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Atualizado: 50 minutos 59 segundos atrás

Maio Amarelo destaca o papel do Big Data na prevenção de sinistros

sex, 30/05/2025 - 18:00
Mesmo com as tecnologias implantadas, o tema merece destaque e atenção por sua gravidade. Foto: rasica para Depositphotos

Em pleno Maio Amarelo, mês internacional de conscientização para redução de sinistros de trânsito, o alerta se volta para os milhões de passageiros que circulam anualmente pelas estradas brasileiras. De acordo com o último Anuário Estatístico do Transporte Rodoviário Interestadual e Internacional de Passageiros (TRIIP), de 2023, o Brasil possui 9.977 veículos habilitados no serviço regular rodoviário, que, naquele ano, transportaram mais de 43 milhões de passageiros. Conforme a Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (Anatrip), o uso de Big Data vem revolucionando o transporte rodoviário de passageiros, ao permitir a antecipação de falhas operacionais e a redução de riscos à segurança.

“Sensores embarcados, sistemas de bilhetagem eletrônica e algoritmos de Machine Learning podem prever problemas mecânicos antes que eles ocorram, diminuindo em até 30% o tempo de inatividade da frota e, com isso, evitando transtornos e possíveis acidentes. Com visão computacional instalada em terminais e ônibus, também é possível identificar em tempo real comportamentos de risco, como frenagens bruscas ou aglomerações inesperadas, e alertar rapidamente as equipes de socorro”, destaca Gabriel Oliveira, assessor da Anatrip. 

Infraestrutura viária

De acordo com a Anatrip, a Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem mostrado avanços concretos que colocam a proteção do usuário no centro das decisões, seja por meio de tecnologia de ponta, capacitação contínua das equipes ou programas de educação voltados para motoristas e passageiros.

Ainda assim, a Associação destaca que, diante do alto fluxo de passageiros nas rodovias, discutir segurança e qualidade no setor precisa, obrigatoriamente, passar pela infraestrutura viária.

“Para as empresas de transporte rodoviário, contar com infraestrutura adequada não é opcional, é essencial. Diariamente, milhares de ônibus percorrem o país, garantindo a locomoção segura de milhões de brasileiros”, aponta Oliveira. 

Mesmo com as tecnologias implantadas, o tema merece destaque e atenção por sua gravidade. Somente em 2024, as rodovias federais registraram 73.156 acidentes, com 6.160 mortes, conforme dados do Anuário da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Rodovias mais seguras com dados e inovação

Neste contexto, o Ministério dos Transportes, por meio da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), lançou uma nova versão do sistema de gestão do Programa Nacional de Redução de Sinistros e Mortes no Trânsito (Pnatrans), com o objetivo de aprimorar as ações preventivas e proteger vidas nas estradas.

O tema tem sido debatido também pela ANTT, que promoveu, neste mês, o workshop “Vias Seguras”. Na ocasião, discutiu-se a importância de mapear os chamados “pontos negros” nas rodovias, por meio de modelos estatísticos que consideram o histórico de acidentes e variáveis climáticas, além de engajar os usuários por meio de aplicativos que sugerem rotas alternativas e sinalizam trechos de maior risco.

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Problemas nos freios de caminhões ainda causam sinistros: PRF e Arteris reforçam fiscalização

sex, 30/05/2025 - 13:30
Um dos principais pontos de alerta é a falta de manutenção preventiva dos sistemas de freio. Foto: Divulgação Arteris

A ausência de manutenção preventiva em caminhões continua sendo uma das principais causas de sinistros graves nas rodovias brasileiras. Durante as ações do Maio Amarelo, a concessionária Arteris — responsável por 3.200 km de rodovias — e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificaram as fiscalizações e fazem um alerta para os riscos de negligência mecânica e os freios de caminhões.

Só em 2024, mais de 23 mil caminhões foram recolhidos das estradas por apresentarem condições inadequadas de circulação. Dentre os principais problemas, estão falhas nos sistemas de freio, que causaram 282 acidentes, com 266 pessoas feridas e 19 mortas, segundo a PRF.

“Gambiarras” colocam motoristas e passageiros em risco

Em várias abordagens, os agentes identificam adaptações irregulares feitas por motoristas nos freios. Entre as mais comuns:

  • Anulação do ABS, sistema que evita travamento das rodas;
  • Desativação de válvulas de segurança;
  • Uso de arames, madeira e até chinelos para substituir peças;
  • Remoção de fusíveis do painel, ocultando falhas no sistema.

Segundo Marcelo Sato Mizusaki, superintendente de Operações da Arteris, muitas dessas práticas são motivadas pela tentativa de economizar, mas colocam em risco não apenas os motoristas, como todos que trafegam pelas vias.

“O problema do freio não é só técnico, é humano. Manutenção e responsabilidade são essenciais”, afirma.

Fiscalização revela falhas graves nos freios de caminhões

Além das gambiarras, as equipes encontram:

  • Lonas e pastilhas extremamente desgastadas;
  • Vazamentos de ar no sistema pneumático;
  • Falhas no balanceamento das rodas;
  • Ausência total de componentes essenciais ao sistema de freios.

Grande parte dos defeitos está relacionada à sobrecarga ou à falta de revisões periódicas.

Ações para salvar vidas: educação, estrutura e áreas de escape

A Arteris atua em diferentes frentes para combater o problema. Um dos destaques é o programa Serra Segura, que realiza inspeções completas em trechos críticos com apoio da PRF. Outro investimento importante são as áreas de escape, que já evitaram mais de 1.300 acidentes. As estruturas, construídas em trechos de serra, custaram mais de R$ 38 milhões e estão localizadas na BR-116 (SP) e BR-376 (PR).

A concessionária também mantém espaços voltados ao bem-estar dos caminhoneiros, como os Pontos de Parada e Descanso (PPDs) e Áreas de Descanso para Caminhoneiros (ADCs), com estrutura para higiene, segurança e repouso. Só a unidade em Palhoça (SC) atendeu mais de 130 mil motoristas em um ano.

Maio Amarelo reforça o papel do condutor

Apesar dos avanços em infraestrutura e fiscalização, a Arteris reforça que o comportamento do motorista continua sendo decisivo.

“A estrutura está disponível, mas sem manutenção e responsabilidade, os riscos persistem”, alerta o porta-voz da empresa.

Neste Maio Amarelo, a campanha trouxe o mote “Desacelere. Seu bem maior é a vida”, definido pelo Contran, e promoveu ações educativas em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

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Exame toxicológico pode passar a ser exigido na 1ª habilitação para categorias A e B; proposta vai à sanção

sex, 30/05/2025 - 08:15
Exame toxicológico poderá ser exigido na habilitação das categorias A e B. Foto: Arquivo Portal do Trânsito.

A Câmara dos Deputados concluiu, nesta quinta-feira (29), a votação de mudanças no Projeto de Lei 3965/21 e aprovou uma nova regra que amplia a exigência do exame toxicológico para motoristas que buscam a primeira habilitação nas categorias A (motos) e B (carros de passeio). Atualmente, o exame é obrigatório apenas para condutores das categorias C, D e E, que dirigem veículos de carga, transporte de passageiros ou combinações de veículos.

A nova exigência foi incluída por meio de emenda do Senado e aprovada com parecer favorável do relator, deputado Alencar Santana (PT-SP). A proposta agora segue para sanção presidencial, etapa final para que a regra entre em vigor. O presidente pode sancionar ou vetar a mudança total ou parcialmente.

O que muda com a nova regra

Se sancionada, a medida determinará que candidatos à primeira habilitação nas categorias A ou B realizem exame toxicológico, além dos exames médicos, teóricos e práticos já exigidos atualmente.

Além disso, clínicas médicas já credenciadas para os exames de aptidão física e mental poderão realizar a coleta do material biológico, que será analisado por laboratórios homologados.

O que foi retirado

A versão final aprovada retirou uma proposta anterior que previa a renovação obrigatória do exame toxicológico a cada 2,5 anos para todas as categorias. O relator justificou a exclusão afirmando que seria um “excesso” e que a exigência contínua continua válida apenas para as categorias C, D e E, conforme já previsto em lei.

Debate na Câmara

A exigência do novo exame foi alvo de divergências entre os parlamentares. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou o custo adicional estimado entre R$ 110 e R$ 250, afirmando que isso pode tornar a CNH ainda mais inacessível para jovens de baixa renda. Já a deputada Soraya Santos (PL-RJ) defendeu a medida, alegando que os custos com acidentes causados por motoristas sob efeito de substâncias são muito mais altos para a sociedade.

Outras mudanças aprovadas

Além do exame toxicológico, os deputados também aprovaram:

  • Transferência eletrônica de veículos com contratos assinados digitalmente, com validade nacional quando realizada pela plataforma da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
  • Proibição de empresas do setor automotivo de atuarem como provedoras de assinatura eletrônica, para evitar conflitos de interesse em contratos de financiamento e registro.
CNH para pessoas de baixa renda

O projeto também mantém o ponto central da proposta: destinar parte da arrecadação com multas de trânsito para custear o processo de habilitação de condutores de baixa renda, inclusive taxas, exames e aulas. O benefício será voltado para pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), que reúne dados de beneficiários de programas sociais do governo federal.

O que falta para valer

A proposta segue agora para a sanção presidencial. Só após a sanção (ou eventual veto) e a publicação no Diário Oficial da União é que a nova regra do exame toxicológico para a primeira habilitação passará a ter força de lei.

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Manutenção preventiva é aliada da segurança no trânsito

qui, 29/05/2025 - 18:00
A manutenção preventiva inclui revisões periódicas, conforme o manual do fabricante de cada veículo. Foto: Divulgação Sindirepa-PR

A falta de manutenção adequada continua sendo uma das causas principais de sinistros nas rodovias brasileiras. De acordo com o Anuário Estatístico da Polícia Rodoviária Federal (PRF), só em 2022 as falhas mecânicas provocaram 1.770 acidentes e resultaram em 36 mortes nas rodovias federais brasileiras.

Sandro Cruppeizaki, presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Paraná (Sindirepa-PR), explica que a maioria dos motoristas ainda opta por fazer reparações no veículo apenas quando o problema aparece. Conforme ele, esse comportamento representa um risco não só para quem dirige, mas também para passageiros e pedestres.

“Problemas que poderiam ser resolvidos com antecedência acabam gerando situações graves, às vezes fatais”, afirma.

Manutenção preventiva

A manutenção preventiva inclui revisões periódicas, conforme o manual do fabricante de cada veículo, e inspeções em itens como freios, suspensão, pneus, fluídos, filtros e sistema elétrico. Além disso, permite identificar falhas em componentes antes que se agravem. “Ambas são alternativas mais seguras e econômicas do que esperar que o veículo apresente defeitos”, pontua o presidente do Sindirepa-PR.

De acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o terceiro país com mais mortes no trânsito no mundo, atrás apenas da Índia e da China. O número equivale à oitava maior causa de óbitos no território nacional. Em 2022, o DataSUS registrou um aumento de 3,5% nos acidentes de trânsito em relação ao ano anterior. E, de acordo com a PRF, 77% das ocorrências foram provocadas por falha humana – entre elas, negligência na conservação do veículo.

Cruppeizaki ressalta a importância de campanhas como o Maio Amarelo que estimulam a reflexão da sociedade sobre o papel de cada pessoa no trânsito, desde motoristas profissionais a pedestres e ciclistas.

“No caso do motorista ou do proprietário do veículo, qualquer ato irresponsável pode colocar a vida de outras pessoas em risco. Isso inclui ignorar os cuidados com a manutenção do veículo. Porém, infelizmente, não é raro observarmos carros caindo aos pedaços pelas ruas e estradas”, critica.

Este ano, a campanha Maio Amarelo traz como tema central “Mobilidade Humana. Responsabilidade Humana”, reforçando a importância do comportamento consciente de todos os usuários das vias públicas — pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas e passageiros — na construção de um trânsito mais seguro e humano.

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Previsão de temporal: motociclista, veja como se proteger!

qui, 29/05/2025 - 13:30
O aumento de sinistros nestas condições está relacionado a fatores como aquaplanagem, redução da visibilidade e menor aderência dos pneus ao asfalto molhado. Foto: levon-vardanyan-unsplash

Com o aumento das chuvas intensas em várias regiões do país, a atenção dos motociclistas deve ir além da pilotagem, sendo preciso também garantir que a moto esteja em condições ideais para enfrentar o mau tempo com segurança. Dados do Departamento de Trânsito (Detran) do Distrito Federal apontam o porquê: 69% das fatalidades em sinistros com motocicletas ocorrem durante períodos de pista molhada, como ilustrou um levantamento realizado em 2019.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), dirigir veículos, incluindo motocicletas, durante a chuva pode aumentar em até 40% o risco de sinistros no trânsito. Esse aumento está relacionado a fatores como aquaplanagem, redução da visibilidade e menor aderência dos pneus ao asfalto molhado.

Para ajudar motociclistas a se protegerem ao longo de chuvas intensas, a piloto de testes e embaixadora da marca Mobil™, Vans Farias, lista dicas para implementar antes e durante a pilotagem; confira:

1. Pneus em bom estado são prioridade

Pneu careca na chuva é risco na certa. O ideal é manter a calibragem correta e garantir que os sulcos estejam em boas condições, para evitar perda de aderência e aquaplanagem”, alerta Vans. O contato com o solo fica ainda mais crítico no piso molhado, e os pneus precisam estar preparados.

2. Equipamentos de proteção fazem a diferença

Conforme a especialista, investir em uma capa de chuva de qualidade, além de botas impermeáveis, luvas com boa aderência e uma viseira limpa e funcional, é essencial.

“Ver e ser visto é regra básica, principalmente sob chuva forte”, alerta.

3. Corrente lubrificada com produto adequado

Um dos pontos mais esquecidos por motociclistas, de acordo com Vans, é a lubrificação correta da corrente. “Chuva remove a lubrificação comum com facilidade. Usar uma graxa específica, como o Mobil Chain Lube Spray™, garante proteção mesmo em condições severas. O produto forma uma camada resistente que evita desgaste, ferrugem e travamento”, explica. A aplicação deve ser feita com a corrente limpa e seca, e é importante deixar o produto agir por alguns minutos antes de rodar.

4. Luzes e freios em pleno funcionamento

“Luzes traseiras, piscas e farol são seus principais aliados na visibilidade. Se estiverem falhando, você fica invisível no trânsito”, afirma Vans. Ela também reforça que os freios precisam estar bem regulados, pois a distância de frenagem aumenta significativamente em pista molhada.

5. Evite rodar no início da chuva

A especialista recomenda, sempre que possível, aguardar os primeiros minutos do temporal passarem antes de sair. “É o momento mais perigoso, quando o óleo acumulado na pista ainda não foi totalmente lavado pela água. Se puder esperar, espere.”

6. Pilotagem mais suave e defensiva

Na chuva, a condução deve ser mais leve e atenta.

“Evite acelerações bruscas, freadas secas e curvas fechadas. Mantenha distância dos veículos à frente e vá com calma. A moto responde diferente na água, e você precisa estar no controle o tempo todo”, conclui a especialista.

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Desacelerar é só o começo — a educação para o trânsito deve ser permanente

qui, 29/05/2025 - 08:15
Segundo dados do Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf), o excesso de velocidade continua liderando o ranking de infrações no Brasil. Foto: llcv para Depositphotos

O mês de maio está chegando ao fim, mas a mensagem do Maio Amarelo 2025 permanece urgente: “Desacelere: seu bem maior é a vida”. Neste ano, a campanha colocou a velocidade no centro do debate, reforçando que a pressa no trânsito é inimiga da vida.

Conforme dados do Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf), o excesso de velocidade continua liderando o ranking de infrações no Brasil.

Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, alerta que desacelerar no trânsito pode salvar vidas.

“Quanto mais rápido os veículos estão, quando acontecer uma desaceleração brusca por um atropelamento, uma colisão, mais energia disponível para destruir estará presente. Não é à toa que velocidade é o principal fator envolvido nos sinistros mais graves.”

Ele também ressalta que, acima de um certo limite, nem mesmo o cinto de segurança e o airbag são suficientes para proteger o corpo humano em caso de sinistro.

No entanto, a reflexão proposta pelo Maio Amarelo vai além da velocidade. A campanha busca conscientizar sobre a importância de atitudes mais empáticas e responsáveis no trânsito, promovendo a segurança de todos os usuários das vias.

Educação para o trânsito: um compromisso contínuo

Embora o Maio Amarelo seja um momento de destaque para a segurança viária, a educação para o trânsito deve ser uma prática constante. Como destaca Celso Mariano:

“Todos os meses são amarelos. A busca por um trânsito mais seguro e pela redução de mortes deve ser uma constante em nossas atitudes.”

Nesse contexto, os Centros de Formação de Condutores (CFCs) desempenham um papel fundamental. Durante o evento “ATRAESC em Movimento”, realizado em Chapecó (SC), Mariano enfatizou:

“Velocidade mata. Formação e fiscalização salvam.”

Ele defende que o tema da velocidade deveria ser central em todo curso de formação de condutores.

Yomara Ribeiro, presidente da ATRAESC, reforça:

“Os CFCs são agentes de transformação social e educacional, e precisam ser reconhecidos como parte da solução para os problemas do trânsito.”

Veja também Maio Amarelo Celular ao volante: por que subestimamos um dos maiores causadores de sinistros? Maio Amarelo Ciclistas e patinetes elétricos: segurança no trânsito e micromobilidade em pauta no Maio Amarelo Conscientização O impacto dos sinistros de trânsito na Previdência Social: uma crise silenciosa O papel das autoescolas como parceiras estratégicas pela segurança viária

As autoescolas têm a oportunidade de atuar como parceiras estratégicas pela segurança viária, promovendo ações contínuas de conscientização e formando condutores mais conscientes e responsáveis.

Ao incorporar temas como o respeito aos limites de velocidade, a empatia no trânsito e a valorização da vida em seus currículos e atividades, os CFCs contribuem significativamente para a construção de um trânsito mais seguro.

A campanha Maio Amarelo 2025 nos lembra que a segurança no trânsito é uma responsabilidade coletiva, e que a educação é a chave para a mudança de comportamento.

“Que possamos levar as lições aprendidas neste mês para todos os dias do ano, promovendo um trânsito mais humano e seguro para todos”, conclui Mariano.

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STF derruba lei de Alagoas que impedia apreensão de veículos sem licenciamento

qua, 28/05/2025 - 16:30
O colegiado seguiu o voto do relator, ministro Nunes Marques, pela inconstitucionalidade da Lei estadual 8.311/2020. Foto: Evinho Silva/Ascom SMTT

O Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou a Lei Estadual nº 8.311/2020, de Alagoas, que proibia a apreensão ou retenção de veículos caso o condutor não comprovasse o pagamento do IPVA ou do licenciamento anual. A decisão, unânime, ocorreu em sessão virtual encerrada em 16 de maio de 2025, durante o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6694, ajuizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com o relator do caso, ministro Nunes Marques, a norma estadual viola a competência privativa da União para legislar sobre trânsito e transporte. Segundo ele, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) — Lei nº 9.503/1997 — já regulamenta, em âmbito nacional, os casos em que é possível apreender, reter ou remover veículos, retidos ou removidos, incluindo situações relacionadas à inadimplência de tributos e encargos obrigatórios.

“Como já existe lei de alcance nacional sobre a questão, os entes federados não estão autorizados a disciplinar a matéria”, destacou Nunes Marques em seu voto.

A decisão do STF reafirma que, mesmo sendo de natureza tributária, o não pagamento do IPVA ou do licenciamento afeta diretamente o exercício regular da circulação de veículos. Por isso, a regulamentação dessas sanções está inserida na legislação de trânsito, cuja competência é exclusiva da União.

Veja também Documentação Licenciamento: esquecer de pagar a taxa pode levar à remoção do veículo, alerta Detran Documentação Licenciamento 2025: o que você precisa saber para pagar e emitir o CRLV Documentação IPVA 2025: veja dúvidas mais comuns sobre o imposto

O Plenário seguiu integralmente o entendimento do relator, invalidando a lei estadual por usurpação de competência legislativa. A norma alagoana passou a valer em 2020 com o objetivo de impedir que se recolhesse veículos por falta de pagamento dos tributos obrigatórios, o que contrariava diretamente as regras do CTB.

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Senado aprova inclusão de agentes de trânsito e guardas municipais como profissionais da segurança pública

qua, 28/05/2025 - 11:00
A expectativa, segundo defensores da proposta, é que a votação na Câmara ocorra ainda em 2025. Foto: Arquivo Tecnodata

O Senado Federal aprovou, na noite de terça-feira (27), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37/2022, que altera o artigo 144 da Constituição Federal para incluir os guardas municipais (também chamados de polícias municipais) e os agentes de trânsito como integrantes formais do sistema de segurança pública. A medida representa um avanço importante no reconhecimento institucional dessas categorias, que há anos reivindicam mais respaldo legal para o exercício de suas funções.

De autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e relatada por Efraim Filho (União-PB), a PEC segue agora para votação na Câmara dos Deputados, sem necessidade de sanção presidencial. O texto aprovado no Senado incorpora à Constituição uma previsão já estabelecida na Lei 13.675/2018, que criou o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e já reconhecia agentes de trânsito e guardas como parte da engrenagem da segurança pública nacional.

O que muda com a PEC 37/2022?

Entre os principais pontos do relatório aprovado no Senado, destacam-se:

  • A inclusão formal das guardas ou polícias municipais e dos agentes de trânsito no caput do artigo 144 da Constituição Federal, como órgãos da segurança pública, por meio dos novos incisos VII e VIII;
  • A autorização para que os municípios alterem, por lei própria, a nomenclatura de suas guardas para “polícia municipal”, caso assim desejem;
  • O reconhecimento legal do policiamento ostensivo e comunitário como atribuição das guardas municipais;
  • O reforço da autonomia municipal na organização bem como funcionamento dessas instituições, respeitando as especificidades locais.

Segundo o relatório, a proposta busca não apenas corrigir lacunas jurídicas, mas também garantir igualdade de tratamento entre os profissionais da segurança pública, promovendo maior proteção jurídica para guardas e agentes de trânsito, especialmente diante das complexidades que enfrentam no cotidiano das cidades.

Fundamentação jurídica reforçada

O parecer aprovado no Senado se baseia em importantes decisões dos tribunais superiores que reconhecem a legitimidade da atuação desses profissionais na segurança pública. Entre elas:

  • A ADPF 995, do Supremo Tribunal Federal (STF), que consolidou o entendimento de que guardas municipais têm papel relevante na segurança urbana;
  • O julgamento do Recurso Extraordinário 608.588, também no STF, que reconheceu a possibilidade de atividade de segurança pública pelas guardas, desde que em conformidade com a legislação local;
  • A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no REsp 1.818.872/PE, que também reforçou a competência dos agentes municipais de trânsito para atuar com base na legalidade estrita.

Conforme o especialista em legislação de trânsito Julyver Modesto de Araujo, o avanço é significativo.

Ele destaca que a proposta “reconhece oficialmente o papel essencial desses profissionais na proteção da vida, do patrimônio e na promoção da ordem pública”.

Ainda de acordo com ele, o texto respeita a autonomia dos municípios e amplia a segurança jurídica para categorias que já vinham atuando na prática com responsabilidades semelhantes às das polícias tradicionais.

E agora? Proposta segue para a Câmara dos Deputados

Com a aprovação no Senado, a PEC 37/2022 segue para a análise da Câmara dos Deputados, onde precisará passar por dois turnos de votação e obter maioria qualificada (três quintos dos votos) para ser promulgada. Por se tratar de uma emenda constitucional, não há necessidade de sanção presidencial após aprovação nas duas casas legislativas.

A expectativa, segundo defensores da proposta, é que a votação na Câmara ocorra ainda em 2025, diante da mobilização de entidades representativas das guardas bem como dos agentes de trânsito.

Importância para a sociedade

A formalização desses profissionais como integrantes da segurança pública vai além do reconhecimento simbólico. Ela fortalece a capacidade dos municípios em atuar na prevenção da violência, amplia a legitimidade das ações dos agentes de trânsito e das guardas municipais. Assim como, reforça a cooperação entre as esferas federal, estadual e municipal no enfrentamento ao crime e à desordem urbana.

Além disso, a mudança constitucional pode abrir caminho para melhores condições de trabalho, acesso a recursos e capacitação. Além disso, investimentos direcionados a essas instituições, como já ocorre com outras forças de segurança.

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Autoescolas podem ir além da formação: o papel estratégico na construção de um trânsito mais seguro

qua, 28/05/2025 - 08:15
É hora de reconhecer que as autoescolas são, sim, parceiras estratégicas pela segurança viária. Fotos: Rachid Waqued/Detran-MS

Durante o Maio Amarelo 2025, diversas ações em todo o país chamaram a atenção para a necessidade de reduzir a velocidade nas vias brasileiras. Mas se há algo que precisa continuar após o encerramento da campanha, é o reconhecimento de que as autoescolas têm um papel estratégico permanente na segurança viária — um papel que vai muito além da formação técnica dos condutores.

Muito mais do que ensinar a dirigir

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, as autoescolas, ou Centros de Formação de Condutores (CFCs), são muitas vezes vistas apenas como um requisito burocrático para se obter a habilitação. No entanto, são nesses espaços que muitos motoristas têm o primeiro contato mais profundo com o conceito de responsabilidade no trânsito. Isso dá às autoescolas um potencial enorme de influência na cultura da mobilidade.

“Formar um condutor consciente envolve mais do que ensinar técnicas de direção e aplicar simulados de legislação. É também uma oportunidade para reforçar comportamentos seguros, éticos e empáticos — como manter a atenção ao volante, respeitar os limites de velocidade e entender que a vida está sempre acima da pressa”, explica.

Veja também Notícias Ceará lança Jornada pela Educação no Trânsito e cria Selo de Excelência para Autoescolas Projetos de Lei PL quer valorizar autoescolas e garantir uso de carros automáticos nas aulas práticas Conscientização Educação é a chave para um trânsito mais seguro, apontam pesquisadores da UEPA Segurança viária começa na base

De acordo com dados do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), os comportamentos de risco no trânsito — como velocidade excessiva, uso do celular ao volante e direção sob efeito de álcool — estão entre os principais fatores que causam sinistros. Quando a autoescola prioriza a formação cidadã e insere esses temas de maneira aprofundada no processo de ensino, contribui para reduzir esses riscos desde o início da trajetória do condutor.

Mais do que preparar para uma prova, os instrutores podem preparar os futuros motoristas para a vida real no trânsito — onde empatia e atenção são tão importantes quanto saber fazer baliza.

Experiências que inspiram

Durante a programação do Maio Amarelo 2025, o Portal do Trânsito destacou exemplos de autoescolas que participaram ativamente da campanha, promovendo rodas de conversa, aulas temáticas e debates com alunos. Em Chapecó (SC), por exemplo, o envolvimento direto dos CFCs em um evento regional de abertura da campanha reforçou como essas instituições podem ser protagonistas locais na conscientização sobre o trânsito.

Outra iniciativa destacada foi a atualização do sistema do Pnatrans, que passou a permitir o cadastro de projetos de segurança viária de diferentes organizações — incluindo autoescolas interessadas em desenvolver ações educativas contínuas.

Parceria permanente pela vida

Para o especialista, é hora de reconhecer que as autoescolas são, sim, parceiras estratégicas pela segurança viária. Com apoio de políticas públicas e integração com campanhas nacionais, elas podem desempenhar um papel ativo durante todo o ano — promovendo debates, reforçando boas práticas, abrindo espaço para discussões sobre mobilidade, acessibilidade e respeito entre os diferentes modos de deslocamento.

“Seja através da formação inicial, de atividades educativas ou da participação em iniciativas comunitárias, os CFCs têm o poder de ajudar a transformar o comportamento no trânsito desde a origem“, destaca.

Compromisso com a vida

O Maio Amarelo pode durar só um mês, mas o compromisso com a vida deve ser permanente. “Ao reconhecer as autoescolas como aliadas na construção de um trânsito mais seguro, abrimos caminho para uma cultura de paz e responsabilidade nas ruas e estradas. Que o exemplo deixado por elas neste Maio Amarelo 2025 sirva de inspiração para que essa parceria com a sociedade continue ativa o ano inteiro”, finaliza Mariano.

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Transporte inadequado de animais também representa risco no trânsito

ter, 27/05/2025 - 18:00
Transportar cães e gatos soltos no carro ou no colo do condutor coloca em risco a segurança de todos os ocupantes do veículo — inclusive do próprio animal. Foto: Freepik

Durante o Maio Amarelo — mês de conscientização para a segurança viária — um tema muitas vezes negligenciado ganha destaque: o transporte seguro de animais no trânsito. Cães, gatos e até animais de produção, quando transportados de forma inadequada, podem colocar em risco a segurança dos ocupantes do veículo, dos próprios animais e de terceiros. O alerta é do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo.

Apesar de o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não tratar especificamente do transporte de animais de estimação, ele prevê penalidades nos artigos 235 e 252 para condutores que levem cargas, pessoas ou animais soltos na parte externa do veículo ou entre os braços e pernas do motorista. As infrações vão de médias a graves, com multas que variam de R$ 130,16 a R$ 195,23, além da perda de 4 a 5 pontos na carteira de habilitação.

Transporte irregular de animais: dados preocupam

Conforme o CRMV-SP, somente na capital paulista, o Detran-SP registrou 610 multas em 2024 relacionadas ao transporte irregular de animais. Esse número pode ser ainda maior, já que não inclui autuações feitas por órgãos como a CET, DER e PRF.

Além disso, o Comando de Policiamento Rodoviário da PM de São Paulo contabilizou 145 infrações, entre janeiro e abril de 2025, por transporte de animais no colo ou à esquerda do motorista — uma prática arriscada e proibida por lei.

Transporte de pets: segurança começa no preparo

Levar animais soltos no carro — especialmente no colo — pode resultar em distrações perigosas, dificultar a reação do condutor e provocar acidentes. Para evitar riscos, a médica-veterinária Barbara Catharina Hellebrekers, membro da Comissão Técnica de Animais de Companhia do CRMV-SP, recomenda treinar os pets desde filhotes para se adaptarem à caixa de transporte ou ao cinto de segurança apropriado.

“Desde filhote, o animal deve ser treinado para usar a caixa de transporte ou o cinto de segurança apropriado. Mesmo com esse preparo, alguns apresentam cinetose (enjoo de movimento) e podem precisar de medicação antiemética — sempre sob orientação de um médico-veterinário — para viajar com conforto e segurança”, explica Hellebrekers.

Vai pegar estrada? Fique atento aos sinais do seu pet

Mesmo em trajetos curtos, os animais podem sofrer com estresse e desconforto. A veterinária destaca a importância de observar o comportamento do pet durante o percurso.

“Muito choro e agitação são sinais de que algo está errado e o animal de companhia deve ser avaliado, buscando saber se tem sede, fome, se precisa defecar ou urinar, ou ainda se está com calor ou frio.”

Os gatos, por sua vez, costumam apresentar sinais mais sutis e intensos de estresse durante deslocamentos. O médico-veterinário Rodrigo Filippi Prazeres, também membro da Comissão Técnica de Animais de Companhia e especialista em felinos, alerta para os comportamentos típicos.

“O estresse nos gatos pode se manifestar por vocalização excessiva, salivação, tremores, respiração ofegante, eliminação involuntária de urina ou fezes, além de tentativas de fuga dentro da caixa de transporte. Já o enjoo pode provocar salivação intensa, vômito, apatia e até imobilidade.”

Segundo Prazeres, os gatos são mais sensíveis a mudanças de ambiente, ruídos e movimentos inesperados, o que pode tornar a viagem especialmente desconfortável para eles.

Transporte de animais de produção também exige cuidados

Não são apenas os pets que exigem atenção. O transporte de animais de produção, como bovinos, equinos e suínos, é regulado pela Resolução nº 791/2020 do Contran, que estabelece regras obrigatórias para garantir o bem-estar e a segurança desses animais durante o deslocamento.

De acordo com a norma, o veículo utilizado no transporte deve:

  • Ser resistente e compatível com o peso e os movimentos dos animais;
  • Ter piso antiderrapante;
  • Exibir na parte traseira da carroceria um telefone de emergência visível.

A responsabilidade pelo cumprimento dessas exigências é compartilhada entre o motorista, o proprietário do veículo e o dono da carga viva. Todos podem ser responsabilizados em caso de irregularidades ou violações de leis ambientais e sanitárias.

Maio Amarelo: movimento global pela segurança no trânsito

Criado com base em uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), o Maio Amarelo surgiu em 2011 com a meta de reduzir pela metade as mortes no trânsito até 2020. No Brasil, o movimento começou em 2014, com coordenação do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

Desde então, a campanha vem mobilizando governos, empresas e a sociedade para promover uma cultura de respeito e responsabilidade nas vias, lembrando que segurança no trânsito também inclui o cuidado com os animais.

As informações são da Comunicação CRMV-SP

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Mato Grosso do Sul sedia encerramento nacional do Maio Amarelo 2025

ter, 27/05/2025 - 12:15
O evento ocorrerá no Bioparque Pantanal. Foto: Rachid Waqued

Nesta terça-feira (27), o maior aquário de água doce do mundo, o Bioparque Pantanal, será palco do encerramento nacional do Movimento Maio Amarelo 2025. O objetivo do evento é apresentar os resultados da mobilização em todo o País em prol de um trânsito mais seguro.

O Maio Amarelo é um movimento internacional de conscientização que busca reduzir os acidentes e mortes no trânsito, por meio do engajamento da sociedade e do poder público. Criado a partir de uma iniciativa da ONU em 2011, e no Brasil a partir de 2014,  o mês de maio tornou-se referência global para ações voltadas à segurança viária.

A cor amarela foi escolhida por simbolizar atenção e advertência, como nas sinalizações de trânsito.

Escolha de MS

Mato Grosso do Sul foi escolhido para sediar o encerramento por sua atuação constante em ações educativas, especialmente intensificadas no mês de maio, além de ser o único estado brasileiro com todos os municípios integrados ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT).

O evento contará com a presença de autoridades e representantes de trânsito de todo o Brasil, como a Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), o ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária) e o Ministério dos Transportes.

A abertura terá apresentação da peça teatral vencedora da etapa estadual do Prêmio Fetran MS 2024. Em seguida, um balanço nacional mostrará as ações realizadas em 2025, com destaque para o impacto do movimento. A apresentação terá a condução de Paulo Guimarães, CEO do ONSV.

Para reforçar a importância de atitudes conscientes no trânsito, o apresentador, piloto de testes e Embaixador do Maio Amarelo, Cesar Urnhani, ministrará uma palestra especial. A temática será: Qualidade de Vida e Segurança na Mobilidade.

O evento é uma realização do Observatório Nacional de Segurança Viária, em parceria com o Detran-MS, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Senatran e Ministério dos Transportes. A transmissão será ao vivo pelo canal do Detran-MS no YouTube.

Encerramento Nacional do Maio Amarelo 2025

Assista aqui:

As informações são de Mireli Obando, Comunicação Detran-MS

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CNH vencida ou prestes a vencer? Saiba se é possível antecipar a renovação da sua habilitação

ter, 27/05/2025 - 08:15
As regras podem mudar e cada órgão pode interpretar a norma de forma diferente. Foto: Felix Carneiro/Governo do Tocantins

Com as mudanças na legislação de trânsito e, também com muitas fake news sobre o assunto, muitos condutores têm dúvidas sobre quando e como podem renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Uma das perguntas mais frequentes é: se é possível antecipar a renovação da habilitação?

Neste texto, explicamos o que diz a lei sobre antecipar a renovação da habilitação, o que depende dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) e quais regras estão valendo atualmente.

O que mudou na validade da CNH?

Desde abril de 2021, passaram a valer novas regras sobre a validade da CNH. A Lei 14.071/20 alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e ampliou o prazo de validade do exame de aptidão física e mental, que faz parte do processo de renovação do documento.

Veja como ficou:
  • 10 anos de validade para condutores com até 50 anos de idade;
  • 5 anos para motoristas entre 50 e 70 anos;
  • 3 anos para quem tem mais de 70 anos.
É possível renovar a CNH antes do vencimento?

Sim, na maioria dos estados é possível renovar a CNH mesmo antes de vencer. Porém, não há uma regra única: cada Detran define seus próprios critérios. Em geral, o processo costuma ser liberado a partir de 30 dias antes do vencimento, mas há exceções.

Segundo especialistas, não há nenhuma restrição legal que proíba o condutor de renovar com antecedência. Trata-se de uma escolha administrativa dos órgãos de trânsito. Por isso, a orientação é verificar com o Detran do seu estado qual é o procedimento adotado.

O que dizem alguns Detrans:
  • Rio de Janeiro (Detran/RJ): permite a renovação a qualquer momento, independentemente da data de validade.
  • Rio Grande do Sul (Detran/RS): aceita a solicitação a qualquer tempo, desde que tenham se passado pelo menos 30 dias da última emissão.
  • Mato Grosso (Detran/MT): também não impõe restrições quanto à antecipação.
  • São Paulo (Detran/SP): a renovação simplificada está disponível apenas para CNHs vencidas ou que vencem em até 30 dias. Além disso, o condutor não pode ter alterado os dados cadastrais recentemente.
Fique atento

Se você está pensando em renovar sua habilitação antes do vencimento, o melhor caminho é entrar em contato com o Detran do seu estado. As regras podem mudar e cada órgão pode interpretar a norma de forma diferente.

Para saber como proceder, acesse o site oficial do Detran do seu estado ou procure atendimento nos canais oficiais.

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Excesso de velocidade lidera infrações em Curitiba e preocupa autoridades

seg, 26/05/2025 - 18:00
Prefeitura de Curitiba intensifica ações no Maio Amarelo para conscientizar os motoristas da importância de respeitar os limites de velocidade. Foto: Ricardo Marajó/SECOM

Quase metade das infrações de trânsito registradas em Curitiba neste ano está relacionada ao excesso de velocidade. De 1º de janeiro a 14 de abril de 2025, 45% das autuações na cidade — 182.508 do total de 407.755 — foram motivadas por motoristas que ultrapassaram os limites permitidos nas vias.

A situação não é novidade: em 2024, a infração também liderou o ranking, segundo dados da Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito (SMDT). Das 1.652.305 infrações contabilizadas, 714.425 (43,24%) foram por excesso de velocidade.

Maio Amarelo reforçou importância de dirigir com responsabilidade

Durante a campanha Maio Amarelo, o prefeito Eduardo Pimentel destacou os esforços da gestão para tornar o trânsito mais seguro e transparente. Em janeiro, a prefeitura iniciou a nova sinalização dos radares de Curitiba, com o objetivo de orientar os condutores e reduzir acidentes.

“Sou a favor da total transparência, por isso reforçamos a sinalização de todos os radares, mostrando que eles servem para orientar os motoristas, reduzir o número de acidentes, evitar mortes e não para punir”, afirmou o prefeito.

A definição dos locais de instalação dos radares segue estudos técnicos de engenharia, que levam em conta o volume de tráfego, geometria da via, velocidade média, circulação de pedestres e ciclistas, além dos índices de acidentes. Desde 2021, os endereços dos radares estão disponíveis no site oficial da prefeitura.

Veja também Fiscalização e Legislação Multas por câmeras de videomonitoramento: o que pode (e o que não pode) ser fiscalizado? Tira Dúvidas Qual é o alcance de fiscalização dos novos radares? Veja a resposta! Fiscalização e Legislação Novos radares em SP detectam uso de celular ao volante Alta velocidade coloca vidas em risco, alertam especialistas

Para o superintendente de Trânsito da SMDT, Bruno Pessutti, a principal causa do elevado número de multas é o comportamento dos próprios motoristas.

“Os motoristas que excedem o limite de velocidade colocam em risco os pedestres e outros motoristas. Dez quilômetros acima da velocidade permitida faz toda a diferença numa reação para evitar que um acidente ocorra”, explicou.

A diretora da Escola Pública de Trânsito de Curitiba, Melissa Puertas Sampaio, reforça que o excesso de velocidade é um dos principais fatores de risco no trânsito, impactando diretamente a gravidade dos acidentes.

“É fundamental respeitar os limites de velocidade para garantir a segurança de todos os usuários da via, incluindo motoristas, passageiros e pedestres. Respeite as pessoas e faça um trânsito mais humanizado”, afirmou.

Curitiba registra queda nas mortes no trânsito, mas números ainda preocupam

O relatório do Programa Vida no Trânsito (PVT) mostra que, em 2024, Curitiba registrou 141 mortes em 136 acidentes. Ou seja, uma redução de 5,4% em comparação com 2023, quando houve 149 vítimas fatais.

Os dados também revelam uma queda expressiva de 54,5% no número de mortes ao longo da última década. Em 2011, ano inicial do levantamento, houve o registro de 310 mortes. O número de 2024 é o menor já contabilizado desde então.

Apesar do avanço, as autoridades reforçam que o trabalho precisa continuar.

“É importante frisar que o respeito à legislação e à engenharia de tráfego, que determina as velocidades máximas para as pessoas transitarem com segurança, salvam vidas. O trânsito faz muitas vítimas e nós precisamos focar sempre a redução de mortes na Visão Zero: mortes zero no trânsito”, enfatizou Pessutti.

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Detran alerta que inscrição para CNH gratuita em Redes Sociais é golpe

seg, 26/05/2025 - 13:30
O golpe é aplicado pelas Redes Sociais ou por e-mail. Foto: Divulgação

O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) alerta a toda população do estado para um golpe que oferece inscrições para o CNH Social em troca de pagamento. Os golpistas oferecem inscrições para o programa CNH Social mediante pagamento de valores baixos que variam de 50 a 60 reais. O golpe da CNH gratuita é aplicado pelas Redes Sociais ou por e-mail.

O programa CNH MS Social, do Governo do Estado de MS, oferecido pelo Detran-MS, não cobra nenhum valor por inscrição. As inscrições são abertas através de edital específico que é publicado no Diário Oficial do Estado. Orientações para não cair no golpe para CNH gratuita

O órgão ainda informa que no momento, não há nenhum edital de inscrição para o CNH MS Social aberto, mas estuda a possibilidade de abertura de um novo edital.

“Estamos trabalhando em um novo edital, mas ainda não temos informações sobre quantidade de vagas, nem as datas”, explica a coordenadora do Programa CNH MS Social, Priscila Miyahira.

O Detran orienta que as pessoas consultem os canais oficiais do Governo do Estado, principalmente a assistente virtual Glória, que através do whatsapp 3368-0500 permite acessar todas as informações.

As pessoas que já realizaram o pagamento de inscrições acreditando estar se inscrevendo para o CNH MS Social do Detran-MS, devem procurar a Polícia para um Boletim de Ocorrência.

Assistente Virtual

Com um visual moderno e acolhedor, a assistente virtual do Detran-MS, Glória, foi projetada para refletir a simpatia típica dos moradores de Mato Grosso do Sul.

Desenvolvida para se comunicar de forma clara, descomplicada e acessível, ela é capaz de realizar consultas de pontuação da CNH, verificar débitos de veículos registrados no Estado, emitir guias, consultar informações sobre golpes, fake news e até encaminhar o usuário para um atendimento humano, sempre que solicitado, tudo isso sem sair da conversa no WhatsApp.

A atendente virtual funciona 24 horas por dia para consultas de CNH e veículos. Já a emissão das guias, que no momento é realizada com suporte de atendentes humanos, está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, também pelo número (67) 3368-0500.

Texto de Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS

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Mobilidade Humana: por que o trânsito deve ser pensado para pessoas, não apenas para veículos

seg, 26/05/2025 - 08:15
O Maio Amarelo 2025 nos lembra que o trânsito deve ser pensado para as pessoas. Foto: Iakov para Depositphotos

O Maio Amarelo 2025 traz à tona uma reflexão essencial: é preciso pensar na mobilidade com prioridade para as pessoas. O tema deste ano, “Mobilidade Humana, Responsabilidade Humana”, convida a sociedade a repensar o trânsito como um espaço de convivência, onde a segurança e o respeito mútuo são fundamentais.

Entendendo a mobilidade humana

Mobilidade humana vai além do deslocamento físico; trata-se de garantir que todos possam se mover com segurança, dignidade e autonomia. Isso inclui pedestres, ciclistas, usuários de transporte público, pessoas com deficiência e outros grupos vulneráveis.

De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), a verdadeira mobilidade humana se constrói quando todos se sentem seguros e respeitados. “É fundamental que a responsabilidade individual se torne uma prioridade coletiva, transformando nossas cidades em espaços mais seguros e inclusivos para todos”, afirma o site do ONSV.

Veja também Maio Amarelo Maio Amarelo 2025: “Desacelere: seu bem maior é a vida” Conscientização O impacto dos sinistros de trânsito na Previdência Social: uma crise silenciosa Conscientização Campanhas de conscientização para o trânsito: estamos evoluindo? A importância da infraestrutura inclusiva

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, para promover a mobilidade humana, é essencial investir em infraestrutura que atenda às necessidades de todos os usuários das vias. Isso inclui calçadas acessíveis, ciclovias seguras, faixas de pedestres bem sinalizadas e transporte público eficiente.

“Além disso, políticas públicas devem priorizar a segurança dos mais vulneráveis no trânsito, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. A implementação de zonas de velocidade reduzida em áreas residenciais e escolares, por exemplo, pode salvar vidas”, explica.

Educação e conscientização

A mudança de paradigma no trânsito também passa pela educação. Campanhas de conscientização, como o Maio Amarelo, desempenham um papel crucial ao informar e sensibilizar a população sobre a importância de um comportamento responsável nas vias.

Empresas, escolas e organizações da sociedade civil podem contribuir promovendo ações educativas que reforcem valores como empatia, respeito e responsabilidade. Afinal, cada indivíduo tem um papel na construção de um trânsito mais humano.

Pessoas no centro das decisões

O Maio Amarelo 2025 nos lembra que devemos pensar o trânsito para as pessoas.

“Ao adotar o conceito de mobilidade humana, promovemos uma cultura de empatia e respeito mútuo nas vias, reconhecendo que cada indivíduo tem o direito de se locomover com segurança”, finaliza Mariano.

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Dê passagem para poder seguir em paz

dom, 25/05/2025 - 18:00
Carlos Luiz Souza é vice-presidente da Actrans-MG. Foto: Divulgação

Carlos Luiz Souza*

Não há como negar as incríveis transformações que a contemporaneidade vivencia no momento. Avanços em inúmeras áreas, sobretudo na tecnologia, vêm contribuindo para a transformação da sociedade. Num tempo de constantes mudanças que interferem de forma positiva ou negativa – conforme o modo peculiar com o qual cada um toma para si o que é oferecido – uma coisa se mantém: o fator humano. Ainda somos os mesmos, porém com características e ações potencializadas ou exacerbadas pelo lugar no qual estamos inseridos.

Um contexto representativo de nosso cotidiano é o trânsito.

Nele, numa fração de segundos ou horas vivenciamos quase tudo que é possível, desde gentilezas até desavenças, de favores até falta de educação, de relacionamentos que se iniciam num simples olhar até brigas que terminam em mortes. 

No trânsito pessoas se conhecem, compartilham vivências e se interagem quase sempre de forma positiva quando o momento está bom. Mas, basta uma cochilada no semáforo para se ouvir “acorda, lerdo!” ou “comprou carteira onde?”, entre outras infindáveis frases de teor pejorativo e ofensivo.

Pesquisa realizada pelo Instituto Real Time Big Data nos dias 18 e 19 de junho de 2024 evidenciou dados preocupantes sobre o comportamento do brasileiro no trânsito. Na pesquisa, 68% disseram já ter presenciado alguma discussão ou briga entre motoristas nos três meses anteriores. Os dados mostraram que 71% responderam que no trajeto diário se considera calmo e paciente, outros 26% informaram se sentir um pouco ansiosos, enquanto 3% relataram se sentir estressados ou irritados.

“O problema é o outro” responderiam quase todos, e provavelmente também você, caro leitor! Na referida pesquisa, 61% responderam que a imprudência de outros motoristas é o principal motivo de irritação no trânsito.

Outros 34% relataram a falta de respeito às leis de trânsito.

Quase 40% dos participantes informaram que já sofreram alguma ameaça de outro motorista e 85% disseram que não se sentem seguros dirigindo nas ruas de sua cidade. Enfim, num contexto notadamente repleto de normas, regras, sinalizações e orientações, tantos números negativos indicam que falta o básico: respeito e empatia!

De onde viria tanta agressividade e hostilidade no trânsito? As respostas são muitas, em geral relacionadas com a forma com a qual nos comportamos em sociedade porque o trânsito é um reflexo dessa mesma sociedade. Ainda que pouco mais de 70% se considerem calmos, conforme a pesquisa, conforme a pesquisa, 38% relataram vontade de, em algum momento, agredir fisicamente alguém no trânsito. 

A conta não fecha! Com certeza falta algo nesta equação e provavelmente a incógnita e possibilidade de resolução está com a variável mais complexa: você.

Isso mesmo, cabe a você fazer o que o outro ignora!

Cabe a você colocar em prática regras criadas para nos preservar, e cabe a você se proteger e proteger o outro de forma respeitosa, disseminando novos hábitos que se tornarão a base de uma cultura de paz no trânsito. 

O simples ato de buzinar no trânsito não vai fazer fluir o movimento, xingar alguém indeciso não vai proporcionar uma opção de resolução e o excesso de velocidade, em muitos casos, não significa chegar a tempo num local, mas sim encerrar a própria vida ou de outros no meio do caminho.

A tensão que vivenciamos todos os dias não precisa ser canalizada para nossas condutas no trânsito. Temos sim a opção de escolher uma vida mais tranquila em todos os contextos de nossa sociedade. Fica aqui a recomendação para continuar seguindo em paz: não apenas respeite e cumpra as regras, seja tolerante e paciente, ajude e saiba receber ajuda, tenha bom senso e pratique gentileza no trânsito, deixe passar para também poder seguir.

*Carlos Luiz Souza é Psicólogo especialista em Trânsito e vice-presidente da Associação de Clínicas de Trânsito de Minas Gerais

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Curso de atualização para instrutores de trânsito está com as inscrições abertas

dom, 25/05/2025 - 13:30
O conteúdo programático pode ser conferido diretamente no edital. Foto: Divulgação DetranRS

As inscrições para o curso de atualização para instrutores de trânsito, oferecido presencialmente pela Escola Pública de Trânsito do DetranRS, estão abertas até o próximo dia 28 de maio. A formação é obrigatória a todos que tenham realizado sua formação ou a última atualização há mais de cinco anos, conforme Resolução 789/2020 do Contran.  

O curso promove atualização de conhecimentos, legislação e estratégias didáticas aos instrutores de trânsito, teóricos e práticos, com vistas a qualificar a sua atividade educativa na formação de condutores. 

As inscrições podem ser feitas pelo link https://escola.detran.rs.gov.br/curso-atualizacao-de-instrutor-de-transito/ . Totalmente gratuito, o curso possui 24h/aula e as aulas ocorrem entre os dias 24 e 26 de junho. Para mais detalhes, acesse o edital em https://diariooficial.rs.gov.br/materia?id=1260300 

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Acidentes de trânsito causam uma internação no SUS a cada 2 minutos

dom, 25/05/2025 - 08:15
O aumento das internações por sinistros de trânsito é um alerta claro de que o Brasil precisa tratar a segurança viária como uma prioridade de saúde pública. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Brasil vive uma verdadeira epidemia silenciosa nas ruas e estradas: a cada dois minutos, uma pessoa é internada no Sistema Único de Saúde (SUS) por causa de acidentes de trânsito. Só em 2024, foram mais de 227 mil internações, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) e pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede) divulgado pela Agência Brasil durante a campanha do Maio Amarelo, que promove a segurança no trânsito.

Nos últimos dez anos, entre 2015 e 2024, o SUS contabilizou 1,8 milhão de internações relacionadas a sinistros viários, com um custo direto de R$ 3,8 bilhões apenas em despesas hospitalares. Os números, divulgados pela Agência Brasil, revelam ainda um dado alarmante: houve um aumento de 44% nas internações por acidentes de trânsito no período — saltando de 157 mil em 2015 para os atuais 227 mil.

Motociclistas são os mais afetados

A maior parte das vítimas graves internadas são motociclistas, envolvidos em mais de 60% dos acidentes com internação. A popularização das motos para o deslocamento urbano, especialmente nas regiões metropolitanas e no interior, somada à explosão dos serviços de entrega por aplicativos, contribui para esse cenário de vulnerabilidade. Conforme os especialistas da Abramet, muitos desses profissionais enfrentam jornadas longas, pressões por agilidade e falta de capacitação adequada.

Os motociclistas também lideram os óbitos em sinistros de transporte no país. De acordo com o Atlas da Violência 2025, publicado pelo IPEA em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 56% das mortes no trânsito em 2023 envolveram motocicletas — um número que praticamente dobrou desde 2013. O relatório também destaca que os jovens entre 15 e 29 anos são as principais vítimas fatais, sobretudo homens negros de baixa renda.

O custo social da violência no trânsito

Além do impacto humano, os sinistros de trânsito geram um pesado custo econômico para o Brasil. Os R$ 3,8 bilhões em gastos hospitalares diretos representam apenas uma fração do problema. Quando se considera a reabilitação, perda de produtividade, aposentadorias precoces e outros custos indiretos, o prejuízo anual ultrapassa os R$ 50 bilhões, segundo estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Esses recursos poderiam estar sendo aplicados em educação, saúde preventiva e mobilidade segura. O cenário atual é insustentável: ao mesmo tempo em que a sociedade tende a naturalizar os sinistros de trânsito como meras fatalidades, o país continua acumulando perdas humanas significativas e comprometendo uma parte relevante do orçamento público com despesas que poderiam ser evitadas. A situação exige uma mudança de postura coletiva e maior efetividade por parte das políticas públicas.

O que está faltando?

Especialistas são unânimes: o Brasil precisa investir mais em educação para o trânsito, fiscalização eficiente e infraestrutura urbana segura, como ciclovias, faixas exclusivas e sinalização adequada. Apesar de o Código de Trânsito Brasileiro prever dispositivos importantes para a prevenção, como a formação obrigatória em direção defensiva, os dados mostram que a implementação ainda é insuficiente.

O especialista em segurança viária Celso Alves Mariano, diretor do Portal do Trânsito, destaca que a mudança precisa começar pelas escolas.

“Ensinar crianças e adolescentes sobre convivência no trânsito, empatia e responsabilidade é o caminho para formar cidadãos mais conscientes no futuro. Hoje, isso ainda é tratado como tema secundário”, alerta.

Veja também Educação nas Escolas Educação de trânsito nas escolas: promessa antiga, prática ausente Estatísticas Taxa de mortes em sinistros de motocicletas cresce 12,5% no país Estatísticas Atlas da Violência 2025: violência no trânsito cresce e mortes de motociclistas disparam no Brasil Campanhas são importantes, mas não bastam

Campanhas como o Maio Amarelo ajudam a chamar atenção para o problema, mas não substituem ações estruturais. Em muitos municípios, faltam dados detalhados sobre os locais e causas dos acidentes, o que dificulta o planejamento de políticas públicas eficazes. Além disso, a ausência de observatórios municipais de trânsito é um dos gargalos apontados por especialistas.

Em nível federal, o Brasil estabeleceu metas ambiciosas de redução de mortes no trânsito, alinhadas à Década da ONU para a Segurança no Trânsito (2021–2030). No entanto, o país ainda está longe de atingir as metas pactuadas. A implementação do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS) tem avançado de forma desigual entre os estados.

Caminhos possíveis

Para mudar esse cenário dos impactos do trânsito no SUS, os especialistas recomendam medidas como:

  • Ampliação da fiscalização eletrônica, especialmente em áreas urbanas com alto fluxo de motos;
  • Investimento em cursos de formação continuada para motociclistas assim como demais condutores;
  • Revisão dos critérios para concessão de CNH, com foco em habilidades práticas e comportamento defensivo;
  • Criação de programas municipais de prevenção, com envolvimento das secretarias de saúde, educação e transportes;
  • Apoio à reabilitação das vítimas, com programas que garantam retorno ao trabalho e suporte psicológico.
Alerta sobre os impactos do trânsito no SUS

De acordo com Celso Mariano, o aumento das internações por sinistros de trânsito é um alerta claro de que o Brasil precisa tratar a segurança viária como uma prioridade de saúde pública. A cada dois minutos, uma nova vítima é hospitalizada — muitas delas jovens, trabalhadores bem como pais de família.

“Enfrentar esse problema exige mais do que campanhas pontuais: é necessário investimento, articulação entre esferas de governo e, acima de tudo, compromisso com a vida”, conclui.

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Como oficinas mecânicas podem acompanhar o avanço da frota de veículos 

sab, 24/05/2025 - 18:00
Foto: SimonSkafar / iStock

Com o crescimento contínuo da frota de veículos em circulação nas cidades brasileiras, oficinas mecânicas enfrentam o desafio de atender uma demanda cada vez maior e mais diversificada. A necessidade de equipamentos modernos, como o elevador automotivo, por exemplo, torna-se essencial para garantir um serviço eficiente, seguro e de qualidade.

A expansão do número de automóveis, motocicletas e veículos utilitários impõe novas exigências ao setor de reparação automotiva. Com a variedade de modelos e tecnologias embarcadas, os profissionais precisam estar cada vez mais atualizados e preparados para lidar com diferentes sistemas mecânicos e eletrônicos. 

O aumento no fluxo de carros também pressiona por agilidade nos consertos, manutenção preventiva e diagnósticos rápidos.

Entre os fatores que exigem mudanças nas oficinas, estão:
  • A diversificação da frota, com veículos nacionais e importados.
  • O aumento da complexidade dos sistemas eletrônicos embarcados.
  • A exigência por mão de obra qualificada.
  • A necessidade de ferramentas modernas para atendimento ágil.
  • A busca por segurança no trânsito urbano.

Diante desse cenário, muitas oficinas investem em capacitação técnica, atualização de equipamentos, reorganização do espaço físico e até uso de inteligência artificial. A utilização de tecnologias modernas passou a ser um diferencial para garantir competitividade e, por consequência, a confiança do cliente. 

Um  exemplo do uso da IA é na análise de diagnósticos automotivos. A tecnologia é capaz de processar grandes volumes de dados com precisão, identificando padrões e detectando possíveis falhas nos sistemas dos veículos.

Outro recurso da ferramenta é o uso de chatbots. Esses sistemas interativos são capazes de responder, em tempo real, às dúvidas de clientes sobre os serviços prestados, inclusive fornecendo explicações sobre os diagnósticos dos automóveis.

No ambiente da oficina, essa tecnologia também pode oferecer suporte direto aos mecânicos, auxiliando na identificação de peças, fornecendo instruções detalhadas para reparos e até sugerindo soluções para diagnósticos mais complexos.

Além do setor automotivo, outras áreas também podem ser beneficiadas pela aplicação da Inteligência Artificial.

No setor financeiro, por exemplo, ela pode contribuir com a análise de dados relacionados a vendas, custos operacionais e outros indicadores que influenciam diretamente no planejamento e na saúde financeira da oficina.

Ainda, equipamentos como scanners automotivos, balanceadoras digitais e alinhadores computadorizados fazem parte da rotina de muitos estabelecimentos, especialmente nas grandes cidades.

Além da tecnologia, o trânsito intenso e o desgaste dos componentes aceleram a procura por serviços de manutenção. Freios, suspensão, troca de óleo, pneus e sistemas de arrefecimento são itens com alta demanda nos centros urbanos. 

A frota mais antiga também requer atenção redobrada, já que veículos com mais de 10 anos representam boa parte dos atendimentos nas oficinas.

Em locais nos quais o tráfego é mais pesado, o impacto do uso contínuo afeta diretamente o desempenho dos veículos. Por isso, a manutenção preventiva ganha destaque, sendo fundamental para evitar falhas mecânicas, que podem causar acidentes ou transtornos no dia a dia.

Adaptação e resposta à nova realidade

Para acompanhar o avanço da frota e garantir segurança no trânsito, as oficinas se organizam internamente, investindo em processos mais eficientes e atendimento personalizado. Algumas estratégias adotadas podem incluir:

  • Treinamento constante das equipes técnicas.
  • Implantação de sistemas de agendamento eletrônico.
  • Aquisição de ferramentas específicas para veículos híbridos e elétricos.
  • Monitoramento eletrônico de peças e estoques.
  • Parcerias com fabricantes e distribuidores de autopeças.

Em muitas oficinas, o espaço físico passou por adaptações para comportar veículos de diferentes portes, e o elevador automotivo tem papel central nesse processo. Essa ferramenta permite elevar o carro para inspeções completas da parte inferior, facilitando tanto a manutenção como o reparo de componentes que não seriam acessíveis em solo.

O uso dessa tecnologia permite diagnósticos mais precisos e agilidade no atendimento, fundamentais para manter a frota segura nas ruas. Com ela, o profissional pode realizar serviços como troca de amortecedores, revisão da suspensão e análise do sistema de freios com mais facilidade, aumentando a rotatividade de veículos no local.

Esse tipo de equipamento também representa um avanço na ergonomia do trabalho mecânico, reduzindo esforços físicos excessivos e prevenindo lesões.

Assim, além de melhorar o atendimento ao cliente, contribui para condições mais seguras e saudáveis de trabalho.

Além disso, com as transformações nas formas de mobilidade, o setor de reparação automotiva se posiciona como peça-chave para a fluidez no trânsito. A manutenção adequada dos veículos impacta diretamente na segurança viária e na redução de falhas que podem comprometer o desempenho dos sistemas de freio, direção e motor.

Ao mesmo tempo, o crescimento da frota traz oportunidades e desafios para as oficinas mecânicas. Aquelas que conseguem acompanhar as mudanças do mercado, adotando tecnologias modernas e qualificando seus profissionais, tendem a se destacar diante da concorrência.

Logo, a atualização constante, a organização eficiente e o uso de ferramentas adequadas são essenciais para que esses estabelecimentos atendam às exigências do novo perfil da frota brasileira. 

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Maio Amarelo: Arteris revela perfil das vítimas de atropelamentos nas rodovias

sab, 24/05/2025 - 13:30
Os trechos com maior incidência de atropelamentos estão distribuídos entre áreas urbanas e regiões com grande circulação de pessoas e de veículos. Foto: Divulgação Arteris

A Arteris, uma das maiores empresas de concessão de rodovias do Brasil, reforça o alerta para o número de atropelamentos nas estradas e a importância da direção segura para preservar vidas no trânsito. Em 2024, foram 600 ocorrências do tipo registradas entre janeiro e dezembro, enquanto nos primeiros três meses de 2025 já são 129 casos contabilizados. As vítimas mais recorrentes são andarilhos, ciclistas e moradores do entorno das rodovias.

Os dados do setor público também são preocupantes. Em 2024, segundo a Polícia Rodoviária Federal, houve o registro de 3.167 atropelamentos nas rodovias federais brasileiras, que resultaram em 968 mortes. Já nas rodovias estaduais de São Paulo, no mesmo período, foram registrados 1.161 atropelamentos de pedestres, segundo a Polícia Militar Rodoviária – 393 deles com vítimas fatais.

Além do excesso de velocidade, outras causas comuns neste tipo de acidente são o uso de álcool ao dirigir, distrações com uso do celular — tanto por motoristas quanto por pedestres — e a travessia irregular, ou seja, fora das passarelas. Para reduzir os riscos de sinistros, incluindo os atropelamentos, a Arteris reforça a necessidade dos comportamentos seguros nas rodovias e endossa a campanha Maio Amarelo que, em 2025, tem como mote escolhido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) o pedido: “Desacelere. Seu bem maior é a vida.”

Passarelas: investimento que salva

A Arteris mantém passarelas instaladas estrategicamente ao longo das rodovias para garantir a travessia segura dos pedestres. Ao todo, são 324 estruturas implantadas nas rodovias sob sua gestão:

  • Arteris Fernão Dias – 86 passarelas
  •  Arteris Fluminense – 59 passarelas
  • Arteris Régis Bittencourt – 63 passarelas
  • Arteris Litoral Sul – 55 passarelas – mais uma em construção com entrega prevista para 2025
  • Arteris ViaPaulista – 33 passarelas
  • Arteris Planalto Sul – 15 passarelas
  • Arteris Intervias – 13 passarelas

Além de investimentos em infraestrutura e ações de conscientização, a empresa possui um programa contínuo de monitoramento, avaliação e melhoria das rodovias, visando a segurança dos usuários e a redução dos acidentes.

Apesar dos esforços, a concessionária ainda flagra cenas preocupantes: imagens registradas nas rodovias mostram pedestres atravessando fora da passarela, muitas vezes a poucos metros de uma travessia segura. A empresa destaca que, embora se compartilhe a responsabilidade pelo trânsito seguro, o desrespeito às leis e a imprudência de alguns usuários continuam sendo fatores determinantes em muitos acidentes.

“Temos rodovias com passarelas, sinalização adequada e projetos voltados à conscientização. Mas seguimos registrando flagrantes de risco extremo. Nossa missão é preservar vidas, e isso exige um esforço coletivo: da empresa, do poder público e principalmente dos usuários”, afirma Marcelo Sato Mizusaki, superintendente de Operações da Arteris.

Os trechos com maior incidência de atropelamentos estão distribuídos entre áreas urbanas e regiões com grande circulação de pessoas e de veículos, que demandam atenção redobrada tanto por parte dos pedestres quanto dos motoristas.

Campanhas Viva Pedestre e Viva Ciclista

Ações educativas também fazem parte da estratégia contínua da Arteris para redução de acidentes e são intensificadas ao longo do Maio Amarelo. Os Programas Viva promovem orientações práticas a todos os tipos de usuários das rodovias – entre as ações, estão o Viva Pedestre e o Viva Ciclista, voltados a públicos mais vulneráveis aos atropelamentos.

Em 2024, 1.220 atividades educativas dos Programas impactaram mais de 118 mil pessoas. Só no primeiro trimestre de 2025, já houve a realização de 216 ações, alcançando 15 mil usuários — número que deve aumentar com as mobilizações do Maio Amarelo.

“Pedestres que moram próximo às rodovias precisam estar alertas e entender a sua responsabilidade. Muitas vezes, a pressa para atravessar fora da passarela resulta em fatalidade, não apenas para eles, mas também para quem está ao volante. Nosso trabalho é lembrar que o cuidado é coletivo e precisa ser constante”, afirma Marcos Carneiro, superintendente de Gestão Integrada da Arteris.

Além disso, equipes da Arteris abordam andarilhos que estão nas rodovias. A equipe alerta sobre os riscos de caminhar pelas estradas e distribui coletes refletivos para facilitar a visualização dessas pessoas, especialmente, durante o período noturno. Dessa forma, evitando atropelamentos.

Compromisso com a segurança viária

A Arteris é signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) por um trânsito mais seguro. Houve a renovação do compromisso voluntariamente pela empresa, para a década de 2020 e 2030, com a meta de reduzir em 50% o número de acidentes e mortes em suas rodovias – entre 2010 e 2020, a Arteris alcançou uma redução de 51% nas fatalidades, superando a meta da ONU para esta primeira década.

Dicas de segurança para pedestres:
  • Use sempre as passarelas para atravessar a rodovia;
  • Segure firmemente a criança pelo punho, nunca apenas pela mão;
  • Evite distrações na proximidade das rodovias, como mexer no celular;
  • Não utilize as rodovias para práticas esportivas, como caminhadas ou corridas. Prefira sempre locais apropriados, como praças e parques, para fazer exercícios;
  • Nunca utilize o acostamento como área de caminhada.

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