Notícias
Ultrapassagem em faixa de pedestre: quais são as regras e quais as penalidades?
A ultrapassagem é uma das manobras mais delicadas e perigosas no trânsito, exigindo atenção redobrada e respeito às normas de circulação. Quando acontece em locais de travessia, como uma faixa de pedestres, o risco aumenta significativamente. Não à toa, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) trata a situação de forma específica, prevendo multas pesadas e classificando a conduta como infração gravíssima.
Mas, afinal, por que a ultrapassagem em faixa de pedestre é tão perigosa? Quais as consequências legais para quem desrespeita essa regra?
O que diz o Código de Trânsito BrasileiroO artigo 203 do CTB determina que ultrapassar pela contramão outro veículo em faixa de pedestre é uma infração gravíssima, sujeita a multa de R$ 1.467,35 e à soma de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Além disso, o artigo 214 reforça que deixar de dar preferência a pedestres e ciclistas que já se encontram atravessando a via na faixa também é infração gravíssima.
Ou seja: ultrapassar em faixa de pedestre ou não respeitar quem está atravessando são condutas diferentes, mas igualmente graves — ambas diretamente relacionadas à preservação da vida.
Por que a ultrapassagem nesses locais é tão arriscadaO problema central está na visibilidade. Quando um veículo para diante da faixa para ceder passagem, muitas vezes o pedestre já iniciou a travessia. O carro que vem logo atrás e decide ultrapassar não consegue visualizar a pessoa a tempo, aumentando muito a probabilidade de atropelamento.
Entre os riscos estão:
- Atropelamentos fatais, principalmente com crianças e idosos;
- Colisões secundárias, caso outro motorista freie bruscamente;
- Efeito surpresa, quando o pedestre surge de repente à frente do veículo em ultrapassagem.
Essa é uma das razões pelas quais o CTB adota tolerância zero nesse tipo de conduta.
PenalidadesEm caso de acidente com vítima, além das penalidades administrativas, o condutor pode responder criminalmente por:
- Lesão corporal culposa no trânsito (art. 303 do CTB);
- Homicídio culposo na direção de veículo automotor (art. 302 do CTB), em casos fatais.
Nessas situações, as consequências vão muito além da multa e podem envolver suspensão da CNH, processo judicial e até prisão.
Exceções existem?Não. A legislação não prevê exceções para ultrapassagem em faixa de pedestre. Diferentemente de outras manobras, que podem ter condições específicas (como ultrapassagem pela direita em vias de múltiplas faixas), aqui a regra é absoluta: a prioridade sempre será do pedestre.
A importância da cultura de respeito ao pedestreO Brasil ainda convive com altos índices de atropelamentos. Dados do Ministério da Saúde mostram que milhares de pessoas perdem a vida todos os anos em decorrência desse tipo de acidente. Em grande parte, o problema está ligado à falta de respeito às faixas de travessia.
Em países onde a prioridade ao pedestre é consolidada, como em várias cidades da Europa, motoristas param automaticamente ao ver alguém se aproximar da faixa. No Brasil, no entanto, a cultura ainda é de disputa de espaço — o que exige maior investimento em educação para o trânsito e em fiscalização efetiva.
Como agir corretamente diante de uma faixa de pedestrePara os motoristas:
- Reduza a velocidade sempre que se aproximar de uma faixa;
- Pare completamente quando houver pedestres atravessando;
- Nunca ultrapasse outro veículo que já esteja parado diante da faixa;
- Lembre-se: a pressa de alguns segundos não vale o risco de causar um acidente grave.
Para os pedestres:
- Sempre atravesse na faixa, olhando para os dois lados;
- Estabeleça contato visual com o motorista antes de cruzar;
- Respeite o semáforo quando houver.
A convivência segura depende da responsabilidade de todos.
Uma regra de vida ou morteA ultrapassagem em faixa de pedestre não é apenas uma infração administrativa: trata-se de uma conduta que coloca em risco a integridade das pessoas mais vulneráveis no trânsito. O CTB é claro e rígido nesse ponto justamente porque cada segundo de descuido pode resultar em tragédia.
A mensagem é inequívoca: respeitar o pedestre é respeitar a vida. Cabe a cada motorista assumir sua parcela de responsabilidade e transformar essa obrigação legal em um hábito de cidadania e empatia no trânsito.
The post Ultrapassagem em faixa de pedestre: quais são as regras e quais as penalidades? appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
FITS 2025: Fórum Debate Transição Energética, Mobilidade Urbana e Saneamento
A 16ª edição do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade – FITS, que começou hoje (24) e vai até amanhã, 25 de novembro, terá a infraestrutura como tema. O evento gratuito, na sede da Fecomércio, no Flamengo, Rio de Janeiro, reunirá 26 especialistas de áreas como transição energética, transportes públicos e saneamento.
“Esta será a 16ª edição do FITS, reconhecido como um ambiente de incentivo à inovação e à tecnologia, com foco no processo produtivo, na competitividade e no desenvolvimento sustentável. O FITS Infraestrutura será realizado em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), 6 (Água Potável e Saneamento), 7 (Energia Limpa e Acessível), 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima) e 17 (Parcerias e Meios de Implementação). Durante o evento, serão avaliados os cenários de cada segmento, seus desafios, perspectivas e a construção de caminhos a partir da interação entre os diversos atores que pensam e atuam em infraestrutura, sempre com foco na sustentabilidade ambiental, econômica e social”, destaca Lucia Martins, diretora executiva do FITS.
O FITS Infraestrutura conta com patrocínio da Light, Águas do Rio, Naturgy, MetrôRio e RJ Postos.
PROGRAMAÇÃO Dia 1 – 24 de novembroA mesa de abertura, às 14h, terá a participação de Adolpho Konder (conselheiro presidente da AGETRANSP), Antonio Carlos Vilela (vice-presidente da FIRJAN), Francis Bogossian (presidente do Clube de Engenharia do Brasil), Josier Vilar (presidente da ACRJ), Lucia Martins (diretora executiva do FITS), Miguel Fernandéz (presidente do CREA-RJ), Sydnei Menezes (presidente do CAU/RJ) e Vladimir Paschoal (conselheiro da AGENERSA). O credenciamento será iniciado às 12h, em meio a um brunch oferecido pela direção do FITS aos participantes.
A integração tarifária no transporte público é um dos principais desafios e oportunidades para melhorar a mobilidade urbana e promover a sustentabilidade nas cidades brasileiras. O tema será abordado no primeiro painel do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade – FITS, às 15h15, reunindo especialistas do setor, como Adolpho Konder (conselheiro presidente da AGETRANSP), Ana Patrizia Lira (diretora presidente da ANPTrilhos), Edmar Luiz Fagundes de Almeida (professor e pesquisador do Instituto de Energia da PUC-Rio e presidente da IAEE), Guilherme Ramalho (presidente do MetrôRio) e Priscila Sakalem (Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade do RJ).
No contexto do FITS, os especialistas debaterão modelos de integração, desafios regulatórios, experiências de sucesso e perspectivas para o futuro, destacando a importância da colaboração entre órgãos públicos, operadores e sociedade civil para avançar na implementação de sistemas integrados e sustentáveis.
A nova modelagem de concessões no setor de transportes é um tema central para o desenvolvimento da infraestrutura e para a promoção de serviços mais eficientes e sustentáveis. No painel Transportes e a Nova Modelagem de Concessões, às 16h30, especialistas como Gilson Santos (presidente da AMEP), Pedro Bruno Barros de Souza (secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais), Glaydston Mattos Ribeiro (diretor executivo da Fundação COPPETEC), Isaque Ouverney (gerente de infraestrutura da FIRJAN), Luciana Parpinelli (diretora na VIALAGOS e VIARIO) e Vicente Loureiro (conselheiro da AGETRANSP) estarão reunidos no segundo painel do primeiro dia de programação. Os debatedores vão tratar dos desafios e oportunidades dessa nova abordagem. A modelagem de concessões busca criar contratos mais flexíveis, transparentes e alinhados às necessidades atuais das cidades e dos usuários.
Dia 2 – 25 de novembroO segundo dia do FITS Infraestrutura terá quatro mesas de debates: Panorama do Saneamento, Desafios da Regulação do Saneamento, o Panorama da Transição Energética no Brasil e o Desafio da Regulação do Gás no Brasil.
O saneamento básico é um dos grandes desafios para o desenvolvimento sustentável no Brasil. O painel de abertura do segundo dia do FITS Infraestrutura vai reunir, às 10h, especialistas renomados para debater o tema, como Alexandre Bianchini (vice-presidente da AEGEA Saneamento), Carlos Roberto de Oliveira (diretor da ARES PCJ), Luis Paulo do Nascimento (presidente do CERHI) e Luiz Firmino (pesquisador sênior da FGV CERI).
Os principais desafios da regulação do saneamento no Brasil envolvem questões técnicas, institucionais e sociais e vão da complexidade regulatória, universalização do acesso, atração de investimentos, novas tecnologias e controle de qualidade. Esses e outros pontos estarão no debate que, a partir das 11h15, vai reunir Carlos Martins (presidente da EPAL); Carmen Petraglia (presidente da ABEA Nacional), Daniela Miranda (representante do estado do Paraná); Samuel Alves Barbi Costa (diretor da ARSAE MG) e Wanderson Santos (secretário municipal de infraestrutura do Rio de Janeiro).
O terceiro painel do dia, às 14h, vai reunir especialistas em transição energética. Os debates envolverão desde os desafios regulatórios, passando pelas oportunidades de mercado e chegando à importância de adoção de políticas públicas integradas para acelerar esse processo. Confirmadas as participações de Felipe Tenório (superintendente de regulamentação na Light); Heloísa Borges (diretora da EPE); Renata Isfer (presidente da ABIOGÀS) e Wagner Victer ( gerente executivo de programas da Petrobras).
A regulação do gás natural no Brasil é um tema central para o desenvolvimento do setor energético e para a promoção de serviços mais eficientes e sustentáveis. Esses e outros desafios estarão em discussão no quarto e último painel do segundo dia do FITS Estrutura e do evento como um todo, às 15h15. Cristina Sayão (gerente de regulação da TAG), Fernando Montera (gerente executivo de regulação de gás natural do IBP); Guilherme Souza (especialista em regulação na FIRJAN); Rogerio Manso (presidente da ATGÁS), Symone Araújo (diretora da ANP) e Vladimir Paschoal (conselheiro da AGERNESA).
Serviço- 16ª edição do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade – FITS
- Datas: 24 de novembro, a partir das 14h, e 25 de novembro, a partir das 10h
- Local: Sede da Fecomércio (Rua Marquês de Abrantes, 99 – Térreo, no Flamengo)
- Site oficial
- Inscrições
The post FITS 2025: Fórum Debate Transição Energética, Mobilidade Urbana e Saneamento appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
IPVA 2026: aplicativo libera calculadora para simulação antecipada do imposto
Com a aproximação do fim do ano, muitos motoristas já começam a se preocupar com os gastos típicos do início de janeiro — entre eles, o IPVA 2026, um dos impostos que mais pesam no orçamento de quem possui veículo. Para facilitar o planejamento e evitar surpresas, o Zul+, aplicativo da Estapar, lançou uma ferramenta que promete ajudar milhões de brasileiros: a Calculadora de IPVA 2026, agora disponível antes mesmo da divulgação oficial feita pelos governos estaduais.
A funcionalidade, que integra o ecossistema do Zul+, permite que mais de 8,3 milhões de usuários simulem o valor estimado do imposto a partir das alíquotas praticadas em 2025. Embora o cálculo não represente o valor final — que depende da publicação das tabelas estaduais —, a ferramenta oferece uma projeção realista para quem busca organizar as finanças com antecedência.
Conforme o diretor de Produtos da Estapar, Heitor Chaves, a iniciativa amplia a autonomia dos motoristas.
“Em um cenário de constantes desafios econômicos, oferecer a capacidade de antecipar e planejar um gasto tão significativo como o IPVA, antes mesmo das tabelas oficiais, é um diferencial que empodera nossos usuários e reforça nosso compromisso com a desburocratização e a conveniência”, afirma.
Como funciona a calculadora de IPVA do Zul+Para usar a ferramenta, basta acessar o app, selecionar “Calculadora de IPVA” e preencher dados básicos do veículo — seja carro, moto ou caminhão. Em poucos segundos, o usuário visualiza uma estimativa do valor do IPVA 2026 com base nas alíquotas vigentes em 2025.*
No final da simulação, o motorista também pode ativar um lembrete via WhatsApp, garantindo que não perca os prazos de pagamento e evitando custos adicionais com multas e juros.
* A simulação utiliza as alíquotas estaduais de 2025. O valor oficial poderá ser diferente da projeção apresentada pelo aplicativo.
Pagamento e parcelamento diretamente pelo appAssim como nos anos anteriores, o Zul+ também facilitará o pagamento do imposto quando os valores oficiais forem divulgados. Entre as opções, estão:
- pagamento à vista via Pix;
- parcelamento em até 12 vezes no cartão de crédito;
- vantagens e benefícios exclusivos, que serão anunciados em breve no aplicativo, no site e nas redes sociais.
Para muitos motoristas, especialmente aqueles com mais de um veículo, a integração entre simulação, consulta e pagamento ajuda a evitar atrasos e a manter os custos organizados.
Um ecossistema completo para quem dirigeA Calculadora de IPVA é apenas uma das mais de 20 funcionalidades que fazem do Zul+ um dos hubs de mobilidade mais completos do país. Além de estacionar na Zona Azul de São Paulo e em outras 18 cidades, os motoristas contam com:
1. Seguro AutoCotação e contratação rápida para carros e motos, com opções das principais seguradoras do mercado.
2. ConsórciosSimulação e contratação facilitada para quem planeja comprar um novo veículo.
3. Tag de PedágioSem mensalidade, aceita em todas as rodovias do Brasil e em mais de 1,3 mil estacionamentos.
4. Débitos VeicularesConsulta gratuita e pagamento parcelado de IPVA, multas e licenciamento.
5. Estapar ReservaPossibilidade de reservar vagas em estacionamentos de aeroportos, áreas de evento e grandes centros, com descontos.
6. Zona AzulCompra e uso do estacionamento rotativo em 19 cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e outras.
A Estapar reforça que a plataforma segue sendo aprimorada para oferecer mais praticidade ao motorista e contribuir para uma mobilidade urbana mais eficiente.
The post IPVA 2026: aplicativo libera calculadora para simulação antecipada do imposto appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Proposta “CNH mais barata” é classificada como manobra política e ameaça à segurança viária, apontam especialistas
A promessa de uma “CNH mais barata”, amplamente divulgada pelo Governo Federal, reacendeu um debate urgente sobre a formação de condutores no Brasil. Embora vendida como uma medida para democratizar o acesso à habilitação, a minuta que pretende substituir a Resolução 789 do Contran tem provocado forte reação entre especialistas, entidades técnicas e Centros de Formação de Condutores (CFCs).
Em entrevista ao Portal do Trânsito, o advogado Gustavo Coelho Martins — integrante da Câmara de Direito de Trânsito da OAB/PR e da Câmara Técnica de Educação do Contran — fez uma análise contundente da proposta. De acordo com ele, trata-se de um retrocesso histórico, com impactos graves para a segurança viária, a economia do setor e a própria credibilidade das instituições responsáveis por regulamentar o trânsito no país.
Politização do trânsito e promessa “populista”Para Martins, o primeiro problema é a politização de um tema que deveria ser tratado exclusivamente com base em evidências e critérios técnicos. Conforme ele, a condução do debate foi deslocada da esfera técnica para atender interesses eleitorais, transformando uma pauta delicada em ferramenta de marketing político.
As últimas três décadas registraram avanços importantes na legislação de trânsito, refletindo diretamente na redução de mortes quando os dados são analisados proporcionalmente.
“Esse acúmulo de conhecimento está sendo descartado em nome de uma promessa imediatista”, afirma.
Um dos pontos mais criticados é o uso recorrente de números absolutos de mortes no trânsito para justificar mudanças radicais, sem considerar fatores essenciais como o crescimento da frota e da população. Além disso, a visibilidade gerada pela pauta teria fortalecendo projetos políticos de figuras do governo, como o Ministro dos Transportes e o Secretário Nacional de Trânsito.
Minuta é considerada inoperante, incompleta e juridicamente frágilA análise jurídica e técnica realizada por Martins classifica a minuta como inoperante, pois ela depende de sistemas governamentais inexistentes, como aplicativos e ferramentas que não foram especificados nem têm previsão de funcionamento.
Os Detrans, responsáveis pela operacionalização da habilitação, não teriam condições de aplicar de imediato nenhum dos pontos do novo modelo. Esse fato criaria um vácuo jurídico e daria origem a uma crise administrativa sem precedentes.
Outro problema grave é a ausência de uma Análise de Impacto Regulatório (AIR), obrigatória pelo regimento interno do Contran para mudanças dessa magnitude. De acordo com Martins, publicar uma resolução dessa natureza sem estudos sólidos viola princípios constitucionais da administração pública, como razoabilidade e proporcionalidade.
Há ainda lacunas significativas:- A proposta não define parâmetros para exames de motocicleta;
- Não esclarece como será o credenciamento de instrutores autônomos;
- Prevê regulamentações complementares, mas não estabelece prazos, gerando insegurança e imprevisibilidade;
- Impõe um curso teórico EAD nacional, ignorando diferenças regionais que influenciam diretamente o comportamento no trânsito.
Mesmo antes de entrar em vigor, a proposta já produz efeitos negativos no setor. A campanha do governo, divulgada como redução de até 80% no custo da CNH, foi classificada por Martins como propaganda enganosa e “fake news”.
O resultado é um congelamento da demanda: milhares de pessoas deixaram de procurar os CFCs esperando o novo modelo, o que levou o segmento a uma retração abrupta. As estimativas apontam que 20% a 30% dos CFCs podem fechar as portas até o fim do ano, caso o cenário não mude.
A situação é agravada pela confusão com programas de CNH Social, fazendo com que parte da população acredite erroneamente que a habilitação se tornará gratuita.
“O impacto econômico é incomensurável”, diz Martins.
Ameaça à segurança viária e retrocesso na educação para o trânsitoDo ponto de vista da segurança, as preocupações são ainda maiores. A possibilidade de realizar aulas em veículos particulares, sem a presença de comandos duplos, representa um risco direto para o aluno, para o instrutor assim como para todos os usuários das vias.
O enfraquecimento da formação teórica também é apontado como um desastre anunciado. Conforme Martins, 53% dos acidentes no Brasil são causados por falhas comportamentais — temas que são trabalhados justamente nas aulas teóricas. Transferir essa responsabilidade novamente para o aluno, sem supervisão profissional, seria ignorar décadas de evolução na educação de trânsito.
Além disso, criar um curso teórico único e nacional desconsidera as diferenças comportamentais, culturais e regionais do país. “É impossível ensinar o trânsito brasileiro sem considerar os contextos locais”, destaca.
A consequência esperada, caso a medida avance, é o aumento expressivo de mortes no trânsito pelos próximos dois ou três anos.
Veja também CFCs Entenda em 10 pontos a importância das autoescolas para a formação de condutores Primeira Habilitação “Formar condutores exige método”: reação à proposta que dispensa curso em autoescolas cresce em todo o país Fiscalização e Legislação Mitos e verdades sobre blitz de trânsito: o que o agente pode ou não fazer? Cenário futuro: crise, insegurança e possível reversão no CongressoA expectativa é que o governo publique a resolução mesmo com suas fragilidades, tentando cumprir a promessa política. No entanto, a previsão é de caos operacional. Candidatos irão aos Detrans e CFCs buscando iniciar processos que não poderão ser realizados, pois os sistemas não estarão preparados.
A médio prazo, Martins acredita que o Congresso Nacional deve atuar para barrar a proposta, alterando o Código de Trânsito Brasileiro. Contudo, até que isso aconteça, os danos ao setor podem ser irreversíveis.
Sobre o futuro dos CFCs, ele pondera: é possível repensar o modelo, mas não sem antes garantir educação de trânsito desde a infância. Ou seja, algo que o Estado nunca implementou de forma eficaz.
“Sem educação de base, os CFCs são o único momento em que o cidadão discute trânsito, cidadania e responsabilidade.”
The post Proposta “CNH mais barata” é classificada como manobra política e ameaça à segurança viária, apontam especialistas appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Fim de ano e Black Friday: por que o risco de roubo de carga dispara e como as empresas podem se proteger
Com a chegada da Black Friday e o avanço das entregas de fim de ano, a movimentação de cargas no país cresce em ritmo acelerado, e, com ela, o risco de roubos, fraudes e sinistros. O varejo brasileiro, inclusive, deve registrar o maior faturamento da história na data, segundo o estudo Black Friday 2025, produzido pela consultoria Gauge em parceria com a agência W3ha. O aumento das vendas se traduz em mais caminhões nas estradas e maior exposição da cadeia logística.
Os números recentes reforçam o alerta. O Relatório de Análise de Roubo de Cargas, realizado pela nstech, mostra que as ocorrências cresceram 24,8% no primeiro semestre de 2025, com foco em mercadorias de alto valor agregado e de fácil revenda. Já o Panorama Transportes, da Infra S.A., aponta crescimento no volume movimentado em rodovias, ferrovias e aeroportos, ampliando ainda mais o cenário de vulnerabilidade.
Para João Paulo, CEO da Mundo Seguro e especialista em gestão de risco, essa combinação de fatores transforma o fim do ano em uma operação de risco ampliado. “Quando a pressão por entregar mais, mais rápido e por menos aumenta, a segurança tende a ficar em segundo plano. É justamente nessa brecha que o crime organizado avança. O problema não é só o roubo em si, mas os atrasos, prejuízos operacionais e impactos na reputação da empresa”, afirma.
Por que o seguro de carga se torna ainda mais essencial no fim do anoSegundo o executivo, muitas empresas ainda tratam o seguro como mera burocracia para liberar embarques, o que acaba resultando em apólices mal estruturadas ou com exclusões que só aparecem no momento do sinistro. “O erro mais comum é contratar um seguro padrão para um período que está longe de ser padrão. Black Friday e Natal exigem ajustes específicos de cobertura, limites, gerenciamento de risco e regras de circulação. Sem isso, a empresa acredita que está protegida quando, na prática, não está”, explica.
Entre os principais pontos críticos, ele destaca:
- Limites insuficientes diante do aumento do valor embarcado: produtos de maior valor costumam ser concentrados no período; sem revisão, o limite pode não cobrir toda a carga.
- Ausência de cláusulas específicas para rotas de alto risco: alguns corredores logísticos, especialmente no Sudeste e no Nordeste, exigem regras diferenciadas.
- Exigências obrigatórias ignoradas: escolta, monitoramento ativo, dupla checagem de lacres e análise de condutores podem ser requisitos de cobertura.
Na Black Friday e no fim do ano, há um padrão claro no interesse das quadrilhas: elas focam em mercadorias de alto valor agregado, fácil revenda e giro imediato no mercado ilegal. O foco das quadrilhas costumam recair sobre produtos de maior valor por volume transportado. Segundo João Paulo, eletrônicos, eletrodomésticos pequenos, medicamentos e cosméticos seguem entre os alvos mais frequentes.
“São categorias que concentram muito valor em pouca carga. Isso aumenta o risco e exige que a operação esteja ainda mais alinhada e bem protegida”, explica.
Com o aumento do fluxo de mercadorias no fim do ano, o especialista em seguros explica que o primeiro passo para reduzir riscos é revisar rapidamente as apólices. Além disso, entender limites, exclusões e o que muda quando o volume de entregas dispara. “É nessa hora que muita empresa descobre que a cobertura não conversa com a operação”, afirma.
Ele destaca também que o planejamento precisa ser integrado entre embarcador, transportadora e corretora. “Quando cada um trabalha com uma informação diferente, o risco sobe. A cobertura ideal depende de alinhamento.”
A tecnologia, segundo ele, virou peça central. Ou seja, sistemas de monitoramento comportamental conseguem identificar paradas irregulares, desvios mínimos de rota e até sinais de jamming (interferências que bloqueiam ou perturbam as comunicações sem fio). Em períodos de pico, ajustes temporários na cobertura também se tornam comuns para acompanhar o ritmo da operação.
Para João Paulo, o papel da corretora ganha peso justamente porque ela conecta seguro e operação.
“O objetivo é simples: evitar que a empresa perca duas vezes, a carga e o dinheiro. Segurança reduz o sinistro; o seguro reduz o impacto. Um só não funciona sem o outro”, conclui.
The post Fim de ano e Black Friday: por que o risco de roubo de carga dispara e como as empresas podem se proteger appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Viagens de fim de ano: o papel da manutenção preventiva no planejamento
Com a chegada do fim do ano, milhões de brasileiros se preparam para viajar de carro, seja para visitar familiares, aproveitar as festas ou curtir as férias. De acordo com a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), o fluxo de veículos nas rodovias aumenta, em média, 13% no mês de dezembro, em comparação com os meses anteriores. Esse crescimento reforça a importância de um cuidado essencial muitas vezes negligenciado: a manutenção preventiva.
Mais do que uma simples precaução, revisar o veículo antes de pegar a estrada é uma forma de garantir segurança, evitar imprevistos e até economizar combustível. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que cerca de 30% dos acidentes em rodovias brasileiras estão ligados a falhas mecânicas que poderiam ter sido evitadas com manutenção adequada. Em um país cuja frota ultrapassa 60 milhões de veículos, segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o impacto desse cuidado é significativo, tanto para os motoristas quanto para o sistema viário.
A revisão que garante tranquilidadeFazer uma revisão completa antes da viagem deve fazer parte do planejamento, assim como a escolha do destino e a reserva da hospedagem. Verificar pneus, freios, suspensão, fluídos e o sistema de arrefecimento é essencial para garantir que o automóvel esteja em condições ideais. Além disso, pequenos ajustes feitos antes da partida podem evitar despesas maiores no caminho, quando o conserto se torna mais caro e demorado.
Oficinas especializadas relatam aumento na procura por revisões entre novembro e dezembro, mas também alertam para a importância de agendar o serviço com antecedência. Deixar tudo para a última hora pode significar filas e prazos apertados. Outro ponto importante é a atenção com o combustível: optar por postos de confiança e manter o tanque sempre acima da reserva ajuda a preservar o bom funcionamento da bomba de combustível e evita contratempos em trechos com poucos estabelecimentos.
Viagem sem sustos: checklist essencialPara garantir tranquilidade, é possível seguir esse checklist:
- Pneus: calibragem, banda de rodagem, reserva ou kit de reparo.
- Sistema de freios: pastilhas, discos, fluido.
- Sistema de arrefecimento: nível do líquido e estado das mangueiras.
- Troca de óleo e filtros, se necessário.
- Teste faróis, lanternas, piscas e luz de freio.
- Alinhamento e suspensão, essenciais para as rodovias.
- Documentação, seguro e serviços de emergência disponíveis.
Cuidar do carro também significa economizar. Pneus calibrados, óleo dentro do prazo e alinhamento em dia reduzem o consumo de combustível e prolongam a vida útil das peças. Segundo a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), um veículo revisado pode gastar até 10% menos combustível em viagens longas.
Essa economia é especialmente relevante em um contexto de custos elevados. O preço médio da gasolina no Brasil, de acordo com a ANP, ultrapassa R$ 6,00 por litro em diversas regiões, e o valor das peças automotivas subiu cerca de 15% em 2025, conforme dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Portanto, antecipar a manutenção e evitar trocas emergenciais é uma forma de aliviar o orçamento das férias.
Planejamento financeiro aliado à mobilidadePara muitas famílias, o carro é mais do que um meio de transporte, é também um patrimônio. Por isso, cuidar bem dele é uma forma de preservar valor e garantir tranquilidade no dia a dia. Em alguns casos, esse patrimônio pode até se transformar em um recurso estratégico. Muitos motoristas, por exemplo, têm recorrido ao empréstimo com garantia de veículo como uma forma de obter crédito com taxas mais acessíveis, seja para custear viagens, reformas ou outras metas pessoais. Esse tipo de operação é possível justamente porque o automóvel é bem cuidado e mantém seu valor de mercado, refletindo a importância da manutenção regular.
Ao manter o carro em boas condições, o motorista não apenas garante segurança e conforto, mas também amplia as possibilidades de uso do veículo de maneira consciente e vantajosa. Afinal, um automóvel bem conservado é sinônimo de confiabilidade, tanto na estrada quanto em oportunidades financeiras futuras.
Segurança nas estradas e consciência no volanteDurante as viagens de fim de ano, a atenção vai além da revisão mecânica. O comportamento do motorista é um fator determinante para a segurança. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforça que o excesso de velocidade, o consumo de álcool e o cansaço estão entre as principais causas de acidentes nas rodovias. Em 2024, houve o registro de mais de 64 mil ocorrências nas estradas federais, muitas delas envolvendo imprudência.
Planejar as paradas, respeitar os limites e evitar dirigir por longos períodos sem descanso são medidas simples que podem salvar vidas. Além disso, aplicativos de navegação ajudam a identificar trechos com obras, congestionamentos ou pedágios, contribuindo para uma viagem mais tranquila.
Um cuidado que vai além da viagemA manutenção preventiva não deve ser vista apenas como um preparo para o fim de ano, mas como um hábito contínuo. Verificar o veículo periodicamente, manter a documentação em dia e investir em revisões regulares são atitudes que prolongam a vida útil do carro e reduzem o impacto ambiental, já que veículos em bom estado emitem menos poluentes.
No fim das contas, viajar de carro continua sendo uma das formas mais queridas de celebrar as festas no Brasil. Com planejamento, atenção e cuidado, é possível aproveitar cada quilômetro com segurança e conforto, e começar o novo ano com boas lembranças, e não com problemas mecânicos no acostamento.
The post Viagens de fim de ano: o papel da manutenção preventiva no planejamento appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Brasil reduziu 16,7% emissões de gases do efeito estufa em 2024
O Brasil emitiu 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (GtCO2e) ao longo de 2024, registrando queda de 16,7% nas emissões brutas de gases do efeito estufa, em relação ao ano anterior, quando foram emitidas 2,576 GtCO2e. A diminuição é de 22%, quando consideradas emissões líquidas, que descontam a captura de carbono por florestas secundárias e áreas protegidas.
A divulgação dos dados ocorreu no início do mês pela rede Observatório do Clima, na 13ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Ele trouxe um panorama do ano de 2024 a partir do inventário de cinco grandes setores: mudança de uso da terra, agropecuária, energia, processos industriais e resíduos.
A queda registrada no último ano é a maior dos últimos 16 anos, além disso, é a segunda mais significativa da série histórica iniciada em 1990, quando os dados revelaram uma diminuição de 17,2% na população climática.
AvaliaçãoNa avaliação de Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, o resultado positivo posiciona bem a liderança brasileira na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).
“Dificilmente teremos dentro do G20 [países mais ricos] ou dentro dos dez maiores emissores, países chegando na COP30 com um número de redução total das suas emissões, tal qual esse número que a gente está apresentando agora.”
Quando consideradas as emissões brutas por setor, do total de 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente em 2024, a mudança de uso da terra respondeu por 42%, agropecuária foi responsável por 29%, o setor de energia emitiu 20%, enquanto os resíduos e os processos industriais foram responsáveis por 5% e 4% respectivamente.
No Brasil, o setor de mudança de uso do solo é o maior responsável pelas emissões desde o início da série histórica.Em 2024, o setor foi responsável pela emissão de 906 milhões de toneladas de CO2e, sendo que 98% desse total tem origem no desmatamento.
Conforme a pesquisadora Bárbara Zimbres, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), desde 2022, o setor tem observado queda nas emissões decorrente do aumento do controle do desmatamento.
“No último ano a gente teve a maior queda nas emissões brutas de 32%”, destacou.
A Amazônia registrou a queda expressiva com redução de 41% nas emissões de gases do efeito estufa e o Cerrado também reduziu em 20% a poluição climática, mas o Pantanal foi o bioma com a queda mais expressiva de forma proporcional ao seu território, com redução de 66%. Apenas o Pampa aumentou as emissões no últmo ano, com crescimento de 6%.
Em 2024, o setor de agropecuária também registrou queda de 0,7% nas emissões de gases do efeito estufa, enquanto que os demais setores aumentaram o volume de poluição climática, registrando aumentos de 0,8% em energia, 2,8% em processos industriais e 3,6% em resíduos.
No recorte por estado, Rondônia, Pará e Mato Grosso foram os campeões na redução de emissões brutas, com redução de 65%, 44% e 44% respectivamente. Apenas Minas Gerais, Piauí, Roraima, Rio Grande do Sul e Sergipe registraram aumento nas emissões de 2024, em relação ao ano anterior.
Emissões líquidasO total de emissões líquidas do Brasil, em 2024, foi de 1,49 GtCO2e, quando consideradas as remoções por áreas protegidas assim como florestas secundárias. Isso leva o setor de uso da terra a registrar uma queda ainda maior de 64% no total das emissões, com redução de 685 milhões para 249 milhões de toneladas de CO2 equivalente entre 2024 e 2023.
A queda reposiciona o setor em segundo lugar de emissões líquidas no país, respondendo por 17% do total em 2024, enquanto que a agropecuária, passa a ser responsável por 42% da poluição líquida do Brasil, no último ano.
QueimadasNo SEEG, as queimadas não são associadas ao desmatamento, que não chegam a caracterizar mudança no uso do solo, entram em um estudo a parte, não contabilizados no inventário.
“O Brasil queimou inteiro, em quase todos os biomas houve aumentos expressivos na área queimada em 2024. Isso refletiu no aumento de duas vezes e meia nas emissões líquidas por fogo no Brasil nos biomas”, destaca Bárbara Zimbres.
De acordo com a pesquisadora, se esse processo entrasse para o inventário de emissões haveria de 20% a 30% nas emissões líquidas dos últimos 10 anos. “Em 2024 chegou a quase 100% das emissões líquidas, então se [as queimadas] fossem contabilizadas, a gente veria as emissões líquidas no setor de uso do solo dobrarem”.
As informações são da Agência Brasil
The post Brasil reduziu 16,7% emissões de gases do efeito estufa em 2024 appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Príncipe William premia Bogotá por redução na poluição do ar, impulsionada pelos ônibus BYD
Às vésperas da COP 30, que colocou o Brasil no centro das discussões globais sobre clima, o Príncipe William, futuro Rei da Inglaterra, esteve no Rio de Janeiro para a cerimônia do The Earth Shot Prize, iniciativa criada por ele para reconhecer e apoiar soluções inovadoras que combatem as maiores ameaças ambientais do planeta. Pela primeira vez, o evento teve uma edição realizada na América Latina.
Entre os vencedores, a cidade de Bogotá se destacou na categoria “Clean Our Air” (Limpe nosso ar). Ela foi reconhecida por seu modelo de desenvolvimento urbano sustentável e políticas de transporte público de baixa emissão. Um dos pilares dessa conquista é a frota de mais de 1.500 ônibus elétricos em operação na capital colombiana, grande parte fabricados pela BYD.
Desafios urbanosPara enfrentar os desafios urbanos, Bogotá implementou um plano ambicioso de transformação, ampliando áreas verdes, restringindo o tráfego de veículos pesados e introduzindo transporte público mais limpo, incluindo a primeira linha de metrô. A cidade hoje possui corredores exclusivos de baixa emissão, integrando um investimento de US$19,9 bilhões em mobilidade sustentável.
Desde 2018, a poluição do ar caiu cerca de 24%, com ganhos em saúde, mobilidade e qualidade de vida. Até 2028, a expectativa é evitar mais de 300 mil toneladas de CO₂ por ano. Ou seja, o equivalente a retirar 65 mil carros das ruas ou preservar uma floresta dez vezes maior que Manhattan.
Com uma população de 7,9 milhões de habitantes, a conquista é resultado de políticas integradas. Como, por exemplo, zonas de ar limpo, recuperação de áreas degradadas e uma das maiores frotas de ônibus elétricos do mundo. Essas ações tornaram o trânsito mais fluido, as viagens mais curtas e a cidade mais sustentável e agradável para se viver. Até 2030, Bogotá prevê cortar em 50% suas emissões de gases de efeito estufa, alcançando a neutralidade de carbono até 2050. “É motivo de grande orgulho para a BYD ver sua tecnologia contribuindo para que Bogotá alcance esse reconhecimento mundial”, afirma Marcello Schneider, Diretor de Veículos Comerciais e Solar da BYD Brasil.
“Esse prêmio reforça o impacto real que a mobilidade elétrica tem na qualidade do ar, na saúde das pessoas e no futuro das cidades”.
Na mesma semana em que Bogotá foi premiada, São Paulo atingiu outro marco histórico: a entrega do milésimo ônibus elétrico em circulação na cidade. A BYD, protagonista na transição para uma mobilidade de emissão zero no Brasil, prevê novas entregas ainda este mês para a maior capital da América Latina. Dessa forma, ampliando a frota e consolidando São Paulo como referência nacional na descarbonização do transporte público. “Bogotá e São Paulo simbolizam o futuro das cidades: eficientes, conectadas e livres de emissões”, afirma Schneider.
“A BYD tem o compromisso de apoiar cada vez mais municípios ao redor do mundo na transição para sistemas de transporte sustentáveis, impulsionando um ecossistema de energia limpa, integrada e descentralizada”, conclui.
Globalmente, a BYD já ultrapassou 110 mil ônibus elétricos entregues e é signatária do Pacto Global da ONU e participante do Acordo Ambiental São Paulo. Assim, reafirmando seu compromisso com o combate às mudanças climáticas e a construção de um futuro mais sustentável para todos.
The post Príncipe William premia Bogotá por redução na poluição do ar, impulsionada pelos ônibus BYD appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Concessionárias de São Paulo divulgam mensagem de recuperação do alcoolismo a motoristas
No Brasil, quase 12% da população adulta apresenta critérios diagnósticos para alcoolismo. No entanto, apenas 1,9% dos alcoólicos buscaram tratamento para parar de beber no último ano*. Para chamar a atenção para o tema e incentivar a procura por ajuda, 21 concessionárias de rodovias do estado de São Paulo participam de uma ação fruto da cooperação entre Alcoólicos Anônimos (A.A.) e a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP).
A iniciativa prevê a exibição de mensagens de esperança e recuperação de A.A., como “Problemas com álcool? Busque o A.A. aa.org.br”, “Evite o primeiro gole hoje! Procure o A.A. aa.org.br” e “Alcoolismo é uma doença. Fale com o A.A. aa.org.br”. A divulgação das frases será feita em cerca de 370 painéis eletrônicos das rodovias, em duas datas por mês (10 e 26/10, 14 e 23/11 e 23 e 30/12).
Para Alcoólicos Anônimos, essa cooperação é fundamental para que milhares de pessoas em sofrimento possam ter acesso a informações sobre a irmandade e conheçam a ajuda mútua disponível em seus grupos.
“Trata-se de uma contribuição valiosa que reforça nosso propósito primordial: levar a mensagem de esperança a quem ainda sofre com o alcoolismo”, afirma o coordenador do Comitê de Informação ao Público de A.A..
* 3° Lenad (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas), 2023
The post Concessionárias de São Paulo divulgam mensagem de recuperação do alcoolismo a motoristas appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Projeto de Lei propõe aumento das penas para crimes de trânsito cometidos sob efeito de álcool
O Projeto de Lei 5254/2025, apresentado pelo deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), propõe mudanças significativas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) com o objetivo de aumentar as penas aplicadas aos crimes cometidos por motoristas que conduzem veículos sob a influência de álcool ou substâncias psicoativas.
A proposta altera três artigos do CTB — 302, 303 e 306 — que tratam, respectivamente, dos crimes de homicídio culposo, lesão corporal e condução sob efeito de álcool. O texto eleva o tempo de reclusão previsto para esses delitos, com a justificativa de que a medida reforça o dever do Estado de proteger a vida e garantir a segurança pública nas vias brasileiras.
O que muda com o PL 5254/2025Pelo projeto, o artigo 302 do CTB, que trata do homicídio culposo na direção de veículo automotor, passa a prever pena de reclusão de seis a doze anos, além da suspensão ou proibição do direito de dirigir. Atualmente, a pena mínima é de cinco e a máxima de oito anos, quando o motorista estiver sob influência de álcool.
No artigo 303, que trata dos casos de lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, o texto propõe pena de quatro a oito anos de reclusão para o condutor que estiver alcoolizado ou sob efeito de substância psicoativa. Já o artigo 306, que trata da embriaguez ao volante, prevê aumento da pena de dois a quatro anos de reclusão, além de multa e suspensão ou proibição de obter a habilitação.
As alterações visam endurecer o tratamento penal dos crimes de trânsito relacionados ao consumo de álcool e drogas, reforçando o caráter dissuasório da legislação — ou seja, buscando inibir a prática dessas condutas antes que ocorram tragédias.
Justificativa: proteger vidas e combater a impunidadeNa justificativa que acompanha o projeto, o deputado Euclydes Pettersen afirma que a proposta responde a uma demanda social urgente por maior rigor nas punições de crimes cometidos sob efeito de álcool. Segundo ele, trata-se de uma medida alinhada ao dever constitucional do Estado de garantir a segurança pública e proteger a integridade das pessoas e do patrimônio, conforme o artigo 144 da Constituição Federal.
Pettersen cita dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde que demonstram a gravidade do problema. De acordo com a OMS, o álcool é responsável por 36,7% dos acidentes de trânsito entre homens e 23% entre mulheres em todo o mundo. Já dados nacionais de 2021 indicam uma média de 1,2 óbito por hora no Brasil decorrente da combinação entre bebida e direção.
Esses números, conforme o parlamentar, são “alarmantes” e justificam a necessidade de recrudescimento das penas como instrumento de política pública.
“O consumo de bebidas alcoólicas continua sendo um fator significativo nos acidentes de trânsito. Ao aumentar as balizas penais, aumentamos o poder de dissuasão da lei e contribuímos para a proteção da vida e da integridade física dos cidadãos”, afirma o autor na justificativa do projeto.
Cultura de responsabilidade no trânsitoO deputado destaca ainda que o projeto busca consolidar uma cultura de responsabilidade e respeito à vida, estimulando a consciência sobre os riscos de dirigir sob efeito de álcool ou drogas. Para ele, a punição mais severa não é apenas uma resposta penal, mas também um instrumento educativo e preventivo.
“O objetivo é fortalecer a cultura de responsabilidade no trânsito, combatendo a impunidade e demonstrando que a vida humana está acima de qualquer ato de imprudência”, defende Pettersen.
Próximos passosO PL 5254/2025 tramita na Câmara dos Deputados e ainda passará pelas comissões temáticas antes de seguir para votação em plenário. Caso aprovado, deverá posteriormente ser analisado pelo Senado Federal.
Resumo das alterações propostas:- Art. 302 (homicídio culposo): reclusão de 6 a 12 anos e suspensão/proibição do direito de dirigir.
- Art. 303 (lesão corporal grave ou gravíssima): reclusão de 4 a 8 anos, quando sob efeito de álcool ou drogas.
- Art. 306 (embriaguez ao volante): reclusão de 2 a 4 anos, além de multa e suspensão da habilitação.
The post Projeto de Lei propõe aumento das penas para crimes de trânsito cometidos sob efeito de álcool appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Evento discute desafios e soluções para a gestão de trânsito e transporte no Brasil
Nos dias 1º, 2 e 3 de dezembro, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS), sediará o evento “Desafios e Soluções na Gestão de Trânsito e Transporte”. A iniciativa reunirá especialistas, gestores públicos, acadêmicos e profissionais do setor para debater os rumos da mobilidade urbana no país.
Promovido pelo projeto AEA Convida, o encontro será híbrido – com participação presencial e transmissão online – e tem como propósito capacitar profissionais e estudantes, estimular práticas sustentáveis e difundir inovações tecnológicas aplicadas à gestão do trânsito e transporte.
De acordo com a organização, as atividades do AEA Convida buscam fortalecer o diálogo entre os setores público e privado, promover o intercâmbio de experiências e estimular soluções integradas para os desafios diários da mobilidade. O público também poderá acompanhar o evento ao vivo pelo canal Escala Humana no YouTube (youtube.com/@portalescalahumana).
Destaque da programação: mini-curso com Celso MarianoEntre os destaques da programação está o mini-curso “Gestão Estratégica da Educação para o Trânsito: do Diagnóstico à Ação”, que será ministrado por Celso Alves Mariano, especialista em trânsito, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional.
Com vasta experiência em educação e comunicação voltadas à segurança viária, Celso Mariano abordará estratégias práticas para o planejamento e execução de programas educativos, mostrando como o diagnóstico correto pode orientar ações eficazes na formação de condutores e na redução de sinistros.
“A educação para o trânsito precisa ser planejada com base em dados reais e em uma visão estratégica. Quando gestores e educadores compreendem o contexto e envolvem a comunidade, o resultado é um trânsito mais seguro e humano”, explica o especialista.
O mini-curso é voltado a educadores, instrutores, gestores públicos, agentes de trânsito e estudantes. Ele promete oferecer uma abordagem atual e inspiradora sobre os caminhos possíveis para transformar a realidade do trânsito brasileiro por meio da educação.
Integração, conhecimento e sustentabilidadeAlém das palestras e debates técnicos, o AEA Convida terá uma atividade especial. Os participantes concorrerão ao sorteio de duas mountain bikes, reforçando o compromisso do evento com a mobilidade ativa e sustentável.
Durante os três dias de programação, o público poderá acompanhar discussões sobre transporte público, planejamento urbano, tecnologias emergentes e políticas de segurança viária. Esse são temas que refletem a urgência de repensar o modelo atual de mobilidade nas cidades brasileiras.
Ao reunir especialistas de diferentes áreas, o evento pretende contribuir para a construção de soluções integradas e sustentáveis. Dessa forma, capazes de tornar o trânsito mais eficiente, seguro e inclusivo.
ServiçoEvento: Desafios e Soluções na Gestão de Trânsito e Transporte.
Data: 1º, 2 e 3 de dezembro de 2025.
Local: Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) – Campus São Leopoldo – Auditório Sérgio Concli Gomes.
Transmissão ao vivo: Canal Escala Humana no YouTube.
The post Evento discute desafios e soluções para a gestão de trânsito e transporte no Brasil appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Governo Lula prepara regulamentação para liberar a “faixa azul” para motos em todo o país
O governo federal está prestes a dar um passo decisivo na padronização de infraestruturas destinadas à segurança de motociclistas no Brasil. A proposta é regulamentar nacionalmente o modelo conhecido como “faixa azul”, já utilizado em São Paulo e em fase de testes em outras capitais, permitindo que qualquer município do país implante oficialmente o recurso caso deseje.
A medida está sendo conduzida pelo Ministério dos Transportes e pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), responsáveis por definir os parâmetros técnicos, critérios de avaliação e normas de sinalização. A regulamentação deve ser concluída nos próximos meses, segundo fontes ouvidas pelo setor.
O que muda com a regulamentaçãoNa prática, a proposta não obriga cidades a adotarem a faixa azul, mas abre caminho para que prefeituras utilizem o modelo com respaldo federal, evitando improvisações e reduzindo riscos.
A faixa azul é um corredor exclusivo para motocicletas, pintado normalmente entre duas faixas de tráfego de veículos. A ideia é oferecer um caminho previsível e linear para os motociclistas, evitando zigue-zagues entre carros e aumentando a previsibilidade dos movimentos no trânsito.
A Senatran já tem adotado portarias específicas autorizando testes em cidades como Salvador e Recife, e essas mesmas normas — ainda experimentais — tendem a formar a base da regulamentação nacional definitiva.
Expansão para outras cidadesAlém de São Paulo — onde o projeto começou — outras cidades já estudam ou testam a faixa azul:
- Salvador (BA)
- Recife (PE)
- Belo Horizonte e Betim (MG)
- Belém (PA)
- Cuiabá (MT)
- Brasília (DF)
- Osasco e Campinas (SP)
- Porto Alegre (RS), onde há um trecho experimental de 4 km
A expectativa é que, com regulamentação federal, mais municípios solicitem autorização para implantar projetos-piloto.
Veja também Primeira Habilitação CNH sem autoescola: especialistas reagem a proposta do governo e alertam para riscos à vida no trânsito Notícias Queda de veículo e colisão traseira puxam alta nos acidentes com motociclistas nas rodovias da Arteris Estatísticas Acidentes de trânsito causam uma internação no SUS a cada 2 minutos Os resultados em São Paulo: promissores, mas com alertasUm dos argumentos centrais do governo para levar a faixa azul ao restante do país são os resultados observados em São Paulo. Desde a implantação dos primeiros trechos, a prefeitura paulistana registrou redução de 47,2% nas mortes de motociclistas: de 36 óbitos em 2023 para 19 em 2024 nos corredores com a sinalização.
Entretanto, especialistas alertam que os dados devem ser analisados com cautela. Um estudo recente conduzido por pesquisadores da USP, UFC e Vital Strategies identificou:
- redução de sinistros entre cruzamentos;
- aumento de colisões nos cruzamentos propriamente ditos;
- velocidade elevada na faixa azul — 7 em cada 10 motos estariam circulando acima do limite das vias analisadas.
A elevação da velocidade é apontada como o fator que mais preocupa, pois tende a reduzir o tempo de reação, especialmente em cruzamentos e conversões.
O que diz a regulamentação técnicaAs portarias já emitidas pela Senatran para autorizar projetos experimentais oferecem pistas do que deve constar na norma nacional. Entre os requisitos:
- largura mínima da faixa azul, variando conforme a velocidade da via;
- proibição de colocar a faixa azul ao lado de corredor de ônibus;
- sinalização horizontal reforçada, com marcação azul contínua;
- relatórios obrigatórios com dados de sinistros, fluxo, velocidades e pesquisa de opinião com usuários;
- prazo definido para avaliações, com possibilidade de suspensão se houver aumento de acidentes.
A intenção é garantir que a implantação ocorra de maneira controlada e monitorada, com ajustes baseados em evidências.
Segurança e controvérsias: debate permanece abertoEspecialistas ouvidos pelo setor de mobilidade apontam que a faixa azul não é solução isolada, mas pode compor um pacote de intervenções de segurança, desde que acompanhada por:
- fiscalização de velocidade;
- educação específica para motociclistas;
- melhorias em cruzamentos;
- sinalização semafórica adaptada;
- campanhas direcionadas ao principal público atingido: jovens homens entre 18 e 34 anos.
Para analistas, a expansão nacional pode ser positiva, desde que os municípios tenham suporte técnico e monitorem de perto os efeitos — positivos e negativos — da medida.
Próximos passosA regulamentação deve ser anunciada ainda em 2025. Após a publicação, cidades poderão solicitar autorização formal à Senatran ou adotar imediatamente o modelo, dependendo de como o texto final definir a competência municipal.
Enquanto isso, o Ministério dos Transportes segue recolhendo dados das cidades que já possuem testes autorizados. Esse monitoramento deve embasar o documento final.
A expectativa é que a faixa azul se torne a política de segurança para motociclistas mais ampla já implementada no país, considerando que o Brasil tem hoje mais de 33 milhões de motos registradas e enfrenta índices elevados de sinistros envolvendo esse modal.
The post Governo Lula prepara regulamentação para liberar a “faixa azul” para motos em todo o país appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Entidade internacional alerta para risco de retrocesso na formação de condutores no Brasil
A discussão sobre a possível flexibilização do processo de formação de condutores no Brasil voltou a ganhar força com a manifestação formal da Associação Iberoamericana de Centros de Educação e Formação em Segurança Viária (AICEFOV). Em ofício encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana, a entidade expressa preocupação técnica com o projeto de resolução do Ministério dos Transportes — atualmente em análise após consulta pública encerrada em 2 de novembro — que pretende alterar de maneira profunda o atual modelo de obtenção da CNH.
A AICEFOV, que reúne 13 países ibero-americanos e representa instituições de referência em educação para o trânsito, considera que o Brasil possui hoje uma das legislações mais sólidas e equilibradas do mundo no campo da formação de condutores.
Por isso, segundo a própria associação, a proposta apresentada pode significar um retrocesso preocupante, afastando o país das melhores práticas internacionais e abrindo espaço para distorções capazes de comprometer a segurança viária.
Veja também Primeira Habilitação “Proposta do governo para flexibilizar formação de condutores é uma bomba-relógio”, alerta especialista CFCs Flexibilização da formação de condutores preocupa especialistas em Direito de Trânsito CFCs O custo da vida: por que a educação no trânsito não pode ser flexibilizada às cegas O ponto mais sensível: a criação da figura do instrutor autônomoEntre os diversos pontos criticados pela AICEFOV, um se destaca com mais força: a possibilidade de atuação do instrutor autônomo sem a presença de mecanismos robustos de controle, padronização e supervisão. A entidade argumenta que, ao permitir que profissionais atuem fora do ambiente institucional das autoescolas — hoje chamadas Centros de Formação de Condutores (CFCs) — o país abre mão de garantias mínimas de qualidade, responsabilidade técnica e uniformidade pedagógica.
A preocupação não é nova. Desde que começaram a circular as primeiras informações sobre a proposta de flexibilização, especialistas têm alertado que a retirada da obrigatoriedade de formação em CFCs pode gerar um cenário caótico.
Em análise anterior, o especialista Celso Mariano, que acompanha o tema há décadas, já havia destacado que qualquer mudança deve preservar a espinha dorsal do processo formativo: conteúdo estruturado, progressão pedagógica, supervisão técnica e responsabilidade objetiva sobre o que é ensinado.
A manifestação da AICEFOV vai na mesma linha. O ofício enviada ao presidente reforça que a ausência de supervisão formal pode:
- reduzir a qualidade do ensino, abrindo brechas para práticas sem critérios técnicos claros;
- desconfigurar as etapas formativas, que hoje seguem uma sequência lógica de teoria, prática e avaliação;
- fragilizar a responsabilidade técnica, hoje concentrada em instituições credenciadas e fiscalizadas;
- transferir funções essenciais do Estado e dos CFCs para profissionais sem estrutura equivalente.
De acordo com a entidade, tratar esse ponto como “modernização” pode distorcer o verdadeiro sentido do processo. Não pode se confundir modernização, conforme ressaltado no documento, com desmonte.
Riscos para a segurança viária e para a regulação do setorOutro trecho forte do ofício diz respeito aos impactos diretos na segurança viária. A AICEFOV aponta que o Brasil ainda vive números preocupantes de mortes no trânsito e que, portanto, deve-se tratar qualquer flexibilização com extrema cautela. Conforme a associação, reduzir exigências de formação sem garantir mecanismos equivalentes de controle pode ampliar o risco de sinistros.
Além disso, a entidade alerta para a criação de “assimetrías regulatorias entre los estados brasileños”, caso as mudanças avancem sem padronização nacional.
Na prática, isso significa que cada estado pode interpretar e aplicar as normas de maneira diferente, gerando insegurança jurídica e dificuldades no acompanhamento das estatísticas e no controle da qualidade.
Esse ponto dialoga diretamente com o que o Portal do Trânsito tem abordado em reportagens recentes: a fragmentação regulatória pode comprometer a própria lógica do Sistema Nacional de Trânsito, estruturado para garantir uniformidade e coerência entre as normas e procedimentos adotados em todo o país.
Reconhecimento ao modelo atual e alerta contra retrocessosCuriosamente — e de forma rara em documentos desse tipo — o ofício reconhece abertamente que a legislação brasileira é referência internacional por equilibrar educação, engenharia e fiscalização. Esse reconhecimento reforça um ponto já levantado por especialistas: o Brasil conseguiu construir, ao longo de décadas, um modelo consistente, testado e reconhecido tecnicamente.
A preocupação, portanto, não é com mudanças em si, mas com a forma apressada e pouco estruturada como elas estão sendo propostas.
AICEFOV sugere debate amplo e oferece cooperação técnicaComo solução, a AICEFOV recomenda:
- debate amplo, envolvendo especialistas, entidades de trânsito, instituições acadêmicas e representantes dos CFCs;
- planejamento cuidadoso, com prazos realistas para qualquer transição;
- implementação uniforme e segura, respeitando a diversidade regional, mas preservando padrões nacionais.
O ofício é assinado pelo presidente da associação, Enrique Lorca Sánchez, que também coloca a entidade à disposição para colaborar tecnicamente com o Brasil, oferecendo experiências assim como boas práticas adotadas pelos países ibero-americanos.
Um debate em curso — e que está longe de terminarA manifestação da AICEFOV se soma à série de posicionamentos que têm surgido desde que o governo federal iniciou o debate sobre a flexibilização do processo de obtenção da CNH. Como o Portal do Trânsito vem acompanhando, esse é um dos temas mais sensíveis da agenda atual de mobilidade e segurança viária. Além disso, representa um divisor de águas para o futuro das autoescolas e para o próprio modelo de formação de condutores no país.
Enquanto o Ministério dos Transportes analisa as contribuições recebidas na consulta pública, cresce a expectativa para saber qual será o rumo escolhido pelo governo — e se ele estará alinhado ao que décadas de pesquisas, estatísticas e boas práticas recomendam.
The post Entidade internacional alerta para risco de retrocesso na formação de condutores no Brasil appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Especialista alerta para cuidados redobrados em períodos de chuva
O Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, registrou aumento significativo nos atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito durante o período chuvoso. Segundo levantamento da instituição, as primeiras chuvas de setembro e outubro deste ano provocaram um aumento de 16% no número de atendimentos em comparação com os meses secos de junho e julho. Em 2024, o mesmo período já havia registrado crescimento de 8%.
Os dados reforçam a necessidade de atenção redobrada no trânsito em dias de chuva, especialmente diante da imprudência observada por motoristas e passageiros. O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) alerta que a combinação de baixa visibilidade, pista molhada e excesso de velocidade contribui significativamente para o aumento dos acidentes.
Lesões graves e riscos de óbito aumentam com temporaisO gerente médico do pronto-socorro do Hugol, Dr. Dinoel Cavalcante, explica que o período chuvoso tende a gerar um aumento expressivo de vítimas com diferentes tipos de lesões.
“Durante o período chuvoso, há um aumento expressivo de vítimas no pronto-socorro do Hugol, com destaque para fraturas de membros, traumatismo cranioencefálico leve a moderado e contusões torácicas e abdominais. Essas lesões podem deixar sequelas graves e, em alguns casos, levar ao óbito. Oferecemos resposta rápida com protocolos de trauma, mas é essencial que a população mantenha cuidados preventivos na chuva”, destacou o especialista.
Casos como o de Rozana Barbosa, de 55 anos, ilustram os riscos reais enfrentados pelos passageiros. Durante uma forte chuva na rodovia GO-060, o ônibus em que estava capotou, e ela ficou ferida. Socorrida pelo Hugol, Rozana alerta para a importância da prudência ao volante.
“De repente, o ônibus começou a derrapar; ouvi o barulho do vidro quebrando e me agarrei na poltrona achando que não voltaria para casa. Fui socorrida e atendida no Hugol. Hoje eu peço: diminuam a velocidade e respeitem a distância, principalmente nos temporais”, contou a passageira.
Cuidados essenciais para dirigir com segurança em dias de chuvaO Detran-GO reforça que atitudes preventivas são fundamentais para reduzir acidentes em dias de chuva. Entre as principais recomendações estão:
- Reduzir a velocidade: A pista molhada aumenta a distância necessária para frear, tornando a redução da velocidade essencial.
- Manter os faróis baixos acesos: Melhora a visibilidade do condutor e aumenta a percepção do veículo por outros motoristas.
- Respeitar a distância entre os veículos: Evita colisões traseiras e dá mais tempo de reação em frenagens.
- Evitar ultrapassagens arriscadas: Pistas escorregadias elevam o risco de derrapagens e acidentes graves.
- Parar em local seguro se necessário: Caso a visibilidade fique comprometida por chuva intensa, o ideal é estacionar em um local seguro. E, então, aguardar a melhora das condições climáticas.
O especialista Dr. Dinoel Cavalcante enfatiza que, embora os hospitais estejam preparados para atender vítimas de acidentes, a prevenção é sempre o melhor caminho.
“O cuidado no trânsito salva vidas. Cada atitude responsável, seja reduzir a velocidade ou manter distância segura, pode evitar que uma colisão termine em trauma grave ou óbito”, afirma.
Impacto no sistema de saúdeO aumento nos acidentes de trânsito durante períodos chuvosos também sobrecarrega o sistema de saúde, com maior demanda por atendimento de urgência e procedimentos de trauma. Hospitais como o Hugol precisam manter equipes completas e protocolos eficientes para atender vítimas com fraturas, traumatismos cranianos e contusões. Ou seja, que podem levar dias ou semanas para recuperação total.
Além disso, a conscientização da população é essencial. A combinação de clima adverso e comportamento imprudente aumenta significativamente o risco de acidentes. Assim, tornando fundamental a atenção redobrada por motoristas e passageiros, especialmente em rodovias e vias urbanas movimentadas.
Direção segura é responsabilidade de todosEm resumo, os dados do Hugol e as orientações do Detran-GO mostram que a prevenção é a principal ferramenta para salvar vidas em dias de chuva. Respeitar limites de velocidade, manter distância segura, usar faróis baixos e, quando necessário, estacionar o veículo em local seguro, são atitudes simples que podem reduzir acidentes graves. Além disso, aliviar a pressão sobre os serviços de saúde.
A mensagem dos especialistas é clara: a chuva exige prudência, e cada condutor é responsável por sua segurança e a de terceiros. Em dias de temporais, cautela não é opção — é obrigação.
The post Especialista alerta para cuidados redobrados em períodos de chuva appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Rio vai fiscalizar manobras perigosas de motoristas de aplicativo
A prefeitura do Rio vai fiscalizar manobras perigosas de motoristas de aplicativos de entrega. O Programa de Monitoramento de Direção Segura de Condutores estabelece o monitoramento e a fiscalização da atividade de mototaxistas e entregadores por aplicativo.
Conforme a prefeitura, o programa define que os condutores deverão ter certidão negativa das varas criminais e veículo devidamente licenciado. Haverá o monitoramento dos seguintes comportamentos de risco: velocidade acima de 10% do limite, manobras perigosas e mudanças de faixas bruscas e trânsito na contramão ou em áreas de pedestres e ciclistas. Será estabelecido um histórico de comportamento: pontuação de direção segura nos últimos 30 dias, avaliação diária e permanente e mínimo de 60% das corridas sem comportamento de risco.
As penalidades incluem curso de conscientização de segurança no trânsito, restrição temporária de acesso (5, 10 e 30 dias) e descadastramento na plataforma de aplicativo em caso de reincidência. A fiscalização ocorrerá pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio). A Companhia, em relatório mensal, avaliará a quantidade de motociclistas notificados, premiados ou punidos, o percentual de corridas seguras (maior ou igual a 60%) e o número de cursos, restrições e descadastramentos. A comunicação das novas regras aos condutores acontecerá por, no mínimo, 45 dias antes da implementação.
“A prefeitura reconhece a necessidade e a legalidade das plataformas, a quantidade de empregos que geram, mas a gente quer que tenha regras. É fundamental que as plataformas nos ajudem a fazer cumprir as regras de trânsito e civilidade na cidade. A empresa que não fizer a adesão nos próximos 15, 20 dias às regras da prefeitura, como respeitar limites de velocidade, respeitar a mão da rua, não andar na calçada, nós vamos fiscalizar com muito rigor a ação dessas plataformas e dos entregadores que estiveram nela”, disse Paes.
A empresa 99 é a única plataforma que aderiu ao decreto da prefeitura até o momento.Houve também a inauguração da primeira base de apoio, em parceria com a iniciativa privada, voltada para os entregadores de aplicativo embaixo do viaduto Pedro Álvares Cabral, na esquina da Praia de Botafogo com a Rua Voluntários da Pátria, na zona sul da cidade. No local, os entregadores têm banheiro, micro-ondas, bebedouro, sala para descanso com ar-condicionado, tomadas para recarregar o celular.
Esta é a primeira das 12 paradas para motos e bicicletas desse segmento. A empresa 99 participou do primeiro chamamento público e vai instalar mais dois pontos de apoio: Maracanã e Barra da Tijuca. A prefeitura terá outros pontos disponíveis para a concessão da parada. São eles: Botafogo, Bangu, Sampaio, Madureira, Recreio dos Bandeirantes, São Cristóvão, Campo Grande, Laranjeiras e Engenho de Dentro. Outras empresas podem participar do chamamento público, válido por um ano.
De acordo com o representante dos entregadores da zona sul do Rio, Natanael Silva Guimarães, na base de apoio, os profissionais poderão estacionar as motos, encher os pneus das bicicletas, entre outros itens. Ou seja, o que representa grande evolução para a categoria. “Acho importante ter essas paradas no Méier e em Campo Grande, locais que os aplicativos não olham, mas que têm grande potencial”.
“Eu apoio as novas medidas para evitar bandalhas de motoboys. Ao entrar na contramão ou ultrapassar um sinal vermelho, ele pode provocar um acidente. Os hospitais já estão lotados por causa disso. Às vezes, não é culpa dos motoboys. Precisamos de mais ciclovias na cidade do Rio para os entregadores que usam bicicleta”, acrescentou Natanael.
As informações são da Agência Brasil
The post Rio vai fiscalizar manobras perigosas de motoristas de aplicativo appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Feriado: novo serviço gratuito no WhatsApp alerta motoristas sobre riscos de medicamentos ao dirigir
Com a chegada do feriado e o aumento esperado no fluxo de veículos pelas rodovias brasileiras, um novo serviço promete ajudar motoristas a evitar riscos desconhecidos — e muitas vezes ignorados — relacionados ao uso de medicamentos antes de dirigir. Trata-se do Doutor No Trânsito, o primeiro assistente do país especializado em identificar remédios que podem comprometer a segurança na condução de veículos.
A iniciativa, inédita no Brasil, funciona totalmente dentro do WhatsApp e de forma gratuita. O objetivo é simples e direto: permitir que qualquer motorista consulte rapidamente se determinado medicamento pode provocar efeitos que aumentam o risco de sinistros no trânsito.
Por que isso é importante?O médico do tráfego e CEO do projeto, Alysson Coimbra, alerta que diversos medicamentos, mesmo os de uso comum, podem prejudicar a capacidade de condução. Entre eles estão:
- antidepressivos,
- antihipertensivos,
- relaxantes musculares,
- analgésicos,
- antialérgicos,
- e até remédios para gripe ou dor de cabeça.
Muitos desses podem causar efeitos como sonolência, tontura, lentificação dos reflexos, alterações visuais e dificuldade de concentração — fatores que aumentam drasticamente o risco de acidentes.
No Brasil, estima-se que milhares de ocorrências no trânsito ocorram anualmente envolvendo motoristas sob efeito de substâncias lícitas, mas usadas sem orientação adequada. O problema é silencioso, subestimado e pouco discutido.
Como funciona o Doutor No TrânsitoPara utilizar o serviço, o usuário só precisa enviar ao assistente o nome comercial ou o princípio ativo do medicamento. Em poucos segundos, recebe:
- Classificação de risco para condução veicular;
- Possíveis efeitos sobre direção e reflexos;
- Orientações claras e diretas para a situação;
- Recomendação para conversar com o médico prescritor.
O sistema foi desenvolvido para ser simples, rápido e acessível. Segundo os idealizadores, a proposta é democratizar a informação e permitir que motoristas tomem decisões mais seguras antes de pegar a estrada.
Um risco pouco conhecido, mas muito perigosoEmbora grande parte da população esteja habituada a conferir bulas, muitas vezes essas informações são técnicas demais, extensas ou passam despercebidas. Com isso, motoristas podem subestimar os efeitos de um remédio aparentemente inofensivo.
O alerta é direto: o maior fator de risco pode não estar na rodovia, mas no que o motorista tomou antes de dirigir.
“Todo medicamento pode interferir na sua segurança ao dirigir”
Feriados e longas viagens aumentam a vulnerabilidadeO risco é maior em períodos de viagem, quando motoristas:
- enfrentam longos trechos de estrada;
- dirigem por horas seguidas;
- lidam com calor, trânsito intenso e cansaço acumulado;
- consomem remédios para dor, alergia, náusea ou desconfortos comuns em deslocamentos.
Por isso, iniciativas de orientação preventiva são especialmente relevantes em datas como esta.
Conscientização: um passo decisivo para reduzir sinistrosO serviço reforça a importância de integrar saúde e segurança viária — dois temas que, apesar de relacionados, raramente são tratados de forma conjunta no cotidiano.
A mensagem é clara: a direção segura começa muito antes de ligar o motor — começa na consciência do motorista.
O Doutor No Trânsito surge como uma ferramenta educativa, acessível e potencialmente decisiva para evitar que efeitos colaterais resultem em tragédias.
The post Feriado: novo serviço gratuito no WhatsApp alerta motoristas sobre riscos de medicamentos ao dirigir appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
São Paulo registra queda de 10,6% nas mortes no trânsito em outubro, aponta Infosiga
Os números mais recentes do Infosiga, sistema de estatísticas gerenciado pelo Detran-SP, mostram que o estado de São Paulo registrou uma redução significativa nas mortes no trânsito em outubro deste ano. A queda foi de 10,6% em comparação ao mesmo mês de 2024: foram 470 óbitos, ante 526 no ano anterior.
No acumulado de janeiro a outubro, a tendência permanece positiva, com redução de 1,7% no total de mortes — 5.057 óbitos em 2025 contra 5.144 no mesmo período de 2024.
Menos sinistros e menos vítimasAlém da diminuição dos casos fatais, o estado também apresentou queda expressiva nos sinistros com vítimas não fatais. Em outubro, a redução foi de 29,2% (8.175 registros frente a 11.554 em 2024). No acumulado do ano, a queda chega a 22,5% — foram 88.845 sinistros com vítimas em 2025 contra 114.600 no ano passado.
Entre os diferentes modais, o registro da maior redução em outubro foi entre automóveis, com queda de 18,2% (de 110 para 90 mortes). Os pedestres vêm em seguida, com redução de 15,5% (de 110 para 93 óbitos).
As mortes em ocorrências envolvendo motociclistas também apresentaram recuo importante: passaram de 248 em outubro de 2024 para 212 em 2025, uma redução de 14,1%. Já os sinistros fatais com ciclistas tiveram aumento pontual no mês — 20% (de 30 para 36) — mas seguem em queda no acumulado anual, com redução de 3,2% (de 346 para 335).
Cenário na capital paulistaNa cidade de São Paulo, os dados apresentam comportamento distinto. No acumulado do ano, houve queda de 1,7% nos óbitos (de 864 para 849). No entanto, apenas em outubro houve um pequeno aumento, de 5,1%, passando de 79 mortes em 2024 para 83 em 2025.
Os sinistros na capital também diminuíram: queda de 5,8% no mês (2.315 contra 2.457) e de 10,1% no acumulado (22.503 contra 25.035). Entre os modais, o destaque é novamente para as motocicletas, com redução de 18,2% nas ocorrências fatais de outubro (44 para 36). No acumulado, houve estabilidade — 0% de variação, com 397 mortes tanto em 2024 quanto em 2025.
Plano Estadual de Segurança Viária será apresentado nos próximos diasEm meio ao cenário de redução de mortes, o Governo de São Paulo se prepara para lançar o primeiro Plano Estadual de Segurança Viária (PSV), que estabelece como meta reduzir pela metade o número de óbitos no trânsito nos próximos cinco anos.
O plano prevê ações estruturadas em pilares como:
- Gestão de velocidade
- Fiscalização
- Vias mais seguras
- Melhoria de normas
- Agilidade e eficiência no atendimento às vítimas
A iniciativa está alinhada ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans) e contou com contribuições do Detran-SP, entidades especializadas, representantes da sociedade civil e participantes da consulta pública realizada entre setembro e outubro deste ano. A coordenação ficou a cargo do Sistema Estadual de Trânsito (Sistran-SP).
As informações são da Agência SP
The post São Paulo registra queda de 10,6% nas mortes no trânsito em outubro, aponta Infosiga appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Instrutor de Deodápolis é eleito o melhor do trânsito em 2025 pelo Detran-MS
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) divulgou, nesta quarta-feira (19), o resultado oficial do Prêmio Instrutores do Ano 2025, destacando os profissionais que mais se destacaram na formação de condutores no Estado. A publicação ocorreu no Diário Oficial, por meio da Gerência de Cursos e Capacitação (GECAP).
O grande vencedor deste ano na categoria Instrutor de Trânsito – Categoria B foi Walis Aparecido da Silva Santos, do município de Deodápolis, que alcançou 95 pontos na avaliação final. O desempenho o posicionou no topo do ranking estadual, entre dezenas de profissionais credenciados.
Veja também Primeira Habilitação “Proposta do governo para flexibilizar formação de condutores é uma bomba-relógio”, alerta especialista Primeira Habilitação Promessa de CNH 80% mais barata é enganosa, apontam entidades CFCs Entenda em 10 pontos a importância das autoescolas para a formação de condutores Reconhecimento ao trabalho dos instrutoresCriado para valorizar quem atua diretamente na educação para o trânsito, o prêmio busca reconhecer instrutores que se destacam pela qualidade do ensino, bom desempenho dos alunos e regularidade nos processos de formação. Conforme o Detran-MS, a premiação reforça o papel estratégico desses profissionais na segurança viária.
Walis, que há anos atua em Centros de Formação de Condutores (CFCs), obteve o melhor desempenho entre instrutores que atendem à categoria B, voltada à formação de condutores de automóveis. O instrutor receberá um prêmio de R$ 4 mil, que será entregue oficialmente na sede do Detran-MS nos próximos dias.
Como funciona a avaliaçãoPara participar, os profissionais precisaram preencher critérios definidos no edital da GECAP, entre eles:
- estar com credencial válida no Detran-MS;
- atuar na categoria B;
- ter enviado pelo menos 36 alunos para os exames de direção;
- ter recebido no mínimo 18 avaliações de desempenho durante o período analisado.
A pontuação leva em conta indicadores como índice de aprovação dos alunos, regularidade nos atendimentos, comportamento profissional e qualidade do processo de ensino. Segundo o Detran-MS, o objetivo é estimular boas práticas e fortalecer a formação de novos condutores, contribuindo para a redução de acidentes e para a melhoria da mobilidade urbana.
Transparência no processoÉ possível consultar o resultado oficial no Diário Oficial do Estado. O edital com todas as regras do concurso está disponível na página 40 do documento publicado nesta quarta-feira.
O Detran-MS destaca que a iniciativa deve se consolidar como uma ação anual. O objetivo é incentivar a qualificação do ensino nos CFCs e valorizar os profissionais que trabalham diariamente para formar motoristas mais preparados.
The post Instrutor de Deodápolis é eleito o melhor do trânsito em 2025 pelo Detran-MS appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Crise ou virada de chave para as autoescolas? Como a ameaça de desobrigar curso pode se transformar em oportunidade para os CFCs
A proposta do Ministério dos Transportes que sugere tornar facultativa a frequência em Centros de Formação de Condutores (CFCs) provocou um abalo profundo no setor. Especialistas, empresários, instrutores e gestores reagiram com preocupação diante da possibilidade de uma mudança estrutural no processo de formação de condutores no Brasil.
Em entrevista ao Portal do Trânsito, a empresária Carla Patrícia Pontes, criadora da plataforma Inove CFC e proprietária de autoescola, e o especialista Celso Mariano, apresentador e educador de trânsito, analisaram o cenário sob uma perspectiva pouco comum: apesar da ameaça evidente, este pode ser o momento mais estratégico da história recente para transformar e profissionalizar os CFCs.
Veja também Primeira Habilitação Tirar CNH sem prazo de validade? Entenda o que pode mudar no processo de habilitação Primeira Habilitação Exames médicos e psicológicos com novas regras: veja o que pode mudar para quem vai tirar a CNH Primeira Habilitação “Proposta do governo para flexibilizar formação de condutores é uma bomba-relógio”, alerta especialista Um cenário de insegurança jurídica que se repeteDe acordo com Carla Pontes, a polêmica atual não é um ponto fora da curva. A ideia de desobrigar a frequência às autoescolas é, na verdade, uma agenda política recorrente, utilizada ciclicamente como promessa popular em busca de capital político. Isso já ocorreu — segundo ela — com diferentes figuras públicas, como Jair Bolsonaro, Kim Kataguiri, Kátia Abreu, General Peternelli e, mais recentemente, Renan Calheiros Filho, atual ministro dos Transportes.
A minuta apresentada pelo Ministério esteve em consulta pública e gerou forte reação dos profissionais do setor. O alerta não se deve apenas ao conteúdo da proposta, mas sobretudo ao fato de que grande parte das diretrizes de trânsito no Brasil depende de resoluções, que podem ser alteradas por decisão administrativa, sem debate legislativo aprofundado.
Celso Mariano reforça essa fragilidade.
“O próprio CTB diz que várias das coisas que determinam como funciona o trânsito dependem de resolução. Isso, por si só, cria insegurança jurídica.”
Nesse cenário, a reação inicial dos donos de CFCs — medo, estresse e sensação de ameaça — é natural. Mas, segundo Carla, ficar paralisado pela insegurança é justamente o erro que impede muitos empreendedores de alavancar o negócio.
Da ameaça à oportunidade: o setor precisa se reinventarA tese central apresentada por Carla Pontes é simples e poderosa: toda crise é um convite à reinvenção.
Em vez de enxergar a minuta como um golpe fatal, os gestores devem se perguntar: “Onde está a oportunidade dentro dessa mudança?”
Ela lembra que o setor passou por transformações profundas antes — como o período em que não havia aulas obrigatórias, ou a polêmica introdução dos simuladores de direção. Em todos os casos, houve adaptação. Alguns sofreram, outros cresceram.
Conforme Carla, o CFC que sobreviverá ao cenário atual não será o mais barato, e sim o mais preparado, aquele que conseguir se posicionar com estratégia, eficiência e visão empresarial.
Vender mais, esperar menos: o fim do modelo passivoSe houve uma frase que se destacou na entrevista, foi esta:
“O aluno não vai mais bater na tua porta. Você precisa ir até ele.”
Para Carla, o modelo passivo — no qual o cliente chega espontaneamente ao balcão — acabou. A partir de agora, a palavra de ordem é venda ativa. Isso significa atuar em diversas frentes:
- Redes sociais como principal vitrine comercial.
- Parcerias locais, incluindo promoções e sorteios com comércios do bairro.
- Estratégias de upselling e cross-selling, oferecendo, por exemplo, categoria A para quem já tem a B.
- Campanhas promocionais que gerem uma base de potenciais alunos (leads).
O objetivo: ampliar alcance, gerar contatos e converter mais matrículas.
Do lead ao contrato: profissionalização do funil de vendasGerar leads é só o primeiro passo. O diferencial competitivo está em como o CFC organiza, acompanha e converte esses contatos.
Carla explica que o atendimento precisa ser orientado por dados:
- Entender de onde veio cada lead (Instagram? Indicação? Promoção?).
- Registrar todas as informações essenciais sobre o cliente.
- Identificar o nível de urgência (ex.: “Quero começar semana que vem”).
- Avaliar o tipo de pagamento, priorizando quem compra à vista.
- Realizar follow-up no momento exato: não antes, não depois.
De acordo com ela, a venda é um momento. Perder o timing é perder dinheiro.
Um funil bem estruturado organiza a jornada do cliente em etapas: primeiro contato, follow-up, oferta progressiva e incentivo ao fechamento. É um processo pensado, não improvisado.
Sem números, não há estratégia: a gestão financeira como base de tudoOutra crítica feita por Carla é que muitos proprietários desconhecem o próprio custo fixo e variável. Isso impede decisões estratégicas — inclusive a definição da meta mínima de matrículas para manter o negócio vivo.
A meta de vendas, segundo ela, não pode ser “mais que o mês passado”, mas sim:
“o número exato de matrículas necessário para pagar os custos e tirar o pró-labore.”
Com base nisso, o CFC escolhe seu posicionamento:
- Competir pelo menor preço, apostando em volume.
- Competir por valor, justificando um preço maior com qualidade, estrutura, frota diferenciada, materiais didáticos e experiência de atendimento.
Quem conhece os próprios números tem poder para decidir. Quem não conhece é levado “ladeira abaixo”, nas palavras da entrevistada.
Tecnologia como pilar: a digitalização chegou para ficarToda a visão apresentada só é possível com apoio tecnológico. Carla explica que foi por vivência própria que criou as plataformas Inove CFC e Inove Whats, hoje utilizadas por autoescolas em todo o país.
As ferramentas permitem:
- dashboard financeiro com receitas e despesas;
- organização completa de leads e orçamentos;
- controle de inadimplência;
- segmentação de contatos;
- automação de follow-up;
- cobranças automáticas via WhatsApp;
- melhor distribuição e medição de desempenho dos atendentes.
Para Carla, tecnologia não é luxo: é a única forma de tornar o CFC mais eficiente, blindado contra crises e preparado para crescer.
Conclusão: crise não é para se esconder — é para agirNo fechamento da entrevista, Carla deixa o conselho que resume toda sua análise:
“Toda hora é momento para você entender a sua empresa e investir nela.”
O recado é claro: cortar custos pode ser necessário, mas sobreviver — e prosperar — exige investimento inteligente, profissionalização e visão estratégica. Os CFCs que adotarem essa postura não apenas resistirão à possível mudança regulatória, como sairão mais fortes do que nunca.
The post Crise ou virada de chave para as autoescolas? Como a ameaça de desobrigar curso pode se transformar em oportunidade para os CFCs appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.
Último feriadão do ano: veja dicas de manutenção para quem vai pegar a estrada
O feriado de 20 de novembro, que marca o Dia da Consciência Negra, promete movimentar estradas de todo o Brasil. Muita gente já se prepara para pegar a estrada em busca de descanso e lazer para aproveitar o último feriadão do ano. Antes de sair de casa, no entanto, a AutoZone — uma das maiores redes de autopeças do mundo — reforça a importância de uma manutenção preventiva completa, essencial para garantir segurança, economia e tranquilidade durante a viagem.
“Uma simples checagem antes da viagem pode evitar muita dor de cabeça. Itens como freios, pneus e óleo são básicos, mas fazem toda a diferença quando o carro é colocado à prova em longos trajetos e sob altas temperaturas”, explica o time técnico da AutoZone Brasil.
Confira abaixo as principais dicas da AutoZone para pegar a estrada com segurança:1. Verifique os freios
Pastilhas e discos devem estar em bom estado. Qualquer ruído ou vibração é sinal de que está na hora de trocar.
2. Troque o óleo e o filtro
Respeite sempre o intervalo indicado pelo fabricante. O óleo lubrifica o motor e evita o desgaste das peças internas.
3. Cheque os pneus e o estepe
Verifique a calibragem, o desgaste e a validade dos pneus. Não esqueça de conferir se o estepe está em boas condições.
4. Complete os fluidos
Óleo de freio, líquido de arrefecimento e água do limpador de para-brisa devem estar no nível correto.
5. Teste a bateria
Longas viagens com ar-condicionado e som ligados exigem mais da bateria. Se estiver próxima do fim da vida útil, troque antes de viajar.
6. Confira lâmpadas e palhetas
Visibilidade é sinônimo de segurança. Substitua palhetas ressecadas e lâmpadas queimadas.
7. Escolha sempre peças de procedência confiável
Peças paralelas ou falsificadas podem comprometer a segurança do carro e gerar prejuízos maiores. A AutoZone recomenda adquirir produtos apenas em lojas especializadas e reconhecidas no mercado.
De acordo com o time da AutoZone, as mais de 150 lojas da rede no Brasil contam com atendimento técnico especializado e milhares de itens disponíveis em estoque imediato, incluindo baterias, fluidos, palhetas, filtros e peças para todas as marcas e modelos de veículos.
“Nosso papel é apoiar o motorista em todas as etapas da jornada automotiva — da prevenção à solução de imprevistos. Garantir segurança e confiança é prioridade. Antes de pegar a estrada, reserve um tempo para revisar o carro. Assim, o último feriadão do ano será lembrado apenas pelos bons momentos — e não por contratempos no caminho”, reforça a marca.
The post Último feriadão do ano: veja dicas de manutenção para quem vai pegar a estrada appeared first on Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade.