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Atualizado: 46 minutos 47 segundos atrás

Detran alerta: como agir em caso de fumaça na rodovia

qua, 11/06/2025 - 13:30
Atirar ou abandonar objetos e substâncias na via é uma infração de trânsito e atear fogo próximo à estrada é crime ambiental. Foto: Fernando Alves / Governo do Tocantins

O período de estiagem em várias regiões do Brasil, especialmente no Tocantins, aumenta significativamente a incidência de queimadas e incêndios às margens de rodovias. A combinação de clima seco, ventos intensos e ação humana contribui para a propagação do fogo, trazendo impactos não só ao meio ambiente e à saúde pública, mas também colocando em risco a segurança de quem está no trânsito.

O alerta é do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), que publicou uma série de orientações para condutores que se depararem com fumaça densa na pista. Apesar de terem sido emitidas pelo órgão tocantinense, as recomendações são válidas para motoristas em qualquer estado brasileiro, especialmente durante o período de seca.

O que fazer ao se deparar com fumaça na rodovia

Queimadas próximas às rodovias podem comprometer drasticamente a visibilidade dos condutores, causar acúmulo de fuligem nos pneus e lançar detritos perigosos na pista. Diante disso, o Detran/TO orienta:

1. Reduza a velocidade

Diminuir a velocidade aumenta o tempo de reação do motorista e permite decisões mais seguras. Com menor visibilidade, dirigir devagar ajuda a evitar sinistros e garante melhor controle do veículo.

2. Feche as janelas e ligue a recirculação de ar

A inalação de fumaça pode provocar mal-estar, confusão mental, crise de asma e outros problemas respiratórios. Ao fechar os vidros e ativar o sistema de recirculação de ar, o condutor reduz a entrada de fumaça no interior do carro.

3. Use os faróis baixos e os faróis de neblina

Em meio à fumaça, os faróis baixos oferecem melhor visibilidade sem reflexos. Já os faróis de neblina ajudam a “cortar” a fumaça, facilitando a visualização da pista e de outros veículos.

4. Mantenha distância segura

Ao trafegar atrás de outro veículo, mantenha distância superior à habitual — pelo menos 50 metros — para garantir espaço suficiente para manobras de emergência ou frenagens inesperadas.

5. Pare se necessário

Se, mesmo seguindo todas as orientações, a visibilidade continuar muito baixa e você não se sentir seguro para seguir viagem, o ideal é parar. Procure um local seguro, fora da pista e distante do foco de incêndio.

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A maior parte dos incêndios às margens de rodovias é causada por ações humanas, como queimadas de lixo, fogueiras ou descarte inadequado de bitucas de cigarro. Um simples cigarro lançado pela janela pode iniciar um incêndio de grandes proporções.

Importante lembrar que atirar objetos ou substâncias na via é infração de trânsito, conforme o art. 172 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A penalidade é de multa no valor de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH.

Além disso, provocar incêndio em vegetação é crime ambiental, previsto no art. 250 do Código Penal, com pena de reclusão de três a seis anos e multa.

Por Gabriel Moraes/Governo do Tocantins – Adaptado para o Portal do Trânsito

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É fake: colisão entre carro e moto não é atropelamento, esclarece Senatran

qua, 11/06/2025 - 08:15
A ideia de que toda batida com moto configura atropelamento não tem respaldo legal nem técnico. Foto: oscarcwilliams para Depositphotos

Voltou a circular nas redes sociais, neste mês, uma mensagem falsa que afirma que qualquer acidente entre um carro e uma moto seria automaticamente classificado como atropelamento, e não como colisão. O conteúdo, compartilhado em diversas postagens idênticas no Facebook, é enganoso e foi desmentido por autoridades de trânsito.

O que diz a mensagem falsa?

A publicação viral atribui o texto ao extinto Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e faz um alerta incorreto:

“Se você bater em uma moto, ou uma moto bater em seu carro, não será uma simples colisão de trânsito. Você é enquadrado no art. 303 do CTB. (…) Abalroamento em moto não é colisão. É atropelamento!”

A postagem ainda recomenda fazer boletim de ocorrência e menciona que motociclistas, especialmente mototaxistas, costumam exigir indenização por danos e lucros cessantes.

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Apesar de a recomendação de registrar boletim de ocorrência ser válida, a ideia de que toda batida com moto configura atropelamento não tem respaldo legal nem técnico.

A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) esclarece que não há qualquer fundamento legal ou técnico para classificar um acidente entre carro e motocicleta como atropelamento. A distinção está prevista na norma ABNT NBR 10.697, que define:

  • Colisão: impacto entre dois veículos (ambos em movimento, ou um em movimento e outro parado);
  • Atropelamento: impacto de um veículo contra uma pessoa ou animal.

“Portanto, quando há impacto entre um carro e uma motocicleta, o correto é caracterizar o evento como colisão, não como atropelamento”, explica a Senatran.

Essa mesma desinformação circula nas redes pelo menos desde 2012.

O que diz o Código de Trânsito Brasileiro (CTB)?

A publicação cita de forma indevida o Artigo 303 do CTB, que trata de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. No entanto, a Senatran esclarece que o enquadramento nesse artigo não é automático — só ocorre se houver a constatação de lesão corporal causada por imprudência, negligência ou imperícia. A apuração é responsabilidade da autoridade policial.

O que fazer em caso de colisão com moto?

A Senatran orienta que, em qualquer tipo de sinistro com possível vítima, o condutor:

  • Preste socorro imediato;
  • Acione o Samu (192) ou o Corpo de Bombeiros (193);
  • Registre um boletim de ocorrência.

Essas obrigações estão previstas no Artigo 176 do CTB, e é possível considerar o descumprimento infração gravíssima, além de configurar crime, conforme o Artigo 304 do CTB.

Conforme o órgão, mesmo que a vítima recuse atendimento, o condutor deve acionar os serviços de emergência e permanecer no local até a chegada da autoridade de trânsito, sempre que possível. Isso vale inclusive para casos em que não há feridos aparentes.

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Funset: estudo da CNT cobra uso eficiente para salvar vidas no trânsito brasileiro

ter, 10/06/2025 - 13:30
A CNT apresenta propostas para otimizar a aplicação desses recursos em prol da segurança viária e de ações de educação no trânsito.. Foto: khoroshkov para Depositphotos

A segurança no trânsito é uma preocupação constante no Brasil, onde milhares de vidas são perdidas anualmente em sinistros. Para enfrentar esse desafio, o país conta com o Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset), um instrumento vital para financiar ações de prevenção e melhoria da infraestrutura viária. No entanto, uma recente análise aprofundada da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada em sua Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte: Funset, lança luz sobre uma realidade preocupante: a subutilização massiva dos recursos desse fundo.

O estudo da CNT, que examina detalhadamente a evolução das receitas e despesas do Funset, aponta um cenário de bilhões de reais autorizados que simplesmente não chegam ao seu destino final, comprometendo a efetividade das ações de segurança e educação no trânsito. A CNT não apenas expõe o problema, mas também apresenta propostas concretas e urgentes para otimizar a aplicação desses recursos, visando um impacto real na redução de acidentes e na proteção da vida dos brasileiros.

O papel essencial do Funset e o dilema do contingenciamento

Criado em 1997, junto com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o Funset tem um propósito claro e fundamental. Ele deve ser a fonte de financiamento para iniciativas que promovam um trânsito mais seguro. Seus recursos são oriundos de 5% da receita que se arrecada com multas de trânsito em todo o território nacional. A legislação é explícita quanto às finalidades desses fundos, determinando que sejam aplicados exclusivamente em sinalização, engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização e, de forma crucial, em educação no trânsito.

Mais recentemente, em 2022, a Lei nº 14.440 ampliou o leque de possibilidades. Assim, permitindo que o Funset também custeie a renovação da frota rodoviária por meio do Programa Renovar. Essa inclusão reconhece a importância de uma frota mais moderna e segura para a redução de sinistros. Isso porque veículos antigos podem ser um fator de risco significativo.

Apesar da clareza de seu propósito e da urgência das demandas que deveria atender, os dados apresentados pela CNT revelam um uso ineficaz desses recursos ao longo dos anos.

A prática de contingenciamento, que consiste em reter ou limitar o uso dos recursos autorizados, tem sido uma constante e, para a CNT, é o principal entrave para a plena atuação do Fundo. O estudo aponta que, entre 2005 e 2024, de um total de R$ 23,46 bilhões em despesas autorizadas, apenas 21,8% foram efetivamente aplicados nas finalidades para as quais o Funset foi criado.

Essa discrepância entre o que se planeja e o que se executa tem consequências diretas na vida dos cidadãos. Menos investimento em sinalização significa estradas e ruas mais perigosas. A falta de recursos para engenharia de tráfego atrasa melhorias estruturais que poderiam salvar vidas. E, talvez o mais grave, o contingenciamento limita as campanhas de educação no trânsito, essenciais para formar condutores e pedestres mais conscientes e responsáveis.

Propostas da CNT para um Funset eficiente

Diante desse cenário preocupante, a CNT não se limita a diagnosticar o problema. O estudo propõe três medidas principais e interligadas que, se implementadas, poderiam transformar a gestão do Funset e, consequentemente, a segurança viária no Brasil:

  1. Vedação ao contingenciamento dos recursos do Funset: esta é a medida mais enfática e crucial. A CNT defende que se deve utilizar os recursos do Funset em sua totalidade, sem retenções orçamentárias. Ao vedar o contingenciamento, garante-se que os bilhões de reais arrecadados com multas sejam integralmente direcionados para as ações de segurança e educação no trânsito. Dessa forma, cumprindo a finalidade para a qual foram criados. Essa medida visa acabar com a prática de desvio de propósito dos fundos, que, embora legalmente vinculados, acabam sendo retidos por questões orçamentárias gerais.
  2. Aplicação prioritária em instalação, renovação e manutenção da sinalização de trânsito: a sinalização viária é a linguagem do trânsito. Uma sinalização adequada e bem mantida é fundamental para orientar motoristas e pedestres, prevenir acidentes e garantir o fluxo seguro de veículos. A CNT argumenta que, com a vedação do contingenciamento, deve-se redirecionar uma parcela significativa desses recursos para a instalação de novas sinalizações onde há deficiência, a renovação de placas e marcações desgastadas pelo tempo e a manutenção preventiva e corretiva de toda a infraestrutura de sinalização. Sem uma sinalização clara e visível, o risco de colisões, atropelamentos e outros acidentes aumenta drasticamente.
  3. Investimento na renovação da frota circulante, implementando efetivamente o Programa Renovar: a inclusão do Programa Renovar como finalidade do Funset é uma oportunidade valiosa para modernizar a frota de veículos do país. Veículos antigos, sem equipamentos de segurança modernos ou com manutenção precária, são um perigo nas estradas e cidades. A CNT defende que se utilize o Funset para incentivar a renovação da frota. Seja por meio de programas de sucateamento de veículos antigos com incentivo à compra de novos, ou outras políticas que facilitem a aquisição de veículos mais seguros e menos poluentes. A renovação da frota não apenas contribui para a segurança, mas também para a sustentabilidade e a eficiência do transporte.
Um apelo por maior compromisso com a vida

O estudo da CNT é um chamado à ação. Ele demonstra que, apesar de existir um mecanismo de financiamento específico para a segurança no trânsito, a ineficiência na gestão e a prática do contingenciamento estão impedindo que os recursos cheguem onde são mais necessários. O Funset, com seu potencial de R$ 23,46 bilhões em duas décadas, poderia ter um impacto muito maior na redução de acidentes. Além disso, na conscientização dos cidadãos.

De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, essa análise reforça a urgência de um debate sério e de ações governamentais concretas. “O trânsito brasileiro clama por investimentos em infraestrutura, fiscalização e, acima de tudo, em educação. Garantir que os recursos do Funset sejam plena e eficientemente aplicados não é apenas uma questão orçamentária, mas um compromisso inadiável com a preservação de vidas”, finaliza.

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Objeto solto no carro pode virar arma em uma freada: veja o que diz o CTB

ter, 10/06/2025 - 13:30
Objetos soltos no interior do veículo não só constitui uma infração às regras de trânsito, mas também representa risco de sinistros. Foto: Gabriel Moreira

Transportar bolsas, caixas, compras, outros objetos e até animais de estimação soltos no interior do veículo é uma prática comum nas ruas e estradas do Brasil. No entanto, além de ser considerada uma infração de trânsito, essa atitude representa um sério risco à segurança de todos os ocupantes do carro. O alerta é do Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO), mas vale reforçar: as orientações são válidas para condutores de todo o país.

De acordo com o artigo 248 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é proibido conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo ou transportar objetos de forma inadequada em seu interior. O descumprimento da norma é uma infração grave, sujeita a multa e à perda de 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Por que transportar objetos soltos é perigoso?

Em caso de frenagem brusca ou colisão, objetos soltos podem se transformar em verdadeiras armas, atingindo com força os ocupantes do veículo ou distraindo o condutor. “Muitas vezes, ao ver um item cair, o motorista tenta pegá-lo com a mão por reflexo, o que aumenta consideravelmente o risco de sinistros no trânsito”, alerta o Detran-RO.

Para evitar esse tipo de situação, o assessor da Diretoria Técnica de Fiscalização e Ações de Trânsito (DTFat) do Detran-RO, Sáimon Rio, recomenda que os objetos sejam sempre acomodados corretamente.

“Se vai transportar um objeto grande, é no porta-malas. Se é um objeto pequeno, no porta-luvas. Adotar esse procedimento vai trazer mais segurança para as pessoas que estão dentro do veículo”, explicou.

Pets também precisam de segurança

O transporte inadequado de animais também é uma preocupação. Deixar um pet solto no carro, além de representar perigo ao próprio animal, pode causar distrações e colocar em risco todos os passageiros. O diretor-geral do Detran-RO, Sandro Rocha, faz um apelo aos condutores: “Atualmente muitos passeiam com seus pets soltos nos veículos. Existem formas corretas de carregá-los junto com a família, sem perigo a eles e aos ocupantes. Vamos educar nossos condutores para juntos salvarmos mais vidas”.

Como transportar corretamente objetos e animais no carro?

Confira algumas orientações simples que ajudam a prevenir acidentes e evitar multas:

  • Objetos grandes: sempre no porta-malas, bem acomodados e, se possível, presos com redes ou cintas.
  • Objetos pequenos: devem ser colocados no porta-luvas, porta-objetos das portas ou compartimentos apropriados.
  • Animais de estimação: devem ser transportados com coleiras presas ao cinto de segurança, em caixas de transporte ou com assentos especiais homologados.
Segurança no trânsito começa com atitudes simples

O transporte adequado de objetos e animais no interior do veículo é uma medida básica de segurança, mas que ainda é negligenciada por muitos motoristas. O Detran-RO reforça que o cumprimento da legislação evita sinistros, preserva vidas assim como ainda poupa o condutor de sanções previstas no CTB.

Embora a campanha tenha sido promovida pelo Detran de Rondônia, as recomendações se baseiam no Código de Trânsito Brasileiro e devem ser observadas em todo o território nacional.

As informações são da Secom – Governo de Rondônia

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Ranking das infrações mais cometidas no Brasil em 2025 (até agora!)

ter, 10/06/2025 - 08:15
O uso do celular causa distração que é comparável a dirigir embriagado. Foto: rokas91 para Depositphotos

As infrações de trânsito continuam sendo um dos maiores desafios para a segurança viária no Brasil. Mesmo com campanhas educativas, fiscalizações e mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), milhões de condutores ainda desrespeitam as normas básicas de circulação, colocando vidas em risco diariamente. Com base em dados parciais de 2025, é possível identificar quais é o ranking das infrações mais cometidas até o momento — e os motivos que levam a esses comportamentos tão recorrentes.

Neste artigo, você confere o ranking atualizado das infrações mais registradas no país, seus impactos na segurança pública e o que pode ser feito para mudar esse cenário.

Quais são as infrações mais comuns em 2025?

Os dados parciais foram compilados por Detrans estaduais, órgãos municipais de trânsito e registros do Renainf (Registro Nacional de Infrações de Trânsito). Os números mostram uma repetição de infrações já conhecidas da população, mas com novos agravantes, como o aumento do uso de aplicativos, pressa no cotidiano e desatenção causada por dispositivos eletrônicos.

Confira o ranking parcial de infrações de trânsito em 2025: 1. Excesso de velocidade
  • Infração média a gravíssima, conforme a velocidade excedida.
  • Motivo da recorrência: a pressa e a falsa sensação de segurança ao dirigir em vias urbanas ou rodovias com boa pavimentação.
  • Consequência: acelerar além do permitido reduz o tempo de reação e aumenta a gravidade dos sinistros de trânsito.
2. Avanço de sinal vermelho
  • Infração gravíssima (7 pontos e multa de R$ 293,47).
  • Motivo da recorrência: tentativa de “ganhar tempo” ou desatenção.
  • Risco extremo para pedestres e outros veículos, principalmente em cruzamentos sem fiscalização eletrônica.
3. Uso do celular ao volante
  • Infração gravíssima, (7 pontos e multa de R$ 293,47).
  • Tendência em alta desde 2023, devido ao uso de aplicativos, redes sociais e mensagens.
  • Perigo invisível: a distração reduz drasticamente a atenção do condutor e é comparável a dirigir embriagado.
4. Estacionar em local proibido
  • Infração média ou grave, dependendo da sinalização.
  • Motivo da alta incidência: falta de vagas, pressa e desconhecimento da sinalização vertical ou horizontal.
  • Impacto direto na mobilidade urbana e acessibilidade, especialmente para pessoas com deficiência.
5. Falta de uso do cinto de segurança
  • Infração grave, com multa e pontos na CNH.
  • Apesar de campanhas educativas, ainda há resistência ao uso do cinto no banco traseiro.
  • Consequência: em caso de colisão, o passageiro pode ser lançado contra o banco da frente ou para fora do veículo.
6. Transitar em faixas exclusivas (ônibus ou ciclovias)
  • Infração gravíssima.
  • Causa comum em áreas urbanas congestionadas, onde motoristas buscam atalhos ilegais.
  • Prejudica a fluidez do transporte coletivo e expõe ciclistas a riscos.
7. Conduzir veículo com licenciamento vencido
  • Infração gravíssima, com remoção do veículo.
  • Motivo recorrente: desorganização financeira ou desconhecimento das datas de vencimento.
  • Dica: Usar apps oficiais do Detran para consultar a regularidade.
8. Desrespeito à faixa de pedestres
  • Infração grave.
  • Ainda há resistência cultural à prioridade do pedestre, apesar da obrigatoriedade prevista no CTB.
  • Muitas cidades estão ampliando a fiscalização por câmeras.
Tendências de crescimento em 2025

Além das infrações já conhecidas, algumas têm crescido em 2025:

  • Desrespeito às regras para motociclistas, como o uso irregular de capacetes ou transporte inadequado de passageiros.
  • Conduzir sem CNH ou com a habilitação suspensa, principalmente em áreas com menos fiscalização.
  • Uso irregular de faróis em rodovias, principalmente em veículos mais antigos.
Por que essas infrações continuam sendo cometidas?

Alguns dos fatores que explicam a repetição das infrações mais comuns:

  • Falta de fiscalização contínua em determinadas áreas;
  • Cultura da impunidade e da “pequena infração”;
  • Desinformação sobre mudanças recentes na legislação;
  • Estresse e pressa no dia a dia, que levam a decisões impulsivas.
Quais os impactos para a segurança no trânsito?

As infrações mais cometidas estão diretamente relacionadas aos sinistros de trânsito mais graves. Segundo dados do Atlas da Violência 2025, cerca de 35% das mortes no trânsito estão associadas a condutas como excesso de velocidade, desatenção e desrespeito à sinalização.

Além da dor irreparável para as famílias, as consequências incluem:

  • Aumento dos custos públicos com saúde e previdência;
  • Perda de produtividade da economia;
  • Congestionamentos e estresse urbano.
O que pode ser feito para reduzir as infrações?

Para mudar esse cenário, é preciso investir em três frentes:

1. Educação para o trânsito

  • • Incluir o tema nas escolas de forma estruturada (como previsto na nova BNCC).
  • • Campanhas de conscientização focadas em jovens e motociclistas.

2. Tecnologia e fiscalização

  • • Ampliação do uso de câmeras, radares e sistemas automatizados.
  • • Aplicativos que alertem sobre comportamentos de risco (como velocidade ou distração).

3. Mudança de comportamento

  • • Incentivar condutores a refletirem sobre os riscos reais de cada infração.
  • • Valorizar a direção defensiva e a empatia no trânsito.
Escolhas

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, o ranking das infrações mais cometidas em 2025 mostra que ainda há muito a ser feito para tornar o trânsito mais seguro no Brasil.

“A maioria dessas infrações é evitável e depende de escolhas conscientes dos motoristas. Conhecer a legislação, respeitar os limites e praticar a empatia ao volante são atitudes que salvam vidas — inclusive a sua”, conclui.

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Acre tem um dos menores índices de mortes no trânsito, diz ranking nacional

seg, 09/06/2025 - 18:00
Acre se destaca entre os estados com menores índices de mortalidade e morbidade no trânsito, aponta ranking nacional. Foto: Agência de Notícias do Acre

O Acre figura entre os estados brasileiros com as menores taxas de mortalidade e morbidade no trânsito, de acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e no Sistema de Informações Hospitalares (SIH), ambos do Departamento de Informática do Sistema único de Saúde (Datasus).

Conforme o levantamento, o Acre registrou uma taxa de mortalidade no trânsito de 11,20 óbitos para cada 100 mil habitantes, o que coloca o estado na 4ª posição entre os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal com o menor índice, atrás apenas dos estados de São Paulo, com 10,95; Amazonas com 11,14; e Distrito Federal, com 11,18.

Já em relação à morbidade no trânsito, os dados indicam que o Acre ocupa o 13º lugar, uma posição intermediária entre os estados com o menor número de internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito. São 113,6 casos para cada 100 mil habitantes.

Mortalidade e morbidade

A diferença entre morbidade e mortalidade no trânsito está no tipo de consequência dos acidentes. Ou seja, morbidade refere-se à ocorrência de ferimentos, lesões ou doenças resultantes dos chamados sinistros de trânsito. Envolve todas as pessoas que sofreram algum tipo de dano físico ou psicológico, mas que sobreviveram.

Já a mortalidade diz respeito aos casos em que o acidente resulta em óbito, seja imediato ou algum tempo depois, em decorrência das lesões.

De acordo com a presidente do Detran/AC, Taynara Martins, cada número, seja de mortalidade ou morbidade, representa uma vida impactada diretamente pela violência no trânsito e a missão do órgão é contínua.

“O Detran e o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar têm trabalhado incansavelmente na implementação de políticas públicas de educação para o trânsito, campanhas de conscientização, fiscalização e capacitando seus agentes. A educação é um pilar fundamental para transformar comportamentos e promover um trânsito mais seguro e humano. A segurança no trânsito é uma responsabilidade compartilhada e nosso objetivo é construir um Acre com índices cada vez menores”, observa.

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Detran especifica quais os procedimentos e as exigências para a renovação da CNH

seg, 09/06/2025 - 13:30
O condutor que dirigir com a CNH vencida comete uma infração gravíssima, sete pontos na habilitação e multa no valor de R$ 293,47. Foto: Felix Carneiro/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por intermédio do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), informa que os condutores que desejam realizar a renovação da Carteira Nacional de Trânsito (CNH) devem estar atentos aos prazos e procedimentos envolvendo a emissão do novo documento. A informação é do Tocantins, mas vale para condutores de todo Brasil.

A renovação da carteira é uma obrigação que todos os motoristas devem cumprir para continuar dirigindo de maneira legal, conforme o art. 159 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Não há um prazo mínimo para a renovação do documento antes do vencimento, a CNH pode ser renovada a qualquer momento. Porém, após vencer, o tempo de tolerância é de 30 dias.

O condutor que dirigir com a CNH vencida comete uma infração gravíssima, sete pontos na habilitação e multa no valor de R$ 293,47, além da retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado, conforme art. 162 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Documentos

Para a renovação, os documentos padrões são:

  • Identidade
  • Comprovante de endereço
  • CNH
Exame Toxicológico

Condutores que possuem categorias C, D e E devem verificar se estão com o exame toxicológico dentro do prazo de validade. O exame pode ser feito diretamente em uma clínica credenciada ao Detran/TO, sem a necessidade do condutor se dirigir até o órgão. Vale lembrar que o exame é obrigatório para as categorias, independentemente se os condutores exercem atividade remunerada.

Os condutores podem consultar a validade do exame na Carteira Digital de Trânsito (CDT). A lista de clínicas que realizam o procedimento pode ser conferida no link: https://www.to.gov.br/detran/clinicas-credenciadas-exame-toxicologico/7bwuzh50fj6p

Exigências

Para condutores com CNHs emitidas em outro estado, devem realizar a Transferência de UF. Para informações detalhadas sobre este processo, leia a matéria completa: https://www.to.gov.br/detran/noticias/transferencia-de-uf-detranto-traz-orientacoes-sobre-processos-de-cnhs-de-outros-estados/y5hnop03rhg

Procedimento do Detran para renovação

O condutor deve apresentar os documentos originais e cópia no órgão para a abertura do processo. Durante esta etapa, acontece a coleta da biometria e captura da foto. Após isto, o usuário paga R$ 138,00.

Exames

Depois de aberto o processo no órgão, o condutor é encaminhado às clínicas credenciadas pelo Detran/TO, onde será feito os exames de aptidão física e mental, pré-requisito para todos os condutores.

No caso do usuário que exerce atividade remunerada e possuir esta informação na sua CNH, deverá submeter-se a um exame psicológico complementar.

Curso e prova

Condutores com CNH vencida há mais de cinco anos, deverão escolher fazer um curso de atualização para renovação da habilitação ou submeter-se a uma prova teórica.

Motoristas profissionais, como mototaxista, MOPP-cargas perigosas, coletivo de passageiros, veículo de emergência, cargas indivisíveis e transporte escolar, caso estejam com o curso desatualizado, podem fazer a atualização nas empresas credenciadas pelo Detran/TO, como o Sest/Senat, ou as autoescolas.

O condutor que não apresentar comprovante de atualização no curso especializado no qual está habilitado, terá automaticamente excluída a informação correspondente da CNH.

Validade da carteira de habilitação

O Detran/TO esclarece que quem define o prazo de validade da CNH é o médico de acordo com o resultado do exame de aptidão física e mental feito na clínica, não sendo estabelecido pelo órgão.

A última mudança no CTB, em abril de 2021, estabeleceu o tempo de validade da CNH, de acordo com a idade:

  • 18 até 50 anos – possuem validade de 1 ano até 10 anos
  • Entre 51 anos e 69 anos – possuem validade de 1 até 5 anos
  • 70 anos – possuem validade de até 3 anos
Taxas no Tocantins
  • Renovação: R$ 138,00
  • Exame de aptidão física e mental: R$ 142,00
  • Exame e avaliação psicológica complementar juntos: R$ 268,00
  • Curso de atualização: entre R$ 250,00 e R$ 300,00
  • Prova teórica: R$ 26,00
  • Exame toxicológico: entre R$ 130,00 e 150,00

As informações são de Gabriel Moraes/Governo do Tocantins 

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Mitos e verdades sobre blitz de trânsito: o que o agente pode ou não fazer?

seg, 09/06/2025 - 08:15
A blitz de trânsito é uma ferramenta importante para manter a ordem e a segurança nas vias. Foto: Arquivo Tecnodata

A blitz de trânsito ainda é motivo de dúvida, medo e até desinformação entre condutores brasileiros. Muitas histórias circulam nas redes sociais, grupos de mensagens e conversas de bar — e nem sempre o que se diz corresponde à realidade. Afinal, o que o agente de trânsito pode ou não fazer durante uma abordagem? Quais são os seus direitos e deveres como condutor?

Neste artigo, vamos desmistificar os principais mitos sobre blitz de trânsito e esclarecer o que está previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e em normas complementares. Entenda seus direitos, evite problemas e contribua para um trânsito mais seguro.

O que é uma blitz de trânsito?

Blitz é uma ação de fiscalização realizada por agentes de autoridades de trânsito para verificar se os veículos e condutores estão em conformidade com a legislação. Pode ser feita de forma programada (operação conjunta entre órgãos) ou aleatória (rondas de rotina).

As blitzes podem ser conduzidas por:

  • Policiais militares (geralmente nas rodovias estaduais ou áreas urbanas),
  • Agentes de trânsito municipais (guardas civis ou servidores das secretarias municipais),
  • Polícia Rodoviária Federal (nas BRs).

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, o objetivo principal é reduzir sinistros de trânsito, tirar veículos irregulares de circulação e coibir crimes como embriaguez ao volante ou uso de veículos roubados.

O que o agente de trânsito ou policial pode fazer?

Vamos aos fatos. Veja o que é permitido por lei:

1. Solicitar documentos

  • O agente pode pedir a CNH e o CRLV (licenciamento), que deve-se apresentar de forma física ou digital.
  • Se o motorista estiver sem documentos e não for possível consultar o sistema do órgão responsável, é possível reter o veículo até a regularização.

2. Verificar equipamentos obrigatórios

  • É possível inspecionar itens como cinto de segurança, estepe, faróis, limpadores e buzina.
  • Pneus carecas e luzes queimadas geram multa e pontos.

3. Realizar teste do bafômetro

  • O condutor não é obrigado a soprar o bafômetro, mas a recusa configura infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da CNH por 12 meses.
  • Em caso de recusa, o agente pode registrar sinais de embriaguez por outros meios (voz alterada, desequilíbrio, odor etílico, etc.).

4. Fazer vistoria visual do veículo

  • O agente pode circular em volta do carro, anotar o chassi, verificar placas e observar indícios de adulteração.
  • Não há necessidade de mandado judicial para isso — trata-se de fiscalização administrativa.

5. Solicitar a parada do veículo em local seguro

  • A blitz deve ocorrer em locais visíveis e seguros.
  • O agente pode orientar o condutor a seguir até uma área reservada próxima para averiguação mais detalhada.
O que o agente de trânsito não pode fazer?

Agora, os limites legais da atuação:

1. Confiscar objetos pessoais

  • Pertences do motorista só podem ser apreendidos mediante flagrante de crime ou com mandado judicial.

2. Usar de intimidação ou ameaças

  • O agente deve agir com respeito e dentro dos protocolos legais.
  • É possível denunciar qualquer abuso de autoridade à corregedoria do órgão competente ou ao Ministério Público.
Veja também Fiscalização e Legislação Você acha as multas de trânsito caras no Brasil? Veja quanto é em outros países Estatísticas Uma morte a cada 90 minutos em sinistros nas rodovias federais Carteira de Habilitação (CNH) Saúde e CNH: veja doenças que podem impedir a renovação da habilitação Mitos comuns sobre blitz de trânsito

Vamos desmentir os boatos mais frequentes:

“Se recusar o bafômetro, o agente não pode fazer nada”

Falso. A recusa já é, por si só, uma infração gravíssima. Mesmo sem soprar, você poderá ter a CNH suspensa.

“Só pode haver blitz com aviso prévio”

Falso. É possível fazer uma blitz sem aviso, a qualquer hora e local, desde que os agentes estejam identificados e respeitem os procedimentos.

 “É ilegal filmar a abordagem”

Falso. O cidadão pode filmar a própria abordagem, desde que não atrapalhe o trabalho da autoridade. Isso garante transparência para ambos os lados.

“Se eu apresentar o documento digital, eles não podem multar”

Parcialmente verdadeiro. Os documentos digitais (como a CNH Digital e o CRLV-e) são válidos se forem apresentados corretamente, por meio dos aplicativos oficiais (Carteira Digital de Trânsito – CDT). Prints de tela não são aceitos.

O que fazer numa abordagem em uma blitz?
  • 1. Reduza a velocidade com segurança e pare onde for indicado;
  • 2. Mantenha a calma e siga as orientações do agente;
  • 3. Não desça do veículo sem ordem;
  • 4. Tenha os documentos em mãos (ou no celular);
  • 5. Em caso de desacordo, registre e busque os canais oficiais para questionar.
Blitz = segurança

A blitz de trânsito é uma ferramenta importante para manter a ordem e a segurança nas vias. Saber o que é mito e o que é verdade evita constrangimentos, garante seus direitos e também mostra o seu compromisso com um trânsito mais responsável.

Abordagens podem ser desconfortáveis, mas são necessárias — especialmente em um país onde se perde milhares de vidas anualmente em sinistros evitáveis. Conhecer a lei é o primeiro passo para cumprir o seu papel como cidadão e condutor.

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Número de multas por uso de celular ao dirigir diminui, mas ainda preocupa

dom, 08/06/2025 - 18:00
Prefeitura de Curitiba alerta sobre os perigos do uso de celular no trânsito. Foto: Hully Paiva/SECOM

O uso do telefone celular ao dirigir representa um risco para motoristas, passageiros e pedestres. De janeiro a 14 de abril deste ano, foram registradas em Curitiba cerca de 3.600 de infrações e multas pelo uso do celular ao volante em Curitiba. O costume tem diminuído entre os curitibanos, com uma queda de 34% no número de ocorrências entre 2024 e 2022. Mas ainda é preocupante. 

Em 2022, o uso de celular foi a nona infração mais registrada em Curitiba, com 23.929 casos. No ano seguinte, a décima, com 18.930 ocorrências. Em 2024, foram 15.813, sendo a 11ª infração mais comum. Nos registros parciais de 2025, o uso de celular ocupa a 12ª colocação, continuando a tendência de queda. Porém, é importante que a população se conscientize dos perigos acarretados pelo aparelho no trânsito.

Não à toa, usar o telefone celular ao dirigir –  seja para falar, enviar mensagens, navegar ou consultar as redes sociais – é uma infração gravíssima e implica em multa de R$ 293,47 e a soma de sete pontos na carteira, como reforça o superintendente de Trânsito de Curitiba, Bruno Pessuti. 

“Por mais que a gente ache que aqueles segundinhos não fazem a diferença, é o que pode, eventualmente, causar um atropelamento ou uma colisão. Então, a gente pede para a população ter muito cuidado e lembra que o uso do celular no trânsito é uma infração gravíssima. Mas não só isso, o cuidado principal é com as vidas que a gente precisa salvar no trânsito”, destacou o superintendente.

E no semáforo?

Aproveitar o pequeno intervalo de pausa no semáforo para dar uma conferida no aparelho celular é outra ação comum, mas perigosa e proibida. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, o uso do celular é uma infração e gera multa, mesmo com o veículo imobilizado no semáforo. 

“Não é permitido utilizar o celular em nenhum momento enquanto estiver na direção do veículo, porque o semáforo é apenas uma parada. Por isso, a gente pede: desacelere e estacione o veículo, porque parada no sinal não é estacionamento”, explicou a diretora da Escola Pública de Trânsito ABC, Melissa Puertas Sampaio.

A diretora ainda reforça sobre a proibição de manusear o celular, falar ao telefone e também sobre o uso de fone de ouvido ao volante, que inibe um sentido muito importante na prevenção de acidentes, a audição. Melissa orienta ainda que o fone deve ser evitado, ou utilizado com responsabilidade, por pedestres e ciclistas.

Pedestres precisam estar atentos

Evitar o uso de celular no trânsito não é apenas uma obrigação para o motorista, mas também um cuidado importante para pedestres e ciclistas. A desatenção causada pelo celular ao atravessar ruas, por exemplo, é outra facilitadora de acidentes. 

Algumas medidas já estão sendo tomadas pela Prefeitura, pensando nos pedestres, como a instalação de barras de LED em faixas de travessia de pontos estratégicos na cidade. Atualmente, o novo tipo de semáforo pode ser encontrado na região da Ligga Arena, em quatro cruzamentos: Avenida Presidente Getúlio Vargas com Rua Buenos Aires; Rua Brasílio Itiberê com Rua Buenos Aires; Rua Brigadeiro Franco com Avenida Presidente Getúlio Vargas; e Avenida Presidente Getúlio Vargas com Rua Desembargador Motta. Mas há a intenção de ampliar a utilização da tecnologia para outras regiões.

Até o GPS

Os sistemas de navegação, como o GPS, também podem representar uma distração aos motoristas, então a diretora recomenda observar o trajeto sugerido com antecedência. Assim, fica mais fácil evitar maiores surpresas e precisar dividir a atenção com uma tela.

“O ideal seria não utilizar o GPS, mas sabemos que nem sempre é possível, principalmente em casos como motoristas de aplicativo. Então, ao abrir o mapa, já faça um apanhado geral das vias que irá pegar, e o principal, não se dispersar com as mensagens na tela”, recomenda Melissa.

As informações são da Prefeitura de Curitiba

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Carros elétricos que recarregam em 5 minutos projetam um “futuro silencioso” para o setor automotivo

dom, 08/06/2025 - 13:30
Carregador E-Wolf. Foto: Divulgação

O número de carros híbridos e elétricos têm aumentado pelo País, com recordes de vendas registrados em 2024. Segundo o estudo “Jornada de Compra de Veículos Eletrificados no Brasil”, elaborado pela Dados X para a Abeifa, o país deve ter um crescimento ainda mais acelerado neste segmento a partir do final de 2026 e início de 2027, superando 1 milhão de eletrificados, e a tendência é que o mercado de EVs siga crescendo até 2030. 

Com estes dados promissores, as empresas do setor estão de olho não só nas vendas, mas nas necessidade de avanço  em termos de infraestrutura e segurança no carregamento na mesma velocidade, a fim de ofertar o melhor custo-benefício e pós-vendas aos usuários. Isso porque, em países desenvolvidos como a China, este futuro já se faz presente. O Salão de Xangai 2025, que aconteceu de 23 de abril a 2 de maio, reafirmou a liderança chinesa no desenvolvimento e produção de veículos elétricos, com lançamentos de modelos de alta tecnologia e sistemas de carregamento rápido. “A metrópole de Xangai, que é maior que São Paulo, torna-se um verdadeiro vislumbre do futuro, onde o silêncio predomina devido à presença massiva de carros elétricos”, relata Thiago Castilha – diretor da empresa de carregadores E-Wolf.

O especialista descreve a experiência como uma ‘viagem para o futuro silencioso’, com a poluição sonora e a fumaça visivelmente reduzidas.

“Tal cenário destaca a inovação tecnológica, onde não só os híbridos e elétricos têm espaço, mas os anfíbios (que se locomovem tanto na terra quanto na água), o que representa um grande passo para o futuro”, afirma. 

Brasil vs. China: caminhos diferentes, mesmo destino

Enquanto a China opera um ecossistema completo, amparado por incentivos estatais, políticas fiscais favoráveis e ampla rede de recarga, o Brasil ainda dá os primeiros passos, com adoções pontuais, principalmente em centros urbanos. Contudo, o crescimento nas vendas e o interesse de empresas do setor indicam um futuro promissor.

O cenário chinês, apresentado através de contrastes e inovações, demonstra a possibilidade de integrar sustentabilidade com viabilidade econômica. As discussões, permeadas por provocações e insights sobre a indústria automotiva, inspiram novos rumos para a infraestrutura de EVs e conscientização ambiental em outros países como o Brasil. 

“Quando comparamos o mercado de EVs entre Brasil e China, líder global na produção e venda de veículos elétricos, vemos que os chineses possuem um ecossistema robusto suportado por políticas governamentais favoráveis e uma infraestrutura de carregamento ampla e crescente. Em contraste, o Brasil ainda está em estágios iniciais, com progressos pontuais na adoção de EVs e na infraestrutura, mas um potencial enorme em função do crescente interesse e investimentos no setor”, pontua Castilha. 

Inovação em recarga de carros elétricos: 400 km em 5 minutos

Com este futuro silencioso em vista, o progresso em novas tecnologias, especialmente de carregadores, vem avançando rapidamente. Parcerias entre empresas de tecnologia e montadoras chinesas, como é o caso da E-Wolf com a BYD, que estão trazendo carregadores mais eficientes capazes de carregar em tão pouco tempo quanto se abasteceria um carro convencional. 

A última revolução apresentada durante o evento em Xangai foi a de um carregador capaz de carregar 400 km em apenas 5 minutos. Com o objetivo de trazer essa tecnologia para o Brasil, o desafio se concentra na infraestrutura, enquanto empresas se posicionam para atender à nova demanda e ampliar a reciclagem de materiais torna-se essencial, reduzindo custos e impactos ambientais.

De acordo com Castilha, o futuro do setor automotivo está se tornando eletrificado, com veículos que não só reduzem emissões, mas também oferecem conveniência sem precedentes aos usuários. “Com carregadores de cinco minutos, o medo da autonomia perde força. O futuro será rápido, sustentável e eclético – ou seja, com cada vez mais opções aos consumidores. É cedo para dizer quem serão os destaques, mas sem dúvidas serão as marcas que conseguirem oferecer as melhores e mais variadas opções”, explica.

Além da recarga rápida de carros elétricos, outro pilar da expansão será a economia circular. A logística reversa de baterias e a ampliação da reciclagem de componentes eletrônicos serão fundamentais para reduzir custos, minimizar impactos ambientais e aumentar a competitividade dos elétricos frente aos modelos a combustão.

“À medida que tanto o Brasil quanto a China continuam a investir nesse mercado, a mobilidade sustentável se torna mais acessível, transformando o panorama global e trazendo benefícios significativos para a economia e o meio ambiente”, conclui.

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Mudança na CNH determina exame toxicológico para primeira habilitação

dom, 08/06/2025 - 08:15
Utiliza-se o exame para a detecção de anfetaminas, mandizol, canabinoides e opiáceos. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

projeto de lei que destina parte dos recursos arrecadados com multas de trânsito para a formação de condutores de baixa renda também determina a obrigatoriedade de realização de exame toxicológico para primeira CNH nas categorias “A” e “B”. O texto aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente, a exigência do toxicológico é somente para os condutores de categorias C, D e E, seja na primeira habilitação ou nas renovações da CNH. Agora, quem for tirar a primeira habilitação deverá apresentar o exame toxicológico negativo. Ele será realizado em clínicas credenciadas pelo órgão de trânsito, com análise retrospectiva mínima de 90 dias.

O projeto permite que as clínicas médicas cadastradas para fazer exames de aptidão física e mental façam coleta de material para realização do exame toxicológico. Este será realizado em laboratório credenciado.

Utiliza-se o exame para a detecção de anfetaminas (anfetamina, metanfetamina, MDA, MDMA, anfepramona, femproporex), mandizol, canabinoides (Carboxy THC) e opiáceos (cocaína, benzoilecgonina, cocaetileno, norcocaína, opiáceos, morfina, codeína e heroína). A validade do exame toxicológico também é de 90 dias, contados a partir da data da coleta da amostra.

O projeto aprovado, de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), prevê a destinação dos recursos obtidos com as multas de trânsito para garantir a gratuidade da formação para a habilitação de condutores de baixa renda.

Serão beneficiadas as pessoas de baixa renda que estejam no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

O custeio, previsto no projeto, abrangerá as taxas e demais despesas relativas ao processo de formação de condutores e ao documento de habilitação.

Atualmente, a legislação de trânsito prevê que deve-se aplicar os recursos provenientes de multas exclusivamente em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. 

Transferência

O projeto permite ainda a realização de transferência de veículos em plataforma eletrônica. Ou seja, com o contrato de compra e venda referendado por assinaturas digitais qualificadas ou avançadas. O texto diz que o processo poderá ocorrer junto a plataformas dos Detrans ou da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Neste último caso, o processo terá validade em todo o território nacional e os Detrans terão a obrigatoriedade de acatar.

Deve-se realizar a assinatura eletrônica avançada dos contratos de compra e venda de veículos por meio de plataforma de assinatura homologada por esses órgãos. A regulamentação será do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

As informações são da Agência Brasil

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Mais de um terço da frota de veículos do Paraná tem mais de 20 anos em circulação

sab, 07/06/2025 - 18:00
Além dos riscos à segurança, a falta de manutenção também pode trazer prejuízos legais. Foto: Divulgação Sindirepa-PR

O Paraná tem hoje uma frota de mais de 3 milhões de veículos com mais de 20 anos de uso. É o que apontam os dados do Departamento Estadual de Trânsito do Paraná (Detran-PR), que revelam um cenário de atenção: dos 8,7 milhões de veículos ativos no Estado, mais de 3 milhões foram fabricados até o ano de 2004, o que representa 34,5% de toda a frota circulante – um indicativo claro da necessidade de manutenção preventiva.

Para chamar a atenção da população, o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Paraná (Sindirepa-PR) promove, ao longo de junho, a campanha do Mês da Conscientização da Manutenção Preventiva de Veículos Automotores. A ação está prevista na Lei Estadual 16.020/2008 e tem como foco alertar os motoristas sobre os riscos de dirigir veículos sem a revisão adequada.

O presidente do Sindirepa-PR, Sandro Cruppeizaki, fala que a maior parte dos sinistros de trânsito envolve múltiplos fatores e, entre eles, estão as condições dos veículos. Itens como freios, pneus, suspensão e luzes, quando desgastados ou mal-conservados, comprometem a segurança de condutores e passageiros.

“É um número muito preocupante. São mais de 3 milhões de carros com mais de duas décadas de estrada. Metade deles contabiliza mais de 30 anos em circulação. Esses veículos exigem atenção constante. A manutenção preventiva é a forma mais eficaz de garantir que eles continuem seguros para circular”, afirma.

Conforme os dados do Detran-PR, 1.460.550 dos automóveis em circulação no Estado têm mais de 30 anos. Outros 740.679 têm entre 26 e 30 anos, enquanto 830.449 têm de 21 a 25 anos. O volume de veículos antigos tem crescido, especialmente em tempos de inflação alta e dificuldade de acesso a modelos mais novos.

Veja também Comportamento Como a higiene do carro influencia o bem-estar dos motoristas Veículos Carros velhos no trânsito: vale a pena continuar rodando ou trocar por um novo? Veículos Quantos km é possível rodar com o carro na reserva? Infração

Além dos riscos à segurança, a falta de manutenção também pode trazer prejuízos legais. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir veículo em mau estado de conservação é infração grave. A penalidade é multa de R$ 195,23, cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo até a regularização.

Cruppeizaki ressalta que a campanha do Sindirepa-PR conta com o apoio dos centros automotivos, oficinas e profissionais do setor que buscam alertar os motoristas sobre a importância de manter o veículo em boas condições.

“É um compromisso com a própria vida e com a segurança coletiva. É mais barato revisar do que consertar. E muito mais barato do que lamentar”, conclui.

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A dependência do automóvel em cidades pequenas

sab, 07/06/2025 - 13:30
Nesse contexto, o automóvel não é visto como um artigo de luxo, mas, sim, como uma ferramenta indispensável para o cotidiano. Foto: Divulgação

Enquanto nos grandes centros urbanos alternativas como metrô, ônibus expressos e aplicativos de mobilidade surgem como opções viáveis para o deslocamento diário, em cidades menores, a realidade é bem diferente. A falta de investimento em transporte público de qualidade torna o automóvel particular uma necessidade quase inescapável para a maioria dos moradores de pequenas cidades.

Em municípios com estrutura urbana mais limitada, as linhas de ônibus, quando existem, são escassas e com horários restritos. A ausência de transporte coletivo eficiente dificulta o acesso a serviços essenciais como saúde, educação e trabalho.

Além disso, muitos bairros periféricos são sequer contemplados pelas poucas rotas disponíveis, obrigando a população a procurar meios próprios para se locomover. Nesse contexto, o automóvel não é visto como um artigo de luxo, mas, sim, como uma ferramenta indispensável para o cotidiano.

Pesquisa

De acordo com estudo sobre transportes da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em outubro de 2022, 63,2% dos brasileiros avaliam o transporte urbano como ruim ou péssimo. A pesquisa também apontou que, em uma escala de zero a dez, a qualidade da mobilidade urbana no país alcançou apenas a nota 4,2.

Ainda assim, segundo a FGV, entre os mais de três mil municípios brasileiros com mais de 20 mil habitantes, muitos não possuem sequer uma política pública de mobilidade urbana, descumprindo a legislação que exige um plano específico para esse fim.

Além disso, dados do IBGE, do Censo de 2022, mostram que mais de 80% dos municípios brasileiros possuem menos de 50 mil habitantes. Em muitos desses locais, a extensão territorial e a baixa densidade populacional tornam inviável economicamente a implantação de sistemas de transporte público robustos.

A falta de opções empurra a população para a compra de veículos próprios, mesmo entre aqueles com rendas mais modestas. O carro torna-se, assim, um investimento necessário para garantir autonomia e qualidade de vida.

Outro fator que agrava a situação é a ausência de alternativas seguras para o deslocamento a pé ou de bicicleta. Muitas ruas em cidades pequenas não contam com calçadas adequadas ou ciclovias, aumentando o risco de acidentes e tornando ainda mais inviável deixar o carro em casa.

Além disso, a distância entre bairros residenciais e áreas comerciais ou de serviços é, muitas vezes, significativa, o que inviabiliza a mobilidade sem motorização.

De acordo com a Pesquisa Mobilidade Urbana 2022, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, os brasileiros perdem, em média, cerca de 21 dias por ano no trânsito, com um tempo médio diário de deslocamento de 1 hora e 4 minutos.

Nesse cenário, a compra de veículos novos nem sempre é uma opção para a maioria dos moradores, especialmente em tempos de instabilidade econômica e alta nos preços dos automóveis.

Por isso, nessas regiões, a busca por carros seminovos é alta, já que oferece um melhor custo-benefício para quem depende do veículo no dia a dia. Ainda assim, a possibilidade de adquirir um carro em boas condições, com preços mais acessíveis, torna esses veículos uma solução financeiramente viável para suprir a necessidade de locomoção.

Além do fator econômico, esses carros apresentam a vantagem de desvalorizar menos do que os veículos novos nos primeiros anos de uso. Isso significa que, em caso de revenda, a perda financeira tende a ser menor, um aspecto importante para famílias que precisam atualizar seus recursos.

Assim, a realidade da mobilidade fora dos grandes centros tem como marca uma dependência forte do automóvel, moldada por uma infraestrutura pública insuficiente e pela necessidade de garantir o acesso aos direitos básicos de cidadania.

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PL propõe penalidades severas para saque de cargas em sinistros de trânsito

sab, 07/06/2025 - 08:15
A proposta também tipifica como crime a organização ou incitação desses saques, com previsão de reclusão de um a quatro anos. Foto: inside-studio para Depositphotos

Um novo Projeto de Lei (PL 1995/2025), de autoria do deputado federal Pedro Aihara (PRD/MG), propõe transformar em infração gravíssima o saque de cargas, bens ou mercadorias transportados por veículos envolvidos em sinistros de trânsito. A proposta também tipifica como crime a organização ou incitação desses saques, com previsão de reclusão de um a quatro anos.

A medida pretende fechar uma lacuna jurídica no atual Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que não trata de forma específica esse tipo de conduta, cada vez mais recorrente nas estradas brasileiras. O projeto altera a Lei nº 9.503/1997, acrescentando dois novos artigos: 253-B e 306-A.

Saque de cargas: nova infração gravíssima

Conforme o PL, o novo artigo 253-B do CTB prevê que saquear cargas, bens ou mercadorias de veículos acidentados passa a ser considerado infração gravíssima, com aplicação de multa multiplicada por 20 vezes. Em casos de agravantes — como o uso de violência ou ameaça contra pessoas, ou a prática do saque durante o atendimento a vítimas — a multa será aumentada de um terço até a metade.

Além disso, o artigo 306-A propõe criminalizar a organização ou o chamamento de pessoas para esse tipo de crime, com pena de reclusão de um a quatro anos e multa.

Episódios recentes reforçam urgência da proposta

A motivação para o projeto ganhou força após um episódio ocorrido em 25 de março de 2025, na BR-365, em Várzea da Palma (MG), quando uma carreta que transportava bovinos tombou na rodovia. Em pouco tempo, cerca de 150 pessoas, convocadas por redes sociais, arrombaram a carroceria do veículo e iniciaram o saque, sacrificando os animais no local, mesmo com a presença da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A cena, que chocou autoridades e a sociedade, escancarou a ausência de mecanismos legais para coibir esse tipo de conduta com maior rigor. De acordo com a justificativa do autor do PL, a atual legislação penal trata esses atos de forma genérica, sem considerar a gravidade e os riscos que eles representam.

Prejuízos bilionários e riscos à vida

Os saques de cargas não causam apenas perdas econômicas. Eles também colocam em risco a vida dos motoristas acidentados, das equipes de resgate e de outros usuários das rodovias. Em meio ao tumulto, vítimas deixam de receber socorro adequado e ocorrem confrontos com forças de segurança.

De acordo com dados de 2024, o Brasil registrou 18.382 ocorrências de roubos de cargas, resultando em prejuízos estimados em R$ 1,4 bilhão. A maior parte desses casos ocorreu na Região Sudeste, especialmente nos estados de São Paulo (43%), Rio de Janeiro (29%) e Minas Gerais (6%).

Embora os saques após acidentes não recebam tecnicamente a classificação como “roubo de carga”, muitos desses episódios estão associados a redes de receptação e ao crime organizado. A falta de tipificação específica, no entanto, dificulta o combate eficaz por parte das autoridades.

Lacuna legal no CTB

Atualmente, a legislação penal brasileira prevê sanções para furto, roubo e receptação. No entanto, quando o furto ocorre durante o caos de um acidente, aplica-se raramente a punição com o mesmo rigor. O CTB, por sua vez, não menciona o saque de cargas em nenhuma de suas infrações, o que torna o trabalho da fiscalização ainda mais limitado.

Com a aprovação do PL 1995/2025, o Brasil passaria a contar com dispositivos específicos para punir esse tipo de crime, oferecendo maior segurança jurídica para policiais, transportadoras e motoristas.

Repercussão e tramitação

O projeto ainda está em fase inicial de tramitação na Câmara dos Deputados, mas já conta com apoio de parlamentares preocupados com a segurança nas estradas e o fortalecimento do transporte rodoviário de cargas. A expectativa é que a proposta avance rapidamente, especialmente diante da repercussão dos casos recentes e da pressão de entidades ligadas ao setor de logística.

Para o deputado Pedro Aihara, a proposta representa um avanço importante:

“Trata-se de um reforço à ordem pública, à segurança viária e à integridade física de todos que utilizam nossas rodovias. Precisamos garantir que o transporte de cargas não se torne uma oportunidade para o crime”.

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Queda de veículo e colisão traseira puxam alta nos acidentes com motociclistas nas rodovias da Arteris

sex, 06/06/2025 - 18:00
As concessionárias da Arteris realizam campanhas de orientação ao longo do ano. Foto: Divulgação.

A Arteris, uma das principais gestoras de concessões de rodovias do país, registrou que o número de acidentes com motociclistas passou de 1.978 para 2.020 (+2,12%) nas rodovias administradas pela companhia, no comparativo entre janeiro e abril de 2024 e o mesmo período de 2025. O dado faz parte de um levantamento realizado pela empresa e reforça a importância de iniciativas contínuas de segurança viária.

Os dois principais tipos de acidente com moto que apresentaram alta foram queda de moto e colisão traseira. As quedas somaram 668 registros em 2025, frente a 631 no ano anterior — aumento de 5,86%. Já as colisões traseiras subiram de 487 para 516 ocorrências, alta de 5,95%. O cenário preocupa também pelos dados de vítimas fatais: em 2025, houve o registro de 46 óbitos de motociclistas nas rodovias da Arteris, contra 44 em 2024. Nas colisões traseiras, o número de mortes dobrou: passou de 9 para 18 casos.

“A moto é um veículo cada vez mais presente nas rodovias e um dos mais vulneráveis também. O aumento de acidentes e vítimas reforça o papel fundamental das ações de educação e prevenção que realizamos continuamente em nossas rodovias, mas também alerta que a redução de acidente depende da responsabilidade de todos”, afirma Marcelo Sato Mizusaki, superintendente de Núcleo de Operações da Arteris.

As concessionárias da Arteris realizam campanhas de orientação ao longo do ano, com foco no
comportamento seguro, na importância dos equipamentos de proteção e nos cuidados que
motociclistas devem ter ao dividir espaço com veículos maiores, como caminhões e ônibus.

As ações foram intensificadas no Maio Amarelo, que teve como tema “Desacelere. Seu bem maior é
a vida” – mote definido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para 2025.

Motociclista na rodovia: atenção redobrada salva vidas

A Arteris também reforça algumas dicas essenciais para prevenir acidentes com motociclistas.

  • Use sempre os equipamentos obrigatórios (capacete com viseira ou óculos de proteção sempre afivelado corretamente, jaqueta, luvas e calçados adequados);
  • Garupa também deve estar equipado com capacete, com postura alinhada ao piloto e pés fixos nas pedaleiras;
  • Evite trafegar no ponto cego de veículos pesados e mantenha distância segura;
  • Prefira trafegar em vias marginais, sempre que possível, em vez da rodovia, já que a velocidade é reduzida e o fluxo de veículos pesados, menos intenso, nestes locais;
  • Reduza a velocidade em trechos urbanos ou com tráfego intenso, onde há maior risco de colisão traseira;
  • Fique atento à fixação de cargas, que devem estar bem presas e dentro do limite de peso.

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Transferência de veículo de pessoa jurídica pode ser feita de forma digital em MT

sex, 06/06/2025 - 13:30
A intenção é garantir mais agilidade, segurança jurídica, transparência e redução da burocracia. Foto: Kamila Nascimento/Detran-MT

A transferência de propriedade de veículos de pessoa jurídica já pode ser feita de forma 100% digital, sem a necessidade de deslocamento a unidades do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) para a realização do serviço.

O lançamento do serviço digital ocorreu no início do mês e contou com a participação de representantes das categorias credenciadas que atuam nos segmentos de veículos em Mato Grosso, tais como despachantes, estampadores de placas, empresas de vistoria veicular e de comercialização de veículos automotores.

Durante o evento, os participantes conheceram o passo a passo do novo sistema com realização de uma transferência digital em tempo real.

Conforme o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, a intenção é garantir mais agilidade, segurança jurídica, transparência e redução da burocracia, modernizando a forma como as transações veiculares são conduzidas em Mato Grosso.

“Esse avanço representa não apenas uma inovação tecnológica, mas também uma mudança de cultura na relação entre o cidadão e o serviço público, aproximando o Detran da realidade digital que a sociedade já vive”, destacou o presidente.

Agilidade

O vice-presidente do Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas de Mato Grosso, Valdemir Alcântara, destacou que o sistema é mais uma ferramenta tecnológica que vai dar agilidade nos processos dos despachantes e segurança ao cidadão que está transferindo.

“É possível fazer o serviço de casa, de onde a pessoa estiver, sem precisar deslocamentos. Nós, despachantes, estamos confiantes que essa ferramenta vai trazer uma nova tecnologia que vai contribuir muito com o cidadão mato-grossense. Todo o processo será feito de forma automatizada, garantindo responsabilidade jurídica e confiabilidade na operação”, disse.  

É possível fazer a transferência de veículos de pessoa jurídica de forma digital para veículos que possuem o Certificado de Registro de Veículo eletrônico (CRVe), emitido a partir de 21 de abril de 2021 e que pertençam à categoria PARTICULAR.

Para realizar o serviço, basta acessar o site do Detran-MT (www.detran.mt.gov.br), clicar no menu “Transferência de veículo digital”, acessar o site da empresa credenciada ao Detran e seguir o passo a passo.

Serviços digitais

Desde 2019 a atual gestão vem investindo na modernização dos serviços do Detran-MT para facilitar a vida do cidadão mato-grossense.

O Detran-MT conta, atualmente, com mais de 20 serviços possíveis de realizar de forma online, pelo site do órgão ou pelo aplicativo MT Cidadão. São eles:

  • Renovação da CNH;
  • Emissão do Licenciamento Anual;
  • Transferência veicular digital;
  • Segunda via da CNH;
  • Troca para CNH definitiva;
  • Solicitação da Permissão Internacional para Dirigir (PID);
  • Troca para Placa Mercosul;
  • Segunda via de CRV
  • Inclusão de financiamento;
  • Baixa de financiamento;
  • Requerimento para condutor PCD;
  • Inclusão de atividade remunerada EAR na CNH (para motoristas profissionais e de aplicativo);
  • Emissão de certidão do condutor;
  • Consulta de informações de veículos;
  • Defesa e Recurso de infração de trânsito e muitos outros;
  • Emissão da credencial de estacionamento de idoso (através do aplicativo Carteira Digital de Trânsito);
  • Indicação de Real Infrator (através do aplicativo Carteira Digital de Trânsito).

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Como pagamentos digitais facilitam a vida de motoristas

sex, 06/06/2025 - 13:29
Foto: Pexels por Pixabay

A tecnologia transformou muitas áreas do nosso dia a dia — e o trânsito não ficou de fora. Com o avanço dos pagamentos digitais, até mesmo com criptomoedas na hora de adquirir combustível, motoristas hoje têm acesso a mais praticidade, agilidade e controle nas suas rotinas. Seja para abastecer o carro, pagar pedágios ou contratar um seguro, tudo pode ser feito com alguns cliques no celular.

Neste artigo, vamos mostrar como os pagamentos digitais estão facilitando a vida de quem dirige e como as criptomoedas também estão começando a fazer parte dessa realidade. Ao final, você vai encontrar um para entender melhor esse novo formato de dinheiro que pode, em breve, fazer parte da sua rotina no volante. 

Para quem deseja entender melhor como tudo isso funciona, este exclusivo guia completo sobre criptomoedas traz explicações simples e didáticas sobre o assunto — desde como comprar, guardar, até usar no dia a dia.

A era dos pagamentos digitais

Até pouco tempo atrás, pagar algo exigia dinheiro em espécie, esperar na fila ou se deslocar até um banco. Hoje, isso mudou. Com carteiras digitais, aplicativos bancários e novas formas de pagamento, ficou muito mais fácil resolver tudo na palma da mão. Para os motoristas, isso representa mais economia de tempo e menos estresse.

Algumas das soluções mais usadas no dia a dia incluem:

Pix: Transferência instantânea e gratuita, muito usada para pagar oficinas, postos ou até comprar veículos.

Carteiras digitais: como PicPay, Mercado Pago ou Apple Pay: aceitas em vários comércios e até para recarga de combustível.

Cartões por aproximação (contactless): dispensam o uso de senha em pequenas compras, tornando o pagamento mais rápido.

Aplicativos de transporte: permitem pagar corridas com saldo digital, sem contato com dinheiro vivo.

Com todas essas ferramentas, motoristas não precisam mais andar com troco ou enfrentar filas para resolver pendências. Tais opções já estão bem difundidas Brasil afora, basta ter o celular carregado e acesso à internet.

Como isso impacta o dia a dia de quem dirige?

As maneiras diversificadas de poder ter acesso ao dinheiro não apenas tornam a vida do motorista brasileiro mais prática, mas também aumentam a concorrência nos mercados locais e internacionais. Tera  possibilidade de contar com esta ampla gama de meios de pagamento melhora a competitividade quando o assunto é venda de combustíveis – e tudo atrelado a tais transações. O que antes parecia ser engessado, hoje apresenta diversas promoções e e incentivos para que o motorista utilize os meios digitais para obter certas vantagens. E isso vai muito além do que simplesmente colocar combustível no carro. 

Empresas do setor de mobilidade, oficinas, despachantes e até autoescolas também estão se beneficiando do marketing digital aliado aos pagamentos digitais. Ao oferecer pagamentos simples e rápidos via aplicativo, elas ganham competitividade no mercado. Além disso, podem divulgar promoções, pacotes e serviços por redes sociais, aproximando-se dos clientes. Isso fortalece o relacionamento com o consumidor e amplia as chances de fidelização. Empresas que aceitam novas formas de pagamento, como cripto, ainda se destacam como inovadoras e atraem um público mais moderno e conectado.

Os pagamentos digitais não ajudam apenas em lojas. Eles também são úteis em diversas situações comuns para motoristas, como:

Abastecimento

Hoje, já existem postos que aceitam pagamento via QR Code ou aplicativo. É possível, por exemplo, usar apps como Shell Box, Abastece Aí e outros que oferecem cashback e promoções. Além disso, plataformas como a Bitget já permitem até comprar vale-combustível usando criptomoedas.

Pedágios

Serviços como Sem Parar, Veloe e ConectCar permitem pagar pedágios automaticamente, sem precisar parar no guichê. A cobrança vai direto no cartão ou aplicativo vinculado, garantindo agilidade nas viagens.

Estacionamento

Aplicativos como Estapar, Digipare e Zul permitem pagar vagas de estacionamento rotativo sem precisar correr até uma banca para comprar um tíquete físico. Isso evita multas e dá mais autonomia.

Manutenção do carro

Algumas oficinas e lojas de peças já aceitam Pix ou carteiras digitais. Isso facilita muito, especialmente em emergências, quando você não está com dinheiro ou cartão.

Criptomoedas: o próximo passo?

As criptomoedas são moedas digitais descentralizadas, como o Bitcoin, que funcionam fora dos bancos tradicionais. Elas vêm ganhando popularidade como forma alternativa de pagamento, inclusive entre motoristas e prestadores de serviço.

Embora ainda estejam em fase de adoção no Brasil, algumas situações já permitem o uso de cripto:

Compra de combustível: com o avanço de plataformas como Bitget, já é possível adquirir vales para abastecimento usando cripto.

Pagamento de veículos: há lojas e vendedores que aceitam criptomoedas como forma de pagamento de carros ou motos.

Manutenção e serviços: alguns profissionais autônomos aceitam criptomoedas em troca de serviços, principalmente entre entusiastas do setor.

 Vantagens de usar criptomoedas no trânsito

Apesar de ainda ser algo novo para muitos brasileiros, o uso de cripto como forma de pagamento pode trazer benefícios:

Transações rápidas e seguras: principalmente em pagamentos internacionais ou fora do horário bancário.

Independência bancária: ideal para quem não tem conta em banco tradicional.

Possibilidade de valorização: o valor da cripto pode aumentar com o tempo (embora também possa cair, o que exige cautela).

No entanto, é importante ter atenção à segurança, escolher boas carteiras digitais (wallets) e entender os riscos envolvidos nesse tipo de ativo.

Pagamentos digitais e educação no trânsito

Além de facilitar a vida prática, a tecnologia também está sendo usada para melhorar a educação e gestão do trânsito. Centros de Formação de Condutores (CFCs), por exemplo, estão adotando soluções digitais para pagamento de aulas, simuladores e taxas de Detran. Isso moderniza o processo e atrai um público mais jovem, acostumado com a tecnologia.

Outro exemplo são os cursos online de reciclagem para motoristas infratores, que agora podem ser pagos com Pix e realizados em casa, com certificado digital ao final. Isso torna o processo mais acessível e reduz a burocracia.

O papel do marketing digital no setor automotivo

Empresas do setor de mobilidade, oficinas, despachantes e até autoescolas também estão se beneficiando do marketing digital aliado aos pagamentos digitais. Ao oferecer pagamentos simples e rápidos via aplicativo, elas ganham competitividade no mercado.

Além disso, podem divulgar promoções, pacotes e serviços por redes sociais, aproximando-se dos clientes. Isso fortalece o relacionamento com o consumidor e amplia as chances de fidelização.

Empresas que aceitam novas formas de pagamento, como cripto, ainda se destacam como inovadoras e atraem um público mais moderno e conectado.

A importância da inclusão digital

Para que mais motoristas possam aproveitar essas facilidades, é fundamental investir em inclusão digital. Muitos ainda não têm acesso a smartphones de qualidade, conexão estável ou conhecimento sobre como usar aplicativos. Por isso, iniciativas que ensinam o uso seguro de apps, pagamentos e carteiras digitais são cada vez mais importantes.

Essas ações são especialmente relevantes em áreas rurais ou entre motoristas mais velhos, que podem se beneficiar bastante da tecnologia, desde que tenham apoio para usá-la corretamente.

O que esperar do futuro?

Com a popularização das carteiras digitais e o avanço das criptomoedas, é possível que em poucos anos os motoristas brasileiros nem precisem mais carregar carteira física ou dinheiro. Tudo poderá ser feito de forma digital, rápida e segura — seja para abastecer, pagar impostos, renovar a CNH ou contratar um seguro.

A tendência também aponta para a integração de veículos com sistemas inteligentes de pagamento. Carros conectados poderão, em breve, pagar pedágios automaticamente, identificar quando precisam de manutenção e até autorizar transações com reconhecimento facial.

Conclusão

A tecnologia veio para ficar — e no trânsito, ela já está facilitando a vida de milhares de motoristas todos os dias. Com pagamentos digitais, ficou mais prático abastecer, pagar pedágio, estacionar e contratar serviços, sem precisar sair do carro ou enfrentar filas. E com a chegada das criptomoedas, novas possibilidades estão surgindo.

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Por que relaxamos no trânsito após campanhas como o Maio Amarelo?

sex, 06/06/2025 - 08:15
A conscientização no trânsito precisa ser cultivada de forma contínua. Foto: ViewApart para Depositphotos

O mês de maio foi marcado por intensas ações de campanhas de conscientização no trânsito, como o Maio Amarelo, que visam reduzir sinistros e salvar vidas. No entanto, passado tudo isso, muitos condutores e pedestres tendem a retomar comportamentos de risco.

Especialistas apontam que esse “efeito rebote” ocorre porque as campanhas, embora impactantes, têm duração limitada e não conseguem consolidar hábitos seguros. A falta de reforço contínuo e de políticas públicas permanentes contribui para que a mensagem perca força ao longo do tempo.

Para manter a segurança no trânsito em evidência, é fundamental que a educação para o trânsito seja constante. Ou seja, com ações ao longo do ano, e que haja fiscalização efetiva para coibir infrações.

A importância da educação contínua no trânsito

O especialista e diretor do Portal do Trânsito Celso Mariano destaca que o trânsito é um espaço de convivência que exige atenção constante.

“O trânsito é feito por pessoas que estão o tempo inteiro tomando decisões conforme a sua necessidade e habilidade. Escolher a vida significa conhecer as regras, de forma segura”, afirma.

Mariano também ressalta que campanhas como o Maio Amarelo são importantes para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito. No entanto, é necessário ir além. “Precisamos dirigir com mais responsabilidade, não beber ao volante, evitar o uso do celular, cuidar dos mais frágeis e promover uma convivência mais harmoniosa no trânsito”, diz.

Estratégias para manter a conscientização em alta

Para evitar que a conscientização adquirida durante campanhas como o Maio Amarelo se perca com o tempo, é necessário adotar estratégias que mantenham o tema em evidência ao longo do ano. Algumas ações que é possível implementar incluem:

  • Educação continuada: incluir temas relacionados ao trânsito em currículos escolares e promover palestras e workshops em empresas e comunidades.
  • Campanhas permanentes: realizar campanhas de conscientização em diferentes épocas do ano, abordando temas específicos como o uso do cinto de segurança, o respeito aos limites de velocidade e a importância de não usar o celular ao volante.
  • Fiscalização efetiva: aumentar a presença de agentes de trânsito nas ruas e utilizar tecnologias como radares e câmeras para coibir infrações.
  • Incentivo à participação da sociedade: estimular a criação de grupos e movimentos que promovam a segurança no trânsito, envolvendo cidadãos, empresas e organizações não governamentais.
O desafio de manter o trânsito seguro o ano todo

É preciso cultivar a conscientização no trânsito de forma contínua, com ações permanentes que envolvam poder público, sociedade civil e motoristas. Iniciativas como o Maio Amarelo ajudam a jogar luz sobre comportamentos de risco, mas os números mostram que a mudança real depende de reforço constante.

Para especialistas, o maior desafio não está apenas em sensibilizar a população durante as campanhas, mas em manter esse sentimento de responsabilidade no cotidiano.

“O que falta, muitas vezes, é transformar o impacto momentâneo da mensagem em hábito — fazer da segurança um compromisso constante, e não apenas uma reação pontual”, finaliza Mariano.

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Santos promove 1º Seminário “Pedalando Turismo” e aposta no cicloturismo como vetor de desenvolvimento sustentável

qui, 05/06/2025 - 17:00
O 1º Seminário de Pedalando Cicloturismo terá objetivos estratégicos que podem transformar a região da Baixada Santista, Litoral Norte e Sul, e Vale do Ribeira em referência no cicloturismo. Foto: Divulgação

Nos dias 6 e 7 de junho, a cidade de Santos será palco do 1º Seminário “Pedalando Cicloturismo”, um evento inédito que reúne representantes do setor público, iniciativa privada, ciclistas, ambientalistas e especialistas para discutir os rumos do cicloturismo no litoral paulista. A programação, gratuita mediante inscrição, acontece no Museu Pelé, localizado no Largo Marquês de Monte Alegre, no coração do Centro Histórico da cidade.

O seminário é uma iniciativa conjunta da Federação Paulista de Ciclismo, Associação Brasileira de Ciclismo e da Secretaria Municipal de Turismo de Santos, e tem como principal objetivo debater os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento do cicloturismo na Baixada Santista, Litoral Norte, Litoral Sul e Vale do Ribeira.

Painéis temáticos e temas estratégicos

Com início às 10h do dia 6 de junho, o seminário será dividido em três painéis temáticos:

  1. Infraestrutura e Segurança para Ciclistas – Abordando a situação atual das ciclovias, planos de expansão e exemplos de cidades que investiram na mobilidade cicloviária.
  2. Eventos e Roteiros Imperdíveis – Destaques da região para cicloturismo, com relatos de experiências e a importância dos eventos para movimentar a economia local.
  3. Impacto do Cicloturismo na Economia Local – Como o setor contribui para geração de empregos, estímulo ao comércio e integração regional.

A programação contempla ainda dados atualizados sobre o crescimento do setor, estudos sobre impactos ambientais e econômicos, e oportunidades de parcerias entre ciclistas, empreendedores e gestores públicos.

Passeio Ciclístico integra turismo e cultura

No dia 7 de junho, às 10h, os participantes do seminário e o público em geral poderão participar de um passeio ciclístico com saída do Museu Pelé, percorrendo pontos turísticos emblemáticos como o Monte Serrat, o Bonde Turístico e o tradicional Café Carioca. A ação visa valorizar o patrimônio histórico-cultural de Santos e promover a integração entre visitantes, ciclistas e a comunidade local.

Cicloturismo: oportunidade para transformação regional

Mais do que um evento para os amantes da bicicleta, o seminário destaca o cicloturismo como ferramenta de desenvolvimento sustentável, alinhada aos princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança). Entre os benefícios esperados estão:

  • Redução da emissão de CO₂ e incentivo a práticas ecológicas;
  • Geração de empregos em setores como hotelaria, alimentação e manutenção;
  • Fortalecimento do comércio local com o aumento da circulação de turistas;
  • Integração regional entre municípios e comunidades;
  • Promoção da saúde e da mobilidade urbana sustentável.
Público-alvo diversificado

Além dos ciclistas e turistas, o evento se destina a gestores públicos, empresas de turismo ecológico, ONGs, ambientalistas, acadêmicos e comerciantes locais, fortalecendo uma rede colaborativa para a criação de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas ao setor.

Um novo marco para o turismo sustentável

O 1º Seminário Pedalando Cicloturismo é apontado pelos organizadores como um marco na consolidação da região como referência nacional em cicloturismo. Ele tem o potencial para transformar o Litoral Paulista e o Vale do Ribeira em destinos sustentáveis de destaque no Brasil e no exterior.

A participação é gratuita e é possível fazer as inscrições antecipadamente. O convite está aberto a todos que acreditam no poder transformador da bicicleta como meio de transporte, lazer, turismo e cuidado com o meio ambiente.

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Meio ambiente: BH acelera a mobilidade limpa com 180 táxis elétricos 

qui, 05/06/2025 - 15:00
A ação de eletrificação e busca de energias limpas para a frota de Belo Horizonte faz parte de um conjunto de iniciativas do Plano de Mobilidade Limpa da PBH. Foto: Divulgação Prefeitura

No Dia Mundial do Meio Ambiente, o táxi elétrico surge como uma alternativa concreta para tornar as cidades mais limpas e silenciosas. Assim como outras cidades brasileiras, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, Belo Horizonte vem adotando esse tipo de transporte e já  conta com uma frota de 180 veículos  elétricos e híbridos circulando pela cidade e praticando a  mesma tarifa dos táxis convencionais. 

As marcas dos  veículos híbridos e elétricos homologados que estão operando na capital são  BYD, FIAT Pulse Hybrid, GWM , Honda Civic Hybrid, JAC e  Toyota Corolla. De acordo com a diretora de planejamento e controle da mobilidade da Sumob, Gabriela Pereira Lopes,  a regulamentação consta na Portaria SUMOB Nº 066-2023*, de 09/01/2024 e a Prefeitura de Belo Horizonte está aberta para inclusão de novas marcas e  modelos.

“Os operadores interessados devem atender à regulamentação vigente e agendar a apresentação do veículo para homologação junto ao Setor de Vistoria da Superintendência de Mobilidade Urbana (Sumob)”, explica. 

Gabriela Pereira acredita que a  mobilidade elétrica se apresenta como uma solução promissora e muito estudada para a descarbonização. “Além da diminuição nas emissões de gases de efeito estufa, por não utilizar combustíveis fósseis, a eletricidade também acaba com o problema da poluição sonora. Nessa modalidade, estão os veículos elétricos (VEs), que são totalmente movidos por baterias recarregáveis, assim como os veículos híbridos, que combinam um motor elétrico com um motor de combustão interna”, comenta.

Diferenciais para os operadores e passageiros 

Além dos benefícios ambientais, os táxis elétricos também representam uma economia para os motoristas, com menor custo de manutenção e abastecimento. Há um ano, o operador Leonardo Lúcio Santos da Fonseca adquiriu um veículo BYD Yuan Plus  e conta que ficou satisfeito com a troca.

“Meu carro tem uma autonomia muito boa, pois eu trabalho o dia todo e  não preciso de carregar na rua. A economia também é interessante pois, além do combustível, não preciso trocar o óleo. Realmente, está valendo muito a pena!”, conta. 

Plano de Mobilidade Limpa

A ação de eletrificação e busca de energias limpas para a frota de Belo Horizonte faz parte de um conjunto de iniciativas do Plano de Mobilidade Limpa da PBH que prevê a redução na emissão de carbono na região Central da cidade e  busca alinhar o município aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, ONU, especialmente no âmbito dos ODS 7 (Energias Renováveis e Acessíveis), ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima) e ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis).

Benefícios da mobilidade elétrica

Hoje, países como China e Estados Unidos lideram a adoção de veículos elétricos, com políticas de incentivo assim como o desenvolvimento dessa mobilidade. Além do objetivo ambiental, ou seja, a não-emissão de gases poluentes durante sua operação, os veículos elétricos trazem outras vantagens importantes.

Quando comparados com veículos de combustão interna, os elétricos são mais eficientes, em termos energéticos, ou seja, a eletricidade em veículos reduz os custos operacionais para os consumidores e contribui para um uso mais equilibrado dos recursos energéticos.

A redução da poluição sonora também é muito destacada na mobilidade elétrica. Os veículos operam quase de forma silenciosa, o que melhora a qualidade de vida em áreas urbanas muito povoadas, onde o ruído do tráfego é uma preocupação constante.

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