

Conforme Poffo, os componentes elétricos são selados e protegidos contra infiltrações, o que evita curtos-circuitos.

“Em situações de alagamento, os modelos elétricos podem apresentar vantagens. Como não possuem escapamento, eliminam o risco de entrada de água no sistema, algo que pode comprometer motores a combustão”, destaca.

Há emissão de gases ou substâncias tóxicas?

Diferente dos veículos convencionais, carros elétricos não emitem poluentes durante o uso normal. As baterias são seladas e não liberam vapores no funcionamento cotidiano.

De acordo com Poffo, a emissão de substâncias tóxicas pode ocorrer apenas em situações raras, como incêndios que atingem diretamente a bateria.

“Quando o fogo atinge a bateria, há risco de emissão de substâncias tóxicas e a necessidade de técnicas mais específicas de combate. No entanto, por serem estruturas altamente seladas, a probabilidade de as chamas alcançarem essas baterias é muito baixa”, explica.

Carros elétricos emitem radiação?

Outro mito recorrente envolve a suposta emissão de radiação prejudicial à saúde. Poffo explica que os veículos elétricos geram campos eletromagnéticos semelhantes aos de celulares e eletrodomésticos, mas em níveis seguros.

“Assim como celulares e eletrodomésticos, esses veículos geram campos eletromagnéticos, mas em níveis muito abaixo dos limites considerados nocivos por organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS)”, aponta.

Tecnologia e normas reforçam segurança

Antes de chegarem ao mercado, os carros elétricos passam por rigorosos testes e precisam atender a normas internacionais de segurança, incluindo padrões da Sociedade de Engenheiros Automotivos (SAE) e da Comissão Europeia.

Entre os sistemas embarcados, estão:

  • corte automático de energia em colisões;
  • monitoramento contínuo da bateria;
  • proteção contra sobrecarga;
  • controle térmico avançado.

Segundo Poffo, esses recursos tornam os veículos preparados para diferentes situações do dia a dia.

Cuidados aumentam segurança e durabilidade

Para quem já utiliza ou pretende adquirir um carro elétrico, algumas práticas ajudam a garantir melhor desempenho e segurança:

  • priorizar carga lenta sempre que possível;
  • utilizar apenas carregadores certificados;
  • evitar adaptações elétricas improvisadas;
  • seguir as orientações do fabricante.

Para Poffo, a tecnologia dos veículos elétricos representa um avanço não apenas em eficiência, mas também em segurança.

“Os carros elétricos representam não só uma evolução em eficiência, mas também em segurança. Quando utilizados corretamente, são extremamente confiáveis e preparados para diferentes situações do dia a dia”, conclui.

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CNH: comissão mista pode votar nesta terça MP sobre novas regras de renovação

seg, 04/05/2026 - 13:30
Renovação automática ocorre no aplicativo CNH do Brasil. Foto: Divulgação Detran/MS

A possibilidade de renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem a necessidade de passar por todo o processo tradicional voltou ao centro do debate no Congresso Nacional. A comissão mista responsável por analisar o tema pode votar, amanhã (05/05), o parecer sobre a proposta que altera regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A medida faz parte da Medida Provisória 1.327/2025, que propõe mudanças significativas no sistema de habilitação no país, incluindo a renovação automática da CNH para motoristas que não cometeram infrações recentes.

que está em jogo na renovação automática da CNH

A proposta permite que condutores com bom histórico — ou seja, sem multas ou infrações registradas — possam renovar a CNH de forma simplificada, sem a necessidade de cumprir todas as etapas atualmente exigidas.

Na prática, a medida busca premiar o chamado “bom motorista”, reduzindo burocracia e custos. Além disso, a MP também traz outras mudanças, como flexibilizações no processo de habilitação e ajustes na emissão do documento, inclusive com possibilidade de uso apenas digital.

A comissão mista, instalada em abril, é responsável por analisar o texto e apresentar um parecer que poderá ser votado tanto na Câmara quanto no Senado.

Por que essa mudança impacta o trânsito

Embora a proposta tenha apelo de simplificação, ela levanta questionamentos importantes sobre segurança viária.

Hoje, a renovação da CNH envolve exames médicos obrigatórios — e, em alguns casos, avaliação psicológica — justamente para verificar se o condutor continua apto a dirigir. A retirada ou flexibilização desse controle pode reduzir a capacidade do sistema de identificar riscos, especialmente em um cenário de envelhecimento da população e aumento da frota.

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, o debate não pode se limitar à conveniência administrativa.

“Quando se fala em renovação automática, é preciso lembrar que dirigir exige condições físicas e mentais atualizadas. A avaliação periódica não é burocracia — é um filtro de segurança”, afirma.

Mudanças fazem parte de um pacote maior

A proposta de renovação automática não está isolada. Ela integra um conjunto mais amplo de alterações no sistema de trânsito brasileiro, com foco em simplificação de processos e redução de custos.

A própria medida provisória altera dispositivos do CTB e recebeu dezenas de emendas parlamentares, o que indica que o texto ainda pode sofrer mudanças antes da aprovação final.

Além disso, o prazo de validade da MP já foi prorrogado, o que aumenta a pressão para votação nas próximas semanas.

O risco de simplificar demais

Especialistas em segurança viária alertam que políticas voltadas apenas à desburocratização podem gerar efeitos colaterais no trânsito.

Na avaliação de Celso Mariano, é preciso equilíbrio entre acesso e segurança. “Facilitar o processo pode ser positivo, mas não pode significar abrir mão de mecanismos que ajudam a prevenir acidentes. O trânsito não perdoa falhas humanas — e o sistema precisa compensar isso com controle e formação adequada”, explica.

Ele também destaca que o histórico sem infrações não necessariamente reflete a real condição do condutor.

“Nem todo comportamento de risco é capturado por multas. A ausência de infrações não garante, por si só, que o motorista esteja apto a continuar dirigindo com segurança”, completa.

O que pode acontecer agora

Com a análise avançando na comissão mista, o próximo passo é a votação do parecer. Se aprovado, o texto segue para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Caso não seja votada dentro do prazo, a medida provisória perde validade.

Para o cidadão, isso significa que as regras da CNH podem mudar em breve — seja para simplificar a renovação, seja para alterar etapas do processo de habilitação.

O que está valendo no momento

A renovação automática é oferecida pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e realizada por meio do aplicativo CNH do Brasil, disponível gratuitamente para celulares.

Para utilizar o serviço, o condutor também precisa aderir ao Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), que concede o selo de “Bom Condutor”. Esse cadastro não é automático e o próprio motorista deve fazer no aplicativo.

Quem pode renovar a CNH automaticamente

O serviço está disponível apenas para motoristas que atendem a todos os seguintes requisitos:

  • Não ter cometido infrações nos últimos 12 meses;
  • Estar com a CNH vencida a partir de 1º de dezembro de 2025;
  • Não possuir restrições médicas;
  • Ter completado o prazo de validade do documento.

CNHs vencidas antes dessa data continuam seguindo o processo tradicional, com atendimento presencial.

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Motociclistas invisíveis no trânsito: por que tantos sinistros ainda acontecem no Brasil

seg, 04/05/2026 - 08:15
Cerca de quatro em cada dez mortes no trânsito no país envolveram pessoas em motocicletas. Foto: joasouza para Depositphotos

O tema do Maio Amarelo 2026 — No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas — dialoga diretamente com um dos retratos mais preocupantes da mobilidade brasileira: a alta mortalidade envolvendo motociclistas. Cada vez mais presentes no trânsito urbano e nas rodovias, as motos ganharam espaço como alternativa econômica, ferramenta de trabalho e solução para deslocamentos rápidos. Ao mesmo tempo, seguem entre as principais vítimas dos sinistros de trânsito.

Dados consolidados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024. Desse total, 15.459 eram motociclistas, o maior grupo entre todas as categorias de vítimas. Isso significa que cerca de quatro em cada dez mortes no trânsito no país envolveram pessoas em motocicletas.

Os números reforçam que o problema é complexo e não pode ser explicado por uma única causa. Infraestrutura deficiente, excesso de velocidade, falhas de fiscalização, comportamento de risco e convivência ruim entre modais ajudam a compor esse cenário.

A invisibilidade da moto é real, mas não explica tudo

Especialistas em segurança viária reconhecem que muitos condutores de carros, ônibus e caminhões deixam de perceber a aproximação das motos em tempo hábil. Mudanças bruscas de faixa, conversões sem atenção e ponto cego seguem entre causas recorrentes de colisões.

Entre os fatores ligados aos demais veículos estão:

  • troca de faixa sem checagem adequada;
  • conversões sem seta ou sem atenção ao retrovisor;
  • uso do celular ao volante;
  • abertura de portas sem olhar;
  • subestimação da velocidade da motocicleta;
  • distância lateral insuficiente.

Mas responsabilizar apenas outros condutores seria simplificar um problema que também envolve parte dos próprios motociclistas.

Quando o motociclista também assume riscos

A rotina urbana, especialmente em grandes cidades, mostra que muitos motociclistas circulam sob pressão de tempo, produtividade e pressa. Em alguns casos, isso se traduz em comportamentos perigosos que elevam o risco de quedas e colisões.

Entre eles:

  • excesso de velocidade;
  • costurar entre veículos;
  • circular em corredores com alta velocidade;
  • ultrapassagens arriscadas;
  • avanço de sinal vermelho;
  • frenagens bruscas;
  • condução sem equipamentos adequados;
  • desrespeito à sinalização.

Em setores como entregas rápidas, por exemplo, o modelo de remuneração pode incentivar correria e decisões arriscadas no trânsito.

De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, o debate precisa ser equilibrado.

“Não existe solução baseada em culpar apenas um grupo. O motociclista precisa ser respeitado, mas também precisa adotar condução segura. O trânsito exige responsabilidade compartilhada”, explica.

Vulnerabilidade física amplia consequências

Mesmo quando o erro inicial parte de outro veículo ou do próprio motociclista, as consequências para quem está na moto costumam ser mais graves. Diferentemente do carro, a motocicleta não oferece carroceria protetora, cintos ou airbags.

Por isso, impactos relativamente comuns no ambiente urbano podem gerar:

  • fraturas graves;
  • traumatismos;
  • incapacidade temporária ou permanente;
  • mortes.
O que pode reduzir os sinistros com motos

A redução das mortes passa por ações combinadas para:

Motoristas de outros veículos
  • checar retrovisores e ponto cego;
  • sinalizar manobras;
  • respeitar distância lateral;
  • evitar distrações ao volante.
Motociclistas
  • reduzir velocidade;
  • evitar manobras agressivas;
  • respeitar sinalização;
  • usar capacete corretamente afivelado;
  • manter pneus e freios em bom estado;
  • pilotar de forma previsível.
Poder público
  • engenharia viária segura;
  • pavimento de qualidade;
  • campanhas educativas permanentes;
  • fiscalização inteligente;
  • políticas específicas para mobilidade por moto.
Maio Amarelo 2026 pede convivência real

Enxergar o outro, como propõe o Maio Amarelo, vale para todos: motorista que precisa notar a moto ao lado, motociclista que deve reconhecer limites de risco e poder público que precisa enxergar a gravidade da crise.

“Salvar vidas no trânsito depende menos de disputa entre categorias e mais de responsabilidade coletiva”, finaliza Celso Mariano.

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Aditivos automotivos funcionam? Especialista explica mitos e verdades sobre uso no carro

dom, 03/05/2026 - 13:30
A escolha adequada é determinante para garantir a eficácia do produto e evitar impactos no desempenho do veículo. Foto: Divulgação

Os aditivos automotivos estão cada vez mais presentes em postos de combustíveis e lojas especializadas, mas ainda geram dúvidas entre motoristas. Afinal, eles realmente funcionam? Podem causar danos ao motor? Valem a pena mesmo para quem já abastece com gasolina aditivada?

Segundo especialistas do setor, esses produtos podem contribuir para a manutenção preventiva e para o desempenho do veículo quando utilizados corretamente. No entanto, escolher o produto errado ou usar sem orientação pode comprometer os resultados esperados.

Para esclarecer os principais pontos sobre o tema, Arley Silva, Gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente da Promax Bardahl, comenta os mitos mais comuns envolvendo aditivos automotivos.

Aditivo serve só para resolver problema?

Uma das crenças mais frequentes entre motoristas é a de que aditivos para combustível só devem ser usados quando o carro já apresenta falhas, perda de potência ou dificuldades na aceleração.

Segundo o especialista, essa ideia está equivocada.

“Um dos mitos mais comuns é a crença de que o aditivo de combustível, por exemplo, serve apenas para corrigir problemas já existentes, como falhas na aceleração ou perda de potência. Na prática, sua principal função é preventiva. O produto atua na preservação do sistema de alimentação, evitando a carbonização em válvulas e bicos injetores, além de combater a oxidação do combustível e a corrosão interna”, afirma.

Na prática, isso significa que o uso adequado pode ajudar a manter o sistema limpo e preservar o funcionamento do motor ao longo do tempo.

Todo aditivo é igual? Não.

Outro erro comum é acreditar que todos os aditivos automotivos têm a mesma finalidade. De acordo com as informações divulgadas, existem produtos específicos para diferentes sistemas do veículo.

Entre eles estão:

  • aditivos para limpeza do sistema de combustível
  • aditivos para proteção do sistema de arrefecimento
  • aditivos voltados à melhoria das propriedades do óleo lubrificante

Por isso, a escolha correta é fundamental. Cada produto possui aplicação específica, e o uso inadequado pode reduzir a eficácia esperada.

Gasolina aditivada substitui aditivo de frasco?

Muitos condutores também questionam se vale a pena usar aditivo vendido em frasco quando já abastecem com gasolina aditivada.

Segundo o especialista, os dois produtos não são necessariamente equivalentes.

“Embora o combustível aditivado contenha agentes de limpeza, a concentração presente nos produtos de prateleira, famoso aditivo de “frasquinho”, é mais elevada e formulada para promover uma limpeza mais profunda e contínua, contribuindo para que o motor opere no seu nível máximo de eficiência”, informa.

Ou seja, o combustível aditivado já contém componentes de limpeza, mas produtos específicos podem ter formulação mais concentrada.

Aditivo pode soltar sujeira e entupir?

Esse é outro receio comum entre proprietários de veículos mais antigos ou com manutenção irregular.

Segundo Arley Silva, essa situação não é regra geral.

“Existe um mito de que o aditivo pode ‘soltar sujeira’ e provocar entupimentos. Na verdade, isso pode ocorrer somente em casos muito críticos e em motores que passaram longos períodos sem manutenção adequada”, pontua.

Isso reforça a importância de não deixar revisões básicas para depois. Quando o veículo passa muito tempo sem manutenção, diversos componentes podem acumular resíduos.

Radiador e óleo também exigem atenção

A manutenção preventiva não envolve apenas o combustível. Sistemas como arrefecimento e lubrificação também exigem cuidados.

De acordo com o especialista:

“Aditivos para radiador são essenciais para evitar que a água ferva ou o líquido congele em ambientes muito frios, além de prevenir a corrosão. Já os aditivos para óleo reduzem o atrito entre as peças, contribuindo para maior durabilidade, especialmente no momento da partida, quando o desgaste tende a ser mais intenso”.

Esses sistemas são fundamentais para o funcionamento seguro e eficiente do veículo. Falhas neles podem causar superaquecimento, desgaste prematuro e aumento dos custos de manutenção.

Antes de usar, consulte orientação técnica

Apesar dos possíveis benefícios, especialistas alertam que o uso de qualquer produto automotivo deve seguir recomendações adequadas.

“Antes de utilizar qualquer produto automotivo, a recomendação é buscar orientação técnica e seguir as instruções do fabricante. Esse cuidado é essencial para garantir que os aditivos cumpram sua função de forma eficaz e segura”, conclui.

Para o motorista, a principal mensagem é simples: aditivo automotivo não é solução milagrosa, nem substitui manutenção periódica. Quando aplicado corretamente e no produto certo, pode ser um aliado importante na conservação do veículo.

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Cuidados com os pneus aumentam segurança, reduzem consumo e evitam gastos no carro

dom, 03/05/2026 - 08:15
Ao perceber qualquer alteração, o ideal é buscar avaliação especializada o quanto antes. Foto: baranq para Depositphotos

Muitos motoristas se preocupam com motor, óleo e freios, mas acabam deixando de lado um item fundamental para a segurança viária: os pneus. Responsáveis por sustentar o veículo e representar o único ponto de contato direto com o solo, eles influenciam diretamente a estabilidade, a frenagem, o consumo de combustível e o conforto ao dirigir.

Por isso, manter os pneus em boas condições vai muito além da estética ou da durabilidade. Trata-se de uma medida preventiva importante para reduzir riscos no trânsito e evitar despesas inesperadas com manutenção.

Conforme Fabio Torres Klabacher, gerente de Vendas e Marketing da Dunlop Pneus, “o cuidado com os pneus é um dos pilares da segurança. É uma ação simples, mas que reduz riscos, melhora o desempenho do carro e traz economia real para o motorista”.

Por que os pneus merecem atenção constante

Nas ruas e rodovias brasileiras, os veículos enfrentam buracos, irregularidades no asfalto, chuva intensa, calor e longos deslocamentos. Tudo isso acelera o desgaste natural dos pneus e exige acompanhamento frequente.

Quando estão mal calibrados, desalinhados ou excessivamente gastos, os pneus podem comprometer a dirigibilidade e aumentar a distância de frenagem. Em pistas molhadas, o risco é ainda maior.

Além da segurança, pneus em más condições também elevam o consumo de combustível e podem provocar desgaste prematuro de outros componentes da suspensão e direção. Veja as orientações da Dunlop.

Cuidados essenciais com os pneus Calibragem correta

A calibragem deve ser feita ao menos uma vez por semana, sempre com os pneus frios e seguindo a recomendação do fabricante do veículo.

Rodar com pressão abaixo ou acima do indicado pode causar desgaste irregular, piorar a dirigibilidade e aumentar o consumo de combustível.

Alinhamento da direção

O alinhamento é importante para manter o carro em trajetória correta e preservar o desgaste uniforme dos pneus.

A verificação é recomendada especialmente após impactos em buracos, guias ou obstáculos.

Balanceamento das rodas

Vibrações no volante podem indicar necessidade de balanceamento. O serviço ajuda a distribuir o peso de forma uniforme, melhora o conforto ao dirigir e evita desgastes prematuros.

Rodízio dos pneus

Fazer o rodízio periodicamente contribui para equilibrar o desgaste entre pneus dianteiros e traseiros, aumentando a vida útil do conjunto.

Atenção ao estado de conservação

Outro ponto essencial é acompanhar a profundidade dos sulcos. Pneus muito desgastados perdem capacidade de aderência, especialmente em pistas molhadas.

Nessas situações, aumenta o risco de aquaplanagem, quando o veículo perde contato com o solo por causa da água acumulada na pista.

Além disso, uma inspeção visual frequente pode identificar problemas como:

  • cortes na lateral;
  • bolhas;
  • rachaduras;
  • objetos presos na borracha;
  • desgaste irregular.

Ao perceber qualquer alteração, o ideal é buscar avaliação especializada o quanto antes.

O jeito de dirigir também interfere

Nem sempre o desgaste dos pneus está ligado apenas ao tempo de uso. A forma de condução faz grande diferença.

Acelerações bruscas, freadas intensas, curvas agressivas e excesso de carga reduzem a vida útil dos pneus e podem antecipar a necessidade de troca.

Adotar uma condução mais suave e preventiva ajuda a preservar o veículo como um todo.

Economia começa no contato com o solo

Em tempos de combustível caro e manutenção automotiva cada vez mais custosa, cuidar dos pneus pode representar economia real no orçamento.

Pequenas atitudes de rotina, como calibrar corretamente e verificar o estado da borracha, ajudam a reduzir gastos e aumentam a segurança de todos no trânsito.

Afinal, quando o assunto é prevenção, muitos problemas começam no chão — e é possível evitá-los com atenção simples e periódica.

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Óleo do câmbio não é vitalício: quando trocar o fluido de transmissão e sinais de problema

sab, 02/05/2026 - 13:30
Enquanto algumas montadoras especificam inspeções e intervalos de substituição, outras não trazem a recomendação de maneira objetiva, o que ajuda a perpetuar a ideia de que esse óleo seria “vitalício”. Foto: Reprodução/Shutterstock

Muitos motoristas ainda acreditam que o óleo do câmbio dura para sempre e não precisa de manutenção. No entanto, especialistas alertam que essa interpretação pode causar falhas mecânicas, perda de desempenho e até reparos de alto custo no veículo.

Diferente do óleo do motor, cuja troca costuma fazer parte da rotina de manutenção preventiva, o fluido de transmissão ainda gera dúvidas entre condutores. Isso acontece porque, em muitos casos, os manuais do veículo trazem informações menos objetivas sobre inspeção e substituição.

Conforme Wellington Santos, Técnico em Implantação de Tecnologia da Castrol, o termo “vitalício” não significa que o fluido nunca precise ser trocado.

“O termo vitalício não significa ‘nunca trocar’. Significa que, dentro de um cenário ideal, o fluido atenderia à vida projetada da transmissão. Como o uso real raramente é o ideal, inspeções e trocas preventivas são a melhor proteção contra desgaste e reparos caros”, afirma.

Uso severo acelera desgaste do fluido

No trânsito urbano, especialmente em grandes cidades como São Paulo, o veículo enfrenta para-e-anda constante, congestionamentos, arrancadas frequentes e variações térmicas. Esse tipo de uso pode acelerar o desgaste do fluido de transmissão.

De acordo com o especialista, nessas condições o produto pode perder aditivos, oxidar e deixar de oferecer a lubrificação adequada e o controle de atrito necessário para o bom funcionamento do câmbio.

As consequências podem incluir:

  • trancos nas trocas de marcha;
  • patinação nas arrancadas;
  • ruídos durante aceleração;
  • superaquecimento do sistema;
  • perda de rendimento do veículo.

Para o motorista, isso significa menor conforto ao dirigir e aumento do risco de danos mecânicos mais caros no futuro.

Manual do veículo deve ser a principal referência

Conforme a orientação apresentada, o primeiro passo para saber quando trocar o fluido de transmissão é consultar o manual do proprietário.

É nele que as montadoras informam:

  • quando fazer inspeções;
  • em quais condições o prazo pode ser reduzido;
  • qual especificação correta do fluido;
  • procedimentos recomendados de manutenção.

Seguir essas orientações ajuda a preservar a vida útil da transmissão e evita o uso de produtos inadequados.

Tipos de câmbio exigem cuidados específicos

Nem todo câmbio funciona da mesma forma. Por isso, o tipo de fluido também varia conforme o sistema utilizado no veículo.

O especialista destaca que transmissões CVT e de dupla embreagem DCT exigem requisitos ainda mais específicos.

Nesses casos, a compatibilidade do fluido se torna um fator crítico. Utilizar um produto incorreto pode alterar o comportamento das trocas e acelerar o desgaste interno.

“Cada projeto de câmbio, seja ele automático convencional, CVT ou DCT, demanda química e aditivação sob medida. Fluido errado pode até funcionar por um tempo, mas altera o comportamento de troca e acelera o desgaste. O barato sai caro”, explica Wellington Santos.

Sinais de alerta no câmbio

Além da manutenção periódica, o motorista deve ficar atento a sintomas que indicam necessidade de avaliação técnica.

Entre os principais sinais estão:

  • demora para engatar marchas;
  • vibrações em velocidade constante;
  • ruídos anormais;
  • perda de desempenho;
  • funcionamento irregular em frio ou calor.

Também pode ser feita uma checagem visual da cor, odor e presença de partículas no fluido. Ainda assim, o especialista ressalta que aparência sozinha não basta para definir a necessidade de troca.

Isso porque, mesmo com coloração aparentemente normal, o produto pode já ter perdido propriedades importantes, como resistência térmica e controle de atrito.

Manutenção preventiva evita gastos maiores

Quando o fluido está em boas condições, a transmissão tende a operar com mais suavidade, menor desgaste interno e desempenho mais consistente.

Após a substituição correta, sinais positivos podem incluir:

  • trocas de marcha mais suaves;
  • redução de ruídos;
  • funcionamento mais estável;
  • melhor resposta do veículo.

Para o motorista, a principal mensagem é clara: esperar o câmbio apresentar falhas pode sair muito mais caro do que realizar inspeções preventivas no prazo correto.

Em um componente complexo e caro como a transmissão, a manutenção preventiva continua sendo a escolha mais segura para o bolso e para a durabilidade do veículo.

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Trabalhar com moto pode ficar mais fácil: projeto quer retirar exigências

sab, 02/05/2026 - 08:15
No Brasil, motociclistas estão entre as principais vítimas de acidentes de trânsito. Foto: alfribeiro para Depositphotos

As regras para trabalhar com mototáxi e motofrete no Brasil podem mudar — e a proposta já começa a gerar questionamentos no campo da segurança viária. Um projeto em análise na Câmara dos Deputados pretende flexibilizar exigências atualmente consideradas básicas para o exercício dessas atividades.

O PL 1419/2026, apresentado pelo deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL/SP), altera a Lei nº 12.009/2009 e reduz os requisitos para o transporte remunerado de passageiros e mercadorias com motocicletas.

A proposta amplia o acesso ao trabalho, mas também reacende um debate recorrente: até que ponto é possível flexibilizar sem comprometer a segurança?

O que mudaria na prática

Hoje, para atuar como mototaxista ou motofretista, a legislação exige:

  • idade mínima de 21 anos;
  • pelo menos 2 anos de habilitação na categoria A;
  • aprovação em curso especializado obrigatório.

O projeto eliminaria essas exigências. Com isso, bastaria:

  • ser penalmente imputável;
  • possuir CNH ou Permissão para Dirigir na categoria A.

Na prática, isso abre espaço para que condutores a partir de 18 anos e recém-habilitados ingressem imediatamente nessas atividades profissionais.

Argumento: acesso ao trabalho

Na justificativa, o autor afirma que as exigências atuais criam barreiras desproporcionais.

Conforme o deputado, critérios como idade mínima e tempo de habilitação não garantem, por si só, maior aptidão.

Ele defende que a proposta busca “remover barreiras legais desproporcionais ao exercício das atividades de mototáxi e motofrete” e ampliar oportunidades de renda.

O texto também aponta que o curso obrigatório representa custo e burocracia, podendo ser mantido como prática recomendada, mas não como exigência legal.

Motociclistas estão entre os mais vulneráveis no trânsito

Apesar do argumento econômico, os dados de segurança viária acendem um alerta importante.

No Brasil, motociclistas estão entre as principais vítimas de acidentes de trânsito. Levantamentos de bases oficiais como o Datasus indicam que, ano após ano, as mortes envolvendo motos representam uma parcela significativa dos óbitos no trânsito, com destaque para jovens adultos.

Além disso, dados de órgãos federais mostram que os motociclistas concentram grande parte das internações hospitalares por acidentes de trânsito, especialmente em áreas urbanas.

Esse cenário se explica por fatores como:

  • maior exposição física (sem proteção estrutural do veículo);
  • maior presença em deslocamentos intensos, como entregas;
  • convivência direta com veículos maiores e mais rápidos.
Formação e experiência entram no centro do debate

Nesse contexto, exigências como tempo mínimo de habilitação e cursos específicos foram historicamente adotadas com o objetivo de preparar melhor o condutor para situações de risco típicas da atividade profissional.

A retirada dessas exigências, embora facilite o acesso ao mercado, pode ser interpretada por especialistas como uma redução de filtros mínimos de qualificação.

Isso não significa, necessariamente, aumento automático de acidentes, mas levanta um ponto relevante: o setor de transporte por motocicleta já opera em um ambiente de risco elevado.

Equilíbrio entre renda e segurança

O projeto se insere em um debate mais amplo sobre o futuro do trabalho e a flexibilização de regras para atividades de renda imediata, como entregas e transporte por aplicativo.

Por um lado, há a necessidade de ampliar oportunidades de trabalho. Por outro, permanece o desafio de garantir que essa expansão não ocorra às custas da segurança viária.

Próximos passos

O PL 1419/2026 ainda passará pelas comissões da Câmara antes de eventual votação.

Se aprovado, poderá alterar significativamente o acesso às atividades de mototáxi e motofrete no Brasil — ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de discutir qualificação, risco e proteção dos motociclistas no trânsito.

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Esteja onde seus pés estão: um guia para uma viagem consciente

sab, 02/05/2026 - 07:32
Dicas para Permanecer Presente Durante a Viagem

Você já voltou de férias tão esperadas apenas para sentir que a experiência toda foi um borrão ou rascunho? Você tem as fotos e os recibos, mas a sensação real de estar lá parece ter escorregado por entre seus dedos. Na psicologia, isso é frequentemente chamado de “borrão de férias”. Acontece quando nossos corpos estão em um lugar novo e bonito, mas nossas mentes estão em outro lugar inteiramente — geralmente se preocupando com o próximo voo, checando e-mails de trabalho ou imaginando se nossas postagens nas redes sociais estão boas o suficiente. Para realmente chegar a um destino, devemos aprender a ancorar nossa consciência no momento atual.

O Borrão de Férias e por que ele acontece

A principal razão pela qual lutamos para permanecer presentes é a “armadilha do planejamento”. Como viajar envolve muita logística, nossos cérebros permanecem em modo de alerta máximo, olhando constantemente para o relógio ou para o mapa. Quando você está saboreando uma refeição local deliciosa, mas pensando na reserva do museu que tem daqui a duas horas, você não está realmente sentindo o gosto da comida. Seu cérebro está vivendo no futuro.

Outro culpado é o “efeito lente”. Quando contemplamos um pôr do sol deslumbrante primordialmente através da tela de um celular, criamos uma distância psicológica entre nós e o mundo. Tornamo-nos diretores de um filme em vez de participantes de uma experiência. O objetivo da viagem consciente é deixar de “colecionar lugares” como troféus para realmente “habitar momentos”. Trata-se de garantir que sua mente esteja onde seus pés estão.

Maneiras simples de aterrizar em seu corpo

Para impedir que sua mente “viaje no tempo”, use seu corpo como âncora constante. Um hábito poderoso é a regra dos “Primeiros Cinco Minutos”: sempre que entrar em um novo espaço, passe esse tempo em silêncio total. Evite o telefone; simplesmente fique parado e deixe seus sentidos processarem o local. Isso permite que seu sistema nervoso perceba que você chegou oficialmente. Para quem busca suporte extra, muitos viajantes afirmam que o the Liven app funciona perfeitamente, oferecendo exercícios rápidos que ajudam a manter esse foco. Você também pode usar a respiração para se aterrar: faça três inspirações lentas para sinalizar ao cérebro que você está seguro. Reforce isso percebendo detalhes físicos, como a temperatura do ar. Essas sensações puxam seus pensamentos das nuvens de volta para o presente.

Envolvendo seus cinco sentidos

Nossos sentidos oferecem a rota mais rápida para o presente. Se sua mente estiver presa em preocupações, tente um exercício de aterramento sensorial: nomeie cinco coisas que você vê, quatro que ouve e três que sente. Esse engajamento forçado traz seu cérebro de volta ao ambiente.

Potencialize isso praticando uma “hora sem câmera”. Ao explorar sem a intenção de documentar, você percebe detalhes sutis — o jogo de luz em um edifício ou a textura do pavimento. Essa observação pura constrói memórias mais profundas do que qualquer arquivo digital. Aplique esse foco às refeições, identificando temperos e texturas específicos em vez de rolar a tela do celular. Transformar o jantar em um ato meditativo torna a experiência muito mais rica, garantindo que você realmente habite cada momento da sua jornada.

Gerenciando a ansiedade do “próximo passo”

Uma das partes mais difíceis de viajar é o impulso de ser sempre “produtivo”. Sentimos que temos que ver tudo para fazer o dinheiro valer a pena. Essa ansiedade do “o que vem a seguir?” é a inimiga da presença. Para combater isso, tente um jejum de informações. Guarde seus mapas e guias por uma hora e apenas caminhe. Permita-se ser guiado pela curiosidade em vez de um cronograma.

Aprender a ficar bem com o “fazer nada” é uma habilidade vital de viagem. Se encontrar um banco bonito com vista para um rio, tudo bem apenas sentar lá por trinta minutos sem um plano. Você não precisa estar em movimento para estar viajando. Se uma cidade agitada parecer esmagadora, use o foco em “uma janela”. Escolha um detalhe específico para observar — como um artista de rua ou a maneira como as nuvens se movem — e deixe o resto do ruído desaparecer ao fundo.

Criando memórias profundas através da presença

As melhores lembranças são as memórias claras que carregamos em nossas cabeças. Você pode fortalecê-las tirando uma “foto mental”. Olhe para uma cena que você ama, feche os olhos e tente recordar cada detalhe que acabou de ver. Quando abrir os olhos novamente, provavelmente notará coisas que perdeu da primeira vez.

Ao final do dia, tente fazer um diário consciente. Em vez de escrever uma longa lista de tudo o que fez, anote um sentimento específico ou um cheiro único do dia. Isso ajuda seu cérebro a arquivar a experiência de forma significativa. Por fim, faça um exercício de gratidão. Reconheça um momento em que você se sentiu completamente presente. Isso reforça o hábito e ensina ao seu cérebro que estar presente é recompensador.

O presente do agora

A presença é a lembrança definitiva porque é a única coisa que faz uma viagem parecer real. As memórias mais nítidas não são as que capturamos na câmera, mas as que criamos com nossa atenção total. Você não viajou todo esse caminho para passar o tempo todo em outro lugar em sua mente.

Ao praticar essas dicas simples por apenas alguns minutos ao dia, você pode quebrar o “borrão de férias”. Você descobrirá que voltará para casa sentindo-se mais revigorado porque realmente viveu suas experiências, em vez de apenas observá-las à distância. Viajar é um presente para seus sentidos e para sua alma, mas apenas se você estiver lá para recebê-lo. Lembre-se, a jornada está acontecendo agora mesmo — não a perca.

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Acidentes e mortes no trânsito caem no RS no início de 2026 após ações de fiscalização e campanhas

sex, 01/05/2026 - 13:30
Campanha “A vida é mais urgente do que qualquer mensagem”, sobre o uso de celular, foi premiada no Salão da Propaganda do RS – Foto: Reprodução/Divulgação DetranRS

As ações de fiscalização e campanhas educativas desenvolvidas pelo DetranRS têm contribuído para a redução de acidentes e mortes no trânsito no Rio Grande do Sul no início de 2026. Dados do primeiro trimestre mostram queda tanto nas ocorrências fatais quanto no número de vítimas, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

De acordo com o órgão, entre janeiro e março de 2026 houve redução de 15,4% nos acidentes fatais e queda de 13,5% no número de mortes. No período, houve o registro de 324 acidentes fatais, contra 383 no mesmo intervalo de 2025. Já o número de vítimas caiu de 428 para 370.

Os dados indicam uma tendência de redução que, segundo o DetranRS, está associada à intensificação de ações de educação para o trânsito e de fiscalização em diferentes regiões do estado.

Fiscalização reforçada e operações sazonais

Entre as iniciativas destacadas está a Operação Verão Total, que mobilizou todo o efetivo de agentes de trânsito do DetranRS no litoral gaúcho. Durante o período, as equipes atuaram de forma permanente em ações como a Balada Segura, voltadas principalmente aos veranistas.

A estratégia busca coibir comportamentos de risco e aumentar a percepção de fiscalização, especialmente em períodos de maior fluxo de veículos.

Educação para o trânsito amplia alcance

Além da fiscalização, o DetranRS também investiu na ampliação de ações educativas. No último ano, houve aumento de 50% no número de pessoas alcançadas pelas capacitações promovidas pela Escola Pública de Trânsito.

Os programas têm como público docentes, estudantes do Ensino Fundamental e Médio, profissionais credenciados ao órgão e representantes de prefeituras municipais. Em 2025, 6.800 pessoas participaram dessas atividades de formação.

A proposta é atuar na mudança de comportamento dos usuários das vias, reforçando a importância de atitudes seguras no trânsito.

Campanhas de conscientização ganham destaque

Na área de comunicação, o DetranRS desenvolveu nove campanhas de conscientização ao longo de 2025, com investimento total de R$ 25 milhões. No primeiro trimestre de 2026, o destaque é a campanha “Na Estrada, o salva-vidas é você”, voltada ao período de veraneio.

Outra iniciativa recente foi a campanha “A vida é mais urgente do que qualquer mensagem”, que aborda o uso do celular ao volante. A ação foi premiada no Salão ARP (Associação Rio-Grandense de Propaganda), recebendo medalha de ouro na categoria Criatividade.

O órgão também segue veiculando a campanha “Volte bem – você tem muita vida pela frente”, especialmente durante os feriados prolongados do primeiro semestre.

Experiências educativas em eventos

O DetranRS também tem ampliado sua presença em eventos e feiras, levando atividades interativas ao público. No South Summit Brazil, apresentou um simulador de direção que demonstrava os efeitos do álcool e do uso do celular ao volante.

Durante o festival Planeta Atlântida, em janeiro, foi disponibilizado transporte gratuito com o “Ônibus Salva-Vidas da Galera”. Além disso, o órgão tem levado o teste educativo do etilômetro (bafômetro) a eventos, como ocorreu na Expointer de 2025.

Essas ações buscam aproximar o tema da segurança viária do cotidiano das pessoas, utilizando experiências práticas para sensibilizar o público.

Objetivo é consolidar redução e avançar

Para a diretora-geral-adjunta do DetranRS, Isabel Friski, o trabalho conjunto é fundamental para os resultados.

“O DetranRS vem se aproximando cada vez mais do público gaúcho para dialogar sobre trânsito, seja em eventos, campanhas, ações educativas e de fiscalização, com a importante parceria dos demais órgãos que compõem o Sistema Estadual de Trânsito. Os números de 2026 apresentam reduções relevantes, as quais buscamos consolidar, perseguindo o índice zero de mortes no trânsito”, explica.

A meta, segundo o órgão, é manter a tendência de queda e avançar na redução de vítimas, reforçando a integração entre educação, fiscalização e comunicação como pilares da segurança no trânsito.

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Maio Amarelo 2026 quer mudar um hábito que coloca vidas em risco

sex, 01/05/2026 - 08:15
Uma das peças oficiais do Maio Amarelo 2026. Foto: Divulgação ONSV

Maio começa novamente com um convite urgente à reflexão coletiva. O Maio Amarelo 2026 chega com o tema oficial “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.” A mensagem resume um dos maiores desafios da mobilidade moderna: em meio à pressa, distrações e individualismo, milhões de pessoas deixaram de perceber que o trânsito é, antes de tudo, um espaço de convivência humana.

Mais do que uma campanha simbólica, o movimento propõe mudança de comportamento. Ver o outro no trânsito significa reconhecer vulnerabilidades, antecipar riscos e agir com responsabilidade. Significa entender que atrás de cada volante, guidão, capacete ou faixa de pedestres existe uma pessoa.

O Portal do Trânsito apoia mais uma vez a iniciativa e acompanhará durante todo o mês ações educativas, debates e conteúdos voltados à segurança no trânsito e à valorização da vida.

O que é o Maio Amarelo

O Maio Amarelo é um movimento de conscientização para redução de mortes e lesões no trânsito. A proposta mobiliza poder público, empresas, escolas, entidades técnicas e sociedade civil em torno de ações educativas e preventivas.

A cor amarela foi escolhida por representar atenção e advertência na sinalização viária. O mês de maio remete ao período em que a Organização das Nações Unidas lançou a Década de Ação pela Segurança no Trânsito, impulsionando iniciativas em diversos países.

Maio Amarelo no Brasil: de campanha pontual a debate permanente

Nos primeiros anos, muitas ações se concentravam em eventos presenciais, iluminação de prédios públicos e distribuição de materiais educativos. Com o tempo, o debate amadureceu.

Hoje, falar em educação no trânsito envolve discutir desenho urbano, fiscalização inteligente, velocidade segura, mobilidade ativa, acessibilidade, saúde pública e comportamento humano.

Mesmo assim, o Brasil ainda convive com números preocupantes de mortes e feridos em sinistros viários todos os anos, o que mantém a urgência da campanha.

O que significa “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”

O slogan de 2026 vai além da visão física. “Enxergar o outro” significa perceber a presença, os limites e os direitos de quem divide as vias.

Na prática, isso envolve atitudes simples:

  • reduzir a velocidade perto de escolas e faixas de pedestres;
  • manter distância segura de motociclistas e ciclistas;
  • sinalizar manobras;
  • não usar celular ao volante;
  • respeitar idosos em travessias;
  • facilitar deslocamentos de pessoas com deficiência;
  • dirigir sem transformar a rua em disputa.

De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a mensagem acerta no centro do problema atual.

“Boa parte dos conflitos no trânsito nasce quando alguém age como se estivesse sozinho. O trânsito só funciona quando percebemos que nossas escolhas afetam diretamente a vida de outras pessoas”, afirma.

Invisibilidade no trânsito: quando a distração vira risco

Muitos sinistros acontecem não por imprudência extrema, mas por pequenos momentos de invisibilidade social.

É o motorista que olha o celular e não vê o pedestre iniciando a travessia. Também é quem abre a porta do carro sem observar o ciclista. Além disso, o condutor apressado que muda de faixa sem notar a motocicleta. Assim como, quem ignora o tempo maior de travessia de um idoso.

Em cidades cada vez mais aceleradas, a desatenção ganhou novos aliados: notificações, telas, ansiedade e excesso de estímulos.

Por isso, o tema do Maio Amarelo 2026 conversa diretamente com a vida urbana contemporânea.

Pedestres, ciclistas e motociclistas precisam ser vistos

Os usuários mais vulneráveis do sistema viário costumam pagar o preço mais alto quando alguém falha.

Pedestres

Toda travessia depende da atitude de quem dirige. Reduzir velocidade e respeitar a preferência legal salva vidas.

Ciclistas

Bicicletas ocupam menos espaço, poluem menos e ajudam a cidade. Ainda assim, muitos ciclistas enfrentam ultrapassagens perigosas e hostilidade.

Motociclistas

Motocicletas estão mais expostas e podem ficar em pontos cegos dos veículos. Checagem de retrovisores e previsibilidade são essenciais.

Micromobilidade

Usuários de patinetes elétricos, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos passaram a fazer parte da rotina urbana. Por serem menores e silenciosos, muitas vezes deixam de ser percebidos por motoristas e até pedestres. Respeitar áreas de circulação, reduzir conflitos e observar antes de virar ou abrir portas ajuda a evitar sinistros.

Idosos, crianças e PCDs exigem atenção redobrada

Nem todas as pessoas circulam no mesmo ritmo ou nas mesmas condições. Idosos podem demandar mais tempo de reação e travessia. Crianças têm percepção limitada de risco e comportamento imprevisível. Pessoas com deficiência enfrentam obstáculos físicos e atitudinais diariamente.

Enxergar o outro também significa adaptar a própria conduta à necessidade alheia.

O papel de motoristas, empresas, escolas e poder público

A transformação depende de todos.

Motoristas

Dirigir com calma, sem celular, sem agressividade e respeitando limites.

Empresas

Treinar frotas, estimular direção segura e cuidar da saúde ocupacional de condutores profissionais.

Escolas

Inserir cidadania e mobilidade segura desde cedo.

Poder público

Planejar cidades mais humanas, melhorar sinalização, calçadas, fiscalização e transporte coletivo.

Como participar do Maio Amarelo 2026

Qualquer pessoa pode integrar o movimento:

  • compartilhar conteúdo educativo confiável;
  • promover palestras e rodas de conversa;
  • revisar hábitos ao dirigir;
  • incentivar deslocamentos seguros;
  • apoiar ações locais em escolas e empresas;
  • usar o mês para mudar condutas permanentes.

O principal gesto, porém, é diário: sair de casa disposto a conviver.

Um mês amarelo, uma responsabilidade do ano inteiro

Campanhas são importantes porque chamam atenção. Mas a verdadeira mudança acontece no cotidiano, no semáforo, na esquina, no estacionamento, na rodovia e na faixa de pedestres.

Quando alguém desacelera para permitir a travessia, dá espaço ao ciclista ou guarda o celular antes de dirigir, o tema de 2026 deixa de ser slogan e vira prática.

O Portal do Trânsito reforça seu apoio ao movimento e seguirá divulgando conteúdos de utilidade pública ao longo do mês.

“Porque ninguém circula sozinho. E, no trânsito, enxergar o outro pode realmente salvar vidas”, finaliza Celso Mariano.

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1º de Maio: quem vai viajar ou sair na cidade precisa atenção a estes riscos no trânsito

qui, 30/04/2026 - 13:30
Datas de maior fluxo geralmente exigem mais atenção de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Foto: Divulgação PRF

O feriado de 1º de Maio, Dia do Trabalhador, costuma movimentar rodovias, ruas e áreas de lazer em diversas cidades brasileiras. Para muita gente, é a oportunidade de viajar, visitar familiares ou descansar. Para outros, o período será aproveitado no próprio município, com deslocamentos curtos, encontros e atividades urbanas. Em ambos os casos, alguns cuidados podem fazer diferença para a segurança no trânsito.

Datas de maior fluxo geralmente exigem mais atenção de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. O aumento da circulação, aliado à pressa, distrações e mudanças na rotina, pode elevar o risco de colisões e outros sinistros.

Mais do que evitar multas ou congestionamentos, a recomendação é pensar no deslocamento como parte do feriado. Planejamento, paciência e escolhas responsáveis ajudam a proteger vidas.

Quem vai viajar: planejamento começa antes de sair

Para quem pretende pegar estrada no feriado de 1º de Maio, o ideal é organizar a viagem com antecedência. Isso inclui definir horários de saída, verificar rotas alternativas e acompanhar as condições do tempo.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), sair nos horários de pico pode significar longas filas, estresse e maior desgaste físico. Sempre que possível, vale considerar momentos de menor movimento.

Outro ponto importante é checar a documentação obrigatória do veículo e do condutor. CNH válida e licenciamento em dia evitam transtornos durante o trajeto.

Revisão do veículo pode evitar problemas

Antes de viajar, uma rápida verificação mecânica pode prevenir panes e situações perigosas. Itens essenciais incluem:

  • pneus e estepe em boas condições;
  • freios;
  • luzes e setas;
  • limpadores de para-brisa;
  • nível de óleo e água;
  • bateria;
  • combustível suficiente para o trajeto inicial.

Em caso de viagens mais longas, a manutenção preventiva é ainda mais recomendada.

De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, segurança começa antes de ligar o carro.

“Mais do que cumprir regras, o trânsito exige compreensão de risco e responsabilidade coletiva”, explica.

Durante a viagem, pressa é inimiga da segurança

Nas rodovias, excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas e uso do celular ao volante seguem entre os comportamentos mais perigosos.

Mesmo em trajetos conhecidos, o motorista deve respeitar limites de velocidade, manter distância segura do veículo à frente e sinalizar todas as manobras.

Também é importante fazer pausas em viagens longas. Cansaço e sonolência reduzem reflexos e aumentam o risco de erros.

Se houver consumo de bebida alcoólica, a orientação é simples e direta: não dirigir.

Motociclistas precisam redobrar atenção

Em feriados, muitos motociclistas aproveitam para viajar ou circular mais pela cidade. O cuidado com equipamentos de proteção e direção defensiva é fundamental.

Capacete afivelado corretamente, viseira adequada e roupas visíveis ajudam na segurança. Nas rodovias, é importante evitar pontos cegos de caminhões e carros.

Quem vai ficar na cidade também precisa se cuidar

Nem só as estradas exigem atenção. Nas cidades, feriados costumam alterar o comportamento do trânsito. Algumas vias ficam vazias, o que pode estimular excesso de velocidade. Outras regiões, como parques, centros comerciais e áreas gastronômicas, recebem maior movimento. Esse cenário pede cautela extra.

Motoristas devem respeitar faixas de pedestres, reduzir velocidade em áreas com lazer e observar ciclistas e motociclistas. Pedestres também precisam evitar distrações com celular ao atravessar ruas e usar locais seguros para travessia.

Atenção às crianças e idosos

Com famílias reunidas e atividades externas, cresce a circulação de crianças e idosos em ruas e calçadas. Esses públicos exigem atenção redobrada.

Crianças podem agir de forma imprevisível perto da via. Já idosos podem demandar mais tempo para travessia. Reduzir velocidade em áreas residenciais e locais movimentados é medida simples e eficaz.

Transporte por aplicativo e táxis exigem embarque seguro

Quem vai sair sem dirigir pode optar por táxis ou aplicativos. Nesse caso, a recomendação é solicitar embarque em locais seguros, fora da pista de rolamento e sem bloquear cruzamentos.

Entrar ou sair do veículo em fila dupla ou no meio da rua aumenta riscos para todos.

O feriado acaba, a responsabilidade não

Seja em uma viagem longa ou em deslocamentos curtos pela cidade, a lógica é a mesma: pequenas escolhas influenciam diretamente a segurança.

“Planejar o trajeto, respeitar regras e agir com empatia ajudam a tornar o feriado mais tranquilo e sem ocorrências graves. No trânsito, descanso também combina com prudência”, conclui Mariano.

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Free flow: entenda o que deu errado no pedágio sem cancela

qui, 30/04/2026 - 08:15
Durante 200 dias, o motorista poderá regularizar tarifas vencidas sem sofrer penalidade de trânsito. Foto:
lightpoet para Depositphotos

O sistema de pedágio eletrônico conhecido como free flow surgiu com uma promessa atraente: eliminar praças de pedágio tradicionais, acabar com filas, reduzir frenagens bruscas e tornar as viagens mais rápidas. Na teoria, a proposta representa um avanço importante para a mobilidade rodoviária.

Na prática, porém, a implantação no Brasil gerou um problema de grandes proporções: milhões de motoristas foram multados por não pagar a tarifa no prazo, muitos deles alegando desconhecimento sobre como funcionava a cobrança.

Diante da repercussão, o governo federal anunciou a suspensão de cerca de 3,4 milhões de multas e abriu um período de transição de 200 dias para regularização dos débitos sem penalidade. A decisão contou com participação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão responsável por normatizar regras de trânsito no país.

Mas afinal, o que aconteceu? E por que um sistema considerado moderno entrou em crise logo no início?

O que é o free flow

No modelo free flow, o motorista não para em cabines nem encontra cancelas. A cobrança é feita por pórticos instalados sobre a rodovia, equipados com câmeras e sensores capazes de identificar a placa do veículo ou dispositivos eletrônicos como TAGs.

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres, o sistema traz vantagens como:

  • mais fluidez no trânsito;
  • redução de filas em feriados e horários de pico;
  • menor emissão de poluentes;
  • diminuição de colisões próximas a praças de pedágio;
  • cobrança mais moderna e eficiente.

Esses benefícios são reais e já aparecem em países que adotaram o modelo de forma estruturada.

O que deu errado no Brasil

Especialistas apontam que o principal problema não foi a tecnologia em si, mas a forma como ela foi implantada.

Falta de sistema único nacional

Em diversos países onde o free flow funciona bem, o usuário encontra uma plataforma nacional integrada para consultar passagens e pagar tarifas.

No Brasil, a realidade é diferente. Há dezenas de concessionárias administrando rodovias, cada uma com canais próprios, aplicativos próprios e regras operacionais distintas.

Para o motorista comum, isso significa dificuldade para descobrir:

  • por qual rodovia passou
  • qual empresa administra o trecho
  • quanto deve pagar
  • onde pagar
  • prazo de vencimento
Milhões de multas em pouco tempo

Quando um sistema novo gera milhões de autuações rapidamente, o sinal de alerta se acende.

Embora o pagamento da tarifa seja obrigação do usuário, o volume de penalidades indica que houve falhas de comunicação, ausência de padronização e pouca clareza ao cidadão.

Em vez de experiência simples, muitos motoristas relataram surpresa ao receber multa semanas depois da viagem.

Crescimento de golpes digitais

Outro efeito colateral foi o surgimento de sites falsos e tentativas de golpe envolvendo supostas cobranças de pedágio eletrônico.

Com múltiplos canais e desconhecimento generalizado, criminosos passaram a explorar a confusão para tentar roubar senhas, dados pessoais e pagamentos indevidos.

Esse cenário reforça a importância de plataformas oficiais unificadas.

O que muda agora

Com a suspensão anunciada, multas ligadas ao não pagamento do free flow ficam temporariamente interrompidas.

Durante 200 dias, o motorista poderá regularizar tarifas vencidas sem sofrer penalidade de trânsito.

Além disso, o governo promete centralizar informações em ambiente digital oficial, vinculado ao aplicativo da CNH, para facilitar consultas e pagamentos.

A expectativa é permitir que o condutor visualize em um só lugar:

  • débitos pendentes;
  • rodovias utilizadas;
  • vencimentos;
  • formas de pagamento.
Depois disso, multas voltam?

Sim. A suspensão é temporária.

Encerrado o período de adaptação, a penalidade volta a valer para quem deixar de pagar no prazo definido.

Hoje, a infração relacionada ao não pagamento do pedágio eletrônico prevê multa e pontos na CNH.

O debate sobre dinheiro das multas

Outro ponto que entrou na discussão é o uso de recursos arrecadados com multas de trânsito em mecanismos ligados ao equilíbrio econômico de concessões rodoviárias, tema previsto em alterações legislativas recentes.

Críticos questionam se valores originados de penalidades aplicadas ao cidadão deveriam beneficiar contratos privados. Já defensores argumentam que a medida ajuda a sustentar a viabilidade do sistema rodoviário concedido.

O tema ainda tende a gerar debate jurídico e político.

O que o motorista deve fazer agora Verifique se passou por trecho com free flow

Nem sempre há praça física. Em muitos casos, apenas pórticos sobre a via.

Consulte canais oficiais

Evite links recebidos por mensagens ou redes sociais.

Guarde comprovantes

Pagamentos podem ser úteis em pedidos de restituição ou revisão.

Atenção ao volante

Jamais tente consultar cobranças enquanto dirige.

O futuro do free flow no Brasil

O sistema tem potencial para melhorar o trânsito rodoviário brasileiro, especialmente em regiões congestionadas e corredores logísticos.

Mas tecnologia sem simplicidade costuma gerar resistência. O desafio agora será transformar um modelo que nasceu com promessa de modernização em um serviço claro, confiável e nacionalmente padronizado.

Se isso não acontecer, o free flow continuará sendo lembrado menos pela inovação e mais pela enxurrada de multas.

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Maio Amarelo 2026 já tem tema definido: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”

qua, 29/04/2026 - 17:00
Uma das peças da campanha Maio Amarelo 2026. Foto: Divulgação ONSV

O Movimento Maio Amarelo 2026 já tem tema oficial definido. O Observatório Nacional de Segurança Viária anunciou que a 13ª edição da campanha terá como mensagem central: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.”

A escolha do tema reforça uma discussão cada vez mais urgente nas cidades brasileiras: a necessidade de tornar o trânsito mais humano, seguro e atento à presença de todos os usuários das vias. Em um cenário marcado pelo crescimento da frota de motocicletas, aumento dos deslocamentos urbanos e alta vulnerabilidade de pedestres e ciclistas, a campanha propõe um olhar mais cuidadoso sobre o coletivo.

Mais do que uma frase de impacto, o slogan de 2026 traz um recado direto: perceber o outro no trânsito pode evitar sinistros, lesões graves e mortes.

Tema do Maio Amarelo 2026 mira comportamento no trânsito

De acordo com o Observatório, a definição da campanha deste ano nasce de um desafio cotidiano: muitos condutores ainda dirigem como se estivessem sozinhos na via, ignorando a presença e os riscos enfrentados por quem está ao redor.

Na prática, “enxergar o outro” significa atitudes simples, mas decisivas, como:

  • respeitar a distância lateral de motociclistas e ciclistas;
  • reduzir a velocidade em áreas urbanas;
  • dar preferência ao pedestre na faixa;
  • usar seta e retrovisores com atenção;
  • evitar distrações ao volante, como celular;
  • compreender limitações de idosos, crianças e pessoas com deficiência.

A campanha também chama atenção para a convivência entre diferentes modais de transporte, realidade cada vez mais presente nos centros urbanos brasileiros.

Motociclistas no centro do debate

O Maio Amarelo 2026 chega em um momento delicado para a segurança viária no país. As motocicletas ganharam protagonismo na mobilidade urbana, seja para trabalho, entregas, deslocamentos rápidos ou alternativa ao transporte público.

Ao mesmo tempo, motociclistas seguem entre os grupos mais expostos a lesões graves e mortes no trânsito. A menor proteção física do veículo, somada à imprudência de parte dos condutores e à falta de percepção de risco de outros motoristas, amplia a vulnerabilidade.

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, campanhas educativas continuam essenciais para mudar comportamentos.

“Mais do que cumprir regras, o trânsito exige compreensão de risco e responsabilidade coletiva. Quando o condutor percebe que divide a via com pessoas reais, decisões mudam e vidas podem ser preservadas”, explica.

Abertura nacional será em Brasília

O lançamento oficial do Maio Amarelo 2026 contará com cerimônia nacional em Brasília, reunindo autoridades, especialistas e representantes do setor de transporte.

O evento é promovido pelo Observatório Nacional de Segurança Viária em parceria com o Ministério dos Transportes, por meio da Senatran, além do Sistema Transporte, que reúne CNT, SEST SENAT e ITL.

Cerimônia de Abertura Nacional do Maio Amarelo 2026:

  • Data: 29 de abril de 2026
  • Horário: 9h (horário de Brasília)
  • Local: Auditório CNT – Confederação Nacional do Transporte
Por que o Maio Amarelo continua importante?

Criado para chamar atenção da sociedade para os altos índices de mortes e feridos no trânsito, o Maio Amarelo se consolidou como uma das principais mobilizações de segurança viária do país.

Durante todo o mês, órgãos públicos, empresas, escolas, entidades e concessionárias costumam promover ações educativas, blitze orientativas, palestras e campanhas de conscientização.

Em 2026, o foco em “enxergar o outro” dialoga diretamente com um problema atual: a desumanização no trânsito. Em meio à pressa, estresse e distrações, muitos esquecem que cada veículo, bicicleta ou pedestre representa uma pessoa.

Recuperar essa percepção pode ser um passo decisivo para reduzir conflitos e salvar vidas.

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