Notícias

Subscrever feed Notícias
As principais notícias e informações do trânsito, mobilidade, sustentabilidade e muito mais!
Atualizado: 39 minutos 2 segundos atrás

CNH 2026: o que o novo modelo realmente retirou da formação de condutores

seg, 30/03/2026 - 08:15
Novo formato de emissão da CNH entrou em vigor em 2026. Foto: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

A promessa de tornar o processo de habilitação mais acessível, moderno e menos burocrático tem sido o principal argumento do governo federal para defender as mudanças implementadas a partir da Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). No discurso oficial, a flexibilização teria como objetivo reduzir custos, ampliar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e incorporar novas tecnologias ao processo de formação.

Na prática, porém, o que se observa é um cenário bem diferente do prometido. O processo de habilitação não ficou mais barato. Ele foi desmontado, perdeu etapas importantes e passou a entregar menos formação ao futuro condutor, sem redução proporcional de custos. Ou seja, o candidato paga praticamente o mesmo — ou até mais — por um processo mais enxuto e menos robusto.

Menos horas práticas: o núcleo da aprendizagem foi encolhido

A formação prática sempre foi o eixo central da aprendizagem do condutor. É nesse momento que o aluno desenvolve percepção de risco, coordenação, tomada de decisão, leitura do ambiente viário e convivência com outros usuários da via.

Com o novo modelo, houve redução da exigência mínima de aulas práticas, quando comparada às regras anteriores. Embora o governo argumente que o candidato pode realizar aulas adicionais, especialistas alertam que o problema está no padrão estabelecido.

Quando o mínimo exigido diminui, o nível médio de formação também cai. Em um país onde o custo da CNH pesa no orçamento familiar, a tendência é que o candidato contrate apenas o pacote mínimo, ainda que ele não seja suficiente para uma formação segura.

O resultado é um paradoxo: menos aulas, menos aprendizado e nenhuma garantia de economia real para quem busca a habilitação.

Ensino teórico esvaziado e cada vez mais distante

Outro ponto sensível está no ensino teórico. O novo modelo ampliou o uso de aulas remotas, plataformas automatizadas e conteúdos terceirizados, reduzindo o vínculo entre aluno, instrutor e autoescola.

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, essa mudança compromete o caráter educativo do processo.

“Tecnologia é ferramenta, não método. O problema é quando o ensino teórico deixa de formar e passa apenas a cumprir carga horária. Isso empobrece o processo e não reduz o custo final de forma significativa para o candidato”, afirma.

De acordo com ele, o que se observa é um deslocamento de custos: menos investimento pedagógico e mais dependência de soluções externas, que nem sempre resultam em um processo mais barato ou mais eficiente.

Menos formação, mesmo preço — ou custo maior

Um dos aspectos mais críticos do novo modelo é justamente a relação entre custo e entrega. Ao reduzir etapas presenciais, horas práticas e exigências pedagógicas, criou-se a expectativa de que o processo ficaria mais barato. Isso, porém, não se confirmou de forma estrutural.

O que mudou foi a composição do serviço. O candidato passa a pagar por um processo mais simplificado, com menos acompanhamento e menor carga formativa. Em alguns casos, para alcançar um nível mínimo de segurança, ele precisa contratar aulas extras, elevando o custo final.

Na prática, o processo não foi barateado; ele foi empobrecido. Atualização e cursos especializados enfraquecidos

As mudanças também atingiram cursos especializados e de atualização, que historicamente funcionavam como instrumentos de reciclagem e aperfeiçoamento técnico. O novo regramento enfraqueceu a lógica da formação continuada, justamente em um trânsito cada vez mais complexo, com novos modais, tecnologias e conflitos viários.

Menos exigência de atualização significa condutores menos preparados para realidades mais desafiadoras, sem que isso represente economia relevante para o sistema.

Da formação à simples emissão da CNH

O conjunto das alterações aponta para uma inversão perigosa de lógica: o foco deixa de ser a formação consistente e passa a ser a facilitação administrativa.

“O sistema parece mais preocupado em emitir CNHs do que em formar condutores. E o custo disso não aparece na taxa paga hoje, mas amanhã, nos sinistros, nas vítimas e na sobrecarga do sistema de saúde”, alerta Celso Mariano.

O risco invisível da flexibilização

Modernizar é necessário. Simplificar processos burocráticos também. Mas flexibilizar não pode significar desmontar a formação.

Ao reduzir horas práticas, esvaziar o ensino teórico presencial, enfraquecer a atualização contínua e entregar menos conteúdo por um custo que permanece alto, o novo modelo corre o risco de habilitar sem formar.

E no trânsito, essa escolha não é neutra. Ela se traduz em comportamentos inseguros, erros evitáveis e consequências que custam muito mais caro do que qualquer taxa de habilitação.

The post CNH 2026: o que o novo modelo realmente retirou da formação de condutores appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.

Vendas de motos crescem quase 10% em fevereiro de 2026

dom, 29/03/2026 - 13:30
O mês de fevereiro foi marcado por contrastes acentuados entre as fabricantes. Foto: Divulgação

Sobre duas rodas, a economia brasileira parece ter encontrado um atalho para desviar da crise. Enquanto outros setores ainda buscam estabilidade no cenário de 2026, o mercado de motocicletas acelerou o passo, registrando 171.508 novos emplacamentos em fevereiro. O volume representa uma alta de 9,97% em relação ao mesmo mês do ano passado, consolidando o veículo não apenas como transporte, mas como motor da microeconomia nacional.

Dados

Embora o balanço mensal tenha mostrado uma leve retração de 3,93% em comparação a janeiro de 2026, o dado é visto com otimismo pelo setor. A queda absoluta é explicada pela logística do calendário: fevereiro teve apenas 17 dias úteis, contra 21 do mês anterior. Na prática, a média de emplacamentos por dia aumentou, indicando que o apetite do consumidor continua em expansão. No acumulado do primeiro bimestre, o salto é ainda mais impressionante, com um crescimento de 13,68% sobre o mesmo período de 2025, sinalizando que o segmento caminha a passos largos para um novo recorde histórico.

O mês de fevereiro foi marcado por contrastes acentuados entre as fabricantes. No campo dos destaques positivos, a Mottu apresentou um crescimento exponencial de 63%, impulsionada pela demanda de locação para serviços, seguida pela Dafra, que avançou 7%. Por outro lado, o mês foi de retração para marcas como a Triumph, que recuou 25%, além de quedas registradas pela Bajaj (-15%), Royal Enfield (-14%), Yamaha (-11%) e Shineray (-9%).

No topo da pirâmide, a hierarquia das montadoras permanece consolidada sob o domínio das gigantes tradicionais.

A Honda segue isolada na liderança absoluta, detendo 65% de participação de mercado no acumulado do ano. A Yamaha aparece em segundo lugar com 14% de share, enquanto a Shineray ocupa a terceira posição com 7%. Juntas, essas marcas ditam o ritmo de um setor que se tornou a alternativa preferencial de mobilidade e renda para milhões de brasileiros.

Pensando em ajudar na melhor escolha em 2026, o Grupo AB, referência no setor automotivo, listou os principais critérios para você não errar na hora da aquisição. Seja para quem busca a versatilidade urbana ou para o entusiasta que procura uma Harley-Davidson zero km no Rio de Janeiro, a análise detalha o custo-benefício e as tecnologias de segurança mais recentes do mercado.

Veja como escolher a moto ideal de acordo com seu estilo! Defina qual motocicleta será utilizada

O primeiro passo é entender como a moto será usada. Seja para mobilidade urbana, trabalho ou lazer, cada finalidade exige características específicas, como economia, conforto ou desempenho.

Pesquise os modelos de moto

Conhecer os tipos de motos é essencial para acertar na escolha. Scooters são práticas para o dia a dia, esportivas focam em performance, trail oferecem versatilidade, enquanto custom e touring priorizam estilo e conforto em viagens.

Calcule os gastos comuns da moto

O valor de compra não é o único fator. Manutenção, consumo, peças, seguro e impostos devem ser considerados, pois variam de acordo com o modelo e impactam o custo total ao longo do tempo.

Faça um test-ride

Experimentar a moto antes da compra faz diferença. Avaliar ergonomia, peso e dirigibilidade na prática ajuda a garantir mais segurança e satisfação na escolha.

O cenário positivo traçado pelos números de fevereiro reforça que a motocicleta deixou de ser um artigo de conveniência para se tornar um pilar da economia brasileira. Em um mercado cada vez mais diversificado, a orientação correta é o diferencial que separa um investimento seguro de uma escolha impulsiva.

The post Vendas de motos crescem quase 10% em fevereiro de 2026 appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.

PRF alerta para irregularidades no uso do Arla 32 em caminhões e ônibus

dom, 29/03/2026 - 08:15
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realiza ação educativa voltada a empresários do transporte de carga e passageiros, supervisores de frota e motoristas. Foto: Divulgação PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem intensificado as orientações ao setor de transporte sobre o funcionamento correto dos sistemas de controle de emissões em veículos movidos a diesel. O foco está principalmente no uso adequado do Arla 32, reagente químico essencial para reduzir a emissão de poluentes em caminhões e ônibus mais modernos.

Conforme a corporação, fiscalizações realizadas nas rodovias federais têm identificado uma série de irregularidades relacionadas ao sistema responsável por reduzir gases nocivos ao meio ambiente. Entre os problemas mais comuns estão adulterações no equipamento, intervenções indevidas e falhas provocadas por falta de manutenção.

Essas práticas, além de comprometerem o controle ambiental, podem gerar infrações administrativas, danos mecânicos ao veículo e até enquadramento por crime ambiental, dependendo da situação.

O que é o Arla 32

O Arla 32 é um agente redutor líquido composto por ureia de alta pureza e água desmineralizada. Ele é utilizado em veículos equipados com o sistema conhecido como Redução Catalítica Seletiva (SCR), tecnologia que passou a ser adotada para atender às normas ambientais mais rigorosas aplicadas aos motores a diesel.

Nesse sistema, o produto é injetado no escapamento do veículo e reage com os gases gerados pelo motor. A reação química transforma os óxidos de nitrogênio (NOx) — poluentes altamente prejudiciais à saúde e ao meio ambiente — em substâncias menos nocivas, como nitrogênio e vapor de água.

Quando o sistema funciona corretamente, é possível reduzir a emissão desses poluentes de forma significativa, contribuindo para melhorar a qualidade do ar, especialmente em áreas com grande circulação de veículos pesados.

Irregularidades ainda são comuns

Apesar da obrigatoriedade do sistema em grande parte da frota de caminhões e ônibus produzidos nos últimos anos, a PRF alerta que ainda são frequentes as tentativas de burlar o funcionamento do equipamento.

Entre as irregularidades identificadas nas fiscalizações estão:

  • bloqueio ou desativação do sistema de injeção do Arla 32;
  • instalação de dispositivos eletrônicos para simular o funcionamento do equipamento;
  • retirada de componentes do sistema de controle de emissões;
  • uso inadequado ou ausência do reagente.

Além de aumentar significativamente a emissão de poluentes, essas práticas podem comprometer o funcionamento do veículo e, além disso, gerar custos elevados de manutenção.

Falta de manutenção também gera problemas

Outro ponto de atenção destacado pelas autoridades é a falta de manutenção adequada dos sistemas de controle de emissões.

Sensores, catalisadores e componentes eletrônicos que fazem parte do sistema SCR são sensíveis e exigem funcionamento correto para garantir a eficiência na redução de poluentes.

Quando há falhas nesses componentes ou utilização de reagentes fora do padrão de qualidade, o sistema pode apresentar alertas no painel do veículo, redução de potência e outras restrições de funcionamento.

Fiscalização deve aumentar

De acordo com a PRF, as orientações fazem parte de um conjunto de ações voltadas a ampliar o conhecimento de transportadoras e motoristas profissionais sobre as exigências técnicas e legais relacionadas ao controle de emissões.

A expectativa é que se reforce a fiscalização desse tipo de irregularidade nas rodovias federais ao longo de 2026, com foco tanto na preservação ambiental quanto no cumprimento da legislação.

Por isso, a recomendação é que empresas e condutores mantenham os sistemas de controle de poluentes em pleno funcionamento, utilizem Arla 32 de procedência confiável e realizem a manutenção preventiva dos veículos.

Além de evitar autuações, essas medidas contribuem para reduzir o impacto ambiental do transporte rodoviário assim como garantir o desempenho adequado dos veículos a diesel.

The post PRF alerta para irregularidades no uso do Arla 32 em caminhões e ônibus appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.

NTC&Logística divulga levantamento e aponta queda no roubo de cargas em 2025

sab, 28/03/2026 - 13:30
De acordo com o estudo, em 2025 foram registradas 8.570 ocorrências. Foto: olly18 para Depositphotos

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), entidade que há mais de duas décadas monitora e analisa o roubo de cargas no Brasil, divulgou seu levantamento anual sobre o tema. Referência nacional desde 1998, a entidade consolida dados e contribui ativamente para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à segurança no Transporte Rodoviário de Cargas.

De acordo com o estudo, em 2025 foram registradas 8.570 ocorrências, representando uma redução de 16,7% em relação a 2024.

Apesar da queda, o impacto financeiro permanece elevado.

O prejuízo direto estimado chega a aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão ao considerar os efeitos indiretos, como aumento de custos operacionais, seguros e impacto no preço final dos produtos.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, os dados reforçam a importância da continuidade das ações conjuntas, mas evidenciam que a superação do problema está longe – ainda que haja avanços importantes no campo institucional e legislativo.

“A redução registrada ao longo dos últimos anos demonstra que o trabalho conjunto entre setor produtivo e poder público tem gerado resultados. Ao mesmo tempo, evoluímos em pautas importantes, fruto de um trabalho consistente de articulação e construção técnica. Um dos pontos centrais para reduzir o roubo de cargas é o combate à receptação, que sustenta economicamente esse tipo de crime. E vemos, agora, um avanço concreto nesse sentido com a sanção da Lei nº 15.358/2026, que institui o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil, fortalecendo o enfrentamento das estruturas criminosas e ampliando os mecanismos de punição e investigação. Essa é uma medida importante para dar mais segurança a quem atua dentro da legalidade. Ainda assim, o cenário segue preocupante e exige atenção permanente, com ações estruturadas e integradas em todo o país” – enfatiza Rebuzzi.

O levantamento mostra ainda que o crime segue concentrado em regiões estratégicas do país. O Sudeste responde por 86,8% das ocorrências, com destaque para Rio de Janeiro e São Paulo, que concentram a maior parte dos registros nacionais.

Além da concentração geográfica, o estudo aponta uma evolução no perfil das ações criminosas.

As quadrilhas têm priorizado cargas de alta liquidez – como alimentos, combustíveis, medicamentos e eletrônicos – e adotado estratégias mais sofisticadas, como interceptações em movimento, abordagens durante entregas e atuação em áreas urbanas e corredores logísticos.

O vice-presidente extraordinário de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, destaca que o cenário atual exige uma resposta ainda mais coordenada. “Mesmo com a redução no volume de ocorrências, o crime vem se tornando cada vez mais sofisticado. As organizações criminosas atuam de forma estruturada e com inteligência, o que exige do setor e das autoridades uma resposta igualmente integrada, com uso de tecnologia, informação e cooperação contínua.”

O roubo de cargas é um problema que ultrapassa a esfera criminal, impactando a competitividade do Transporte Rodoviário de Cargas, a previsibilidade logística e o custo Brasil. No levantamento, também se evidencia desafios estruturais, como a fragmentação de dados e a necessidade de maior integração entre os sistemas de segurança pública.

Nesse contexto, a entidade reafirma seu papel histórico e institucional no enfrentamento do problema, priorizando a produção de estudos, articulação com autoridades e promoção de iniciativas voltadas à segurança logística no país. 

“Nosso compromisso é seguir contribuindo com dados, inteligência e articulação institucional. O enfrentamento do roubo de cargas passa por uma visão sistêmica, que envolve toda a cadeia logística e, principalmente, o combate às estruturas que financiam essa atividade criminosa”, conclui Rebuzzi.

The post NTC&Logística divulga levantamento e aponta queda no roubo de cargas em 2025 appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.

Motoristas de carros elétricos podem ter tempo máximo para usar vagas de recarga

sab, 28/03/2026 - 08:15
A gestão eficiente dessas vagas tende a ganhar importância, especialmente em áreas urbanas com maior circulação de veículos elétricos. Foto: Scharfsinn para Depositphotos

Com o crescimento da frota de veículos elétricos no Brasil, o uso das vagas destinadas à recarga começa a entrar no radar da legislação de trânsito. Um projeto em análise na Câmara dos Deputados propõe estabelecer regras para evitar que esses espaços fiquem ocupados além do necessário.

O PL 801/2026, apresentado pelo deputado Marcos Soares (União/RJ), altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para disciplinar a permanência de veículos em vagas públicas destinadas à recarga de carros elétricos e híbridos plug-in. A proposta também cria uma infração específica para ocupação indevida dessas vagas.

A ideia central é garantir rotatividade no uso da infraestrutura de recarga, que ainda tem limitações em muitas cidades.

Permanência só durante o carregamento

Pelo texto do projeto, o veículo poderá permanecer na vaga enquanto o processo de recarga estiver em andamento. Após a conclusão do carregamento, o motorista terá até 15 minutos para retirar o veículo.

Caso se ultrapasse esse prazo, a conduta será uma infração de natureza grave, sujeita a multa e remoção do veículo.

Além disso, a proposta estabelece que, 30 minutos após o término da recarga, a remoção do veículo deverá ocorrer obrigatoriamente.

Para isso, o projeto inclui um novo inciso no artigo 181 do CTB, que trata das infrações relacionadas ao estacionamento irregular.

Rotatividade também em estacionamentos privados

O texto também prevê regras para estacionamentos de uso coletivo ou privado que disponibilizem pontos de recarga.

Esses estabelecimentos deverão adotar mecanismos de rotatividade, garantindo que a vaga seja liberada após o carregamento, respeitando critérios de razoabilidade e uso eficiente da infraestrutura.

Lacuna na legislação atual

Na justificativa do projeto, o deputado argumenta que o Código de Trânsito Brasileiro ainda não trata diretamente da permanência indevida em vagas destinadas à recarga de veículos elétricos.

Segundo ele, essa ausência de previsão legal acaba dificultando a fiscalização e permite que veículos permaneçam ocupando essas vagas mesmo após o fim da recarga.

No texto da justificativa, o parlamentar afirma que a utilização prolongada dessas vagas “compromete a eficiência do sistema e restringe o acesso de outros condutores que necessitam do serviço”.

Ele também defende que a medida pode estimular que se realize recargas mais longas em estações privadas, residenciais ou comerciais, liberando as vagas públicas para uso rotativo.

Infraestrutura de recarga ainda tem limites

A proposta surge em um momento de expansão gradual da mobilidade elétrica no país. Apesar do crescimento nas vendas de veículos eletrificados, ainda se considera a rede de recarga pública pequena em muitas regiões.

Nesse cenário, especialistas apontam que a gestão eficiente dessas vagas tende a ganhar importância, especialmente em áreas urbanas com maior circulação de veículos elétricos.

O PL 801/2026 ainda passará pelas comissões temáticas da Câmara antes de eventual votação.

Se aprovado, o projeto poderá criar uma regra nacional para o uso das vagas públicas de recarga. Assim, acompanhando a evolução da mobilidade elétrica e estabelecendo limites para garantir que a infraestrutura seja compartilhada entre os usuários.

The post Motoristas de carros elétricos podem ter tempo máximo para usar vagas de recarga appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.

Páginas