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Recebeu uma “multa” no para-brisa? Atenção: é golpe, alerta o Detran-SP
Um suposto aviso de multa deixado sobre o para-brisa de veículos tem causado confusão entre motoristas e se espalhado rapidamente nas redes sociais. A imagem, embora convincente, trata-se de um golpe, segundo alerta o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP).
Para evitar que mais pessoas sejam enganadas, o órgão preparou um guia com 5 pontos essenciais para que o cidadão reconheça quando está diante de uma notificação oficial — e quando está diante de uma tentativa de fraude. Veja:
1. Detran-SP não aplica multas por estacionamentoInfrações ligadas a parada e estacionamento são, em geral, de competência municipal. Em São Paulo, por exemplo, esse tipo de autuação é responsabilidade da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) — não do Detran-SP.
2. Notificações chegam pelos Correios, nunca no veículoO Detran-SP envia notificações de infração exclusivamente por correspondência ao endereço cadastrado pelo condutor. O documento não inclui valores para pagamento, apenas um QR Code que leva ao site oficial do órgão.
3. QR Code é só para consulta — nunca para pagarO código digital presente nas notificações não deve ser usado para pagamento. Ele apenas direciona o motorista ao portal do Detran-SP, onde será possível verificar detalhes da infração, entrar com recurso e obter instruções para quitar o débito. Também é possível fazer a consulta pela Carteira Digital de Trânsito (CDT).
Se encontrar algum QR Code que leve diretamente a uma página de pagamento ou solicite dados bancários, desconfie. É golpe.
4. Multas do Detran-SP são 100% digitaisDesde 2024, o Detran-SP passou a utilizar apenas talonário eletrônico, eliminando o uso de papel e gerando uma economia de cerca de R$ 6 milhões por ano. A digitalização também torna mais seguro o processo de autuação e notificação.
5. Caiu no golpe da multa no para-brisa? Saiba o que fazerSe você foi vítima — ou alvo — de uma tentativa de fraude, deve registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil de São Paulo. Também é possível encaminhar uma denúncia diretamente ao Detran-SP por meio da plataforma Fala SP, que reúne canais de ouvidoria e acesso à informação dos órgãos estaduais.
Golpes de trânsito estão cada vez mais sofisticados — redobre a atençãoO Detran-SP reforça que nenhuma autuação legítima é deixada fisicamente no veículo ou exige pagamento direto por QR Code. A orientação é que motoristas verifiquem sempre as informações por canais oficiais, como o site do Detran-SP ou a Carteira Digital de Trânsito (CDT). Em caso de dúvida ou suspeita de golpe, a recomendação é procurar as autoridades e registrar denúncia pelos meios adequados.
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Investimentos ganham força no Brasil — e já começam a impactar a mobilidade urbana
Uma mudança silenciosa, mas significativa, está acontecendo no perfil do investidor brasileiro — e ela pode em breve transformar também o modo como nos deslocamos. Uma pesquisa nacional encomendada pela Binance ao Instituto Locomotiva revelou um dado inédito: criptomoedas e fundos de investimento tradicionais estão, pela primeira vez, empatados em número de investidores no país, com 42% de adesão entre os brasileiros que já aplicam seu dinheiro.
O que antes parecia ser um nicho para entusiastas da tecnologia está ganhando espaço nas carteiras de quem sempre confiou nos bancos tradicionais. E agora, mais do que um ativo financeiro, as criptomoedas começam a desenhar um novo cenário para a mobilidade urbana, os meios de pagamento e até a operação de pedágios nas estradas brasileiras.
Da carteira do investidor para a estradaSegundo o vice-presidente da Binance para a América Latina, as criptomoedas têm um caráter democrático, oferecendo acesso a produtos financeiros antes restritos a uma pequena parcela da população. Esse aspecto inclusivo tem feito com que os brasileiros olhem com mais atenção para os criptoativos com potencial de crescimento — e não apenas como forma de investimento.
No setor de transporte, por exemplo, há discussões em andamento sobre o uso de moedas digitais para o pagamento de pedágios, com o objetivo de reduzir filas, custos operacionais e tornar o sistema mais fluido. A descentralização e liquidez das criptos permitem transações em tempo real, sem intermediários, o que pode representar um avanço considerável para a modernização das rodovias brasileiras.
Quem investe em cripto no Brasil?Embora a poupança ainda lidere com 66% de preferência, o estudo revela que o investidor de cripto tende a ter renda mais alta (59% ganham acima de 10 salários mínimos) e ensino superior completo. Mas o perfil está se diversificando: cresce também entre pessoas com menor escolaridade formal.
A promessa de retornos elevados atrai 20% dos investidores, enquanto a liquidez 24/7 convence 13%. Já 10% destacam a sensação de independência em relação aos bancos tradicionais. Ainda assim, a volatilidade é alta — e requer estratégia. Por isso, mais da metade dos participantes diversifica: combinam cripto, renda fixa e fundos para equilibrar risco e retorno.
Regulação e confiança: bases para o avançoA confiança do investidor também foi fortalecida por marcos regulatórios recentes. Com a sanção da Lei 14.478/2022, conhecida como Lei dos Criptoativos, o Brasil passou a contar com regras claras para prestadores de serviços ligados aos ativos virtuais. Desde então, fraudes com cripto foram tipificadas no Código Penal, e empresas passaram a ser registradas junto ao Banco Central.
Em 2024, a Consulta Pública 110 do BACEN avançou ainda mais, detalhando os requisitos para essas autorizações. Tudo isso contribui para reduzir a percepção de risco institucional — fator importante na hora de optar entre fundos e cripto. Não por acaso, o Brasil ocupa hoje a 10ª posição no ranking global de adoção de cripto, à frente de países como Canadá e Reino Unido.
Fundos x cripto: como afetam o cotidianoApesar do empate em número de investidores, os dois tipos de ativos funcionam de forma bem distinta. Fundos oferecem gestão profissional, cota diária e taxas; criptomoedas trazem liquidez instantânea, operação ininterrupta e total controle por parte do usuário. Essa liberdade, inclusive, pode inspirar novas formas de pagamento em transportes, aplicativos de carona e serviços de mobilidade.
Enquanto fundos multimercado podem restringir resgates sob pressão, quem investe em Bitcoin pode vender a qualquer momento — pagando, claro, o preço da volatilidade. No entanto, os custos tributários ainda são relativamente atrativos: há uma alíquota de 15% sobre ganhos até R$ 5 milhões com cripto, menor que os 22,5% dos fundos de curto prazo.
O futuro do dinheiro — e do trânsitoCom mais brasileiros acessando apps de investimento e a educação financeira se tornando mais popular, é provável que o crescimento dos ativos digitais continue. Se hoje as criptos já competem em número com fundos tradicionais, amanhã podem ser parte central de inovações em mobilidade: carros elétricos que se abastecem e pagam automaticamente via blockchain, pagamentos de estacionamento integrados a carteiras digitais, e muito mais.
O empate entre cripto e fundos não é o fim da história — é só o começo. O trânsito e o transporte do futuro também serão digitais, rápidos e conectados. E tudo indica que as criptomoedas terão um papel cada vez mais relevante nessa transformação.
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Como escolher um curso de trânsito EAD aprovado pela Senatran: o que o Detran exige?
Com o avanço da tecnologia e a flexibilização da educação à distância, cada vez mais brasileiros têm buscado cursos online para se qualificar ou cumprir exigências legais, como a reciclagem da CNH ou a especialização de condutores. No entanto, ao procurar um curso EAD relacionado ao trânsito, é essencial saber se ele é aprovado pela Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) e reconhecido pelo Detran do seu estado.
Neste guia completo, você vai entender quais são os critérios que tornam um curso EAD válido, como identificar instituições confiáveis, como a Tecnodata Educacional, e o que o Detran realmente exige. Escolher corretamente evita prejuízos, perda de tempo e problemas com a legalidade do seu processo.
O que é um curso EAD aprovado pela Senatran?Um curso EAD (Ensino a Distância) só é considerado válido no âmbito do trânsito brasileiro se estiver homologado pela Senatran e aceito pelo Detran do estado em que o condutor está cadastrado.
A Senatran estabelece diretrizes técnicas e pedagógicas que os cursos devem seguir, incluindo:
- Carga horária mínima;
- Conteúdo programático alinhado ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e Resoluções do Contran;
- Sistema de avaliação online;
- Plataforma segura com controle de presença e identidade do aluno.
A instituição que oferece o curso precisa estar credenciada junto ao governo federal e ao Detran estadual — isso garante que o certificado seja aceito para fins legais.
Quais tipos de curso EAD precisam de aprovação e são legalizados pelo Contran?Abaixo, os principais cursos que devem ter aprovação da Senatran e Detran:
1. Curso de Reciclagem para Condutores InfratoresObrigatório para motoristas com CNH suspensa.
2. Curso de Atualização para Renovação da CNHNecessário para renovar a CNH de quem está com o documento vencido há mais de 5 anos.
3. Curso de Especialização (como Transporte de Produtos Perigosos, Coletivo, Escolar, Emergência e Cargas Indivisíveis)
Exigidos para motoristas profissionais que transportam cargas ou passageiros em categorias específicas.
Como saber se um curso é aprovado pela Senatran?Antes de se matricular, siga este checklist:
1. Verifique o credenciamento da empresa
A instituição deve informar:
- Número de credenciamento na Senatran;
- Autorização do Detran do estado;
- Tipo de curso oferecido (reciclagem, atualização, especialização, etc.).
Dica: A Tecnodata Educacional, por exemplo, é uma das pioneiras no Brasil em cursos EAD aprovados pela Senatran.
2. Confirme se a plataforma tem autenticação de presençaA Senatran exige que o aluno seja monitorado durante o curso, com verificação de login, tempo de permanência e realização de avaliações.
Cursos que não têm controle de frequência ou permitem “pular etapas” não são aceitos pelo Detran.
Cuidado com cursos falsos ou não reconhecidosCom a popularização do EAD, aumentaram também os golpes e cursos irregulares. Veja os sinais de alerta:
- Sites sem CNPJ ou telefone de contato;
- Promoções com preços muito abaixo do mercado;
- Promessas de “dispensa de prova” ou “certificado instantâneo”;
- Plataformas que não exigem autenticação do aluno.
Fazer um curso sem reconhecimento pode resultar em:
- Recusa do certificado pelo Detran;
- Perda de dinheiro e tempo;
- Continuação da penalidade (como suspensão da CNH).
As exigências podem variar de um estado para outro, mas em geral o Detran solicita:
- Que o curso esteja credenciado pela Senatran e pelo próprio Detran estadual;
- Certificado eletrônico ou físico emitido após a conclusão;
- Documento de identidade e CNH atualizada do condutor;
- Registro da carga horária e notas das avaliações realizadas no ambiente virtual.
Alguns Detrans também pedem que o condutor realize uma prova final presencial ou online, conforme a legislação local.
Por isso, sempre consulte o site oficial do Detran do seu estado antes de iniciar um curso EAD.
Vantagens de fazer um curso EAD aprovado- Flexibilidade de horário: você estuda no seu ritmo, sem precisar comparecer presencialmente;
- Acesso facilitado ao conteúdo: você pode estudar de qualquer lugar com internet, usando computador, tablet ou celular.
- Ambiente virtual com suporte técnico e pedagógico: muitos cursos oferecem tutores e canais de atendimento ao aluno.
- Revisão de conteúdo quantas vezes quiser: aulas gravadas e materiais disponíveis para consulta a qualquer momento.
- Atualização constante: cursos aprovados pela Senatran seguem diretrizes atualizadas e conteúdos revisados periodicamente.
- Maior autonomia no aprendizado: o aluno desenvolve habilidades de organização e responsabilidade, valorizadas no mercado de trabalho.
- Facilidade para quem trabalha ou tem outras obrigações: ideal para motoristas, profissionais autônomos e quem tem rotina apertada.
- Redução de custos indiretos: além de economizar com transporte, evita gastos com alimentação fora de casa e perda de horas produtivas.
Optar por um curso EAD pode ser uma excelente solução para quem busca praticidade, economia e agilidade. No entanto, é fundamental escolher instituições sérias, que estejam devidamente homologadas pela Senatran e reconhecidas pelo Detran do seu estado.
Não se arrisque com cursos sem credenciamento. Informe-se, pesquise e confirme a validade antes de se matricular. A responsabilidade começa na escolha — e termina com a sua CNH regularizada, com segurança e respaldo legal.
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“Trânsito para Elas” destaca protagonismo feminino na mobilidade urbana e na segurança viária
Na última sexta-feira, 30 de maio, Aracaju (SE) foi palco do 2º Seminário Nacional “Trânsito para Elas”, uma iniciativa da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) em parceria com o Instituto Mulheres pelo Trânsito, o Detran de Sergipe (Detran/SE) e o Sindicato das Autoescolas de Sergipe (Sinase/SE).
O evento teve como objetivo promover o diálogo, dar visibilidade ao papel das mulheres no trânsito e fomentar a presença feminina em diferentes áreas da mobilidade urbana. Dessa forma, incluindo educação, segurança viária e gestão pública.
Mulheres: protagonismo e representatividadeDe acordo com a diretora-presidente do Detran/SE, Naleide de Andrade, o seminário reafirma que a mulher deve ser reconhecida como protagonista em todos os espaços. Ou seja, inclusive nas decisões que envolvem o trânsito brasileiro.
“Teremos um dia com diversos temas que afirmam que a mulher é protagonista e tem capacidade de se instalar onde quiser, para exercer papel relevante na sociedade e no trânsito”, destacou.
A presidente da Senatran, Maria Nascimento Souza, reforçou a importância de desconstruir preconceitos históricos.
“É imenso o número de sinistros de trânsito, causados principalmente por homens. É preciso valorizar a vida de cada um, com o comportamento viário. Precisamos desmistificar os mitos sobre as mulheres no trânsito”, afirmou.
Lideranças femininas nos órgãos de trânsitoO seminário contou também com a participação da presidente do CETRAN-MS e representante do Fórum Nacional dos Conselhos de Trânsito (Focotran), Regina Maria Duarte. Ela destacou a atuação de lideranças femininas em todo o país.
“O CETRAN é um órgão de coordenação do sistema de trânsito presente em cada estado. Assim como eu, que sou presidente no Mato Grosso do Sul, estão me acompanhando a presidente de Goiás, da Bahia, do Mato Grosso, da Paraíba, e o representante de Sergipe, Fabrício Alcântara. Hoje falo da realidade dos 26 estados da nossa federação”, ressaltou.
Presença feminina no setor de transportesDurante o seminário, a jornalista Raíssa Cruz, que preside o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município de Aracaju, compartilhou dados sobre a presença das mulheres em posições de liderança no setor.
“São cerca de 17% de mulheres em cargos de liderança em um ambiente historicamente masculino, o que chama a atenção. Elas se diferenciam dos homens pela autenticidade e sensibilidade feminina”, destacou.
Sobre o seminárioO evento é parte de uma agenda nacional que visa fortalecer a participação feminina em áreas estratégicas do trânsito e transporte. Assim, promovendo inclusão de gênero, valorização profissional, e educação viária como pilares para um sistema de mobilidade mais justo, seguro e igualitário.
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Ambulância no trânsito? Saiba como agir para não atrapalhar e ajudar a salvar vidas
Em situações de emergência, cada segundo conta. Um minuto pode significar a diferença entre a vida e a morte, entre a recuperação plena e sequelas permanentes. Por isso, os condutores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) do Distrito Federal contam com o apoio essencial da população para realizar um atendimento rápido e eficiente.
“Indiretamente, os motoristas que dão passagem aos veículos de urgência estão ajudando a salvar muitas vidas. É ter atenção e compaixão com a pessoa que está em atendimento. Esse mérito também é do motorista que abre caminho”, destaca o condutor Rodrigo Amaral, que atua na base do Samu em Ceilândia.
Falta de atenção ainda é obstáculoApesar da importância, a realidade no trânsito ainda é desafiadora. Diariamente, condutores do Samu enfrentam obstáculos causados pela falta de atenção de motoristas. “Nós vemos muitos condutores desatentos com os celulares, sem prestar atenção no que está ocorrendo em volta”, relata o condutor Caetano Mateus de Moura.
Alguns não percebem a aproximação da ambulância, outros se recusam a dar passagem ou até mudam de faixa, mas aceleram, dificultando a manobra de outros veículos e da própria ambulância. “As pessoas têm que ter um pouco mais de atenção e olhar ao redor”, reforça Amaral.
A equipe do Samu localizada em Ceilândia Norte, por exemplo, consegue chegar a qualquer ponto da Região Administrativa em cerca de 10 a 11 minutos. Em horários de pico, um deslocamento até o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) pode levar cerca de 23 minutos. “Cada segundo conta. Um paciente em parada cardiorrespiratória, por exemplo, perde chances de sobrevivência a cada minuto que passa sem atendimento”, alerta Moura.
Treinamento e segurança no volanteOs condutores do Samu passam por treinamentos específicos para condução de veículos de emergência. Avaliam constantemente a segurança das manobras, como passar por semáforos fechados, trafegar na contramão ou superar obstáculos. “Trabalhamos o tempo todo com segurança, pensando não só na nossa equipe, mas também no paciente e nos demais veículos”, explica Amaral.
O que diz a lei sobre ambulância no trânsito? Posso ser multado?Segundo o gerente da Escola Pública de Trânsito do Detran-DF, Marcelo Granja, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) garante prioridade de circulação para veículos em serviço de urgência. “No trânsito, deixar de dar passagem a ambulância — quando em serviço de urgência e devidamente identificada — é uma infração gravíssima, sujeita a multa e pontos na carteira de motorista, conforme artigo 189 do CTB”, esclarece.
A orientação para motoristas é clara: deslocar o veículo para a direita da via, mesmo que isso envolva cruzar uma faixa contínua ou utilizar o acostamento, desde que a manobra seja segura. Também é recomendado reduzir a velocidade ou parar completamente, se necessário, até a passagem da ambulância.
Em casos extremos, como avançar o sinal vermelho ou passar sobre a faixa de pedestres, a multa não será aplicada se for a única forma segura de liberar a via.
“Em caso de autuação, é fundamental recorrer, explicando a situação e apresentando evidências, como imagens ou testemunhas. A justificativa de estar facilitando a passagem de uma ambulância deve ser considerada pelas autoridades”, orienta Granja.
Quando acionar o Samu 192?O Samu-DF conta com 23 bases descentralizadas, 31 ambulâncias de suporte básico, 8 de suporte avançado, 10 motolâncias e ainda um serviço aeromédico. O serviço funciona 24 horas por dia e pode ser acionado pelo número 192. A equipe padrão inclui um condutor e dois técnicos de enfermagem; as unidades avançadas também levam médico e enfermeiro.
Os condutores também atuam nos atendimentos e estão aptos a realizar procedimentos como reanimação cardiopulmonar. A triagem das chamadas é feita por profissionais que classificam as ocorrências de acordo com a gravidade, garantindo o envio mais rápido possível de uma equipe adequada.
Situações em que se deve chamar o Samu:- Paradas cardiorrespiratórias
- Queimaduras graves e intoxicações
- Acidentes com vítimas ou produtos perigosos
- Tentativas de suicídio
- Afogamentos e choques elétricos
- Crises hipertensivas
- Trabalhos de parto com risco de morte da mãe ou do feto
- Transferência de pacientes com risco de morte entre hospitais
Ser um cidadão responsável no trânsito vai além de seguir regras: é contribuir ativamente para salvar vidas. Dar passagem para uma ambulância não é apenas uma obrigação legal, mas um ato de solidariedade. Fique atento, aja com consciência e ajude o Samu a chegar mais rápido a quem precisa.
As informações são da Secretaria de Saúde do Distrito Federal
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Como o pagamento de multas de trânsito com criptomoedas poderia funcionar
A crescente popularidade das moedas digitais globalmente impulsiona governos a modernizar serviços públicos. No Brasil, o sucesso do PIX pavimenta o caminho para a consideração do uso de criptomoedas no pagamento de multas de trânsito. Embora a implementação demande atualizações de infraestrutura e regulamentação clara, o processo base poderia ser direto.
A integração dos sistemas do Detran com carteiras digitais populares seria o ponto de partida. Isso permitiria aos usuários quitar multas com a mesma facilidade oferecida pelo PIX e sistemas bancários tradicionais.
No sistema proposto, ao emitir uma multa, o Detran geraria uma notificação de pagamento contendo um código QR vinculado a um endereço de carteira criptográfica governamentalmente aprovado. O motorista escanearia o código com seu aplicativo de carteira criptográfica e autorizaria a transação. A confirmação do pagamento na blockchain resultaria no sistema marcando a multa como paga instantaneamente.
Essa integração traria múltiplos benefícios. A velocidade de processamento seria significativamente maior devido à natureza instantânea das transações criptográficas. A eliminação de intermediários bancários reduziria as taxas de transação. O sistema operaria ininterruptamente, permitindo pagamentos a qualquer hora, inclusive em fins de semana e feriados. Adicionalmente, aumentaria a acessibilidade, especialmente para indivíduos sem acesso a serviços bancários tradicionais, oferecendo uma nova forma inclusiva de resolver pendências financeiras.
A crescente adoção de criptomoedas como o Bitcoin, visível em setores diversos como plataformas de entretenimento como bitcoin casinos, ilustra a crescente acessibilidade dos ativos digitais. A incorporação dessas tecnologias em áreas mais convencionais, como o pagamento de multas de trânsito, surge como uma progressão natural na evolução dos serviços financeiros.
Contratos inteligentes, acordos autoexecutáveis programados na blockchain, teriam um papel fundamental na gestão das multas de trânsito. Eles poderiam automatizar diversas etapas do processo de pagamento, otimizando a transparência e a eficiência.
Por exemplo, ao iniciar um pagamento, o contrato inteligente verificará automaticamente o valor e confirmará o recebimento dos fundos na blockchain. Após a confirmação, o contrato atualiza o registo do motorista no sistema do Detran, indicando o pagamento efetuado. Um recibo digital seria emitido imediatamente ao motorista, fornecendo uma prova de pagamento.
A utilização de contratos inteligentes diminuiria consideravelmente a ocorrência de erros humanos, eliminaria atrasos e simplificaria o fluxo de pagamento. Além disso, aumentaria a confiança no sistema através de atualizações em tempo real. Em caso de não pagamento dentro do prazo estipulado, o contrato poderia disparar notificações ou iniciar automaticamente medidas de cobrança.
Ao automatizar grande parte do processo de pagamento, os contratos inteligentes aprimoraram a eficiência da gestão de multas para as agências governamentais e reduziram os custos administrativos associados.Para ampliar a versatilidade do sistema, o Detran poderia estabelecer um portal de pagamento multi-moeda, permitindo aos usuários escolher a forma de pagamento. Os motoristas poderiam optar por pagar em reais (BRL), Bitcoin, Ethereum ou outras criptomoedas aprovadas. O portal exibirá taxas de conversão em tempo real, garantindo a compreensão do valor pago em cada moeda.
Essa flexibilidade beneficiaria tanto os usuários familiarizados com ativos digitais quanto viajantes internacionais ou turistas, que poderiam preferir o uso de criptomoedas em vez de métodos tradicionais como transferências bancárias ou cartões de crédito.
O sistema de pagamento multi-moeda também promoveria maior uniformidade e simplificaria os processos de pagamento entre diferentes estados e municípios, facilitando a quitação de multas independentemente da localização. Adicionalmente, o sistema poderia incorporar funcionalidades como verificação de transações em tempo real, histórico de pagamentos e geração automática de documentos fiscais, agregando conveniência e segurança ao processo.
Um desafio a ser considerado é a volatilidade dos preços das criptomoedas. A significativa flutuação no valor de ativos como o Bitcoin poderia gerar complicações no processo de pagamento. Variações cambiais após a emissão da multa poderiam resultar em divergências no montante devido. Para mitigar esse risco, o governo poderia fixar uma taxa de câmbio no momento da emissão ou implementar um sistema de conversão para reais no instante do pagamento.
Embora o pagamento de multas com criptomoedas possa parecer um conceito distante, ele se alinha com a transformação digital em curso no Brasil. A crescente aceitação de criptomoedas em transações cotidianas – no varejo, fintech e até em plataformas de entretenimento com cripto – exerce pressão para que as instituições públicas acompanhem esses avanços tecnológicos.
A integração de carteiras digitais, contratos inteligentes e opções multi-moeda no sistema do Detran tem o potencial de tornar o pagamento de multas mais rápido, transparente e inclusivo. Com a infraestrutura e a estrutura regulatória adequadas, o Brasil poderia se destacar na utilização da tecnologia blockchain para otimizar os serviços públicos.
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SP lidera ranking de segurança no trânsito; TO e MT têm os piores índices
Um levantamento recente divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) coloca o estado de São Paulo como o mais seguro do Brasil em relação à mortalidade no trânsito. Com 10,9 mortes por 100 mil habitantes, a unidade federativa aparece no topo do ranking de segurança no trânsito.
O estudo, que integra o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, utilizou dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para calcular o índice de mortalidade por acidentes em transporte terrestre. Os números referem-se ao ano de 2023 e foram antecipados à imprensa, com lançamento oficial previsto para agosto.
Ranking sobre o trânsito: disparidades regionais alarmantesSe por um lado São Paulo apresenta um cenário promissor, o levantamento evidencia uma preocupante desigualdade regional. No extremo oposto, estados como Tocantins (36,3) e Mato Grosso (33,3) registram taxas de mortes no trânsito que superam em mais de três vezes o índice paulista. Também aparecem com dados elevados o Piauí (28,1), Rondônia (30,0) e Roraima (24,7), todos com índices muito acima da média nacional de 17,17 mortes por 100 mil habitantes.
De acordo com o especialista Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, a disparidade revela mais do que simples diferenças na infraestrutura viária.
“Estamos diante de um problema estrutural. Estados com menor densidade populacional, mas altas taxas de mortalidade, indicam falhas na educação para o trânsito, fiscalização precária e pouco investimento em prevenção. É preciso entender que o trânsito seguro não é apenas responsabilidade individual — é um reflexo da eficiência da gestão pública”, analisa.
Sudeste lidera em segurança; Centro-Oeste preocupaA análise por regiões também reforça a concentração da segurança viária no Sudeste, que detém a menor taxa média de mortalidade: 12,99 mortes por 100 mil habitantes. Além de São Paulo, o Rio de Janeiro (12,0) e o Distrito Federal (12,3) também aparecem abaixo da média nacional, destacando a efetividade das políticas locais.
Por outro lado, o Centro-Oeste preocupa: com média de 24,68 mortes por 100 mil habitantes, a região lidera negativamente. O número representa 44% acima da média brasileira, e se deve em grande parte ao desempenho de estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (24,3), que enfrentam desafios particulares como grandes áreas rurais, longas distâncias entre centros urbanos e infraestrutura insuficiente.
A importância da proporcionalidade populacionalO estudo também chama atenção para um fator frequentemente negligenciado nas análises estatísticas: a proporcionalidade entre população e número de óbitos. São Paulo, por exemplo, responde por 21,87% da população nacional, mas concentra apenas 13,94% das mortes no trânsito. Já Tocantins, com apenas 0,74% da população, é responsável por 1,64% das mortes — mais que o dobro do esperado.
O mesmo ocorre em Mato Grosso, que representa 1,80% da população brasileira, mas responde por 3,66% dos óbitos. Esses dados demonstram que a taxa por 100 mil habitantes não apenas reflete a segurança viária, mas também revela distorções importantes entre infraestrutura, políticas públicas e efetividade das ações de fiscalização e educação.
Caminhos possíveis para a reversão do cenárioPara Celso Mariano, que há mais de 20 anos atua na educação para o trânsito, a solução passa pela combinação de diversos fatores. “É preciso investir em campanhas educativas contínuas, na formação de condutores mais conscientes e na modernização dos sistemas de fiscalização. Estados que conseguem integrar tecnologia, educação e planejamento urbano colhem os frutos na redução de mortes”, afirma.
Além disso, Mariano destaca que os dados devem servir como alerta para a revisão de políticas públicas.
“O trânsito é uma das maiores causas de morte evitável no Brasil. A mudança exige compromisso de todos os níveis de governo e da sociedade civil. Sem isso, continuaremos a conviver com números inaceitáveis”, conclui.
Confira o ranking completo de óbitos no trânsito por 100 mil habitantes: EstadoMortes por 100 mil hab.TO36,3MT33,3RO30,0PI28,1RR24,7GO24,5MS24,3PR23,7ES21,4PB21,3MA19,8PA19,8SC18,7AL18,4SE18,4BA17,5PE16,2RS16,2CE15,9MG15,4AP14,3AC12,4DF12,3RJ12,0RN11,9AM11,1SP10,9The post SP lidera ranking de segurança no trânsito; TO e MT têm os piores índices appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
3 de junho – Dia Mundial da Bicicleta reforça importância da mobilidade sustentável
O Dia Mundial da Bicicleta, celebrado em 3 de junho, é uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2018 para reconhecer os benefícios sociais, econômicos e ambientais do uso da bicicleta como meio de transporte e lazer. A data visa promover a conscientização sobre a importância da bicicleta na mobilidade urbana e na saúde pública.
No Brasil, o uso da bicicleta tem ganhado destaque como alternativa sustentável de transporte. Em São Paulo, por exemplo, houve um aumento de 14% no uso de bicicletas, conforme dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A cidade tem investido na expansão da malha cicloviária para atender à crescente demanda.
Curitiba também tem se destacado nesse cenário, com quase 300 km de malha cicloviária. A cidade incentiva o uso da bicicleta como modelo de transporte saudável, sustentável e mais barato.
Além das infraestruturas, campanhas educativas têm sido promovidas para estimular o uso seguro da bicicleta. Em Belo Horizonte, por exemplo, foi lançada a campanha “Pedale na Boa”, que visa orientar os usuários de bicicletas compartilhadas sobre boas práticas no trânsito.
O especialista em trânsito Celso Mariano destaca que “andar de bicicleta faz bem para o trânsito e para a saúde”.
Ele enfatiza a importância de incentivar esse tipo de modal para que as pessoas se acostumem a dividir espaços com a bicicleta e possam conviver harmoniosamente.
O cicloativismo, movimento que promove o uso da bicicleta como meio de transporte, tem desempenhado um papel crucial na promoção de políticas públicas voltadas para os ciclistas. Grupos organizados têm pressionado autoridades para garantir direitos e segurança nas vias públicas.
Apesar dos avanços, ainda há desafiosNo Brasil, apenas 1% da malha viária das capitais possui ciclovias. Cidades como Rio de Janeiro, Curitiba e Florianópolis lideram em proporção de malha cicloviária, mas a maioria das capitais ainda carece de infraestrutura adequada para os ciclistas.
O planejamento cicloviário é essencial para integrar a bicicleta ao contexto urbano. Ou seja, isso inclui a construção de ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e espaços compartilhados, além de garantir segurança viária, rotas diretas, conforto e atratividade para os usuários.
Em Salvador, o programa “Salvador Vai de Bike” tem promovido o uso da bicicleta por meio de ações como a implantação de ciclofaixas, integração com outros modais de transporte e campanhas educativas. O sistema de compartilhamento de bicicletas “Bike Salvador” é um exemplo de iniciativa bem-sucedida na cidade.
O Dia Mundial da Bicicleta é uma oportunidade para refletir sobre a importância da bicicleta na construção de cidades mais sustentáveis e saudáveis. Promover o uso da bicicleta como meio de transporte contribui para a redução da poluição, melhora a saúde da população e desafoga o trânsito nas grandes cidades.
Conforme Mariano, para que mais pessoas adotem a bicicleta em seu dia a dia, é fundamental investir em infraestrutura. Além disso, campanhas de conscientização e políticas públicas que garantam a segurança dos ciclistas. A colaboração entre governo, sociedade civil bem como a iniciativa privada é essencial para transformar a mobilidade urbana no Brasil.
“Neste Dia Mundial da Bicicleta, que possamos reconhecer e valorizar o papel da bicicleta na promoção de um trânsito mais seguro, saudável e sustentável para todos”, finaliza.
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Alta nos sinistros de trânsito em 2024: MG lidera ranking nacional
Um estudo inédito da Unicamp/Estat Jr, encomendado pela Zignet, revelou um aumento expressivo nos acidentes de trânsito em quase todos os estados do Brasil entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024. A única exceção foram os estados do Maranhão e Roraima, que registraram queda nesse tipo de ocorrência.
Segundo o levantamento, Minas Gerais lidera o ranking nacional com o maior número de acidentes de trânsito nos últimos dois anos. O estado passou de 9.007 acidentes em 2023 para 9.296 em 2024, consolidando-se como o local com maior incidência de sinistros nas vias.
Na sequência do ranking aparecem:
- Santa Catarina: de 7.799 acidentes em 2023 para 8.381 em 2024
- Paraná: de 7.110 para 7.576 acidentes
- Rio de Janeiro: de 5.575 para 6.389 acidentes
- Rio Grande do Sul: de 4.936 para 5.206 acidentes
Mesmo com a maior frota de veículos do país e com o maior número de multas aplicadas, São Paulo aparece em quinto lugar em número de acidentes, subindo de 4.754 em 2023 para 5.206 em 2024.
Maranhão e Roraima são exceções à alta nacionalEnquanto a maioria dos estados apresentou aumento nos números, o Maranhão registrou queda, passando de 1.163 acidentes em 2023 para 1.138 em 2024. Já Roraima, que tem o menor número absoluto de acidentes do país, passou de 144 para 135 no mesmo período. Amazonas e Amapá também figuram entre os estados com menor volume de ocorrências.
Jovens de 18 a 24 anos lideram em acidentesO estudo também identificou o perfil dos condutores mais envolvidos em acidentes. De acordo com o relatório, os motoristas com idade entre 18 e 24 anos são os que mais se envolvem em ocorrências, com mais de 20 mil registros apenas nesse grupo etário.
A faixa entre 18 e 44 anos concentra a maior parte dos sinistros de trânsito no país. “A frota de transporte também aumentou nesse período, assim como os novos condutores que passam a transitar nas vias e estradas. O estudo mostra também que pessoas entre 18 e 24 anos são as que mais provocam acidentes, passando dos 20 mil no período da pesquisa. Aliás, entre 18 e 44 anos é a faixa de idade em que há a maior registro de acidentes. É preciso uma política educativa intensa para que as pessoas fiquem mais atentas e dirijam com cuidado”, explica Renan Loffreda, Head de Novos Negócios da Zignet.
“Temos nos empenhado em trazer sempre números que refletem como está o trânsito para que as pessoas se conscientizem cada vez mais”, finaliza Loffreda.
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Avaliação Psicológica: um dos pilares da segurança para motoristas profissionais
A avaliação psicológica é um componente essencial na formação e manutenção da segurança no trânsito, especialmente para motoristas profissionais que transportam pessoas ou cargas de forma remunerada. Mais do que uma exigência legal, essa avaliação é uma ferramenta fundamental para garantir que os condutores estejam aptos, não apenas tecnicamente, mas também emocional e cognitivamente, para enfrentar os desafios diários das vias, sejam elas urbanas ou rurais.
Por que a avaliação psicológica é crucial?De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, o ato de dirigir envolve uma série de habilidades complexas, que vão além do simples domínio do veículo.
“É necessário ter atenção concentrada, tomada de decisões rápidas, controle emocional e resistência ao estresse”, explica.
A avaliação psicológica busca identificar se o motorista possui essas competências, avaliando aspectos como:
- Capacidade de atenção e concentração;
- Tempo de reação;
- Controle emocional;
- Tolerância à frustração;
- Tomada de decisões sob pressão.
Esses fatores são determinantes para a prevenção de sinistros e para a condução segura no trânsito.
Aspectos legais e normativosNo Brasil, a avaliação psicológica é regulamentada pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e por resoluções do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Atualmente, é obrigatória para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e na renovação do documento para motoristas que exercem atividade remunerada. Há discussões em andamento para tornar essa avaliação obrigatória em todas as renovações da CNH, visando uma atualização contínua do estado psicológico dos condutores.
Benefícios para motoristas e sociedadeA realização periódica da avaliação psicológica traz benefícios significativos:
- Redução de sinistros: identifica condutores que possam representar riscos devido a fatores psicológicos.
- Promoção da saúde mental: permite o encaminhamento para apoio psicológico quando necessário.
- Valorização profissional: motoristas que passam por avaliações regulares demonstram comprometimento com a segurança e profissionalismo.
Para Mariano, a avaliação psicológica é uma ferramenta indispensável para garantir a segurança no trânsito, especialmente para motoristas profissionais.
“Ela assegura que os condutores estejam preparados para lidar com as exigências da profissão, protegendo não apenas a si mesmos, mas também os passageiros, cargas e demais usuários das vias. Investir na saúde psicológica dos motoristas é investir em um trânsito mais seguro para todos”, finaliza Mariano.
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Projeto concede isenção de imposto para mães de múltiplos comprar carro de sete lugares
O Projeto de Lei 895/25 concede às mulheres mães de múltiplos (gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos) isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para comprar automóveis de sete lugares.
Autor da proposta, o deputado Zé Neto (PT-BA) ressalta a dificuldade das mães de múltiplos (a partir de 3 crianças) transportarem seus filhos, e por isso muitas veem a necessidade de usar veículo de sete lugares.
“O modelo geralmente é muito caro”, afirma o parlamentar, o que dificulta tarefas rotineiras como levar as crianças à escola e ao médico.
Em análise na Câmara dos Deputados, o texto altera a Lei 8.989/95, que hoje concede essa isenção para pessoas com deficiência física, visual, auditiva, mental severa ou profunda, ou transtorno do espectro autista, além de motoristas profissionais (taxistas).
Próximos passosA proposta terá análise em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, deve acontecer a aprovação do projeto de lei na Câmara e no Senado Federal.
As informações são da Agência Câmara de Notícias
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Uso do cinto de segurança ainda é negligenciado por muitos passageiros, alerta concessionária
Um levantamento recente revela um dado preocupante sobre o comportamento dos usuários nas rodovias do Paraná: 35% das vítimas que não utilizavam o cinto de segurança faleceram no local dos sinistros. A análise é da EPR Litoral Pioneiro, responsável por trechos importantes como a BR-277 (entre Curitiba e o Litoral) e rodovias entre os Campos Gerais e o Norte Pioneiro. O dado corresponde ao período entre dezembro de 2024 e março de 2025, que inclui o fim de ano, férias escolares e Carnaval — épocas de maior fluxo nas estradas.
“São dados que nos chamaram a atenção neste primeiro ano de operação viária. Muitas dessas vidas poderiam ter sido salvas com um gesto simples: o uso do cinto de segurança”, afirma Fernando Milléo, gerente de Operações da EPR Litoral Pioneiro.
A concessionária tem promovido campanhas educativas ao longo do ano para incentivar motoristas e passageiros a adotarem uma postura mais segura ao trafegar. Uma das iniciativas ocorreu em maio, durante a campanha Maio Amarelo, que tem como objetivo promover o debate sobre a redução de sinistros de trânsito. Embora a campanha de 2025 já tenha sido encerrada, a mensagem continua válida: é preciso manter a atenção e os cuidados nas rodovias durante todos os meses do ano.
Desatenção e comportamento de riscoApesar de o uso do cinto de segurança ser obrigatório no Brasil desde 1997, sua adesão ainda está longe do ideal. A professora Rafaela Aparecida de Almeida, doutora em Gestão Urbana e docente da Escola Superior de Gestão, Comunicação e Negócio da Uninter, destaca que muitas pesquisas apontam que até 50% das pessoas não utilizam o cinto quando estão no banco traseiro. “É um número bem expressivo”, comenta.
Ela também observa que a sensação de segurança proporcionada por dispositivos como o airbag pode dar aos ocupantes uma falsa impressão de proteção, o que contribui para a negligência. Outro fator apontado é o desconforto associado ao uso do equipamento.
“Em muitas vezes o acidente não pode ser evitado, mas a fatalidade sim, se a pessoa estiver usando o cinto de segurança. Então precisa dessa maior conscientização”, alerta.
As consequências da não utilização são graves: o risco de lesões severas, arremessos para fora do veículo e ferimentos em outros ocupantes aumentam significativamente sem o uso do cinto.
Segurança para todos: crianças e petsO transporte de crianças também tem previsão pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e requer atenção especial. Até os 10 anos de idade, os pequenos devem estar no banco traseiro, com os dispositivos adequados conforme idade e tamanho:
- Bebê conforto: até 13kg;
- Cadeirinha: até 18kg;
- Assento de elevação: até 1,45m de altura;
- Banco traseiro com cinto: acima de 1,45m de altura.
A professora Rafaela destaca que as crianças podem ser agentes transformadores dentro da própria família. “Quando a gente muda o comportamento das crianças, elas começam a cobrar os pais pelo uso do cinto de segurança. Muitas vezes ela pode não entender o porquê, mas como teve o ensinamento, isso se torna a cultura dela”, afirma.
Outro ponto importante é o transporte de animais de estimação. Os pets jamais devem estar soltos no veículo. A forma correta é utilizar guias presas ao cinto de segurança ou cadeirinhas apropriadas. Dessa forma, evitando sinistros e protegendo tanto o animal quanto os ocupantes do veículo.
Veja também Fiscalização e Legislação Não usar o cinto de segurança no banco de trás aumenta em até cinco vezes o risco de morte do ocupante do banco da frente Segurança Lei da Cadeirinha não mudou e continua obrigatória Fiscalização e Legislação As infrações que mais tiram pontos da CNH: será que você já cometeu alguma? O que diz a legislaçãoO uso do cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes do veículo, em qualquer via do território nacional. A norma está prevista no artigo 65 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O descumprimento configura infração grave, sujeita a multa de R$ 195,23, cinco pontos na carteira de habilitação e retenção do veículo até o ocupante colocar o cinto (art. 167).
Já o transporte de crianças fora das normas previstas no artigo 168 do CTB é uma infração gravíssima. A multa é de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo até regularização da situação.
Educação contínuaEmbora o Maio Amarelo tenha encerrado suas atividades anuais, a EPR Litoral Pioneiro reforça que as ações de educação para o trânsito fazem parte de um esforço contínuo. A segurança viária depende de comportamentos conscientes e da adoção de atitudes simples. Como, por exemplo, o uso do cinto de segurança — que pode fazer toda a diferença em momentos críticos.
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Placa de trânsito com círculo vermelho e branco: o que ela realmente significa e por que não está nas ruas do Brasil
Uma recente matéria veiculada na internet chamou a atenção ao apresentar uma suposta “nova placa de trânsito” com um círculo vermelho e branco no centro. Com tom alarmista e confuso, o texto sugere que motoristas brasileiros devem ficar atentos a essa sinalização, como se estivesse prestes a ser implantada nas vias nacionais. O problema? A placa de trânsito com círculo em questão não faz parte da sinalização oficial brasileira, o que gerou um cenário de desinformação que precisa se corrigir com urgência.
A confusão da matéria original: desinformação que atrapalhaNa reportagem, a placa aparece como “R-100”, composta por um círculo vermelho com fundo branco e sem nenhum símbolo no centro. O texto explica que essa sinalização indicaria a proibição de circulação de qualquer tipo de veículo, recomendando aos motoristas que parem e busquem rotas alternativas.
Apesar de conter trechos corretos, o conteúdo mistura conceitos, usa terminologias que não pertencem à regulamentação brasileira e, sobretudo, falha ao não deixar claro que não se adota essa placa no Brasil.
Esse tipo de publicação, conforme o especialista em trânsito Renê Dias, pode desinformar e até prejudicar motoristas e candidatos à habilitação que já enfrentam dificuldades para entender a complexa sinalização de trânsito do país.
De onde realmente vem essa placa?De acordo com Renê Dias, essa placa realmente existe, mas na Europa. Ela é utilizada em países como Itália, França e Portugal, cada um com pequenas variações em seu significado e aplicação.
Itália – Zona a Traffico Limitato (ZTL)Na Itália, a placa indica uma Zona de Tráfego Limitado. Essas áreas estão localizadas em locais históricos e turísticos, como o Coliseu em Roma. O objetivo é restringir o acesso de veículos, diminuindo o trânsito e a poluição. Costuma se permitir a entrada nessas zonas apenas para residentes, veículos autorizados ou durante determinados horários.
França – Zone à Circulation Restreinte (ZCR)Na França, o sinal é semelhante e tem o nome de Zone à Circulation Restreinte (ZCR), sendo aplicado em áreas como a Champs-Élysées e regiões centrais de Paris. Também visa limitar o tráfego urbano em prol do meio ambiente e da mobilidade urbana mais sustentável.
Portugal – Código C-3Já em Portugal, o símbolo está codificado como Placa C-3 e indica trânsito proibido em ambos os sentidos. A exceção é para residentes ou veículos com autorização. Faz parte da sinalização vertical de regulamentação tipo C, que difere do sistema brasileiro, baseado em normas do Contran.
E no Brasil?No Brasil, não existe nenhuma placa com essas características oficialmente reconhecida pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito). A sinalização nacional segue uma padronização própria, com placas como R-9 (proibido virar à esquerda), R-13 (proibido trânsito de caminhões), R-37, R-38 e R-40, que tratam de proibições específicas de tráfego.
Caso essa placa estivesse por aqui, como sugere Renê Dias, ela teria função semelhante à sinalização utilizada em calçadões, ciclovias, ciclofaixas ou em regiões onde se aplica a operação rodízio de veículos, como ocorre em São Paulo.
“No entanto, isso exigiria a regulamentação adequada e placas complementares com informações específicas de horário e exceções”, explica.
A importância de saber a fonte da informaçãoO caso dessa “nova placa de trânsito” viraliza justamente porque apela à curiosidade e ao medo. Porém, a falta de contexto e a ausência de informações técnicas adequadas fazem com que muitos motoristas e estudantes de legislação acabem acreditando que há uma nova regra em vigor, o que não é verdade.
Publicações assim são um risco à educação no trânsito. Em vez de informar, elas espalham confusão, comprometem a formação de condutores e podem até gerar infrações por interpretações equivocadas da sinalização viária.
Atenção redobrada com o que você lêA placa com círculo vermelho e centro branco existe, sim — mas na Europa, com função regulamentada e dentro dos contextos legais de cada país. No Brasil, essa sinalização não é válida, e sua aplicação em qualquer via pública estaria fora das normas do Contran.
Antes de compartilhar qualquer conteúdo sobre mudanças nas regras de trânsito, verifique se a informação tem base legal e se a fonte é confiável. E lembre-se: em caso de dúvida, consulte o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ou especialistas reconhecidos na área.
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Cadeirinha, cinto e carro de aplicativo: como transportar crianças sem infringir a lei
Transportar crianças com segurança é uma responsabilidade essencial de todo condutor de veículo automotor. Além de proteger os pequenos, seguir as regras evita multas, pontos na carteira e, mais importante, reduz os riscos de lesões graves em caso de sinistros de trânsito. Em 2025, as normas de transporte infantil continuam sendo fiscalizadas com rigor, e muitas dúvidas ainda geram confusão entre pais, responsáveis e, até, motoristas profissionais. Neste artigo, você vai entender o que diz a lei sobre o uso de cadeirinhas, cinto de segurança e o celular no transporte de crianças.
O que diz o Código de Trânsito Brasileiro?O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece, no artigo 64, que crianças com idade inferior a 10 anos devem ser transportadas no banco traseiro, utilizando o sistema de retenção adequado à sua idade, peso e altura. A regulamentação específica está na Resolução nº 819/2021 do Contran, que consolida as exigências e atualizações sobre o tema.
Desde 2021, a fiscalização das regras está mais padronizada, e o descumprimento pode gerar infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH, além da retenção do veículo até a regularização.
Tipos de cadeirinhas e sistemas de retençãoAs exigências variam conforme a idade da criança:
- Até 1 ano de idade: deve ser usado o bebê conforto, posicionado de costas para o movimento do carro.
- De 1 a 4 anos: uso obrigatório da cadeirinha.
- De 4 a 7,5 anos: utilização do assento de elevação, sempre com o cinto de segurança de três pontos.
- De 7,5 a 10 anos: pode usar apenas o cinto de segurança, mas sempre no banco traseiro e desde que já tenha altura suficiente para o encaixe adequado.
Importante: crianças com menos de 1,45 m, mesmo que já tenham 10 anos, devem continuar usando o assento de elevação, pois o cinto do carro não é projetado para seus corpos.
Veja também Segurança Uso de cadeirinha reduz risco de mortes de crianças em sinistros em até 70% Fiscalização e Legislação Lei da Cadeirinha não mudou em 2025 – regras já estão em vigor desde 2021 Segurança Você sabia por que crianças menores de 1,45 m precisam usar assento de elevação no carro? Descubra a razão! O uso do cinto de segurança: obrigatório sempreIndependentemente da idade, o cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes do veículo, em qualquer trajeto, seja na cidade ou na estrada. No caso das crianças, só se permite o cinto sem cadeirinha a partir dos 7 anos e meio se a criança já tiver altura compatível com o uso do cinto de três pontos.
Crianças pequenas no banco dianteiro ainda são proibidas por lei, exceto quando:
- O veículo não possui banco traseiro (como picapes com cabine simples);
- Quando o banco traseiro estiver ocupado por outras crianças menores de 10 anos usando cadeirinhas.
Algumas regras mudam um pouco no caso de transporte remunerado de passageiros, mas vale lembrar que o uso dos sistemas de retenção são a forma mais segura no transporte de crianças. Conforme a norma em vigor, no entanto, existem exceções à obrigatoriedade legal em relação a tipos específicos de veículos regulamentadas pelo Contran.
As exigências relativas ao sistema de retenção, no transporte de crianças, não se aplica aos veículos de transporte coletivo de passageiros, aos de aluguel, aos veículos escolares e aos demais veículos com peso bruto total superior a 3,5 t. Além disso, também não se exige em veículos de transporte remunerado individual de passageiros, como os de aplicativo.
No caso do transporte escolar, há exigências diferentes:
- Veículos escolares devem passar por vistorias e ter autorização do Detran local;
- Motoristas devem ter o curso específico de transporte escolar (curso EAD ou presencial, aprovado pela Senatran).
- Nunca transporte crianças no colo, mesmo em trajetos curtos.
- Não retire a cadeirinha antes da idade ou altura adequadas.
- Cheque regularmente o estado do equipamento (cinto, travas, estrutura).
- Use acessórios aprovados e compatíveis com o modelo do veículo.
- Ensine a criança desde cedo sobre a importância de andar corretamente no carro.
A segurança das crianças no trânsito começa com informação e responsabilidade. Em 2025, as regras para transporte infantil continuam exigentes, e cumpri-las é essencial para garantir a proteção dos pequenos e evitar penalidades. Usar corretamente a cadeirinha, o cinto de segurança e evitar o uso do celular ao volante são atitudes simples que salvam vidas.
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Cidade de São Paulo acelera transição e frota de ônibus elétricos cresce mais de 70% em 2025
O número de ônibus elétricos na cidade de São Paulo saltou de 460 em 2024 para 789 em 2025. Este importante passo rumo à mobilidade urbana sustentável foi destaque do estudo “Implantação de ônibus elétricos na cidade de São Paulo”.
Apresentado durante o LATAM Mobility 2025, o estudo é fruto da Parceria ZEBRA (Zero Emission Bus Rapid-deployment Accelerator), uma iniciativa conjunta entre o ICCT Brasil (Conselho Internacional de Transporte Limpo) e a C40 Cities, que visa acelerar a implantação de ônibus de emissão zero nas principais cidades da América Latina. O material traz dados recentes como o exemplo que dos 789 ônibus zero emissão em operação na capital, 588 são elétricos a bateria e 201 são trólebus alimentados por rede aérea.
A publicação reúne experiências e aprendizados da capital paulista na adoção de ônibus elétricos e busca orientar outras cidades interessadas em avançar com a descarbonização do transporte público. Com uma abordagem técnica, jurídica e operacional, o material conta o processo de transição de São Paulo, que é a cidade com maior frota de ônibus do país. São mais de 13 mil veículos que transportam diariamente cerca de 2,5 milhões de passageiros.
Entre os principais destaques do documento estão:- O modelo de subvenção parcial adotado pelo município, que já garante uma economia estimada de R$ 4,8 bilhões em 12 anos.
- Resultados do projeto-piloto, que demonstram uma eficiência energética até quatro vezes maior que os modelos a diesel.
- Estratégias de recarga, planejamento energético, uso de telemetria e monitoramento da saúde das baterias.
- A meta estabelecida por lei de zerar as emissões de CO₂ até 2038, com redução de 95% de NOₓ e material particulado.
Recentemente, o ICCT Brasil anunciou que a América Latina ultrapassou, ao final de 2024, a marca de 6 mil ônibus elétricos em circulação — um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Em maio de 2025, esse número já chegou a 6.747 veículos, demonstrando o avanço constante da eletromobilidade na região. Esse cenário acompanha o crescimento da frota paulistana e a aceleração da transição em outras cidades brasileiras, fatores que contribuíram para o Brasil alcançar o 3º lugar no ranking de países da América Latina com maior número de ônibus elétricos em operação, atrás apenas do Chile e do México, líderes na adoção da tecnologia.
Esses números evidenciam o impacto das políticas públicas locais e do modelo de financiamento adotado. Dessa forma, consolidando o país como um polo em expansão na mobilidade sustentável.
Cidades brasileiras participam de capacitação inéditaO lançamento do estudo aconteceu durante o 2º encontro do Ciclo de Capacitação em Eletromobilidade. Este é um grupo formado para apoiar gestores públicos e democratizar o conhecimento técnico necessário para implementar frotas limpas e auxiliar os municípios na tomada de decisões mais estratégicas e economicamente viáveis.
Participaram da capacitação representantes das cidades de Campinas, Rio de Janeiro, Curitiba, Uberlândia, Camaçari, Rio Branco, Fortaleza, Belém, além do estado de Goiás.
Durante o evento, os participantes puderam conhecer em detalhes as soluções adotadas por São Paulo e outras cidades da América Latina. Além disso, discutir desafios relacionados ao financiamento, à infraestrutura energética e à atualização tecnológica das frotas. Também puderam estudar modelos de negócio como parcerias público-privadas (PPPs) e modelos de subvenção. Também houve espaço para a troca de experiências sobre o uso de dados e indicadores de desempenho no transporte.
Um guia para o Brasil e a América LatinaAlém de São Paulo, outras cidades latino-americanas também compartilham seus avanços na eletrificação da mobilidade urbana por meio da Parceria ZEBRA, consolidando uma rede de aprendizado mútuo. O estudo reforça que não há um único modelo ideal, mas sim a necessidade de adaptar as soluções à realidade de cada município. Ou seja, sempre com foco na eficiência operacional, no bem-estar do usuário e na redução de impactos ambientais.
O estudo completo está disponível para acesso no site da plataforma E-Bus Radar. Ela monitora a adoção de ônibus elétricos em diversas cidades da América Latina. A publicação foi produzida com apoio técnico do ICCT Brasil e C40. O estudo está disponível para gestores públicos, operadores, fabricantes, entidades do setor e imprensa especializada.
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ANDTech 2025: evento reúne Detrans de todo o Brasil para discutir inovação, IA e mobilidade urbana
A transformação digital no setor de trânsito será o foco central da primeira edição da ANDTech 2025 – Tecnologias que Conectam, evento promovido pela Associação Nacional dos Detrans (AND). O encontro ocorre nos dias 4 e 5 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com correalização do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP).
O evento reunirá os 27 Departamentos Estaduais de Trânsito, além de autoridades públicas, especialistas em tecnologia, mobilidade e inovação, e empresas do setor, para debater os rumos da modernização dos serviços públicos de trânsito no Brasil.
Foco em inteligência artificial, automação e cidades inteligentesCom uma agenda voltada a soluções digitais, inteligência artificial (IA), análise de dados, automação e mobilidade urbana inteligente, a ANDTech se propõe a ser um marco na integração dos Detrans e na eficiência dos serviços prestados à população.
“Muito mais que um encontro, a ANDTech tem como objetivo aproximar a sociedade de soluções tecnológicas que tornam o trânsito mais seguro, eficiente e inteligente. É uma oportunidade estratégica para impulsionar a transformação digital no setor público e incentivar parcerias que tragam soluções concretas para os serviços prestados ao cidadão”, afirma Givaldo Vieira, presidente da Associação Nacional dos Detrans.
A programação inclui painéis temáticos, exposições tecnológicas, demonstrações práticas, networking e debates com foco no futuro da mobilidade e da gestão pública de trânsito.
Palestrantes e temas de destaqueEntre os nomes confirmados, está o do advogado e especialista em IA Ronaldo Lemos, responsável pela palestra de abertura com o tema “IA aplicada aos desafios dos DETRANs”. Outros convidados incluem Paula Aluani (Google), Ale Fu e Allan Costa, que participarão de painéis com os seguintes temas:
- Tendências e desafios da transformação digital no setor público
- Mobilidade humana na era da inteligência artificial
- Soluções tecnológicas para o setor de veículos
- Uso de dados e tecnologia para a segurança no trânsito
- Atendimento digital com IA conversacional
- Governo digital e eficiência no serviço público
- Pedágio Free Flow e inovação em mobilidade
“A ANDTech será um espaço sem precedentes para fomentar a troca de ideias e experiências entre gestores públicos, especialistas em tecnologia e autoridades de trânsito. Temos a chance real de revolucionar a gestão do trânsito no Brasil”, destaca Eduardo Aggio, presidente do Detran-SP.
Transferência Digital de Veículos (TDV) será destaque na ANDTech 2025A Prodesp, empresa de tecnologia do Governo de São Paulo, também participará do evento apresentando soluções desenvolvidas em parceria com o Detran-SP. Um dos destaques será a Transferência Digital de Veículos (TDV), tecnologia que permite a transferência de propriedade de veículos de forma totalmente digital, em menos de cinco minutos, diretamente pelo celular — inovação reconhecida internacionalmente.
Fórum técnico exclusivo para os DetransA programação da ANDTech terá início com um pré-evento técnico exclusivo para as equipes dos Detrans. Ele acontece no dia 3 de junho, a partir das 15h. Este Fórum de Tecnologia abordará temas como:
- Digitalização de serviços públicos
- Segurança da informação
- Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)
- Inovação nos fóruns de trânsito
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SEST SENAT lança projeto de realidade virtual para prevenção de acidentes
O SEST SENAT deu início à fase-piloto do Saúde Conectada – Prevenção de Acidentes, projeto que integra tecnologia de realidade virtual aos atendimentos do Programa Prevenção de Acidentes. A ação foi implantada em 17 unidades operacionais de todo o país e tem como objetivo ampliar o engajamento dos trabalhadores do transporte com práticas de direção segura e responsável.
Com o uso de óculos de VR (realidade virtual), os participantes vivenciam simulações realistas de situações de risco, como direção sob o efeito de álcool, sonolência, uso do celular ao volante e ultrapassagens perigosas.
Conforme o SEST SENAT, a meta é estimular a conscientização por meio de vivências que reproduzem os impactos reais de comportamentos imprudentes no trânsito.
Público-alvoO projeto tem como público-alvo prioritário os motoristas profissionais, especialmente na faixa de 25 a 39 anos, considerada a mais vulnerável a acidentes com vítimas fatais, segundo dados da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e do ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária).
A fase-piloto, que ocorre até julho, será essencial para o aperfeiçoamento do Projeto Saúde Conectada – Prevenção de Acidentes. Nesse período, haverá a coleta das percepções de usuários e das equipes das unidades para avaliar a aceitação da ferramenta e reunir sugestões de melhorias.
As unidades participantes do projeto-piloto com realidade virtual são:- Rio Branco/AC
- Macapá/AP
- Fortaleza/CE
- Mossoró/RN
- Aracaju/SE
- Petrolina/PE
- Feira de Santana/BA
- Goiânia/GO
- Rondonópolis/MT
- Três Lagoas/MS
- Serra/ES
- Divinópolis/MG
- São Gonçalo/RJ
- São Paulo (Vila Jaguara)/SP
- Paranaguá/PR
- Florianópolis/SC
- Pelotas/RS
As informações são da Agência CNT Transporte Atual
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Detran/ES capacita agentes de trânsito para fiscalização de cronotacógrafos
Agentes de trânsito do Departamentos Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran|ES) participaram, no mês de maio, do I Encontro Técnico de Cronotacógrafo, organizado pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Espírito Santo (IPEM-ES). O curso é voltado principalmente para os agentes de trânsito integrantes do Comitê Integrado Força pela Vida. A finalidade é capacitá-los para a fiscalização eficiente dos cronotacógrafos.
A formação dos agentes de trânsito do Detran|ES tem o objetivo de qualificar os profissionais para detectar e prevenir situações de risco. Como, por exemplo, a condução com fadiga ou a violação dos limites de velocidade, que podem levar a sinistros (acidentes) de trânsito. Dessa forma, auxiliando principalmente na fiscalização do Transporte Escolar.
O cursoO curso contou com a parte teórica e na sequência, a equipe colocou em prática os aprendizados em uma operação de fiscalização do programa Força Pela Vida. O foco eram os veículos de grande porte, que têm como uso obrigatório o tacógrafo, nos municípios de Vitória, Serra, Cariacica, Vila Velha e Viana.
Durante a fiscalização, chamada ‘Carga Pesada’, os agentes abordaram 138 veículos, e registraram 147 autos de infração por condutas vedadas pela legislação de trânsito e que colocam em risco a segurança nas vias, entre elas 98 relacionadas a irregularidades nos tacógrafos.
O diretor geral do Detran|ES, Givaldo Vieira, explica a importância da fiscalização do equipamento.
“O cronotacógrafo é usado para controlar os veículos escolares, os ônibus e os caminhões de transporte de carga porque ele é capaz de medir a velocidade do veículo. O dispositivo tem todo histórico e o grau de fadiga do condutor, o que é muito importante para prevenir acidentes”, afirma
“Os agentes do Detran participam de um curso específico organizado pelo Ipem de fiscalização de cronotacógrafo. Esse é um equipamento obrigatório, diretamente relacionado à segurança viária, que tem como objetivo trazer mais segurança para a atuação dos agentes de trânsito e mais integração para as forças que atuam diretamente na fiscalização”, reforça o gerente de Fiscalização de Trânsito do Detran|ES, Jederson Lobato.
A diretora Técnica do Ipem, Gisleine Santana, destaca a importância do encontro. “Nós conseguimos qualificar fiscais para atuarem junto com o Ipem, unindo forças para realizar fiscalizações de cronotacógrafos. O efetivo sai desse encontro muito maior no nosso Estado e o Governo do Estado terá uma força muito maior para fiscalizar suas rodovias”, acredita.
“A gente leva para o cidadão uma confiança de que o trânsito está sendo monitorado de alguma forma e fiscalizado para ter segurança no trânsito. Também transmite para a população essa segurança de que as fiscalizações estão acontecendo de maneira adequada”, pontua a agente fiscal do Ipem, Gabriela Zamperlini.
CronotacógrafoTambém conhecido como tacógrafo, é um dispositivo que registra de forma simultânea, inalterável e instantânea a velocidade e a distância percorrida pelo veículo em veículos de transporte de carga e passageiros, em função do tempo decorrido. Ele também registra os parâmetros relacionados ao condutor do veículo, como o tempo de trabalho, pausas e descanso.
A verificação periódica desses instrumentos é uma exigência legal para determinadas categorias de veículos. Assim, visando garantir a confiabilidade das medições e assegurar o cumprimento das normas de trânsito.
Com a capacitação, os agentes poderão atuar para garantir a conformidade e o bom funcionamento do equipamento. Isso inclui a verificação da operação correta do aparelho, a presença e integridade dos discos ou fitas de registro, a legibilidade e correção dos dados neles contidos, além da atenção especial aos veículos de transporte escolar, que exigem um rigor ainda maior em suas condições de segurança.
A fiscalização adequada dos cronotacógrafos permite identificar veículos que operam com jornadas excessivas, reduzindo o risco de acidentes. A verificação também pode auxiliar na identificação de cargas transportadas em desacordo com os limites legais. Dessa forma, contribuindo para combater a sonegação fiscal, além de promover o cumprimento da legislação de trânsito e às exigências metrológicas, elevando o padrão de segurança nas estradas.
As informações são da Assessoria de Comunicação do Detran|ES
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Motociclistas são maioria entre vítimas atendidas em hospital referência de Goiás
As motocicletas seguem ganhando espaço como um dos principais meios de transporte no Brasil, especialmente em deslocamentos para o trabalho, serviços de entrega e atividades cotidianas. No entanto, essa popularização também revela um lado preocupante: os motociclistas continuam entre as maiores vítimas de sinistros de trânsito, ocupando o topo das estatísticas de atendimentos de urgência.
No Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), unidade estadual localizada em Goiânia e gerida pelo Einstein, os dados mais recentes reforçam esse cenário. Somente nos quatro primeiros meses de 2025, 678 dos 909 atendimentos por acidentes de trânsito realizados na instituição envolveram motociclistas — o que representa 75% do total de casos.
Goiás reflete tendência nacional de sinistros com motosOs números do hospital acompanham uma tendência nacional já identificada no Atlas da Violência 2025, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Pela primeira vez, o estudo incluiu em sua análise os impactos da violência no trânsito, destacando a alta letalidade entre condutores de motocicletas.
Goiás aparece na 12ª posição entre os estados com maior número de mortes por acidentes com motocicletas no país, refletindo uma realidade em que esses condutores enfrentam maior exposição e vulnerabilidade nas vias.
Trauma e atendimento de alta complexidadeO Hugo é referência regional em atendimento de alta complexidade e acolhimento de vítimas de politraumatismos. Ou seja, especialmente em casos graves e que exigem resposta rápida e coordenada. As equipes do hospital são treinadas para lidar com traumas severos, frequentemente observados em acidentes com motos.
Entre as lesões mais comuns estão:
- Fraturas fechadas e expostas;
- Traumatismos cranioencefálicos;
- Lesões nas regiões torácica e abdominal.
De acordo com o coordenador do Departamento de Emergência do hospital, o médico emergencista Gustavo Moreira, o perfil das vítimas mostra uma predominância clara de motociclistas entre os casos de maior gravidade.
A diretora médica da unidade, Fabiana Rolla, destaca que o volume de atendimentos reforça o papel do Hugo como hospital de referência para urgência e emergência em sinistros de trânsito. A instituição conta com infraestrutura especializada, equipe multidisciplinar e protocolos clínicos consolidados, voltados à assistência rápida e eficiente.
Sinistros com motociclistas exigem resposta urgente do poder públicoO aumento expressivo dos motociclistas vítimas de sinistros de trânsito impõe um desafio constante para os serviços de saúde pública em todo o país. Além do impacto na vida das vítimas e seus familiares, a alta frequência desses atendimentos sobrecarrega os recursos hospitalares. Além disso, amplia os custos com internações, reabilitação e assistência prolongada.
Esse cenário evidencia a necessidade urgente de políticas públicas eficazes para prevenção de sinistros e proteção dos motociclistas. Como, por exemplo, a ampliação de ações educativas, reestruturação da infraestrutura viária, fiscalização qualificada e incentivo ao uso adequado de equipamentos de proteção.
As informações são da Agência Cora Coralina de Notícias
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Semana Nacional da Faixa de Pedestres: PL propõe nova data para reforçar respeito à vida no trânsito
Um novo Projeto de Lei em tramitação na Câmara dos Deputados pode trazer mais visibilidade à segurança dos pedestres no Brasil. Trata-se do PL 2130/2025, de autoria do deputado federal Nitinho (PSD/SE), que propõe a criação da Semana Nacional de Conscientização sobre a Prioridade da Faixa de Pedestres, a ser celebrada anualmente na semana que compreende o dia 8 de agosto.
A proposta busca destacar um direito já previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mas ainda frequentemente desrespeitado: a prioridade do pedestre nas faixas de travessia. De acordo com o artigo 29 do CTB, os pedestres têm preferência sobre veículos automotores ao atravessar em locais sinalizados. No entanto, a realidade nas ruas brasileiras está longe do ideal, com números alarmantes de atropelamentos — muitos deles fatais ou com sequelas permanentes.
Um reforço à educação e fiscalização no trânsitoA Semana Nacional da Faixa de Pedestres, caso aprovada, terá caráter educativo e mobilizador, com ações em escolas, Centros de Formação de Condutores (CFCs), empresas e meios de comunicação. O objetivo é formar motoristas mais conscientes, promover o respeito à vida no trânsito e incentivar uma mobilidade urbana mais segura para todos.
Entre as atividades previstas estão palestras, workshops, campanhas educativas na mídia, ações de fiscalização intensiva, e o desenvolvimento de projetos escolares voltados à educação para o trânsito. A ideia é que os municípios, junto aos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, assumam papel ativo na coordenação das iniciativas, com apoio das secretarias de educação estaduais e municipais.
Pensou-se na semana de 8 de agosto para coincidir com o início do segundo semestre letivo, o que pode favorecer a participação das escolas e garantir maior envolvimento da comunidade escolar.
Reconhecimento e incentivo às boas práticasOutro ponto interessante do PL 2130/2025 é que ele propõe um reconhecimento público para instituições que se destacarem durante a semana de mobilização. Além do mérito simbólico, essas instituições poderão, a critério dos parlamentares e de acordo com a legislação orçamentária vigente, ser indicadas como prioritárias para o recebimento de emendas parlamentares destinadas à educação e segurança no trânsito.
Essa medida pode funcionar como um incentivo a políticas públicas permanentes, estimulando o engajamento de prefeituras, ONGs, escolas bem como empresas privadas em ações contínuas de proteção ao pedestre.
Veja também Conscientização Brasília: 28 anos de respeito ao pedestre na faixa Segurança Especialista alerta sobre a atenção redobrada em áreas escolares Tira Dúvidas Qual é o alcance de fiscalização dos novos radares? Veja a resposta! Um passo estratégico para salvar vidasConforme o deputado Nitinho, o projeto dialoga com os objetivos do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS), que visa reduzir em 50% o número de vítimas no trânsito até 2030.
“Apesar da previsão legal, ainda é elevado o número de atropelamentos. Precisamos transformar o respeito à faixa de pedestres em cultura permanente, desde a infância”, afirma o parlamentar na justificativa do projeto.
O Brasil registra milhares de mortes de pedestres todos os anos. A falta de infraestrutura segura, somada à baixa conscientização dos motoristas, transforma a simples travessia de uma rua em um risco constante. “Este projeto é uma forma de reforçar o que a lei já diz e, além disso, formar cidadãos conscientes de que respeitar o pedestre é respeitar a vida”, conclui o deputado.
Trâmite legislativoO PL 2130/2025 aguarda análise nas comissões temáticas da Câmara. Se aprovado, a Semana Nacional da Faixa de Pedestres se somará ao calendário oficial de campanhas educativas no trânsito, como a Semana Nacional do Trânsito (18 a 25 de setembro). Dessa forma, ampliando o alcance das mensagens de segurança e incentivando um comportamento mais humano nas ruas e estradas brasileiras.
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