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Atualizado: 10 minutos 10 segundos atrás

Por que a nova formação de condutores ainda gera dúvidas e resistência

qua, 14/01/2026 - 08:15
A falta de uniformidade nacional também contribui para a sensação de insegurança. Foto: Assessoria de Comunicação Detran-MS

A publicação da Resolução Contran nº 1.020/25 marcou uma das mudanças mais profundas dos últimos anos no processo de formação de condutores no Brasil. A norma alterou etapas, flexibilizou modelos e abriu caminho para novos formatos de aprendizagem. No entanto, mesmo após sua entrada em vigor, a resolução segue gerando dúvidas, resistências e insegurança, tanto entre candidatos à CNH quanto entre profissionais do setor e órgãos de trânsito.

Parte desse cenário decorre da velocidade com que a norma foi publicada e da ausência de um período de transição nacional formal. Embora o Contran tenha competência legal para normatizar o processo de habilitação, a forma como as mudanças chegaram ao sistema expôs fragilidades na comunicação e na coordenação com os Detrans.

Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, avalia que o problema não está apenas no conteúdo da resolução, mas na forma como ela foi apresentada à sociedade.

“Quando uma mudança dessa magnitude é anunciada sem diálogo amplo e sem explicação clara, o resultado é confusão. A dúvida não é resistência ao novo, é falta de previsibilidade”, afirma.

Flexibilização

A Resolução 1020 alterou pontos sensíveis da formação, como a organização do processo de aprendizagem, a flexibilização de formatos e a redefinição de responsabilidades. Para quem está começando a tirar a CNH, muitas perguntas surgem: o que mudou na prática? O que continua igual? Quem define como o curso será aplicado no Estado?

Nos bastidores, os próprios Detrans passaram a pedir tempo para adaptação. Sistemas precisam ser ajustados, fluxos redesenhados e orientações internas padronizadas. Em vários Estados, comunicados oficiais indicam que a implementação será gradual, justamente para evitar rupturas no atendimento ao cidadão.

Outro ponto de tensão está na percepção de que a norma transferiu mais responsabilidades ao candidato, exigindo maior autonomia e compreensão do processo. Para especialistas, há o risco de reduzir a qualidade da formação se não houver acompanhamento adequado.

Celso Mariano chama atenção para esse equilíbrio delicado.

“Flexibilizar não pode ser sinônimo de precarizar. Formação de condutores não é só cumprir carga horária, é construir comportamento seguro”, destaca.

A falta de uniformidade nacional também contribui para a sensação de insegurança.

Como os Detrans têm papel central na operacionalização da norma, o que vale em um Estado pode não valer imediatamente em outro. Para o cidadão, isso gera a impressão de que as regras mudam conforme o CEP.

Além disso, a Resolução 1020 chegou em um contexto de outras mudanças recentes no trânsito, o que aumenta a dificuldade de compreensão. Para muitos motoristas e candidatos, normas se sobrepõem antes que as anteriores tenham sido plenamente assimiladas.

O debate em torno da resolução revela um desafio recorrente do trânsito brasileiro: mudar regras é mais rápido do que explicar mudanças. Sem comunicação clara, educação continuada assim como orientação prática, normas tecnicamente válidas podem perder efetividade.

A Resolução 1020 ainda está em fase de consolidação. Ou seja, seus efeitos reais dependerão menos do texto publicado e mais da forma como será aplicada, fiscalizada e explicada ao cidadão. Enquanto isso, dúvidas e resistências seguem fazendo parte do processo de transição.

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Chuva e estrada: pneus em dia ajudam a reduzir riscos em pistas molhadas

qua, 14/01/2026 - 06:08
Manter os pneus em boas condições é essencial para reduzir riscos ao dirigir na chuva. Foto: Divulgação Bridgestone

O verão é tradicionalmente marcado pelo aumento do fluxo nas rodovias brasileiras, impulsionado pelas férias escolares e pelas viagens de início de ano. Ao mesmo tempo, o período concentra chuvas mais frequentes e intensas, que alteram as condições do asfalto e exigem atenção redobrada dos motoristas. Nesse cenário, os pneus assumem papel decisivo para a segurança, já que são o único ponto de contato do veículo com a pista. 

Para a Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, manter os pneus em boas condições é essencial para reduzir riscos ao dirigir na chuva, especialmente em viagens mais longas e com o veículo carregado. 

“Em pistas molhadas, o desempenho do pneu faz toda a diferença. São os sulcos que ajudam a escoar a água e manter o contato com o solo. Quando o pneu está desgastado ou com pressão inadequada, a segurança fica comprometida”, afirma Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone. 

Profundidade dos sulcos é decisiva no molhado

A banda de rodagem é responsável por drenar a água e ajudar o pneu a manter aderência em pisos molhados. Com o desgaste, essa capacidade é reduzida, aumentando o risco de perda de controle do veículo. “O limite legal de desgaste dos pneus é de 1,6 mm, indicado pelas marcações conhecidas como TWI. No entanto, quando os sulcos se aproximam de 3 mm, o desempenho do pneu em pista molhada já começa a cair. Por isso, a troca deve ser avaliada antes de atingir o limite legal”, orienta Ayala. 

Essas marcações podem ser facilmente identificadas no próprio pneu, por meio de ressaltos localizados nos sulcos, que servem como referência visual para o motorista. 

Calibragem correta influencia a estabilidade na chuva

Outro ponto fundamental é a calibragem correta dos pneus, que deve ser feita sempre com os pneus frios e de acordo com as recomendações do fabricante do veículo. “Rodar com pressão inadequada reduz a área de contato do pneu com o solo e altera o comportamento do carro, especialmente em situações de frenagem e curvas. Na chuva, isso se torna ainda mais crítico”, explica o gerente da Bridgestone. 

Checklist rápido para dirigir na chuva com mais segurança

Para enfrentar as estradas durante o verão chuvoso, a Bridgestone recomenda:

  • Verificar a calibragem dos pneus, sempre com o veículo frio, incluindo o estepe.
  • Avaliar a profundidade dos sulcos e observar as marcações de desgaste (TWI).
  • Manter alinhamento e balanceamento em dia, conforme orientação técnica.

Para mais informações e orientação técnica especializada, localize uma das mais de 800 unidades da Bridgestone no Brasil aqui.

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Viajar de app no domingo custa até 24% mais caro, aponta estudo sobre mobilidade urbana

qua, 14/01/2026 - 06:07
Os números ajudam a explicar a percepção recorrente dos usuários de que “andar de app” custa mais caro fora do horário comercial. Foto: AY_PHOTO para Depositphotos

O valor de uma corrida por aplicativo não depende apenas da distância percorrida ou da demanda momentânea. O dia da semana e o horário da viagem também exercem influência direta sobre o preço final — e os dados confirmam a percepção de muitos usuários. Levantamento do Data Gaudium, núcleo de inteligência da Gaudium, mostra que viajar de app aos domingos e durante a madrugada pode custar significativamente mais caro.

A análise foi realizada a partir de dados da plataforma Machine, sistema utilizado por aplicativos regionais de mobilidade e delivery em diversas cidades brasileiras. Embora esses apps concorram com grandes plataformas nacionais, o estudo indica que o comportamento dos preços segue a mesma lógica estrutural do setor: variações de oferta, demanda e disponibilidade de motoristas impactam diretamente o valor das corridas.

Domingos

De acordo com o levantamento, o ticket médio das viagens realizadas aos domingos chega a R$ 19,59. Nos demais dias da semana, o valor médio cai para R$ 15,82. A diferença representa um aumento de 24% no custo das corridas dominicais. O fenômeno está associado, principalmente, à redução na oferta de motoristas e ao perfil das viagens, que costumam envolver lazer, visitas familiares e deslocamentos fora da rotina de trabalho.

O impacto é ainda mais evidente durante a madrugada. Nesse período, o ticket médio sobe para R$ 24,12, enquanto no restante do dia a média é de R$ 15,88 — uma alta de 52%. Segundo o estudo, fatores como menor circulação de veículos, custos adicionais para os motoristas e maior percepção de risco contribuem para pressionar os preços nesse intervalo.

Para reduzir distorções causadas por corridas mais longas, o Data Gaudium também avaliou o valor médio cobrado por quilômetro rodado. Aos domingos, o preço médio do quilômetro é de R$ 3,47, frente a R$ 3,29 nos demais dias da semana — um aumento mais moderado, de 5,5%. O dado sugere que parte da elevação do ticket médio está relacionada ao perfil das viagens realizadas, e não exclusivamente à tarifa aplicada.

Já na madrugada, o encarecimento por quilômetro se mostra mais expressivo.

O valor médio chega a R$ 3,74, contra R$ 3,31 no restante do dia, uma alta de 13%.

“O resultado indica que, além de percursos possivelmente mais longos, há um componente tarifário claro associado ao horário, reforçando a lógica de preços dinâmicos adotada pelas plataformas”, afirma Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Gaudium.

Os números ajudam a explicar por que muitos usuários percebem que “andar de app” custa mais caro fora do horário comercial ou em dias atípicos. Ao mesmo tempo, o estudo evidencia um desafio permanente da mobilidade urbana mediada por aplicativos: equilibrar a remuneração dos motoristas, garantir a disponibilidade do serviço e manter preços aceitáveis para o consumidor — mesmo em períodos de menor oferta.

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Check-up de início de ano: os 10 reparos que todo carro precisa

qua, 14/01/2026 - 06:06
Os custos com o veículo figuram entre as duas maiores despesas anuais no orçamento das famílias brasileiras, ficando atrás apenas da alimentação. Foto: Divulgação

Com a chegada de um novo ano, muitos motoristas aproveitam para revisar seus veículos antes de encarar a rotina do dia a dia ou viagens programadas. O check-up completo do carro não é apenas uma recomendação técnica, mas uma prática essencial para prolongar a vida útil do veículo, garantir segurança e evitar custos elevados com reparos emergenciais. 

Conforme a pesquisa “A Relação do Brasileiro com o Automóvel”, realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, os custos com o veículo figuram entre as duas maiores despesas anuais no orçamento das famílias brasileiras, ficando atrás apenas da alimentação. A mesma pesquisa mostrou que 92% dos proprietários já enfrentaram gastos inesperados relacionados ao uso do automóvel, incluindo revisão de quilometragem, consertos mecânicos e troca ou conserto de pneus — reforçando a importância de um check-up regular. “Um check-up completo no início do ano é como um exame de saúde: você identifica pequenas anomalias antes que se tornem grandes problemas e pode planejar os custos de manutenção ao longo dos próximos meses”, afirma Alan Ladeia, CEO da Carflix e especialista no setor automotivo.

“Esse cuidado não apenas aumenta a durabilidade do veículo, como preserva a segurança do motorista e otimiza os custos de operação diários.”

O check-up veicular deve abranger desde itens básicos até sistemas que garantem segurança e conforto.

Alan Ladeia, especialista no segmento, traz um checklist detalhado dos 10 principais itens que não podem faltar neste início de ano.

1- Sistema de freios

Inclui a verificação das pastilhas, discos e do fluido de freio, que perdem eficiência com o uso e o tempo. Desgaste excessivo ou vazamentos podem comprometer a capacidade de frenagem e a segurança do veículo.

2- Pneus e rodas

Avaliar calibragem, desgaste da banda de rodagem e possíveis deformações. Alinhamento e balanceamento evitam consumo irregular dos pneus e melhoram a estabilidade do carro.

3- Óleo do motor e filtros

A troca do óleo e dos filtros garante a lubrificação adequada do motor, reduz o desgaste das peças internas e contribui para melhor desempenho e economia de combustível.

4- Bateria e sistema elétrico

Checagem da carga da bateria, cabos e terminais evita falhas elétricas e panes inesperadas, comuns em veículos que ficam muito tempo parados.

5- Suspensão e direção 

Inspeção de amortecedores, buchas e componentes da direção garante conforto ao dirigir, estabilidade em curvas e menor desgaste de pneus.

6- Iluminação e sinalização

Faróis, lanternas, setas e luzes de freio devem estar funcionando corretamente para garantir visibilidade e segurança, especialmente à noite ou em dias de chuva.

7- Sistema de arrefecimento

Verificar nível e qualidade do fluido do radiador ajuda a evitar o superaquecimento do motor e falhas graves que podem gerar altos custos de reparo.

8- Transmissão e embreagem

Avaliar o funcionamento da embreagem e os níveis de fluido da transmissão evita trancos, perda de desempenho e danos ao câmbio.

9- Sistema de escapamento

Checar vazamentos, ruídos excessivos e fixações garante menor emissão de poluentes, melhor desempenho do motor e conformidade com a legislação.

10- Itens de segurança

Conferir cintos de segurança, travas e indicadores do painel ajuda a manter os sistemas de proteção funcionando corretamente em caso de emergência.

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Como as concessionárias podem sair na frente em 2026? Especialista aponta caminhos

qua, 14/01/2026 - 06:02
Estratégias orientadas por dados, fortalecimento do relacionamento de longo prazo e modernização da operação passam a ganhar protagonismo. Foto: Franz Bachinger por Pixabay

O ano de 2026 deve marcar uma inflexão decisiva para o varejo automotivo brasileiro. Após um período de oscilação na produção, mudanças rápidas no comportamento do consumidor e avanço acelerado da tecnologia, o setor entra em uma fase em que eficiência operacional, personalização e novos modelos de negócio serão determinantes para sustentar a competitividade.

Com a expectativa de desaceleração nas vendas de veículos novos – com recuo estimado de 6% nos emplacamentos de automóveis e comerciais leves em 2026, para um volume próximo de 2,4 milhões de unidades, segundo a K.LUME Consultoria -, as concessionárias brasileiras terão de abandonar práticas tradicionais para enfrentar um cenário mais desafiador e com crédito restrito. Nesse contexto, estratégias orientadas por dados, fortalecimento do relacionamento de longo prazo e modernização da operação passam a ganhar protagonismo.

Segundo Caio Nascimbeni, CEO da Syonet, empresa de software de CRM e marketing digital para o setor automotivo, 2026 exigirá atenção especial em seis frentes estratégicas. 

1. Experiência do cliente como diferencial absoluto

A experiência do cliente será o principal fator de distinção entre concessionárias. O consumidor chega mais preparado, informado e exigente, e espera muito mais do que uma transação comercial: ele busca orientação, segurança e transparência. Para atender a esse novo padrão, as equipes precisam adotar uma postura consultiva, compreendendo necessidades específicas e construindo um relacionamento baseado em confiança. 

A jornada deve ser integrada de ponta a ponta, conectando canais digitais, como WhatsApp, site e redes sociais, ao atendimento no showroom, sem rupturas. Velocidade também se torna crítica: respostas rápidas e acompanhamento ativo são determinantes para conversão e fidelização. Concessionárias capazes de entregar uma jornada fluida, personalizada e coerente tendem a ocupar posições de destaque em seus mercados.

2. Digitalização deixa de ser diferencial e se torna obrigação

A transformação digital entra em uma nova etapa. Já não basta estar presente online: é preciso operar de forma madura e integrada. Para 2026, o uso de CRM avançado, automação, inteligência artificial e plataformas unificadas será mandatário para garantir eficiência e assertividade nas decisões.

A digitalização permite acompanhar toda a jornada do cliente em tempo real, prever demanda, ajustar o estoque, personalizar ofertas e otimizar processos internos. Embora não substitua o atendimento humano, a tecnologia amplifica sua eficácia, garantindo operações mais enxutas, previsíveis e centradas no cliente. Em um ambiente mais competitivo, quem não alcançar esse nível de maturidade tecnológica tende a perder espaço rapidamente.

3. Pós-venda ganha protagonismo na rentabilização da operação

Com o aumento da frota circulante e a permanência prolongada dos veículos nas mãos dos consumidores, o pós-venda assume papel central na saúde financeira das concessionárias. Ele deixa de ser acessório e passa a representar uma fonte estratégica de receita recorrente. Nesse contexto, fidelização e experiência do cliente deixam de ser conceitos intangíveis e passam a operar como pilares de um ciclo contínuo de recorrência. Um cliente bem atendido retorna para manutenção, recompra e indica, reduzindo de forma significativa o custo de aquisição de novos compradores de veículos zero-quilômetro.

Modelos como manutenção por assinatura, serviços móveis, diagnósticos remotos e uso de telemetria ajudam a antecipar necessidades e ampliar a satisfação do cliente. Ao mesmo tempo, campanhas de revisão segmentadas e baseadas em dados fortalecem a recorrência. O resultado é uma operação mais estável, com fluxo de caixa previsível e fidelização fortalecida, características fundamentais em um momento de margens apertadas na venda de veículos novos.

4. Eletrificação e hibridez avançam e exigem preparo imediato

A eletrificação avança no Brasil em ritmo gradual, mas irreversível. Em 2026 tende a consolidar essa curva. Mesmo com desafios de infraestrutura, consumidores demonstram maior interesse por modelos híbridos e elétricos, o que exige das concessionárias preparo técnico, comercial e estrutural.

Treinamento especializado, atualização de ferramental, protocolos específicos de manutenção e conteúdos educativos tornam-se indispensáveis. Muitas dúvidas do consumidor ainda giram em torno de autonomia, custo de manutenção e durabilidade da bateria, e quem souber comunicar claramente esses pontos terá vantagem. A eletrificação não representa apenas um novo tipo de produto, mas uma oportunidade de atrair um público mais conectado à inovação e disposto a investir em tecnologias sustentáveis.

5. Estoque inteligente e decisões orientadas a dados para manter margens

Em um ambiente de margens pressionadas, a gestão de estoque deixa de ser apenas operacional e passa a ser estratégica. Mesmo com volumes muitas vezes definidos pelas montadoras e variáveis como bônus, metas e poder de negociação de cada grupo, decisões baseadas em análises preditivas, histórico de vendas, comportamento regional e sazonalidade permitem buscar o melhor equilíbrio possível entre giro, mix de produtos e precificação, elevando a eficiência financeira da operação.

Concessionárias que utilizam dados de forma estruturada conseguem fortalecer negociações com montadoras, ajustar rapidamente o mix de produtos e mitigar riscos associados à volatilidade de preços e incentivos. A gestão inteligente do estoque torna-se, portanto, um dos pilares de rentabilidade para 2026. 

6. Profissionalização do marketing e fortalecimento da influência local

O marketing no setor automotivo vive uma transformação profunda. Em 2026, campanhas genéricas não terão mais espaço. A comunicação passa a ser orientada por dados, com foco em conversão, relevância e credibilidade local. 

Influenciadores hiperlocais ganham importância ao conectar marcas a comunidades específicas com autenticidade. Conteúdos educativos e demonstrações técnicas fortalecem a confiança do consumidor, enquanto o WhatsApp se consolida como canal comercial prioritário, exigindo gestão profissional e integração direta com o CRM. A combinação entre presença digital consistente, influência local e estratégia de performance faz do marketing um dos principais motores de geração de demanda qualificada para concessionárias.

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Do vale-transporte à biometria facial: o que mudou no transporte público em quase três décadas?

qua, 14/01/2026 - 05:59
As tecnologias acompanharam as necessidades da população. Foto: Divulgação

Na década de 1990, o vale-transporte ainda era feito de papel e tamanha era sua circulação que começou a ser usado como segunda moeda para compras em padarias, supermercados e em outras transações financeiras, gerando uma grande evasão tarifária. Até que, em 1997, um projeto de bilhetagem trouxe para o Brasil uma tecnologia francesa de cartões inteligentes, que substituíram os bilhetes de papel e inauguraram uma nova era na mobilidade urbana do país. A criadora desse projeto pioneiro foi a Empresa 1. 

Ao completar 28 anos, a Empresa 1 consolida seu papel como centro de inovação em mobilidade urbana, pelo pioneirismo na implementação da bilhetagem digital e da biometria facial para a validação de identidade — tecnologias que hoje são indispensáveis para o transporte público coletivo no país — e por outras criações tecnológicas que agilizam as operações, facilitam a circulação das pessoas pelas cidades e evitam fraudes no setor. 

“Estamos há quase 30 anos desenvolvendo soluções que garantem maior eficiência às operações e que, ao mesmo tempo, dão mais transparência aos processos e segurança para o usuário do transporte coletivo”, comenta Marcos Maciel, CEO da Empresa 1, hoje presente em mais de 150 cidades

Pesquisa

Uma pesquisa da McKinsey Technology Council identificou as dez principais tendências tecnológicas que estão transformando a mobilidade urbana, são elas: conectividade avançada; IA aplicada; computação na nuvem e de bordo; IA generativa; tecnologia de realidade imersiva; industrialização do machine learning; desenvolvimento de software de última geração; tecnologia quântica; arquitetura de confiança e ferramentas de identidade digital; e Web3. Os países que lideram esses avanços são Estados Unidos (34%), China (17%), Alemanha (7%), Reino Unido (5%) e Israel (5%). O Brasil, entre os 32% restantes, tem na Empresa 1 uma das maiores investidoras em inovação no setor. 

O estudo da McKinsey conclui que “as empresas que estiverem a par das tendências mais importantes agora poderão obter uma vantagem à medida que o mercado evolui”. Integrante do grupo canadense Volaris e do Coletivo Modaxo, a Empresa 1 acompanha as tendências globais sem esquecer as necessidades das cidades, desenvolvendo tecnologias para que os sistemas de transporte sejam mais modernos e sustentáveis, além de proporcionar maior governança para empresas e governos. 

Fortaleza, por exemplo, cidade que é referência em mobilidade no Brasil, conta com a Empresa 1 como parceira desde 2015, quando implementou validadores de passagens online. De lá para cá, as tecnologias acompanharam as necessidades da população, incluindo o uso da biometria facial, introduzida para combater fraudes; a plataforma Sigom Cloud, para gestão eficaz da operação; e a ampliação da rede de venda de crédito e recarga, atendendo às diversas situações econômicas dos cidadãos. 

Esse perfil único da Empresa 1 de customizar as tecnologias para resolver os problemas de municípios e população, também faz com que seja referência em outros países da América Latina. 

Inovação dentro e fora do Brasil 

Um dos projetos emblemáticos da Empresa 1 no exterior foi a transformação do sistema de transporte urbano na Cidade da Guatemala, em 2010. O sistema da capital guatemalense, com mais de 4 milhões de habitantes e 2,5 milhões de viagens diárias, era caracterizado por um cenário de informalidade, desorganização e insegurança. A frota, composta por 3.200 veículos, operava sob condições precárias: ônibus antigos, falta de regras e problemas de trânsito eram apenas alguns dos obstáculos. 

Ao assumir a administração do transporte público da cidade, a Empresa 1 mudou todo o sistema com renovação total da frota; construção de garagens apropriadas; manutenção da frota; formalização e capacitação dos operadores; construção de 40 estações e 2 corredores exclusivos para o transporte público coletivo; bilhetagem eletrônica com pagamento da tarifa exclusivamente via cartão, não envolvendo mais dinheiro dentro dos veículos; implantação de 1.750 pontos de venda de cartões e crédito e 15 centros de atendimento ao cliente. 

Os resultados foram expressivos e amplamente reconhecidos. Durante 15 meses de análise, não houve o registro de nenhuma morte de motorista e a iniciativa despertou manifestações populares favoráveis, além de elevar significativamente a segurança e a qualidade de vida dos passageiros. Em 2011, o projeto para a Cidade da Guatemala recebeu um prêmio durante o 59º Congresso e Exposição Mundial de Mobilidade e Transporte Urbano da UITP, na categoria “Compromisso Político”. 

“Nosso projeto na Guatemala demonstrou que a tecnologia, quando aliada a uma gestão comprometida, pode transformar radicalmente o sistema de transporte. Ficamos muito felizes pelos resultados de segurança e a melhoria notável na experiência dos usuários”, declara o CEO. 

Praticidade, eficiência e segurança 

Recentemente, modernizações chegaram também a cidades brasileiras que antes não tinham acesso a essas inovações. Em 2024, a expansão da Empresa 1 avançou por diferentes regiões do estado de São Paulo, com destaque para Francisco Morato e Carapicuíba, municípios da Grande São Paulo, e modernizou o sistema de transporte em Itaquaquecetuba, no interior de São Paulo. Esses são alguns exemplos do crescimento da atuação da empresa, que segue ampliando o acesso à bilhetagem digital em todo o país.

Em Itaquaquecetuba, em parceria com a concessionária Expresso Planalto, empresa do Grupo CSC de Transportes, a Empresa 1 implementou três novas ferramentas: o SI.GO, plataforma de experiência do passageiro; o Chatbot para recarga de Bilhete Único; e o Sigom Vision, sistema de reconhecimento facial. Já em Francisco Morato e Carapicuíba a população pode recarregar seus cartões de transporte público por aplicativo, usando cartão de crédito ou PIX como modo de pagamento, e também realizar a compra de passagens via QR Code, dando mais praticidade ao processo de compra.

Os usuários não precisam mais enfrentar longas filas para recarregar seus cartões. 

Já o sistema de transporte de Itaquaquecetuba implementou o SI.GO. Essa é uma plataforma de experiência do usuário mais intuitiva para os passageiros. Ou seja, um chatbot voltado para a recarga do Bilhete Único, que se mostrou uma solução interativa que facilita esse processo; e o Sigom Vision, um sistema avançado de reconhecimento facial, que aumentou a segurança e agilizou o acesso ao transporte. 

Esses são apenas alguns casos de como a Empresa 1 melhora a experiência do usuário do transporte público coletivo há 28 anos. O segredo do sucesso? O CEO responde: Precisamos colocar o passageiro no centro das inovações que criamos, sem abrir mão de otimizar as operações das empresas de transporte. Só assim podemos contribuir para o desenvolvimento das nossas cidades”. Alinhando tendências globais com demandas locais, a companhia se mantém na vanguarda da mobilidade urbana.

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Ferramentas essenciais para investidores modernos em criptomoedas

qua, 14/01/2026 - 05:55
Foto: Pixabay.com

Desde gráficos sobrepostos a medidores de sentimento, os analistas técnicos do mercado das criptomoedas dependem cada vez mais da aplicação dos preços de criptomoedas em tempo real. Estas ferramentas permitem agora o posicionamento das moedas virtuais dentro do contexto de desenvolvimentos e eventos de mercado de grande capitalização.

Os gráficos de preços de criptomoedas como o eth to usd transformaram-se de simples indicadores em ferramentas analíticas para interpretar o sentimento dos traders e a resposta do mercado em diferentes continentes. A sua influência perpassa as avaliações institucionais, os julgamentos de investidores individuais e as análises de múltiplos ativos, demonstrando a maturidade da infraestrutura de ativos digitais. 

Cada vez mais analistas e traders profissionais utilizam o gráfico de preços do Bitcoin para avaliar a flutuação e acompanhar o momentum macroeconómico. Isto inclui comparações com medidas de mercado convencionais, tais como rendimentos de obrigações, sentimento inflacionário e movimentos de preços de matérias-primas. Os padrões observados no gráfico de preços do Bitcoin estão a ser cada vez mais utilizados na construção de cenários por parte dos analistas e das mesas de operações institucionais.

Os mecanismos gráficos como indicadores comportamentais

Os gráficos de preços em tempo real já não são ecrãs estáticos. Analistas em locais tão diversos como Singapura, Zurique e Seul estudam padrões em tempo real para identificar mudanças no sentimento dos investidores. Algumas reversões nos gráficos tendem a ocorrer em torno da data de anúncios de políticas ou convulsões globais, mesmo que estas datas não definam uma relação causal imediata. Configurações como ombro-cabeça-ombro ou compressão das Bandas de Bollinger tornam-se marcos de previsão comportamental, particularmente em condições de rápida mudança de sentimento.

Algumas plataformas de ponta até possuem análises on-chain e métricas de sentimento como sobreposições, oferecendo uma visão de mercado mais ampla para criptomoedas como a Bitcoin. Estas características adicionais nos gráficos permitem aos utilizadores explorar os fluxos de oferta, as movimentações de carteiras e as taxas de financiamento – tudo sobreposto à ação do preço. Tais características permitem aos utilizadores compreender as forças subjacentes que não são imediatamente evidentes com base nas linhas de preço.

Indicações comportamentais adicionais, incluindo divergências de cruzamentos do RSI ou MACD, são também utilizadas para previsões especulativas e para avaliar o sentimento geral dos investidores. Estas reações a eventos geopolíticos ou a pronunciamentos inesperados dos bancos centrais são tipicamente encapsuladas em desenvolvimentos repentinos de normas. Estes podem ser facilmente identificados visualmente em tempo real e fornecem um feedback imediato sobre eventos que influenciam o mercado.

Para além do Bitcoin: visualizações comparativas

Além do preço do próprio Bitcoin, os gráficos de ações simultâneas dos preços do ouro ou dos principais índices de ações ajudam a traçar ações entre ativos. Esta leitura correlacionada permite aos analistas de todo o mundo procurar potenciais correlações entre ativos, mesmo que tais comparações nunca indiquem causalidade real. O Bitcoin ainda aparece em mapas de calor mundiais ou matrizes de correlação ordenadas disponíveis em plataformas profissionais específicas.

Embora ainda não tenham sido universalmente adotadas, estas ferramentas de análise gráfica cruzada permitem aos investidores avaliar se o Bitcoin se está a comportar em relação a ativos de risco ou de aversão ao risco num determinado momento. Isto proporciona uma estrutura melhorada para distinguir como os activos virtuais se comportariam em perspectiva com os padrões macroeconómicos tradicionais. A representação gráfica simultânea desta informação permite desvendar interdependências complexas em horizontes temporais mais curtos.

As plataformas de produtos com gráficos de eixo duplo ou visualizações de correlação multiativos permitem aos utilizadores acompanhar se o Bitcoin está a seguir tendências semelhantes ou opostas às das commodities ou dos índices de referência. A inclusão de dados cambiais ou de rendimentos de obrigações do tesouro acrescenta uma camada extra, exigindo uma análise mais aprofundada da posição em constante evolução do Bitcoin dentro das carteiras globais. A análise gráfica comparativa nestes formatos tem aplicações estratégicas e de negociação diária, contribuindo para o planeamento a longo prazo e para a modelação de fundos.

Visualização e infraestrutura

A monitorização em tempo real do Bitcoin é possível graças às tecnologias API e WebSocket, que fornecem feeds de preços contínuos para interfaces de utilizador. Estas ferramentas são utilizadas por aplicações móveis e terminais de comércio para manter as visualizações alinhadas com os fusos horários e sem latência. Isto permite a análise ininterrupta da atividade do Bitcoin por participantes de todo o mundo e a reação à microvolatilidade com base em sinais do mundo real ou eventos algorítmicos.

Alguns feeds apresentam ainda sobreposições de volume e zonas de liquidez, que indicam momentos de concentração, profundidade ou baixa participação. Estas camadas adicionais ajudam a contextualizar a movimentação de preços e a reduzir a tomada de decisões baseada apenas no momentum. Esta inovação tecnológica ampliou a importância dos instrumentos visuais em estratégias mais abrangentes, não só para a análise de mercado, mas também para a negociação.

Por exemplo, os ambientes focados na latência que utilizam plataformas automatizadas priorizam a integridade dos feeds. Mesmo pequenos atrasos podem afetar a execução dos algoritmos. Por este motivo, os agentes institucionais preferem, geralmente, plataformas de latência ultrabaixa. A escalabilidade destas tecnologias traz benefícios significativos para todo o ecossistema, permitindo que as plataformas de retalho também desfrutem de velocidades mais rápidas e atualizações visuais mais precisas como padrão.

A incorporação de funcionalidades inovadoras de alertas diretamente nas interfaces de utilizador dos gráficos em tempo real permite também que os utilizadores de todo o mundo sejam notificados sobre mudanças de tendência ou ruturas importantes sem terem de olhar para os ecrãs. Isto alarga o acesso de forma significativa, principalmente em diferentes fusos horários, onde as sessões ativas variam consideravelmente.

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São Paulo lidera ranking de rodovias, mas gargalos ainda geram um aumento do custo operacional do transporte de 14,6%

ter, 13/01/2026 - 18:00
O estudo tem como objetivo realizar o levantamento da infraestrutura rodoviária do país e analisar a condição de suas principais características, como o pavimento, sinalização, geometria da via e a avaliação dos pontos críticos. Foto: Divulgação

A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgou em dezembro de 2025 a 28º edição da Pesquisa CNT de Rodovias. Desta vez, foram percorridos 114.197 quilômetros em todas as Unidades da Federação. O estudo tem como objetivo realizar o levantamento da infraestrutura rodoviária do país e analisar a condição de suas principais características, como o pavimento, sinalização, geometria da via e a avaliação dos pontos críticos.

No Estado de São Paulo, foram analisados 10.970 quilômetros, o que representa 9,6% do total pesquisado no Brasil. De acordo com os parâmetros da pesquisa, o Estado Geral das rodovias do estado foram avaliadas com 49,4% Ótimo, 27,7% Bom, 22,1% Regular, 0,7% Ruim e 0,1% Péssimo.

Na visão de Carlos Panzan, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), o resultado da pesquisa foi muito satisfatório e mostra que o trabalho realizado pelas autoridades estaduais demonstram a seriedade que o transporte e a infraestrutura rodoviária têm sido levados.

“Temos sete das dez melhores rodovias do Brasil, um resultado que demonstra a seriedade com que o transporte e a infraestrutura rodoviária vêm sendo tratados. Para nós, isso é motivo de orgulho, especialmente por se tratar de um estado que é um dos principais motores da economia brasileira. Ainda assim, é fundamental manter os investimentos e o planejamento contínuo para avançarmos ainda mais na qualidade e na segurança das nossas vias”.

Custo operacional

Apesar dos números positivos, a pesquisa afirma que as condições do pavimento no estado geram um aumento de custo operacional do transporte de 14,6%. Isso se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos. De acordo com a pesquisa da CNT, um investimento de R$5,74 bilhões seria necessário para recuperar as rodovias em São Paulo com ações emergenciais (reconstrução e restauração).

O estudo também revela que em 2025, estima-se que houve um consumo excessivo de 62,4 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento de trechos da malha rodoviária no estado. Esse desperdício gerou um prejuízo de R$359,19 milhões aos transportadores e uma emissão de 165,14 mil toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera. “Esses números evidenciam como a má qualidade do pavimento impacta diretamente os custos operacionais do transporte rodoviário. O consumo excessivo de diesel não representa apenas um prejuízo financeiro significativo para as empresas, mas também um retrocesso do ponto de vista ambiental, com aumento expressivo na emissão de gases de efeito estufa”, avalia Panzan.

Apesar dos desafios, a FETCESP enxerga um cenário positivo, já que o estado de São Paulo contabilizou apenas 24 pontos críticos dos 2.146 registrados em todo o Brasil.

“Este resultado é fruto de um trabalho que demanda investimento que vem sendo realizado pelas iniciativas público-privadas, por meio das concessões. No final de 2025, tivemos a inauguração do trecho norte do Rodoanel, ligando as rodovias Dutra e Fernão Dias, que será de grande importância tanto para o transporte de cargas quanto para o de passageiros e estamos caminhando para melhorar cada vez mais a infraestrutura das estradas paulistas”, afirma Panzan.

O Estado de São Paulo, em conjunto com ações de empresas privadas, vem realizando uma série de concessões das rodovias que vem refletindo na boa qualidade das estradas. A pesquisa mostra que sete das melhores rodovias do Brasil estão em São Paulo seis delas estão sob concessão de empresas privadas, são elas:

  • São Paulo: SP-270 (Raposo Tavares) / BR-267 / BR-374 – Trecho de Presidente Epitácio a Ourinhos;
  • São Paulo: SP-348 (Rodovia dos Bandeirantes) – Cordeirópolis;
  • São Paulo: SP-225 (Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros/Engenheiro Paulo Nilo Romano) / BR-369 – Trecho de Itirapina a Santa Cruz do Rio Pardo;
  • São Paulo: SP-320 (Rodovia Euclides da Cunha) – Trecho de Rubinéia a Mirassol (pública);
  • São Paulo: SP-070 (Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto) – Trecho de Taubaté a Guarulhos;
  • São Paulo: SP-021 (Rodoanel) – Trecho de Arujá a São Paulo;
  • São Paulo: SP-270 (Raposo Tavares) / BR-272 / BR-373 – Trecho de São Paulo a Itapetininga.

Por fim, a pesquisa afirma que não houve recursos autorizados pelo governo federal para a infraestrutura rodoviária especificamente em São Paulo em 2025.

“Apesar dos números positivos e do sucesso da iniciativa privada, é importante que o Governo Federal não deixe de investir na infraestrutura do estado”, finaliza Panzan.

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Pequenos erros de manutenção que viram grandes problemas na estrada

ter, 13/01/2026 - 13:30
O problema é que, no trânsito, pequenas falhas tendem a se transformar em grandes transtornos. Foto: info@dramaticphotographer.com para Depositphotos

Grande parte dos problemas enfrentados por motoristas em viagens ou no uso diário do veículo tem origem em erros simples de manutenção, muitas vezes negligenciados por parecerem pequenos ou adiáveis. O problema é que, no trânsito, pequenas falhas tendem a se transformar em grandes transtornos — e, em alguns casos, em situações de risco.

Um dos erros mais comuns é adiar a troca de óleo. Muitos motoristas estendem o prazo além do recomendado, acreditando que “ainda dá para rodar mais um pouco”. O óleo degradado perde capacidade de lubrificação, aumenta o desgaste interno do motor e eleva o risco de falhas mecânicas.

Outro ponto frequentemente ignorado é a calibragem dos pneus. Pneus com pressão inadequada comprometem a estabilidade, aumentam a distância de frenagem e elevam o consumo de combustível. Em viagens, a falta de atenção a esse detalhe pode resultar em estouros ou perda de controle do veículo.

O sistema de freios também sofre com a negligência. Pastilhas desgastadas, discos empenados ou fluido vencido reduzem a eficiência da frenagem. O motorista só percebe o problema quando precisa frear com urgência — exatamente no pior momento.

Há ainda o hábito de ignorar ruídos e vibrações. Barulhos metálicos, rangidos ou trepidações costumam ser tratados como “coisas normais do carro”. Na maioria das vezes, são sinais claros de desgaste ou falha iminente.

A iluminação é outro ponto crítico.

Faróis desregulados ou lâmpadas queimadas reduzem a visibilidade e dificultam a comunicação com outros usuários da via, especialmente à noite ou sob chuva. Muitos motoristas só percebem o problema após uma abordagem ou quase acidente.

Também é comum esquecer a manutenção preventiva do sistema de arrefecimento. Nível baixo de líquido ou mangueiras ressecadas podem causar superaquecimento e pane total, especialmente em trajetos longos ou sob altas temperaturas.

Esses erros têm algo em comum: poderiam ser evitados com verificações simples e periódicas. A manutenção preventiva não é apenas uma questão de economia, mas de segurança.

No trânsito, falhas mecânicas não afetam apenas quem dirige. Um veículo parado em local inadequado, uma frenagem ineficiente ou uma pane inesperada criam riscos para todos ao redor. Cuidar do carro é também uma forma de cuidar do coletivo.

Manutenção não deve ser vista como gasto desnecessário, mas como investimento em previsibilidade e segurança. Pequenas atenções no dia a dia evitam grandes problemas quando menos se espera.

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CNH 2026: como vão funcionar as novas regras para mudar de categoria

ter, 13/01/2026 - 08:15
CNH 2026 muda regras para troca de categoria. Entenda o novo processo, a redução de aulas práticas e os riscos do afrouxamento na formação. Foto: Jaroslav_Pachy_Sr para Depositphotos

As mudanças que recentemente entraram em vigor no processo de mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) representam uma inflexão importante — e preocupante — na política pública de formação de condutores no Brasil. A combinação da Resolução nº 1.020/25, do Contran, com a Portaria nº 923/25, da Secretaria Nacional de Trânsito, redesenha o caminho para quem pretende avançar para as categorias C, D ou E, mas o faz reduzindo exigências formativas que, até aqui, funcionavam como barreiras mínimas de segurança.

Dificuldade no curso teórico da CNH? Conheça uma alternativa complementar ao CNH do Brasil

Embora o discurso oficial destaque modernização, simplificação e redução de custos, a leitura técnica das normas revela outro movimento: menos tempo obrigatório de formação prática, flexibilização excessiva do percurso formativo e lacunas relevantes na atualização de cursos especializados. Para quem vai mudar de categoria em 2026, o processo pode até parecer mais simples — mas dificilmente será mais seguro.

Mudança de categoria passa a ter regras mais claras, mas não necessariamente mais rigorosas

A Resolução 1.020/25 organiza a mudança de categoria, deixando explícitas as etapas formais: exames, curso prático especializado, prova prática e emissão automática da CNH. O problema não está no desenho do fluxo, mas no conteúdo e na profundidade das exigências. Ao contrário do que se poderia esperar em um país com altos índices de sinistros envolvendo veículos pesados e transporte coletivo, o novo modelo não endurece a formação — ele a enxuga.

Curso prático especializado: mínimo de 10 horas é pouco para veículos de maior risco

Um dos pilares da nova regra é a exigência de curso prático especializado para mudança de categoria, com carga horária mínima de 10 horas. À primeira vista, isso parece um avanço. Na prática, porém, representa um patamar baixo para quem pretende conduzir caminhões, ônibus, combinações de veículos ou transportar passageiros.

Veículos das categorias C, D e E exigem domínio técnico, leitura avançada de risco, controle emocional e experiência supervisionada em situações reais de tráfego. Dez horas mínimas não garantem isso. Garantem, no máximo, contato inicial com o veículo — algo muito distante de uma formação consistente.

A norma até permite que o candidato faça mais aulas, mas o problema é estrutural: quando o mínimo legal é baixo, o mercado tende a se ajustar por baixo, especialmente em contextos de pressão por custo e rapidez.

Exame toxicológico permanece, mas não compensa fragilização da formação

A exigência do exame toxicológico para mudança para as categorias C, D e E foi mantida, o que é positivo do ponto de vista da segurança. A norma também esclarece hipóteses de reaproveitamento do exame, evitando cobranças indevidas.

Ainda assim, é preciso dizer o óbvio: exame toxicológico não substitui treinamento prático. Ele verifica condição, não competência. Mantê-lo é necessário, mas insuficiente para equilibrar a perda de robustez na formação.

Exame prático ganha peso — e carrega o risco de virar “filtro único”

Com menos exigências formativas ao longo do processo, o exame prático de direção passa a concentrar grande parte da responsabilidade pela segurança do sistema. A avaliação segue critérios objetivos de pontuação e pode contar com monitoramento eletrônico, o que traz ganhos de transparência.

O problema é estrutural: avaliar não é formar. Quando o exame vira o principal — ou quase único — filtro, ele passa a carregar um peso que não deveria suportar sozinho. O risco é formar condutores que “passam na prova”, mas não estão preparados para o trânsito real, especialmente em veículos de grande porte.

Cursos especializados: o silêncio sobre atualização é um alerta

Talvez o ponto mais preocupante da Portaria 923/25 esteja no que não está claramente regulamentado. Enquanto o modelo anterior previa cursos de atualização com carga horária definida, o novo texto praticamente silencia sobre a atualização periódica da maioria dos cursos especializados, com exceções pontuais, como ambulâncias.

Isso abre uma brecha perigosa: formações que envelhecem rapidamente, mesmo em áreas sensíveis como transporte coletivo, escolar, produtos perigosos e cargas especiais. Em um setor onde tecnologia, normas e riscos mudam constantemente, retirar a atualização do centro da política pública é um retrocesso.

O que muda, afinal, para quem quer subir de categoria em 2026

Para o condutor, o novo modelo pode parecer mais simples e barato no curto prazo. Para o sistema de trânsito, porém, ele representa menos garantias mínimas de preparo. A mudança de categoria deixa de ser um processo robusto de qualificação e se aproxima perigosamente de um procedimento formal, sustentado por mínimos legais muito baixos.

Em um país que já convive com números elevados de sinistros envolvendo veículos pesados e transporte de passageiros, a pergunta que fica não é se o processo ficou mais ágil — mas se ele continuará cumprindo sua função básica: proteger vidas.

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Mesmo com avanço dos veículos elétricos, poluição do trânsito cresce 8% no Brasil em dez anos

seg, 12/01/2026 - 18:00
O novo inventário evidencia que a solução para a qualidade do ar passa por mais do que trocar combustíveis. Foto: danielt.1994 para Depositphotos

O crescimento da frota de veículos elétricos e híbridos no Brasil pode passar a impressão de que o trânsito caminha para um futuro mais limpo. No entanto, os dados mais recentes mostram um cenário bem diferente. Após mais de dez anos sem atualização, o Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários aponta que as emissões de dióxido de carbono (CO₂) aumentaram cerca de 8% desde 2012.

O resultado contraria a percepção de que a eletrificação da frota já teria impacto significativo na redução da poluição urbana e escancara um problema estrutural: o crescimento contínuo do número de veículos em circulação no país.

De acordo com o levantamento, os veículos, individualmente, estão menos poluentes.

A combinação entre motores mais eficientes, avanços tecnológicos, eletrificação e regras mais rigorosas do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) contribuiu para reduzir as emissões por unidade. No entanto, esse ganho ambiental vem sendo neutralizado pelo aumento expressivo da frota nacional, que hoje gira em torno de 71 milhões de veículos.

Na prática, mesmo com carros mais limpos, há simplesmente mais veículos disputando espaço nas ruas e rodovias brasileiras, o que mantém — e até amplia — o volume total de poluentes lançados na atmosfera.

“Veículos mais novos e híbridos refletem não só a preferência do consumidor, mas também a pressão por eficiência e sustentabilidade nas operações das plataformas”, afirma Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Gaudium.

Outro ponto destacado pelo inventário chama a atenção por ainda receber pouca atenção no debate público: as emissões que não saem do escapamento.

Com os limites cada vez mais rígidos para poluentes oriundos da queima de combustível, o desgaste de pneus e o uso dos freios passaram a responder por cerca de 50% dos poluentes emitidos pelos veículos.

Esse fenômeno não é exclusivo do Brasil. Estudos internacionais já alertam que, à medida que os motores se tornam mais eficientes e menos poluentes, as partículas liberadas pelo atrito dos pneus com o asfalto e pelo acionamento dos freios ganham protagonismo como fontes de contaminação do ar, especialmente em áreas urbanas com tráfego intenso.

Diante desse cenário, o governo federal começa a sinalizar uma mudança de abordagem nas políticas públicas relacionadas à mobilidade assim como ao meio ambiente. Representantes dos Ministérios dos Transportes e do Meio Ambiente defendem que é necessário ir além da eficiência dos motores e “transcender a eficiência do motor”, adotando uma estratégia mais ampla e integrada.

Essa nova visão envolve melhorias logísticas, incentivo ao uso de biocombustíveis, planejamento urbano mais eficiente e uma eletrificação que não seja apenas resultado da dinâmica de mercado, mas alinhada a metas claras de mobilidade sustentável, redução de congestionamentos e melhoria da qualidade do ar.

O novo inventário deixa claro que a solução para a poluição atmosférica associada ao trânsito não passa apenas pela troca de combustíveis ou pela adoção de novas tecnologias veiculares. O desafio é mais complexo e exige repensar o uso do carro individual, enfrentar gargalos históricos de mobilidade urbana e considerar fontes de poluição que, até pouco tempo atrás, permaneciam praticamente invisíveis no debate público.

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Verão na estrada: por que os pneus merecem atenção antes da viagem

seg, 12/01/2026 - 13:30
Além da calibragem e da verificação dos sulcos, uma inspeção visual simples pode ajudar a identificar problemas antes de sair de casa. Foto: Divulgação.

O início do ano marca um dos períodos de maior movimento nas rodovias brasileiras. Com as férias escolares, muitas famílias aproveitam janeiro para viajar, enfrentar trajetos mais longos e diferentes condições de estrada. Nesse cenário, itens como óleo, freios e documentação costumam entrar na lista de revisão dos motoristas, mas os pneus, único ponto de contato do veículo com o solo, muitas vezes acabam sendo deixados em segundo plano. 

Para a Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, garantir que os pneus estejam em boas condições é um dos fatores essenciais para uma viagem mais segura durante o verão. O calor intenso e o aumento do uso do veículo em trajetos prolongados exigem atenção redobrada com esse componente. 

“Os pneus têm papel fundamental na segurança do veículo. São eles que garantem aderência, estabilidade e eficiência na frenagem. Antes de viajar, especialmente em períodos como as férias de janeiro, a checagem dos pneus deve ser prioridade”, afirma Roberto Ayala, Gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone. 

Calibragem correta começa antes de sair de casa

Um dos cuidados mais importantes antes de pegar a estrada é a pressão correta dos pneus, que deve-se verificar sempre com os pneus frios, de preferência antes do início da viagem. Rodar com pressão inadequada pode causar desgaste irregular, reduzir a estabilidade do veículo e aumentar o consumo de combustível. 

“Quando o pneu está com pressão incorreta, ele tende a aquecer mais durante o uso. Isso acelera o desgaste e pode comprometer o desempenho do veículo em situações de frenagem ou curvas”, explica Ayala. 

Sulcos abaixo do limite legal comprometem a segurança

A profundidade dos sulcos da banda de rodagem é um fator essencial para o desempenho e a segurança do pneu. Quando o desgaste atinge níveis avançados, a capacidade do pneu de manter contato eficiente com o solo é reduzida, impactando diretamente a estabilidade do veículo. 

“O limite legal de desgaste dos pneus é de 1,6 mm, mas quando os sulcos chegam próximos de 3 mm, o desempenho do pneu já começa a ser comprometido. Por isso, deve-se avaliar a substituição antes de atingir o limite legal”, alerta o especialista da Bridgestone. 

É possível identificar esse desgaste pelas marcações conhecidas como TWI (Tread Wear Indicator), ressaltos localizados nos sulcos que indicam o momento correto para a substituição do pneu. 

Calor do asfalto acelera o desgaste

As altas temperaturas típicas do verão influenciam diretamente o comportamento dos pneus. O asfalto quente aumenta o atrito, eleva a temperatura interna do pneu e pode acelerar o desgaste da borracha, especialmente em viagens longas. 

“O calor excessivo, aliado à pressão inadequada e ao veículo carregado, cria um cenário de maior exigência para o pneu. Por isso, manter a manutenção em dia é fundamental para evitar surpresas desagradáveis durante a viagem”, reforça Ayala. 

Atenção aos sinais visuais antes de viajar

Além da calibragem e da verificação dos sulcos, uma inspeção visual simples pode ajudar a identificar problemas antes de sair de casa. Bolhas, cortes, rachaduras, rasgos ou desgaste irregular são sinais claros de que o pneu pode não estar apto para enfrentar longos trajetos. 

“O desgaste irregular pode indicar problemas de alinhamento, balanceamento ou suspensão. Nesses casos, não basta apenas trocar o pneu; é importante investigar a causa para garantir segurança e evitar novos desgastes prematuros”, orienta o gerente da Bridgestone. 

Para mais informações, acesse aqui.

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CRLV 2026: veja prazos e como emitir

seg, 12/01/2026 - 08:15
O CRLV-e é o documento do veículo que deve ser emitido anualmente – Foto: Felix Carneiro / Governo do Tocantins

Com a virada do ano, uma dúvida começa a aparecer com frequência entre motoristas de todo o país: o CRLV 2026 já é obrigatório? A resposta envolve prazos, regras específicas e, principalmente, atenção aos detalhes que fazem diferença na hora de circular sem riscos de multa ou apreensão do veículo.

O Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) é o documento que comprova que o veículo está regular para circulação. Ele só é emitido após o pagamento de todos os débitos obrigatórios, como IPVA, taxa de licenciamento e eventuais multas vencidas.

O CRLV 2026 já pode ser exigido?

Embora o ano-base seja 2026, os prazos de exigência do CRLV variam conforme o calendário de licenciamento definido por cada Estado. Em regra, o motorista pode circular nos primeiros meses do ano com o CRLV do exercício anterior, desde que ainda esteja dentro do prazo estabelecido pelo Detran local.

Isso significa que não existe uma data única nacional para a obrigatoriedade do CRLV 2026. O que vale é o final do prazo de licenciamento do veículo, geralmente vinculado ao número final da placa.

Por isso, é essencial acompanhar o calendário divulgado pelo Detran do Estado onde o veículo está registrado.

CRLV digital: vale como documento?

Sim. Desde 2021, passou a se emitir o CRLV exclusivamente em formato digital, por meio do CRLV-e. É possível acessar o documento:

  • Pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), que agora se chama CNH do Brasil;
  • Em formato PDF para impressão em papel comum;
  • Compartilhado com outros condutores autorizados.

A versão digital tem o mesmo valor legal do antigo documento em papel moeda. Em fiscalizações, o agente pode consultar a regularidade diretamente pelo sistema, mas o motorista deve garantir que o veículo esteja devidamente licenciado.

O que é necessário para emitir o CRLV 2026?

Para que o CRLV 2026 fique disponível, é necessário:

  • Pagamento integral do IPVA 2026 (ou parcelas vencidas, conforme regra do Estado);
  • Quitação da taxa de licenciamento anual;
  • Ausência de multas vencidas;
  • Regularidade do veículo junto ao Detran.

Enquanto houver qualquer pendência financeira ou administrativa, não se libera CRLV, mesmo com a quitação de parte dos débitos.

O que acontece se circular sem o CRLV válido?

Circular com veículo não licenciado é infração gravíssima, prevista no Código de Trânsito Brasileiro. As penalidades incluem:

  • Multa
  • Sete pontos na CNH
  • Remoção do veículo ao pátio, até a regularização

Esse é um ponto importante: não basta ter pago os débitos depois da abordagem. Se, no momento da fiscalização, o veículo não estiver com o licenciamento em dia, caracteriza-se a infração.

Atenção a golpes e informações falsas

Com a digitalização do CRLV, aumentaram também tentativas de golpe, especialmente por mensagens falsas de cobrança. O motorista deve sempre utilizar:

  • Sites oficiais do Detran;
  • Aplicativos governamentais;
  • Bancos e canais autorizados.

Nenhum órgão de trânsito envia boletos por WhatsApp ou SMS com links externos.

Por que o CRLV continua sendo tão importante?

Mais do que um documento, o CRLV comprova que o veículo atende às exigências legais mínimas para circular, incluindo regularidade fiscal e administrativa. Ele também garante mais segurança jurídica ao motorista em abordagens, viagens e transferências.

Com sistemas cada vez mais integrados, ignorar o licenciamento anual deixou de ser um risco distante. A fiscalização eletrônica e o cruzamento de dados tornam a irregularidade facilmente detectável.

Manter o CRLV 2026 em dia é uma obrigação básica, mas ainda gera muitas dúvidas. Informação clara e atenção aos prazos são os melhores caminhos para evitar transtornos desnecessários ao longo do ano.

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Manias ao volante que parecem inofensivas, mas aumentam o risco de acidentes

dom, 11/01/2026 - 13:30
O uso constante da buzina como forma de pressão é outro comportamento que parece banal, mas contribui para um ambiente mais agressivo. Foto: Kryzhov para Depositphotos

Grande parte dos sinistros de trânsito não ocorre por grandes imprudências, mas por hábitos repetidos diariamente, muitas vezes encarados como normais ou inofensivos. São pequenas manias ao volante que, isoladamente, parecem sem importância, mas que, somadas, aumentam significativamente o risco de sinistros.

Uma das mais comuns é dirigir com uma das mãos ocupadas — seja segurando o celular, mexendo no painel, ajustando o GPS ou até comendo. Mesmo quando o motorista mantém os olhos na via, a redução do controle do veículo compromete reações rápidas em situações inesperadas.

Outra mania frequente é acelerar logo após o semáforo abrir, sem observar completamente o cruzamento. Em cidades com grande circulação de pedestres e motociclistas, esse comportamento aumenta o risco de atropelamentos e colisões laterais.

Há também o hábito de seguir muito próximo do veículo à frente.

Muitos motoristas fazem isso por ansiedade ou pressa, sem perceber que reduzem drasticamente o tempo de reação. Em caso de frenagem brusca, a colisão se torna praticamente inevitável.

O uso constante da buzina como forma de pressão é outro comportamento que parece banal, mas contribui para um ambiente mais agressivo. A buzina deveria servir como alerta, não como instrumento de cobrança ou intimidação.

Ignorar sinais do próprio corpo também entra nessa lista. Dirigir com fome, sede ou desconforto excessivo afeta a concentração e o humor, tornando o motorista mais impulsivo e menos tolerante a erros alheios.

Outro hábito perigoso é a excessiva confiança na rotina.

Trechos conhecidos fazem muitos motoristas reduzirem a atenção, acreditando que “nada acontece ali”. É justamente nesses locais que ocorrem acidentes, porque a vigilância diminui.

Essas manias têm algo em comum: elas não parecem erradas no momento em que são praticadas. Justamente por isso, são difíceis de abandonar. O problema é que o trânsito não perdoa distrações repetidas.

Reconhecer esses comportamentos é o primeiro passo para mudar. Dirigir de forma mais consciente exige observar não apenas o que os outros fazem, mas também os próprios hábitos. Pequenas correções no dia a dia podem reduzir riscos de forma significativa, sem exigir grandes esforços ou mudanças radicais.

No trânsito, segurança não depende apenas de grandes decisões, mas da soma de atitudes simples adotadas todos os dias ao volante.

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Por que dirigir bem não é só saber as regras, mas entender o outro

dom, 11/01/2026 - 08:15
Enquanto dirigir for visto apenas como cumprir regras ou chegar mais rápido, conflitos continuarão se multiplicando. Foto: luismolinero para Depositphotos

Quando se fala em “dirigir bem”, muitos motoristas associam imediatamente à ideia de cumprir regras: respeitar o limite de velocidade, parar no semáforo, usar o cinto de segurança. Embora esses comportamentos sejam fundamentais, eles não esgotam o conceito de boa condução. No trânsito real, cotidiano e imprevisível, dirigir bem exige algo que não está escrito em placas ou artigos de lei: entender o outro.

O trânsito é um espaço compartilhado por pessoas com níveis diferentes de experiência, pressa, atenção, medo e fragilidade. Pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas profissionais, idosos e crianças convivem no mesmo ambiente, muitas vezes sem qualquer mediação física adequada. Nesse contexto, conhecer as regras é apenas o ponto de partida.

Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, costuma destacar que o maior erro do motorista é acreditar que o trânsito é um jogo individual.

“O trânsito não é uma competição. Ele só funciona quando cada um entende que suas decisões afetam diretamente a segurança do outro”, afirma.

A dificuldade de enxergar o outro se manifesta de várias formas.

Motoristas que não reduzem a velocidade em áreas de pedestres, que fecham motociclistas no corredor ou que avançam sobre ciclistas demonstram, muitas vezes, não desconhecimento da regra, mas falta de percepção da vulnerabilidade alheia.

Outro exemplo comum está nas reações emocionais. Pequenos erros cometidos por terceiros — uma seta esquecida, uma saída tardia, uma hesitação — costumam ser interpretados como afrontas pessoais. O resultado é uma escalada de agressividade que transforma situações simples em conflitos perigosos.

Para Celso Mariano, esse comportamento revela um problema cultural.

“A gente aprende a dirigir o veículo, mas não aprende a conviver no trânsito. Falta trabalhar empatia, paciência e leitura do comportamento humano”, analisa.

Dirigir bem também envolve antecipação. Entender que um pedestre idoso atravessa mais devagar, que um motociclista precisa de espaço para manobrar ou que um motorista inseguro pode cometer movimentos inesperados permite decisões mais seguras e menos reativas.

Essa leitura do outro é ainda mais importante em ambientes urbanos complexos, onde a sinalização nem sempre é clara e o improviso se torna frequente. Nesses casos, a rigidez excessiva na aplicação das regras, sem sensibilidade ao contexto, pode aumentar riscos em vez de reduzi-los.

A boa condução, portanto, não se resume a “estar certo”.

Muitas vezes, ceder, esperar ou reduzir a velocidade é a atitude mais segura, mesmo quando se tem prioridade. Essa postura não significa abrir mão de direitos, mas reconhecer que preservar vidas é mais importante do que afirmar razão.

Construir um trânsito mais seguro passa, necessariamente, por essa mudança de mentalidade. Enquanto dirigir for visto apenas como cumprir regras ou chegar mais rápido, conflitos continuarão se multiplicando. Quando o motorista passa a enxergar o outro como parte do mesmo sistema — e não como obstáculo — o trânsito começa a mudar de forma concreta e cotidiana.

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Cuidados essenciais com os pneus ajudam a garantir viagens mais seguras nas férias

sab, 10/01/2026 - 18:00
O verão vem sempre associado a altas temperaturas e chuvas repentinas, que podem variar de uma garoa leve a verdadeiras tempestades. Foto: welcomia para Depositphotos

Com a chegada das férias escolares, milhões de brasileiros se preparam para pegar a estrada em busca de descanso e momentos em família. Nesse período, em que o calor intenso e o uso prolongado dos veículos exigem mais atenção, a Dunlop Pneus reforça um dos pilares de seu DNA: a confiança que nasce da inovação e se traduz em segurança e desempenho real para o motorista e sua família.

Referência em tecnologia e qualidade, a Dunlop orienta que a revisão do veículo e a verificação dos pneus sejam parte essencial dos preparativos antes de qualquer viagem.

“O início do ano é um momento muito esperado, de lazer e descontração. Para que essas viagens sejam realmente seguras, é fundamental revisar o veículo, respeitar os limites de carga e manter os pneus em boas condições. Assim, é possível garantir conforto, economia e segurança para todos”, afirma Hugo Issao Terazaki, gerente de Serviços Técnicos da Dunlop Pneus.

Mais do que um lembrete técnico, a mensagem da empresa é um convite à escolha consciente: cuidar dos pneus é cuidar de quem está a bordo e também do meio ambiente. Um pneu calibrado e em bom estado reduz o consumo de combustível, diminui emissões e aumenta a vida útil do produto — benefícios alinhados ao compromisso da marca com a responsabilidade e a sustentabilidade.

Para que o motorista possa focar no que realmente importa — o destino e a companhia —, a Dunlop reúne orientações práticas para “andar bem” durante a viagem.

Passo 1: Planeje sua rota com antecedência

Uma viagem segura começa antes mesmo de ligar o carro. Utilize aplicativos para verificar as condições das estradas, prever o clima, identificar postos de combustível confiáveis e programar paradas. Um bom planejamento ajuda a evitar estresse e trajetos perigosos.

Passo 2: Verifique a documentação

Evite transtornos. Certifique-se de que a CNH e o CRLV estão em dia e com você. Uma checagem simples pode impedir que um problema burocrático comprometa toda a viagem.

Passo 3: Faça a revisão essencial (check-list mecânico e de segurança)

Com a rota definida, é hora de revisar o veículo:

  • Pneus: faça uma inspeção visual em busca de desgastes irregulares, cortes ou bolhas. Verifique o TWI (Tread Wear Indicator): se a banda de rodagem estiver no mesmo nível do indicador, é hora de trocar.
  • Fluidos: confira o nível do óleo do motor e do líquido de arrefecimento, especialmente importantes no calor do verão.
  • Visibilidade e sinalização: teste as palhetas do limpador de para-brisa e todas as luzes — faróis, lanternas, setas e luz de freio.
  • Kit de emergência: o estepe precisa estar calibrado e acompanhado dos itens essenciais. Verifique se triângulo, macaco e chave de roda estão no veículo e em boas condições.
Passo 4: Organize a carga com inteligência

Respeite o limite de peso do veículo para não sobrecarregar suspensão, freios e pneus. Distribua a bagagem de forma equilibrada e evite deixar objetos soltos no interior do carro.

Passo 5: Calibragem correta (o ajuste fino da performance)

A pressão dos pneus varia conforme a carga transportada. Consulte o manual do proprietário ou a etiqueta informativa — geralmente localizada na porta do motorista, na tampa do tanque ou no porta-luvas — para saber a calibragem ideal com o veículo vazio ou carregado. A medição deve ser feita sempre com os pneus frios.

Passo 6: Na estrada, pratique a direção defensiva

Um veículo carregado reage de forma diferente: o tempo de frenagem aumenta e as respostas são mais lentas. Mantenha maior distância do carro da frente, evite manobras bruscas e antecipe as situações do trânsito, especialmente no verão.

As altas temperaturas e as chuvas repentinas típicas dessa estação exigem atenção redobrada. Nos primeiros momentos de chuva, quando o asfalto ainda está coberto por poeira, resíduos e fluidos, a aderência diminui significativamente, elevando o risco de derrapagens. Até que a chuva limpe o pavimento, reduza a velocidade, aumente o espaçamento entre veículos e evite frenagens fortes.

Passo 7: Faça pausas estratégicas

A segurança também depende do condutor. O cansaço é um dos grandes inimigos na estrada. Programe paradas a cada duas ou três horas para descansar, se hidratar e recuperar a concentração. Um motorista atento é um dos principais fatores de segurança viária.

“Segurança é o resultado direto da prevenção. Cada passo deste guia é um investimento tanto no bom desempenho do veículo como na tranquilidade de toda a família durante o trajeto”, reforça Terazaki.

Inspirada por seu legado de pioneirismo e movida pela inovação, a Dunlop destaca que o pneu vai além de um simples componente do veículo: é um elemento essencial para garantir tecnologia, confiança e responsabilidade em cada jornada.

No fim das contas, viajar com pneus em boas condições significa mais performance, economia, menos preocupações e mais liberdade para aproveitar cada momento do caminho.

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Transferência de veículo: prazos, responsabilidades e erros que ainda causam multa

sab, 10/01/2026 - 13:30
Multas indevidas, pontos lançados na CNH errada e até processos administrativos costumam ter origem em falhas simples na comunicação da venda ou no cumprimento de prazos legais. Foto: alfexe para Depositphotos

A transferência de propriedade de veículo é um dos procedimentos mais comuns — e, ao mesmo tempo, um dos que mais geram problemas para proprietários de veículos no Brasil. Multas indevidas, pontos lançados na CNH errada e até processos administrativos costumam ter origem em falhas simples na comunicação da venda ou no cumprimento de prazos legais.

Apesar da digitalização de parte dos serviços, as regras continuam exigindo atenção do cidadão.

O que diz a lei sobre a transferência de veículo

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que, ao vender um veículo, o antigo proprietário tem o dever de comunicar a venda ao órgão executivo de trânsito. Já o comprador deve providenciar a transferência da propriedade dentro do prazo legal.

Atualmente, o prazo para o comprador realizar a transferência é de 30 dias, contados a partir da data da assinatura do comprovante de transferência. O descumprimento desse prazo gera infração, com multa e pontuação na CNH.

Já o vendedor, se não comunicar a venda, continua legalmente responsável pelas infrações cometidas com o veículo, até que a comunicação seja registrada no Detran.

Comunicação de venda: por que ela é tão importante

A comunicação de venda é o mecanismo que protege o antigo proprietário. Ao informar oficialmente que o veículo foi vendido, ele deixa de ser responsabilizado por multas, impostos e outros débitos gerados após a data da venda.

Muitos motoristas acreditam que entregar o veículo e reconhecer firma no documento é suficiente. Não é. Sem a comunicação registrada no Detran, o sistema continua associando o veículo ao antigo dono.

Hoje, em muitos Estados, é possível fazer essa comunicação de forma eletrônica, inclusive por meio de cartórios integrados aos sistemas de trânsito. Ainda assim, o acompanhamento do registro é fundamental.

Transferência digital não elimina cuidados

A digitalização trouxe avanços, como a possibilidade de assinatura eletrônica e envio de documentos pela internet. No entanto, o processo continua sujeito a validações, análise de pendências e cumprimento de prazos.

Débitos de IPVA, multas vencidas ou restrições administrativas podem impedir a conclusão da transferência, mesmo quando vendedor e comprador já realizaram suas partes.

Outro erro comum é acreditar que o simples pagamento de taxas garante a finalização do processo. A transferência só se conclui quando se emite efetivamente o novo CRV/CRLV em nome do comprador.

Multas e pontos: onde surgem os problemas

Quando não se faz a transferência corretamente, surgem situações recorrentes:

  • Multas lançadas na CNH do antigo proprietário;
  • Pontos indevidos que podem levar à suspensão;
  • Cobrança de IPVA e licenciamento de veículo já vendido;
  • Dificuldade para recorrer de infrações cometidas por terceiros.

Esses problemas exigem abertura de processos administrativos e, em alguns casos, judicialização — tudo por falhas que são possíveis de evitar com atenção aos prazos.

Compra e venda entre particulares exige ainda mais cuidado

Em negociações diretas, sem intermediação de concessionárias, o risco de erro é maior. É fundamental que vendedor e comprador acompanhem juntos o andamento da transferência, e não apenas confiar na promessa de que “já se resolveu”.

Guardar comprovantes, prints de protocolos e recibos é uma prática simples que pode evitar grandes transtornos no futuro.

O que o cidadão precisa observar

A transferência de veículo não é apenas uma formalidade burocrática. Ela define responsabilidades legais e impacta diretamente a vida do motorista. Cumprir prazos, comunicar a venda e acompanhar o registro são medidas básicas de autoproteção.

Em um sistema cada vez mais integrado, confiar apenas na boa-fé ou deixar o procedimento “para depois” costuma sair caro. Informação e acompanhamento continuam sendo os melhores aliados de quem compra ou vende um veículo.

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Pontuação da CNH: erros comuns que fazem o motorista se enrolar

sab, 10/01/2026 - 08:15
O condutor deve acompanhar regularmente a situação da sua CNH. Foto: Divulgação Detran/RJ

O sistema de pontuação da CNH foi criado como mecanismo de controle de comportamento no trânsito. No entanto, uma parcela significativa dos motoristas só passa a entender como ele funciona quando já está próxima da suspensão do direito de dirigir. Em muitos casos, isso ocorre por erros de interpretação e falta de acompanhamento.

Um dos equívocos mais comuns é acreditar que os pontos “somem sozinhos” no fim do ano. Na realidade, a contagem segue o período de 12 meses, contado a partir da data da infração, e não do calendário anual.

Outro erro frequente é confundir pagamento da multa com eliminação dos pontos. Quitar a penalidade financeira não interfere no registro da pontuação, que permanece ativa até o decurso do prazo legal.

Celso Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, explica que o problema está na falta de acompanhamento contínuo.

“O motorista costuma olhar a pontuação só quando recebe a notificação de suspensão. Quando isso acontece, muitas vezes já não há mais margem para correção”, afirma.

Também há confusão em relação às infrações autossuspensivas.

Muitos condutores acreditam que apenas o acúmulo de pontos gera suspensão, quando, na verdade, algumas infrações específicas já levam diretamente ao processo, independentemente da pontuação acumulada.

Para Celso Mariano, a desinformação cria um efeito dominó. “O desconhecimento das regras leva à surpresa, a surpresa gera revolta, e a revolta afasta o motorista da compreensão do sistema”, destaca.

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Outro ponto crítico é a não indicação do real condutor, que faz com que se atribua pontos a quem não estava dirigindo, gerando acúmulo indevido.

Acompanhar regularmente a situação da CNH, entender os prazos e conhecer as regras básicas do sistema de pontuação são atitudes simples que evitam processos de suspensão e transtornos administrativos.

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Renovação automática da CNH entra em vigor; entenda como funcionará

sex, 09/01/2026 - 18:24
Apesar de parecer benéfica, a medida pode colocar em risco a segurança no trânsito. Foto: Divulgação Detran/PR.

O governo federal iniciou a renovação automática e gratuita da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas classificados como “bons condutores”, com base em critérios administrativos como ausência de infrações e inscrição no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). O ministro dos Transportes, Renan Filho, assinou nesta sexta-feira (9) a medida administrativa que autoriza a renovação automática da CNH.

No entanto, especialistas em medicina e psicologia do tráfego alertam que a iniciativa traz riscos relevantes à saúde pública e à segurança viária, ao dispensar exames periódicos justamente em um país onde o trânsito segue como uma das principais causas de internação e morte evitável.

Renovação sem exames: o que muda na prática

Pelas novas regras, motoristas que não tenham pontos ou infrações nos últimos 12 meses e estejam cadastrados no RNPC passam a ter a CNH renovada automaticamente, de forma digital, sem comparecimento aos Detrans, sem exames presenciais e sem pagamento de taxas. A atualização ocorre diretamente no aplicativo CNH Digital, assim que o documento atinge a data de vencimento.

O governo estima que cerca de 70% dos condutores em fase de renovação se enquadram como bons condutores e que a medida pode gerar economia superior a R$ 120 milhões em custos administrativos.

Resumindo, de acordo com a medida, para ser classificado como “bom condutor”, o motorista precisa atender aos seguintes critérios:

  • Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC).
  • Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses;
  • Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período.
Quando o histórico “limpo” não reflete aptidão para dirigir

Para o médico do tráfego Alysson Coimbra, coordenador da Mobilização Nacional de Médicos e Psicólogos do Tráfego, o principal problema da renovação automática é confundir bom comportamento administrativo com aptidão clínica e psicológica.

Segundo ele, dados amplamente utilizados na medicina do tráfego — inclusive em estudos da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego — indicam que aproximadamente 38% dos sinistros de trânsito guardam relação direta ou indireta com condições orgânicas de saúde do condutor. Ainda assim, essas condições não aparecem em bancos de dados administrativos nem se detecta sem avaliação técnica.

“Conduta passada não garante aptidão presente. A ausência de infrações muitas vezes reflete apenas sorte estatística, e não ausência de risco”, alerta o especialista em seu artigo.

Visão, doenças silenciosas e riscos invisíveis

A visão, responsável por mais de 90% das informações utilizadas na condução, é um dos pontos mais sensíveis. Doenças como catarata, glaucoma, retinopatias e degeneração macular podem evoluir de forma silenciosa, sem que o próprio motorista perceba a perda gradual de capacidade visual.

O mesmo ocorre com condições altamente prevalentes na população adulta, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, distúrbios neurológicos, apneia do sono e efeitos colaterais de medicamentos. Muitas dessas alterações não impedem, no curto prazo, um histórico positivo de condução, mas aumentam significativamente o risco de sinistros.

Conforme Coimbra, a função da avaliação médica periódica é justamente interceptar o risco antes do acidente, e não justificar decisões depois que já se perderam vidas.

Saúde mental também não é dado estatístico

Outro ponto sensível é a avaliação psicológica, frequentemente tratada como entrave burocrático. Impulsividade, agressividade, baixa tolerância à frustração, transtornos de humor, uso abusivo de substâncias e dificuldades de tomada de decisão sob estresse são fatores que a literatura científica reconhece como determinantes do comportamento de risco no trânsito.

Nenhum algoritmo, cadastro positivo ou histórico de infrações é capaz de avaliar controle emocional, julgamento de risco ou capacidade de resposta em situações críticas.

“Bom condutor não é, necessariamente, condutor apto do ponto de vista físico, mental e psicológico”, ressalta o médico.

O que diz a lei: saúde não se presume

Além das críticas técnicas, há questionamentos jurídicos. O artigo 147 do Código de Trânsito Brasileiro é explícito ao determinar que os exames de aptidão física e mental e a avaliação psicológica são condições obrigatórias para a obtenção e renovação da CNH.

Para especialistas, suprimir esses exames por meio de ato administrativo significa transformar um tema sanitário em mera formalidade burocrática, extrapolando os limites legais e institucionais do sistema de trânsito brasileiro.

Entre desburocratizar e preservar vidas

Embora a desburocratização seja um objetivo legítimo, o alerta de médicos e psicólogos do tráfego é claro: flexibilizar barreiras sanitárias essenciais em um país onde, a cada dois minutos, uma pessoa é internada no SUS por sinistro de trânsito exige extrema cautela.

A discussão sobre a renovação automática da CNH, portanto, vai além da conveniência administrativa. Envolve saúde pública, responsabilidade institucional e o próprio princípio que orienta o Código de Trânsito Brasileiro desde sua criação: a preservação da vida.

O Portal do Trânsito acompanhará os impactos da medida e o debate técnico que ela desperta, especialmente diante de dados científicos que não se pode ignorar.

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O impacto da IA agêntica no setor automotivo já em 2026

sex, 09/01/2026 - 13:30
A partir de 2026, a expectativa é que esses sistemas estejam mais presentes em veículos conectados, frotas e serviços de mobilidade. Foto: peych_p para Depositphotos

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio e passou a atuar de forma autônoma em diversos setores. No campo automotivo, surge com força a chamada IA agêntica — sistemas capazes de tomar decisões, aprender com o ambiente e agir de forma proativa, sem depender de comandos constantes do usuário.

Diferentemente das assistências tradicionais, a IA agêntica não apenas reage, mas antecipa cenários. Em veículos, isso significa analisar padrões de tráfego, comportamento do motorista, condições da via e contexto urbano para sugerir — ou executar — ações mais seguras e eficientes.

A partir de 2026, a expectativa é que esses sistemas estejam mais presentes em veículos conectados, frotas e serviços de mobilidade. Eles poderão ajustar rotas automaticamente, gerenciar consumo de energia, recomendar pausas ao identificar fadiga e interagir com sistemas urbanos inteligentes.

No entanto, essa evolução traz desafios importantes.

Um deles é a responsabilidade. Quando um sistema toma decisões de forma autônoma, quem responde por eventuais falhas? Fabricantes, operadores ou usuários? Esse debate ainda está em construção no mundo todo.

Outro ponto sensível é a dependência tecnológica. Quanto mais o sistema decide, menor tende a ser a participação ativa do motorista. Sem educação adequada, isso pode gerar perda de habilidades e redução da atenção.

Há também questões éticas e de transparência. Sistemas agênticos precisam ser compreensíveis, auditáveis e previsíveis. Decisões automatizadas que afetam a segurança não podem ser “caixas-pretas”.

Apesar dos desafios, a IA agêntica tem potencial real para melhorar a segurança viária, reduzir congestionamentos e otimizar a mobilidade. O risco não está na tecnologia em si, mas na forma como será implementada e integrada ao comportamento humano.

O setor automotivo vive uma transição decisiva. A IA agêntica pode ser aliada poderosa, desde que venha acompanhada de regulação clara, educação e foco permanente na preservação da vida.

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