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Atualizado: 53 minutos 34 segundos atrás

CNH gratuita para baixa renda? PL propõe uso de multas de trânsito para custear habilitação

sab, 24/05/2025 - 08:15
Proposta busca promover inclusão social sem novos impostos. Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Um novo projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pode mudar a vida de milhares de brasileiros em situação de vulnerabilidade social. O PL 2221/2025, de autoria do deputado federal Toninho Wandscheer (PP-PR), propõe que parte dos recursos arrecadados com multas de trânsito seja destinada ao custeio da primeira habilitação e da mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de pessoas de baixa renda.

A proposta altera o artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997), incluindo dispositivos que ampliam a aplicação dos recursos de multas. Atualmente, a lei já permite que a verba seja investida em sinalização, engenharia de tráfego, fiscalização e educação no trânsito. Com o projeto, passa a ser incluída a formação de condutores como uma finalidade específica — desde que o beneficiado esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Quem poderá se beneficiar se o PL da CNH gratuita para pessoas de baixa renda for aprovado?

Segundo o texto, os recursos poderão ser utilizados para custear tanto o processo de obtenção da primeira CNH quanto a mudança de categoria para motoristas que exercem atividade remunerada com o veículo, como motoristas de aplicativo, caminhoneiros e motofretistas.

A proposta estabelece que os candidatos devem comprovar hipossuficiência econômica por meio da inscrição no CadÚnico. “A mudança de categoria é exclusiva para condutores que exercem atividade remunerada ao veículo, conforme dispõe o § 5º do art. 147 do CTB”, detalha o projeto.

Medida contra a desigualdade

Na justificativa da proposta, o deputado Toninho Wandscheer destaca que a CNH, embora teoricamente acessível a todos os cidadãos com capacidade física e mental, na prática se tornou um privilégio para quem pode pagar. “O custo elevado impede que muitas pessoas, especialmente as de baixa renda, tenham acesso a esse direito fundamental”, afirma.

O parlamentar ressalta ainda que a CNH representa uma oportunidade concreta de inserção no mercado de trabalho, principalmente em setores como transporte de passageiros, entregas e logística, que vêm crescendo nos últimos anos.

“Contudo, aqueles que não conseguem arcar com as despesas ficam de fora dessas oportunidades, perpetuando o ciclo de exclusão social.”

Impacto social sem aumento de impostos

Um dos pontos mais relevantes do projeto é que ele propõe o financiamento da CNH gratuita sem a criação de novos tributos. Os recursos seriam redirecionados de valores já arrecadados pelas autoridades de trânsito por meio de multas.

“Essa medida tem o potencial de abrir novos caminhos para muitos cidadãos, sem a necessidade de aumentar impostos, já que os recursos seriam oriundos das multas já aplicadas”, argumenta o autor.

O projeto ainda será analisado pelas comissões da Câmara dos Deputados.

Caminho da proposta

O PL 2221/2025 da CNH gratuita para pessoas de baixa renda aguarda despacho para análise nas comissões pertinentes. Ele passará pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) bem como pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT). Se aprovado nessas instâncias, o texto segue para votação em plenário. Ou seja, ainda não há previsão de votação.

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Número de infrações por velocidade cresce em 2024; ferramentas online ajudam na regularização

sex, 23/05/2025 - 18:00
A maior parte dos sinistros é causada por imprudência e escolhas erradas por parte de condutores, ciclistas e pedestres. Foto: MartinBech para Depositphotos

O mês de maio marca a intensificação das ações voltadas à segurança no trânsito em todo o Brasil, com a campanha Maio Amarelo, movimento criado com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos nas vias. Diante dos dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), de janeiro a outubro de 2024 houve o registro de mais de 5 milhões de infrações por excesso de velocidade nas rodovias federais, um crescimento de 137,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No total, ultrapassaram 6,5 milhões as autuações por esse tipo de infração, com destaque para motoristas que excederam em até 20% o limite de velocidade permitido.

‘’A maior parte dos acidentes é causada por imprudência e escolhas erradas por parte de condutores, ciclistas e pedestres. O observatório já é uma referência em mobilização social e esses eventos marcam mais uma característica relevante: juntar a tecnologia a serviço da segurança e de um trânsito mais humano’’, comenta Givaldo Vieira, Presidente da Associação Nacional dos Departamentos Estaduais de Trânsito (AND).

Veja também Fiscalização e Legislação Excesso de velocidade no trânsito: mais de 4 mil motoristas são multados por hora no Brasil Comportamento Não cometa esses 10 erros ao dirigir Estatísticas Uma morte a cada 90 minutos em sinistros nas rodovias federais Infrações de trânsito

Um levantamento realizado pela Zapay, startup focada em facilitar a vida dos proprietários de veículos e integrante do ecossistema de mobilidade do Sem Parar, no primeiro trimestre de 2024 apontou que 35,7% das multas aplicadas a carros foram por excesso de velocidade, enquanto 4,7% foram decorrentes de avanços de sinal vermelho.

Outro dado fornecido pela empresa foi sobre o uso do celular ao volante e a ausência do cinto de segurança, que também apresentaram um aumento expressivo. Em média, essas violações cresceram mais de 33% em relação ao mesmo período de 2023. O uso do celular, por exemplo, teve alta de 36% e configura infração gravíssima, sujeita à multa de R$297,43 e sete pontos na CNH.

Enquanto os órgãos públicos investem em ações de conscientização, empresas do setor privado têm contribuído com soluções tecnológicas para tornar o dia a dia do motorista mais simples e seguro. É o caso da Zapay, empresa que tem como objetivo facilitar a vida do motorista oferecendo acesso simplificado a informações sobre multas, débitos veiculares, licenciamento bem como outros serviços, promovendo maior conscientização, regularização e responsabilidade no trânsito e que contribuem e apoiam a campanha.

”A importância da responsabilidade individual e coletiva para a construção de um trânsito mais seguro e os Detrans de todo o país se mobilizam em ações durante todo o período da campanha. O objetivo é criar uma reflexão na sociedade sobre como mudanças nas escolhas individuais podem impactar na construção de um trânsito mais seguro para todos’’ finaliza Vieira.

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PL avança na Câmara e pode regulamentar o cargo de diretor de autoescola

sex, 23/05/2025 - 13:30
A proposta reforça o papel dos Centros de Formação de Condutores como peças-chave na promoção da segurança no trânsito. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Um passo importante foi dado rumo à regulamentação definitiva da atividade dos diretores de autoescola no Brasil. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2979/2024, que transforma em lei as regras para o exercício das funções de diretor-geral, diretor de ensino e atualiza a definição legal da profissão de instrutor de trânsito em autoescola— esta última já regulamentada pela Lei 12.302/2010.

A proposta, de autoria do deputado João Daniel (PT-SE), tem como objetivo principal corrigir uma lacuna jurídica que ainda existe para os diretores de CFCs, profissionais que hoje atuam sob regulamentações estabelecidas por resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), sem o respaldo de uma legislação federal específica. Trata-se a mudança como fundamental para dar segurança jurídica à categoria, cuja existência, inclusive, já recebeu ameaças em discussões anteriores sobre a estrutura dos Centros de Formação de Condutores.

Diretores de autoescola: atuação essencial, mas ainda sem lei

Ao contrário dos instrutores de trânsito, cuja profissão é regulamentada desde 2010, os cargos de diretor-geral e diretor de ensino nos CFCs seguem sem uma lei que defina claramente suas atribuições, exigências e responsabilidades. Essa ausência de normatização legal deixa os profissionais vulneráveis, tanto do ponto de vista trabalhista quanto institucional.

Com a aprovação na CCJ, o PL 2979/24 dá um passo importante no sentido de valorizar e reconhecer o papel estratégico dos diretores na qualidade do processo de formação de condutores no país. O texto deixa claro que o diretor-geral será o responsável pela administração e representação do CFC, enquanto o diretor de ensino responderá pelas atividades pedagógicas da instituição.

Requisitos e garantias previstas no texto

O projeto estabelece critérios objetivos para o exercício de cada função. Para os instrutores de trânsito, o texto reafirma que o profissional deve estar vinculado a um CFC e ter registro ativo no órgão executivo de trânsito estadual. Já para os diretores, o projeto impõe requisitos como:

  • Idade mínima de 21 anos;
  • Ensino superior completo;
  • Curso de capacitação específico para a função;
  • Dois anos de habilitação como condutor.

Além disso, o projeto garante a permanência dos profissionais já credenciados, tanto instrutores quanto diretores. Dessa forma, respeitando os direitos adquiridos por aqueles que atuam conforme as regras atuais do Contran.

Redação técnica aprimorada

A relatora da proposta na CCJ, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), apresentou um substitutivo que melhora a técnica legislativa do texto, sem alterar seu conteúdo.

Segundo a parlamentar, a medida busca dar mais clareza jurídica à proposta, facilitando sua tramitação nas próximas etapas do processo legislativo.

Tramitação e próximos passos

O projeto foi aprovado em caráter conclusivo na CCJ. Ou seja, isso significa que pode seguir diretamente para análise do Senado Federal, caso não haja recurso para votação em Plenário na Câmara dos Deputados.

Se aprovado pelo Senado e sancionado pela Presidência da República, o texto passará a integrar a Lei 12.302/2010, consolidando em um único marco legal as normas que regem o exercício da profissão de instrutor de trânsito e, agora, dos cargos de direção em CFCs.

O que muda para os CFCs?

A eventual sanção do PL 2979/24 traz maior previsibilidade e valorização para os profissionais que comandam os CFCs. Para os proprietários e gestores de autoescolas, isso representa mais estabilidade institucional, além de respaldo legal na formação de suas equipes.

A regulamentação legal da função de diretor também pode ajudar a qualificar ainda mais o setor. Isso porque os critérios definidos em lei dificultam o improviso e favorecem a profissionalização da gestão pedagógica e administrativa dos CFCs.

Profissionais de CFCs enxergam avanço como marco para a categoria

Com a aprovação do PL 2979/2024 na CCJ, os profissionais que atuam na formação de condutores ganham uma importante sinalização de reconhecimento e valorização. A proposta preenche uma lacuna histórica, ao transformar em lei as regras hoje tratadas por resoluções. Além disso, reforça o papel dos CFCs como peças-chave na promoção da segurança no trânsito.

Para os instrutores e diretores de CFCs, trata-se de um marco que pode fortalecer a profissão, proteger direitos e elevar os padrões de qualidade do ensino para condutores em todo o Brasil.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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Comportamento no trânsito: como as emoções e a personalidade afetam a segurança viária

sex, 23/05/2025 - 08:15
Existem diversas formas de condutores agirem no trânsito. Foto: SIphotography para Depositphotos

É impossível ignorar a influência que nossos comportamentos têm no dia a dia, especialmente quando se trata de algo tão delicado quanto a segurança no trânsito. A pressão da vida cotidiana, somada a aspectos da nossa personalidade e educação, pode resultar em atitudes que, muitas vezes, comprometem a nossa própria segurança e a dos outros motoristas e pedestres. De acordo com especialistas em psicologia do trânsito, entender esses comportamentos é o primeiro passo para agir de forma mais segura e responsável ao volante.

Comportamentos que comprometem a segurança viária

Existem diversas formas de condutores agirem no trânsito, muitas das quais são guiadas por emoções intensas ou características da personalidade. Entre os principais comportamentos de risco estão:

  • Ansiedade: o condutor ansioso tende a cometer erros de percurso e se desorienta facilmente. Ou seja, o que gera mais frustração e agrava a ansiedade, criando um ciclo negativo que aumenta o risco de acidentes.
  • Raiva e Agressividade: a raiva e o comportamento agressivo no trânsito são comuns e perigosos. Condutores raivosos podem agir de forma impulsiva e descontrolada, realizando manobras arriscadas que podem resultar em colisões graves.
  • Competitividade: o trânsito não é uma competição, mas o espírito competitivo de algumas pessoas pode levar a corridas e ultrapassagens perigosas, colocando todos os envolvidos em risco.
  • Euforia: a euforia, seja pela ingestão de substâncias como álcool ou drogas, ou por emoções extremas, pode causar perda de controle e desatenção, frequentemente culminando em acidentes.
  • Medo e insegurança: o medo pode ser um aliado, ajudando na avaliação de riscos, mas também pode paralisar as reações adequadas em situações de emergência. Já a insegurança leva muitos motoristas a buscar reconhecimento ao volante, o que os leva a se arriscar em manobras ousadas.
  • Distração e pressa: a pressa constante e a distração (como falar ao celular ou ouvir música) são algumas das atitudes mais comuns e perigosas. Condutores que estão sempre atrasados acabam realizando manobras impensadas, ignorando as regras de segurança no trânsito.
  • Depressão e pessimismo: pessoas em estados emocionais frágeis, como a depressão, podem não ter energia para reagir adequadamente às situações do trânsito, resultando em decisões lentas ou inadequadas, que frequentemente resultam em acidentes.
Reconhecendo os sinais de comportamento de risco

Entender que os comportamentos de risco podem estar relacionados a questões emocionais ou psicológicas é fundamental para prevenir sinistros de trânsito. Reconhecer esses padrões em nós mesmos, ou em outros motoristas, é o primeiro passo para tomar atitudes mais responsáveis.

  • Autocrítica e honestidade: a chave para uma direção mais segura está em ser honesto consigo mesmo. Reconhecer maus hábitos e buscar alternativas mais responsáveis é essencial.
  • Buscar ajuda profissional: se perceber que comportamentos emocionais estão afetando sua segurança no trânsito, procurar ajuda especializada é uma atitude sensata. O apoio de profissionais pode ser crucial para lidar com questões como ansiedade, raiva e depressão, evitando que esses fatores comprometam sua integridade e a dos outros.
Segurança começa com a conscientização

Para Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, embora todos nós possamos, ocasionalmente, apresentar um desses comportamentos no trânsito, a diferença está em como lidamos com isso.

“O comportamento de risco, muitas vezes, é resultado de reações automáticas que não são avaliadas em sua totalidade. Com autocrítica, reconhecimento das próprias falhas e, se necessário, a ajuda de um profissional, é possível adotar um comportamento mais seguro e responsável no trânsito, contribuindo para um ambiente mais seguro para todos”, conclui.

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Maio Amarelo 2025 reacende discussão sobre sinistros de trânsitos e seus impactos

qui, 22/05/2025 - 18:00
Cada ultrapassagem perigosa, cada segundo de distração ao volante e cada dose de bebida antes de dirigir representam riscos reais que podem ser fatais. Foto: Getty Images

Neste mês, o Brasil mais uma vez se mobiliza em torno do Maio Amarelo, campanha internacional que busca sensibilizar a sociedade para a necessidade de reduzir os sinistros de trânsito. Com o tema “Desacelere. Seu bem maior é a vida”, a edição deste ano reforça a urgência de atitudes responsáveis por parte de motoristas, pedestres e motociclistas, com foco na preservação da vida.

Conforme dados alarmantes do DataSUS, em média, uma pessoa morre a cada 15 minutos em acidentes de trânsito. Já nas rodovias federais, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o ano de 2024 registrou 73.121 acidentes, com 84.489 feridos e 6.160 mortes – um aumento de 10% nas mortes em relação ao ano anterior.

“O trânsito em todo o país exige um novo olhar. Mais do que campanhas sazonais, precisamos de mudanças culturais permanentes. A imprudência tem custado caro em vidas, saúde e economia. Desacelerar não é apenas sobre reduzir a velocidade do carro, é sobre valorizar a vida”, afirma Caroline Alves, head de Planejamento da DS Beline, empresa especializada em auxiliar vítimas de acidentes na obtenção de benefícios.

Vítimas de sinistros: alerta do Maio Amarelo

De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), mais de 400 mil pessoas por ano ficam com algum tipo de invalidez causada por sinistros de trânsito no Brasil. Esse número revela uma dimensão muitas vezes invisível da tragédia: a de quem sobrevive, mas precisa reaprender a viver com limitações físicas e emocionais.

Caroline acrescenta que a experiência com vítimas mostra que os efeitos de um acidente não se encerram no momento do impacto. Há desdobramentos administrativos, jurídicos, médicos, financeiros e emocionais, que podem comprometer a capacidade de trabalho e perdurar por anos. Muitas dessas vítimas, por desconhecimento, deixam de acessar benefícios, como o auxílio-acidente ou o auxílio-doença, o que agrava ainda mais sua situação de vulnerabilidade.

“Muitos sobreviventes sequer sabem que têm direito ao auxílio-acidente, um benefício que pode ajudar no recomeço e adaptação a uma nova realidade. Nosso papel é garantir que essas pessoas tenham acesso à orientação correta e ao suporte necessário”, completa Caroline.

O movimento Maio Amarelo, criado em 2011 e hoje presente em mais de 30 países, utiliza a cor amarela como símbolo de alerta e atenção, da mesma forma que no semáforo.

Em 2025, ações educativas, intervenções urbanas, fóruns e campanhas culturais estão sendo promovidas em todo o país para incentivar atitudes seguras e o cumprimento da legislação de trânsito.

Cada ultrapassagem perigosa, cada segundo de distração ao volante e cada dose de bebida antes de dirigir representam riscos reais que podem ser fatais. Para Caroline, a prevenção deve ser prioridade, e isso começa com responsabilidade individual aliada a uma fiscalização efetiva.

“’Desacelerar’ não é apenas um lema de campanha, é uma convocação à empatia e à responsabilidade com o lembrete de que ações isoladas têm impacto limitado se não houver comprometimento coletivo”, afirma. 

A DS Beline acredita que uma mobilidade urbana segura se constrói com informação, empatia e respeito mútuo. “Precisamos entender que o trânsito é um espaço coletivo. Pequenas atitudes, como respeitar a sinalização, usar o cinto de segurança ou atravessar na faixa, salvam vidas. Parece clichê, mas se cada um fizer sua parte, juntos podemos transformar essa realidade”, conclui Caroline.

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Uso da bicicleta avança no Brasil, mas segurança ainda é principal desafio

qui, 22/05/2025 - 13:30
Apesar do avanço, a segurança no trânsito ainda é o principal entrave para a expansão da ciclomobilidade nas cidades brasileiras. Foto: Divulgação Tembici

O uso da bicicleta como meio de transporte urbano cresce de forma consistente no Brasil. Segundo dados divulgados em maio de 2025 pela Tembici, empresa líder em micromobilidade na América Latina, mais da metade dos brasileiros (53%) utilizam bikes compartilhadas em trajetos cotidianos, como idas à academia, faculdade ou trabalho. O levantamento mostra ainda que 70% dos usuários têm a intenção de pedalar mais ao longo do ano.

Apesar do avanço, a segurança no trânsito ainda é o principal entrave para a expansão da ciclomobilidade nas cidades brasileiras. Entre os participantes da pesquisa realizada pela Tembici com sua base de usuários, 36% citaram o medo de acidentes como o maior obstáculo para pedalar com mais frequência.

A preocupação é ainda mais acentuada entre as mulheres. Enquanto 33% dos homens mencionaram a insegurança como um fator limitante, esse índice sobe para 40% entre as mulheres entrevistadas. O dado revela uma disparidade de percepção que também evidencia a necessidade de políticas públicas mais inclusivas e seguras para todos os perfis de ciclistas.

Maio Amarelo e o papel da micromobilidade

Em sintonia com o Maio Amarelo, mês voltado à conscientização para a redução de acidentes de trânsito, a divulgação da pesquisa reforça a importância de debater a segurança dos ciclistas nas vias urbanas. Thiago Boufelli, Diretor de Operações da Tembici, destaca que a análise dos obstáculos enfrentados pelos usuários ajuda a orientar soluções que promovam cidades mais seguras e acessíveis.

“Destacar aspectos que impactam a experiência do ciclista é uma maneira de incentivar a cultura da bicicleta ao mostrar as oportunidades que as cidades têm para se tornar espaços que fomentam a ciclomobilidade. Como próximo passo, o desenvolvimento de propostas e parcerias que mitiguem a insegurança no trânsito é essencial. A transformação da mobilidade urbana envolve escuta, planejamento e, principalmente, execução”, afirma Boufelli.

Além disso, o executivo lembra que a legislação brasileira já prevê proteção diferenciada aos usuários mais vulneráveis no trânsito. O Código de Trânsito Brasileiro determina que “o maior deve proteger o menor”, conceito que reforça a responsabilidade dos motoristas em garantir a segurança de pedestres e ciclistas nas vias públicas.

Cenário latino-americano e infraestrutura deficiente

Os desafios enfrentados no Brasil se repetem em outros países da América Latina. A região contabiliza mais de 45 mil bicicletas compartilhadas distribuídas em cerca de 80 sistemas. O Brasil se destaca como o país com a maior oferta de bike-sharing do continente, respondendo por 35% do total de bikes disponíveis.

Contudo, a infraestrutura ainda não acompanha esse crescimento. A proporção de vias com ciclovias ou ciclofaixas não ultrapassa 6% da malha viária urbana da América Latina, segundo o levantamento da Tembici. O dado evidencia a urgência de investimentos em infraestrutura cicloviária que garantam segurança, conforto e conectividade para os ciclistas.

Promover o uso da bicicleta no Brasil como solução urbana

A bicicleta tem se consolidado como uma solução eficiente, sustentável e econômica para os desafios da mobilidade urbana. Além de reduzir congestionamentos e emissões de poluentes, contribui para a saúde da população e o dinamismo das cidades. Mas para que mais pessoas adotem esse meio de transporte, é essencial criar condições seguras e convidativas.

A pesquisa da Tembici, ao mapear os anseios dos usuários, traz um alerta claro para o poder público, empresas e sociedade civil: sem segurança, o uso da bicicleta tende a estagnar, mesmo com sua crescente popularidade. O momento é propício para avançar com ações concretas que valorizem o ciclista e tornem as ruas mais humanas e inclusivas.

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Pedestres invisíveis: os esquecidos das políticas de segurança no trânsito

qui, 22/05/2025 - 08:15
Pessoas idosas, com deficiência ou mobilidade reduzida são as mais afetadas pela falta de infraestrutura adequada. Foto:
aaron007 para Depositphotos

Durante o Maio Amarelo, campanha anual de conscientização para a redução de acidentes, um dado segue chamando a atenção: pedestres estão entre as maiores vítimas fatais no trânsito brasileiro, mas continuam invisíveis nas políticas públicas. A infraestrutura urbana ainda privilegia veículos motorizados, e a segurança de quem caminha pelas cidades permanece negligenciada.

Conforme dados do Ministério da Saúde, em torno de 6 mil pedestres morrem por ano no Brasil vítimas de atropelamentos. Muitas dessas ocorrências estão relacionadas à falta de calçadas adequadas, travessias seguras, iluminação eficiente e fiscalização efetiva. Ainda assim, os investimentos em segurança viária raramente contemplam soluções para quem anda a pé.

Caminhar virou risco urbano

Em muitos centros urbanos, caminhar virou um ato de coragem. Calçadas esburacadas, ausência de faixas de pedestres, semáforos mal posicionados e sinalizações apagadas são apenas alguns dos obstáculos enfrentados diariamente por milhões de brasileiros. Além disso, o desrespeito às regras de trânsito por parte dos condutores, como excesso de velocidade e avanço de sinal, agrava ainda mais o cenário.

De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, essa realidade contrasta com o que está previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que estabelece uma hierarquia de proteção no trânsito, dando prioridade aos mais vulneráveis.

“Em teoria, o pedestre deveria ser o protagonista das políticas de segurança viária, mas na prática, segue como o elo mais frágil e desprotegido”, questiona.

Mobilidade a pé é sustentável — e negligenciada

A mobilidade ativa, como caminhar, é apontada por especialistas como uma solução sustentável para o futuro das cidades. Além de não emitir poluentes, melhora a saúde física e mental da população. No entanto, a falta de políticas públicas voltadas ao incentivo da mobilidade a pé impede que mais pessoas adotem esse hábito com segurança e conforto.

Cidades com ruas seguras para pedestres são também mais inclusivas e humanas, atraem comércio local, reduzem a dependência de carros e melhoram a qualidade de vida. Mas isso só será possível com planejamento urbano que coloque o pedestre no centro das decisões.

Quem mais sofre?

Pessoas idosas, com deficiência ou mobilidade reduzida são as mais afetadas pela falta de infraestrutura adequada. A ausência de rebaixamento de calçadas, rampas ou sinalização tátil torna a travessia praticamente impossível — e perigosa — para quem mais precisa. Crianças também estão entre os principais grupos de risco, sobretudo nas proximidades de escolas, onde frequentemente faltam medidas efetivas de segurança.

O que pode (e precisa) mudar

Conforme o especialista, para mudar esse cenário, é preciso priorizar a mobilidade a pé nos planos de mobilidade urbana, com medidas como:

  • Implantação e manutenção de calçadas acessíveis;
  • Redução da velocidade em áreas de grande fluxo de pedestres;
  • Sinalização horizontal e vertical bem visível;
  • Faixas elevadas e tempos semafóricos adequados para travessias;
  • Campanhas educativas focadas em motoristas e pedestres.

Além disso, a fiscalização precisa ser reforçada para coibir práticas como estacionar sobre calçadas e faixas de pedestres, atitudes recorrentes que colocam vidas em risco.

Pedestres no trânsito não são obstáculos: são cidadãos

Enquanto campanhas de trânsito focam, muitas vezes, apenas em condutores e ciclistas, é hora de dar visibilidade a quem anda a pé.

“Pedestres não são obstáculos para o tráfego — são cidadãos com direito à cidade e à mobilidade segura. Neste Maio Amarelo, dar voz a quem anda nas ruas pode ser o primeiro passo para um trânsito mais justo e humano”, conclui.

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Projeto quer mapear sinistros com suspeita de embriaguez e reforçar combate à violência no trânsito

qua, 21/05/2025 - 18:00
O projeto se insere no contexto de um cenário alarmante no país. Foto: lucidwaters para Depositphotos

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro deu um passo importante para reforçar o combate à mistura perigosa entre álcool e direção. Foi aprovado em segunda discussão o Projeto de Lei 606/19, que obriga hospitais públicos e privados a notificarem mensalmente os atendimentos de vítimas de sinistros de trânsito com indícios de embriaguez.

A proposta, de autoria do deputado Rodrigo Amorim (União), visa preencher uma lacuna na cadeia de informações que sustentam políticas públicas de segurança viária, como a Operação Lei Seca. Conforme o texto, os serviços de saúde deverão encaminhar até o dia 30 de cada mês relatórios com as ocorrências e a identificação dos profissionais responsáveis por atestar os sinais de consumo de álcool.

Complemento à Operação Lei Seca

A sugestão da medida foi da então coordenadora da Operação Lei Seca, a delegada Verônica Stiepanowez, que destacou a dificuldade em obter dados hospitalares que comprovem a relação entre o consumo de álcool, a embriaguez e os acidentes de trânsito.

“A informação necessária para subsidiar o acompanhamento dos índices de acidentes e mortes não é registrada nem repassada”, explicou Amorim.

O projeto se insere no contexto de um cenário alarmante no país. Segundo levantamento recente da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) e da Abramede (Associação Brasileira de Medicina de Emergência), mais de 220 mil internações ocorreram pelo SUS em 2024 após acidentes de trânsito — uma a cada dois minutos. Boa parte dessas ocorrências, apontam especialistas, está ligada ao consumo de álcool.

A proposta ainda terá votação em redação final, mas já integra o programa estadual de redução de mortes no trânsito. Para os defensores da medida, a notificação hospitalar pode se tornar uma ferramenta decisiva para entender o impacto do álcool nas estatísticas assim como fortalecer ações de fiscalização e prevenção.

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Curso de Transporte Coletivo de Passageiros: capacitação EAD para dirigir com segurança e responsabilidade

qua, 21/05/2025 - 13:30
A demanda por motoristas habilitados para transporte coletivo é constante. Foto: alfribeiro para Depositphotos

Transportar pessoas exige mais do que habilidade ao volante — exige responsabilidade, empatia, conhecimento técnico e preparo emocional. Por isso, a legislação brasileira determina que motoristas que atuam com transporte coletivo de passageiros tenham uma formação específica, voltada para a segurança dos usuários e a excelência no serviço prestado.

Essa formação é oferecida por meio do Curso de Transporte Coletivo de Passageiros, um treinamento obrigatório regulamentado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). E o melhor: ele está disponível na versão EAD (Ensino a Distância), com validação nacional, o que oferece flexibilidade para quem deseja se qualificar sem sair de casa.

Quem deve fazer o curso de Transporte Coletivo de Passageiros?

O curso é obrigatório para motoristas profissionais que atuam ou desejam atuar em empresas de ônibus urbano, intermunicipal, interestadual, turismo ou fretamento.

Para se inscrever, é necessário:

  • Ser maior de 21 anos.
  • Estar habilitado na categoria D.
  • Ser aprovado em avaliação psicológica e exame de aptidão física e mental.
  • Não estar cumprindo pena de suspensão do direito de dirigir ou cassação da CNH, decorrente de crime de trânsito.

Se você deseja ingressar no setor de transporte coletivo ou ampliar suas oportunidades de trabalho, esse curso é o primeiro passo.

Por que fazer o curso de Transporte Coletivo?

Esse curso é mais do que uma exigência legal — é um diferencial competitivo em um setor que busca cada vez mais profissionais qualificados e comprometidos com a segurança viária e o bem-estar dos passageiros.

A formação prepara o condutor para lidar com diferentes públicos, situações de risco, regras de convivência, normas de segurança e atendimento humanizado. Além disso, abre portas para atuação em:

  • Empresas de transporte urbano e rodoviário;
  • Turismo e fretamento;
  • Transporte institucional (funcionários de empresas, serviços públicos etc.).

O mercado valoriza motoristas capacitados e comprometidos, e o certificado de conclusão do curso é um requisito obrigatório em processos seletivos.

Curso EAD: faça quando e onde quiser, com validade nacional

A versão EAD do Curso de Transporte Coletivo de Passageiros, autorizada pela Senatran, tem a mesma validade do curso presencial e oferece total flexibilidade para quem precisa estudar em horários alternativos ou conciliar os estudos com o trabalho.

Vantagens do curso online oferecido pela Tecnodata Educacional:

  • Estudo no seu tempo e no seu ritmo;
  • Conteúdo atualizado conforme a legislação;
  • Videoaulas, materiais interativos e avaliação online;
  • Sem necessidade de deslocamento ou ausência do trabalho;
  • Acesso à plataforma de qualquer dispositivo com internet;
  • Suporte especializado durante toda a formação.

Essa modalidade foi pensada para quem quer se qualificar com praticidade, sem abrir mão da segurança e da qualidade exigidas pelos órgãos de trânsito.

Conteúdo programático do curso

O conteúdo segue diretrizes da Resolução 789/2020 do Contran, com carga horária mínima de 50 horas-aula. Entre os temas abordados, estão:

  • Legislação de trânsito geral;
  • Legislação de trânsito aplicada ao transporte coletivo;
  • Direção defensiva e condução segura de passageiros;
  • Relacionamento interpessoal e atendimento ao público;
  • Noções de primeiros socorros e situações de emergência;
  • Meio ambiente, cidadania e responsabilidade social.

Ao final, o aluno realiza uma avaliação teórica, e estando aprovado, recebe seu certificado com validação nacional.

Profissão em alta: oportunidades e salários no Transporte Coletivo

A demanda por motoristas habilitados para transporte coletivo é constante. Empresas públicas e privadas enfrentam dificuldades para encontrar profissionais com a formação exigida — o que representa uma excelente oportunidade para quem deseja se recolocar ou crescer na carreira.

Os salários variam conforme a região e a experiência, mas costumam girar entre R$ 2.500 e R$ 4.000, podendo ultrapassar esse valor em operações de turismo e fretamento, que oferecem adicionais e benefícios. A estabilidade é outro atrativo, especialmente em empresas concessionárias de transporte público.

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Educação de trânsito nas escolas: promessa antiga, prática ausente

qua, 21/05/2025 - 08:15
Segundo dados do INEP, o Brasil tem mais de 106 mil escolas do ensino fundamental, das quais cerca de 81 mil são públicas. Foto: Maarten_Zeehandelaar para Depositphotos

Apesar de estar prevista desde 1997 no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a educação de trânsito nas escolas continua sendo uma promessa pouco efetiva na maioria das instituições de ensino do país. O Artigo 76 do CTB estabelece que a formação para o trânsito deve ser promovida de forma contínua, desde a educação infantil até o ensino médio. Na prática, porém, esse conteúdo ainda é tratado de maneira pontual, superficial ou totalmente ausente.

O resultado é preocupante: novas gerações crescem sem o mínimo de preparo para enfrentar os desafios do trânsito — seja como pedestres, ciclistas ou futuros motoristas. Essa lacuna educativa compromete os esforços para reduzir os altos índices de sinistros e mortes no trânsito brasileiro.

Um conteúdo que forma comportamentos

Educar para o trânsito vai muito além de ensinar regras e placas. Trata-se de formar comportamentos baseados em respeito, empatia e responsabilidade coletiva. Ao incorporar o tema desde os primeiros anos escolares, as crianças passam a compreender seu papel no espaço urbano e desenvolvem noções importantes de convivência, cidadania e prevenção.

Especialistas apontam que quanto mais cedo essas noções são inseridas na formação dos alunos, mais naturais se tornam as atitudes seguras no dia a dia. Isso inclui atravessar na faixa, respeitar o sinal vermelho, usar equipamentos de segurança e evitar atitudes impulsivas ao dirigir no futuro.

De acordo com Celso Alves Mariano, diretor do Portal do Trânsito e da Tecnodata Educacional, tratar o trânsito como um tema cotidiano é fundamental.

“Trânsito é um desses assuntos que precisa ser tratado no dia a dia das pessoas. Ele envolve todos nós, diariamente, de forma compulsória. E por ser um ambiente que oferece riscos, parece, por bom senso, que é um tema que não tem justificativa para não estar sendo tratado nas escolas”, diz.

Por que a educação para o trânsito não avança?

A principal barreira está na falta de políticas públicas integradas e continuadas. Muitos municípios não oferecem formação adequada aos professores, não há material didático específico, e o tema frequentemente é abordado apenas durante campanhas pontuais, como o Maio Amarelo ou a Semana Nacional de Trânsito.

Celso reforça que, mesmo com uma exigência legal clara desde 1998, muito pouco se fez. “Temos exigências legais muito bem definidas no CTB, mas o que se vê são apenas honrosas exceções. Projetos vêm e vão conforme o interesse de governos. Falta continuidade. Falta política pública real”, lamenta.

Outro desafio citado pelo especialista está na interpretação da BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Embora ela permita que o tema trânsito seja tratado de forma transversal — através de disciplinas como Ciências, História e Educação Física —, muitas escolas a usam como justificativa para não abordar o assunto de forma estruturada.

“A BNCC não impede o ensino de trânsito. Pelo contrário, ela incentiva o uso de temas do cotidiano da criança como base para o aprendizado. E trânsito é isso: parte da realidade diária de todos nós”, afirma Celso.

Os números que mostram o tamanho da omissão

Segundo dados do INEP, o Brasil tem mais de 106 mil escolas do ensino fundamental, das quais cerca de 81 mil são públicas. São quase 27 milhões de crianças matriculadas, sendo 84% em escolas públicas. No entanto, estima-se que apenas 30% das escolas brasileiras desenvolvem alguma ação educativa sobre trânsito, conforme o Observatório Nacional de Segurança Viária. “Mesmo os projetos existentes são pontuais e de curta duração. Muitos acabam com o fim de um mandato. Já participei de iniciativas belíssimas que duraram apenas alguns meses”, lamenta Celso, que atua na formação de professores bem como no desenvolvimento de materiais didáticos pela Tecnodata.

Exemplos que funcionam — mas ainda são poucos

Apesar da ausência generalizada, algumas cidades vêm implementando projetos bem-sucedidos de educação para o trânsito nas escolas. Parcerias entre Secretarias de Educação, Departamentos de Trânsito e ONGs têm levado palestras, jogos educativos, simulações e até “minicidades” de trânsito para dentro das instituições de ensino.

Estados como Paraná, São Paulo e Minas Gerais contam com iniciativas mais estruturadas. O Festival Estudantil Temático de Trânsito da PRF é outro exemplo positivo. Mas, segundo Celso, ainda é muito pouco. “O projeto da PRF, por exemplo, está em 2 mil escolas. Isso representa apenas uma fração das mais de 80 mil escolas públicas do país. O alcance é mínimo diante da necessidade.”

Veja também Maio Amarelo Chapecó sedia abertura do Maio Amarelo com evento que reforça papel dos CFCs na construção de um trânsito mais seguro Segurança Especialista alerta sobre a atenção redobrada em áreas escolares Segurança A educação no trânsito e para o trânsito é vital na prevenção de sinistros e de suas sequelas Educação hoje, segurança amanhã

Seria possível evitar a tragédia diária das ruas e estradas brasileiras, em grande parte, com mais investimento em formação de base. Afinal, quem aprende desde cedo a respeitar o outro e a se comportar com responsabilidade no trânsito leva esses valores para a vida adulta.

Celso conclui com um alerta que deve ressoar em toda comunidade escolar e, além disso, na sociedade.

“Precisamos olhar para nossas crianças em idade escolar e nos perguntar: que preparo, de fato, estamos dando para esse cidadão brasileiro? Trânsito é todo dia. A educação para o trânsito tem que ser também”, finaliza.

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Escoamento da safra aumenta fluxo de caminhões em rodovias paranaenses

ter, 20/05/2025 - 18:00
Este é o período em que parte importante da economia paranaense – e nacional – circula pelas estradas rumo ao Porto de Paranaguá, em especial pela BR-277, entre Curitiba e o Litoral. Foto: Divulgação EPR Litoral Pioneiro

Nos próximos meses o fluxo de caminhões nas rodovias sob concessão da EPR Litoral Pioneiro ficará mais intenso. É o período em que parte importante da economia paranaense – e nacional – circula pelas estradas rumo ao Porto de Paranaguá, em especial pela BR-277, entre Curitiba e o Litoral.

A concessionária acompanha o vai e vem de caminhões e está preparada para garantir atendimento operacional aos motoristas que trafegam pela região.

A expectativa é de movimentação alta neste período uma vez que há a estimativa de safra recorde da cultura da soja. De acordo com o Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB), a produção de soja no Paraná alcançou nesta safra 21 milhões de toneladas, 14% a mais que na safra anterior. O Estado, inclusive, é o segundo maior produtor nacional, fazendo com que as riquezas circulem pelas rodovias até o Porto de Paranaguá, que no ano passado foi a porta de saída de 20,6 milhões de toneladas de soja – ou US$ 9,2 bilhões.

Entre abril e julho do ano passado, mais de 950 mil caminhões passaram pela praça de pedágio de São José dos Pinhais na BR-277, entre a Capital e Paranaguá. Outra rodovia que faz parte da rota de produção e que recebeu alto fluxo de caminhões é a PR-151, com quase 740 mil veículos passando pela praça de pedágio de Carambeí no período.

A retomada do atendimento junto com a manutenção da rodovia fez diferença, situação percebida pelas entidades do setor. “É uma diferença brutal. O período sem concessão foi bastante complicado para o setor produtivo”, comenta o técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP, Luiz Eliezer Ferreira. Ele destaca a manutenção das rodovias e o pronto atendimento aos usuários como grandes diferenciais.

“A EPR Litoral Pioneiro tem o compromisso de garantir a qualidade necessária para que a produção paranaense e também todos os usuários circulem com segurança. Este é um papel essencial da concessionária, que nos próximos anos irá elevar o patamar das rodovias do Estado com grandes intervenções”, comenta o gerente de Operações da EPR Litoral Pioneiro, Fernando Milléo.

Fluxo de caminhões X segurança

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) identifica como principais desafios o excesso de peso nos veículos, especialmente nos que carregam contêineres, assim como o excesso de velocidade.

Conforme a corporação, a falta de manutenção nos caminhões, problemas com equipamentos obrigatórios, como faixas refletivas apagadas ou mal colocadas, cronotacógrafo vencido (disco que registra o tempo de direção e descanso) e sinalização traseira em mau estado como situações que exigem atenção. Além disso, muitos condutores não respeitam o tempo mínimo para descanso, trazendo componente de risco a todos que circulam nas rodovias.

Para sensibilizar os motoristas, a PRF realiza rotineiramente ações especiais com foco na prevenção bem como redução de acidentes. Destaque para a Operação Serra Segura, que recebe apoio da EPR Litoral Pioneiro.

O Sest Senat, ligado ao Sistema FETRANSPAR, entidade que representa mais de 20 empresas transportadoras no Paraná, também atua na formação de motoristas profissionais, com foco na condução segura. O programa ‘Escola de Motorista’ é uma das diversas formações que promovem a capacitação dos motoristas profissionais. Ou seja, com treinamentos teóricos e práticos, sensibilizando e engajando para uma condução preventiva e mais segura.

“O período de safra exige uma preparação prévia especial devido ao aumento significativo da circulação de veículos pesados. A capacitação dos motoristas é fundamental para mudança no comportamento dos profissionais”, destaca a gerente da Unidade Operacional do Sest Senat Paranaguá, Lucimara Braune.

A capacitação é gratuita. No Paraná, o programa está disponível em 13 cidades. Para participar basta entrar em contato pelo WhatsApp 61 2017-0063 e informar qual a cidade para atendimento.

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São Paulo lidera ranking nacional de multas de trânsito — e número segue em alta

ter, 20/05/2025 - 13:30
Excesso de velocidade é a infração mais registrada no Brasil. Foto: Divulgação

Um novo levantamento realizado pela Zignet, em parceria com a Unicamp/Estat Jr., revela que no ranking nacional, o estado de São Paulo continua liderando com folga o número de multas aplicadas no Brasil. O estudo abrange o período de janeiro de 2023 a dezembro de 2024 e traz um panorama detalhado das autuações em todo o país.

Top 5 no ranking dos estados que aplicam mais multas no Brasil
  1. São Paulo – 25.307.688 multas
  2. Minas Gerais – 7.630.885 multas
  3. Paraná – 6.281.376 multas
  4. Rio de Janeiro – 5.263.056 multas
  5. Goiás – 4.402.573 multas
Multas aumentam em SP e PR, mas caem em outros estados

Os dados mostram que, enquanto alguns estados reduziram suas autuações, como o Rio de Janeiro (queda de mais de 2 milhões) e Minas Gerais (redução de 400 mil), São Paulo registrou um aumento expressivo de mais de 3 milhões de multas em relação ao período anterior. O Paraná também teve alta, com mais 600 mil novas autuações.

Segundo Renan Loffreda, head de Novos Negócios da Zignet, esse crescimento pode ser explicado por múltiplos fatores:

“Além de maior fiscalização, podemos atribuir esse aumento em São Paulo ao crescimento do número de condutores e da frota. Mas o que precisamos ressaltar é que o trânsito requer educação e atenção a todo momento. Todos precisam entender o quão importante é seguir as normas, como o uso do cinto de segurança, limite de velocidade e o não uso do celular”, destaca.

Quais são as infrações mais cometidas no Brasil?

O estudo também mapeou quais tipos de infrações lideram o ranking nacional:

  1. Excesso de velocidade de até 20% – 29,4 milhões de autuações (infração média)
  2. Velocidade entre 20% e 50% acima do permitido – 4,8 milhões (infração grave)
  3. Avançar sinal vermelho ou ignorar parada obrigatória – 3.979.188 (gravíssima)
  4. Não identificação do condutor infrator por pessoa jurídica – 3,9 milhões (sem gravidade)
  5. Estacionar em local proibido ou irregular – 2,3 milhões (diversas gravidades)

“Aquela paradinha rápida de cinco minutos em lugar proibido pode pesar no bolso e acumular pontos na CNH dos condutores. Então, o melhor é se programar para pagamentos rotativos, estacionamentos ou buscar as vagas permitidas”, alerta a Zignet.

Arrecadação com multas ultrapassa R$ 35 bilhões em dois anos

Considerando os valores base das multas — que vão de R$ 88,38 (leve) a R$ 293,47 (gravíssima) — a arrecadação total com autuações foi de:

  • R$ 17,83 bilhões em 2023
  • R$ 17,45 bilhões em 2024

Os dados foram extraídos de fontes oficiais, como o sistema RENAEST e outras bases públicas do governo federal. Para garantir a confiabilidade e a padronização dos dados, a PI Júnior foi responsável pela consolidação e alinhamento das informações referentes aos dois anos analisados.

O que os dados revelam

O estudo reforça que, mais do que punir, é preciso entender o aumento nas multas como um alerta. A alta incidência de infrações como excesso de velocidade, desrespeito à sinalização e estacionamento irregular indica que ainda há falta de conscientização e preparo dos condutores brasileiros.

Ao mesmo tempo, a fiscalização mais eficiente e o uso de tecnologias para identificar irregularidades vêm contribuindo para um controle mais rigoroso — especialmente em estados com grandes frotas, como São Paulo.

Quer evitar multas e dirigir com mais segurança?
  • Respeite os limites de velocidade.
  • Evite o uso do celular ao volante.
  • Use sempre o cinto de segurança.
  • Estacione apenas em locais permitidos.
  • E nunca ignore a sinalização.

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Maio Amarelo: como a tecnologia pode salvar vidas no trânsito

ter, 20/05/2025 - 08:15
Integrada a políticas públicas, educação e fiscalização, a tecnologia tem o poder de transformar o cenário viário brasileiro. Foto: radub85 para Depositphotos

Durante o Maio Amarelo, a conscientização sobre segurança viária ganha destaque em todo o país. No entanto, um aspecto com enorme potencial de impacto ainda é pouco explorado nas campanhas: o papel da tecnologia na prevenção de sinistros e na construção de um trânsito mais seguro.

Dos veículos com sensores inteligentes às soluções de monitoramento em tempo real, a inovação tecnológica pode ser uma aliada poderosa para salvar vidas — mas ainda enfrenta desafios de acesso e aplicação prática nas ruas brasileiras.

Carros mais seguros e conectados

A indústria automotiva tem investido cada vez mais em recursos tecnológicos voltados à segurança, como sensores de ponto cego, frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa e câmeras 360º. Esses sistemas reduzem a margem de erro humano, que ainda é responsável por mais de 90% dos acidentes de trânsito, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, explica que infelizmente, a maioria desses recursos ainda está presente apenas em veículos de alto custo.

“Democratizar o acesso à tecnologia embarcada é um passo essencial para ampliar seus benefícios à população em geral”, alerta.

Monitoramento e inteligência para prevenir sinistros

Outro avanço promissor é o uso de câmeras inteligentes, sensores e big data para monitorar o tráfego em tempo real. Em cidades como São Paulo e Curitiba, já há testes e projetos-piloto que utilizam inteligência artificial para prever pontos críticos de colisões, melhorar o tempo dos semáforos e até detectar comportamentos de risco, como excesso de velocidade ou avanço de sinal vermelho.

É possível integrar esse tipo de monitoramento a campanhas educativas e ações de fiscalização mais eficientes, evitando acidentes antes mesmo que eles ocorram.

Veículos autônomos: oportunidade ou risco?

Os veículos autônomos, ainda em estágio inicial no Brasil, também prometem revolucionar a segurança no trânsito. Sem a interferência direta do fator humano, esses veículos tendem a ser mais precisos, atentos e obedientes às leis de trânsito.

No entanto, sua adoção levanta questões importantes sobre infraestrutura, legislação e inclusão digital. É preciso garantir que o avanço tecnológico não aumente ainda mais as desigualdades no acesso à mobilidade segura.

Maio Amarelo: mais inovação, tecnologia e menos tragédias

Conforme Mariano, durante o Maio Amarelo, é essencial colocar a tecnologia no centro das discussões sobre segurança viária.

“Isso significa cobrar investimentos públicos em soluções inteligentes de trânsito, promover a atualização da legislação para comportar novas tecnologias e incentivar a pesquisa em mobilidade segura. Além disso, campanhas educativas devem incluir o uso consciente da tecnologia no trânsito — como evitar o uso do celular ao volante e compreender os limites dos assistentes automotivos”, conclui.

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Minas lança programa para formar examinadores com foco mais didático e humanizado

seg, 19/05/2025 - 18:00
O curso irá capacitar e desenvolver profissionais para atuação nas bancas examinadoras dos processos de habilitação de condutores. Foto: Assessoria de Comunicação – Seplag-MG

Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), segue avançando na modernização dos exames de direção para candidatos à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Com foco em didática, humanização e segurança do processo, o Programa de Formação de Examinadores de Trânsito (PFDE) irá capacitar e desenvolver profissionais para atuação nas bancas examinadoras dos processos de habilitação de condutores de veículos automotores no estado.

A iniciativa irá formar cadastro de reserva e renovar o quadro atual de examinadores de trânsito. O curso será ofertado pela Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET-MG) em parceria com a Escola de Governo da Fundação João Pinheiro (FJP). Ele prevê até 420 vagas.

Das vagas, 400 são para servidores efetivos da carreira de Professor de Educação Básica em exercício nas Superintendências Regionais de Ensino – Metropolitanas A, B e C.

As outras 20 vagas são exclusivas para servidores das unidades administrativas da CET-MG. As inscrições estarão abertas entre os dias 20/5 e 5/6, por meio do Sistema Acadêmico da Escola de Governo.

“Estamos, aos poucos, reescrevendo e simplificando todos os serviços de trânsito em Minas Gerais. Houve a digitalização de muitas etapas e, agora, damos início a uma importante frente de atuação. Ela irá melhorar os exames da formação de condutores em todo o estado”, afirma o chefe de Trânsito de Minas Gerais, Lucas Vilas Boas.

Metodologia

A capacitação possui método de ensino baseado em metodologias ativas de aprendizagem. Além disso, busca assegurar que os examinadores de trânsito formados desenvolvam competências essenciais para o exercício de suas funções nos processos de habilitação, renovação, reabilitação e controle do condutor.

“A iniciativa irá formar novos examinadores, além de promover a futura atualização e reciclagem do grupo atual, por meio de um programa que utiliza as melhores práticas pedagógicas e prioriza um atendimento humanizado junto ao rigor técnico necessário para garantirmos a qualidade do processo e um trânsito cada vez mais seguro”, completa Lucas Vilas Boas.

Curso de formação

As inscrições deverão ser efetuadas exclusivamente no endereço eletrônico da Escola de Governo da FJP. A divulgação da lista dos servidores que tiverem as inscrições efetivadas ocorrerá no site www.transito.mg.gov.br.

Ao todo, o curso tem 220 horas-aula, com conteúdo teórico e partes práticas vivenciais. O processo de formação também contempla uma avaliação psicológica para fins pedagógicos, frequência mínima de 75% e avaliação com aproveitamento mínimo de 70%, em cada módulo.

Regulamentação

A publicação da Portaria nº 0645/2025, que instituiu o programa, ocorreu pela CET-MG no dia 10 de maio de 2025. Simultaneamente, a CET-MG publicou o edital de chamamento nº 001/2025, referente ao 1º ciclo do Curso de Formação de Examinador de Trânsito.

A partir da publicação do Decreto Estadual nº 48.898/2024, de 20 de setembro de 2024, surgiu a possibilidade de ingresso dos professores da rede estadual de ensino no processo de realização dos exames de direção.

A iniciativa segue os parâmetros da Resolução nº 789/2020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Além disso, busca assegurar que os novos examinadores tenham plena competência para atuação nas bancas examinadoras. É possível consultar outras informações no site da CET-MG

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Recall: Detran traz orientações para os proprietários de veículos sobre os chamados avisos de risco

seg, 19/05/2025 - 13:30
Para verificar a existência de algum recall pendente, o proprietário pode consulta pela CDT ou Portal do Governo Federal. Foto: Felix Carneiro/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), dá orientações e informa que o chamado recall é um procedimento no qual os fornecedores chamam de volta os consumidores quando um defeito de fabricação é identificado em seus veículos. Ou seja, o fabricante ao verificar que seu produto está com defeito, torna público a necessidade do recall. A empresa deverá fazer uma campanha e divulgá-la em suas páginas oficiais e em outros meios de comunicação, como jornais e rádios, ou também entrar em contato direto com o consumidor.

Conforme afirma a agente de trânsito do Detran/TO, Cleidiane Veras.

“O recall é necessário para que qualquer defeito seja imediatamente corrigido, desta forma, assegurando ao proprietário que tudo esteja dentro dos parâmetros de segurança e que evite ao máximo sinistros por mal funcionamento do veículo. Também é importante ressaltar que o custo de reparo é de responsabilidade do fabricante, ou seja, o recall é completamente gratuito”, destacou a agente.

Como saber se possui um recall pendente?

Conforme o órgão, o proprietário pode verificar no portal do Senatran ( https://www.gov.br/pt-br/apps/carteira-digital-de-transito-1 ), na Carteira Digital de Trânsito (CDT) e também consultar no portal do GOV.BR ( https://www.gov.br/pt-br ) em Meus Veículos. Também é possível consultar o fabricante para o consumidor se certificar de que não possua nenhum recall em espera.

Existem penalidades para quem não atende ao recall?

Quando o proprietário não atender ao recall dentro de um ano, não será possível renovar o licenciamento do veículo, o que pode resultar em uma multa de R$ 293,47, sete pontos registrados na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ainda como ter o veículo removido, conforme art. 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Não atender ao recall também pode colocar em risco a segurança dos condutores bem como dos passageiros e causar sinistros.

As informações são de Sophia Luísa / Governo do Tocantins – *Estagiária sob a supervisão de Rogério Tortola

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Celular ao volante: por que subestimamos um dos maiores causadores de sinistros?

seg, 19/05/2025 - 08:15
O ideal é que o aparelho esteja fixado em suporte adequado e as ações sejam realizadas com o veículo parado. Foto: luckybusiness para Depositphotos

O uso do celular ao volante já é considerado por especialistas como um dos maiores causadores de sinistros e uma das maiores ameaças à segurança no trânsito . Mesmo assim, essa prática perigosa segue sendo banalizada por condutores, que frequentemente checam mensagens, fazem ligações ou usam aplicativos de navegação enquanto dirigem — muitas vezes, sem perceber o risco que isso representa.

Dados da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) indicam que usar o celular ao dirigir aumenta em até 400% o risco de acidentes. Isso porque o condutor desvia a atenção visual, cognitiva e manual da direção — um triplo fator de risco. Ainda assim, poucos reconhecem a gravidade da distração causada por esses aparelhos.

A falsa sensação de controle

Um dos maiores perigos do uso do celular ao volante é a ilusão de que é possível manter o controle do veículo enquanto se envia uma mensagem ou confere uma notificação. Estudos mostram que, ao ler uma mensagem, o motorista pode ficar entre 3 e 5 segundos sem olhar para a via — tempo suficiente para percorrer mais de 100 metros completamente às cegas, se estiver a 80 km/h.

De acordo com Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, essa “multitarefa” na direção não existe.

“O cérebro humano não consegue processar com eficiência duas atividades complexas ao mesmo tempo, como dirigir e digitar. O resultado pode ser uma freada tardia, uma ultrapassagem mal calculada ou um atropelamento”, alerta.

Dados preocupantes

Conforme levantamento recente da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o uso de celular ao volante já figura entre os principais fatores de risco em sinistros de trânsito no Brasil, ao lado de velocidade excessiva e consumo de álcool. Em muitos casos, no entanto, não há o registro oficial da causa real do acidente — a distração —, o que dificulta dimensionar com precisão o impacto desse comportamento.

Além do risco para a vida, manusear o celular ao volante é uma infração gravíssima, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A penalidade inclui 7 pontos na CNH e multa de R$ 293,47. “Apesar disso, a fiscalização ainda é limitada, e a percepção de impunidade contribui para a repetição da infração”, diz Mariano.

Veja também Mobilidade e Tecnologia Entenda como a tecnologia tem sido uma aliada no combate aos perigos do trânsito  CFCs Detran regulamenta uso de tecnologias embarcadas em veículos de aprendizagem Fiscalização e Legislação Novos radares em SP detectam uso de celular ao volante Tecnologias ajudam — e atrapalham

Paradoxalmente, o celular é também uma ferramenta que auxilia na mobilidade urbana. Aplicativos de GPS, rotas em tempo real e chamadas de emergência são recursos valiosos, mas que exigem uso consciente e seguro.

“O ideal é que o aparelho esteja fixado em suporte adequado e as ações sejam realizadas com o veículo parado”, orienta o especialista.

Assistentes virtuais e comandos por voz ajudam a minimizar o risco, mas não eliminam a distração. Especialistas alertam: quanto mais atenção se desvia da via, maior o perigo — independentemente da tecnologia envolvida.

Uma mudança de cultura é urgente

Neste Maio Amarelo, o tema da distração ao volante precisa ocupar um lugar central no debate sobre segurança viária.

“Campanhas educativas devem mostrar com clareza que o celular ao volante não é um hábito moderno — é uma escolha perigosa, que pode causar mortes evitáveis. É hora de reforçar que dirigir exige atenção total. A mensagem pode esperar. A vida, não”, conclui Mariano.

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Fui parado na blitz e me recusei a fazer o bafômetro. O que você precisa saber? 

dom, 18/05/2025 - 18:00
Mesmo não sendo obrigado a fazer o teste, a simples recusa em se submeter ao bafômetro configura uma infração. Foto: Divulgação.

É crescente o número de blitzes realizadas pelo Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (DETRAN-AM) em Manaus. Essa intensificação faz parte de um esforço contínuo para aumentar a segurança viária e diminuir os sinistros provocados por motoristas sob a influência de álcool. Nesse contexto, muitos condutores têm sido autuados em blitz por embriaguez ao volante ou pela recusa em realizar o teste do bafômetro (etilômetro). Diante dessas situações, surgem dúvidas cruciais: Como o motorista deve proceder ao ser abordado? Quais as consequências da recusa? E se o teste acusar positivo? Recorrer da multa vale a pena?

Para esclarecer essas e outras questões, o advogado Iran Fabricio, especialista em Direito de Trânsito, responde alguns questionamentos.

Sou obrigado a fazer o bafômetro?

Conforme o especialista, não, o condutor não é obrigado a realizar o teste do bafômetro. A Constituição Federal, em seu artigo 5º, inciso LXIII, garante o direito de não se autoincriminar. Isso significa que ninguém pode ser forçado a produzir provas contra si mesmo.

“Contudo, é importante ressaltar que, mesmo não sendo obrigado a fazer o teste, a simples recusa em se submeter ao bafômetro configura uma infração administrativa prevista no artigo 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Essa infração acarreta penalidades automáticas, independentemente de o condutor apresentar ou não sinais de embriaguez”, alertou.

Consequências da Recusa ao Bafômetro na blitz (Art. 165-A do CTB):

Ao se recusar a realizar o teste do bafômetro, o condutor estará sujeito às seguintes penalidades administrativas:

  • Multa no valor de R$ 2.934,70.
  • Suspensão do direito de dirigir (Carteira Nacional de Habilitação – CNH) por 12 meses.
  • Obrigatoriedade de realizar curso de reciclagem.
E se eu fizer o bafômetro na blitz e der positivo? (Art. 165 do CTB)

As penalidades para quem realiza o teste do bafômetro na blitz e é flagrado dirigindo sob a influência de álcool variam conforme a quantidade registrada no aparelho. É crucial observar que a Resolução nº 432/2013 do CONTRAN estabelece os procedimentos para a fiscalização do consumo de álcool e define os limites para infração administrativa e crime de trânsito.

Resultado entre 0,05 mg/L e 0,33 mg/L (considerando a margem de erro do etilômetro de 0,04):

Neste caso, o condutor comete uma infração administrativa, sujeitando-se às mesmas penalidades da recusa:

  • Multa de R$ 2.934,70;
  • Suspensão da CNH por 12 meses;
  • Curso de reciclagem obrigatório.
2. Resultado igual ou superior a 0,34 mg/l

Além da infração administrativa, o condutor poderá responder por crime de trânsito, conforme art. 306 do CTB:

  • Multa + suspensão + reciclagem;
  • CNH retida por até 5 dias;
  • Encaminhamento à delegacia e registro de boletim de ocorrência;
  • Possibilidade de prisão em flagrante e pagamento de fiança;
  • Obrigatoriedade de outro condutor habilitado para retirar o veículo, caso contrário, o veículo será recolhido ao depósito, com custos de guincho e diárias.


O artigo 7º, inciso II, da Resolução nº 432/2013 do CONTRAN estabelece que o crime previsto no artigo 306 do CTB se caracteriza quando o teste do etilômetro apresentar uma medição realizada igual ou superior a 0,34 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expirado, descontada a margem de erro máximo admissível.

Vale a pena recorrer da multa?

O advogado declara que sim, vale a pena e destaca a importância de recorrer “a defesa técnica é fundamental, principalmente para verificar se o Auto de Infração de Trânsito (AIT) foi lavrado em conformidade com os requisitos legais e regulamentares”.

Ele ressalta que sua atuação não visa defender a conduta de dirigir sob efeito de álcool, mas sim garantir que a autuação tenha obedecido ao devido processo legal. Assim como o condutor deve cumprir as normas, a Administração Pública também está sujeita à legalidade e à forma previstas na legislação. “A mesma exigência que se aplica ao cidadão deve ser cobrada do Estado. Se o auto for elaborado de forma incorreta, a penalidade é nula”, explica o advogado.

O advogado ressalta que a legislação de trânsito é rigorosa com o condutor, e defesas apresentadas fora do prazo ou sem a devida assinatura podem ser arquivadas sem análise do mérito.

Se o Auto de Infração de Trânsito (AIT) não for preenchido corretamente pelo agente autuador seja por omissão de dados obrigatórios, como a ausência de local, data ou hora da infração, ou qualquer desrespeito às exigências legais a autuação poderá ser considerada nula. Isso porque viola os princípios da legalidade e da forma, indispensáveis à validade de qualquer ato administrativo sancionador.

Por onde começar?

1. Primeiro: independentemente de ter realizado o exame ou não, solicite a cópia do Auto de Infração (AIT) no ato da abordagem, fique atento aos prazos para apresentar sua Defesa Prévia, aguarde o resultado da decisão, se deferido o AIT será arquivado, ou;

2. Indeferido, você receberá notificação de penalidade (NP) para apresentar recurso a JARI (1º instância), ou se preferir pagar a multa com desconto de 20%;

3. Indeferido o recurso a JARI, você terá outra oportunidade de apresentar recurso ao CETRAN (2° instância).

O Manual Brasileiro de Fiscalização de trânsito (MBFT), claramente afirma que o Auto de Infração de Trânsito é peça informativa que subsidia a Autoridade de Trânsito na aplicação das penalidades e sua consistência está na perfeita caracterização da infração, devendo ser preenchido de acordo com as disposições contidas no artigo 280 do CTB e demais normas regulamentares, com registro dos fatos que fundamentaram sua lavratura, orienta o advogado, que você nunca se deve apresentar uma defesa sem antes analisar do Auto de Infração.

Preciso de advogado para apresentar a defesa administrativa?

Não. A legislação de trânsito não exige a representação por advogado para a apresentação de Defesa Prévia, Recurso à JARI ou ao CETRAN. O próprio condutor pode elaborar e protocolar sua defesa no processo administrativo.

Contudo, embora não seja obrigatório, é altamente recomendável que o condutor busque orientação de um advogado especialista em Direito de Trânsito, especialmente nos casos em que a autuação envolve infração gravíssima, como a recusa ao bafômetro ou a condução sob efeito de álcool.

“A atuação especializada permite identificar vícios técnicos no Auto de Infração, garantir o cumprimento dos prazos legais e apresentar uma argumentação fundamentada, aumentando consideravelmente as chances de sucesso na reversão da penalidade”, orienta o advogado Iran Fabricio.

De acordo com o especialista em Direito de Trânsito, receber a autuação não significa receber automaticamente uma condenação. Se houver ilegalidades na autuação, o ato administrativo pode e deve ser anulado.

“O direito de defesa é constitucional. Exigir o cumprimento da lei não é proteger o infrator é proteger o cidadão contra abusos e garantir um processo justo”, conclui Iran Fabricio.

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Transporte de Cargas aposta em práticas sustentáveis para reduzir impacto ambiental

dom, 18/05/2025 - 13:30
Com a realização da COP 30 no Pará este ano, o tema ganha ainda mais relevância e impacto. Foto: Divulgação.

O transporte de cargas é responsável por mais de 65% das movimentações comerciais no Brasil e desempenha um serviço essencial para a economia, a preocupação agora é o impacto ambiental desse modelo. O setor é a principal fonte de emissão de CO₂ bem como outros gases poluentes quando são considerados todos os meios de transporte terrestres e por esta razão a descarbonização é uma medida que precisa ser adotada de forma urgente.

Com a realização da COP 30 no Pará este ano, o tema ganha ainda mais relevância e impacto, devido a nova meta climática anunciada pelo governo para reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa de 59% a 67% até 2035 e diminuir 400 milhões de toneladas de CO₂ no setor energético até 2050.

A Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste (Fetranslog/NE), tem investido em medidas para diminuir o impacto no meio ambiente da região e orientações para que os sindicatos filiados coloquem em prática ações sustentáveis.

Confira as alternativas sugeridas pela entidade para reduzir o impacto ambiental no transporte de cargas:
  • Adotar a sustentabilidade como uma meta: A sustentabilidade precisa ser cultivada diariamente para apresentar resultados, por isso inserir práticas sustentáveis nas metas da empresa contribui para alcançar um resultado satisfatório.
  • Priorizar rotas mais eficientes: Além de reduzir a circulação dos veículos, ao otimizar as rotas, as empresas reduzem o prazo de entrega e o consumo de combustível. Essa medida contribui para aumentar a satisfação dos clientes e diminuir a jornada de trabalho dos motoristas.
  • Instalar sistemas de controle de emissão: Existem tecnologias que auxiliam na redução da emissão de carbono e demais gases poluentes. No caso de caminhões que utilizam diesel, existem filtros de partículas e catalisadores.
  • Realizar a manutenção preventiva e revisão periodicamente: A manutenção dos veículos é fundamental para garantir um transporte de cargas mais seguro, pois os caminhões defeituosos tendem a causar mais poluição, custos e consumir mais combustível.
  • Investir em tecnologias de baixo carbono: Os veículos elétricos e híbridos utilizam combustíveis renováveis, como por exemplo biodiesel e hidrogênio. A utilização desse tipo de meio de transporte reduz significativamente as emissões de carbono e também ajuda as empresas a se prepararem para futuras regulamentações, que tendem a ser mais rigorosas.
  • Firmar parcerias sustentáveis: É importante priorizar parceiros que também tenham a sustentabilidade como um objetivo, para que os objetivos estejam alinhados e ações sustentáveis não sejam um problema nos relacionamentos com fornecedores. 
  • Utilizar embalagens sustentáveis: Embalagens mais leves diminuem o peso dos materiais transportados, o que gera uma redução no consumo de combustível. E os materiais biodegradáveis ou reciclados ainda reduzem o impacto ambiental das embalagens.

Ao adotar algumas dessas práticas, as empresas estão contribuindo para proteger o meio ambiente e contribuir com a descarbonização.

Nesse processo também são observados benefícios como a redução dos custos operacionais, adequação às regulamentações atuais ou futuras e a inserção em um requisito cada vez mais importante para os consumidores. 

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Taxa de mortes em sinistros de motocicletas cresce 12,5% no país

dom, 18/05/2025 - 08:15
A taxa de mortes causadas por sinistros de trânsito voltou a crescer no país. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A taxa de mortes causadas por sinistros de trânsito voltou a crescer no país, alcançando 16,2 óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes. O dado se refere a 2023 e representa alta de 2,5% ante 2022, quando o índice era 15,8.Especificamente em relação a sinistros envolvendo motocicletas, a taxa atingiu 6,3 mortes por 100 mil habitantes em 2023, o que equivale a alta de 12,5% ante 2022. Desde 2020, a taxa era mantida em 5,6.

Os números fazem parte do Atlas da Violência 2025, divulgado nesta segunda-feira (12), no Rio de Janeiro. É a primeira vez que o estudo traz dados sobre a violência no trânsito.

O destaque negativo do índice de acidentes com motos fica flagrante também quando se observa um período de comparação mais longo: de 2013 a 2023.

  • Mortes gerais no trânsito: recuo de 21,2 para 16,2 mortes por 100 mil habitantes – redução de 23,6%;
  • mortes com motocicletas: aumento de 6 para 6,3 mortes por 100 mil habitantes – alta de 5% (chegou a cair para 5,3 em 2019)

Atlas da Violência é elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado ao governo federal, e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), uma organização sem fins lucrativos.

O estudo coordenado pelo pesquisador Daniel Cerqueira, do Ipea, e pela diretora executiva do FBSP, Samira Bueno, coleta dados de fontes oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela contagem da população, e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

Número de acidentes

O anuário registrou 34,9 mil acidentes de trânsito envolvendo morte em 2023. No ano anterior foram 33,9 mil. Na série apresentada pelo Atlas da Violência, o ano com mais casos foi 2014, com quase 43,8 mil.

Já em relação ao número de acidentes com óbito que envolveram motocicletas, 2023 teve quase 13,5 mil, ante 12 mil no ano anterior. Em 2014 foram registrados 12,6 mil, pico do período de 2013 a 2023.

As informações de 2023 indicam que as motos estão envolvidas em 38,6% dos acidentes com mortes no trânsito. Essa proporção varia enormemente quando se analisam dados dos estados. 

Em sete deles, os acidentes com motocicletas são mais da metade:

  • Piauí: 69,4%
  • Ceará: 59,5%
  • Alagoas: 58,4%
  • Sergipe: 57,8%
  • Amazonas: 57,3%
  • Pernambuco: 54,4%
  • Maranhão: 52,2%

As unidades da federação com menores proporção são:

  • Rio de Janeiro: 21,4%
  • Amapá: 24,1%
  • Rio Grande do Sul: 24,5%
  • Distrito Federal: 24,5%
  • Minas Gerais: 25,9%
  • Paraná: 30,7%

De acordo com o pesquisador do Ipea Carlos Henrique Carvalho, o crescimento do número de mortes no trânsito em acidentes de moto é consequência direta do aumento da frota e uso desses veículos no Brasil.

“A frota de moto vem aumentando muito, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, nos estados mais pobres, já que é um veículo mais acessível, de custo operacional baixo”, disse à Agência Brasil.

Maiores taxas de mortes por acidentes com motos por 100 mil habitantes:

  • Piauí: 21
  • Tocantins: 16,9
  • Mato Grosso: 14,7
  • Rondônia: 12,6
  • Maranhão: 11,2
  • Sergipe: 11,2

Menores taxas de mortes por acidentes com motos por 100 mil habitantes:

  • São Paulo: 3,6
  • Rio Grande do Sul: 3,7
  • Acre: 3,7
  • Distrito Federal: 2,4
  • Rio de Janeiro: 2,4
  • Amapá: 2,3
Transporte de passageiros

Carlos Henrique Carvalho adverte que os dados sobre acidentes e mortes causadas por motocicletas devem ser “colocados em debate” no momento em que cidades discutem a regulamentação do serviço de transporte de passageiros por esse veículo.

Em São Paulo, por exemplo, a questão virou batalha na Justiça, com a prefeitura contrária à liberação do serviço.

De acordo com Carvalho, na década de 2000, “cerca de 15% das mortes no trânsito no Brasil eram de usuários de motocicleta. Em 2010, pulou para quase 35%”.

Ele descreve o veículo como inseguro. “Não oferece nenhuma proteção ao usuário. Quando há algum tipo de sinistro ou queda, a probabilidade de ocorrer algo grave ou óbito é muito grande”, afirma.

“É bastante questionável para ser considerado no transporte comercial de passageiros”, conclui.

As informações são da Agência Brasil

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Segurança no trânsito: entenda o papel da conservação dos pneus na redução de acidentes

sab, 17/05/2025 - 18:00
Os pneus cumprem a função da tração, da dirigibilidade e da capacidade de frenagem do veículo. Foto: igoriss / iStock

Um dos componentes fundamentais nos automóveis, os pneus, sejam de moto ou pneus aro 14 são responsáveis pelo contato e pela aderência do veículo com o solo. Fabricados por meio de uma combinação de vários componentes como nylon e aço, mas, principalmente, borracha, seja ela natural ou sintética, devem ser resistentes, flexíveis na medida certa e duráveis. Os pneus cumprem a função da tração, da dirigibilidade e da capacidade de frenagem do veículo. Por isso, a conservação dos pneus é tão importante.

São eles também que sofrem os primeiros impactos dos obstáculos, o que significa que devem ser capazes de absorver os choques. Não raro, todos esses processos acontecem simultaneamente.

Por conta disso, devem ser de qualidade e ter procedência. Afinal, pneus mal cuidados, em mau estado ou de má qualidade apresentam grande risco para motoristas, passageiros e para o trânsito em geral, pois podem estourar a qualquer momento ou, então, não garantir a aderência adequada.

Problemas comuns nos pneus

Um exemplo de pneu mal cuidado é o pneu careca. O pneu careca é aquele cujos sulcos já não apresentam a espessura ideal, diminuindo a aderência com o asfalto. Desta forma, o pneu torna-se “escorregadio”, principalmente em pista molhada. Além disso, afetam a estabilidade do carro na pista.

Uma das consequências diretas disto pode ser a perda de controle do veículo. E tendo em vista a necessidade de conscientização sobre a importância de conferir sempre o estado dos pneus, instituições como a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos e fabricantes de pneus como a Dunlop, Firestone, Bridgestone e Pirelli apoiam o Maio Amarelo.

O Movimento, criado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária há mais de 10 anos, tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre os riscos do trânsito, bem como reforçar a responsabilidade dos condutores com as leis de trânsito, entre outras atitudes, como a de fazer a manutenção preventiva. 

Conferindo o estado do pneu

Entre as atitudes positivas em relação aos pneus cabe, por exemplo, procurar por sinais de desgaste na banda de rodagem, principalmente por desgaste irregular. Isso é, o desgaste que acontece por uma montagem errada ou por falta de alinhamento. Quando isso acontece, apenas parte do pneu fica em contato com o solo, o que compromete a estabilidade do veículo.

Outro tipo de desgaste é aquele devido ao uso prolongado. Para tanto, o motorista deve procurar pelo TWI, ou Tread Wear Indicator, que é o Índice de Desgaste da Banda de Rodagem. É um sinal localizado no pneu, geralmente entre os seus sulcos, que indica quando o pneu alcançou o limite de profundidade da banda de rodagem.

Este limite é de 1,6 mm em veículos de passeio e de 0,8 mm em pneus de motocicletas. Uma forma bastante simples de conferir este limite em um carro consiste no seguinte: utilizando uma moeda de 1 real, insira-a no sulco do pneu. Se o aro dourado não aparecer, a banda de rodagem ainda está boa. Caso apareça, é hora de trocar os pneus.

A importância da calibragem na pressão correta 

Outra atitude importante para a conservação dos pneus e muitas vezes negligenciada é a calibragem dos pneus, principalmente do estepe. Os pneus suportam a carga do veículo e, caso não estejam dentro da calibragem ideal, a aderência do carro é diminuída, bem como se aumenta o tempo de frenagem e o consumo de combustível.

Já quanto o estepe, é fundamental que esteja calibrado dentro das especificações da montadora para que, caso um pneu fure, possa ser prontamente utilizado na troca. É importante lembrar que o estepe deve ser usado somente para a ida até o borracheiro. Isso é, não pode ser usado para rodar como um pneu comum.

O certo é calibrar os pneus logo pela manhã ou com eles ainda frios. A calibragem com os pneus quentes é problemática, porque a temperatura expande os gases dentro da câmara. Logo, a leitura da pressão real se torna equivocada e encher os pneus nesta condição tende a uma sub inflação.

Conservação: sempre vistorie os pneus

A inspeção visual constante é também muito importante. Procure sempre por bolhas ou rachaduras. Caso encontre algo assim, substitua o pneu imediatamente, pois há um grande risco do pneu explodir ao rodar. Para evitar que se formem, é fundamental evitar impactos com meio-fio, valetas ou então buracos.

Esse tipo de vistoria pode ser feita de pneus de motocicletas, a pneus aro 14 de veículos de passeio a até mesmo pneus de caminhões. O rodízio entre os pneus também é recomendado para um desgaste natural mais equilibrado. No mais, criando esses hábitos positivos, ajuda-se a tornar o trânsito um local mais seguro para todos.

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