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Atualizado: 7 minutos 49 segundos atrás

Pedágios têm reajuste em várias rodovias do Estado de SP: veja onde e quanto vai custar

seg, 30/06/2025 - 18:00
Reajuste acompanha a variação do IPCA registrada nos últimos 12 meses. Foto: Divulgação CART

O valor do pedágio em diversas rodovias do Estado de São Paulo – SP está passando por reajustes em 2025. A partir desta segunda-feira, 1º de julho, entram em vigor as novas tarifas nas nove praças de pedágio sob concessão da CART (Concessionária de Rodovias do Oeste Paulista). Já nas rodovias operadas pela Ecovias Noroeste Paulista, os valores foram corrigidos anteriormente, no dia 1º de maio, conforme previsto contratualmente.

De acordo com a Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), os reajustes seguem a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos 12 meses anteriores. No caso da CART, a correção aplicada foi de 5,32%, enquanto para a Ecovias Noroeste o percentual foi de 5,48%, calculado sobre o período de março de 2024 a março de 2025.

Novas tarifas da CART a partir de 1º de julho

O reajuste da CART teve homologação e publicação no Diário Oficial do Estado em 24 de junho. Veja os novos valores para veículos de passeio:

  • P1 (Piratininga): R$ 10,20
  • P2 (Santa Cruz do Rio Pardo): R$ 9,90
  • P3 (Ourinhos): R$ 10,30
  • P4 (Palmital): R$ 12,20
  • P5 (Assis): R$ 12,70
  • P6 (Rancharia): R$ 10,40
  • P7 (Regente Feijó): R$ 10,40
  • P8 (Presidente Bernardes): R$ 13,70
  • P9 (Caiuá): R$ 10,30

Segundo a CART, os valores arrecadados são essenciais para garantir a manutenção, conservação, segurança viária e os investimentos contínuos no Corredor CART, que conecta diversos polos econômicos do interior paulista.

Ecovias Noroeste Paulista: reajuste já em vigor

No caso da Ecovias Noroeste Paulista, o reajuste anual foi aplicado em 1º de maio, conforme previsto em contrato com o Governo do Estado. A empresa também reforçou que os valores não foram afetados pela publicação recente da Artesp em 24 de junho, que trata apenas de outros trechos concedidos.

As tarifas, já em vigor desde maio, são:

  • Araraquara (SP-310): R$ 21,90
  • Agulha (SP-310): R$ 13,20
  • Catiguá (SP-310): R$ 19,00
  • Dobrada (SP-326): R$ 10,80
  • Taiúva (SP-326): R$ 9,80
  • Colina (SP-326): R$ 11,20
  • Jaboticabal (SP-333): R$ 16,90
  • Itápolis (SP-333): R$ 9,40
  • Pirangi (SP-351): R$ 12,30
  • Monte Alto (SP-323): R$ 7,50

A concessionária também destacou que usuários que utilizam TAGs de pagamento automático contam com 5% de desconto sobre a tarifa.

Reajustes contratuais e previsibilidade dos pedágios em SP

Os reajustes anuais dos pedágios são cláusulas previstas nos contratos de concessão firmados entre o Governo do Estado e as operadoras privadas. A correção monetária busca repor perdas inflacionárias e garantir o equilíbrio financeiro dos contratos, permitindo que as empresas realizem os serviços de forma contínua e segura.

Embora sejam motivo de reclamação para muitos motoristas, os reajustes seguem um modelo regulatório e visam manter a qualidade da malha viária. Tanto a CART quanto a Ecovias Noroeste Paulista afirmam que aplicam os recursos em obras de melhoria, sinalização, conservação da pista, monitoramento e atendimento a emergências.

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Encerra nesta segunda-feira, 30, as inscrições para o programa CNH Social em RO

seg, 30/06/2025 - 13:30
Interessados em participar do programa, têm até às 23h59 desta segunda-feira (30) para se inscrever. Foto: Governo de Rondônia

Os interessados em participar do programa CNH Social, do governo de Rondônia, têm até às 23h59 desta segunda-feira (30) para fazer a inscrição. O cadastro é gratuito e deve ser realizado exclusivamente no site do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RO). Desde o lançamento, o programa tem registrado grande procura, com milhares de acessos ao site. 

A iniciativa garante a emissão gratuita da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para pessoas de baixa renda, promovendo inclusão social e ampliando o acesso à qualificação profissional. São 1.500 vagas ofertadas entre as categorias A, B e AB, incluindo vagas reservadas para Pessoas com Deficiência (PcD).

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, garantir a inclusão social e oferecer oportunidades para os rondonienses é fundamental.

“Estamos trabalhando para transformar vidas de forma acessível com ações concretas que fortalecem a mobilidade e a empregabilidade. É um investimento no futuro da população e no desenvolvimento do estado”, evidenciou.

Requisitos para a inscrição

O programa se destina para pessoas com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, ou renda familiar total de até dois salários mínimos, que estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Os demais critérios estão descritos no edital, disponível no portal da CNH Social. Antes de se inscrever, é essencial que o candidato leia o edital com atenção, conferindo todos os requisitos, a documentação necessária e as etapas do processo seletivo.

O programa CNH Social é uma oportunidade para a população de baixa renda conquistar a primeira habilitação de forma gratuita. Por isso, é fundamental que os candidatos leiam o edital com muita atenção.

“Nosso objetivo é garantir que o benefício chegue a quem mais precisa, ampliando o acesso à cidadania e criando novas possibilidades de inserção no mercado de trabalho”, frisou o diretor-geral do Detran-RO, Sandro Rocha.

Alteração da dados

Quem já se inscreveu e identificou erros no cadastro, ainda é possível corrigir as informações no sistema seguindo as instruções do Manual Portal CNH Social, elaborado pela equipe de Tecnologia da Informação do Detran-RO.

Últimas horas para inscrição no CNH Social RO

O encerramento do sistema de inscrições ocorrerá de forma automática nesta segunda-feira (30), às 23h59. O Detran-RO lembra que todo o processo é 100% gratuito.

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Uso de celular pelo garupa da moto: o que diz a legislação e quais são os riscos?

seg, 30/06/2025 - 08:15
Mais do que uma questão legal, o uso do celular na garupa envolve riscos reais. Foto: DragonImages para Depositphotos

Com a conectividade cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, não é raro ver usuários de smartphone em todo tipo de situação: caminhando, dirigindo ou até mesmo como passageiros em veículos. Mas quando o assunto é segurança no trânsito, a tecnologia exige atenção. No caso das motocicletas, por exemplo, enquanto é amplamente conhecido que o condutor não pode utilizar o celular ao pilotar, ainda restam dúvidas sobre a conduta permitida ao passageiro, o chamado garupa. Afinal, ele pode ou não usar o celular durante a viagem?

A resposta exige mais do que uma simples consulta ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Embora não haja uma infração diretamente atribuída ao uso do celular pelo garupa, a legislação de trânsito impõe limites indiretos a esse comportamento.

O que diz o Código de Trânsito?

O artigo 252, inciso VI do CTB, proíbe claramente que o condutor utilize fones de ouvido conectados a aparelhos sonoros ou celulares durante a condução, sob pena de infração média, multa de R$ 130,16 e 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). No entanto, o texto legal não faz menção direta ao comportamento do passageiro nesse contexto.

Apesar disso, o garupa não tem liberdade irrestrita para usar o celular. Isso porque sua conduta pode afetar diretamente a segurança da condução. O artigo 28 do CTB determina que “o condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e os cuidados indispensáveis à segurança do trânsito.”

Além disso, o artigo 169 trata da direção sem atenção ou cuidados, classificando essa prática como infração leve, sujeita a multa.

“Mesmo que o garupa não esteja sob a fiscalização direta da lei nesse aspecto, qualquer atitude dele que comprometa a atenção do condutor pode sim ser enquadrada como fator de risco”, alerta o especialista em trânsito Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito.

“Se o uso do celular, por exemplo, distrai o piloto, interfere na visibilidade ou causa desconforto, a responsabilidade acaba recaindo sobre o condutor.”

Pode ou não pode?

Em termos práticos, o garupa pode utilizar o celular, desde que isso não comprometa a segurança da pilotagem. Posicionar o aparelho à frente do piloto, mostrar vídeos ou mensagens durante a condução, ou ainda gesticular de forma exagerada, são atitudes que podem gerar distração e até configurar infração de trânsito — ainda que indiretamente.

“É importante lembrar que o agente de trânsito pode avaliar a situação e entender que o passageiro está interferindo na condução segura da motocicleta. Nesse caso, o condutor poderá ser autuado, mesmo que tecnicamente não esteja usando o celular”, explica Celso Mariano.

Ou seja, o bom senso deve prevalecer. Afinal, o papel do garupa também é colaborar para uma condução segura e responsável.

Segurança em primeiro lugar

Mais do que uma questão legal, o uso do celular na garupa envolve riscos reais. Durante o trajeto, é fundamental que o passageiro mantenha as mãos firmes e evite movimentos bruscos. O uso do celular pode reduzir o apoio do garupa e até mesmo resultar em desequilíbrio ou queda, principalmente em situações de frenagem repentina ou desvios inesperados.

Em um caso recente, ocorrido no início de maio na Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo, um acidente envolvendo condutor e garupa levantou novamente esse alerta. Segundo a concessionária que administra a via, o motociclista estava usando o celular enquanto pilotava. O garupa sofreu escoriações leves, mas o condutor precisou ser encaminhado ao hospital com lesões graves.

“Esse tipo de ocorrência mostra que não se trata apenas de uma infração, mas de uma ameaça concreta à vida. Motociclistas e seus passageiros estão entre os mais vulneráveis no trânsito e precisam adotar posturas seguras sempre”, conclui Mariano.

Celular na garupa: cautela é essencial

Embora o CTB não proíba expressamente o uso do celular pelo garupa, o bom senso e a responsabilidade falam mais alto. O comportamento do passageiro pode, sim, influenciar diretamente na segurança da condução. Portanto, o mais prudente é evitar o uso do aparelho durante o deslocamento. Afinal, uma distração mínima pode ter consequências graves — e evitar acidentes começa com atitudes conscientes, tanto de quem pilota quanto de quem acompanha.

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CFCs terão espaço inédito no Congresso para debater formação de condutores

seg, 30/06/2025 - 08:15
A expectativa é de que sindicatos, autoescolas e instrutores de todas as regiões do país estejam presentes em Brasília, fortalecendo a representatividade do setor. Foto: Rodrigo Maia/Detran-MS

Pela primeira vez desde a criação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os Centros de Formação de Condutores (CFCs) terão uma oportunidade histórica de ocupar o Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara dos Deputados, para discutir publicamente os rumos da formação de condutores no Brasil. A Comissão Geral está marcada para o dia 3 de setembro de 2025, às 10h. O evento representa um passo significativo na busca por reconhecimento, estrutura e valorização do papel estratégico dos CFCs na segurança viária do país.

A iniciativa, encabeçada pela FENEAUTO (Federação Nacional das Autoescolas e CFCs), tem como principais objetivos garantir segurança jurídica ao setor, apresentar propostas estruturadas para a educação de condutores e contribuir com as metas estabelecidas pelo PNATRANS 2025, o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, que prevê reduzir pela metade os sinistros fatais até 2030.

Um marco para a educação no trânsito

A mobilização de setembro não será apenas simbólica. A Comissão Geral tem o propósito de colocar a formação de condutores como pauta central no debate sobre políticas públicas de mobilidade e segurança viária. O setor, que por anos enfrentou instabilidades regulatórias, desvalorização institucional e propostas que sugerem alternativas sem o mesmo nível de responsabilidade e controle, pretende mostrar à sociedade e ao Legislativo a importância de seu papel na preservação da vida no trânsito.

Entre os destaques da pauta estão:

  • A defesa da criação de um Plano Nacional de Educação para o Trânsito, diretamente conectado ao 4º Pilar do PNATRANS – Educação para a Segurança Viária;
  • A proposição de um Plano Nacional de Formação de Condutores, estruturado, moderno e focado na responsabilidade social;
  • A apresentação oficial da Agenda Regulatória da FENEAUTO, elaborada pelos grupos técnicos da iniciativa JET – Jornada pela Educação no Trânsito;
  • A valorização da atuação dos CFCs como agentes fundamentais de uma formação cidadã, que vai muito além da simples habilitação.
Momento de união e protagonismo

A entidade reforça que os CFCs não apenas ensinam a dirigir, mas trabalham diretamente com valores como convivência no trânsito, respeito às leis e comportamento seguro.

“Essa é uma oportunidade histórica para mostrar ao Congresso Nacional e à sociedade brasileira que formar condutores com responsabilidade é uma missão séria, técnica e estratégica para salvar vidas”, destacou em nota a FENEAUTO.

A expectativa é de que sindicatos, autoescolas e instrutores de todas as regiões do país estejam presentes em Brasília, fortalecendo a representatividade do setor. Além da mobilização física no plenário, as entidades organizadoras têm incentivado os profissionais da área a convocarem seus parlamentares, marcando deputados e senadores nas redes sociais, e divulgando o evento como uma ação legítima em defesa da vida no trânsito.

Contra a informalidade e o improviso

O discurso que será levado à Câmara tem um tom firme contra o avanço de propostas que sugerem flexibilizações perigosas na formação de condutores, como a desobrigação de aulas práticas ou a permissão de formação à distância sem a devida regulamentação. A FENEAUTO afirma que é hora de “dizer basta à informalidade e ao improviso”. “Estamos lidando com vidas. Não se pode tratar a formação de condutores como algo secundário, como um mero processo burocrático. Educar para o trânsito é educar para a vida, e isso exige planejamento, estrutura e seriedade”, afirma o comunicado.

A importância do apoio institucional

Especialistas ouvidos pelo Portal do Trânsito destacam a importância do apoio institucional e político para consolidar avanços na educação viária.

“Os CFCs fazem parte da engrenagem de um trânsito mais seguro. Com uma formação bem estruturada, conseguimos reduzir comportamentos de risco e preparar condutores mais conscientes. Mas é preciso que o país reconheça isso como política de Estado, não como uma simples etapa para obter CNH”, analisa Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito.

Para ele, a realização da Comissão Geral é um momento decisivo. “Colocar os CFCs no centro do debate é essencial para garantir que o futuro do trânsito brasileiro seja construído com base em conhecimento técnico e compromisso com a vida. Estamos diante de uma oportunidade rara de reformular políticas públicas com foco em resultados duradouros.”

Mobilização nacional: o papel das autoescolas

O chamado à participação de todos os CFCs do Brasil é claro: ocupar Brasília com responsabilidade, união e propostas concretas. As entidades organizadoras reforçam que o engajamento do setor será fundamental para garantir que as discussões avancem. Além disso, que propostas efetivas sejam incorporadas à agenda legislativa.

A convocação também pede que cada CFC ative sua rede de contatos. Ou seja, marque seu sindicato, seus representantes políticos, e mobilize os alunos e a comunidade para reconhecer a relevância do trabalho realizado diariamente por milhares de profissionais que atuam na formação de condutores.

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PRF lança portal do Projeto Mapear com informações sobre o enfrentamento à exploração sexual

dom, 29/06/2025 - 13:30
Foto: PRF Divulgação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) lançou o portal do Projeto Mapear. A página reúne informações sobre o trabalho que a PRF realiza desde 2003 para identificar pontos considerados vulneráveis para crianças e adolescentes nas rodovias federais. O objetivo é prevenir e combater casos de exploração sexual de menores de idade.

Policiais rodoviários federais realizam o trabalho de mapeamento dos pontos críticos. A partir do momento em que se identifica o local, o policial faz o registro no mapa e atribui uma classificação, que pode ser nos níveis baixo risco, médio risco, alto risco e crítico. Em 2023, ano do último mapeamento, foram cadastrados 17.687 pontos de vulnerabilidade.

Nível de riscoProjeto Mapear 2023Baixo risco9.077Médio risco5.237Alto risco2.566Crítico807

A região com o maior número de pontos de vulnerabilidade registrados é o Nordeste, com 6.532 locais, seguido pelas regiões Sudeste (5.041), Sul (2.474), Centro-Oeste (2.210) e Norte (1.430). No portal, há outras informações sobre as unidades da Federação e municípios onde estão os pontos identificados pela PRF, a natureza econômica e a possível ocorrência de crimes nos locais. 

Unidade da FederaçãoPontos de vulnerabilidadeMinas Gerais3.581Piauí2.496Santa Catarina1.333Bahia964Rio de Janeiro873

Qualquer pessoa que acessar o portal consegue fazer a consulta às cartilhas e ao painel do Projeto Mapear. É possível fazer as denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes pelo Disque 100 e pelo telefone da PRF, 191.

Projeto Mapear

A PRF lançou o Projeto Mapear em 2003. Na décima edição, o trabalho teve a participação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e da Childhood Brasil, organização não governamental que atua na proteção dos direitos de crianças e adolescentes. A PRF, instituições públicas e organizações da sociedade civil usam as informações da cartilha do Projeto Mapear para estabelecer as políticas de enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes.

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Lei Seca, 17 anos de um marco da segurança no trânsito no Brasil

dom, 29/06/2025 - 08:15
Em 17 anos, mais de 3,2 milhões infrações relacionadas à combinação de álcool e direção foram aplicadas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Há 17 anos, o Brasil aprovava a Lei Seca, que virou um marco para a segurança do trânsito no país. De lá para cá, houve a aplicação de mais de 3,2 milhões infrações relacionadas à combinação de álcool e direção. Os dados, de junho de 2008 a maio de 2025, são de levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

De acordo com o coordenador-geral de sistemas da Senatran, Pedro Barbosa, a legislação passou por várias modificações até adotar, em 2012, a tolerância zero para a presença de álcool no organismo dos motoristas, além de endurecer as punições.

“A gente traçou um perfil dos infratores e a gente fez uma análise de todo esse período. Nesse estudo nós podemos constatar também que foram registradas mais de 3 milhões de infrações e com isso analisando os dados a gente consegue também traçar o perfil do condutor. Então, nós detectamos que o infrator é mais de 90% são homens e da faixa etária de 39 anos.”

Recusas ao bafômetro

O relatório mostra ainda o alto número de negativas em fazer o teste do bafômetro: foram mais de 2,1 milhões de recusas nesses 17 anos. 2023 foi o ano com o maior número de motoristas que se recusaram a realizar o teste, com 337 mil infrações.

O estado de São Paulo lidera as estatísticas em número total de infrações. Já o Distrito Federal se destaca nas negativas ao bafômetro.

Pelo levantamento da Senatran, os meses com mais infrações são fevereiro, por conta do Carnaval, e dezembro, com as festas de fim de ano.

Por outro lado, os dados também mostram avanços importantes, como a redução de 21% nas autuações por embriaguez ao volante desde 2019. Essa diminuição, avalia Pedro Barbosa, resulta-se do aumento da fiscalização, das campanhas educativas e do reforço da legislação nos últimos anos.

“Com esses dados, nós conseguimos fornecer subsídio para a nossa coordenação de educação no trânsito fazer campanhas mais assertivas e nós conseguimos diminuir ainda mais os índices.”

A Polícia Rodoviária Federal é o órgão que mais multa motoristas por infrações relacionadas ao uso de álcool no país, segundo o Senatran. Em 2024, o órgão registrou mais de 7 mil sinistros provocados por motoristas alcoolizados ou sob efeito de substâncias psicoativas.

As informações são da Agência Brasil

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Terceira reunião do Pnatrans define novas estratégias para redução de acidentes no Tocantins

sab, 28/06/2025 - 18:00
Ainda durante a reunião, foi apresentada a Operação Verão Seguro, que será realizada durante toda a temporada de praias no Tocantins. Créditos – Felix Carneiro/Governo do Tocantins

Com foco no desenvolvimento de um plano de ação que contribua para a redução do número de mortes e de registros de sinistros no trânsito, o Governo do Tocantins por meio do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO) realizou, na última semana, a terceira reunião do grupo de trabalho do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans). O encontro aconteceu na sala de reuniões do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos.

Durante a reunião, o presidente do Detran/TO e do grupo de trabalho do Pnatrans, Willian Gonzaga, orientou que cada órgão participante deverá indicar dois servidores para compor uma comissão de estudos. O objetivo é atuar no desenvolvimento de um sistema de cruzamento de dados, visando aprimorar a identificação dos principais locais de ocorrência de sinistros e suas causas. A iniciativa busca mapear e refinar os dados disponíveis, contribuindo para a criação de políticas públicas e projetos mais eficazes nas áreas de educação e fiscalização de trânsito.

“Estamos avançando de forma significativa no fortalecimento das políticas de segurança viária no Tocantins. O Pnatrans é uma diretriz nacional, mas o sucesso da sua implementação depende da união de esforços entre todos os órgãos que integram o Sistema Nacional de Trânsito (SNT) no Estado. Nosso objetivo com essa comissão de estudos é criar soluções baseadas em dados reais, que nos permitam agir de maneira mais estratégica e eficiente. Reduzir o número de mortes e lesões no trânsito é uma missão que exige planejamento, integração e, acima de tudo, responsabilidade com a vida”, destacou Willian Gonzaga.

Ainda durante a reunião, foi apresentada a Operação Verão Seguro, que será realizada durante toda a temporada de praias no Tocantins. A ação prevê a execução de atividades educativas e de fiscalização, com o objetivo de reforçar a segurança viária nas regiões turísticas, prevenindo acidentes e promovendo a conscientização de condutores e pedestres durante o período de maior fluxo nas rodovias e nas vias urbanas próximas aos balneários.

A reunião reforçou o compromisso do Tocantins em seguir as metas estabelecidas pelo Pnatrans, que prevê a redução pela metade no número de mortes no trânsito até 2030. Os próximos encontros devem avançar na consolidação das ações integradas entre os órgãos estaduais e municipais envolvidos.

Sobre o Pnatrans

Criado em janeiro de 2018 pela Lei nº 13.614, o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans) propõe um novo desafio para a gestão do trânsito no Brasil e para os órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT). A meta do plano é reduzir à metade, em dez anos, o índice nacional de mortos no trânsito por grupos de veículos e por grupo de habitantes, com base nos dados apurados no ano da entrada em vigor da Lei.

Para o desenvolvimento dessa proposta, o plano está estruturado em seis pilares fundamentais. São eles: gestão da segurança no trânsito, vias seguras, segurança veicular, educação para o trânsito, atendimento às vítimas e normatização e segurança.

Órgãos participantes

Participaram da reunião representantes da Polícia Militar do Tocantins (PMTO), Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO), Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto), Secretaria de Segurança Pública (SSP), Corpo de Bombeiros Militar (CBMTO), Delegacia de Repressão a Crimes de Trânsito (DRCT), Agência de Segurança, Transporte e Trânsito de Araguaína (ASTT), Secretaria Municipal de Mobilidade de Palmas (Semob), Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT), Conselho Estadual de Trânsito do Tocantins (Cetran/TO) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

As informações são de Nayna Peres/Governo do Tocantins

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Manutenção automotiva: principais cuidados para uma viagem segura

sab, 28/06/2025 - 13:30
A falta de manutenção preventiva dos veículos está relacionada a cerca de 30% dos sinistros rodoviários no país. Foto: Divulgação

Marcelo Martini*

Com a chegada das férias escolares e até mesmo de feriados prolongados, muitos brasileiros começam a planejar suas viagens de carro. Com roteiro definido, malas prontas e reservas realizadas, é necessário verificar se a manutenção automotiva está em dia, garantindo que o veículo esteja preparado para pegar estrada.

De acordo com o Panorama de Acidentes Rodoviários da Confederação Nacional de Transportes (CNT), mais de 70 mil acidentes foram registrados em 2024, em diferentes rodovias do Brasil. Já uma pesquisa do Instituto Scaringella Trânsito, a falta de manutenção preventiva dos veículos está relacionada a cerca de 30% dos acidentes rodoviários no país, muitos deles evitáveis com simples ações de manutenção.

Este volume de acidentes, em consequência da falta de manutenção, pode estar atrelado à questão de alguns motoristas só perceberem a importância da revisão quando já enfrentam problemas durante a viagem, relevando o fato de que a maioria dessas ocorrências poderiam ser evitadas com uma manutenção preventiva focada na verificação de componentes essenciais.

O que verificar na manutenção automotiva antes de pegar estrada?

Mesmo quando a manutenção é realizada, grande parte dos motoristas prioriza a verificação de itens como pneus, pastilhas de freio, luzes e outros itens visíveis, mas nem sempre se lembram da importância dos lubrificantes e fluídos automotivos.

O mercado investe constantemente em tecnologia para lubrificantes, aumentando consideravelmente o padrão de qualidade destes produtos. Diante disto, não basta apenas a verificação das partes visíveis do automóvel, a manutenção dos sistemas internos é tão relevante quanto para o seu funcionamento.

Desta maneira, torna-se fundamental revisar os fluidos que mantêm o funcionamento do veículo em condições ideais, incluindo no checklist da manutenção não só o óleo do motor, que reduz o atrito e protege o conjunto mecânico contra desgaste, mas também o líquido de arrefecimento, que contribui para regular a temperatura do motor, o fluido de freio, para garantir a eficiência da frenagem com uma resposta rápida e segura, e o óleo de transmissão, tanto em câmbios manuais quanto em automáticos, para assegurar trocas suaves e evitar falhas graves.

Escolha adequada de lubrificantes e fluidos

A escolha correta dos produtos também é determinante para o desempenho do veículo e a segurança dos passageiros. Além da realização da manutenção, é fundamental a utilização de produtos automotivos desenvolvidos para atender às especificações de cada modelo e com desempenho comprovado.

Cada veículo possui características próprias e por isso é imprescindível consultar o manual antes de realizar qualquer substituição. O uso de produtos fora das especificações recomendadas, ou de baixa qualidade, pode comprometer o desempenho do automóvel, acelerar o desgaste de componentes e até mesmo provocar danos irreversíveis ao motor e à transmissão.

Além disso, o acompanhamento com um profissional qualificado permite diagnósticos mais precisos, inclusive de falhas incipientes que podem passar despercebidas em inspeções visuais. A utilização de ferramentas adequadas e a leitura de parâmetros eletrônicos com scanners automotivos são exemplos de recursos importantes para uma análise técnica eficaz.

Manutenção automotiva como estratégia de economia

Embora alguns motoristas ainda enxerguem a manutenção preventiva como um gasto evitável, trata-se, na prática, de uma estratégia eficiente para evitar prejuízos maiores no futuro. Uma falha mecânica em meio a uma viagem pode representar, além de risco à segurança dos ocupantes, custos elevados com guincho, hospedagem inesperada e reparos emergenciais, muitas vezes realizados em locais com estrutura limitada.

O planejamento prévio da revisão também permite maior controle financeiro, já que o proprietário pode agendar os serviços com antecedência, comparar orçamentos e adquirir peças e produtos de qualidade.

Estar com o carro em condições ideais é uma responsabilidade compartilhada com todos os demais usuários das vias. Pneus desgastados, falhas no sistema de freios ou superaquecimento do motor podem provocar acidentes com múltiplos veículos, afetando vidas que nada tinham relação com aquela negligência.

Portanto, ao programar as férias, é essencial incluir a manutenção automotiva como etapa obrigatória do planejamento. Isso significa não apenas verificar itens básicos, mas considerar o conjunto completo que assegura o desempenho, a eficiência e a confiabilidade do veículo ao longo de todo o trajeto.

*Marcelo Martini é Gerente de Vendas do Aftermarket da FUCHS, maior fabricante independente de lubrificantes e produtos relacionados do mundo.

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Curso obrigatório de direção segura em rodovias pode passar a integrar formação de novos condutores

sab, 28/06/2025 - 08:15
Entre os principais fatores de risco estão a velocidade excessiva, ultrapassagens indevidas e inexperiência do condutor. Foto: ambrozinio para Depositphotos

A formação de condutores no Brasil pode ganhar um novo reforço em breve. Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2337/2025, de autoria do deputado Julio Arcoverde (PP/PI), que propõe a obrigatoriedade de um curso de direção segura em rodovias para condutores que possuem apenas a Permissão para Dirigir (PPD) — ou seja, aqueles recém-habilitados.

Segundo o texto, o novo artigo 159-A seria acrescido ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB), determinando que apenas após a conclusão com aproveitamento desse curso, o condutor poderá circular por rodovias e estradas federais. Até lá, sua condução ficaria restrita ao perímetro urbano. O descumprimento da medida acarretaria infração de trânsito, conforme o inciso VII do artigo 162 do CTB.

Educação no lugar da proibição

A proposta adota uma abordagem educativa em vez de restritiva, ao contrário de outros projetos similares que tramitam há mais de uma década no Congresso. Em vez de proibir os recém-habilitados de trafegar por rodovias, o PL propõe um critério técnico de qualificação. Ou seja: o recém-habilitado só poderá participar do trânsito rodoviário se realizar uma capacitação específica, que terá regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

“Essa é uma forma de contribuir para a redução dos acidentes nas rodovias sem restringir o direito de ir e vir. A intenção não é punir, mas preparar melhor quem está começando a dirigir”, defende o autor da proposta, deputado Julio Arcoverde.

De acordo com o parlamentar, o curso poderá ser presencial ou a distância, conforme regulamento posterior do Contran. A expectativa é que a medida seja viável, acessível e integrada ao processo já existente de formação e habilitação, sem gerar burocracias adicionais ou novos custos excessivos para os condutores.

Especialista aprova a medida: “Formação prática ainda é falha”

Para o especialista em trânsito e educação Celso Mariano, a proposta é bem-vinda. “O Brasil tem avançado muito em termos normativos, mas ainda peca na formação prática dos condutores, especialmente no que diz respeito à realidade das rodovias”, avalia.

Segundo ele, o atual processo de habilitação prepara o motorista para circular prioritariamente em vias urbanas, deixando de abordar questões típicas de rodovias, como velocidades mais altas, ultrapassagens, pista dupla, curvas perigosas, tráfego de veículos longos e mudanças climáticas.

“O trânsito em rodovia impõe desafios que muitos recém-habilitados não estão prontos para enfrentar. Não se trata de impedir o jovem condutor de viajar, mas de garantir que ele o faça com consciência e preparo técnico adequado”, explica.

Celso também chama atenção para o momento da Permissão para Dirigir como etapa formativa e de avaliação. “Esse primeiro ano de habilitação é justamente o período em que o comportamento do condutor está sendo moldado. Se é nesse momento que ele começa a circular em rodovias sem orientação específica, o risco de sinistro aumenta consideravelmente”, diz.

Rodovias concentram os sinistros mais graves

Ainda que representem apenas parte da malha viária nacional, as rodovias federais concentram grande parte dos sinistros com vítimas fatais. De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2023, mais de 60% das mortes no trânsito ocorreram em rodovias, apesar do maior volume de circulação estar em áreas urbanas.

Entre os principais fatores de risco estão a velocidade excessiva, ultrapassagens indevidas e inexperiência do condutor — elementos que tendem a estar mais presentes entre motoristas iniciantes.

Diante desse cenário, o PL 2337/2025 propõe uma iniciativa alinhada às melhores práticas internacionais de segurança viária, que recomendam a formação continuada bem como a especialização dos condutores como estratégia essencial para a redução de sinistros graves.

Próximos passos

O projeto ainda aguarda análise nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados. Se aprovado, o curso passará a ser exigido antes que o condutor com PPD possa trafegar em rodovias, representando uma nova etapa obrigatória dentro do ciclo de formação e avaliação do condutor.

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Escola Pública de Trânsito do DetranRS debate ações sobre educação para o trânsito de pessoas idosas

sex, 27/06/2025 - 18:00
O Encontro partiu da necessidade de colocar em prática soluções que atendam esse público. Foto: Divulgação DetranRS

DetranRS, por meio de sua Escola Pública de Trânsito, firmou uma parceria com a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) para o desenvolvimento de ações de educação para o trânsito de pessoas idosas. 

O Encontro partiu da necessidade de colocar em prática soluções para o trânsito que atendam pessoas idosas, tendo como referência o resultado de uma pesquisa que contou com a participação de 189 pessoas de diversas localidades do RS. 

Dentre as ações estão oficinas presenciais para essa faixa etária e um vídeo que discute o processo decisório sobre a pessoa idosa continuar ou não conduzindo

De acordo com a diretora da Escola Carla Badaraco, “precisamos olhar com atenção esse público, que representa um número expressivo de pessoas em nosso estado. Temos que buscar compreender as necessidades e soluções para que a segurança de todos os envolvidos seja prioridade”.  

 Apresentação Pesquisa Pessoa Idosa (.pdf 422,52 KBytes)

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Detran alerta motoristas sobre golpes com sites falsos para pagamento do licenciamento

sex, 27/06/2025 - 13:30
Além de prejuízo financeiro, o cidadão que cai nesse tipo de golpe ainda enfrenta transtornos administrativos. Foto: Kamila Nascimento – Detran-MT

O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) emitiu um novo alerta à população sobre a crescente ação de criminosos que utilizam sites falsos para aplicar golpes relacionados ao pagamento do licenciamento veicular. Segundo o órgão, os golpistas criam páginas fraudulentas que imitam o layout oficial do Detran e induzem os usuários ao erro, principalmente por meio de cobranças via PIX com QR Codes falsificados.

A principal recomendação do Detran é que os cidadãos redobrem a atenção na hora de acessar o portal para gerar boletos e realizar pagamentos. O único site oficial do Detran-MT é www.detran.mt.gov.br. O domínio “mt.gov.br” é o indicativo mais seguro de que o endereço eletrônico pertence, de fato, ao Governo do Estado. Qualquer outro site, mesmo que pareça visualmente idêntico, é considerado falso e deve ser evitado.

Golpes patrocinados em buscadores

Os criminosos têm recorrido a estratégias sofisticadas para atrair vítimas. Uma delas é o patrocínio de sites falsos em mecanismos de busca como o Google. Ao pesquisar por termos como “licenciamento Detran MT” ou “IPVA Mato Grosso”, o usuário pode se deparar com links patrocinados que direcionam para páginas fraudulentas. Essas páginas simulam o site oficial do Detran e apresentam opções de pagamento via PIX com QR Codes falsificados. Quando o cidadão realiza o pagamento, os valores são transferidos diretamente para contas de golpistas.

Além de prejuízo financeiro, o cidadão que cai nesse tipo de golpe ainda enfrenta transtornos administrativos, já que não se registra o pagamento do licenciamento junto ao sistema oficial do Detran. Isso pode gerar multas, apreensão do veículo e outras complicações legais.

Como se proteger

A orientação do Detran é clara: sempre verifique o endereço eletrônico do site antes de realizar qualquer pagamento ou emissão de boleto. O domínio “mt.gov.br” é exclusivo do Governo de Mato Grosso. Caso o endereço apresente variações como “detranmt.com” ou “pagamentodetran.site”, por exemplo, trata-se de páginas falsas.

Outra dica importante é observar o destinatário no momento da transação, especialmente em pagamentos via PIX. Em cobranças legítimas, o favorecido será o próprio Detran-MT ou o Governo do Estado de Mato Grosso, nunca uma pessoa física ou empresa privada. Caso o nome do recebedor não corresponda a esses órgãos, não se deve realizar o pagamento.

Atuação do Detran e denúncias

O Detran-MT informa que está atuando junto à Polícia Judiciária Civil e aos órgãos de controle para bloquear os sites fraudulentos. Cada página identificada é alvo de um boletim de ocorrência e encaminhamento para investigação.

“Infelizmente, os criminosos estão se sofisticando. Por isso, é essencial que o cidadão desconfie e siga as orientações de segurança”, destaca o órgão em nota.

“Nosso objetivo é proteger o contribuinte e garantir que os serviços públicos sejam acessados com segurança.”

Caso o cidadão perceba que foi vítima de um golpe, a recomendação é registrar um Boletim de Ocorrência (BO) junto à Polícia Civil. É possível fazer isso presencialmente ou pela Delegacia Virtual, disponível no site da instituição.

Denúncias sobre sites suspeitos também podem ser feitas pelo Fale Cidadão, canal da ouvidoria da Controladoria Geral do Estado (CGE), ou diretamente na ouvidoria do Detran-MT, pelo telefone (65) 3615-4644 ou pelo e-mail ouvidoriasetorial@detran.mt.gov.br. É fundamental que se acompanhe a denúncia do endereço eletrônico do site suspeito.

Em caso de dúvidas sobre golpes de licenciamento, entre em contato

O Detran-MT reforça que todos os canais oficiais de atendimento estão disponíveis para orientar a população e evitar que novos casos ocorram. Para dúvidas relacionadas ao licenciamento ou verificação de pagamentos, o cidadão pode entrar em contato com a Central de Atendimento – Disque Detran, pelo telefone (65) 3615-4800 ou pelo e-mail disquedetran@detran.mt.gov.br.

Fique atento:
  • Sempre verifique se o endereço do site termina em .mt.gov.br
  • Desconfie de sites com domínios como .com, .org ou .site
  • Antes de pagar via PIX, confira o nome do destinatário: deve ser o Governo de Mato Grosso ou o Detran-MT
  • Em caso de golpe, registre BO e denuncie os sites suspeitos
  • Em caso de dúvidas, entre em contato com o Disque Detran: (65) 3615-4800

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Presidente Lula veta exigência de exame toxicológico na primeira habilitação

sex, 27/06/2025 - 07:52
Foto: Fellipe Yuri / Ascom Detran-AL

Foi publicada nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União a Lei nº 15.153/2025, a 50ª norma legal que modifica o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Entre os pontos aprovados, estão a possibilidade de transferência eletrônica de propriedade de veículos e a destinação de recursos de multas para custear a habilitação de condutores de baixa renda. No entanto, um dos trechos mais polêmicos do projeto de lei foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a exigência do exame toxicológico na primeira habilitação para todas as categorias.

A proposta vetada pretendia alterar o artigo 148-A do CTB, que atualmente obriga o exame toxicológico apenas para condutores das categorias C, D e E, ou seja, motoristas que dirigem caminhões, ônibus e veículos de transporte de carga ou passageiros. Com o veto, não será exigido exame toxicológico para quem pretende obter a primeira CNH nas categorias A e B, voltadas a motocicletas e automóveis de passeio.

A justificativa oficial para o veto ainda não foi divulgada, mas a medida vinha sendo duramente criticada por especialistas e entidades ligadas ao setor de trânsito e saúde pública, além do Ministério dos Transportes que tinha sugerido o veto.

Comentário de especialista

Para o especialista em legislação de trânsito Julyver Modesto de Araújo, o veto presidencial ao trecho que ampliava a exigência do exame toxicológico é relevante e merece destaque.

“Foi vetada a alteração no artigo 148-A, que pretendia exigir o exame toxicológico para obtenção da primeira habilitação. Ainda há possibilidade de derrubada do veto pelo Congresso Nacional”, explicou Julyver.

Segundo ele, a ampliação da obrigatoriedade era considerada excessiva e tecnicamente controversa, já que o exame toxicológico de larga janela de detecção (com análise de amostras de cabelo ou pelos) tem custo elevado e não se mostra proporcional ao risco oferecido por candidatos que ainda sequer possuem autorização para dirigir.

Transferência digital e CNH Social com verba de multas

A nova lei, sancionada parcialmente, traz mudanças importantes para o cotidiano dos motoristas. O artigo 123 do CTB foi alterado para permitir a transferência de propriedade de veículos por meio totalmente eletrônico, sem necessidade de procedimentos presenciais, desde que respeitadas algumas condições, como o uso de assinaturas eletrônicas qualificadas.

Outro avanço é a permissão legal para que o dinheiro arrecadado com multas de trânsito seja usado para financiar o processo de habilitação de candidatos de baixa renda, medida que oficializa a chamada “CNH Social” como política pública permanente. A regra vale para pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e abrange todas as taxas e despesas do processo de habilitação, conforme previsto no artigo 320 do CTB.

Vigência da nova lei

Embora a publicação tenha ocorrido hoje (27/06), a nova legislação entra em vigor apenas em 11 de agosto de 2025, conforme a regra geral da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. Isso se deve ao veto ao artigo 3º do projeto, que previa vigência imediata.

Próximos passos

Apesar do veto presidencial à exigência do toxicológico, o Congresso Nacional pode analisar e eventualmente derrubar a decisão, caso haja maioria qualificada para tanto. Até lá, a obrigatoriedade do exame toxicológico permanece restrita aos condutores das categorias C, D e E, nas situações já previstas pela legislação vigente.

A decisão reacende o debate sobre a função e os limites do exame toxicológico no processo de formação de condutores. Enquanto parte da sociedade vê a medida como instrumento de prevenção, outros alertam para o risco de judicialização e exclusão de candidatos economicamente vulneráveis.

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Acidentes fatais caíram 17% nas estradas federais no feriado de Corpus Christi

qui, 26/06/2025 - 18:00
O número de mortes causadas por sinistros de trânsito caiu 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Foto: Divulgação ANTT

Mais movimento nas estradas, menos acidentes fatais e consequentemente menos vidas perdidas. O feriado de Corpus Christi de 2025 trouxe um dado que faz diferença na vida de muitas famílias: mesmo com o aumento no volume de veículos nas rodovias federais concedidas, o número de mortes causadas por sinistros de trânsito caiu 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os dias 19 e 22 de junho, cerca de 10,9 milhões de veículos circularam pelas rodovias sob concessão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), um aumento de 2,1% em comparação com 2024. Apesar da maior movimentação, os registros de sinistros com vítimas fatais passaram de 30 para 25, resultado que reflete diretamente os esforços conjuntos da ANTT e das concessionárias em reforçar a segurança viária.

Além da redução nos óbitos por acidentes fatais, houve quedas significativas em outros indicadores importantes: os sinistros de trânsito diminuíram 2,4%, os atendimentos médicos recuaram 2,2% e os chamados para socorro mecânico caíram 15,4%.

O resultado positivo é fruto de um planejamento de trabalho, que começa muito antes do feriado.

A ANTT, em um trabalho integrado com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ministério dos Transportes e as concessionárias, intensificou as ações de fiscalização, monitoramento, atendimento aos usuários e campanhas de conscientização, sempre com foco na mudança de comportamento dos motoristas e nos principais fatores que contribuem para os sinistros mais graves, como excesso de velocidade, consumo de álcool ao volante e o uso incorreto ou a ausência de dispositivos de segurança, como cintos e capacetes.

Também há investimentos constantes em infraestrutura viária, incluindo recuperação asfáltica, duplicações, melhorias na sinalização e iluminação, além da ampliação de áreas de escape, Pontos de Parada de Descanso (PPDs) para os caminhoneiros e instalação de tecnologias como os sistemas de livre passagem (Free Flow), que são pedágios eletrônicos que substituem os pedágios físicos, e os sistemas de pesagem em movimento (HS-WIM), que permitem a fiscalização e monitoramento de rodovias sem a necessidade de parada, reduzindo riscos e melhorando a fluidez do tráfego.

“Esses números refletem o esforço diário para tornar as estradas mais seguras e preservar vidas. Cada redução representa uma família que não recebeu uma notícia trágica neste feriado”, destacou o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio.

Segundo ele, a ANTT seguirá acompanhando de perto os indicadores de segurança viária e implementando ações que reduzam cada vez mais os riscos nas rodovias federais concedidas, uma vez que os avanços são resultado desse trabalho coletivo que vai muito além das datas festivas e envolve, entre outras coisas, melhorias contínuas na infraestrutura, na sinalização, na iluminação de trechos críticos e, principalmente, na conscientização.

“Estamos vendo os frutos desses esforços. Mais movimento, menos mortes: essa é a equação que queremos manter e aprimorar. Nosso compromisso é permanente: salvar vidas e garantir que todos cheguem ao destino com segurança”, concluiu o diretor-geral.

Programa Vias Seguras – ANTT

Instituído pela Deliberação nº 409/2022, o Programa Vias Seguras da ANTT visa elevar os padrões de segurança nas rodovias e ferrovias federais concedidas, alinhado às 12 Metas Globais de Desempenho para a Segurança no Trânsito da OMS, à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O objetivo é prevenir e reduzir riscos e severidade de sinistros nas rodovias e ferrovias federais concedidas.

Balanço do Feriado Corpus Christi (2024 x 2025) – Rodovias federais concedidas Indicador20242025VariaçãoVolume de tráfego10.764.13310.992.434+2,1%Sinistros de trânsito972949-2,4%Óbitos3025-16,7%Atendimentos médicos1.4901.457-2,2%Atendimentos mecânicos11.4549.693-15,4%

Fonte: Coordenação-Geral de Comunicação – ANTT

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Últimos dias para se inscrever no programa que oferece CNH gratuita para pessoas de baixa renda

qui, 26/06/2025 - 13:30
Antes de efetuar a inscrição, o candidato deve conferir todos os critérios de participação. Foto: Divulgação Detran/RO

Termina no próximo dia 30 de junho, às 23h59, o prazo de inscrição para o programa CNH Social, que oferece a emissão gratuita da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para pessoas de baixa renda. A iniciativa contempla 1.500 vagas, distribuídas entre as categorias A, B, AB e também para pessoas com deficiência (PcD).

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial do Departamento Estadual de Trânsito (Detran): detran.ro.gov.br. Desde o lançamento, a procura tem sido intensa, o que gerou grande volume de acessos à plataforma.

O que é a CNH Social?

O programa tem como objetivo promover inclusão social e qualificação profissional, oferecendo gratuidade total no processo de habilitação para quem atende aos critérios definidos em edital. A CNH gratuita representa uma oportunidade concreta para que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham acesso à documentação essencial para o exercício de diversas profissões e à mobilidade de forma segura e legalizada.

Requisitos para participar

Podem se inscrever no programa candidatos que atendam aos seguintes critérios:

  • Renda familiar per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar total de até dois salários mínimos;
  • Estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico);
  • Atender a todos os requisitos descritos no edital, incluindo documentação exigida e condições específicas para cada categoria de habilitação.

O edital completo está disponível no site do Detran e é possível consultar antes da inscrição. A recomendação é que o candidato leia atentamente todas as informações para não perder a oportunidade por falhas no preenchimento ou documentação incompleta.

“O programa CNH Social é uma chance real para que a população de baixa renda consiga tirar a primeira habilitação sem custo. Mas é fundamental que os candidatos leiam o edital com atenção. Ele explica quem tem direito, quais documentos apresentar e como funciona cada etapa do processo”, ressalta Sandro Rocha, diretor-geral do Detran.

Já se inscreveu e precisa corrigir dados?

O Detran também disponibilizou uma ferramenta para correção cadastral. Quem identificou erros após a inscrição pode acessar o sistema para atualizar as informações, seguindo o manual passo a passo preparado pela equipe de Tecnologia da Informação.

Nova etapa terá lançamento em breve

Devido à grande demanda registrada nesta edição, o governo estadual já anunciou que haverá uma segunda etapa do programa. Assim, ampliando o número de vagas para atender a mais candidatos nos próximos meses. A medida reforça o compromisso com políticas públicas voltadas à inclusão e ao desenvolvimento social por meio do acesso à habilitação.

“Estamos investindo para transformar vidas com ações concretas como essa. A CNH gratuita pode abrir portas para o mercado de trabalho e melhorar a qualidade de vida das famílias que mais precisam”, destacou o governador durante o anúncio da nova fase do programa.

Inscrições gratuitas e 100% online no programa da CNH gratuita

É importante destacar que todo o processo de inscrição é gratuito e feito de forma digital. O prazo final para garantir a participação no programa é 30 de junho, até às 23h59. Após esse horário, haverá o encerramento automático do sistema.

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Uso de celular ao volante: Goiânia anuncia regras locais, mas o que realmente pode ser definido fora do CTB?

qui, 26/06/2025 - 08:15
Mesmo com o suporte liberado, o uso de celular no trânsito exige cautela. Foto: JANIFEST para Depositphotos

A Prefeitura de Goiânia pretende publicar nos próximos dias uma norma para regulamentar o uso de celulares por motoristas e motociclistas durante a condução de veículos. A proposta é esclarecer o que pode ou não ser feito no trânsito da capital goiana, especialmente por profissionais como taxistas, motoristas de aplicativo e mototaxistas, que dependem do celular para trabalhar.

Entre os pontos anunciados, o texto trará autorização para o uso de suportes fixos para celulares, desde que não haja qualquer manuseio do aparelho com o veículo em movimento. Segundo a administração municipal, o objetivo é deixar mais claras as situações que caracterizam infração, diante das dúvidas geradas nos últimos meses.

Mas até onde um município pode ir ao criar regras no trânsito? A lei é nacional, a fiscalização pode ser local — com limites

O uso de celular ao volante já está regulamentado no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O artigo 252, inciso VI, proíbe claramente segurar ou manusear telefone celular enquanto dirige, configurando infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e 7 pontos na carteira. Isso vale em qualquer cidade do país.

Conforme o especialista em trânsito Celso Mariano, a função dos estados e municípios é complementar a norma federal com ações de fiscalização e educação, jamais criar interpretações próprias.

“O município não tem competência para flexibilizar o que está definido no CTB. Pode, sim, detalhar como vai fiscalizar ou orientar seus agentes, mas não alterar os conceitos. Segurar ou manipular o celular ao dirigir é proibido em todo o Brasil. Ponto”, explica Mariano.

O que muda com a regra de Goiânia?

Na prática, a regulamentação anunciada pela Prefeitura não altera a legislação vigente, mas busca tornar mais claros os limites do que é considerado infração. Entre os pontos destacados estão:

Permitido:

  • Uso de celular fixado em suporte, com o veículo em movimento, sem qualquer toque ou manuseio.
  • Navegação por GPS previamente configurado.
  • Utilização de viva-voz e comandos de voz.

Proibido:

  • Segurar o celular com a mão ou apoiá-lo no colo.
  • Digitar mensagens, acessar redes sociais, tirar fotos ou assistir vídeos.
  • Manusear o celular, mesmo fixado, com o carro ou moto em movimento.
  • Usar fones de ouvido em ambos os ouvidos enquanto pilota moto.

Para os profissionais que dependem do celular, como taxistas, motoristas de app e mototaxistas, o uso do suporte continua permitido. Porém, qualquer toque na tela com o veículo em deslocamento será considerado infração.

A nova norma também reforçará orientações do Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT), documento técnico que orienta os agentes sobre como enquadrar infrações com base no CTB.

Veja também Fiscalização e Legislação Ranking das infrações mais cometidas no Brasil em 2025 (até agora!) Fiscalização e Legislação Imprudência e distrações no trânsito: veja os principais riscos e como evitar acidentes Documentação CRLV 2025: como emitir o documento online Monitoramento por câmeras e fiscalização educativa

A regulamentação ocorre após a polêmica gerada pela instalação de câmeras 360° em diversos pontos de Goiânia, com o objetivo de identificar automaticamente o uso irregular de celulares ao volante. Em abril, o Detran-GO informou que qualquer movimentação com o aparelho seria considerada infração.

A nova abordagem da Prefeitura de Goiânia sobre o uso do celular pretende equilibrar tecnologia e educação. A Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito informou que a fiscalização será técnica, mas com foco educativo, especialmente junto aos profissionais que circulam diariamente pelas ruas da capital.

Para Celso Mariano, a educação precisa andar junto com a coerência legal. “A autoridade local deve agir com base no que diz a lei. Normas complementares são bem-vindas quando ajudam a esclarecer, mas não podem gerar confusão. O risco é transmitir a ideia de que o que vale em Goiânia pode ser diferente do restante do país, e isso fere a lógica do trânsito como sistema nacional”, afirma.

O recado é claro: mãos livres, olhos atentos

Mesmo com o suporte liberado, o uso de celular no trânsito exige cautela. A recomendação continua sendo: configure o GPS antes de sair, utilize recursos de voz e não toque no aparelho com o veículo em movimento. A distração por celular é uma das principais causas de acidentes no Brasil.

E como reforça o especialista Celso Mariano.

“A tecnologia pode ajudar, mas quem dirige é o condutor. E dirigir exige atenção total. Nenhuma mensagem vale o risco de uma tragédia.”

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Oficinas inéditas do Detran/AL mobilizam 2 mil estudantes na busca de soluções para o trânsito

qua, 25/06/2025 - 18:00
Entre cartolinas, colas, tintas e canetinhas coloridas, os estudantes debateram, interagiram e buscaram elucidar os desafios do trânsito em suas cidades. Foto: Tiago Ranieri/Ascom Detran

A busca por soluções para os problemas do trânsito norteou oficinas com estudantes e a comunidade escolar de dez municípios alagoanos, realizadas desde maio, ao longo da campanha Maio Amarelo 2025, e encerradas na semana passada.

Em uma iniciativa inédita, o Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran) mobilizou 2 mil estudantes, pais e profissionais da Educação para pensarem em formas de melhorar as dificuldades enfrentadas nas vias, por meio de oficinas no formato de mini hackathons.

As ações percorreram escolas em todas as regiões do estado, reunindo equipes formadas por estudantes do ensino infantil ao ensino médio, pais e educadores. As oficinas foram pensadas para estimular a criatividade e o trabalho em equipe, com o objetivo de desenvolver propostas práticas para a segurança viária, como campanhas educativas, ações comunitárias e soluções urbanas.

Entre cartolinas, colas, tintas e canetinhas coloridas, os estudantes debateram, interagiram e buscaram elucidar os desafios do trânsito em suas cidades.

As oficinas foram realizadas nas cidades de Maragogi, Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia, Japaratinga, Maceió, União dos Palmares, Penedo, Major Isidoro, Marechal Deodoro e Arapiraca.

“Essas oficinas foram elaboradas para promover um espaço de escuta ativa e construção coletiva de soluções. Mais do que aprender, os participantes são desafiados a pensar, agir e transformar o trânsito de suas comunidades, valorizando a vida acima de tudo”, destacou Sonály Bastos, superintendente de Educação para o Trânsito e Formação de Condutores do Detran Alagoas.

Apoiado por facilitadores — educadores, técnicos do Detran e profissionais da área —, o trabalho das equipes incluiu a identificação dos problemas, a viabilidade das propostas e a comunicação das ideias.

Cada grupo escolheu um coordenador e um relator para organizar as atividades. Entre as soluções apresentadas, surgiram campanhas de conscientização sobre o uso do capacete, projetos para travessias seguras próximas a escolas e alternativas para reduzir a velocidade em áreas residenciais.

A estudante Laysla Silva, do 7º ano da Escola Senhora Santana, em Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas, relatou a importância da experiência. “É muito bom a gente poder discutir sobre isso, porque tem gente que não se conscientiza sobre os problemas. Recentemente, vimos o caso de uma colega nossa, que não tem CNH, mas pegou a moto escondido e caiu. Isso é muito sério, porque são vidas que se perdem”.

Já Luiz Felipe de Araújo, do 3º ano do ensino médio, reforçou a importância da oficina para sua futura experiência como condutor. “Foi uma ótima experiência. A gente teve espaço para dar opinião, falar dos problemas e pensar soluções que é possível colocar em prática. Pudemos avaliar a nossa cidade por outra ótica”.

Para a articuladora de ensino de Delmiro Gouveia, Ana Wilma, as oficinas demonstraram como o Detran está ouvindo a sociedade.

“Vimos a juventude engajada, pensando soluções para a segurança viária, para que os sinistros de trânsito diminuam. Isso é transformar a realidade”.

Arena Detranzinho

Além das oficinas, ao longo do mês a Arena Detranzinho, um espaço educativo e interativo que ensina as regras de trânsito para crianças de forma lúdica, recebeu escolas de Maceió e interior.

Com um mini-circuito, bicicletas e uma mini-cidade, o ambiente permite que os pequenos aprendam sobre sinalização, respeito às normas e boas práticas no trânsito. Antes de participarem da Arena, as crianças assistem a uma palestra no auditório, o que potencializa o aprendizado de forma prática e divertida.

A Arena Detranzinho funciona o ano inteiro, e as escolas interessadas em agendar uma ação podem entrar em contato pelo e-mail educacao@detran.al.gov.br.

As informações são de Kamylla Lima / Ascom Detran

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Donos de veículos ganham mais tempo para regularizar o licenciamento de 2025

qua, 25/06/2025 - 13:30
O licenciamento é 100% digital. Foto: Divulgação Detran/RJ

O Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran/RJ) anunciou a prorrogação do calendário de licenciamento anual de veículos para 2025, oferecendo mais prazo para os motoristas fluminenses se regularizarem. A mudança foi oficializada nesta terça-feira (24), por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Estado.

Se você ainda não emitiu o documento do seu veículo, fique atento: os novos prazos variam conforme o final da placa, e o processo continua sendo totalmente digital.

Novas datas do licenciamento 2025 no RJ

Veja como ficou o novo cronograma para regularizar o licenciamento 2025:

  • Placas com finais 0, 1 e 2: prazo prorrogado até 31 de agosto de 2025.
  • Finais 3, 4 e 5: novo prazo vai até 30 de setembro de 2025.
  • Finais 6, 7, 8 e 9: documento pode ser emitido até 31 de outubro de 2025.

O documento de 2025 é o CRLV-e (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo eletrônico). Para obtê-lo, o proprietário precisa:

  • Estar com o IPVA quitado.
  • Estar em dia com eventuais multas vencidas.
  • Efetuar o pagamento da GRT (Guia de Regularização de Taxas), que é possível emitir no site do Bradesco.
Como acessar o CRLV-e

Após a compensação dos pagamentos, o documento digital fica disponível em diferentes plataformas:

  • Posto Digital Detran RJ (no site oficial do órgão).
  • Aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT).
  • Portal da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito).

Para acessar o documento em qualquer uma dessas plataformas, é necessário ter cadastro ativo no Gov.br, portal federal unificado de serviços públicos.

E quem ainda prefere o papel? Pode solicitar a impressão do CRLV-e em papel A4 diretamente em um dos postos de vistoria do Detran RJ.

Fique atento aos prazos!

Circular com o veículo sem o licenciamento atualizado é infração gravíssima, com previsão de multa, pontos na CNH e remoção do veículo. Aproveite a prorrogação e regularize sua situação com tranquilidade.

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Ministério dos Transportes faz alerta sobre exigência de toxicológico para categorias A e B

qua, 25/06/2025 - 08:15
O Ministério dos Transportes manifestou preocupação com possíveis impactos sociais negativos da ampliação da exigência do exame toxicológico para obtenção da CNH nas categorias A e B. Foto: mahod84 para Depositphotos

O Ministério dos Transportes manifestou preocupação com possíveis impactos sociais negativos da ampliação da exigência do exame toxicológico para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B. Em nota divulgada ao portal G1, a pasta afirmou que a medida, aprovada pela Câmara dos Deputados em 29 de maio, pode representar uma barreira econômica significativa, sobretudo para jovens e pessoas de baixa renda.

“A obrigatoriedade do exame toxicológico tende a encarecer ainda mais esse processo, criando uma barreira adicional ao acesso à CNH — principalmente entre jovens e pessoas de baixa renda”, declarou o ministério.

O Projeto de Lei 3965/21 estende a obrigatoriedade do exame toxicológico a todos os novos condutores do país, inclusive os que buscam habilitação para veículos de passeio e motocicletas. Atualmente, exige-se o exame para condutores das categorias C, D e E. A proposta está agora sob análise da Presidência da República, que pode sancioná-la integralmente ou vetar trechos com base nos impactos sociais e nas recomendações técnicas enviadas por diferentes órgãos do governo federal.

De acordo com o Ministério dos Transportes, o custo total para obtenção da CNH já é alto para a população de menor renda, especialmente para quem ganha até um salário mínimo. A inclusão do exame toxicológico, cujo valor pode ultrapassar R$ 100, pode tornar o processo ainda mais inacessível.

“A decisão sobre sanção ou veto ao projeto é de responsabilidade da Presidência da República, que fará uma avaliação abrangente dos impactos para os motoristas e para a Política Nacional de Trânsito”, concluiu a nota oficial.

Especialistas têm visões distintas sobre a medida

Enquanto o Ministério aponta os riscos de exclusão social e aumento de custos, especialistas em trânsito e segurança viária divergem quanto à eficácia e à necessidade da medida.

Para o professor Dr. David Duarte Lima, especialista em segurança viária ouvido em matéria recente do Portal do Trânsito, exigir o exame toxicológico de candidatos que ainda não têm autorização para dirigir é um equívoco conceitual. “O exame feito antes de o candidato se habilitar, apenas demonstra que, nos três meses anteriores, essa pessoa não utilizou drogas ilícitas — mas esse é justamente um período em que ela ainda não dirigia. Não há impacto real na segurança viária”, explica.

David também aponta o alto custo como fator preocupante.

“Com base no número de habilitações emitidas anualmente, falamos de mais de R$ 400 milhões por ano pagos pelos cidadãos para um exame que não traz retorno prático. É um gasto que beneficia laboratórios privados, sem aplicação direta em campanhas educativas ou na melhoria da formação de condutores.”

O especialista em trânsito Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, concorda que a proposta desvia o foco do verdadeiro problema: a baixa efetividade da fiscalização no Brasil. “Temos leis rigorosas, como a própria Lei Seca, mas que não são aplicadas de forma consistente. Isso enfraquece a legislação e transmite a falsa ideia de impunidade”, avalia.

Segundo ele, exigir mais exames pode ter apelo político, mas não resolve a raiz do problema. “O modelo atual do exame toxicológico já apresenta falhas. Ele é caro, não atinge todos os condutores e pode ser facilmente contornado por quem conhece as janelas de detecção”, alerta.

Outro lado

Por outro lado, há especialistas que defendem a ampliação da exigência como uma política pública necessária. É o caso do médico do tráfego Dr. Alysson Coimbra, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET). Ele vê o toxicológico como uma ferramenta de caráter preventivo e educativo, ainda mais relevante diante do crescimento do consumo de substâncias psicoativas.

“O toxicológico permite identificar padrões de uso crônico que são incompatíveis com a direção segura. Ele não é um exame de flagrante, como o etilômetro. É uma forma de mapear riscos antes mesmo de o cidadão ter acesso à direção, o que pode contribuir para reduzir tragédias futuras”, defende.

Dr. Alysson também relativiza a crítica ao custo da medida. Para ele, o ônus financeiro decorre da falta de investimentos históricos em prevenção. “O exame é uma consequência da ausência de políticas estruturantes no combate às drogas. Ele é imperfeito, mas é o que temos hoje para tentar corrigir uma realidade preocupante”, argumenta.

Prevenção exige integração de políticas

Apesar das visões distintas, todos os especialistas concordam que a segurança viária depende de ações coordenadas e integradas. O uso de ferramentas tecnológicas, como o drogômetro, ainda em fase de regulamentação, aparece como alternativa promissora. Isso, desde que acompanhado de campanhas educativas consistentes, formação de condutores mais qualificada e, principalmente, fiscalização efetiva.

A decisão sobre a sanção presidencial da proposta que amplia a exigência do exame toxicológico para todas as categorias permanece em aberto. Mas uma coisa é certa: a discussão vai além do texto legal. Ela envolve o equilíbrio entre direito à mobilidade, responsabilidade no trânsito e o papel do Estado na proteção da vida.

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PRF encerra Operação Corpus Christi e Festejos Juninos com menos sinistros de trânsito e feridos

ter, 24/06/2025 - 18:00
A PRF registrou redução no número de sinistros de trânsito, feridos e leve aumento de mortes nas rodovias federais. Foto: Divulgação PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou neste domingo (22) a Operação Corpus Christi e Festejos Juninos. Em cinco dias de fiscalização reforçada nas rodovias federais de todo o país, o objetivo da PRF foi evitar sinistros de trânsito, mortes e feridos, além do combate à direção de veículos sob efeito de álcool.

De quarta-feira (18) até domingo (22), a PRF registrou redução no número de sinistros de trânsito, feridos e leve aumento de mortes nas rodovias federais. A comparação é com a Operação Corpus Christi de 2024, que aconteceu entre os dias 29 de maio e 2 de junho de 2024.

As estatísticas preliminares mostram que nos cinco dias de operação houve o registro de 946 sinistros de trânsito, com 98 mortes e 1.062 feridos. Sinistros de trânsitoMortesFeridosOperação Corpus Christi e Festejos Juninos – 18/6 – 22/6 de 2025946981.062Operação Corpus Christi – 29/5 – 2/6 de 20241092961.270

Apesar do reforço na fiscalização e do tema da operação, houve o flagrante de muitos motoristas sob efeito de álcool ou que se recusaram ao teste do etilômetro, que detecta a presença de álcool no organismo.

Infrações relacionadas a alcoolemia (constatação) – Art. 165 – CTBInfrações relacionadas a alcoolemia (recusa) – Art. 165-A – CTBOperação Corpus Christi e Festejos Juninos – 18/6 – 22/6139839

Nos cinco dias de operação, 21.442 foram flagrados acima do limite de velocidade e 619 condutores foram autuados por ultrapassagem em local proibido. A PRF não descuidou do enfrentamento à criminalidade. Numa única ação, a PRF fez a maior apreensão de cocaína do ano, uma das maiores da história da corporação, e a maior da história da PRF na Paraíba. Durante fiscalização no município de Alhandra (PB), a PRF apreendeu 1, 3 toneladas da droga escondida num caminhão. Ao longo dos cinco dias de operação, houve a apreensão de 1.669 kg de cocaína, 18 armas de fogo, 7,4 toneladas de maconha e a detenção de um total de 576 pessoas pela PRF.

17 anos da Lei Seca

Além de reforçar a fiscalização nas rodovias federais, a PRF aproveitou a operação para conscientizar os motoristas sobre a importância de não dirigir sob efeito de álcool. Na sexta-feira (19), a Lei Seca completou 17 anos. Desde que entrou em vigor, a Lei 11.705/2008 estabelece tolerância zero para a presença de álcool no organismo dos condutores, com penas administrativas e até prisão.

Os motoristas flagrados embriagados ou que se recusam a fazer o teste de alcoolemia são autuados. A infração é de natureza gravíssima, com penalidade de multa no valor de R$2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

As estatísticas da Operação Corpus Christi e Festejos Juninos são preliminares, devido ao prazo para consolidação das informações nos sistemas da PRF (Estatísticas atualizadas em 23/6/2025 – 07:06 – 07:01 – 03:04).

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Estados falham no envio de dados de sinistros à Senatran e comprometem políticas de segurança no trânsito

ter, 24/06/2025 - 13:30
Atualização de dados sobre sinistros de trânsito contribui para o aperfeiçoamento de políticas públicas de segurança viária em todo o país – Foto: Marcio Ferreira/MT

Para enfrentar o alto número de mortes e sinistros no trânsito brasileiro, não basta apenas intensificar a fiscalização ou investir em infraestrutura. O primeiro passo é ter acesso a dados atualizados, confiáveis e sistematicamente organizados. E é justamente nesse ponto que boa parte dos estados ainda está falhando. Segundo o mais recente ranking divulgado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), 10 unidades da Federação estão em atraso no envio das informações ao Registro Nacional de Estatísticas e Sinistros de Trânsito (Renaest) — ferramenta essencial para orientar as políticas públicas de segurança viária no país.

A atualização dos dados é responsabilidade de cada Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e outros órgãos executivos de trânsito dos estados e do Distrito Federal. Essas informações são fundamentais para mapear as ocorrências, identificar padrões e planejar ações específicas, baseadas em evidências.

De acordo com o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, a eficiência das políticas públicas está diretamente ligada à qualidade dos dados disponíveis.

“Com dados consistentes e atualizados, decisões importantes passam a se basear em informações reais e atuais. Isso aumenta a efetividade das ações e auxilia na execução das políticas públicas, com impactos diretos na redução de sinistros e de óbitos no trânsito”, destacou.

Paraíba e Mato Grosso do Sul: exemplos de compromisso com a segurança viária

Entre os 17 estados que vêm mantendo o Renaest atualizado nos últimos três meses, destacam-se Paraíba e Mato Grosso do Sul. Ambos aparecem no topo do ranking de pontualidade divulgado pela Senatran. A presença constante desses estados na lista dos que mais se comprometem com o envio de dados demonstra que é possível manter uma cultura de gestão que se oriente por informação, mesmo com as limitações orçamentárias e estruturais que muitos órgãos enfrentam.

Conforme especialistas, essa regularidade no envio permite que as autoridades locais avaliem com mais agilidade os efeitos de medidas como campanhas educativas, alterações na malha viária, fiscalização eletrônica ou mudanças legislativas.

Rio Grande do Norte: três anos sem atualizar dados

Na outra ponta do ranking de dados da Senatran, o Rio Grande do Norte chama a atenção de forma negativa: o estado está há 36 meses — ou três anos — sem enviar dados ao sistema nacional. A omissão compromete não apenas o planejamento local, mas também enfraquece o panorama nacional das estatísticas de trânsito.

Além do Rio Grande do Norte, outros nove estados também constam como inadimplentes no envio dos dados ao Renaest. A Senatran ainda não divulgou a lista exata dos entes em atraso em detalhes. No entanto, a autarquia informa que o objetivo da divulgação periódica do ranking é justamente estimular a regularização por parte dos órgãos estaduais.

Renaest: a base de dados que conecta o Brasil

Lançado como parte da estratégia nacional de segurança no trânsito, o Renaest é integrado a outras bases fundamentais do sistema nacional, como o Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), o Renach (Registro Nacional de Condutores Habilitados) e o Renainf (Registro Nacional de Infrações). Essa interconexão permite cruzamentos de dados mais precisos e análises mais aprofundadas sobre o comportamento do trânsito brasileiro.

Desde 2024, o sistema passou a contar com uma versão digital em fase de testes, com o objetivo de facilitar o processo de envio e padronização das informações pelos estados.

Falta de dados enviados à Senatran compromete toda a política pública

A ausência de informações atualizadas no Renaest não afeta apenas estatísticas. Sem dados reais sobre a ocorrência de sinistros, as campanhas de conscientização ficam desorientadas. Além disso, a aplicação de recursos perde efetividade e o planejamento de intervenções viárias se baseia em estimativas — e não em fatos. Isso também compromete metas estabelecidas em pactos como o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans). Ele depende de indicadores confiáveis para medir avanços.

A Senatran reitera que continuará publicando trimestralmente o ranking de envio de dados. O objetivo é incentivar a regularização e promover maior transparência no setor. Para os especialistas em mobilidade e segurança viária, essa cobrança é essencial para que o Brasil avance na construção de um trânsito mais seguro, baseado em decisões técnicas e não em achismos.

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