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Diminui o número de jovens interessados em fazer a primeira habilitação
O número de primeiras habilitações entre jovens de 18 a 25 anos, vem caindo de forma significativa nos últimos 10 anos no Rio Grande do Sul. Em 2015, 328.821 mil jovens dessa faixa etária obtiveram a tão sonhada Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Já em 2024, esse número caiu para 154.986 mil, uma redução expressiva de 13,39%. Os dados foram analisados pela ABRAMET/RS, com base nos dados disponibilizados pelo Detran RS.
Em relação às faixas etárias analisadas – 18, 19, 20 anos e de 21 a 25 anos – percebe-se que, na última década, todos os segmentos apresentaram diminuição na procura para fazer a primeira habilitação.
Redução por faixa etária:- 18 anos: de 56.835 mil (2015) para 47.842 mil (2024) – redução de 15,8%
- 19 anos: de 62.467 mil (2015) para 49.828 (2024) – redução de 20,2%
- 20 anos: de 38.339 mil (2015) para 32.128 mil (2024) – redução de 16,2%
- 21 a 25 anos: de 171.180 mil (2015) para 154.986 (2024) – redução de 9,5%
O presidente da ABRAMET/RS e especialista em Medicina do Tráfego, Ricardo Hegele, aponta alguns fatores que podem estar influenciando para esta diminuição.
“Houve um aumento e popularização dos aplicativos de transporte, além da preferência dos jovens por transportes alternativos como bicicletas, transporte coletivo e, até mesmo, patinetes. Além disso, houve uma mudança no comportamento social com maior uso das redes sociais, que reduziu a necessidade de deslocamento físico e que podem estar associadas a esta queda pela procura da habilitação”, opina.
O fator econômico e até questões ambientais também podem ter impactado no menor interesse pela busca da CNH. “O aumento do custo para obter a CNH e a opção por meios sustentáveis de locomoção, são fatores que também é preciso considerar”, diz Hegele.
Cenário nacionalDe acordo com a ABRAMET/RS, essa tendência não é exclusiva do Rio Grande do Sul. Em vários estados do Brasil e em outros países, a procura pela primeira habilitação entre os mais jovens também está em queda. Este menor interesse pela CNH indica uma possibilidade de mudança no modelo de mobilidade e exige atenção dos órgãos de trânsito e do setor automotivo, que precisarão se adaptar a esse novo cenário.
As informações são de Marcele Saffi – Assessora de Imprensa ABRAMET/RS – Associação Brasileira de Medicina do Tráfego do RS
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Trânsito mais inclusivo: novo projeto de lei propõe mais proteção a pedestres com deficiência
Um novo Projeto de Lei em tramitação na Câmara dos Deputados busca garantir mais segurança e respeito aos pedestres com deficiência ou mobilidade reduzida. Trata-se do PL 1843/2025, de autoria do deputado Murilo Galdino (REPUBLIC/PB). Ele propõe alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para incluir expressamente essa população entre os grupos mais vulneráveis no trânsito.
A proposta altera o § 2º do artigo 29 do CTB, que já estabelece que veículos maiores devem zelar pela segurança dos menores e os motorizados pela segurança dos não motorizados. Com a mudança, o texto passaria a destacar explicitamente que a proteção deve ser reforçada no caso de pedestres com deficiência ou mobilidade reduzida.
O que muda com o projetoCaso aprovado, o PL 1843/2025 tornará a legislação mais clara ao especificar um grupo historicamente mais exposto aos riscos no trânsito urbano. Segundo o autor do projeto, a redação atual do CTB carece de precisão sobre quem são os pedestres mais vulneráveis, o que dificulta a aplicação eficaz das normas de proteção.
A nova redação estabelece que todos os condutores – especialmente de veículos motorizados – devem ter responsabilidade redobrada com a integridade de pedestres, com ênfase especial nos que possuem limitações físicas ou deficiências.
Por que a proposta é importante?Além de tornar o trânsito mais seguro, a medida busca promover a inclusão e acessibilidade, alinhando o Brasil à Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e aos princípios do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). Esses marcos legais reforçam o direito à mobilidade urbana segura e sem discriminação.
Para o deputado Murilo Galdino, o objetivo é claro: “Garantir mais segurança, dignidade e respeito aos cidadãos que enfrentam obstáculos diários para se locomoverem nas cidades”.
Caminho para um trânsito mais humanoO PL 1843/2025 integra um conjunto de iniciativas voltadas à construção de um trânsito mais humano, responsável e acessível a todos. A expectativa é de que o projeto ganhe apoio parlamentar, principalmente por sua consonância com os princípios de mobilidade urbana sustentável e respeito à diversidade.
Enquanto isso, especialistas reforçam: a atenção e o cuidado com os mais vulneráveis no trânsito – especialmente pedestres com deficiência – são dever de todos.
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Detran-PR realiza Consulta Pública sobre Plano Estadual de Segurança no Trânsito
O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) lançou, na semana passada, a Consulta Pública do Plano Estadual de Segurança no Trânsito para o Estado do Paraná (Petrans/PR). Ela ficará disponível até o dia 4 de junho.
O Petrans/PR tem o intuito de organizar e reunir o planejamento, a orientação e a mobilização necessárias para a implementação de ações estratégicas que visem a redução significativa de mortes e lesões no trânsito no Paraná. Em 2023, no Paraná, tivemos 2.697 óbitos.
O Plano almeja alinhar as ações estaduais com os padrões e diretrizes estabelecidos pelo Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).A consulta pública ficará disponível até o início de junho. O objetivo é escutar e envolver a sociedade na construção de um trânsito mais seguro no estado. Assim, opinando acerca das necessidades dos seus municípios em várias questões. Como, por exemplo, mobilidade, ciclomobilidade, segurança no trânsito, transporte coletivo, uso de aplicativos, entre outros, por meio de críticas e sugestões.
Conforme o Detran-PR, para participar da consulta pública, basta responder ao formulário, sugerindo alteração de redação e a justificativa do trecho que deseja tratar.
O formulário encontra-se no site do Detran-PR, na aba Consulta Pública > Petrans.The post Detran-PR realiza Consulta Pública sobre Plano Estadual de Segurança no Trânsito appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
A cada 2 minutos, um brasileiro é internado por sinistros de trânsito
Dr. Alysson Coimbra*
O Brasil enfrenta uma crise de saúde pública que se desenrola diariamente nas ruas e avenidas do país. A cada dois minutos, um brasileiro é internado devido a sinistros de trânsito, criando o que especialistas já chamam de “exército de mutilados” – vítimas de um sistema que falha em prevenir, fiscalizar e educar.
Em Minas Gerais, o cenário é alarmante: somente em 2024, os custos com internações por acidentes de trânsito ultrapassaram R$ 46 milhões. Em 2025, apenas nos primeiros meses, esse valor já ultrapassou a cifra de R$ 7 milhões – uma sangria financeira que reflete um problema muito mais profundo.
Os dados da ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) revelam um padrão preocupante: 78% das vítimas são homens e 60% são ocupantes de motocicletas. A motocicleta, veículo de baixo custo de aquisição e manutenção, tornou-se não apenas meio de transporte, mas também ferramenta de trabalho para milhares de brasileiros que atuam em serviços de entrega e transporte por aplicativo.
O problema é que o processo de habilitação ainda se dá em circuitos fechados, distantes da realidade urbana, sem preparar o condutor para os desafios que enfrentará nas ruas e avenidas.O resultado é um número alarmante de acidentes envolvendo motociclistas recém-habilitados, muitos deles com saúde mental fragilizada e sem o preparo técnico adequado.
Quando uma vítima de sinistro de trânsito chega ao hospital, inicia-se uma jornada complexa e dolorosa. O atendimento inicial é apenas o começo de um processo que pode se estender por meses ou anos. Lesões graves, muitas vezes potencialmente fatais, não podem ser resolvidas em um único procedimento. Por isso, os atendimentos cirúrgicos são realizados em múltiplos tempos. Inicialmente, busca-se salvar a vida do paciente, estabilizando fraturas e controlando hemorragias.
Após a fase crítica, que geralmente inclui dias em UTI, seguem-se novas cirurgias, mais tempo de internação e, finalmente, a alta hospitalar – que está longe de representar o fim do problema. Começa então um longo processo de reabilitação, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e, em casos de amputação, adaptação a próteses.
O impacto econômico dos sinistros de trânsitoUm dos aspectos mais perversos dessa realidade é o ingresso precoce de jovens no sistema previdenciário. Pessoas que deveriam estar no auge da sua capacidade produtiva passam a depender de auxílio-doença, auxílio-acidente ou aposentadoria por invalidez. Nesse cenário, o Estado, já fragilizado economicamente, passa a sustentar cidadãos que foram feridos por um sistema que falhou antes: na prevenção, na fiscalização e na formação de condutores.
Esse ciclo – acidente, internação prolongada, incapacidade e dependência previdenciária – representa um duplo prejuízo para o país: além dos custos diretos com saúde, há a perda de força de trabalho e potencial produtivo. Enquanto recursos são drenados para atender vítimas de acidentes de trânsito, outras emergências ficam comprometidas. Pacientes com infartos, AVCs e outras condições agudas enfrentam um sistema já no limite de sua capacidade.
As internações prolongadas, o uso de leitos de UTI e os procedimentos cirúrgicos complexos exigidos pelas vítimas de trânsito consomem recursos humanos e financeiros que poderiam ser direcionados para outras áreas da saúde pública.
A urgência de políticas públicas efetivasMas, o que falta para resolver esse problema? Falta política pública e coragem para rever o processo de formação de motociclistas. Falta fiscalização efetiva. E, também, falta investimento real em prevenção.
É necessário reconhecer que o trânsito não é apenas um problema urbano ou de mobilidade, mas um reflexo da saúde emocional, comportamental e institucional do país. A naturalização dos acidentes e suas consequências representa uma falha coletiva que precisa ser urgentemente corrigida.
Enquanto autoridades e sociedade não tratarem o trânsito como a questão de saúde pública que ele realmente é, continuaremos a pagar um preço alto demais – em vidas, em sofrimento humano e em recursos financeiros.
Estamos pagando caro por um descaso histórico. E continuaremos perdendo até que o trânsito seja tratado com a seriedade que merece. Ou seja, como uma questão de saúde pública, de justiça social assim como de responsabilidade política.
O tempo de agir é agora. Porque a cada dois minutos, mais um brasileiro entra para as estatísticas. E por trás de cada número, há uma vida transformada pela dor, pela incapacidade e pelo abandono de um sistema que falhou em protegê-la.
Dr. Alysson Coimbra é médico do Tráfego e diretor da ABRAMET
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Maio Amarelo: a saúde mental das vítimas de sinistros de trânsito precisa ser pauta urgente
Quando se fala em segurança viária durante o Maio Amarelo, o foco costuma estar na prevenção de sinistros e na redução de mortes no trânsito. No entanto, um aspecto frequentemente negligenciado merece atenção urgente: os impactos psicológicos dos sinistros de trânsito — tanto para as vítimas diretas quanto para suas famílias.
As cicatrizes invisíveis dos sinistros de trânsitoSinistros de trânsito deixam marcas que vão além das lesões físicas. Muitos sobreviventes enfrentam consequências emocionais severas, como transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), depressão, ansiedade, fobias relacionadas à direção e até isolamento social.
Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, familiares de vítimas fatais ou com sequelas graves também sofrem intensamente.
“A dor do luto, a culpa, a frustração com a impunidade e a ausência de suporte psicológico adequado podem agravar o sofrimento e dificultar a reconstrução da vida”, explica.
Apesar disso, a saúde mental raramente entra nas campanhas públicas de trânsito ou nos protocolos de atendimento pós-acidente.
Apoio psicológico é parte essencial da recuperaçãoAtualmente, poucas cidades brasileiras oferecem suporte psicológico sistemático às vítimas de trânsito e seus familiares. A maioria dos sobreviventes precisa buscar ajuda por conta própria — muitas vezes sem orientação, apoio financeiro ou acesso fácil a serviços especializados.
Esse tipo de apoio não só contribui para o bem-estar das pessoas atingidas, como também fortalece a mobilização social por um trânsito mais seguro e humano.
Maio Amarelo: hora de incluir o cuidado emocional no debateDe acordo com Mariano, o Maio Amarelo pode ser um momento estratégico para ampliar o entendimento sobre o que significa “sinistro de trânsito”. “Não se trata apenas de números e estatísticas — são vidas transformadas, famílias despedaçadas e traumas silenciosos que muitas vezes duram para sempre”, alerta.
Para ele, é essencial que o poder público, as instituições de saúde e os órgãos de trânsito incluam o apoio psicológico como parte das políticas de segurança viária.
“Além disso, campanhas educativas devem destacar a importância do acolhimento emocional e orientar a população sobre onde buscar ajuda após um acidente”, conclui.
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Maio Amarelo: Arteris alerta para os riscos do excesso de velocidade e intensifica ações nas rodovias
A Arteris, uma das principais companhias de concessão de rodovias do Brasil, intensificou as ações educativas durante a campanha Maio Amarelo 2025, com um alerta direto à sociedade: o excesso de velocidade ainda é uma das principais causas de acidentes nas estradas. O mote da campanha deste ano, apoiado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), é “Desacelere. Seu bem maior é a vida”.
De janeiro a dezembro de 2024, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou mais de 6,5 milhões de autos de infração por excesso de velocidade nas rodovias federais brasileiras. O número representa um aumento de 121%em comparação com o ano anterior, quando foram contabilizadas mais de 2,9 milhões de autuações por velocidade incompatível. Além disso, em 2024, a PRF registrou 4.347 sinistros relacionados à velocidade incompatível nas estradas, que resultaram em 5.433 feridos e 442 óbitos, e outros 10.920 acidentes relacionados à reação tardia ou ineficiente do condutor ao volante – entre eles, houve 12.768 feridos e 682 mortos.
Já a Polícia Militar Rodoviária registrou 41.787 sinistros relacionados à velocidade incompatível nas rodovias estaduais de São Paulo, em 2024. Os acidentes resultaram em 33.084 vítimas – entre elas, 5.810 vítimas graves e 1.844 óbitos.
Cuidado que salva vidasAlém de alertas e ações de fiscalização constantes em parceria com autoridades de trânsito, a Arteris reforça neste mês suas ações educativas por meio dos Programas Viva, que orientam usuários sobre segurança viária – entre elas, o Viva Pedestre, que reforça a utilização das passarelas para travessias seguras nas estradas, e o Viva Motoclista, voltado a orientar os condutores sobre comportamentos responsáveis nas rodovias.
Entre janeiro e março deste ano, foram realizadas 216 ações educativas, impactando diretamente 15 mil usuários das rodovias com orientações sobre comportamentos seguros no trânsito. Em 2024, mais de 118 mil pessoas participaram de 1.220 atividades dos Programas Viva.
É possível acompanhar toda a programação do Maio Amarelo no site da Arteris – www.arteris.com.br, na seção “Fique por Dentro”.
Compromisso com a segurança viáriaA Arteris é signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) por um trânsito mais seguro. O compromisso foi renovado voluntariamente pela empresa para a década de 2020 e 2030. A meta é reduzir em 50% o número de acidentes e mortes em suas rodovias.
A meta é baseada em resultados já comprovados: entre 2010 e 2020, a Arteris alcançou uma redução de 51% nas fatalidades, superando esse índice.
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Usuários apontam prejuízos com pedágio ‘sem cancela’ na Rio-Santos e outras rodovias
Audiência realizada pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados na semana passada discutiu o sistema de livre passagem em pedágio, ou seja, sem cancela, também conhecido como free-flow, e que vem afetando usuários da rodovia Rio-Santos.
Conforme o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), que pediu o debate, o sistema já gerou mais de 2 milhões de multas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Entre setembro de 2023 e dezembro de 2024, a arrecadação de multas no pedágio da Rio-Santos passou de R$ 200 milhões.
Participaram da audiência representantes do Ministério Público e da população afetada. O presidente da Associação de Moradores do Itimirim-Itaguaí, Raphael Lopes Cendon, região localizada no Rio de Janeiro, trouxe alguns exemplos.
“Como eu tenho tag, eu tenho como comprovar os erros das concessionárias. E quem não tem? Fica a palavra do usuário contra a palavra da concessionária”, disse. De todas as três praças de pedágio, nós ali de Itimirim somos os mais prejudicados.”
A tag é um adesivo com código no carro identificado para cobrança pelo pedágio. Quem não tem a tag é cobrado pela placa.Segundo Raphael Cendon, moradores da região que precisam atravessar a rodovia diariamente gastam em média R$ 200 de pedágio. A rodovia dividiu o bairro Itimirim ao meio, e o retorno fica depois do pedágio. Há moradores antes do pedágio e escolas que ficam depois.
A associação reivindica a isenção aos moradores do bairro ou a construção de um retorno antes do pedágio. Quem dirige na estrada pode confundir o pedágio com um radar de velocidade. Além disso, poucas placas informam a existência do sistema free-flow.
Do Rio de Janeiro a Ubatuba são 270 km e quatro pedágios, como explica o secretário da Associação de Moradores do Itimirim-Itaguaí, Maurício Werlang, que aponta outra distorção, já que há intervalos com pedágio separados por 33 km desde o Rio de Janeiro e outro de 91 km até Paraty.
“De Paraty para o final da privatização, que é Ubatuba, são 313 km sem nenhum pedágio. É contraditória, então, a declaração da ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] que diz que seria cobrado proporcional ao trecho rodado, de forma homogênea. Não é o que a gente vê”, disse.
Projeto de leiAs lideranças locais defendem a aprovação de um projeto (PL 4643/20) que, entre outros pontos, concede nova chance de o usuário pagar o pedágio em atraso quando cobrado pelo sistema free-flow. O texto já passou pela Câmara e aguarda votação pelo Senado.
Segundo o representante da prefeitura de Mangaratiba (RJ), Márcio Ferreira, dos 14 mil veículos do município, 30% já foram afetados por multas por causa do pedágio.
De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Schettino, nos dez meses anteriores, a ANTT aplicou 733 mil multas na Rio-Santos por evasão de pedágio. No ano anterior, a Polícia Rodoviária Federal havia aplicado 504 mil multas de todos os tipos no estado do Rio de Janeiro, menos do que no trecho da Rio-Santos.
Para o deputado Hugo Leal, é preciso encontrar uma solução.
“O desdobramento dessa audiência tirará os documentos, sugestões que vamos oficializar aos órgãos públicos, à ANTT, ao Ministério dos Transportes, também aos responsáveis pelas concessionárias, para que a gente possa fazer o aperfeiçoamento e obviamente uma solução que seja adequada do ponto de vista tecnológico sem que cause mais um ônus aos usuários”, observou.
O sistema de pedágio sem cancela está fundamentado na Lei 14157/21. Esse tipo de pedágio vai chegar a pelo menos 24 rodovias de São Paulo até 2030.
As informações são da Agência Câmara de Notícias
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Sinistros com trens: quando a sinalização falha, o risco aumenta
Um grave sinistro envolvendo um trem, um caminhão, uma motocicleta e dois carros na Região Metropolitana de Curitiba, na última quinta-feira (8), reacendeu o alerta sobre os riscos dos cruzamentos entre linhas férreas e vias urbanas. O caso, que resultou na morte de um motociclista, poderia ter sido evitado — e infelizmente, está longe de ser uma exceção.
Cruzamentos entre trilhos e vias públicas representam um ponto crítico de conflito no trânsito. A cena que se repete em diversas regiões do Brasil inclui sinalizações insuficientes, sincronia falha entre semáforos e alertas de trem, e o fator humano, muitas vezes pressionado por decisões rápidas e, nem sempre, seguras.
Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, deslocar o tráfego ferroviário de carga para circuitos perimetrais seria o ideal, mas a realidade é que isso exige investimentos altos e tempo. Enquanto essa reestruturação não acontece, ele alerta: é urgente melhorar ao máximo os recursos que já existem, como sinalizações, semáforos e sistemas de alerta.
“Se não há sincronia entre o semáforo de veículos e o sinal de trem, e ainda há problemas no funcionamento das luzes de alerta, estamos induzindo o condutor ao erro”, ressalta.
Infraestrutura deficiente e sinais conflitantesNo caso ocorrido em Pinhais, há indícios de que as luzes vermelhas que deveriam alertar para a presença do trem não estavam funcionando corretamente. Além disso, a posição da sinalização e o desenho da via — com uma curva de 90 graus antes do cruzamento com a linha férrea — criam um cenário confuso, especialmente para motoristas que não conhecem a região.
A análise do especialista aponta para um ponto sensível: há locais onde os motoristas podem parar obedecendo ao semáforo, sem sequer avistar a sinalização da linha férrea, ficando assim expostos ao risco de sinistros com trens. “É o tipo de situação onde, mesmo sem intenção, a estrutura da via empurra o usuário para o erro. E o resultado, como vimos, pode ser fatal”, afirma Celso.
Comportamento de risco e efeito manadaOutro fator comum em sinistros envolvendo trens é o comportamento dos condutores. A pressa, a distração e o chamado “efeito manada” — quando um motorista segue outro acreditando que a travessia é segura — são atitudes recorrentes. Em muitos casos, a presença de um caminhão ou ônibus iniciando a travessia serve como “sinal verde” para outros veículos, mesmo quando os sinais indicam o contrário.
Além disso, há o agravante da familiaridade com o trajeto: condutores que passam diariamente por cruzamentos ferroviários podem se tornar menos atentos aos sinais, confiando apenas na rotina. Por outro lado, quem passa pela primeira vez pode ser surpreendido por uma sinalização pouco visível ou mal posicionada.
Dados e desafios nacionais sobre sinistros com trensDe acordo com dados da ANTT e de concessionárias ferroviárias, cerca de 80% dos acidentes em passagens de nível ocorrem por falha humana, mas grande parte desses incidentes está associada à ausência ou à má qualidade da sinalização. Em muitos casos, nem mesmo há cancelas automáticas, e o alerta se limita a placas fixas ou focos piscantes — que, como no acidente de Pinhais, podem falhar.
A reestruturação do sistema ferroviário urbano e a implantação de tecnologias mais eficientes de alerta são soluções a longo prazo. No curto prazo, é fundamental revisar os pontos críticos, integrar os sistemas de semáforos e investir em campanhas educativas voltadas à prevenção em passagens de nível.
Caminho possívelEnquanto o país busca soluções estruturais para tornar o trânsito mais seguro, medidas imediatas podem fazer a diferença. Melhorar a sinalização existente, ampliar a manutenção dos sistemas de alerta e, principalmente, rever os cruzamentos com desenho viário confuso são passos fundamentais para evitar novas tragédias.
Como lembra Celso Mariano, “se já sabemos que o local é perigoso, não basta esperar a próxima vítima. É preciso agir com o que já está ao nosso alcance”.
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Senatran reforça ações por um trânsito mais seguro em workshop promovido pela ANTT
Na última terça-feira (13), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deu início ao III Workshop Vias Seguras, que terminou hoje (14). A programação contou com 10 painéis temáticos e reuniu representantes da SENATRAN, CNT, PRF, DNIT, ABCR, ABRATI, concessionárias e operadores ferroviários, além de equipes técnicas da própria ANTT.
Com o tema “Desacelere. Seu bem maior é a vida”, o evento abordou questões diretamente ligadas à rotina de quem circula pelas ruas e estradas.Entre os tópicos em destaque estão: velocidade e sinistros viários, uso de inteligência artificial na segurança, infraestrutura viária segura, bem-estar psicológico no transporte, capacitação de agentes de fiscalização, segurança dos passageiros e combate ao transporte clandestino. A iniciativa integra as ações do movimento Maio Amarelo 2025. Além disso, promove o diálogo entre especialistas, autoridades, sociedade civil e operadores de transporte. O foco é a segurança viária e a integração entre os modais de transporte.
No primeiro painel do workshop, o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, explicou a escolha do tema “velocidade” como eixo central das campanhas educativas deste ano. Ele destacou a mudança de abordagem, já que, anteriormente, as campanhas tratavam de mensagens mais abstratas, como “Juntos salvamos vidas” ou “Paz no trânsito”. Agora, a mensagem é mais direta: “Desacelere”.
Segundo Catão, o Brasil ainda enfrenta um cenário com cerca de 34 mil mortes no trânsito por ano.
“Todos os especialistas reconhecem a velocidade como fator de risco. Se o trânsito já é um ambiente de risco, a velocidade potencializa ainda mais”, ressaltou
Continuidade do temaNo Workshop da ANTT, o secretário propôs a possibilidade inédita de repetir o tema no próximo ano, dada sua relevância e o tempo necessário para amadurecer o debate. “E vou levantar, pela primeira vez aqui, como uma hipótese, para ouvirmos: talvez possamos repetir o tema no ano que vem? Por que não?”.
A diretora do Departamento de Segurança no Trânsito, Maria Alice Nascimento, apoiou a continuidade do tema escolhido para 2025. “É um tema que foi amplamente discutido com todos e com a sociedade, daí a importância de seguirmos com esse direcionamento”, afirmou.
Ela também adiantou ações futuras, como a campanha de capacitação específica para motociclistas e workshops com jornalistas.
“Estamos trazendo esse tema da velocidade como um grande tópico a ser discutido no país, não só pelos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, mas por todos os parceiros da indústria automobilística e da segurança viária”, destacou a diretora.
Também estiveram presentes na abertura do evento o diretor da ANTT, Lucas Asfor; o coordenador de Prevenção e Atendimento a Sinistros da PRF, Lucas Guimarães; a tenente-coronel Jucilene Garcez, representando o Corpo de Bombeiros; e o representante da Secretaria Nacional de Transportes Ferroviários (SNTF), Hélio Roberto Silva de Sousa, que abordou o tema “Investimentos Obrigatórios para a Solução de Conflitos Urbanos: Estratégias para Promover a Segurança Ferroviária”.
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Curso de Transporte de Produtos Perigosos: capacitação essencial para a segurança e oportunidades no mercado de trabalho
O transporte de produtos perigosos exige uma alta qualificação, já que envolve o manuseio de substâncias como produtos químicos, inflamáveis, explosivos e outros materiais de risco. A falta de treinamento adequado pode resultar em sinistros graves, colocando vidas em perigo, além de comprometer a integridade de bens e o meio ambiente. Conhecer e dominar os conceitos do transporte de produtos perigosos é fundamental para que os profissionais envolvidos neste tipo de transporte possam atuar com segurança e rigorosamente dentro da lei. Por esse motivo, existe o Curso de Transporte de Produtos Perigosos (TPP), fundamental e obrigatório para motoristas que atuam no transporte de materiais perigosos, regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Quem deve fazer o curso de Transporte de Produtos Perigosos (TPP)?Este curso é voltado principalmente para motoristas que desejam se especializar no transporte de produtos perigosos. A legislação brasileira exige que os motoristas possuam carteira de habilitação nas categorias C, D ou E, e que tenham, no mínimo, 21 anos. Profissionais da área de transporte de cargas gerais que buscam se especializar em produtos perigosos podem se beneficiar muito dessa qualificação, expandindo suas oportunidades de trabalho.
Por que investir no curso de Transporte de Produtos Perigosos?A qualificação especializada é obrigatória e representa um grande diferencial no mercado de trabalho, onde a demanda por motoristas capacitados nesse setor cresce a cada dia. O transporte de produtos perigosos é essencial para diversos setores da economia, como as indústrias químicas, farmacêuticas e petroquímicas. Conforme pesquisa em sites especializados: motoristas que transportam produtos perigosos podem receber até R$ 6.000 em casos específicos.
Além do potencial de ganhos, o curso é obrigatório para quem deseja atuar com produtos perigosos, sendo, portanto, um grande diferencial competitivo para quem busca estabilidade e valorização no mercado de trabalho.
Carga horária e conteúdo programáticoCom carga horária mínima de 50 horas-aula, o curso de TPP, regulamentado pelo Contran, oferece um conteúdo aprofundado sobre normas de segurança e práticas essenciais. Os principais tópicos incluem:
- Legislação de trânsito: relembrar conteúdos da legislação de trânsito geral.
- Legislação Específica e Normas sobre transporte de produtos perigosos: leis, cargas de produtos perigosos, conceitos, considerações e exemplos, acondicionamento.
- Direção Defensiva: conceitos gerais de como evitar acidentes;
- Movimentação de Produtos Perigosos: como reconhecer símbolos, etiquetas de segurança, a importância dessa identificação para o transporte seguro e reações químicas.
- Noções de Primeiros Socorros, Respeito ao meio Ambiente e Prevenção de Incêndio: técnicas de primeiros socorros, controle de vazamentos e uso de EPIs, essenciais para lidar com situações de emergência, como vazamentos e incêndios.
Ao final do curso, o aluno passa por uma avaliação teórica para garantir que compreendeu as práticas e está apto a atuar com segurança.
O mercado de trabalho e a profissão de motorista de produtos perigososO motorista especializado em produtos perigosos tem uma profissão desafiadora e extremamente valorizada no mercado. Empresas de transporte, indústrias químicas, petroquímicas e o setor de exportação estão constantemente à procura de profissionais qualificados. A média salarial para motoristas de produtos perigosos é superior à de motoristas de carga geral, com valores que podem variar entre R$ 3.000 e R$ 5.000, dependendo da experiência e da região, com a possibilidade de ganhos ainda mais elevados em setores como o transporte de combustíveis.
A Importância do curso para a segurança no trânsitoAlém da qualificação profissional, o curso de Transporte de Produtos Perigosos desempenha um papel crucial na segurança no trânsito. Conforme a Senatran, mais de 60% dos acidentes envolvendo produtos perigosos são causados por falhas humanas. Motoristas treinados são capazes de adotar práticas rigorosas de segurança, protegendo não apenas a si mesmos, mas também as comunidades ao redor. Vazamentos de produtos tóxicos podem causar sérios danos ao meio ambiente e à saúde pública, mas motoristas qualificados sabem como agir para mitigar esses riscos.
Com a possibilidade de fazer o curso na modalidade EAD (Ensino a Distância), autorizada pela própria Senatran, o acesso à capacitação ficou ainda mais fácil. O formato online permite que o aluno estude no seu ritmo, sem precisar se deslocar ou comprometer a rotina de trabalho. É uma opção mais prática, econômica e flexível, ideal para quem quer se qualificar com segurança e qualidade, respeitando todas as exigências legais.
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Atlas da Violência 2025: violência no trânsito cresce e mortes de motociclistas disparam no Brasil
O Atlas da Violência 2025, divulgado na última segunda-feira pelo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em pareceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), trouxe à tona uma realidade alarmante: a violência no trânsito, que já é uma das maiores responsáveis por mortes no Brasil, está em ascensão. O estudo, que pela primeira vez incluiu uma análise detalhada sobre sinistros de transporte, revela que, embora as campanhas de segurança no trânsito, como a Década de Ação pela Segurança no Trânsito da ONU, tenham sido adotadas, os resultados ainda estão longe de alcançar as metas estabelecidas.
Entre 2010 e 2019, o Brasil registrou cerca de 392 mil mortes no trânsito — um aumento de 13,5% em relação à década anterior. Mesmo com esforços globais para redução de mortes, como a campanha da ONU, o país enfrentou um crescimento de 2,3% na taxa de mortalidade por 100 mil habitantes. No início da segunda década da campanha (2020-2023), o cenário continua preocupante, com números de mortes no trânsito em constante elevação.
Desigualdade regional e os desafios de cada estadoOs dados também revelam uma desigualdade regional alarmante. O Brasil enfrenta uma verdadeira disparidade na taxa de mortalidade no trânsito. Enquanto o Amapá registra apenas 9,7 óbitos por 100 mil habitantes, Tocantins alcança 33,9 — a maior taxa do país. As regiões Centro-Oeste e Sul enfrentam os índices mais elevados de mortes no trânsito, enquanto o Sudeste apresenta os menores números.
Em comparação com a análise dos últimos cinco anos, apenas dez estados conseguiram reduzir os índices de mortalidade, com destaque para Rio Grande do Norte (-23,5%), Distrito Federal (-16,1%) e Ceará (-15,8%). Por outro lado, estados como Rondônia (+40,2%), Bahia (+27,3%) e Amapá (+24,4%) tiveram aumentos preocupantes nas mortes no trânsito.
Motocicletas: o maior foco de mortes no trânsitoUm dos problemas mais graves identificados pelo estudo é o papel das motocicletas nas fatalidades. Em 2023, o Piauí registrou que quase 70% das mortes no trânsito ocorreram por sinistros com motos. Em sete estados, esse número ultrapassou 50%.
A disparidade entre os estados é notável. Enquanto no Amapá, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro as taxas de mortalidade em sinistros com motocicletas são de cerca de 2,4 por 100 mil habitantes, o Piauí lidera com 21,0, seguido por Tocantins (16,9) e Mato Grosso (14,7). Ou seja, um estado pode ter até nove vezes mais risco de morte em acidentes envolvendo motos do que outro.
O estudo mostra que a moto, que é uma importante fonte de trabalho e transporte para milhões de brasileiros, tornou-se também o maior responsável por tragédias nas vias brasileiras. Isso destaca a urgência de políticas públicas que conciliem segurança viária com a inclusão produtiva desses trabalhadores.
Retrocessos nas políticas públicas de segurança no trânsitoAlém da alta nas mortes no trânsito, o Atlas da Violência 2025 aponta para retrocessos nas políticas públicas voltadas à segurança viária. O financiamento da segurança no trânsito foi prejudicado com cortes no Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset), que depende da arrecadação de multas. A redução da Cide-Combustíveis, que impactou investimentos em infraestrutura, reflete a falta de prioridade do governo para esse setor.
De acordo com o relatório, outro golpe significativo foi a extinção do seguro DPVAT. Ele oferecia indenização às vítimas de acidentes bem como ajudava a financiar o Sistema Único de Saúde (SUS). Embora um novo seguro tenha sido proposto, o SPVAT, ele foi revogado antes de entrar em vigor, deixando o SUS e as vítimas desassistidos.
Veja também Estatísticas Números distorcidos: quando os dados sobre sinistros de trânsito enganam mais do que informam Estatísticas Número de mortes nas rodovias federais cresce 10% em 2024 Estatísticas A cada 39 minutos, um motociclista morre no trânsito brasileiro A urgência de enfrentar o problemaO Atlas da Violência 2025 serve como um alerta para o Brasil: não podemos mais ignorar a violência no trânsito. Com base nas análises feitas entre 2013 e 2023, o estudo reforça que as mortes no trânsito são evitáveis. Além disso, ações coordenadas — como investimentos em infraestrutura, fiscalização rigorosa, campanhas educativas e a melhoria das condições de trabalho e segurança dos motociclistas — são essenciais para reverter esse cenário.
O país precisa urgentemente priorizar a segurança no trânsito. Os dados apresentados no relatório exigem uma reflexão profunda sobre as escolhas políticas e a implementação de medidas eficazes. Combater a violência no trânsito é um passo fundamental para garantir a vida e o bem-estar de todos os brasileiros.
Leia o relatório completo aqui.
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1º Desafio de Inovação Detran/AL vai premiar com R$ 20 mil soluções que melhorem a segurança no trânsito
Estão abertas até 18 de maio as inscrições para o 1º Desafio de Inovação Detran-AL, evento que vai reunir equipes multidisciplinares para desenvolver soluções inovadoras voltadas à segurança no trânsito em Alagoas. Serão 48 horas de imersão, mentorias com especialistas e estrutura completa de apoio durante toda a maratona de inovação em formato de hackathon.
As três equipes com melhor desempenho vão dividir um total de R$ 20 mil em premiação em dinheiro. “Este desafio é mais do que uma competição. É um convite para que os alagoanos se tornem protagonistas na construção de um trânsito mais seguro, moderno e eficiente. Acreditamos que boas ideias merecem reconhecimento — e estamos dispostos a investir nelas. O Detran está abrindo as portas para quem quiser pensar soluções inovadoras para salvar vidas”, afirma Marco Fireman, diretor-presidente do órgão.
A pergunta central do desafio proposta pelo Detran é: Como podemos criar soluções que ajudem o Detran/AL a desenvolver, medir e comunicar o uso de tecnologias aplicadas à segurança no trânsito, com o objetivo de impactar na redução de vítimas e custos públicos? Até o dia 18 de maio, podem se inscrever gratuitamente equipes de 3 a 5 integrantes, com idade mínima de 18 anos.
Para participar é necessário preencher um formulário individual, no link do 1º Desafio de Inovação Detran-AL e enviar uma carta de motivação em grupo.“Nessas 48h os participantes terão acesso à internet, alimentação completa, espaço de descanso, e serão acompanhados por um time de mentores e facilitadores. As seis melhores equipes vão disputar a final com apresentação em formato de pitch para uma banca avaliadora”, explica Hérmani Magalhães, coordenador técnico do hackathon.
As três melhores equipes serão premiadas com R$ 10 mil (1º lugar), R$ 6 mil (2º lugar) e R$ 4 mil (3º lugar). Troféus e certificados também serão entregues. A maratona acontece entre os dias 30 de maio e 1º de junho, no Espaço Armazém, no bairro do Jaraguá, em Maceió, e é uma iniciativa do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran-AL) em parceria com o LIINC – Laboratório de Inovação Inclusiva da Universidade Federal de Alagoas, a Fapeal e a Secti.
Serviço:- Evento: 1º Desafio de Inovação Detran Alagoas;
- Inscrições: até 18/05 no link https://doity.com.br/primeiro-desafio-de-inovacao-do-detranal;
- Quem pode participar: equipes de 3 a 5 pessoas, maiores de 18 anos;
- Data do evento: 30 de maio a 1º de junho de 2025;
- Local: Espaço Armazém – Maceió (AL);
- Premiação: R$ 10 mil (1º), R$ 6 mil (2º), R$ 4 mil (3º).
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Tragédias cotidianas com motociclistas acendem alerta no Paraná
A cena se repete todos os dias em diferentes cidades do Paraná: sirenes, trânsito parado, mais uma motocicleta caída no asfalto, mais uma vida no chão. Só em Curitiba, foram mais de 7 mil acidentes com motos registrados em 2024 – o equivalente a 19 ocorrências por dia, segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Paraná (Detran-PR). Em muitos desses casos, a notícia sequer chega a surpreender ou chocar. Devido à frequência com que se multiplicam os registros, a população passou a encarar como parte da rotina urbana. A campanha Maio Amarelo deste ano, que tem como tema “Mobilidade Humana. Responsabilidade Humana”, engloba esse e outros desafios do trânsito e convoca a sociedade a rever comportamentos, buscar investimentos em segurança para o trânsito e fortalecer práticas de segurança viária.
Para Everton Pedroso, presidente da Associação Paranaense de Inspeção Veicular (APOIA), o que deveria ser um alerta diário à sociedade está se tornando uma estatística invisível.“A frequência dos acidentes com motociclistas está anestesiando a população. Em sua maioria são homens jovens. Todos têm nome, história, família. É preciso reeducar o trânsito e investir em processos que contribuam para aumentar a segurança. É necessário frear essa banalização da morte”, afirma.
No final de abril, um motociclista de 18 anos perdeu a vida em Curitiba após ser atropelado e arrastado por um carro. Em março, em Foz do Iguaçu, outro episódio tirou a vida de um rapaz de 28 anos, que colidiu com uma árvore em uma das principais avenidas da cidade. “São vidas interrompidas e que trazem uma pequena amostra da rotina sangrenta no dia a dia do trânsito”, analisa Pedroso.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal no Paraná (PRF-PR), em 2024, 119 ocupantes de motocicletas morreram em sinistros nas rodovias federais que cortam o Estado. Ao todo, houve o registro de 605 mortes no trânsito pela PRF-PR, um crescimento de 8,2% em relação ao ano anterior. Ao todo, 19,7% dos óbitos envolviam condutores de motos. A faixa etária mais afetada está entre 20 e 39 anos, justamente a mais ativa economicamente.
Infraestrutura, imprudência e omissãoNas rodovias federais do Paraná, mais da metade das mortes ocorrem em trechos de pista simples, com destaque para colisões frontais — geralmente provocadas por ultrapassagens perigosas. A ausência de iluminação adequada também contribui para o alto número de atropelamentos, especialmente à noite ou ao amanhecer.
Somado a esse cenário, está a rápida expansão da frota de motocicletas, especialmente nas grandes cidades. Curitiba, por exemplo, teve um acréscimo de 47 mil motos em circulação em apenas um ano, elevando o risco nas vias e exigindo mais fiscalização, estrutura e educação.
Everton Pedroso destaca que toda motocicleta que passou por algum tipo de alteração deveria passar, obrigatoriamente, por inspeção veicular para receber autorização a circular regularmente, como já ocorre com os carros e outros veículos. Essa análise técnica é capaz de identificar e corrigir falhas que, no uso cotidiano, passam despercebidas, mas que podem ter consequências fatais, como verificação do sistema de freios, iluminação, suspensão e outros itens. “Não devemos ver isso como uma burocracia, mas como um ato de responsabilidade pública. Uma motocicleta em condições inadequadas é um risco não apenas para quem a conduz, mas para todos no trânsito”, argumenta.
Experiência internacionalEm países como Espanha, Alemanha e Japão, onde a inspeção veicular de motos é obrigatória, os índices de mortes no trânsito envolvendo motociclistas são consideravelmente menores que no Brasil. Nesse sentido, aponta-se a regularidade da fiscalização técnica como um dos fatores que contribuíram para a queda sustentada das fatalidades.
Conforme a APOIA, isso começa com medidas objetivas: inspeção veicular obrigatória, campanhas educativas permanentes e mais fiscalização. Mas passa, principalmente, por um compromisso de todos com o valor da vida.
“Enquanto as mortes se acumulam nas ruas, a indiferença cresce. Precisamos recuperar a capacidade de nos indignar — e agir. Um trânsito mais seguro depende de escolhas conscientes”, reforça Pedroso.
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Consulta pública pode impactar funcionamento dos CFCs: entenda e participe
Está aberta até o dia 15 de maio de 2025 uma consulta pública promovida pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que propõe mudanças significativas na Portaria nº 968/2022, que pode afetar os Centros de Formação de Condutores (CFCs), a qual trata da coleta e armazenamento de dados biométricos de condutores e do banco de imagens do Registro Nacional de Carteiras de Habilitação (Renach). A proposta está disponível no site do Ministério dos Transportes e tem recebido atenção crítica por parte de entidades representativas dos CFCs, como a Associação Brasileira das das Autoescolas (ABRAUTO).
O alerta da entidade é no sentido de que apesar de o tema da consulta pública parecer técnico à primeira vista, os efeitos práticos da mudança são profundos — e potencialmente prejudiciais para candidatos à habilitação e para o funcionamento dos CFCs em todo o país. A proposta atinge todas as etapas do processo de habilitação, desde a primeira CNH até renovações, adições e mudanças de categoria, e prevê o fim da possibilidade de CFCs realizarem a captura de imagens e digitais, mesmo nos estados onde esse serviço já é consolidado.
O que está em jogo?A proposta da Senatran altera diretamente os artigos 1º e 2º da Portaria atual, estabelecendo que a captura de dados biométricos deverá ser feita em todos os procedimentos, mesmo quando o candidato já tiver dados atualizados no sistema. Hoje, a regra é mais racional: se os dados biométricos estão atualizados, não é necessário realizar nova coleta.
Outra mudança sensível prevista nos §3º e §4º do artigo 2º é a exclusividade da coleta por empresas privadas homologadas pela Senatran, credenciadas pelos Detrans. Isso significa que os próprios Detrans, e os CFCs que investiram em equipamentos para esse fim, não poderão mais realizar o serviço.
O impacto direto será o aumento da burocracia e dos custos para os candidatos. Eles precisarão se deslocar até locais específicos apenas para essa etapa, mesmo em processos simples como uma renovação. Além disso, o investimento já feito por muitos CFCs em equipamentos de captura se tornaria obsoleto.
A proposta também impõe que a verificação biométrica seja obrigatoriamente presencial, inclusive para cursos realizados de forma remota. Com isso, um candidato que opte por aulas teóricas online terá de se deslocar fisicamente antes de começar as aulas. Assim, tornando o processo menos acessível e funcional.
Um alerta da ABRAUTOA ABRAUTO alerta que essa proposta pode representar um retrocesso no acesso à habilitação. Dessa forma, afetando diretamente a oferta de aulas remotas, que se consolidaram como uma alternativa viável e democrática para a formação de condutores.
Segundo Olga Catarina Zanoni, representante da entidade, as alterações previstas podem causar uma redução significativa na demanda por aulas, além de enfraquecer financeiramente os CFCs.
“A proposta vai na contramão da modernização e da simplificação do processo de habilitação. Os impactos serão negativos tanto para os profissionais quanto para os candidatos”, afirma.
A ABRAUTO recomenda que gestores, instrutores e demais profissionais do setor acessem a consulta pública. E, nesse sentido, manifestem-se contra as mudanças, com base nos seguintes pontos:
- O aumento desnecessário da burocracia e dos custos para os candidatos;
- A exclusão dos CFCs da coleta de dados biométricos, mesmo nos estados onde esse serviço já funciona;
- A obrigação de comparecimento presencial mesmo em cursos remotos, dificultando o acesso e desestimulando alunos.
A consulta está disponível no site gov.br até o dia 15 de maio. É possível fazer as contribuições de forma simples e objetiva. A ABRAUTO sugere utilizar os pontos destacados acima ou reescrevê-los com palavras próprias.
“É fundamental que os CFCs, profissionais do setor e a sociedade civil participem ativamente, pois as decisões tomadas agora influenciarão o futuro da formação de condutores no Brasil. Quanto maior a mobilização, maior a chance de barrar medidas que aumentem a burocracia e prejudiquem candidatos e instituições”, finaliza a ABRAUTO.
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Podcast “ENTRE VIAS” estreia com foco nos bastidores reais de quem move o Brasil
Estreou no dia 7 de maio o podcast “ENTRE VIAS”, uma nova produção da FENASDETRAN (Federação Nacional das Associações de DETRAN) que chega para dar voz às histórias reais e aos desafios enfrentados por quem atua diretamente na política, justiça, saúde, mobilidade, educação e outras áreas fundamentais no Brasil.
Comandado por Mário Conceição, presidente da FENASDETRAN, e Clerison Amorim, jornalista e advogado, o programa aposta em conversas francas, sem filtros ou fórmulas prontas, para mostrar como é possível exercer melhor a democracia a partir de experiências concretas, aprendizados e, muitas vezes, tropeços ao longo do caminho.
A proposta é simples e potente: revelar o que está por trás dos bastidores, compartilhando vivências de quem trabalha diariamente para transformar a realidade — muitas vezes longe dos holofotes. O projeto é uma iniciativa do núcleo de estudos da FENASDETRAN e tem como objetivo aproximar o público de histórias inspiradoras, reais e com muita bagagem.
Episódio de estreia: Trânsito em debateO primeiro episódio trouxe como convidados o especialista em Trânsito e Ciências Criminais Dr. Vivaldo Amaral e o Major Brizola, especialista em Gestão de Trânsito. Junto com colaboradores da FENASDETRAN, eles debateram temas como o crime de trânsito e os desafios do chamado “Fenômeno Trânsito”, abordando com profundidade o que move o Brasil — e o mundo — sobre rodas.
Um espaço de troca e escutaMais do que entrevistas, o “ENTRE VIAS” também abre espaço para a participação do público. Qualquer pessoa pode enviar vídeos curtos (de até dois minutos) com suas histórias, dúvidas ou desafios enfrentados em suas áreas de atuação. Os apresentadores comentam, trocam ideias e oferecem sugestões com base em suas experiências.
O podcast já está disponível no YouTube da FENASDETRAN e também nas redes sociais da federação: @fenasdetran.
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Detran lança programa CNH Social com 3 mil vagas para formação gratuita de motoristas
Maiores de 18 anos, residentes no Rio Grande do Sul e inscritos no Cadastro Único de programas sociais poderão se candidatar para fazer a formação da Carteira Nacional de Habilitação sem custo. O governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran RS) e da Secretaria do Desenvolvimento Social (Sedes), lançou nesta quinta-feira (8/5) o programa CNH Social. Em evento no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite anunciou a disponibilização de 3 mil vagas para primeira habilitação, adição ou mudança de categoria. Com um investimento de R$ 13,8 milhões, o objetivo da iniciativa é facilitar o acesso de pessoas em vulnerabilidade social ao mercado de trabalho.
Formação de condutoresNo dia do lançamento do programa, minutos antes do evento foi anunciado o novo Papa, e o governador fez uma conexão entre a mensagem papal e o propósito do programa. Leite mencionou que o Papa Leão XIV havia acabado de emitir uma mensagem em favor da paz desarmada e desarmante. Ao relacionar essa fala com o trânsito, o governador ressaltou a importância de formar condutores responsáveis, lembrando que veículos, quando conduzidos com imprudência, podem se tornar armas e ceifar vidas.
“Uma carteira de habilitação existe justamente para promover a paz no trânsito. Se o carro, o caminhão, o ônibus não forem conduzidos com responsabilidade, infelizmente se tornam armas. A formação de um condutor responsável exige custos, que muitas vezes impedem as pessoas de baixa renda de acessar esse direito. Por isso, o Estado está assumindo esses custos para oferecer uma oportunidade de habilitação qualificada a quem mais precisa, com um olhar social e de inclusão produtiva. Essa iniciativa não só salva vidas como também gera renda, emprego e desenvolvimento para o nosso Estado”, afirmou o governador.
ImportânciaO diretor do DetranRS, Edir Domeneghini, destacou a importância do projeto para promoção da ocupação e emprego, aumento da renda pessoal e familiar, por meio da CNH. “É o Detran sendo também um condutor da reconstrução do nosso Estado, contando com as parcerias importantes da Procergs e dos Centros de Formação de Condutores. São mais de 300 postos de atendimento de CFCs em 194 cidades gaúchas que vão receber os beneficiados. Não é somente uma política pública, mas um sopro de esperança para muitas famílias e para a sociedade”, disse Domeneghini.
Para o secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, a CNH Social é mais uma política pública trabalhada de forma transversal no Governo do Estado. O objetivo é promover a inclusão socioprodutiva. “A partir desta habilitação, as pessoas em vulnerabilidade têm a oportunidade de se inserirem no mercado de trabalho. Estamos oferecendo oportunidades reais para que mais gaúchos e gaúchas possam conquistar independência financeira, acessar novos empregos, prestar serviços ou até mesmo empreender”, afirmou Fantinel.
“Esta iniciativa é de suma importância para a sociedade gaúcha, pois demonstra o compromisso deste governo na questão social e na segurança pública. Aliás, a razão do sucesso do programa RS Seguro é exatamente na solução do problema da criminalidade sob a esfera de uma repressão, mas também sob a ótica das políticas sociais. Nosso compromisso é sempre ser firme contra o crime sem jamais perder o olhar no social”, comentou o secretário da Segurança Pública, Sandro Caron.
O governador destacou que a iniciativa da CNH Social, com disponibilização de formação de qualidade 100% gratuita a partir do investimento do Executivo, só é possível graças ao equilíbrio fiscal que o Estado alcançou. “Este é o governo que está fazendo os mais robustos investimentos em políticas sociais da história do Rio Grande do Sul. E isso só é possível porque fizemos reformas, colocamos as contas em dia e recuperamos a capacidade de investimento. Hoje conseguimos não apenas lançar uma iniciativa como essa, mas fazer isso de forma sustentável, garantindo a continuidade dessa política pública”, disse Leite.
“Essa iniciativa não só salva vidas como também gera renda, emprego e desenvolvimento para o nosso Estado”, disse Leite – Foto: Foto: Maurício Tonetto/Secom InscriçõesAs inscrições acontecerão pela Central de Serviços ou presencialmente em um CFC, de 12 de maio a 10 de julho. A seleção ocorrerá por sorteio eletrônico. Haverá cadastro de reserva para preenchimento de possíveis vagas remanescentes.
Os candidatos que cumprirem os requisitos do programa ficarão isentos do pagamento de todas as etapas do processo de habilitação. São elas: exames físico e psicológico, aulas teóricas e práticas, exames teórico e prático, e exame toxicológico, nas categorias em que se exigir.
Critérios de seleçãoOs interessados(as) devem atentar-se aos critérios de participação. É preciso ter idade superior a 18 anos, comprovar residência mínima de dois anos no Rio Grande do Sul e ter renda familiar de até três salários mínimos. Outro critério é que o público atendido no programa deve estar em situação de vulnerabilidade social e inscrito no CadÚnico até o dia 28 de fevereiro de 2025.
VagasAs vagas para CNH Social do Detran do Rio Grande do Sul dividem-se em: 1.500 para primeira habilitação de moto e carro, e 1.500 para adição e mudança de categoria. As últimas estão distribuídas da seguinte forma: 600 vagas para adição de categoria e 900 para mudança de categoria, sendo 90 destinadas à mudança para categoria C (caminhão), 720 para categoria D (ônibus) e 90 para categoria E (veículo de grande porte articulado).
ImpedimentosNão poderão se candidatar pessoas com processo de habilitação já aberto, ou que precise reiniciar. Assim como, quem tenha cometido crime na condução de veículo, e quem sofreu suspensão ou cassação da CNH ou da Permissão para Dirigir.
HotsitePara facilitar o acesso às informações do programa, o DetranRS criou o hotsite cnhsocial.detran.rs.gov.br. Na página, é possível acessar o edital completo. Além disso, link para inscrições, regras do programa, calendário de datas importantes e uma seção de perguntas e respostas. A Ouvidoria do DetranRS também está preparada para esclarecer dúvidas, assim como os Centros de Formação de Condutores.
Informações sobre o programa CNH Social do Detran do Rio Grande do SulThe post Detran lança programa CNH Social com 3 mil vagas para formação gratuita de motoristas appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Velocidade na mira: a nova estratégia de fiscalização que promete reduzir sinistros
O Brasil enfrenta um desafio persistente no combate ao excesso de velocidade nas rodovias. Dados do Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf) revelam que, apenas em novembro de 2024, mais de 2,9 milhões de motoristas foram flagrados dirigindo acima da velocidade permitida — o equivalente a mais de 4 mil infrações por hora. E mais do que o número alarmante de infrações, o que assusta mais é que o excesso de velocidade está totalmente ligado aos graves sinistros de trânsito que acontecem nas vias brasileiras.
Para enfrentar essa realidade, a fiscalização por velocidade média desponta como uma alternativa promissora. Diferente dos radares tradicionais, que registram a velocidade em pontos isolados, esse modelo monitora o comportamento do condutor ao longo de um trecho inteiro, promovendo uma condução mais constante e segura.
Essa abordagem já se mostrou eficaz em diversos países, como Reino Unido, Áustria e Noruega, onde houve o registro de uma redução de até 50% nos acidentes com vítimas fatais ou graves. No Brasil, no entanto, o sistema ainda encontra barreiras legais.
Como funciona a fiscalização por velocidade média?A base do sistema está em um cálculo simples da física:
Velocidade média = deslocamento ÷ variação do tempo.
Na prática, dois pontos de monitoramento (com câmeras e reconhecimento de placas) registram o horário exato em que o veículo passa por cada ponto. Ao comparar o tempo gasto para percorrer a distância entre eles, o sistema calcula a velocidade média do trajeto. Se essa velocidade ultrapassar o limite permitido na via, o condutor poderá ser autuado.
De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, a grande vantagem está justamente na lógica preventiva.
“Ao exigir uma velocidade constante ao longo do percurso, o sistema dificulta a prática comum de frear apenas ao avistar um radar fixo e acelerar logo depois. O motorista precisa manter o respeito aos limites durante todo o trecho monitorado”, alerta.
E no Brasil, como está?Apesar dos resultados positivos no exterior, o Brasil ainda não regulamentou oficialmente o uso da fiscalização por velocidade média. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) não publicou normas específicas sobre o tema, o que impede, por ora, sua aplicação para fins de autuação.
Mesmo assim, testes vêm sendo realizados. Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) iniciou, em dezembro de 2024, estudos com câmeras já instaladas para monitorar a velocidade média em determinados corredores urbanos. A proposta é levantar informações e avaliar os impactos antes de uma eventual regulamentação.
Debate nacional ganha forçaO tema ganhou destaque nacional no dia 9 de maio de 2025, quando a Superintendência da Polícia Rodoviária Federal no Paraná promoveu um evento reunindo representantes dos Três Poderes, especialistas em trânsito, entidades civis e organismos internacionais. O foco foi discutir o Projeto de Lei 2789/2023, que propõe a regulamentação do modelo no país.
Além de compartilhar experiências internacionais, o encontro tratou de impactos em áreas como saúde pública, mobilidade urbana e gestão de tráfego. Para os defensores da proposta, o sistema tem potencial educativo e pode salvar vidas. Ou seja, um argumento que ganha ainda mais peso diante do cenário atual de imprudência nas estradas.
O que vem pela frente?A expectativa é que, com a maturação dos debates e eventual regulamentação pelo Contran, o Brasil passe a integrar o grupo de países que usam a fiscalização por velocidade média como ferramenta estratégica de segurança viária. O modelo, se adotado, pode trazer benefícios não apenas para motoristas, mas também para pedestres, ciclistas e toda a sociedade.
Por enquanto, o tema continua em análise técnica, política e jurídica — mas o consenso entre especialistas é claro: reduzir a velocidade média dos veículos nas vias é um passo essencial para salvar vidas.
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Maio Amarelo 2025: Fetranslog/NE reforça compromisso com educação no trânsito e segurança viária
A Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste (Fetranslog/NE) une forças à campanha Maio Amarelo 2025 para reforçar a necessidade de atitudes mais responsáveis e humanas no trânsito. Com o tema “Mobilidade Humana, Responsabilidade Humana”, o movimento deste ano alerta para o impacto das ações individuais na segurança de todos os que compartilham as vias públicas.
Dados do Ministério da Saúde apontam que aproximadamente 92 pessoas morrem diariamente nas rodovias brasileiras, além de cerca de 200 mil casos de invalidez permanente registrados por ano. “Esses números mostram que uma atividade rotineira pode se tornar altamente letal sem os devidos cuidados. A mobilidade é feita por pessoas e a segurança no trânsito depende diretamente das nossas escolhas”, destaca Arlan Rodrigues, presidente da Fetranslog/NE.
A campanha Maio Amarelo, que tem o apoio da Fetranslog/NE, chama atenção para comportamentos que podem reduzir drasticamente o número de acidentes, como respeito às leis de trânsito, atenção redobrada, não uso do celular ao volante e tolerância entre condutores, ciclistas e pedestres. Segundo Arlan, é fundamental desmistificar a ideia de que violência no trânsito ocorre apenas em casos de agressões físicas.
“Qualquer comportamento que coloca vidas em risco é uma forma de violência no trânsito. Dirigir alcoolizado, desrespeitar limites de velocidade, ultrapassar em locais proibidos, tudo isso pode resultar em tragédias evitáveis”, explica.
ImpactosO setor de transporte rodoviário de cargas também sente os impactos da insegurança nas estradas. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2024 houve o registro de 2.884 óbitos em sinistros envolvendo caminhões. Dessa forma, acompanhando o aumento geral da letalidade no trânsito brasileiro.
“Esses dados refletem a fragilidade da nossa malha viária. Além disso, a necessidade de investimentos em infraestrutura, mas também mostram a urgência de mais educação e conscientização no trânsito. Motoristas de caminhão também são vítimas e é preciso tratar a segurança viária como prioridade nacional”, reforça Arlan.
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DNIT oferece edição especial de curso gratuito durante o Maio Amarelo
A oferta especial do curso Educação para o Trânsito aplicada ao Ensino Fundamental – construindo a cidadania na prática, em meio a Campanha Nacional do Maio Amarelo, tem como público-alvo professores, especialistas e gestores do Ensino Fundamental, de escolas públicas e privadas de todo o país. A formação é gratuita e on-line, sendo disponibilizada por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (AVAMEC). As inscrições ficam abertas entre os dias 05 e 30 de maio de 2025. Os cursistas poderão concluir os módulos até 16 de junho, prazo final do curso, para obterem a certificação de 40 horas.
Abordar o tema da Educação para o Trânsito é fundamental para a promoção de uma educação integral e cidadã, durante todo o ano.
Na campanha do Maio Amarelo 2025, os educadores terão mais uma oportunidade de realizar o curso e conhecer o material pedagógico do Programa Conexão DNIT, que disponibiliza atividades pedagógicas que se articulam aos objetos de conhecimento da BNCC para cada disciplina de 1º a 9º ano, além de promoverem a percepção e conscientização sobre os riscos no Trânsito e a adoção de atitudes seguras.
Esta iniciativa é desenvolvida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação para o Trânsito (NEPET) do Laboratório de Transporte e Logística (LabTrans), vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Além deste curso, durante todo o ano, o Programa Conexão DNIT disponibiliza gratuitamente materiais pedagógicos transversais de Educação para o Trânsito, com atividades para o Ensino Fundamental e para o Ensino Médio que é possível baixar ou acessar por meio do portal web e do aplicativo (Android e iOS).
Sobre o curso do DNIT no Maio AmareloCurso Educação para o Trânsito aplicada ao Ensino Fundamental – construindo a cidadania na prática
- Inscrições: https://avamec.mec.gov.br/#/instituicao/dnit/curso/16928/informacoes
- Certificação de 40 h
- Duração: 05 de maio a 16 de junho de 2025
- Data limite para inscrições: 30 de maio de 2025
- Público-alvo: educadores, gestores escolares e especialistas.
- E-mail: conexaodnit@labtrans.ufsc.br
- WhatsApp: (48) 99810-1717
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Campanha Maio Amarelo convida motoristas a desacelerarem nas rodovias
Com o tema Desacelere: seu bem maior é a vida, a campanha Maio Amarelo 2025 tem por objetivo ressaltar a importância da prudência e do respeito às normas de trânsito para preservar a vida.
Durante todo o mês serão realizadas ações para conscientizar os condutores sobre trânsito seguro.Dados de 2023 do DataSUS, do Ministério da Saúde, mostram que a cada 15 minutos uma pessoa morre em decorrência de acidentes de trânsito no Brasil.
Naquele ano houve o registro de 34.881 óbitos no trânsito, um aumento de 987 óbitos em comparação com os dados de 2022. Excesso de velocidade, distração ao volante e desrespeito às leis foram as principais causas.
Durante o lançamento da campanha, em Brasília, o secretário Nacional de Trânsito do Ministério dos Transportes, Adroaldo Catrão, alertou para o fato de que, atualmente, em razão dos impactos da tecnologia no cotidiano, as pessoas acabam relacionando a velocidade ao bem-estar e campanha quer, justamente, dialogar com esse cenário.
“Escolher o tema da velocidade foi uma escolha baseada em evidências. Todos os estudos mostram que esse é um fator de risco fundamental. Então estamos apontando a lanterna para o problema e mostrando que são várias as soluções. Não é só fiscalização, radar e multa. Estamos falando de pequenas intervenções viárias e de comportamento humano, de educação para um melhor comportamento”, disse.
Já em relação a acidentes ocorridos apenas em rodovias federais, dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), mostram que, em 2024, houve o registro de 73.121 acidentes, resultando em 84.489 feridos e 6.160 mortos.
Foi quarto ano consecutivo de aumento no número de mortes em estradas federais, com alta de 10% em relação a 2023.
“Desacelere é quase que para lembrar: já parou para pensar o quanto a velocidade impacta no risco que você está correndo?”, apontou Catrão.
Saúde mentalO Presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND), Givaldo Vieira, destacou o fato de que é preciso alertar a sociedade constantemente para o cuidado. Não apenas com o trânsito, mas com a saúde, em especial a saúde mental devido ao uso excessivo de dispositivos como celulares. “Desacelerar a vida como um todo. Muitas infrações como não uso de equipamento obrigatório, ultrapassar o sinal vermelho estão ligadas ao uso de celular”, observou.
“De certo modo as pessoas estão aceleradas no uso do celular. Elas estão dirigindo e estão trocando mensagens, ouvindo ou falando ao celular e essas infrações estão ligadas a esse comportamento excessivamente acelerado”, concluiu Vieira.
Maio amareloO movimento Maio Amarelo, que reúne o Poder Público e a sociedade civil, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 11 de maio de 2011. Ou seja, dentro da Década de Ação para Segurança no Trânsito 2011-2020.
Utiliza-se a cor amarela, que simboliza a atenção nos sinais de trânsito, para colocar em pauta a urgência da redução da violência no trânsito.
Para o ano de 2025, o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) definiu como tema: Mobilidade Humana, Responsabilidade Humana.
Segundo a organização, a mensagem central é de que a verdadeira mobilidade humana se constrói quando todos se sentem seguros e respeitados.
“Para isso, é fundamental que a responsabilidade individual se torne uma prioridade coletiva. Juntos, podemos transformar nossas cidades e rodovias em espaços mais seguros e inclusivos para todos”, diz a mensagem da campanha.
Os materiais do Maio Amarelo estão disponíveis para baixar aqui.
As informações são da Agência Brasil
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